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Contratos de Suplemento em Direito Comercial

DIREITO COMERCIAL ANGOLANO

CONTRATO DE SUPLEMENTO

(Artigo. 181º, Código Comercial)

CONTRATO DE SUPLEMENTO (Artigo. 181º, Código Comercial) Pesquisa e Normatização: Augusto Kengue Campos

Pesquisa e Normatização:

Augusto Kengue Campos

Luanda-Angola

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Contratos de Suplemento em Direito Comercial

Índice

Introdução

Contrato de Suplemento em Direito Comercial

Regime do Contrato de Suprimento

Direito Comercial Angolano: Normas e Conformidade

LEGISLAÇÃO (Base Legal)

Bibliografia

Conclusão

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Contratos de Suplemento em Direito Comercial

Introdução

Contrato de suprimento (artigo. 181º, Código Comercial) é o contrato pelo qual o sócio empresta à sociedade dinheiro ou outra coisa fungível, ficando aquela obrigada a restituir-lhe outro tanto, do mesmo género e qualidade, ou pelo qual o sócio convenciona com a sociedade o diferimento do vencimento de créditos seus sobre ela, desde que, em qualquer dos casos, o prazo de reembolso seja superior a 1 ano.

Existem outras normas em Angola que regulam a actividade comercial através de normativos (Avisos, Diplomas, Directivas, etc) dos quais os consultantes comerciais devem respeitar.

O contrato de suprimento pode ser celebrado por documento particular Subscrito pela sociedade e pelo sócio ou, em alternativa, constar de deliberação da assembleia geral aprovada pelo sócio que assuma a obrigação de realizar suprimentos, estabelecendo-se os respectivos juros e prazo de reembolso.

Direito Comercial: É o ramo do direito privado que trata do estudo das normas que regulam os actos necessários às actividades dos comerciantes no exercício de sua profissão, bem como os actos pela lei considerados mercantis, mesmo praticados por não comerciantes. O direito comercial é o direito dos comerciantes e dos actos de comércio. Para iniciarmos um negócio ou actividade social, devemos respeitar a lei.

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Contratos de Suplemento em Direito Comercial

Contrato de Suplemento em Direito Comercial

Na alínea 3 do artigo 181º, fica sujeito ao regime de crédito de suprimento o

crédito de terceiro contra a sociedade que o sócio tenha adquirido por negócio entre vivos, desde que, no momento da aquisição, o prazo de reembolso seja superior a 1 ano. À obrigação de efectuar suprimentos estipulada no contrato de sociedade, é aplicável o disposto no artigo 180º, relativo a prestações acessórias.

O Contrato de suplemento existe o complexo de actos de intromissão entre o produtor e o consumidor que, exercidos habitualmente, e com fins de lucros, realizam, promovem ou facilitam a circulação dos produtos da natureza e da indústria, para tornar mais fácil e pronta a procura e a oferta. Comerciantes são, portanto, aquelas pessoas capazes que realizam actos de comércio profissionalmente com intuito de lucro e que são aqueles que devem respeitar a legislações que vigora.

A concessão comercial constitui, ao mesmo tempo, um método de

organização das relações entre produtor e distribuidor, e uma técnica de distribuição dos produtos no mercado. A operação económica que subjaz a este contrato, intermediando a produção e o consumo, visa precisamente, a comercialização de um produto ou gama de produtos.

O concessionário obriga-se, em regra, a comprar uma quantidade de

produtos durante certo período, pelos quais paga um preço, e a revendê-los à sua clientela. Por vezes, estabelecem-se obrigações acessórias, como a obrigação de adquirir e/ou vender uma quantidade mínima de produtos, de não adquirir os mesmos produtos a empresas diferentes, e ainda, a obrigação de publicitar esses mesmos produtos. Entre o concedente e o concessionário, estabelece-se uma relação jurídica duradoura, representando o dever de revenda o núcleo central do contrato, agindo o concessionário em seu nome e por sua conta.

Ele é o proprietário dos produtos que distribui, e a sua contrapartida económica traduz-se na diferença entre o preço por que compra os produtos e o preço por que os revende.

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Regime do Contrato de Suprimento

Segundo o artigo 182º do Código Comercial (Regime do contrato de suprimento), não tendo sido estipulado prazo para o reembolso dos suprimentos, ele pode ocorrer a todo o tampo, nos termos do Código Civil, mas, na fixação do prazo, devem ser tidas em conta as consequências que do reembolso derivem para a sociedade, podendo, designadamente, determinar que o pagamento seja fraccionado em certo número de prestações.

Os credores de suprimentos não podem requerer, por esses créditos, a falência da sociedade, mas a concordata concluída no processo de falência produz feitos em relação aos credores de suprimentos.

Decretada a falência ou dissolvida a sociedade, só podem ser reembolsados os suprimentos depois de inteiramente pagas as dívidas da sociedade a terceiros, o sendo admissível a compensação de créditos da sociedade com créditos de suprimentos.

O reembolso de suprimentos efectuado no ano anterior à sentença declaratória de falência é resolúvel nos termos das disposições aplicáveis do Código de Processo Civil.

São nulas as garantias reais prestadas pela sociedade relativas a obrigações de reembolso de suprimentos. No caso de haver mútuo acordo, a cessação do contrato acaba por se operar sem divergências, dando-se primazia aos princípios gerais, como o princípio da liberdade contratual, mesmo no que é referente à cessação.

O âmbito de aplicação do Código Comercial engloba tanto os actos objectivos como os actos subjectivos de comércio. São assim considerados actos de comércio objectivos todas as transacções comerciais, independentemente de

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serem praticadas por comerciantes ou por não comerciantes. Os actos subjectivos

de comércio são aqueles que adquirem a sua comercialidade em virtude de serem

praticados por um comerciante.

Direito Comercial Angolano: Normas e Conformidade

Para melhor abordamos o Contrato de Suprimento do Direito Comercial, devemos conhecer os normativos que regulam o direito comercial. Este é um ramo (ou área interdisciplinar) especial de direito privado (em relação ao direito civil, que constitui o direito privado comum) e que tem por objecto a regulação dos actos de comércio e das actividades comerciais.

O Código Comercial em vigor em Angola é o código comercial português publicado em 1888. A relevância do Código Comercial é actualmente diminuta uma vez que muitas das suas disposições estão revogadas e foram substituídas por legislação avulsa. O âmbito de aplicação do Código Comercial engloba tanto os actos objectivos como os actos subjectivos de comércio. São assim considerados actos de comércio objectivos todas as transacções comerciais, independentemente de serem praticadas por comerciantes ou por não comerciantes. Os actos

subjectivos de comércio são aqueles que adquirem a sua comercialidade em virtude

de serem praticados por um comerciante

São considerados comerciantes os indivíduos que se dedicam à prática do comércio (comerciantes em nome individual) e as sociedades comerciais. A grande diferença reside no facto de os comerciantes em nome individual terem responsabilidade ilimitada, enquanto que algumas sociedades comerciais (designadamente, as sociedades por quotas e as sociedades anónimas) limitam

a responsabilidade dos seus sócios ao montante do capital social que subscreveram.

O Código Comercial procurou instituir um regime especial, apartando- se assim das regras comuns do direito civil (vertidas no Código Civil), que tivesse em conta a particular natureza da actividade comercial, tornando-a mais expedita e conferindo maior protecção aos credores dos comerciantes. Este particular estatuto que o direito comercial confere ao comerciante encontra-se vertido em diversas regras, dentre as quais destacamos as seguintes: (i) regime de responsabilidade solidária dos devedores comerciantes, por oposição ao regime

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regra da conjunção das dívidas de natureza civil em que há vários co- devedores; (ii) as dívidas comerciais dos comerciantes casados em regime de comunhão de adquiridos presumem-se contraídas no exercício do comércio, só podendo esta presunção ser afastada mediante prova em contrário;

(iii) os actos praticados por um comerciante são considerados subjectivamente comerciais, só podendo a sua comercialidade ser afastada mediante prova em contrário; (iv) a prova de certos factos em que intervêm comerciantes é facilitada, designadamente no caso do empréstimo mercantil entre comerciantes (que admite qualquer tipo de prova) ou no caso do penhor mercantil entre comerciantes (que se basta com documento escrito, não se exigindo o respectivo registo); (v) os créditos dos comerciantes prescrevem no prazo de dois anos, prazo consideravelmente mais curto se comparado com o prazo ordinário de prescrição em direito civil (que é de vinte anos); (vi) sobre os comerciantes impendem ainda um conjunto de obrigações especiais, como a de ter firma, livros obrigatórios de escrituração mercantil, prestar contas e inscrever no registo comercial os actos a ele sujeitos.

No que concerne ao direito das sociedades comerciais, já quase completamente autonomizado do direito comercial, a evolução que já se vai fazendo sentir entre nós tende a promover a simplificação dos procedimentos e das formalidades atinentes à constituição e desenvolvimento das actividades das sociedades comerciais. Para este facto, muito contribui o facto de em Angola se constituírem, todos os dias, novas sociedades comerciais, muitas delas com recurso ao investimento estrangeiro. As reservas que ainda se vão fazendo sentir, prende m-se essencialmente com a necessidade de assegurar a segurança jurídica de terceiros que com elas contratam. Por outro lado, e muito por pressão das regras que vão sendo gizadas para as instituições financeiras, tem-se assistido a um crescente interesse no que toca à definição e implementação de práticas tendentes à melhoria do governo das socie dades comerciais.

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LEGISLAÇÃO (Base Legal)

Código Comercial, alterado pela Lei n.º 6/03 - Lei de Alteração ao Código Comercial, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 17, de 3 de Março de 2003.

Código Civil.

Código de Processo Civil.

Lei n.º 1/04 - Lei das Sociedades Comerciais, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 13, de 13 de Fevereiro de 2004.

Lei n.º 19/12 - Lei das Sociedades Unipessoais, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 110, de 1 1de Junho de 2012.

Decreto n.º 43 525, de 7 de Março de 1961 Lei do Inquilinato.

Código de Notariado, alterado pela Lei n.º 1/97 Lei da Simplificação e Modernização dos Registos Predial, Comercial e Serviço Notarial, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 3, de 17 de Janeiro de 1997.

Código de Registo Comercial, alterado pela Lei n.º 1/97 Lei da Simplificação e Modernização dos Registos Predial, Comercial e Serviço Notarial, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 3, de 17 de Janeiro de 1997.

Lei n.º 18/03 - Sobre os Contratos de Distribuição, Agência, Franchising e Concessão Comercial, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 63, de 12 de Agosto de 2003.

Lei n.º 19/03 Sobre os Contratos de Conta em Participação, Consórcios e Agrupamentos de Empresas, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 63, de 12 de Agosto de 2003.

Decreto n.º 47/03 Cria o Ficheiro Central de Denominações Sociais, integrado na orgânica do Ministério da Justiça, publicado no Diário Da República, I- Série, n.º 53, de 8 de Julho de 2003, alterado pelo Decreto n.º 01/07, de 3 de Janeiro (publicado no Diário Da República, I Série, n.º 2) e pelo Decreto n.º 14/07, de 3 de Maio (publicado no Diário Da República, I Série, n.º 28).

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Lei n.º 20/11- Lei do Investimento Privado, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 94, de 20 de Maio de 2011.

Lei n.º 01/07 - Das Actividades Comerciais, publicada no Diário Da República, I- série, n.º 58, de 14 de Maio de 2007.

Lei n.º 30/11 Das Micro, Pequenas e Médias Empresas, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 176, de 13 de Setembro de 2011.

Lei n.º 2/11 Das Parcerias Público-Privadas, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 9, de 14 de Janeiro de 2011.

Lei n.º12/05 Dos Valores Mobiliários, publicada no Diário Da República, I Série, n.º 114, de 23 de Setembro de 2005.

Decreto n.º 9/05 Cria a Comissão de Mercado de Capitais, publicado no Diário Da República, I Série, n.º 33, de 18 de Março de 2005, alterado pelo Decreto Presidencial n.º 22/12, publicado no Diário Da República, I Série, n.º 20, de 30 de Janeiro de 2012.

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Conclusão

O direito comercial angolano encontra-se actualmente vertido em diversos diplomas legais (Pag. Anterior), o que vai contribuído para a emergência de outros ramos do direito, como é o caso do direito bancário, direito das sociedades comerciais, direito dos seguros, direito dos transportes, direito de propriedade industrial e, certamente num futuro próximo, do direito dos valores mobiliários.

O Contrato de suprimento como vimos, é o contrato pelo qual o sócio empresta à sociedade dinheiro ou outra coisa fungível, ficando aquela obrigada a restituir-lhe outro tanto, do mesmo género e qualidade, ou pelo qual o sócio convenciona com a sociedade o diferimento do vencimento de créditos seus sobre ela, desde que, em qualquer dos casos, o prazo de reembolso seja superior a 1 ano.

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Bibliografia

Vale, Sofia, O DIREITO DE ANGOLA: DIREITO COMERCIAL, UAN, Luanda

2014.

Comissão da Reforma da Justiça e do Direito, CÓDIGO COMERCIAL ANTEPROJECTO, 2014.

Carlos Leandro De Oliveira Azevedo, O CONTRATO DE CONCESSÃO COMERCIAL, 2012.

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