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Emídio Martins Meque Maunde

Construção Civil - Leitura e interpretação dum projecto de construção

Licenciatura em Educação Visual com Habilitações em Ensino de Desenho de Construção

Universidade Pedagógica Delegação de Gaza

2016

Emídio Martins Meque Maunde

Construção Civil - Leitura e interpretação dum projecto de construção

Relatório de conclusão apresentado à ESTEC no Departamento de Desenho e Construção da Universidade Pedagógica, como parte dos requisitos para obtenção do Grau de Licenciatura em Educação Visual com Habilitações em Ensino de Desenho de Construção.

Universidade Pedagógica Delegação de Gaza

2016

Índice

Índice 1 Lista de figuras...........................................................................................................................2 Lista de siglas.............................................................................................................................2 Dedicatória.................................................................................................................................3 Agradecimentos..........................................................................................................................4 1.0. Introdução...........................................................................................................................5 1.2 Objectivos............................................................................................................................6 1.3. Metodologias.......................................................................................................................6

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Índice 1 Lista de figuras...........................................................................................................................2 Lista de siglas.............................................................................................................................2 Dedicatória.................................................................................................................................3 Agradecimentos..........................................................................................................................4 1.0. Introdução...........................................................................................................................5 1.2 Objectivos............................................................................................................................6 1.3. Metodologias.......................................................................................................................6

Lista de figuras...........................................................................................................................2

Lista de siglas.............................................................................................................................2

Dedicatória.................................................................................................................................3

Agradecimentos..........................................................................................................................4

  • 1.0. Introdução...........................................................................................................................5

    • 1.2 Objectivos............................................................................................................................6

      • 1.3. Metodologias.......................................................................................................................6

2. Referencial teórico.................................................................................................................7

Conceitos....................................................................................................................................7

Cortes.........................................................................................................................................7

Posicionamento dos cortes.........................................................................................................8

Elementos de um corte...............................................................................................................9

  • 3.0 Etapas da leitura e interpretação dum projecto de construção ...........................................11

  • 4.0 Conclusão...........................................................................................................................13

  • 5.0 Referencias bibliográficas..................................................................................................14

  • 6.0 Anexos................................................................................................................................15

  • 7.0 Apêndices...........................................................................................................................17

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Lista de figuras

Figura 1: Ilustração da simbologia do corte; Figura 2: A ilustração dos planos de cortes em planta baixa; Figura 3: Tipos comuns de fundações; Figura 4: Piso e contra-piso em corte. Figura 5: Representação das paredes e vigas em corte; Figura 6: cotagem típica de um corte.

Lista de siglas

ESTEC Escola Superior Técnica;

UP

Universidade Pedagógica.

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Dedicatória

Dedico este trabalho, aos meus pais, pelo amor, dedicação, ensinamentos, pelo apoio

incondicional em todos os momentos da minha vida.

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Agradecimentos

Agradeço, primeiramente, a Deus pela vida, pela sabedoria, por todas as minhas conquistas pessoais e profissionais, e por ter colocado em meu caminho pessoas tão especiais, que não mediram esforços em me ajudar durante a realização deste trabalho. A estas pessoas endereço aqui meus sinceros agradecimentos. Ao corpo docente e aos colegas do curso, que compartilharam alegrias, angustias, conhecimentos, ideias, nas infinitas tardes na ESTEC. Foi uma convivência maravilhosa e enriquecedora. A minha mãe Laurinda, pela amizade sincera, pelo carinho, pelas mensagens de fé e optimismo nos momentos difíceis desta caminhada.

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1.0. Introdução

Para qualquer operador da área de construção civil a habilidade da leitura e interpretação do projecto de construção civil joga um papel fundamental na execução da obra. Pois essa habilidade motiva e inspira mais segurança ao operador nas tarefas que irá desenvolver no seu campo de actuação profissional. O projecto de construção civil consiste num conjunto de passos normativos, voltados para o panejamento formal de um edifício qualquer, regulamentado por um conjunto de normas técnicas e por um código de obras (BRABO 2009). O presente trabalho trata da leitura e interpretação de projectos de construção civil, onde vai debruçar-se com maior ênfase no desenho cortes, sendo esta uma das soluções adoptadas pelo autor em respeito ao limite de paginas estabelecidas pelas normas da Universidade Pedagógica com vista a obter maior profundidade no tratamento dos conteúdos a serem abordados. A escolha do "desenho de corte" é fundamentada pelo facto de ser uma representação rica em detalhes que os outros desenhos por si só não mostram. A actuação deste trabalho desenrola-se em seis capítulos, onde temos no primeiro os elementos pré-textuais, no segundo capítulo as generalizações teóricas, no terceiro momento um breve relato de todas as fases até a redacção do relatório, no quarto capítulo uma síntese conclusiva associada às sugestões, o quinto estagio é reservado às referencias bibliográficas, no sexto capítulo estão afixados os anexos e as apêndices. O objectivo de todo este processo centra-se na área de construção civil, onde o autor pretende com este trabalho assegurar padrões de leitura e interpretação de projectos de construção civil.

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1.2 Objectivos

1.2.1 Objectivo geral

Interpretar um projecto de construção civil.

1.2.2 Objectivos específicos

Estudar as técnicas de representação gráfica de um projecto de construção civil;

Desenvolver um projecto de construção civil;

Apresentar um projecto de construção civil.

1.3. Metodologias

O método científico é um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos utilizados para atingir o conhecimento. Para que seja considerado conhecimento científico, é necessária a identificação dos passos para a sua verificação, ou seja, determinar o método que possibilitou chegar ao conhecimento Para (GIL 1999).

O presente relatório reflecte-se num estudo de projectos de construção civil, onde pretendeu- se com o cruzamento de métodos como:

A revisão bibliográfica, consultas na internet, analise de projectos e elaboração de um projecto de construção civil. Tirar ilações e formular conclusões face à leitura e interpretação de um projecto de construção.

2. Referencial teórico

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Conceitos

Para BRABO (2009), o projecto de construção civil consiste num conjunto de passos normativos, voltados para o planejamento formal de um edifício qualquer, regulamentado por um conjunto de normas técnicas e por um código de obras.

O Projecto arquitectónico é um estudo elaborado pelo profissional habilitado, um exemplo: o Arquitecto, neste estudo o profissional faz o diagnóstico do terreno e suas condicionantes, faz a entrevista com o Cliente, elabora o programa de necessidades, faz os esboços e croquis com a proposta para o Cliente de acordo com suas necessidades e interesses. (RONQUIM 2012)

O projecto de arquitectura/construção civil, portanto, manifesta-se como um conjunto de símbolos que expressam uma linguagem, estabelecida entre o emissor (o desenhista ou projectista) e o receptor (o leitor do projecto). Na representação dos projectos de construção civil são utilizados os seguintes desenhos:

Planta(s) baixa(s);

Cortes;

Alçados;

Planta de Localização;

Planta de Cobertura;

Planta de Situação;

Desenhos de Detalhes;

Perspectivas.

Cortes

Cortes, em Desenho Arquitectónico, são representações gráficas constituídos por vistas ortográficas seccionais do tipo corte, obtidas quando fazemos passar por uma edificação, planos secantes e projectantes verticais, normalmente paralelos a um determinado conjunto de paredes, em posicionamento estrategicamente definidos (XAVIER, 2011, p.36).

Os cortes são elaborados para a representação de elementos internos à edificação e de elementos que se desenvolvam em altura, e que, por consequência não são representados em planta baixa. Seus posicionamentos e orientações (sentido da vista) são determinados objectivando representar os elementos da edificação de maior importância e/ou complexidade.

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Em geral, são realizados no mínimo dois cortes, um longitudinal (acompanhando a maior dimensão da edificação) e outro transversal (acompanhando a menor dimensão da

edificação). Mas devem ser feitos tantos cortes quanto o necessário para representar inequivocamente os elementos da edificação não apresentados em planta baixa. São factores que influenciam a quantidade de cortes necessários a representação de um projecto de arquitectura:

Complexidade interna da edificação (paredes, estrutura, acabamentos, etc.);

Forma da edificação;

Variação de níveis (lajes, pisos etc.);

Variação e complexidade da cobertura;

Diversidade de elementos internos que se desenvolvam em altura (escadas, poços de elevadores, etc.)

Posicionamento dos cortes

Os planos de corte são posicionados pela presença de: pés-direitos variáveis, esquadrias especiais, barreiras impermeáveis, equipamentos de construção, escadas, elevadores, planos de cobertura, etc. Recomenda-se também sempre que possível passá-los pelas áreas molhadas (banheiros, cozinhas, áreas de serviço, etc.). A localização dos planos de corte e o sentido de visualização devem estar indicados nas plantas baixas, de maneira a permitir sua perfeita interpretação. A indicação dos cortes em planta baixa tem uma simbologia específica e deve conter no mínimo os seguintes elementos.

Figura 1: Ilustração da simbologia do corte.

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9 Figura 2: A ilustração dos planos de cortes em planta baixa (Vide em anexo 1).

Figura 2: A ilustração dos planos de cortes em planta baixa (Vide em anexo 1).

Elementos de um corte

  • a) Fundações

A representação completa das fundações no projecto arquitectónico é opcional, pois é o projecto estrutural que definirá, em função da carga da edificação e da capacidade de suporte do terreno, o tipo adequado de fundações e suas dimensões. As fundações são representadas em função do seu tipo e material e de sua disposição geral, com medidas aproximadas. No mínimo deve-se representar as vigas baldrame (vigas de fundação), e o perfil do terreno (natural e aterrado). A seguir são apresentados exemplos de representações de tipos comuns de fundações:

Figura 3: Tipos comuns de fundações

9 Figura 2: A ilustração dos planos de cortes em planta baixa (Vide em anexo 1).
  • b) Piso e contra-piso

Piso e contra-piso são representados através de linhas paralelas. O contra-piso com linhas grossas e, em geral, espessura de 10 cm e o piso com linha fina e, em geral, espessura de 5 cm (correspondendo ao piso com sua argamassa de assentamento ou elemento de fixação).

Figura 4: Piso e contra-piso em corte.

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10 c) Beirais Prolongamento da cobertura além das paredes externas da edificação, os beirais podem ser

c) Beirais

Prolongamento da cobertura além das paredes externas da edificação, os beirais podem ser de vários tipos, formatos e materiais. Os mais comuns são os beirais de concreto e os de madeira.

d) Paredes

Nos cortes, as paredes podem aparecer seccionadas ou em vista. No caso de paredes seccionadas, a representação é semelhante ao desenho em planta baixa. Existindo paredes em vista (que não são cortadas pelo plano de corte) a representação é similar aos pisos em planta.

  • e) Lajes e vigas

As lajes e vigas são representadas através de linhas paralelas em traço grosso, devendo ser

hachuradas para indicar a diferença de material (concreto) em relação às paredes (geralmente alvenaria)

Figura 5: Representação das paredes e vigas em corte

10 c) Beirais Prolongamento da cobertura além das paredes externas da edificação, os beirais podem ser
  • f) Esquadrias

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Assim como na planta baixa, as esquadrias devem ser representadas com nível de detalhe compatível com a escala do desenho.

  • g) Equipamentos fixos

Equipamentos fixos, tais como lavatórios, vasos, balcões e outros, podem aparecer tanto em vista como em corte.

  • h) Coberturas:

A representação das coberturas em corte, devido as sua grande variação de formas, tipos e

materiais, necessitam um estudo específico.

  • i) Cotas e referências de níveis

Cotas: São representadas exclusivamente as cotas verticais, de todos os elementos de interesse

em projecto, e principalmente:

Pés direitos (altura do piso ao forro/teto);

Altura de balcões, armários fixos, patamares de escadas, pisos e intermediários;

Altura de impermeabilizações parciais, cumeeiras, empenas, platibandas e

reservatórios (posição e dimensões); Cotas de peitoris, janelas, vergas, portas, portões e respectivas vergas;

Espessura das lajes, pisos e contra-pisos;

É de salientar que elementos abaixo do contra-piso não são cotados

Figura 6: cotagem típica de um corte. (Vide em anexo 1)

3.0 Etapas da leitura e interpretação dum projecto de construção.

O trabalho redigido no presente documento "leitura e interpretação dum projecto de construção" decorreu em quatro fases a citar:

  • 1 a Fase: Revisão da literatura;

  • 2 a Fase: Elaboração de um projecto de construção civil;

  • 3 a Fase: Leitura e interpretação dum projecto de construção;

  • 4 a Fase: Redacção.

  • 1 a Fase: Revisão da literatura

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Foram consultadas varias obras literárias e feitas pesquisas pela internet com o objectivo de buscar subsídios para interpretar um projecto de construção civil.

  • 2 a Fase: Elaboração de um projecto de construção civil

Nesta fase o autor elaborou no ambiente do ArchCad dezasseis, um projecto de construção,

uma moradia unifamiliar tipo dois com o objectivo de identificar ensaiar a representação gráfica dos elementos do projecto de construção civil, para posterior interpretação.

  • 3 a Fase: Leitura e interpretação dum projecto de construção

Para BRABO (2009), o projecto de construção civil consiste num conjunto de passos

normativos, voltados para o panejamento formal de um edifício qualquer, regulamentado por um conjunto de normas técnicas e por um código de obras.

O autor realizou vários ensaios de leitura e interpretação de projectos da sua autoria assim como de outros autores.

  • 4 a Fase: Redacção.

Esta fase é

o culminar de todo o processo, onde o autor elaborou o presente relatório que

retrata todas as fases planejadas para a execução de leitura e interpretação de projectos de construção civil.

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4.0 Conclusão

Tira-se por conclusão que um projecto de construção civil divide-se em duas partes a referir que:

O projecto legal é aquele enviado aos órgãos responsáveis pelo aviamento do alvará da edificação (Município, Condomínio, Órgãos Ambientais, Corpo de Bombeiros).

Em contra partida, O projecto executivo compreende ao conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra. Para uma boa leitura e interpretação de um projecto de construção civil, o leitor deve passar por um treinamento para conhecer os elementos da construção civil e a sua representação gráfica no desenho.

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5.0 Referencias bibliográficas BRABO, Regina. Leitura e interpretação de projectos arquitectónicos, 2009. RODRIGUES, William, Metodologia Científica, Paracambi, Faetec/Ist, 2007.

RONQUIM, Joyce. Desenhista da construção civil, Paraná, Edição 1, 2012. MONTENEGRO, Gildo. Desenho arquitectónico. 4º edição, São Paulo, Edgard Blucher,

2001.

MORAIS, Borges. Etapas de um projecto de arquitectura. [online] disponível na internet via

(http://borgesmorais.blogspot.com/2011/11/as-etapas-de-um-projeto-de-arquitetura.html).

Arquivo capturado em 03 de Março de 2016. XAVIER, Sinval. Desenho arquitectónico, Furg, 2011.

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6.0 Anexos

Anexo1

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Figura 2: A ilustração dos planos de cortes em planta baixa

16 Figura 2: A ilustração dos planos de cortes em planta baixa Figura 6: cotagem típica

Figura 6: cotagem típica de um corte.

16 Figura 2: A ilustração dos planos de cortes em planta baixa Figura 6: cotagem típica

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6.1 Apêndices