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21/11/2016

Área Cível ­ Recurso de Apelação Adesivo ­ DomTotal

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Área Cível - Recurso de Apelação Adesivo Exmo. Sr. Dr.

Área Cível - Recurso de Apelação Adesivo

Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 04ª Vara de Fazenda Pública Estadual da Comarca de Belo Horizonte/MG.

PROCESSO Nº:

FULANO, brasileiro, casado, advogado, C.P.F – , residente na rua N, 244/202 – Bairro Palma/BH – MG., CEP. 30.155-680, e-mail andre.advogado@adv.oabmg.org.br (mailto:andre.advogado@adv.oabmg.org.br), nos autos deste processo que move contra o ESTADO DE MINAS GERAIS, pessoa jurídica de direito público interno, vem respeitosamente perante V. Exa., por seu advogado abaixo assinado, interpor RECURSO DE APELAÇÃO ADESIVO, para o devido processamento na forma da Lei, em ambos os efeitos (devolutivo e suspensivo), junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, nos termos dos arts. 1.009/1.014 c/c art. 997, § 1º do C.P.C., registrando que litiga sob o pálio da assistência judiciária, reconhecida na sentença de s.

Nestes termos, pede deferimento.

Belo Horizonte, 30 de maio de 2016.

ADVOGADO

OAB/MG -

Exmo. Sr. Dr. Desembargador Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.

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PROCESSO Nº:

APELANTE: FULANO

APELADO: ESTADO DE MINAS GERAIS

RAZÕES

Egrégio Tribunal,

A sentença de s., não decidiu com o costumeiro acerto quando julgou

apenas parcialmente procedente seus pedidos efetivados nos autos da AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS C/C DANOS MORAIS, condenando o Réu “ao pagamento das férias proporcionais da parte autora, acrescidos do terço constitucional, observado o período trabalhado, bem como o período trabalhado entre os dias 21.05.2013 a 31.05.2013. Incidirão, sobre o valor devido juros nos termos da Lei 11.960/09, artigo 1º-F e correção monetária pelos índices do IPCA. Fixo os honorários advocatícios, em favor da parte autora, no valor de R$ 2.887,00 (dois mil oitocentos e

oitenta e sete reais) , nos termos do art. 20, §4º, do CPC.”, não reconhecer o evidente dano moral e omitir-se quanto às férias não gozadas e não pagas do 2º semestre/12, motivo do presente reclame recursal, nos termos

abaixo:

I – SÍNTESE DOS FATOS

O Autor/Apelante foi nomeado para o cargo de assessor do Tribunal de

Justiça do Estado de Minas Gerais, cargo PJ-77, de recrutamento amplo, no dia 06/07/12, para o Gabinete do Desembargador Beltrano, recebendo a matrícula nº TJ-0070335, cargo que permaneceu até a data de 31/05/13, ocasião em que pediu exoneração.

O valor do vencimento era de R$10.393,61 (dez mil, trezentos e

noventa e três reais e sessenta e um centavos), acrescido de vale-refeição de R$440,00 (quatrocentos reais).

No dia 29/11/12, o Des. Beltrano ociou ao Presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais requerendo a suspensão de 15 (quinze) dias de suas férias, que estavam marcadas para o período de 25/01/13 a 08/02/13, sob o argumento da “necessidade imperiosa do serviço, fundamentada no art. 3º, I, da Portaria Conjunta 165/09 do TJMG, conforme documento presente nos autos, suspendendo também as férias dos assessores, dentre ele o Autor/Apelante. Os outros 15 dias estavam marcados para o período de 14/06/13, que também não foram gozadas, além do direito proporcional às férias do 1º semestre/13, visto ter o Autor/Apelante trabalhado 05 meses, bem como os danos morais sofridos.

A sentença julgou parcialmente procedente o pedido para condenar

o Réu ao pagamento das férias proporcionais da parte autora, acrescidos

do terço constitucional, observado o período trabalhado, bem como o período trabalhado entre os dias 21.05.2013 a 31.05.2013. Incidirão, sobre o valor devido juros nos termos da Lei 11.960/09, artigo 1º-F e correção monetária pelos índices do IPCA. Fixo os honorários advocatícios, em favor da parte autora, no valor de R$ 2.887,00 (dois mil oitocentos e oitenta e sete reais) , nos termos do art. 20, §4º, do CPC.”, sendo, portanto, vencidos Autor e Réu, cabendo o manejo do recurso de Apelação adesivo, nos termos do art. 997, § 1º, do C.P.C.

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II.I - DA SENTENÇA RECORRIDA

MM. Desembargadores, conforme é sabido, na 2ª Instância do TJMG, a

cada 06 meses de trabalhos os servidores têm direito a 30 dias de férias, acrescidas de 1/3. Assim, as férias suspensas do Autor, marcadas para o período de 25/01/13 a 08/02/13 e os 15 dias restantes, marcados para 14/06/13, são referentes aos 30 dias das férias integrais trabalhados/conquistados no segundo semestre de 2012, que não foram gozadas e nem tampouco pagas pelo TJMG, além do 1/3 de acréscimo,

fato

que não foi apreciado na sentença recorrida, apesar de fazer parte

dos

pedidos iniciais do Autor/Apelante.

As férias proporcionais referem-se ao primeiro semestre trabalhado em 2013, até 31/05/2013, que também não foram pagas.

Portanto, além do direito às férias proporcionais, reconhecida na sentença,

o Autor/Apelante tem direito ao recebimento das férias integrais, acrescida de 1/3 referente ao segundo semestre de 2012, acrescida também de 1/3, que não foram pagas pelo TJMG.

II.II - DO DIREITO AO RECEBIMENTO ÀS FÉRIAS E DÉCIMO TERCEIRO.

O art. 39, § 3º, da Constituição Federal prescreve aplicar-se aos servidores

ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, também da Carta Magna.

O art. 7º, da Constituição Federal, por sua vez, prescreve o direito do

servidor ao 13º salário, com base na sua remuneração integral (inciso VIII)

e o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal.

“Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros

que visem à melhoria de sua condição social:

(

)

VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no

valor da aposentadoria;

XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;”

Da mesma forma o art. 31, da Constituição do Estado de Minas Gerais prescreve que “O Estado assegurará ao servidor público civil da Administração Pública direta, autárquica e fundacional os direitos previstos no art. 7º, VIII e XVII, da Constituição da República”, dentre outros.

Assim, resta cristalino o direito do Autor/Apelante de receber as duas férias não gozadas e não indenizadas, acrescidas de 1/3, conforme determina a Constituição Federal e Constituição do Estado de Minas Gerais, bem como Decreto-Lei nº 1.630/46 e Resolução nº 1.262/62, que disciplinam o direito a 60 dias de férias aos servidores do TJMG – 2ª instância, sendo uma para cada semestre. Se o servidor tem o direito constitucional a esse benefício, também deve ser o mesmo pago na sua proporcionalidade no caso das férias proporcional, não podendo uma mera resolução sobrepor ao comando da Carta Magna.

II.III - DO DIREITO AO RECEBIMENTO DOS DIAS TRABALHADOS PELO AUTOR/APELANTE E NÃO PAGOS PELO TJMG

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O art. 13, da Portaria-Conjunta nº 076/06 prescreve que, “Para ns de

Assim, tendo o Autor/Apelante permanecido no cargo de assessor até a data de 31/05/13, ocasião em que pediu exoneração, o po nto do mês de maio/13 foi fechado no dia 21/05/13. Desta form a, o Autor/Apelante tem direito a receber o valor de 10 dias t rabalhados, 21/05/13 a 31/05/13, e não pagos, o que correspond e a 1/3 de seu salário, conforme admitido na sentença.

III – DO DANO MORAL

O dano moral constitui lesão que integra os direitos da personalidade,

como a vida, a liberdade, a intimidade, a privacidade, a honra, a imagem, a identicação pessoal, a integridade física e psíquica, o bom nome; enm, a dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, apontado, expressamente, na Constituição Federal (art. 1º, III).

Congura dano moral aquele dano que, fugindo à normalidade, interra intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aições, angústia, desequilíbrio em seu bem estar, podendo acarretar ao ofendido dor, sofrimento, tristeza, vexame e humilhação.

In casu, a inegável conduta antijurídica do Réu provocou grande sofrimento

e dor ao Autor/Apelante, visto que evidenciado o transtorno provocado, em

face da ausência do acerto da relação contratual de trabalho, mormente porque não se esperava esta postura do TJMG, que tem a obrigação de inspirar a obediência à legislação positiva, que se locupletou as custas do Autor/Apelante, que cou sem recursos nanceiros com os quais contava para seu sustento e de sua família, tendo o mesmo tentado receber administrativamente os valores requeridos, contudo, sem êxito, não lhe restando outra alternativa senão judicializá-lo.

CAIO MÁRIO DA SILVA PEREIRA ensina que:

"O fundamento da reparabilidade pelo dano moral está em que, a par do patrimônio em sentido técnico, o indivíduo é titular de direitos integrantes de sua personalidade, não podendo conformar-se a ordem jurídica em que sejam impunemente atingidos. Colocando a questão em termos de maior amplitude, Savatier oferece uma denição de dano moral como "qualquer sofrimento humano que não é causado por uma perda pecuniária" e abrange todo atentado à reputação da vítima, à sua autoridade legítima, ao seu pudor, à sua segurança e tranqüilidade; ao seu amor próprio estético, à integridade de sua inteligência, às suas afeições, etc." (PEREIRA, Caio Mário da Silva. Responsabilidade Civil, 4ª ed., São Paulo: Editora Forense, 1993, p. 54)

E mesmo que assim não fosse, a Constituição Federal de 1988,

agasalhando a posição seguida por outros países, admitiu e assegurou a indenização do dano puramente moral, em seus arts. 5º, X e 37, § 6º, in verbis:

"Art. 5º, X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;"

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“Art. 37, § 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

No mesmo sentido os artigos 43, 186 e 927, parágrafo único, todos do Código Civil, prescrevem a responsabilidade civil por atos comissivos e/ou omissivos que violarem direito e causarem danos a outrem.

“Art. 43 - As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.”

“Art. 186 - Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.”

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, ca obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especicados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Assim, demonstrado o dano, a conduta e o nexo de causalidade, que consiste na relação de causa e efeito entre a conduta praticada pelo agente e o dano suportado pela vítima, deve o Réu ser condenado a

indenizar o Autor pelos danos morais sofridos, sendo a responsabilidade

do Estado objetiva, motivo da desnecessidade da prova da culpa, nos

termos do art. 37,§ 6º, da Constituição Federal.

IV – DOS PEDIDOS DE REFORMA DA DECISÃO

Diante do exposto requer a essa Egrégia Câmara seja reformada parcialmente a sentença hostilizada para acrescer à condenação sofrida pelo Réu:

a) o pagamento das férias do 2º semestre/12, acrescidas de 1/3, vencida e

não gozada pelo Autor, com a devida correção monetária e juros de 1% ao

mês;

b) a condenação do Réu no pagamento de indenização por dano moral, em

valor a ser arbitrado por V. Exa., considerando a condição sócio-econômica das partes e a gravidade do dano;

c) a condenação do Réu na majoração dos honorários advocatícios arbitrados na sentença, nos termos do art. 85, § 1º do C.P.C.

Nestes termos, pede deferimento.

Belo Horizonte, 30 de maio de 2016.

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