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UFRN – CCSA – DepAd – PPGA Prof: Maria Arlete e Jomária Alloufa

Disc: Teoria da Pesquisa Aluno: Carlos Eduardo Cavalcante

Texto: Pesquisa Científica – critérios epistemológicos - José Carlos Koche.

A idéia central do livro de Koche é destacar a relevância das contribuições de Duhem para o
desenvolvimento da investigação epistemológica e metodológica através das teses da inversão
epistemológica, do holismo teórico e do continuísmo histórico.
Inicia a obra discutindo que os programas de disciplinas de metodologia ou epistemologia da
ciência de maneira geral seguem duas linhas: ou uma linha indutivista ou dedutivista, mas em comum
ambas pregam que o critério demarcação de uma ciência é sua verificabilidade, que pode ser segundo
uma linha positivista de confirmabilidade ou mesmo de falseabilidade, segundo Popper.
Neste momento o autor começa a destacar a existência de outras linhas como a de Feverabend,
que prega inexistirem métodos a priori, uma espécie de processo anárquico e a linha defendida por
Duhem, concepção esta, base da obra ora resenhada.
Em seguida o autor faz um resgate histórico, agora tentando localizar os pressupostos defendidos
por Duhem. Fala da filosofia que rompeu com a mitologia, esta justificando os fenômenos naturais nos
deuses que regiam tais fenômenos segundo sua vontade e que segundo aquela, existiriam causas e
efeitos naturais e que estes fenômenos estavam relacionado, não se tratando, portanto de algo divino;
segue apresentando Aristóteles que dizia que a ciência deveria ter como método inicialmente os sentidos
e depois induções, buscando generalizar o fenômeno observado; em seguida apresenta Bacon e Galileu
que se contrapunham à ciência qualitativa de Aristóteles com um método baseado na observação
sistemática e experimentação, cabendo à experiência confirmar a verdade, por meios quantitativos e
empíricos, e finalmente Newton e seus discípulos com sua indução confirmabilista, que determinava a
necessidade de demonstrar as hipóteses levantadas.
No capitulo seguinte Koche começa a questionar o paradigma vigente, para apresentar o sugerido
por Duhem: critica o método newtoniano afirmando que ele não aceita uma hipótese que não seja
confirma: mas como ele construiu a lei da gravidade “universal”?. Koche destaca que Newton não usou
Newton para construir seu argumento.
Agora Koche apresenta a idéias fundamentais de um experimento sugerido por Duhem, que é
justamente a inversão da base epistemológica: a primeira fase de um experimento, a observação, não é
isenta/neutra, é então uma interpretação teórica, tornando-se um ato de juízo abstrato e simbólico.
Logo após a segunda tese de Duhem é apresentada: o continuísmo histórico. Para Duhem as
epistemologias se baseavam em teorias de sucesso de determinadas épocas desconsiderando todo o
trajeto percorrido por ela até chegar no estágio atual. Duhem defende que a teoria tem sua base histórica
e deve, portanto, ser considerada, ao invés de entender que a teoria é conseqüência de um experimento
isolado.
Tal inversão epistemológica tem algumas conseqüências. A física deve buscar explicar teorias e
leis e deixar a essência das coisas para a metafísica, o método está impregnado de uma base teórica na
fase da observação, não sendo neutra; e por conseqüência, as pesquisas, já na formulação das hipóteses
recebe influência da teoria, portanto.
Finalmente a terceira tese de Duhem é apresentada no texto: a do holismo teórico. Para Duhem,
o físico não testa apenas uma hipótese, mas uma teoria inteira, e que conseqüentemente – aqui ele
parece criticar a teoria de Popper – não há condições de em um experimento de distinguir o que é
testado.
Koche conclui sua obra apresentando algumas contribuições de Duhem. O processo de
investigação deve ter duas fases, uma fase teórica – quando se constrói um referencial teórico – e um
experimental – onde se aplica este referencial; não devem haver regras, mas condições no método, por
exemplo, se o referencial construído é suficiente para executar o experimento ou mesmo responder o
problema de pesquisa; já no processo de investigação, o conhecimento teórico do investigador atua, não
há neutralidade nem isenção nesta fase.
E, destaca-se que a essência/verdade não será alcançada, apenas o referencial teórico será
confirmado...