Вы находитесь на странице: 1из 35

RESERVATÓRIOS PARALELEPIPÉDICOS

CARLOS HENRIQUE MAIOLA Doutorando em Engenharia de Estruturas da EESC-USP

1 INTRODUÇÃO

Por reservatórios, do ponto de vista estrutural, serão denominadas todas as estruturas

que tenham a função de armazenar líquidos. Em face de sua predominância, serão tratados

aqui apenas os “Reservatórios para Armazenagem de Água”.

Os primeiros reservatórios de que se tem notícia, segundo KIRBY et al (1956), foram

as cisternas construídas em rochas sãs, datadas do século 25 a.C., por uma civilização que

posteriormente tornou-se a comunidade Grega. Esses construtores projetaram um sistema de

captação de água de chuva que era mantida limpa, armazenada em cisternas, e utilizada em

salas de banho.

No Brasil, em 1880, segundo TELES (1984), foi inaugurado no Rio de Janeiro o

grande reservatório de Pedregulho, com capacidade para 80 milhões de litros, utilizado para o

sistema de abastecimento de água da cidade, construído em alvenaria de pedra, com arcadas e

tetos abobadados que até hoje causam admiração. Esse reservatório, com mais quatro outros

em vários pontos da cidade, concluídos em 1877 e 1878, constituíram o grande sistema de

abastecimento de água planejado pelo Eng. Jerônimo de Moraes Jardim.

Como se pode ver, desde do século 25 a.C., este tipo de estrutura tem sido utilizada, o

que gerou uma gama de tipos de reservatórios, os quais utilizam diferentes concepções,

formas, sistemas construtivos etc. Outros utilizam materiais diferentes do convencional

concreto armado, como argamassa armada, alvenaria estrutural e concreto protendido.

Em vista desta numerosa tipologia, mas sem nenhuma perda de generalidade, o

objetivo deste trabalho foi a elaboração de um texto básico, que forneça orientação para a

execução dos projetos estruturais de reservatórios, porém tratando de um caso particular, o

dos reservatórios de concreto armado moldados in loco, cujas cubas 1 tenham formas

paralelepipedais, isto é, sejam formadas por lajes e paredes perpendiculares entre si, já

conhecidos com o nome de “Reservatórios Paralelepipédicos”, que constituem a grande

maioria dos reservatórios executados no país.

1 Cubasparte do reservatório formada por elementos estruturais de superfície com a finalidade principal de armazenar líquidos.

Entretanto, muitas das indicações fornecidas ao longo deste trabalho poderão ser aproveitadas na execução dos projetos de outros reservatórios, mesmo que suas cubas não tenham esta forma particular.

2 CLASSIFICAÇÃO DOS RESERVATÓRIOS

Devido à generalidade dos reservatórios, estes podem ser classificados sob vários aspectos. Porém para não desviar dos objetivos deste trabalho, serão apresentadas aqui apenas as classificações relativas aos aspectos estruturais e construtivos, de modo sucinto.

2.1 Quanto à posição em relação ao solo Uma das principais classificações dos reservatórios é a que define a sua posição em relação a um plano de referência. Este plano de referência é o plano horizontal de um terreno onde a estrutura é apoiada. A partir disto, são definidos os reservatórios levados e os térreos. 2.1.1 Reservatórios elevados Utilizados em situações onde seja necessária a atuação de pressão, que seja suficiente para suprir aparelhos hidráulicos e equipamentos. Pode-se separar os reservatórios elevados de acordo com sua estrutura portante; deste modo tem-se os compostos por torre com fuste (fig. 2.1.a), indicados para grandes reservas de água, os sustentados por pilares (fig. 2.1.b), reservatórios pequenos (escolas, indústrias), e por fim os encontrados em residências e edifícios, que tem sua estrutura fazendo parte da própria estrutura dessas construções (fig. 2.2).

parte da própria estrutura dessas construções (fig. 2.2). (a) Torre com fuste (b) Sobre pilares Figura

(a) Torre com fuste

(b) Sobre pilares

Figura 2.1 - Reservatórios elevados, mais comuns.

Figura 2.2 - Reservatórios elevados nos edifícios. 2.1.2 Reservatórios térreos Posicionados geralmente em regiões

Figura 2.2 - Reservatórios elevados nos edifícios. 2.1.2 Reservatórios térreos Posicionados geralmente em regiões elevadas para que seu funcionamento seja por gravidade ou, quando em regiões baixas, estes são utilizados apenas para reserva de

água; quando necessário é feito o recalque por bombas hidráulicas para reservatórios superiores.

a) Reservatórios apoiados

Segundo VASCONCELOS (1998) é um tipo de reservatório menos comum em

concreto armado, por ocupar grandes áreas. É mais utilizado para abastecimento público e industrial, e se caracterizam por terem a laje de fundo apoiada diretamente no solo.

b) Reservatórios enterrados

Abrangendo também os semi-enterrados (fig. 2.3), são os reservatórios que apresentam as estruturas mais econômicas, em face da pequena quantidade de concreto estrutural por metro cúbico de água reservada; esta característica se torna mais significante quando projetados em fundação direta. Um reservatório enterrado em particular, também conhecido como cisterna, é o adotado em edifícios, quando a pressão disponível na rede de distribuição pública não é suficiente para elevar a água para o reservatório superior. Com isto, reserva-se a água nas cisternas efetuando o recalque com bombas hidráulicas.

nas cisternas efetuando o recalque com bombas hidráulicas. Figura 2.3 - Seção transversal de um reservatório

Figura 2.3 - Seção transversal de um reservatório semi-enterrado em fundação direta.

2.2 Quanto à forma das superfícies média das cubas

Esta classificação é muito importante do ponto de vista estrutural, porque separa os

reservatórios em três grupos bem diferentes quanto aos aspectos estruturais e construtivos.

O primeiro grupo é o das CASCAS (fig. 2.4.a), com suas superfícies médias em curvas,

que apresentam um grau maior de dificuldade na execução dos projetos e das estruturas

O segundo grupo é o dos PIRAMIDAIS (fig. 2.4.b), com suas superfícies médias

planas em forma de pirâmides, de ocorrência mais rara e dificuldades apenas de projeto.

de ocorrência mais rara e dificuldades apenas de projeto. (a)Cubas de revolução com geratriz curva (b)

(a)Cubas de revolução com geratriz curva

de projeto. (a)Cubas de revolução com geratriz curva (b) Cubas tronco-piramidais Figura 2.4 - Reservatórios

(b) Cubas tronco-piramidais

Figura 2.4 - Reservatórios elevados com as cubas em cascas e piramidais

Por último tem-se o grupo dos PRISMÁTICOS, que em geral não apresentam maiores

dificuldades. São projetados com seção triangular, hexagonal, octogonal e, com muito mais

freqüência, com seção retangular. Estes, denominados reservatórios PARALELEPIPÉDICOS,

formam a grande maioria dos reservatórios térreos e dos pequenos reservatórios elevados (fig.

2.5).

térreos e dos pequenos reservatórios elevados (fig. 2.5). (a)Reservatórios elevados para indústrias, escolas, etc.

(a)Reservatórios elevados para indústrias, escolas, etc.

(b) Reservatórios para abastecimento de cidades.

Figura 2.5 - Exemplos de reservatórios paralelepipédicos

Assim sendo, será introduzida agora uma complementação nesta classificação, muito importante para o cálculo e para as análises dos esforços dos reservatórios paralelepipédicos, que é a separação das suas cubas nos seguintes grupos: achatadas, alongadas e cúbicas.

2.2.1 Cubas achatadas: são aquelas onde a altura é muito menor do que os outros dois lados,

ou seja,

Ocorrência:

A quase totalidade dos grandes reservatórios térreos e das piscinas.

h  a e b .

térreos e das piscinas. h  a e b . 2.2.2 Cubas alongadas : são aquelas

2.2.2 Cubas alongadas: são aquelas onde o comprimento é bem maior

do que a largura e a

altura, ou seja,

a  b e h .

Ocorrência:

Reservatórios especiais para captação de água, tanques, canais etc.

especiais para captação de água, tanques, canais etc. 2.2.3 Cubas cúbicas : são aquelas onde os

2.2.3 Cubas cúbicas: são aquelas onde os dois lados e a altura são da mesma ordem de grandeza, ou seja, a ~ b ~ h . Ocorrência:

Reservatórios térreos dos edifícios, pequenos reservatórios elevados de indústrias, escolas,

residências etc.

elevados de indústrias, escolas, residências etc. 2.3 Quanto ao volume de água armazenada Será apresentada

2.3 Quanto ao volume de água armazenada Será apresentada aqui uma classificação dada por COSTA (1998), para os reservatórios elevados, e uma outra para os térreos, uma vez que são dois tipos de estruturas bem diferentes. Por exemplo as dificuldades para a elaboração de um projeto estrutural bem como para a execução de um reservatório térreo de 5000 m³, nem de longe se comparam com as dificuldades correspondentes ao reservatório elevado com essa mesma capacidade. Assim sendo, tem-se:

Para os elevados:

Para os térreos:

Pequenos

V

50m³

Pequenos

V 500m³

Médios

50m³ V 500m³

Médios

500m³

V 5000m³

Grandes

V

500m³

Grandes

V 5000m³

3 RESERVATÓRIOS PARALELEPIPÉDICOS As formas em planta mais comuns para os reservatórios são as circulares e as retangulares. Do ponto de vista econômico, alguns pesquisadores atuais chegaram à conclusão de que os reservatórios com paredes cilíndricas são mais econômicos para grandes reservas de materiais, devido à sua geometria contendo simetrias de revolução, enquanto os paralelepipédicos são melhor aproveitados para pequenas reservas, devido à simplicidade de execução. Este trabalho se restringirá ao estudo dos reservatórios que na prática são encontrados em edifícios, ou seja, RESERVATÓRIOS PARALELEPIPÉDICOS de concreto armado moldados in loco. Em princípio, para edifícios deve existir um reservatório inferior (geralmente enterrado), abastecido diretamente pela rede pública, e um outro superior (elevado), abastecido por bombas de recalque do próprio edifício. Estes em geral são constituídos por pelo menos duas células independentes, para que a limpeza possa ser feita sem prejuízo do abastecimento de água. Segundo FUSCO (1995), os problemas de projeto dos reservatórios elevados e enterrados são análogos, mas os detalhes dos reservatórios superiores são freqüentemente sujeitos a restrições mais exigentes. A localização do reservatório elevado na estrutura depende das disponibilidades criadas pelo arranjo dos pilares. Em geral são utilizados os pilares que formam a caixa de escada, deixando-se os pilares do poço do elevador para a sustentação da casa de máquinas (ver fig.

2.2).

Uma vez definido o volume de água a ser armazenado no reservatório superior e considerando a folga necessária para a instalação de bóias e da tubulação de descarga de segurança, determinam-se as dimensões do reservatório, limitando-se usualmente sua altura a cerca de 2,0 a 2,5 metros. Não convém ultrapassar esta altura para evitar lajes com esforços exagerados, mesmo que isto obrigue a arranjos em que parte do reservatório fique em balanço em relação aos pilares. Na figura 3.1 são apresentadas algumas dimensões usuais de um reservatório elevado, bem como os detalhes das mísulas e das aberturas na laje de tampa para o acesso da equipe de manutenção; essas aberturas costumam ter dimensões da ordem de 70cm x 70cm, devendo ser devidamente tampadas a fim de evitar a penetração de água da chuva e outros corpos estranhos.

Figura 3.1 - Reservatório elevado para edifícios. 4 AÇÕES ATUANTES NOS RESERVATÓRIOS Por ação, entende-se
Figura 3.1 - Reservatório elevado para edifícios. 4 AÇÕES ATUANTES NOS RESERVATÓRIOS Por ação, entende-se

Figura 3.1 - Reservatório elevado para edifícios.

4 AÇÕES ATUANTES NOS RESERVATÓRIOS Por ação, entende-se toda e qualquer causa que provoque o aparecimento de esforços e deformações nas estruturas. Podem ser de dois tipos: AÇÕES INDIRETAS e DIRETAS. As AÇÕES INDIRETAS são aquelas que impõem deformações nas estruturas e, consequentemente, esforços. São elas:

- Fluência;

- Retração;

- Variação de temperatura;

- Deslocamentos de apoio e

- Imperfeições geométricas.

Contudo, assim como para edifícios comuns, estas ações não fazem parte dos carregamentos com que se calculam os reservatórios. Na prática são tomados alguns cuidados especiais na elaboração dos projetos estruturais destes, bem como na execução, para se minimizar as influências deletérias dessas ações.

As AÇÕES DIRETAS são esforços externos que atuam nas estruturas, gerando

deslocamentos e esforços internos em seus elementos estruturais. Em reservatórios as ações atuantes se apresentam sobre dois aspectos: ações verticais e ações horizontais.

No Brasil, os principais esforços externos que podem atuar nos reservatórios, conforme

sejam elevados ou térreos, são apresentados a seguir, juntamente com suas notações simplificadas.

Para reservatórios térreos:

Para reservatórios elevados

- peso próprio + sobrecarga : G

- peso próprio + sobrecarga : G

- água (peso e empuxo):

A

- água (peso e empuxo):

A

- terra (empuxo nas paredes): T

- vento:

V

- lençol freático (sub-pressão):L

4.1 Peso próprio e sobrecarga

A ação devida ao peso próprio nas lajes horizontais configuram uma ação

uniformemente distribuída por unidade de área (kN/m 2 ), representadas nas lajes de tampa e de

fundo como segue:

q g = c . h

onde : h é a espessura da laje medida em metros

c é o peso específico do concreto armado (25 kN/m 3 )

A ação devida ao peso próprio nas paredes é uniformemente distribuída por metro linear, comportando-se como vigas, vigas-parede ou paredes estruturais. Sendo assim:

q g = c . b w . h p

onde : c é o peso específico do concreto armado (25 kN/m 3 ) b w é a espessura da parede h p é a altura da parede medida em metros

Além da ação do peso próprio atuante sobre as paredes dos reservatórios, há de se observar que existem também as ações devidas ao apoio das lajes horizontais sobre as paredes:

na parte superior da parede tem-se a laje da tampa e na parte inferior a laje do fundo.

Quando às sobrecargas, como em geral estas ações nas lajes de cobertura são muito

pequenas em relação à ação total das mesmas (da ordem de 8%) e com efeitos desprezíveis nos

demais elementos do reservatório, geralmente considera-se esta agregada ao peso próprio da

laje, podendo ser descartada se for a favor da segurança. Exceção deve ser feita aos

reservatórios enterrados sujeitos à ação de tráfegos de veículos, por exemplo as cisternas

localizadas nas garagens de edifícios.

4.2 Água

O empuxo da água, que atua nos reservatórios, constitui na principal ação a ser

analisada; em suas paredes esta atua linearmente distribuída, a partir da altura da lâmina d’água

até o fundo da reservatório, onde atua com sua máxima intensidade uniformemente distribuída,

proporcional à altura da lâmina d’água:

Obs:

Devido

p a = a . h a

à

inexistência

de

onde : a é o peso específico da água (10kN/m 3 )

h a é a altura da lâmina d’água em metros

tabelas

que

forneçam valores

para

lajes

parcialmente

carregadas com ações linearmente distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação:

distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação: Sendo q 1 = 10  a 1 (kN/m 2
distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação: Sendo q 1 = 10  a 1 (kN/m 2
distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação: Sendo q 1 = 10  a 1 (kN/m 2
distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação: Sendo q 1 = 10  a 1 (kN/m 2
distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação: Sendo q 1 = 10  a 1 (kN/m 2
distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação: Sendo q 1 = 10  a 1 (kN/m 2
distribuídas, pode-se adotar a seguinte simplificação: Sendo q 1 = 10  a 1 (kN/m 2

Sendo q 1 =

10 a 1

(kN/m 2 )

q

10

onde:

a

2

1

a

a 1 = altura da coluna d’água

a = altura teórica da placa

ou

(kN/m 2 )

E = E 1

q

a

q

1

a

1

q

2

q

1

a

1

2

a

4.3

Vento

Para estruturas de reservatórios elevados o projeto deve levar em conta as forças

devidas ao vento agindo perpendicularmente a cada uma das fachadas. O efeito do vento em

reservatórios elevados deve ser considerado sobre a estrutura portante, onde os pilares devem

resistir a este efeito. No caso de reservatórios sobre edifícios o efeito do vento deve ser

considerado agindo na estrutura global.

4.4 Solo

Com relação ao solo, serão consideradas as seguintes ações: empuxo do solo, sub-

pressão d’água, sobrecarga sobre o terreno e reação do solo sob o reservatório.

4.4.1 Empuxo do solo

Recomenda-se que seu efeito seja considerado somente quando for desfavorável, o que

ocorre quando se considera o reservatório vazio.

Diversos são os fatores que intervém no cálculo do empuxo. Por exemplo:

natureza do terreno: peso específico, ângulo de atrito, coesão etc.;

rigidez e deslocabilidade da estrutura;

sobrecargas atuantes sobre o maciço;

nível do lençol freático;

forma da estrutura, inclinação dos taludes e dos anteparos etc.

O empuxo do solo deve ser estudado através das teorias da Mecânica dos Solos. Para

os reservatórios enterrados usuais, na falta de elementos que caracterizem suficientemente o

terreno, podem ser adotados os valores práticos indicados na figura 4.1.

ser adotados os valores práticos indicados na figura 4.1. Terrenos arenosos  k = 0,4 a
ser adotados os valores práticos indicados na figura 4.1. Terrenos arenosos  k = 0,4 a
ser adotados os valores práticos indicados na figura 4.1. Terrenos arenosos  k = 0,4 a
ser adotados os valores práticos indicados na figura 4.1. Terrenos arenosos  k = 0,4 a

Terrenos arenosos k = 0,4 a 0,5

;

k 1 = 1,0 a 1,2

Terrenos argilososk = 0,6 a 0,7

;

k 1 = 1,3 a 1,5

(Dados extraídos de Rocha (1969) vol III )

Figura 4.1 Consideração do empuxo do solo

4.4.2 Sub-pressão d’água

Quando o nível do lençol d’água é mais elevado do que o fundo do reservatório, deve ser considerado o empuxo da água nas paredes laterais, e deve ser analisado o efeito da pressão exercida pela água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão.

água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão
água no sentido de baixo para cima, denominada sub-presão. Figura 4.2 – Consideração do sob- presão

Figura 4.2 Consideração do sob-presão d’água O nível d’água é fornecido pelas sondagens, e a pressão d’água é dada pela expressão:

pa a ha

sendo a = 10 kN/m 3

4.4.3 Sobrecarga sobre o terreno No caso da existência de sobrecarga sobre o terreno, seu efeito pode ser considerado

como proveniente de uma camada de solo de mesmo peso.

como proveniente de uma camada de solo de mesmo peso. Figura 4.3 – Consideração da sobrecarga
como proveniente de uma camada de solo de mesmo peso. Figura 4.3 – Consideração da sobrecarga

Figura 4.3 Consideração da sobrecarga sobre o terreno

Então, a 1 é obtido na expressão

pressões fica definida por:

p1 k a1

e

a1 q / sol p2 k(a1 a)

e a distribuição trapezoidal de

Para uso das tabelas de laje, pode ser considerada a superposição dos efeitos das distribuições triangular e uniforme. Na falta de dados mais exatos a respeito do solo, pode-se admitir o valor médio:

4.4.4 Reação do solo

sol = 18 kN/m 3

É considerada uniforme, sendo obtida somando-se todas as cargas verticais que atuam

no reservatório (permanentes e acidentais) e dividindo-as pela área do fundo.

4.5 Carregamentos a considerar Deve ser considerado nas combinações de ações, para cada caso, a situação mais desfavorável, ou seja:

- RESERVATÓRIO ELEVADO Tem-se apenas um carregamento crítico a considerar; ou seja, reservatório cheio.

Carregamento

Descrição

G

+ A

peso-próprio e empuxo d’água

-RESERVATÓRIO TÉRREO Recomenda-se considerar, nos reservatórios térreos, dois carregamentos, pelo menos:

- Reservatório cheio;

O primeiro carregamento consiste em considerar o reservatório cheio. Como existe a

possibilidade do empuxo do solo não atuar, a sua consideração nesse carregamento seria

contra a segurança.

Carregamento

Descrição

G

+ A

peso-próprio e empuxo d’água

- Reservatório vazio;

O segundo carregamento consiste em considerar

apenas do empuxo do solo.

o reservatório vazio, com a ação

Carregamento

Descrição

G

+ T

peso-próprio e empuxo do solo

Outros carregamentos têm a possibilidade de atuarem, sob forma de ações eventuais (sub-pressão d’água, sobrecarga sobre a tampa ou sobre o solo), ou se existirem divisões internas (deve-se prever uma parte cheia e outra vazia), esses outros carregamentos devem ser considerados, quando necessário.

5 COMPORTAMENTO ESTRUTURAL Há necessidade de se conhecer o comportamento das ligações, quanto à situação de vinculação das lajes que compõem o reservatório. Para tanto deve-se considerar, em cada caso, a direção das forças resultantes (R1, R2 e R3), das ações que atuam na tampa, no fundo e nas paredes respectivamente, e as rotações que elas produzem nas arestas. Na figura 5.1 são analisados os casos de reservatórios paralelepipédicos elevado cheio, apoiado cheio e enterrado vazio e cheio, quanto ao comportamento das ligações.

 

R1

 

ART.

A

C

 

rotações

tampa

rotações

 
  rotações tampa rotações  

R3

R3

 

R2

 

rotações

rotações

 

fundo

D
D

ART.

  rotações rotações   fundo D ART. parede parede B ENG. ENG.   R 1 ENG.

parede

parede

B
B
ENG. ENG.
ENG.
ENG.
 

R1

ENG.

A

C

rotações

rotações

tampa

rotações

rotações

 

parede

parede

rotações

rotações

fundo

fundo

fundo

B

D

 

R2

ENG.

ENG.

R3

fundo B D   R 2 ENG. ENG. R 3 R 3 ENG.   R 1

R3

ENG.

fundo B D   R 2 ENG. ENG. R 3 R 3 ENG.   R 1
 

R1

ART.

 

A

 

C

 
rotações

rotações

tampa

rotações

R3

R 3

R3

rotações

rotações

fundo

rotações

B

D

ART.

 

R2

ART.

fundo rotações B D ART.   R 2 ART. parede parede ART.   R 1 ART.

parede

parede

B D ART.   R 2 ART. parede parede ART.   R 1 ART.   A

ART.

B D ART.   R 2 ART. parede parede ART.   R 1 ART.   A
 

R1

ART.

 

A

 

C

 
rotações

rotações

tampa

rotações

R3

R 3

R3

rotações

rotações

fundo

rotações

B

D

ART.

 

R2

ART.

fundo rotações B D ART.   R 2 ART. parede parede ART. Figura 5.1 - Rotações

parede

parede

B D ART.   R 2 ART. parede parede ART. Figura 5.1 - Rotações nas arestas

ART.

B D ART.   R 2 ART. parede parede ART. Figura 5.1 - Rotações nas arestas

Figura 5.1 - Rotações nas arestas dos reservatórios paralelepipédicos.

Para o cálculo aproximado das lajes desses reservatórios, existem duas situações de vinculação a considerar: a) nas arestas onde há tendência de giro em sentidos opostos, admite- se engastamento perfeito; b) nas arestas onde há tendência de giro no mesmo sentido, admite- se apoio simples. Para os casos analisados na figura5.1 tem-se:

tampa com as paredes apoio simples

Reservatório elevado cheio fundo com as paredes apoio engastado

paredes entre si apoio engastado

tampa com as paredes apoio simples

Reservatório apoiado cheio fundo com as paredes apoio simples

paredes entre si

apoio engastado

tampa com as paredes apoio engastado

Reservatório enterrado vazio fundo com as paredes apoio engastado

paredes entre si apoio engastado

tampa com as paredes apoio simples

Reservatório enterrado cheio fundo com as paredes apoio simples

paredes entre si

apoio engastado

TRECHOS ESTRUTURAIS Os reservatórios paralelepipédicos não apresentam trechos estruturais distintos. São compostos de lajes e de paredes que, em todos os tipos desses reservatórios, funcionam como placas trabalhando em duas direções, apenas com diferenças nos tipos de carregamentos que atuam em cada uma delas, uns triangulares ou trapezoidais, outros uniformemente distribuídos. Entretanto as paredes sobre apoios discretos (pilares, estacas, tubulões etc), apresentam também o comportamento de chapa, funcionando como vigas usuais (quando a altura for menor que a metade do espaçamento entre apoios h<0,5 ), ou como viga-parede

6

entre apoios  h<0,5 ), ou como viga-parede 6 (quando h  0,5 ). Deste modo
entre apoios  h<0,5 ), ou como viga-parede 6 (quando h  0,5 ). Deste modo

(quando h0,5 ). Deste modo dimensionam-se as paredes como placa (ações perpendiculares

ao plano médio) e como chapa (ações paralelas ao plano médio), separadamente e superpõem- se as armaduras. Para reservatórios apoiados diretamente sobre o solo (reservatórios apoiados ou enterrados, sem apoios discretos), as paredes apoiam-se de modo contínuo, comportando-se como parede estrutural. Neste caso, também, dimensionam-se as armaduras para laje e para parede estrutural separadamente, e superpõem-se a armaduras encontradas.

7 ROTEIRO DE CÁLCULO A rigor, os esforços principais, das lajes e das paredes que formam esses reservatórios, podem ser obtidos através de programas específicos para microcomputadores, utilizando-se o processo dos elementos finitos, por exemplo.

Pode-se, também, mais simplificadamente, considerar as lajes e as paredes divididas em um grande número de barras ortogonais, que forneçam os esforços por meio de programas específicos de pórticos tridimensionais. Entretanto, neste trabalho será detalhado um método simplificado de cálculo manual muito utilizado pelos calculistas, sendo rápido e em geral com resultados razoáveis:

Consideram-se as lajes e as paredes “funcionando” isoladamente, cada uma com as respectivas cargas e vinculações, sendo estas últimas definidas pela regra mostrada no item 5. Definem-se todos os carregamentos que possam contribuir com a envoltória dos momentos e calculam-se os esforços críticos. Se os momentos de engastamento perfeito de duas placas num apoio comum não forem muito diferentes, adota-se a média como valor final, para as duas placas. Em caso contrário, adota-se para esse momento comum 80% do maior dos momentos. No final do equilíbrio dos momentos de engastamento perfeito, não é usual recalcular os momentos positivos de cada placa. Entretanto, dependendo da forma dos reservatórios e das varias combinações possíveis entre as ações do solo e da água, pode-se ter, para algumas lajes do fundo, momentos finais positivos superiores aos correspondentes momentos positivos do engastamento perfeito; nesses casos de lajes do fundo deve-se recalcular os momentos positivos finais. As paredes devem ter os esforços solicitantes calculados considerando-se também o efeito de chapa, com as ações geradas pelas reações de apoio das lajes de tampa e de fundo agindo paralelas ao plano médio, além do peso próprio. Como as reações de apoio horizontais das paredes são absorvidas pelas lajes de tampa e de fundo e pelas paredes que servem de apoio às outras, estas reações de apoio provocam efeitos de tração naqueles elementos estruturais que lhes servem de apoio, portanto estas lajes ficam submetidas a esforços de flexo-tração. Praticamente os efeitos de tração não são considerados de maneira mais rigorosa, porém as armaduras dimensionadas para os momentos fletores são majoradas em 20%.para considerar este efeito de flexo-tração Esta consideração é de cunho meramente prático, podendo não se confirmar para algum tipo de reservatório paralelepipédico, havendo, portanto, a necessidade de avaliação das lajes à flexo-tração.

8 DETALHES CONSTRUTIVOS A seguir são mostrados alguns detalhes de interesse no projeto dos reservatórios paralelepipédicos, como o detalhamento das armaduras no nós considerados engastados e a utilização de mísulas.

8.1 - Detalhamentodasarmadurasnosnós. LEONHARDT (1978) indica as condições de dimensionamento da área da armadura para cada tipo de arranjo, como se segue:

Caso 1 - Armadura disposta em laço (fig. 8.1) Este arranjo de armadura na ligação é compatível com uma taxa menor ou igual à

0,75%.

d Ø h A s h
d
Ø
h
A
s
h
com uma taxa menor ou igual à 0,75%. d Ø h A s h s FIGURA
s
s

FIGURA 8.1 - Detalhe do caso 1 - LEONHARDT (1978)

apresenta uma eficiência entre 0,75% e 0,85%, deve-se

aumentar a taxa de armadura, garantindo assim uma resistência suficiente; para tanto é prescrito:

Visto

que esse arranjo

s,nec

(%)

= 1,5 -

2,25 3  3

(%)

s

Caso 2 - Barras dobradas (figura 8.2) Quando a taxa de armadura for maior que 0,75% e menor ou igual a 1% pode-se usar as armaduras com gancho formando 180 0 conforme indicado na figura 8.2.

d Ø h A S2 A S1
d
Ø
h
A
S2
A S1
> 1/2 h
> 1/2 h
s
s
d Ø reto - caso de maires valores de h
d
Ø
reto - caso de maires valores de h

FIGURA 8.2 - Detalhe caso 2 - LEONHARDT (1978) A eficiência deste arranjo fica entre 0,85 a 0,95%, o que também torna imprescindível um aumento na taxa de armadura, podendo-se adotar:

s,nec

(%)

= 2,0 -

um aumento na taxa de armadura, podendo-se adotar:  s , nec (%) = 2,0 -

4,00 4

 

s

(%)

Caso 3 - Barras dobradas e barras inclinadas adicionais (figura 8.3) A presença dessas barras inclinadas adicionais, com área da seção igual a 50% da armadura tracionada, eleva a capacidade de absorção dos esforços de tração e, consequentemente, reduz as aberturas das fissuras. Este arranjo deve ser adotado quando a taxa de armadura for maior do que 1% e menor ou igual a 1,2%.

~ 0,7 Ø 1/2 A s A S1, INCLINADA = 1/2 A S
~ 0,7 Ø 1/2 A
s
A
S1, INCLINADA = 1/2 A
S
s
s

FIGURA 8.3 - Detalhe caso 3 - LEONHARDT (1978)

s,nec (%) = s (%)

Caso 4 - Armadura dobrada, armadura inclinada e mísula (figura 8.4) O presente arranjo é indicado para taxa de armadura não superior a 1,5%. A armadura adicional deve ser calculada para a solicitação da força R s,d . No caso de s maior que 1,2% até 1,5%, recomenda-se a adoção de mísula, como

mostra a figura 8.4.

A S2 A S1
A
S2
A S1
s
s

FIGURA 8.4 - Detalhe caso 4 - LEONHARDT (1978)

8.2 Mísulas Segundo CAMPOS FILHO (1985), o cálculo das solicitações de cada laje é feito como se ela tivesse espessura constante. Com o uso de mísulas nas arestas do reservatório, tem-se um acréscimo de rigidez das lajes nas bordas, o que faz com que os momentos fletores no centro, que são considerados positivos, decresçam, enquanto os momentos fletores das bordas, negativos, cresçam.

Os aumentos das áreas das seções transversais nas ligações (figura 8.5), devido às mísulas e consequentemente à diminuição das tensões, produzem o acréscimo de rigidez nas bordas das lajes.

produzem o acréscimo de rigidez nas bordas das lajes. a) ligação sem mísula b) ligação com

a) ligação sem mísula

b) ligação com mísula

FIGURA 8.5 - Arestas dos reservatórios com mísulas e sem mísulas Os momentos de engastamento nas lajes com mísulas, submetidas à ação uniforme, são maiores que os encontrados nas lajes sem mísulas, sendo que este acréscimo é da ordem de

10%.

Muito importante e, freqüentemente, decisiva na escolha da espessura das lajes e de suas armaduras é a limitação da abertura de fissuras. Nesta análise são necessários não só o conhecimento dos momentos fletores nas seções mais desfavoráveis à fissuração, como também os esforços normais de tração, exercidos por uma parede sobre aquelas onde se apoia.

A presença da mísula faz com que os pontos críticos à fissuração (figura 8.6a) se situem, normalmente, não nas extremidades das lajes mas sim, mais para dentro, na extremidade da mísula (figura 8.6b). É preciso, então, conhecer o valor do momento fletor e esforço normal nesta seção.

o valor do momento fletor e esforço normal nesta seção. FIGURA 8.6 - Pontos críticos às

FIGURA 8.6 - Pontos críticos às aberturas das fissuras

Costumam-se adotar mísulas com ângulo de 45 o e com dimensões iguais à maior

espessura (e) dos elementos estruturais da ligação, como mostra a figura 8.7.

estruturais da ligação, como mostra a figura 8.7. e = maior entre e 1 e e

e = maior entre e 1 e e 2

FIGURA 8.7 - Dimensões das mísulas

9 EXEMPLO DE PROJETO

A seguir será apresentado o projeto de um reservatório paralelepipédico de uma única

célula em concreto armado, com capacidade de 30m 3 , o qual faz parte da estrutura de um edifício e fica posicionado acima do nível da cobertura. Este exemplo, além do caráter demonstrativo do cálculo, tem também o intuito de acrescentar alguns conceitos complementares do projeto de um reservatório paralelepipédico. Os esforços solicitantes considerando os efeitos de placa foram determinados usando as tabelas de PINHEIRO (1993).

9.1 Pré-dimensionamento Na fase de concepção estrutural tem-se que prever espessuras para os elementos estruturais que não só atendam às exigências de resistência com relação aos estados limites, como também as relacionadas com a durabilidade. Com relação à durabilidade deve-se ater aos cuidados de execução, fator água/cimento, consumo mínimo de cimento e dimensão do cobrimento das armaduras.

A Revisão da NB 1/99 prescreve espessuras de cobrimentos em função da classe de

exposição da estrutura. No caso de elementos estruturais em contato com águas tratadas, ou sejam, situações de reservatórios e estações de tratamento, a classe a adotar é a 4, que indica que o fator água/cimento máximo é 0,55 e o consumo mínimo de cimento deve ser de 325kg/m 3 . A resistência característica do concreto deve ser de no mínimo 20 MPa. Para a classe 4 o cobrimento nominal deve ser de 2,5cm, com a consideração de um valor que leve em conta a tolerância de execução de 0,5cm, desde que as condições de controle da qualidade de

execução sejam rigorosas, em caso contrário deve ser adotado 1cm.

9.1.1 Avaliação das espessuras Para avaliar as espessuras dos elementos estruturais deve se pensar nos cobrimentos, na facilidade de lançamento e adensamento (com vibrador) do concreto e, também, na capacidade da seção transversal absorver os esforços solicitantes oriundos das ações atuantes; assim, avalia-se a espessura mínima para as paredes e lajes do reservatório em questão, como segue:

Paredes Cobrimento: c=3cm (faces em contato com meio aquoso) Estimativa das barras:  6,3mm (armadura
Paredes
Cobrimento: c=3cm
(faces em contato com meio aquoso)
Estimativa das barras:
6,3mm (armadura de alma)
10mm (armadura principal)
Portanto:
b w,mín = 3,0 + 2 . 0,63 + 1,0 + 5,0 + 1,0 + 2 . 0,63 + 3,0
b w,mín = 15,52 cm
Adota-se: h = 16cm
d = 11cm

Lajes (tampa e fundo)

Cobrimento: c=3,0cm (fundo) c=2,5cm (tampa) Estimativa das barras:  8mm Portanto: h = 3,0 +
Cobrimento: c=3,0cm
(fundo)
c=2,5cm
(tampa)
Estimativa das barras:
8mm
Portanto:
h =
3,0
+
2 . 2,5
+
4 . 0,8
= 11,2 cm

Adota-se: h = 12cm

d

= 8,5cm (fundo)

d

= 9,2cm (tampa)

9.1.2 Verificação da seção transversal Nesta fase de pré-dimensionamento a espessura adotada deve ser verificada para os esforços solicitantes, sendo comum esta verificação para a laje do fundo por ser a mais solicitada. Com a consideração de vinculação da laje de fundo, calculam-se os momentos fletores para a ação uniformemente distribuída - peso próprio e ação da água, e verifica-se se a seção transversal necessita de armadura simples e se é suficiente para absorver a força cortante atuante.

Vãos teóricos: (obtidos do arquitetônico)

Ações:

= 275 cm  peso próprio (0,12 x 25) revestimento adotado sobrecarga (água = 2,17.10) 3,00

 

peso próprio (0,12 x 25) revestimento adotado sobrecarga (água = 2,17.10)

3,00

= 485 cm1,00

1,00

21,70

h

=12cm

;

c= 3,0cm

 

25,70 kN/m 2

d

= 8,50cm

 
Solicitações: l  y  1,76 l x tabela 2.3c 25,70 2,75  V 
Solicitações:
l

y
 1,76
l
x
tabela 2.3c
25,70 2,75
V

3,58 
25,30kN / m
x
10
25,70 2,75
V

2,50 
17,67kN / m
y
10
tabela 2.5c
2
25,70 2,75
m
8,06
 15,67kNm / m
x
100
2
25,70 2,75
m
5,72
 11,12kNm / m
y
100
Laje tipo 6

Verificação dos momentos fletores

Para:k c =k c,lim =2,2 Tem-se:

m k,lim

para C20

2

100 8,50

1,4 2,2

23,46kNm / m

Portanto os momentos fletores são menores que o momento fletor limite, não exigindo armadura dupla para a seção transversal em estudo.

Verificação da força cortante

wd

1,4 25,30

100 8,50

Tabela 2.4a

d

h

8,50cm

1 0,15%

12cm

0,228

4

275

20

0,042kN / cm

13,80cm

2

0,42MPa

4  275  20 0,042kN / cm  13,80cm 2  0,42MPa   wu1

wu1 0,228 20 1,02MPa wd

Portanto não há necessidade de armadura transversal.

9.2 Dimensionamento

9.2.1 Laje de tampa Lembrando de que para a laje de tampa, adotou-se a espessura de 12 cm, tem-se:

Vãos teóricos: (obtidos do arquitetônico)

Ações:

= 275 cm  peso próprio (0,12 x 25) revestimento adotado sobrecarga NBR 6120/80 3,00

 

peso próprio (0,12 x 25) revestimento adotado sobrecarga NBR 6120/80

3,00

= 485 cm1,00

1,00

0,50

h

=12cm

;

c= 2,50cm

 

4,50 kN/m 2

d

= 9,20cm

 
 
  Solicitações:

Solicitações:

l

 
     y  1,76
 



y

1,76

 

l

     

x

 

tabela 2.3b

V

x

3,58

4,50 2,75

10

4,43kN / m

V y  2,50   4,50 2,75 10  3,09kN / m

V

y

2,50

4,50 2,75

10

3,09kN / m

tabela 2.5a

4,50 2,75

2

m

x 8,99

 

100

 

3,06kNm / m

m y 3,52    4,50 2,75 100 2

m

y 3,52

 

4,50 2,75

100

2

   

1,20km / m

 

Laje tipo 1

 

9.2.2 Laje de fundo Os esforços de momentos fletores para a laje de fundo, conforme item 9.1.2, valem:

m x =

7,56 kN.m/m

m’ x = 15,67 kN.m/m

m y =

2,25 kN.m/m

m’ y = 11,12

kN.m/m

9.2.3 Paredes 01 e 02

As paredes 01 e 02 apresentam como vinculações, a borda superior apoiada e as demais bordas engastadas. Para espessura igual à 16 cm e usando a Tabela de PINHEIRO(1993) 2.6b, considerando laje Tipo 16, é possível determinar os momentos

fletores. A figura 9.1 mostra as condições de vinculações e a indicação da ação.

as condições de vinculações e a indicação da ação. FIGURA 9.1 - Dimensões, vinculações e ação
as condições de vinculações e a indicação da ação. FIGURA 9.1 - Dimensões, vinculações e ação

FIGURA 9.1 - Dimensões, vinculações e ação da água nas paredes 01 e 02.

A ação l p , que representa a ação exercida pela água é igual a:

l p =  h = 10,00 . 2,40 = 24,00 kN/m 2

É possível uma simplificação, de tal forma que a ação da água seja estendida por toda a

altura teórica ( l a = 252 cm), facilitando assim, a utilização da tabela. Para tanto, é necessário

que seja mantida a igualdade de área para ambos os triângulos ( empuxos iguais ).

l

p

2,40

2

l

p

2,52

2

Daí, tem-se:

l

p

=

18,69 kN/m 2

Para as dimensões indicadas, com = l a / l b = 0,92, têm-se:

m x =

2

1,286 . 18 69 252

,

,

100

2,594 . 18 69 252

,

,

100

. 18 69

,

252

,

2

100

2

m’ x =

m y = 1,222

= 1,53 kN.m/m

= 3,08 kN.m/m

= 1,45 kN.m/m

2

m’ y =3,020 . 18 69 252

,

,

100

= 3,58 kN.m/m

9.2.4 Paredes 03 e 04

Da mesma forma que para as paredes 01 e 02, as paredes 03 e 04 acham-se apoiadas na borda superior e engastadas nas demais paredes. A ação a considerar é a mesma que a determinada anteriormente.

Através da tabela indicada em PINHEIRO (1993), e com = 0,52, têm-se os seguintes valores para os momentos fletores:

m x =

m’ x =

m y =

2

2,526 . 18 69 252

,

,

100

2

6,044 . 18 69 252

,

,

100

2

0,948 . 18 69 252

,

,

100

2

m’ y = 3,596 . 18 69 252

,

,

100

= 3,00 kN.m/m

= 7,17 kN.m/m

= 1,13 kN.m/m

= 4,27 kN.m/m

9.2.5 Compatibilização dos momentos fletores

Na determinação dos momentos fletores através de tabelas, considera-se cada laje isoladamente. Portanto, é necessária a compatibilização dos momentos fletores nas regiões de engastamento.

Compatibilização dos momentos fletores entre paredes Na compatibilização dos momentos fletores entre paredes, através de um corte horizontal que as intercepta, representam-se os momentos fletores característicos a serem compatibilizados, os já calculados nos itens 9.2.3 e 9.2.4.

PAR. 01

PAR. 03 3,58 1,45 LAJE DE FUNDO 3,58 PAR. 04 4,27 1,13 4,27 PAR. 02
PAR. 03
3,58
1,45
LAJE DE FUNDO
3,58
PAR. 04
4,27
1,13
4,27
PAR. 02

FIGURA 9.2 - Corte horizontal - momentos fletores característicos, a serem compatibilizados

Da compatibilização, tem-se o momento fletor final, m k o maior dentre os valores:

3 58

,

2

4 27

,

= 3,93 kN.m/m ; 0,8 . 4,27 = 3,42 kN.m/m

Já, nas correções para os momentos fletores positivos, tem-se:

1,45 kN.m/m, é mantido à favor da segurança

1,13 + (4,27 - 3,93) = 1,47 kN.m/m

Agora, majorando os momentos fletores porg f = 1,4 , têm-se os diagramas finais de

momentos fletores, de cálculo. E através dos diagramas,

a l = 1,5d, é possível o detalhamento das barras que constituem as armaduras longitudinais.

que devem ser deslocados

de

Laje de fundo e as paredes 01 e 02

Mediante corte vertical, apresenta-se os esforços de momentos fletores que solicitam as paredes 01 e 02.

L. TAMPA

1,53 PAR. 03 LAJE FUNDO 3,08 107 84 PAR. 01 11,12 2,25 PAR. 02 11,12
1,53
PAR. 03
LAJE
FUNDO
3,08
107
84
PAR. 01
11,12
2,25
PAR. 02
11,12

FIGURA 9.3 - Corte vertical ( par. 01 e 02 ), momentos fletores característicos a serem compatibilizados

PAR. 04

Compatibilização dos momentos fletores

1112 ,

2

3 08

,

= 7,10 kN.m/m ; 11,12 . 0,8 = 8,90 kN.m/m

Correção para os momentos fletores positivos:

1,53 kN.m/m, mantido ; 2,25 + (11,12 - 8,90) = 4,47 kN.m/m

Laje de fundo e as paredes 03 e 04 Através do corte vertical pelas paredes 03 e 04, é possível representar seus respectivos momentos fletores.

107 84
107
84

L. TAMPA

3,00 PAREDE 01 L. FUNDO 7,17 PAR. 03 15,67 7,56 15,67
3,00
PAREDE 01
L. FUNDO
7,17
PAR. 03
15,67
7,56
15,67

FIGURA 9.4 - Corte vertical (par. 03 e 04), momentos fletores característicos, a serem compatibilizados.

Compatibilização dos momentos fletores:

15 67

,

717

,

2

= 11,42 kN.m/m ; 0,8 . 15.67 = 12,54 kN.m/m

Correção para momentos fletores positivos:

3,00 kN.m/m, mantido ; 7,56 + (15,67 - 12,54) = 10,69 kN.m/m

9.3 Cálculo das vigas-parede 9.3.1 Paredes 1 e 2 (16 x 274 cm)

Efeito de viga parede

h = 274cm > 0,5270

confirmado o cálculo de viga parede

Ações: peso próprio (0,16x2,74x25) reação de apoio (tampa) reação de apoio (fundo) 10,96 3,09 17,67

Ações:

peso próprio (0,16x2,74x25)

reação de apoio (tampa)

reação de apoio (fundo)

10,96

3,09

17,67

31,72 kN/m

Dimensionamento:

he = l = 271

A armadura principal é determinada a partir do momento fletor de cálculo “M d ”, dos braços de

alavanca “z” e da resistência de escoamento de cálculo do aço “f yd ”. Conforme a expressão:

(h>l)

A

s

M

d

z

f

y

Com

M

d

1,4

q

l

2

8

M

d

1,4

31,72 2,71

2

8

40,77kN .m

z

z

0,20

l

2

h

e

271 2 271162,6cm

0,20

Portanto

4077kN .cm

A

s

4077

162,6

50

1,15

0,58cm

2

Analogamente às vigas usuais,a armadura longitudinal de tração não deve ser inferior à:

0,15

100

0,15

100

 

b

w

h

A

s,min

A 16 274

s,min

6,58cm

2

6

12,5

Essa armadura será disposta em uma faixa igual à:

a

a

0,25 0,25 271 h

0,05 0,05 l 271

e

54,2cm

Armadura de alma:

: Armadura mínima:

a 0,10 b

 

s,v,min

a

s,h,min

w

a 0,10

s,v,min

a

s,h,min

16

Portanto adota-se o maior

1,6cm

2

/ m

1,60cm 2 /m

armadura de suspensão;

A

A

s ,susp

s ,susp

V

f ,y,d

f

yd

17,67 1,4

2

50

1,15

0,28cm

2

/ m

a

s ,v,min

9.3.2 Paredes 3 e 4 (16 x 274 cm)

Efeito de viga parede

h = 274cm > 0,5.480

confirmado o cálculo de viga parede

Ações:

0,5.480  confirmado o cálculo de viga parede Ações: peso próprio (0,16x2,74x25) reação de apoio (tampa)

peso próprio (0,16x2,74x25) reação de apoio (tampa) reação de apoio (fundo)

10,96

4,43

25,30

 

31,72 kN/m

Dimensionamento:

he = h = 274

Sendo

(h<l)

A

s

M

d

z

f

y

Tem-se

M

d

1,4

q

l

2

8

M

d

1,4

40,69

4.81

2

8

164,75kN .m

z

z

0,20

l

2

h

e

481 2 274205,8cm

0,20

Portanto

A

s

16475

205,8

50

1,15

1,84cm

2

16475kN .cm

Calcula-se a área de aço mínima:

A

A

s,min

s,min

0,15

100

0,15

100

b

w

h

16 274

6,58cm

2

6

12,5

Essa armadura será disposta em uma faixa igual à:

a

a

0,25 0,25 274 h

e

0,05 0,05 l 481

Armadura de alma:

: Armadura mínima:

44,5cm

armadura de suspensão;

a 0,10 b

s,v,min

a

s,h,min

w

a 0,10

s,v,min

a

s,h,min

16

1,6cm

2

/ m

 

A

s

,susp

V

f ,y,d

f

yd

 
 

A

 

25,30 1,4

0,41cm

2

/ m

 

s

,susp

2

50

 

a

s ,v,min

 
 

1,15

 

Portanto adota-se o maior

 

1,60cm 2 /m

 

9.4 Dimensionamento das armaduras:

C 20

;

CA 50

 

Estrut.

M

d -Dir. 1

Espes.

d

   

k

c

k

s

 

a

s,cal

   

a

s,cal

a

s,vig.-par.

 

a

s,tot.

OBS.

(kN.m/m)

(cm)

 

(cm)

   

(cm

2 /m)

(x 1,20)

(cm

2 /m)

(cm

2 /m)

Tampa

+4,28 - X +1,68 - Y

12,00

 

9,20

 

19,80

0024

   

1,12

   

1,34

 

_

 

1,80

a s,min

12,00

9,20

50,40

0,023

0,42

0,50

_

1,80

a s,min

Fundo

+14,9 - X +6,26 - Y

12,00

 

9,00

 

5,40

0,025

   

4,16

   

4,99

 

_

 

4,99

_

12,00

9,00

12,90

0,024

1,67

2,00

_

2,00

_

Fund/Par

-12,46 - F

12,00

 

8,50

 

5,80

0,025

   

3,66

   

4,39

 

_

 

4,39

_

01

e 02

-12,46 - P

16,00

13,00

13,60

0,024

2,30

 

_

1,60

 

3,90

_

Fund/Par

-17,56 - F

12,00

 

8,50

 

4,10

0,026

   

5,37

   

6,84

 

_

 

6,84

_

03

e 04

-17,56 - P

16,00

13,00

9,60

0,024

3,21

 

_ 1,60

 

4,84

_

Paredes

+2,14 - X

16,00

 

13,00

 

79,00

0,023

   

0,38

   

_ 1,60

   

2,40

a s,min

01

e 02

+2,03 - Y

16,00

13,00

83,30

0,023

0,36

 

0,43

 

1,60

2,40

a s,min

Paredes

+4,20 - X

16,00

 

13,00

 

40,20

0,023

   

0,74

   

_

1,60

   

2,40

a s,min

03

e 04

+2,06 - Y

16,00

13,00

82,00

0,023

0,36

 

0,43

 

1,60

2,40

a s,min

Par.01/

-5,50 - P

16,00

 

13,00

 

30,70

0,023

   

0,97

   

1,16

 

1,60

   

2,76

_

Par.02

         

Par.03/

-5,50 - P

16,0

 

13,00

 

30,70

0,023

   

0,97

   

1,16

 

160

   

2,76

_

Par.04

         

M d -Dir.indica o valor do momento e a direção em que ele atua (X, Y, Parede ou Fundo)

 

Com:

k

c

b

w

d

2

m

d

a

s

k

a

s,min

s

m d

d

0,15

100

b

w

h

espaçamento máximo = 2h 20cm

9.5 Detalhamento das armaduras

 b w  h espaçamento máximo = 2h  20cm 9.5 Detalhamento das armaduras FIGURA

FIGURA 9.5 - Planta - laje do fundo

FIGURA 9.6 - Planta - laje da tampa 30

FIGURA 9.6 - Planta - laje da tampa

FIGURA 9.7 - Planta - Armadura de flexão das paredes 31

FIGURA 9.7 - Planta - Armadura de flexão das paredes

FIGURA 9.8 - Planta - armadura principal das paredes (vigas-parede) 32

FIGURA 9.8 - Planta - armadura principal das paredes (vigas-parede)

FIGURA 9.9 - Corte - paredes 01 e 02 FIGURA 9.10 - Corte - paredes

FIGURA 9.9 - Corte - paredes 01 e 02

FIGURA 9.9 - Corte - paredes 01 e 02 FIGURA 9.10 - Corte - paredes 03

FIGURA 9.10 - Corte - paredes 03 e 04

10 CONCLUSÕES Procurou-se neste trabalho, abordar aspectos de caráter prático para o dimensionamento e execução de um reservatório paralelepipédico de dimensões usuais para edifícios residenciais. Quanto à determinação dos esforços, percebe-se quecom a utilização de tabelas é possível obter resultados de uma maneira bastante prática e precisa, apenas conhecendo as dimensões da placa, seu carregamento e condições de vinculação. Para as paredes do reservatório, dependendo da relação entre lados, o dimensionamento como viga-parede é indispensável. Atenção especial deve ser dada ao detalhamento da armadura dos nós, de modo que este represente realmente o detalhe de vinculação considerado. No que se refere à execução, é preciso tomar alguns cuidados com relação ao cobrimento da armadura; resistência característica a compressão do concreto (fck); execução da concretagem, etc., tentando diminuir o máximo possivel os efeitos deletérios das ações indiretas.

BIBLIOGRAFIA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1978). NB 1-Projeto e execução de obras de concreto armado. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1994). Texto base para revisão da NB 1/78. CAMPOS FILHO, A.; GOBETTI, L.C.W.; BONILHA,N. (1985). Reservatórios paralelepipédicos. Porto Alegre, UFRGS. (Caderno técnico). COSTA, F.O. (1998). Projetos estruturais de reservatórios paralelepipédicos de concreto armado moldados in loco. São Carlos. 162p. Dissertação (Mestrado). Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. FUSCO, P.B.(1995). Técnica de armar as estruturas de concreto. São Paulo, Editora Pini. GIONGO, J.S. (1999). Projeto de um reservatório paralelepipédico de uma única célula:

notas de aula. São cCarlos, Escola de Enganharia de São Carlos, Universidade de São Paulo.

GUIMARÃES, A.E.P. (1995). Indicações para projeto e execução de reservatórios cilíndricos em concreto armado. São Carlos. 153p. Dissertação (Mestrado). Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. KIRBY, R.S. et al. (1956). Engineering in history. New York. McGraw-Hill. LEONHARDT, F.; MÖNNIG, E. (1978). Construções de concreto. Rio de Janeiro, Interciência. PINHEIRO, L.M. (1993). Concreto armado: tabelas e ábacos. São Carlos, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. PINHEIRO, L.M. (1999). Reservatórios paralelepipédicos: notas de aula. São Carlos, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. ROCHA, A.M. (1969). Curso prático de concreto armado. Rio de Janeiro, Editora Científica.

3v.

TELES, P.C.S. (1984). História da engenharia no Brasil (século XVI a XIX). São Paulo, Livros Técnicos e Científicos. 2v. VASCONCELOS, Z.L. (1998). Critérios para projetos de reservatórios paralelepipédicos elevados de concreto armado. São Carlos. 136p. Dissertação (Mestrado). Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo.