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Introdução

Desenvolvimento infantil é um processo que começa na concepção e envolve


crescimento físico, maturação neurológica, comportamental, cognitiva, social e afetiva
da criança. Tem como produto tornar a criança competente para responder as suas
necessidades e às do seu meio.

O desenvolvimento infantil pode ser visto por diferentes facetas, que fazem parte desse
processo. Dependendo da abordagem teórica adotada, a ênfase recai sobre um aspecto
ou outro, como a questão biológica, processos maturacionais,as relações entre meio
ambiente e individuo,as interações sociais,as relações objetais ou as questões referentes
ao inconsciente e ao discurso familiar.

O Construtivismo é uma das correntes empenhadas em explicar como a inteligência


humana se desenvolve partindo do principio de que o desenvolvimento da inteligência é
determinado pelas ações mútuas entre o individuo e o meio (Carretero, 2002). A idéia é
que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do
meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e
organizar o seu próprio conhecimento de forma cada vez mais elaborada (Taille,
Oliveira e Dantas, 1992). Dessa forma pode-se dizer que o conhecimento consiste numa
reestruturação de saberes anteriores, mais que na substituição de conceitos por outros. A
passagem de uma didática centrada na transmissão do conhecimento para outra baseada
na sua construção não nasce de um dia para outro. Assim, as abordagens construtivas
para qual contribuíram os trabalhos de Piaget, Ausubel, Vygotsy e Bruner tem
denominado a investigação nos últimos anos sobre o construtivismo e a aprendizagem.

As diferenças entre Piaget e Vygotsky parecem ser muitas, mas eles partilham de
pontos de vista semelhantes. Ambos entenderam o conhecimento como adaptação
e como construção individual e concordaram que a aprendizagem e o
desenvolvimento são auto-regulados. Discordaram quanto ao processo de
construção, ambos viram o desenvolvimento e aprendizagem da criança como
participativa, não ocorrendo de maneira automática. Estavam preocupados com o
desenvolvimento intelectual, porém cada um começou e perseguiu por diferentes
questões e problemas. Enquanto Piaget estava interessado em como o
conhecimento é construído, e com isso, a teoria é um acontecimento da invenção
ou construção que ocorre na mente do indivíduo, Vygotsky estava interessado na
questão de como os fatores sociais e culturais influenciam o desenvolvimento
intelectual.

Esse trabalho visa mostrar o desenvolvimento infantil com ênfase nos estudos de Paiget
e Vicovksk,contrapondo as idéias de um com o outro baseando se na experiência pratica
vivenciada na creche .........
Jean Piaget(1896-1980) ,renomado psicólogo e filosofo suíço conhecido principalmente
por seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil, passou grande parte de sua
carreira profissional interagindo com crianças e estudando seu processo de raciocínio
Na visão de Piaget, as crianças são as próprias construtoras ativas do conhecimento
Piaget desenvolveu diversos campos de estudos científicos: a psicologia do
desenvolvimento, a teoria cognitiva e o que veio a ser chamado de epistemologia
genética.
Epistemologia Genética

Jean Piaget pesquisou e elaborou uma teoria sobre os mecanismos cognitivos da


espécie(sujeito epistêmico) e dos indivíduos(sujeito psicológico). A Epistemologia
tradicional só conhecia os resultados finais de um complexo processo de formação, mas
não como se inicia e como se dá esse processo Seu interesse centrava-se em como a
criança aprende, como o conhecimento progride dos aspectos mais inferiores aos mais
complexos e rigorosos,buscava compreender o processo de construção do conhecimento
no sujeito universal,sem se preocupar com a história,a classe social a cultura entre
outros.

A Epistemologia Genética procura através da experimentação, da observação,


desvendar os processos fundamentais da formação do conhecimento.
Piaget, em sua teoria, nos mostra como acontece o desenvolvimento cognitivo, ou seja,
o desenvolvimento do pensamento na criança. Desde os estágios iniciais até a
formalização do conhecimento, na adolescência. O importante é considerar que o
desenvolvimento cognitivo, na teoria piagetiana, não ocorre nos moldes do empirismo,
como provendo unicamente da experiência, imposto de fora para dentro e o sujeito
sofrendo passivamente a influência do meio. Nem tampouco é considerado inato e já
presente no sujeito e sim resultado das ações e interações do sujeito com o ambiente em
que ele vive.

Em seu trabalho de pesquisa sobre a gênese do conhecimento Piaget perguntava-se:

- As noções básicas do sujeito em crescimento provém da experiência, são apriorísticas


ou se constroem?
- Qual o mecanismo explicativo da constituição dos conhecimentos?

Foi a partir destas questões e com estas expectativas que Piaget averiguou a formação
do espaço, do tempo, da causalidade, do número, das quantidades físicas...;
praticamente quase todas as categorias cognitivas,desde as mais simples até as mais
complexas, desde o nascimento até a adolescência.

A conduta humana organiza-se em esquemas de ações ou de representações adquiridos,


elaborados pelo indivíduo a partir de sua experiência individual, que podem coordenar-
se variavelmente em função de uma meta intencional e formar estruturas de
conhecimento de diferentes níveis. A função que integra essas estruturas e sua mudança
é a inteligência.

Na teoria psicogenética há fatores internos do sujeito e fatores de interação do sujeito


com a realidade. Existem fatores influenciadores do desenvolvimento tais como:
hereditariedade (maturação biológica), experiência física, transmissão social. E um fator
que Piaget considera determinante: o processo de equilibração.

A hereditariedade influencia o desenvolvimento, mas é insuficiente para explicá-lo, a


própria maturação está na dependência da atividade do sujeito.

A experiência física é entendida como toda a experiência que resulta das ações
realizadas materialmente; se este é essencial ao desenvolvimento, também é insuficiente
porque a lógica da criança não é resultante apenas dele. É necessária a coordenação
interna entre as ações que a criança exerce sobre os objetos.

A transmissão social diz respeito ao fator da educação que é fundamental, mas não
suficiente. Para a transmissão ser possível entre o adulto e a criança ou entre o meio
social e a criança a ser educada, é necessário que ela assimile o que o meio lhe quer
transmitir. E essa assimilação é acionada pelas leis do desenvolvimento.

A equilibração é o fator essencial e determinante no desenvolvimento do sujeito neste


processo de adaptação ao meio em que vive. A equilibração se caracteriza por dois
aspectos: equilibrar entre si os outros 3 fatores do desenvolvimento e equilibrar a
descoberta de uma noção nova, com outras já existentes nas possibilidades de
entendimento da criança ou adulto.

Diante do enfrentamento de um conflito cognitivo, é necessário um jogo de regulações e


de compensações para que se atinja uma coerência entre o que já se sabia com as
novidades provocadoras deste conflito.

O processo interno de regulação e compensação se dá através de mecanismos internos


de assimilação e acomodação.

Assimilação: Piaget diz “pela assimilação, quando o sujeito age sobre o objeto este
não é absorvido pelo objeto, mas o objeto é assimilado e compreendido como relativo
às ações do sujeito... desde as coordenações mais elementares encontramos na
assimilação uma espécie de esboço ou prefiguração do julgamento: o bebê que
descobre que um objeto pode ser sugado, balançado ou puxado se orienta para uma
linha ininterrupta de assimilação, que conduzem até as condutas superiores, que usa o
físico quando assimila o calor ao movimento ou uma balança a um sistema de
trabalhos virtuais.”(Piaget, 1973,pg.69)

Ou seja assimilação é o mecanismo que o sujeito aplica para procurar compreender o


mundo. Todas as coisas, todas as idéias (dele e dos outros) tendem ser explicadas,
inicialmente, pelo próprio sujeito em função de seus esquemas ou estruturas cognitivas
até então construídas. O sujeito está num movimento constante de assimilação desta
realidade aos seus esquemas ou estruturas cognitivas. O sujeito está em constante
assimilação (retirada de dados).
Assim é que,nós, diante de qualquer situação nova, primeiramente buscamos interpretá-
la segundo nossas concepções atuais, emitindo hipóteses possíveis à sua interpretação
dentro do contexto presente de nossa inteligência.

Quando, diante de uma nova situação, a assimilação é possível, ocorre a incorporação


desta situação, ou seja, o seu entendimento, sem implicar necessidades de modificação
interior nas concepções de nossos sistemas cognitivos. O sujeito age e se apropria do
objeto de conhecimento, atribuindo-lhe significado próprio, já que é integrado às
possibilidades de entendimento (inteligência) até então construídas pelo sujeito.

Acomodação: A acomodação surge a partir das perturbações provocadas pelas situações


novas que o sujeito enfrenta.
Na acomodação, o sujeito age no sentido de se transformar, ajustando-se através de um
esforço pessoal e espontâneo às resistências impostas pelo objeto de conhecimento, que
não foi possível ser assimilado imediatamente. Ex.: o bebê tenta a preensão de uma
caixa com o mesmo movimento de preenção de um bico. Deve então acomodar a sua
preenção para conseguir pegar o objeto.

O processo de equilibração explica a construção das estruturas da inteligência: é no


equilíbrio progressivo entre a assimilação e a acomodação que o pensamento atinge sua
crescente mobilidade, perpassada pela ação adaptativa do sujeito ao meio. O processo
de equilibração é contínuo.

Quando o sujeito é capaz de integrar o novo conhecimento aos instrumentos cognitivos


construídos por modificação, melhoramento e superação das formas anteriores de
pensar, conceber e interpretar a realidade, cessa a sua ação reequilibradora, pois ele
atingiu um novo patamar de equilíbrio, superior e melhor do que os conquistados
anteriormente.

Estágios de Desenvolvimento segundo Piaget

Piaget considera 4 períodos no processo evolutivo da espécie humana que são


caracterizados "por aquilo que o indivíduo consegue fazer melhor" no decorrer das
diversas faixas etárias ao longo do seu Cada uma dessas fases é caracterizada por
formas diferentes de organização mental que possibilitam as diferentes maneiras do
indivíduo relacionar-se com a realidade que o rodeia (Coll e Gillièron, 1987). De uma
forma geral, todos os indivíduos vivenciam essas 4 fases na mesma seqüência, porém o
início e o término de cada uma delas pode sofrer variações em função das características
da estrutura biológica de cada indivíduo e da riqueza (ou não) dos estímulos
proporcionados pelo meio ambiente em que ele estiver inserido. processo de
desenvolvimento (Furtado, op.cit.).

De acordo com Piaget, o desenvolvimento cognitivo é um processo de sucessivas


mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas derivando cada estrutura
de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as
estruturas que o tornam cada vez mais apto ao equilíbrio.
Segundo Piaget o desenvolvimento da criança ocorre por estágios, ocorrendo uma
modificação progressiva dos esquemas de assimilação, propiciando diferentes maneiras
do indivíduo interagir com o meio, ou seja, de organizar seus conhecimentos visando
sua adaptação,
Os estágios evoluem como uma espiral, de modo que cada estágio engloba o anterior e
o amplia. Piaget não define idades rígidas para os estágios, mas sim que estes se
apresentam em uma seqüência constantes

Estágio Sensório Motor(0 a 2 anos)

Representa a conquista, através da percepção e dos movimentos, de todo universo


prático que cerca a criança. Isto é, a formação dos esquemas sensori-motores irá
permitir ao bebê a organização inicial dos estímulos ambientais.

"No ponto de partida da evolução mental, não existe, certamente, nenhuma


diferenciação entre o eu e o mundo exterior, isto é, as impressões vividas e
percebidas não são relacionadas nem à consciência pessoal sentida como um "eu",
nem a objetos concebidos como exteriores.

Uma das funções da inteligência será, portanto, nesta fase, a diferenciação entre os
objetos externos e o próprio corpo.

O período de bebê é sem dúvida bastante complexo do ponto de vista do


desenvolvimento, pois nele irá ocorrer a organização psicológicas básica em todos
os aspectos ( perceptivo, motor, intelectual, afetivo, social ). Do ponto de vista do
autoconhecimento, o bebê irá explorar seu próprio corpo, conhecer os seus vários
componentes, sentir emoções, estimular o ambiente social e ser por ele estimulado,
e assim irá desenvolver a base do seu autoconceito. Este autoconceito estará
alicerçado no esquema corporal, isto é, na idéia que a criança forma de seu próprio
corpo.

Começará, portanto, com uns poucos reflexos inatos que irão gradualmente, pelo
exercício, se transformando em esquemas sensori-motores. A criança irá
conquistar alguns comportamentos que lhe permitam dar uma organização à
realidade pela conquista da permanência substancial dos quadros sensoriais, da
construção do espaço prático; da causalidade e a objetivação das séries temporais.

Assim ao final do período, a criança terá conseguido atingir uma forma de


equilíbrio, isto é, terá desenvolvido recursos pessoais para resolver uma série de
situações através de uma inteligência explícita, ou sensório-motora.

Reflexos Primitivos-1 mês


Movimentos sem intenção

Coordenação sensório-motoras hereditárias

Gradualmente os reflexos sofrem processo de integração

A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de


ação para assimilar mentalmente o meio. Os reflexos form
am a base para a primeira parte do desenvolvimento mental.
Pela coordenação e integração dos reflexos os lactentes conhecem a si próprios
como seres ativos iniciando assim o desenvolvimento da inteligência

Reação Circular Primária(1-4meses)


Lactente com ele mesmo.
Interação do bebê com a possibilidade do seu corpo
Aprendizado voltado para o próprio corpo-tenta repetir um movimento que foi
casualmente emitido
Reflexos começam a ser organizados e coordenados
Exploração da mão, chupar os dedos, ajuste da postura da mão ao objeto
Não há busca visual pelo objeto desaparecido
Finaliza com 4 meses quando o bebê aprende a pegar as coisas.

ReaçãO Circular Secundária(4-8meses)


Coordenação da visão e preensão
Ações voltadas para o meio exterior-Primeira noção de tempo,espaço etc
Acidentalmente a criança mais o objeto produz um evento-Percepção da conexão
entre seu ato e resultado-Repetição do ato =noção primitiva de causa e feito ou
causalidade=Aprendizado
Ato repetido dirigido a um objeto externo ao corpo do lactente
Por volta do 7° mês começa a observar a queda dos objetos se estiverem em seu
campo visual
Pode começar a engatinhar
Permanência do objeto
No 8 mês inicia-se o período de angustia:lactente sabe identificar quem é familiar e
quem lhe é estranho

Reação Circular Retardada(8-12meses)


Do 4° ao 8° mês o bebê teve inúmeros aprendizados tanto quantitativamente como
qualitativamente e é necessário tempo para assimiliar e acomodar tudo que
aprendeu.
É um peródo para consolidar e conciliar o aprendizado do estágio
anterior,aplicando os conhecimentos adquiridos a novas situações.
Novos padrões de comportamentos irão surgir nesse processo de
experimentação(os esquemas antigos são a base para novas aquisições).
Memória capaz de armazenar e recuperar ações e padrões de comportamento(Só
tem memória porque já adquiriu permanência do objeto)
Demosntra planejamento e intenção na execução de suas ações
Realizam a busca visual e manual de objetos que desaparecem do seu campo
visual(coordenação visuo motora,memória,permanência do objeto,noção espacial e
temporal)
Imitação e antecipação aperfeiçoadas
Atos totalmente intencionais
O lactente não é a única fonte de causalidade-Isola os meios e os fins

Reação Circular Terciária(12-18meses)


A grande meta cognitiva é entender como a criança realmente afeta o mundo
exterior.
Grande interesse pela novidade,repete várias ações sobre o mesmo objeto
Excelente pesquisador realizando infinitas tentativas e erros para testar os
resultados finais
Reações intencionais,repetitivas e experimentais.
Tentativa e erro até acertar a solução
Planejamento e antecipação
Um plano intencional de usar um meio especifico para atingir o fim/finalidade.
Imitação de comportamentos totalmente novos para a criança
A representação mental de ações novas e modelos está em pleno desenvolvimento
Entende que as outras pessoas são agentes de ações e que podem ser o meio para
atingir uma finalidade
Procuram o objeto escondido por meio de uma série de deslocamentos objetos e
lugares
Noção madura de permanência do objeto
Desenvolvimento das habilidades lingüísticas e de comunicação
A relação com a figura materna,paterna e familiares é muito importante para o
desenvolvimento sócio afetivo da criança
Interiorização da ação-Próprio corpo/partes visíveis
Movimentos conhecidos/repertório da criança
Gestos e expressões não visíveis

Período Pré Operatório(2-7 anos)


É nesta fase que surge, na criança, a capacidade de substituir um objeto ou
acontecimento por uma representação (PIAGET e INHELDER, 1982), e esta
substituição é possível, conforme PIAGET, graças à função simbólica.
Vygovski
”Desde os primeiros dias do desenvolvimento da criança,suas atividades adquirem um
significado próprio num sistema de comportamento social,e sendo dirigidas a objetivos
definidos,são refratadas através do prisma do ambiente da criança.O caminho do objeto até a
criança e desta até o objeto passa através de outra pessoa.Essa estrutura humana complexa é o
produto de um processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas ligações entre
história individual e historia social.”
A psicologia sócio-histórica traz em seu bojo a concepção de que todo Homem se constitui
como ser humano pelas relações que estabelece com os outros. Desde o nosso nascimento
somos socialmente dependentes dos outros e entramos em um processo histórico que, de
um lado, nos oferece os dados sobre o mundo e visões sobre ele e, de outro lado, permite a
construção de uma visão pessoal sobre este mesmo mundo.
Temos assim um movimento de constituição do homem que passa pela vivência com os
outros e vai se consolidar na formação adulta de cada um de nós.A criança e o adulto trazem
em si marcas de sua própria história - os aspectos pessoais que passaram por processos
internos de transformação-,assim como marcas da historia acumulada no tempo dos grupos
sociais com quem partilham e vivenciam o mundo.Assim o individuo transforma-se de
criança em adulto processando internamente,por meio de seu livre arbítrio,as diversas
visões de mundo com os quais convive.
Vygosvkjki salienta que as possibilidades que o ambiente proporciona ao individuo são
fundamentais para que este se constitua como sujeito lúcido e consciente,capaz,por sua
vez,de alterar as circunstâncias em que vive.
Na teoria sociointeracionista de vygostjk,encontra se uma visão de desenvolvimento humano
baseada na idéia de um organismo ativo cujo pensamento é constituído em um ambiente
histórico e cultural;a criança reconstrói internamente uma atividade externa ,como resultado
de processos interativos que se dão ao longo do tempo.
Nos estudos específicos sobre aprendizagem encontra se a Teoria Sócio Histórica de
Vygovski onde é afirmado que aprendizagem não é uma mera aquisição de informações,não
acontecia a partir de uma simples associação de idéias armazenadas na memória,mas sim
um processo interno,ativo e interpessoal
A psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria de Vygotsky, concebe o
desenvolvimento humano a partir das relações sociais que a pessoa estabelece no decorrer
da vida.
Para Vygovski,a cultura molda o psicológico,isto é determina a maneira de pensar.Pessoas
de diferentes culturas têm diferentes perfis psicológicos.As funções psicológicas de uma
pessoas são desenvolvidas ao longo do tempo e mediadas pelo social,através de símbolos
criados pela cultura.Para Vygovski os conceitos são construídos e internalizados de maneira
não linear e diferente parta cada pessoa.

“No processo de socialização para a respectiva cultura, as crianças aprendem


coisas que constituem as características comuns da sua cultura, por exemplo mitos,
contos de fadas, canções e história. As ferramentas integram uma parte
extremamente importante de uma cultura, a criança precisa de ir conhecendo as
ferramentas fundamentais para a nossa cultura...” (Sutherland, 1996:78).

"No desenvolvimento a imitação e o ensino desempenham um papel de primeira


importância. Põem em evidência as qualidades especificamente humanas do cérebro e
conduzem a criança a atingir novos níveis de desenvolvimento. A criança fará amanhã
sozinha aquilo que hoje é capaz de fazer em cooperação. Por conseguinte, o único tipo
correcto de pedagogia é aquele que segue em avanço relativamente ao
desenvolvimento e o guia; deve ter por objectivo não as funções maduras, mas as
funções em vias de maturação" (Vygotsky, 1979:138).

A teoria de Vygotsky é uma teoria de transmissão do conhecimento da cultura para


a criança, os indivíduos interagem com agentes sociais mais lecionados, como
professores e colegas. As crianças constroem e internalizam o conhecimento que
esses seres instruídos possuem.
A ida a creche deu-se em 4 visitas