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Licitação Aula 01 Data: 25/10/2016

1.0 Introdução

O enorme poder de compra do Governo só pode

ser exercido dentro de critérios claramente estipula-

dos. É necessária a compra de bens e serviços de forma padronizada, organizada e com ampla transparência, de modo não haver favorecimento de pessoas ou empresas, garantindo o bom uso do dinheiro público. Por isso é interessante definir previamente as re- gras do jogo e proporcionar uma disputa honesta e econômica para o Poder Público.

2.0 Licitação

É o procedimento necessário para que a adminis-

tração pública adquira bens e serviços e vendas de bens que não lhe servem mais, com o objetivo de obter a proposta mais vantajosa.

A licitação é a regra padrão para qualquer aquisi-

ção ou venda por parte do Poder Público. Segundo a Constituição, obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes.

Em suma toda compra pública, qualquer que seja seu porte e valor, precisa ser objeto de licitação (Me- renda escolar, empresa de limpeza etc).

A lei de Licitação (8.666/93) define taxativamente

as situações que não exigem licitações para compras, e são poucas:

1. Fundadas em motivos de emergência;

2. Quando a compra envolve contratos de valo-

res muito baixos. (caso em que o custo do processo licitatório seria maior que própria compra)

2.1 Órgãos que são obrigados a licitar

A lei obriga os órgãos públicos, tanto da Adminis-

tração direta quando indireta, a promoverem licita- ções para compra de bens e serviços. Em outras palavras, toda entidade que possua re- cursos públicos está vinculada ao processo licitatório para contratar com o setor privado. Alguns Exemplos:

Entidade

Exemplo

Autarquia

Infraero, CREA

Empresa Pública

Correios

Sociedade Mista

Petrobras

Outros

Forças Armadas

Autarquia: Entidade autônoma destinada a realizar de forma descentralizada atividades típicas da adminis- tração pública. Empresa Pública: Empresa cujo capital pertence integralmente ao Governo. Sociedade de economia mista: Empresa com capital majoritariamente pertencente ao Governo, tendo como objetivo a prestação de serviço público ou exploração de atividades econômicas. Empresas privadas não são obrigadas a contratar por meio de licitação. Elas podem negocias diretamente com quem bem entenderem, assim como podem se valer de processo licitatório particular, ditado por sua iniciativa.

3.0 Lei de licitações

Em 1993, foi aprovada a Lei de Licitação, Lei nº 8.666/93. O instrumento jurídico que dita as regras

gerais que devem ser cumpridas pelos órgãos públicos ao contratarem bens e serviços.

A lei disciplina todas as etapas do processo licitató-

rio, estabelecendo às modalidades e tipos de licitação, regulando a abertura do processo administrativo, o lançamento do edital, a habilitação, o julgamento, a classificação das propostas, a adjudicação e a homolo- gação da licitação, assim como as hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação.

4.0 Modalidades de Licitação

A lei 8.666/93 estabelece algumas modalidades de

licitação. Cada modalidade tem uma forma distinta de

procedimento administrativo. O que define a modali- dade a ser utilizada é o tipo de bem a ser licitado e o valor total da aquisição pretendida pela Poder Público.

O limite depende de ser a contratação de obras e

serviços de engenharia ou compras e outros serviços:

Modalidade

Obras e Serviços de Engenharia

Compras

e

Ou-

tros Serviços

Concorrência

> 1.500.000,00

> 650.000,00

 

Pública

 

Tomada de Pre- ço

Até

Até 650.000,00

1.500.000,00

Convite

Até 150.000,00

Até 80.000,00

Concurso

Não há limite

Não há limite

 

Pregão

Não há limite

Não há limite

 

Leilão

Não há limite

Não há limite

 

Dispensa

de

< 15.000,00 e < 30.000,00 para sociedade mista e empresa pública

< 8.000,00 e

 

licitação

< 16.000,00 para

sociedade mista

e

empresa

pú-

blica.