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APRENDER CANTAR

COM PEGADA

POR ANDRÉ FANTOM

POR

POR ANDRÉ FANTOM
ANDRÉ FANTOM
ANDRÉ FANTOM

ANDRÉ FANTOM

APRENDER CANTAR COM PEGADA POR ANDRÉ FANTOM

SUMÁRIO

1-

Importância do aprimoramento da técnica vocal.

2-

Exercícios de Relaxamento e alongamento do pescoço.

3-

Respiração: A matéria prima do som.

4-

Afinação.

5-

Impostação.

6-

Ressonância.

7-

Impostação, Dicção e Postura.

8-

Vocalizes.

9-

Repertório.

10- Conclusão.

1.

Importância do aprimoramento da técnica vocal.

Há uma grande preocupação entre boa parte das pessoas que estão ainda pensando em começar a estudar técnica vocal que quero aqui elucidar. A pergunta mais frequente é:

Estudando canto conseguirei ter uma voz forte, com pegada? Fazer aula de técnica vocal não vai me tirar à força que é preciso no estilo mais agressivo de cantar?

Para responder a essas questões vou usar alguns exemplos. Primeiro os instrumentistas. Todos os músicos que tocam bem o seu instrumento tiveram de desenvolver, além de feeling e musicalidade, a técnica, que nada mais é que uma ferramenta indispensável para a finalidade da percepção exata pelo ouvinte do sentimento e da expressão musical. Quanto mais técnica, aliada ao feeling, mais emoção!

Além disso, outro ponto que a técnica possibilita tanto para os instrumentistas quanto para os cantores é a longevidade na carreira, ou seja, quanto mais técnica tem o músico, mais domínio muscular tem e, consequentemente, mais tempo poderá exercer a função sem comprometer sua estrutura física.

Para os instrumentistas, o grande vilão que pode interromper por bom tempo sua possibilidade de tocar é a famosa tendinite. Todos sabem: para desenvolver qualquer atividade com excelência é indispensável à rotina de treinamento. Seja qual for a área de atuação. Não só a musical. Seja um médico, engenheiro ou advogado.

O estudo metódico e contínuo é imprescindível para formar um bom profissional. Na música não é diferente. E assim também como no esporte, a técnica fará o desenvolvimento do músculo para que este se fortaleça e seja capaz de ter resistência por longos anos. No caso da música, por toda a vida. E voltando ao canto, é o mesmo caso. Cantando com técnica, será possível cantar forte, fraco alto ou baixo, para assim passar a emoção que a música necessita.

Existem exercícios que treinam todas as nuances vocais para que elas sejam conhecidas e dominadas pelos cantores, a ponto deles primeiro racionalizarem a intenção e, ao longo da repetição e treinamento metódico, fazerem tudo sem pensar, inconsciente e naturalmente. Quem alcança isso consegue ser técnico sem ser chato ou musicalmente inconveniente, ou seja, faz na música o que ela precisa, para passar assim raiva, tristeza, amor, força, alegria, rancor, ódio ou qualquer sentimento conhecido! E, assim, cantando com pegada de uma forma que preserva a musculatura para que se possa cantar por toda a vida evitando o surgimento de doenças causadas pelo mau uso da voz.

Ademais, o estudo aumenta o vocabulário musical, pelo fato de ser possível conhecer profundamente a linguagem que é usada na música (emoção aliada ao ritmo, harmonia, melodia e poesia) e, ainda, expandir o horizonte para a qualidade musical, considerando sempre a saúde muscular. Estudem sem medo de perder a essência, mas sempre com um profissional que saiba o que está fazendo!

É possível considerar que um cantor, ou qualquer profissional que dependa de sua voz para desempenhar seu trabalho, tenha cuidados de um desportista no que diz respeito ao treinamento e desenvolvimento, pois todo o processo vocal, tanto de fala quanto de canto, envolve músculos, articulações e cartilagens que, se usadas de forma incorreta, podem sofrer contusões, edemas, disfunções etc.

Este E-book tem por objetivo organizar a didática do estudo do canto para que o aprendiz possa treinar os exercícios propostos, e assim desenvolver a percepção auditiva e muscular envolvida no ato de cantar e falar em público.

2. Exercícios de Relaxamento e alongamento do pescoço

Nosso corpo é nosso instrumento e para que ele tenha um rendimento ideal é importante que esteja bem. É importante que os músculos estejam relaxados para que a voz funcione em sua plenitude. Seguem abaixo exercícios de relaxamento do corpo:

2.1 Soltar as pernas e os braços dando chutes leves no ar e sacudindo as mãos;

2.2 Tentar encostar a orelha esquerda no ombro esquerdo e a orelha direita no ombro direito, dez repetições para cada lado;

2.3 Virar a cabeça olhando por cima dos ombros direito e esquerdo: “Não”; 10 vezes para cada lado;

2.4 Virar a cabeça olhando para cima e para baixo: “Sim” 20 vezes.

3. Respiração: A matéria prima do som

O que saber respirar tem a ver com cantar bem? O que aprender

a controlar o ar que respiramos tem haver com cantar bem e por muito

tempo? Resposta: absolutamente TUDO! O fato de o ar entrar e sair dos pulmões, além de nos manter vivos, é o mecanismo fundamental no processo do canto.

Cantar com excesso de ar pode ser muito prejudicial para as pregas vocais. É importante respirar corretamente.

A grande maioria das pessoas respira de forma incorreta e incompleta, usando a respiração torácica, ou seja, enchendo o peito de ar.

É importante lembrar que quando se canta há um emprego maior

de energia, principalmente para se alcançar notas mais agudas. As pregas vocais são mais exigidas devido à pressão do ar que passa por

elas. E é aí o ponto principal. Se há um controle maior do ar, há um menor desgaste da prega vocal.

É muito comum em cantores que não têm técnica vocal, cantar

durante uma hora e ficar rouco ou muito cansado. Isso se dá devido à falta de apoio que, ao invés de ser realizado pelo diafragma, é feito

pelas pregas vocais. Esse procedimento cansa rapidamente a voz sem contar que, a médio e longo prazo, pode causar sérios danos ao trato vocal como a fenda e o nódulo.

A respiração correta para os cantores é intercostal diafragmática. Essa forma de respirar é a que usamos ao nascer. Todos os bebês inspiram jogando ar inicialmente na parte inferior dos pulmões e, como conseqüência, projetando a parte superior do abdômen para frente. Esse movimento se dá pela flexão e relaxamento do diafragma: o ar entra, o diafragma abaixa projetando o abdome e levantando as costelas flutuantes e falsas. Ao sair o ar, o músculo volta para o lugar, relaxando o abdome.

Quando o diafragma é flexionado, dá espaço para o pulmão se estender e armazenar o ar. Já com a respiração no tórax esse aumento de espaço não é tão significativo, pois a caixa torácica é fixada pelas costelas que estão presas ao osso esterno e à coluna vertebral, dando a sensação de aperto; é o pulmão pressionando o peito ao inspirar o ar profundamente.

Respirando na parte inferior do pulmão não há pressão, pois as costelas daquela região são mais livres e anatomicamente preparadas para fazer esse movimento.

Além dessa questão fisiológica e anatômica é importante ressaltar que a técnica de respiração garante a longevidade da voz. Porque quando se usa o diafragma para apoiar há um alívio para as pregas vocais (que não serão mais o ponto de apoio). Elas serão apenas as transformadoras do ar em som. Essa é a única função das pregas vocais: transformar o ar em som. E para que consigam fazer isso por longos anos é preciso que os músculos responsáveis pela respiração (diafragma e intercostais) sejam acionados e cumpram seu papel.

Mas em que consiste o apoio? É aonde vamos fazer força para emitir o som. Essa força é diretamente proporcional à altura da nota que se emite. Quanto mais agudo, mais apoio. Quanto mais grave, menos. Dessa forma, quem deve sustentar ou apoiar o som são os músculos responsáveis pela respiração. Assim, as pregas vocais trabalham livremente e, conseqüentemente, poderão cantar muito mais notas e por muito mais tempo.

A respiração é fundamental no processo do canto, pois é onde captamos a matéria prima do som: o ar. Sem ele não há formas de emitir qualquer possibilidade sonora. Além disso, é importante que se saiba usar para a emissão, pois, se não, vários problemas vocais podem ocorrer.

Os exercícios a seguir propõem a organização da respiração para o desenvolvimento da técnica vocal.

ocorrer. Os exercícios a seguir propõem a organização da respiração para o desenvolvimento da técnica vocal.

Exercícios de Respiração

1)

Posicionamento

São exercícios simples que têm a função de preparar tanto o diafragma quanto os músculos intercostais para a função de apoiar o som.

a) Inspirar o ar pelo nariz profundamente flexionando o diafragma

e soltar o ar pela boca.

b) Inspirar o ar pelo nariz profundamente flexionando o diafragma,

prender por 10 segundos e soltar o ar pela boca.

c) Inspirar o ar pelo nariz profundamente flexionando o diafragma,

prender por 10 segundos e soltar o ar em som de “S”.

Obs: Fazer três sessões de quinze repetições de cada exercício em pé e também deitado com um livro ou saco de arroz na barriga. Diariamente!

2)

Apoio:

a) Sustentando a musculatura do diafragma:

Inspirar pelo nariz, prender por 10 segundos e soltar em som de “S” sustentando a coluna de ar com o diafragma.

Obs: Fazer três sessões de quinze repetições de cada exercício em pé e também deitado com um livro ou saco de arroz na barriga. Diariamente!

b) Apoio do ataque:

Para realizar este exercício é importante “achar o resultado do movimento do diafragmada seguinte forma:

1- Encontre seu osso esterno (osso que divide os músculos

peitorais);

2-

Apalpando-o, encontre seu final (“boca do estômago”);

3-

Posicione quatro dedos abaixo do final do osso esterno;

4-

Pressione com a ponta dos dedos.

Inspirar pelo nariz, imediatamente soltar o ar em 3 tempos com som de “S”, “F”, “CH”. A cada fonema o diafragma deve ser flexionado. A cada pausa entre os fonemas, ele deve ser relaxado. O ar deve ser dividido igualmente entre os três tempos a fim de que, no último, seja necessário apoiar mais o diafragma para que a pressão do ar seja mantida igual à do primeiro ataque.

Obs: Fazer três sessões de quinze repetições de cada exercício em pé e também deitado com um livro ou saco de arroz na barriga. Diariamente!

c)

Intercostais:

Para realizar este exercício é importante “achar” os músculos intercostais da seguinte forma:

1- Com a mão direita procure o espaço nas costas entre o

final das costelas e os ossos da bacia;

2-

Faça o mesmo com a mão esquerda;

3-

Colocar a palma da mão direita em cima do lado direito e a

palma da mão esquerda em cima do lado esquerdo.

Inspirar o ar pelo nariz (abrindo a região intercostal onde as mãos estão posicionadas) e também inflando os músculos abdominais, contar 10 segundos, soltar o ar em som de “S” mantendo flexionados o diafragma e os intercostais.

4- Obs: Fazer três sessões de quinze repetições em pé.

Diariamente!

d) Fôlego:

Execução igual à dos intercostais, mas com preocupação intensa com a coluna de ar.

Inspirar o ar pelo nariz (abrindo a região intercostal onde as mãos estão posicionadas) e também inflando os músculos abdominais, contar 10 segundos, soltar o ar em som de “S” mantendo flexionados o diafragma e os intercostais contando o tempo em segundos com auxílio

de um cronômetro. Tirar a média após 10 repetições. O objetivo é ter no mínimo 30 segundos de média com a coluna de ar bem homogênea. Sem falhas ou mudança de intensidade durante a execução do exercício.

4. Afinação

A voz é um instrumento não temperado. As notas que emitimos não estão fisicamente definidas como na guitarra, ou no piano, por exemplo. A voz se assemelha ao violino, cujo braço não há divisões.

Quem cuida da afinação nos instrumentos não temperados é a audição. Por isso é importante desenvolver a percepção auditiva para cantar uma nota.

Esse processo cerebral consiste no seguinte caminho: o som chega aos ouvidos, que recebe o estímulo sonoro através do tímpano. O estímulo é transformado em impulso elétrico e vai até o cérebro que recebe e devolve este impulso até a concretização do som, quando se emite uma nota através do canto.

Quando a afinação não está correta esse processo precisa ser melhorado, ou seja, é necessário fazer o cérebro entender a altura desejada para que seja emitida a nota corretamente. Então o trabalho de afinação antecede qualquer preocupação com a colocação da voz (impostação), pois esse é um processo mais auditivo do que vocal propriamente dito.

Exercícios específicos são propostos para esse trabalho: cantar uma nota apenas até que consiga firmá-la e também para que, aos

poucos, se perceba que existe uma “harmonia sonora” entre a nota do

instrumento de referência (piano, guitarra, violão, outra voz etc

voz. Quando a afinação não está correta, existe um “choque” (tecnicamente chamado “batimento”) entre a nota da voz que se propõe

afinar e a do instrumento de referência.

Uma metáfora para ajudar o desafinado a entender e a ajustar a afinação: o carro quando acelera seu motor faz um som glissando (contínuo passando por todas as freqüências) ascendente (do grave para o agudo), e quando reduz, faz um som glissando descendente (do agudo para o grave). Se a afinação está baixa, a voz deve “acelerar” e se está alta deve “reduzir”.

e a

)

Durante o exercício o professor deve orientar a afinação para que o aluno perceba se a nota desafinada está acima ou abaixo da proposta no exercício. Assim, aos poucos, o processo cerebral ficará mais rápido e logo no momento em que se ataca a nota, ela já estará no tom certo.

5. Impostação

É a possibilidade de aproveitamento sonoro nas cavidades aéreas do crânio e do tórax para que a emissão se torne mais intensa, com menos energia e desgaste do trato vocal. Ou seja, somos um instrumento acústico como o violão, o violino ou o piano. Nesses

instrumentos é o espaço interno quem amplifica o som, diferentemente da guitarra que, para ser ouvida, necessita de amplificação elétrica, pois não tem caixa acústica. Seu corpo é maciço, não havendo nela espaço para o som.

Já no corpo humano temos duas caixas de ressonância principais:

o tórax e a cabeça. No primeiro encontram-se os pulmões que sempre

tem ar. Na cabeça temos a boca, cavidade nasal e os seios da face (cavidades ósseas encontradas na testa, maçã do rosto e cavidades mais internas). Nesses pontos também existe ar. Logo, são caixas acústicas que, quando falamos ou cantamos, funcionam como amplificadores do som que emitimos.

A voz falada é uma parte de toda a nossa capacidade vocal. Existe na região da fala algumas notas na mesma freqüência de que

fazemos uso no canto. Se o indivíduo possui uma voz de característica “normal” (tem dicção inteligível ou possua nenhuma disfunção na fala)

é o som de sua voz falada o ponto de partida para o canto, pois, neste ato, as duas caixas de ressonância tórax e crânio estão funcionando amplificando o som da voz.

o canto, pois, neste ato, as duas caixas de ressonância tórax e crânio estão funcionando amplificando

6. Ressonância

1) Voz de peito

Quando usamos a voz falada as duas cavidades, tórax e crânio, estão amplificando o som.

A voz de peito é a maioria das notas que cantamos

Tem a ressonância principal na cavidade do tórax.

2) Voz mista

Tem a ressonância um pouco no peito e um pouco na cabeça. Esse tipo de impostação é a forma mais difícil de sustentar. Cantar na região da fala tanto dos homens como das mulheres é até tranquilo, mas as notas mais agudas, que já não estão no registro médio, ou zona de conforto é preciso, além de outras posturas adequadas de língua, lábios, laringe e palato mole, o trabalho de apoio diafragmático bastante consistente para se manter a voz.

3) Voz de cabeça

Voz usada em notas agudas, porém mantendo a sensação da fala, ou seja, da voz mista. A ressonância se dá na cabeça somente.

4) Falsete

É a voz que utiliza a ressonância do crânio para amplificar o som. De som leve, suave e aerado podendo ser piano ou fortíssimo. Não se tem a sensação de cantar como na voz de cabeça, não se mantém a sensação da fala.

Para se ter uma boa impostação, independente do tipo usado (voz de peito, cabeça ou falsete), é necessário imaginar que a voz percorra toda a cabeça, como se fosse sair pelo alto; como se, antes de chegar à boca, ela percorresse toda a caixa craniana para que, assim, o som seja projetado para trás usando melhor o espaço acústico da cabeça.

toda a caixa craniana para que, assim, o som seja projetado para trás usando melhor o

7. Impostação, Dicção e Postura.

a

mandíbula, o palato mole, a língua e os lábios.

O primeiro permite a possibilidade de abrir a boca e articular as

palavras. Para cantar é imprescindível que a mandíbula esteja bem relaxada e aberta, como que de “queixo caído” para que o som se propague mais facilmente e, consequentemente, a dicção, ou seja, a articulação das palavras seja melhor compreendida.

Já o palato mole é a parte sem osso do fim do “céu da boca”. E para que se consiga uma boa impostação, o palato mole deve se manter aberto como quando se boceja. Como se costuma mencionar:

“cantar na sensação de bocejo”.

A língua juntamente com os lábios são os principais formadores

das palavras. Colocando-os em diferentes posições é possível se articular todos os fonemas existentes. Para uma impostação adequada do som e formação de todas as vogais, a língua deve estar com a ponta encostada na parte de trás dos dentes incisivos do maxilar inferior. Ela só sairá dessa posição se for para articular as letras ou fonemas como L, N, RRR, T, D N, etc.

Os lábios são fundamentais para a formação das vogais. A diferença de fonação das vogais “A”, “Ó”, “Ô” e “U” é somente a abertura labial. Essa abertura deve ser verticalizada. Língua, palato e maxilar permanecem imóveis.

Na

cabeça

temos

quatro

elementos

muito

importantes:

As vogais “É”, “Ê” e “I” além de uma abertura labial em sentido mais horizontal há também uma projeção para cima da base da língua ou parte posterior.

seguem

alguns exemplos:

Existem

vários

exercícios

específicos

para

a

dicção

1) Labiais

Falar rapidamente repetidas vezes Ma, Ma, Ma, Ba, Ba, Ba Pa, Pa, Pa

Minemanemi;

BRRRRRRRRRRRRRRRRR,

2) Para língua

Falar rapidamente Lá, Lá, Lá, Ta, Ta, Ta

TRRRRRRRRRRRRRRRRR

Pa, Pa Minemanemi; BRRRRRRRRRRRRRRRRR, 2) Para língua Falar rapidamente Lá, Lá, Lá, Ta, Ta, Ta TRRRRRRRRRRRRRRRRR

8. Vocalizes

São exercícios de técnica que tem por objetivo o fortalecimento do trato vocal, impostação, dicção, extensão (número de notas cantadas) e, assim, o desenvolvimento da capacidade do indivíduo controlar e conhecer melhor a própria voz. Seguem alguns tipos de vocalizes.

1) Boca Chiusa

É uma expressão italiana que significa boca fechada, calada. É

o primeiro exercício vocal que visa o aquecimento e a sensação de

vibração sonora dentro da cavidade craniana, a ressonância. Também

é o primeiro contato com impostação vocal, onde o som pode ser sentido como uma “coceira nos lábios”.

2) Vogal de Ressonância

É a vogal que o indivíduo mais sente facilidade de impostar. Pode

ser qualquer uma. Cabe ao professor avaliar e descobrir junto ao aluno

qual é, ou quais são as melhores vogais para facilitar o trabalho de técnica vocal

3) Graus conjuntos

Vocalizes maiores ou menores passando por todas as notas da escala. Ex. dó, ré mi, fá

4) Arpejos

Vocalizes usando o primeiro, terceiro e quinto grau.

9. Repertório

É aconselhável que as músicas sejam sempre difíceis, mas não impossíveis para o aluno executar. Respeitando a extensão de cada nível, o professor deve avaliar com o aluno, de acordo com o estilo musical que o estudante demonstrar interesse.

10.

Conclusão

Muitas vezes, quando amigos entusiasmados por estarem aprendendo um instrumento se reúnem e decidem formar uma banda, se preocupam e pensam, primeiramente, na instrumentação, ou seja, quem vai tocar o quê? Bateria, baixo, teclado, guitarra e etc. Feito isso, se a banda não é somente instrumental, sobra a difícil tarefa de decidir quem vai cantar. Nem sempre há um cantor já escalado e quando há, em muitos casos, é por pura necessidade. Nem sempre o escolhido para tal posto está realmente disposto a fazê-lo, pois muitas vezes ele já toca um instrumento e terá que acumular duas funções. Enfim, na maioria das vezes o cantor é deixado em segundo plano, sendo que

ninguém pode ser deixado. O cantor normalmente é o mais notado pela maioria dos ouvintes de música, pois é o porta-voz da banda e, consequentemente, o mais observado. Por isso, por qualquer questão que defina quem será o cantor da banda, é necessária uma preocupação imediata com a qualidade da voz que representará as melodias vocais.

Acontece, também, daquele que já nasce com o dom do canto pensar da seguinte forma: "Eu não acho necessário fazer aula de

canto. Tenho uma voz muito boa, sou afinado e acho que o professor

de canto poderá mudar minha voz, ou a minha identidade vocal!" E isso

não é verdade!

Mesmo que o cantor tenha dom, um bom ouvido e uma voz boa, é muitíssimo importante haver a preocupação e o comprometimento com

o conhecimento. E no caso do cantor, o conhecimento do seu

instrumento, que é interno, não se troca como cordas de guitarra, baquetas e nem se compra um novo, é primordial e imprescindível!

A voz é única e para sempre. O professor de canto poderá ajudar num quesito que normalmente não é observado, mas talvez seja o mais importante. A longevidade da voz.

Para exemplificar, imaginemos o seguinte cenário: Por um acaso, ou até por talento, assumiu os vocais da banda ou do grupo musical o integrante que tinha a melhor voz. E a voz era muito boa mesmo! Além disso, o carisma e a presença do escolhido eram perfeitos, e a banda começou a aparecer. Com o passar do tempo, eram constantes as apresentações e sempre com bastante empatia do público. A agenda

começou a crescer e a carga de shows atingiu um patamar razoável. Só que com essa rotina de shows mais intensa, a boa voz do cantor começou a cansar. Pelo fato dele não usar a postura correta, fazer muita força e não conhecer as técnicas para colocar bem a voz e usá-la sem esforço e stress, surgiu uma fenda nas pregas vocais, que impossibilitou o alcance de notas mais altas e baixas. Havendo também diminuição do volume e, consequentemente, da qualidade vocal como um todo. O cantor aflito procura um médico otorrinolaringologista que detecta o problema e diz o seguinte ao paciente: "Procure um fonoaudiólogo para resolver essa fenda, pois está no começo e ainda há como reverter. Após o tratamento, é aconselhável fazer aula de canto para aprender a usar sua voz de forma correta, pois essa fenda surgiu por postura errada para cantar. Cancele as apresentações até o fonoaudiólogo considerar que você poderá retornar sem prejuízo para seu aparelho vocal. Se você não cuidar agora poderá ter sérios problemas no futuro, como por exemplo, um calo nas cordas vocais."

Neste breve cenário, muitíssimo comum, é importante observar que o fato de cantar bem e ter uma boa voz não significa que o cantor está livre de perdê-la. Por isso a importância de conhecer as técnicas vocais e praticar o canto de forma correta.

O professor de canto bom e comprometido com seu trabalho não tem a função de ensinar ninguém a cantar. Sua função principal é fazer o aluno perceber sua própria voz e mostrar as técnicas corretas de respiração e impostação para, assim, a qualidade da voz ser preservada. Se o aluno tem uma voz boa, ou seja, bom timbre, senso

rítmico e melódico, o professor tem o trabalho facilitado, pois a preocupação dele fica no desenvolvimento muscular do trato vocal a fim de preservar e dar resistência à voz para, então, com a postura correta, o aluno não perder a voz por mau uso. Caso o cantor tenha problemas de impostação, senso rítmico e melódico, o professor precisa obrigatoriamente trabalhar a percepção do aluno para fazê-lo entender que sua voz poderá ser melhor utilizada.

Logicamente, como em qualquer área de trabalho, existem profissionais e profissionais. Então se certifique dos trabalhos desenvolvidos pelo professor que você terá; conheça e tenha referências dele, pois sua voz é um instrumento delicado e que não tem peças para reposição.

Espero que essas informações sejam bastante úteis e que elas ajudem e facilitem os seus estudos!

Muito obrigado, um abraço e até a próxima!