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SISTEMA PARA AUXILIAR A PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS DOCENTES

DO ENSINO FUNDAMENTAL DE ESCOLAS PÚBLICAS EM SALA DE AULA

SYSTEM TO ASSIST THE PRACTICE OF EDUCATIONAL


FACULTY OF ELEMENTARY SCHOOLS IN THE CLASSROOM

CASTEDO, Robson
Graduando em Design do Produto – Faculdade da Cidade do Salvador
(e-mail: robson_design@hotmail.com)
NOVAES, Alexandre Teles Dias
Graduando em Design do Produto – Faculdade da Cidade do Salvador
(e-mail: alexandre_novaes55@hotmail.com)
SANTOS, Carlos Alberto de Souza
Graduando em Design do Produto – Faculdade da Cidade do Salvador
(e-mail: csantos84@gmail.com)

Resumo: O uso de recursos como quadro branco, TV, DVD, microcomputador,


aparelho de som, entre outros, cria a oportunidade do docente atrair a atenção de seus
alunos, estimulá-los às pesquisas e ainda os conduz a uma realidade atual. É importante
a utilização de novos recursos tecnológicos em sala de aula, bem como a capacitação
dos professores, priorizando novas formas de trabalho com os alunos que envolvam
oportunidades de melhor compreender a linguagem audiovisual. Esse tema é bastante
atual e nos conduz a uma busca de fundamentação e conhecimento. A presença inegável
de novas tecnologias em nossa sociedade constitui a primeira base para que haja
necessidade de sua presença na escola, daí a necessidade de desenvolvimento de um
sistema para auxiliar a prática pedagógica dos docentes do ensino fundamental de
escolas públicas em sala de aula.

Palavras-chave: sistema, docente, sala de aula, escola.

Abstract: The use of resources such as white board, TV, DVD, PC, stereo, among other
things, creates the opportunity for teachers to attract the attention of his students,
encouraging them to research and even leads them to a reality. It is important to use new
technological resources in the classroom and the teacher training, prioritizing new ways
of working with students that involve opportunities to better understand the audiovisual
language. This theme is very current and leads to a search of reasoning and knowledge.
The undeniable presence of new technologies in our society is the primary basis for any
need of his presence in school, hence the need to develop a system to help educators and
their practices of elementary public school classroom.

Keywords: system, teacher, classroom, school.


1. INTRODUÇÃO

Os progressos tecnológicos têm provocado intensas mudanças nos ambientes de


trabalhistas, essas mudanças afetam diretamente a todos que, para sobreviverem
precisam acompanhar a evolução. Considerando que o trabalho docente também é
afetado pelas novas mudanças. Considerando também que alguns estudos relacionam a
possibilidade de adoecimento físico e mental nos professores com as condições sob as
quais ele desenvolve suas atividades, percebe-se portanto que há uma necessidade de se
promover um meio que favoreça ao professor no seu posto de trabalho, ter condições
adequadas qual lhe proporcione conforto e segurança e assim reduzir as possibilidades
de stress, e ainda uma re-adequação do posto de trabalho do docente.
As mudanças que ocorrem nos dias de hoje são cada vez mais constantes e
acabam afetando a forma e a estrutura do trabalho, quer seja pela inclusão de aparatos
tecnológicos quer seja pela maneira de realização de determinada tarefa. Neste sentido,
faz-se necessário manter as condições de trabalho adequadas para as pessoas, daí o
projeto para o desenvolvimento de um sistema para auxiliar a prática pedagógica dos
docentes do ensino fundamental de escolas públicas em sala de aula.
O processo ensino-aprendizado se amplia em um ambiente que deve contar com
recursos físicos e tecnológicos que amparam o trabalho didático do professor. Segundo
Nélio Parra (apud Mello, 2004), as tecnologias de ensino, principalmente os audiovisuais,
podem ser classificadas conforme a tabela abaixo:

Quadro 01 – Classificação Brasileira dos Recursos Audiovisuais

Recursos visuais Recursos auditivos


Elementos ou códigos Elementos ou códigos
- códigos digitais escritos - códigos digitais orais
- códigos analógicos - códigos analógicos orais
- cônicos Materiais ou veículos
- esquemáticos Aparelho de som
- abstrato-emocionais Discos
Materiais ou veículos Fitas k7
Álbum de seriado, Cartazes, Diafilmes, CDs
Diagramas, Diapositivos, Espécimes, Rádio
Exposição, Filmes, Flanelógrafo,
Fotografias, Gráficos, Gravuras,
Imantógrafo, Mapas, Modelos, Mural
didático, Museus, Objetos, Quadro de giz,
Quadros, Transparências
A utilização de recursos didáticos impõe a recorrência a critérios para uma
escolha mais eficiente, dos quais destacamos os seguintes, apresentados por HAYDT
(1997, apud Mello, 2004):
a) adequação aos objetivos, ao conteúdo e ao grau de desenvolvimento dos
alunos, aos seus interesses e necessidades;
b) adequação à função que se quer desenvolver (cognitiva, afetiva ou
psicomotora);
c) simplicidade,: fácil manejo, baixo custo, manipulação acessível;
d) qualidade e exatidão;
e) atrativos: devem despertar interesse e curiosidade.

A utilização de recursos tecnológicos na educação não deixa dúvidas quanto a


sua contribuição na aprendizagem de conteúdos e a atuação de professores para o uso
dessas tecnologias é um processo que inter-relaciona o domínio dos recursos
tecnológicos com a ação pedagógica e com os conhecimentos teóricos necessários para
pensar, envolver e modificar esta ação, estes recursos quando bem aplicados, são
aliados valiosos no processo de ensino aprendizagem, desde que sejam conscientemente
incorporados ao projeto pedagógico. No bojo desta investigação, fica evidenciado que
os professores consideraram os recursos auxiliares e as novas tecnologias na educação
uma ótima ferramenta para enriquecer aulas, bem como para desenvolver habilidades.
Este projeto visa melhorar o desempenho dos docentes e seu respectivo posto de
trabalho.

2. JUSTIFICATIVA

A presença inegável da tecnologia em nossa sociedade constitui a primeira


base para que haja necessidade de sua presença na escola. A tecnologia é, como a
escrita, na definição de Lévy (1993), apud Mello, 2004. Os avanços tecnológicos têm
provocado intensas mudanças nos ambientes de trabalho, assim, essas mudanças afetam
as organizações que para sobreviverem, precisam acompanhar a evolução imposta pela
nova configuração do ambiente. Neste novo contexto, o trabalho docente também é
afetado pela inserção dos novos recursos auxiliares nas relações pedagógicas.
[...] a necessidade de se pensar a tecnologia como um meio abrangente a
todas as classes, a fim de se evitar a exclusão digital. Percebemos [...] a
importância de projetos de instrução das novas tecnologias para
professores, a fim de que ele acompanhe as novidades e as leve para a sala
de aula.[...] Assim, entendemos que a escola não deve estar longe das
inovações tecnológicas ou das diversas outras novidades. Deve, fazer o
movimento contrário, ou seja, trazer as novidades para dentro da escola.
(SUBTIL e BELLONI, 2002)

Considerando ainda que, estudos das relações entre o processo de trabalho


docente, as reais condições sob as quais ele se desenvolve levanta a possibilidade de
adoecimento físico e mental nos professores (GASPARINI, et al., 2005). Portanto, há
uma necessidade de se promover um meio que favoreça ao professor no seu posto de
trabalho, ter condições adequadas qual lhe proporcione conforto e segurança e assim
eliminar e ou reduzir as possibilidades de danos é que se faz necessário que o posto de
trabalho do docente seja re-adequado às novas tecnologias e um sistema que auxilie nas
suas atividades em sala de aula.
O ensino fundamental é uma das etapas da educação básica no Brasil, tem
duração de nove anos e é onde nos anos finais, os alunos aprofundam os conhecimentos
adquiridos no ciclo anterior e iniciam os estudos das matérias que serão a base para a
continuidade no ensino médio, daí a importância de que sejam utilizados pelo docente
todos os recursos auxiliares possíveis para uma boa aprendizagem.
Com base nas pesquisas desenvolvidas, entendemos que a escola, em todos os
níveis e aspectos de trabalho desenvolvidos, tem como anseio uma melhor
compreensão, bem como a construção do conhecimento de forma a permitir ao discente
um bom aprendizado. O bom profissional de educação na atualidade deve se comunicar
com desenvoltura e para ensinar bem, ele deve saber organizar o seu dia-a-dia, lidar
com situações não-pedagógicas que podem interferir no seu trabalho, bem como
organizar seu tempo e recursos didáticos. Ao professor cabe fortalecer a cultura através
da satisfação de manusear instrumentos capazes de trazer estímulos à busca e à
pesquisa, preparando o aluno para enfrentar o mundo de maneira significativa, com
práticas e ações que possam transformá-lo num ser mais participativo, atuante, inteirado
na atualidade. O professor que não se adaptar ao uso de tecnologias, com certeza ficará
para trás. A conseqüência disso pode ser uma sala de aula desmotivada.
Com o projeto, estaremos assim contribuindo para processo interativo e
dialético ensino e aprendizagem, o qual se relaciona com as funções realizadas pelo
professor e as atividades de aprendizagem dos alunos. Pois os modos de ações
pedagógicas aplicados pelos professores são induzidos como reação aos atos dos
discentes.

3. METODOLOGIA

A metodologia utilizada para o desenvolvimento do sistema para auxiliar a


prática pedagógica dos docentes do ensino fundamental de escolas públicas em sala de
aula, tem como característica uma abordagem investigativa de caráter qualitativo, pelo
fato do interesse concentrar-se na prática pedagógica do professor do ensino
fundamental no seu local de trabalho. Foram revisados os seguintes autores:
Iida (1990, p.33), defende que “o desenvolvimento de sistemas deve ser feito
com uma metodologia claramente definida, para que os objetivos possam ser alcançados
dentro de prazos e custos previamente estabelecidos”.
Abramovitz (apud KINDLEIN JUNIOR, PLATCHECK e CÂNDIDO, 2005),
salienta a necessidade de se especificar metas, requisitos e restrições do projeto, e a
montagem de um cronograma de execução dessas etapas, e torna a aplicação da
metodologia como um instrumento guia, e define o resultado dessa aplicação como o
caminho mais seguro no desenvolvimento de um produto.
Baxter (1998, p.3), diz que “a atividade de desenvolvimento de um novo produto
não é tarefa simples. Ela requer pesquisa, planejamento cuidadoso, controle meticuloso
e, mas importante, o uso de métodos sistemáticos”.
Apesar de existirem diversas metodologias, todas seguem uma estrutura básica,
para este projeto, basicamente teremos os seguintes passos:
• Projeto informacional: Definição do problema, pesquisa, definição de objetivos
e restrições;
• Projeto conceitual: análise de similares, geração de alternativas, conceito do
produto;
• Projeto preliminar: seleção de alternativas, testes, aprimoramento, detalhamento;
• Projeto detalhado: desenho técnico, construção e produção.
4. OBJETIVOS

4.1. Geral

Desenvolver um sistema para auxiliar a prática pedagógica dos docentes do


ensino fundamental de escolas públicas em sala de aula.

4.2. Específicos

• Aplicar as etapas metodológicas para o desenvolvimento do sistema;


• Conhecer os principais recursos tecnológicos e de comunicação e suas
aplicações em ambientes educacionais;
• Levantar as características físicas da sala de aula atualmente, com o
incremento de novas tecnologias;
• Proporcionar a fundamentação teórica e prática das tecnologias aplicadas
à educação
• Possibilitar a acomodação dos recursos didáticos auxiliares mais
utilizados;

5. PROJETO INFORMACIONAL

Segundo o Art. 32, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), a meta do


ensino fundamental é fornecer ao aluno acesso à base comum nacional e à parte
diversificada. Os Parâmetros curriculares nacionais, estabelecidos pelo MEC,
redefiniram os conteúdos do Ensino Fundamental. Propuseram também novas maneiras
de abordá-los. Por isso a necessidade de estudos e compreensão do que se pretende com
o processo de ensino e aprendizagem. Com isso as unidades escolares foram
reorganizadas passaram a ser equipadas com materiais pedagógicos adequado para
atender a demanda e os professores por sua vez, estão modificando as suas
metodologias de abordagem, com a inserção dos novos recursos auxiliares nas relações
pedagógicas.
5.1. Problematização

Considerando os avanços tecnológicos e as intensas transformações nos


ambientes de trabalho, a tarefa do docente também tem sido afetada por essas novas
mudanças? Quais os prejuízos causados?
Procuramos reproduzir da melhor maneira possível o cenário real desse universo
com vistas à identificação do problema. Foram feitos questionários para professores de
escolas públicas desta capital, onde foram contempladas as seguintes instituições:
• Colégio da Polícia Militar (Lobato) = 20 questionários
• Colégio da Polícia Militar (Ribeira) = 15 questionários
• Colégio da Polícia Militar (Dendezeiros) = 15 questionários
• Colégio Estadual Marques de Maricá = 15 questionários
• Faculdade da Cidade do Salvador = 10 questionários
Da apuração dos resultados concluiu-se o seguinte:
Dos professores do ensino médio, 52,73% usam o computador nas suas
atividades didáticas em sala de aula, 72,73% usam o DVD, 72,73% usam a TV, 40,00%
usam o notebook e 100% usam o quadro branco. 46,67% efetuam atividades de
correções em salas de aula; 81,82% acham que a sala não possui local adequado para
acomodação dos recursos auxiliares e ainda 87,27% dos entrevistados do ensino
fundamental, acham que a mesa reservada ao professor não atende às necessidades
básicas como conforto, espaço e segurança.
Segundo Gasparini, Barreto e Assunção (2005), o acúmulo de conhecimentos no
campo de estudo das relações saúde e trabalho permite supor associações entre os
problemas de saúde identificados na categoria dos professores e as condições
ergonômicas de trabalho também descritas na literatura consultada.

Delcor et al. (2004, apud GASPARINI et al., 2005) realizaram um estudo


transversal na rede particular de ensino da cidade de Vitória da Conquista
(Bahia) no grupo de professores do pré-escolar ao ensino médio. Foi utilizado
um formulário auto-aplicado com cinco blocos de questões com informações
sobre as características sociodemográficas, econômicas e ocupacionais e
sobre a saúde física e mental dos docentes. Os resultados apontam uma
população jovem (idade média de 34,5 anos), composta, principalmente, de
mulheres (83%), em sua maioria casadas (65%), com nível de escolaridade
superior (72%), sendo que mais da metade (52%) trabalhava em outra escola.
Entre as queixas de saúde apresentadas destacaram-se: cansaço mental
(60%), dor nos braços e ombros (52%), dor nas costas (51%), formigamento
nas pernas (47%), dor na garganta (46%) e rouquidão (60%). Permanecer em
pé e corrigir trabalhos escolares foram os esforços físicos mais freqüentes.
5.2 Briefing

Com o objetivo de melhor entender a necessidade dos usuários, além dos


questionários distribuídos nos colégios acima citados, colhemos informações das
seguintes instituições: Colégio Estadual Bolívar Santana, no Centro Administrativo da
Bahia ( CAB); Escola Monsenhor Mário Pessoa, no bairro de Cidade Nova; Colégio
Estadual Candido Meireles, no bairro de Cajazeiras e o Colégio Estadual Eraldo Tinoco,
no bairro de Bela Vista. Dentre os pontos elencados no briefing destacamos as seguintes
observações para o projeto:
• Apenas o uso do quadro, torna a aula monótona e desgastante, tanto para o
professor como para o aluno;
• Alguns professores ainda sentem dificuldades em utilizar as novas tecnologias, a
exemplo do computador e datashow, necessitando ainda de alguém para orientá-los;
• Com relação ao uso de notebooks na sala de aula, foi possível perceber que esses
equipamentos auxiliam o professor em suas aulas e são usados com certa freqüência
nas salas e há um crescimento do seu uso devido à facilidade da compra do mesmo;
• A falta de segurança nas escolas (principalmente na periferia) inibe os docentes em
levar os seus meios auxiliares didáticos;
• Os docentes de ciências naturais e biológicas são os que usam os recursos com
maior freqüência, pois estes facilitam a compreensão, prende a atenção dos
discentes e ilustram a aula;
• Ainda existe uma deficiência de recursos para que todas as salas possam utilizar os
recursos que são oferecidos e nem todos os colégios dispõem
• O fato importante que foi percebido é que todos concordam em dizer que devemos
evoluir de acordo com os nossos alunos, pois não adiantaria fazer uma aula boa se
não chamar a atenção dos discentes que hoje estão complemente avançados de
acordo com as tecnologias e a informática, pois assim estariam contribuindo muito
mais e também aprendendo.
5.3 Análise Ergonômica

A finalidade desta análise é diagnosticar as condições de trabalho do docente em


sala de aula de uma escola pública do ensino fundamental, tendo origem na utilização
de meios auxiliares na prática pedagógica e os problemas ergonômicos existentes na
situação do posto de trabalho. Em fim, avaliar como as atuais condições de trabalho
influenciam no desempenho do ensino/aprendizagem, com o agravamento do desgaste
físico e mental do trabalhador.

5.3.1 Análise da Tarefa

A fim de diagnosticar o contexto das seqüências de ações do docente numa sala


de aula, foi elaborado o fluxograma (figura 01) das ações representando as etapas que
compõem o processo:

Figura 01 – Fluxograma do processo


5.3.2 Análise da atividade e Caracterização dos problemas

O trabalho em pé por tempo prolongado gera sobrecarga na coluna e fadiga na


musculatura e faz com que o docente fique exausto. Durante a pesquisa foi verificado
que 85% dos professores do ensino fundamental, trabalham mais de quatro horas
diárias, isto pode causar dor nas costas, tensão nos ombros, braços doloridos e pernas
cansadas (figura 02). Problema postural.

Figura 02 – Professor usando o quadro branco

A posição da mesa do professor quando permanece no centro atrapalha a visão


de alguns alunos e quando fica afastada, muitas vezes não dá para o docente sentar-se.
O docente fica na frente do quadro atrapalhando a visualização por parte de alguns
alunos. A televisão está colocada numa altura muito elevada com que os alunos tenham
que manter os olhos em posição muito aberta, o que pode ser desconfortável e causar
ressecamento nos olhos (figura 03). Problema arquitetural (disposição) na sala.

Figura 03 – Professora ministrando aula em pé


A cadeira é desconfortável e deixa o docente com as pernas flexionadas,
prendendo assim a circulação sanguínea, podendo acarretar em problemas futuros na
sua saúde. A mesa não oferece nenhuma condição para acomodar adequadamente se
quer os livros, caderneta e outros materiais didáticos (figura 04). Problemas de
mobiliário.

Figura 04 – Professor ministrando aula sentado

Na hora de correção de exercícios e trabalhos em sala de aula, a mesa torna-se


ineficiente por não ter uma configuração adequada e muitas vezes os alunos tendem a
colocar os cadernos e trabalhos misturados aos materiais do professor (figura 05).
Problemas de mobiliário.

Figura 05 – Professor corrigindo atividade


A cada mudança de slide o docente se curva, devido a altura da mesa que
acomoda os recursos. Problema postural.
A iluminação atrapalha a visualização dos slides, devido ao reflexo provoado no
quadro branco. Problema arquitetural.
As vezes o docente tem dificuldades de operacionar os meios auxiliares por
desconher as formas. Problema operacional.
Não existe local apropriado para a CPU, sendo esta colocada no solo (figura 06).
Problema de mobiliário.

Figura 06 – Professor utilizando o projetor de slide com o computador

Existem situações em que a TV é colocada em alturas exageradas, forçando o


discente a inclinar ainda mais a cabeça para poder assistir (figura 07). Problema
arquitetural.
A iluminação quando não deficiente, atrapalha a visualização de apresentações
em TV ou em projeções de slides. A norma NR 17 enfatiza que todos os locais de
trabalho devem possuir iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar,
apropriada à natureza da atividade, mas deixa os níveis mínimos de iluminamento a
cargo da norma NBR 5413. Problema arquitetural.
O olho humano é considerado o receptor mais importante de informações pois a
maioria das nossas percepções ocorre através da visão. A maioria dos trabalhos do
homem exige muito da visão e pode-se inferir que parte da fadiga relativa ao trabalho
passe pela sobrecarga dos olhos. Perceba, conforme a tabela 1, os níveis de iluminância
para interiores.
Figura 07 – Professora utilizando TV

Tabela 01 – Níveis de iluminância para interiores

AMBIENTE E OU TRABALHO LUX


Sala de espera 100
Garagem, residência, restaurante 150
Depósito, industria (comum) 200
Sala de aula 300
Lojas, laboratórios, escritórios 500
Sala de desenho (alta precisão) 1.000
Serviços de alta precisão 2.000
FONTE: Brasil – Norma NBR 5413

Sem local adequado para serem acomodados, os recursos auxiliares são


colocados de forma amontoada, com vários fios entrelaçados (figura 08). Problema
arquitetural.
Figura 08 – Recursos audiovisuais

A configuração atual de uma sala de aula do ensino fundamental de uma escola


pública tem basicamente o layout conforme mostra a figura 09, desta forma, como já
citado acima, o docente fica na frente do quadro, quando sentado, e assim interrompe a
visão de alguns alunos e, muitas vezes, considerando o espaço limitado atrás da cadeira,
fica dificultado o seu deslocamento durante a utilização do quadro. Problema
arquitetural.
Quadro

Mesa do professor

.
Figura 09 – layout básico de uma sala de aula do ensino fundamental em escola pública
5.4 Análise de Similares

Nesta etapa do projeto foi feita a análise e coleta de informações de similares


existentes no mercado, que servem para a acomodação do docente durante a aula,
analisando os pontos positivos, negativos e interesantes.

Similar 1 – Mesa para Professor com forro de fórmica

Pontos Positivos: possui um porta objetos, a mesa serve para acomodar alguns recursos
auxiliares.
Pontos Negativos: o espaço para acomodação de recursos é limitado, não é confotável
por ter assento de madeira (material rígido), o assento não possui apoio para os braços e
os pés não possuem meios para facilitar o deslocamento do sistema.
Pontos Interessantes: Proteção frontal na mesa que preserva a intimidade do docente do
sexo feminino.

Similar 2 – Mesa para professor de compensado

Pontos Positivos: o material é leve, o assento é confortável, serve para acomodar alguns
recursos auxiliares.
Pontos Negativos: o espaço para acomodação de recursos é limitado, não possui um
porta objetos, não possuem meios para facilitar o deslocamento do sistema.
Pontos Interessantes: Proteção frontal na mesa que preserva a intimidade do docente do
sexo feminino.

Similar 3 – Mesa para professor com porta objeto

Pontos Positivos: possui um porta objetos, a mesa serve para acomodar alguns recursos
auxiliares.
Pontos Negativos: o espaço para acomodação de recursos é limitado, não possuem
meios para facilitar o deslocamento do sistema, não é confotável por ter assento de
madeira (material rígido)
Pontos Interessantes: não encontrado

Com a análise dos similares foi possível perceber que os sistemas existentes
não atendem as necessidades dos usúarios. A medida em que os avanços tecnologicos
chegam e ganham espaço nas salas de aulas, necessitam de um local que facilite a sua
utilização.

5.6 Técnica de Análise Global – GUT

Percebidos os problemas em relação às condições padrões esperadas de


desempenho, utilizamos a técnica GUT, a fim de hierarquizar os problemas e decidir
quais as ações a serem priorizadas e implementadas no projeto. Na metodologia da
Tabela GUT, cada critério relativo aos problemas foi com valores de 1 a 5. Os valores
estabelecidos para os critérios são multiplicados: gravidade (G) x urgência (U) x
tendência (T). O produto das multiplicações referentes a cada problema foi ordenado de
forma decrescente e as prioridades estabelecidas (tabela 02).

Tabela 02 – Categorização x Técnica GUT


CATEGORIA PROBLEMA G U T Valor-GxUxT
Dificuldade de locomoção/deslocamento dentro do 5 4 4 80
Locomotor
ambiente de trabalho.
Estresse gerado pela dificuldade e demora na
Operacional 4 5 4 80
montagem/preparação dos recursos para a aula.
Possíveis enfermidades geradas pela postura incorreta 5 4 4 80
Postural
durante a utilização dos meios auxiliares.
Complexidade da improvisação de meios existentes
Arquitetural 4 4 5 80
para atender a utilização dos recursos auxiliares.
Econômica Custo elevado para confecção do sistema 3 5 4 60

5.7 Atributos e Necessidades

Identificadas as necessidades, foi analisada a execução da tarefa, atentando para:


o comportamento, o funcionamento dos seus mecanismos de adaptação e a regularidade
de desempenho. Buscado assim, equacionar soluções relacionado-as com os principais
atributos valorizados:

Quadro 02 – Matriz de Atributos e Necessidades

ATRIBUTOS NECESSIDADES
Facilidade Facilidade de
Funcionalidade Fácil montagem Fácil armazenagem
de uso manutenção
Econômico Matéria – prima acessível Produção em escala - -
Estético Decorativo Harmonioso - -
Ergonômico Postura adequada Manuseio eficiente - -
Modularidade Pouca complexidade - - -
Impacto
Material biodegradável - - -
Ambiental
5.8 Requisitos e Restrições

Os requisitos do projeto combinados com as restrições ajudam a definir o


resultado final do produto, desta forma foi constituída uma matriz de requisitos e
restrições, com vistas a estabelecer parâmetros para construir o produto:
Material utilizado: resistente, acessível, biodegradável.
Formas e Dimensões: harmônicas, ergonômicas.
Cores: combinar com os ambientes variados
Complexidade: a forma e o material utilizado devem ser possíveis de configurar e
fácil de adquirir.

Quadro 03 – Matriz de Requisitos e Restrições


SAÍDAS
REQUISITO OBJETIVO RESTRIÇÕES
INDESEJADAS
Acomodação do Ter um local para acomodá- Acomodar o usuário Variação do tipo físico de
usuário lo durante a aula inadequadamente cada usuário
Ter um local para acomodar
Acomodação do Acomodar os recursos
livros e meios auxiliares A quantidade de recursos
material didático inadequadamente
durante a aula
Acomodar a parte
Acomodação Ter um local para acomodar A quantidade de material
elétrica
elétrica a parte elétrica elétrico
inadequadamente
Locomoção do Deslocar o sistema quando Impossibilidade de Limitação dos espaços
sistema necessário locomoção do sistema disponíveis
Redução de custos e
Material de difícil Impossibilidade de
Material acessível facilidade na confecção do
acesso aquisição do material
produto
Facilidade de Tornar rápido o processo de Ser complicada a
Partes complexas demais
montagem montagem montagem
Ter partes que possam ser Peças de tamanhos Peça de confecção
Ter modularidade
trocadas muito diferenciados impossível
Não elevar o custo de Sistema de alto custo Mecanismos de custos
Custo moderado
produção de produção elevados
Quadro 04 – Parecer Ergonômico
CONSTRANGI-
CLASSE DO CUSTOS DISFUNÇÕES SUGESTÕES DE RESTRIÇÕES
PROBLEMA REQUISITOS MENTOS DA
PROBLEMA HUMANOS DO SISTEMA MELHORIA DO SISTEMA
TAREFA
Excesso de esforço Possíveis paradas para A falta de recursos
Redução do tempo em Fadiga na musculatura e Variar posição em pé
Em pé por muito tempo e carga sobre a descanso e queda na didáticos para variar
pé dores na coluna e sentado
coluna qualidade da aula as posições
Quando sentado, as pernas Dificuldade na O assento deve
Não flexionar mais de Dores nas pernas e Dificuldade para ficar Variação do tipo
ficam flexionadas e prende a circulação possibilitar a
90º as pernas varizes em pé na aula físico de cada usuário
circulação do sangue sanguínea regulagem de altura
Postural
A altura dos meios
Favorece os DORT
auxiliares deve
O docente se curva muito Não curvar Curvatura (Distúrbios
Dificuldade na favorecer a boa Variação do tipo
quando utiliza alguns dos demasiadamente o demasiada da Osteomusculares
mudança de posição postura do maior físico de cada usuário
equipamentos auxiliares corpo coluna Relacionados ao
homem e menor
Trabalho)
mulher
A mesa deve ficar na
Quando ocupa a mesa no Posicionar o sistema Excesso de Dificulta o aprendizado
Incômodo dos lateral, livrando a Limitação dos
centro da sala atrapalha a sem atrapalhar os deslocamento/movi e reduz qualidade da
discentes visão do quadro espaços disponíveis
visão dos alunos alunos mentação aula
central
Inclinação A altura da TV deve
A televisão fica posicionada Posicionar numa Causa desconforto e Falta de atenção dos
excessiva do ficar entre 1,2m a Variedade de TV
numa altura muito elevada altura menor ressecamento nos olhos discentes
Arquitetural pescoço 1,70m de altura
Atender a NBR 5413.
Melhorar a Dificuldade de Favorece a problemas Possíveis danos na Dimensionamento das
A iluminação é deficiente Lâmpadas com 300
iluminação visualização visuais visão salas de aula
lux
Dificuldade de Diversidade de
Equipamentos com vários fios Possível choque
Não expor a fiação manuseio do Favorece a acidentes Proteger a fiação equipamentos
entrelaçados e expostos elétrico/curto circuito
emaranhado de fios auxiliares
A mesa não acomoda Dificuldade de
Acomodar os livros e Possível projeção ao Aumento da área útil A quantidade de
Mobiliário adequadamente os livros e acomodar livros e Favorece ao estresse
equipamentos solo do material da mesa livros e materiais
equipamentos auxiliares equipamentos
O docente desconhece a forma Manuseio errado Palestras/tutoriais
Treinar/ensinar o uso Favorece a danos nos Demora na utilização A variedade de meios
de utilizar o equipamento com dos equipamentos informativos sobre os
de equipamentos equipamentos do equipamento auxiliares
precisão auxiliares meios auxiliares
Operacional
A disposição da mesa Posicionar a mesa Dificuldade de Posicionar melhor a
Menor mobilidade e Limitação dos
atrapalha a movimentação do sem atrapalhar a movimentação do Dificulta a mobilidade mesa do docente ou
de qualidade da aula espaços disponíveis
docente movimentação docente aumentar a área deste
5.4 Predições e recomendações

A Norma Regulamentadora nº 17 (NR 17) é a responsável por regulamentar o


mobiliário dos postos de trabalho. Esta norma prevê que, sempre que o trabalho puder
ser executado na posição sentada, o posto de trabalho deve ser planejado ou adaptado
para esta posição. Preconiza também, que o mobiliário dos postos de trabalho permita a
alternância de posturas, pois não existe nenhuma postura fixa que seja confortável, se
mantida por um longo período de tempo.
Para a realização de trabalho manual que tenha de ser feito em pé, as bancadas,
mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa
postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos (NR
17):
a) Ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de
atividade,
b) Com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do
assento;
c) Ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;
d) Ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e
movimentação adequados dos segmentos corporais.
e) Os assentos utilizados nos postos de trabalho devem atender aos seguintes
requisitos mínimos de conforto:
• Altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função
exercida;
• Características de pouca ou nenhuma conformação na base do assento;
• Borda frontal arredondada;
• Encosto com forma levemente adaptada ao corpo para proteção da região
lombar.
A configuração de uma sala de aula interfere ergonomicamente uma vez que
precisam ser respeitados alguns aspectos como a adaptação da sala a quantidade de
alunos, a disposição das carteiras de forma que haja espaço para circulação e
visualização apropriada do quadro e outros instrumentos utilizados pelo professor.
Em um ambiente de sala de aula, fatores ergonômicos adequados podem
contribuir para uma melhor qualidade de ensino e do bem-estar de alunos e professores.
É acto pedagógico qualquer intervenção verbal ou não‐verbal do professor,
com a finalidade de estabelecer a comunicação com os alunos para transmitir
uma mensagem, ou para a controlar, ou ainda com o objectivo de apreciar o
comportamento dos alunos, obter a modificação das suas atitudes ou exercer
uma regulação das suas actividades.
[...]
o papel assumido pelo conjunto de actos pedagógicos que concorrem para
atingir uma determinada finalidade, a fim de permitir ao professor adaptar‐se
à situação pedagógica criada.
ALTET (2000, p. 53‐56).

Verificando o sistema homem-tarefa-máquina, no que diz respeito ao trabalho do


professor, identificamos o trabalho em pé por tempo prolongado; a TV colocada numa
altura muito elevada causando desconforto no professor, na sua utilização e no aluno na
visualização; a cadeira desconfortável, deixando o docente com as pernas flexionadas o
docente ficando na frente do quadro atrapalhando a visualização por parte de alguns
alunos; o docente com uma curvatura na coluna quando na apresentação dos slides e a
iluminação demasiada ou baixa. Nos passos seguintes, o trabalho focará entre outros
pontos, a adequação das condições de trabalho com vistas a uma maior eficiência.

5.5 Análise antropométrica

Com vistas a atender os parâmetros antropométricos, serão utilizadas


informações conforme Iida (1990). Pois, se o posto de trabalho não for adequado,
equipamentos fora das características dos usuários podem levar a estresse desnecessário
e até provocar acidentes graves. As medidas antropométricas a serem consideradas
serão conforme a figura 10.

Figura 10 – Medidas antropométricas


As dimensões antropométricas críticas a serem consideradas no projeto do posto
de trabalho, quando o docente estiver sentado, serão conforme a figura 11.

Figura 11 – Dimensões antropométricas sentado

Quando trabalhando na posição em pé, com o quadro branco por exemplo


(figura 12), as alturas máximas de alcance para ambos os sexo, deve obedecer o quadro
02.
Para Nachemson (1975), apud Silva e Santos, a posição sentada comparada com a
posição em pé, é considerada mais danosa para a coluna, visto que a pressão no disco
intervertebral em L3 é 50% maior quando o indivíduo está sentado. Porém, o sentar com
apoio do tronco é menos lesivo, pois a pressão no disco diminui. Por outro lado, se a
profundidade do assento for demasiada, o indivíduo fica sem apoio lombar, levando-o a
contrações musculares estáticas que se mantidas por longo período de tempo poderão causar
desconfortos e algias.

Tabela 03 – Alturas máximas de alcance para homens e mulheres.


Percentil Altura de alcance (cm)
95 206
Mulheres 50 193
5 180
95 218
Homens 50 206
5 195
Figura 12 – Alcance máximo das mãos quando em pé

5.9 Sistematização

Figura 13 – Sistematização
6 PROJETO CONCEITUAL

6.1 Recomendações para melhoria do posto de trabalho

[...] Se um produto, equipamento ou ambiente não atenderem aos fatores


humanos e tornarem-se de difícil operação, conseqüentemente, além dos
usuais, outros mecanismos humanos serão necessários para executar a tarefa,
e o custo decorrente resulta em perda de eficiência da tarefa, partindo-se dos
fatores humanos, [...] (PALMER, 1976:9), apud Pequini, (2005).

É necessário, além da criação de um sistema para auxiliar o docente na prática


pedagógica, durante a aula, uma modificação na configuração dos meios existentes, pois
para melhorar um posto de trabalho, nem sempre significa que as soluções passem pela
criação de instrumentos ou um novo mobiliário. Através das pesquisas realizadas,
concluímos que podemos facilitar a utilização de determinados produtos já existentes
para melhorar um melhor aproveitamento na utilização do posto de trabalho. As
recomendações sugeridas para o posto de trabalho são:

No espaço arquitetônico
Na organização e layout da sala de aula, a intervenção será na disposição da
carteira do professor, onde esta fica posicionada em uma das laterais da sala ao invés do
centro, como é de costume. Assim, o docente evita atrapalhar a visão de boa parte dos
discentes (figura 14).
Quadro

Mesa do professor

Figura 14 – layout básico de uma sala de aula sugerido


No mobiliário

É necessário ampliar a intervenção nesta área:


O quadro branco deve estar a uma altura a partir do solo, de no mínimo 76cm,
a fim de atender com eficiência a sua utilização pela menor pessoa do sexo feminino e,
a sua altura máxima não deve ultrapassar os 200cm, a fim de atender o maior homem.
Logo o quadro ideal deve atender a uma altura de 124cm.
As cadeiras hoje utilizadas, não atendem satisfatoriamente o docente, quer seja
de forma ergonômica tampouco no que diz respeito ao conforto, para isso, as pesquisas
nos conduziu a indicar a cadeira executiva com sistema BACK SYSTEM (regulagem), já
existente no mercado, sendo a marca pesquisada da empresa ASSENTEX, onde os
mecanismos estão em conformidade com as normas do Ministério do Trabalho ( NR-
17), com as seguintes especificações (figura 15):
• Confeccionados em espuma injetada de alta densidade.
• Base Back system com pistão à gás, que possibilita regulagem de altura do
assento, altura e inclinação do encosto.
• Braços digitador com regulagem de altura.
• Encosto com corte ergonômico cervical.
• Assento: 475 mm (largura) X 445 mm (profundidade) X 50 mm (espessura).
• Encosto: 400 mm (largura) X 340 mm (profundidade) X 50 mm (espessura)

Figura 15 – Cadeira sugerida


6.2 Conceito do Produto

Como afirma Baxter (1998), Numa economia globalizada, desenvolver novos


produtos é uma atividade cada vez mais importante, pois a competição exige das
empresas o lançamento contínuo de novos produtos, para não perderem mercado para
concorrentes mais agressivos.
O sistema a ser desenvolvido utilizará os parâmetros ergonômicos serão
conforme Iida (1990).

Conceito Funcional

O objetivo deste item é fornecer uma descrição das combinações possíveis


envolvidos no processo, permitindo que ao final se possa configurar o produto e
associá-lo ao posto de trabalho com as recomendações feitas no item 6.1, pois só assim
ele terá um melhor aproveitamento.
Na transição do projeto conceitual/preliminar (encorpamento geométrico),
um dos grandes desafios para os pesquisadores em metodologia de projeto é
propor ferramentas computacionais que auxiliem a construção de métodos e
procedimentos para capturar relacionamentos função/forma de peça. Logo, se
as estruturas funcionais forem construídas, então pergunta-se: quais são as
formas geométricas implícitas em tal descrição? Além do mais, o processo de
encorpamento geométrico de peça, normalmente, depende da criatividade,
intuição e experiência de projeto dos projetistas.
(Santos e Dias, 2007)

O sistema deve acomodar os meios auxiliares pedagógicos durante uma aula,


favorecendo a dinâmica da aula, sem causar prejuízos consideráveis na sua qualidade,
deve favorecer o seu deslocamento, bem como acomodar o material didático e
possibilitar a correção de atividades.

Conceito Estético

A criação de um conceito estético para o produto através da comunicação visual


é importante e isso corresponde a criação visual de símbolos, pelas cores, formas e
informações que compõem o contexto do sistema, agregando assim ao valor de uso.
De acordo com Roveri (1996), apud Wilhelm e Merino (2006), os indivíduos se
manifestam em relação as cores de forma subjetiva e relacionados e vários fatores que
podem influenciar no fato de gostar ou não de algo, se abster ou agir. Neste sentido, as
cores provocam reações no homem podendo deixá-lo triste ou alegre, calmo ou irritado.
Para Golmann (1966), Farina (1990), Pedrosa (1999), e Morton (2001) apud
Battistela (2003) para cada ambiente a cor tem uma função:

Quadro 05 – Cores e seus significados para o ambiente

CORES SIGNIFICADO
Serve para criar uma atmosfera tranqüila, porém, torna-se monótono e hostil,
Branco
levando à dispersão. É aconselhável a composição com outras cores
Significa escuridão e depressão. Expressa um sentimento universal de
Preto
agressividade, sinalizando sensações de distância e isolamento
Serve para ambientes que requeiram um clima de excitação. Em exageros pode
Vermelho
estimular reações agressivas e irritantes
Laranja Deve ser usada em áreas de lazer, corredores, halls de entrada
É uma cor alegre. Portanto, é indicado para todos os ambientes em que o objetivo
Amarelo
é comunicação e reflexão
É a cor que menos fadiga a vista pois é o equilíbrio entre o calor e o movimento
Verde do amarelo e a estática e a frieza do azul. Estimula o silêncio e pode ajudar a
amenizar o estresse
Pode ser usado em grandes superfícies sem se tornar cansativo. Porém, deve-se
Azul equilibrar harmoniosamente com outras cores para evitar um clima de tristeza e
monotonia
Fonte: Adaptado de Battistela (2003).

Considerando o quadro acima, o sistema deve utilizar as cores como recurso


auxiliar na concepção do produto.

Quadro 06 - Matriz de Seleção Morfológica

SUBSISTEMA SUBFUNÇÕES PRINCIPIOS DE SOLUÇÕES

Acomodação
Acomodar a parte elétrica
elétrica

Régua elétrica Tomada Estabilizador

Acomodar o usuário e os
Acomodação materiais

Bancada Rack
Mesa

Deslocar o sistema na sala


Deslocamento de aula

Rodízio Cremalheira Pé deslizante


6.3. Geração de Alternativas

Alternativa 1

Características: Mesa com bancada em forma arredondada, com suporte para


teclado retrátil o qual possibilita usá-lo na parte frontal e posterior, plataforma elevada
para uso de projetor de imagens, extensão para porta USB embutido na bancada,
gavetas para acomodação de objetos, suporte para CPU, duas caixas com alto-falantes
com possibilidade de serem ligados ao PC, micro-system, MP3, ou outro tipo de mídia
compatível com o plug P2 (3,5mm), filtro elétrico bi-volt para alimentação de
eletrônicos e rodízios com trava para possibilitar a sua locomoção.

Figura 16 – Alternativa 1

Alternativa 2

Características: Mesa com bancada em forma arredondada, com duas bases


deslizantes para teclado retrátil, base giratória para monitor, sistema de som para
multimídia, braço flexível para sustentação para aparelho de multimídia, duas extensões
para entradas USB e gavetas para acomodação de objetos.
Figura 17 – Alternativa 2

Alternativa 3

Características: Mesa com bancada em forma retangular, com uma base


deslizante para teclado retrátil, pés em forma de L, base deslizante na lateral para
acomodar outras mídias, duas extensões para entradas USB embutida na bancada

Figura 18 – Alternativa 3
7 PROJETO PRELIMINAR

7.1 Seleção de Alternativas

Estabelecido o conjunto de alternativas para a estrutura funcional, a próxima


tarefa é selecionar a estrutura que melhor atenda aos requisitos de usuários. Para tanto
foi utilizada a matriz de seleção de estruturas funcionais, conforme abaixo:

Tabela 04 – Matriz de Seleção das Alternativas

ALTERNATIVAS ALTERNATIVA 01 ALTERNATIVA 02 ALTERNATIVA 03


REQUISITO PRIORIDADE PONTUAÇÃO PONDERAÇÃO PONTUAÇÃO PONDERAÇÃO PONTUAÇÃO PONDERAÇÃO

Acomodação do
5 10 50 10 50 10 50
usuário
Acomodação do
5 10 50 10 50 10 50
material didático
Acomodação elétrica 5 10 50 10 50 10 50
Locomoção do
5 8 40 5 25 5 25
sistema
Material acessível 5 10 50 10 50 8 40
Facilidade de
4 10 40 10 40 9 36
montagem
Ter modularidade 4 10 40 10 40 10 40

Custo moderado 4 10 40 10 40 8 32

TOTAL 390 345 323

Prioridades: Pontuação de atendimento ao Requisito:

Alta Prioridade = 5 Muito Bom = 8 a 10 (atende totalmente)


Média Prioridade = 3 Bom = 4 a 7 (atende parcialmente)
Baixa Prioridade = 1 Ruim = 1 a 3 (não atende)

7.2 Seleção de Materiais

Estabelecida a alternativa para a estrutura funcional, a próxima tarefa é


selecionar o material que melhor atenda aos requisitos dos usuários. Sendo assim, a
seleção de materiais oferecerá parâmetros para garantir um produto melhor. Segue
abaixo o cronograma do processo de seleção de materiais (figura 19). Serão usados
basicamente: o aço na confecção dos pés da mesa, com material composto de aço, no
formato de um prisma retangular com quatro vértices de 50x50mm em 1.5mm de
espessura.
Salientando que será analisado para efeito deste item apenas o material mais
usado no produto que é a madeira.

Figura 19 – Processo de seleção de materiais

O objetivo de listar os requisitos abaixo é definir de acordo com os requisitos


projetais o material que atenda melhor o perfil do produto. Estes requisitos devem ser
ecologicamente compatíveis com seu ciclo de vida do material.

Quadro 7 - Lista de requisitos


Material acessível
Facilidade de montagem
Resistência
Ter modularidade
Custo moderado
Leveza

Origens e Descrição do Material

Baseando-se na lista de requisitos do projeto, na tabela abaixo será feito uma


análise de características de cada material, afim de definir o melhor para utilização no
produto final.
Quadro 8 – Origens e descrição do material

Material Origem Descrição


Florestas Material confeccionado com
Madeira
Material de fonte lâminas de madeira, unidas por
Compensado - Teca
sustentável cola branca.
Florestas Material confeccionado com
MDF Material de fonte fibras de madeira, unidas por
sustentável resina

Considerando as características quanto a origens e descrição acima, foi possível


estudar estes materiais e suas potencialidades a ecologia sustentável.

Fatores Tecnológico

Quadro 9 - Fatores Tecnológico, Estético, Econômico.


Material Fator tecnológico Fator estético Fator econômico
Boa resistência a flexão, a tração a ao Material oriundo de extração
Madeira
impacto, sendo também resistente a Textura grosa natural e arvores de
Compensado
fadiga. reflorestamento, baixo custo.
Boa resistência a flexão, a tração a ao Material oriundo de resíduos de
MDF impacto, sendo também resistente a Textura grosa madeira e de arvores de
fadiga. reflorestamento, baixo custo.

O conhecimento dos fatores tecnologicos dos materiais acima listados foi


imprecendiveis para definição de um material sustentavel e as suas possibilidasdes de
aplicação.

Ciclo de Vida do Produto


Nesta etapa será feito uma análise do ciclo de vida da Madeira Teca e do MDF,
todos os processos e estágios do material da matéria prima/virgem até seu
descarte/reciclagem. A tabela será muito útil para identificar si o material é viável tanto
economicamente quanto ecologicamente.
Tabela 05 – Tabela de Ciclo de Vida – TECA
Madeira Teca RESÍDUOS
ESTÁGIO DE VIDA MATERIAL ENERGIA ÁGUA SÓLIDOS LÍQUIDOS GASOSOS SOMA
1. EXTRAÇÃO 5 5 5 4 5 5 29
2. FABRICAÇÃO 3 5 5 3 5 5 26
3. EMBALAGEM 5 5 5 5 5 5 30
4. TRANSPORTE 4 5 5 5 5 4 28
5. UTILIZAÇÃO 5 5 5 5 5 5 30
6. DESCARTE 5 5 5 4 5 5 29
7. RECICLAGEM 5 5 5 5 5 5 30

Tabela 06 – Tabela de Ciclo de Vida - MDF


MDF RESÍDUOS
ESTÁGIO DE VIDA MATERIAL ENERGIA ÁGUA SÓLIDOS LÍQUIDOS GASOSOS SOMA
8. EXTRAÇÃO 5 5 5 4 5 5 29
9. FABRICAÇÃO 4 5 5 4 5 5 28
10. EMBALAGEM 5 5 5 5 5 5 30
11. TRANSPORTE 4 5 5 5 5 4 28
12. UTILIZAÇÃO 5 5 5 5 5 5 30
13. DESCARTE 5 5 5 5 5 5 30
14. RECICLAGEM 5 5 5 5 5 5 30

NOTAS: SOMA POR ETAPAS:

1. Péssimo 1. Péssimo- de 6 a 10
2. Ruim 2. Ruim – de 11 a 15
3. Regular 3. Regular - de 16 a 20
4. Bom 4. Bom - de 21 a 26
5. Excelente 5. Excelente - de 27 a 30

MATERIAL ENERGIA
ITEM NOTA ITEM NOTA
MATÉRIA PRIMA RENOVÁVEL 5 COMBUSTÍVEL BIOGÁS 5
MATÉRIA PRIMA NÃO RENOVÁVEL 2 COMBUSTÍVEL NÃO INFLAMÁVEL 5
MATERIAL RECUPERÁVEL 5 ENERGIA ELÉTRICA RENOVÁVEL 5
MATERIAL RECICLÁVEL 4 ENERGIA ACUMULÁVEL 5
MATERIAL ABUNDANTE 3 ENERGIA HUMANA 5
MATERIAL COMPOSTÁVEL 4 COMBUSTÍVEL BIOMASSA 4
MATERIAL DE FONTES SUSTENTÁVEIS 5 COMBUSTÍVEL HIDROGÊNIO 4
MATERIAL NÃO RECICLÁVEL 2 ENERGIA ELÉTRICA TRADICIONAL 3
MATERIAL VENENOSO 1 COMBUSTÍVEL FÓSSIL 1
MATERIAL DE FONTES ESCASSAS 1 NÃO CONSOME ENERGIA 5
NÃO USA MATERIAL 5
ÁGUA ENERGIA
ITEM NOTA ITEM NOTA
POUCO USO DE ÁGUA 5 ZERO 5
MUITO USO DE ÁGUA 1 POUCO 4
USO MÉDIO DE ÁGUA 3 MÉDIO 3
ÁGUA RECICLADA 5 MUITO 2
ÁGUA DE CHUVA 4 AGUDO 1
ÁGUA POTÁVEL 3
ÁGUA NÃO TRATADA 3
NÃO USA ÁGUA 5

Matriz de Seleção das Alternativas

Após analise dos fatores tecnológicos será possível construir uma matriz
decisória para selecionar uma alternativa que contemple todos os requisitos do projeto.

Quadro 10 - Matriz de Seleção das Alternativas


Requisitos 1º Alternativa 2º Alternativa 3º Alternativa Legenda
Confortável X X X X - Atende completamente as necessidades
Material reciclável O X X do usuário
O - Atende parcialmente as necessidades do
Estagio de vida ecológica O X X usuário
Espaçoso O O O * - Não atende as necessidades do usuário
Material resistente X X X

7.5 Tabelas de Planos A e B

As tabelas abaixo são as possíveis soluções para aplicações do mesmo produto,


porém com material diferentes.
Plano A
Quadro 11 - Teca
MATERIAL DESCRIÇÃO
Madeira de compensado Teça.
- Cor marrom brilhante
- Densidade média é 0,65g/cm
- Leve, boa resistência a peso, tração e flexão
- Semelhante ao mogno
Plano B
Quadro 12 - MDF
MATERIAL DESCRIÇÃO
- Cor Bege claro
- Densidade média é 0,75 g/cm3 para
espessuras entre 9-18mm
- Leve, boa resistência a peso, tração e flexão
- Semelhante ao marfim

Os planos acima mostram como o Designer deve ser alternativo e conhecedor das
propriedades de cada material. O consumidor terá a opção de escolher com qual material deseja
seu produto.

Material Selecionado

Após analise das suas propriedades e comportamento, bem como do


comportamento do material quanto aos esforços mecânicos, ficou concluído através da
matriz decisória a escolha do MDF. É um material com várias aplicações e substitui
com vantagens a própria madeira em muitas delas.

8 PROCESSO DE FABRICAÇÃO

O MDF é fabricado através da aglutinação de fibras de


madeira com resinas sintéticas e outros aditivos. as placas de madeira são coladas umas
as outras com resina – A proposta é usar resinas poliuretânicas qual possui característica
de não ser tóxicas para o usuário, seja o fabricante do sistema ou até mesmo o aplicador
final - e fixadas através de pressão. A primeira etapa do processo de fabricação é
quando ocorre o corte que dará forma aos perfis, daí o material é estocado (figura 20).
Figura 20 – Estocagem da materia prima

Depois a madeira deverá passar por um tratamento anti-séptico que a protegerá


de ataques de insetos e microorganismos. O tratamento da madeira é feito pela imersão
total das peças em tanques que contenham os produtos químicos que irão dar proteção
(figura 21).

Figura 21 – Tanque com produtos químicos

Após receber o tratamento, as peças passam por máquinas que eliminam


possíveis deformações dando o acabamento desejado aos perfis de madeira (figura 22).
Com as peças acabadas, inicia-se o processo de montagem e colagem.
Figura 22 – Maquinário usado para dar forma ao MDF

Segundo Campos (2003), o processo de fabricação do MDF inclui


principalmente: desfibramento mecânico da madeira, refino das fibras, secagem, mistura
das fibras com resina, formação de colchão de um material resinado e prensagem a
quente.O MDF é um produto homogêneo e que oferece alta usinabilidade para encaixar,
cortar, parafusar, perfurar e moldurar, além de apresentar ótima aceitação para receber
revestimentos com diversos acabamentos. Devendo destacar ainda a disponibilidade de
matéria-prima, associada ao aspecto renovável da fonte, reciclabilidade, bem como,
menor demanda energética para a produção, transporte e instalação. Os painéis
encontrados comercialmente atualmente, são resistentes à umidade em ambientes
internos e externos, painéis leves para móveis que compõem ambientes aéreos e outros.
Além das aplicações apontadas anteriormente, é um produto ecologicamente correto.

9 TESTES

Com vistas a estudar o desempenho do sistema, após coletados todos os dados,


foram feitas simulações em ambiente virtual, a fim de reproduzir, da maneira mais fiel
possível, as características do sistema original. Manipulando o modelo e analisando os
resultados, pôde-se concluir o seguinte:
Dada a exposição dos pés e o fato destes serem de formato em L, onde os
cantos ficam às mostras, quando o aluno se aproxima para falar com o professor pela
parte frontal, estes pressupõem riscos eminentes de acidentes (figura 23).

Figura 23 – Exposição dos pés da mesa

Quando usada a plataforma elevada com um projetor, esta não demonstrou real
utilidade real, pois, os projetores atualmente utilizados possuem um mecanismo de
elevação da lente para projeção e se a plataforma fosse dimensionada para inclinar-se, o
projetor poderia ser projetado contra o solo (figura 24).

1 2 3

Figura 24 –Mesa sendo usada com projetor

Os pés da mesa estão colocados muito afastados um do outro, ocasionando


uma resistência menor na parte central da mesa, o que ocasionaria em pouco tem de
utilização uma deformação na peça (figura 25).
Figura 25 – Mesa com deformação no centro da bancada

9.1 Correções/Considerações

Registradas as limitações no teste do sistema, conforme o item acima, foram


trabalhadas as devidas correções, a fim de dar confiabilidade ao produto, do que restou
o seguinte:
Com relação aos cantos vivos da parte superior dos pés da mesa, estes foram
modificados, ficando numa forma de arco, a fim de diminuir os riscos de acidentes
(figura 26).

Figura 26 – Mesa com pés em forma de arco

A plataforma elevada foi eliminada, dada a falta de utilidade real para funcionar
como um suporte para projetor (figura 27).
Figura 27 – Mesa sem a plataforma elevada

A distância entre os pés da mesa foi diminuída com vistas a suportar uma carga
maior e evitar a sua deformação, e as gavetas, bem como o suporte para CPU do
computador foram alocados para parte externa dos pés (figura 28).

Figura 28 – Mesa com deformação no centro da bancada

Compatibilização com os usuários

Na busca de identificar a eficácia da compatibilização entre o sistema e o


usuário, visando detectar inconsistências e interferências entre ambos, foram simuladas
situações numa escala de 1:10 e os resultados obtidos se consagraram satisfatórios,
conforme adiante:
Utilização do sistema pela menor mulher ou pelo maior homem é atendida
satisfatoriamente, considerando a ferramenta facilitadora da cadeira que é regulável na
altura, encosto e braço (figura 29).
Figura 29 – Compatibilização com os usuários

Deve ser utilizado à referência de 70 cm de altura e atender a distância máxima


de 60 cm à sua frente e de no máximo 80 cm para cada lateral, partindo do centro, para
a parte reservada para a acomodação de objetos didáticos e meios auxiliares (figura 30);
para o assento a altura será de 36 cm, comprimento nádegas poplítea 43 cm e 43 cm de
quadril.

Figura 30 – Alcance das mãos no plano transversal.


10 PROJETO DETALHADO

A mesa que fará parte da intervenção no posto de trabalho pesquisado (figura


31), terá:

1) Um suporte para CPU.


2) Pequenas caixas de som para ser ligada na CPU, MP3 player, etc.
3) Filtro elétrico (régua) bi-volt para alimentar o computador e outras mídias.
4) Suporte para teclado e mouse.
5) Gaveta para guardar pequenos objetos.
6) Rodízios para locomoção com trava de segurança.
7) Extensão para pendrive.

4 7
5 3

1
6

Figura 31 – Mesa detalhada

O formato da bancada proporciona a aproximação dos alunos pelas


extremidades, nos pontos 1 e 3, considerando que o ponto 2 fica distante para os alunos
se comunicarem com o docente, liberando sua visibilidade para o restante da classe
(figura 32).
2

1
3

Figura 32 – Aproximação do discente

Este projeto, procura contribuir para boas práticas ambientais e, seguindo


iniciativas e conceitos relacionados ao desenvolvimento sustentável, sugere na sua
confecção o uso de película de PET no revestimento do MDF, considerando a
possibilidade de re-aproveitamento das garrafas pet jogadas no lixo e ainda que estes
materiais são excelentes para o acabamento final do móvel (figura 33).

Figura 33 – Prensa utilizando o trabalho de revestimento no MDF


10.1 Desenho Técnico

Vistas

Vistas da mesa, medidas em milímetros (figura 33).

Figura 33 – Desenho Técnico

10.2 Ilustração

Para que se tenha uma idéia do sistema sugerido como apropriado


ergonomicamente e funcionalmente, para o posto de trabalho do professor, segue a
ilustração conforme a figura 34.

Figura 34 - Ilustração
10.3 Construção do mock-up

Fotos das construções dos mock-up.


11 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ficou claro que o sistema atende a proposta inicial dos estudos, seguindo passo a
passo os processos metodológicos. Apesar de complexo e amplo, abrange todas as fases
de desenvolvimento. Vale ressaltar que para um bom desempenho da intervenção no
posto de trabalho pesquisado, devem ser seguidas as recomendações deste projeto,
como:
a) O layout da sala de aula deve ser conforme a figura 14, pois com essa
nova disposição da carteira do professor o docente evita atrapalhar a
visão de boa parte dos discentes;
b) O quadro branco deve obedecer as especificações do item 6.1, constadas
no seu quarto parágrafo;
c) A cadeira a ser utilizada deve obedecer às especificações da sugerida
neste projeto, no seu quinto parágrafo do item 6.1 (vide figura 15); e
d) Ainda como sugestão, que o ponto de energia elétrica seja posicionado
no solo, próximo da mesa do professor e que este contenha uma proteção
dos seus contatos energizados.
Este trabalho foi elaborado com o intuito de poder contribuir para melhoria
do posto de trabalho dos professores do ensino médio de escolas públicas, pois, o seu
bem estar físico e mental, permitirá um melhor rendimento, transmissão de aulas com
qualidade e por extensão, alunos bem educados.
Salientamos que a elaboração deste projeto foi de grande importância para estes
discentes e que o resultado do nosso trabalho admitem vislumbrar o grande potencial de
aplicações corretas das metodologias na concepção do projeto de um produto,
principalmente no que diz respeito a uma intervenção em um posto de trabalho dada a
sua complexidade.
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