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Aula 07

Indigenismo (Exceto itens 12 e 13) p/ FUNAI - (Cargo: Indigenista Especializado)

Professores: Aristócrates Carvalho, Mario Machado

89953622000 - Fernando Fernandes Giacomini

NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho AULA 07 Olá, meu povo!

NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI

Cargo: Indigenista Especializado

Prof. Aristócrates Carvalho

AULA 07

Olá, meu povo!

Enfim, a últimaaula. Demorou, mas chegou rsrs.

Digo últimaporque ainda teremos novos encontros até às vésperas da prova. Até lá, farei dois GRANDES SIMULADOS nos dias 01/08 e o 20/08.

Apesar

de

termos

concluído

o

cronograma

inicialmente estabelecido, não acho justo que vocês

fiquem quase dois meses sem nenhum conteúdo. Isso demonstra o nosso compromisso com a sua aprovação!

Portanto,

20/08!

anotem

nas

suas

agendas:

Dias

01

e

Por fim, informo que estaremos juntos também na segunda fase do concurso: a temida e importantíssima PROVA DISCURSIVA. Após a divulgação dos gabaritos da primeira fase, lançaremos um curso TOPcom teoria, dicas de redação para ESAF, dezenas de possíveis temas comentados e o melhor: os alunos terão correções individuais personalizadas e com atribuição de notas.

Para vocês terem uma ideia, no último concurso da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), organizado pela ESAF, os alunos dos nossos cursos de discursivas obtiveram as melhores notas do certame. É a sua chance de se dar muito bem na segunda fase do concurso da FUNAI. Quero muito contribuir mais uma vez com a sua aprovação!

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Boa aula!

Prof. Aristócrates Carvalho.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho 1. POLÍTICAS PÚBLICAS

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Prof. Aristócrates Carvalho

1. POLÍTICAS PÚBLICAS DIRIGIDAS AOS POVOS

INDÍGENAS

1.1. CONTEXTO GERAL.

Entende-se por políticas públicas o conjunto de ações

articuladas, de responsabilidade do Estado, que têm por objetivo

o atendimento a necessidades, interesses ou direitos coletivos.

Estão respaldadas por leis e normas jurídicas.

Tomam forma em algumas etapas, dentre as quais podemos

citar as de formulação, planificação orçamentária, execução e

monitoramento/controle social. A execução de Políticas públicas

tem a participação de vários órgãos que compõem o Poder Executivo

nos seus três níveis ou instâncias: federal, estadual e municipal.

Assim, os Ministérios e as Secretarias dos Estados e Municípios

são os principais indutores de políticas públicas. Ademais, na

execução e formulação dessas políticas ganha importância a

participação de outros tantos atores, o que não pode ser

desconsiderada, e sobre os quais conversaremos nesta aula.

Nosso foco de observação, aqui, incide sobre as políticas

públicas direcionadas, específica e diferenciadamente, aos

povos indígenas no Brasil. O universo de políticas voltadas para os

indígenas é imenso e não seria possível abarcar todas nesta aula. No

entanto, repassaremos os conceitos gerais e o que há de mais

comum em provas de concursos públicos que versam sobre o tema.

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A elaboração de políticas públicas destinadas aos povos

indígenas está fortemente alicerçada em princípios

constitucionais, baseadas nos preceitos que definem o Brasil como

Estado democrático de direito, isto é, na Constituição Federal que

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho assegura e reconhece as

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assegura e reconhece as especificidades étnico-culturais e os

direitos sociais e territoriais desses povos.

As políticas públicas para os povos indígenas formuladas pelo

Estado a partir do advento da Constituição de 1988 tiveram como um

dos principais desafios a tentativa de conciliar as singularidades das

comunidades indígenas (modos de ser e de fazer) com o projeto da

soberania nacional pautado na garantia da propriedade privada e em

projetos de desenvolvimento. Exemplo clássico foi a construção da

Usina de Belo Monte, em que um suposto projeto de desenvolvimento

teve que conciliar os direitos e interesse das comunidades

adjacentes.

Estes direitos são reafirmados pela Convenção 169 da

Organização Internacional do Trabalho OIT sobre Povos

Indígenas e Tribais, ratificada pelo Brasil em 25 de julho de 2003 e

aprovada pelo Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004. Nos últimos

anos têm sido significativos o direcionamento e a construção de

políticas, programas específicos e de investimentos do governo

federal sem precedentes direcionados aos povos indígenas, os quais

são geridos por vários órgãos (FUNAI, FUNASA/MS, MEC, MMA e

outros).

Como sabemos, entre a década de 60 e o início da década de

1990, todas as ações do governo brasileiro direcionadas aos os

povos indígenas estavam adstritas à Fundação Nacional do

Índio (Funai), ligada ao já extinto Ministério do Interior. A partir de

1990, essa situação foi mudando. Inicialmente, a Funai passou a

estar ligada ao Ministério da Justiça. Depois, por força de quatro

decretos presidenciais, deixou de ser formalmente a única agência

governamental para o atendimento das demandas sociais indígenas.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho As políticas públicas

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As políticas públicas para povos indígenas, antes formuladas

e executadas exclusivamente por ela, passaram a ser de

responsabilidade, também, de outros ministérios e órgãos

federais.

As medidas legais apontadas acima produziram a situação

atual em que o processo de formulação e execução das políticas

públicas para os povos indígenas encontram-se, de maneira geral,

dispersas em diversos ministérios, fundações e secretarias

subordinados ao Poder Executivo Federal.

A Funai ainda possui um papel notadamente estratégico

em boa parte das políticas públicas para os povos indígenas, mas

com atribuições diferentes daquelas que possuía antes da década de

1990 e, muitas vezes, sobrepostas à ação de outras instituições de

governo.

Nesse novo ambiente, surge a necessidade de coordenação

entre as várias políticas setoriais dos diferentes órgãos de governo

envolvidos com a atenção aos direitos e às demandas dos índios.

Assim, segundo De Paula & Vianna (2010), vários esforços nessa

direção são observados com frequência, como:

i) Iniciativas informais de articulação entre esses vários

setores;

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ii) Termos de cooperação entre dois ou mais órgãos;

iii) Grupos de trabalho interministeriais formalmente criados

começam a proliferar, a conviver uns com os outros e a

alimentar propostas de regramento institucionalizante

dessa pluralidade de atores.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Com vistas a reduzir

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Com vistas a reduzir essa “confusão institucional”, falava-se

em uniformizar o tratamento global das questões indígenas em torno

de um ou outro órgão superior já existente, como a velha realidade

de uma Funai de “mão forte” ou, então, algo a ser criado

precisamente para esta finalidade, como um Conselho, uma

Secretaria ou mesmo um Ministério específico.

Depois do muito que se discutiu, que se fez, desfez e refez

nesse sentido, um decreto presidencial criou, em 2006, a Comissão

Nacional de Política Indigenista (CNPI), cuja principal atribuição

é a criação de outra estrutura, com o mesmo foco de atuação que

ela, mas que, instituída por lei, tenha caráter permanente: um

Conselho Nacional de Política Indigenista, criado em Dezembro de

2015 e cujo objetivo precípuo é ampliar a participação

indígena na elaboração de diretrizes e execução da política

pública indigenista brasileira (DE PAULA & VIANNA, 2011).

O Conselho é composto por 45 membros, sendo 15

representantes do Poder Executivo federal, todos com direito a

voto; 28 representantes dos povos e organizações indígenas,

sendo 13 com direito a voto; e dois representantes de

entidades indigenistas, com direito a voto.

Na condução das políticas públicas para povos indígenas, o

Poder Executivo Federal tem, por razões ligadas ao ordenamento

jurídico brasileiro, um papel indutor e protagonista. Mesmo assim,

essas políticas têm se organizado cada vez mais através de uma rede

de relações institucionais.

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Isto significa que elas, em muitos casos, têm sido formuladas

e executadas mediante parcerias e articulações entre órgãos do

governo federal e seus congêneres de governos estaduais e

prefeituras municipais, além de instituições da chamada “sociedade

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho civil organizada”

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civil organizada” (ONGs e associações indígenas, no caso) e de

agências governamentais de cooperação internacional, atuantes no

suporte tanto técnico como financeiro.

No contexto da elaboração e processo de tramitação político-

administrativa que idealiza e realiza uma determinada política

pública, também se devem ser consideradas as demais esferas que

compõem a estrutura político-administrativa do Estado brasileiro o

Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público bem como

certos agentes sociais que, assim como as associações indígenas e as

ONGs de apoio, atuam na mediação com tais esferas: partidos

políticos, organismos religiosos, associações científicas e

instituições universitárias são alguns exemplos.

O universo populacional indígena em nosso país é

heterogêneo, fragmentado e multifacetado, características que geram

profundas implicações no plano que nos interessa investigar. Há no

Brasil atual mais de 220 povos indígenas − dos muito pequenos, com

menos de uma centena de pessoas, aos muito grandes, formados por

10, 20, até 30 mil integrantes; dos que falam preferencialmente a

própria língua aos que se comunicam exclusivamente em português,

passando também pelos que compartilham uma mesma língua

indígena com outros povos.

Trata-se de habitantes não apenas do conjunto de terras

indígenas demarcadas pelo Estado brasileiro, mas também de

espaços ainda não reconhecidos como de ocupação tradicional

indígena. A maioria mora em zonas rurais, mas a cada dia que

passa intensifica-se a migração de parte de seus membros para as

cidades, além de fenômenos típicos de urbanização serem observados

em algumas terras indígenas.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Há os que vivem em

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Há os que vivem em situação de relativo “isolamento”

sociolinguístico e territorial em relação aos “brancos”, nas vastidões

das fronteiras amazônicas, e os que se encontram exatamente no

polo oposto da relação de contato com a sociedade brasileira, os

chamados “emergentes”. Uns se aglomeram em terras

inviavelmente pequenas; outros habitam periferias e favelas de

pequenas cidades ou grandes metrópoles; ainda outros dispõem de

espaços adequados e suficientes para sua reprodução física e cultural,

mas convivem com as mais diversas ameaças e pressões internas e

externas: garimpeiros, caçadores, madeireiros, empresas

mineradoras e energéticas, grandes empreendimentos de

infraestrutura.

Alguns grupos podem ser considerados mais privilegiados em

termos de assistência (governamental ou não governamental)

e outros, em contrapartida, apresentam-se em situações de muito

maior abandono, vulnerabilidade e quase “invisibilidade”

social. O retrato da diversificação interna do Brasil indígena será

sempre marcante, seja qual for a interface com as políticas públicas

que selecionemos.

Por exemplo, a escola: há os povos que a tomam como um

lugar de valorização da cultura e da identidade indígenas e outros

que querem dela extrair, sobretudo, o necessário para lidar melhor

com o mundo dos brancos (e, quem sabe, no futuro, usufruir dos

benefícios da formação em nível superior).

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Os contextos reais e específicos nos quais cada um dos povos

indígenas está imerso, apontarão sempre para a diversidade e para a

complexidade de situações, estejamos nós ocupados em observar as

políticas públicas voltadas para regularização fundiária, atendimento

à saúde, fiscalização e vigilância territorial, geração de renda, gestão

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho ambiental, valorização

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ambiental, valorização do patrimônio cultural etc. (DE PAULA &

VIANNA, 2011).

A discussão sobre a qualidade das políticas públicas para os

povos indígenas e sobre os obstáculos em seus processos de

formulação, execução e não podemos nos esquecer controle

social dialoga sempre com o quadro complexo que acima se

traçou.

Portanto, trata-se de uma discussão que passa pela

identificação dos interesses de diferentes grupos sociais e dos

recursos de que cada um deles dispõe para direcionar determinada

política, bem como sobre o quanto o modo como esta última está

formulada mostra-se ou não adequado à realidade social sobre a qual

ela incide.

Abaixo, traçaremos um panorama sobre as principais

políticas públicas direcionadas aos povos indígenas no âmbito

da saúde e educação.

2. POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À SAÚDE INDÍGENA.

Dois decretos presidenciais de 1991 transferiram para a alçada

do Ministério da Saúde (MS), especificamente para a Fundação

Nacional de Saúde (Funasa), a responsabilidade pela assistência à

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saúde indígena, atribuição que antes pertencia à Funai.

Uma nova mudança importante na estrutura administrativa

que ampara o atendimento à saúde indígena ocorreu em 2010: a

criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai),

vinculada diretamente ao MS, e não mais à Funasa. Vamos repassar

um pouco dessa história.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Principalmente ao longo

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Principalmente ao longo da década de 1990, o movimento

indígena e seus aliados se mobilizaram no sentido de pressionar os

sucessivos governos a formularem e a implementarem uma nova

política pública para o atendimento diferenciado à saúde das

populações indígenas.

Depois de muitas idas e vindas (havia setores da Funai e do

próprio movimento indígena resistentes à mudança), de muitos

encontros, seminários, reuniões e debates entre atores

governamentais e não governamentais, com forte participação

indígena, o presidente da República promulgou, em 23/09/1999, a

Lei nº 9.836, que instituiu, como parte estrutural do Sistema Único

de Saúde (SUS), o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.

Isto significou a consolidação da transição da saúde

indígena, saindo integralmente da Funai e passando para o controle

do MS, via Funasa um dos órgãos que compõem a estrutura do

ministério e já antes responsável pelas ações de saneamento básico

em todo o território nacional, incluindo as terras indígenas.

Os principais departamentos, gerências e coordenações a

conformarem o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena faziam

parte, portanto, da estrutura organizacional da Funasa. Dentro dessa

estrutura, as instituições centralmente envolvidas na formulação, na

articulação e na execução da Política Nacional de Atenção à Saúde

Indígena, responsáveis por organizar a implementação do

Subsistema, foram o Departamento de Saúde Indígena (Desai) e as

Coordenações Regionais (Core).

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A criação do Subsistema de Saúde Indígena teve de haver-se

com múltiplos desafios: levar em conta especificidades culturais

(afinidades étnicas, organização social, formas tradicionais de

ocupação do território, respeito às concepções e às práticas

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho tradicionais

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tradicionais relacionadas aos processos de saúde e doença etc.),

aspectos demográficos e geográficos dos povos indígenas, bem

como sua vulnerabilidade diante dos agravos de saúde.

Visando ao atendimento dessa complexidade sociocultural

(mais de 200 povos, 630 terras indígenas, 180 línguas, 600.000 mil

pessoas), o subsistema foi organizado, tal como expresso na Portaria

nº 852 da Funasa, de 30/09/1999, na forma de Distritos Sanitários

Especiais Indígenas (DSEI), com bases territoriais específicas,

estabelecidas a partir dos seguintes critérios:

População, área geográfica e perfil epidemiológico;

Disponibilidade de serviços, recursos humanos e infraestrutura;

Vias de acesso aos serviços instalados em nível local e à rede

regional do SUS;

Relações sociais entre os diferentes povos indígenas do

território e a sociedade regional;

Distribuição demográfica tradicional dos povos indígenas, que

não coincide necessariamente com os limites de estados e

municípios onde estão localizadas as terras indígenas.

A portaria que aprovou a Política Nacional de Atenção à Saúde

dos Povos Indígenas (Portaria MS n° 254/02) preocupou-se em

destacar que a definição e a organização dos DSEI basearam-se em

“discussões e debates com a participação de lideranças e

organizações indígenas, do órgão indigenista oficial, de antropólogos,

universidades e instituições governamentais e não governamentais

que prestam serviços às comunidades indígenas, além de secretarias

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municipais e estaduais de saúde”.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Foram estabelecidos 34

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Cargo: Indigenista Especializado

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Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Foram estabelecidos 34 DSEI, conforme o mapa acima . Ainda

Foram estabelecidos 34 DSEI, conforme o mapa acima.

Ainda pela mesma Portaria, a organização em Distritos é definida

como “modelo de serviços – orientado para um espaço etnocultural

dinâmico, geográfico, populacional e administrativo bem delimitado

que contempla um conjunto de atividades técnicas, visando a

medidas racionalizadas e qualificadas de atenção à saúde,

promovendo a reordenação da rede de saúde e das práticas

sanitárias e desenvolvendo atividades administrativo-gerenciais

necessárias à prestação da assistência, com controle social”.

A ligação da estrutura dos DSEI com as comunidades

indígenas dependia da mediação de unidades atuantes desde o nível

mais local (Postos localizados nas aldeias) até sucessivos níveis de

regionalidade, a exemplo dos chamados Polosbase, das Casas de

Saúde Indígenas (Casai) e da rede de atendimento convencional do

SUS. Já a ligação dos DSEI com as instâncias superiores do sistema

possuía uma dupla face.

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Por um lado, havia um controle geral a cargo do Desai, em

Brasília. Por outro, a operacionalização do sistema se dava mediante

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho a subordinação

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a subordinação regional de cada DSEI a uma determinada Core. Um

aspecto fundamental do modelo de atendimento implementado via

DSEI diz respeito a um modo específico de trabalhar que, para

alguns, se resumiria numa positiva descentralização e, para outros,

numa perniciosa terceirização.

Fato é que a execução das ações de atendimento à saúde

indígena viabilizava-se por meio de convênios entre, de um lado, a

Funasa e, de outro, instituições que variam de DSEI para DSEI,

podendo tratar-se de secretarias estaduais ou municipais de Saúde,

fundações ligadas a universidades, organizações não governamentais

“de brancos” e associações geridas pelos próprios índios.

A Funasa definia com suas conveniadas as linhas de atuação a

serem seguidas, repassava recursos públicos federais e fiscalizava

gastos efetuados e resultados alcançados. O mecanismo dos

convênios talvez aponte para o calcanhar de Aquiles da política de

saúde indígena.

Foi instituído como resposta a uma situação de fato: a

incapacidade operacional da Funasa para executar por si só as ações

do setor em todas as regiões do Brasil. Uma vez implantado, no

entanto, revelou-se incapaz de promover, nos 34 Distritos, um

serviço de qualidade que não se visse frequentemente afetado por

interrupções na sistemática cíclica de repasse de recursos públicos/

prestação de contas/ liberação de novos recursos.

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No início do segundo ano do governo Lula, 2004, a Funasa

ensaiou uma estratégia de revisão dos convênios, a fim de que ela

própria assumisse a execução da maior parte das ações, restando às

instituições conveniadas, basicamente, a tarefa de contratar e

capacitar pessoal. De 2004 a 2010, reinou o caos na maior parte dos

DSEI, pipocando, de norte a sul do país, denúncias de desvio e mau

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho uso de verbas,

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uso de verbas, suspensão de atividades por falta de repasse de

recursos por parte da Funasa, piora nos índices de morbidade e

mortalidade.

O sistema fundado nos convênios e no repasse de recursos

não deixou de existir; apenas parece ter sofrido um agravamento nos

problemas que já o assolavam. De todo modo, 2004 parece ter

marcado uma guinada de rumo na estruturação do sistema que, se

ainda não gerou efeitos plenos, tampouco foi revertida com as mais

recentes mudanças de 2010.

Trata-se de apostar num horizonte futuro em que a execução

das ações de atenção à saúde indígena se operacionalize,

fundamentalmente, por órgãos públicos, cabendo a organismos não

governamentais não mais a possibilidade de gerir recursos públicos

repassados, mas apenas a participação em instâncias de

acompanhamento, monitoramento e avaliação o chamado controle

social.

Por sinal, apesar do muito que há para se conquistar em

termos de efetividade das leis, deve-se destacar a existência de um

conjunto razoável de instâncias de controle social no setor da saúde

indígena. Em nível local e regional, temos os Conselhos Distritais

de Saúde Indígena (Condisi), de caráter deliberativo e

composição paritária, no tocante à proporção de representantes

dos povos indígenas atendidos pelo DSEI e de outros atores

envolvidos com o atendimento à saúde indígena.

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Os Conselhos Locais de Saúde Indígena, por sua vez, são

constituídos, cada um deles, por representantes das comunidades

indígenas que se incluem na área de abrangência de um dado polo-

base; feita pelas comunidades, a indicação dos representantes deve

ser formalizada pelo chefe do DSEI (Portaria MS n°254/02). Por fim,

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho num nível superior, em

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num nível superior, em tese de formulação de diretrizes para a

Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena, encontra-se a

Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (CISI), espaço privilegiado

para a participação de diversos atores da sociedade civil:

organizações indígenas, indigenistas, a exemplo do Conselho

Indigenista Missionário (Cimi), e uma associação científica como é a

Associação Brasileira de Antropologia.

3. POLÍTICAS PÚBLICAS VOLTADAS À EDUCAÇÃO INDÍGENA.

A Educação Escolar Indígena (EE I) saiu da gestão da

Funai nos anos 1990 e passou à alçada do Ministério da Educação

(MEC). Durante esses 20 anos de transição e construção da política

pública, muitas ações foram e continuam a ser formuladas e

implementadas, parte delas em parceria com a própria Funai.

Referência fundamental dessa política é o princípio

constitucional de que os povos indígenas têm direito aos “processos

próprios de ensino e aprendizagem”, o que viria a desembocar na

ideia de uma EE I intercultural, bilíngue e diferenciada,

assegurada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº

9.394), de 1996, e desenvolvida nas normatizações do setor. Bons

exemplos dessas normas específicas são a Resolução 03/99 do

Conselho Nacional de Educação e o Parecer 14/99, que subsidia a

primeira.

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Ali se encontram garantidos os direitos fundamentais à

implantação, de fato, de uma “escola indígena diferenciada”,

incluindo os processos relativos à elaboração de projetos político-

pedagógicos, currículos e materiais didáticos utilizados nas escolas

indígenas, seus calendários, a alimentação nelas oferecida

(merenda), a formação dos professores para nelas atuarem, entre

outros aspectos.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho O principal setor do MEC

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O principal setor do MEC envolvido com a gestão da EE I é a

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e

Inclusão (Secadi, que, quando criada, não levava “inclusão” no nome,

sendo chamada de Secad).

Vejamos suas atribuições:

1. Formação inicial e continuada de professores indígenas

em nível médio (Magistério Indígena). Esses cursos têm em média a duração de cinco anos e são compostos, em sua maioria, por etapas intensivas de ensino presencial (quando os professores indígenas deixam suas aldeias e, durante um mês, participam de atividades conjuntas em um centro de formação) e etapas de estudos autônomos, pesquisas e reflexão sobre a prática pedagógica nas aldeias. O MEC oferece apoio técnico e financeiro à realização dos cursos.

2. Formação de Professores Indígenas em Nível Superior

(licenciaturas interculturais). O objetivo principal é garantir educação escolar de qualidade e ampliar a oferta das quatro séries finais do ensino fundamental, além de implantar o ensino médio em terras indígenas.

3. Produção de material didático específico em línguas indígenas, bilíngues ou em português. Livros, cartazes, vídeos, CDs, DVDs e outros materiais produzidos pelos professores indígenas são editados com o apoio financeiro do MEC e distribuídos às escolas indígenas.

4. Apoio político-pedagógico aos sistemas de ensino para

a ampliação da oferta de educação escolar em terras indígenas.

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5. Promoção do Controle Social Indígena. O MEC desenvolve, em articulação com a Funai, cursos de formação para que professores e lideranças indígenas conheçam seus direitos e exerçam o controle social sobre os mecanismos de financiamento da educação pública, bem como sobre a execução das ações e dos programas em apoio à educação escolar indígena.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho 6. Apoio financeiro à

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6. Apoio financeiro à construção, reforma ou ampliação de escolas indígenas.

Um dos principais problemas identificados pelo movimento

indígena e seus apoiadores durante a década de 1980 dizia respeito

ao fato de que o agente principal da educação escolar nas aldeias, o

professor, não era indígena. Isto implicava, por exemplo, a

existência de uma altíssima rotatividade no emprego, especialmente

pelo tempo e o esforço que um professor não índio deveria investir

para se locomover diariamente para uma aldeia.

Associava-se a isto uma questão mais complicada ainda em

termos pedagógicos: a completa ausência de interesse por parte

dos professores não índios em aprender a língua materna e

incorporar os processos nativos de ensino e aprendizagem

dentro da sala de aula, utilizando- os como ponte para a

construção adequada de modelo de escola intercultural e

bilíngue.

A presença hegemônica do professor não índio em sala de aula

tornava-se, assim, um obstáculo a ser removido para que a

implantação de uma educação escolar indígena diferenciada ganhasse

consistência. Numa primeira etapa, ainda durante a década de 1980,

surgiram cursos de formação indígena em nível médio os

“magistérios indígenas” – que buscavam capacitar professores

indígenas a ocuparem o lugar de professores não índios no ensino de

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1ª a 4ª série.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Num segundo momento, um

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Cargo: Indigenista Especializado

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Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Num segundo momento, um conjunto razoável de professores

Num segundo momento, um conjunto razoável de professores

indígenas formados neste nível intermediário já atuando em salas

de aula por aldeias espalhadas pelo país inteiro passa a ter em sua

agenda de mobilização a formação continuada em nível superior.

Com o Prolind, iniciativa implantada em 2005, o MEC deu

início a uma linha de apoio a projetos de Cursos de Licenciaturas

específicas com vistas à formação de docentes indígenas.

Inicialmente, lançavam-se editais incentivando instituições públicas

de ensino superior a apresentarem projetos que contemplassem o

estudo de temas como línguas maternas, gestão e sustentabilidade

das terras e cultura indígena, e que promovessem a capacitação

política dos professores indígenas.

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Mantendo a mesma proposta, o Programa avançou no sentido

de que as licenciaturas indígenas antes apoiadas por recursos

financeiros oriundos dos editais fossem incorporadas como cursos

regulares em universidades federais envolvidas com políticas

afirmativas, o que aconteceu num bom número de casos.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho A ideia do Prolind é

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A ideia do Prolind é preparar os professores indígenas

para que eles atuem como agentes interculturais na execução

de projetos de futuro de suas comunidades e povos. Ao ocupar-

se da formação superior de docentes, a ação propõe-se a ajudar a

expandir a oferta de educação básica intercultural nas escolas

indígenas, ou seja, sem professores indígenas bem formados não

pode haver uma educação básica de qualidade nas aldeias, o que

significa que contribuir para a formação dos primeiros é contribuir

para a efetivação da última. A Funai participa da execução tanto do

Prolind como da segunda frente de atuação.

tanto do Prolind como da segunda frente de atuação. Outro tema que tem mobilizado nos anos

Outro tema que tem mobilizado nos anos recentes tanto

órgãos do Poder Executivo como os povos indígenas e as entidades

de apoio é a criação da Comissão Nacional de Educação Escolar

Indígena (CNEE I). Trata-se de uma discussão que veio

amadurecendo durante bastante tempo, no debate entre segmentos

do movimento indígena e seus apoiadores não índios.

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Ela acabou ganhando forma mais precisa com a realização da

1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, em novembro

de 2009, momento culminante de um ciclo de 18 conferências

regionais que a antecederam e prepararam. O encontro teve como

objetivo principal, justamente, formular e consolidar propostas para o

campo da EE I que pudessem ser pactuadas entre representantes dos

povos indígenas e das organizações governamentais e da sociedade

civil.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho A proposta de criação

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A proposta de criação da Comissão Nacional de Educação

Escolar Indígena (CNEEI) ganhou maior consistência exatamente

durante aquela conferência. Sete meses depois, em julho de 2010, o

ministro da Educação assinava e publicava o ato que oficializou essa

criação.

Ressalte-se que a Comissão tem caráter “consultivo”, ou seja,

não tem poder de deliberação. Sua principal função é assessorar o

MEC na formulação das políticas públicas no campo da EE I. De

maneira bem simples: é um espaço para que os representantes

indígenas e da sociedade civil organizada (a ABA, por exemplo)

tenham “voz”, mas não necessariamente poder de anuência ou veto.

Isto fica um pouco mais claro quando localizamos a nova

comissão dentro da estrutura do Poder Executivo Federal. Percebe-se

que a CNEE I é subordinada política e administrativamente ao próprio

Poder Executivo Federal: seus dois principais cargos, a Presidência e

a Secretaria Executiva, são exercidos respectivamente por

representantes da Secad/ MEC e da CGEE I/ MEC.

4. TERRITÓRIOS ETNOEDUCACIONAIS.

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Outro processo associado ao ciclo de conferências regionais

que desembocaram na Conferência de novembro de 2009 foi o início

dos debates sobre a implementação da proposta dos Territórios

Etnoeducacionais Indígenas, que implica reorganizar a gestão da EE I

por meio de uma nova forma de territorialização. Em vez de esta

gestão estar subordinada à lógica das divisões administrativas entre

as instâncias do Poder Executivo − federal, estadual e municipal – a

ideia agora é que ela se vincule a territórios específicos, em

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho moldes semelhantes

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moldes semelhantes àqueles que orientaram, na área do

atendimento à saúde, a criação dos DSEI.

Os territórios etnoeducacionais são espaços institucionais em

que os entes federados, as comunidades indígenas, as organizações

indígenas e indigenistas e as instituições de ensino superior pactuam

as ações de promoção da educação escolar indígena, efetivamente

adequada às realidades sociais, históricas, culturais, ambientais e

linguísticas dos grupos e comunidades indígenas

Cada território compreenderá, independentemente da divisão

político-administrativa do País, as terras indígenas, mesmo que

descontínuas, ocupadas por povos indígenas que mantêm relações

intersocietárias caracterizadas por raízes sociais e históricas, relações

políticas e econômicas, filiações linguísticas, valores e práticas

culturais compartilhados.

----------------------- X --------------------

Que tal concluirmos essa primeira parte da aula com algumas questões de concursos sobre este e outros temas vistos durante o nosso curso? Logo voltaremos com mais conteúdo para vocês.

(CESPE-CÂMARA DOS DEPUTADOS-CONSULTOR 2014) Acerca

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das políticas e ações governamentais na área da educação,

julgue o próximo item.

1. O apoio federal à educação escolar indígena organiza-se a

partir do protagonismo indígena na condução de seus

processos educativos em língua materna e da definição de

territórios etnoeducacionais, que compreendem terras

indígenas contínuas ocupadas por povos indígenas que

partilham tradições e mantêm laços de afinidade linguística,

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho independentemente

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independentemente

país.

da

COMENTÁRIOS:

divisão

“CESPE É CESPE, NÉ PAE?”.

Olha que casca de banana!

político-administrativa

do

A nota característica dos territórios etnoeducacionais

é a nova forma de territorialização. Cada território

compreenderá, independentemente da divisão político-

administrativa do País, as terras indígenas, mesmo que

descontínuas, ocupadas por povos indígenas que mantêm relações

intersocietárias caracterizadas por raízes sociais e históricas,

relações políticas e econômicas, filiações linguísticas, valores e

práticas culturais compartilhados.

O CESPE nos induz ao erro ao afirmar que os territórios

compreendem terras indígenas contínuas. No entanto, fala-

se em “terras indígenas, mesmo que descontínuas”.

De toda forma, entendo que a questão foi mal

elaborada e causa dificuldade de interpretação, eis que em

nenhum momento se exclui a possibilidade de territórios em

terras contínuas. O que há é uma ressalva legal às terras

descontínuas.

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Assim, por meio de uma interpretação gramatical do

texto legal, os territórios podem ser tanto em terras

contínuas como descontínuas.

Vocês já perceberam que adoro “brigar” com as bancas, não

é mesmo? Rsrs

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho GABARITO: Errado (Com

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GABARITO: Errado (Com ressalvas)

2. (FUNAI-FUNRIO-2009) A Constituição de 1988 representou um divisor de águas com relação a uma política que visava integrar e assimilar os indígenas ao projeto nacional. Os antropólogos tiveram um papel decisivo no sentido de consagrar o princípio de que as comunidades indígenas constituem-se em sujeitos coletivos de direitos

coletivos. Como assinalou o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, “o índio deu lugar à comunidade, e assim o individual

cedeu o passo ao relacional e ao transindividual (

outras palavras, “a Constituição de 1988 interrompeu juridicamente (ideologicamente) um projeto secular de desindianização, ao reconhecer que ele não tinha se completado”. As políticas sociais para os povos indígenas formuladas pelo Estado a partir do marco da Constituição de 1988 tiveram como um dos principais desafios:

)”

Em

A) o estabelecimento de propostas concretas capazes de

acolher as reivindicações dos movimentos sociais indígenas no contexto de uma autonomia culturalista em oposição ao projeto nacional.

B) a aceitação de que as comunidades indígenas devido a

suas características próprias formam nações à parte e, que, neste sentido, os indígenas devem ser tutelados pelo Estado, não lhes sendo facultado o estatuto da cidadania.

C) a afirmação da idéia de que os povos indígenas devem ser controlados e ao mesmo tempo protegidos pelo Estado, pois representam um risco da fragmentação da identidade nacional.

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D) a explosão do conceito de indianidade que passou a

representar um perigo para a entrada do capital estrangeiro no país.

E) a tentativa de conjugar as perspectivas singulares das comunidades indígenas modos de ser e de fazer com o projeto da soberania nacional.

COMENTÁRIOS:

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho As políticas públicas

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As políticas públicas para os povos indígenas formuladas pelo

Estado a partir do advento da Constituição de 1988 tiveram como

um dos principais desafios a tentativa de conciliar as singularidades

das comunidades indígenas (modos de ser e de fazer) com o projeto

da soberania nacional pautado na garantia da propriedade privada e

em projetos de desenvolvimento.

Exemplo clássico foi a construção da Usina de Belo Monte,

em que um suposto projeto de desenvolvimento teve que conciliar

os direitos e interesse das comunidades adjacentes.

GABARITO: Alternativa E

3. (FCC- SEED/SE-2003) A escola indígena deve ser um espaço de interlocução entre os saberes da sociedade indígena e de aquisição de outros conhecimentos. Para que isso ocorra é necessário:

(A) a implementação de uma política baseada em projetos

educacionais específicos à realidade sóciocultural e histórica dos povos indígenas.

(B) a instalação de escolas com programas atualizados e

modernos recursos pedagógicos.

(C) que haja uma política integracionista que ponha fim à

diversidade cultural brasileira.

(D) que se adote uma política de anulação da diversidade

étnica e cultural brasileira.

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(E) que seja implementada, através de legislação, a incorporação dos índios à sociedade nacional.

COMENTÁRIOS:

A escola indígena deve tornar possível a relação entre a

educação escolar e os saberes de cada comunidade indígena.

Esse processo em que ocorre a interlocução entre os saberes da

sociedade indígena e a aquisição de outros conhecimentos é

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho denominado de

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denominado de interculturalidade e consiste no diálogo respeitoso

entre a realidade dos próprios alunos e os conhecimentos vindos de

diversas culturas humanas.

Assim, para que ocorra a citada interlocução é necessária a

implementação de uma política baseada em projetos

educacionais específicos à realidade sóciocultural e histórica

dos povos indígenas.

GABARITO: Alternativa A

4. (FCC- SEED/SE-2003) Sendo o Brasil uma nação pluriétnica e pluricultural, os professores devem mostrar o país como:

(A) nação construída como resultado do encontro de povos

que devem preservar inalteradas suas culturas de origem.

(B) nação habitada por povos com culturas distintas e que

devem interagir entre si.

(C) nação que, tendo naturezas geográficas distintas, pode

sofrer homogeneização de valores culturais.

(D) nação onde inexistem diferenças raciais e culturais.

(E) nação que deve respeitar a hegemonia do grupo portador de uma cultura superior.

COMENTÁRIOS:

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Essa questão pode facilmente ser respondida por eliminação.

Todas as afirmações parecem absurdas à luz dos conceitos sociais e

antropológicos de que já dispomos, exceto a alternativa B.

Brasil uma nação pluriétnica e

pluricultural, os professores devem mostrar o país como

nação habitada por povos com culturas distintas e que

devem interagir entre si.

Logo,

sendo

o

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho GABARITO: Alternativa B

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GABARITO: Alternativa B

5.

indígena:

(FCC-

SEED/SE-2003)

São

características

da

escola

(A)

comunitária,

intercultural,

unilíngue,

específica

e

diferenciada.

 

(B)

individualista,

intercultural,

unilíngüe,

específica

e

diferenciada.

(C) comunitária, intercultural, bilíngüe, multilíngüe, específica e diferenciada.

(D) comunitária, intercultural, bilíngüe, multilíngüe, simples e igual.

(E) socializadora, semi-profissional e competitiva em relação às não indígenas

COMENTÁRIOS:

As experiências alternativas que inovaram a discussão e prática da educação escolar em um contexto de diversidade indígena firmaram algumas categorias que se tornaram definidoras da escola indígena como uma categoria específica de estabelecimento de ensino. São características da escola indígena: a interculturalidade, o bilinguismo ou multilinguismo, a especificidade, a diferenciação e a participação comunitária.

A interculturalidade considera a diversidade cultural no processo de ensino e aprendizagem. A escola deve trabalhar com os valores, saberes tradicionais e práticas de cada comunidade e garantir o acesso à conhecimentos e tecnologias da sociedade nacional relevantes para o processo de interação e participação cidadã na sociedade nacional. Com isso, as atividades curriculares devem ser significativas e contextualizadas às experiências dos educandos e de suas comunidades.

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Portanto, a educação escolar indígena problematiza enfaticamente a relação entre sociedade, cultura e escola, reassociando a escola a todas as dimensões da vida social e estabelecendo novos sentidos e funções a partir de interesses e necessidades particulares a cada sociedade indígena. Assim, a

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho escola indígena será

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escola indígena será específica a cada projeto societário e diferenciada em relação a outras escolas, sejam de outras comunidades indígenas, sejam das escolas não-indígenas.

A escola indígena se caracteriza por ser comunitária, ou

seja, espera-se que esteja articulada aos anseios de comunidade e a seus projetos de sustentabilidade territorial e cultural. Dessa forma, a escola e seus profissionais devem ser aliados da comunidade e

trabalhar a partir do diálogo e participação comunitária, definindo desde o modelo de gestão e calendário escolar o qual deve estar em conformidade às atividades rituais e produtivas do grupo - até os temas e conteúdos do processo de ensino-aprendizagem.

Os direitos linguísticos dos povos indígenas, de que os processos de aprendizagem escolares sejam feitos nas línguas maternas dos educandos, trazem a atenção para a realidade sociolinguística da comunidade onde está inserida a escola e para os usos das línguas tanto no espaço comunitário quanto no escolar. Chamamos isso de bilinguismo ou multilinguismo na escola indígena, visto que em algumas regiões, falantes e comunidades indígenas usam no dia-a-dia, além de duas ou três línguas maternas, o português e as línguas usadas nos países com que o Brasil faz fronteira.

A LDB acentua, ainda e enfaticamente, a diferenciação da

escola indígena em relação às demais escolas dos sistemas pelo bilinguismo e pela interculturalidade.

GABARITO: Alternativa C

6. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) A Primeira Conferência Nacional de Proteção à Saúde do Índio, realizada em 1986, levantou princípios gerais [para nortearem as políticas públicas indigenistas]. Em 1988, esses princípios foram incorporados pela Assembleia Nacional Constituinte, que criou o Sistema Único de Saúde e garantiu aos povos indígenas o direito de atenção integral e diferenciada em relação à saúde.

[Langdon, e. Jean. A tolerância e a política de saúde do índio no brasil:

são compatíveis os saberes biomédicos e os saberes indígenas. In:

grupioni, l.d.b. et al.(orgs). Povos indígenas e tolerância: construindo práticas de respeito e solidariedade.são paulo: usp, 2001. P. 157-158]

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Entre esses princípios,

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Entre esses princípios, é possível descartar o seguinte:

A) o direito universal à saúde

B) a isonomia na ocupação da terra

C) o respeito às especificidades culturais

D) a qualidade de vida frente à sociedade envolvente

E) o reconhecimento das práticas tradicionais de cada grupo

COMENTÁRIOS:

Muito cuidado com esse tipo de questão. O enunciado pede para você descartare não destacar. Logo, pede para marcar a alternativa incorreta.

E

concursos (risos)

eu pensava

que já

tinha visto de tudo no mundo dos

Pois bem. Os princípios gerais que norteiam o direito à saúde indígena são os seguintes:

1)

Direito universal à Saúde;

2)

A qualidade de vida frente à sociedade envolvente ;

3) Respeito às especificidades culturais e práticas tradicionais de cada grupo;

4) Atenção integral e diferenciada.

Assim, temos que a isonomia na ocupação da terra não é um princípio relacionado ao direito à saúde indígena.

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GABARITO: Alternativa B

7. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) Na Constituição Federal, a garantia do direito indígena de atenção integral e diferenciada à saúde é justificada pela:

A) introdução de valores éticos não índios e seu impacto no

grupo

B) imposição de confronto dos saberes biomédicos e dos

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho saberes tradicionais

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saberes tradicionais indígenas

C) necessidade de mapear as comunidades indígenas e suas doenças letais recorrentes

D) política assistencialista do governo federal e sua repercussão na mídia internacional

E) vulnerabilidade dos índios em termos da situação de saúde e de sua especificidade étnica

COMENTÁRIOS:

A garantia constitucional do direito indígena de atenção integral e diferenciada à saúde é justificada pela vulnerabilidade dos índios em termos da situação de saúde e de sua especificidade étnica.

Basta lembrar que uma das causas do extermínio dos índios foi a proliferação de doenças trazidas pelos europeus.

GABARITO: Alternativa E

8. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) No mundo moderno, a tolerância é mais necessária do que nunca. Vivemos numa época marcada pela mundialização da economia e pela aceleração da mobilidade, da comunicação, da integração e da interdependência, das migrações e dos deslocamentos de populações, da urbanização e da transformação das formas de organização social. Visto que inexiste uma única parte do mundo que não seja caracterizada pela diversidade, a intensificação da intolerância e dos confrontos constituem ameaça potencial para cada região. Não se trata de ameaça limitada a esse ou àquele país, mas de ameaça universal.

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[UNESCO. Declaração de Princípios Sobre a Tolerância. Art. 3. Dimensões Sociais. 3.1. Paris, 16 nov 1995. Disponível em: ]

Por definição, esse princípio acima, em relação à população indígena, compreende os seguintes aspectos:

A)

economicamente desfavorecidas

atenção,

proteção

e

apoio

às

populações

indígenas

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho B) justiça,

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B) justiça, imparcialidade e imunidade das leis em igualdade

com os demais concidadãos

C) condescendência, concessão e indulgência na aplicação da

legislação em vigor no país

D) respeito, aceitação e apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo

E) direito, reconhecimento e dever de proteção clientelista

do Estado nacional.

COMENTÁRIOS:

A legislação brasileira se mostra de acordo com os Princípios

da Tolerância aprovados pela UNESCO em 1995. Especificamente,

pode ser citado o seu art. 1º, que define tolerância como o

respeito, a aceitação e o apreço da riqueza e diversidades culturais

) (

respeitar o caráter multicultural da família humana.

e o art. 2º, que declara a necessidade de o estado aceitar e

GABARITO: Alternativa D

9. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) O modelo brasileiro de atenção à saúde indígena resulta das deliberações de três conferências nacionais específicas (1986, 1993 e 2001) e foi ratificado pela XII Conferência Nacional de Saúde que reafirmou o papel da FUNASA na coordenação, normatização e execução do subsistema em Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

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[MAGALHÃES, Edgar Dias. Gestão da saúde indígena. O Modelo Brasileiro de Atenção à Saúde Indígena. In: Primer Foro Nacional de salud de los Pueblos Indígenas. San José:

Ciosta Rica, 16 a 28 out 2005. Disponível em]

A

definição territorial desses Distritos DSEI leva em conta

o

seguinte critério de organização:

A) localização das áreas geoeconômica agropastoril predominante no meio rural

B) delimitação dos estados e municípios de localização das

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho terras indígenas C)

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terras indígenas

C) espacialização das endemias recorrentes nas comunidades

indígenas

D) distribuição demográfica tradicional dos povos indígenas

E) movimentação sazonal dos diferentes povos indígenas

COMENTÁRIOS:

O Subsistema de Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde

está organizado em Distritos Sanitários Especiais Indígenas

DSEI , considerados como pontos de referência para as atividades

de planejamento, organização e operacionalização, baseadas nas

necessidades locais de saúde e com diretrizes de desenvolvimento

provenientes do nível central.

A definição territorial dos Distritos Sanitários Especiais

Indígenas, atualmente, leva em conta os seguintes critérios de

organização:

i) População, área geográfica e perfil epidemiológico;

ii) Vias de acesso aos serviços instalados na localidade e

à rede regional do SUS;

iii) Relações sociais entre os diferentes povos indígenas do

território e a sociedade de entorno;

iv) Distribuição demográfica tradicional dos povos

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indígenas que não coincide necessariamente com os

limites de estados e municípios onde estão localizadas

as terras indígenas -; e

v) Disponibilidade de serviços, recursos humanos e infra-

estrutura nos serviços de retaguarda.

Assim, a única alternativa que condiz com os critérios acima é

a D(distribuição demográfica tradicional dos povos indígenas).

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho GABARITO: Alternativa D

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GABARITO: Alternativa D

10. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) É

importante lembrar [

1988 alinhou-se entre as que proclamam a proteção dos direitos humanos como um de seus princípios fundamentais. Um sinal evidente desse alinhamento é justamente a existência de um capítulo a respeito dos índios e seus

que a Constituição Brasileira de

]

direitos. De modo geral, pode-se dizer que todos os direitos enumerados nesse capítulo já estavam inseridos na

legislação brasileira [

previstos na própria Constituição aumenta a eficácia desses direitos, torna mais difícil sua eliminação ou restrição e condiciona a atuação do Executivo, do Judiciário e do próprio

Parlamento.

entretanto. O fato de estarem

],

[DALLARI, Dalmo de Abreu. Cit. SILVA, L.M. da. O Reconhecimento dos Direitos Originários dos Índios sobre suas Terras Tradicionais na Constituição de 1988 e a Extensão do conceito de Terras Indígenas Tradicionalmente Ocupadas. In: Revista Jurídico UNIGRAN. Dourados: MS, v.6, n. 11, Jan-Jun. 2004, p. 141. Disponível em: ]

Segundo a Constituição em vigor, a alternativa que indica adequadamente o Poder Público e a respectiva competência

é

A)

Ministério Público - arbitrar os litígios étnico-culturais

indígenas

B) Executivo Federal - normatizar deslocamentos sazonais

indígenas

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C) Judiciário Federal - legislar acerca das demandas das

populações indígenas

D) Senado Federal - defender judicialmente os direitos das

populações indígenas

E) Congresso

minerais em terras indígenas

Nacional

-

autorizar

COMENTÁRIOS:

a

lavra

de

riquezas

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Pessoal, como sabemos,

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Pessoal, como sabemos, o aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei (Art. 231, § 3º). Em resumo, a exploração de recursos minerais e hídricos em terras indígenas para acontecer precisa de:

i) Lei que estabeleça as condições específicas de como pode se dar a exploração ou aproveitamento;

ii) Autorização do Congresso Nacional;

iii) Ouvir as comunidades indígenas.

Lembre-se

ainda

que

cabe

a

Ministério

Público

defender judicialmente os direitos das populações indígenas

GABARITO: Alternativa E

11. (ESAF-MPU-2004) A prática de trabalho de campo intensivo e de longa duração representou uma importante inovação na pesquisa antropológica. Assinale como verdadeira (V) ou falsa (F) as afirmações acerca do trabalho de campo na antropologia.

( ) A pesquisa de campo é valorizada na antropologia como

uma etapa constituinte do método histórico, que busca em última instância colocar as várias sociedades estudadas pelos antropólogos em uma escala evolutiva única.

) Malinowski foi o autor que mais se colocou contra o uso desse método.

(

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( ) O trabalho de campo intensivo, de longa duração, conduzido na língua local, focando todos os aspectos da vida cultural da comunidade tornou-se a base a partir da qual o conhecimento etnográfico moderno foi desenvolvido.

( ) As atividades preponderantes durante o trabalho de

seu

campo

processamento.

são

a

aplicação

de

questionários

e

o

( ) A idéia de que a pesquisa antropológica deve buscar pelo

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho ponto de vista nativo

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ponto de vista nativo está intrinsecamente associada ao método da observação participante desenvolvida durante o trabalho de campo.

Escolha a opção correta.

a) F, F, V, F, V

b) V, F, V, F, V

c) V, V, F, V, F

d) F, V, F, F, V

e) V, V, F, F, F

COMENTÁRIOS:

( ) A pesquisa de campo é valorizada na antropologia como

uma etapa constituinte do método histórico, que busca em última instância colocar as várias sociedades estudadas pelos antropólogos em uma escala evolutiva única. FALSO.

A Antropologia do século XIX pensava a humanidade em uma escala evolutiva.

O racismo pode ser visto como uma das principais implicações deste tipo de pensamento, principalmente no que se refere à ideologia do colonialismo. A Antropologia, porém, não se satisfez com essa perspectiva e, desde o final do século XIX, passou a criticar a teoria do evolucionismo.

A Pesquisa de Campo traz em si a necessidade do diálogo com a realidade a qual se pretende investigar e com o diferente, um diálogo dotado de crítica, canalizador de momentos criativos. A tentativa de conhecer qualquer fenômeno constituinte dessa realidade busca uma aproximação, visto sua complexidade e dinamicidade dialética.

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( ) Malinowski foi o autor que mais se colocou contra o uso desse método. FALSO

Malinowski foi o caraque criou o trabalho de campo.

( ) O trabalho de campo intensivo, de longa duração,

conduzido na língua local, focando todos os aspectos da vida

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho cultural da comunidade

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cultural da comunidade tornou-se a base a partir da qual o conhecimento etnográfico moderno foi desenvolvido. VERDADEIRO.

( ) As atividades preponderantes durante o trabalho de

campo

seu

processamento. FALSO

são

a

aplicação

de

questionários

e

o

As atividades preponderantes durante o trabalho de campo são: Análise de arquivos históricos, observação participante, aplicação de questionários e entrevistas.

( ) A idéia de que a pesquisa antropológica deve buscar pelo ponto de vista nativo está intrinsecamente associada ao método da observação participante desenvolvida durante o trabalho de campo. VERDADEIRO.

A Observação Participante é realizada em contato direto, frequente e prolongado do investigador, com os atores sociais, sendo assim o próprio investigador o instrumento de pesquisa. Ela exige contato social, um mergulho na cultura do outro.

GABARITO: Alternativa A

12. (ESAF-MPU-2004) As relações entre o Estado brasileiro e as populações indígenas são orientadas, entre outras coisas, por um aparato legal-burocrático formado por um conjunto de leis, códigos, decretos, diplomas, portarias e instruções. Avalie as proposições que se seguem sobre esse tema.

I. Uma característica das principais leis que dizem respeito aos índios é que elas são leis feitas pelos não-índios para definir os direitos dos índios.

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II. Segundo a Constituição vigente no Brasil, dada a natureza específica das culturas e sociedades indígenas, os índios necessitam de proteção do Estado e por isso não podem ter os mesmos direitos básicos de todo cidadão brasileiro.

III. A proteção dos índios deve ser feita por organismos indicados pelo Estado. Desde 1988, por imposição constitucional, o Estado indica como instituições tutoras dos povos indígenas a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), a

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Igreja Católica e a

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Igreja Católica e a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde).

IV. Pela Constituição de 1988, a tutoria exercida pelas instituições indicadas pelo Estado brasileiro é parcial, no sentido de que cada instituição exerce a tutoria em áreas específicas. Assim há instituições que exercem a tutoria no que toca à educação e integridade moral dos índios, outra é tutora da saúde e do planejamento familiar, outra é tutora do acesso à terra e exercendo também proteção da integridade física dos índios.

V. A prática administrativa de demarcação participativa das terras indígenas exemplifica a tendência no sentido da quebra progressiva do regime tutelar que se observa no presente, graças, entre outras coisas, às mudanças jurídicas promovidas depois da Constituição de 1988.

Assinale a opção que indica apenas as proposições corretas.

a) I e III

b) II e IV

c) III e IV

d) I e V

e) II e V

COMENTÁRIOS:

I. Uma característica das principais leis que dizem respeito aos índios é que elas são leis feitas pelos não-índios para definir os direitos dos índios. VERDADEIRO.

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Apesar de atualmente existir ampla participação da sociedade

civil na discussão e criação de leis, à época da elaboração dessa

questão a realidade ainda era um pouco diferente.

A título de exemplo, a Comissão Nacional de Política

Indigenista (CNPI), cujo objetivo precípuo é ampliar a participação

indígena na elaboração de diretrizes e execução da política pública

indigenista brasileira, sequer existia em 2004. Apesar da maior

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho participação de

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participação de índios na formulação de políticas públicas, ainda

prepondera a definição dos direitos indígenas por não-índios.

II. Segundo a Constituição vigente no Brasil, dada a natureza específica das culturas e sociedades indígenas, os índios necessitam de proteção do Estado e por isso não podem ter os mesmos direitos básicos de todo cidadão brasileiro. FALSO.

É um erro afirmar que os índios não podem ter os mesmos direitos básicos de todo cidadão brasileiro.

III. A proteção dos índios deve ser feita por organismos

indicados pelo Estado. Desde 1988, por imposição constitucional, o Estado indica como instituições tutoras dos povos indígenas a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), a Igreja Católica e a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde). FALSO.

A Igreja Católica não faz parte desse rol.

IV. Pela Constituição de 1988, a tutoria exercida pelas

instituições indicadas pelo Estado brasileiro é parcial, no sentido de que cada instituição exerce a tutoria em áreas específicas. Assim há instituições que exercem a tutoria no que toca à educação e integridade moral dos índios, outra é tutora da saúde e do planejamento familiar, outra é tutora do acesso à terra e exercendo também proteção da integridade física dos índios. FALSO.

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A figura da tutoria inexiste no atual ordenamento jurídico.

V. A prática administrativa de demarcação participativa das terras indígenas exemplifica a tendência no sentido da quebra progressiva do regime tutelar que se observa no presente, graças, entre outras coisas, às mudanças jurídicas promovidas depois da Constituição de 1988. VERDADEIRO.

A prática administrativa de demarcação participativa das terras indígenas é caracterizada pela participação das comunidades no seu processo.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho A ideia é combinar um

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A ideia é combinar um nível satisfatório de participação social com o atendimento de exigências técnicas e legais inerentes ao trabalho de engenharia envolvido.

GABARITO: Alternativa D

5. NOÇÕES DE GEOPROCESSAMENTO.

Este tema foge totalmente a tudo o que estudamos até agora. Por isso, sugiro que faça uma leitura atenta e cuidadosa. O edital fala apenas em “Noções de geoprocessamento”, o que não nos desobriga a aprofundar certos temas de alta relevância.

Ao final, trarei algumas questões de concursos anteriores para fins de fixação do conteúdo.

5.1.

CONCEITO.

Para Câmara (2005), até o advento da informática, a

manipulação de dados geográficos era feita através de mapas e

outros documentos impressos ou desenhados em uma base de papel.

Esta característica impunha algumas limitações, como na análise

89953622000

combinada de mapas oriundos de diversas fontes, temas e escalas e

na atualização dos dados, neste caso, era necessária a

reimpressão/redesenho em outra base.

A partir da metade do século XX, os dados geográficos passam

a serem tratados por um conjunto de técnicas matemáticas e

computacionais denominadas de Geoprocessamento. Para

Câmara (2005), uma nova ciência estaria surgindo, denominada de

Ciência da Geoinformação, que teria como objetivo “o estudo e a

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho implementação de

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implementação de diferentes formas de representação computacional

do espaço geográfico”, pois, trabalhar com a geoinformação

significa, antes de mais nada, utilizar computadores como

instrumentos de representação de dados espacialmente

referenciados”.

Em suma, Geoprocessamento é o conjunto de tecnologias

destinadas à coleta e tratamento de informações espaciais,

assim como o desenvolvimento de novos sistemas e aplicações, com

diferentes níveis de sofisticação.

Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG)

correspondem às ferramentas computacionais de Geoprocessamento,

que permitem a realização de “análises complexas, ao integrar dados

de diversas fontes e ao criar bancos de dados georreferenciados”

(CÂMARA, 2005).

Para Aronoff (1989), os SIG, projetados para a entrada, o

gerenciamento (armazenamento e recuperação), a análise e a

saída de dados, devem ser utilizados em estudos nos quais a

localização geográfica seja uma questão fundamental na

análise, apresentando, assim, potencial para serem utilizados nas

mais diversas aplicações.

Pode-se dizer, de forma genérica, “Se ondeé importante

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para seu negócio, então Geoprocessamento é sua ferramenta de

trabalho”. Sempre que o “ondeaparece, dentre as questões e

problemas que precisam ser resolvidos por um sistema informatizado,

haverá uma oportunidade para considerar a adoção de um SIG.

Num país de dimensão continental como o Brasil, com uma

grande carência de informações adequadas para a tomada de

decisões sobre os problemas urbanos, rurais e ambientais, o

Geoprocessamento apresenta um enorme potencial, principalmente

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho se baseado em

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se baseado em tecnologias de custo relativamente baixo, em que o

conhecimento seja adquirido localmente (CÂMARA, 2005).

o conhecimento seja adquirido localmente (CÂMARA, 2005). Há necessidade de dados para que o SIG cumpra

Há necessidade de dados para que o SIG cumpra suas

finalidades. A aquisição de dados em geoprocessamento deve partir

de uma definição clara dos parâmetros, variáveis e indicadores, que

serão necessários no projeto a ser implementado. Sua existência

deve ser verificada em lugar adequado.

Após o surgimento do Google Maps e do Google Earth, uma

89953622000

verdadeira revolução está acontecendo. Pessoas que até então não

tinham qualquer contato com ferramentas SIG, de uma hora para

outra podem ter acesso a qualquer parte do planeta por meio

de aplicações que misturam imagens de satélite, modelos 3D e

GPS, sendo que o usuário necessita apenas ter conexão à internet.

A digitalização é um dos processos mais utilizados para

obtenção de dados já existentes. Como os custos para geração são

altos, aproveita-se ao máximo possível os dados analógicos,

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho convertendo-os para a

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convertendo-os para a forma digital através da digitalização

automática ou manual.

A fotogrametria é a técnica que permite realizar medições

rigorosas a partir de fotografias. Com fotografias aéreas, são obtidas

medidas de posições de pontos que vão dar origem ao desenho de

cartas topográficas.

As fotografias aéreas são adquiridas com alguma

sobreposição, o que origina, devido a diferentes perspectivas de um

mesmo local, uma percepção das três dimensões do terreno,

permitindo assim medi-las de forma rigorosa.

Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas que

permitem observar e obter informações sobre a superfície terrestre,

ou de qualquer outro astro, através de sensores instalados em

satélites artificiais.

O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é um sistema

de navegação baseado em satélite e foi originalmente planejado para

aplicações militares, mas nos anos 80 o governo fez o sistema

disponível para uso civil. O GPS trabalha em qualquer condição de

tempo, em qualquer lugar no mundo, 24 horas por dia, e não é

cobrada nenhuma taxa para ser utilizado.

5.2.

SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA.

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Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) diferencia-se dos

demais sistemas pela capacidade de realizar relações espaciais

entre elementos gráficos. Tal capacidade é denominada

Topologia, que significa o estudo dos lugares geométricos com suas

propriedades e relações, descrevendo a localização e a geometria das

entidades de um mapa e as estruturas de relacionamentos espaciais,

estas divididas em: conectividade, contiguidade e pertinência.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Existem basicamente duas

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Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Existem basicamente duas formas distintas de representar

Existem basicamente duas formas distintas de representar

dados espaciais num SIG: VETORIAL e MATRICIAL.

5.3. DADOS VETORIAIS.

Os mapas são abstrações gráficas nas quais as linhas,

sombras e símbolos são usados para representar as localizações de

objetos do mundo real. Tecnicamente falando, os mapas são

compostos de pontos, linhas e polígonos.

Os pontos são definidos por uma única coordenada (ex:

postes, poços). As linhas são constituídas por vários pontos (vértices)

que se interligam, constituindo vetores (ex: estrada, rio, curvas de

nível). Polígonos são áreas fechadas composta por varias linhas que

começam e terminam num mesmo ponto ( ex: lote, lago).

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e terminam num mesmo ponto ( ex: lote, lago). 89953622000 Para que o SIG reconheça as

Para que o SIG reconheça as feições representadas por

pontos, linhas e polígonos, são necessárias relações topológicas.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Topologia é um

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Topologia é um procedimento matemático para definir relações

espaciais, tais como conectividade, adjacência e contiguidade. As

vantagens das relações topológicas são:

Armazenar dados vetoriais mais eficientemente;

Processar um maior número de dados;

Permitir a conexão de linhas em rede, combinar

polígonos adjacentes e sobrepor feições geográficas.

Graças a topologia o sistema reconhece nas feições,

extensões, áreas, direção, vizinhança, o que permite estabelecer

relações entre as diferentes camadas de informação.

5.4. DADOS RASTER OU MATRICIAIS.

A representação matricial consiste no uso de uma malha

quadriculada regular sobre a qual se constrói, célula a célula, o

elemento que está sendo representado. O modelo matricial

assemelha-se a um tabuleiro de xadrez ou algo como uma matriz

regular de células. A cada célula, atribui-se um código referente ao

atributo estudado, de tal forma que o computador saiba a que

elemento ou objeto pertence determinada célula.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho A resolução do dado

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A resolução do dado raster está associada ao tamanho da

célula: quanto menor a célula melhor a resolução ou qualidade da imagem. No modelo matricial, a localização de um objeto

georreferenciado é menos precisa que no modelo vetorial.

A precisão de localização de um objeto georreferenciado, no

modelo matricial, depende do tamanho das células de resolução

matricial, depende do tamanho das células de resolução 5.5. TIPOS DE DADOS EM GEOPROCESSAMENTO 5.5.1. DADOS

5.5. TIPOS DE DADOS EM GEOPROCESSAMENTO

5.5.1. DADOS TEMÁTICOS

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Dados temáticos descrevem a distribuição espacial de uma

grandeza geográfica, expressa de forma qualitativa, como os

mapas de pedologia e a aptidão agrícola de uma região. Estes dados,

obtidos a partir de levantamento de campo, são inseridos no sistema

por digitalização ou, de forma mais automatizada, a partir de

classificação de imagens.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Os dados temáticos

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Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Os dados temáticos podem ser representados de forma

Os dados temáticos podem ser representados de forma

matricial ou vetorial.

5.5.2. DADOS CADASTRAIS

Um dado cadastral distingue-se de um temático, pois cada

um de seus elementos é um objeto geográfico, que possui

atributos e pode estar associado a várias representações

gráficas. Por exemplo, os lotes de uma cidade são elementos do

espaço geográfico que possuem atributos (dono, localização, valor

venal, IPTU devido, etc.) e que podem ter representações gráficas

diferentes em mapas de escalas distintas. Os atributos estão

armazenados num sistema gerenciador de banco de dados.

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13. (FUNAI-CETRO-2010-Indigenista Especializado) Em relação ao geoprocessamento, é correto afirmar que:

a) São utilizadas técnicas matemáticas e computacionais para

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho processar dados

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processar dados georreferenciados.

b) No Sistema de Informação Geográfico (SIG) são utilizados

apenas dados gráficos.

c) Dados temáticos não podem ser representados de forma

matricial ou vetorial.

d) A representação vetorial consiste no uso de uma malha

quadriculada regular

e) O Sensoriamento Remoto permite obter imagens a partir

de equipamentos fotográficos instalados exclusivamente em aviões.

COMENTÁRIOS:

A) VERDADE.

A partir da metade do século XX, os dados geográficos passam a serem tratados por um conjunto de técnicas matemáticas e computacionais denominadas de Geoprocessamento.

B) FALSO. Há também dados temáticos etc.

C) FALSO. Dados temáticos podem SIM ser representados de forma

matricial ou vetorial.

D) FALSO. Como vimos, a representação matricial é que consiste no uso de uma malha quadriculada regular

E) FALSO. Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas que

permitem observar e obter informações sobre a superfície terrestre,

ou de qualquer outro astro, através de sensores instalados em

satélites artificiais.

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GABARITO: ALTERNATIVA A

14. (ESAF-ANA-ESPECIALISTA) Com relação ao sistema de projeção cartográfica denominada UTM (Universal Transverse de Mercator), indique a opção correta.

a) Corresponde ao sistema de projeção cartográfica oficial do

Brasil.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho b) O valor de UTM

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b)

O valor de UTM Norte na linha do equador é zero.

 

c)

Os

valores

de

UTM

são

dados

em

metros

ou

em

quilômetros.

d) Valores de UTM Norte superiores a 10.000.000 metros são

encontrados somente no Hemisfério Sul.

e) Valores de UTM do Hemisfério Sul devem ser precedidos de

sinal negativo.

COMENTÁRIOS:

A Universal Transversa de Mercator (UTM) é um sistema de

projeção cartográfica e corresponde a uma modificação da

projeção de Mercator, onde o cilindro secante é colocado em posição

transversa. Este sistema foi adotado pela Diretoria de Serviço

Geográfico do Exército e pelo IBGE como padrão para o

mapeamento sistemático do país.

IBGE como padrão para o mapeamento sistemático do país. O sistema é constituído por 60 fusos

O sistema é constituído por 60 fusos de 6º de longitude, numerados a partir do antemeridiano de Greenwich, seguindo de oeste para leste até o encontro com o ponto de origem. A extensão latitudinal está compreendida entre 80º Sul e 84 Norte. O eixo central do fuso, denominado como meridiano central, estabelece, junto com a linha do Equador, a origem do sistema de coordenadas de cada fuso.

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central , estabelece, junto com a linha do Equador, a origem do sistema de coordenadas de

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho Cada fuso apresenta um

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Cada fuso apresenta um único sistema plano de coordenadas, com valores que se repetem em todos os fusos. Assim, para localizar um ponto definido pelo sistema UTM, é necessário conhecer, além dos valores das coordenadas, o fuso ao qual as coordenadas pertençam, já que elas são idênticas em todos os fusos.

GABARITO: ALTERNATIVA A

15. (ESAF-ANA-ESPECIALISTA) Num Sistema de Informação Geográfica (SIG), as formas para representação dos dados espaciais são a vetorial e a matricial. Quando se fala em representação vetorial, são considerados os elementos gráficos:

(A)

linha / ponto / polígono.

(B)

linha / toponímia / polígono.

(C)

linha / ponto / topologia.

(D)

topologia / toponímia / polígono.

(E)

topologia / raster / ponto

COMENTÁRIOS:

Os mapas são abstrações gráficas nas quais as linhas,

sombras e símbolos são usados para representar as localizações de

objetos do mundo real. Tecnicamente falando, os mapas são

compostos de pontos, linhas e polígonos.

Os pontos são definidos por uma única coordenada (ex: postes, poços). As linhas são constituídas por vários pontos (vértices) que se interligam, constituindo vetores (ex: estrada, rio, curvas de nível). Polígonos são áreas fechadas composta por varias linhas que começam e terminam num mesmo ponto ( ex: lote, lago).

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GABARITO: ALTERNATIVA A

QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho (CESPE-CÂMARA DOS

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(CESPE-CÂMARA DOS DEPUTADOS-CONSULTOR 2014) Acerca

das políticas e ações governamentais na área da educação,

julgue o próximo item.

1. O apoio federal à educação escolar indígena organiza-se a

partir do protagonismo indígena na condução de seus

processos educativos em língua materna e da definição de

territórios etnoeducacionais, que compreendem terras

indígenas contínuas ocupadas por povos indígenas que

partilham tradições e mantêm laços de afinidade linguística,

independentemente da divisão político-administrativa do

país.

2. (FUNAI-FUNRIO-2009) A Constituição de 1988 representou

um divisor de águas com relação a uma política que visava integrar e assimilar os indígenas ao projeto nacional. Os antropólogos tiveram um papel decisivo no sentido de consagrar o princípio de que as comunidades indígenas constituem-se em sujeitos coletivos de direitos coletivos.

Como assinalou o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, “o índio deu lugar à comunidade, e assim o individual cedeu o

Em outras

passo ao relacional e ao transindividual (

palavras, “a Constituição de 1988 interrompeu juridicamente (ideologicamente) um projeto secular de desindianização, ao reconhecer que ele não tinha se completado”. As políticas sociais para os povos indígenas formuladas pelo Estado a partir do marco da Constituição de 1988 tiveram como um

dos principais desafios:

)”

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A) o estabelecimento de propostas concretas capazes de acolher as reivindicações dos movimentos sociais indígenas no contexto de uma autonomia culturalista em oposição ao projeto nacional.

B) a aceitação de que as comunidades indígenas devido a suas características próprias formam nações à parte e, que, neste sentido, os indígenas devem ser tutelados pelo Estado, não lhes sendo facultado o estatuto da cidadania.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho C) a afirmação da

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C) a afirmação da idéia de que os povos indígenas devem ser controlados e ao mesmo tempo protegidos pelo Estado, pois representam um risco da fragmentação da identidade nacional.

D) a explosão do conceito de indianidade que passou a representar um perigo para a entrada do capital estrangeiro no país.

E) a tentativa de conjugar as perspectivas singulares das comunidades indígenas modos de ser e de fazer com o projeto da soberania nacional.

3. (FCC- SEED/SE-2003) A escola indígena deve ser um espaço de interlocução entre os saberes da sociedade indígena e de aquisição de outros conhecimentos. Para que isso ocorra é necessário:

(A) a implementação de uma política baseada em projetos

educacionais específicos à realidade sóciocultural e histórica dos povos indígenas.

(B) a instalação de escolas com programas atualizados e

modernos recursos pedagógicos.

(C) que haja uma política integracionista que ponha fim à

diversidade cultural brasileira.

(D) que se adote uma política de anulação da diversidade

étnica e cultural brasileira.

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(E) que seja implementada, através de legislação, a incorporação dos índios à sociedade nacional.

4. (FCC- SEED/SE-2003) Sendo o Brasil uma nação pluriétnica e pluricultural, os professores devem mostrar o país como:

(A) nação construída como resultado do encontro de povos

que devem preservar inalteradas suas culturas de origem.

(B) nação habitada por povos com culturas distintas e que

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho devem interagir entre

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Cargo: Indigenista Especializado

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devem interagir entre si.

(C) nação que, tendo naturezas geográficas distintas, pode

sofrer homogeneização de valores culturais.

(D)

nação onde inexistem diferenças raciais e culturais.

(E)

nação que deve respeitar a hegemonia do grupo portador

de uma cultura superior.

5.

indígena:

(FCC-

SEED/SE-2003)

São

características

da

escola

(A)

comunitária,

intercultural,

unilíngue,

específica

e

diferenciada.

 

(B)

individualista,

intercultural,

unilíngüe,

específica

e

diferenciada.

(C) comunitária, intercultural, bilíngüe, multilíngüe, específica e diferenciada.

(D) comunitária, intercultural, bilíngüe, multilíngüe, simples

e igual.

(E) socializadora, semi-profissional e competitiva em relação

às não indígenas

6. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) A Primeira Conferência Nacional de Proteção à Saúde do Índio, realizada em 1986, levantou princípios gerais [para nortearem as políticas públicas indigenistas]. Em 1988, esses princípios foram incorporados pela Assembleia Nacional Constituinte, que criou o Sistema Único de Saúde e garantiu aos povos indígenas o direito de atenção integral e diferenciada em relação à saúde.

[Langdon, e. Jean. A tolerância e a política de saúde do índio no brasil:

são compatíveis os saberes biomédicos e os saberes indígenas. In:

grupioni, l.d.b. et al.(orgs). Povos indígenas e tolerância: construindo práticas de respeito e solidariedade.são paulo: usp, 2001. P. 157-158]

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Entre esses princípios, é possível descartar o seguinte:

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho A) o direito universal

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A) o direito universal à saúde

B) a isonomia na ocupação da terra

C) o respeito às especificidades culturais

D) a qualidade de vida frente à sociedade envolvente

E) o reconhecimento das práticas tradicionais de cada grupo

7. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) Na Constituição Federal, a garantia do direito indígena de atenção integral e diferenciada à saúde é justificada pela:

A) introdução de valores éticos não índios e seu impacto no grupo

B) imposição de confronto dos saberes biomédicos e dos saberes tradicionais indígenas

C) necessidade de mapear as comunidades indígenas e suas

doenças letais recorrentes

D) política assistencialista do governo federal e sua repercussão na mídia internacional

E) vulnerabilidade dos índios em termos da situação de saúde

e de sua especificidade étnica

8. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) No mundo moderno, a tolerância é mais necessária do que nunca. Vivemos numa época marcada pela mundialização da economia e pela aceleração da mobilidade, da comunicação, da integração e da interdependência, das migrações e dos deslocamentos de populações, da urbanização e da transformação das formas de organização social. Visto que inexiste uma única parte do mundo que não seja caracterizada pela diversidade, a intensificação da intolerância e dos confrontos constituem ameaça potencial para cada região. Não se trata de ameaça limitada a esse ou àquele país, mas de ameaça universal.

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho [UNESCO. Declaração de

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[UNESCO. Declaração de Princípios Sobre a Tolerância. Art. 3. Dimensões Sociais. 3.1. Paris, 16 nov 1995. Disponível em: ]

Por definição, esse princípio acima, em relação à população indígena, compreende os seguintes aspectos:

A)

economicamente desfavorecidas

atenção,

proteção

e

apoio

às

populações

indígenas

B) justiça, imparcialidade e imunidade das leis em igualdade

com os demais concidadãos

C) condescendência, concessão e indulgência na aplicação da

legislação em vigor no país

D) respeito, aceitação e apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo

E) direito, reconhecimento e dever de proteção clientelista do

Estado nacional.

9. (DOM CINTRA-FUNASA/2012-ANTROPÓLOGO) O modelo brasileiro de atenção à saúde indígena resulta das deliberações de três conferências nacionais específicas (1986, 1993 e 2001) e foi ratificado pela XII Conferência Nacional de Saúde que reafirmou o papel da FUNASA na coordenação, normatização e execução do subsistema em Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

[MAGALHÃES, Edgar Dias. Gestão da saúde indígena. O Modelo Brasileiro de Atenção à Saúde Indígena. In: Primer Foro Nacional de salud de los Pueblos Indígenas. San José:

Ciosta Rica, 16 a 28 out 2005. Disponível em]

A definição territorial desses Distritos DSEI leva em conta o seguinte critério de organização:

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A) localização das áreas geoeconômica agropastoril predominante no meio rural

B) delimitação dos estados e municípios de localização das terras indígenas

C) espacialização das endemias recorrentes nas comunidades

indígenas

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NOÇÕES DE INDIGENISMO P/FUNAI Cargo: Indigenista Especializado Prof. Aristócrates Carvalho D) distribuição

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