Вы находитесь на странице: 1из 17

1

1 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 ANÁLISE DA QUALIDADE DE CHÁS E

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

ANÁLISE DA QUALIDADE DE CHÁS E FITOTERÁPICOS COMERCIALIZADOS EM MINAS GERAIS E ESPÍRITO SANTO

Rosana Gonçalves Rodrigues-das-Dôres 1 ; Filipe Pereira Giardini Bonfim 2 ; Márcia N. Monteiro Castro 1 ; Juliana Tensol Pinto 1 ; Vicente W. Dias Casali 2 .

RESUMO O presente trabalho relata a experiências dos diversos profissionais da cadeia produtiva de fitoterápicos em palestras e oficinas de controle de qualidade de plantas medicinais em cidades de Minas Gerais e Espírito Santo, nos anos de 2004 a 2008, mediante análise de fitoterápicos (chás, tinturas, óleos, extratos, cápsulas, comprimidos e cremes) adquiridos no comércio (Mercado Central, Farmácias, Ervanarias, Feiras Livres, ONG) e produzidos sob condições de qualidade diferenciada (industrializados, com registro no Ministério da Saúde (MS) ou Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), industrializados, sem registro no MS ou MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG) comercializados em Minas Gerais e no Espírito Santo. A análise foi feita por meio de questionário-inquérito em oficinas, debates e grupos de discussão com reconhecimento da identidade do produto final, avaliados mediante nota (10 a 0). Os dados foram submetidos à análise de variância e teste de média. A qualidade dos fitoterápicos comercializados em Minas Gerais e no Espírito Santo encontra-se gravemente comprometida na identificação, secagem e armazenamento, prejudicando a ação farmacológica do mesmo. As amostras, mais danificadas, são de plantas aromáticas dessecadas e que possuem nomes populares (sinonímia) comuns como Boldo. É importante destacar, que nenhuma das amostras comercializadas em sachês tinha as características organolépticas preservadas. Comprovou-se, também, que 76,5 % dos profissionais tais como produtores rurais, farmacêuticos, biólogos, agrônomos, médicos, nutricionistas, químicos, terapeutas, odontólogos envolvidos com a produção, comercialização e prescrição de fitoterápicos, ignoram as normas de padrões de qualidade de análise da matéria-prima vegetal e, consequentemente, dos fitoterápicos.

Unitermos: Medicina tradicional, Etnofarmacologia, Controle de qualidade, Vigilância de produtos comercializados.

ANALYSIS OF QUALITY OF TEAS AND PHYTOTHERAPICS COMMERCIALIZED IN MINAS GERAIS AND ESPÍRITO SANTO

ABSTRACT This study reports a experiences several of the professionals in the production chain of phytotherapics in conversation and workshops of quality control of medicinal plants in the cities of Minas Gerais and Espirito Santo, in the years 2004 to 2008, upon analysis of phytotherapics (teas, tinctures, oils, extracts, capsules, tablets and creams) acquired in

1 Centro de Saúde. Universidade Federal de Ouro Preto. Campus Universitário. Morro do Cruzeiro. Ouro Preto. MG. 35400-000.

2 Centro de Ciências Agrárias. Departamento de Fitotecnia. Universidade Federal de Viçosa. Campus Universitário. Av. PH Rolfs, s/n. Viçosa. MG. 36570-000. Dra. Rosana Gonçalves

Rodrigues-das-Dôres. plantasmed@ufop.br

2

2 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 commerce (Central Market, Pharmacies, health food

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

commerce (Central Market, Pharmacies, health food stores, street fairs, NGO) and produced in differentiated conditions of quality (industrialized, recorded in to Ministry of Health (MS) or Ministry of Agriculture, Pecuary and Food Supply (MAPA); industrialized, non recorded in to MS or MAPA, processed without record, produced by hand, produced by NGOs) marketed in Minas Gerais and Espirito Santo. The analysis was performed by means of a questionnaire survey in workshops, debate and discussion groups with recognition of the identity of the final product, measured in a note (10-0). Data were subjected to analysis of variance and test average. The quality of phytotherapics sold in Minas Gerais and Espirito

Santo is seriously compromised in the identification, drying and storage, damaging the pharmacological action of the same. The samples, more committed, are of aromatic plants dried and those who have common name (synonymy) as to Boldus. Importantly, none of the samples commercialized in sachets had preserved organoleptic characteristics. It was shown, also, that 76.5% of professionals, such as farmers, chemists, biologists, agronomists, doctors, nutritionists, chemists, therapists, dentists involved in production, marketing and prescription of phytotherapics, ignore the norms of quality standards for analysis of raw material vegetal and, therefore, of the phytotherapics.

Uniterms: Traditional medicine, Ethnopharmacology, Quality control, Product surveillance postmarketing.

INTRODUÇÃO O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos traços mais característicos da espécie humana. É tão antigo quanto o Homo sapiens, e encontrado em praticamente todas as civilizações ou grupos culturais conhecidos. A implantação da Fitoterapia no Sistema Único de Saúde, no Brasil, deve ser cercada de cuidados relativos a fitoterápicos com qualidade. Os fitoterápicos, assim como todos os medicamentos, devem oferecer garantia de qualidade, ter efeitos terapêuticos comprovados, composição padronizada e segurança de uso para a população, sem riscos a saúde pública. A eficácia e a segurança devem ser validadas através de levantamentos etnofarmacológicos, documentações tecno-científicas em bibliografia e/ou publicações indexadas e/ou estudos farmacológicos e toxicológicos pré- clínicos e clínicos. A qualidade deve ser alcançada mediante o controle das matérias-primas, do produto acabado, materiais de embalagem, formulação farmacêutica e estudos de estabilidade (ANVISA, 2009). O produto fitoterápico é o medicamento tecnicamente elaborado, empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais com finalidade profilática, curativa ou de fins de diagnóstico, com benefício ao usuário. São medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais, empregando-se, exclusivamente, derivados de droga vegetal (extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco, e outros) (ANVISA, 2010a, b). Na legislação atual brasileira, não é objeto de registro como medicamento fitoterápico, planta medicinal ou suas partes, após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada. Na manutenção da qualidade do fitoterápico, é necessário assegurar a co- existência de substâncias com atividade biológica, ou grupos químicos, presente na espécie, visto que os princípios ativos de muitas plantas medicinais são desconhecidos, bem como as demais substâncias. A qualidade do fitoterápico pode ser alcançada se todas as etapas de processamento da matéria-prima ativa vegetal e manufatura ao produto final conservando o constituinte ativo e as substâncias sinérgicas (List & Schmidt, 1989). Trabalhar com plantas medicinais envolve múltiplos estudos e etapas que se iniciam na identificação correta da espécie, cultivo, coleta, secagem e processamento, bem como pré- tratamento e armazenamento corretos, e finaliza com estudos acerca da forma de

3

3 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 administração e prescrição adequadas; e, dispensação

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

administração e prescrição adequadas; e, dispensação do fitoterápico que também devem ser coerentes a fim de que os resultados sejam satisfatórios. Qualquer erro em algum elo desta cadeia vai comprometer o resultado final do processo. Assim, espécies identificadas erradamente podem resultar em medicamento

fitoterápico inócuo ou até em intoxicação; o cultivo em solo ou clima inadequado, o uso de agrotóxicos (herbicidas) gera plantas com pouco princípio ativo, o mesmo ocorrendo se a colheita não for à época e de forma adequadas; erros no armazenamento podem comprometer

os princípios ativos ou causar contaminação por fungos e produzir toxicidade nos pacientes.

Por fim, a utilização errônea das espécies ou o emprego de técnicas inadequadas de preparação prejudicam os resultados finais ou causam efeitos colaterais (Botsaris, 1995) A partir de 2006, a Fitoterapia, através das Políticas de plantas medicinais e de práticas integrativas e complementares e, em 2008, do Programa Nacional de Plantas Medicinais (Brasil, 2006a; b; Ministério da Saúde, 2008; Ministério da Saúde, 2009), passa ser terapêutica clínica no SUS, reconhecendo-se as Farmácias-vivas (Ministério da Saúde, 2010), e assim, oferece-se a opção de ser prescrita a população; atendendo-os nas suas necessidades básicas de saúde, sendo prioritariamente bem aceitas em função da facilidade de acesso, do baixo custo e da compatibilidade cultural com as tradições populares. É inerente aos brasileiros, que procuram o sistema público de saúde, o relato do uso de plantas medicinais, chás, ou outras formulações fitoterápicas antes de procurar ajuda especializada. Assim, em saúde pública, atualmente no Brasil, há profissionais que prescrevem Fitoterapia, tais como médicos, odontólogos, nutricionistas, enfermeiros. A prescrição está regulamentada por resoluções federais dos respectivos conselhos de classe, que permitem a prescrição, no âmbito de profissão (CFF, 2008; CFM, 1992, CFN, 2007; CFO, 2008; COFEN, 1986; COFEN, 1993; Ministério da Saúde, 2007a). No Elenco de Referência de medicamentos e insumos complementares para a assistência farmacêutica na atenção básica em saúde como parte da Política de Assistência Farmacêutica do Sistema Único de Saúde,e consequentemente de Saúde da Família (PSF) estão inclusos 2 fitoterápicos desde 2007 (Guaco e Espinheira Santa) em decorrência do uso tradicional (Ministério da Saúde, 2007b). No entanto, após reflexivos ensaios sobre a qualidade de plantas medicinais

comercializadas in natura, é necessário alertar a população sobre a qualidade de tais produtos.

A ANVISA, através da RDC 10, dispõe sobre a notificação de drogas vegetais (ANVISA,

2010b). Por droga vegetal entendam-se as plantas medicinais ou suas partes, que contenham

as

substâncias, ou classes de substâncias, responsáveis pela ação terapêutica, após processos

de

coleta ou colheita, estabilização e secagem, íntegras, rasuradas, trituradas ou pulverizadas.

Os programas estaduais de plantas medicinais e Fitoterapia em Saúde Pública devem ser criados respeitando as variações individuais dos biomas presentes nos estados brasileiros, bem como a aculturação local, além das comorbidades apresentadas em cada região. Todo o processo inicia-se pela seleção de doenças que podem ser tratadas com fitoterápicos validados, isto é que possuam estudos farmacológicos e toxicológicos. Neste sentido, os estados do Ceará, notável pela fundação de farmácias-vivas, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e o Distrito Federal, dentre outras iniciativas, alavancam programas, resoluções e estudos para implementação da Fitoterapia no SUS (Governo do Estado do Ceará, 1999; 2009; Governo do Estado de São Paulo, 1996; 2007; Secretaria do Estado da Saúde de Minas Gerais, 2009a; b; c; Secretaria do Estado da Saúde do Paraná, 2001; Secretaria do Estado do Rio de Janeiro, 1997; 2004).

A população per si entende que o uso de plantas medicinais não traz nenhum efeito indesejável e que de qualquer forma, que o produto natural é obtido não fará mal. Quebrando paradigma, a proposta deste estudo é esclarecer aos profissionais que atuam em Fitoterapia e a população dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, através de análise dos caracteres

4

4 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 organolépticos de drogas vegetais e de

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

organolépticos de drogas vegetais e de fitoterápicos, que mesmo sendo natural, as plantas medicinais, se não processadas com qualidade, podem fazer mal. Alerta-se, ainda, para os riscos de complicações advindas de processamento inadequado de obtenção das mesmas relativos a identificação equivocada, cultivo não orgânico, contaminações pós-colheita e secagem ineficaz. Assim, o presente trabalho relata a experiências dos diversos profissionais da cadeia produtiva de fitoterápicos em palestras e oficinas de controle de qualidade de plantas medicinais nas cidades de Minas Gerais e Espírito Santo, nos anos de 2004 a 2008, mediante análise de fitoterápicos (chás, tinturas, óleos, extratos, cápsulas, comprimidos e cremes) adquiridos no comércio (Mercado Central, Farmácias, Ervanarias, Feiras Livres, ONG’s) e produzidos sob condições de qualidade diferenciada (industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s) comercializados em Minas Gerais e no Espírito Santo, visando atualizar os profissionais que atuam na cadeia produtiva de plantas medicinais sobre a qualidade da droga vegetal e de fitoterápicos.

MATERIAL E MÉTODOS

1. Locais das Oficinas/ Palestras/ Grupo de estudo

O presente trabalho foi desenvolvido junto a diversos profissionais envolvidos na cadeia produtiva de fitoterápicos, mediante palestras, grupos de estudo e oficinas de Controle de qualidade de plantas medicinais. As cidades atendidas foram Matias Barbosa, Santa Bárbara do Leste, Rosário da Limeira, Itabira, Aimorés, Mantena, Cuparaque, Cambuquira, São Domingos do Prata, João Pinheiro, Paracatu, Unaí, Arinos, Turmalina, Sobrália (MG), Ecoporanga, Nova Almeida, Baixo Guandu, Nova Venécia e Irupi (ES), nos anos de 2004 a 2008, com média de 120 participantes por evento, totalizando 2400 participantes. Esta atividade é parte integrante do Programa de Extensão Divulgação das Plantas Medicinais, Aromáticas e Homeopatia e Qualidade de Vida do Departamento de Fitotecnia, da Universidade Federal de Viçosa.

2. Distribuição de grupos de estudo

Formaram-se grupos com 10 a 20 pessoas para avaliação do Kit de plantas medicinais e fitoterápicos em estudo dirigido tutorado. Os tutores foram responsáveis por promover o pensamento reflexivo e estimular padrões de avaliação da qualidade da matéria-prima vegetal no que tange a identificação correta da espécie, formas de cultivo, coleta, secagem e processamento, assim como pré-tratamento, armazenamento, embalagem, rotulagem corretos que viabilizem a administração e prescrição adequadas, bem como a dispensação do fitoterápico, além de orientar sobre a legislação brasileira de fitoterápicos. Assim, os grupos de estudo foram distribuídos geograficamente em espaços distintos, sem que houvesse interações entre grupos, facilitando, a posteriori, o amplo debate e pensamento discursivo sobre as amostras em estudo pelos seus integrantes.

3. Aquisição das amostras/ Kit de plantas medicinais e fitoterápicos.

Amostras aleatórias de fitoterápicos (chás, óleos, cápsulas, tinturas, extratos, dentre outros) comercializados nas farmácias, ervanárias, mercados, feiras, ONG’s de Minas Gerais

e do Espírito Santo, foram adquiridos propendendo a montagem de kit de amostras. Cada kit foi constituído por plantas frescas, plantas secas, tintura ou extrato vegetal e produto fitoterápico comercial, com no mínimo 5 produtos por grupo.

4. Amostras adquiridas

Os produtos adquiridos foram alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.); alcachofra (Cynara scolymus L); alecrim (Rosmarinus officinalis L, Baccharis dracunculifolia DC); alfavaca (Ocimum sp, Ocimum basilicum L., Ocimum gratissimum L.); alfazema (Lavandula sp.,

Lavandula angustifolia Mill, Lavandula officinalis Chaix, Lavandula spica L., Lavandula

5

5 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 vera DC., Lavandula vulgaris Lam.); anis

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

vera DC., Lavandula vulgaris Lam.); anis estrelado (Illicium verum Hook); arnica (Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass., Solidago microglossa DC, Lychnophora sp); arruda (Ruta graveolens); assa peixe (Vernonia sp, Vernonia polyanthes, Vernonia ferruginea Less); babosa (Aloe sp, Aloe Vera (L.) Burm); barbatimão (Stryphnodendron barbatimam Mart); bardana (Arctium lappa L.); boldo chileno (Peumus boldus Mol.); boldos brasileiros (Plectranthus barbatus Andrews, Vernonia condensata Baker, Plectranthus sp); buchinha-do- norte (Luffa operculata (L.) Cogn.); calêndula (Calendula officinalis L.); cânfora (Cinnamomum camphora (L.) J. Presl.); camomila (Matricaria camomila L); capim cidreira (Cymbopogon citratus (DC) Stapf.); capuchinha (Tropaeolum majus L.); carqueja (Baccharis sp, Baccharis trimera (Lees.) DC., Baccharis genistelloides (Lam) Pers.), cavalinha (Equisetum giganteum L.; Equisetum arvense L.); chá diet®; chá do bebê®; chá emagrecedor®; chá preto, chá verde (Camellia sinensis (L.) Kuntze. ), confrei (Symphytum officinale L.); dente de leão (Taraxacum officinale Weber ex F.H. Wigg); erva cidreira (Melissa officinalis L, Lippia alba (Mill) N. E. Br., Lippia sidoides Cham, Lippia sp.); erva doce (Pimpinella anisum L.); erva de São João (Hypericum perforatum L.); espinheira santa (Maytenus ilicifolia Mart ex Reiss, Maytenus truncata Reissek, Maytenus sp) folhas e cápsulas; eucalipto (Eucalyptus sp); fáfia (Pfaffia paniculata (Mart) O. Kuntze), flor de laranjeira (Citrus aurantium L., Citrus sinensis (L.) Osbeck., Citrus flos); flor do amazonas®; funcho (Foeniculum vulgare Mill.); garra do diabo (Harpagophytum procumbens DC); gengibre (Zingiber officinale Roscoe); guaco (Mikania sp, Mikania glomerata Spreng); ginkgo (Ginkgo biloba L.); ginseng (Panax ginseng C.A. Mey.) incenso (Protium heptaphyllum March.); incenso comercial®; losna (Artemisia absinthium L.); malva (Malva sylvestris L., Malva sp.); manjericão (Ocimum basilicum L.); melissa (Melissa officinalis L.); mil em rama (Achillea millefolium L.); mirra (Tetradenia riparia Hochst.); óleo de copaíba (Copaifera langsdorffii Desf.); óleo de flor de laranjeira (Citrus floss ess.); picão (Bidens pilosa L.); poejo (Mentha pulegium L.); rosa branca (Rosa alba L.); sálvia (Salvia officinalis L); sete ervas®; sene (Cassia angustifolia Vahl.); transagem (Plantago tomentosa Lam., Plantago major L., Plantago sp.); uchi amarelo (Endopleura uchi (Huber) Cuatrec.); unha de gato (Uncaria tomentosa (Willd. Ex Roem. & Schult.) DC.); violeta (Viola tricolor L., Viola odorata L.); produtos comerciais (citronim®, cápsulas, extratos e tinturas, creme de calêndula, gel de arnica/ calêndula, balas de própolis, própolis eucalipto e gengibre, laxantes, xaropes), dentre outros. A identificação das espécies seguiu a padronizada pela nomenclatura botânica descrita nas respectivas embalagens. Para critérios técnicos de certificação taxonômica dessas espécies, fez-se estudos comparativos de material vegetal, e material- testemunho foi depositado no laboratório de plantas medicinais da Universidade Federal de Viçosa.

Todos os materiais dos grupos foram distribuídos por padrões de nomenclatura, como nome popular comum a espécies distintas, e na medida do possível acompanhavam os fitoterápicos, amostras das plantas frescas que os originaram. Exemplos de Kit de análise Kit Boldo

1. Boldo brasileiro 1 – Plectranthus barbatus Andrews (chás ou saches industrializados

com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

2. Boldo brasileiro 2 – Vernonia condensata Baker (chás industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

6

6 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 3. Boldo do Chile – Peumus

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

3.

Boldo do Chile – Peumus boldus Mol. (chás ou saches industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

4.

Tintura ou Extrato de Boldo comercial (várias marcas®).

5.

Boldos brasileiros plantas frescas frescos.

6.

Boldo brasileiro 1 – Plectranthus barbatus Andr.

7.

Boldo brasileiro 2 – Vernonia condensata B.

Kit Erva Cidreira:

1. Melissa officinalis L. melissa, erva cidreira, erva cidreira da folha redonda (chás ou

saches industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

2. Lippia sp – erva cidreira, cidreira de arbusto (chás ou saches industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

3. Cymbopogon citratus (DC) Stapf capim limão, erva cidreira de capim, campim cidreira. (chás ou saches industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

4. Óleo de melissa (amostras comerciais, produtos manipuladas em farmácias).

5. Plantas frescas Melissa officinalis, Lippia alba, Cympobogom citratus, Cympobogom nardus (Capim citronela).

Kit Erva doce

1. Pimpinella anisum L. (chás ou saches industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

2. Foeniculum vulgare Mill (chás ou saches industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

3. Illicium verum Hook (Anis estrelado - chás ou saches industrializados com registro no MS, industrializados com registro no MAPA, industrializados sem registro, produzidos artesanalmente, produzidos por ONG’s).

4. Óleo de erva doce (amostras comerciais, produtos manipuladas em farmácias).

5. Óleo de seve®, óleo de amêndoas.

6. Folhas frescas e sementes de Funcho e Erva doce.

Kit flores

1. Rosa branca (Rosa alba L.); flores secas e frescas.

2. Calêndula (Calendula officinalis L.) flores secas e frescas.

3. Camomila (Matricaria camomila L.) flores secas e frescas.

4. Capuchinha (Tropaeolum majus L.) flores secas e frescas.

5. Violeta (Viola odorata L.) flores secas, frescas e tintura.

Outros kits foram aromático, laxante, cicatrizante, ginseng/ginkgo, produtos comerciais® com mais de 5 espécies (misturas), estimulante, plantas brasileiras, expectorante. 5. Identificação do material/ Avaliação visual perceptiva e caracteres organolépticos Após a montagem dos grupos, os kits foram distribuídos, com pelo menos cinco produtos em cada grupo. Os grupos de estudo foram constituídos por amostragem aleatória. Questionários inquéritos foram distribuídos aos membros do grupo (Questionários 1 e 2) com atribuição de notas aos produtos (0 a 10) referente à aparência externa dos produtos, sem abrir as embalagens (do ponto de vista do consumidor/ leigo) e notas finais após avaliação da qualidade e de acordo com os conhecimentos discutidos e da experiência como membro ativo

7

7 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 da cadeia produtiva de fitoterápicos. Durante

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

da cadeia produtiva de fitoterápicos. Durante a avaliação eram passadas aos grupos instruções normativas, informações sobre as questões de qualidade. Cada item de análise foi feito com tempo parcial de 10 minutos, considerando que o tempo total de resposta do questionário foi de 15 a 30 minutos. O questionário 2 demandou de 60 a 40 minutos, e o relato das experiências/ debate/ opinião dos grupos foi feito durante tempo médio de 30 minutos. A cada relato dos kits analisados discutiu-se sobre como sanar ou anular os problemas encontrados nos produtos. 6. Análise dos resultados Os resultados (notas) atribuídos aos produtos nos questionários 1 e 2 foram convertidos em valores percentuais. Os dados foram submetidos à análise de variância e testes de média a 5% de probabilidade. Questionário 1: Análise visual da qualidade de plantas medicinais e fitoterápicos.

visual da qualidade de plantas medicinais e fitoterápicos. Questionário 2 : Análise dos padrões fitotécnicos,

Questionário 2: Análise dos padrões fitotécnicos, caracteres organolépticos, físicos e químicos da qualidade de plantas medicinais e fitoterápicos.

8

8 Identidade do produto após abertura da embalagem 1. Cor da planta/ ou da parte da

Identidade do produto após abertura da embalagem

1. Cor da planta/ ou da parte da planta utilizada como medicinal antes e após a secagem.

2. Aroma da planta/ ou da parte da planta antes e após a secagem.

3. Sabor da planta fresca e após a secagem.

4. Consistência da planta fresca e após a secagem.

Nota:

Pureza

1. Material puro

2. Presença de

Contaminantes

Sujidades

Partes úmidas

Crescimento de bactérias

Alteração de Coloração

Mofadas

3.

Nota:

Percepção visual/ catação

1. Elementos estranhos

Solo/ terra/ Areia Pedregulhos Pedaços de madeira

Outros

2. Partes da própria planta (separação)

Folhas Caules Flores ou Inflorescências Cascas do tronco Raízes

3. Outra planta

Folhas Flores ou Inflorescências Caules Cascas do tronco Raízes

4.

Insetos

Partes de insetos Inteiro

5. Impurezas minerais

6. Outros

Nota:

Cultivo

1. Tipo de cultivo

Orgânico

Convencional

2. Informações

disponíveis:

3. Época de plantio

Nota:

Colheita/ Processamento

1. Época de colheita

2. Origem da espécie

3. Parte utilizada

Íntegra

Fracionada/ Cortada

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

Rasurada

Moída/ Pó

Não identificado

Outras partes

4.

Data do processamento

5.

Época de processamento

6.

Tratamento pós-colheita

Nota:

Secagem

1. Avaliação da perda de

água

Peso da planta fresca – inicial

Peso da planta seca – final

Teor de água/ umidade

2. Cor

3.

4.

Determinação do ponto

de secagem

Tipo de secagem

Natural

Artificial

5. Tratamento utilizado

pós-secagem

Nota:

Armazenamento

Dados da embalagem

1. Tipo de embalagem

Vidro

Vidro âmbar

Filme

Plásticos Potes plásticos coloridos Bombonas de papel multifoliado Potes brancos Papel multifoliado Outros

2.

Isenta de contaminantes ambientais

3.

Permite a passagem da luz

4.

Possui Lacre de segurança

5.

Data de validade

6.

Data de processamento

7.

Número de Lote

8.

Registro na ANVISA/ MS

9.

Registro no MAPA

10.

Responsável técnico

11.

Registro profissional

12.

Conservação

13.

Indústria responsável

14.

Informações técnicas sobre a manipulação dos fitoterápicos

Fórmula magistral

Fórmula farmacêutica

Fórmula quântica/

vibracional

Produto registrado na

farmacopéia I, II, III ou IV

Outro

15. Tem a Composição

Sim

Não

6. Informações ao paciente/ consumidor

Possui excipientes/

7. Indicações e Forma de uso

coadjuvantes

8. Volume final

Sim

Não

9. Observação sobre o uso de

16. Forma de uso

Uso indicado

Uso com dosagens/ horários de tomada

Indica quem pode usar (adulto/ crianças/ idosos)

17. Tipo de uso

Oral

Indicado

Pediátrico

Externo

Tópico

Outros

Não contem uso

18. Forma de apresentação

Extrato

Decocção

Comprimidos

Pomadas/ cremes/ gel

Xampus/ sabonetes/

produtos de higiene

Óleos

Fitocosméticos

Outros

Solução

Tintura

Cápsulas

Chás

Infusão

19.

Indicações

terapêuticas

Presente

Ausente

20. Contra-indicações

Presente

21. Pode induzir o risco de auto-medicação

Ausente

Sim

Não

22.

Informações

toxicológicas

Presente

Ausente

23.

Precauções/

interações/ riscos

Presente

Ausente

24.

Possui Bula

Sim

Não

Informações corretas na

bula

Sim

Não

Interações/ Risco/ Uso adverso/ dosagem 25. Observação

Nota:

Dados da rotulagem

1. Nome científico

2.

3. Data de validade

4. Data de processamento

5. Número de Lote

Nome popular

medicamentos

fitoterápicos

10. Registro na ANVISA/ MS

11. Registro no MAPA

12. Responsável técnico

13. Registro profissional

14. Conservação

15. Indústria responsável

Possui registro

Sim

Não

16.

SAC (Serviço de

atendimento ao

consumidor)

Opinião geral

Correta, com todos os dados

Incorretaconsumidor) Opinião geral Correta, com todos os dados Nota: Testes Físicos 1. Testes de Estabilidade 2.

Nota:

Testes Físicos

Correta, com todos os dados Incorreta Nota: Testes Físicos 1. Testes de Estabilidade 2. Testes de

1. Testes de Estabilidade

2. Testes de Integridade/ Resistência

3. Testes de qualidade

Solubilidade/ Dissolução

Turbidez / pH

Nota:

Testes químicos

1. Presença de compostos

secundários via CCD

(Cromatografia em camada delgada)

2. Presença de interferentes via análise capilar

Nota:

Estes produtos pertencem a:

Medicina vibracional

Antroposofia

Homeopatia

Florais

Aromaterapia

Alopatia

Fitoterapia

Não informado

Definir:

1. Fitoterapia

2. Alopatia

3. Homeopatia

Aspecto geral Excelente
Aspecto geral
Excelente

Ótimo2. Alopatia 3. Homeopatia Aspecto geral Excelente Bom Péssimo Você compraria esse produto? SIM NÃO Nota

Bom2. Alopatia 3. Homeopatia Aspecto geral Excelente Ótimo Péssimo Você compraria esse produto? SIM NÃO Nota

PéssimoAlopatia 3. Homeopatia Aspecto geral Excelente Ótimo Bom Você compraria esse produto? SIM NÃO Nota final

Você compraria esse produto?

SIM3. Homeopatia Aspecto geral Excelente Ótimo Bom Péssimo Você compraria esse produto? NÃO Nota final aos

3. Homeopatia Aspecto geral Excelente Ótimo Bom Péssimo Você compraria esse produto? SIM NÃO Nota final

NÃO

Nota final aos produtos:

9

9 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados estão

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados estão dispostos nas tabelas 1 e 2 que relatam respectivamente as notas

dos kits/ amostras nas análises referentes à aparência externa dos produtos, sem abrir as embalagens (do ponto de vista do consumidor/ leigo) e notas finais após avaliação da qualidade e de acordo com os conhecimentos discutidos e da experiência como membro ativo da cadeia produtiva de fitoterápicos, distribuídos por localidade.

A nota média atribuída exclusivamente à aparência visual do conjunto

embalagem/produto foi 8,99 ± 1,13 pontos e com variabilidade de 10,0 a 6,95 pontos,

significando aceitabilidade do produto de excelente a baixa (Tabelas 1 e 2). Já na avaliação criteriosa, estes dados alcançam 1,53 ± 1,94 pontos. Os Kits mais bem pontuados nessa avaliação, portanto com baixa aceitabilidade foram o Kit cicatrizante (4,5) e o Kit ginseng/ginkgo (4,0). Essa comparação de dados revela o qual estão comprometidos os produtos fitoterápicos, quer seja na embalagem, quer seja na qualidade como também nos condições fitossanitárias.

No quesito nomenclatura a análise inicial revelou confusões relativas aos nomes

populares e ao material depositado nas embalagens. 80,11 ± 13,11% dos entrevistados não concordaram acerca do nome popular e do fitoterápico, crescendo a valores superiores a 90% quando se analisa plantas frescas ou chás (Tabela 2). Na segunda análise (Tabela 2), 59,03 ±

18,38% dos questionários analisados confirmaram a nomenclatura botânica das espécies em análise. É interessante observar que os valores mais discrepantes em relação à sinonímia são do Kit boldo com variação de média de 90 a 41,5% (Tabela 2) (diferença média de 48,5%). Tais confusões relativas a nomes populares ficam evidenciadas nos regionalismos e na forma de utilização das plantas confundindo muitas vezes, os princípios ativos, formas de extração (preparo) e as propriedades terapêuticas.

A montagem dos Kits acirra tal discussão. Por exemplo, cerca de 90% dos

entrevistados desconheciam o boldo do Chile (Peumus boldus Molina) ou desconheciam que

a espécie é nativa do Chile, não sendo aclimatada no Brasil, acreditando se tratar dos boldos brasileiros (Plectranthus barbatus Andrews, Vernonia condensata Baker, Plectranthus sp). Fato semelhante ocorre com a Arnica (Arnica montana L.) onde 58% dos entrevistados não a conhecem e atribuem seu nome científico, as arnicas brasileiras e arnicas de minas (Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass., Solidago microglossa DC, Lychnophora sp). Conflitos acerca da identidade vegetal se repetem em todos os kits (Tabela 2).

É importante ressaltar que nos kits por chás entende-se a planta seca, estabilizada,

processada, rasurada ou íntegra, permitindo a identificação visual da parte utilizada e

armazenada em sacos de papel ou filmes transparentes ou em saches/ caixas/ latas.

O aspecto visual passa de 91,92 ± 9,28% a 53,53 ± 17,22% (Tabelas 1 e 2) quando o

produto é aberto, ou seja, na primeira visualização critérios rigorosos de escolha deixaram de ser observados. Ainda na percepção visual, muitos paradigmas, que envolvem produtos naturais foram desfeitos, tais como, produção em alta escala envolve sempre melhor qualidade e maior quantidade de princípio ativo; ou ainda, que produtos industrializados ou comerciais, como chás tradicionalmente embalados em caixinhas (saches) são mais eficazes que os cultivados em hortas caseiras. É importante salientar que todos os entrevistados afirmaram ter vinculo com a cadeia produtiva de plantas medicinais, portanto, preparam ou empregam tais kits/ plantas. Outro tabu que começou a se desfazer é que a Fitoterapia por ser feita com plantas seria não tóxica, sendo inerte, isto é “se é natural, não faria mal”. A partir da análise visual e percepção das diferenças entre produtos atribui-se valores a coloração das plantas, dos pós, e

10

10 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 quantidade e tipo de contaminantes, sujidades,

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

quantidade e tipo de contaminantes, sujidades, impurezas ou plantas diferentes das espécies em estudo nos kits.

A embalagem foi outra preocupação a ser destacada, uma fez que dela depende a

qualidade final do produto, a sua vida útil e a preservação de seus princípios ativos. Dessa forma, muitas foram os pontos levantados pois em análise sumária o que era considerado ideal (91,88 ± 9,34%) passa a ser insatisfatório considerando as características organolépticas e físicas (13,46 ± 14,95 e 10,46 ± 13,82). Os desvios dos dados comprovam que as amostras em análises em todos os kits são deficitárias, necessitando de maior rigor técnico na produção agronômica ou na tecnologia farmacêutica (Tabela 2). Ainda, na embalagem observou-se a rotulagem e dados acerca do uso farmacológico/ toxicológico/ farmacotécnicos/ posologia, com relação as espécies e amostras dos kits. Na primeira avaliação tiveram-se os valores de 100 a 80% (99,03 ± 4,00%). Maior discrepância na rotulagem teve-se em relação ao kit boldo (87,5 ± 10,60 %), também correlacionado com o não reconhecimento do boldo do Chile (Tabela 2). No processamento fitotécnico teve-se 53,53 ± 17,22% (Tabela 2), que foram correlacionados com dados de cultivo, colheita, secagem, armazenamento e comercialização. A principal questão, nos chás, que aumentou a rejeição dos kits foi a coloração desses e o ponto secagem incorreto. No produto acabado ou fitofármaco/ fitopreparado, a falta de indicações sobre a procedência das espécies/ dados informações e agronômicos (FIA) foram os dados que mais influenciaram a rejeição do produto. O comprometimento das condições químicas também foi salientado (5,38 ± 9,47) de acordo com o analisado (Tabela 2). Como questão geral, ainda no questionário 2 foi pedido aos avaliadores que conceituasse Alopatia e Homeopatia e que tecnicamente enquadrassem a Fitoterapia, em uma das terapêuticas. Observou-se que 62,5% dos entrevistados acreditavam que a Homeopatia seria mais adequada a englobar a Fitoterapia, por ter como insumo ativo plantas medicinais e utilizar de tintura-mãe (Ø) confundida com a tintura vegetal da Fitoterapia, os demais resultados foram Alopatia 31%, Antroposofia 2%, Aromaterapia 0,7, Florais 0,5; Medicina vibracional 1,3% e 2% não souberam informar (Figura 1). Ao tomarem ciência de que Fitoterapia é Alopatia, surgia novamente à tona a questão de produto natural, de dose e do efeito farmacológico.

de produto natural, de dose e do efeito farmacológico. Figura 1: percentual de Terapias Complementares citadas

Figura 1: percentual de Terapias Complementares citadas pelos entrevistados

A questão da classificação da Fitoterapia em Alopatia ou Homeopatia e a dúvida de

como “funciona” a Fitoterapia fica bem destacado nos relato dos participantes descritos a seguir:

“O chá triturado tem menos energia do que o de folha, o triturado não foi bem selecionado.”

11

11 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 “É Homeopatia, pois trabalha com o

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

“É Homeopatia, pois trabalha com o vegetal vivo ” “É preciso respeitar o ciclo energético da planta, se preparar psicologicamente e pegá- ”

Citam-se, abaixo, como exemplos de resultados dessa troca de experiência, os relatos advindos de profissionais entrevistados nas comunidades:

“Observamos que alguns produtos apresentaram alteração na pureza (mistura folha/

é possível

identificar os produtos

“Eu tentava colocar as partes mais inteiras na caixinha para sentir o cheiro.” (Matias Barbosa, 2004); “Não há certeza de que o produto é correto.” (Cuparaque, 2006); “Embalagem inadequada, validade vencida, falta nome científico, sem indicação e dosagem (Paracatu, 2008). “Nota 0, não haveria como melhorar a mistura”. (Irupi, 2005). “Material descartado, não sabemos o que é, foi seca misturada, está na validade, mas não é garantida” (Ecoporanga, 2004) “Quando compramos de alguém conhecido não exigimos tanto certificação, mas achamos que deveria ser certificado os produtos no mercado em geral (Cambuquira,

2007).

É interessante ressaltar que para o kit boldo destacamos as seguintes informações

relativas ao boldo-do-chile pois os entrevistados acreditavam ser outra planta, pelo

desconhecimento da espécie Peumus boldus:

la

no seu maior nível energético para fazer os fitoterápicos

galhos)”; a média do grupo é 3 (média) por falta de informações” ”

(Rosário da Limeira, 2006);

“não

“Pelo menos um dos pacotes parecia não ser a planta certa ” “Não conhecemos todas as espécies ”

CONCLUSÃO Conclui-se a qualidade dos fitoterápicos comercializados na amostragem analisada não possuem condição de estarem disponibilizados no mercado, necessitando de rigorosa vigilância sanitária, a fim de coibir a sua comercialização, uma vez que, encontram-se gravemente comprometidos nas questões de identificação, secagem e armazenamento, comprometendo a ação fitoterápica do mesmo. As amostras mais comprometidas são de plantas aromáticas e das que possuem sinonímia popular comum. É importante destacar que nenhuma das amostras comercializadas

em sachês tinha as características organolépticas preservadas, embora possuíssem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O comércio de plantas medicinais, drogas vegetais e derivados é grave problema de

saúde pública no Brasil. Comprovou-se também que a grande maioria dos profissionais envolvidos com a produção, comercialização e prescrição de fitoterápicos tem desconhecimento dos padrões de qualidade de análise da matéria-prima vegetal e consequentemente dos fitoterápicos, o que pode comprometer gravemente a eficácia do tratamento. As drogas vegetais e fitoterápicos analisados não podem ser validados para elaboração de formas farmacêutica fitoterápicas, pois, não possuem qualidade técnica para serem medicamentos.

12

12 REFERÊNCIAS ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 Agência Nacional de Vigilância Sanitária,

REFERÊNCIAS

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde. (2009) – ANVISA. http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/fitoterapicos/definicao.htm. Acesso em 02/09/09.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde. (2010a). ANVISA. Resolução RDC 14, de 31 de março de 2010. Dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos. Brasília: Diário oficial da União.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde. (2010b). ANVISA. Resolução RDC 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Brasília:

Diário oficial da União.

Botsaris, A.S. (1995). Fitoterapia chinesa e plantas brasileiras. São Paulo: Editora Ícone. 550

p.

Brasil. Ministério da Saúde. MS. (2006a). Decreto 5.813, de 22 de junho de 2006. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica. Brasília. Brasília: Diário oficial da União.

Brasil. Ministério da Saúde. MS (2006b). Portaria 971, de 03 de maio de 2006. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Departamento de Assistência Farmacêutica. Brasília: Diário oficial da União.

Conselho Federal de Enfermagem. COFEN. (1986). Lei 7.498/86. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da Enfermagem e dá outras providências. Brasília: Diário oficial da União.

Conselho Federal de Enfermagem. COFEN. (1993). Resolução COFEN 159/93. Dispõe sobre

a consulta de Enfermagem. Brasília: Diário oficial da União.

Conselho Federal de Farmácia. CFF. (2008). Resolução CFF 477 de 28 de maio de 2008.

Dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito das plantas medicinais e fitoterápicos

e dá outras providências. Brasília: Diário oficial da União.

Conselho Federal de Medicina. CFM. (1992). Parecer nº 04/92, do Conselho Federal de Medicina (CFM), aprovado em 15 de janeiro de 1992, reconhece a Fitoterapia como método

terapêutico. Processo-consulta CFM 1301/91 PC/CFM/Nº 04/1992. Brasília: Diário oficial da

União.

Conselho Federal de Nutricionistas. CFN. (2007) Resolução 402/2007. DOU 6/8/2007, Seção I. Regulamenta a prescrição fitoterápica pelo nutricionista de plantas in natura frescas, ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas, e dá outras providências. Brasília: Diário oficial da União.

Conselho Federal de Odontologia. CFO. (2008). Resolução CFO 82/2008. Reconhece e regulamenta o uso pelo cirurgião-dentista de práticas integrativas ecomplementares à saúde

13

13 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 bucal. Regulamenta o uso da Acupuntura,

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

bucal. Regulamenta o uso da Acupuntura, Fitoterapia, Terapia Floral, Hipnose, Homeopatia e Laserterapia como “práticas integrativas e complementares” aos procedimentos odontológicos. Brasília: Diário oficial da União.

Governo do Estado de São Paulo. (2007). Lei 12.739 de 1º de novembro de 2007. Programa Estadual de Fitoterápicos, Plantas Medicinais e Aromáticas. São Paulo.

Governo do Estado de São Paulo. (1996). Lei 2.537 de 16 de Abril de 1996. Cria o Programa Estadual de Plantas Medicinais. São Paulo.

Governo do Estado do Ceará. (2009). Decreto 30.016, de 30 de dezembro de 2009. Regulamenta a lei 12.951, de 07 de outubro de 1999, que dispõe sobre a política de

implantação da Fitoterapia em saúde pública no estado do Ceará e dá outras providências.

2009.

Governo do Estado do Ceará. (1999). Lei 12.951 de 7 de outubro de 1999, que dispõe sobre a Política de Implantação da Fitoterapia em Saúde Pública no Ceará. 1999.

List, P.H; Schmidt, P.C. (1989). Phytopharmaceutical technology. Boston: CRC Press. 374p.

Ministério da Saúde. MS. (2007a). Portaria GM 3.237 de 24 de dezembro de 2007. Aprovar as normas de execução e de financiamento da assistência farmacêutica na atenção básica em saúde. Brasília: Diário oficial da União.

Ministério da Saúde. MS. (2007b). Portaria GM 3237, de 24 de dezembro de 2007. Aprovar as normas de execução e de financiamento da assistência farmacêutica na atenção básica em saúde e Elenco de referência Assistência Farmacêutica Básica (Guaco e Espinheira-santa). Brasília: Diário oficial da União.

Ministério da Saúde. MS. (2010c). Portaria 886, de 20 de abril de 2010. Institui a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Diário oficial da União.

Ministério da Saúde. MS. (2008). Portaria Interministerial nº 2960, de 9 de dezembro de 2008, aprova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília: Diário oficial da União.

Ministério da Saúde. MS. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica (2009). A Fitoterapia no SUS e o Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.148 p.

Secretaria do Estado da Saúde de Minas Gerais. SESMG. (2009a). Deliberação CIB-SUS/MG 580, de 21 de outubro 2009. Dispõe sobre o incentivo financeiro visando à implantação e implementação da Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares no Estado de Minas Gerais/PEPICMG. Belo Horizonte: Minas Gerais.

Secretaria do Estado da Saúde de Minas Gerais. SESMG. (2009b). Resolução SES 2080, de 21 de outubro de 2009. Institui o incentivo financeiro visando à implantação e implementação da Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares/PEPIC-MG. Belo Horizonte:

Minas Gerais.

14

14 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 Secretaria do Estado da Saúde de

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

Secretaria do Estado da Saúde de Minas Gerais. SESMG. (2009c). Resolução SESMG 1885, de 27 de maio de 2009. Aprova a Política Estadual de Práticas Integrativas e Complementares. Belo Horizonte: Minas Gerais.

Secretaria do Estado da Saúde do Paraná. SESPR. (2001) Programa "Verde Vida" Secretaria Municipal de Saúde de Maringá Oficializado pela Portaria 009/2001, publicada em 02 de maio de 2001.

Secretaria do Estado da Saúde do Rio de Janeiro. SESRJ. (1997).Decreto 23052 de 16 de abril de 1997. Regulamenta a Lei 2537 de 16 de abril de 1996 que cria o Programa Estadual de Plantas Medicinais.

Secretaria do Estado da Saúde do Rio de Janeiro. SESRJ. (2004). Resolução SESRJ 1590, de 12 de fevereiro de 2001. Republicada no DOE 51 de 18 de março de 2004. Aprova regulamento técnico para a prática da Fitoterapia e funcionamento dos serviços de Fitoterapia no âmbito do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências.

15

15 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 Tabela 1 : Resumo da análise

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

Tabela 1: Resumo da análise de variância dos Kits analisados em notas (0 a 10) no questionário-inquérito 1 (S1= Sinonímia, AV = aspecto visual; EMB= embalagem; ROT= rotulagem; AG = aspecto geral) e no questionário-inquérito 2 (S2= Sinonímia ;PF = padrões fitotécnicos; CO = Caracteres organolépticos; CF= Caracteres físicos; CQ = caracteres químicos; NF = Nota final)

FV

GL

 

QM

S1

AV

EMB

ROT

AG

S2

PF

CO

CF

CQ

NF

TRAT

12

323,09 *

119,07 ns

163,76*

24,03*

2,14*

638,87

488,87*

386,53*

358,87*

170,51*

7,12*

RES

13

32,57

55,77

16,73

8,65

0,49

60,34

119,38

73,07

36,30

15,38

0,69

CV(%)

7,12

8,12

4,45

2,97

7,83

13,54

20,40

63,50

57,59

72,84

54,08

*significativo ao nível de 5% de probabilidade n.s.= não significativo

16

16 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 Tabela 2: Kits analisados em notas

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

Tabela 2: Kits analisados em notas (0 a 10) no questionário-inquérito 1 (S1= Sinonímia, AV = aspecto visual; EMB= embalagem; ROT= rotulagem; AG = aspecto geral) e no questionário-inquérito 2 (S1= Sinonímia, PF = padrões fitotécnicos; CO = Caracteres organolépticos; CF= Caracteres físicos; CQ = caracteres químicos; NF = Nota final).

KITS

   

Aspectos analisados

 

ANALISADOS

Localidade

 

S1

AV

 

EMB

ROT

 

AG

S2

PF

CO

CF

CQ

NF

Aromático

Minas Gerais

90

ABC

100

93

AB

100

A

8 AB

85A

50ABC

20ABC

0

C

0

B

0C

Espírito Santo

85

ABC

100

100

AB

100

A

9 AB

85A

50ABC

0 ABC

0

C

0

B

0C

Boldo

Minas Gerais

86

AB

90

80

BCD

80

B

7

AB

48

BC

30

C

0

C

20AB

20A

2

BC

Espírito Santo

94

AB

80

86

BCD

95

B

9

AB

35

BC

30

C

0

C

32AB

30A

0

BC

Cicatrizante

Minas Gerais

62

E

100

80

D

100

A

10

A

62ABC

70AB

10ABC

20AB

10AB

5A

Espírito Santo

54

E

80

70

D

100

A

10

A

54ABC

80AB

20ABC

30AB

10AB

4A

Erva cidreira

Minas Gerais

87

AB

100

75

CD

100

A

10

A

60AB

60ABC

40A

40A

20A

0

C

Espírito Santo

92

AB

95

80

CD

100

A

10

A

65AB

62ABC

40A

40A

30A

0

C

Erva doce

Minas Gerais

98

A

100

90

AB

100

A

10

A

40

BC

40ABC

30ABC

30ABC

10B

0

C

Espírito Santo

97

A

100

100

AB

100

A

10

A

30

BC

60ABC

20ABC

10ABC

0B

0

C

Estimulante

Minas Gerais

75

CDE

75

100

A

100

A

7,5 AB

60ABC

50ABC

0

BC

0

C

0B

4

A

Espírito Santo

56

CDE

80

100

A

100

A

8,7 AB

60ABC

30ABC

10

BC

0

C

0B

6

A

Expectorante

Minas Gerais

94

AB

100

100

A

100

A

9,2 AB

70A

30ABC

30ABC

10

BC

0B

3

BC

Espírito Santo

90

AB

80

100

A

100

A

10

AB

80A

50ABC

20ABC

0

BC

0B

2ABC

Flores

Minas Gerais

90

AB

100

100

A

100

A

10

A

75AB

60ABC

0

BC

0

C

0B

0

BC

Espírito Santo

90

AB

100

100

A

100

A

10

A

56AB

60ABC

10

BC

0

C

0B

2

BC

Ginseng/ginkgo

Minas Gerais

80

ABCD

80

90

ABCD

100

A

8,7 AB

60AB

80A

0 ABC

0

BC

0B

4AB

Espírito Santo

90

ABCD

100

90

ABCD

100

A

7,8 AB

70AB

80A

30ABC

10

BC

0B

4AB

Hepatoprotetor

Minas Gerais

85

ABCDE

100

90

ABCD

100

A

8,6 AB

80A

50ABC

40AB

20

BC

10B

3ABC

Espírito Santo

76

ABCDE

90

80

ABCD

100

A

10

AB

80A

40ABC

30AB

10

BC

0B

1ABC

Laxante

Minas Gerais

74

BCDE

90

95

ABC

100

A

6,5

B

40

C

50ABC

0

C

0

C

0B

0

C

Espírito Santo

65

BCDE

90

90

ABC

100

A

7,4

B

20

C

70ABC

0

C

0

C

0B

0

C

Plantas brasileiras

Minas Gerais

65

DE

80

100

A

100

A

9

AB

30

BC

20

BC

0

C

0

C

0B

0

C

Espírito Santo

63

DE

80

100

A

100

A

7,5 AB

45

BC

50

BC

0

C

0

C

0B

0

C

Produtos comerciais® com mais de 5 espécies.

Minas Gerais

70

BCDE

100

100

A

100

A

10

A

70A

60ABC

0

C

0

C

0B

0

C

Espírito Santo

75

BCDE

100

100

A

100

A

10

A

75A

80ABC

0

C

0

C

0B

0

C

17

17 ISSN 1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011 As médias seguidas de uma mesma

ISSN

1983-4209 - Volume 05– Número 01 – 2011

As médias seguidas de uma mesma letra não variaram estatisticamente pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. ns= não significativo. Valores expressos em percentual de médias por estado, sendo quinze cidades mineiras e cinco capixabas. Notas 100 a 90 – expressam o caráter ótimo dos kits; de 89 a 70 o caráter intermediário, bom dos kits; abaixo de 69 indica aspecto ruim ou péssimo. Valores de 0 a 10, no quesito nota final, expressam a aceitabilidade do consumidor ao produto final, onde, 10,0 a 9,0 indicam aspecto excelente do produto, com ampla aceitação e utilização pelos entrevistados após análise final; de 8,9 a 7,0 refletem a aceitabilidade moderada indicando que há alguma fonte de contaminação ou processamento inadequado; de 6,9 a 0 adverte o uso impróprio ao consumo, por precárias condições fitosanitárias e consequentemente a rejeição do produto pelo consumidor.