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Módulo Normas Contábeis Teoria Professor: Adriano Rodrigues 1ª AULA CPC e IFRS Internacionalização das Normas

Módulo

Normas Contábeis Teoria

Professor: Adriano Rodrigues

1ª AULA

CPC e IFRS

Internacionalização das Normas Contábeis

Motivações para internacionalização das normas contábeis

O IFRS no Mundo

O CPC no Brasil

Alterações na Legislação Societária Brasileira: Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Motivações para internacionalização das normas contábeis: Parte I

A contabilidade é uma ciência social aplicada. Assim, cada país tende a produzir suas próprias normas contábeis. Por isso, é natural existir diferentes normas em diferentes países.

A contabilidade é a linguagem dos negócios. Muitos “idiomas contábeis’’ dificulta o processo de comunicação entre países.

Motivações para internacionalização das normas contábeis: Parte II

Reduz assimetria informacional

Reduz custo de capital

Facilita e estimula o fluxo de capital entre países

Melhora a qualidade das informações publicadas nas demonstrações contábeis

o fluxo de capital entre países  Melhora a qualidade das informações publicadas nas demonstrações contábeis
o fluxo de capital entre países  Melhora a qualidade das informações publicadas nas demonstrações contábeis
Algumas causas das diferenças internacionais:  Sistema legal vigente  Influência das regras tributárias 

Algumas causas das diferenças internacionais:

Sistema legal vigente

Influência das regras tributárias

Forma de captação de recursos

Sistema legal vigente:

A estrutura legal de um País pode ser classificada como:

Code law (visão legalística ou direito romano)

Common law (visão não legalística)

O tipo de sistema legal vigente em um País pode influenciar as demonstrações contábeis publicadas.

Influência das regras tributárias:

O fisco tem objetivos voltados para tributação do lucro, portanto, diferem dos demais usuários da informação contábil.

Na Grã-Bretanha e EUA existem regras independentes para propósitos tributários e contábeis (publicação).

No Brasil, existe um histórico de regras tributária serem incorporadas nas regras contábeis (publicação).

Forma de captação de recursos:

Empresas em países com sólido mercado de capitais, por exigência dos investidores, tendem a divulgar mais detalhadamente suas demonstrações contábeis para todos os interessados.

Por outro lado, países com captação de recursos via bancos e Governo caracterizam- se por forte tradição de segredo em relação a divulgação das demonstrações contábeis .

e Governo caracterizam- se por forte tradição de segredo em relação a divulgação das demonstrações contábeis
e Governo caracterizam- se por forte tradição de segredo em relação a divulgação das demonstrações contábeis
2ª AULA O IFRS no Mundo O QUE É IASB?  IASB: International Accounting Standards

2ª AULA

O IFRS no Mundo

O QUE É IASB?

IASB: International Accounting Standards Board

Órgão independente que se destina ao estudo e elaboração de normas contábeis internacionais.

Sucessor do IASC em 2001, órgão que foi criado em 1973.

QUAIS OS OBJETIVOS DO IASB?

Estabelecer um conjunto de normas contábeis globais

Promover seu uso e aplicação no maior número de países

Promover a convergência entre as normas contábeis locais e as normas internacionais de contabilidade

O QUE É IFRS?

Em 2005 as normas IFRS tornaram-se obrigatórias nos países da União Européia

No Brasil, a partir de 2010, tornou-se obrigatório para empresas de capital aberto, bancos e seguradoras

No mundo, já são mais de 100 países em convergência com o IFRS

TIPOS DE NORMAS CONTÁBEIS INTERNACIONAIS

Framework (Estrutura Conceitual).

IAS (International Accounting Standard): são os primeiros pronunciamentos emitidos pelo IASC.

SIC (Standing Interpretations Committee): são as interpretações do SIC.

IFRS (International Financial Reporting Standard): são os pronunciamentos mais recentes (após 2001) emitidos pelo IASB.

IFRIC (International Financial Reporting Interpretations Committee): são as interpretações do IFRIC.

pelo IASB.  IFRIC (International Financial Reporting Interpretations Committee): são as interpretações do IFRIC. 3
pelo IASB.  IFRIC (International Financial Reporting Interpretations Committee): são as interpretações do IFRIC. 3
O CPC no Brasil O QUE É CPC?  CPC = Comitê de Pronunciamentos Contábeis

O

CPC no Brasil

O

QUE É CPC?

CPC = Comitê de Pronunciamentos Contábeis

Diretriz:

Inserir o Brasil na convergência internacional das normas contábeis

Centralizar o processo de emissão das normas contábeis

Representar de modo democrático a elaboração dessas normas contábeis

Qual é a sua Composição?

ABRASCA: Associação Brasileira das Companhias Abertas

APIMEC: Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais

BM&FBOVESPA: Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros

CFC: Conselho Federal de Contabilidade

FIPECAFI: Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras

IBRACON: Instituto dos Auditores Independentes do Brasil

CRIAÇÃO E OBJETIVO

Criado pela Resolução CFC nº 1.055/05, o CPC tem como objetivo:

“o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais”

de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais” 4
de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais” 4
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL “A Comissão de Valores Mobiliários, o Banco Central do Brasil e demais órgãos

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

“A Comissão de Valores Mobiliários, o Banco Central do Brasil e demais órgãos e agências reguladoras poderão celebrar convênio com entidade que tenha por objeto o estudo e a divulgação de princípios, normas e padrões de contabilidade e de auditoria, podendo, no exercício de suas atribuições regulamentares, adotar, no todo ou em parte, os pronunciamentos e demais orientações técnicas emitidas”

Art. 5º da Lei nº 11.638/07

“A entidade referida no caput deste artigo deverá ser majoritariamente composta por contadores, dela fazendo parte, representantes de entidades representativas de sociedades submetidas ao regime de elaboração de demonstrações financeiras previstas nesta Lei, de sociedades que auditam e analisam as demonstrações financeiras, do órgão federal de fiscalização do exercício da profissão contábil e de universidade ou instituto de pesquisa com reconhecida atuação na área contábil e de mercado de capitais”

Parágrafo único - Art. 5º da Lei nº 11.638/07

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS

O CPC é totalmente autônomo das entidades representadas, deliberando por 2/3 de seus membros.

Atualmente é composto por 12 membros, dois por entidade, na maioria Contadores.

Além dos 12 membros, são sempre convidados a participar representantes dos seguintes órgãos: Banco Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários; Secretaria da Receita Federal; Superintendência de Seguros Privados.]

TIPOS DE NORMAS

Pronunciamentos Técnicos = CPC

Interpretações = ICPC

Orientações = OCPC

Os Pronunciamentos Técnicos (CPC) serão obrigatoriamente submetidos a audiências públicas.

As Interpretações (ICPC) e Orientações (OCPC) poderão, também, sofrer esse processo.

a audiências públicas.  As Interpretações (ICPC) e Orientações (OCPC) poderão, também, sofrer esse processo. 5
a audiências públicas.  As Interpretações (ICPC) e Orientações (OCPC) poderão, também, sofrer esse processo. 5
3ª AULA O CPC no Brasil O QUE FOI PUBLICADO?  43 CPC – Pronunciamentos

3ª AULA

O

CPC no Brasil

O

QUE FOI PUBLICADO?

43 CPC Pronunciamentos Técnicos

16 ICPC Interpretações

05 OCPC Orientações

Você pode baixar gratuitamente todas essas normas no site:

QUEM JÁ APROVOU O CPC?

Órgãos e agências reguladoras que já aprovaram normas emitidas pelo CPC:

Comissão de Valores Mobiliários CVM

Conselho Federal de Contabilidade CFC

Banco Central do Brasil BACEN / CMN

Superintendência de Seguros Privados SUSEP

Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS

Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL

Agência Nacional de Transportes Terrestres ANTT

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários

As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas

Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$240.000.000,00 ou receita bruta anual superior a

R$300.000.000,00

social anterior, ativo total superior a R$240.000.000,00 ou receita bruta anual superior a R$300.000.000,00 6
social anterior, ativo total superior a R$240.000.000,00 ou receita bruta anual superior a R$300.000.000,00 6
 Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de

Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações, as disposições da legislação societária sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.

A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras.

Novas Demonstrações Financeiras:

Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

“A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa”

Demonstração do Valor Adicionado (DVA)

“Se companhia aberta”

da demonstração dos fluxos de caixa”  Demonstração do Valor Adicionado (DVA)  “Se companhia aberta”
da demonstração dos fluxos de caixa”  Demonstração do Valor Adicionado (DVA)  “Se companhia aberta”
4ª AULA Alterações na Legislação Societária Brasileira: Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09 

4ª AULA

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Grupos de Contas:

Ativo Não Circulante: Ativo Realizável a Longo prazo; Investimentos; Imobilizado e Intangível.

Passivo Não Circulante

Patrimônio Líquido: Ajustes de avaliação patrimonial e Prejuízos acumulados.

Grupos não mais contabilizados:

Ativo Diferido

Resultados de Exercícios Futuros

No Patrimônio Líquido:

Prêmio Recebido na Emissão de Debêntures;

Doações e Subvenções para Investimento;

Reserva de Reavaliação.

Novos Conceitos e Classificações:

Ativo Imobilizado:

“Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens

Novos Conceitos e Classificações:

Ativo Intangível:

“Os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”

destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”
destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”
 Novos Conceitos e Classificações : • Ajustes de Avaliação Patrimonial (PL) : “ Serão

Novos Conceitos e Classificações:

Ajustes de Avaliação Patrimonial (PL):

Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos/diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários

Novos Critérios de Avaliação:

Considera-se Valor Justo:

Dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes.

Dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros.

Novos Critérios de Avaliação:

Considera-se Valor Justo:

Das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado;

Dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de lucro;

Novos Critérios de Avaliação:

Os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização.

Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, os demais ajustados quando houver efeito relevante.

As obrigações, encargos e riscos classificados no passivo não-circulante serão ajustados ao seu valor presente, os demais ajustados quando houver efeito relevante.

no passivo não-circulante serão ajustados ao seu valor presente, os demais ajustados quando houver efeito relevante.
no passivo não-circulante serão ajustados ao seu valor presente, os demais ajustados quando houver efeito relevante.
 Novos Critérios de Avaliação : • A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a

Novos Critérios de Avaliação:

A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam:

Registradas as perdas de valor do capital aplicado quando comprovado que não poderá produzir resultados suficientes para recuperação desse valor.

Revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.

Novos Critérios de Avaliação:

Situações Especiais:

A CVM estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis à aquisição de controle, participações societárias ou negócios.

A CVM estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta.

e contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta. 10
e contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta. 10
5ª Aula Alterações na Legislação Societária Brasileira: Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09 

5ª Aula

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Grupos não mais contabilizados:

Ativo Diferido

Resultados de Exercícios Futuros

No Patrimônio Líquido:

Prêmio Recebido na Emissão de Debêntures;

Doações e Subvenções para Investimento;

Reserva de Reavaliação.

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Conceitos e Classificações:

Ativo Imobilizado:

“Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Conceitos e Classificações:

Ativo Intangível:

“Os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”

destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”
destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido”
Alterações na Legislação Societária Brasileira: Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09  Novos Conceitos

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Conceitos e Classificações:

Ajustes de Avaliação Patrimonial (PL):

Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos/diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Critérios de Avaliação:

Considera-se Valor Justo:

Dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes.

Dos investimentos, o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros.

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Critérios de Avaliação:

Considera-se Valor Justo:

Das matérias-primas e dos bens em almoxarifado, o preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no mercado;

Dos bens ou direitos destinados à venda, o preço líquido de realização mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de lucro;

mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a
mediante venda no mercado, deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a venda, e a
Alterações na Legislação Societária Brasileira: Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09  Novos Critérios

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Critérios de Avaliação:

Os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização.

Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, os demais ajustados quando houver efeito relevante.

As obrigações, encargos e riscos classificados no passivo não-circulante serão ajustados ao seu valor presente, os demais ajustados quando houver efeito relevante.

Alterações na Legislação Societária Brasileira:

Lei n° 11.638/07 e Lei n° 11.941/09

Novos Critérios de Avaliação:

Situações Especiais:

A CVM estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis à aquisição de controle, participações societárias ou negócios.

A CVM estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta.

e contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta. 13
e contabilização aplicáveis às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta. 13
6ª AULA Estrutura Conceitual para Elaboração das Demonstrações Contábeis Origem da estrutura conceitual:  A

6ª AULA

Estrutura Conceitual para

Elaboração das Demonstrações

Contábeis

Origem da estrutura conceitual:

A

atual estrutura conceitual foi adotada primeiramente no Mundo pelo IASB (em

2001) e no Brasil pelo CPC (em 2008)

IASB FRAMEWORK FOR THE PREPARATION AND PRESENTATION OF FINANCIAL STATEMENTS

CPC PRONUNCIAMENTO CONCEITUAL BÁSICO ESTRUTURA CONCEITUAL PARA A ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Fundamentação no Brasil:

Quem já aprovou a nova estrutura conceitual no Brasil?

CVM: Deliberação CVM nº 539/08

CFC: NBC T 1, Resolução nº 1.121/08

SUSEP: Circular SUSEP nº 379/08 (Anexo I)

ANEEL: Ofício Circular SFF-ANEEL nº 2.775/08

ANTT: Comunicado SUREG Nº 001/09

Revogação das normas anteriores:

Houve a revogação dos documentos sobre Estrutura Conceitual utilizados no Brasil até

o

ano de 2007:

Deliberação CVM nº 29/86 que aprovou pronunciamento do IBRACON Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade.

Resoluções CFC nº 750/93 e 774/94 que dispõem sobre os Princípios Fundamentais da Contabilidade.

Resolução CFC nº 785/95 que dispõe sobre as Características da Informação Contábil.

Pontos relevante da norma:

Finalidades da Estrutura Conceitual

Usuários e Objetivo das Demonstrações Contábeis

Pressupostos Básicos e Características Qualitativas

Visão Verdadeira e Apropriada (True and Fair View)

Elementos das Demonstrações Contábeis:

Reconhecimento e Mensuração

Conceitos de Capital e de Manutenção de Capital

das Demonstrações Contábeis: Reconhecimento e Mensuração  Conceitos de Capital e de Manutenção de Capital 14
das Demonstrações Contábeis: Reconhecimento e Mensuração  Conceitos de Capital e de Manutenção de Capital 14
Finalidades da estrutura conceitual:  Dar suporte ao desenvolvimento de novas normas e à revisão

Finalidades da estrutura conceitual:

Dar suporte ao desenvolvimento de novas normas e à revisão das existentes quando necessário.

Dar suporte aos responsáveis pela elaboração das demonstrações contábeis na aplicação das normas e no tratamento de assuntos que ainda não tiverem sido objeto de normas.

Auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a conformidade das demonstrações contábeis com as normas.

Apoiar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de informações nelas contidas, preparadas em conformidade com as normas.

Usuários das demonstrações contábeis:

Investidores

Empregados

Credores por empréstimos

Fornecedores e outros credores comerciais

Clientes

Governo e suas agências

Público em geral

Objetivo das demonstrações contábeis:

“Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudanças na posição financeira da entidade, que sejam úteis a um grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de decisão econômica”

Tipo de Informação

Tipo de Informação Demonstrações Contábeis

Posição Patrimonial e Financeira

- Balanço Patrimonial

- Demonstração das Mutações do PL

Desempenho

- Demonstração do Resultado do Exercício

- Demonstração do Valor Adicionado

Mudanças na Posição Financeira

- Demonstração dos Fluxos de Caixa

- DOAR (por demonstrar a variação no CCL)

na Posição Financeira - Demonstração dos Fluxos de Caixa - DOAR (por demonstrar a variação no
na Posição Financeira - Demonstração dos Fluxos de Caixa - DOAR (por demonstrar a variação no
7ª AULA Pressupostos básicos da estrutura conceitual:  Regime de Competência  Continuidade Características

7ª AULA

Pressupostos básicos da estrutura conceitual:

Regime de Competência

Continuidade

Características qualitativas das demonstrações contábeis

Compreensibilidade

Relevância / Materialidade

Confiabilidade

Comparabilidade

Observação: características qualitativas são os atributos que tornam as demonstrações contábeis úteis para os usuários.

Atributos para alcançar a “Confiabilidade da Informação”

Representação Adequada

Primazia da Essência sobre a Forma

Neutralidade

Prudência

Integridade

Limitações na “Relevância” e na “Confiabilidade” da informação contábil:

Tempestividade

Equilíbrio entre Custo e Benefício

Equilíbrio entre Características Qualitativas

Visão Verdadeira e Apropriada

(True and Fair View)

A aplicação das principais características qualitativas e de normas e práticas de contabilidade apropriadas normalmente resultam em demonstrações contábeis que refletem aquilo que geralmente se entende como apresentação verdadeira e apropriada das referidas informações

(true and fair view)

Elementos das demonstrações contábeis

ATIVO é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade.

PASSIVO é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos.

RECEITAS são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultem em aumento do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos proprietáriosda entidade.

DESPESAS são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incremento em passivos, que resultem em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade.

em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade.
em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade.
8ª AULA “Reconhecimento” dos elementos das demonstrações contábeis  É o processo que consiste em

8ª AULA

“Reconhecimento” dos elementos das demonstrações contábeis

É o processo que consiste em incorporar ao balanço patrimonial ou à demonstração do

resultado um item que se enquadre na definição de um elemento (Ativo, Passivo, Patrimônio

Líquido, Receitas e Despesas).

Um item que se enquadre na definição de ativo ou passivo deve ser reconhecido nas demonstrações contábeis se:

a) for provável que algum benefício econômico futuro referente ao item venha a ser

recebido ou entregue pela entidade; e

b) ele tiver um custo ou valor que possa ser medido em bases confiáveis.

“Mensuração” dos elementos das demonstrações contábeis

Diversas bases de mensuração são empregadas em diferentes graus e em variadas combinações nas demonstrações contábeis.

Essas bases incluem o seguinte:

a) Custo Histórico

b) Custo Corrente

c) Valor Realizável

d) Valor Presente

Conceito Financeiro de Capital X Conceito Físico de Capital

O conceito financeiro de capital é adotado pela maioria das entidades na preparação de suas demonstrações contábeis. De acordo com o conceito financeiro de capital, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital é sinônimo de ativo líquido ou patrimônio líquido da entidade. Por outro lado, segundo o conceito físico de capital, o capital é considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades de produção diária.

Manutenção do capital financeiro

Lucro é o que excede o capital financeiro aportado pelos proprietários. Esse conceito leva, normalmente, à adoção do custo histórico para os elementos patrimoniais e à inclusão, no resultado, das variações de preços de determinados elementos.

Manutenção do capital físico

Lucro é o que excede à manutenção da capacidade física inicial do período. Nesse caso, as variações de preços dos ativos, por exemplo, são consideradas ajustes ao capital, e não lucro, como é o caso das reavaliações de ativos destinados ao uso.

consideradas ajustes ao capital, e não lucro, como é o caso das reavaliações de ativos destinados
consideradas ajustes ao capital, e não lucro, como é o caso das reavaliações de ativos destinados
9ª AULA QUESTÕES sobre “Estr utura Conceitual para Elaboração das Demonstrações Contábeis” QUESTÃO 01: São

9ª AULA

QUESTÕES sobre “Estrutura Conceitual para Elaboração das Demonstrações Contábeis”

QUESTÃO 01:

São considerados como pressupostos básicos da estrutura conceitual das demonstrações contábeis:

a) Entidade e Continuidade

b) Entidade e Conservadorismo

c) Regime de Competência e Continuidade

d) Regime de Competência e Conservadorismo

e) Regime de Competência e Entidade

Gabarito: C

QUESTÃO 02:

A “Primazia da Essência Econômica sobre a Forma Jurídica” está relacionada com qual característica qualitativa das demonstrações contábeis:

a) Compreensibilidade

b) Confiabilidade

c) Relevância

d) Neutralidade

e) Comparabilidade

Gabarito: B

QUESTÃO 03:

De acordo com a definição de ativo apresentada na estrutura conceitual, o ativo tem as seguintes características, exceto:

a) É controlado pela entidade

b) É propriedade da entidade

c) É originado de eventos passados

d) Gera benefício econômico futuro

e) Nenhuma das alternativas anteriores

Gabarito: B

originado de eventos passados d) Gera benefício econômico futuro e) Nenhuma das alternativas anteriores Gabarito: B
originado de eventos passados d) Gera benefício econômico futuro e) Nenhuma das alternativas anteriores Gabarito: B
QUESTÃO 04: De acordo com a definição de receita apresentada na estrutura conceitual básica, a

QUESTÃO 04:

De acordo com a definição de receita apresentada na estrutura conceitual básica, a receita tem as seguintes características, exceto:

a) Gera aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil

b) Gera entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos

c) Gera aumentos do patrimônio líquido

d) Gera aumentos de liquidez

e) Nenhuma das alternativas anteriores

Gabarito: D

QUESTÃO 05:

Quais os dois quesitos que devem ser atendidos para um ativo ou passivo ser reconhecido nas demonstrações contábeis:

a) Benefício financeiro futuro e valor medido em bases confiáveis

b) Benefício financeiro futuro e valor medido em bases reais

c) Benefício financeiro futuro e valor medido em bases projetadas

d) Benefício econômico futuro e valor medido em bases reais

e) Benefício econômico futuro e valor medido em bases confiáveis

Gabarito: E

QUESTÃO 06:

Qual a base de mensuração em que os valores dos ativos são descontados conforme o fluxo futuro de entrada líquida de caixa:

a) Custo Histórico

b) Custo Corrente

c) Valor Realizável

d) Valor Presente

e) Nenhuma das alternativas anteriores

Gabarito: D

QUESTÃO 07:

O exercício da prudência na elaboração das demonstrações contábeis visa possibilitar que:

a)

Passivos ou despesas sejam subestimados

b)

Passivos ou despesas não sejam subestimados

c)

Ativos ou receitas sejam superestimados

c)

Ativos e passivos sejam subestimados

e)

Reservas ocultas e provisões excessivas sejam criadas

Gabarito: B

c) Ativos e passivos sejam subestimados e) Reservas ocultas e provisões excessivas sejam criadas Gabarito: B
c) Ativos e passivos sejam subestimados e) Reservas ocultas e provisões excessivas sejam criadas Gabarito: B
QUESTÃO 08: Um item que possui as características de ativo, passivo, receita ou despesa, mas

QUESTÃO 08:

Um item que possui as características de ativo, passivo, receita ou despesa, mas não atende aos critérios para reconhecimento, pode:

a) Ser divulgado no Balanço Patrimonial

b) Ser divulgado na Demonstração do Resultado

c) Ser divulgado em Notas Explicativas

d) Ser divulgado no Relatório da Administração

e) Ser divulgado na Demonstração do Resultado Abrangente

Gabarito: C

QUESTÃO 09:

A constituição das provisões para férias, décimo terceiro salário e dividendos propostos é uma conduta profissional que atende a qual pressuposto contábil?

a) Competência

b) Consistência

c) Continuidade

d) Entidade

e) Prudência

Gabarito: A

QUESTÃO 10:

No processo de seleção de um novo contador, o Controller da indústria WC solicitou aos candidatos que indicassem a situação em que deveria ser reconhecida uma obrigação exigível da empresa:

a) a integralização de capital social pelos sócios em dinheiro e em imóveis.

b) a constituição de reservas de contingências, tendo em vista reduções nos resultados de

períodos subsequentes.

c) a contratação de uma operação de leasing financeiro, para equipar o seu parque industrial.

d) a deterioração do estoque de matéria-prima decorrente do mau acondicionamento.

e) a entrega dos produtos para os seus clientes e respectivo reconhecimento das receitas de

vendas.

Gabarito: C

e) a entrega dos produtos para os seus clientes e respectivo reconhecimento das receitas de vendas.
e) a entrega dos produtos para os seus clientes e respectivo reconhecimento das receitas de vendas.
10ª AULA Apresentação das Demonstrações Contábeis Normas Contábeis:  No IASB: IAS 1 – Presentation

10ª AULA

Apresentação das Demonstrações Contábeis

Normas Contábeis:

No IASB:

IAS 1 Presentation of Financial Statements

No CPC:

CPC 26 Apresentação das Demonstrações Contábeis

Fundamentação no Brasil:

Quem já aprovou o CPC 26?

CVM: Deliberação CVM nº 595/09

CFC: Resolução nº 1.185/09

ANEEL: Despacho nº 4.722/09

ANS: Instrução Normativa Nº 37/09

SUSEP: Circular SUSEP nº 424/11

Objetivo do CPC 26:

“Definir a base para a apresentação das demonstrações contábeis, para assegurar a comparabilidade tanto com as demonstrações contábeis de períodos anteriores da mesma entidade quanto com as demonstrações contábeis de outras entidades. Nesse cenário, este Pronunciamento estabelece requisitos gerais para a apresentação das demonstrações contábeis, diretrizes para a sua estrutura e os requisitos mínimos para seu conteúdo”

Pontos relevantes do CPC 26:

Finalidade das demonstrações contábeis

Conjunto completo de demonstrações contábeis

Considerações gerais sobre as demonstrações contábeis

Balanço patrimonial

Demonstração do resultado e do resultado abrangente

Outras demonstrações: DMPL, DFC e DVA

Notas explicativas

do resultado e do resultado abrangente  Outras demonstrações: DMPL, DFC e DVA  Notas explicativas
do resultado e do resultado abrangente  Outras demonstrações: DMPL, DFC e DVA  Notas explicativas
Finalidades das demonstrações contábeis:  Proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira,

Finalidades das demonstrações contábeis:

Proporcionar informação acerca da posição patrimonial e financeira, do desempenho e dos fluxos de caixa da entidade que seja útil a um grande número de usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas.

Apresentar os resultados da atuação da administração na gestão da entidade e sua prestação de contas quanto aos recursos que lhe foram confiados.

As demonstrações contábeis proporcionam informação da entidade acerca do seguinte:

a) ativos;

b) passivos;

c) patrimônio líquido;

d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas;

e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e distribuições a eles;

f) fluxos de caixa.

Conjunto completo de demonstrações contábeis:

(a) balanço patrimonial ao final do período;

(b)

demonstração do resultado do período;

(c)

demonstração do resultado abrangente do período;

(d)

demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;

(e)

demonstração dos fluxos de caixa do período;

(f) demonstração do valor adicionado do período;

(g) notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e

outras informações explanatórias; e

(h) balanço patrimonial no início do período mais antigo comparativamente apresentado

quando a entidade aplica uma política contábil retroativamente ou procede à reapresentação de itens das demonstrações contábeis, ou ainda quando procede à

reclassificação de itens de suas demonstrações contábeis.

demonstrações contábeis, ou ainda quando procede à reclassificação de itens de suas demonstrações contábeis. 22
demonstrações contábeis, ou ainda quando procede à reclassificação de itens de suas demonstrações contábeis. 22
11ª AULA Conjunto Completo de Demonstrações Contábeis BP DRE DRA DMPL DFC DVA NE: Notas

11ª AULA

Conjunto Completo de Demonstrações Contábeis BP DRE DRA DMPL DFC DVA
Conjunto Completo de Demonstrações Contábeis
BP
DRE
DRA
DMPL
DFC
DVA

NE: Notas Explicativas

BP Comparativo

Outras particularidades das demonstrações contábeis:

A demonstração do resultado abrangente pode ser apresentada em quadro demonstrativo próprio ou dentro das mutações do patrimônio líquido.

A entidade deve apresentar com igualdade de importância todas as demonstrações contábeis que façam parte do conjunto completo de demonstrações contábeis.

Muitas entidades apresentam, fora das demonstrações contábeis, o relatório da administração, assim como relatórios ambientais e sociais, sobretudo nos setores em que os fatores ambientais e sociais sejam significativos.

Os relatórios e demonstrações apresentados fora das demonstrações contábeis estão fora do âmbito dos Pronunciamentos emitidos pelo CPC.

apresentados fora das demonstrações contábeis estão fora do âmbito dos Pronunciamentos emitidos pelo CPC. 23
apresentados fora das demonstrações contábeis estão fora do âmbito dos Pronunciamentos emitidos pelo CPC. 23
Considerações gerais sobre as demonstrações contábeis:  Apresentação apropriada e conformidade com as práticas

Considerações gerais sobre as demonstrações contábeis:

Apresentação apropriada e conformidade com as práticas contábeis brasileiras.

Continuidade.

Regime de competência.

Materialidade e agregação:

“cada classe relevante de itens semelhantes deve ser apresentada separadamente nas demonstrações contábeis”

Compensação de valores:

“ativos e passivos, receitas e despesas não devem ser compensados exceto quando exigido ou permitido por Pronunciamento, Interpretação ou Orientação”

Frequência de apresentação:

“pelo menos anualmente (inclusive informação comparativa)”

Informação comparativa:

A entidade deve, ao divulgar informação comparativa, apresentar no mínimo dois balanços patrimoniais e duas de cada uma das demais demonstrações contábeis, bem como as respectivas notas explicativas.

Quando a entidade aplica uma política contábil retrospectivamente ou faz a divulgação retrospectiva de itens de suas demonstrações contábeis, ou ainda, quando reclassifica itens de suas demonstrações contábeis, deve

apresentar, como mínimo, 3 (três) balanços patrimoniais e duas de cada uma das demais demonstrações contábeis, bem como as respectivas notas explicativas. Nesse caso, os balanços patrimoniais a serem apresentados são relativos:

ao término do período corrente;

ao término do período anterior (que corresponde ao início do período corrente); e

ao início do mais antigo período comparativo apresentado.

(que corresponde ao início do período corrente); e  ao início do mais antigo período comparativo
(que corresponde ao início do período corrente); e  ao início do mais antigo período comparativo
12ª AULA  Consistência de apresentação: • A apresentação e a classificação de itens nas

12ª AULA

Consistência de apresentação:

A apresentação e a classificação de itens nas demonstrações contábeis devem ser mantidas de um período para outro, salvo se:

a) for evidente, após uma alteração significativa na natureza das operações da entidade ou uma revisão das respectivas demonstrações contábeis, que outra apresentação ou classificação seja mais apropriada (conforme CPC 23); ou

b) outro Pronunciamento, Interpretação ou Orientação requerer alteração na apresentação.

Balanço patrimonial:

ATIVO

PASSIVO

Ativo Circulante

Passivo Circulante

Ativo Não-Circulante

Passivo Não-Circulante

- Ativo Realizável a Longo Prazo

- Investimentos

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

- Imobilizado

Capital social

- Intangível

Reservas de capital

Ajustes de avaliação patrimonial

Reservas de lucros

Ações em tesouraria

Prejuízos acumulados

de avaliação patrimonial  Reservas de lucros  Ações em tesouraria  Prejuízos acumulados 25
de avaliação patrimonial  Reservas de lucros  Ações em tesouraria  Prejuízos acumulados 25
Demonstração do resultado (DRE): (+) RECEITA BRUTA DE VENDAS ( – ) Deduções e impostos

Demonstração do resultado (DRE):

(+) RECEITA BRUTA DE VENDAS

() Deduções e impostos sobre vendas

(=) RECEITA LÍQUIDA

() Custo dos produtos/serviços vendidos

(=) RESULTADO BRUTO

() Despesas de vendas

() Despesas administrativas

(+) Receitas/despesas financeiras líquidas

(+) Outras receitas e outras despesas

(=) RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

() Provisão para IR e CSL

(=) RESULTADO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES

() Participações e Contribuições

(=) RESULTADO LÍQUIDO

Demonstração do resultado abrangente (DRA):

DRA = DRE + Outros Resultados Abrangentes

Outros Resultados Abrangentes:

Compreendem itens de receita e despesa (incluindo ajustes de reclassificação) que não são reconhecidos na demonstração do resultado.

São exemplos de outros resultados abrangentes:

Variações na reserva de reavaliação quando permitidas legalmente.

Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido.

Ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de operações no exterior.

Ajuste de avaliação patrimonial relativo aos ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda.

Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa.

patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de
patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de
13ª AULA Demonstração do Resultado Abrangente – DRA DRE   Resultado Líquido do Exercício Valor

13ª AULA

Demonstração do Resultado Abrangente DRA

DRE

 

Resultado Líquido do Exercício

Valor 1

Variações na reserva de reavaliação

 

Ajustes de instrumentos financeiros

Ganhos e perdas derivados de conversão

Outros Resultados Abrangentes

Valor 2

Resultado Abrangente Total

= 1 + 2

Outras demonstrações contábeis:

Demonstração das mutações do patrimônio líquido - DMPL

Veja exemplo de DMPL com DRA ao final do CPC 26

Demonstração dos fluxos de caixa DFC

Veja CPC 03 (assunto de outro tópico)

Demonstração do valor adicionado DVA

Veja CPC 09 (assunto de outro tópico)

de outro tópico)  Demonstração do valor adicionado – DVA  Veja CPC 09 (assunto de
de outro tópico)  Demonstração do valor adicionado – DVA  Veja CPC 09 (assunto de
Notas explicativas:  As notas explicativas devem:  apresentar informação acerca da base para a

Notas explicativas:

As notas explicativas devem:

apresentar informação acerca da base para a elaboração das demonstrações contábeis e das políticas contábeis específicas;

divulgar a informação requerida pelos Pronunciamentos, Orientações e Interpretações que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis; e

prover informação adicional que não tenha sido apresentada nas demonstrações contábeis, mas que seja relevante para sua compreensão.

As notas devem ser apresentadas, tanto quanto seja praticável, de forma sistemática.

Cada item das demonstrações contábeis deve ter referência cruzada com a respectiva informação apresentada nas notas explicativas.

A entidade deve divulgar, no resumo das políticas contábeis significativas ou outras notas, os julgamentos exercidos na elaboração das demonstrações contábeis, os principais pressupostos relativos ao futuro, as principais fontes da incerteza das estimativas à data do balanço patrimonial que ensejem risco significativo de provocar modificação material no próximo exercício nos valores consignados nas demonstrações contábeis.

de provocar modificação material no próximo exercício nos valores consignados nas demonstrações contábeis. 28
de provocar modificação material no próximo exercício nos valores consignados nas demonstrações contábeis. 28
14ª AULA Questões sobre “Apresentação das Demonstrações Contábeis” QUESTÃO 01: O objetivo das demonstrações

14ª AULA

Questões sobre “Apresentação das Demonstrações Contábeis”

QUESTÃO 01:

O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudanças na posição financeira da entidade. Qual demonstração contábil fornece informações sobre as mudanças na posição financeira?

a) Balanço patrimonial

b) Demonstração do resultado

c) Demonstração do resultado abrangente

d) Demonstração das mutações do patrimônio líquido

e) Demonstração dos fluxos de caixa

Gabarito: E

QUESTÃO 02:

As demonstrações contábeis obrigatórias não proporcionam informação da entidade acerca do seguinte:

a) Ativos e passivos

b) Alterações no capital próprio

c) Receitas e despesas

d) Investimentos socioambientais

e) Fluxos de caixa

Gabarito: D

Alterações no capital próprio c) Receitas e despesas d) Investimentos socioambientais e) Fluxos de caixa Gabarito:
Alterações no capital próprio c) Receitas e despesas d) Investimentos socioambientais e) Fluxos de caixa Gabarito:
QUESTÃO 03: Qual dos seguintes relatórios não é uma demonstração contábil obrigatória? a) Notas explicativas

QUESTÃO 03:

Qual dos seguintes relatórios não é uma demonstração contábil obrigatória?

a) Notas explicativas

b) Relatório da administração

c) Demonstração do resultado abrangente

d) Balanço patrimonial comparativo

e) Demonstração dos fluxos de caixa

Gabarito: B

QUESTÃO 04:

O balanço patrimonial de uma empresa contém, necessariamente, informações sobre:

a) as despesas de juros no período

b) o número de empregados da empresa

c) o lucro bruto da empresa no período

d) suas vendas no período

e) suas dívidas no final do exercício

Gabarito: E

QUESTÃO 05:

O balanço patrimonial de uma empresa não apresenta o valor da(o):

a) dívida de longo prazo com os bancos

b) dívida de curto prazo com os fornecedores

c) estoque de matéria-prima

d) matéria-prima consumida no período

e) disponível

Gabarito: D

com os fornecedores c) estoque de matéria-prima d) matéria-prima consumida no período e) disponível Gabarito: D
com os fornecedores c) estoque de matéria-prima d) matéria-prima consumida no período e) disponível Gabarito: D
QUESTÃO 06: Devem compor o grupo do ativo não circulante: a) investimentos, imobilizado, diferido e

QUESTÃO 06:

Devem compor o grupo do ativo não circulante:

a) investimentos, imobilizado, diferido e intangível.

b) indisponível, investimentos, imobilizado e intangível.

c) realizável a longo prazo, investimento, imobilizado e intangível.

d) realizável a longo prazo, imobilizado, intangível e aplicações indisponíveis.

e) realizável a curto prazo, investimentos, imobilizado, diferido e intangível.

Gabarito: C

QUESTÃO 07: Parte I

Uma sociedade anônima de capital autorizado apresentou as seguintes informações, com valores em reais:

Capital Subscrito

1.000.000,00

Reservas de Capital

480.000,00

Reservas de Lucros

250.000,00

Ações em Tesouraria

120.000,00

Patrimônio Líquido

1.210.000,00

Com base nesses dados, o capital a realizar da sociedade, em reais, é:

QUESTÃO 07: Parte II

Solução Questão 07:

Capital Social Integralizado = Capital Subscrito Capital a Realizar

Patrimônio Líquido = Capital Social Integralizado + Reservas de Capital + Reservas de Lucros Ações em Tesouraria

1.210.000 = (1.000.000 Capital a Realizar) + 480.000 + 250.000 120.000

Capital a Realizar = 1.000.000 + 480.000 + 250.000 120.000 1.210.000

Capital a Realizar = 400.000

120.000 Capital a Realizar = 1.000.000 + 480.000 + 250.000 – 120.000 – 1.210.000 Capital a
120.000 Capital a Realizar = 1.000.000 + 480.000 + 250.000 – 120.000 – 1.210.000 Capital a
QUESTÃO 07: Parte III Com base nesses dados, o capital a realizar da sociedade, em

QUESTÃO 07: Parte III

Com base nesses dados, o capital a realizar da sociedade, em reais, é:

a) 150.000,00

b) 210.000,00

c) 400.000,00

d) 560.000,00

e)600.000,00

Gabarito: C

QUESTÃO 08:

Sobre a compensação de valores nas demonstrações contábeis é correto afirmar:

a) Ativos e passivos; receitas e despesas não devem ser compensados

b) Ativos e passivos; receitas e despesas devem ser compensados

c) Somente receitas e despesas devem ser compensados

d) Somente ativos e passivos devem ser compensados

e) Somente ativos e passivos não devem ser compensados

Gabarito: A

QUESTÃO 09:

A frequência de apresentação das demonstrações contábeis é:

a) Pelo menos anualmente

b) Pelo menos semestralmente

c) Pelo menos trimestralmente

d) Pelo menos mensalmente

e) Conforme decidido na assembleia de acionistas

Gabarito: A

c) Pelo menos trimestralmente d) Pelo menos mensalmente e) Conforme decidido na assembleia de acionistas Gabarito:
c) Pelo menos trimestralmente d) Pelo menos mensalmente e) Conforme decidido na assembleia de acionistas Gabarito:
QUESTÃO 10: Deve-se apresentar no mínimo 2 (dois) balanços patrimoniais comparativos. Essa afirmativa deve ser

QUESTÃO 10:

Deve-se apresentar no mínimo 2 (dois) balanços patrimoniais comparativos. Essa afirmativa deve ser considerada:

a) Em nenhuma situação

b) Como uma regra geral, mas sujeita a exceções

c) Quando a entidade aplica uma política contábil retrospectivamente

d) Quando a entidade faz a divulgação retrospectiva de itens de suas demonstrações

contábeis

e) Quando a entidade reclassifica itens de suas demonstrações contábeis

Gabarito: B

QUESTÃO 11:

São exemplos de outros resultados abrangentes, exceto:

a) Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido

b) Ganhos e perdas derivados de conversão de demonstrações contábeis de operações no

exterior

c) Ganhos e perdas oriundos da realização de ativo não-circulante mantido para venda

d) Ajuste de avaliação patrimonial relativo aos ganhos e perdas na remensuração de ativos

financeiros disponíveis para venda

e) Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de

instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa

Gabarito: C

QUESTÃO 12:

A demonstração do resultado abrangente pode ser apresentada:

a) Somente em quadro demonstrativo próprio

b) Somente dentro da demonstração do resultado

c) Somente dentro da demonstração das mutações do patrimônio líquido

d) Em quadro demonstrativo próprio ou dentro da demonstração do resultado

e) Em quadro demonstrativo próprio ou dentro da demonstração das mutações do

patrimônio líquido

Gabarito: E

e) Em quadro demonstrativo próprio ou dentro da demonstração das mutações do patrimônio líquido Gabarito: E
e) Em quadro demonstrativo próprio ou dentro da demonstração das mutações do patrimônio líquido Gabarito: E
15ª AULA Ajuste a valor presente e mensuração ao valor justo Assuntos abordados nesse tópico:

15ª AULA

Ajuste a valor presente e mensuração ao valor justo

Assuntos abordados nesse tópico:

Ajuste a valor presente: Fundamentação

Ajuste a valor presente: CPC 12

Mensuração ao valor justo X Ajuste a valor presente

Exemplos práticos

Ajuste a valor presente: Fundamentação

A Lei 11.638/07 passou a exigir o ajuste a valor presente nos realizáveis e exigíveis a longo prazo e, no caso de efeito relevante, também nos de curto prazo.

As Normas Internacionais (IAS e IFRS) tratam desse assunto em inúmeros documentos. Não existe uma norma específica.

No Brasil, existe uma norma específica, o CPC 12, que tem como base uma pesquisa feita junto a todas as normas internacionais.

Ajuste a valor presente: CPC 12

Objetivo do CPC 12:

Estabelecer os requisitos básicos a serem observados quando da apuração do Ajuste a Valor Presente de elementos do ativo e do passivo, especificando procedimentos para cálculo desses ajustes a valor presente no momento inicial em que tais ativos e passivos são reconhecidos, bem como nos balanços subsequentes.

Quem já aprovou o CPC 12?

CVM: Deliberação CVM nº 564/08

CFC: Resolução nº 1.151/09

ANEEL: Despacho nº 4.722/09

ANS: Instrução Normativa Nº 37/09

ANTT: Comunicado SUREG nº 1/09

SUSEP: Circular SUSEP nº 424/11

Valor do dinheiro no tempo:

Ao se aplicar o conceito de valor presente, deve-se associar tal procedimento à mensuração de ativos e passivos levando-se em consideração o valor do dinheiro no tempo e as incertezas a eles associados.

Deve-se aplicar a lógica da matemática financeira.

Taxas de desconto:

Deve-se empregar taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais.

Calcular riscos não é simples, mas a teoria de finanças oferece modelos que podem ser utilizados para tal fim.

 Calcular riscos não é simples, mas a teoria de finanças oferece modelos que podem ser
 Calcular riscos não é simples, mas a teoria de finanças oferece modelos que podem ser
16ª AULA Ajuste a valor presente: CPC 12  Como deve ser definida a taxa

16ª AULA

Ajuste a valor presente: CPC 12

Como deve ser definida a taxa de desconto no cálculo do valor presente?

Há operações cuja taxa é explícita (por exemplo, descrita e conhecida no contrato da operação) ou implícita (por exemplo, desconhecida, mas embutida na precificação inicial da operação pela entidade no ato da compra ou da venda).

Em ambos os casos, com taxa explícita ou implícita, é necessário utilizar uma taxa de desconto que reflita juros compatíveis com a natureza, o prazo e os riscos relacionados à transação, levando-se em consideração, ainda, as taxas de mercado praticadas na data inicial da transação entre partes conhecedoras do negócio, que tenham a intenção de efetuar a transação e em condições usuais de mercado.

Mensuração, contabilização e reversão:

A

quantificação do ajuste a valor presente deve ser realizada em base exponencial

"pro rata die", a partir da origem da transação, sendo os seus efeitos apropriados nas contas a que se vinculam. Veja exemplos

As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou despesas financeiras. Veja exemplos

Passivos não contratuais:

Os passivos não contratuais, como as provisões espontâneas para futuros reparos relativos a meio ambiente quando cessarem as atividades da empresa, também precisam ser ajustadas a valor presente.

Nesse caso, a taxa de desconto só considera o fator tempo e o risco (“juro real”), e não a inflação estimada futura.

Efeitos fiscais:

A

taxa de desconto a ser aplicada não deve ser líquida de efeitos fiscais, e, sim, antes

dos impostos.

No tocante às diferenças temporárias observadas entre a base contábil e fiscal de ativos e passivos ajustados a valor presente, deve-se seguir o CPC 32 Tributos sobre o lucro.

Não é permitido efetuar descontos a valor presente para saldos de imposto de renda

e contribuição social diferidos.

Divulgação:

Em se tratando de evidenciação em nota explicativa, devem ser prestadas informações mínimas que permitam que os usuários das demonstrações contábeis obtenham entendimento inequívoco das mensurações a valor presente levadas a efeito para ativos e passivos, compreendendo o seguinte:

inequívoco das mensurações a valor presente levadas a efeito para ativos e passivos, compreendendo o seguinte:
inequívoco das mensurações a valor presente levadas a efeito para ativos e passivos, compreendendo o seguinte:
17ª AULA Ajuste a valor presente: CPC 12 a) Descrição pormenorizada do item objeto da

17ª AULA

Ajuste a valor presente: CPC 12

a) Descrição pormenorizada do item objeto da mensuração a valor presente, natureza de seus fluxos de caixa (contratuais ou não) e, se aplicável, o seu valor de entrada cotado a mercado.

b) Premissas utilizadas pela administração, taxas de juros decompostas por prêmios incorporados e por fatores de risco, montantes dos fluxos de caixa estimados ou séries de montantes dos fluxos de caixa estimados, horizonte temporal estimado ou esperado, expectativas em termos de montante e temporalidade.

c) Modelos utilizados para cálculo de riscos e inputs dos modelos.

d) Breve descrição do método de alocação dos descontos e do procedimento adotado para acomodar mudanças de premissas da administração.

e) Propósito da mensuração a valor presente, se para reconhecimento inicial ou nova medição e motivação da administração para levar a efeito tal procedimento.

Mensuração ao valor justo X Ajuste a valor presente

Valor justo (fair value) - é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e independentes entre si, com a ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.

Valor presente (present value) - é a estimativa do valor corrente de um fluxo de caixa futuro, no curso normal das operações da entidade.

Observação: Em algumas circunstâncias o valor justo e o valor presente podem coincidir. Contudo, valor justo e valor presente não são sinônimos.

Mensuração ao valor justo

O objetivo é demonstrar o valor de mercado de determinado ativo ou passivo; ou

O provável valor que seria o de mercado por comparação a outros ativos ou passivos que tenham valor de mercado; ou

O provável valor que seria o de mercado por utilização do ajuste a valor presente dos valores estimados futuros de fluxos de caixa vinculados a esse ativo ou passivo; ou

Pela utilização de fórmulas econométricas reconhecidas pelo mercado.

vinculados a esse ativo ou passivo; ou  Pela utilização de fórmulas econométricas reconhecidas pelo mercado.
vinculados a esse ativo ou passivo; ou  Pela utilização de fórmulas econométricas reconhecidas pelo mercado.
Ajuste a valor presente  O objetivo é efetuar o ajuste para demonstrar o valor

Ajuste a valor presente

O objetivo é efetuar o ajuste para demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa futuro.

Esse fluxo de caixa pode estar representado por ingressos ou saídas de recursos. Para determinar o valor presente de um fluxo de caixa, três informações são requeridas:

Valor do fluxo futuro (considerando todos os termos e as condições contratados),

Data do referido fluxo financeiro e

Taxa de desconto aplicável à transação.

Exemplos práticos

“Ajuste a valor presente e mensuração ao valor justo”

1º Exemplo (Parte I):

Um entidade efetua uma venda a prazo no valor de R$ 26.620,00 para receber o valor em parcela única, com vencimento em 3 anos. Caso a venda fosse efetuada à vista, de acordo com opção disponível, o valor da venda teria sido de R$ 20.000,00, o que equivale a um custo financeiro anual de 10%. Verifica-se que essa taxa é igual à taxa de mercado, na data da transação.

1º Exemplo (Parte II):

No primeiro momento, a transação deve ser contabilizada considerando o seu valor presente, cujo montante de R$ 20.000,00 deverá ser refletido no contas a receber e nas receitas de vendas (veja a contabilização da transação).

Nota-se que, nesse momento, o valor presente da transação é equivalente a seu valor de mercado ou valor justo (fair value).

1º Exemplo (Parte III):

No caso de aplicação da técnica de ajuste a valor presente, passado o primeiro ano, o reconhecimento da receita financeira deve respeitar a taxa de juros da transação na data de sua origem (ou seja, 10% ao ano), independentemente da taxa de juros de mercado em períodos subseqüentes.

na data de sua origem (ou seja, 10% ao ano), independentemente da taxa de juros de
na data de sua origem (ou seja, 10% ao ano), independentemente da taxa de juros de
Assim, depois de um ano, o saldo das contas a receber será de R$ 22.000,00,

Assim, depois de um ano, o saldo das contas a receber será de R$ 22.000,00, independentemente de variações da taxa de juros no mercado (veja a contabilização da transação).

1º Exemplo (Parte IV):

Assim, ao fim de cada um dos três exercícios, a contabilidade deverá refletir os seguintes

efeitos:

   

Juros

Saldo

Ano

Valor

(taxa efetiva)

atualizado

1

20.000,00

2.000,00

22.000,00

2

22.000,00

2.200,00

24.200,00

3

24.200,00

2.420,00

26.620,00

Contabilização no momento da venda:

Pela transação de venda:

D

Contas a receber

26.620

C

Receita bruta de vendas

26.620

Pelo registro do ajuste a valor presente no momento em que é realizada a venda:

D

Receita bruta de vendas

6.620

C

Receita financeira a apropriar*

6.620

*Conta redutora das contas a receber. Pode ser chamada de:

Juros a apropriar, Encargos financeiros a transcorrer etc.

*Conta redutora das contas a receber. Pode ser chamada de: Juros a apropriar, Encargos financeiros a
*Conta redutora das contas a receber. Pode ser chamada de: Juros a apropriar, Encargos financeiros a
18ª AULA  Contabilização nos anos 1 e 2: Reconhecimento da receita financeira no ano

18ª AULA

Contabilização nos anos 1 e 2:

Reconhecimento da receita financeira no ano 1:

D

Receita financeira a apropriar

2.000

C

Receita financeira (DRE)

2.000

Reconhecimento da receita financeira no ano 2:

D

Receita financeira a apropriar

2.200

C

Receita financeira (DRE)

2.200

Contabilização no ano 3:

Reconhecimento da receita financeira no ano 3:

D

Receita financeira a apropriar

2.420

C

Receita financeira (DRE)

2.420

Recebimento da venda no ano 3:

D

Disponível

26.620

C

Contas a receber

26.620

1º Exemplo: Valor Justo versus Valor Presente (Parte I)

A

aplicação da técnica de marcação a mercado, apenas para fins de referência e comparação,

poderia ser ilustrada com uma situação na qual a taxa de juros saísse de 10% ao ano, no

momento inicial da transação, para 15% ao ano, no fim do primeiro ano.

1º Exemplo: Valor Justo versus Valor Presente (Parte II)

Assim, o valor justo das contas a receber, calculado mediante o ajuste a valor presente nessa nova data e com a atual condição de mercado (15% ao ano), seria inferior ao valor que foi contabilizado, uma vez que a taxa de desconto aumentou, pois maior taxa de desconto leva

a um menor valor presente.

foi contabilizado, uma vez que a taxa de desconto aumentou, pois maior taxa de desconto leva
foi contabilizado, uma vez que a taxa de desconto aumentou, pois maior taxa de desconto leva
 1º Exemplo: Valor Justo versus Valor Presente (Parte III) Perceba que enquanto o valor

1º Exemplo: Valor Justo versus Valor Presente (Parte III)

Perceba que enquanto o valor presente tem relação com a taxa de juros específica intrínseca do contrato, considerando as condições na data de sua origem, o valor justo pode sofrer alterações com o passar do tempo em decorrência de condições do mercado (taxas de juros

e outros fatores), que apenas devem ser consideradas nos casos em que for aplicável o reconhecimento de um saldo pelo seu valor justo.

2º Exemplo (Parte I):

Suponha-se uma venda de imóvel por $ 10.000 mil, pago com entrada de $ 4.000 mil em dinheiro e 3 (três) notas promissórias anuais de $ 2.000 mil cada uma, sem juros, efetuada num momento em que a taxa de juros, para o tipo de vendedor e comprador, seja, para ambos, de 18% ao ano:

2º Exemplo (Parte II):

O

vendedor, na transação, registra:

D

Caixa

$ 4.000.000

D

Notas Promissórias a Receber

$ 6.000.000

C

Juros a Apropriar*

$ 1.651.454

C

Receita de Venda de Imóveis

$ 8.348.546

*Conta redutora das Notas Promissórias a Receber

2º Exemplo (Parte III):

O

comprador, na transação, registra:

D

Imóveis

$ 8.348.546

D

Juros a Apropriar*

$ 1.651.454

C

Caixa

$ 4.000.000

C

Notas Promissórias a Pagar $ 6.000.000

*Conta redutora das Notas Promissórias a Pagar

$ 4.000.000 C – Notas Promissórias a Pagar $ 6.000.000 *Conta redutora das Notas Promissórias a
$ 4.000.000 C – Notas Promissórias a Pagar $ 6.000.000 *Conta redutora das Notas Promissórias a
 2º Exemplo (Parte IV): Em ambas as Notas Promissórias aparecerão (em um no seu

2º Exemplo (Parte IV):

Em ambas as Notas Promissórias aparecerão (em um no seu ativo; no outro, no seu passivo) pelo seu saldo líquido constituído do valor nominal diminuído dos Juros a Apropriar, e esse saldo irá crescendo pela apropriação dos juros ao resultado (como receita/despesa financeira), até que no vencimento essas contas retificadoras zerem.

Sugestão: faça os lançamentos dos anos 1, 2 e 3.

3º Exemplo (Parte I):

Suponha que a empresa X tenha comprado uma máquina a prazo no valor de R$ 50.157, a qual será paga em 5 parcelas anuais de R$ 10.031. A taxa de juros contratada nessa operação

é

de 20% ao ano.

 
 

1)

Qual o registro contábil na data da transação?

2)

Como deve ser apresentada nessa data as contas do passivo no balanço patrimonial?

3)

Faça somente o registro contábil do pagamento da primeira parcela ao final do primeiro ano.

3º Exemplo (Parte II):

1)

Qual o registro contábil na data da transação?

D

Máquinas (pelo valor presente)

30.000*

D

Encargos Financeiros a Transcorrer **

20.157

C

Financiamentos

50.157

*

O cálculo é oriundo de matemática financeira

** Conta redutora do passivo

C – Financiamentos 50.157 * O cálculo é oriundo de matemática financeira ** Conta redutora do
C – Financiamentos 50.157 * O cálculo é oriundo de matemática financeira ** Conta redutora do
 3º Exemplo (Parte III): 2) Como deve ser apresentada nessa data as contas do

3º Exemplo (Parte III):

2)

Como deve ser apresentada nessa data as contas do passivo no balanço patrimonial?

Passivo Circulante:

Financiamentos

10.031

Encargos Financeiros a Transcorrer

(1.672)

Saldo Passivo Circulante

8.359

Passivo Não Circulante:

Financiamentos

40.126

Encargos Financeiros a Transcorrer

(18.485)

Saldo Passivo Não Circulante

21.641

3º Exemplo (Parte IV):

3)

Registro contábil do pagamento da primeira parcela ao final do primeiro ano:

Apropriação dos encargos financeiros:

D- Despesas Financeiras (DRE)

1.672

C- Encargos Financeiros a Transcorrer

1.672

Parcela de pagamento do financiamento:

D- Financiamentos

10.031

C- Disponível

10.031

Sugestão: faça os lançamentos dos demais anos

D- Financiamentos 10.031 C- Disponível 10.031 Sugestão : faça os lançamentos dos demais anos 42
D- Financiamentos 10.031 C- Disponível 10.031 Sugestão : faça os lançamentos dos demais anos 42
19ª AULA Redução ao valor recuperável de ativos: Impairment Normas Contábeis:  No IASB: IAS

19ª AULA

Redução ao valor recuperável de ativos: Impairment

Normas Contábeis:

No IASB:

IAS 36 Impairment of Assets

No CPC:

CPC 01 (R1) Redução ao valor recuperável de ativos

Fundamentação no Brasil:

Quem já aprovou o CPC 01 (R1)?

CVM: Deliberação CVM nº 639/10

CFC: Resolução nº 1.292/10

CMN: Resolução nº 3.566/08

ANS: Instrução Normativa Nº 37/09

SUSEP: Circular SUSEP nº 424/11

Objetivo da norma contábil sobre redução ao valor recuperável de ativos: Impairment

“Estabelecer procedimentos que a entidade deve aplicar para assegurar que seus ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda

estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por
estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por
Principais Etapas do Impairment : 1º  Um ativo está desvalorizado quando seu valor contábil

Principais Etapas do Impairment:

Um ativo está desvalorizado quando seu valor contábil excede seu valor recuperável.

Identificação

A entidade deve fazer essa avaliação, no mínimo, por ocasião da elaboração das

dos ativos

 

desvalorizados

 

demonstrações contábeis anuais.

 

Valor recuperável é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo ou de unidade geradora de caixa e o seu valor em uso.

Determinação

 

do valor

recuperável

 

Se o valor recuperável do ativo for menor que o valor contábil, a diferença existente entre esses valores deve ser ajustada pela constituição de provisão para perdas, redutora dos ativos, em contrapartida ao resultado do período.

Reconhecimen to das perdas

 

Deve-se avaliar periodicamente se há indicação de que uma perda por desvalorização reconhecida em períodos anteriores para um ativo não possa mais existir ou ter diminuído.

Reversão de

provisão para

perdas

Em caso positivo, a provisão constituída deve ser revertida total ou parcialmente.

Ativos sujeitos ao impairment

Aplica-se o teste de impairment a todos os ativos ou conjunto de ativos relevantes relacionados às atividades industriais, comerciais, agropecuárias, minerais, financeiras, de serviços e outras. No caso de CPC específico que trate da matéria para alguma classe de ativos em particular, prevalecerá o CPC específico.

de CPC específico que trate da matéria para alguma classe de ativos em particular, prevalecerá o
de CPC específico que trate da matéria para alguma classe de ativos em particular, prevalecerá o

44

 O CPC 01 (R1) não se aplica a: • Estoques – CPC 16 (R1)

O CPC 01 (R1) não se aplica a:

Estoques CPC 16 (R1)

Ativos advindos de contratos de construção CPC 17

Ativos fiscais diferidos CPC 32

Ativos advindos de planos de benefícios a empregados CPC 33

Ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada CPC 31

Ativos financeiros tratados nas normas que disciplinam instrumentos financeiros CPC 38

Propriedade para investimento mensurada ao valor justo CPC 28

Ativos biológicos mensurados ao valor justo CPC 29

Custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro CPC 11

intangíveis advindos de direitos contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro – CPC
intangíveis advindos de direitos contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro – CPC
20ª AULA Indícios da necessidade de redução ao valor recuperável de ativos: impairment  Fontes

20ª AULA

Indícios da necessidade de redução ao valor recuperável de ativos: impairment

Fontes Externas: Parte I

O valor de mercado do ativo diminuiu sensivelmente.

Mudanças significativas no ambiente tecnológico, de mercado, econômico ou legal, no qual a entidade opera ou no mercado para o qual o ativo é utilizado.

Fontes Externas: Parte II

Aumento das taxas de juros de mercado, afetando a taxa de desconto do valor em uso do ativo e diminuindo o seu valor recuperável.

Valor contábil do Patrimônio Líquido da entidade maior do que o valor de suas ações no mercado.

Fontes Internas:

Evidência disponível de obsolescência ou de dano físico.

Mudanças significativas no modo como o ativo é ou será utilizado.

Relatórios internos indicando que o desempenho econômico de um ativo é, ou será, pior do que o esperado.

Unidade Geradora de Caixa:

Definição:

É o menor grupo identificável de ativos que gera entradas de caixa, entradas essas que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou outros grupos de ativos

Identificação: Parte I

- Sua identificação envolve julgamento.

- Se o valor recuperável não puder ser determinado para um ativo individual, a

entidade deve identificar o menor agregado de ativos que gera entradas de caixa em grande

parte independentes.

a entidade deve identificar o menor agregado de ativos que gera entradas de caixa em grande
a entidade deve identificar o menor agregado de ativos que gera entradas de caixa em grande
 Identificação : Parte II - A entidade deve considerar vários fatores, incluindo a maneira

Identificação: Parte II

- A entidade deve considerar vários fatores, incluindo a maneira como a administração monitora as operações da entidade.

- Tais como: por linhas de produto, linhas de negócios, localidades individuais, áreas distritais ou regionais).

Cálculo do valor recuperável:

A norma define valor recuperável como o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda (ou valor líquido de venda) de um ativo ou de unidade geradora de caixa e o seu valor em uso.

Caso um desses valores exceda o valor contábil do ativo, não haverá desvalorização nem necessidade de calcular o outro valor.

Valor justo líquido de despesas de venda:

A melhor evidência do valor justo líquido de despesas de venda de um ativo é o preço de contrato de venda entre partes conhecedoras e interessadas, ajustado por despesas adicionais que seriam diretamente atribuíveis à venda do ativo.

Se não houver contrato, mas se o ativo for negociado em mercado ativo, o valor justo líquido de despesas de venda é o preço de mercado do ativo menos as despesas com a venda.

Se não houver contrato e nem mercado ativo para um ativo, o valor justo líquido de despesas de venda deve ser baseado na melhor informação disponível que reflita o valor a ser obtido na venda do ativo.

Valor em uso:

Os seguintes elementos devem ser refletidos no cálculo do valor em uso do ativo:

Parte I

a) estimativa dos fluxos de caixa futuros que a entidade espera obter com esse ativo;

b) expectativas acerca de possíveis variações no montante ou no período de ocorrência desses fluxos de caixa futuros;

c) valor do dinheiro no tempo, representado pela atual taxa de juros livre de risco;

desses fluxos de caixa futuros; c) valor do dinheiro no tempo, representado pela atual taxa de
desses fluxos de caixa futuros; c) valor do dinheiro no tempo, representado pela atual taxa de
 Os seguintes elementos devem ser refletidos no cálculo do valor em uso do ativo:

Os seguintes elementos devem ser refletidos no cálculo do valor em uso do ativo:

Parte II

a)

preço pela assunção da incerteza inerente ao ativo (prêmio); e

b)

outros fatores, tais como falta de liquidez, que participantes do mercado iriam considerar ao precificar os fluxos de caixa futuros esperados da entidade, advindos do ativo.

A

estimativa do valor em uso de um ativo envolve os seguintes passos:

a)

Estimar futuras entradas e saídas de caixa derivadas do uso contínuo do ativo

e

de sua baixa final; e

b) Aplicar a taxa de desconto apropriada a esses fluxos de caixa futuros.

Taxa de desconto:

A taxa de desconto deve ser a taxa antes dos impostos, que reflita as avaliações atuais de mercado acerca:

a) Do valor do dinheiro no tempo; e

b) Dos riscos específicos do ativo para os quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham sido ajustadas.

A taxa de desconto é estimada a partir de taxas implícitas em transações correntes de mercado para ativos semelhantes, ou ainda do custo médio ponderado de capital de companhia aberta listada em bolsa que tenha um ativo único (ou carteira de ativos) semelhante em termos de potencial de serviço e riscos.

Quando uma taxa específica de um ativo não estiver diretamente disponível no mercado, a entidade deve usar substitutos para estimar a taxa de desconto.

não estiver diretamente disponível no mercado, a entidade deve usar substitutos para estimar a taxa de
não estiver diretamente disponível no mercado, a entidade deve usar substitutos para estimar a taxa de
21ª AULA  Contabilização:  Constituição da provisão de perda por desvalorização: Se, e somente

21ª AULA

Contabilização:

Constituição da provisão de perda por desvalorização:

Se, e somente se, o valor recuperável de um ativo for inferior ao seu valor contábil, o valor contábil do ativo deve ser reduzido ao seu valor recuperável. Essa redução representa uma perda por desvalorização do ativo e o lançamento contábil será:

D- Despesa com provisão de perda por desvalorização (DRE)

C- Provisão de perda por desvalorização (conta redutora do ativo)

Reversão da provisão de perda por desvalorização:

Uma provisão de perda por desvalorização reconhecida em períodos anteriores deve ser revertida se, e somente se, tiver havido mudança nas estimativas utilizadas para determinar o valor recuperável do ativo desde a última perda por desvalorização que foi reconhecida. Assim, o lançamento contábil é o inverso:

D- Provisão de perda por desvalorização (conta redutora do ativo)

C- Reversão da provisão de perda por desvalorização (DRE)

Divulgação em notas explicativas:

A entidade deve divulgar em notas explicativa as informações previstas no CPC 01 (R1), assim resumidas:

a) O valor da perda (reversão de perda) com desvalorizações reconhecidas no período, e eventuais reflexos em reservas de reavaliações;

b) Os eventos e circunstâncias que levaram ao reconhecimento ou reversão da desvalorização;

c) Relação dos itens que compõem a unidade geradora de caixa e uma descrição das razões que justifiquem a maneira como foi identificada a unidade geradora de caixa; e

d) Se o valor recuperável é o valor líquido de venda, divulgar a base usada para determinar esse valor e, se o valor recuperável é o valor do ativo em uso, a taxa de desconto usada nessa estimativa.

determinar esse valor e, se o valor recuperável é o valor do ativo em uso, a
determinar esse valor e, se o valor recuperável é o valor do ativo em uso, a
Exemplos práticos “Redução ao valor recuperável de ativos: Impairment ”  1º Exemplo (Parte I):

Exemplos práticos

“Redução ao valor recuperável de ativos: Impairment

1º Exemplo (Parte I):

* Identificação da unidade geradora de caixa à qual um ativo pertence:

Uma entidade de mineração tem uma estrada de ferro particular para dar suporte às suas atividades de mineração. Essa estrada pode ser vendida somente pelo valor de sucata e ela não gera entradas de caixa que são, em grande parte, independentes das entradas de caixa provenientes de outros ativos da mina.

1º Exemplo (Parte II):

* Como proceder?

Não é possível estimar o valor recuperável da estrada de ferro privada porque seu valor em uso não pode ser determinado e é provavelmente diferente do valor de sucata. Portanto, a entidade deve estimar o valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual a estrada de ferro particular pertence, isto é, a mina como um todo.

2º Exemplo (Parte I):

Uma entidade opera uma mina em um país cuja legislação exige que o proprietário restaure

o local em que é desenvolvida a atividade exploratória, quando do término das atividades. O

custo de restauração inclui a reposição da superfície ambiental que precisou ser removida antes que as operações da mina se iniciassem. A provisão para os custos de reposição da superfície ambiental foi reconhecida assim que ela foi removida. Esse valor foi reconhecido como parte do custo da mina e está sendo exaurido ao longo da sua vida útil.

2º Exemplo (Parte II):

O valor contábil da provisão para os custos de restauração é de $500, que é igual ao valor

presente desses custos de restauração.

A entidade está testando a mina para fins de perda por desvalorização. A unidade geradora

de caixa da mina é ela como um todo. A entidade recebeu várias ofertas de compra da mina

a um preço em torno de $800. Esse preço considera o fato de que o comprador assumirá a

obrigação de restaurar o que for necessário. As despesas de venda da mina são desprezíveis.

O

valor em uso da mina é de aproximadamente $1.200, excluindo os custos de restauração.

O

valor contábil da mina é $1.000.

mina é de aproximadamente $1.200 , excluindo os custos de restauração. O valor contábil da mina
mina é de aproximadamente $1.200 , excluindo os custos de restauração. O valor contábil da mina
 2º Exemplo (Parte III): Como proceder? O valor justo líquido de despesas de venda

2º Exemplo (Parte III): Como proceder?

O valor justo líquido de despesas de venda da unidade geradora de caixa é de $ 800. Esse valor considera os custos de restauração que já foram provisionados. Como consequência, o valor em uso da unidade geradora de caixa é determinado depois de considerar os custos de restauração, e é estimado em $ 700 ($ 1.200 menos $ 500). O valor contábil da unidade geradora de caixa é de $ 500, que é o valor contábil da mina ($ 1.000) menos o valor contábil da provisão para custos de restauração ($ 500). Portanto, o valor recuperável da unidade geradora de caixa supera seu valor contábil. Não tem perda.

($ 500). Portanto, o valor recuperável da unidade geradora de caixa supera seu valor contábil. Não
($ 500). Portanto, o valor recuperável da unidade geradora de caixa supera seu valor contábil. Não
22ª AULA Questões “Redução ao valor recuperável de ativos: Impairment ” QUESTÃO 01: O valor

22ª AULA

Questões “Redução ao valor recuperável de ativos: Impairment

QUESTÃO 01:

O valor recuperável de um ativo representa:

a) o valor a ser obtido com sua venda;

b) a diferença entre o valor contábil e o valor a ser obtido com sua venda;

c) o maior valor entre o valor em uso e o valor justo líquido de despesas de venda;

d) o menor entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso;

e) o maior entre o valor em uso e o valor contábil líquido da depreciação.

Gabarito: C

QUESTÃO 02:

A perda por impairment representa o excesso do:

a) valor contábil sobre o valor recuperável;

b) valor em uso sobre o valor contábil;

c) valor recuperável sobre o valor em uso;

d) valor em uso sobre o valor líquido de venda;

e) valor líquido de venda sobre o valor em uso.

Gabarito: A

QUESTÃO 03:

A IAS 36 (ou CPC 01), que trata do teste de impairment, se aplica a todos os ativos a seguir,

exceto a:

a) imobilizado;

b) ativos intangíveis;

c) investimentos em coligadas;

d) estoques;

e) goodwill.

Gabarito: D

QUESTÃO 04:

O goodwill deverá ser testado por impairment:

a) quando existirem evidências internas ou externas de perdas;

b) a cada cinco anos;

c) anualmente;

d) na data da combinação de negócios;

e) sempre que os sócios solicitarem.

Gabarito: C

QUESTÃO 05:

Unidade geradora de caixa é:

a) qualquer grupo de ativos que gera fluxos de caixa;

b) o menor segmento operacional da empresa;

c) uma unidade lucrativa da empresa;

d) ativos agregados das filiais da empresa;

e) o menor grupo de ativos que gera fluxos de caixa independentemente de outros ativos.

Gabarito: E

filiais da empresa; e) o menor grupo de ativos que gera fluxos de caixa independentemente de
filiais da empresa; e) o menor grupo de ativos que gera fluxos de caixa independentemente de
QUESTÃO 06: Quando a entidade realiza o teste de impairment , os ativos corporativos deverão:

QUESTÃO 06:

Quando a entidade realiza o teste de impairment, os ativos corporativos deverão:

a) ser testados individualmente;

b) ser alocados às unidades geradoras de caixa sob uma base razoável e consistente;

c) não ser alocados às unidades geradoras de caixa;

d) ser todos agrupados de forma a constituir uma única unidade geradora de caixa;

e) nenhuma das alternativas anteriores.

Gabarito: B

QUESTÃO 07:

Na contabilização da perda por impairment de uma unidade geradora de caixa com goodwill alocado, o primeiro ativo reduzido será:

a) caixa;

b) goodwill;

c) intangível com vida útil definida;

d) não há prioridade e todos ativos da unidade são reduzidos proporcionalmente a sua

participação na unidade;

e) intangível com vida útil indefinida.

Gabarito: B

QUESTÃO 08:

Valor em uso de um ativo é o:

a) valor em um mercado ativo;

b) valor da aquisição menos depreciação acumulada;

c) maior entre o valor justo e seu valor de mercado;

d) valor presente descontado dos fluxos de caixa futuros esperados com o uso e a alienação do

ativo;

e) valor justo menos os custos da venda.

Gabarito: D

QUESTÃO 09:

Ao calcular o valor presente dos fluxos de caixa futuros, a entidade não deve levar em conta:

a) uma taxa antes do Imposto de Renda;

b) o valor do dinheiro no tempo;

c) os riscos associados ao ativo que não foram considerados no ajuste dos fluxos de caixa;

d) uma taxa implícita do mercado para ativos similares;

e) os riscos relacionados ao ativo já utilizados nos ajustes das estimativas dos fluxos de caixa.

Gabarito: E

QUESTÃO 10:

As projeções dos fluxos de caixa futuro, normalmente, não poderão ultrapassar o período de:

a) cinco anos;

b) três anos;

c) dez anos;

d) 15 anos;

e) Não há limite

Gabarito: A

ultrapassar o período de: a) cinco anos; b) três anos; c) dez anos; d) 15 anos;
ultrapassar o período de: a) cinco anos; b) três anos; c) dez anos; d) 15 anos;
23ª AULA Estoques & Ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada Normas Contábeis

23ª AULA

Estoques & Ativo não circulante mantido para venda e operação descontinuada

Normas Contábeis sobre Estoques:

No IASB:

IAS 2 Inventories

No CPC:

CPC 16 (R1) Estoques

Fundamentação no Brasil:

Quem já aprovou o CPC 16 (R1)?

CVM: Deliberação CVM nº 575/09

CFC: Resolução nº 1.170/09

ANEEL: Despacho nº 4.722/09

ANS: Instrução Normativa Nº 37/09

SUSEP: Circular SUSEP nº 424/11

Objetivo da Norma sobre estoques:

“Estabelecer o tratamento contábil para os estoques. Esta Norma proporciona orientação sobre a determinação do valor de custo dos estoques e sobre o seu subsequente reconhecimento como despesa em resultado, incluindo qualquer redução ao valor realizável líquido.”

Pontos relevantes do CPC 16 - Estoques:

Mensuração do estoque

Custo do estoque

Critérios de valoração de estoque

Critérios de valoração de estoque

Valor realizável líquido

Os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois o menor.

 Os estoques devem ser mensurados pelo valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos

O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais.

e de transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e

Custo específico

Critério primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS)

Critério do custo médio ponderado

A prática de reduzir o valor de custo dos estoques para o valor realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a sua venda ou uso.

não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a
não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a
não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a
 O CPC 16 (Estoques ) não se aplica a:  Produção em andamento proveniente

O CPC 16 (Estoques ) não se aplica a:

Produção em andamento proveniente de contrato de construção - cpc17

Instrumentos financeiros - cpc38

Ativos biológicos (cpc29), produtos agrícolas e florestais,produtos agrícolas após o ponto da colheita, minerais e produtos minerais.

Definição de Estoques:

Estoques são ativos

a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;

b) em processo de produção para essa venda; ou

c) na forma de materiais ou suprimentos, a serem consumidos ou transformados no

processo de produção ou na prestação de serviços.