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PRÁTICA PROCESSUAL PENAL

Procuração a Mandatário, Não Advogado, com Poderes Especiais, necessariamente Especificados, para Apresentar Queixa-Crime

PROCURAÇÃO

A

completa), contribuinte fiscal Nº

(morada completa), a

quem confere poderes especiais para, em seu nome, apresentar queixa

(nome completo) pela agressão de que ele, mandante, foi

vitima em

criminal contra C

(morada

(Nome

completo,

estado

civil

e

profissão),

residente

em

, constitui seu bastante procurador o Sr. B

(nome completo, estado civil e profissão), residente em

(data).

Local e data

Assinatura

QUEIXA-CRIME.

Estrutura de Queixa-Crime:

Departamento

de

Investigação

e

Acção

Penal

de

(por

exemplo,

Coimbra)

Ou

Serviços do Ministério Público do Tribunal Judicial de…

Exmo. Senhor Procurador-Adjunto

Identificação do Queixoso nome completo, estado civil (se solteiro, acrescenta-se maior), profissão, B.I. n.º…, emitido em…, pelo Serviço de Identificação Civil de… ou titular do Cartão de Cidadão n.º…., válido até…., NIF…, residente em….

Vem queixar-se de/vem participar criminalmente de/vem instaurar procedimento criminal contra/vem apresentar queixa contra

Identificação do participado nome completo, estado civil, profissão, morada.

Nos termos e com os seguintes fundamentos:

-Narração da factualidade:

Deve incluir o nexo de imputação entre o facto e o autor (“agiu livre e conscientemente com a intenção de…”).

-Subsunção da factualidade à lei:

“A conduta acima descrita configura, por parte do participado, um crime de…, previsto e punido no art… do Código Penal, pelo que o queixoso requer que seja instaurado procedimento criminal pelos factos narrados, contra o participado”.

Crime particular: queixa + constituição de assistente

“E mais requer, nos termos e para os efeitos do art. 68.º CPP, a sua constituição como assistente, porquanto tem legitimidade e está em tempo, tendo, para o efeito, liquidado a respectiva taxa de justiça”.

Não precisamos de indicar que constituiu advogado visto que é ele que assina a queixa.

Crime Semi-Público: queixa

Em que, se for caso, nos limitamos a manifestar a intenção do queixoso de se constituir assistente.

“Tratando-se de crimes que permitem a constituição de assistente, a queixosa, por ter sido ofendida, vem assim manifestar a sua intenção de, oportunamente, se constituir assistente”.

Indicação dos meios de prova:

Aqui a prova documental vem a seguir às testemunhas.

Prova testemunhal:

…(nome

completo),

…(estado

civil),

…(profissão),

residente

…(morada

completa).

Prova documental:

Relatório Pericial do Instituto de Medicina Legal de Coimbra, por exemplo.

Junta:

- Só queixa: procuração, duplicado e cópias legais (se juntar documentos).

-Queixa + constituição de assistente: procuração, duplicado, cópias legais, DUC e comprovativo do pagamento da taxa de justiça/Cópia do despacho de concessão do apoio judiciário e/ou cópia do despacho de nomeação de patrono (caso em que não se junta procuração).

O(a) Advogado(a)

Patrono(a)

DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÃO E ACÇÃO PENAL DE COIMBRA

Exmo. Senhor Procurador-Adjunto

António Sacramento, casado, comerciante, residente na Rua do Brasil, n.º 230, 1.º Esquerdo, 3000 131 Coimbra, vem

Participar criminalmente

De

Francisco Reis, divorciado, residente na Rua das Moitas, n.º 19, 2.º Direito, 3000 263 Coimbra,

Nos termos e com os seguintes fundamentos:

No dia 1 de Dezembro de 2008, o queixoso e a sua esposa resolveram aproveitar a tarde para dar um passeio pela cidade de Coimbra. Quando chegaram à Praça Velha, depararam-se com o participado. Este interpelou o queixoso, berrando-lhe “seu espanhol de merda, volta mas é para a tua terra”.

O participado sabia que o pai do queixoso era espanhol e que, embora tenha crescido em Portugal, o queixoso sentiu dificuldades de adaptação. Assim, ao proferir aquelas palavras o participante agiu livre e conscientemente, com

intenção de atingir o queixoso na sua honra e consideração, desiderato que alcançou.

Dos factos narrados demonstra-se a prática de um crime de injúria, previsto e punido no art. 181.º CP, pelo que o queixoso requer que seja instaurado procedimento criminal contra o participado.

E mais requer, nos termos e para os efeitos do art. 68.º CPP, a sua constituição como assistente, porquanto tem legitimidade e está em tempo, tendo, para o efeito, liquidado a respectiva taxa de justiça.

O ofendido desde já declara que, oportunamente, deduzirá pedido de indemnização civil contra o participado.

Prova testemunhal:

Matilde Lopes, casada, secretária, residente na Rua das Caveiras, n.º3, 1.º Esquerdo, 3000 540 Coimbra;

Horácio Silva, viúvo, canalizador, residente na Quinta das Andorinhas, n.º 67, R/C, Direito, 3000 399 Coimbra.

Junta:

Procuração, duplicado, DUC e comprovativo do pagamento da taxa de justiça e cópias legais.

O(a) Advogado(a)

SERVIÇOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRIBUNAL JUDICIAL DE VISEU

Exmo. Senhor Procurador-Adjunto

Amália Santos, viúva, residente na Rua das Moitas, n.º 79, 2.º Direito, 3000 322 Viseu, vem

Apresentar queixa contra

Carlos Santos, solteiro, maior, residente na Rua da Liberdade, n.º3, 1.º Esquerdo, 3000 121 Viseu,

Nos termos e com os seguintes fundamentos:

No dia 2 de Dezembro de 2008, o participado foi à casa da queixosa, da qual tinha uma chave, e de lá retirou uma terrina de prata, oferecida à queixosa como presente de casamento, sendo avaliada em 2.500,00€.

O participado agiu livre e conscientemente com intenção de se apropriar da

terrina da queixosa, o que já tinha feito em ocasiões anteriores, para posteriormente vendê-la.

Apercebendo-se do ocorrido, e como sabia que o dinheiro da venda da terrina

se

destinava à compra de estupefacientes, a queixosa, no dia 8 de Dezembro

de

2008, confrontou o participado. Este, em reacção das palavras da queixosa,

empurrou-a, fazendo-a cair nas escadas e causando-lhe lesões numa perna.

O participado tinha pleno conhecimento do frágil estado de saúde em que se

encontrava a queixosa, pelo que ao agir daquela forma tinha plena consciência

de que a queda era susceptível de causar lesão.

Dos factos narrados retiramos que o participado cometeu um crime de furto e

um crime de ofensa à integridade física qualificada, respectivamente previstos

e punidos nos artigos 203.º e 145.º CP, pelo que a queixosa requer a instauração de procedimento criminal contra o participado.

Tratando-se de crimes que permitem a constituição de assistente, a queixosa, por ter sido ofendida, vem assim manifestar a sua intenção de, oportunamente,

se constituir assistente.

Prova testemunhal:

1….

2…

Prova documental:

Relatório Pericial do Instituto de Medicina Legal de Coimbra.

Junta:

Procuração, duplicados e cópias legais.

O(a) Advogado(a)

Denúncia Escrita de Crime Particular - Queixa

(nome

do queixoso),

(estado

civil),

Exmo. Senhor Procurador da Republica na Comarca de

(profissão),

contribuinte fiscal Nº

,residente

em

(morada

completa), vem apresentar queixa contra

 

(nome),

(estado

civil),

maior,

(profissão),

residente

em

(

morada

completa ), pelos seguintes fundamentos:

1 – No …(dia) de

onde o denunciante reside, a denunciada, sem que para tal o denunciante lhe

(morada),

(mês)

de

(ano),

pelas

(horas),

na referida

desse qualquer motivo, chamou ao denunciante: (descrição das ofensas ex:

gatuno, vigrista, etc.).

2 - Na mesma ocasião a denunciada afirmou que o denunciante "fora

despedido do emprego por ter roubado o patrão", e agora "vivia" à custa de

mulheres.

3 - As imputações feitas ao denunciante atentam gravemente contra a sua honra e consideração.

4 - E foram proferidas em voz alta e na rua, de modo a poderem ser ouvidas, como efectivamente foram, pelos vizinhos e pessoas que passavam.

5 - A denunciada proferiu as referidas afirmações e imputações deliberada e

conscientemente, com o manifesto propósito de atingir o denunciante na sua honra e consideração.

6 - Os factos atrás descritos preenchem os requisitos do crime de injúrias, p. e p. pelo artigo 181º do Código Penal.

O

denunciada.

7 -

denunciante pretende, por isso, proceder criminalmente

contra a

8 - O denunciante desde já declara, nos termos do artigo 246º , Nº 4 do Código de Processo Penal, que deseja constituir-se assistente.

Termos em que requer a V. Exa. se digne instaurar procedimento criminal contra a denunciada, instaurando-se o competente inquérito.

Mais requer:

a) Que lhe sejam passadas guias para pagamento da taxa de justiça devida pela constituição de assistente;

b) Que, paga a taxa de justiça, seja remetido o processo ao Mº Juiz de Instrução solicitando a admissão do denunciante como assistente, uma vez que

o denunciante é ofendido, tendo por isso legitimidade, está em tempo e encontra-se representado por advogado.

Testemunhas:

- …(nome),

(estado

civil),

(profissão),

residente em

(morada);

- …(nome),

(estado

civil),

(profissão),

residente em

(morada);

3ª-

(nome),

(estado

civil),

(profissão),

residente em

(

morada );

Junta:

Procuração e duplicados legais.

O Advogado

Denúncia Escrita de Crime Semi-Publico: Queixa

Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal Judicial da Comarca de

A (nome, estado civil e profissão do requerente), residente em

do requerente), vem apresentar queixa contra B

profissão do requerente), residente em seguintes fundamentos:

(morada

(nome, estado civil e

(morada

do requerido), com os

1 - No dia …, pelas

horas,

o denunciante dirigiu-se ao Café Ocidente, sito em

(morada),

com a intenção de beber um café.

2

- O denunciado é empregado do mencionado Café Ocidente.

3 - Inadvertidamente, o denunciante deu um pequeno encontrão no

denunciado, quando este passava transportando uma bandeja com o serviço das mesas.

4 - O denunciado, em virtude desse encontrão, deixou cair a bandeja, entornando-se os cafés e quebrando-se a louça respectiva.

5 - Não obstante as desculpas que o denunciante lhe apresentou,

prontificando-se até a indemnizar pelos prejuízos, o denunciado agrediu voluntariamente o denunciante com murros e pontapés.

6 - Colhido de surpresa, o denunciante caiu no local onde se encontravam ainda os fragmentos da louça e vidro.

7 - Como consequência da agressão e da queda o denunciante sofreu lesões

várias, designadamente equimoses provocadas pelos murros e pontapés, e feridas no rosto causadas pelos vidros, sobre os quais caíra.

8 - Os factos descritos integram o crime de ofensas corporais simples, p. p. no artigo 143º do Código Penal.

9 - O denunciante pretende procedimento criminal contra o denunciado, para o

que tem legitimidade e está em tempo, visto não ter decorrido ainda o prazo de

6 meses a contar da prática dos factos.

Pelo exposto requer a V. Exa. se digne instaurar procedimento criminal contra o denunciado, ordenando a abertura do competente inquérito.

O Denunciante

Denúncia de crime público:

Art. 244.º CPP

Exmo. Senhor Procurador-Adjunto do Tribunal da Comarca de…

A, casado, residente …, vem denunciar a V. Exa. a prática de um crime de furto de que é ofendido e que consistiu no seguinte:

No dia…, ao chegar à sua residência, no local acima indicado, cerca das …horas, constatou que, durante a sua ausência, nesse dia, alguém aí se introduziu por uma janela, após ter rebentado a persiana e partido o vidro, apoderando-se de objectos diversos.

Embora não lhe seja possível discriminar todos os valores, notou que faltavam uma câmara de vídeo, etc…, atribuindo ao furto o valor de 5.000,00€, aproximadamente.

Data

O Denunciante

Exercício do direito de queixa por crime semi-público:

Arts. 49.º, 246.º, n.ºs 1 a 3, 243.º, n.º1 CPP

Exmo. Senhor Procurador da República

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

A, solteira, maior, médica, residente em…, vem queixar-se criminalmente contra B…, divorciado, comerciante, residente em…, porque no dia…, pelas …

horas, junto do mercado municipal de Arroios, após uma troca de palavras, agrediu-a violentamente a murro e a pontapé, causando-lhe ferimentos na cara, costas e pernas, pelo que teve de ser assistida no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde recebeu tratamento e foi medicada.

A queixosa deseja procedimento criminal contra B, e reserva-se o direito de se constituir assistente, indicando como testemunhas do ocorrido:

C….

D…

E…

Data

A Queixosa

Apresentação de queixa por crime particular e constituição de assistente

Exmo. Senhor Comandante da Guarda Nacional Republicana GNR

Posto de Santa Comba Dão

F, casada, advogada, residente…, vem queixar-se criminalmente porque no dia…, pelas …horas, no lugar de …, contra B, casada, reformada, aí residente, no decurso de uma discussão entre ambas, injuriou-a, chamando-lhe …. (indicar palavras), expressões ditas de viva voz, estando muitas pessoas a ouvir, ofendendo-a assim na sua honra e consideração, pelo que deseja procedimento criminal contra ela.

Declara que se constituirá assistente (esta declaração é obrigatória, nos termos do art. 246.º, n.º4 CPP e deverá requerer a constituição no prazo de 10 dias (art. 68.º, n.º2 CPP)).

Testemunhas:

NOTA:

Data

A Queixosa

EXEMPLOS DE CABEÇALHOS E PEDIDOS:

QUEIXA-CRIME:

…(nome completo), representante legal do menor… (nome completo), sendo- lhe conferida legitimidade pelo n.º4 do art. 113.º CP, vem apresentar queixa contra….

PARTICIPAÇÃO CRIMINAL:

Exmo. Senhor Procurador da República do Departamento de Investigação e Acção Penal de…

Ou

Exmo. Senhor Procurador da República no Tribunal da Comarca de…

Vem PARTICIPAR CRIMINALMENTE ou vem apresentar PARTICIPAÇÃO CRIMINAL

Requer-se a V. Exa. se digne receber a presente Participação Criminal e ordenar se promovam averiguações em Inquérito, seguindo-se demais termos legais.

Ou

Pelo exposto, o Participante deseja participar criminalmente contra Desconhecidos, ora Participados, manifestando, desde já, o propósito de deduzir o Pedido de Indemnização Civil.

Requer-se a V. Exa. se digne receber a presente Participação Criminal e ordenar se promovam averiguações e diligências em Inquérito, seguindo-se os demais termos legais.

Ou

Nestes termos e nos demais de Direito, requer-se a V. Exa. se digne instaurar procedimento criminal contra os Denunciados/Participados e outros, porventura, também, implicados, pois indiciados estão os crimes de …, ordenando a competente investigação em sede de Inquérito.

Prova:

A.Testemunhal:

B.Documental:

Junta:

Procuração Forense

Documentos

Cópias

Duplicados

O(a) Advogado(a)

QUEIXA CRIME:

Exmo. Senhor Procurador da

República do Departamento de Investigação e Acção Penal de…

Ou

Exmo. Senhor Procurador da República no Tribunal da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal da Comarca de…

Vem apresentar QUEIXA contra

Pelo exposto, a Queixosa/Ofendida deseja apresentar Queixa contra Desconhecidos, manifestando, desde já, o propósito de se constituir Assistente e de deduzir o Pedido de Indemnização Civil.

Requer-se a V. Exa. se digne receber a presente Queixa e ordenar se promovam as averiguações e diligências em Inquérito, seguindo-se os demais termos legais.

Ou

Pelo exposto, a Queixosa/Ofendida deseja apresentar Queixa contra a Denunciada, manifestando, desde já, o propósito de se constituir Assistente e de deduzir o Pedido de Indemnização Civil.

Requer-se a V. Exa. se digne a receber a presente Queixa e ordenar a abertura do respectivo Inquérito, seguindo-se os demais termos legais.

Prova:

A.Testemunhal:

B.Documental:

Requer-se a V. Exa. que seja solicitado ao Hospital… a documentação clínica da Ofendida, respeitante aos tratamentos que lá recebeu, confrome supra se alude, a fim de servir de documento de prova.

Logo que tal documentação seja recebida nos Serviços do Ministério Público ou quando V. Exa. entender, mais se requer seja efectuado um exame de sanidade à ofendida.

Ou

Requer-se, a V. Exa., que se oficie ao Presidente do Conselho de Administração do Hospital… supra mencionado no sentido de fornecer o Relatório Médico e toda a documentação concernante à assistência e internamento da Queixosa/Ofendida no dia …, para efeitos comprovativos do Crime… em apreço.

Junta:

Documento;

Procuração Forense;

Cópias;

Duplicados legais.

O(a) Advogado(a)

DIAP de Coimbra

Proc. n.º…

1.ª Secção

Exmo.

Senhor

Procurador-Adjunto

(Inquérito)

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito dos Juízos Criminais de Coimbra (Instrução)

…(nome completo), assistente nos autos à margem referenciado e aí melhor identificado, vem nos termos do art. 116.º, n.º2 CP (se for da queixa), ex vi do art. 117.º do mesmo Código (acusação particular) e para os efeitos do art. 51.º CPP, dar a conhecer a sua intenção de desistir da Queixa/Acusação Particular oportunamente deduzida/junto aos autos no dia…

Por ter legitimidade e estar em tempo, assim se requer.

Junta:

Duplicados legais.

O Requerente ou o Advogado (precisa de poderes especiais)

Declaração de desistência de queixa

Proc. n.º

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do

Juízo Criminal de

Xavier Bastos, ofendido nos autos à margem referenciados, vem comunicar a

V. Exa. que desiste da queixa apresentada em

contra

Data

O Ofendido

Declaração de Desistência de Queixa

, (morada completa), declara, nos termos e para os efeitos do artigo 116° do

A

(nome),

(estado

civil),

(profissão), contribuinte fiscal Nº

residente em

Código Penal, que desiste da queixa que apresentou. contra M crime de ofensas corporais, e que deu origem ao processo Nº

(nome) pelo

/

, que corre

no

º

Juízo Criminal,

ª

Secção, de

(

comarca ).

 

(

Local ),

(

Dia ) de

(

Mês ) de

(

Ano )

O Ofendido

Requerimento de Desistência de Queixa-Crime

Proc.º n.º…

Juízo …

Secção…

Exmo. Dr. Juiz de Direito do Tribunal Criminal da Comarca de …………….

A…(nome do requerente), ofendido no processo à margem referido, vem aos autos declarar que desiste da queixa crime anteriormente formulada contra C (nome do requerido), arguido nos presentes autos.

Mais se requer, por isso, que os autos em referência sejam mandados arquivar.

(Assinatura reconhecida)

DESISTÊNCIA DE QUEIXA:

E.D.

O Ofendido,

Exmo. Senhor Procurador da

República do Departamento de Investigação e Acção Penal de…

Ou

Exmo. Senhor Procurador da República no Tribunal da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º…

Secção ou Juízo

…Queixoso nos Autos à margem referenciados, e, neles, melhor identificado, vem, tempestivamente, e ao abrigo do art. 116.º CP, desistir da Queixa, por si apresentada no dia…, contra …, requerendo a V. Exa. se digne homologar a presente desistência, nos termos e efeitos perfigurados no art. 51.º CPP, e a extinção do Procedimento Criminal.

Junta:

E. D.

Procuração Forense; Cópias; Duplicados.

O(a) Advogado(a)

REQUERIMENTO DE NÃO OPOSIÇÃO À DESISTÊNCIA DE QUEIXA:

Exmo. Senhor Procurador da República do Departamento de Investigação e Acção Penal de…

Ou

Exmo. Senhor Procurador da República no Tribunal da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Procurador da República junto do Tribunal da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º…

Secção ou Juízo

…Arguido nos Autos à margem referenciados, e, neles melhor identificado, vem declarar, ao abrigo do art. 51.º, n.º3 CPP, que não se opõe à desistência de queixa apresentada por… Queixoso.

Junta:

E. D.

Procuração Forense; Cópias; Duplicados.

O(a) Advogado(a)

Não Oposição à Desistência de Queixa-Crime

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Criminal da Comarca de…

Proc.º Nº: …………….

Juízo …………….

……ª Secção

A …, arguido e melhor identificado no processo à margem referido, vem declarar que não se opõe à desistência de queixa apresentada pelo participante B …

E.D.

O Advogado

Requerimento autónomo de Constituição de Assistente

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

NIUPC n.º…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

…(nome completo), …(estado civil), …(profissão), B.I. n.º…, emitido em…, pelo Serviço de Identificação Civil de…, NIF…, residente em…, comerciante porque é ofendido e estando em tempo, vem requerer a sua constituição como assistente, nos termos e para os efeitos dos arts. 68.º e seguintes do CPP, tendo para tal, procedido à liquidação da respectiva taxa de justiça.

Junta:

Procuração, Duplicado, DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça.

O(a) Advogado(a)

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

NUIPC n.º…

Proc. n.º…(Instrução)

…Juízo/Secção…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

António Belchior, assistente nos autos à margem identificados (se não tiver havido constituição de assistente temos de identifica-lo de forma completa), vem, nos termos do disposto nos arts. 69.º, n.º2, alínea a) e 271.º CPP (é o art. 294.º CPP se o pedido for feito durante a instrução), requerer a V. Exa., que venha a tomar declarações para memória futura das testemunhas Daniel Nascimento e Carolina Nascimento, com o seguinte fundamento:

O aqui requerente tomou conhecimento de que as referidas testemunhas, que presenciaram os factos descritos nos autos, tencionam deslocar-se para a Austrália, no dia de 5 de Janeiro de 2009 (Cfr. Cópia dos bilhetes de avião que se juntam e se dão por integralmente reproduzidos como Docs. n.ºs 1 e 2), por motivos laborais (Cfr. Cópias dos Contratos de Trabalho que se juntam e se dão por integralmente produzidos como Docs. n.ºs 3 e 4), sendo, portanto, de presumir que não se encontrem em Portugal à data de discussão e julgamento do processo supra identificado.

Junta:

4 Documentos, Duplicados e Cópias legais.

O(a) Advogado(a)

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

NUIPC n.º…

Proc. n.º…(Instrução)

…Juízo/Secção…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

António Belchior, assistente nos autos à margem identificados (se não tiver havido constituição de assistente temos de identifica-lo de forma completa), vem, nos termos do disposto nos arts. 69.º, n.º2, alínea a) e 271.º CPP (é o art. 294.º CPP se o pedido for feito durante a instrução), requerer a V. Exa., a inquirição da testemunha…, oportunamente identificada, para efeitos de declarações para memória futura, com o seguinte fundamento:

No dia…, à testemunha identificada foi diagnosticado um cancro nos pulmões. Após vários tratamentos, os médicos que a acompanhavam declararam que não havia cura para o mesmo (Cfr. Relatório Médico que se junta e se dá por integralmente reproduzido como Doc. n.º1)

Dado o estado avançado da doença receia o aqui requerente que a testemunha em causa, que presenciou os factos descritos nos autos, possa falecer antes da audiência de discussão e julgamento supra identificado.

Junta:

1 Documentos, Duplicado e Cópias legais.

O(a) Advogado(a)

Requerimento para constituição de assistente

Inquérito n.º

Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal de

(art. 68.º, n.º4 CPP)

Xavier Dias, queixoso nos autos à margem identificados porque é ofendido e está em tempo, vem requerer a V. Exa. se digne admiti-lo a intervir nos autos como assistente.

Junta:

DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça.

O(a) Advogado(a)

Requerimento para constituição de assistente

Inquérito n.º

Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal de

(art. 68.º, n.º4 CPP)

Xavier e Anabela Dias, casados entre si, ofendidos e queixoso nos autos de inquérito à margem identificados, prendendo constituir-se assistentes nos mesmos, porque têm legitimidade nos termos do art. 68.º, n.º1, alínea a) CPP, estão em tempo e encontram-se representados por advogado, vêm requerer a V. Exa. se digne admiti-los a intervir nos autos como assistente.

Junta:

DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça.

O(a) Advogado(a)

NOTA:

EXEMPLOS DE REQUERIMENTO PARA CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE:

Exmo. Senhor Juiz do Tribunal da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Juiz de Instrução do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º …

…Juízo Criminal

Ou

Proc. n.º…

…Secção do Ministério Público

…, Queixosa/Ofendida melhor identificada nos Autos à margem referenciados,

vem, respeitosamente, requerer, ao abrigo do disposto no Art. 68.º, n.º 1, alíneas a) e b) CPP, seja admitida intervir nos Autos como Assistente, porque

está

em

tempo

e

é

Ofendida.

Ou

….,

Queixosa/Ofendida,

melhor

identificada

nos

Autos

à

margem

designados,

EXPÕE

Pretende consituir-se Assistente porque está em tempo (Art. 68.º, n.º2 CPP), tem legitimidade (Art. 68.º, n.º1 CPP), liquidou a respectiva Taxa de Justiça (Art. 519.º CPP e Art. 8.º Regulamento das Custas Judiciais) e está devidamente representada (Art. 70.º CPP).

REQUER

A V. Exa. se digne admiti-la a intervir nos presentes Autos como Assistente.

E. D.

Junta:

Procuração forense; Cópias; Duplicados e DUC e comprovativo do pagamento da Taxa de Justiça.

O(a) Advogado(a)

Exmo. Senhor Juiz do Tribunal da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Juiz de Instrução do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º …

…Juízo Criminal

Ou

Proc. n.º…

…Secção do Ministério Público

… Queixosa/Ofendida, estado civil, profissão, residente na Rua…, em…, Freguesia de…, Concelho de…, Distrito de…, melhor identificada nos Autos à margem referenciados

Expõe

Os factos denunciados nos autos são susceptíveis de integrar um crime de natureza particular. ( Cfr. arts. 205º e 207, al. a) do C. Penal)

Assim a Denunciante pretende constituir-se Assistente nos presentes autos.

Dado que não dispõe de meios económicos que lhe permitam suportar as despesas com o presente processo requereu já o beneficio do Apoio Judiciário na modalidade de total dispensa do pagamento de encargos judiciais bem

como pagamento de honorários a Patrono Oficioso por si escolhido. ( Cfr. doc.

1 que se junta e aqui se dá por reproduzido)

 

Ao

momento

aguarda

decisão

da

Segurança

Social

quanto

ao

pedido

formulado.

Requer

A V. Exa. se digne ordenar a remessa dos elementos necessários ao

competente Juiz de Instrução Criminal a fim de ser a Denunciante admitida a

intervir nos autos como Assistente.

Junta:

1 Documento, Cópias e Duplicados.

O(a) Patrono(a) Oficioso(a)

REQUERIMENTO PARA CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE NO CASO DE O OFENDIDO SER MENOR DE 16 ANOS

Exmo. Senhor Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Juiz de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Comarca de…

Ou

Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal de…

Proc. n.º …

…Juízo Criminal

…, maior, nascido a …, estado civil, profissão, titular do B.I. n.º…, emitido em…, pelo SIC de…, e do NIF n.º…, residente na Rua…, Freguesia de…, Concelho de…, Distrito de…, na qualidade de representante legal da sua filha… (cfr. Assento de Nascimento junto como Doc. n.º1 cujo teor se dá por integralmente reproduzido para todos os efeitos), Queixosa e Ofendida nos Autos à margem identificados e porque está em tempo, vem requerer a V. Exa. se digne admitir a sua intervenção nos presentes Autos como Assistente.

Junta:

Procuração forense; Documento; Cópias; Duplicados e DUC e comprovativo do pagamento da Taxa de Justiça.

O(a) Advogado(a)

Justificação de falta - Falta previsível:

Proc. n.º

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal da Comarca de

António Mendes, testemunha nos autos à margem indicados, tendo sido

comunica a V.

Exa. que não poderá estar presente por ter uma viagem de negócios a S.

notificado para comparecer neste Tribunal no dia

,

às

horas,

Paulo, Brasil, marcada para essa data, no voo n.º

Lisboa às

horas.

,

TAP, com partida de

O impedimento durará 8 dias e o signatário declara que poderá ser contactado

, ou, antes da partida e após o regresso, na morada indicada nos autos.

em S. Paulo, através do contacto telefónico

,

Hotel D. Pedro, sito na Rua

Solicita a V. Exa. que considere a falta justificada.

Junta:

Fotocópia do bilhete.

E.D.

(Data)

O Requerente

Justificação de falta: falta imprevisível:

Proc. n.º

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Criminal da Comarca de

Xavier Pereira, arguido nos autos à margem referenciados, não lhe tendo sido

possível comparecer na audiência de julgamento no dia

por

,

às

horas,

motivo de doença súbita, de que deu oportuno conhecimento, via fax, vem requerer a justificação.

Prevê-se que a impossibilidade perdure por 8 dias, período durante o qual o requerente pode ser encontrado na sua residência que consta dos autos.

Junta:

Atestado médico comprovativo da impossibilidade de comparência.

E.D.

O(a) Advogado(a)

Justificação de falta do arguido

Proc. Nº

º Juízo

/

ª Secção

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito da Comarca de

(Nome), arguido nos autos à margem referenciados, não tendo podido

( dia,

mês e ano) por se encontrar doente, como prova o atestado junto, vem, nos

comparecer à audiência de julgamento designada para o passado dia

termos do artigo 117º , Nº 2 e Nº 3 do Código de Processo Penal, requerer a V.ª Ex.ª se digne justificar-lhe a falta.

Junta: Atestado médico

O Advogado

Requerimento de Constituição de Assistente

Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal de Instrução Criminal da Comarca de…

Proc. de Inquérito Nº …

ª Secção DIAP

(nome do queixoso), queixoso nos autos de inquérito em epígrafe e no qual é arguido… (nome), vem ao abrigo do artigo 68º do Código de Processo Penal requerer a sua constituição como assistente, porque está em tempo, tem para isso legitimidade, na qualidade de ofendido, e é representado por advogado.

O Advogado,

Requerimento de Constituição de Assistente e Pedido de Apoio Judiciário

Proc. N°

/

ª Secção

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Judicial

do

requerente), residente em

ofendida nos autos de inquérito acima referenciados, notificada nos termos do artigo 50º , Nº 1 do Código de Processo Penal, pretende constituir-se Assistente, pelo que, tendo legitimidade nos termos do artigo 68° , Nº 1, alínea b) do Código de Processo Penal e estando em tempo, vem requerer a V. Ex.ª digne a admiti-la como Assistente.

civil

completa do requerente), denunciante e

(nome

do

requerente),

(estado

(morada

do

requerente),

(profissão

Mais requer a V. Ex.ª o Benefício de Apoio Judiciário na modalidade de dispensa de pagamento de taxas de Justiça e Custas, nos termos e com os fundamentos seguintes:

A Requerente tem grandes dificuldades económicas.

É reformada por invalidez, auferindo uma reforma no valor de mensais.

( euros )

Não possui qualquer outra fonte de rendimentos.

Com essa reforma tem de fazer face às despesas normais de uma casa: água, electricidade, gás, telefone, renda de casa, entre outras.

Bem como, às suas despesas pessoais com alimentação, vestuário, calçado e cuidados de saúde.

Pelo que, a Requerente não dispõe de meios económicos suficientes que lhe permitam custear as despesas inerentes a este processo, nomeadamente o pagamento de taxa de justiça pela constituição de Assistente .

Tendo até, por tal motivo, sido concedido à Requerida o Benefício de Apoio Judiciário na modalidade de nomeação de patrono.

Termos em que se requer:

- A Constituição da ofendida como Assistente nos autos;

- Seja concedido à Requerente o Beneficio de Apoio Judiciário na modalidade de dispensa de pagamento de taxas de justiça e custas, bem como,

- A apensação aos autos do processo de nomeação de patrono N°

número do processo ) do

° Juízo do Tribunal Judicial de

Junta: Duplicados Legais

O Advogado

Requerimento de Abertura de Instrução

/ (

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

Secção

NUIPC

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

António Alves, arguido nos autos à margem identificados, não se conformando com a acusação referido/tendo sido notificado da dedução da acusação do MP. vem, nos termos e para os efeitos dos arts. 286.º e seguintes CPP, REQUER A ABERTURA DE INSTRUÇÃO, nos termos e com os fundamentos seguintes/porquanto:

1.º

Resulta dos autos que, no dia 20/07/2008, na Rua Infanta D. Maria, o arguido perdeu controlo da sua viatura, despistando-se e embatendo contra o muro do queixoso.

2.º

No seguimento da queixa e do inquérito foi o arguido acusado de crime de dano, previsto e punido no art. 212.º CP.

3.º

Ora, tratando-se de um crime estrutural, o preenchimento do tipo depende da verificação do dolo.

4.º

No caso, a douta acusação não refere qualquer elemento factual susceptível de se indiciar o elemento subjectivo do dolo.

Termos em que, requer a V. Exa., seja declarada a abertura da instrução, produzida a prova indicada, devendo, após a realização do debate instrutório, ser proferido despacho de não pronúncia, com o subsequente arquivamento dos autos.

Ou

Desta forma, praticados os actos instrutórios requeridos, e realizado o debate, não deixará V. Exa., a final, de concluir pela falta de condição essencial para qualificar a conduta como crime e, consequentemente, proferir despacho de não pronúncia (com o subsequente arquivamento dos autos).

Requer a seguinte prova:

Junta:

Procuração (se não constar dos autos)/cópia do despacho de nomeação do patrono (a colocar no fim da juntada), duplicados legais, DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça/cópia do despacho de concessão do apoio judiciário.

O(a) Advogado(a)/O(a) Defensor(a) nomeado(a)

Requerimento de Abertura de Instrução

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

Secção

NUIPC

(Inquérito)

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

António Costa, arguido nos autos em epígrafe, não se conformando com a acusação referida/tendo sido notificado da dedução da acusação do MP, vem, nos termos e para os efeitos dos arts. 286.º e seguintes CPP, REQUER A ABERTURA DE INSTRUÇÃO, nos termos e com os fundamentos seguintes/porquanto:

 

1.º

O arguido diverge da acusação.

De facto,

 

2.º

Em que lhe foi imputada a prática de um crime de injúria, previsto e punido no art. 181.º CP.

3.º

Em que o elemento da ilicitude se preenche com a imputação de facto ou quando sejam proferidas palavras ofensivas.

4.º

Ora, no caso, o arguido não teve tal conduta.

5.º

Pois limitou-se a relembrar ao queixoso que este tinha uma factura por liquidar (Cfr. cópia da factura que se junta e se dá por integralmente reproduzida como Doc. n.º1).

6.º

Não tendo proferido nenhuma palavra ofensiva, como sejam "vigarista" e "caloteiro", como declarado pelo queixoso.

7.º

Assim, não se encontra preenchido o tipo de crime de injúria, do qual foi acusado.

8.º

A toda a situação, sabe-se agora ter assistido dois colegas do arguido, que se vem, nos termos do art. 68.º, n.º2, alínea a), a final indicar.

Termos em que, requer a V. Exa., seja declarada a abertura da instrução, produzida a prova indicada e designado o dia para realização do debate instrutório, devendo, a final proferidir despacho de não pronúncia.

Ou

Desta forma, praticados os actos instrutórios requeridos, e realizado o debate, não deixará V. Exa., a final, de concluir pela falta de condição essencial para qualificar a conduta como crime e, consequentemente, proferir despacho de não pronúncia (com o subsequente arquivamento dos autos).

Requer a seguinte prova:

1.Documento: factura, que se junta para prova do facto alegado no Artigo 5.º do presente requerimento.

2.Inquirição das seguintes testemunhas:

Junta:

Procuração (se não constar dos autos)/cópia do despacho de nomeação do patrono (a colocar no fim da juntada), documento, duplicados legais, DUC e comprovativo do pagamento de taxa de justiça/cópia do despacho de concessão do apoio judiciário.

O(a) Advogado(a)/O(a) Defensor(a) nomeado(a)

Requerimento de Abertura de Instrução

…Secção

Inquérito n.º

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Instrução Criminal de

do requerente), assistente nos autos do inquérito acima

referenciados em que é arguido B …(nome do requerido) identificado nos autos, tendo sido notificada da acusação do Ministério Público vem requerer a

A

(nome

Abertura da Instrução

Com os fundamentos que seguem:

1. O Ministério Público deduziu a sua douta acusação contra o Arguido pelo

crime de ofensas corporais por negligência, p. e p. pelo artigo 148º , Nº 1 do Código Penal.

2. A Requerente, por sua vez, entende que a acusação deverá ser dada pelo

crime de homicídio por negligência, com culpa grave, p. e p. pelo artigo 137º ,

Nº 2 do Código Penal.

3. A divergência apontada não se situa, porém, e apenas na qualificação

jurídica dos factos.

Com efeito,

4. Não há, na verdade divergência substancial nos factos imputados ao Arguido, em sede da sua conduta.

5. Tal divergência existe, porém, quanto às consequências ou resultados desse

comportamento, que constituem elementos tipos de um e outro crime.

6. Ou seja, enquanto que o Ministério Público aceita a conclusão do relatório da

autópsia no sentido de que "não existe, aparentemente, nexo de causalidade entre as lesões traumáticas e a doença que foi responsável pela morte“,

7. A requerente entende que tal nexo de causalidade se verifica.

Na verdade,

8. A vítima, que à data do acidente tinha 21 anos, nunca apresentara quaisquer

queixas que pudessem fazer suspeitar da existência de úlcera ou úlceras

gástricas.

9. Acontece até que, desde os 15 anos, a vítima sofria de diabetes.

10. A diabetes, como é do conhecimento geral, exige uma assistência médica frequente.

11.

Por essa razão, a vítima, nos 6 anos que precederam a sua morte, vinha a

ser assistido no Posto de Saúde Nº 3 de

e, pela médica Dra. M

(nome) .

12. Nesse espaço de tempo - dos 15 aos 21 anos - a vítima foi observada e

medicada com regularidade, não lhe tendo sido detectada qualquer possível

úlcera.

13. No hospital que assistiu a vítima e onde esta permaneceu internada até

morrer (durante 10 dias) , tampouco foi diagnosticada ou detectada úlcera gástrica, quer como doença principal, quer coexistente, conforme pode ver-se da documentação hospitalar de fls. 44 a 47, da qual tem especial relevância a observação clínica de fls. 46 e o diagnóstico de fls. 47.

14. Em contrapartida, quer do relatório da autópsia, quer, mais explicitamente

quanto às fracturas, da ficha hospitalar, resulta que o acidente provocou na vítima um forte traumatismo, que o pode incluir na categoria de "grande

traumatizado“.

15. Ora, a experiência adquirida em outros casos mostra que é frequente, nos

grandes traumatizados como nos grandes queimados, o aparecimento de úlceras gástricas agudas e perfurações em consequência dessas gravíssimas situações.

16. Essas úlceras gástricas agudas e perfurações são, em regra, a causa de

hemorragia ou peritonite, e estas a causa directa da morte, mas numa

sequência desencadeada pelo traumatismo.

17. Isto é, a úlcera poderá determinar a peritonite e esta a morte, mas foi o

traumatismo que determinou a úlcera aguda e/ou perfuração.

18. Tal como pode determinar uma embolia ou uma pneumonia mortais.

19. O nexo de causalidade existe, portanto, na medida em que as causas da

morte, foram necessariamente desencadeadas pelo traumatismo sofrido com o

sinistro.

20. Seria, de resto, estranha coincidência a proximidade temporal entre o acidente e a peritonite que causou a morte.

21.

Tanto mais que as úlceras, mesmo perfuradas, constituem situações

clinicamente tratáveis e normalmente curáveis.

22. Como seria logo de alertar a existência de „múltiplas úlceras gástricas agudas“, sem quaisquer antecedentes clínicos.

23. Aliás, a conclusão do relatório da autópsia nem sequer se pode considerar

categórica.

24. A expressão "aparentemente“ usada na conclusão 5ª (e adoptada pelo Ministério Público na acusação) mostra que a situação não foi devidamente investigada, sendo certo que

25. O nexo de causalidade que aí se põe em causa se situa entre as lesões

(fracturas) e a úlcera e peritonite, e não entre estas doenças e o acidente.

26. De resto, ainda que por hipótese a vítima fosse portadora de úlceras

gástricas, sempre haveria que averiguar se a sua perfuração não fora determinada pelo traumatismo.

27. Havia, assim, necessidade de aprofundar e esclarecer as conclusões da

autópsia, o que efectivamente não foi feito.

28. Finalmente, a referência na acusação do Ministério Público as lesões que,

segundo aí se diz, terão causado 10 dias de doença com impossibilidade de trabalho é desnecessária, minimizante e enganosa.

29. O tempo de doença e/ou de impossibilidade para o trabalho não é hoje

elemento do crime.

30. Ainda que o fosse, o seu sentido seria o de indicar a gravidade das lesões

sofridas.

31. Por isso, num caso em que apesar das circunstâncias apontadas se não se

considera a morte com consequência da ofensa, não deveria utilizar-se o

tempo de sobrevivência para caracterizar as demais lesões.

32. E é evidência que várias fracturas graves nas 2 pernas e fractura de um braço e demais lesões apontadas são lesões cuja gravidade correspondem meses de doença e impossibilidade para o trabalho.

Ora,

33. A instrução visa, precisamente, a comprovação judicial da acusação.

34. A Requerente pretende, por isso, ver judicialmente esclarecidos e

comprovados os pontos da acusação que lhe suscitam dúvidas atrás denunciadas com vista a estabelecer o nexo da causalidade entre o acidente e a morte da vítima, com as legais consequências.

35. Nesse sentido, desejaria a Requerente: que fossem averiguados e

apreciados os antecedentes clínicos da vítima; que fossem ouvidos peritos médicos sobre a possibilidade e/ou frequência de ocorrência de úlceras gástricas, com perfuração, em situações de grandes traumatismos; ou a possibilidade e frequência de ruptura de úlceras, porventura existentes, em consequência do traumatismo; que fossem conciliados o grave traumatismo sofrido no acidente e a proximidade da verificação inesperada da causa directa da morte; bem como a gravidade das fracturas sofridas traduzida em tempo previsível de cura.

36. Para tanto, e sem prejuízo das demais diligências que V. Exa. entender por

bem ordenar, a Requerente permite-se sugerir:

a) Que seja requisitado ao Posto Médico Nº 3 de da vítima;

a ficha clínica

b) Que seja ouvida a médica assistente da vítima, Dra. M (nome) , acerca dos antecedentes clínicos da vítima, designadamente sobre a existência de úlcera ou úlceras gástricas;

(nome) , residente

em

ruptura, momento da sua ocorrência e perfuração referidos à data do acidente,

bem como o contributo para a morte da vítima dado pelas lesões referidas na rubrica "Hábito interno“, e, ainda,

c) Que seja ouvido o médico que realizou a autópsia, Dr. F

sobre as causas prováveis da úlcera ou úlceras gástricas e sua

(morada),

d)

Se é frequente o aparecimento de úlceras e sua perfuração em casos de

grandes traumatizados e grandes queimados;

e) Que seja solicitado parecer ao Conselho Médico Legal sobre as questões

aqui debatidas, designadamente o nexo de causalidade entre o acidente (fortemente traumático) e a sequência de situações (úlceras, ruptura e peritonite) que determinaram directamente a morte da vítima;

f) Que seja solicitado ao I. M. L. Informação sobre o tempo provável de doença das fracturas constantes do relatório de autópsia e documentação clínica da vítima.

Termos em que deve ser recebido o presente requerimento, sustendo-se os seus termos até à admissão da Requerente como assistente, e, seguidamente, ordenando-se a abertura de instrução, praticando-se todas as diligências julgadas adequadas ao esclarecimento dos factos, e pronunciando-se, a final, o Arguido pelo crime de homicídio por negligência p. e p. pelo artigo 137º , Nº 2 do Código Penal, conforme acusação que, por cautela, também nesta data se deduz.

Junta:

Documentos, Duplicados e Cópias legais.

O Advogado

Requerimento para abertura de instrução por parte do arguido:

NUIPC…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de…

A, arguido nos autos de inquérito à margem identificados, tendo sido notificado do despacho de acusação, vem, nos termos da alínea a) do n.º1 do art. 287.º CPP, requer a abertura de instrução, com os seguintes fundamentos:

1.º

Da acusação não constam os requisitos previstos nos n.ºs 1 e 2 do art. 283.º CPP pelo que a mesma não devia ter sido recebida.

2.º

Não existem nos autos indícios suficientes da verificação do crime, e a ter-se verificado, de que o requerente tenha sido o seu autor.

3.º

Dos autos não consta qualquer elemento de prova credível de que o arguido tenha praticado os factos que lhe são imputados.

4.º

Por mera cautela, o arguido oferece prova testemunhal.

Pelo exposto, requer:

-Seja declarada aberta a instrução;

-Sejam ouvidas por V. Exa. as testemunhas indicadas, e

-A final, seja proferido despacho de não pronúncia.

Testemunhas:

2…

Devem ser ouvidas à matéria dos Artigos… e …da acusação.

O(a) Advogado(a)

Requerimento para abertura de instrução por parte do assistente:

NUIPC…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de…

A, assistente nos autos de inquérito à margem indicados, tendo sido notificado

do despacho de arquivamento, vem, nos termos da alínea b) do n.º1 do art. 287.º CPP, requerer a abertura de instrução, com os seguintes fundamentos:

1.º

O Ministério Público fundamentou o arquivamento do inquérito na falta de

indícios de que o arguido B tenha praticado o crime denunciado.

 

2.º

Esse fundamento assentou na….

 

3.º

(…)

 

6.º

O arguido B cometeu um crime de…, previsto e punível no art…

Pelo exposto requer:

a)Seja declarada aberta a instrução;

b)Sejam tomadas declarações às testemunhas abaixo indicadas;

c)A final, B seja pronunciado pela prática do crime…

Testemunhas:

1…

2…

Devem ser ouvidas à matéria dos artigos… deste requerimento.

O(a) Advogado(a)

NOTA:

EXEMPLOS DE REQUERIMENTO PARA ABERTURA DE INSTRUÇÃO:

REQUERIMENTO PARA ABERTURA DE INSTRUÇÃO POR PARTE DO ARGUIDO:

Em face do exposto, o Arguido vem requerer a V. Exa. que seja declarada aberta a fase processual da Instrução, com inquirição das testemunhas abaixo indicadas, e que, a final, seja proferido despacho de não pronúncia.

Exmo. Senhor Juiz do Tribunal de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga

NUIPC n.º 708/08.2PBAVR

2.ª Secção do Ministério Público do DIAP de Aveiro

Paulo R., Arguido nos autos referidos em epígrafe, discordando integralmente (não se conformando) do Despacho de Acusação vem, ao abrigo do disposto no arts. 287.º, n.º1, alínea a) e 283.º, n.ºs 1 e 2 CPP,

REQUERER A ABERTURA DE INSTRUÇÃO,

nos termos e com os seguintes fundamentos:

1.º

O Arguido vem acusado da prática, em co-autoria material (art.26.º CP), de um crime de ofensa à integridade física, previsto e punido pelo art.143.º, n.º1 CP.

2.º

Tal acusação assenta, única e exclusivamente, no conteúdo dos Autos de Inquirição das Testemunhas, constantes das fls. 7 a 39, 45 a 49, 65 e 66 do Apenso e 507 a 510 dos Autos principais.

3.º

Do teor dos Autos de Inquirição não resultam indícios suficientes da prática deste crime pelo ora Arguido.

4.º

Contrariamente ao afirmado pelo Ofendido, o ora Arguido não praticou os factos que lhe são imputados.

Porquanto,

5.º

Relativamente aos factos que são imputados ao ora Arguido, as testemunhas não possuem conhecimento pessoal e directo dos mesmos, logo, os seus Depoimentos nunca poderão valer como meio de prova (arts.128.º e 129.º CPP).

6.º

Nos termos do art. 283.º CPP a dedução de Acusação pelo Ministério Público depende da recolha de indícios suficientes da prática de um crime, definindo-se estes como a possibilidade razoável de se aplicar em Julgamento uma pena ou uma medida de segurança.

8.º

Consequentemente, não deveria ter sido deduzida Acusação contra o Arguido.

Termos em que e nos demais de Direito requer a V. Exa. seja declarada a abertura de instrução e, consequentemente, proferido despacho de não pronúncia do Arguido pelo crime de que vem acusado.

JUNTA:

Procuração Forense; Duplicados e Cópias legais.

Os Defensores

REQUERIMENTO PARA ABERTURA DE INSTRUÇÃO PELO ASSISTENTE:

Processo n.º 708/08.2PBAVR

2.ª Secção do Ministério Público

Exmo.

Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga

do Tribunal de

Senhor

Juiz

Adriano R, Ofendido melhor identificado nos autos acima designados, discordando integralmente do Despacho de Arquivamento, vem, de acordo com o disposto nos arts.68.º, n.º3, alínea b) e 287.º, n.º1, alínea b) CPP,

REQUERER A CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE E A ABERTURA DE INSTRUÇÃO,

nos termos e com os seguintes fundamentos:

I.DA CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE:

1.º

O Denunciante porque é ofendido e está em tempo, requer seja admitida a sua constituição como assistente nos presentes autos.

II.DA ABERTURA DE INSTRUÇÃO:

2.º

Os presentes autos foram arquivados, porquanto o comportamento do Arguido alegadamente «é insusceptível de integrar a prática do tipo incriminador de injúria, previsto e punido no art.181.º CP».

3.º

Salvo o devido respeito discordamos em absoluto de tal decisão.

4.º

Vejamos os factos alegados na participação do ora Assistente que, grosso modo, estão demonstrados nos Autos das Declarações das Testemunhas juntos nos presentes autos:

a) Os factos ilícitos tiveram lugar no dia 13 de Julho de 2008, cerca das 5h e

30m, no interior do Estabelecimento de Diversão Nocturna - “Clube Oito”, no Cais do Paraíso.

b) O Arguido, Paulo é Sócio-Gerente do referido Estabelecimento de Diversão ,

actuando sempre como seu único representante nas relações comerciais com

o

Assistente (cfr. Auto de Inquirição a fls.83 e 86);

c)

Naquela data (dia 13 de Julho de 2008), o Assistente fora injuriado pelo

Arguido, Paulo R. (cfr. Auto de Inquirição a fls.71, 83 e 86).

5.º

No dia 13 de Julho de 2008, cerca das 5h.30m., o Ofendido/Assistente, encontrando-se no Estabelecimento de Diversão Nocturna - “Clube Oito”, viu-

se confrontado com o Arguido, Paulo, Sócio-Gerente daquele Estabelecimento,

em direcção a si, pronunciando, as seguintes palavras e expressões: «tu és

uma merda. Nunca mais aqui metes os pés. És um grande filho da puta; um garoto de merda. Se tivesse hipótese fodia-te todo».

PREENCHIMENTO DOS ELEMENTOS DO CRIME DE INJÚRIA:

5.º

como elementos

constitutivos, objectivamente, a acção adequada a produzir um resultado

consubstanciado na ofensa à honra ou consideração de outrem, e, subjectivamente, o dolo, constituído pelo conhecimento dos elementos

objectivos do tipo e pela vontade de agir por forma a preenchê-los cfr. art.13.º

O crime de injúria, previstos no art.181.º CP, «(

)tem

e 14.º CP» (Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, de 17/12/2008, Proc. n.º 377/07.7TACNT.C1, in www.dgsi.pt)

6.º

Todos os insultos foram proferidos em voz alta, a um ponto tal, que as pessoas, conhecidas e desconhecidas que se encontravam no interior e exterior do Estabelecimento acima identificado, tiverem oportunidade de ouvir.

7.º

O Arguido pretendeu de forma clara, inequívoca e consciente, afectar, irremediavelmente, a honra, dignidade e reputação do Ofendido/Queixoso, como veio a concretizar-se.

8.º

O Arguido embora soubesse que a sua conduta era proibida e punida por normas jurídico-penais, não deixou de materializá-la.

9.º

Em face do descrito, facilmente de conclui que a conduta livre, deliberada e consciente do Arguido configura um Crime de Injúria, previsto e punido no art.181.º, n.º1 Código Penal (CP).

10.º

Pelo exposto, não restam dúvidas que o Ministério Público não poderia determinar o Arquivamento. Aliás, conforme resulta, desde logo, dos elementos probatórios que constam dos autos.

Termos em que e nos demais de Direito requer a V. Exa.:

I. Seja admitida a constituição de assistente e

II. Seja declarada a abertura de instrução e, em consequência, proferido

despacho de pronúncia do participado pela prática do crime de injúria, previsto

e punido no n.º1 do art.181.º CP.

JUNTA:

DUC e Comprovativo do pagamento do Taxa de Justiça; Duplicados e Cópias legais.

O Advogado com procuração nos autos

Requerimento de constituição de assistente e abertura de instrução:

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

Secção

NUIPC

(Inquérito)

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

Marta Costa, queixosa nos autos à margem identificados, tendo sido notificada do Despacho de Arquivamento, vem, nos termos e para os efeitos dos arts. 68.º, n.º3, alínea b) e 287.º, n.º1, alínea a) CPP, requerer a CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE E A ABERTURA DE INSTRUÇÃO, nos termos e com os seguintes fundamentos:

DA CONSTITUIÇÃO DE ASSISTENTE:

A queixosa porque ofendida e estando em tempo, requer que seja a sua intervenção como assistente nos presentes autos, juntando, para o efeito, o DUC e comprovativo do pagamento da taxa de justiça.

DA ABERTURA DE INSTRUÇÃO:

1.º

No dia 26/07/2008, a requerido tinha estendido um vestido ao sol, na sua varanda.

2.º

A arguida despejou um balde de água com lixívia sobre o vestido.

3.º

Descolorando-o e estragando-o.

4.º

A arguida, seguidamente, atirou o balde à cabeça da requerente, causando-lhe

ferimentos.

5.º

Ora, negou a arguida nas suas declarações que lhe seja imputável tal conduta, por se tratar de um acidente e não de um acto intencional.

6.º

Não correspondem tais declarações à verdade dos factos, sendo sobejamente

conhecidas por toda a vizinhança as relações de animosidade entre a arguida e

a requerente.

7.º

Existindo indícios suficientes de que a arguida agiu livre e conscientemente ao despejar o conteúdo do balde, com o intuito de estragar o vestido da requerente, causando-lhe um dano.

8.º

Retiramos ainda que a arguida agiu com dolo ao atirar o balde à cabeça da requerente, com a intenção de lhe causar lesão, desiderato que alcançou.

9.º

A toda a situação, sabe-se agora ter assistido dois vizinhos, que se vem, nos

termos do disposto na alínea a) do n.º2 do art. 69.º CPP indicar.

10.º

A arguida incorre, assim, na prática de um crime de ofensa à integridade física,

previsto e punido no art. 143.º CP e na prática de um crime de dano, previsto e punido no art. 212.º CP.

Termos em que requer a V. Exa. que seja admitida a sua intervenção como assistente nos presentes autos e que seja declarada a abertura da instrução e, consequentemente, produzida a prova indicada e realizado o debate instrutório, devendo, a final ser proferido despacho de pronúncia.

Prova:

Requer que sejam inquiridas as seguintes testemunhas:

Junta:

Procuração, duplicados legais, DUC e comprovativo de pagamento da taxa de justiça.

O(a) Advogado(a)

Estrutura de acusação particular

Arts. 285.º e 283.º CPP

O assistente tem de cumprir as regras da acusação pública.

A acusação particular é um requerimento:

-Dá entrada no MP;

-É dirigido ao juiz que deverá conhecer do processo e não ao juiz de instrução criminal.

Começamos por identificar o requerente - assistente;

Enunciamos a dedução de acusação particular;

Requeremos o julgamento em processo comum, com intervenção do tribunal, sendo este, em princípio, singular.

Art. 15 CPP

Para determinar se há lugar a julgamento por tribunal colectivo ou de júri:

quando haja mais do que um crime somam-se as molduras abstractas.

Nota:

O julgamento pode também ser requerido no fim.

Identificamos o arguido - devemos identificá-lo cabalmente: nome completo, filiação, estado civil, profissão e residência.

Juízo de prognose - "porque os autos indiciam que", "porque há indícios

suficientes de

",

"por quanto indiciam suficientemente os autos".

Narração dos factos: situando-se espacial e temporalmente e indicando a motivação do arguido.

-Não devemos usar expressões mitigadas. Ou seja, se o arguido chamou ao assistente cabrão então é isso que pomos na acusação particular.

-Devemos concluir com o elemento subjectivo do tipo - dos factos retira-se que o agente agiu com dolo directo, com negligência, etc.

-Temos de atender ao modo como o arguido agiu e qual o seu objectivo.

Subsumir os factos nas nomas legais. ("Com a conduta descrita,

praticou o arguido um crime de

Conclusão (pedido);

, previsto e punido no art

CP")

Indicação dos meios de prova passíveis de corroborar os factos constantes da narração (pode inclusivamente requerer-se prova pericial);

É aqui deduzimos o pedido de indemnização civil, formulando o respectivo pedido e apresentando a devida prova.

Data e assinatura do mandatário.

Acusação Particular:

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

NUIPC 345/08.7PCTCCBR

(Inquérito)

Exmo. Senhor Dr. Juiz dos Juízos Criminais de Coimbra

Amélia Silva, assistente nos autos em epígrafe e aí melhor identificada, tendo sido notificada nos termos e para os efeitos do art. 285.º CPP, vem deduzir ACUSAÇÃO PARTICULAR e requerer o julgamento de Bruno Silva, filho de Amélia e Pedro Silva, solteiro e maior, estudante, residente na Avenida dos Clérigos, n.º 20, 1.º Direito, 3000 - 123 Coimbra, em processo comum, com intervenção de tribunal singular.

(E ainda formular pedido de indemnização civil nos termos do art. 77.º, n.º4 CPP)

I.DA Porquanto indiciam suficientemente os autos:

ACUSAÇÃO:

No dia 20/03/2008, o arguido deslocou-se à residência da assistente, dizendo- lhe que o seu relógio se tinha avariado e que demoraria cerca de uma semana a repará-lo. Para que o arguido não ficasse muito tempo sem relógio. a assistente emprestou-lhe um relógio, no valor de 400€, que pertencia ao seu marido, entretanto falecido.

Aquando a data prevista para a conclusão da reparação, a assistente foi à residência do arguido, para lhe pedir de volta o relógio que lhe tinha emprestado, visto que já não precisaria dele.

O arguido recusou-se a dar-lhe o relógio, vindo a assistente, posteriormente, a apurar que o mesmo já não se encontrava na disposição do arguido, que o vendeu para ter dinheiro para comprar estupefacientes. A assistente tomou conhecimento destes factos através do dono da ourivesaria em que o arguido vendeu o relógio. Com efeito, aquele era amigo de longa data da assistente e reconheceu de imediato o relógio.

O arguido tinha plena consciência que o relógio lhe tinha sido entregue a título

de empréstimo, pelo que ao aceitá-lo, ele agiu livre e conscientemente, com o

intuito de se apropriar do referido relógio, embora soubesse não ser seu legítimo proprietário.

Com a conduta descrita, cometeu o arguido, em autoria material, o crime de abuso de confiança, previsto e punido no art. 205.º CP, devendo ser submetido a julgamento nos termos requeridos, a fim de lhe serem aplicadas as sanções previstas na lei.

Prova:

Declarações da assistente - Amélia Silva;

Testemunhal:

1.Carolina Cunha, solteira, estudante, residente na Av. da Liberdade, n.º 2, R/C. Esquerdo, 3000 - 300 Coimbra;

2.Daniel Patrício, casado, ourives, residente na Rua do Brasil, n.º 76, 1.º Esquerdo, 3000 - 129 Coimbra.

II.DO PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL:

A demandante dá aqui por reproduzida, para todos os efeitos legais, a

factualidade descrita na Acusação Particular supra deduzida.

Em virtude da conduta do arguido, ficou a demandante privada do supra referido relógio, de valor não só monetário, mas principalmente sentimental.

Ora, sendo o demandado o único responsável pelos danos causados, consequência directa da sua conduta, deverá por tal ser obrigada a indemnizar a lesada, considerando-se ter a demandada sofrido danos patrimoniais comutados em 300,00€.

Uma vez que resultam preenchidos os pressupostos da responsabilidade civil por factos ilícitos (art. 483.º CC).

Termos em que, deve o presente pedido ser julgado procedente, por provado, e consequentemente, deve o demandado ser condenado no pagamento à demandada da quantia de 300,00€, acrescidos de juros à taxa legal, custas e demais encargos do processo.

Prova:

Declarações da assistente;

Testemunhal:

1.Carolina Cunha, solteira, maior, estudante, residente na Av. da Liberdade, n.º2, R/C Esquerdo, 3000 - 300 Coimbra;

2.Daniel Patrício, casado, ourives, residente na Rua do Brasil, n.º 76, 1.º Esquerdo, 300 - 129 Coimbra.

Junta:

Duplicados legais e cópias.

O(a) Advogado(a)

Acusação Particular:

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

NUIPC

(Inquérito)

Exmo. Senhor Dr. Juiz dos Juízos Criminais de Coimbra

Branca Pinto, assistente nos autos em epígrafe e aí melhor identificada, vem deduzir ACUSAÇÃO PARTICULAR, e requerer o julgamento de António Ramos, filho de João e Maria Ramos, casado, carpinteiro, residente na Quinta das Flores, Lote C, 3.º Direito, 300 - 359 Coimbra, em processo comum, com intervenção de tribunal singular.

Porquanto indiciam suficientemente os autos:

No dia 20/03/2008, a assistente encontrava-se no Café S. João, com a sua família, a tomar café, como tinha por hábito fazer depois do almoço.

A assistente estava a conversar com uns amigos quando foi interpelada, de

forma brusca e repentina, pelo arguido.

Este prostrou-se à frente da assistente e dos seus amigos, dizendo-lhe, num tom elevado, perceptível por todos os presentes no café "sua mula, sua mulher de má nota, já dormiste com metade dos homens deste bairro".

A assistente ficou surpreendida com as afirmações do arguido, com o qual

sempre mantivera relações de cordialidade, e tão chocada pela agressividade com que tais palavras foram proferidas, que o seu cônjuge teve de levá-la para

a rua, para apanhar ar fresco.

O arguido, ao tomar aquela atitude, num estabelecimento comercial cheio e que a assistente frequentava com regularidade, agiu livre e conscientemente, com a intenção de ofender a assistente na sua honra e consideração, desiderato que alcançou.

Dos elementos referidos, retiramos que:

Cometeu o arguido, pelo que se narrou, em autoria material, um crime de injúria, previsto e punido pelo art. 181.º CP, pelo que deve a presente acusação ser recebida e, consequentemente, ser o arguido submetido a julgamento nos termos requeridos, a fim de lhe serem aplicadas as sanções previstas na lei.

Prova testemunhal:

1.Américo Silva, divorciado, GNR, residente na Rua

2.Laurinda Ferreira, casada, funcionária judicial, residente na Rua

Junta:

Duplicados e cópias.

O(a) Advogado(a)

ACUSAÇÃO POR CRIME PARTICULAR:

Proc. n.º…

Exmo. Senhor Dr. Juízo de Direito do Tribunal de…

Xavier Bastos, comerciante, residente em…, assistente nos autos, vem, nos termos do arts. 285.º, n.º1 e 283.º CPP, requer o julgamento em processo comum e com tribunal singular de Maria Pires, casada, comerciante, residente e com local de trabalho na Rua…

Porque:

No dia…, na Rua…, sem qualquer explicação ou motivo aparente, ofendendo-o na sua integridade moral, chamando-lhe bandido e gatuno, palavras estas proferidas em voz alta, de modo a serem ouvidas por várias pessoas, pelo que se considera ofendido na sua honra e consideração.

A arguida agiu por forma livre e consciente, bem sabendo que tal conduta não lhe era permitida.

Cometeu, assim, em autoria material e na forma consumada, um crime de injúrias previsto e punível pelo art. 181.º, n.º1 CP, violando também os arts. 25.º, n.º1 e 26.º, n.º1 CRP e art. 70.º, n.º1 CC.

Pedido Civil:

O assistente requer que a arguida seja condenada a pagar-lhe a quantia de 3.000,00€, a título de compensação por danos não patrimoniais, nos termos dos arts. 72.º e 75.º CPP, 129.º CP e 483.º e 496.º CC.

Prova:

Testemunhas:

1…

2…, que se compromete a apresentar em juízo.

O(a) Advogado(a)

Pedido de Indemnização Civil:

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

NUIPC

Exmo. Senhor Procurador-Ajunto

completo), lesado no inquérito à margem identificado, tendo sido

notificado nos termos do art. 75.º CPP, vem manifestar, nos termos do n.º2 do citado preceito, a intenção de deduzir pedido de indemnização civil no decurso do inquérito.

(nome

Nota:

O(a) Advogado(a)

Se o lesado, sabendo que tal direito lhe assiste, não quiser esperar pela informação do art. 75.º, n.º1 CPP, pode manifestar a sua intenção, logo na queixa, inserindo a frase: «o ofendido desde já declara que, oportunamente, deduzirá pedido de indemnização civil contra o participado».

Forma de deduzir pedido de indemnização civil:

Temos de distinguir se o pedido de indemnização civil, face à sua grandeza, obriga ou não à intervenção de advogado, nos termos do CPC (valor inferior ou superior a 5000,00€ - art. 76.º, n.º1 CPP e 32.º, n.º1 CPC).

O demandante opta por não constituir advogado, por tal não ser necessário - pedido é feito nos termos do art. 77.º, n.º4 CPP - requerimento simples ao processo, em que indica o valor do pedido e os elementos de prova.

Quando for necessária a constituição de advogado ou quando o demandante opte por constituir advogado - o pedido de indemnização civil assume a forma de petição inicial (por articulados), em que a causa de pedir é o crime.

As provas - arrolamento de testemunhas e indicação de documentos - são sempre apresentadas com o pedido - art. 79.º, n.º1 CPP.

Testemunhas:

Valor inferior à alçada da Relação - 5 por requerente.

Valor superior à alçada da Relação - 10 por requerente.

NOTA:

EXEMPLOS DE ACUSAÇÃO:

ACUSAÇÃO PELO ASSISTENTE:

Exmo. Senhor Procurador da República do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º…

…Secção do Ministério Público

…, Assistente nos Autos à margem designados, vem, ao abrigo do disposto no art. 284.º, n.º2, alíneas a) e b) CPP:

1.º

Aderir integralmente à Douta Acusação deduzida pelo Ministério Público;

E

2.º

Requerer, dado que não consta da referida Acusação, exame no local onde ocorreram os factos em causa nos Autos.

Junta:

Cópias;

Duplicados.

Proc. n.º…

…Secção

O(a) Advogado(a)

Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…

…, Ofendida melhor identificada nos Autos à margem designados,

EXPÕE

Pretende constituir-se Assistente nos presentes Autos.

Desde que admitida vem deduzir Acusação contra…, Arguido, já melhor identificado nos Autos, nos termos e com os fundamentos seguintes:

Prova:

A da Douta Acusação;

Testemunhal:

Por todo o exposto a Assistente, vem, ainda, apresentar

PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL

Contra

…, Arguido, ora Demandado melhor identificado nos Autos supra referenciados, nos termos e com os seguintes fundamentos:

Termos em que deverá o presente pedido de indemnização civil ser julgado procedente, por provado e, por via disso, ser o demandado condenado a pagar à Demandante a quantia de € …, acrescida de juros até efectivo e integral pagamento, bem como os demais encargos legais.

Prova do Pedido Cível:

A indicada na Acusação.

Valor do Pedido de Indemnização Civil:

€…

Requer a V. Exa., nos termos do disposto no art. 68.º, n.º3 CPP, se digne admitir a sua constituição como Assistente.

Mais se requer a V. Exa. nos termos do art. 284.º CPP, se digne a admitir a presente Acusação, seguindo-se os demais termos.

Requer, ainda, a V. Exa. nos termos do disposto nos arts. 74.º, n.º1 e 77.º CPP, se digne admitir o presente pedido de indemnização civil e ordenar a notificação do Demandado para, contestar, querendo no prazo legal.

Junta:

Cópias,

Duplicados,

DUC e Comprovativo do Pagamento da Taxa de Justiça.

O(a) Advogado(a)

ACUSAÇÃO PARTICULAR COM PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL:

Proc. n.º…

…Juízo

Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…

…Assistente, melhor identificada nos presentes Autos, vem, em conformidade com o disposto nos arts. 285.º, n.º1 e 77.º CPP, deduzir ACUSAÇÃO PARTICULAR E PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL, contra

…, Arguido, melhor identificado nos presentes Autos:

I.ACUSAÇÃO PARTICULAR:

Prova:

A.Documental:

B.Declarações da Assistente;

C.Testemunhal:

Por todo o exposto, a Assistente vem, ainda, apresentar

II.PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL:

A-DANOS PATRIMONIAIS:

B-DANOS NÃO PATRIMONIAIS:

Prova do pedido cível:

A indicada na Acusação Particular;

Valor do Pedido de Indemnização:

€…

Pelo que,

Requer a V. Exa., nos termos do disposto nos arts. 207.º CP e 285.º CPP se digne admitir a presente Acusação, seguindo-se os demais termos.

Requer, ainda, a V. Exa. o Arguido seja condenado em autoria material e na forma consumada, pela prática de um crime de injúria, previsto e punido pelo art. 181.º CP (por exemplo).

Mais requer a V. Exa. se digne admitir, nos termos dos arts. 74.º,n.º1 e 77.º CPP, o presente pedido de indemnização civil e ordenar a Citação do Demandado para contestar, querendo, no prazo legal.

Por consequência, ser o Demandado condenado a pagar à Assistente aquela quantia, acrescida de juros à taxa legal, contados da Citação ao integral e efectivo pagamento, bem como no pagamento de custas e procuradoria condigna.

E.D.

Junta:

Procuração Forense, Cópias e Duplicados legais.

MANIFESTAÇÃO

INDEMNIZAÇÃO CIVIL:

DO

O(a) Advogado(a)

PROPÓSITO

DE

DEDUZIR

PEDIDO

DE

Exmo. Senhor Procurador Geral da República no Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º …

…Secção

…, Queixoso e lesado nos Autos à margem referenciados, e, neles, melhor identificado, vem nos termos do art. 75.º, n.º2 CPP, manifestar o propósito de deduzir pedido de indemnização civil.

Junta:

Cópias e Duplicados legais.

O(a) Lesado(a)

Pedido de Indemnização civil:

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

Proc. n.º

Secção

Exmo. Senhor Juiz de Direito dos Juízes Criminais de Coimbra

completo), ofendido, melhor identificado nos autos em epígrafe, tendo

sido notificado para o efeito, vem, nos termos do art. 77.º, n.º2 CPP, formular

completo), arguido nos

PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL contra

autos em epígrafe, nos termos e com os seguintes fundamentos:

(nome

(nome

1.º

O demandante dá aqui por reproduzida, para todos os efeitos legais, a factualidade descrita na acusação deduzida pelo Ministério Público nos autos supra indicados.

2.º

3.º

4.º

I.DOS DANOS PRATIMONIAIS:

5.º

No seguimento dos acontecimentos supra descritos, ficou o demandante privado permanentemente da quantia de 500,00€, que ele apenas entregou ao demandado por estar convencido de que tal era necessário para obter o empréstimo de que precisava.

II.DOS DANOS NÃO PATRIMONIAIS:

13.º

Além da perda da quantia de 500,00€, o demandante sofreu danos não patrimoniais.

III.DA INDEMNIZAÇÃO:

18.º

Sendo o demandado o único responsável pelos danos causados, consequência directa da sua conduta, deverá por tal ser obrigado a indemnizar o lesado, considerando-se ter o demandante sofrido danos patrimonais no valor de

500,00€ e danos não patrimoniais comutados em

€.

19.º

Em face do exposto, resultam preenchidos os pressupostos da responsabilidade civil por factos ilícitos (art. 483.º CC), inerente à obrigação de indemnização.

Termos em que, deve o presente pedido ser julgado procedente, por provado, e consequentemente, deve o demandado ser condenado no

acrescidos de juros à taxa

pagamento ao demandante da quantia de

legal, custas e demais encargos do processo.

€,

Mais se requer a notificação do demandado, para contestar querendo, em prazo e sob cominação legal, seguindo-se os demais trâmites legais.

Prova:

Declarações do Ofendido,

Testemunhal:

Valor:

Junta:

(nome completo).

Procuração (se ainda não estiver no processo), duplicados legais.

O(a) Advogado(a)

PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL:

Exmo. Senhor Dr. Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º….

… Secção do Ministério Público

…Lesado, nos autos designado em epígrafe, vem, ao abrigo do arts. 75.º, n.º2 e 77.º, n.º2 CPP,

DEDUZIR PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL, contra

Os Arguidos, nos Autos à margem referenciados,

Nos termos e com os seguintes fundamentos:

I.DANOS PATRIMONIAIS:

II.DANOS NÃO PATRIMONIAIS:

Pelo que,

Requer-se a V. Exa. se digne admitir, nos termos dos arts. 74.º,n.º1 e 77.º CPP, o presente pedido de indemnização civil e ordenar a Citação do Demandado para contestar, querendo, no prazo legal.

Por consequência, ser o Demandado condenado a pagar ao Lesado a quantia de € …, a título de indemnização por danos patrimoniais causados, acrescida de juros à taxa legal, contados da Citação ao integral e efectivo pagamento, bem como no pagamento da quantia de €…, a título de compensação pelos danos morais sofridos, acrescida de juros à taxa legal, contados desde a Citação ao integral e efectivo pagamento.

E,

procuradoria condigna.

ainda,

seja

o

Demandado

condenado

no

pagamento

de

custas

e

Prova:

I.Toda a prova constante da Acusação Pública;

II.Testemunhal:

Valor:

€…

Junta:

Documentos, Procuração Forense, Cópias, Duplicados legais e DUC e Comprovativo do Pagamento da Taxa de Justiça.

E.D.

O(a) Advogado(a)

Pedido de Indemnização Civil:

Proc. n.º…

Exmo.

Tribunal de…

Senhor

Dr.

Juiz

de

Direito

do

M, assistente nos autos à margem identificados, vem deduzir pedido de indemnização civil contra Companhia de Seguros…, com sede na…, nos termos e com os fundamentos seguintes:

1.º

A assistente conforma-se com a acusação deduzida pelo MP, acusação que

aqui se dá por integralmente reproduzida para todos os efeitos legais.

2.º

A vítima do acidente descrito na douta acusação, era casado com a assistente.

3.º

Exercia a profissão de…, auferindo a retribuição mensal de…

4.º

Tinha 30 anos de idade.

5.º

Os rendimentos da vítima constituíam o único meio de subsistência da família.

6.º

A vítima deixou dois filhos menores, C e D.

7.º

A assistente sofreu intensa dor, como consequência da morte do seu marido,

vivendo angustiada, encontrando-se em tratamento assistido por psicólogo.

8.º

O arguido foi o único culpado do acidente, pois agiu de forma grosseira, inábil e

distraída.

(…)

12.º

A assistente pede uma indemnização por danos patrimoniais para si e para os

filhos menores não inferior a …

13.º

Pelo sofrimento ocasionado pela morte deverá a assistente e os filhos serem compensados com indemnização global de 30.000,00€, atendendo ao critério de equidade.

14.º

E, pela lesão do direito à vida têm, ainda, direito a uma indemnização não inferior a 25.000,00€.

15.º

O proprietário do veículo transferiu a responsabilidade pelos danos causados a

terceiros para a Ré, nos termos da Apólice n.º…., com responsabilidade ilimitada.

16.º

As partes são legítimas, dispõem de personalidade e de capacidade judiciária,

o processo é o adequado e foro é competente.

Termos em que deverá julgar-se este pedido civil como provido e procedente,

, seu filho menor, na importância de citação.

condenando a Ré

a indemnizar a assistente, por si e em representação do

, acrescida de juros legais desde a

Valor:

Prova:

Junta:

O(a) Advogado(a)

REQUERIMENTO

CIVIL:

DE

DESISTÊNCIA

DO

PEDIDO

DE

INDEMNIZAÇÃO

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º…

…Secção do Ministério Público

…, Lesado nos Autos à margem indicados, e, neles, melhor identificado, vem, em sede do preceituado no art. 81.º, alínea a) CPP, renunciar ao direito de indemnização civil e desistir do pedido formulado no dia…, contra o Arguido …

Junta:

Cópias e Duplicados legais.

O Lesado

CONTESTAÇÃO DO PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL:

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º…

…Secção do Ministério Público

Companhia de Seguros…, Demandada nos Autos à margem identificada, vem, nos termos do art. 78.º CPP,

CONTESTAR

Lesado/Demandante

O

PEDIDO

DE

INDEMNIZAÇÃO

CIVIL,

deduzido

pelo

Termos em que e nos demais de Direito deve:

I.O pedido de indemnização civil ser julgado improcedente e, em consequência,

a demandada absolvida do mesmo ou

II.Caso se entenda haver culpa do Arguido, o que por mera hipótese se admite,

o pedido ser julgado de acordo com a prova que vier a ser produzida.

Prova:

Testemunhal:

Valor:

O do Pedido de Indemnização Civil;

Junta:

Procuração Forense, Cópias e Duplicados.

Contestação de pedido civil:

Proc. n.º

O(a) Advogado(a)

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de

Contestando o pedido que lhe é movido pelo assistente, diz a demandada Companhia de Seguros, S.A.,

1.º

A demandada não sabe, nem tem a obrigação de saber se os factos que alegadamente deram origem ao acidente de viação invocado pela assistente correspondem ou não à verdade.

2.º

Pelo que, nos termos e para os efeitos previstos no art. 490.º CPC, impugna a

factualidade vertida pela assistente sob os n.ºs como o teor do despacho da acusação.

da sua Petição Inicial, bem

3.º

Contudo, de acordo com as informações por si recolhidas, a demandada nunca seria responsável pelo pagamento de qualquer indemnização resultante do referido acidente de viação, porquanto o mesmo não procedeu de facto cuja responsabilidade possa ser imputada ao condutor do veículo seguro.

4.º

Perante este circunstancialismo, é evidente que nenhuma culpa pode ser atribuída ao condutor do veículo seguro, já que actuou conforme lhe era possível e exigível, atenta a situação descrita.

) (

8.º

Era-lhe mesmo impossível actuar de outra forma.

9.º

Pelo que o pedido de indemnização deverá ser julgado improcedente e a demandada absolvida.

10.º

Mesmo que assim não se entenda, haverá lugar a repartição de culpas entre o condutor do veículo segurado e a vítima do sinistro.

Quanto aos danos:

11.º

A quantia de

excessiva, se tivermos em conta que a vítima apenas auferia rendimentos de

, pedida a título de danos patrimoniais, é manifestamente

€ mensais.

12.º

O valor pedido deve ser reduzido para

€.

13.º

14.º

Exagerada é, também, a importância pedida por danos não patrimoniais, cujo

valor não deva ser superior a

€.

15.º

O direito à vida não deve ser computado em quantia superior a

€.

Pelo exposto,

Caso o pedido não venha a ser julgado improcedente deverão os montantes indemnizatórios pedidos ser reduzidos na medida indicadas supra.

Nestes termos e nos demais de Direito que V. Exa. suprirá, devem os pedidos de indemnização ser julgados improcedentes, por não provados e, em consequência, a demandada absolvida, com todas as consequências legais, ou, quando assim não se entenda, deverá ser feita a sua redução para montantes justos, conforme o que o aludido.

Testemunhas:

Valor:

O do pedido.

Junta:

Procuração forense e duplicados legais.

Nota:

Pelo exposto,

O(a) Advogado(a)

Caso o pedido não seja julgado improcedente, deverão os montantes indemnizatórios serem reduzidos.

Nestes termos e nos mais de Direito que V. Exa. suprirá, devem os pedidos de indemnização ser julgados improcedentes, por não provados e em consequência, o demandado absolvido, com todas as consequências legais, ou quando assim se não entenda, deverá ser feita a sua redução para montantes justos.

(

)

Requerimento de Acusação Particular em Crime Semi-Público

Departamento de Investigação e Acção Penal

ª Secção

Proc. n.º…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Criminal de

A (nome

referenciados, tendo sido notificado da douta acusação do Ministério Público, vem nos termos do artigo 284º do Código de Processo Penal, deduzir

acusação contra B

do requerente), assistente nos autos de inquérito acima

(nome

do requerido),

(estado

civil do requerido),

(profissão

do requerido), residente em

(morada

completa do requerido),

pelos seguintes factos:

 

1º - No

(dia)

de

(mês)

de

(ano),

pelas

(horas),

no café Oriente, sito em

(morada),

o Assistente foi agredido com murros e pontapés, em diversas

partes do corpo, pelo Arguido.

2º - Por virtude da agressão o Assistente caiu, desamparadamente no chão.

3º - Onde se encontravam vidros e bocados de louça quebrada.

4º - Os vidros e bocados de louça causaram ao Assistente, ferimentos no rosto e nas mãos.

5º - Como consequência directa e necessária da agressão, o Assistente sofreu lesões várias, conforme exame directo de fls., que se dá por reproduzido.

6º - Designadamente, equimoses, nos braços, pernas e tórax, provocadas

pelos murros e pontapés e feridas no rosto e mãos causadas pelos vidros e pedaços de louça sobre os quais o Assistente caiu.

7º - As referidas lesões determinaram, para o Assistente, 30 dias de doença e igual tempo de impossibilidade para o trabalho e deformidade notável (exame de sanidade de fls).

8º - O Arguido agiu com a intenção de ofender o Assistente, na sua integridade física.

9º - Bem sabendo que tal conduta lhe era vedada por lei.

10º - Cometeu, assim, o Arguido um crime de ofensas corporais simples, p. e p.

pelo artigo 142º do Código Penal de 1982 , e actualmente pelo artigo 143º do Código Penal de 1995 .

Termos em que deve ser recebida a presente acusação, devendo o Arguido ser julgado em processo comum com intervenção do Tribunal Singular e, afinal, condenado pelo crime de ofensas corporais simples p. e p. pelo artigo 142º do Código Penal de 1982 e artigo 143º do Código Penal de 1995 .

E.D.

O Advogado

Requerimento

de

Adesão

por

Parte

do

Assistente

à

Acusação

do

Ministério Público

Juízos Criminais

Serviços do Ministério Público

Inquérito n.º …

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de

do requerente), assistente nos autos de inquérito acima

do requerido), tendo sido notificado

da douta acusação do Ministério Público, vem declarar, nos termos do artigo

284º , Nº 2 alínea a) do Código de Processo Penal que adere à mesma douta acusação.

referenciados, em que é arguido B

A

(nome

(nome

E.D.

Junta:

Duplicado

e cópia legais.

O Advogado

PEDIDO DE INDEMNIZAÇÃO CIVIL:

Requerimento de Pedido de Indemnização Civil

.…º Juízo

….ª Secção

Proc. Nº

Exmo. Sr. Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de

A

(nome

e estado civil do requerente),

(profissão do requerente), residente

em

(morada completa do requerente) vem, ao abrigo do disposto no artigo

71º e artigo 77º do Código de Processo Penal deduzir:

Pedido de Indemnização civil, pelos prejuízos sofridos

Contra;

B

(nome e estado civil do requerido),

(profissão do requerido) , residente

em

( morada do requerido), nos termos e com os fundamentos seguintes:

Em…(data), o arguido entregou ao requerente os cheques n.ºs … e …,

e …€, para pagamento

de (Ex. mercadorias)

sacados por ele sobre o Banco

,

no montante de

, recusado o respectivo pagamento e devolvidos ao requerente por falta de provisão, verificada nos prazos e termos da lei uniforme sobre os cheques.

no Banco sacado, foi

Apresentados os cheques a pagamento no dia

Até ao momento o arguido não pagou os montantes constantes dos cheques.

O arguido, com tal conduta ilícita causou e vem causando ao requerente

prejuízo patrimonial no montante de…€.

O arguido, com a conduta acima descrita, cometeu o crime de emissão de

cheque sem provisão, previsto e punido no artigo 11º do Decreto-Lei Nº 454/1991, de 28 de Novembro.

Face ao exposto, resulta que o arguido está obrigado a indemnizar os prejuízos sofridos pelo requerente, pagando-lhe a importância constante nos cheques, as despesas feitas em virtude do pagamento não ser atempado, e os juros legais vencidos e vincendos até integral pagamento.

No momento, o prejuízo sofrido perfaz o montante global de…€.

Nestes termos e nos melhores de Direito, deve o presente pedido de indemnização ser julgado procedente e provado e condenado o arguido no pagamento ao requerente da quantia de…€, acrescida dos juros à taxa legal até efectivo e integral pagamento.

Valor:

…€

Junta: Duplicados legais e procuração

MEDIDAS DE COACÇÃO:

O(a) Advogado(a)

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra

NUIPC n.º…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

António Mendes, arguido nos autos à margem e aí melhor identificado, vem requerer a V. Exa., nos termos do art. 212.º, n.º4 CPP, a substituição da

medida de coacção prisão preventiva , por medida de coacção não privativa da liberdade, mais concretamente, por medida de obrigação de apresentação periódica.

Nos termos e com os seguintes fundamentos:

Na sequência da detenção do arguido, a sua mãe, Ana Maria Mendes, então residente em Inglaterra, voltou para Portugal, onde fixou sua residência permanente na Rua do Brasil, n.º 74, 1.º Esquerdo, 3000 111 Coimbra (Cfr. Fotocópia do Contrato de Arrendamento que se junta e se dá por integralmente reproduzido como Doc. n.º1). Acresce que a mesma não tenciona voltar a sair do país, de modo a poder ficar mais perto do arguido, motivo pelo qual começou a trabalhar nas Confecções Teixeira, Lda., com sede na Quinta do Mirante, Lote B, R/C Esquerdo, 3000 459 Coimbra (Cfr. Fotocópia do Contrato de Trabalho que se junta e se dá por integralmente produzida como Doc. n.º2).

Assim, deixou de existir perigo de fuga, podendo, por outro lado, o perigo de continuação da actividade criminosa ser acautelado com medida de coacção acima requerida.

Junta:

2 Documentos, Duplicado e Cópias.

A Defensora/A Advogada

Requerimento para revisão de medida de coacção feito por ofendido

(Tem de partir de base factual, pois se o fundamento for de direito o meio adequado é o recurso)

Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra (se estiver no Inquérito)

NUIPC n.º…

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra

Proc. n.º…

…Secção/…Juízo

OU

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de… (julgamento)

…(nome do requerente), ofendido nos autos à margem referenciados e aí melhor identificado, vem requerer a V. Exa. que, nos termos do disposto no art. 203.º, n.º1 CPP, seja revista e alterada a medida de coacção imposta ao arguido…(nome), com os seguintes fundamentos:

Por Douto Despacho proferido a fls

aludido arguido a medida de coacção de…

dos referidos autos, foi determinado ao

Não obstante, o arguido vem desrespeitando as obrigações que lhe foram impostas, nomeadamente, incumpriu… (descrever factos praticados pelo arguido que violem, conforme os casos, o previsto nos arts. 196.º e 203.º CPP).

Ora, tais factos indiciam manifestamente não ser a medida de coacção já aplicada suficiente, nem adequada para prevenir ou evitar… (indicar um ou mais dos perigos elencados no art. 204.º CPP).

Por isso, justifica-se e mostra-se necessário e adequado que aquela medida seja substituída (ou reforçada), por outra, mais gravosa, que acautele devidamente o(s) perigo(s) ora existente(s) e, atenta essa gravidade, entende o requerente ser de aplicar ao arguido a medida de coacção… (indicar medida mais adequada).

Mais, dado que os factos supra descritos consubstanciam, ainda, um crime de desobediência, previsto e punido no art. 348.º, n.º1 CP, requer-se ainda que seja extraída certidão do presente requerimento e de fls… dos presentes autos, a remeter ao MP para os devidos efeitos de responsabilidade penal.

O(a) Advogado(a)

Requerimento para alteração de medidas de coacção e decisão: pedido de libertação do arguido detido:

Proc. n.º

Vara

Secção

Exmo. Senhor Juiz de Direito do

Tribunal da

Comarca do Porto

Vara Criminal da

Xavier Pereira, arguido nos autos à margem indicados, vem expor e a final requerer a V. Exa. o seguinte:

1.º

O requerente encontra-se preso, em regime de prisão preventiva, desde o

, (art. 21.º, n.º1, 24.º, alíneas b) e c) do Decreto-lei n.º 15/93, de 22/01).

passado dia

enquanto suspeito da prática de um crime de estupefacientes

2.º

Antes encontrava-se a cumprir pena de prisão efectiva à ordem do processo

n.º

do Tribunal, no Estabelecimento Prisional de Custóias.

3.º

Os factos pelos quais se encontra acusado nos autos ocorreram, supostamente, entre meados de 1997 e Setembro de 1999.

4.º

Não cabendo no âmbito do presente requerimento discutir a substância da matéria indiciária, importa contudo trazer à colação a eventual obliquidade formal que parece ter estado presente para que a actual situação processual do requerente seja a da prisão preventiva.

De facto,

5.º

A ratio que subjaz aos princípios da necessidade, adequação e

proporcionalidade da prisão preventiva consagrados no nosso ordenamento processual penal não parece ter sido respeitada.

6.º

Em reforço do que acima se disse, reportando-nos agora à matéria indiciária

careada para os autos, tudo leva a concluir que o processo não contém os elementos necessários para que a medida de coacção aplicada seja de manter.

7.º

Deverá ter-se em conta o comportamento disciplinar e laboral do requerente durante o cumprimento da pena a que esteve sujeito, no que à sua personalidade e modo de vida diz respeito, tendo em conta as funções de recuperação e ressocialização com vista à sua reinserção social, uma vez em liberdade.

8.º

O relatório sobre o requerente, subscrita pela técnica de reeducação afecta ao estabelecimento prisional, que se junta, aponta, atento o tempo de prisão já sofrido pelo requerente, para uma efectiva e plena reintegração social, o qual, inclusivamente, beneficiava já de uma situação de regime aberto (Cfr. Doc.

n.º1).

) (

10.º

Face ao quadro descrito, a saber: ressocialização do delinquente, aplicação dos princípios de necessidade, adequação e proporcionalidade, subsidiariamente da prisão preventiva, relatório do estabelecimento prisional e expectativa de emprego, é de justiça que a medida de prisão preventiva aplicada ao requerente seja substituída por outra, que deverá ser de carácter não privativo da liberdade.

) (

12.º

Entende assim o requerente que a medida de prisão preventiva não é necessária, adequada nem proporcional, pelo que requer a sua substituição por prestação de caução, ainda que cumulativa esta última com a de apresentação semanal às autoridades policiais, ou se assim se não entenda, que seja aplicada a de obrigação de permanência na habitação para a qual dá o seu consentimento.

Nestes termos, requer a V. Exa. se digne ordenar a imediata libertação do requerente, substituindo a medida de prisão preventiva por outra ou outras, designadamente as previstas nos arts. 197.º e 198.º ou 201.º CPP.

E.D.

Junta:

Documentos;

Procuração forense.

O(a) Advogado(a)

Pedido de substituição de prisão preventiva por obrigação de permanência na habitação, com recurso a pulseira electrónica

NUIPC

Vara

Criminal

Secção

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal da Comarca de Lisboa

António Pires, arguido nos autos à margem indicados, preso preventivamente

, abrigo dos arts. 98.º, n.º1, 193.º, n.º3 e 201.º, n.ºs 1 e 2 CPP, a substituição da

vem respeitosamente requer a V. Exa., ao

no estabelecimento prisional de

medida de coacção a que se encontra sujeito - prisão preventiva - pela obrigação de permanência na habitação através de vigilância por meios electrónicos à distância, medida que é geralmente designada de "pulseira electrónica", com os seguintes fundamentos:

1.º

O requerente está sujeito à medida de coacção prisão preventiva desde

2.º

A aplicação da medida de coacção requerida - utilização de meio electrónico de

controlo à distância - prevista na Lei n.º 122/99 de 20/08, integrada na obrigação de permanência na habitação, revela-se mais adequada e proporcional às exigências cautelares.

 

3.º

O

arguido é primário.

4.º

O

arguido tem colaborado e continua a colaborar efectivamente no apuramento

da

verdade.

5.º

Não há qualquer perigo, seja de fuga, seja de perturbação do inquérito, porque

terminou, ou da instrução, de perturbação da ordem e tranquilidade pública

ou

a actividade criminosa.

6.º

Os factos indicados nos autos e as condições pessoais do requerente justificam a substituição da medida "prisão preventiva" pela prevista no art. 201.º CPP.

7.º

O requerente dá o seu consentimento, tal como prevê o art. 2.º, n.º1 do

Diploma citado, e assegura que as pessoas com as quais vive também o dão.

8.º

A casa onde a medida poderá ser executada é na Rua

Junta:

Declaração de consentimento, nos termos dos n.ºs 2 e 5 do art. 2.º da Lei n.º 122/99, de 20/08.

Para os efeitos da alínea b) do n.º1 do art. 6.º da Lei citada indica o telefone

Pelo exposto,

Requer a substituição da medida de coacção, prisão preventiva pela obrigação de permanência na habitação (art. 201.º CPP), com a fiscalização do seu cumprimento através dos meios técnicos electrónicos.

O(a) Advogado(a)

Requerimento para revogação de medida de coacção:

NUIPC

Vara

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Criminal de Lisboa

António Mendes, arguido nos autos à margem referenciados, onde se encontra identificado, na situação de prisão preventiva, vem requerer a V. Exa., a revogação ou substituição da medida de coacção que lhe foi aplicada nos termos dos arts. 203.º e 212.º CPP.

Para tanto alega o requerente:

a)O incumprimento da medida de coacção aplicada inicialmente, - medida de obrigação de apresentação à polícia - apenas, se deve ao facto de não ter compreendido perfeitamente o alcance dos deveres impostos e as consequências do incumprimento.

b)O relatório social, entretanto junto aos autos, demonstra que o arguido tem condições de, em liberdade, beneficiar do apoio familiar, o qual contribuirá seguramente para a sua integração social e para a recuperação no que toca à toxicodependência.

c)O facto de ser primário, não obstante a gravidade do crime que lhe é imputado, sugere a imprevisibilidade de vir a ser aplicada em julgamento pena privativa da liberdade, o que deve ser ponderado na perspectiva de não se justificar a manutenção da medida de prisão preventiva.

Termos em que não subsistem as circunstâncias que determinaram a aplicação da medida prisão preventiva, pelo que requer a revogação da decisão ou a sua substituição por outra medida de coacção.

E.D.

O(a) Advogado(a)

Recurso de Despacho que aplica Medida de Coacção

Processo n.º

º Juízo

ª Secção

Exmo. Senhor Dr. Juiz de Direito do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa

nos autos acima referenciados, não se conformando com o douto

despacho de fls. que manteve a prisão preventiva do ora Requerente, dele vem interpor o presente recurso, previsto no artigo 219º do C.P.P., para o Tribunal

da Relação de Lisboa, recurso que deverá subir imediatamente e em separado, conforme o disposto no artigo 406º , Nº 2 e no artigo 407º , Nº 1, alínea c) do Código de Processo Penal.

B

arguido

Motivações do recurso:

Exmos Senhores Desembargadores,

1. Consagrando um velho e conhecido princípio, diz o artigo 32º , Nº 2 da Constituição da República que todo o Arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação.

No desenvolvimento deste princípio se situam as disposições do artigo 27º e do artigo 28º do mesmo diploma fundamental e, até, o próprio Código de Processo

Penal em vigor, ao abolir a obrigatoriedade de prisão preventiva em casos determinados.

Só assim se porá em prática o citado velho princípio:

"Boas sam as leys, melhor a eixecuçam dellas"

Conclusões:

1ª - A prisão preventiva não tem em vista uma punição antecipada;

2ª - A medida de prisão preventiva, mesmo nos casos do artigo 209º do Código de Processo Penal, só é admissível quando se verificam os pressupostos do artigo 204º do Código de Processo Penal.

3ª - A acusação não imputa ao Requerente, factos concretos que correspondam à incriminação pelos crimes do artigo 23º Nº 1 e do artigo 28º do Decreto-Lei Nº 430/1983;

4ª - Embora o Requerente, seja com o arguido objecto da mesma incriminação, é só em relação a este último que se imputam factos concretos de frustração da acção policial, sendo certo que,

5ª - Na acusação se não refere que apenas ao

policiais propriamente ditos, exercendo o Requerente, apenas as funções

cabiam acções

específicas de motorista, das Brigadas;

6ª - Os factos imputados ao Requerente, apenas correspondem, por, isso, ao crime de corrupção, de pena inferior a 8 anos excluído portanto do âmbito do artigo 209º do Código de Processo Penal;

7ª - O Arguido M da Relação de

,

foi restituído à liberdade em

/

/

, por acórdão

e apresentou-se de imediato ao serviço da P.S.P

8ª - Requerida pelo Requerente a revogação da medida de prisão preventiva também com base na libertação do Arguido Moreira, foi indeferida a sua pretensão pelo douto despacho recorrido e nele afirmado que se mantinha a prisão preventiva;

9ª - Em 18 do corrente mês ainda não constava do processo principal a

, sido já noticia nos jornais;

libertação do M

apesar de estar já ao serviço da P.S.P. e o facto ter

10ª - Embora impossibilitado de conhecer os fundamentos de tal libertação, nada justificaria essa desigualdade de tratamento;

11ª - O M

outra colaboração que não fosse a denúncia do Requerente;

não produziu uma confissão profícua, e recusou-se a prestar

12ª - A denúncia do Requerente foi o falso pretexto e o preço dos benefícios que o Arguido pretendia em troca e, efectivamente alcançou.

13ª - O douto despacho recorrido não averiguou da justeza das razões aduzidas pelo Requerente, designadamente quanto à libertação do M

14ª - O douto despacho recorrido deu ao artigo 209º do Código de Processo Penal uma interpretação que raia a inconstitucional incaucionabilidade.

15ª - O douto despacho recorrido não fundamenta a existência dos pressupostos do artigo 204º do Código de Processo Penal , sendo certo que

16ª - Tais pressupostos se não verificam;

17ª - A manutenção da prisão do Requerente, mormente após a libertação do

atenta contra os direitos e sentimentos de Justiça do Requerente,

, M

causa verdadeiro alarme social e afecta a credibilidade da Justiça.

18ª - A manutenção da prisão preventiva do Requerente que tem já 15 meses de prisão, e cujo termo do processo se prevê excepcionalmente moroso, constituirá, em caso de absolvição, grave prejuízo para a Justiça e irreparável dano para o Requerente;

19ª - Face aos condicionalismos pessoais do Requerente, à manifesta deficiência da acusação, à não verificação dos pressupostas do artigo 204º do Código de Processo Penal e, ainda, à libertação do co-arguido deveria o Requerente, ter sido restituído à liberdade;

20ª - O douto despacho recorrido fez incorrecta apreciação dos factos e violou o artigo 32.º, Nº 2, e o artigo 27º e o artigo 28º da Constituição da República Pública, e o artigo 209º , o artigo 204º e o artigo 213º do Código de Processo Penal , pelo que deve ser revogado, ordenando-se a libertação imediata do Requerente.

Pelo exposto e pelo mais que for doutamente suprido deve conceder-se provimento ao presente recurso, com o que se fará a costumada JUSTIÇA!

E.D.

O(a) Advogado(a)

Recurso do arguido para revogação de prisão preventiva:

Proc. n.º…

…Secção/…Juízo

Exmo.

Tribunal…

Senhor

Dr.

Juiz

de

Direito

do

…(nome), Arguido melhor identificado no processo à margem referenciado, por não se conformar com o douto despacho de fls…, que lhe decretou a prisão preventiva, dele vem interpor o presente recurso, nos termos do art. 219.º CPP, para o …(tribunal para o qual se recorre) e apresentar as suas alegações.

O recurso sobe imediatamente e em separado, conforme o preceituado no art. 406.º, n.º2 e 407.º, n.º1, alínea c) do CPP.

Nos termos dos arts. 411.º, n.º3 e 412.º, n.º1 CPP, o recorrente apresenta as suas

VENERANDOS RELAÇÃO DE…

I. Motivação:

JUIZES

ALEGAÇÕES

DESEMBARGADORES

1.º

DO

TRIBUNAL

DA

Tendo por base o art. 32.º, n.º2 CRP, segundo o qual todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença condenatória e atendendo ao sistema penal actual e vigente, é de carácter excepcional a medida de coacção de prisão preventiva.

2.º

Assim, e atendendo àquele princípio e ao plasmado nos arts. 27.º e 28.º CRP e ao disposto nos arts. 191.º a 193.º CPP, o arguido viu violado o seu direito fundamental à liberdade, por considerar que a prisão preventiva que lhe é imposta é injusta, desadequada e desproporcional aos indícios apurados e às circunstâncias do seu comportamento.

3.º

Na verdade, a prisão preventiva não tem em vista uma punição antecipada, pois só excepcionalmente pode ser aplicada, desde que não possa ser substituída por outra medida de coacção mais favorável.

4.º

Com efeito, tem sido jurisprudência constante que, tal medida de coacção só deve ser aplicada em ultima ratio, precisamente em obediência ao comando contido no art. 28.º, n.º2 CRP.

5.º

Por outro lado, a prisão preventiva, incluindo os casos previstos no art. 209.º CPP, só é admissível quando se verifiquem os requisitos e pressupostos dos arts. 202.º e 204.º, respectivamente, daquele diploma.

6.º

Ora, a acusação não imputa ao arguido os factos concretos que correspondem

à incriminação pelo crime de que vem acusado, e nomeadamente, os artigos…

(indicar os artigos da acusação e respectiva incriminação).

7.º

De facto, a prova indiciária é incerta e não se descortina nenhum facto que seja subsumível à previsão do crime de….

8.º

Ora, a ausência de fortes indícios da prática desse crime, existência apenas de

meras desconfianças, evidenciam, por si só, o carácter excessivo da medida aplicada.

9.º

Acresce que o douto despacho, de que ora se recorre, não averiguou da justeza das razões aduzidas pelo arguido.

10.º

Mais ainda, o douto despacho não fundamenta a existência dos pressupostos do art. 204.º CPP, sendo certo que tais pressupostos não se verificam.

11.º

fugir,

empresa…(denominação social) com contrato a prazo.

O arguido

não

fugiu,

nem

pensa

pois

trabalha

na

12.º

Não tem comportamento socialmente reprovável, nem conduta violenta ou equivalente que possa sugerir minimamente que venha a perturbar o processo ou a veracidade ou a aquisição de prova ou sequer o perigo de causar alarme social.

13.º

Uma vez que o arguido é primário e nunca esteve preso, não se vê como se lhe possa imputar o risco de continuar uma actividade criminosa.

14.º

Por isso, a manutenção da prisão do requerente atenta contra os seus direitos e sentimento de justiça.

15.º

Ademais, com a privação da sua liberdade, ainda que preventivamente, sofrerá prejuízos irreparáveis dado que tem a seu cargo um filho menor, e que ambos vivem exclusivamente dos rendimentos do seu trabalho.

16.º

Além disso, o arguido é viúvo, pelo que o seu filho ficará desamparado, sendo manifesto que a sua situação laboral e familiar indiciam manifestamente ausência de qualquer intenção de fuga, tendo comparecido sempre em tribunal quando para tal tenha sido notificado.

17.º

Daí que se entenda ser suficiente o Termo de Identidade e Residência já prestado.

18.º

Por tudo quanto antecede, perante a condição pessoal e sócio-laboral do arguido, a manifesta falta de indícios da acusação e a não verificação dos pressupostos do art. 204.º CPP, conjugado com os arts. 32.º, n.º2; 27.º, n.º2 e

28.º, n.º2 CRP e com os arts. 191.º a 193.º, 209.º e 213.º CPP, normas estas que se consideram violadas, devendo o arguido ser posto em liberdade, imediatamente, e assim ficando a aguardar os ulteriores termos do processo.

II. CONCLUSÕES:

1…

2…

Termos em que,

Deve o presente recurso merecer provimento e, em consequência, deve a medida de coacção aplicada ao requerente ser revogada, assim se fazendo JUSTIÇA.

O(a) Advogado(a)

REQUERIMENTO DE HABEAS CORPUS POR PRISÃO ILEGAL:

Exmo. Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

Francisco Mota, encontrando-se a aguardar julgamento na situação de prisão preventiva, por decisão do Exmo. Senhor Dr. Juiz de Instrução de…, Processo n.º…, vem requerer a V. Exa. a libertação imediata, nos termos e com os fundamentos seguintes:

O requerente foi detido por haver suspeitas da prática do crime de tráfico de estupefacientes;

• Essas suspeitas resultaram do facto de os agentes de… (indicar a designação da polícia criminal que procedeu à detenção) terem encontrado na sua residência uma pequena quantidade de haxixe;

O requerente tem o vício de consumir esse produto, vício a que por várias vezes o levou a tentar largar, mas sem sucesso;

O produto apreendido destinava-se a consumo próprio;

O comportamento do requerente não é punível por ausência de dolo ou negligência;

Mas, ainda que punível fosse, a norma aplicável seria a do art. 40.º do Decreto-Lei n.º 15/93 que não admite a prisão preventiva;

Na realidade, a CRP veda a aplicação da prisão preventiva a situações em que não se verifiquem indícios fortes da prática de crime doloso a que corresponda pena de prisão, cujo limite máximo seja superior a 3 anos;

Que nunca seria o caso do requerente;

Além de que a aplicação da medida de coacção prisão preventiva, é uma medida de carácter excepcional e, como excepcional que é, não pode ser aplicada a situações comuns, mas apenas àquelas em que ocorram circunstâncias extraordinárias;

E não é essa a situação.

Em conclusão:

a)O requerente encontra-se ilegalmente preso, tendo sido violado o disposto nos arts. 27.º, n.ºs 1 e 3, alínea b) e 28.º, n.º2 CRP e arts. 191.º, 192.º, 193.º, 202.º, n.º1, alínea a) CPP;

Pelo que,

b)Nos termos dos arts. 31.º CRP e 222.º e 223.º, n.º4, alínea b) CPP, deve a prisão ser declarada ilegal e ordenada a sua imediata restituição à liberdade.

NOTA

Data

O(a) Advogado(a)

EXEMPLOS DE MEDIDAS DE COACÇÃO:

REQUERIMENTO A SOLICITAR SUBSTITUIÇÃO DE MEDIDA DE COACÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA POR PRESTAÇÃO DE CAUÇÃO:

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º

…Juízo Criminal

…, Arguido nos autos à margem referenciados e, neles, melhor identificado, actualmente detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de…, vem requerer, a V. Exa. que, nos termos dos arts. 193.º, 197.º, 212.º, n.º3 e 4 CPP, seja substituída a Medida de Coacção que lhe foi imposta pela de Prestação de Caução, atentos aos seguintes fundamentos:

….

Os factos apontados sugerem uma clara atenuação das exigências cautelares que justificaram a aplicação da Medida de Coacção de Prisão Preventiva, pelo que, em face dos princípios de necessidade, adequação e proporcionalidade que subjazem ao Instituto e que se encontram plasmados no art. 193.º CPP, o

Arguido solicita, a V. Exa., que a mesma seja substituída pela de Prestação de Caução, vertida no art. 197.º CPP, de valor não superior a …€.

E.D.

O Arguido

REQUERIMENTO A SOLICITAR SUBSTITUIÇÃO DE MEDIDA DE COACÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA POR PRESTAÇÃO DE CAUÇÃO E APRESENTAÇÃO PERIÓDICA:

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º

…Juízo Criminal

…, Arguido nos autos à margem referenciados e, neles, melhor identificado, actualmente detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de…, vem requerer, a V. Exa. que, nos termos dos arts. 193.º, 197.º, 198.º, n.º 1 e 2, 205.º

e 212.º, n.º3 e 4 CPP, seja substituída a Medida de Coacção que lhe foi

imposta pela de Prestação de Caução, eventualmente cumulada com a Obrigação de Apresentação Periódica, atentos aos seguintes fundamentos:

….

Os factos apontados sugerem uma clara atenuação das exigências cautelares que justificaram a aplicação da Medida de Coacção de Prisão Preventiva, pelo que, em face dos princípios de necessidade, adequação e proporcionalidade

que subjazem ao Instituto e que se encontram plasmados no art. 193.º CPP, o Arguido solicita, a V. Exa., que a mesma seja substituída pela de Prestação de Caução, vertida no art. 197.º CPP, de valor não superior a …€, ainda que cumulada com a de Obrigação de Apresentação Periódica, conforme regula o art. 198.º CPP.

E.D.

O Arguido

REQUERIMENTO A SOLICITAR SUBSTITUIÇÃO DE MEDIDA DE COACÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA POR OBRIGAÇÃO DE PERMANÊNCIA NA HABITAÇÃO:

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º

…Juízo Criminal

…, Arguido nos autos à margem referenciados e, neles, melhor identificado, actualmente detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de…, vem requerer, a V. Exa. que, nos termos dos arts. 193.º, 201.º, 212.º, n.º3 e 4 CPP e da Lei n.º 122/99, de 20 de Agosto, seja substituída a Medida de Coacção que lhe foi imposta pela de Obrigação de Permanência na Habitação, atentos aos seguintes fundamentos:

….

Os factos apontados sugerem uma clara atenuação das exigências cautelares que justificaram a aplicação da Medida de Coacção de Prisão Preventiva, pelo que, em face dos princípios de necessidade, adequação e proporcionalidade que subjazem ao Instituto e que se encontram plasmados no art. 193.º CPP, o Arguido solicita, a V. Exa., que a mesma seja substituída pela de Obrigação de Permanência na Habitação, conforme rege o art. 201.º CPP, autorizando, desde já, a fiscalização do cumprimento das suas obrigações respectivas por via de recurso a meios técnicos de controlo à distância.

Mais se informa, a V. Exa., que a residência do Arguido, supra referida nos Autos, poderá constituir local de execução da medida que se requer.

Junta:

Declaração do Consentimento art. 2.º Lei n.º 122/99, de 20 de Agosto,

Cópias,

Duplicados legais.

E.D.

O Arguido

REQUERIMENTO A SOLICITAR SUSPENSÃO DE MEDIDA DE COACÇÃO POR MOTIVO DE DOENÇA GRAVE DO ARGUIDO:

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º

…Juízo Criminal

…, Arguido nos autos à margem referenciados e, neles, melhor identificado,

actualmente detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de…, vem requerer, a V. Exa. que, nos termos dos arts. 98.º E 211.º CPP, seja suspensa

a execução da Medida de Coacção que lhe foi imposta, atentos aos seguintes

fundamentos:

….

Nos termos expostos e nos mais de Direito, o Arguido requer, a V. Exa., que, em sede do preceituado no art. 211.º CPP, se digne a autorizar a suspensão da execução da prisão preventiva.

E.D.

O Arguido

REQUERIMENTO A SOLICITAR REVOGAÇÃO DE MEDIDA DE COACÇÃO DE PRISÃO PREVENTIVA:

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. n.º

…Juízo Criminal

…, Arguido nos autos à margem referenciados e, neles, melhor identificado,

actualmente detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de…, vem requerer, a V. Exa. que, nos termos dos arts. 193.º, n.º1 e 212.º, n.º1, alínea a)

e 4 CPP, seja revogada a Medida de Coacção que lhe foi imposta, atentos aos seguintes fundamentos:

….

Ante os dados expostos, com a devida vénia, não resistem dúvidas em asseverar que a Medida de Coacção de Prisão Preventica aplicada ao Arguido

não apresenta, agora, qualquer sentido justificativo quanto à sua manutenção, pelo que se solicita, a V. Exa. que se digne a proferir despacho que determine

a sua revogação.

E.D.

Junta:

Procuração Forense,

Cópias,

Duplicados legais.

O Arguido

REQUERIMENTO DE HABEAS CORPUS POR PRISÃO ILEGAL:

Exmo. Senhor Juiz de Direito do Tribunal Judicial da Comarca de…

Proc. nº…

URGENTE

… Arguido, preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Menores em Leiria, à ordem do supra identificado processo vem, nos termos do art. 31.º da C.R.P. e art. 222.º do CPP, intentar providência de HABEAS CORPUS EM VIRTUDE DE PRISÃO ILEGAL.

Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

O requerente por entender que se encontra preso ilegalmente vem intentar a

presente providência de habeas corpus , nos termos e para os efeitos do

disposto no art. 222.º e seguintes do CPP,

Nos termos e com os fundamentos seguintes:

Em 30 de Agosto de 1999 foi ordenada a prisão preventiva do aqui requerente

à ordem do processo de inquérito nº Tribunal da Comarca de

/ do Ministério Público junto do

Concluído o processo de inquérito, o M. P. entendeu verificar-se a existência de indícios suficientes da prática de crime. Pelo que, acusou publicamente o requerente como co-autor de um crime de homicídio qualificado.

O Tribunal Colectivo de… convolou o crime de homicídio, em crime de ofensa à integridade física grave e qualificada, agravada pela morte da vítima e, consequentemente condenou o requerente na pena de cinco anos de prisão efectiva.

Não se conformando com a decisão proferida, o requerente interpôs recurso para o Tribunal da Relação do Porto, sendo que este no exercício das suas competências anulou o julgamento, bem como a decisão condenatória

porquanto esta havia valorado prova não produzida em audiência de discussão

e julgamento. (Cfr. Cópia do Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, que se

junta como Doc. nº e se dá por integralmente reproduzido para todos os efeitos legais).

A al. b), do nº1, do art. 215º CPP consagra que:

“A prisão preventiva extingue-se quando, desde o seu início, tiverem decorrido:

d) Dois anos sem que tenha havido condenação com trânsito em julgado”.

À semelhança dos restantes prazos máximos fixados na Lei Processual Penal para a manutenção de medidas de coacção, o prazo máximo de dois anos de submissão a prisão preventiva visa proteger, acautelar eventuais violações e injustiças proporcionadas pela manutenção da medida de coacção mais gravosa a arguidos que beneficiam, de resto, até trânsito em julgado de decisão válida, do princípio in dubio pro reu.

O art. 28º n.º 4 CRP confere aos prazos máximos de prisão preventiva a dignidade de imperativo Constitucional.

Dúvidas não restam que a situação do requerente é coincidente com o preceito supra transcrito - o requerente encontra-se preso preventivamente sem que haja sido condenado por decisão transitada em julgado.

Em virtude do Acórdão proferido pelos Senhores Juizes Desembargadores do Tribunal da Relação do Porto ter anulado o Acórdão proferido em primeira

instância, bem como o julgamento, aguarda o requerente notificação do despacho que designe data de nova audiência de discussão e julgamento.

Nestes termos afloram fundamentos bastantes quer de direito quer de facto para o recurso pelo requerente à presente providência.

De facto, o requerente encontra-se numa situação que peca por idoneidade processual e, que por actual, legitima o seu pedido de Habeas Corpus.

Vejamos a este propósito o propugnado no Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça de 6 de Fevereiro de 1997:” Um pedido de habeas corpus respeitante a uma prisão determinada por decisão judicial só poderá ter provimento em casos extremos de abuso de poder ou erro grosseiro de aplicação do direito (manutenção da prisão para além dos prazos legais ou fixados por decisão judicial), prisão por facto pelo qual a lei a não admita ou, eventualmente, prisão ordenada por autoridade judicial incompetente para a ordenar, nos termos do art. 222º do C.P.P.”1.

O Requerente tem agora dezassete anos e está há dois anos consecutivos em prisão preventiva, pelo que, a libertação do requerente é imperativa e urgente, nos termos do nº1 do art. 217º do CPP.

Pelo exposto, é manifestamente necessário que V. Ex.a admita a presente providência, declarando a ilegalidade da prisão e ordenando consequentemente a imediata libertação do requerente.

ESPERA RESPEITOSAMENTE DEFERIMENTO

Junta:

Documento, Procuração Forense, Cópias e Duplicados legais.

O(a) Advogado(a),

1 BMJ, 464,338

Exmo. Senhor Juiz de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Comarca de…

Processo n.º …

Secção

do Ministério Público

URGENTE

Mário S., encontrando-se detido nas Instalações da Polícia Judiciária de Aveiro, à ordem do Processo supra referenciado vem, nos termos dos arts.31.º CRP e 220.º e seguintes do Código do Processo Penal (CPP), intentar a providência de HABEAS CORPUS POR DETENÇÃO ILEGAL.

Nos termos e com os fundamentos seguintes:

1.º

Em 22 de Janeiro de 2009, o Requerente foi detido à ordem do Processo de Inquérito nº 4172/08.1 do Ministério Público junto do Tribunal da Comarca do Baixo Vouga.

2.º

Em 5 de Janeiro de 2008, a Ofendida/Queixosa, Marta C. prestou queixa nas Instalações da Polícia Judiciária de Aveiro por alegadamente ter sido vítima de um crime de violação na forma tentada, previsto e punido nos art.164.º e 22.º e seguintes do Código Penal (CP).

3.º

Diz-se no n.º1 do art.164.º CP «quem, por meio de violência, ameaça grave, ou depois de, para esse fim, a ter tornado inconsciente ou posto na impossibilidade de resistir, constranger outra pessoa:

a) A sofrer ou a praticar, consigo ou com outrem, cópula, coito anal ou coito

oral; ou

b) A sofrer introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objectos;

é punido com pena de prisão de três a dez anos» (Negrito nosso)

4.º

Determina o n.º1 do art.22.º CP que «há tentativa quando o agente praticar actos de execução de um crime que decidiu cometer, sem que este chegue a consumar-se». (Negrito nosso)

5.º

Acrescentando o n.º2 do art.22.º CP «são actos de execução:

a) Os que preencherem um elemento constitutivo de um tipo de crime;

b) Os que forem idóneos a produzir o resultado típico; ou

c) Os que, segundo a experiência comum e salvo circunstâncias imprevisíveis,

forem de natureza a fazer esperar que se lhes sigam actos das espécies

indicadas nas alíneas anteriores»

6.º

A tentativa do crime de violação previsto no art.164.º, n.º1 é punível.

7.º

O crime de violação na forma tentada é um crime semipúblico, dependente de

queixa, conforme o disposto no art.178.º CP.

8.º

A Queixosa na sua Queixa descrevera o autor do crime como sendo «um

jovem branco, magro e imberbe, com uma deficiência no olho esquerdo e com dificuldades em pronunciar os RR's».

9.º

De seguida, foram-lhe exibidas algumas fotografias, reconhecendo o seu atacante, pelo cliché n.º3409, na pessoa de Paulo S

10.º

Paulo S., posteriormente, contactado pela Polícia Judiciária, vem a ser retirado da lista dos suspeito, por, entretanto, a sua fisionomia se haver modificado significativa.

11.º

A 15 de Fevereiro de 2008 a Queixosa julga avistar, na Avenida Lourenço

Peixinho, em Aveiro, o seu agressor, chamando a Polícia Judiciária, que não o

encontra.

12.º

No dia 28 de Fevereiro de 2008, a Queixosa auxilia a Polícia Judiciária na elaboração de um retrato robot do seu agressor.

13.º

Mais tarde, a 17 de Outubro de 2008, a Queixosa, supostamente, reconhece o seu atacante no Centro Comercial Fórum, em Aveiro, chamando a Polícia Judiciária, que não o encontra.

14.º

vê-o, novamente, junto

a uma paragem de autocarros, perto do Centro Comercial Oita, sito na Avenida Lourenço Peixinho, n.º 146, 3800