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BIBLIOTECA PARA O CURSO DE DIREITO EMPRESARIAL Selecionamos para você uma série de artigos, livros

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Selecionamos para você uma série de artigos, livros e endereços na Internet

onde poderão ser realizadas consultas e encontradas as referências necessárias

para a realização de seus trabalhos científicos, bem como, uma lista de sugestões

de temas para futuras pesquisas na área.

Primeiramente, relacionamos sites de primeira ordem, como:

www.scielo.br

www.anped.org.br

www.dominiopublico.gov.br

SUGESTÕES DE TEMAS

1. CONSIDERAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA AO DIREITO EMPRESARIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO.

2. DIREITO DAS EMPRESAS NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO.

3. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES DO DIREITO DAS EMPRESAS.

4. DIREITO DA EMPRESA E DO EMPRESÁRIO.

5. REGISTRO DA SOCIEDADE EMPRESARIAL.

6. SOCIEDADE COMERCIAL ENTRE CÔNJUGES.

7. SOCIEDADE COMERCIAL.

8. SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA E SOCIEDADE EM COMUM.

9. ESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS.

10. SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO.

11. SOCIEDADE SIMPLES.

12. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS.

SOCIEDADE SIMPLES. 12. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro –

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13.

ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE

14. OS COSTUMES E A POSITIVAÇÃO DO DIREITO

15. FORMAÇÃO CULTURAL DO DIREITO BRASILEIRO

16. RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO E A EXCLUSÃO DE SÓCIO.

22. DA EXCLUSÃO DO SÓCIO NA SOCIEDADE COMERCIAL.

23. DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE COMERCIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO.

24. SOCIEDADE EM NOME COLETIVO.

25. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES

26. SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES.

27. SOCIEDADE COOPERATIVA.

28. SOCIEDADES COLIGADAS.

29. SOCIEDADE LIMITADA.

30. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES.

31. REGÊNCIA SUPLETIVA DA SOCIEDADE LIMITADA

32. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS.

33. EXISTÊNCIA DO CONSELHO FISCAL.

34. POSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO SÓCIO.

CONSELHO FISCAL. 34. POSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO SÓCIO. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro –

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35.

RESOLUÇÃO PARCIAL DA SOCIEDADE.

36. CESSÃO DE QUOTAS SOCIAIS.

37. A SOCIEDADE LIMITADA

38. A SOCIEDADE ANÔNIMA

39. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O AVIAMENTO DA SOCIEDADE EMPRESARIAL

40. A SOCIEDADE CIVIL ENTRE CÔNJUGES E O NOVO CÓDIGO CIVIL

41. AS ASSOCIAÇÕES EM FACE DO NOVO CÓDIGO CIVIL

42. DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

43. A DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA COMO INSTRUMENTO DE COMBATE À FRAUDE E AO ABUSO DE DIREITO

44. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A PARTE GERAL DO NOVO CÓDIGO CIVIL FACE AO DIREITO SOCIETÁRIO BRASILEIRO

45. A INSERÇÃO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS NO DIREITO BRASILEIRO ASPECTOS ATUAIS E PERSPECTIVAS

46. FEDERALISMO E O PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE

47. RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA

48. O INSTITUTO DA CONCILIAÇÃO NO DIREITO PROCESSUAL BRASILEIRO

49. UMA VISÃO GERAL DO DANO MORAL

50. OS DIREITOS DE PERSONALIDADE DO EMPREGADO EM FACE DO PODER DIRETIVO DO EMPREGADOR

51. A SUCESSÃO TRABALHISTA: VISÃO CLÁSSICA E A NOVA VERTENTE INTERPRETATIVA

52. REFORMA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA

53. RESPONSABILIDADE PENAL DA PESSOA JURÍDICA NOS CRIMES AMBIENTAIS

54. DISPENSA DE LICITAÇÃO

55. O CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO

56. CRIMES ELETRÔNICOS

57. LICITAÇÕES

LAVAGEM DE DINHEIRO 56. CRIMES ELETRÔNICOS 57. LICITAÇÕES Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro –

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58.

SUCESSÃO DO CÔNJUGE E SEUS REGIMES

59. AS PRINCIPAIS CONTROVÉRSIAS DOUTRINÁRIAS E JURISPRUDENCIAIS ACERCA DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA NO DIREITO CONSUMERISTA

60. REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

61. A INEXISTÊNCIA DO TRÂNSITO EM JULGADO NAS AÇÕES DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE SEM EXAME DE DNA

62. FRANQUIA EMPRESARIAL: RESPONSABILIDADE CIVIL DO FRANQUEADOR NA EXTINÇÃO DO CONTRATO

63. DAS NOVAS RELAÇÕES DE TRABALHO: DA JORNADA DE TRABALHO

64. OS DIREITOS HUMANOS E A DISCRIMINAÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO

65. A ULTRATIVIDADE DAS NORMAS COLETIVAS DE TRABALHO - LIMITES E POSSIBILIDADES

66. AMPLA DEFESA NO PROCESSO DA ADMINISTRAÇÃO FISCAL

67. DECRETO-LEI Nº 7.661/45 (LEI DE FALÊNCIAS) E (LEI 11.101/05 - REGULA A RECUPERAÇÃO JUDICIAL, A EXTRAJUDICIAL E A FALÊNCIA DO EMPRESÁRIO E DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA)

68. IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO - SEGURANÇA JURÍDICA NO DESEMBARAÇO ADUANEIRO

69. RESPONSABILIDADE CIVIL DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS E DO TRANSPORTADOR CLANDESTINO

70. ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

71. CRIMES NA INTERNET

72. A FIXAÇÃO DE MULTAS EM LIMINARES

73. PUBLICIDADE ENGANOSA E ABUSIVA NAS RELAÇÕES VIRTUAIS

74. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO INSTITUÍDO PELA LEI Nº 11.358 DE 19 DE OUTUBRO DE 2006

75. O CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO

76. O ICMS NA IMPORTAÇÃO

77. BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE A LUZ DA INCONSTITUCIONALIDADE DA VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO

78. A INCAPACIDADE LABORAL NO DIREITO PREVIDENCIÁRIO

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79.

CURATELA DE BENS PESSOAIS NO ÂMBITO JURÍDICO E SOCIAL, EM FASE DA LEGISLAÇÃO VIGENTE EM NOSSO PAÍS

80. AÇÃO CIVIL PÚBLICA E O DIREITO DO CONSUMIDOR

81. PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP)

82. O CONFLITO APARENTE ENTRE EFICÁCIA E CELERIDADE NO QUE SE REFERE ÀS CITAÇÕES E INTIMAÇÕES NO PROCESSO DO TRABALHO

83. O ICMS NA IMPORTAÇÃO

84. PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO NOS OGM

85. PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO COMO INSTRUMENTO DE CERTIFICAÇÃO DA RESPONSABILIDADE DO SÓCIO POR DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS À LUZ DO ARTIGO 135 DO CTN

86. PREGÃO ELETRÔNICO - UM ESTUDO DE SEUS BENEFÍCIOS

87. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA E AS HIPÓTESES DE INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO DO ART. 202 DO CÓDIGO CIVIL

88. REVELIA NO PROCESSO DE TRABALHO

89. ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

90. TERCEIRO SETOR E DESENVOLVIMENTO URBANO

91. DANO MORAL E SUA APLICAÇÃO NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

92. A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A POLÊMICA DO DANO MORAL

93. A POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO UNILATERAL DOS CONTRATOS DE CONCESSÃO E A NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO

94. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

95. CONTROLE DO ATO ADMINISTRATIVO

96. FLEXIBILIZAÇÃO DAS NORMAS TRABALHISTAS

97. PROCESSO ELETRÔNICO - A INFORMATIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO E O DEVIDO PROCESSO LEGAL

98. A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO À JUSTIÇA DO TRABALHO

99. A INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 273 DO CP FACE À OFENSA AO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE

100. ASSÉDIO MORAL VIRTUAL NAS RELAÇÕES TRABALHISTAS

100. ASSÉDIO MORAL VIRTUAL NAS RELAÇÕES TRABALHISTAS Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel.

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101. ASSÉDIO SEXUAL NAS RELAÇÕES TRABALHISTAS

102. VÍCIO DE PRODUTO

103. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO COMO FORMA DE SE MANTER A BOA REGULARIDADE FISCAL DAS EMPRESAS

104. JUSNATURALISMO E ÉTICA

FISCAL DAS EMPRESAS 104. JUSNATURALISMO E ÉTICA Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel.

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ARTIGOS PARA LEITURA, ANÁLISE E UTILIZAÇÃO COMO FONTE OU REFERENCIA

Direito empresarial à luz do Código Civil brasileiro

INTRODUÇÃO. O Novo Código Civil Brasileiro, que entrou em vigor em janeiro de 2003, está trazendo profundas mudanças no Direito das Empresas e na regulamentação das sociedades em geral, inclusive seus tipos societários, dentre eles a Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada, Conta de Participação, Nome Coletivo, Comandita Simples, Sociedade Anônima, Comandita por Ações, Cooperativa e Dependente de Autorização. Devemos expor nas observações do Prof. Benjamim Garcia de Matos, do curso de Direito da UNIMEP, Piracicaba SP, que "a revogação da primeira parte do Código Comercial de 1º de junho de 1850, com a introdução do Direito de Empresa no novo Código Civil, é um avanço, que merece destaque especial, até porque torna o comerciante um empresário voltado para a atividade econômica, que é a nova leitura que se deve fazer nos tempos modernos ".

ANTEPROJETO DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. Em 1967, formou-se uma comissão, coordenada por Miguel Reale, que apresentou o anteprojeto de Código Civil em 1972, em que há proposta de novo regime das sociedades limitadas. Compunham a comissão os juristas: José Carlos Moreira Alves, encarregado da Parte Geral; Agostinho de Arruda Alvim, incumbido do Direito das Obrigações; Sylvio Marcondes, com o Livro do Direito de Empresa; Ebert Vianna Chamoun, incumbido do Direito das Coisas; Clóvis do Couto e Silva, cuidando do Direito de Família; e Torquato Castro, trabalhando o Direito das Sucessões. Segundo dados apresentados por Miguel Reale:

"O projeto de Código Civil foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 1984, após cuidadoso estudo e debate de 1063 emendas, o que não deve causar estranheza por tratar-se de uma lei com cerca de 2100 artigos. Além de haver muitas emendas repetidas, a maioria delas não foi aceita pelo plenário. [1] " Muita coisa mudou de lá para cá, conforme lembra Newton de Lucca: "É preciso reconhecer- se, em suma, que os desafios de nossa época assumem aspecto tão preocupante e assustador,

nossa época assumem aspecto tão preocupante e assustador, Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro –

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que não deixa de soar curiosa e pitoresca a negação de que os valores da Parte Geral do

Direito Civil estejam em evidente fase de transformação, quando já não migraram para outras

paragens do Direito de que a Constituição da República é o melhor paradigma. [2] "

Textos relacionados

E como bem delimitou o Relator Geral do Anteprojeto do Novo Código Civil Brasileiro onde

utilizando as explicações do Prof. Miguel Reale que foi " empregada a palavra "empresa" no

sentido de atividade desenvolvida pelos indivíduos ou pelas sociedades a fim de promover a

produção e a circulação das riquezas. É esse objetivo fundamental que rege os diversos tipos

de sociedades empresariais, não sendo demais realçar que, consoante terminologia adotada

pelo projeto, as sociedades são sempre de natureza empresarial, enquanto que as associações

são sempre de natureza civil. Parece uma distinção de somenos, mas de grande conseqüências

práticas, porquanto cada uma delas é governada por princípios distintos. Uma exigência

básica de trabalho norteia, portanto, toda a matéria de Direito de Empresa, adequando-o aos

imperativos da técnica contemporânea no campo econômico-financeiro, sendo estabelecidos

preceitos que atendem tanto à livre iniciativa como aos interesses do consumidor [3] "

Prossegue o referido catedrático, à guisa de enumerar as principais alterações advindas com o

novo livro, aduzindo que "foi dada uma nova estrutura muito mais ampla e diversificada à lei

da sociedade por cotas de responsabilidade limitada, sendo certo que a lei especial em vigor

está completamente ultrapassada, sendo a matéria regida mais segundo princípios de doutrina

e à luz de decisões jurisprudenciais. A propósito desse assunto, para mostrar o cuidado que

tivemos em atender à Constituição, lembro que a lei atual sobre sociedades por cotas de

responsabilidade limitada permite que se expulse um sócio que esteja causando danos à

empresa, bastando para tanto mera decisão majoritária. Fui dos primeiros juristas a exigir que

se respeitasse o princípio de justa causa, entendendo que a faculdade de expulsar o sócio

nocivo devia estar prevista no contrato, sem o que haveria mero predomínio da maioria.

Finalmente o jurista vem em afirmar: " Ora, a Constituição atual declara no artigo 5° que

ninguém pode ser privado de sua liberdade e de seus bens sem o devido processo legal e o

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devido contraditório. Em razão desses dois princípios constitucionais, mantivemos a possibilidade da eliminação do sócio prejudicial, que esteja causando dano à sociedade, locupletando-se às vezes com o patrimônio social, mas lhe asseguramos, por outro lado, o direito de defesa, de maneira que o contraditório se estabeleça no seio da sociedade e depois possa continuar por vias judiciais. Está-se vendo, portanto, a ligação íntima que se procurou estabelecer entre as estruturas constitucionais, de um lado, e aquilo que chamamos de legislação infraconstitucional, na qual o Código Civil se situa como ordenamento fundamental".

UNIFICAÇÃO DO DIREITO PRIVADO. Há muito os doutrinadores comercialistas vem discutindo sobre a unificação do direito privado. Quem primeiro iniciou essa discussão foi Cesare Vivante, professor renomado da Universidade de Roma, ainda no fim do século passado. Seu esforço pela unificação do direito civil e comercial resultou, em 1942 na promulgação do Código Civil italiano contendo a matéria comercial. Mas consta que Vivante, depois de se envolver com os estudos de direito comercial, voltou atrás em sua posição dizendo que a unificação acarreta um grave prejuízo para o direito comercial, e passou a justificar a autonomia em razão da diferença de métodos do direito civil e do direito comercial, sustentando que o direito comercial tem índole cosmopolita, decorrente da natureza do próprio comércio, regulando os negócios em massa, ao passo que o direito civil se ocupa de atos isolados dos particulares [4] . Destarte entretanto que Cesare Vivanti, jurista italiano, maior comercialista dos tempos modernos, era considerado o renovador do Direito Comercial italiano, antes da reforma legislativa de 1942. Era o mais respeitado defensor desta unificação até o momento que foi incumbido de elaborar o anteprojeto de reforma do Código Comercial italiano. Frente a frente, com os desafios da elaboração positiva do direito comercial, deu-se conta, Vivanti, de que cometera grave erro e com a humildade que só habita os espíritos mais altaneiros, retratou-se publicamente renegando a unificação e afirmando a partir daí, que a unificação acarretaria grave prejuízo para o Direito Comercial. O comercialista brasileiro, o inesquecível professor Rubens Requião [5] , sobre o assunto, assim se pronunciou: Justifica-se a autonomia pela diferença de método entre o direito civil e o direito comercial: neste prevalece o método indutivo, naquele o dedutivo. O direito comercial tem, de fato, uma índole cosmopolita que decorre do próprio comércio. A disciplina dos títulos de crédito, a circulação, o portador de boa fé, são institutos que dão uma feição diferente da que prevalece no direito civil.

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CONSIDERAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA AO DIREITO EMPRESARIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. Assim, o Novo Código Civil Brasileiro, dotado de técnica e regras indispensáveis, cria a possibilidade, não a obrigatoriedade, da constituição de uma Sociedade Limitada com regras, direitos e obrigações previamente delimitados, afastando as inseguranças jurídicas causadas pelas insuficientes disposições do Decreto n.º 3.708/19. Assim, com a presente obra jurídica vamos fazer uma análise minuciosa da nova temática :

Regulamentação Geral da Sociedade Limitada, Regência Supletiva da Sociedade Limitada, Responsabilidade Solidária dos Sócios, Existência do Conselho Fiscal, Possibilidade de Exclusão do Sócio, Resolução Parcial da Sociedade, Cessão de Quotas Sociais, Assembléia Geral de Sócios Cotistas e a Penhora de Bens dos Sócios, Modificação de Contrato, Incorporação, Fusão ou Dissolução da Sociedade Limitada e a Aplicação Supletiva das normas da Sociedade Simples/Sociedade Anônima vis a vis e participação de Acionista Estrangeiro. Assim o nosso trabalho jurídico tem por objeto o estudo de aspectos relevantes da sociedade limitada no Novo Código Civil Brasileiro, bem como proporcionar uma visão geral do tema envolvendo a sociedade limitada. Ao longo do desdobramento das questões que revestem o tema, será feita uma análise do atual regime das limitadas, em atenção às recentes posições doutrinárias e jurisprudenciais. Assim, a finalidade primordial da presente obra jurídica é orientar a elaboração e a alteração de contratos sociais das sociedades por quotas de responsabilidade limitada, sugerindo a sua pronta adequação às regras e aos princípios constantes no Novo Código Civil Brasileiro que são meros reflexos das tendências doutrinárias e jurisprudenciais manifestadas quando da apreciação do Decreto n.º 3.708/19.

DIREITO DAS EMPRESAS NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. O Novo Código Civil Brasileiro [6] (Lei 10.406/02) que entrou em vigor em janeiro de 2003 possui uma parte especial intitulada como Livro II Do Direito da Empresa. Devemos expor que o objetivo do legislador era a unificação dos temas do ramo do direito privado envolvendo o Código Comercial Brasileiro no campo da sociedade comercial e do direito empresarial e algumas leis comerciais especiais como o Decreto 3708/19, Decreto 916/1890, Decreto 486/69 para uma nova e moderna visão no Novo Código Civil Brasileiro [7] .

visão no Novo Código Civil Brasileiro [ 7 ] . Rua Dr. Moacir Birro, 663 –

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CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES DO DIREITO DAS EMPRESAS. Os artigos referentes ao livro II que tratam sobre o direito de empresa que disciplina sobre a vida do empresário e das empresas, com nova estrutura aos diversos tipos de sociedades empresariais contidas no novo Código Civil, possui como paradigma o Código Civil italiano. Traz profundas modificações no direito pátrio como por exemplo, o fim da bipartição das obrigações civis e comerciais. No livro I referente ao direito das obrigações se desdobra a disciplina do direito de empresa, regendo o primeiro os negócios jurídicos e no segundo a atividade enquanto estrutura para exercício habitual de negócios, representada pela empresa.

DIREITO DA EMPRESA E DO EMPRESÁRIO. O Livro II trata do Direito da Empresa, sendo que no Título I temos a figura do empresário (Arts. 966 á 980). No artigo 966 temos a definição jurídica do empresário, aquele que "exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços".

REGISTRO DA SOCIEDADE EMPRESARIAL. Destarte que no artigo 967 temos que " É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade." A sociedade empresarial somente adquire personalidade jurídica com a inscrição de seus atos constitutivos. Sem essa inscrição, ter-se-á sociedade irregular ou de fato. O registro está regulado nos artigos 1.150 e seguintes do novo Código Civil. Em síntese, "o empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária." [8]

SOCIEDADE COMERCIAL ENTRE CÔNJUGES. Devemos expor que o Novo Código Civil Brasileiro retrata no artigo 977 que " Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.". No artigo segunte temos que " O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real." Para tanto se faz necessário conforme determina o artigo 979 que " Além de no

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Registro Civil, serão arquivados e averbados, no Registro Público de Empresas Mercantis, os pactos e declarações antenupciais do empresário, o título de doação, herança, ou legado, de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade." E ainda temos no artigo 980 que " A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário e o ato de reconciliação não podem ser opostos a terceiros, antes de arquivados e averbados no Registro Público de Empresas Mercantis." Portanto, o Novo Código Civil Brasileiro permite a sociedade comercial entre marido e mulher, porém, condicionalmente; que desde não tenham casado no regime de comunhão universal de bens ou da separação de bens.

SOCIEDADE COMERCIAL.

O Título II trata da questão da sociedade (Arts. 981 á 985) onde " Celebram contrato de

sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados." [9] Com a unificação do Direito Comercial com o Direito Civil, no Novo Código Civil Brasileiro, desaparece a distinção entre sociedade civil e comercial. Neste desiderato, o Código contemplou a existência das sociedades "não personificadas", divididas entre "sociedades comuns" e "sociedades em conta de participação, e das "sociedades personificadas", divididas em "sociedades simples" e "sociedade empresarial".

SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA E SOCIEDADE EM COMUM. No subtítulo I temos a figura da sociedade não personificada como a sociedade em comum (Arts. 986 á 990) [10] . Alguns das restrições das sociedades não personificadas comuns já estavam contempladas em leis esparsa. Assim, vedava-se-lhes que interpusessem pedido de falência ou impetrassem concordata. Outrossim, sua escrituração não tinha força probante. E, com a edição do novo Código Civil, restou consolidada a responsabilidade ilimitada e solidárias dos sócios, perante a sociedade e terceiros, sequer lhes sendo de direito o uso do benefício de ordem. Neste desiderato o artigo 990, que prevê: "Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto

no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade."

RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS. Devemos destacar que no artigo 988 temos que " os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum.". No que tange aos " bens

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sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer dos sócios, salvo pacto expresso limitativo de poderes, que somente terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer." E finalmente no artigo 90 temos que " Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, aquele que contratou pela sociedade".

SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO. No subtítulo I temos a figura da sociedade em conta de participação (Arts. 991 á 996) [11] . A sociedade em conta de participação é considerada uma verdadeira sociedade "anônima". Temos o Sócio oculto que não aparece, nem pode aparecer como sócio, de forma alguma, em qualquer sociedade. Trata-se de uma sociedade sui generis. Diversas peculiaridades distinguem-na das demais. Apresenta duas categorias de sócios: ocultos, que não aparecem nem tratam com terceiros, e ostensivos, girando os negócios sob a firma individual destes últimos, únicos responsáveis perante terceiros. Não possui personalidade jurídica, patrimônio próprio nem firma ou razão social, pois todos os negócios, como visto, são efetuados em nome do sócio ostensivo. A sociedade em conta de participação, dado seu caráter especial, de existir apenas entre sócios, não está sujeita, para constituição às formalidades exigidas para as demais sociedades comerciais, ou seja, a ter um contrato escrito, quer por instrumento público ou particular, e arquivado no Registro de Comércio. Pode ela, na verdade, constituir-se mediante contrato, mas esse não deverá ser arquivado no Registro de Comércio, sob pena de deixar de ser a sociedade uma participação, já que com o arquivamento do seu ato constitutivo adquire ela personalidade jurídica.

SOCIEDADE SIMPLES. No subtítulo II temos a sociedade simples (Arts. 997 á 1000) devendo "constituir-se mediante contrato escrito, particular ou público, que, além de cláusulas estipuladas pelas partes" [12] . O Código Comercial francês define a sociedade, com rigor e método, como um acordo de

vontades, isto é, como un "contrat" par lequel "deux" ou plusieurs personnes

Consagrou-se,

pois, com o alto prestígio do Código Napoleão e o apoio logístico deste, que a sociedade supõe um mínimo de duas partes, porque nasce de um contrato, que, por sua vez, supõe uma

pluralidade de partes.

que, por sua vez, supõe uma pluralidade de partes. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro

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DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS. Na Segunda seção temos os Direitos e Obrigações dos Sócios (Arts. 1001 á 1009). Devemos expor que em conformidade com o artigo 1001, " As obrigações dos sócios começam imediatamente com o contrato, se este não fixar outra data, e terminam quando, liquidada a sociedade, se extinguirem as responsabilidades sociais." Por outro lado temos no artigo 1.003, " A cessão total ou parcial de quota, sem a correspondente modificação do contrato social com o consentimento dos demais sócios, não terá eficácia quanto a estes e à sociedade." Novamente devemos em expor que a lei anterior era omissa sobre o assunto, deixando sua disciplina ao contrato social, que tanto poderia permitir livremente a cessão, vedá-la ou ainda estabelecer um direito de preferência em favor dos demais sócios. No silêncio do contrato, duas posições antagônicas eram defendidas:

possibilidade de livre cessão das quotas, a outros sócios ou a terceiros; impossibilidade de cessão a terceiros, dado o caráter personalíssimo da sociedade. Agora, não havendo disposição diversa no contrato, um sócio poderá ceder sua quota a outro, independentemente de audiência dos demais; se a cessão for a terceiros, será possível, após consulta aos demais sócios, apenas se não houver oposição de titulares de mais de 25% (vinte e cinco por cento) do capital social.

ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE. Na Terceira Seção temos a Administração da Sociedade (Arts. 1010 á 1021). Um grande passo do legislador na elaboração do Novo Código Civil Brasileiro foi a criação do administrador da sociedade comercial. A esse respeito, a Lei n.º 6.404/76 reserva os cargos de administradores das sociedades para pessoas físicas, excluindo as pessoas morais. Devemos expor que "Não podem ser administradores, além das pessoas impedidas por lei especial, os condenados a pena que vede, ainda que temporariamente, o acesso a cargos públicos; ou por crime falimentar, de prevaricação, peita ou suborno, concussão, peculato; ou contra a economia popular, contra o sistema financeiro nacional, contra as normas de defesa da concorrência, contra as relações de consumo, a fé pública ou a propriedade, enquanto perdurarem os efeitos da condenação." Com respeito à responsabilidade da sociedade pelos atos dos administradores, o Código é inovador, pois conforme o artigo 1016 "Os administradores respondem solidariamente perante a sociedade e os terceiros prejudicados, por culpa no desempenho de suas funções".

por culpa no desempenho de suas funções". Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel.

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As atribuições dos administradores, desde que constem de contrato devidamente arquivado, são oponíveis contra todos, o que reduz sensivelmente o campo de incidência da teoria da aparência. Os administradores só podem atuar nos limites de seus poderes contratuais e nada além. A atuação fora de seus limites gera sua responsabilização pessoal. Mais recentemente, o Prof. Rubens Requião, ao analisar o problema do abuso e do uso indevido da razão social pelo administrador na sociedade por cotas, observou: "Pode ele, todavia, usar da razão social, dentro dos objetivos da sociedade, mas para fins pessoais, o que caracteriza seu uso indevido. Tanto no caso de abuso como no de uso indevido da firma social, cabe ação de perdas de danos contra ele, promovida pela sociedade ou pelos sócios individualmente, sem prejuízo da responsabilidade criminal". RELAÇÕES COM TERCEIROS. Na Quarta Seção temos a questão das Relações com Terceiros (Arts. 1022 á 1027). No art. 1.023 disciplina a responsabilidade da sociedade e dos sócios perante terceiros, respondendo os sócios, pelo saldo das dívidas da empresa, na proporção de suas participações, salvo cláusula de responsabilidade solidária. No artigo 1024 temos que " os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais. Necessidade não havia de disposição expressa, arredando a constrição sobre bens da sociedade e bens particulares dos sócios por dívidas particulares. Garantia das dívidas da

sociedade, as quotas não podem responder por dívidas dos sócios; se o pudesse, aberta estaria a burla, em detrimento de terceiros de boa fé. Incisiva, a propósito, o excelente magistério de

o que se precisa ter em mente, na hipótese em exposição, é a certeza de

que os fundos sociais não pertencem ao quotista, mas à sociedade. Sustentar-se o contrário é

Rubens Requião: "

pôr-se abaixo toda a teoria da personificação jurídica e negar-se a autonomia do seu patrimônio em relação aos seus componentes"; e noutro lance: "Entre o sócio e a sociedade ergue-se a personalidade jurídica desta, com a sua conseqüente autonomia patrimonial. Por isso, pertencendo o patrimônio à sociedade, não pode o credor particular do sócio penhorá-lo para o pagamento de seu crédito".

RESOLUÇÃO DA SOCIEDADE EM RELAÇÃO A UM SÓCIO E A EXCLUSÃO DE SÓCIO. Na Quinta Seção temos a questão da Resolução da Sociedade em Relação a um Sócio (Arts. 1028 á 1032). Devemos expor que o artigo 1028 retrata que no caso de morte de sócio,

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liquidar-se-á sua quota. Sob o tema, comenta Fran Martins [13] : "No nosso ponto de vista, havendo ou não cláusula contratual, reduzindo-se o número de sócios a apenas um, poderá o mínimo de dois ser reconstituído no prazo de um ano, a contar da data em que foi constatada a existência do único sócio, aplicando-se ao caso, por força do art. 18 do Decreto nº 3708/19, a regra de letra d do art. 206 da Lei das sociedades anônimas, que permite tal procedimento a essas sociedades quando se constata que há apenas um acionista. A Lei das sociedades anônimas, acompanhando o desenvolvimento das empresas e reconhecendo o alto valor dessas nas atividades das sociedades, sempre facultou a continuação das atividades da companhia quando o número de sócios se tornava inferior ao mínimo estabelecido na lei. E a lei atual, permitindo que a anônima se forme e funcione regularmente com apenas dois sócios (artigo 80, I), expressamente dispôs que, reduzida a sociedade a um único acionista, o mínimo do dois seja reconstituído no prazo de um ano, sob pena de ser a companhia dissolvida. O mesmo deve acontecer com as sociedades que se formam de acordo com o art. 302 do Código Comercial entre as quais a sociedade por quotas." Textos relacionados

As propostas para regulamentação do uso da Internet no Brasil e os direitos autorais Nesse sentido, confira-se o Acórdão proferido pelo Egrégio Supremo Tribunal Federal, quando do RE nº 104.596-PA, relator o eminente Ministro Cordeiro Guerra, resumindo em sua ementa: "Sociedade limitada constituída de dois sócios. Deferimento de dissolução parcial com a apuração exata dos haveres do sócio falecido, sem prejuízo da continuidade da empresa pelo sócio sobrevivente. Recurso Extraordinário conhecido e parcialmente provido."

DA EXCLUSÃO DO SÓCIO NA SOCIEDADE COMERCIAL. Ao tratar da exclusão de sócio, o novo Código Civil menciona no art. 1.030 que pode o sócio ser excluído judicialmente, mediante iniciativa da maioria dos demais sócios, por falta grave no cumprimento de suas obrigações, ou, ainda, por incapacidade superveniente. E Será de pleno direito excluído da sociedade o sócio declarado falido, ou aquele cuja quota tenha sido liquidada

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DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE COMERCIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. Na Seção VI temos a forma de dissolução da sociedade comercial ( Arts. 1033 á 1038): A

dissolução societária total foi tratada nos artigos 1.033 e seguintes do novo Código Civil, sem maiores inovações, sendo oportuno lembrar que neste caso será nomeado um liquidante, com os poderes previstos nos artigos 1.102 e seguintes. A dissolução tanto poderá ser amigável como judicial. Quando amigável opera-se através de um distrato, que não é senão um instrumento firmado pelos sócios, disciplinando o encerramento da sociedade. Quando judicial dependerá de sentença, a ser proferida em função do requerimento do interessado e após comprovação do motivo alegado. Portanto, da mesma forma que a sociedade se constitui

e funciona, também pode extinguir-se. Contudo, para que isso ocorra, não basta, em geral, um

processo tão simples como a constituição da sociedade, ou seja, a elaboração do contrato ou da escritura, ou a assembléia geral de constituição, será necessário uma série de providências para a apuração dos haveres da sociedade, o pagamento dos credores e a distribuição do saldo. Entretanto o artigo 1033 do Novo Código Civil Brasileiro retrata as seguintes formas de dissolução de sociedade: I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se prorrogará por tempo indeterminado; II - o consenso unânime dos sócios; III - a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo indeterminado; IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias; V - a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar.

SOCIEDADE EM NOME COLETIVO. Devemos expor ainda a existência do Capítulo II sobre a constituição da sociedade em nome coletivo (Arts. 1039 á 1044) onde "somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações

sociais" [14] . Sociedade comercial constituída de uma só categoria de sócios - solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações sociais - sob firma ou razão social [15] . Tal como

a sociedade em comandita simples, a sociedade em nome coletivo surgiu na Itália, na Idade Média. Originariamente denominada sociedade geral, foi, depois, chamada sociedade em nome coletivo pelo Código Comercial francês, de 1807. A sociedade em nome coletivo que também se denominava, e no direito francês continua a denominar-se, sociedade geral ou

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sociedade livre, tem suas origens no comercio medieval italiano. As famílias residentes nas grandes cidades, consagrando ao comercio o seu patrimônio hereditário ainda indiviso, os irmãos continuando o tráfico paterno sob o mesmo teto, constituiriam o marco inicial dessa sociedade, cujo primeiro sinal externo se encontra precisamente nesta comunhão doméstica.

SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES O Capítulo III vem em tratar da sociedade em comandita simples (Arts. 1045 á 1051) onde "tomam parte sócios de duas categorias: os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota." [16] Modernamente, a sociedade em comandita simples é formada por duas espécies de sócios:

comanditados, com responsabilidade solidária e ilimitada, e comanditários, com responsabilidade limitada. A firma ou razão social deve cumprir os requisitos sobre registro de firmas ou razões comerciais, quais sejam: nome ou firma de um ou mais sócios pessoal e solidariamente responsáveis com o aditamento por extenso ou abreviado - e companhia, sem que se inclua o nome completo ou abreviado de qualquer comanditário, podendo a que tiver o capital dividido em ações qualificar-se por denominação especial ou pela designação de seu objeto seguida das palavras - Sociedade em comandita por ações, e da firma. Raramente constitui-se uma sociedade em comandita simples. Trata-se de uma forma jurídica que permite a prestação de capitais por um ou alguns, sem qualquer outra responsabilidade ou participação na administração do negócio, pois para outros estará reservada esta situação. É constituída por sócios que possuem responsabilidade subsidiária, ilimitada e solidária, que são os chamados sócios comanditados, a estes é dada a capacidade de gerenciar e dão nome a Empresa; e sócios que têm responsabilidade limitada e restringida a importância com que entram para o capital, são os sócios comanditários. Portanto, é uma sociedade de pessoas, de responsabilidade mista, porque tanto aparecem sócios ilimitada e solidariamente responsáveis e outros de responsabilidade limitada.

SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES. Devemos expor que o Capítulo VI vem em tratar nos artigos 1090 á 1092 da Sociedade em Comandita por Ações. Sociedade em que o capital é dividido em ações, respondendo os sócios ou acionistas, tão-somente, pelo preço das ações subscritas ou adquiridas, com responsabilidade subsidiária, solidária e ilimitada dos diretores ou gerentes pelas obrigações

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sociais. Tal como a sociedade por cotas de responsabilidade limitada, pode utilizar-se de firma

ou denominação. Na primeira hipótese, os acionistas cujos nomes constarem na firma terão

responsabilidade solidária e ilimitada. Os gerentes ou diretores são nomeados por prazo ilimitado, sendo, necessariamente, recrutados entre os sócios ou acionistas, vedada a escolha

de pessoas estranhas à sociedade.

SOCIEDADE COOPERATIVA.

O Capítulo VII vem em tratar nos artigos 1093 á 1096 da Sociedade Cooperativa. As

Cooperativas são sociedades de pessoas, com personalidade jurídica própria e de natureza civil, não objetivando lucro e sim a prestação de serviços aos seus associados. As

características dominantes desse tipo de sociedade estão inseridas no artigos 3º, 4º e incisos,

da lei 5.764/71.

SOCIEDADES COLIGADAS.

O Capítulo VIII vem em tratar nos artigos 1097 á 1101 das Sociedades Coligadas onde

acompanhando o fenômeno da globalização, onde as empresas passam a se associarem umas participando das outras, visando a ampliação das sua atividades, com maior produtividade e menores custos, além de procurarem ampliar seu domínio no mercado. Diz-se coligada ou filiada a sociedade de cujo capital outra sociedade participa com dez por cento ou mais, do capital da outra, sem controlá-la.

SOCIEDADE LIMITADA. Finalmente temos o Capítulo IV do Novo Código Civil Brasileiro que trata da sociedade limitada (Arts. 1052 á 1087). Assim devemos descrever os artigos que retratam a nova constituição da sociedade limitada em substituição ao Decreto 3708, de 10 de janeiro de 1919.

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES. Devemos expor sobre as normas gerais da sociedade limitada no projeto de Código Civil unificado, onde Waldírio Bulgarelli [17] , afirma: "Quanto aos tipos de sociedades, principalmente, as sociedades que o Projeto denominou de limitadas (as atualmente, por quotas de responsabilidade limitada), vale lembrar que o número de emendas apresentadas ao Projeto, a maioria de elaboração do Prof. Egberto Lacerda Teixeira e a série de críticas recebidas estão a demonstrar que as alterações procedidas não foram de molde a agradar a

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doutrina. Temos para nós, que sendo as sociedades por quotas de responsabilidade limitada, um produto híbrido, que se situa entre as sociedades de pessoas e as de capital, tem servido como um modelo dúctil, capaz de albergar desde as simples sociedades entre marido e mulher até as holdings e que portanto não mereceria em princípio alterações, até porque a doutrina e a jurisprudência têm sabido com galhardia enfrentar e resolver os problemas que apresenta. Certamente, que perante um regime empresarial, haveria que se atentar para alguns aspectos que atuam contra a preservação da empresa, e lembraria aqui, como exemplo contundente, o valor a ser pago ao sócio retirante."

REGÊNCIA SUPLETIVA DA SOCIEDADE LIMITADA

A Regência supletiva da Sociedade Limitada onde o Novo Código Civil Brasileiro estabelece

como regra geral,, na omissão do capítulo próprio das limitadas, a aplicação das normas da

sociedade simples, podendo, entretanto, o contrato social contemplar a regência supletiva pelas normas da Lei das Sociedades Anônimas " (art. 1.053).

RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS.

A Responsabilidade solidária pela avaliação dos bens integrantes do capital social. O Novo

Código Civil Brasileiro estabelece que todos os sócios respondem solidariamente pela exata estimação dos bens conferidos ao capital social até o prazo de cinco anos da data do registro

da sociedade (§ 1 do art. 1055).

EXISTÊNCIA DO CONSELHO FISCAL.

O Novo Código Civil Brasileiro faculta aos sócios instituir um Conselho Fiscal composto de

três ou mais membros e respectivos suplentes eleitos em assembléia. Havendo o Conselho Fiscal os sócios minoritários que representam 20 % (vinte por cento) do capital social, terão o

direito de eleger um membro e respectivo suplente do Conselho. (Art. 1066).

POSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO DO SÓCIO.

O Novo Código Civil Brasileiro determina que a exclusão possa ser via judicial mediante

iniciativa da maioria dos sócios por falta grave no cumprimento das obrigações do sócio ou ainda por incapacidade superveniente ou ainda a via extrajudicial onde aplica-se ao sócio que

colocar em risco a continuidade da empresa, em virtude de atos de inegável gravidade

da empresa, em virtude de atos de inegável gravidade Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro

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mediante deliberação da maioria dos sócios. Pode ainda ser por justa causa. (Arts. 1030 e

1085).

RESOLUÇÃO PARCIAL DA SOCIEDADE.

O Novo Código Civil Brasileiro estabelece no Artigo 1086 a exclusão do sócio. No Artigo

1032 temos que é pertinente à sociedade simples, que estabelece que a exclusão do sócio, não exime da responsabilidade pelas obrigações sociais anteriores, até dois anos após averbada a resolução da sociedade, nem pelas posteriores e em igual prazo, enquanto não for requerido a averbação.

CESSÃO DE QUOTAS SOCIAIS.

O Novo Código Civil Brasileiro estabelece no artigo 1057 que na omissão do contrato, o

sócio poderá ceder suas quotas, total ou parcialmente, a quem seja sócio, independentemente

de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de 20 %

(vinte por cento) do capital social. Até 2 anos depois de averbada a modificação do contrato, responde o cedente solidariamente com o cessionário, perante a sociedade e terceiros, pelas obrigações que tinha como sócio ( parágrafo único do art. 1.003).

ASSEMBLÉIA GERAL DE SÓCIOS COTISTAS E A PENHORA DE BENS DOS SÓCIOS. Destarte que no Novo Código Civil Brasileiro temos a obrigatoriedade da realização de assembléia geral anual de cotistas, o que deve ocorrer quatro meses depois do fim do exercício social, a previsão expressa de que os bens dos sócios podem ser penhorados para o pagamento de compromissos da empresa, nos casos de fraude e atos irregulares de administração, que para realizar operações de reorganização societária, como fusões, incorporações, cisões, bem como pedido de concordata, modificação do contrato social e designação de administradores, passa a ser obrigatória uma assembléia geral prévia.

MODIFICAÇÃO DE CONTRATO, INCORPORAÇÃO, FUSÃO OU DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE. Outrossim temos no Novo Código Civil Brasileiro que as deliberações sobre modificação de contrato, incorporação, fusão ou dissolução da sociedade, ou cessação do estado de liquidação, exigem aprovação de ¾ do capital social, ou quanto a empresa decidir aumentar o capital social, deve ser dado um prazo de trinta dias para os cotistas decidirem se irão

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subscrever as novas quotas ou ainda em caso de redução do capital das empresas, será obrigatória a publicação da operação em jornais de grande circulação.

SOCIEDADE LIMITADA E A ADMINISTRAÇÃO GERAL. Na Terceira Seção envolvendo os artigos 1060 á 1065 o Novo Código Civil Brasileiro vem em retratar a administração da sociedade limitada com uma nova figura jurídica a do administrador designado no contrato social ou em ato separado mediante termo de posse no livro de atas da administração

SOCIEDADE LIMITADA E AS DELIBERAÇÕES DOS SÓCIOS. Na Quinta Seção envolvendo os artigos 1071 á 1080 do Novo Código Civil Brasileiro temos as deliberações dos sócios a respeito de aprovação das contas da administração, da designação e da destituição dos administradores, do modo de remuneração, de modificação do contrato social, da incorporação, fusão e a dissolução da sociedade, da nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das quotas e do pedido de concordata Textos relacionados

SOCIEDADE LIMITADA E O AUMENTO OU REDUÇÃO DO CAPITAL SOCIAL. Na Sexta Seção envolvendo os artigos 1081 á 1084 do Novo Código Civil Brasileiro temos as questões envolvendo o aumento e a redução do capital social

SOCIEDADE LIMITADA E OS SÓCIOS MINORITÁRIOS. Na Sétima Seção envolvendo os artigos 1085 e 1086 do Novo Código Civil Brasileiro temos as questões envolvendo a resolução da sociedade em relação a sócios minoritários, com a possibilidade de exclusão em caso de risco da continuidade da empresa

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Na Oitava Seção envolvendo o artigo 1087 do Novo Código Civil Brasileiro temos a questão da dissolução onde " a sociedade dissolve-se, de pleno direito, por qualquer das causas previstas no art. 1.044. Portanto é bastante inovador o Novo Código Civil Brasileiro no que retrata a constituição da sociedade limitada com as principais mudança envolvendo a regência supletiva, a responsabilidade solidária pela avaliação dos bens integrantes do capital social, da existência do Conselho Fiscal, da possibilidade de exclusão de sócio e da resolução parcial da Sociedade, da cessão de quotas, da deliberação dos sócios e do quorum qualificado

SOCIEDADE ANÔNIMA. Devemos expor da existência do Capítulo V que vem em tratar da S.A. A Sociedade Anônima brasileira é uma forma societária que se assemelha bastante à joint-stock company ou à corporation. Ela é regida pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e modificações posteriores, incluindo-se aquelas introduzidas pela recente Lei nº 10.303, de 31 de outubro de 2001 ("Lei das Sociedades por Ações"). No artigo 1088 temos que na sociedade anônima ou companhia, o capital divide-se em ações, obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. E que a sociedade anônima rege-se por lei especial, aplicando-se-lhe, nos casos omissos, as disposições deste Código.

LIQUIDAÇÃO DA SOCIEDADE.

O Capítulo IX vem em tratar nos artigos 1102 á 1112 da Liquidação da Sociedade. O

procedimento de liquidação das sociedades deve ser simplificado e instaura-se após a ocorrência de uma das causas dissolutórias previstas na lei ou no contrato. O supra artigo 1102 define que " Dissolvida a sociedade e nomeado o liquidante, procede-se à sua

liquidação, ressalvado o disposto no ato constitutivo ou no instrumento da dissolução".

A dissolução e a extinção, esta resultante de liquidação regular, devem ser traduzidas no

distrato, cujo arquivamento na Junta Comercial importa na eficácia das operações, perante terceiros. J. X. CARVALHO DE MENDONÇA, critica o sistema legal porque declara dissolvida a sociedade antes da liquidação, apontando que a verdadeira dissolução só ocorre depois daquela (liquidação), mas se vê nesta crítica que o citado autor considerou a dissolução como a "extinção" da sociedade e não como causa que a leva ao fim, ou ainda como procedimento [18] . Como bem descreve o Código, consiste a liquidação na apuração do ativo da sociedade e no pagamento de seu passivo, podendo ser extrajudicial ou judicial, sem relação direta com a

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forma em que se deu a dissolução da sociedade; ou seja, os sócios podem ter chegado à conclusão da causa dissolutória mas terem divergido quanto ao procedimento liquidatório, ou, ainda, a sociedade pode ter sido alcançada por dissolução judicial, não obstante seus integrantes chegam a adotar a liquidação amigável. Devemos expor que a regra é a seguinte:

Os sócios podem resolver, por maioria de votos, antes de ultimada a liquidação, mas depois de pagos os credores, que o liquidante faça rateios por antecipação da partilha, à medida em que se apurem os haveres sociais. È de se retratar que " no caso de liquidação judicial, será observado o disposto na lei processual " e " no curso de liquidação judicial, o juiz convocará, se necessário, reunião ou assembléia para deliberar sobre os interesses da liquidação, e as presidirá, resolvendo sumariamente as questões suscitadas."

TRANSFORMAÇÃO, INCORPORAÇÃO, FUSÃO E CISÃO DAS SOCIEDADES.

O Capítulo X vem em tratar nos artigos 1113 á 1122 da Transformação, da Incorporação, da

Fusão e da Cisão das Sociedades.

TRANSFORMAÇÃO SOCIETÁRIA.

A Transformação societária é uma forma de alteração contratual pela qual uma sociedade

passa, independentemente de dissolução ou liquidação, de uma espécie para outra. Não se confunde com a incorporação, a fusão, a cisão ou a sucessão. Devemos expor que " A transformação depende do consentimento de todos os sócios, salvo se prevista no ato constitutivo, caso em que o dissidente poderá retirar-se da sociedade, aplicando-se, no silêncio do estatuto ou do contrato social, o disposto no art. 1.031."

INCORPORAÇÃO SOCIETÁRIA No que tange a Incorporação societária temos uma operação em que uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e encargos. A incorporação (merger, no direito inglês) é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. A incorporação não dá origem a uma nova sociedade, pois a incorporadora absorve e sucede a uma ou mais sociedades. Por outro lado não ocorre, na incorporação, uma compra e venda, mas a agregação do patrimônio da sociedade incorporada ao patrimônio da incorporadora, com sucessão em todos os direitos e obrigações.

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FUSÃO. No Novo Código Civil Brasileiro temos que a fusão determina a extinção das sociedades que se unem, para formar sociedade nova, que a elas sucederá nos direitos e obrigações. A fusão será decidida, na forma estabelecida para os respectivos tipos, pelas sociedades que pretendam unir-se. Em reunião ou assembléia dos sócios de cada sociedade, deliberada a fusão e aprovado o projeto do ato constitutivo da nova sociedade, bem como o plano de distribuição do capital social, serão nomeados os peritos para a avaliação do patrimônio da sociedade. Apresentados os laudos, os administradores convocarão reunião ou assembléia dos sócios para tomar conhecimento deles, decidindo sobre a constituição definitiva da nova sociedade. É vedado aos sócios votar o laudo de avaliação do patrimônio da sociedade de que façam parte. Constituída a nova sociedade, aos administradores incumbe fazer inscrever, no registro próprio da sede, os atos relativos à fusão.

CISÃO SOCIETÁRIA Finalmente temos a cisão societária onde uma sociedade transfere parcelas de seu patrimônio para outra(s) sociedade(s), constituída(s) para tal fim ou já existente(s), extinguindo-se a sociedade cindida, em caso de versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão [19] . Do latim scindere, cortar; daí scissionis, separação, divisão. Reorganização de sociedades na qual a companhia transfere parcelas de seu patrimônio a outras sociedades já existentes ou criadas para tal fim, extinguindo-se a companhia cindida, se houver transferência total do patrimônio ou dividindo-se seu capital se a transferência for parcial. A cisão, bem como a incorporação e a fusão, tem seus requisitos apontados no Art. 223 e seguintes da L-006.404-1976 (Lei de Sociedades por Ações). O acionista dissidente da deliberação que aprovar a cisão tem direito a retirar-se da companhia, mediante reembolso do valor de suas ações [20] .

SOCIEDADE NACIONAL, DEPENDENTE DE AUTORIZAÇÃOE SOCIEDADE ESTRANGEIRA O Capítulo XI vem em tratar nos artigos 1123 á 1141 da Sociedade Dependente de Autorização. Devemos expor que As sociedades estrangeiras passam a depender de autorização do Poder Executivo para poderem funcionar no território brasileiro. Impõe a lei que a empresa tem de funcionar no prazo de l2 meses, sob pena de ser considerada caduca a autorização.(arts. l.123 e 1.124). Fica ressalvado que, o Poder Executivo pode, a qualquer

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tempo, cassar a autorização concedida a sociedade nacional ou estrangeira se infringir disposição de ordem pública ou praticar atos contrários aos fins declarados no seu estatuto. (art.l.l25) Conceitua "Sociedade Nacional" como aquela organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País a sede de sua administração (art. l.l26). Por outro lado, "Sociedade Estrangeira" é aquela que qualquer que seja seu objeto, não pode funcionar no Pais, ainda que por estabelecimento subordinados, podendo, todavia, ressalvados os casos expressos em lei, ser acionista de sociedade anônima brasileira (art. l.l34).

DO ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL.

O Título III trata do Estabelecimento especialmente 1142 ´1 1149 do Novo Código Civil

Brasileiro. Devemos expor que matéria esta incorporada do Código Civil Italiano de l.942. Conforme dispõe o art. 1.142 estabelecimento é o complexo de bens organizado, para o

exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. Pode ser objeto unitário

de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a

sua natureza.(art. l.l43). Contempla-se ainda, a possibilidade de sua alienação, as conseqüências, e os direitos e deveres do adquirente.(arts. l.l44 a l.l49). Enfim, o estabelecimento comercial, agora denominado de estabelecimento empresarial [8] , é todo o complexo dos elementos, o conjunto de bens que o empresário ou a sociedade empresarial organiza para a atividade da empresa. É o instrumental da atividade do empresário.

DOS INSTITUTOS COMPLEMENTARES COMO O REGISTRO, O NOME

EMPRESARIAL, OS PREPOSTOS E GERENTES, O CONTABILISTA E A ESCRITURAÇÃO.

O Título IV trata dos Institutos Complementares como o Registro nos artigos 1150 á 1154, do

Nome Empresarial nos artigos 1155 á 1168, dos Prepostos nos artigos 1169 á 1171, dos Gerentes nos artigos 1172 á 1176, do Contabilista e outros Auxiliares nos artigos 1177 á 1178 e da Escrituração nos artigos 1179 á 1195 do Novo Código Civil Brasileiro.

REGISTRO DAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS No que tange ao Registro das sociedades empresárias que fica a cargo das Juntas Comerciais e

as Sociedades Simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas (art. l.l50). Estas disposições já eram tratadas em legislação específica, lei 8.934 de 18/11/1994 e regulamentada pelo Decreto

lei 8.934 de 18/11/1994 e regulamentada pelo Decreto Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro –

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n.º 1.800 de 30/01/1996, que cuida do Registro Público das empresas mercantis e atividades afins.

NOME EMPRESARIAL. Devemos expor que o artigo 1.155 retrata que considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada, de conformidade com este Capítulo, para o exercício de empresa. E ainda que equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades simples, associações e fundações. No supra artigo 1156 temos que o empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade João da Gama Cerqueira [21] define que : "Em nossa opinião, o direito sobre o nome comercial constitui uma propriedade em tudo idêntica a das marcas de fábrica e de comércio, que se exerce sobre uma coisa incorpórea, imaterial, exterior à pessoa do comerciante ou industrial, e encontra seu fundamento no direito natural do homem aos resultados de seu trabalho. Essa propriedade abrange não só o nome do comerciante singular, como, também, a firma das sociedades em nome coletivo, as denominações das sociedades anônimas e por quotas, a insígnia dos estabelecimentos e os demais elementos que entram no conceito do nome comercial (n. 780, supra), considerados como objetos autônomos de direito". De seu turno, Fábio Ulhoa Coelho [22] , professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, registra que: "Com efeito, enquanto o nome civil está ligado à personalidade do seu titular, sendo discutível seu caráter patrimonial, em relação ao nome comercial, a sua natureza de elemento integrativo do estabelecimento comercial afasta quaisquer dúvidas quanto à sua natureza patrimonial." DOS PREPOSTOS, DOS GERENTES E DO CONTABILISTA. Destarte no capítulo III onde se trata a questão dos Prepostos, dos Gerentes e Do Contabilista e outros Auxiliares. Os artigos 1.169 e seguintes do Código Civil tratam da figura do preposto. Diz, por exemplo, que a preposição não pode ser transferida a terceiros, salvo com autorização expressa, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituído. Também se lhe veda que participe de operação do mesmo gênero que lhe foi concedida, ou que negocia por conta própria, perante terceiro. Por conseguinte temos no artigo 1169 que o preposto não pode, sem autorização escrita, fazer-se substituir no desempenho da preposição, sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele contraídas. E no artigo 1170 temos que o

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preposto, salvo autorização expressa, não pode negociar por conta própria ou de terceiro, nem

participar, embora indiretamente, de operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida, sob

pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os lucros da

operação.

Daí o ensinamento de J. X. Carvalho de Mendonça [23] de que "a preposição comercial ou

contrato de emprego no comércio participa tanto do mandato como de locação de serviços;

não reúne, porém, os caracteres exclusivos de nenhum destes contratos. A preposição

comercial constitui figura típica de contrato. A subordinação ou dependência do preposto em

relação ao preponente arreda-lhe a qualidade de mandatário, para lhe imprimir a de locador de

serviços; a representação, que, muitas vezes, o preposto exerce relativamente a terceiros,

afasta-o da posição de locador de serviços para o elevar a mandatário. Conciliando as regras

desses dois contratos obteve-se nova figura: o contrato de preposição comercial, ou de

emprego no comércio".

DA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL.

Finalmente no Capítulo IV temos a questão da Escrituração. Contábil.O Código exige que o

empresário e a sociedade empresarial sigam um sistema de contabilidade, com base na

escrituração de seus livros, além de anualmente promover o balanço, salvo no caso do

pequeno empresário.O Diário, contudo, é livro necessário a todos os empresários, inclusive os

pequenos, Nele serão lançadas, com individuação, clareza e caracterização do documento

respectivo, dia a dia, por escrita direta ou reprodução, todas as operações relativas ao

exercício da empresa.estende-se ao pequeno empresário.

Textos relacionados

A contabilidade deverá ser confiada a contabilista legalmente habilitado.Importante

consideração é a trazida no artigo 1.190, que prevê que "nenhuma autoridade, juiz ou tribunal,

sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a

sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas

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em lei." Por seu turno, o artigo 1.191 completa dizendo que "o juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência." Portanto de forma resumida apresentamos as principais mudanças no Direito das Empresas com o Novo Código Civil Brasileiro, sob a égide em nossa obra Manual das Empresas á Luz do Novo Código Civil Brasileiro.

NOTAS

01. REALE, Miguel. Visão geral do projeto de código civil: tramitação do projeto

02. LUCCA, Newton de. A atividade empresarial no âmbito do projeto de código civil. In:

SIMÃO FILHO, Adalberto e LUCCA, Newton de (Org.). Direito empresarial

contemporâneo. São Paulo: Juarez de Oliveira, p. 29-83, 2000, p.37.

03. VISÃO GERAL DO PROJETO DE CÓDIGO CIVIL, artigo do Prof. Dr. Miguel Reale

04. Rubens Requião, 1977:17-19

05. REQUIÃO, Rubens. Curso de direito comercial. v. 1. São Paulo: Saraiva, 1998, p.369

06. Em 1967, formou-se uma comissão, coordenada por Miguel Reale, que apresentou o anteprojeto de Código Civil em 1972, em que há proposta de novo regime das sociedades limitadas.Compunham a comissão os juristas: José Carlos Moreira Alves, encarregado da Parte Geral; Agostinho de Arruda Alvim, incumbido do Direito das Obrigações; Sylvio Marcondes, com o Livro do Direito de Empresa; Ebert Vianna Chamoun, incumbido do Direito das Coisas; Clóvis do Couto e Silva, cuidando do Direito de Família; e Torquato Castro, trabalhando o Direito das Sucessões.

07. A exemplo do Código Civil Italiano, de 1942, o projeto ora em tramitação tem a pretensão

de unificar o Direito Privado Brasileiro. Quando se fala em unificação, deve-se pensar, primeiramente, na estruturação do Direito Privado sobre a base de um único direito obrigacional, ou seja, o ponto nodal da unificação é a elaboração de um único Direito das

Obrigações, comum a todos os sujeitos, não distinguindo entre comerciantes e não- comerciantes.

08. Código Civil, artigo 1.150

09. TÍTULO II Da Sociedade CAPÍTULO ÚNICO Disposições Gerais

10. SUBTÍTULO I Da Sociedade Não Personificada CAPÍTULO I Da Sociedade em Comum

11. CAPÍTULO II Da Sociedade em Conta de Participação

11. CAPÍTULO II Da Sociedade em Conta de Participação Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro

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12.

SUBTÍTULO II Da Sociedade Personificada CAPÍTULO I Da Sociedade Simples Seção I

Do Contrato Social

13. (in Curso de Direito Comercial, 12ª ed., 1987, págs. 299/300

14. CAPÍTULO II Da Sociedade em Nome Coletivo

15. Amador Paes de Almeida, Manual das Sociedades Comerciais, São Paulo, Saraiva, 2ª ed.,

1979, pp. 113 e segs.).

16. CAPÍTULO III Da Sociedade em Comandita Simples

17. BULGARELLI, Waldirio. Tratado de direito empresarial. São Paulo: Editora Atlas,

2000, pp.266/267.

18. Mendonça, J. X. Carvalho de, in ob. cit., 222.

19. Ananias Neves, Márcia Cristina, Sociedades por Cotas, São Paulo, Hemus Editora Ltda.,

s-d, p. 65.

20. Tavares Paes, P. R., Fraude contra Credores, São Paulo, Revista dos Tribunais, nota 42,

1978, p. 57; do mesmo autor, Manual das Sociedades Anônimas, São Paulo, Revista dos

Tribunais, 1981, pp. 66-67

21. Tratado da Propriedade Industrial, pág. 1.173, vol. 2, 2ª ed.

22. Manual de Direito Comercial, pág. 28, ed. 1988

23. J. X. Carvalho de Mendonça, Tratado de Direito Comercial Brasileiro, São Paulo, 1911,

Cardozo Filho & Comp., vol. II, pág. 450, nº 453

consultor empresarial, membro do Instituto Brasileiro de Direito Empresarial, do Instituto Brasileiro de Direito Bancário, do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor, do Instituto Brasileiro de Direito Societário, do Instituto Brasileiro de Direito Tributário, da Academia Brasileira de Direito Constitucional, da Academia Brasileira de Direito Tributário, da Academia Brasileira de Direito Processual e da Associação Portuguesa de Direito do Consumo também escreveu as obras: "Tratado de Direito Empresarial Brasileiro", "Direito Falimentar", "Comentários à Nova Lei de Falências", "Processo Constituinte e a Constituição", "Cadastro de restrição de crédito e o Código de Defesa do Consumidor", "Sistema Financeiro de Habitação e Código de Defesa do Cliente Bancário". Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/3807/direito-empresarial-a-luz-do-codigo-civil-

brasileiro/4#ixzz1rpSatsKC Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel. Fabriciano

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Ano 1- Nº 1 - ISSN 1676-8213 O DIREITO EMPRESARIAL SUPERANDO O ARCAICO SISTEMA DOS

Ano 1- Nº 1 - ISSN 1676-8213

O DIREITO EMPRESARIAL SUPERANDO O ARCAICO SISTEMA DOS ATOS DE COMÉRCIO

Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, professora de Direito Comercial na UNOESC, Campus de São Miguel do Oeste (SC)

Resumo.

O direito comercial brasileiro está em crise. Diante de um sistema positivado absolutamente

arcaico traçamos um histórico das três teorias que explicam a incidência do direito comercial

nas diferentes épocas, dando-nos a noção de quem eram os sujeitos que faziam jus aos

benefícios que só o direito comercial confere, quais sejam, a falência e a concordata. A teoria

subjetiva considerava sujeito do direito comercial o comerciante matriculado em uma das

corporações de ofício. A teoria dos atos de comércio, inspirada nos ideais da Revolução

Francesa, deslocou o âmbito do direito comercial para a atividade dos atos de comércio, as

quais nunca foram muito bem definidas em virtude da evolução contínua e frenética das

atividades comerciais. A principal lacuna dessa teoria que se verifica hoje - é não

contemplar as atividades de prestação de serviços como sujeitas ao direito comercial e,

conseqüentemente, merecedoras das prerrogativas acima mencionadas. Com o surgimento da

teoria da empresa, o sujeito do direito comercial é o empresário pessoa física ou jurídica

que exerce atividade econômica organizada, não importando a natureza dessa atividade.

Incompatível com o princípio da isonomia não contemplar as empresas prestadoras de serviço

como sujeitos merecedores dos benefícios da concordata e da falência.

1.Introdução.

benefícios da concordata e da falência. 1.Introdução. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel.

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O objetivo deste trabalho é traçar um histórico do campo de aplicação do direito comercial

através das três teorias que explicam o âmbito de atuação desse ramo do Direito: teoria subjetiva, teoria dos atos de comércio e teoria da empresa. A importância desta delimitação está em que, atualmente a resistência à adoção da teoria da empresa redunda em negação de benefícios que só o direito comercial concede a quem está sob sua égide. Assim, as empresas prestadoras de serviço não têm acesso ao benefício da concordata por não estarem contempladas pela teoria dos atos de comércio, a qual demonstraremos ultrapassada e absolutamente incoerente com o sistema de organização econômica atual.

O estudo das três teorias a que este trabalho se propõe tem por finalidade resgatar historicamente o âmbito de incidência do direito comercial em diferenciação ao direito civil. Sendo dois ramos muito próximos no que respeita aos princípios norteadores e dentro daquilo que se costuma chamar de ramos do direito privado, (1) urge distinguir que tipo de relação jurídica será regulamentada pelo direito civil e pelo direito comercial.

A importância de se delimitar exatamente quem é o sujeito que se submete às regras do direito

comercial está em que, somente esse ramo do Direito oferece duas prerrogativas ímpares a quem está sob sua regulamentação: a falência e a concordata. A falência, muitas vezes encarada como um castigo ao empresário impontual no pagamento de suas obrigações, não deixa de ser também um privilégio na medida em que possibilita ao falido a liberação total após o pagamento de mais de quarenta por cento de suas obrigações. Se seu patrimônio arrecadado por ocasião da falência só puder alcançar pouco mais de 40% de seus débitos ele será declarado reabilitado. (2) O que não acontece com o devedor civil cuja quitação só será possível com o pagamento de 100% de suas obrigações ou após serem essas alcançadas pela prescrição.

A concordata é um benefício pelo qual o empresário poderá postergar o pagamento de suas

dívidas, ou obter redução para pagá-las de imediato. (3) Tanto uma quanto outra dependem de

pronunciamento judicial.

Assim, a proposta deste escrito é tratar do campo de aplicação do direito comercial, superando o conceito arcaico de que somente aqueles que praticam atos de comércio podem acessar a concordata e a falência, bem como questionar a incompatibilidade da negação da concordata e

da falência às empresas que não praticam atos de comércio.

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2.A Teoria Subjetiva.

O Direito comercial surgiu por obra de seus próprios interessados, ou seja, foram os comerciantes que começaram a editar as normas reguladoras de sua atividade. Isto se explica pela gênese do comércio. Na Idade Média a intensificação das feiras nas cidades medievais fez surgir a profissão de comerciante e conseqüentemente a classe burguesa em contraposição

à classe feudal. O direito comum não regulamentava a atividade comercial, posto que a profissão de mercador era discriminada e considerada indigna pela Igreja.

Os comerciantes então passaram a se organizar em corporações de mercadores cujas principais funções eram dirimir conflitos envolvendo os comerciantes que nelas estivessem matriculados. Para tanto aplicavam as normas provindas dos costumes mercantis. "É nessa

fase histórica que começa a se cristalizar o direito comercial, deduzido das regras corporativas

e, sobretudo, dos assentos jurisprudenciais das decisões dos cônsules, juízes designados pela

corporação, para, em seu âmbito, dirimirem as disputas entre os comerciantes" (4) . Infere-se que os comerciantes faziam as leis que lhes seriam aplicadas pelos cônsules (também comerciantes), com função jurisdicional dentro da corporação de ofício. "Tem-se aí a origem do Direito Comercial: um direito de cunho subjetivo (dos comerciantes) e de

feição eminentemente classista, porque criado e aplicado pelos comerciantes para resolver suas relações de negócio" (5) .

Esta fase é classificada de teoria subjetiva porque só aqueles que estavam matriculados nas corporações é que eram considerados comerciantes, e somente estes tinham acesso aos tribunais especiais, bem como aos privilégios da falência e da concordata.

3.Conceito Objetivo ou Teoria dos Atos de Comércio ou Sistema Francês

A proposta da teoria dos atos de comércio é alterar o modo de classificar o comerciante de

subjetivista (aquele que estava matriculado), para um critério objetivista (atividade comercial). É a atividade que fará com que o comerciante seja sujeito do direito comercial, independentemente de estar ligado a uma corporação de ofício, tendo então acesso às prerrogativas já mencionadas: falência e concordata.

Fábio Ulhoa Coelho explicando a passagem da teoria subjetiva para a teoria objetiva diz que "a sua [do direito comercial] transformação em disciplina jurídica aplicável a determinados

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atos e não a determinadas pessoas, relaciona-se não apenas com o princípio da igualdade dos cidadãos, mas também com o fortalecimento do estado nacional ante os organismos corporativos." (6)

Contextualizando o aparecimento desta segunda fase do direito comercial devemos nos reportar às mudanças do Estado medieval, dividido em feudos com poder fracionado, para o Estado centralizado onde o poder estava todo ele nas mãos de um monarca. Transformar o direito comercial em um direito regulador de certas atividades significava o fortalecimento do estado nacional perante as corporações de ofício. Deslocar o âmbito do direito comercial fazia parte da estratégia de abolição do corporativismo. (7)

O marco histórico desta teoria é a entrada em vigor do Código Mercantil Napoleônico em

1807. A proposta deste Código foi objetivar o tratamento jurídico da atividade mercantil com

a adoção da teoria dos atos de comércio. (8) Inspirados nos ideais da Revolução Francesa

liberdade, igualdade e fraternidade a proposta dessa teoria é abarcar com o direito comercial todos aqueles que se dedicassem à atividade mercantil, independentemente de estarem ou não afiliados a alguma corporação de classe. Pela teoria dos atos de comércio, comerciante era aquele que praticava atos de comércio.

É preciso lembrar que as corporações legislavam livremente para disciplinar as atividades dos

comerciantes, além disso, dispunham de uma atividade jurisdicional especializada, pois os

conflitos comerciais eram levados aos Tribunais do Comércio ligados às corporações e compostos por comerciantes.

Estamos então diante de um sistema que classifica o sujeito do direito comercial de acordo com sua atividade, não importando se ele está ou não ligado a uma corporação. Quais são as atividades que credenciam alguém a ser sujeito do direito comercial? Pela teoria dos atos de comércio, são os atos de comércio. E o que são atos de comércio? Não há quem ouse dizer, simplesmente por ser impossível traçar uma definição capaz de abranger todas as atividades comerciais. Fábio Ulhoa Coelho fala sobre essa indefinição: "a teoria dos atos de comércio resume-se rigorosamente falando, a uma relação de atividades econômicas, sem que entre elas se possa encontrar qualquer elemento interno de ligação, o que acarreta indefinições no tocante à natureza mercantil de algumas delas. (9) " Da mesma forma Rubens Requião afirma que "o sistema objetivista, que desloca a base do direito comercial da figura tradicional

desloca a base do direito comercial da figura tradicional Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro

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do comerciante para a dos atos de comércio, tem sido acoimado de infeliz, de vez que até hoje

não conseguiram os comercialistas definir satisfatoriamente o que sejam eles" (10) .

O código napoleônico enumerou as atividades consideradas mercantis. O nosso Código

Comercial não elencou os atos de comércio, porém, eles foram normatizados pelo Regulamento 737, de 1850, no intuito de definir quais atividades estariam afetas aos Tribunais do Comércio.

Na tentativa de contemporizar a indefinição do que seriam os atos de comércio, parte da doutrina utiliza uma fórmula pela qual o "ato de comércio é aquele praticado habitualmente com o fito de lucro para a mediação dos bens e serviços. (11) "

No Brasil a edição do Código Comercial de 1850 em vigor até hoje foi totalmente inspirado no Code de Commerce francês, adotando então a teoria dos atos de comércio, meio misturada à teria subjetiva, pois o art. 4.º deste diploma dispõe que comerciante é aquele que esteja matriculado em algum Tribunal do Comércio do Império e que faça da mercancia sua profissão habitual. Como se vê, ao exigir a matrícula no Tribunal do Comércio (12) , nosso Código está retornando ao sistema subjetivo, bem como, ao dizer que é comerciante aquele que faz da mercancia sua profissão, está contemplando a teoria dos atos de comércio. Por isso Waldírio Bulgarelli chama nosso sistema de misto.

Não podemos acusar o nosso Código de ser anacrônico ao adotar a teoria dos atos de comércio, pois tendo ele nascido em meados do Século XIX, sob forte influência do Código

de Napoleão, não poderia ser de outra forma.

Atualmente as dificuldades proporcionadas pela adoção agora sim anacrônica dos atos de comércio em nosso sistema, consistem justamente na indefinição das atividades ou dos

sujeitos que estariam sob a égide do direito comercial e, por conseqüência, sendo beneficiados pela possibilidade de pedir concordata e desfrutar das prerrogativas que só a falência confere aos insolventes. Alfredo de Assis Gonçalves Neto arremata da seguinte forma: "O principal argumento contrário ao sistema objetivo é justamente a precariedade científica da base em que

se assenta uma enumeração casuística de atos de comércio, feita pelo legislador ao acaso (de acordo com aquilo que a prática mercantil considerava, à época, pertencer ao Direito Comercial). Com isso, sequer se consegue encontrar o conceito de seu elemento fundamental, o ato de comércio. (13) "

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A atividade de prestação de serviços também não poderia ser contemplada por esta teoria,

posto que no século XIX não existia a prestação de serviços em massa e explorada de forma

empresarial como temos hoje. Assim, por tradicionalismo e apego àquilo que diz a lei, até hoje tem gente que considera a atividade de prestação de serviços (prestada em massa) como

de natureza civil. Combatendo essa idéia obsoleta, Alfredo Assis Gonçalves Neto pondera:

"Ora, o que o Código Civil regulou foi o contrato de prestação de serviços isoladamente considerado; não a atividade que se identifica pela intermediação de um profissional que se dedica a recrutar trabalho alheio para coloca-lo à disposição de terceiros" (14) .

Não é mais sustentável negar o caráter empresarial das atividades econômicas de prestação de

serviços efetuadas repetidamente e em cadeia. São atividades lícitas e de grande importância

na economia sendo questionável (adiante discutiremos isso mais a fundo) arrebatar desses

setores os benefícios concedidos aos comerciantes, quais sejam, falência e concordata. (15)

4.Teoria da Empresa ou Sistema Italiano ou Conceito Subjetivo Moderno.

A teoria da empresa é fruto da unificação dos direitos civil e comercial ocorrido na Itália, em

1942 com o surgimento do Códice Civile. Conforme dito acima a principal lacuna da teoria dos atos de comercio consiste em não abranger atividades econômicas tão ou mais

importantes que o comércio de bens, tais como a prestação de serviços, a agricultura, a pecuária e a negociação imobiliária, prestados de forma empresarial.

O cerne da teoria da empresa está nesse ente economicamente organizado que se

chama empresa, (16) a qual pode se dedicar tanto a atividades eminentemente comerciais como

a atividades de intermediação de serviços ou de compra e venda de bens imóveis,

tradicionalmente excluída do direito comercial por motivos históricos (17) . Para esta teoria, todo empreendimento organizado economicamente para a produção ou circulação de bens ou

serviços, está submetido à regulamentação do direito comercial.

Waldírio Bulgarelli fala da dificuldade da doutrina em trabalhar com o conceito de empresa:

"Essa concepção que é alvo de intensas discussões pela doutrina, tendo em vista as dificuldades para conceituar juridicamente as empresas e de abranger juridicamente os seus vários tipos, que adotam por objeto atividades tradicionalmente fora do âmbito do direito

tomou extraordinária importância, constituindo hoje o

comercial (como agricultura), ( fulcro do direito comercial. (18) "

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Esta teoria é denominada também de conceito subjetivo moderno porque descolou a incidência do direito comercial de uma atividade para uma pessoa: o empresário (empreendedor) seja ele pessoa física ou jurídica.

À imagem e semelhança do que dispõe o Código Civil Italiano de 1942, o nosso projeto de Código Civil, em seu artigo 969, define o empresário como aquele que "exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços."

Assim, enquanto aquele projeto não se convolar em lei buscamos na doutrina os instrumentos

de utilização da teoria da empresa: "A doutrina trabalha com a designação ‘empresário’ a partir daquilo que a ciência econômica oferece, segundo a qual o empresário é o profissional do mercado de bens e de serviços, vale dizer, o que se dedica ao ofício da produção e

circulação de bens e de serviços "

(19) .

Qualquer atividade econômica pode ser organizada sob a forma de empresa.

5. A desordem atual.

Não tendo sido ainda adotada legalmente a teoria da empresa, estamos diante de muitas perplexidades no que diz respeito ao âmbito de incidência do direito comercial. Para tentar adequar as lacunas de um sistema legal inservível algumas leis esparsas têm, simplesmente, declarado certas atividades como sendo comerciais para incluí-las sob a ingerência do direito comercial. Tendo em vista que os imóveis passaram a ser objeto de compra e venda em massa, tendo inclusive empresas especializadas em sua construção, locação e venda, como é o caso das empresas de construção civil e imobiliárias, a Lei 4.068, de 1962 declarou como comerciais as empresas que se dedicam ao ramo da construção civil, bem como, a Lei 4.591 de 1964 tratou o incorporador profissional como comerciante sujeito à falência.

Para não deixar dúvidas a respeito do caráter comercial das sociedades por ações o art. 2.º § 1.º da Lei 6.404/76 declara qualquer atividade exercida por empresa constituída sob a forma de Sociedade por Ações é considerada mercantil.

As empresas de trabalho temporário também foram declaradas por lei (Lei 6.019, de 1974) como sujeitas à falência.

por lei (Lei 6.019, de 1974) como sujeitas à falência. Rua Dr. Moacir Birro, 663 –

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Deste modo percebe-se a barafunda em que se encontra o direito comercial hoje. Se nós dissermos que é urgente uma atitude do legislador para sanear essas disfunções, estaríamos a provocar risos nos estudiosos do direito. Primeiro porque é sabido que o direito não depende

da lei e, segundo porque é de conhecimento geral que, para aguardar uma posição do nosso

legislador é necessário esperar sentado.

Deste modo o que se propõe é buscar os argumentos que sustentam a adoção imediata da teoria da empresa pelos nossos julgadores, de modo a estender a todos aqueles que exercem atividade economicamente organizada, as benesses do direito comercial.

A doutrina já se inclina para este sentido. Waldírio Bulgarelli afirma que "nos dias que

correm, transmudou-se [o direito comercial] de mero regulador dos comerciantes e dos atos

de comércio, passando a atender àatividade, sob a forma de empresa, que é o atual fulcro do

direito comercial" (20) .

6.A fundamentação dos privilégios.

O que ser quer neste tópico é levantar os motivos pelos quais o Estado, através da lei, confere aquelas prerrogativas. Façamos primeiramente uma distinção salutar para o desenvolvimento deste tópico. Quando se fala em mercado não se está falando em sistema capitalista. O mercado é locus de troca promovendo a circulação do capital, e propiciando também a sua pulverização e distribuição. O capital que circula e se espalha não se acumula, evitando má distribuição de renda. Deste modo as atividades empresariais são importantes na medida em que promovem a circulação do capital.

Neste sentido o comércio é considerado o motor da economia proporcionando trabalho, arrecadação por parte do Estado e acesso aos bens e serviços a serem consumidos. (21) Por isso pode-se dizer que, se o Estado proporciona um tratamento diferenciado aos empresários, conferindo-lhes a possibilidade de obterem a concordata e a falência, é justamente por reconhecer a importância da atividade de produção e circulação de bens e serviços.

Fábio Konder Comparato faz uma importante consideração sobre o papel do Estado mediante a atuação das empresas privadas, diz ele: "A instituição do Estado social impôs, no entanto, duas conseqüências jurídicas da maior importância para a organização das empresas. De um lado, o exercício da atividade empresarial já não se funda na propriedade dos meios de

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produção, mas na qualidade dos objetivos visados pelo agente; sendo que a ordem jurídica

assina aos particulares e, especialmente, aos empresários, a realização obrigatória de objetivos

sociais, definidos na Constituição". (22) Sendo assim, o Estado exige, através das normas

jurídicas, atuação voltada aos objetivos sociais o que dá cor e forma à função social da

empresa.

O empresário tem consciência da função social de sua atividade. Porém, muitas vezes,

manifesta-a quando precisa do Estado para algum tipo de incentivo fiscal ou até mesmo para o

livramento dos pagamentos de ordem tributária.

Reforçando o caráter social da atividade empresarial a Lei n. 6.404, de 1976, em seu art. 154,

dispôs expressamente sobre a função social da empresa:

Art. 154. O administrador deve exercer as atribuições que a lei e o estatuto lhe conferem para

lograr os fins e no interesse da companhia, satisfeitas as exigências do bem público e da

função social da empresa.

A Constituição Federal de 1988 tem na ordem econômica as diretrizes de valorização do

trabalho humano e na livre iniciativa, com finalidade de assegurar a todos existência digna

conforme os ditames da justiça social. No parágrafo único do artigo 170 a CF fala

em atividade econômica, quando declara que todos são livres para o exercício de qualquer

atividade econômica, sem distinguir sua natureza civil ou mercantil. Neste sentido se

pronuncia Alfredo Assis Gonçalves Neto, dizendo que "a regra constitucional mostra que a

tutela especial é determinada para quem quer que, na iniciativa privada, exerça atividade

econômica, o que significa que qualquer distinção que não deflua desses princípios

referenciais assentados em nossa Constituição fere o princípio da isonomia, que impõe

tratamento igual a quem se encontre em situação de igualdade (art. 5.º e incisos). (23) "

A empresa congrega em si qualidades e atribuições que a fazem um centro gravitacional de

interesses. Se prestarmos atenção ao sistema normativo vigorante perceberemos a posição de

destaque da empresa. Assim, não só o direito comercial, que regulamenta as relações de

produção e circulação dos bens e serviços, mas também outros ramos do direito, estão

gravitacionando ao redor das empresas. Neste sentido podemos citar: o direito do trabalho

cuja relação empregatícia está em grande parte alocada para atividades empresariais; o direito

civil quando regulamenta as relações de garantias creditícias; o direito tributário pelo qual o

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Estado arrecada seus recursos, sendo a maioria deles provindos de pagamentos de tributos por parte de empresas; o direito Constitucional, quando trata dos princípios da Ordem Econômica cujo objetivo é proporcionar melhor distribuição de renda e acesso aos bens e serviços, e assim sucessivamente.

Conclui-se que as prerrogativas conferidas pelo direito comercial têm fundamento na importância da atividade econômica para o desenvolvimento social.

7. O papel do profissional do Direito neste impasse.

Há dificuldade em se estender àqueles que não praticam atos de comércio, mas que explorem atividade econômica organizada em forma de empresa, os benefícios da concordata e da falência. Isso se deve ao fato de ter o nosso Código Comercial adotado a Teoria dos Atos de Comércio. Ora, como já visto acima, pela sua idade o Código Comercial não poderia ter feito diversamente. Mas agora nós temos uma realidade não contemplada por aquele diploma, por isso ele não satisfaz aos anseios dos empresários. Então por que esse apego ao Código Comercial como se ele ainda fosse um instrumento capaz de oferecer as normas aplicáveis aos problemas da empresa moderna? Bobbio explica o que ele chama de fetichismo da lei, dizendo que "a cada grande codificação desenvolveu-se entre os juristas e juízes a tendência

de ater-se escrupulosamente aos códigos (

)"

(24) .

Bem, estamos diante de uma situação para a qual não há regulamentação jurídica satisfatória.

O que se quer é incluir no âmbito de um benefício uma categoria que está excluída por

motivos históricos, qual seja, os empresários (pessoas físicas ou jurídicas) que não pratiquem atos de comércio. Os motivos históricos a que aludo são a idade do nosso Código Comercial, e a insipiência da atividade de prestação de serviços de forma empresarial (em massa) na ocasião da edição do Código.

Já sabemos que os empresários recebem tratamento diferenciado da lei porque o Estado reconhece a importância da atividade econômica para a sociedade humana. Já sabemos que as empresas prestadoras de serviços são tão (ou mais) importantes para a economia quanto aquelas que praticam atos de comércio. Sabemos que estas duas categorias de empresas estão materialmente em situação igualitária, e que a lei está deficitária, porém, não podemos ficar esperando por ela.

deficitária, porém, não podemos ficar esperando por ela. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro –

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Como pode o profissional do direito equalizar essa questão com o fito de estender aos empresários a possibilidade de receber o mesmo tratamento dos comerciantes stricto sensu? Podemos aplicar a interpretação teleológica, a analogia, o princípio da isonomia ou a interpretação extensiva para fundamentarmos a extensão do beneficio da falência e da concordata a todas as categorias de empresários. Vejamos.

A interpretação teleológica consiste em identificarmos a finalidade da lei. A ratio legis da

concordata e da falência é justamente a importância da empresa (como atividade econômica organizada) hábil geradora de trabalho, arrecadadora de tributos, geradora de bens e serviços, promotora da circulação do capital, etc. Diz o princípio geral de direito: "Onde houver o mesmo motivo, há também a mesma disposição de direito" (25) .

Já sabemos que os benefícios têm a finalidade de estimular a atividade empresarial que é

considerada salutar para a sociedade. Bem, se a finalidade da lei é fomentar a economia, os

empresários prestadores de serviços merecem tratamento igualitário, pois cumprem esse mesmo objetivo que a lei visa implementar.

Podemos aplicar a analogia ou a interpretação extensiva para dilatar os benefícios aos empresários prestadores de serviço. A analogia e a interpretação extensiva estão muito próximas, sendo que a primeira consiste em um "procedimento mediante o qual se explica a assim chamada tendência de cada ordenamento jurídico a expandir-se além dos casos expressamente regulamentados" (26) .

Ora, não seriam as empresas prestadoras de serviço agentes econômicos tais como o são as empresas praticantes de atos comerciais stricto sensu ? A qualidade comum a ambas é de importantes agentes econômicos, o que determina a extensão dos benefícios de uma para outra.

Se preferirmos utilizar o princípio da isonomia podemos invocar a preceito geral pelo qual um

benefício legal só é legítimo à medida em que alcance todos os indivíduos daquela categoria que se encontrem na mesma situação material: todos os empresários são agentes econômicos, logo, todos aqueles que exploram atividade econômica organizada de forma empresarial estão aptos a participar dos mesmos benefícios.

8. Conclusão

aptos a participar dos mesmos benefícios. 8. Conclusão Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro –

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Finalizando nossas argumentações podemos concluir que não há mais nenhum sustento na afirmação de que somente aqueles que praticam atos de comércio podem ter acesso à falência e à concordata, pois isso fere os princípios mais caros ao Direito de que duas pessoas em situação igualitária merecem o mesmo tratamento jurisdicional. (27) A teoria dos atos de comércio, ao restringir o direito comercial, não atende mais aos novos modelos de empreendimento, cujas atividades fogem do ato de comércio, mas que participam da produção e circulação de bens e serviços com tanta força que chegam a representar um setor significativo na geração de empregos, arrecadação tributária, melhoria da qualidade de serviços e bens consumidos, etc. Assim, podemos aplicar a interpretação teleológica buscando a ratio legis da existência daqueles benefícios, que existem para estimular a atividade empreendedora; podemos ainda utilizar a analogia ou a interpretação extensiva, bem como o princípio da isonomia para incluirmos os empresários prestadores de serviços como aptos a obterem a concordata e a falência.

9.Notas

1.Bobbio diz que a originária diferenciação entre o direito público e o privado é acompanhada pela afirmação da supremacia do público sobre o privado. Costuma-se dizer que o direito privado regulamenta as relações entre iguais, e o direito público, as relações entre desiguais. In BOBBIO, Norberto. Estado Governo Sociedade. Para uma teoria geral da política. 6.ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997. pgs. 15 e 16. Sendo uma relação (supostamente) entre iguais vigoram os princípios da autonomia e da igualdade, pelos quais dá-se às pessoas o poder de negociação.

2.O artigo 135, II do Decreto-lei n. 7.661 de 1945 assim dispõe: "Extingue as obrigações do

falido: (

sendo facultado o depósito da quantia necessária para atingir essa porcentagem, se para tanto não bastou a integral liquidação da massa".

II o rateio de mais de 40% (quarenta por cento), depois de realizado todo o ativo,

)

3.Vide artigo 156 e incisos do Decreto-lei n. 7661, de 1945.

4.REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. Vol. 1. 23. ed. Atual. São Paulo:

Saraiva, 1998. pgs. 10 e 11.

1. 23. ed. Atual. São Paulo: Saraiva, 1998. pgs. 10 e 11. Rua Dr. Moacir Birro,

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42

5.GONÇALVES NETO, Alfredo Assis. Manual de Direito Comercial. 2.ª ed. Revisada e atualizada. Curitiba: Juruá, 2000. p. 42.

6.COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol 1. São Paulo: Saraiva, 1998. p.

14.

7.COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol 1. São Paulo: Saraiva, 1998.

p.14

8.COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol 1. São Paulo: Saraiva, 1998. p.

12.

9.COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol 1. São Paulo: Saraiva, 1998. p.

15.

10.REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. Vol. 1. 23. ed. Atual. São Paulo:

Saraiva, 1998. pg. 13.

11.BULGARELLI, Waldirio. Direito Comercial. 15 edição. São Paulo: Atlas, 2000. p. 66.

12.Como foi dito acima os comerciantes do Século XII fundaram suas corporações de ofício com a função de regulamentar sua atividade bem como processar e julgar os comerciantes em litígio, formando assim uma espécie de justiça especial, pois os Tribunais do Comércio tinham exclusividade na jurisdição de contendas envolvendo os comerciantes e seus juízes (chamados cônsules) eram também comerciantes. No Brasil, o Tribunal do Comércio existiu até 1875 quando, por Decreto, sua função judicante foi transferida para a Justiça Comum.

13.GONÇALVES NETO, Alfredo Assis. Manual de Direito Comercial. 2.ª ed. Revisada e atualizada. Curitiba: Juruá, 2000. p. 47.

14.GONÇALVES NETO, Alfredo Assis. Manual de Direito Comercial. 2.ª ed. Revisada e atualizada. Curitiba: Juruá, 2000. p. 76.

15.Outro problema apontado recentemente por essa distinção é a exclusão das empresas prestadoras de serviços do SIMPLES sistema integrado de pagamento de impostos, que reduz a carga tributária para as microempresas e empresas de pequeno porte. A Lei 9.317/96

as microempresas e empresas de pequeno porte. A Lei 9.317/96 Rua Dr. Moacir Birro, 663 –

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em seu art. 9.º, XIII deixou de fora dos prestadores de serviços cuja atividade estivesse relacionada a profissões regulamentadas ou que exigissem um pouco mais de qualificação de seus sócios ou empregados.

16.A palavra empresa tem o significado de empreendimento, aquilo que se empreende; Porém, para a economia essa palavra assume uma conceituação mais complexa, designando a organização econômica destinada a produção ou venda de mercadorias ou serviços, tendo em geral como objetivo o lucro.

17.O direito comercial, em sua gênese, excluiu de seu âmbito a compra e venda de bens imóveis porque na Idade Média somente os senhores feudais eram detentores da propriedade da terra. Os comerciantes, mesmo com dinheiro não podiam negociar esses bens, por serem negócios típicos dos senhores feudais. Daí o desinteresse dos comerciantes em regulamentar uma atividade da qual eles não participavam.

18.BULGARELLI, Waldirio. Direito Comercial. 15 edição. São Paulo: Atlas, 2000. p. 67.

19.GONÇALVES NETO, Alfredo Assis. Manual de Direito Comercial. 2.ª ed. Revisada e atualizada. Curitiba: Juruá, 2000. p. 74.

20.BULGARELLI, Waldirio. Direito Comercial. 15 edição. São Paulo: Atlas, 2000. p. 19.

21.Devemos lembrar que o consumo não é uma opção mas sim uma necessidade.

22.COMPARATO, Fábio Konder. O poder de controle na sociedade anônima. 3.ed. [revista, atualizada e corrigida] Rio de Janeiro : Forense, 1983. p. 296.

23.GONÇALVES NETO, Alfredo Assis. Manual de Direito Comercial. 2.ª ed. Revisada e atualizada. Curitiba: Juruá, 2000. p. 79

24.BOBBIO, Norberto. Teoria do Ordenamento Jurídico. 10.ª edição. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997. p. 121.

25.In BOBBIO, Norberto. Teoria do Ordenamento Jurídico. 10.ª edição. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997. p. 154.

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26.BOBBIO, Norberto. Teoria do Ordenamento Jurídico. 10.ª edição. Brasília: Editora

Universidade de Brasília, 1997. p. 151.

27.Pode-se dizer o mesmo tratamento legal, porém como escrevo na perspectiva de não

aguardar o legislador remeto ao poder jurisdicional a atribuição de aplicação dos princípios

basilares do Direito.

10. Referências bibliográficas.

BOBBIO, Norberto. Estado Governo Sociedade. Para uma teoria geral da política. 6.ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

Teoria do Ordenamento Jurídico. 10.ª edição. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997.

BULGARELLI, Waldirio. Direito Comercial. 15 edição. São Paulo: Atlas, 2000.

COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. Vol 1. São Paulo: Saraiva, 1998.

COMPARATO, Fábio Konder. O poder de controle na sociedade anônima. 3.ed. [revista, atualizada e corrigida] Rio de Janeiro : Forense, 1983. p. 296.

GONÇALVES NETO, Alfredo Assis. Manual de Direito Comercial. 2.ª ed. Revisada e atualizada. Curitiba: Juruá, 2000.

REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. Vol. 1. 23. ed. Atual. São Paulo: Saraiva,

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Direito Empresarial

Por Emerson Santiago Direito Empresarial ou ainda Direito Comercial são nomes dados a um mesmo ramo

das ciências jurídicas, constituindo uma subdivisão do chamado Direito Privado. Tal divisão

irá

cuidar da atividade empresarial e de seu executante, o empresário, estabelecendo um corpo

de

normas disciplinadoras importantes na condução harmônica da atividade com os interesses

do

coletivo.

O

principal documento do direito empresarial no Brasil é o Código Civil, que prevê as

disposições importantes para empresários e empresas, em uma parte dedicada especialmente à matéria o Livro II, “do Direito de Empresa” que se estende do artigo 966 ao 1195.

Como mencionado, o principal ator dentro do direito empresarial é o empresário, e este possui uma definição específica no mesmo artigo 966:

“Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços

Importante lembrar que sócios de sociedade empresária não são empresários, sendo considerados empreendedores ou investidores. Por sua vez, o empresário distingue-se da sociedade empresária, pois um é pessoa física (empresário) e o outro pessoa jurídica (sociedade empresária).

a empresa deve ser entendida como atividade revestida de duas características singulares,

ou

seja: é econômica e é organizada. Tecnicamente, o termo empresa deve ser utilizado como

sinônimo de “empreendimento”.

De acordo com o Código Civil, as empresas podem se organizar de cinco formas distintas:

sociedade por nome coletivo é empresa por sociedade, onde todos os sócios respondem pela dívidas de forma ilimitada.

sociedade comandita simples organizada em sócio comanditários, de responsabilidade limitada e comanditados de responsabilidade ilimitada

sociedade comandita por ações sociedade onde o capital está dividido em ações, regendo-se pelas normas relacionadas às sociedades anônimas.

pelas normas relacionadas às sociedades anônimas. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel. Fabriciano

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sociedade anônima (companhia), conforme reza o artigo 1088 do Código Civil, sociedade onde o capital divide-se em ações, obrigando-se cada sócio ou acionista apenas pelo preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas.

sociedade limitada prevista no Código Civil, no seu artigo 1052, em tal sociedade a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, sendo que todos respondem solidariamente pela integralização do capital social, dividindo-se este em quotas iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio.

Além destas sociedades, o direito empresarial prevê a figura da sociedade simples, aquela que não é registrada em Registro Público de Empresas Mercantis (requisito obrigatório a todas as cinco modalidades previstas acima), sendo por isso, impedida de postular direitos perante a justiça comum. Na prática, as empresas no Brasil estão distribuídas entre sociedades limitadas ou anônimas, sendo que as outras modalidades existem praticamente apenas no papel.

Não está relacionado ao mundo empresarial, mas é citado no Código Civil, a figura do Profissional Liberal, exatamente no parágrafo primeiro do primeiro artigo no Código Civil dedicado ao direito empresarial, o 966:

“Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa”.

Bibliografia PINHEIRO, Adriano Martins. Noções básicas acerca do Direito Empresarial. Disponível em

1360124.html>. Acesso em: 07 set. 2011.

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EMPRESA COMO PESSOA JURÍDICA

Principais teorias sobre a pessoa jurídica vinculadas às empresas As empresas como tal, antes de qualquer ato, sobretudo no que se refere ao seu funcionamento, devem ser constituídas dentro dos ditames contratuais, societários e legais.

Era da Economia: 304-305), na visão da Economia

institucional, as instituições são “regras” de um jogo de trocas, como o do mercado, em que os

“jogadores” são as organizações, tais como as firmas e os consumidores. As organizações são projetadas e administradas com o objetivo claro de “ganhar” o jogo dentro das regras

estabelecidas. Na medida em que perseguem seus objetivos, os jogadores acabam atuando, muitas vezes, de forma involuntária, como agentes de mudança institucional. A trajetória das mudanças institucionais é, segundo North, a chave para a compreensão das mudanças históricas.

A pessoa jurídica como empresa, é a unidade de pessoas naturais ou de patrimônios,

constituída como sujeito de direitos e obrigações na modalidade de sociedade, segundo a ordem jurídica, objetivando a obtenção de resultado econômico. Sobre o estudo da pessoa jurídica, existem várias teorias dentre as quais destacamos: a) a teoria do patrimônio de afetação, que diz ser a pessoa jurídica um patrimônio destinado a um fim, defendida por Brinz; b) a teoria da ficção, que as considera como puras criações artificiais da lei, defendida por Savigny; c) a teoria de Ihering, que a considera tão-só como um expediente técnico que oculta os homens, que são sempre os verdadeiros sujeitos do direito; d) a teoria lógico-formal de Kelsen, que considera os atos da pessoa jurídica como sendo na verdade atos humanos que são imputados a um sujeito fictício mediante um processo, de "imputação central": o seu ordenamento jurídico geral deixa que direitos e deveres tenham o seu titular determinado por um ordenamento jurídico parcial que é justamente a pessoa jurídica, sendo ela em suma uma expressão unitária para um conjunto de

Segundo Douglass North apud

(A

normas (Enciclopédia Jurídica - Leib Soibelman, verbete: “teorias sobre a pessoa jurídica”).

A empresa inserida na classificação das pessoas jurídicas no novo código civil

O código classifica as pessoas jurídicas sob o aspecto da sua função e capacidade. O seu

artigo 40 estabelece que as pessoas jurídicas são: a) de direito público e b) de direito privado.

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As pessoas jurídicas de direito público por sua vez são: de direito público externo (os Estados

estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público); e de

direito público interno (a União; os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; os

Municípios; as autarquias; e as demais entidades de caráter público, criadas por lei).

As pessoas jurídicas de direito privado, conforme estabelece o artigo 44 do código, são

classificadas em três grupos: a) as associações; b) as sociedades; e c) as fundações. As

associações são aquelas entidades sem fins lucrativos, a exemplo dos sindicatos, associações

dos servidores de uma determinada entidade pública, etc. As fundações são instituições

constituídas através de patrimônio livre doado por seu instituidor para uma finalidade

específica. As sociedades, objeto foco do nosso estudo, são constituídas quando duas ou mais

pessoas celebram um contrato em que reciprocamente se obrigam a contribuir, com Bens ou

serviços, para o exercício de Atividade Econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

A Sociedade empresária como pessoa jurídica e sua administração

Ensina Douglass North apud.(A Era do Economista:305), as instituições podem ser restrições

formais (leis), informais (culturais), ou ainda adimplemento (dispositivos de aplicação) de

contratos e de direito de propriedade. A função delas é reduzir a incerteza por meio do

estabelecimento de uma estrutura estável, mas não necessariamente, para a interação humana.

As restrições legais e o adimplemento dos contratos estão na essência da criação e gestão das

empresas. A formalização da organização na formatação de pessoa jurídica é essencial ao

negócio, considerando que as relações de mercado e com terceiros interessados são

asseguradas pela sua condição jurídica. Neste sentido, pessoa jurídica na acepção ampla do

termo, pode não representar o mesmo que sociedade, pode esta existir (sociedade em comum

ou "de fato") independente daquela. A pessoa jurídica sob o aspecto societário, é a Sociedade

legalmente constituída através de instrumento escrito, público ou particular, devidamente

registrado no órgão competente.

Sua existência começa legalmente a partir do momento em que seus atos constitutivos

(contrato ou estatuto) são registrados no órgão competente (arts. 45, 985 e 1.150 do código

civil). Este registro poderá, quando necessário, ser precedido de autorização ou aprovação do

Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato

constitutivo.

Com o registro, aqueles que exploram a atividade empresarial - o empresário e a Sociedade

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empresária, vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais. Para os que exploram a atividade não empresária - a Sociedade simples, a vinculação se faz no ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas. O poder de administração da pessoa jurídica garante aos respectivos administradores o direito e a obrigação de representar a organização em todos os atos, inclusive em questões judiciais. Os administradores devem zelar pelos interesses da pessoa jurídica, agindo sempre sob o amparo da lei e de procedimentos éticos. Assim, obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos e efetivamente praticados nos limites de seus poderes previstos no ato constitutivo. Coelho (2002:438) fala da designação dos administradores, que pode ser feita por prazo indeterminado ou determinado. Afirma Fábio Ulhoa Coelho:

“Em qualquer caso, ressalte-se, os administradores exercem função de confiança dos sócios (ou, mais precisamente, da parte dos sócios com poderes para removê-los da diretoria), e podem, por isso, ser destituídos, a qualquer tempo, mesmo que seu mandato seja a prazo determinado". No que se refere às decisões, quando houver necessidade de deliberação coletiva, como regra geral, serão estas tomadas pela maioria de votos dos administradores presentes na reunião ou assembleia, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.

POR: Oscar Leandro de Oliveira SITE: http://www.leandroecia.com.br/direito.php?id=10

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A Desconsideração da Personalidade Jurídica

Resumo do Artigo por: Renata_Breves Autor : Renata Oliveira Breves

A Pessoa Jurídica trata-se de um artifício Jurídico criado com a finalidade de estimular e

facilitar a concretização de determinadas empreitadas úteis à sociedade. Elas são consideradas

seres finalísticos, por serem constituídas para fins específicos, que são seu objeto social, razão pela qual a ela é permitido o artifício jurídico de ter atribuída personalidade própria, distinta

de seus sócios ou administradores.

A aquisição da Personalidade Jurídica se dá com a inscrição de seus atos constitutivos no

registro próprio e na forma da lei. Sendo Sociedade Empresária, o arquivamento dos Atos Constitutivos deve ser feito na Junta Comercial, enquanto na Sociedade Simples, a inscrição

do

Contrato Social deverá ser feita no Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Já sua extinção, só

se

dá de fato após a partilha do acervo remanescente entre os sócios e ultimada a fase de sua

liquidação, uma vez que durante o procedimento de liquidação a sociedade dissolvida mantém sua personalidade jurídica, justamente para que se procedam aos atos de liquidação e os

concluam, com a realização do ativo e pagamento do passivo da sociedade.

A partir da aquisição da Personalidade Jurídica, ocorre a Personificação, a sociedade passa a

ter existência distinta de seus membros, tornando-a capaz de ser titular de direitos e obrigações, o que confere autonomia de personalidade entre os sócios e a sociedade. Dentre os efeitos oriundos da Personificação, podemos citar o patrimônio próprio, entretanto, dependendo do tipo societário, os sócios poderão vir a responder de forma subsidiária e ilimitada pelas dívidas sociais, porém o alcance dos bens particulares fica condicionado à exaustão do patrimônio social. Como efeito, temos também o nome próprio da sociedade, diverso do nome dos sócios, exercendo direitos e se vinculará a obrigações sob o nome social,

nacionalidade própria e domicílio próprio, ambos distintos do patrimônio pessoal dos sócios. Contudo, do mesmo modo que o Direito pode conferir personalidade à sociedade para a prática de determinados Atos, ele também pode desconsiderá-la em certas situações, onde se verifica a intenção de utilizar-se do “véu” da empresa para cometer atos ilícitos ou fraudatórios, lesando terceiros em benefício próprio. Não se trata de declarar nula a

em benefício próprio. Não se trata de declarar nula a Rua Dr. Moacir Birro, 663 –

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personificação, mas de torná-la ineficaz para a apuração de determinados atos, sem que isso importe na dissolução da pessoa jurídica.

A Teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídica refere-se, portanto, a uma hipótese

excepcional, na qual se permite superar a distinção entre a personalidade da pessoa jurídica e

a personalidade de seus sócios, associados ou administradores, sendo possível alcançar o patrimônio particular dos membros da sociedade, a fim de responsabilizá-los pessoalmente pelos prejuízos causados a terceiros, desde que configuradas e devidamente comprovadas a fraude e a má-fé. A aplicação da teoria não suprime a sociedade nem a considera nula, apenas declara-se determinado ato ineficaz ou regula-se a situação de modo diferente do habitual, dando-se mais destaque à pessoa do sócio do que à própria sociedade, para com isso responsabilizar quem realmente praticou o ato fraudulento ou abusivo. Somente verificando a prova cabal e incontroversa da fraude ou do abuso de direito, praticado

pelo desvio de finalidade da pessoa jurídica, é que se admite sua aplicação como forma de reprimir o uso indevido e abusivo da entidade jurídica. Não basta haver uma obrigação não satisfeita pela sociedade para que se possa exigir que seus sócios ou membros respondam por ela, uma vez que a desconsideração está diretamente ligada ao mau uso da personalidade jurídica com o aferimento de dolo, abuso de direito, fraude ou desvio de finalidade. Simples indícios ou incapacidade econômica da pessoa jurídica, por si só, não autorizam a aplicação de tal instituto, devendo o Judiciário, quando necessário à repressão de fraude e à má utilização da pessoa jurídica, obrigatoriamente fundamentar seu ato, apontando fatos e provas que demonstrem estar presentes as condições para desconsiderar a personalidade jurídica no caso concreto. No Brasil, o primeiro registro que se tem da adoção dessa teoria por diplomas legais encontra-

se na Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), em seu Art. 28, que prescreve que “O

Juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração”. Outra abordagem legal da Teoria da Desconsideração é identificada no Art. 18 da Lei 8.884/94, que determina que “A personalidade jurídica do responsável por infração da ordem econômica poderá ser desconsiderada quando houver da parte deste abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver

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falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração”. Como se observa no Art. 50 do Novo Código Civil, que dia que “Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica”.

Publicado em: 06 abril, 2011

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DIREITO EMPRESARIAL: aplicação e características

Silvio Aparecido Crepaldi

Resumo:

No atual cenário econômico tomado pelo processo da globalização e pelos avanços tecnológicos, é importante destacar a crescente influência e participação da empresa, estando, ela, sem dúvida, no centro da economia moderna, constituindo a célula fundamental de todo o desenvolvimento empresarial. A Lei nº 10.406, promulgada em 10 de janeiro de 2002, entrou em vigor a partir de 11 de Janeiro de 2003, trouxe mudanças em vários pontos do ordenamento jurídico relativo a atos civis em território brasileiro. Foi batizada "Do Direito da Empresa" a parte que estipula as normas relativas ao comércio. Com a atualização da nomenclatura e adoção expressa da teoria da empresa, realidade fática indiscutível após a evolução das relações comerciais brasileiras, os dispositivos do Livro II da Lei nº 10.406/02 corrigem a rota da matéria jurídica comercial, em substituição ao entendimento vigente na época do Império, calcado no Code de Commerce da França, onde vigorou a teoria dos atos de comércio. Assim, faz-se necessário analisar os vários aspectos da Teoria da Empresa. A carência de bibliografias voltadas ao assunto que incluam o estudo do Direito Empresarial motiva o estudo de novas análises visando sanar as ineficácias na sua aplicação. Em consequência do cenário exposto, a problemática pode ser sintetizada na seguinte questão:

o que é a teoria da empresa no Direito Empresarial? Procurou-se discutir os posicionamentos contraditórios existentes na sua aplicação, as suas características e finalidades, apontando a sua aplicabilidade no ordenamento pátrio, e verificando seus fundamentos e implicações. A observação dos aspectos metodológicos procura indicar os meios a serem utilizados para atingir os objetivos estabelecidos. As informações referentes ao tema teoria da empresa foram obtidas mediante pesquisa bibliográfica. Do mesmo modo, foram obtidas as informações sobre a sua conceituação. O conceito proposto destina-se a analisar a teoria da empresa no Direito Empresarial e sua interferência no sistema empresarial. Todavia, pode-se realizar e identificar as operações mais complexas e de maior incerteza e que justifiquem maior detalhamento desta teoria para a sua adequada aplicação. Pode-se concluir que a empresa está caracterizada pelo exercício da sua

que a empresa está caracterizada pelo exercício da sua Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro

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organização, pois se todos os elementos construtivos da empresa estiverem organizados, mas não se efetivar o exercício dessa organização, não se pode falar em empresa. Esta é a função do empresário, ou seja, organizar sua atividade, coordenando seus bens (capital) com o trabalho aliciado de outrem. Esta é a organização e o motivo do conceito de empresa se firmar na ideia de que ela é o exercício da atividade produtiva. Atualmente a empresa exerce indiscutivelmente, importante função econômica na sociedade, pois é considerada a atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. Com o surgimento da teoria da empresa, o sujeito do direito comercial é o empresário pessoa física ou jurídica que exerce atividade econômica organizada, não importando a natureza dessa atividade. Incompatível com o princípio da isonomia não contemplar as empresas prestadoras de serviço. Palavras chaves: Teoria da Empresa. Direito Empresarial.

1 - INTRODUÇÃO No atual cenário econômico tomado pelo processo da globalização e pelos avanços tecnológicos, é importante destacar a crescente influência e participação da empresa, estando, ela, sem dúvida, no centro da economia moderna, constituindo a célula fundamental de todo o desenvolvimento empresarial. A Lei nº 10.406, promulgada em 10 de janeiro de 2002, entrou em vigor a partir de 11 de Janeiro de 2003, trouxe mudanças em vários pontos do ordenamento jurídico relativo a atos civis em território brasileiro. O diploma tem por característica a unificação do direito privado brasileiro, uma vez que abrange, além de matéria de ordem civil propriamente dita, matéria de direito comercial. Revoga expressamente a Lei nº 3.071/16 (Código Civil) e a Parte Primeira da Lei nº 556, de 1850 (Código Comercial), que versa sobre o "Comércio em Geral". Foi batizada "Do Direito da Empresa" a parte que estipula as normas relativas ao comércio. Com a atualização da nomenclatura e adoção expressa da teoria da empresa, realidade fática indiscutível após a evolução das relações comerciais brasileiras, os dispositivos do Livro II da Lei nº 10.406/02 corrigem a rota da matéria jurídica comercial, em substituição ao entendimento vigente na época do Império, calcado no Code de Commerce da França, onde vigorou a teoria dos atos de comércio. Configurada nos artigos 632 e 633 do Código Francês de 1807, a teoria dos atos de comércio adstringe o comerciante às práticas elencadas no texto legal, vale dizer, comerciante vem a ser aquele que pratica atos de comércio dispostos na lei como tal. Impossível, portanto, coadunar-se a teoria dos atos de comércio com o processo de

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desenvolvimento verificado desde então, caindo por terra a limitação taxativa das práticas comerciais dado a dinâmica empresarial verificada através dos tempos. Em 1942 foi promulgado o Código Civil Italiano, dispondo com força de lei a teoria da empresa, formulada a partir da observação do panorama evolutivo do direito comercial. Segundo esta teoria, atividade comercial é aquela que visa a obtenção de lucro mediante a organização da força de trabalho, capital e matéria-prima, produzindo e circulando bens e serviços. Este pensamento teórico gradativamente tomou vulto entre juristas dos países participantes do sistema jurídico legalista.

A partir da prevalência desta teoria entre os doutrinadores, a figura do comerciante passa a ser

melhor traduzida pela palavra empresário. Assim, faz-se necessário analisar os vários aspectos da Teoria da Empresa. A carência de bibliografias voltadas ao assunto que incluam o estudo do Direito Empresarial motiva o

estudo de novas análises visando sanar as ineficácias na sua aplicação. Em consequência do cenário exposto, a problemática pode ser sintetizada na seguinte questão:

o que é a teoria da empresa no Direito Empresarial? Procurou-se discutir os posicionamentos

contraditórios existentes na sua aplicação, as suas características e finalidades, apontando a

sua aplicabilidade no ordenamento pátrio, e verificando seus fundamentos e implicações.

A observação dos aspectos metodológicos procura indicar os meios a serem utilizados para

atingir os objetivos estabelecidos. As informações referentes ao tema teoria da empresa foram

obtidas mediante pesquisa bibliográfica. Do mesmo modo, foram obtidas as informações sobre a sua conceituação. O conceito proposto destina-se a analisar a teoria da empresa no Direito Empresarial e sua interferência no sistema empresarial. Todavia, pode-se realizar e identificar as operações mais complexas e de maior incerteza e que justifiquem maior detalhamento desta teoria para a sua adequada aplicação.

2 - CONCEITO

É

o conjunto de normas jurídicas (direito privado) que disciplinam as atividades das empresas

e

dos empresários comerciais (atividade econômica daqueles que atuam na circulação ou

produção de bens e a prestação de serviços), bem como os atos considerados comerciais,

ainda que não diretamente relacionados às atividades das empresas, conforme MAMEDE

2007.

às atividades das empresas, conforme MAMEDE 2007. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel.

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Abrange a teoria geral da empresa; sociedades empresariais; títulos de crédito; contratos mercantis; propriedade intelectual; relação jurídica de consumo; relação concorrencial; locação empresarial; falência e recuperação de empresas. Portanto, o Direito de Empresa passa a ser regulado pela codificação civil na Parte Especial do Livro II (arts. 966 a 1.195). Este livro, por sua vez, é assim dividido: Título I - Do empresário; Título II - Da Sociedade; Título III - Do Estabelecimento; e Título IV - Dos Institutos Complementares. Este é o período correspondente ao Direito Empresarial contemplado no Código Civil. Leva em conta a organização e efetivo desenvolvimento de atividade econômica organizada. Os empresários individuais e as sociedades empresárias são considerados agentes econômicos fundamentais, pois geram empregos, tributos, além da produção e circulação de certos bens essenciais à sociedade, por isso, a legislação garante a estes uma série de vantagens. Assim é que são deferidos institutos que dão efetividade ao princípio da preservação da empresa, de origem eminentemente neoliberal em razão da necessidade de proteção ao mercado, relevante para o desenvolvimento da sociedade em inúmeras searas, a exemplo da falência, da possibilidade de produção de provas em seu favor por meio de livros comerciais regularmente escriturados e demais medidas protetivas.

3 - AUTONOMIA

É assegurada pela Constituição Federal, no art. 22, I, que ao tratar da competência privativa

da União em legislar sobre diversas matérias, explicitou dentre elas distintamente o Direito Civil e o Direito Comercial, que atualmente é melhor chamado de Direito Empresarial, pois a preocupação da disciplina também se refere à prestação de serviços. Em verdade, o direito empresarial possui um conjunto sistematizado de princípios e normas que lhe dão identidade, bem como institutos exclusivos como a recuperação de empresas e a falência, o que faz com que se diferencie de outros ramos do direito.

4 - FONTES

4.1 Formais (primárias ou principais) São os meios pelos quais as normas jurídicas se manifestam exteriormente: Constituição da República Federativa do Brasil; Leis Comerciais CC, Lei 10.406/2002, arts. 966 a 1195; Lei

6404/76 S A; Lei 11.101/2005 Falência e Recuperação Judicial e Extra-judicial; Lei 9179/96 Propriedade Industrial; Lei 5474/68 Lei das Duplicatas; Código Comercial Lei

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556/1850, que trata do Comércio Marítimo e que não foi revogada pelo CC.; Tratados e Convenções Internacionais (Lei Uniforme de Genebra).

4.2 Secundárias Na ausência de norma específica de direito empresarial deve-se recorrer a essas fontes (leis extravagantes). Compõem-se de: Leis civis fonte direta no caso de obrigações, considerando a unificação do CC 2002; Usos e costumes podem ser: Secundum legem: previstos em lei; Praeter legem na omissão da lei; e Contra legem: contra lei (cheque pós-datado). No que tange a costumes locais, exemplo: art. 111 do CC., tem-se: Analogia; Costumes; Princípio Gerais do Direito; e a Jurisprudência.

5 - RELACIONAMENTO DO DIREITO EMPRESARIAL COM OS OUTROS

RAMOS DO DIREITO PÚBLICO OU PRIVADO Embora seja um ramo autônomo do direito privado, mantém íntimas relações com outras áreas do direito. As principais são:

a) Direito Civil direito obrigacional único para os dois ramos do direito privado. São

inúmeras as relações, a começar do atual compartilhamento do CC, que reservou dispositivos dedicados à matéria comercial, seja sobre títulos de crédito, empresa, empresário, registro de empresa, etc.

b) Direito Público: relaciona-se especialmente na parte relativa à sociedade anônima, aos

transportes marítimos, aeronáuticos e terrestres. c) Direito Tributário influência marcante nos lançamentos da contabilidade mercantil e seus efeitos quanto à incidência dos tributos e à circulação de mercadorias. A responsabilização dos sócios-gerentes por obrigações da sociedade de natureza tributária, à exegese do art. 135, III, CTN, ou mesmo da imposição de algumas espécies de livros fiscais aos empresários.

d) Direito do Trabalho liga-se à disciplina das relações entre os empregados e os empregadores, que são os empresários individuais e coletivos. Basta vermos as causas

trabalhistas sendo decididas no âmbito da Justiça do Trabalho para, em seguida, habilitarem- se no Quadro Geral de Credores admitidos na falência. Também os débitos de natureza trabalhista sendo cobrados dos sócios das sociedades anônimas ou limitadas.

e) Direito Econômico: envolve as atividades comerciais ao limitar o preço de mercadorias,

proibir a comercialização de certos produtos importados, enfim, ao interferir na vontade das partes.

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f) Direito Penal e Processual: aproxima-se desses ramos do direito, particular manete no que

se refere aos crimes falimentares e concorrência desleal.

g) Direito Internacional o Brasil é seguidor de convenções internacionais que tratam de títulos de crédito e propriedade industrial, dentre outros. Para inserção das normas em nosso Ordenamento Jurídico, utilizam-se procedimentos afeitos ao Direito Internacional.

6 - TEORIA DA EMPRESA De acordo com o Código Civil, o Direito brasileiro adota a Teoria da Empresa. Substituiu a teoria dos atos de comércio pela teoria da empresa, deixou de cuidar de determinadas atividades (as de mercancia) para disciplinar uma forma específica de produzir ou circular bens ou serviços: a empresarial. Isto ocorre em razão da evolução operada no comércio mundial, notadamente com a difusão e aquisição de importância da prestação de serviços.

Para tanto foi criada a Teoria da Empresa, que nasceu na Itália e desenvolveu-se para corrigir falhas da teoria dos atos de comércio, vindo, atualmente, a nortear a legislação pátria. Considera-se empresa a atividade econômica organizada. Sendo:

- Objetiva o estabelecimento um conjunto de bens corpóreos e incorpóreos reunidos pelo empresário, para o desenvolvimento de uma atividade econômica;

- Subjetiva o empresário sujeito de direitos que organiza o estabelecimento para o desenvolvimento de uma atividade econômica;

- Funcional atividade econômica desenvolvida por vontade do empresário por meio do

estabelecimento;

- Corporativo empresário + empregados e colaboradores (recursos humanos utilizados na

execução da atividade econômica a que a empresa se propõe). Abrange as atividades de comércio, indústria e serviço. É facultativo para a atividade rural. São excluídos: profissionais liberais regulados por lei especial e profissionais intelectuais de

natureza científica, literária ou artística.

A Teoria da Empresa desenvolveu-se para corrigir falhas da teoria dos atos de comércio. Para

identificar o empresário, desconsidera-se a espécie de atividade praticada e passa-se a considerar a estrutura organizacional, relevância social e a atividade econômica organizada, a fim de colocar em circulação mercadorias e serviços. O atual sistema jurídico passou a adotar uma nova divisão que não se apoia mais na atividade desenvolvida pela empresa, isto é, comércio ou serviços, mas no aspecto econômico de sua atividade, ou seja, fundamenta-se na teoria da empresa, conforme RAMOS 2008.

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De agora em diante, dependendo da existência ou não do aspecto econômico da atividade, se uma pessoa desejar atuar individualmente (sem a participação de um ou mais sócios) em

algum segmento profissional, enquadrar-se-á como empresário ou autônomo, conforme a situação, ou, caso prefira se reunir com uma ou mais pessoas para, juntos, explorar alguma atividade, deverão constituir uma sociedade que poderá se tornar uma sociedade empresária ou sociedade simples, conforme veremos as diferenças entre uma e outra, mais adiante.

O Código Civil de 2002, revogou expressamente a primeira parte do Código Comercial pelo

art. 2.045, a qual era dedicada ao comércio em geral (mantido os contratos marítimos). O Código Civil adota a Teoria da Empresa, e atualmente só existe o Empresário. (art. 2.037, CC).

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- APLICAÇÃO DO DIREITO EMPRESARIAL

O

Direito Empresarial é, portanto, o conjunto de normas jurídicas que regulam as transações

econômicas privadas empresariais que visam à produção e à circulação de bens e serviços por

meio de atos exercidos profissional e habitualmente, com o objetivo de lucro, consoante REQUIÃO 2007. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elementos de empresa, conforme SILVA 2007. Desse dispositivo duas situações pode-se extrair:

- As profissões regulamentadas por leis especiais que não permitem o enquadramento

profissional na qualidade de empresário, mesmo que os elementos de empresa estejam presentes. Exemplo Advogado. - O produtor rural cuja adesão ao regime jurídico empresarial é facultativa, art. 971, CC.

8 - CARACTERÍSTICAS DO DIREITO EMPRESARIAL

Embora o direito empresarial em termos legislativos passe a ter seu principal regramento

inserido no bojo do Código Civil, continua a possuir características próprias como:

- Universalismo, Internacionalidade ou Cosmopolitismo De Cosmópolis, cidade

caracterizada por vultuosa dimensão e pelo grande número de habitantes. Significa “aquele que recebe influência cultural de grandes centros urbanos”, ou, sob ótica estritamente jurídica,

a possibilidade de aplicação de leis e convenções internacionais ao direito comercial. O

direito empresarial vive de práticas idênticas ou semelhantes adotadas no mundo inteiro,

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principalmente com o advento da globalização da economia, transcendendo as barreiras do direito pátrio, mas nem sempre exigindo legislação a respeito. É o caráter universal intrínseco ao Direito Empresarial, que o acompanha desde os primórdios. Exemplo: Lei Uniforme de Genebra, que dispõe sobre letras de câmbio, notas promissórias e cheque.

- Individualismo O lucro é a preocupação imediata do interesse individual.

- Onerosidade em se tratando de uma atividade econômica organizada, a onerosidade estará sempre presente no elemento lucro almejado pelo empresário. Às vezes, é comum encontrarmos promoções que oferecem produtos gratuitamente, o que retira o caráter de

onerosidade, haja vista que normalmente são promoções com o objetivo de gerar sinergia nas vendas, em que o consumidor leva o produto gratuito junto com outros produtos em que não exista a mesma promoção.

- Simplicidade ou Informalismo em suas relações habituais no mercado permite o exercício

da atividade econômica sem maiores formalidades, pois, se contrário fosse, o formalismo poderia obstar o desenvolvimento econômico. Exemplo: circulação de títulos de crédito mediante endosso.

- Fragmentarismo consiste justamente na existência de um direito empresarial vinculado a

outros ramos do direito, pois ainda que com características próprias (autonomia), sua existência depende da harmonia com o conjunto de regras de outros diplomas legislativos.

- Elasticidade o direito empresarial, por transcender os limites do território nacional, precisa estar muito mais atento aos costumes empresariais do que aos ditames legais. Permanece em constante processo de mudanças, adaptando-se à evolução das relações de comércio. Exemplo: contratos de leasing e franchising.

- Dinamismo está relacionado com o desenvolvimento empresarial, fazendo com que as

normas comerciais estejam sempre em constante mudança, aderindo a novas tecnologias que certamente acarretarão a existência de novas práticas comerciais.

Diferenças substanciais antes existentes entre o direito comercial e o direito civil.

DIREITO COMERCIAL

   

DIREITO CIVIL

·

Universalismo,

internacionalismo,

·

Regionalismo; ·Função social;

cosmopolitismo;

· Individualismo;

·

Existência de contratos gratuitos;

· Onerosidade;

·

Formalismo;

· Informalismo;

·

Completude;

· Formalismo; · Informalismo; · Completude; Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel. Fabriciano

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· Fragmentarismo;

· Solidariedade decorre da lei ou da vontade das

· Solidariedade presumida nas obrigações.

partes.

9 - ATIVIDADE RURAL COMO ATIVIDADE EMPRESARIAL

Mesmo os adeptos da "Teoria da Empresa" não aceitam a atividade rural como atividade

empresarial.

Contudo, pelo Código Civil, tais atividades são consideradas empresariais. O art. 970 diz

inclusive que, a lei lhes assegurará tratamento diferenciado e simplificado no tocante à

inscrição e aos efeitos, sendo seguido pelo art. 971, que dispõe que o empresário rural poderá

requerer sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis, "caso em que, depois de

inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro".

E terminante é o art. 984, que assegura ao empresário rural, inscrito no Registro Público de

Empresas Mercantis de sua sede, equiparação às sociedades empresárias, para todos os

efeitos.

Assim, a atividade rural, depois de inscrita no Registro Público de Empresas Mercantis,

ganha status de atividade empresarial.

10 - PRINCÍPIOS DA ATIVIDADE EMPRESARIAL, ART. 170, CRFB/88:

Segundo o que estabelece o art. 170 da Constituição da República Federativa do Brasil são: a

livre iniciativa; a dignidade da pessoa humana; a boa-fé; a soberania nacional; a propriedade

privada; a função social da empresa; a defesa do consumidor; e o tratamento favorecido à

micro empresa.

10.1 Não são atividades empresárias

As fundações (fins religiosos, morais, culturais e assistenciais), art. 62, CC; as associações

sem fins econômicos, art. 53, CC; as sociedades simples - § único, art. 966, CC “não se

considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou

artística, ainda com concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão

constituir elemento da empresa”.

11 - CONCLUSÃO

Pode-se concluir que a empresa está caracterizada pelo exercício da sua organização, pois se

todos os elementos construtivos da empresa estiverem organizados, mas não se efetivar o

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exercício dessa organização, não se pode falar em empresa. Esta é a função do empresário, ou

seja, organizar sua atividade, coordenando seus bens (capital) com o trabalho aliciado de

outrem. Esta é a organização e o motivo do conceito de empresa se firmar na idéia de que ela

é o exercício da atividade produtiva.

O conceito empresa, sob o aspecto jurídico, adquire diversos perfis em relação aos diversos

elementos que o integram. Por isso, a definição legislativa de empresa não existe, esta é a

razão da falta de encontro das diversas opiniões até agora manifestadas na doutrina. Um é o

conceito de empresa, como fenômeno econômico. Diversas são as noções jurídicas relativas

aos aspectos do fenômeno econômico que ela representa. Quando fala-se da empresa em

relação à disciplina jurídica, tem-se em mente os diversos aspectos jurídicos do fenômeno

econômico.

Empresa, portanto, não é coisa corpórea, e sim abstrata, porque significa a atividade ou o

conjunto de atividades do empresário. Empresa é o organismo que, através de alguns

elementos ou, fatores, exercita um comportamento repetitivo e metódico, exteriorizando a

atividade do empresário. Empresa é a atividade do empresário, que objetiva o atendimento do

mercado e a obtenção de lucro.

Atualmente a empresa exerce indiscutivelmente, importante função econômica na sociedade,

pois é considerada a atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens

ou serviços.

Com o surgimento da teoria da empresa, o sujeito do direito comercial é o empresário

pessoa física ou jurídica que exerce atividade econômica organizada, não importando a

natureza dessa atividade. Incompatível com o princípio da isonomia não contemplar as

empresas prestadoras de serviço.

Referências bibliográficas MAMEDE, Gladston. Direito Empresarial Brasileiro: empresa e atuação empresarial, volume 1. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 370 p. RAMOS, André Luiz Santa Cruz. Curso de Direito Empresarial. Salvador: Editora Podium. 2008, 671 p. REQUIÃO, Rubens Edmundo. Curso de Direito Comercial. 25. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. 2 vols. SILVA, Bruno Mattos e. Direito de Empresa: teoria da empresa e direito societário. São Paulo: Atlas, 2007. 533 p.

e direito societário. São Paulo: Atlas, 2007. 533 p. Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro

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Informações Sobre o Autor:

Silvio Aparecido Crepaldi Docente do Curso de Direito da UNIPAC Uberlândia-MG e Coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Institucional do CESVALE Informações Bibliográficas

CREPALDI, Silvio Aparecido. Direito empresarial: apliação e características. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, 53, 31/05/2008 [Internet]. Disponível em http://www.ambito- juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=2772. Acesso em

12/04/2012

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DIREITO EMPRESARIAL: NOME EMPRESARIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL

por Joseph Robert Terrell

RESUMO Com o Novo Código Civil em vigor, ocorreram algumas modificações quanto ao nome empresarial. Quanto à formação, por exemplo, tendo em vista que alguns tipos societários não podem adotar determinas terminologias. Não obstante, esta regra possui exceções, impostas pela própria legislação. Com o Novo Código Civil em vigor, alguns tipos societários desapareceram. A respeito do registro da sociedade é possível dividi-lo em duas categorias:

As sociedades que devem ser registradas na Junta Comercial e as sociedades que devem ser registradas no Cartório de Pessoas Jurídicas.

PALAVRAS-CHAVE

Nome

empresarial.

Novo

Código

Civil.

Lei

10.406/02.

Formação.

Registro.

1. INTRODUÇÃO

Com o Novo Código Civil 1 em vigor, ocorreram algumas modificações quanto ao nome empresarial. Neste sentido, o presente texto demonstra de forma clara e direta as principais

alterações ocorridas. Primeiramente, abordaremos sua definição e seu conceito. A posteriori, trataremos de sua formação, bem como dos tipos societários que existiam, anteriormente ao novo Código Civil, e que existem atualmente. Por fim, falaremos do nome do sócio que falece e do registro do nome empresarial.

2. DEFINIÇÃO

Segundo a Lei nº 8.934, de 18 de novembro de 1994, que dispõe sobre o registro público de empresas mercantis e atividades afins e dá outras providências 2 , em seu artigo 4º confere ao Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC) poderes para dispor normas sobre

a ementa da lei supra. Assim, o Diretor do DNRC, no uso das atribuições que lhe são conferidas, na Instrução Normativa nº 53, de 06 de março de 1996, resolve, em seu artigo 1º, que nome empresarial “é aquele sob o qual a empresa mercantil exerce sua atividade e se obriga nos atos a ela pertinentes”. Adiante, no parágrafo único do mesmo artigo, está

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expresso que “o nome empresarial compreende a firma individual, a firma ou razão social e a denominação”. Ao passo que conforme o Novo Código Civil dispõe em seu artigo 1.155 “considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada, de conformidade com este Capítulo, para o exercício de empresa”. Percebe-se que o novo texto legal não expressa o termo razão social, que embora seja sinônimo de firma social, foi, de certa forma, abolido pelo legislador.

3. CONCEITO Com as duas definições acima expostas, observamos que a Lei nº 8.934/94 é mais abrangente que o Novo Código Civil. Pois este deixa lacunas, como, por exemplo, não expressa que é pelo nome empresarial que a empresa exerce sua atividade e nem que seus atos praticados

estão vinculados ao seu nome. Por isso, devemos nos atentar ao conceito de nome empresarial, que é mais amplo do que suas definições.

O conceito de nome empresarial não é muito diferente de sua definição legal 3 . Todavia, como

visto anteriormente, o nome empresarial compreende alguns tipos, sendo eles a firma individual, firma ou razão social e a denominação social. Entende-se por firma individual o nome empresarial utilizado pelo comerciante individual, sendo formada somente pelo nome do sócio, por extenso ou abreviadamente, sendo permitido o uso da expressão no final do nome, que melhor identifique o objeto da empresa ou também para diferenciar de outro já existente. Em relação à firma ou razão social, estes são formados pela combinação dos nomes de todos

os sócios, alguns, ou somente um sócio. Sendo que, se na formação do nome empresarial for omitido um ou mais sócios, deverá ser acrescida no final do nome a expressão “& Cia” por extenso ou abreviadamente. Os nomes dos sócios também podem ser expressos por extenso ou abreviadamente. Conforme ensinaWALDIRIO BULGARELLI 4 “a expressão & Cia. significa a existência de outros sócios”.

A respeito de denominação social, compreende-se que será formado com o uso de qualquer

palavra ou expressão de fantasia, sendo facultado o uso de expressão que caracterize o objeto

da sociedade. Quando se usa algum nome de pessoa física na formação do nome entende-se que se está prestando homenagem a alguém, sendo está de inteira responsabilidade dos

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contratantes. Assim, para FÁBIO ULHOA COELHO :

“A firma e a denominação se distinguem em dois planos, a saber: quanto à estrutura, ou seja, aos elementos linguísticos que podem ter por base; e quanto à função, isto é, a utilização que se pode imprimir ao nome empresarial. No tocante à estrutura, a firma só pode ter por base nome civil, do empresário individual ou dos sócios da sociedade empresarial. O núcleo do nome empresarial dessa espécie será sempre um ou mais nomes civis. Já a denominação deve designar o objeto da empresa e pode adotar por base nome civil ou qualquer outra expressão linguística (que a doutrina costuma chamar de elemento fantasia). Assim, “A. Silva & Pereira Cosméticos Ltda” é exemplo de nome empresarial baseado em nomes civis; já “Alvorada Cosméticos Ltda” é nome empresarial baseado em elemento fantasia”.

4. FORMAÇÃO Quanto à formação do nome empresarial também ocorreram modificações, tendo em vista que alguns tipos societários não podem adotar determinas terminologias. A respeito do empresário individual e de cada tipo de sociedade empresarial, a legislação contém regras específicas relativas à formação do nome empresarial. Possibilitando que alguns tipos de sociedades empresárias adotem firma ou denominação, conforme a vontade de seus sócios, e outros tipos sejam obrigados a adotarem uma ou outra espécie de nome empresarial. Segundo FRAN MARTINS 6 “a firma é o nome comercial formado do nome patronímico ou de parte desse nome de um comerciante ou de um ou mais sócios de sociedade comercial, acrescido ou não, quando se trata de sociedade, das palavras e companhia”. Por outro lado, deve-se entender por denominação como o nome empresarial formado por qualquer palavra ou expressão de fantasia, sendo facultado o uso de expressão que caracterize o objeto da sociedade. Como explanado a pouco, as sociedades empresariais podem optar pelo uso da firma, razão social ou da denominação, de acordo com o tipo de sociedade. Via de regra, as sociedades que possuem sócios de responsabilidade ilimitada, de forma subsidiária, pelas obrigações sociais, utilizarão uma firma ou razão social, pois a firma tem a peculiaridade de demonstrar aos terceiros que as pessoas que nela figuram possuem, na sociedade, essa responsabilidade ilimitada. 7

possuem, na sociedade, essa responsabilidade ilimitada. 7 Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro – Cel.

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Por fim, existem sociedades em que todos os sócios limitam a sua responsabilidade pelas obrigações sociais, ou apenas às importâncias do capital social. Nesses casos, sem a existência de sócios de responsabilidade ilimitada, não poderão usar de firma ou razão social. Ao invés, usarão de um nome fantasia ou tirado do seu objeto social, nome esse que tem a designação específica de denominação. 8 Contudo, existem algumas exceções ao princípio geral da formação do nome empresarial. A priori, o empresário individual e as sociedades em que existem sócios de responsabilidades ilimitadas utilizam, como nome empresarial, firma ou razão social, contendo o nome civil, por extenso ou abreviado, do empresário individual, e o nome ou nomes civis do sócio ou sócios de responsabilidades ilimitada, nas firmas das sociedades, adicionados, ou não, da locução “e Companhia”. Não obstante, esta regra possui exceções, impostas pela própria legislação, existindo sociedades nas quais os sócios têm responsabilidade limitada, que podem compor seu nome empresarial usando firmas ou razões sociais. Enquadrando-se nesta ressalva as sociedades limitadas e as sociedades em comandita por ações. Nas primeiras, de acordo com a lei brasileira, a responsabilidade dos sócios é limitada ao total do capital social. Todavia, permitiu o sistema que tais sociedades possuíssem denominação ou firma, entretanto, para que não causasse confusão, a terceiros, sobre a responsabilidade adquirida pelos sócios, determinou que junto à firma ou à denominação fosse adicionada a expressão “limitada”, que no caso tornou-se o elemento específico caracterizador desse tipo de sociedade. 9 Igualmente a sociedade em comandita por ações pode utilizar firma ou denominação, porém justificada esta possibilidade por ela contar com sócios de responsabilidade limitada e sócios que respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais. Adotando uma firma, só poderão compô-la, os sócios que assumem responsabilidade ilimitada. No entanto, deverão incluir, sempre, junto à firma ou à denominação, a locução “comandita por ações”, para que os terceiros possam identificar o tipo de sociedade e o grau de responsabilidade assumido pelas pessoas integrantes da mesma. 10

5. TIPOS SOCIETÁRIOS E SEUS RESPECTIVOS NOMES Com o Novo Código Civil em vigor, alguns tipos societários desapareceram. A seguir veremos quais eram os tipos societários existentes e como se compunham seus respectivos nomes e quais são, atualmente, e como se compõem hoje.

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Os tipos societários existentes no Código Comercial e Lei específica são:

1. Sociedade em nome coletivo artigos 315 e 316, do Código Comercial;

2. 2. Sociedade de capital e indústria artigos 317 à 324, do Código Comercial;

3. 3. Sociedade em comandita simples artigos 311 à 314, do Código Comercial;

4. 4. Sociedade de conta em participação artigos 325 à 328, do Código Comercial;

5. 5. Sociedade por cotas de responsabilidade limitada Decreto-Lei nº 3.708/19 11 ;

6. 6. Sociedade anônima Lei nº 6.404/76 ;

7. 7. Sociedade em comandita por ações Lei nº 6.404/76.

No tocante ao empresário individual só poderá adotar firma, baseado em seu nome civil. Sendo-lhe facultado abrevia-lo, ou ainda, agregar ao seu nome empresarial o ramo de atividade a que se destina. Exemplos: Sócio – João Pedro Antunes: “João Pedro Antunes”; “J. Pedro Antunes”; “João P. Antunes”; “João Pedro Antunes – Relojoeiro”. Segundo FÁBIO ULHOA COLEHO 13 quando se trata de empresário individual, o nome empresarial pode não coincidir com o civil; e, mesmo quando coincidentes, têm o nome civil e o empresarial naturezas diversas”. Já a sociedade em nome coletivo está liberada a adotar firma ou razão social, com a qual se obrigam nas suas relações com terceiros, podendo ter por base o nome civil de um, alguns ou todos os seus sócios, visto que neste tipo de sociedade todos os sócios assumem responsabilidade ilimitada. Esses nomes poderão ser aproveitados por extenso ou abreviadamente, conforme a vontade de seus titulares. Se o nome empresarial for composto somente pelo nome de um de seus sócios, deverá ser acrescida da expressão, “e Companhia” ou “& Companhia”, por extenso ou abreviadamente. Exemplos: Sócios – Alberto Antunes e Luiz Gomes: “Antunes & Gomes”; “Alberto Antunes & Cia”; “A. Antunes & Cia”; “Luiz Gomes & Cia”; “Gomes & Cia”; “L. Gomes & Cia”; entre outras combinações. Com relação a sociedade em comandita simples, esta também pode adotar a firma ou razão social, da qual conste nome civil de sócio ou sócios comanditados, sendo obrigatória a utilização da partícula “eCompanhia” ou “& Companhia”, por extenso ou abreviadamente, para fazer menção aos sócios dessa categoria. O nome civil do sócio comanditado pode ser usado por extenso ou abreviadamente, podendo ser agregado a ele o ramo de negócio explorado pela sociedade. Vale lembrar que os nomes dos sócios comanditários não podem ser utilizados na composição do nome empresarial, posto que não têm responsabilidade ilimitada e solidária pelas obrigações da sociedade. Exemplos: Sócios comanditados Alberto

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Antunes e Luiz Gomes: “Alberto Antunes, Luiz Gomes & Cia”; “A. Antunes & Companhia”; “Antunes, Gomes & Cia – Peças Automotivas”. Em se tratando de sociedade em conta de participação, não poderá adotar nome empresarial, em virtude de sua natureza de sociedade secreta. Agirá, em suas relações com terceiros, mediante a firma ou denominação do sócio ostensivo, seja esse comerciante individual ou sociedade comercial. No que tange a sociedade de capital e indústria, esta poderá adotar ou não uma firma social, sendo que se escolher a primeira opção, será constituída pelos nomes dos sócios capitalista, visto que somente eles possuem responsabilidade ilimitada, conforme disposto no artigo 318, do Código Comercial. Sendo a sociedade por quotas de responsabilidade limitada, poderá usar de uma firma ou razão social ou de uma denominação. Se optar pela firma, esta terá que se compor pelo nome de um, alguns ou todos os sócios; e se optarem pela denominação, será de livre escolha dos que a constituem. Porém, independentemente da escolha, seu nome empresarial será acrescido da expressão “limitada” ou “sociedade de responsabilidade limitada”, por extenso ou abreviadamente. Caso contrário todo sócio será considerado ilimitadamente responsável pelas obrigações sociais. Exemplos: “Antunes & Cia. Ltda”; “Antunes, Gomes & Cia. Ltda”; “Auto Peças Tamarins, Ltda”; “Indústria de Auto Peças Tamarins, sociedade de responsabilidade limitada”. No que concerne a sociedade anônima, esta poderá usar somente uma denominação, devendo ser acrescida no início, no meio ou no fim, da expressão “sociedade anônima”, por extenso ou abreviadamente, ou antecipada da expressão “Companhia”, podendo também ser abreviada ou por extenso, conforme disposto no artigo 3º, da Lei nº 6.404/76 14 . Existe a possibilidade de, por exemplo, homenagear alguém, utilizando nomes civis de pessoas que fundaram a companhia ou concorreram para o êxito da mesma. 15 Exemplos: “S/A Tamarins – Auto Peças”; “Tamarins S/A – Auto Peças”; “Tamarins Auto Peças Sociedade Anônima”; “Companhia Luiz Gomes de Auto Peças”. Quando se trata de sociedade por ações, poderá se utilizar firma ou denominação, em qualquer caso, sempre acrescida da locução “comandita por ações”. Na primeira opção, só poderão figurar os nomes civis dos gerentes ou diretores, que respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais. Na segunda, se fundado em nome civil de um ou mais acionistas com responsabilidades ilimitada, é obrigatória a inserção da palavra “e Companhia”, por extenso

a inserção da palavra “e Companhia” , por extenso Rua Dr. Moacir Birro, 663 – Centro

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ou abreviada. Exemplos: “Alberto Antunes e Companhia, Comandita por Ações”; “Tamarins Auto Peças C.A.”; “Comandita por Ações Antunes, Gomes & Cia”. Por fim, deve-se citar que o empresário, sendo pessoa física ou jurídica, ao se registrar como microempresário ou empresário de pequeno porte, terá acrescido ao seu nome as locuções ME ou EPP, respectivamente, conforme disciplina o artigo 11, da Lei nº 8.864/94. 16 Alguns tipos societários desapareceram. Assim, hoje, em decorrência das alterações promovidas pela entrada em vigor do Código Civil os tipos societários são os seguintes:

1. Regulares personificadas:

1.1. Sociedade

em

nome

coletivo

artigos

1.039

à

1.044,

do

Código Civil;

1.2. Sociedade

em

comandita

simples

artigos

1.045

à

1.051,

do

Código

Civil;

1.3. Sociedade

limitada

Artigos

1.052

à

1.054,

do

Código Civil;

1.4. Sociedade Anônima Artigos 1.088 à 1.089, do Código Civil c/c Lei nº 6.404/76;

1.5. Sociedade em comandita por ações artigos 1.090 e 1.091, do Código Civil c/c Lei nº

6.404/76.

2. Sociedades não personificadas:

2.1. Sociedade

em

comum

artigos

986

à

990,

do

Código

Civil;

2.2. Sociedade

em

conta

de