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Treinamento - 2007 Análises Preditivas em Óleo Isolante Características e Manutenção em Transformadores
Treinamento - 2007
Análises Preditivas em Óleo Isolante
Características e Manutenção em
Transformadores Refrigerados a Óleo
Ferramentas para o Monitoramento da
Vida Útil de Transformadores
Contagem – 2007
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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 1.1 Equipamentos Elétricos 4 1.2 Caraterísticas Óleo Isolante 7 1.3 Especificação
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO
3
1.1 Equipamentos Elétricos
4
1.2 Caraterísticas Óleo Isolante
7
1.3 Especificação Óleo Isolante
9
1.4 Amostragem Óleo Isolante
10
1.5 Deteriorização Óleo Isolante
10
2
ENSAIOS
11
2.1
Ensaio Físico-Químico
11
2.1.1 Teor de Água
11
2.1.2 Tensão Interfacial
11
2.1.3 Perdas Dielétricas
12
2.1.4 Índice de Neutralização
12
2.1.5 Rigidez Dielétrica
12
2.2.6 Cor e Aparência
12
2.3
Ensaio Cromatográficos
12
2.3
Ensaio 2-Furfuraldeído
13
2.4
Ensaio Grau de Polimerização
14
2.5
Ensaio DBPC
14
2.6
Ensaio de PCB método A
14
2.7
Ensaio de PCB método B
14
2.8
Ensaio DBDS
14
2.9
Periodicidade
14
3
RECONDICIONAMENTO
15
3.1 Termo-Vácuo
15
3.2 Regeneração
15
3.3 Secagem Parte Ativa
15
4
INTERPRETAÇÃO RESULTADOS
15
4.1 Criticidade do problema
15
4.2 Tendência
15
REFERENCIAS NORMATIVAS
16
CONCLUSÃO
17
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1 INTRODUÇÃO A análise do óleo isolante e de gases dissolvidos no óleo é eficaz
1 INTRODUÇÃO
A análise do óleo isolante e de gases dissolvidos no óleo é eficaz enquanto método de
manutenção preventiva em equipamentos elétricos, pois possibilitam o diagnóstico precoce de
defeitos incipientes, aumentando assim, a vida útil do sistema isolante e do equipamento.
Escopo do treinamento:
Noções Fundamentais
Normalização
Características
Ensaios
Definições
Transformador de distribuição: Transformador normalmente com potência menor que 3 MVA, utilizado
por concessionárias de energia para a distribuição de energia elétrica.
Transformador industrial ou estratégico: Transformador que, independentemente da potência e tensão
nominais, é utilizado pela indústria em geral e tem papel crítico no funcionamento adequado de tal
indústria.
Regulamentação local: Estas regulamentações são definidas pela legislação local ou regional ou mesmo
pelo proprietário ou operadora do equipamento. É responsabilidade de cada usuário desta Norma se
familiarizar com as regulamentações aplicáveis à sua situação. Pode-se consultar questões operacionais,
ambientais ou de saúde e segurança.
Ensaios de rotina: Ensaios mínimos exigidos para monitorar o óleo e assegurar que está adequado para
serviço contínuo. Se os resultados obtidos destes ensaios não excederem os limites recomendados,
normalmente nenhum ensaio adicional é considerado necessário até a próxima amostragem.
Ensaios complementares: Estes são ensaios que podem ser utilizados para se obter informações
específicas adicionais sobre a qualidade do óleo e podem ser utilizados para auxiliar na sua avaliação
para uso contínuo em serviço.
Ensaios especiais: Estes ensaios são utilizados principalmente para determinar a adequação do óleo
para o tipo de equipamento em uso e para assegurar o atendimento às considerações ambientais e
operacionais.
Recondicionamento: Este é um processo que elimina contaminantes, por exemplo: água e partículas
sólidas, apenas por processos físicos (filtragem e tratamento termo-vácuo).
Regeneração: Este é um processo que elim ina contaminantes polares solúveis e insolúveis do óleo por
processamento químico e físico.
Descontaminação de PCB: Um processo pelo qual a contaminação por PCB pode ser removida do óleo
mineral isolante.
Óleo não inibido: Óleo isento da adição de inibidores de oxidação, determinados de acordo com a ABNT
NBR 12134.
Óleo parcialmente inibido: Óleo que apresenta adição de até 0,08% de inibidores de oxidação,
determinados de acordo com a ABNT NBR 12134.
Óleo inibido: Óleo que apresenta adição acima de 0,08% de inibidores de oxidação, determinados de
acordo com a ABNT NBR 12134.
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Óleo passivado: Óleo que apresenta adição de agentes químicos passivadores de corrosão, como por exemplo
Óleo passivado: Óleo que apresenta adição de agentes químicos passivadores de corrosão, como por
exemplo derivados de benzotriazol (BTA).
4 Propriedades e deterioração/degradação do óleo
O desempenho confiável de um óleo mineral isolante num sistema de isolamento depende de certas
características básicas do óleo que podem afetar o desempenho geral do equipamento elétrico. No
sentido de atender satisfatoriamente seu papel múltiplo de dielétrico, agente de transferência de calor e
extinção de arco, o óleo deve possuir certas propriedades básicas, tais como:
-rigidez dielétrica suficiente para suportar as tensões elétricas impostas pelo serviço;
-viscosidade adequada para que sua capacidade de circular e transferir calor não seja prejudicada;
-propriedades adequadas às condições climáticas esperadas no local de instalação;
-resistência à oxidação adequada para assegurar uma vida útil satisfatória.
O óleo mineral isolante em serviço está sujeito à deterioração devido às condições de uso. O óleo em
serviço é submetido a reações de oxidação devido a presença de metais e/ou compostos metálicos, que
agem como catalizadores. Como conseqüência podem ocorrer mudança de cor, formação de compostos
ácidos e, num estágio avançado da oxidação, precipitação de borra que podem prejudicar as
propriedades elétricas.
Além dos produtos de oxidação, outros contaminantes, tais como água, partículas sólidas e compostos
polares solúveis em óleo podem se acumular no óleo durante o serviço e alterar suas propriedades. A
deterioração de outros materiais que possam interferir no funcionamento adequado do equipamento
elétrico e diminuir sua vida útil, pode também ser indicada por mudanças nas propriedades do óleo.
1.1 Equipamentos Elétricos:
Transformadores de Distribuição e Força
Também chamados de transformadores de potência. Estes transformadores visam
essencialmente a elevação ou redução da tensão de transporte, distribuição e de consumo em
redes de energia elétrica.
As vantagens da utilização de transformadores elevadores e redutores de tensão das redes de
transporte e distribuição de energia elétrica são basicamente duas: redução das perdas por
efeito de Joule, e redução da secção, do peso e do custo das linhas de transporte.
O princípio básico de funcionamento de um transformador é o fenômeno conhecido como
indução eletromagnética: quando um circuito é submetido a um campo magnético variável,
aparece nele uma corrente elétrica cuja intensidade é proporcional às variações do fluxo
magnético.
Os transformadores, na sua forma mais simples, consistem de dois enrolamentos de fio
(o primário e o secundário), que geralmente envolvem os braços de um quadro metálico (o
núcleo).
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I a φ m c V E 1 N 1 1 N 2 E 2
I
a
φ
m
c
V
E
1
N 1
1
N 2
E
2
b
d
Uma corrente alternada aplicada ao primário produz um campo magnético proporcional à
intensidade dessa corrente e ao número de espiras do enrolamento (número de voltas).
Ocorre, então, a indução eletromagnética e no secundário surge uma corrente elétrica, que
varia de acordo com a corrente do primário e com a razão entre os números de espiras dos
dois enrolamentos.
A tensão aplicada nas espiras do enrolamento primário é proporcional a tensão induzida
medida nas espiras do secundário.
V1
V2
=
NI
N2
I1
I2
Tipos de Ligação:
a) Ligação em Triângulo: Sistema onde se liga três circuitos monofásicos em paralelo ( Il=
If x 1,732), (Ul= Uf).
a) Ligação em Estrela: Sistema onde se liga três circuitos monofásicos em serie (Ul = Uf x
1,73), (Il= If).
a) Ligação em Zig e Zag: Cada fase do secundário, compõem-se de duas bobinas
dispostas cada uma sobre colunas diferentes, ligadas em serie, assim a corrente de
cada fase do secundário afeta sempre por igual as duas fases do primário.
Potência Ativa ou útil: É a componente da potência aparente que realmente é utilizada em
um equipamento. P= 1,732. U. I. cosø
Potência Reativa: É a componente da potência aparente que não contribui na conversão de
energia. Q= 1,732. U.I. Senø
Potência Aparente ou nominal: É a soma vetorial da potência útil e a reativa. Um
transformador é dimencionado pela potência aparente. S= 1,732.U.I
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Fator de Potência: É a relação entre a potência utilizada com a potência dimencionada. FP=
Fator de Potência: É a relação entre a potência utilizada com a potência dimencionada. FP=
cosø= P/S.
Tensões:
Tensão Nominal: É a tensão pela qual o enrolamento foi projetado.
Tensão a Vazio: É a tensão entre os bornes do secundário do transformador energizado
porém sem carga.
Tensão sob carga: É a tensão entre os bornes do secundário do transformador, estando o
mesmo sob carga nominal. Esta tensão é influenciada pelo fator de potência.
Tensão de Curto Circuito: Chamado de impedância. É expressa em porcentagem em
relação a uma determinada tensão, que deve ser ligada aos terminais de um enrolamento para
obter a corrente nominal no outro enrolamento, cujo os terminais estão curto circutados.
Corrente:
Corrente
Nominal:
É
a
corrente
para
o
qual
o
enrolamento
do
transformador
foi
dimencionado.
Corrente de Excitação: A corrente de excitação ou a vazio é a corrente de linha que surge
quando em um dos enrolamentos do transformador é ligada a sua tensão e frequencia nominal,
enquanto os terminais do outro enrolamento secundário sem carga apresentam a tensão
nominal.
Corrente de Curto Circuito Permanente: É a corrente quando o transformador for
alimentado no primário pela sua tensão e corrente nominal e o secundário estiver curto
circuitado nas três fases.
Icc= (In/Ez%) x 100.
Corrente de Partida ou Inrush: É o valor máximo da corrente de excitação no momento
que o transformador é energizado.
Nível de Isolamento:
Estes valores são definidos pela norma NBR5356 de acordo com a classe de tensão de cada
transformador.
Tensão Suportável nominal de Impulso Atmosférico (NBI): É a tensão que o
equipamento deverá suportar durante um impulso de descargas atmosféricas.
Tensão Suportável nominal a frequência industrial Durante 1min
É a tensão máxima que a isolação entre as bobinas e entre espiras deverá suportar.
Deslocamento Angular
É
a maneira como estão interligados os enrolamentos (Polaridade). Os mais comuns são os
Dyn1 e Dyn11 (30 graus).
Perdas:
Perdas em Carga ou do Cobre: São perdas que surgem pela passagem da corrente
elétrica por um condutor (I2R) e perdas produzidas pelas correntes parasitas induzidas nos
condutores (geometria dos condutores).
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Perdas no Ferro ou a Vazio: São perdas provocadas pela propriedade das substâncias ferromagnéticas de
Perdas no Ferro ou a Vazio: São perdas provocadas pela propriedade das substâncias
ferromagnéticas de apresentarem um atraso entre a indução magnética e o campo magnético e
perdas por corrente parasitas.
Rendimento
É a relação entre a potência ativa fornecida e a potência ativa recebida por um transformador.
N= (P/P+perdas) x 100 (%)
Operação em Paralelo:
Para a operação em paralelo deverão ser obedecidas as seguintes condições:
- Diagramas vetoriais com o mesmo deslocamento angular;
- Relações de transformação idênticas inclusive as derivações;
- Os transformadores deverão possuir as mesmas impedâncias (variação +- 7,5%,
NBR5356). Z2= P1 x Z1/P2.
Características Construtivas
Núcleo: É constituído por lâminas de aço sobrepostas, que contém em sua composição o
silício, que lhe proporciona características excelentes de magnetização e perdas.
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Nucleo Antigo Núcleo Novo Bobinas: São montadas em torno do núcleo ferro magnético, recebendo tensão
Nucleo Antigo
Núcleo Novo
Bobinas: São montadas em torno do núcleo ferro magnético, recebendo tensão em
seu primário e fornecendo tensão no secundário.
Caraterísticas Óleo Isolante:
Características do Óleo Mineral Isolante
Derivado do Petróleo
Composição Química:
Destilado Leve, Naftênico tipo A e Parafínico tipo B
Serevamente Hidro-tratado
Hidrocarbonetos saturados de cadeia aberta
ALCANOS - Parafinas
Hidrocarbonetos saturados de cadeia fechada – Ciclo ALCANOS - Naftênicos
Hidrocarbonetos Aromâticos
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Tipos de Óleo Isolante: 1. Mineral Parafínico Naftênico R Temp 2. Sintéticos Silicone Ascarel DDB
Tipos de Óleo Isolante:
1.
Mineral
Parafínico
Naftênico
R Temp
2. Sintéticos
Silicone
Ascarel
DDB
PXE, Wencol
Midel
3. Vegetal
FR3 - Ester
1.3 Especificação Óleo Isolante:
Base Parafínico
Base Naftênica
Aplicação até 145 kV
Todas as faixas de tensão
1.4 Amostragem Óleo Isolante
PROCEDIMENTO DE COLETA DE AMOSTRAS NO
REGISTRO INFERIOR
• Verificar se o registro encontra-se fechado
• Conectar as conexões de PVC
• Drenar aproximadamente 1 litro até ficar um fluxo contínuo de óleo
• Enxercher o frasco ambar de 1L - tampar imediatamente
• Obter com termômetro a temperatura da amostra
• Conectar a seringa na mangueira encher até 25 ml
• Retirar as bolhas de ar deixando 20 ml de óleo
• Identificar amostras com etiquetas
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PROCEDIMENTO DE COLETA DE AMOSTRAS EQUIP. SEM REGISTRO INFERIOR • Retirar a tampa de inspeção
PROCEDIMENTO DE COLETA DE AMOSTRAS EQUIP.
SEM REGISTRO INFERIOR
• Retirar a tampa de inspeção
• Verificar a possibilidade de utilizar mangueira para retirar o óleo
• Encher diretamente o frasco 1L
• Obter com termômetro a temperatura da amostra
• Encher diretamente a seringa 20 ml
• Retirar as bolhas de ar
• Identificar amostras com etiquetas
1.5 Deteriorização Óleo Isolante:
Fluxograma 1: Deterioração do Óleo Mineral Isolante
Oxigênio do ar dissolvido no óleo
Água do exterior
+
+
Liberado pela oxidação da celulose
Água liberada pela deterioração do óleo e da celulose
Catalizadores
Aceleradores
Água
Cobre
Ferro
Óleo Isolante
Parafinas, naftenos aromáticos,
mono, DI, TRI e Tetra Nucleares,
não hidrocarbonetos composto de
O, S, N
Calor, vibração surtos de tensão,
alta-tensão elétrica, choques de
carga e mecânicos.
R - OOH
Hidroperóxidos
Álcoois (R-OH)
Ácidos (R-COOH)
Aldeídos (R-COH)
Cetonas (R-CO-R)
Água (H2O)
Sabões R-O-ME+
Epóxis
R – R
O
BORRA
Fase final
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No fluxograma podemos observar que os fatores como ar, temperatura e tensão elevada, bem como
No fluxograma podemos observar que os fatores como ar, temperatura e tensão
elevada, bem como a presença de água, metais e compostos metálicos agem como
catalisadores da oxidação do óleo. Consequentemente, há formação de compostos ácidos
solúveis, mudanças na cor e em estágio mais avançado formação de borra.
Além disso, outros contaminantes como partículas sólidas e compostos polares
solúveis podem acumular no óleo alterando suas características.
A análise convencional, também denominada físico-química, determina o grau de
deterioração do óleo isolante. Nela são executados ensaios de cor, teor de água, rigidez
dielétrica tensão interfacial, índice de neutralização e perdas dielétricas.
2 ENSAIOS
2.1 Ensaio Físico-Químico:
2.1.1 Teor de Água: A água pode ser proveniente da atmosfera ou do envelhecimento
dos isolamentos celulósicos. Quando seu teor no óleo é baixo, ela permanece em solução
(dissolvida). Sua solubilidade no óleo isolante aumenta com a temperatura e com a presença
de ácidos.
O Teor de Água deve ser mantido em valores baixos para a obtenção de valores
elevados de Rigidez Dielétrica e baixas Perdas Dielétricas nos sistemas isolantes.
Elevado Teor de Água, além de prejudicar as propriedades elétricas do óleo, acelera a
deterioração química dos isolamentos celulósicos diminuindo a vida útil dos equipamentos.
2.1.2 Tensão Interfacial:
Avalia o grau de oxidação do óleo.
A presença de contaminantes polares solúveis e dos produtos da deterioração
oxidativa do líquido isolante influenciam na tensão interfacial, reduzindo-a significativamente.
Esta propriedade decresce de valor de uma maneira rápida e uniforme no início da oxidação e
lentamente quando o envelhecimento oxidativo do óleo ainda está em um estágio mais
moderado. Portanto, o seu acompanhamento torna possível determinar o momento de
regenerar ou substituir o óleo.
2.1.3 Perdas Dielétricas (Fator de Dissipação ou fator de Potência)
Determina o fator de perdas dielétricas e da permissividade relativa de líquidos
isolantes elétricos.
Esta propriedade apresenta uma grande sensibilidade a partículas coloidais
condutoras, por exemplo o carbono, aos contaminantes solúveis polares e aos produtos do
envelhecimento oxidativo do óleo.
O
ensaio pode ser feito a 25ºC, 90ºC ou 100ºC, dependendo do método de ensaio
escolhido.
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Ressaltamos, porém, que o óleo não pode ser avaliado segundo um único aspecto. Para uma
Ressaltamos, porém, que o óleo não pode ser avaliado segundo um único aspecto.
Para uma avaliação correta é necessária a avaliação do conjunto de resultados.
Com isso, há garantia da qualidade em serviço, devido à possibilidade de determinar as
condições do óleo, se elas estão adequadas para o funcionamento do
2.1.4 Índice de Neutralização: (Acidez)
É a medida dos contaminantes e/ou constituintes de natureza ácida presentes no óleo.
Nos óleos isolantes novos, seu valor é muito baixo e nos óleos isolantes em operação
ele aumenta em conseqüência da oxidação.
2.1.5 Rigidez Dielétrica:
Mede a capacidade de um óleo isolante em suportar tensões elétricas sem falhar. O líquido
isolante seco e limpo (isento de partículas sólidas), apresenta valores elevados de Rigidez
Dielétrica.
A presença de água livre e partículas sólidas em suspensão (fibras de celulose e
partículas condutoras) associadas ao elevado Teor de Água dissolvida, reduz acentuadamente
a Rigidez Dielétrica do óleo isolante.
2.1.6 Cor e Aparência:
A
cor não é uma propriedade crítica, porém é útil se associada a outros ensaios. À medida que
o
óleo vai oxidando, a sua cor vai escurecendo.
A observação da aparência da amostra é importante já que se pode detectar presença
de sedimentos, borra, sujeira e água livre e/ou emulsionada
2.3 Ensaio Cromatográfico:
Durante a operação de um equipamento elétrico, e em função dos esforços térmicos e elétricos
a que são submetidos, o óleo e outros materiais dielétricos sofrem processos de decomposição
química, que resultam na formação de gases que se dissolvem total ou parcialmente no óleo
dependendo do volume e da velocidade com que são gerados.
Os principais gases formados são: Hidrogênio, Monóxido de Carbono, Dióxido de
Carbono, Metano, Etileno, Etano e Acetileno.
A análise cromatográfica torna possível o monitoramento desses gases, permitindo
detectar defeitos ainda incipientes e acompanhar seu desenvolvimento.
Quando um equipamento apresenta um defeito incipiente, normalmente, a produção de
gás é lenta e em pequeno volume. Por esta razão, ele não é detectado pelos equipamentos de
proteção usuais, como o relé BUCHHOLZ.
No entanto, este defeito poderá ser a origem de uma falha grave e a análise
cromatográfica dos gases dissolvidos no óleo é sensível para detectá-lo.
Alguns exemplos típicos de defeitos incipientes são:
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• Sobreaquecimento local (pontos quentes) de condutores ou de seção do núcleo; • Pequenas descargas
• Sobreaquecimento local (pontos quentes) de condutores ou de seção do
núcleo;
• Pequenas descargas em bolhas de ar (corona), no interior do isolamento sólido
ou do óleo isolante;
• Arco no óleo e/ou no isolamento celulósico.
Portanto, a avaliação da quantidade e perfil da composição da mistura gasosa
dissolvida no óleo permite a identificação da natureza e gravidade do problema.
A análise cromatográfica requer somente uma amostra de 20 ou 50 ml do óleo isolante
em seringa de vidro, sendo desnecessário o desligamento do equipamento para coleta ou o
transporte de aparelhagem para o local.
A técnica de análise consta de três fases distintas: coleta da amostra de óleo em
seringa, extração dos gases dissolvidos e análise cromatográfica da mistura gasosa.
Outra vantagem apresentada por este ensaio é de ordem econômica por evitar
despesas com grandes reparos ou com a perda total do equipamento.
Em suma, ao comparar a evolução dos gases dissolvidos no óleo isolante através dos
resultados obtidos pela análise cromatográfica é correlacioná-los com critérios
preestabelecidos (por exemplo: Rogers, IEC, Duval, Dornemberg, Doble ou Pugl e Laborele),
sendo possível identificar a falha incipiente que está se desenvolvendo, bem como sua
gravidade, antes que danos maiores possam ocorrer ao equipamento.
O laboratório químico, Fluilab, processa a análise quantitativa em nove gases:
Hidrogênio (H2), Metano (CH4), Etano (C2H6), Acetileno (C2H2), Monóxido de Carbono (CO),
Dióxido de Carbono (CO2), Oxigênio (O2) e Nitrogênio (N2). Sendo os seis primeiros gases
combustíveis e o somatório de suas concentrações designado “Total de Gases Combustíveis”
(TGC).
2.3 Ensaio 2-Furfuraldeído
Diagnóstico do estado de envelhecimento da isolação celulósica.
Determina o estágio de envelhecimento do papel isolante, através da análise de derivados de
furanos dissolvidos no óleo mineral isolante.
Possibilita o planejamento da substituição do transformador(es) com base em informações
técnicas de envelhecimento e não de idade cronológica do equipamento.
A degradação hidrolítica, oxidativa e térmica da celulose levam a formação dos compostos de
furanos. O 2-FAL é o composto que tem maior concentração destes compostos dissolvido no
óleo mineral isolante. Os compostos furânicos entre eles o (2-FAL) são formados
exclusivamente da degradação da celulose a partir de temperaturas baixas a que o papel é
submetido durante a operação normal do equipamento.
Baseado em dados técnicos, criou-se um gráfico de correlação entre 2-FAL e GP (Grau de
Polimerização ), em função do tempo de envelhecimento do isolante celulósico. A expectativa
de vida de um transformador é de 30 anos. Estudos técnicos mostram que o GP (Grau de
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Polimerização) inicial de papel isolante é igual a 1200 e decresce em 30 anos para
Polimerização) inicial de papel isolante é igual a 1200 e decresce em 30 anos para 150
monômeros.
2.4 Ensaio Grau de Polimerização
O grau de polimerização (GP) é obtido pela determinação do número médio de anéis de
glicose que constitui a molécula polimérica da celulose. O valor do GP está na faixa de 1000
a 1200 para o papel novo, caindo com o tempo de envelhecimento para valores de 250 a
400 que representam uma perda de aproximadamente a metade da resistência mecânica
inicial;
2.5 Ensaio DBPC
Determinação do teor de 2,6-diterciário-butil paracresol. Inibidor de oxidação
2.6 Ensaio de PCB método A
Quantificação dos produtos clorados. Resultados < 50 ppm considerado isento de Ascarel;
resultados > 50 ppm realizar análise pelo método B
2.7 Ensaio de PCB método B
Quantificação do teor de Ascarel por cromatografica gasosa. Resultados < 50 ppm considerado
isento de Ascarel; resultados > 50 ppm descontaminar o líquido, procedimento conforme NBR
13882/05.
2.8 Ensaio DBDS
Quantificação do composto enxofre corrosivo.
2.9 Periodicidade
Análises Físico-Químicas:
Trafos Substação Principal e Transformadores de Forno:
6 meses
Demais transformadores:
12 meses
Análise Cromatográfica:
Trafos Substação Principal e Transformadores de Forno:
3 meses
Demais transformadores:
12 meses
Ensaios Especiais:
Análise 2-Furfuraldeído, BDPC, DBDS
Todos os equipamentos conforme resultado da primeira amostra
Teor de PCB´s:
Todos os equipamentos conforme resultado da primeira amostra.
Sempre que for feita intervenção no óleo isolante
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3 RECONDICIONAMENTO Intervenção no óleo isolante com objetivo de remover os compostos ácidos, umidade, gás
3 RECONDICIONAMENTO
Intervenção no óleo isolante com objetivo de remover os compostos ácidos, umidade, gás e
particulas.
3.1 Termo-Vácuo ou desidratação:
Reduzir Teor de água
|
Aumentar Rigidez Dielétrica
|
Diminuir Fator Potência | Desgaseificar
3.2 Regeneração: Contato óleo com Terra Fuller que tem propriedade de reter os produtos de
oxidação do óleo isolante. Aumentar Tensão Interfacial
3.3 Secagem Parte Ativa: Grande parte da umidade concentra-se na massa de papel isolante,
por este motivo o tratamento de Termo-vácuo resolve parcialmente o problema, deixando
somente o óleo seco, porém ao longo do tempo a umidade do papel isolante, desprende-se
e migra para o óleo isolante, isto em função da temperatura do enrolamento. Quanto mais
quente o equipamento trabalha mais água ele expulsa do núcleo.
4 INTERPRETAÇÃO RESULTADOS
Os resultados das análise devem ser interpretados com base na ABNT através de suas normas
técnicas Brasileiras ou NBR.
4.1 Criticidade do problema
Observar o diagnóstico recomendação e sugestão do laboratório especialista
4.2 Tendência
Observar a evolução dos resultados como forma de prever o momento correto de intervenção
nos equipamentos, diminuindo paradas não programadas e custos desnecessários
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Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto,
Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem
prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação.
Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta
que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A
ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.
ABNT NBR 6234:1965 - Óleo-água - Determinação de tensão interfacial
ABNT NBR 6869:1989 -Líquidos isolantes elétricos - Determinação da rigidez dielétrica (eletrodos de
disco)
ABNT NBR 7070:1981 - Guia para amostragem de gases e óleo em transformadores e análise dos gases
livres e dissolvidos
ABNT NBR 7148:2001 -Petróleo e produtos de petróleo - Determinação da massa específica, densidade
relativa e API -Método do densímetro
ABNT NBR 7274:1982 -Interpretação da análise dos gases de transformadores em serviço
ABNT NBR 8840:1992 -Guia para amostragem de líquidos isolantes -Procedimento
ABNT NBR 8371:2005 -Ascarel para transformadores e capacitores -Características e riscos
ABNT NBR 10441:2002 -Produtos de petróleo - Líquidos transparentes e opacos -Determinação da
viscosidade cinemática e cálculo da viscosidade dinâmica
ABNT NBR 10504:1992 -Óleo mineral isolante -Determinação da estabilidade à oxidação
ABNT NBR 10505:2006 -Óleo mineral isolante -Determinação de enxofre corrosivo
ABNT NBR 10710:1989 -Líquidos isolantes elétricos - Determinação do teor de água
ABNT NBR 11341:2004 -Derivados de petróleo - Determinação dos pontos de fulgor e de combustão em
vaso aberto Cleveland
ABNT NBR 11349:2005 -Produto de petróleo - Determinação do ponto de fluidez
ABNT NBR 12133:1991 -Líquidos isolantes elétricos - Determinação do fator de perdas dielétricas e da
permissividade relativa (constante dielétrica)
ABNT NBR 12134:1991 -Óleo mineral isolante -Determinação do teor de 2,6-diterciário-butil paracresol
ABNT NBR 14248:2004 -Produtos de petróleo - Determinação do número de acidez e de basicidade -
Método do indicador
ABNT NBR 14274:1999 -Equipamento elétrico - Determinação da compatibilidade de materiais
empregados com óleo mineral isolante
ABNT NBR 14275:1999 -Óleo mineral Isolante -Determinação do conteúdo de partículas
ABNT NBR 14483:2005 -Produtos de petróleo -Determinação da cor - Método do colorímetro ASTM
ABNT NBR IEC 60156:2004 -Líquidos is olantes - Determinação da rigidez dielétrica à freqüência
industrial - Método de ensaio ASTM D-1169:2002 -Specific resistance (resistivity) of electrical insulating
liquids -Test method ASTM D-2112:2001 - Oxidation stability of inhibited mineral insulating oil by rotating
bomb - Test method
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CONCLUSÃO A qualidade do óleo isolante do equipamento elétrico determina a vida útil do sistema
CONCLUSÃO
A qualidade do óleo isolante do equipamento elétrico determina a vida útil do sistema
isolante, ou seja, quanto melhor sua qualidade maior a probabilidade de se obter uma vida útil
mais longa do isolamento e um índice menor de falhas dos equipamentos. Os ensaios físico-
químicos são métodos simples e eficazes para a avaliação e o acompanhamento da qualidade
do sistema isolante.
Enquanto que, a análise cromatográfica é uma técnica sensível e confiável de
monitoramento das condições dos transformadores. Além disso, ela se mostra mais eficiente
que os ensaios elétricos convencionais, em certos casos de defeitos incipientes, visto que eles
não apresentam sensibilidade para o estágio do problema.
Dessa forma, os ensaios físico-químicos e cromatográficos têm se mostrado eficiente
em procedimentos de ação preventiva.
O laboratório Fluilab de análises físico-químicas, cromatográficas e de ensaios
especiais em óleos isolantes, apresenta grande experiência na avaliação e diagnóstico,
possuindo técnicos qualificados e treinados para a execução dos ensaios e seus equipamentos
de análises são calibrados e certificados, além de oferecer serviço de coletas de amostras,
explicações e sugestões para a solução dos defeitos detectados.
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