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A Participação da Criança na Boa – Governação (Experiencia do Programa

de Desenvolvimento Municipal PDM/ Chicala Choloanga)

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“Este trabalho apresenta algumas reflexões e resultados da participação da
criança na boa governação no município de Chicala Choloanga através do
Programa de Desenvolvimento Municipal – MDP um projecto implementado
pela Save the Children em consorcio com a Care internacional e financiado
pela USAID e Chevron em Angola. Este projecto busca criar uma plataforma
de diálogo entre as autoridades locais e a população, estabelecendo
sinergias locais capazes de promover o debate aberto, participativo e
inclusivo para o desenvolvimento socioeconómico do seu município”.
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Por: Jorge Trula

Introdução:
Através do programa de Desenvolvimento Municipal – PDM
implementado pela Save the Children no município de Chicala
Choloanga, província do Huambo, cujo propósito e promover o
desenvolvimento local através da criação de espaços de diálogos
entre as autoridades e a população, criando uma cultura de dialogo
aberto, transparente, democrático e inclusivo para que os
intervenientes locais pudessem decidir juntos o desenvolvimento do
seu município. Esta projecto é tão inovador e com uma carga futurista
sem precedentes, buscando uma indissociabilidade entre as varias
áreas temáticas que a Save the Crildren tem trabalhado, de modo
que garantir a participação da criança na boa governação passou as
ser uma intervenção não apenas útil mas necessária para garantir a
sustentabilidade e autoprotecção das próprias crianças desta
localidade.
Inicialmente procuramos investigar, varias possibilidades de
participação da criança nos processos de boa Governação, a partir da
análise das varias formas de participação realizadas no município e
sua articulação com o Programa de Desenvolvimento Municipal,
visando tornar os fóruns comunais/Municipais, nos Conselho de
Auscultação e Concertação Social – CACSs, e outros fóruns temáticos
existentes a nível no município espaços privilegiados para auscultar,
analisar, avaliar e criar acções efectivas que respondam as reais
necessidades das crianças no município”.
Na realidade, esta abordagem começou a ser testada no PDM no ano
de 2008 com a participação de certos membros dos clubes juvenis do
município de Chicala Choloanga criados pela Save the Children vários
anos antes (a Save the children desenvolve acções no município de
Chicala Choloanga desde os anos 90). Estes integrantes (dos grupos
juvenis) já possuíam fortes noções sobre a participação nas suas mas
diversas esferas, o desafio era interligar esta participação a um
programa multissectorial e conseguir dos adultos o consentimento
que as crianças podiam e deviam fazer parte dos diferentes fóruns de
desenvolvimento realizados no município.

Metodologia:
A metodologia adoptada para a orientação desta iniciativa foi é a
representatividade participativa, num formato igual ao usado pelas
Organizações de Desenvolvimento de Áreas - ODAs nos fóruns ao
mais diferentes níveis, que possibilita aos jovens de cada Ombala,
aldeia, ou bairro, ou município eleja os seus representantes,
garantindo assim que a participação da criança possa se realizar. Em
teoria podemos afirmar que esta iniciativa faz parte da visão da Save
the Children em Angola que se inspira num mundo em que não hajam
barreiras para garantir a sobrevivência, o desenvolvimento a
protecção da criança. Dentre os resultados obtidos, enfatiza-se que,
entre conformismos e resistências, até o momento, podemos
destacar que a participação das crianças nos fóruns de
desenvolvimentos é um facto, possibilitando a cada criança contribuir
e acompanhar o desenvolvimento de sua localidade.

Entre o desejo e a realidade:


Embora a iniciativa já produza os seus frutos, o desejo ainda encontra
muitos constrangimentos que fazem desta iniciativa uma escola de
aprendizagem e mutação constante. Entre os mais variados
obstáculos destacamos a resistência de certos adultos na assumpção
que esta abordagem e necessária e benéfica ao desenvolvimento do
município e de suas crianças, finalmente e o mais grave no nosso ver
é o baixo nível de escolaridade das crianças nesta localidade que
carecem de uma “ respiração boa-a-boca” da Save the Children quase
que permanente, esta situação acaba de torna-la presas fácies
perante adultos insensíveis e pouco aberto a temática de criança,
especialmente nas localidades em que a save the Children não esta
fisicamente.

Por outro lado ainda estamos a buscar a melhor maneira de interligar


a participação da criança nas reuniões do CACSs, mas os
condicionalismos legais deste órgão remete esta decisão ao bom
senso do administrador municipal que pode ou não convidar as
crianças a participarem destas reuniões.

Contudo os resultados obtidos ate ao momento deixa claro que a


participação da criança é muito volátil aos hábitos culturais, ao nível
académico das mesmas, e a falta de parceria públicas e privadas de
instituições que aceitem abraçar esta abordagem e predisponha-se a
mudar o quadro. Por outro lado achamos que os educadores e
agentes sociais estão desprovidos de informação referente a
participação da criança na escola, família e na comunidade de modo
a dar assas a imaginação e ao desenvolvimento da própria criança
para que esta saiba de seus deveres e seus direitos e possa cobrar
dos adultos de casa, dos professores, dos governantes e do poder
publico em geral acções que garantam o seu real desenvolvimento.
Este no momento parece ser o desafio maior.

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