Вы находитесь на странице: 1из 236
CONT 0102650000000 - BC nia monetiia e financeir SUMARIO GERAL CAPITULO 1 AMOEDA E 0 SISTEMA MONETARIO CAPITULO 2 A TEORIA QUANTITATIVA DA MOEDA ANTES DE FRIEDMAN. « sol CAPITULO 3 ADEMANDA POR MOEDA, A ESCOLHA DE ATIVOS. EAPREFERENCIA PELA LIQUIDEZ EM KEYNES. ..... a CAPITULO 4 MODELOS NBOCLASSICOS KEYNESIANOS DE DEMANDA POR MOEDA .....-..- seers caPfTULO 5 A DEMANDA POR MOEDA NO MODELO MONETARISTA: ANOVA TEORIA QUANTITATIVA DA MOEDA. sere BS: CAPITULO 6 OBANCO CENTRALE O SISTEMA MONETARIO .. «101 CAPITULO 7 OPERACIONALIDADE DA POLITICA MONETARIA: OBJETIVOS E INSTRUMENTOS.... ceveeveeeee LIB. CAPITULO 8 OPERACIONALIDADE DA POLITICA MONETARIA: FORMACAO DA TAXA DE JUROS. coh ert CAPITULO 9 A TEORIA DA POLITICA MONETARIA NO MODELO DE KEYNES . . 165 CAPITULO 10 A'TEORIA DA POLITICA MONETARIA NO MODELO KEYNESIANO, . 181 CAPITULO 11 A TEORIA DA POL{TICA MONETARIA. DO MODELO MONETARISTA ... CAPITULO 12 A‘REORIA DA POL{TICA MONETARIA NOVO-CLASSICA, . «+++ 213 CAPITULO 13 RELAGOES E MERCADOS FINANCEIROS CAPITULO 14 BANCOS COMERCIAIS. . captruto 13 INSTITUIGOES FINANCEIRAS BANCARIAS ENAO-BANCARIAS..... 274 CAPITULO 16 SISTEMAS FINANCEIROS .....+ CAPITULO 17 REGULAGAO E SUPERVISAO FINANCEIRAS «200220005 cAPfrULo 18 INOVACOES FINANCEIRAS E TRANSFORMAGOES ESTRUTURAIS DOS SISTEMAS FINANCEIROS. .... caPiruto 19 ‘TEORIAS DE ALOCACAO DE PORTFOLIO «... 1111389 CAPITULO 20 INVESTIMENTO, POUPANGA E FINANCIAMENTO...« CAPITULO 21 REGIMES CAMBIAI wees 08 CAPITULO 22 MOEDA, CAMBIO E POLITICA ECONOMICA EM UMA ECONOMIA ABERTA ..... eee 9 SUMARIO CAPITULO 1 AMOEDA E O SISTEMA MONETARIO . eeeeetesenen: Hee Intiodugdo. 4. 1 1. A Moedae suas Fungées - sed 2.A Crig de Meios de Pagarnentoeo SistemaMonetatio s+... 0.5 3. Os Agregados Monetérios ¢ o Conceito de Liquidez. : 7 4. A Base Monetiria, os Encaixes e 0 Redesconto. to 5,0 Balancete dos Bancos Comerciais ea Criagao de Crédito e Mocde ... 13 CAPITULO 2 A TEORIA QUANTITATIVA, DA MOEDA ANTES DE FRIEDMAN. . Introdugdo. ... 1. Os Priméedios da Teoria Quanitativa: o Debate Monetiro nos ‘Séeulos XVIII e XIX 7 2-Teoria Quanttativa: Verso de Transagbes de Fisher « 3, A Teoria Quantitativa na Versio dos Saldos Monetérios de Cambridge « 4. A Teoria Quantitativa da Moeda e seus Postulados Basicos. .... 5, Wickselle o Processo Cumalativo. ‘ 6, Era Wicksell um Quantitativista?. . a ‘Apenuive: Formalizado o Processo Cumlaivo de Wiksel CAPITULO 3 A DEMANDA POR MOBDA, A ESCOLMA DE ATIVOS EAPREFERENCIA Fea Oy ee eee aos ea Introduglo. .-.. +4 aL 1. Eeonomia Monetaia de Keynes. ete a2 2.Demanda por Moeda e Preferénci pela Liquidez cesee AG CAPITULO 4 ‘MODELOS NEOCLASSICOS KEYNESIANOS DE DEMANDA POR MOEDA . Introduedo. 1 Demanda Bapecuative: Modelo de Composigdo de Carteira de Tobin. 61 2, Demanda Transacional: a Abordagem de Estoques Baumol-Tobin. .. ..73 3. Assimettiade Informagioe Racionamentode Crédito .. 179 CAPITULO 5 AIDEMANDA POR MOEDA NO MODELO MONETARISTA: ANOVA TEORIA QUANTITATIVA DA MOEDA.....0¢0000++ 85 Tntrodugdo....-.. : 1 Broves Consideragdes cobre Teoria Monetarit@ ses. e+e++ 2, O Modelo de Demancla por Moeda de Friedman . iu 87 3, Difeengas dl Teovia Monetarista com Relate & Teoria Keynesiana 3 4, Demanda por Moeda na Hiperinflagio : cee 4 CAPITULO 6 OBANCO CENTRAL EO SISTEMA MONETARIO «..- Introdugio....... 1 Ofanco Cental, os Bancos co Sistema Monettio 2. OBalancete do Banco Centrale do Sistema Monetér 3.0 Maltiplicador Monetario ..- a 4. Clingdoe Destruigdo da Base Monetria 5. Criagio e Destruigio de Meios de Pagamento.. 6: Operaybes de Crago Destaigdo de Meios d Pagamento- ‘Apéndice: O Multiplicador Monetirio com Progresso Geométria. ...« 117 cAPErULO7 OPERACIONALIDADE DA POL{TICA MONETARIA: OBJETIVOS B INSTRUMENTOS. ....-+++++ seers e IB Inirodugo. 118, { Exruura Operacona da Poitica Moneta: Obj ‘Matas e Instrumentos ... 119 2. Uma Intodugao aos Conceitos Operacionis: 126 3 Instrumentos de Politica Monetéria 1128 CAPITULO 8 OPERACIONALIDADE DA POLITICA MONETARIA: FORMACAO DA TAXA DE JUROS.....0..sseeceseseceseeesss ses 144 Intodugio. ...... Ha Bad 1.0 Mercado de Reservas Bancéties as Ms 2, Proviso da Liquidez ...... 2 Conroe da Liguider: Opeagbes Compromistadas eLeibes informa 150 44, Controle da liquidez: Leildes Primérios Formais ......2+++++++++ 155 5. Formagio da Taxa de Juros no Curto Prazo. 160 CAPITULO 9 A TRORIA DA POLITICA MONETARIA NO MODELODE ee 165 Tntrodugio. 165 1 A Tesrieda Poicadonetiria de Keynes edos Pés-keynesianos «166 2, A Operagio da Politica Monetéria.. 10 531A Politica MonetériaPos-keynesiana Sera Sempre Eticaz? «+... 171 ‘Apéndice: O Prine(pio da Demanda Efetiva de John Maynard Keynes . «176 CAPITULO 10 ATEORIA DA POLITICA MONETARIA NO MODELO KEYNESIANO, . 181 Introdugio. aes : 181 1A Teotiada Politica Monetétia dos Velhos:Keynesianos, «+2... 182 2. 0 Reeeituério Velho-keynesiano co Modelo IS-LM. ..- 185 3. A Impoténcia da Politica Monctéria co Fiscalismo 2188 “Aptndieo: A Teoria da Politica Monetiria Keynesiana Horizonalista 196 CAPITULO 11 A TEORIA DA POLITICA MONETARIA DO MODELO MONETARISTA . Introdugto. .. a 1A Taxa Natural de Desemprego. =... 21 A Curvade Phillips com Expectatives Adapat 3. A Curva de Phillips Aceteracionista ..... 4, Friedman ¢ 0 Ativismo Monetario 5.OsCusios da Desinglagio ea Taxa de Sacrificio “Apéndice: A Matemstica das Expectativas Adaptativas CAPITULO 12 A TEORIA DA POL{TICA MONETARIA NOVO-CLASSICA. « Introdugdo. ... 7 1A Ineficeia da Polttica Monetiria 3. A Bficécia da Politica Monetaria de Surpresa .. 4. A Curva de Phillips de Lucas e a Methor Politica Monetaria 5, A Teseda Independéncia dos Bancos Centrais «+... 6, 0 Trindmio Credibilidade-Reputagto-Delegagao 7. As Metas Inflacionétias Apéndice: A Origem ea Evolugio da Curvade Philips CAPITULO 13 RELACOES E MERCADOS FINANCEIROS . rere Introdugio. Rorhaee Bd 1. Relagdes Financeras ¢ Creteimento Beondmico 2S 2, Relagdes Financeiras tee BBB, 3, Mercados Financeiros. .... tie 7 239 4, Sistemas Financeiros sete aa Ad CAPITULO 14 BANCOS COMERCIAIS, see sevees senses 252 Introdugzo. : 252 1 Hm Busca de uma etn dBancos Satie ss 2.0 Banco Comercial . sects 255 3, OSistema de Reserva Fraciondra: Uma Abordagem deBalango..... 257 4, A Firma Bancéia cette Se 263, 5. Banco, Riscos e Hedge : 268, 6.Intermedisrio de Poupanga ou Criador de Crédito.. +210 7. Bancos e Politica Monetitia. 2271 caPiTuto 15 INSTITUICOES FINANCEIRAS BANCARIAS E NAO+ BANCARIAS 24 Introdugio......2...000+5 24 1. Bancos tnsituigdes Financeiras Nifo-bancérias 2215 2. Bancos ..-..+-+ 2215 287 1288 3. Insituigdes Financeiras Nao-bancérias, 4, Outras Instituigées Atuantes no Mercado CAPITULO 16 SISTEMAS FINANCEIROS ..... aaetbe 292 Introdugio. 292 1, 0 Coneeito de Sistema Financeiro..... +. 2293 2. Hstruturas Financeiras Alternativas 1294 3.0 Sistema Financeiro Internacional... .. said CAPITULO 17 REGULACAO E SUPERVISAO FINANCEIRAS . see MB Introdugao. 1, Extomalidades Resultantes da Atividade Financeira 2, Assimetrias de Informaczo. 3, Regulago e Eficiéncia dos Mercados . 4, Bstratégias de Regulagiio Financetra ‘ 3. Supervisio de Conglomerados Financeiros ........226e008++ CAPITULO 18 INOVAGOES FINANCEIRAS E TRANSFORMAGOES ESTRUTURAIS DOS SISTEMAS FINANCEIROS. Tnodugio. : Is Inovagio Financeia e Maxdanga Bstatral 2. Raizes do Movimento de Inovagao Financeira’ Recente, . 5: Banspas roves eTrarsfomeyes Rests dos Stns Financeiros : 1337 337 338 340. 32 CAPITULO 19 ‘TEORIAS DE ALOCACAO DE PORTFOLIO weeeee Introdugio, 1 Alcago de Portflio em um Contexto de Inertoza ‘om Relagio ao Futuro... .. 360 2, Modelos Convencionsis de Alocagao de Pottfélio: Retorno, Risco e Diversificagdo ...-..seceeceeeeeseseeeeeee 366 -359 359, CAPITULO 20 INVESTIMENTO, POUPANGA E FINANCIAMENTO. Tntrodugio 1A Visio Convensional: A Hipotese da Poupanca Prévia 2, Bficigncia dos Mercados Financeiros, Fathas na Intermediagd0 entre Poupadores¢ Investidores....... vos BBB 3, Teoria de Keynes do Financiamento . 4, 0 Circuito Financiamento-Investimento-Poupan; 5. Baneos, Descasamentos de Vencimentos € 05 Li do Financiamento. .... 6. Alocagao de Poupangaeo Papel do Funding 7.0 Peso da Institucionalidade e da Historia, CAPITULO 21 REGIMES CAMBIAIS. Introdugho. . 7 I. Tipos de Regime Cambial |)... 2ccscccsseees : 2A Experiéncia Historica de Regimes de CambioFixo ¢Plutwante. 3. Regimes Cambiais Intermedirios .... ‘4.0 Regime Cambial eo Mercado de CAmbio no Brasil. CAPITULO 22 MOEDA, CAMBIO E POL{TICA ECONOMICA EM UMA ECONOMIA ABERTA . saunas sense 49 Introdugio. cease 429 1 Relagoes Biscas entre o Mercado de Cambio e0 Mercado Monetéio,. £30 2. A Politica Monetéria eo modeto Mundell-Fleming. vee BB 3. A Determinagio da Taxa de Cambio de Acordo com ‘Abordagem do Mercado de Ativos cece AAG Os Autores vos eeeereves 455 PREFACIO E AGRADECIMENTOS ste livro foi escrito para servir primariaments como texto bésico para os cursos, brigatérios pela presente estrutura curricular dos programas de graduagio em e:0- nomia, de Economia Monetéria Te Economia Monetéria Il, correspondentes 80s an- tigos cursos de Teoria Monetdvia e Moedas e Bancos. Sto poucos os manuais cexistentes no Brasil nesta frea, Os livros-texto disponfveis no mercado brasileiro, a despeito da sua maior ou menor qualidade especifica e da qualifieagdo de seus auto~ res, sofrem com algumas lacunas que, em nossa opinifo, criavam o espago para uma nova iniciativa nesta érea. Por um lado, hé manuais produzidos originariamente em ‘outros pafses, notadamente os Estados Unidos, que téin como principal limitaglo o espago excessivo dedicado A descrigao de insituigdes e mercados operantes naqueles pafses, com pouca ou nenhuma atengao dada, como é natural, 8s condigdes brasiei- tas, Oso de manuais sraduzidos do exterior, mesmo quando se adicionam eapttulos ‘ou ap2ndices sobre problemas locais, & um velho problema softido por todos os cue ‘ensinam matériss mais aplicadas. No caso de teoriae politica monetérias, problema 6 ainda mais grave, dada a natureza necessariamente institucional do tema, ‘Outros manuais apresentavam, a nosso ver, um problemia diverso. Nao se tata- ria propriamente de uma lacuna, mas de uma form alterativa de abordagem do pro- blema da moeda, Para alguns autores, como a emissio de moeda pode ser vista como ‘uma forma alternativa de financiamento de gastos pablicos, @ questo monetériade- vetia ser tratada, conseqlentemente, como aparentada de forma mais proxima a fi nangas pablicas, Em outras palavras, nesta abordagem, 0 tngulo priviegiado de ahorclagem da questo monetéria deveria ser colocado através da chamada restrisdo ‘orcamentéria do governo. ‘Nesta obra, néo discordamos, naturalmente, de que esta soja uma dlmensfoim- portante da questéo monetéria, mas nfo consideranios quo ese sea o Angulo mais f- {il para desenvolvero tema, Em nossa visio, o aaguto privilegiado deve sera natuicza ddamoeda como uma forma de riqueza, com caracteisticas muito particulares, mi tas vezes quase inacess{veis as primeiras investidas dos que se interessam pelo assin- to, Assim, a questio monetéria 6 abordada neste livro como parte de umm arcabougo te6rico voltado para oestudoda acumulagio de capital, privitegiando, em consequtn cia, temas como a demanda por liguidez, o papel da moeda na operagto dos sistemas financeiros, a dinimica destes sltimos, etc. Acreditamos, com iss0, estarmos contri~ buindo para a estruturagio da reflexdo sobre problemas monetirios colocendo-the novas demandas e abcindo-Ihe novas possibilidades, que, se ndo séo excludentes em relagfo & abordagem citada acima, acrescentam-lhes dimensées cuja importancia & croscentemente reconhecida. Adicionalmente, julgamos que se to a jlgamos que se toma rapidamente obsolcto, nas condigBes atuais de répida integragio monetéria e financeira intemacional, o privitégio dado, em praticemente todas a cadeias de problemas macroecondmicos, inclusive os mo- netérios, 8 operaco de economias fechadas. Por esta razfo, julgamos indispensivel pelo menos introduzir em nosso livro-texto as dimensdes fundamentais da questo ccambial enquanto dimensio da teoriae politica monetdrias. De acordo comeestas pre- copagies, 0 wvério dente manal encontrar, ns sees IV, V e Vis discusses abrangentese detalhadas,seja da operagio de sistemas financeiros, seja da dimensto intemacional da teoriac politica monetérias. Sesdo Capitulos 1 Mtrodusso a0 tiveo) u 2-ao 5 (Demanda por Moedo) uw 6 20 12 (Poliica Menetéria) Vv 19 0 18 (Sistema Financeiro} v 19 20 (inlermedingso Finenceiro) wl 21 022 (Cémbio) © propésivomaisimediato deste manual, de qualquer modo, 6 auxilia 0 ensino de gradagio dos cusos vltados para problemas moneévos. Neste particular, pro- curamos cobrir todos os temas relevantes radicionalmente explorades neste curso oferecendo, porém, nadivesificagaode assuntos abordados, saisfazer demandas por caminhos alternatives de extutragdo de cursos. (programa mais dina de Econo Moneta «antiga Tevia Moneta ¢ caberto na sep I. Esa segdo explora os modelos mais imports e conbecidos de éeranda por moedeexplorandoem dele a tora quanittiva racicioal (capo 2), nde so apresentacas sis de economists como Fisher e Wiksell ene ouos 0 tnd evn poe penta Yor ate pz due chaos ‘tse neclissca", como James Tone Willan Baumol apt 4), atulzada paraintroduic também debate acercado fenémeno deracionamento de crit, dis ido els chamados "Novos Keynesianos, como Sigh ind, borden elsion “construe” pr Milton Fiiedan em meados ds anos 5D, que cond depois nos ec0- noma chamados de "Novos Clésicos" (capitulo 5). Nesta ego, a principal inovagdo que tentamos introduzi foi a dscussio dues proposigdesfeitas pelo economistas inglés John Maynard Keynes a respeito dos motives paca a demands por liquide (capitulo 3), que so, na maioria das ma- ruais disponives, confundidas com as idéas de aulores que interpretaram e re- Consraeam a ora original dentiiearauomaticamente a dias de Keynes € de economisas "keynesianos" pode nfo sero modo mais produtivo de se refletir sobre estas questbes 46 0 curso de Economia Monetétia I (antes chamado de: Moedas ¢ Bancos) pode ser esteuturadoa patir da segfo II e alguns captulos da seglo IV, dependendo dMaénfase desejada pelo professor em uma visfo mais te6zica ou mais aplicada do pro- blema, Em ambos os casos, @introdugio ao problema da politica monetéria podria ser feita através da discussfo do capftulo 6, onde se estuda o Banco Central, seguido pelo capitulo 4, onde sc explora a natureza ea forma de operago de bancos comer- Fra. Juntas, estas instituigdes respondem pela criago dos meios de pagamento dis- poniveis em economias madernas, que séo o pape-mnoeda @ os depdsitos 2 vist. ‘Apésese inicio comum, cursos de énfases mais aplicada podem enfatizar mals 08 3 pitulos 7, 8 17, explorando a operacio das autoridades monetérias enquanto forma: Tadores de politica monetériaeceguladoresfsupervisores do sistema, Cursos mals of tentados pata a discussdo teérica podem apoiar-se nos captulos 9 812. Bate livro-texto est estruturado para permitc que esta estrtures bisicas suse ridas para cursos de graduagdo possam ser complementadas com aprofundamentos desejados pelos professorese alunos em diversas diegbes. Assim, por exemplo ano ‘curso mais tedrico quanto o mais aplicado de politica monetéria podem ambos ser ‘completados por reflexes sobre as restrigdes colocadas sobre esta politica pela aber tueada economi uilizando-se 0s capitulos 21 €22. 1 o curso de Economia Monetd- tia sobre demanda por mooda, pode completar a apresentagio dos modelos bésie>s ‘de oria monetéria pela discussto das relagdes entre estes modelos eas teorins de de ‘manda de ativos apresentadas na segdo V. ‘Finalmente, um certo nimero de cursos opcionais pode ser estruturad também com base neste manual. A adequada concepgao de cursos opeionais deve, natural- mente, ser deixada aos professores que venham a reger tais programas, mas algurias siigestdes sfo, cortamente,dbvias, como a possibilidade de estratragao de uma ca- ddeira voltada para mercados e instituigdes financeiras, a partir das seg6es IV e V. Este liv identifica cinco atores, mas, mais substantivamente, ele dove ser vis- to como um resultado do esforgo coletvo que vem sendo desenvolvido bé alguns tos por um grupo de economistas paricipantes do que se conttece como Grupo da ‘Moeda e Sistema Financeiro, cujo centro de operagées tem sido principalmente 0 Tostitato de Economia da UFRJ, apesar de nbrigar professores e pesquisadores de di- versas instituigbes. Assim, sem necessariamente tomé-los cimplices do resultado, tio podemos deixar de registrar 0 apoio eas contrbigdes feta, direta ou indireta- ante, aeste trabalho por Antonio José Alves, Jennifer Hermann, José Luiz Oreiroe ‘Rogerio Sobreira participantes de primeira hora deste grupo de pesquisa juntamente ‘com os autores. Na verdade, apenas a aceitagdo de outros compromissos por parte de ‘Antonio, Fennifer José Luize Rogério explica o fato de nfo estaenn lstados nestle ‘ro como autores, Também temos de agradecer 0 convivio intelectual que viebitizou tanto esta, quanto muitas outras iniciativas deste grupo, de Gustavo Braga, Lavinia Barros de Castro, Natalia Sourbeck e Helder Ferreira de Mendonca. O apoio presto pot Manoel Carlos de Castro Pres Cristina Barcellos& preparagio deste texto foi de grande valia.Através dos anos, discussdes com Antonio Barros de Castro, Femando Carlos Lima, Antonio Licha, Adriana Amado, Luis Fernando Cerqueita, Marcos Tor- res, Caio Cezar Lock Prates da Silveira, Fernando Ferrari Fitho, Carmem Feij6, Gil- berto Tadeu Lima e Ubicatan Iorio, bem como com Paul Davidson, Jan Kregel, Gary Dymski, Vicky Chick, Philip Arestis, Julio Lopez e Steve Fazzari, em muito contri- ‘bufram para o amadurecimento das idéias, posigdes ¢ teorias que so apresentadas, neste livo, O apoio de primeira hora e a orientagéo editorial de Ricardo Redisch ¢ Kia Alves, da Fi :pus, foram elementos essenciais para viabilizar a produ- ‘glo deste texto. ‘De certa forma, os agradecimentos mais importantes, contudo, sto dirigidos aos nossos altunos no Tnstitute de Economia da UFRI, no Departamento de Economia da UFF, ¢ das Faculdades Candido Mendes de Ipanema, que ndo apenas inspiraram estes ‘esforgos, como tambémnos permitizam, ainda que involuntariamente testar formula es eestruturas alternativas de teoriac politica monetéria para incluso neste livro. Rio de Janeiro, agosto de 2000. FICC, FEPS.,JS,LERP.eRS, a A MOEDA E 0 SISTEMA MONETARIO INTRODUGAO (O primeiro objetivo deste capitulo é definir o que é moe- a, identificar as suas fungGes e caracterfsticas essen- ciais. A moeda deve desempenhar as fungdes de meio de, troca, unidade de conta e reserva de valor. Para tanto, deve possuit algumas caracteristicas fisicas e econémi- ‘cas que possibilitam o desempenho de tais fungdes. Pos- terlormente, mosira-se que nao somente o Banco Central, ‘mas também os bancos comerciais podem eriar moeda. Define-se, entéo, que o conjunto de instituigdes criadoras, de meios de pagamento constitu’ o sistema bancério ou ‘monetério de uma economia, Importantes questées sfo ainda tratadas no capi lo,entre elas 0 significado do termo liquidez, que 6 ath bto que qualquer ativo possui, em maior ou menor grau, ‘de conseevar valor 40 longo do tempo e de poder ser con vertido em moeda, Por ditimo, apresentam-se algumas definigées cujo entendimento é essencial para o bom de: sempenho em um curso de economia monetétia ¢ finan- ceira, So apresentados os conceitos de base monetéria, cencaixes bancérios ¢ operagdes de redesconto. Todas es 50s definigdes slo estudadas através de argumentos eco- ndmicos ¢ através do uso de balangos estilizados dos bancos comerciais. 1. A MOEDA E SUAS FUNGOES ‘A moeda Gum objeto que responde a uma necessidade social decorrente da divisto do cialzo uidases de podugd ends, Os agentes econdmicos se orm sim, extremament interdopendentes. Necessitam fazer indmesas compras ¢ vends mv prfdos, eves, basante euros, Uma soeedade sem moda ti une vida sofia poco i, Olen pana coer unas cone men . sico e mental para se realizar tl iver nsuporvel or exenpl, dine deuna va inesperd, un vu de $ejos0 de adquirirum guarda-chuva e que tivesse um excedento em laranjas teria que nconta algun gue vese um excedente de purdvcvs que desea oc, haul moment, uma parcel dss excedete or lana, Es tipo de coincidén- cian sama de concdéncia mua econplnenar de necesiades es podem ; mas certamente sio raras € sua busca desgastafisica ¢ mentalmente os inte- ressados em transagGes tao especies. As uses dts sone seam ears em soiedaes com econo rin ‘8s, onde 0s individuos efou grupos familiares fossem basicamente auto-su iso one vo Jota patement nists uaa om gsc individue produzisse 0 que necessita¢ transacionasse somente quando hovesse um fxeeene, even o plnejado do sn pro, Ness soci um ino no necessita realizar transayBes para se proteger do fro, para comer, para acendee Togo, Quando (es) rasan sev exces podtivo coc ade oer um satisfago extra além das sues necessidades bisicas. O agente nfo depend da real «fo de uma transaedo para atenderas suas necessidades. A prolugio individual ov fa- nilar garante a satisfagdo de necessidades, As ransagées, quando realizada, gerariam satisfagio extra. Assim, no regime de toes deta, uma transageo €, ao mesmo tempo, "end de ma mera compre uma uta : "muna economia monetéia, os agentes ecebem suas remuner - da pom nt eer anos na exes. Adem tere pare compar 6 que desejarem e quando desejarem, em geral, sem qualquer perda de tempo ou 0 dlesgaste fisico e mental com as dificuldades em realizar transagBes que requerem co- incidéncias muito especificas. Quando desejam comprar guarda-chuvas, utiliza moeda, que possui aceitagto geral aqualquer tempo. A troca com intermediagio mo- netéria separa as transagies comerciais em operagdes de compra c operagdes de ven- 4a, permitindo um sistema de zrocasindretas. £ muito mais fil vender mercadorias «lou servigos por moeds e, posteriormente, comprar otras mercadorias ou servigas Pagando em moeda do que trocar coisas diretamente por coiss diferentes, A Fungo de intermedidrio de trocas 6 uma fungio bésica da moeda. Ao permits que vendas & ‘compras sejam fitas em datas diferentes, a moeda exerce@ fungio de meto de paga ‘mento, A moeda possu além desta funglo, mais duas: umidade de conta e reserva de a ion fino mela coca de papamenn jo denen 6 fang qu linia as ges das tangs cmecas qu stim mareantes em Tabata A Fungo unidadle de conta é extremamente importante. Nas sociedades capits- listas modernas, a divisio do trabalho transformow a produgdo ce mereadorias e st~ -vigos em um processo.complexo. Por vezes, inimeras frmas participam da produeio ‘de uma nica mereadoria (automéveis, por exemplo). Assim sendo, & necessério que ‘existam instrumentos que coordenem as decisdes de produgdo desses diversos agen- tes econdmicos. S20 0s contratos estabelecidos entre tais agentes que possiilitam ¢ refinada coordenagio que é necesséria entre os paticipantes desse complexo proces~ 50 produtivo, Os conttatos entre os trabaladores e as firmas fixam as tarefas que se ‘ao desempenhadas, ondinero de horas da jornacla de trabalho, o salério-monctério & Ser recebido, entre outros quesitos, Ox contratos entre as firmas estabelecem as datas de entregas de insumos, as suas especificagbes téenicas, 0 valor-moneto dos paga- imentosa serem feitos pelo comprador ete. Os contratos entteas firmas.e 0s bancos fi- ‘camo limite de crédito entre as partes, a taxa de jurbs, os pagamentos minimos que podem ser efetuados pela empresa ¢ muito mais. Pereebe-se asim, que hi algo que & ‘omum a todos 0s contratos: a unidade de medida monetéria da economia. ‘Os conteatos estabelecem fluxos de mercadorias efou servigos contre o page- mento em moeda (em uma determinada data), Os contratos nfo poderiam existi sem tuma unidade de conta que possibilitasse a determinagio da quantidade de unidades monetérias que liquidariam as suas obrigagécs. Conseqilentemente, a divisto acen- tuada do trabalho eo aumento da produtividade nao teriam corr sem um apuredo Sistema de coordenagfo, que é executado pelo conjunto de contratos de ums econo nia. Este, porsva vez, depende da Fungo unidade de conta da moeda para existir. Tal Tango também é essencial para as transagGes 8 vista. Els envolvem wm contra i Formal de recebimento de um produto efou servigo.e umm pagamento em unidades mo~ notérias, As transagdes & vista ocorrem, por exemplo, erm um restaurante, em Um su~ permereado ou, ainda, om um salo de eabeleiteiro. 0 [ao de no existralgum do= rento assinado néo isenta as partes de suas obrigagdes; o dever da parte que estéob- tendo a mercardoria e/ou servigo é fazer 0 pagamento de acordo com a unidade de ‘conta estabelecida a prior “A forma de Kiguidar uma obrigagio contratal (que se refere ao pagamente de ‘um aimero determinado de unidades monetarias) € através do uso da moeda cortente 'A moeda-de-conta, ou onidade de conta contrat, ¢ a representagao intangivel da ‘moeda; a moeda como meio de troca ou meio de pagamento 6 sua representagio con- creta, A fungio moeda-de-troca deriva da fungiio moeda-de-conta. A existéncie da oeda-de-troca 6 requerida porque se atribuem a todas as mexcadoria, servigos eal tvos de urna economia valores na forma da moeda-de-conta. A moeda-de-conta que aparece no conjunto de contratos estabelece qual serf a moeda corrente de uma eco hora, Assim, a moeda é aceita, em geral, por todos em todas as transagiies. Caso existam substtutos perfeitos para a moeds, tal como os depésitos & vista nos barcos comerciais (que permitem pagamentos com cheques), tas substitatos também terio a propriedade de liquidar dtvidas contratuais, também sero considerados moeds, "A Fungi unidade de conta da moeda, que aparece em todos os contratos de wna ‘economia, expressa a idéia de que o valor da quantidade de mioeda que 6 capaz. de i- AMOgDA € SISTEMA MONET&RIO. auidar # divide estabelevida no contrato, em uma determinada data futura, possi ‘aproximadamente a mestna capacidade de compra do presente (no momento da assi- natura do contrato) Portanto, a unidede de conte, enquanto representagio de valor 40s olhios do piblico, deve ser estavel, Conseqtlentemente, a moeda pode se tornar também reserva de valor. A fungio reserva de valor decone da existéncia de amplos rmercados fututos evista na economia, No momento em que tm agente econdmico recebe recursos na forma monetéra, ele ganha o direito de reter poder de compra, em tese, indefinidamente sem temer perdas.JA fungao reserva de valor dé a0 detentor de rmoeda a possibilidade, de reter recursos por perfodos longos sem que tal atitude the imponha qualquer custo (de carregamento). Contrariamente, em uma economia em estado hiperinflaciondrio, a mocda perde esta fungao de reserva de valor. Reter moc- da nessa economia seria uma atitude custosa to agente detentor, pois a moeda perde- ria poder cle compra ao longo do tempo. Fm urna economia hiperinflacionéra, rique- 2a em forma monetéria perde poder de compra na mesma proporgio da variagao dos regos. 1.1. AS CARACTERISTICAS FISICAS E ECONOMICAS DA MOEDA Para desempenhar suas trés fungdes, a mocda deve possuir algumas caracteristicas «que sio essenciais. Caracterfatcas isicas e econdmicas so necessérias a0 desempe- tho das funges meio de troca, unidade de conta ¢ reserva de valor. Como foi dito, ‘unidade de conta que aparece nos contratos se torna moeda cortente, mas para isso é necessério que este “objeto” que seré moeda corrente possua os seguintes atributos ‘econémicos: custo de estocagem e custo de transagao negligeneiaveis (aproximada- ‘mente nulo). 0 tigo, por exempto, tem reduzidas chances de se tornar moedaem uma economia desenvolvida porque o seu custo de estocagem no é desprezivele seu cus- {0 de transporte 20 mercado (custo de transagio) pode ser elevado. O trigo, 0 sl, @ soja, denire outros, se eleites socialmente como moeda, onerariam em demesia seus possuidores. ‘A moeda deve também possuir determinadas caractertsticas fsicas. Deve set divis(vel, durdvel, dificil de falsificar, manusedvel ¢ transportével. A divisibilidade & necesséria porque a moeda deve poder ser fracionads em multiplos e submiitiplos, para que as transagdes que exigem valor fracionado ou transagées que movimentem srandes valores sejam realizadas sem custos adicionais, A moeda deve ser durdvel, isto é, deve manter suas caractetiticas fisicas, para que a sua condigao de ser aceita de forma generalizada seja mantida ¢ nfo prejudique o seu timo detentor. A moeda deve ser, na medida do posstvel, dificil de falsficar-j& que tal caracteristica aumenta ‘aconfianga do ptblico de que nao hé reprodugo indevida ~ anxiliando conseqicnte- mente a sua aceitagdo generalizada, A moeda deve ser manusedivel etransportavel, para que a fungdo meio de troca nfo seja prejudicada, impondo ao seu detentor custos de transaga ‘Quando uma moeda possui as caracteristicas fisicas que sto essenciais, po- de-se dizer que esté habilitada a desempenhar as suas trés fungdes tfpicas: meio de Se ete a troca, unidade de conta ¢ reserva de valor. Contudo, possuir tais caracteristicas nio garante necessariamente o desempenho das fungbes. Por exemplo, no Brasil, “Gurante 0 perfodo de inflagao alta e erdnica, a moeda oficial nfo era utilizads ‘como unidade de conta do sistema de contratos. Ademais, somente para perfodos bastante curtos (trés dias ou, no méximo, uma semana) a moeda desempenhava & fungio de reserva de valor. A moeda oficial era somente meio de troca. Com ait ruigao do Real, em 1994, eo fim do processo inflacionério, a moeda oficial recu- pero todas as suas fungGes, : Por dltimo, cabe ressaltar que, como agudo desenvolvimento tecnolégico, par ticularmente nos campos da informética e telecomunicagées, as caractersticas neces- sérias ao bom desempenho das fungées tipicas da moeda podem existir em objetos de diferentes formas, especialmente em cartdes magnéticas ¢ microchips. Assim, esses ‘objetas podem ser transformados no chamado dinkeiro eletrénico. O cartio de débito aautomético em conta corrente & hoje & forma mais comum de dinheiro eletrénico, Hi luna tendéncia mundial de redugdo de operagBes com recursos monetérios fisicos em favor de operagées eletrénicas, Os pedigios em estradas e as compras em supermies- cados, entre muitos outros, podem ser faciImente pagos com a utilizagdo de dinheiwo eletrénico, 2. A CRIAGAO DE MEIOS DE PAGAMENTO EO SISTEMA MONETARIO ‘A moeda de uma economia, o seja, 0 conjunto de meios de pagamento, consiste na totalidade de ativos possufds pelo piblico que pode ser utilizada a qualquer momen- topara a liquidagfo de qualquer compromisso futuro ou a vista, Sendo assim, os mei (0s de pagamento (MP) somam mais do que o papel-moeda (¢ a moeda metéliea) em poder do piblico (PMPP); englobam também os depSsitos a vista nos bancos comer- (DV ge). Bntio: MP = PMPP + DV yc. (© papel-moeda (e a moeda metéica) em poder do publico (PMPP) também & cchamado de moeda manual. Os depésitos Avista nos bancos comerciais (DV) sio ‘chamados de moeda escritural. Logo, pode-se dizer que a soma da moeda manual com ‘1 moeda escritural de uma economi & igual aos seus meios de pagamento, isto é MP = Moeda Manual + Moeda Escritural Os saldos de cartées de crédito nto so considerados meios de pagamento por- {que sto tidos apenas como um meio de se obter crédito, que devers ser honrado em A NORDA E 0 SISTEMA MONBTARIO. 5 rmoeda escritural ou manual em uma data futura. Como serd visto, ainda neste capftu- lo, nem toda criagdo de crédito significa criagdo de moeda eo pagamento feito através ‘do uso de um cartao de enédito significa tio-somentea obtengao de eréito sem qual- ‘quer criagdo de moeda, © Banco Central tem o poder insttuido legaimente para emitir papel-moed Entretanto, nem todo o papel-moeda emitido (PME) transforma-se em PMPP. O PME menos acaixa do Banco Central (Cyc) ¢ igual ao montante de papel-moeda em circulagao (PMC), ou meio circulante, Os bancos comerciais retéi parte do PMC, para fazer seu caixa, Assim, 0 PMC menos oencaixe total dos bancos comerciais (E) E que 6 igual a0 PMPP. Enido: PME Cye = PMC PMC~E,= PMPP PME # Cue + E, + PMPP. 2.1, A CRIACAO DE MOEDA ESCRITURAL Os bancos comerciais so instituigdes autorizadas pelo Banco Central a receber depésitos a vista. Se uma instituigto esté autorizada a receber depésitos 2 vista, que sao geralmente aceitos para liquidagio de pagamentos, verdadeiramente ela std autorizada a criar moeda escritural, Quando um individuo toma um emprés- timo junto aum banco, essa instituigdo realiza umna operagdo contdbil de criagao de depésitos a vista. Para conceder um crédito no valor de 5.000 unidades mone- térias (u.m.), 0 banco langa no lado do ativo do sen balancete “empréstimo no valor de 5.000 u.m.". No lado do passivo, langa “depésito a vista no valor de 5.000 u.m.". O banco simplesmente abre uma conta corzente com saldo no valor do empréstimo concedido ¢ emite um talio de cheques para uso do devedor. O banco, a0 conceder 0 crédito, criow meios de pagamento, O talio de cheques em posse do devedor, em si, nio € moeda, mas Ihe dé o direito de usar 0 valor de 5.000 u.m. para fazer pagamentos, exatamente como poderia fazer se tivesse em ‘ios moeda manual. O banco pode criar depdsitos vista com uma simples ope- ragao contébil porque nom todos aqueles que possuem direito de saque irio exercer esse direito simultaneamente. Este mecanismo seré estudado, em deta- thes, no Capitulo 20. Por ora, basta apontar que hé um indice estatisticamente considerado seguro da relac20 entre reservas em moeda que um banco deve pos- sur para atender as operagdes de sague e os depdsitosd vista existentes. Logo, 0 ‘montante de depésitos a vista pode ser muito maior que o montante de reservas baneériasem moeda. Essa éa explicaglo de como um banco pode criar depésitos a vista, ou seja, como pode eriar mocda. O Quadro L.1 mostra como esta opera- gto € contabilmente realizada. EU eateae at quapro 1.1 Unie Operagéo Conteh ‘de Criagéo de Melos de Pagomento Atv Passio Dopieas ia eno 5000. Sd tande comms (6) (0) engrésices oe 5:00. (@) Sods ena cote Tox Ato = 412) Taal Piss = + O sistema formado pelas instituigSes que podem criar moeds é chamado de sis- tema monetdrio. Entio, o sistema monetério (ou sistema bancério) de uma economia 6 formado pelos seus bancos comerciais e pelo seu Banco Central. Os primeiros ‘eriam moeda escritural, odltimo cria moeda manual. As demais instituig6es financei- ras ndo-autorizadas a receber depésitos & vist, tais como bancos de desenvolvimen- to, bancos de investimento, sociedades de poupanga (cademetas de poupanga), for- ‘mam o sistema financeito nfo-monetério. 3. Os AGREGADOS MONETARIOS E O CONCEITO DE LIQUIDEZ {As autoridades monetrias(o Banco Central) emitem papel-moeda, Contudo, somente pate da quantidade dos ecurss emitdos se crcontre em poder do pblieos uma parce- qn se enconza no interior Go peéprio Banco Centrale outraparcela est no interior dos bancor comerciais. A rigor, dente o total emitido pelo Banco Central, apenas 0 valor {que va para ocaiza dos bancos e para as mos do publiconao-bancéro que se cont thiem emiseZo monetéra. © que permanece no csixa do Banco Central nfo 6, legel- mente, moeda, As emissdes de moeda so um item do passivo do Banco Cental em favor dos bancos ou do piblico nio-bancério, Nenhuma insituigioemite passives & Seu pripro favor, por isso, pape pronto ase langado como moeds, mas que aa no tenia sido, é apenas papel, nfo moeds. Assim, a quantidade de moeda manual é menor do que aquantidade de pape-moeda criada pelo Banco Cental. Eimportante nota que somtente se considera moeda manual a quantidade de recursos emitidos que nfo estn0 interior do sistema monetéio, ou se, a quantidade que efetivamente ests em poder do péblico nfo-bancério,' Cabe ressaltar ainda que, a estatistica da -quantidade de PMPP Enilobs os recursos que estio em posse dos goveros (cera, regional local), assim como das instinigéesfinanceirasnio-monetras, dere outs 1 Eats eelayes foram apresentadas tas equates: PME ~ Cpe = PMC e PMC ~ E; = PMPP. A.MOBDA E 0 SISTEMA MONETARIO. 7

Оценить