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MANUAL TÉCNICO SUPEROVULAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM TEMPO FIXO (SOVTF / TETF) 2010 1

MANUAL TÉCNICO

SUPEROVULAÇÃO E

TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM TEMPO FIXO (SOVTF / TETF)

2010

MANUAL TÉCNICO SUPEROVULAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM TEMPO FIXO (SOVTF / TETF) 2010 1
MANUAL TÉCNICO SUPEROVULAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM TEMPO FIXO (SOVTF / TETF) 2010 1
MANUAL TÉCNICO SUPEROVULAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES EM TEMPO FIXO (SOVTF / TETF) 2010 1

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Superovulação (SOV) e Transferência de Embriões (TE)

A transferência de embriões é uma técnica utilizada atualmente para disseminar a genética de

fêmeas de alta produção de forma mais rápida e prática. São produzidos embriões de uma fêmea doadora e transferidos a uma série de receptoras aptas a continuar a gestação. Os embriões podem ser produzidos in vitro (FIV) ou in vivo, através dos protocolos de superovulação de doadoras. Estas técnicas estão sendo constantemente estudadas, pois ainda há grande variabilidade de resultados na produção de embriões viáveis e na obtenção de boas taxas de prenhez.

Este manual tem por objetivo informar ao profissional do campo, de maneira clara e objetiva as vantagens e limitações das diferentes técnicas de superovulação de doadoras e sincronização de receptoras, fornecendo base para a escolha da melhor técnica em função das características do rebanho e da propriedade.

A. Entendendo a Fisiologia para Estabelecer o Protocolo de SOV

O crescimento dos folículos ovarianos nas fêmeas bovinas se dá em ondas, geralmente duas ou três

por ciclo. Cada onda pode ser dividida em 3 fases:

Recrutamento:

Quando vários folículos primários passam a se desenvolver concomitantemente. Esta fase é dependente do FSH (Hormônio Folículo Estimulante).

Seleção, divergência e dominância:

Fase na qual um folículo cresce mais que os outros, tornando-se dominante e inibindo o crescimento dos demais (subordinados). Nesta fase, o crescimento do folículo dominante torna-se dependente também de pulsos basais de LH (Hormônio Luteinizante).

Ovulação ou atresia:

O folículo dominante produz altos níveis de 17β-estradiol, que na ausência de progesterona, induz a

liberação de um pico de GnRH, que por sua vez, induz um pico de LH e, conseqüentemente, ovulação. No entanto, se houver um corpo lúteo ativo, os níveis de progesterona estarão altos (fase luteal) inibindo a liberação de LH (feedback negativo). Então, o folículo dominante entra em atresia, e uma nova onda de crescimento folicular se inicia, alguns dias após.

A última onda folicular de cada ciclo culmina com a regressão do corpo lúteo (induzida pela

prostaglandina F2α liberada no útero). Com a diminuição dos níveis de progesterona, cessa-se a inibição sobre o LH e um pico pré-ovulatório é liberado, induzindo o crescimento final do folículo, sua ovulação e posterior luteinização, formando o novo corpo lúteo.

Este processo é ilustrado nas Fig. 1 a 3.

corpo lúteo. Este processo é ilustrado nas Fig. 1 a 3. Fig.1 -. Fases do crescimento
corpo lúteo. Este processo é ilustrado nas Fig. 1 a 3. Fig.1 -. Fases do crescimento

Fig.1 -.Fases do crescimento folicular:

recrutamento (dependente de FSH); Seleção e dominância (dependente de LH); Ovulação ou atresia (na dependência da presença o não do pico pré-ovulatório de LH)

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Fig.2 - Esquema de ciclo estral com 2 ondas foliculares. A primeira onda culmina com
Fig.2 - Esquema de ciclo estral com 2 ondas foliculares. A primeira onda culmina com

Fig.2 - Esquema de ciclo estral com 2 ondas foliculares. A primeira onda culmina com a atresia do dominante por falta do pico pré-ovulatório de LH (fase luteínica). A segunda onda culmina com a ovulação (fase folicular, baixa progesterona e pico pré-ovulatório de LH).

Fig.3 - Esquema de ciclo estral com 3 ondas foliculares. A primeira e a segunda onda culminam com a atresia dos dominantes por falta do pico pré- ovulatório de LH (fase luteínica). A terceira onda culmina com a ovulação (fase folicular, baixa progesterona e pico pré-ovulatório de LH).

O protocolo de superovulação (SOV) deve possibilitar que todos, ou a maior parte, dos folículos

recrutados se desenvolvam e ovulem. O uso de um hormônio folículo estimulante – FSH (FOLLTROPIN ® ) exógeno é essencial para que isso ocorra, porque suplanta o efeito inibitório do folículo dominante, favorecendo o crescimento dos folículos subordinados.

Para se conseguir a ação estimulante sobre todos os folículos em crescimento, com produção de oócitos viáveis, o FSH deve ser administrado antes do momento da divergência da onda folicular, isto

é, na ausência do folículo dominante. Caso contrário, os folículos que estiverem em processo de

atresia nesse momento, apesar de responder ao estímulo de crescimento, irão produzir oócitos de baixa qualidade que, por sua vez, terão baixa taxa de fertilização e/ou produzirão embriões de baixa

qualidade ou mesmo degenerados. O excesso de estímulo devido a altas doses de FSH também produz diminuição da qualidade dos oócitos.

A melhor referência para se avaliar se o protocolo e a dose de FSH foram adequados para a doadora coletada é a relação: nº de estruturas viáveis x nº de estruturas totais. Se essa relação está acima de 70%, o resultado da coleta foi positivo. No entanto, se o nº de estruturas viáveis for abaixo de 70%, é

O departamento

preciso reavaliar alguns parâmetros para que a próxima coleta seja mais eficiente. técnico da Tecnopec pode auxiliá-lo nessa avaliação e tomada de decisão.

Para se obter sucesso no programa de SOV é imprescindível iniciar a aplicação de FSH na emergência da onda folicular.

Face aos novos conhecimentos de dinâmica folicular, conclui-se que, um importante componente aleatório responsável pela variabilidade dos resultados da SOV nos protocolos clássicos, é a imprevisibilidade do início da onda folicular e do momento da presença ou não do folículo dominante, uma vez que a fêmea pode apresentar um ciclo de 2 ou mais ondas.

Outro componente aleatório muito importante nos protocolos clássicos é a baixa eficiência de detecção de estro (cio), uma vez que o estro determina o início do tratamento SOV e o momento para inseminação da doadora nesses protocolos (Tabela 01).

o estro determina o início do tratamento SOV e o momento para inseminação da doadora nesses

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Tab.01 - Porcentagem de observação de estros em função do método de detecção. Bo, 2002.

Método de detecção

Cios detectados

Observação casual Observação por ordenhadores Observadores treinados (2 x dia) Observação + pintura base cauda Observação por 24 hora/dia

43 %

50 %

%

50

%

89 %

71

Superovulação em Tempo Fixo (SOVTF)

Programas atuais de superovulação utilizam a técnica de sincronização da onda folicular, para iniciar a SOV no melhor momento possível, isto é, no início do desenvolvimento dos folículos. Além de controlar a dinâmica folicular, os novos protocolos controlam também o momento do início das ovulações, permitindo que a doadora seja inseminada em tempo fixo, sem observação de cio. A seguir, conhecimentos básicos de controle farmacológico do ciclo estral serão apresentados para melhor entendimento desses tratamentos.

Como Controlar as Várias Fases do Ciclo Estral?

Os novos tratamentos SOV e inovulação em tempo fixo se tornaram possíveis graças aos esforços de muitos pesquisadores que encontraram métodos farmacológicos de controle de cada fase do ciclo estral em diferentes estágios do ciclo.

Sincronizar a emergência de uma nova onda folicular de forma precisa em qualquer fase do ciclo estral

A associação de progesterona (dispositivo de liberação lenta - Primer ® ) e estrógeno (Benzoato de Estradiol – RIC-BE ® ) permite a emergência de uma nova onda folicular 4 dias pós-tratamento, independentemente da fase do ciclo em que a fêmea se encontra;

Induzir o crescimento folicular

Utilizando-se Hormônio Folículo Estimulante (FSH - Folltropin ® );

Por aplicação de prostaglandina (Prolise ® ) e retirada do dispositivo de progesterona (Primer ® );

Utilizando-se LH (Lutropin ® ) ou Lecirelina (Gestran Plus ® )

Controlar a duração da fase luteal

Induzir a ovulação de folículos maduros

Fig. 04. Desenho esquemático da ação hormonal na SOV

Superovulação Superovulação em em tempo tempo fixo fixo

BE BE PGF PGF LH LH 2αααα 2αααα P4 14 14 FSH FSH 10 10
BE BE
PGF PGF
LH LH
2αααα 2αααα
P4
14
14
FSH FSH
10
10
6 6
2
2

mm

mm

Dia Dia 0 0

Dia Dia 4 4

Dia Dia 7 7

Dia Dia 8 8

P4 14 14 FSH FSH 10 10 6 6 2 2 mm mm Dia Dia 0

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Vantagens da SOVTF

Elimina-se a necessidade de observação de cio para iniciar um protocolo

Aplicação do FSH no momento ideal, resultando em melhores respostas de superestimulação ovariana

Viabilidade da redução de doses

Melhora da qualidade e padronização dos embriões produzidos

Retorno mais rápido das doadoras à ciclicidade

Economia nos custos da superovulacão

Melhor aproveitamento do tempo do profissional (agendamento das coletas e possibilidade de programar várias doadoras ao mesmo tempo)

Melhor aproveitamento do sêmen, possibilitando diminuir o número de inseminações

Melhora da taxa de ovulação e diminuição da incidência de cistos

Em vista do exposto até aqui, conclui-se que o controle hormonal do ciclo estral da doadora melhora significativamente a produtividade na Transferência de Embriões.

Características e seleção dos hormônios utilizados na SOVTF

O Benzoato de Estradiol (RIC-BE ® ) é o análogo que apresenta farmacologia mais semelhante ao

17β-Estradiol, permanecendo ativo por 3 dias após a aplicação. Quando associado à progesterona, induz atresia de todos os folículos ovarianos, em qualquer fase do ciclo estral, com a emergência de

nova onda folicular de forma precisa, em 4 dias (com alta confiabilidade > 95%), o que permite iniciarmos as aplicações de FSH no momento ideal, melhorando os resultados.

Num protocolo de SOV, não se deve utilizar os estrógenos, como indutores de ovulação por que:

1) Provocam maior variabilidade do momento de ovulação que o GnRH ou LH. 2) Há um risco de estimulação excessiva por estrógenos. Lembrar que na SOV, tem-se um grande número de folículos produzindo estrógenos e, adicionado à aplicação exógena, cria-se problemas em relação à fertilização do óvulo, sua migração tubárica e à qualidade do ambiente uterino, podendo diminuir os resultados.

O crescimento dos folículos é induzido por aplicações exógenas de FSH (FOLLTROPIN ® ). O

hormônio utilizado para superovulação deve ter baixos níveis de contaminação por LH. Excesso de LH prejudica a qualidade dos embriões produzidos, diminui a taxa de ovulação (cistos) e dificulta a captação oocitária pela tuba (crescimento exacerbado do estroma ovariano).

Tab 2. Comparação entre diferentes níveis de contaminação de LH no hormônio utilizado na superovulação (400 mg de FSH) em vacas holandesas. (Mapletoft, R.; Canadá, 2002).

 

Óvulos / Embriões

 

Tipo de

N

CL

Total

Fert%

Transf%

Gonadotrofina

100% LH

21

10,2

7,3

5,3 (73%)

4,0 (55%)

32% LH

20

11,1

6,4

4,6 (72%)

3,9 (61%)

16% LH

         

(Folltropin)

20

15,6

13,6

9,7 (71%)

7,7 (57%)

0% LH

20

17,2

13,2

8,3 (63%)

5,5 (42%)

O GnRH (Gestran Plus ® ) se mostra mais eficaz que os estrógenos, por produzir uma sincronização

melhor da ovulação e, por não induzir efeitos indesejáveis. Sua ação normalmente produz respostas ovulatórias excelentes. Como o Gestran Plus ® estimula o pico endógeno de LH da doadora, a

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produz respostas ovulatórias excelentes. Como o Gestran Plus ® estimula o pico endógeno de LH da

variabilidade na idade dos embriões (gerada pela ovulação não simultânea dos folículos) e a taxa de ovulação depende diretamente da quantidade e do padrão de liberação de LH hipofisário da mesma.

O LH exógeno (LUTROPIN ® ) tem a mesma farmacologia que o LH endógeno e, como é administrado em uma única aplicação, atinge rapidamente a circulação sangüínea, mimetizando o pico pré- ovulatório, em alta dose, garantindo a ovulação bem sincronizada de todos os folículos responsivos. Consequentemente, na coleta se observa uma padronização dos estágios de desenvolvimento embrionário devido a maior concentração das ovulações, viabilizando a diminuição do número de inseminações por doadora, melhor taxa de ovulação e maior proporção de embriões de ótima qualidade.

Tab 3. Comparação entre GnRH (Gestran Plus ® ) e LH (Lutropin ® ) na indução de ovulação de doadoras Nelore superovuladas em tempo fixo (P24). Baruselli et al, 2006.

 

LH (n=10)

GnRH (n=10)

Estruturas totais

5,9 ± 0,3

6,0 ± 0,5

Embriões Grau 1

5,0 ± 0,4

3,9 ± 0,5

Não fertilizados

0,0 ± 0,0

0,7 ± 0,3

Congeláveis

5,4 ± 0,3

4,8 ± 0,4

B. AVALIAÇÕES PRÉ-COLETA

É fundamental para o sucesso das técnicas reprodutivas, avaliar as características dos animais que serão trabalhados, antes de iniciar um protocolo de SOV, quanto ao:

Estado sanitário do animal e da propriedade

Animais com problemas clínicos, ou soropositivos para doenças como brucelose, leptospirose, IBR, BVD entre outras, não devem participar dos programas de SOV e TE (Transferência de Embriões), visto que, além de comprometer os resultados, poderão disseminar essas doenças através dos embriões (caso não seja utilizada a tripsina na manipulação dos mesmos).

Da mesma forma, se o animal em questão está sadio, mas o rebanho apresenta animais doentes, lembre-se que esse animal está num local de alto risco sanitário, sujeito a problemas que comprometam o sucesso da técnica e do profissional.

Estado corporal do animal

Animais com baixo escore corporal não respondem adequadamente a tecnologias reprodutivas em geral. Contudo, as doadoras bovinas, na maioria das vezes, são obesas. O excesso de peso também compromete a obtenção de resultados, devendo-se evitar trabalhar com essas duas categorias animais.

Manejo nutricional da propriedade

Vários tipos de manejo nutricional são relacionados à diminuição de resultados, podendo citar o uso de nitrogênio não protéico na alimentação de doadoras ou receptoras; dietas com níveis excessivamente altos de proteínas ou carboidratos; deficiências minerais e vitamínicas; variações bruscas na dieta, gerando estresse ao animal e perda da adaptabilidade da flora digestiva, entre outros.

Seleção de animais melhoradores

Se a SOVTF / TETF visa multiplicar a genética de animais superiores, devemos dar preferência em colocar num programa, animais com bons índices reprodutivos e produtivos e sem indícios de patologias que possam ser geneticamente transmitidas à descendência.

reprodutivos e produtivos e sem indícios de patologias que possam ser geneticamente transmitidas à descendência. 6

6

Infra-estrutura e mão-de-obra

A presença de troncos adequados, laboratórios limpos, equipamentos de desinfecção, entre outras estruturas são essenciais para a realização adequada do serviço de coleta, manipulação embrionária e inovulação nas receptoras.

Outro ponto fundamental é a mão-de-obra da propriedade. Deve-se sempre lembrar que, em grande parte, o sucesso depende da ajuda de colaboradores. Portanto, é preciso cercar-se de pessoas cuidadosas e responsáveis. O treinamento dos funcionários deve ser feito de forma criteriosa, para que realizem, adequadamente, os procedimentos necessários.

C. PROTOCOLOS DE SOVTF

Abaixo estão descritos protocolos de SOVTF que apresentam resultados muito consistentes. Existem outras possibilidades de protocolos que também proporcionam bons resultados, contudo, são variações desse mesmo princípio. Não é intuito desse manual divulgar receitas prontas, mas sim, fornecer parâmetros para que os profissionais selecionem o método de trabalho que melhor se adapte à sua realidade.

Tab.4 – Protocolo SOVTF Tecnopec – Doadoras Zebuínas

 

Manhã (6:00)

Tarde (18:00)

Dia 0

Inserir PRIMER ® + 3 ml RIC-BE ®

 

Dia 4

Folltropin ® 20%

Folltropin ® 20%

Dia 5

Folltropin ® 15%

Folltropin ® 15%

 

Folltropin ® 10%

Folltropin ® 10%

Dia 6

+ 2ml Prolise ®

Dia 7

Folltropin ® 5%

Folltropin ® 5% + retirar PRIMER ®

Dia 8

Lutropin ®

1ª IA

Dia 9

2ª IA

 

Dia 15

Coleta dos Embriões

+ retirar PRIMER ® Dia 8 Lutropin ® 1ª IA Dia 9 2ª IA   Dia
+ retirar PRIMER ® Dia 8 Lutropin ® 1ª IA Dia 9 2ª IA   Dia

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Nos anos de 2006 e 2007 a Tecnopec, em parceria com a FMVZ-USP, realizou experimentos objetivando diminuir o número de aplicações de Folltropin ® para facilitar o manejo dos programas SOVTF (Tab. 5), demonstrando ser viável o uso deste protocolo em fêmeas zebuínas.

Tab.5 – Protocolo SOVTF Tecnopec – Doadoras Zebuínas 3 aplicações FSH

Manhã (6:00)

Tarde (18:00)

Dia 0

Inserir PRIMER ® + 3 ml RIC-BE ®

Dia 4

Folltropin ® 39%

Dia 5

Folltropin ® 39%

Dia 6

Dia 7

Folltropin ® 22%

+ 2 ml Prolise ® + retirar PRIMER ®

Dia 8

Lutropin ®

1ª IA

Dia 9

2ª IA

Dia 15

Coleta dos Embriões

Prolise ® + retirar PRIMER ® Dia 8 Lutropin ® 1ª IA Dia 9 2ª IA
Prolise ® + retirar PRIMER ® Dia 8 Lutropin ® 1ª IA Dia 9 2ª IA

8

Para as doadoras taurinas deve-se seguir o protocolo com 8 aplicações de Folltropin ® , descrito na tab. 6.

Tab 6. Protocolo SOVTF Tecnopec - Doadoras Taurinas

 

Manhã (6:00)

Tarde (18:00)

Dia 0

Inserir PRIMER ® + 3 ml RIC-BE ®

 

Dia 4

Folltropin ® 20%

Folltropin ® 20%

Dia 5

Folltropin ® 15%

Folltropin ® 15%

 

Folltropin ® 10%

Folltropin ® 10%

Dia 6

+ 2 ml Prolise ®

Dia 7

Folltropin ® 5%

Folltropin ® 5% + retirar PRIMER ®

Dia 8

 

Lutropin ®

Dia 9

1ª IA

2ª IA

Dia 15

Coleta dos Embriões

Dia 9 1ª IA 2ª IA Dia 15 Coleta dos Embriões Consultar nosso Departamento Técnico sobre

Consultar nosso Departamento Técnico sobre as dosagens de Folltropin ® e Lutropin ® para os protocolos de SOVTF.

nosso Departamento Técnico sobre as dosagens de Folltropin ® e Lutropin ® para os protocolos de

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D. MANEJO DAS RECEPTORAS (Transferência de Embriões em Tempo Fixo - TETF)

As receptoras de embriões necessitam de cuidados tão rigorosos quanto os dispensados às doadoras. Os cuidados, em relação à sanidade, nutrição, manejo, mineralização e fertilidade, influem de forma significativa sobre os resultados da técnica.

Fêmeas cruzadas (zebu x taurino) jovens, com boa capacidade de conversão alimentar (mesmo com forrageiras menos nobres), com alta fertilidade e boa habilidade materna são consideradas as melhores receptoras, por isso, mais procuradas. Em relação aos custos totais da tecnologia de transferência de embriões, as receptoras representam a parte mais significativa.

Adquirir, alimentar, vacinar, mineralizar, medicar e disponibilizar mão-de-obra para manter esses animais ociosos no rebanho, aguardando a oportunidade de receberem embriões e se tornarem prenhes, geram custos elevadíssimos. Em vista disso, tecnologias que consigam melhorar o aproveitamento e diminuir o período ocioso desses animais na propriedade mostram grande viabilidade econômica.

Sincronização de receptoras

A sincronização do ciclo estral entre doadoras e receptoras é fundamental para que as taxas de prenhez sejam as mais elevadas possíveis. No caso de embriões produzidos in vitro (FIV), o estágio do embrião deve ser compatível com a condição uterina para a manutenção da gestação. A condição uterina e perfil hormonal devem ser o mais semelhante possível em relação à doadora, sob o risco de morte embrionária precoce. Com essa preocupação em mente, vários estudos foram realizados e alguns protocolos desenvolvidos.

Métodos tradicionais de sincronização

Observação de cios ou Sincronização com prostaglandinas

Baseia-se na observação de cios, em lotes muito grandes de fêmeas, selecionando aquelas que manifestarem cio, entre 24 horas antes e 24 horas depois do cio da doadora (ou da aplicação do indutor de ovulação nesta). Esses animais são separados e avaliados no dia da inovulação dos embriões. São métodos de baixíssimo aproveitamento, gerando necessidade de trabalhar-se com grande número de receptoras, gerando alto custo de manutenção.

Método moderno: Inovulação em tempo fixo (TETF)

Baseia-se nos mesmos princípios fisiológicos utilizados no controle hormonal do ciclo estral, já discutidos anteriormente. Como principais diferenciais a destacar, em relação às técnicas tradicionais, podemos citar:

Alta taxa de aproveitamento das fêmeas tratadas

Melhora da fertilidade, com maiores taxas de prenhez

Perfeito sincronismo entre doadora e receptora

Eliminação da necessidade da observação de cios (e das falhas decorrentes disso)

entre doadora e receptora Eliminação da necessidade da observação de cios (e das falhas decorrentes disso)

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Fig. 05. Visualização da dinâmica folicular ao protocolo

SincronizaçãoSincronização dede ReceptorasReceptoras comcom FolltropinFolltropin FSHFSH ++ BEBE +PGF+PGF BE BE
SincronizaçãoSincronização dede ReceptorasReceptoras comcom FolltropinFolltropin
FSHFSH ++ BEBE +PGF+PGF
BE BE
22αααααααα
↑↑↑↑↑↑↑↑P4P4
P4P4
14
10
mm
6
2
Dia 17
Dia 0
Dia 5
Dia 8
Inovulação

Este protocolo apresenta ótimos resultados até em lotes de receptoras com condição corporal um pouco abaixo do ideal, mas é necessário o cuidado de aplicá-lo somente em animais púberes.

Tab.11. Protocolo de TETF Tecnopec

Manhã (8:00 h)

Inserir PRIMER ® + 2 ml RIC-BE ®

Retirar PRIMER ® + 1 ml RIC-BE ® + 1,5 ml Prolise ® + 0,5 ml Folltropin ®

Inovular Embrião

Dia 0

Dia 8

Dia 17

® Inovular Embrião Dia 0 Dia 8 Dia 17 Vantagens do uso de Folltropin ® em

Vantagens do uso de Folltropin ® em receptoras

O FSH purificado (Folltropin ® ) é utilizado também nos programas de sincronização em tempo fixo para receptoras de embrião. Recomenda-se, a sua aplicação na retirada dos dispositivos (D8). Nessa situação, a taxa de aproveitamento melhora consideravelmente e os animais tratados destacam-se em relação ao aproveitamento e taxa de prenhez.

Com um estímulo extra ao crescimento final do folículo dominante, é possível obter uma maior taxa de ovulação e formação de um corpo lúteo de excelente qualidade e bastante ativo na produção de

uma maior taxa de ovulação e formação de um corpo lúteo de excelente qualidade e bastante

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progesterona. Os resultados a campo desse protocolo, acima citado, variam de 70 a 80% de taxa de aproveitamento, muito mais expressiva que o aproveitamento observado em outros métodos (prostaglandinas ou cios naturais).

Econômica e tecnicamente falando, isso representa:

Alta taxa de aproveitamento das receptoras

Diminuição do período ocioso das receptoras

Alto giro de receptoras

Maior número de prenhezes produzidas, num mesmo período de tempo, em relação a outros

métodos

Diminuição dos custos de manutenção dos animais

Viabiliza-se trabalhar

com

lotes menores, mantendo a exigência de animais aptos à

inovulação

Maior lucratividade à propriedade

 

DICAS TECNOPEC

Indução de Puberdade em Novilhas

Um detalhe importante a citar é a realização de programas de Indução de Puberdade durante o período de quarentena, quando se utilizam novilhas para a reposição do lote de receptoras. O uso de estrógeno e progesterona na indução vai estimular a ciclicidade dessas fêmeas e melhorar as condições de resposta aos protocolos de TETF.

Tabela 5. Protocolo de indução de puberdade para novilhas pré-púberes

2 ml RIC-BE ® 1 ml RIC-BE ® Reavaliação do lote PRIMER ® D0 D8
2 ml RIC-BE ®
1 ml RIC-BE ®
Reavaliação do lote
PRIMER ®
D0
D8
D20 - 30

Aplicação de Gestran Plus ® na inovulação

No dia da inovulação do embrião na receptora, a grande maioria dessas fêmeas apresenta um

(GnRH),

induz-se a ovulação desse folículo, com posterior formação de um segundo corpo lúteo (chamado de

folículo dominante presente no ovário. Dessa forma, aplicando-se 1 ml de Gestran Plus

®

CL

acessório). Após sua maturação, há mais progesterona circulante que animais que têm apenas

um

único corpo lúteo, provocando uma melhora nas taxas de prenhez. No entanto, quando se utiliza

um protocolo completo na receptora, ou seja, com Folltropin ® no D8, este manejo extra não é necessário.

Conclusões finais

As técnicas de SOVTF e TETF melhoram expressivamente a produtividade de embriões, preservando a fertilidade dos animais tratados, possibilitando a programação das coletas e inovulações independentemente da observação de cios e, finalmente, reduzindo os custos do programa.

das coletas e inovulações independentemente da observação de cios e, finalmente, reduzindo os custos do programa.

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LINHA DE PRODUTOS TECNOPEC

LINHA DE PRODUTOS TECNOPEC PRIMER ® - Dispositivo intravaginal bovino, impregnado com progesterona, utilizado em

PRIMER ® - Dispositivo intravaginal bovino, impregnado com progesterona, utilizado em programas de sincronização de fêmeas bovinas para inseminação artificial e transferência de embriões. Apresentação:

Pacotes com 5 e 10 dispositivos.

PROLISE ® - (PGF2α), hormônio à base de D-cloprostenol, de alta potência e eficácia. Utilizado para lise do corpo lúteo em programas de IA, TE, indução de partos e tratamento de cistos luteinicos. Apresentação:

Frascos de 20 e 50 ml.

FOLLTROPIN ® - (FSH-p), hormônio folículo estimulante purificado, com baixa contaminação de LH, utilizado para superovulação de doadoras de embriões bovinas, caprinas e ovinas e também nos programas IATF e TETF. Apresentação: Frasco com 400 mg de FSH e diluente de 20 ml.

LUTROPIN ® - (LH-p), hormônio luteinizante puro, utilizado para indução de ovulação e formação de corpo lúteo, tratamento de cistos foliculares, indução da liberação de testosterona em machos. Utilizado em protocolos de superovulação em doadoras (como indutor da ovulação) e na IATF de novilhas. Apresentação:

Frasco de 20 ml (25 mg).

GESTRAN PLUS ® - análogo sintético de GnRH, à base de Lecirelina, de alta potência, longa duração e melhor custo. Suas indicações são indução de ovulação em programas reprodutivos (IA, IATF, TETF e SOVTF) e no tratamento de vacas repetidoras de cio e cistos ovarianos. Apresentações: Frascos de 20 ml.

RIC-BE ® – Benzoato de Estradiol na concentração de 1 mg/ml. Associado à progesterona induz atresia folicular com posterior emergência de nova onda folicular em 3 a 4 dias. Após a retirada da progesterona, pode ser utilizado como indutor da ovulação em programas IATF. Apresentação: Frascos de 50 ml.

SYNGRO ® - meio de cultivo utilizado para manter embriões oriundos de coleta das doadoras de embrião (SOV) ou produzidos através da fertilização in vitro (FIV), por mais de 12 horas. Não contém produtos de origem animal. Apresentação: Bolsas de 50 ml e caixa com 6 ampolas de 8 ml cada.

Em caso de dúvidas, dispomos de uma equipe técnica capacitada e pronta a lhe atender.

reproducao@tecnopec.com.br

e pronta a lhe atender. reproducao@tecnopec.com.br Tecnopec Ltda. Rua Emilio de Souza Docca, 480 São Paulo

Tecnopec Ltda. Rua Emilio de Souza Docca, 480 São Paulo – SP CEP 04379-020 (11) 5671-7070.

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