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Aula 03

Curso: Noções de Direito Administrativo p/ Polícia Federal - Cargo 9 - Agente

Professor: Daniel Mesquita

Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel

Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel Mesquita Aula 03

AULA 03: Poderes administrativos

SUMÁRIO

1.

INTRODUÇÃO À AULA 03

2

2.

PODERES ADMINISTRATIVOS.

2

2.1.

USO E ABUSO DE PODER

5

3.

PODER HIERÁRQUICO

7

4.

PODER DISCIPLINAR

11

5.

PODER REGULAMENTAR

15

6.

PODER DE POLÍCIA

20

6.1.

CONCEITO

20

6.2.

ATRIBUTOS

21

6.3.

INDELEGABILIDADE

24

6.4.

POLÍCIA ADMINISTRATIVA X POLÍCIA JUDICIÁRIA

25

7.

PODER VINCULADO

34

8.

PODER DISCRICIONÁRIO

35

9.

RESUMO DA AULA

40

10.

QUESTÕES COMENTADAS

45

11.

REFERÊNCIAS

54

1. Introdução. Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados.

1. Introdução.

Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel Mesquita Aula 03

Nessa nossa aula 03 do curso de Direito Administrativo,

preparatório para o concurso de Agente (cargo 9) da Polícia Federal

falaremos do seguinte assunto: 4 Poderes administrativos. 4.1

Hierárquico, disciplinar, regulamentar e de polícia. 4.2 Uso e abuso do

poder.. Seguiremos com a análise de diversas questões que já caíram

em concursos anteriores, especialmente do CESPE.

Não se esqueça que, ao final, você terá um resumo da aula e as

questões tratadas ao longo dela. Use esses dois pontos da aula na

véspera da prova!

Num concurso como este, a matéria é muito extensa. Não há como

você ler a matéria hoje e apreender tudo até no dia da prova. Por isso,

programe-se para ler os resumos na semana que antecede a prova.

Lembre-se: o planejamento é fundamental.

Chega de papo, vamos à luta!

2. Poderes administrativos.

Certamente, você já ouviu falar que na Administração Pública vige

o princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse

privado, ou seja, os atos estatais se impõem perante os particulares,

pois o Estado age visando o interesse público.

Entretanto, como é que esse princípio se materializa? Como é que,

na prática, a Administração se sobrepõe ao particular?

Isso ocorre por meio dos poderes administrativos. O ordenamento

jurídico coloca esses poderes a disposição do Estado para que ele tenha

meios de impor a sua a supremacia.

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Os agentes públicos, por gozarem desses poderes (=

prerrogativas), encontram-se numa posição superior ao cidadão

comum. Assim, o Estado consegue dirimir os conflitos da sociedade.

Esse poder não é uma faculdade da Administração. A professora Di

Pietro assim diz “Embora o vocábulo poder dê a impressão de que se

trata de faculdade da Administração, na realidade trata-se de poder-

dever, já que reconhecido ao poder público para que o exerça em

benefício da coletividade; os poderes são pois irrenunciáveis”.

São poderes da Administração: 1.Poder hierárquico; 2.Poder

disciplinar; 3.Poder regulamentar; 4. Poder de polícia. Alguns autores

colocam a discricionariedade e a vinculação como poderes da

Administração, por isso, esses “poderes” também serão tratados ao

longo desta aula.

Os poderes, contudo, não são uma arma brutal que provoca um

ataque sem defesa contra os administrados, eles são limitados pelos

direitos individuais previstos na Constituição, como o direito a ampla

defesa e o contraditório, por exemplo, pela lei, pelos princípios da

proporcionalidade e da razoabilidade e por diversos outros postulados,

como o do controle dos atos administrativos.

Agindo o administrador fora dos objetivos legais ele comete abuso

de poder, e se ao contrário não exerce os poderes a ele conferidos

comete abuso de poder por omissão.

Ótimo professor! Quanto ao poder-dever, entendi a noção geral de

poder, mas há um contrapeso em relação a esses poderes? Não incide

aqui no direito administrativo a máxima de que grandes poderes geram

grandes responsabilidades?

Há sim um contrapeso, meus caros e este contrapeso são os

deveres (= restrições ou sujeições) dos administradores públicos.

O administrador não pode se abster de praticar os atos de sua

competência legal, uma vez que ele deve obediência ao princípio da

legalidade. Dessa forma, quando a Administração tem o dever de agir,

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Ele tem competência para atuar, mas se excede no uso dos meios que a

lei lhe dá para atingir os fins de interesse público.

Item correto!

2. (CESPE 2013 CNJ Técnico Judiciário Área

Administrativa) Considere que determinado servidor público, dentro de

suas atribuições, tenha se afastado do interesse público e atuado

abusivamente. Nessa situação hipotética, esta conduta estará sujeita à

revisão judicial ou administrativa, podendo, inclusive, o servidor

responder por ilícito penal.

Pessoal, aqui o caso é clássico de abuso de poder. Nessas

situações, a conduta do servidor público está sujeita ao controle judicial

ou administrativo, podendo responder por ilícito na esfera criminal.

Logo,

está CORRETA.

3. Poder Hierárquico

Segundo Leandro Zannoni, “o poder hierárquico decorre da

hierarquia, que é o vinculo de subordinação e coordenação entre órgãos

e agentes superiores e inferiores”. Ou seja, tanto os órgãos como os

agentes públicos estão organizados de forma hierárquica e dessa

relação de superioridade surgem poderes, o chamado poder

hierárquico.

O poder hierárquico garante que o princípio da eficiência seja

cumprido na administração pública, através do poder de coordenação e

subordinação dentro da mesma pessoa jurídica. Aqueles que são

subordinados estão mais próximos da execução dos atos. Os superiores

controlam e fiscalizam a atuação dos inferiores.

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Nos Poderes Legislativo e Judiciário a relação é diferente, pois os

seus membros (juízes e parlamentares) gozam de independência

funcional no exercício de suas funções típicas.

No Poder Judiciário, por exemplo, existe uma distribuição de

competência entre as instâncias, essas instâncias funcionam com

independência umas das outras, e prevalece o princípio da livre

convicção do juiz, em que não há subordinação jurídica aos tribunais

superiores.

Zannoni ainda leciona que da hierarquia decorrem os seguintes

poderes:

i) De editar atos normativos (como decretos,

resoluções, portarias e instruções) com o intuito de ordenar

genericamente os subordinados;

ii) De comandar os subordinados por meio de ordens

específicas, os quais devem obedecer, salvo se a ordem for

manifestamente ilegal;

iii) De fiscalizar a atividade inferior;

iv) De anular os atos inferiores ilegais;

v) De revogar os atos inferiores inoportunos ou

inconvenientes;

vi) De aplicar sanções aos infratores;

vii) De solucionar conflitos de atribuição (positivos ou

negativos);

viii) Delegar atribuições

ix) Avocar atribuições.

viii) Delegar atribuições ix) Avocar atribuições. MUITO CUIDADO: O poder hierárquico não chega ao ponto de

MUITO CUIDADO: O poder hierárquico não chega ao ponto de

excluir ou retirar a competência do subordinado. Isso porque, a

competência decorre de lei e não da vontade do administrador.

Assim sendo, quando há a delegação - transferência de

atribuições de um órgão a outro no aparelho administrativo- CRETELLA

JR., deverá ser temporária e certa, tendo em vista que a lei prevê como

4. Poder disciplinar Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios

4. Poder disciplinar

Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel Mesquita Aula 03

O poder disciplinar é um poder-dever que cabe à Administração de

examinar infrações cometidas por servidores públicos e demais

pessoas com vínculo jurídico específico, sujeitas à disciplina

administrativa. Podendo ainda aplicar penalidades se necessário após

a devida averiguação dos fatos.

Esse poder disciplinar está intimamente ligado ao poder

hierárquico. No momento em que à administração exerce o controle

interno das pessoas a ela vinculadas, exerce o poder disciplinar em uma

relação decorrente do poder hierárquico.

Nos contratos administrativos regidos pela Lei nº 8.666/93 não há

hierarquia. Apesar das cláusulas exorbitantes nos contratos

administrativos, a Administração e o particular contratado não se

situam em uma relação de subordinação.

Contudo, as bancas vêm adotando cegamente o posicionamento

doutrinário de Vicente de Paulo e Marcelo Alexandrino de que as

sanções administrativas a que se sujeitam os contratados decorrem do

poder disciplinar, uma vez que este seria “um vínculo jurídico

específico”.

Por isso, fique atento: para concurso, o poder disciplinar

fundamenta as sanções aplicadas nos contratos administrativos.

CUIDADO: Quando o assunto é a aplicação de pena para crimes e

contravenções próprias do Código Penal pelo Poder Judiciário, não há

manifestação do poder disciplinar. Nesse caso, o poder público está

exercendo poder punitivo do Estado e não o poder disciplinar.

Você verá que quando a lei confere alguma margem de liberdade ao administrador para decidir sobre qual medida será adotada na situação que se apresenta, o ato a ser praticado será discricionário.

Agora, uma pergunta: o poder disciplinar é discricionário?

Em regra não.

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Normalmente, a lei, de forma expressa, estabelece qual é a sanção

ideal a ser aplicada no caso concreto. Se ocorreu o fato X, a lei diz que

o superior deve aplicar a sanção Y.

Nesse caso, ocorrido o fato X, não há pra onde correr. A sanção Y

deve ser aplicada, não há discricionariedade.

Pode-se chegar a essa conclusão observando o posicionamento do

STJ: “6.1. A infração do art. 117, XI, da Lei 8.112/90 – ‘atuar, como

procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando

se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o

segundo grau, e de cônjuge ou companheiro’ –, impõe a aplicação da

pena de demissão, nos termos do art. 132, XIII, desse mesmo estatuto.

6.2. Portanto, nesse caso, o administrador não tem qualquer margem

de discricionariedade na aplicação da pena, tratando-se de ato

plenamente vinculado. Configurada a infração do art. 117, XI, da Lei

8.112/90, deverá ser aplicada a pena de demissão, nos termos do art.

132, XIII, da Lei 8.112/90, sob pena de responsabilização criminal e

administrativa do superior hierárquico desidioso(MS 15.437/DF, Rel.

Ministro CASTRO MEIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 27/10/2010,

DJe 26/11/2010)

Há casos, porém, em que a discricionariedade existe. Isso porque,

algumas vezes a própria lei concede à autoridade competente a

prerrogativa de decidir o alcance da sanção.

Se, por exemplo, a lei prevê que para o fato A aplica-se a pena de

suspensão por até 90 dias, ocorrido o fato A, o superior hierárquico tem

a liberdade de escolher por quanto tempo suspende o seu subalterno:

por 10, 20, 50 ou 90 dias, por exemplo.

ter em mente que, conforme determina o

Por fim,

IMPORTANTE

artigo

,

LV,

da

CF:

aos

litigantes,

em

processo

judicial

ou
ou

administrativo,

 

e

aos

acusados

em

geral

são

assegurados o

contraditório e

inerentes;”.

a ampla

defesa, com

os

meios e

recursos a ela

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lembrar que a avocação não é um tipo de punição, mas trata-se da

ação de chamar para si uma competência do subordinado, desde que

não seja competência exclusiva.

10. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Analista Judiciário - Oficial de

Justiça Avaliador) A atribuição conferida a autoridades administrativas

com o objetivo de apurar e punir faltas funcionais, ou seja, condutas

contrárias à realização normal das atividades do órgão e irregularidades

de diversos tipos traduz-se, especificamente, no chamado poder

hierárquico.

Mais uma vez a banca fazendo a relação entre poder hierárquico e

disciplinar!

Item errado. Estamos diante do conceito de poder disciplinar e não

hierárquico!

11. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo

- Auditoria Governamental) O poder disciplinar da administração pública

confunde-se com o poder punitivo do Estado.

A partir de hoje vocês não podem mais confundir! O poder

punitivo está intimamente ao Direito Penal e à proteção de bens

jurídicos considerados da mais alta importância, como a vida e a

integridade física. O poder de polícia está ligado a aspectos

administrativos da vida do Estado e dos administrados e a limitação de

alguns direitos, ao poder de sancionar os servidores e alguns

particulares em situação excepcionais.

Resposta: errado.

5. Poder regulamentar

Tudo bem até aqui?

Qualquer dúvida você pode me mandar um e-mail.

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Tudo certo, pessoal. Como falamos, Poder Regulamentar está

intimamente ligado às competências do chefe do Executivo e, nesse

caso se consubstanciam principalmente por meio de decretos. O poder

regulamentar é uma categoria dentro do poder normativo, que é mais

amplo e é consubstanciado em regimentos, instruções, deliberações,

resoluções e portarias.

Resposta: correto.

6. Poder de polícia

6.1. Conceito

Vamos ao poder de polícia!

O poder de polícia decorre da prerrogativa que o Estado tem de

restringir o exercício dos direitos individuais em prol do interesse

coletivo. Nesse sentido, o conceito de poder de polícia não pode ser

dado sem mencionar a ideia de restrição de atos individuais em prol da

coletividade.

Celso Antônio Bandeira de Mello (2010, p. 822-823) apresenta o

conceito de poder de policia sob dois enfoques: sentido amplo e sentido

estrito. O primeiro englobaria todas as atividades do Estado

limitadoras do exercício da liberdade e da propriedade, inclusive

as editadas pelo Poder Legislativo sob a forma de lei geral e abstrata. O

segundo seria relacionado às restrições realizadas pelo Poder Executivo

(sejam elas gerais e abstratas ou concretas) com o propósito de coibir

atos individuais contrários aos interesses sociais.

Para que fique claro na sua cabeça, citamos alguns exemplos de

poder de polícia: concessão de alvará de construção pelo Município,

aplicação de multa por construção irregular, por excesso de velocidade,

por infração ambiental, etc., demolição de casa construída em obra

pública, concessão de licença de instalação etc.

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ATENÇÃO:

O poder de polícia se preordena a

impor obrigações

de não fazer

, ou seja, a Administração se vale do poder de polícia para

evitar a ocorrência de danos, seja aplicando multa para quem viola a

legislação seja condicionando a execução de atividades a determinadas

regras.

Assim, diz-se que esse poder é um

poder negativo

.

6.2. Atributos

para a sua prova quanto ao poder de

polícia são os seus atributos.

São características ou atributos específicos mas não exclusivos

do poder de polícia: discricionariedade, autoexecutoriedade,

coercibilidade e indelegabilidade.

No que concerne ao atributo da discricionariedade, como vimos

acima, é margem de liberdade que a lei confere ao agente público na

prática de determinado ato. Ele poderá escolher se vai aplicar o ato

desse ou daquele modo.

A discricionariedade será avaliada no caso concreto, observando se

há essa margem de liberdade na lei.

Mas, via de regra, o ato proferido no uso do poder de polícia é

discricionário, pois, na maioria das vezes, a lei dá ampla margem ao

agente (p. ex.: ocorrido um dano ambiental, a lei prevê que o

administrador deve aplicar multa, mas esta pode variar entre R$ 100,00

e R$ 20.000,00, é o agente quem vai decidir o valor)

Como vimos acima, se a lei der certa margem de liberdade ao

agente, deixando de prever todas as hipóteses possíveis de aplicação da

restrição ou qual a sanção que se deve impor, o ato decorrente do

poder de polícia será discricionário. Por outro lado, se a lei não deixar

margem ao agente, o ato será vinculado.

Um tema

IMPORTANTÍSSIMO

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exercícios comentados. Prof. Daniel Mesquita に Aula 03 CUIDADO: A doutrina tradicional informa que a

CUIDADO: A doutrina tradicional informa que a discricionariedade é

um atributo do poder de polícia. Contudo, há casos em que a lei não

confere ao agente público qualquer margem para avaliar se aplicará um

ato de polícia ou como aplicará.

Por exemplo: se João construiu sua casa em área pública, não há

outra saída, o agente público deve determinar que João deixe o local e

promova a demolição da casa. Se João não sair no prazo, o agente

deverá demolir a construção.

Nessa situação, o agente não tem pra onde correr, o ato é

vinculado.

A autoexecutoriedade, por sua vez, é o poder que a

Administração tem de modificar imediatamente a ordem jurídica

valendo-se de seus próprios atos ou instrumentos, sem precisar

buscar as medidas executórias do Poder Judiciário.

Esse atributo, contudo, não pode ser aplicado irrestritamente pela

Administração.

Bandeira de Mello (2010, p. 842) informa que o atributo da

autoexecutoriedade pode ser colocado em prática nas seguintes

hipóteses:

a) quando a lei expressamente autorizar;

b) quando a adoção da medida for urgente para a defesa do

interesse público e não comportar as delongas naturais do

pronunciamento judicial sem sacrifício ou risco para a

coletividade;

c)

quando inexistir outra via de direito capaz de assegurar a

defender em cumprimento à medida de polícia.

Por fim, como último atributo do

coercibilidade.

poder de polícia, tem-se a

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Complementando o comentário anterior, veja que a auto

executoriedade não é atributo de TODOS os atos. O único atributo

extensível a todos os atos é a presunção de legitimidade.

Resposta: errado.

17. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) Atos administrativos

decorrentes do poder de polícia gozam, em regra, do atributo da

autoexecutoriedade, haja vista a administração não depender da

intervenção do Poder Judiciário para torná-los efetivos. Entretanto,

alguns desses atos importam exceção à regra, como, por exemplo, no

caso de se impor ao administrado que este construa uma calçada. A

exceção ocorre porque tal atributo se desdobra em dois, exigibilidade e

executoriedade, e, nesse caso, falta a executoriedade.

Questão na mesma linha das anteriores. Nesse exemplo, o atributo

da autoexecutoriedade não está presente nesse ato de polícia, tão

somente a exigibilidade. Isso significa que a Administração Pública pode

exigir, mas não pode executar o particular caso ele não cumpra seu

dever.

Nesse caso, vai precisar da ação do Judiciário para que o particular

seja compelido a construir a calçada. Atenção, porque, de forma

genérica, o atributo em questão está incluso nos atos de polícia, mas a

questão fez uma nítida ressalva ao dividir a autoexecutoriedade e

exigibilidade, o que você deve perceber ao julgar o item.

Resposta: Certo.

6.3. Indelegabilidade

Alguns doutrinadores colocam a indelegabilidade com um atributo

do poder de polícia.

De qualquer forma, é bom que ele venha em tópico separado de

o poder de

nossa aula

polícia não pode ser delegado!

PARA VOCÊ NÃO SE ESQUECER NUNCA

que

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Na lição de Marcelo Alexandrino (2010, p. 243-244), o poder de

polícia não pode ser delegado para pessoas da iniciativa privada. Não

seria possível sequer a delegação do poder de polícia às empresas

concessionárias de serviço público ou às empresas estatais (empresas

públicas e sociedades de economia mista).

Assim, o poder público não pode delegar à empresa que administra

determinada rodovia privatizada a atribuição de aplicar multa aos

motoristas que viajam em excesso de velocidade. As multas devem ser

aplicadas pelo DETRAN do respectivo Estado.

Isso quer dizer que até os “pardais” ou os radares eletrônicos

devem ser instalados e administrados pelo Estado, professor?

Não, meus caros, essa é mais uma valiosa lição que você deve

levar para a sua prova: o Estado pode contratar particulares e delegar a

eles

às

atividades tipicamente de polícia, ou seja, ele pode contratar uma

empresa para, simplesmente, tirar as fotos dos carros que passam em

alta velocidade. Quem vai aplicar a multa e cobrá-la é o DETRAN e não

a empresa.

Assim, falou em atributos do poder de polícia, lembre-se das

iniciais:

atribuição

de

executar

atos

materiais

a

relacionados

D A C I

6.4. Polícia administrativa x Polícia judiciária

Estamos estudando o poder de polícia no âmbito do direito

administrativo, exercido pela Administração Pública. Essa polícia, sob

um enfoque tradicional, se contrapõe à polícia judiciária, que é aquela

exercida, normalmente, pela Polícia Militar e pela Polícia Civil.

Segundo os ensinamentos de Gasparini (2008, p. 131-132),

apresentamos o seguinte quadro que diferencia a polícia administrativa

da polícia judiciária:

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22. (CESPE/2010/INSS/Engenheiro Civil) O poder de polícia é a

atividade do Estado que consiste em limitar o exercício dos direitos

individuais em benefício do interesse público, e cujo exercício se

condiciona a prévia autorização judicial.

Essa questão não observou que o poder de polícia possui o atributo

da autoexecutoriedade, segundo o qual a Administração não depende

do Poder Judiciário para que seja executar um ato. Por isso, a questão

está errada.

23. (CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Área

Administrativa) Quando um fiscal apreende remédios com prazo de

validade vencido, expostos em prateleiras de uma farmácia, tem-se

exemplo do poder disciplinar da administração pública.

Esse é um bom exemplo do exercícios do poder de polícia. Afinal, o

Estado está agindo limitando o exercício da propriedade do

particular com o propósito de coibir atos individuais contrários aos

interesses sociais.

Resposta: Errado.

- Processual) A

administração pública exerce seu poder disciplinar quando exige do

particular a entrega de estudo de impacto ambiental para a liberação de

determinado empreendimento.

Outro caso que emana do poder de polícia. Veja que o poder

disciplinar se desdobra em duas hipóteses: (a) punir o servidor que

viola determinada norma ou princípio da Administração Pública e (b)

punir determinados particulares que possuam vínculo específico com a

Administração como no caso de contrato administrativo.

24.

(CESPE

-

2010

-

MPU

-

Analista

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A exigência de licença não é punição, mas medida preventiva

adotada para evitar a ocorrência de danos futuros.

Resposta: errado.

25. (CESPE/2011/TJ-ES/Analista Judiciário) Além dos atos que

provêm de autoridade pública, caracterizam-se, também, como

atividades de polícia administrativa as providências tomadas por

particulares para prevenir prejuízos ou ameaças a seus direitos ou

patrimônios.

O ordenamento brasileiro não admite que o particular execute a

força determinado ato, sob pena disso se enquadrar no crime de

exercício arbitrário das próprias razões (salvo em hipóteses

excepcionais em situações de legítima defesa ou de defesa da posse).

Ademais, o poder de polícia não pode ser delegado ao particular. Assim,

o item está errado.

a

doutrina, o poder de polícia tanto pode ser discricionário quanto

vinculado.

26.

(CESPE/2010/TRT-21ªReg/Analista

Judiciário)

Segundo

O poder de polícia, via de regra, é discricionário a lei confere ao

administrador uma margem para avaliar como o poder de polícia será

exercido. Entretanto, por vezes, o poder de polícia se expressa de

forma vinculada. Isso ocorre quando a lei não confere ao administrador

qualquer margem de liberdade, juízo de valor, conveniência e

oportunidade. Assim, a questão está correta.

27. (CESPE/2011/PC-ES) A atividade do Estado que condiciona

a liberdade e a propriedade do indivíduo aos interesses coletivos tem

por fundamento o denominado poder hierárquico.

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Por óbvio, a questão está errada, pois esse é o fundamento dado

do Poder de Polícia.

Fique tranqüilo! Estude com atenção as nossas aulas e você não

será surpreendido na hora da prova!

28. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) O poder de

polícia deriva do poder hierárquico. Os chefes de repartição, por

exemplo, utilizam-se do poder de polícia para fiscalizar os seus

subordinados.

Mais uma vez o CESPE associando o poder de polícia com o poder

hierárquico.

Como vimos, o poder de polícia decorre da prerrogativa que o

Estado tem de restringir o exercício dos direitos individuais em prol do

interesse coletivo. E o poder hierárquico decorre da hierarquia, que é o

vinculo de subordinação e coordenação entre órgãos e agentes

superiores e inferiores. Percebeu que são institutos diferentes?

Gabarito: Errado.

29. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) O poder de

polícia, que decorre da discricionariedade que caracteriza a

administração pública, é limitado pelo princípio da razoabilidade ou

proporcionalidade.

Questão simples! Como vimos, um dos atributos do poder de

polícia é a discricionariedade. Além disso, na edição dos atos

administrativos em geral, especialmente naqueles editados no uso do

poder de polícia, os princípios da razoabilidade e proporcionalidade

deverão ser observados.

Gabarito: Certo.

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30. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) No exercício do

poder de polícia, a administração age apenas de forma repressiva,

aplicando sanções a condutas que infrinjam leis e regulamentos, uma

vez que tal poder não se coaduna com medidas preventivas, inseridas,

em regra, no âmbito do poder regulamentar.

O poder de polícia pode ser manifesto tanto na forma preventiva

quanto repressiva.

Vimos acima a lição de Celso Antônio Bandeira de Mello (2010, p.

822-823) que apresenta o conceito de poder de policia sob dois

enfoques: sentido amplo e sentido estrito. O primeiro englobaria todas

as atividades do Estado limitadoras do exercício da liberdade e da

propriedade, inclusive as editadas pelo Poder Legislativo sob a

forma de lei geral e abstrata. O segundo seria relacionado às

restrições realizadas pelo Poder Executivo (sejam elas gerais e

abstratas ou concretas) com o propósito de coibir atos individuais

contrários aos interesses sociais.

Gabarito: Errado.

31. (CESPE - 2013 - IBAMA - Analista Ambiental) A aplicação de

multa e a interdição da fábrica pelo IBAMA decorrem do poder

hierárquico de que o órgão dispõe como ente da administração pública

indireta.

Poder de Polícia é a faculdade colocada a disposição do Estado para

condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos

individuais em prol do interesse público. Por intermédio do Poder de

polícia a Administração poderá usar mecanismos coercitivos indiretos

para que a lei seja devidamente cumprida (multa), oriundos do

pressuposto da exigibilidade de seus atos, bem como medidas

coercitivas diretas (interdição) que decorrem do pressuposto da auto-

executoriedade.

Item errado.

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Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel Mesquita Aula 03

32. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo -

PGPE 1) A sanção administrativa é consectário do poder de polícia

regulado por normas administrativas.

Isso mesmo. Essa frase foi retirada da jurisprudência, do STJ,

REspe 874.517/SP de relatoria do Min. Luiz Fux, quando esse ainda

integrava essa Corte. A frase permanece atual e se aplica ao poder de

polícia. De maneira mais simples, pode ser traduzida como: A sanção

administrativa é uma consequência do poder de polícia, que é regulado

por normas administrativas.

Resposta: Certo.

33. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Analista Judiciário - Área Judiciária)

No que se refere ao exercício do poder de polícia, denomina-se

exigibilidade a prerrogativa da administração de praticar atos e colocá-

los em imediata execução, sem depender de prévia manifestação

judicial.

Umas das características do poder de polícia é que ele é auto-

executório, ou seja, a maior parte dos atos decorrentes desse poder são

direta e imediatamente executados pela própria administração

independente de interferência do judiciário.

A questão portanto está incorreta. Denomina-se auto-

executoriedade!

34. (CESPE 2013 TRE/MS Técnico Judiciário Área

Administrativa) Um agente de trânsito, ao realizar fiscalização em uma

rua, verificou que determinado indivíduo estaria conduzindo um veículo

em mau estado de conservação, comprometendo, assim, a segurança

do trânsito e, consequentemente, a da população. Diante dessa

situação, o agente de trânsito resolveu reter o veículo e multar o

proprietário. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção

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que explicita, correta e respectivamente, o poder da administração

correspondente aos atos praticados pelo agente, e os atributos

verificados nos atos administrativos que caracterizam a retenção do

veículo e a aplicação de multa.

A poder disciplinar exigibilidade e discricionariedade.

B poder de polícia autoexecutoriedade e exigibilidade.

C poder hierárquico exigibilidade e autoexecutoriedade.

D poder disciplinar autoexecutoriedade e exigibilidade.

E poder de polícia exigibilidade e discricionariedade.

Vamos comentar:

Letra (A). O poder disciplinar é aquele através do qual a lei permite

a Administração Pública aplicar penalidades às infrações funcionais de

seus servidores e demais pessoas ligadas à disciplina dos órgãos e

serviços da Administração. A questão não trata desse poder. Logo, está

INCORRETA.

Letra (B). Considera-se poder de polícia a atividade da

Administração Pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse

ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de

interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos

costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de

atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do

Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e

aos direitos individuais ou coletivos. Exigibilidade consiste no fato de

que todo ato decorrente do poder de polícia é exigível pela

Administração Pública, independentemente de decisão judicial.

Autoexecutoriedade é a possibilidade de o Poder Público executar o que

decidiu. Portanto, a questão trata do poder de polícia e de seus

atributos exigibilidade e autoexecutoriedade. Logo, está CORRETA.

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Letra (C). O poder hierárquico é aquele pelo qual a Administração

distribui e escalona as funções de seus órgãos, ordena e rever a

atuação de seus agentes, estabelece a relação de subordinação entre os

servidores públicos de seu quadro de pessoal. A questão não trata

desse poder. Logo, está INCORRETA.

Letra (D). A questão não trata do poder disciplinar e sim do poder

de polícia. Logo, está INCORRETA.

Letra (E). A questão trata do poder de polícia, porém não trata do

atributo da discricionariedade. Logo, está INCORRETA.

Resposta: letra “B”

35. (CESPE - 2010 - TRE-BA - Técnico Judiciário - Área

Administrativa) O poder de polícia manifesta-se apenas por meio de

medidas repressivas.

Fiscalização, vistoria, notificação, autorização e licença emanam do

poder de polícia e são exemplos clássicos de medidas preventivas.

Resposta: errado.

7. Poder vinculado

Você que já estudou atos administrativos sabe que se o

administrador se deparar com uma situação em que não há margem

alguma de liberdade para atuar, pois a lei determinou que o único

comportamento possível e obrigatório a ser adotado para a hipótese era

aquele, o ato praticado é vinculado.

Nesse caso, a atuação do administrador encontra-se tipificada na

lei, não há avaliação acerca de conveniência e oportunidade (=mérito),

ele está amarrado, engessado, fixado, congelado pelas imposições

legais.

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valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato, quanto ao seu

motivo, e, sendo o caso, escolher dentro dos limites legais, o seu

conteúdo (objeto).”.

Dentro das balizas conferidas pela Lei, o administrador público

exerce o seu Poder discricionário no caso concreto. Através de um juízo

de conveniência e oportunidade (= mérito administrativo) ele decidirá

qual conduta é mais adequada ao interesse público.

Você leu bem: “dentro das balizas conferidas pela Lei”. Não há

discricionariedade fora da lei.

É por isso que Alexandrino e Paulo ensinam que “na prática de um

ato discricionário a administração exerce o poder discricionário e,

também, o poder vinculado.”

Poucos concursos cobram “poder discricionário” e “poder vinculado”

no edital.

Isso ocorre porque, como bem ensina Di Pietro, nem o poder

vinculado nem o poder discricionário são autônomos. Na verdade, esses

poderes são atributos de outros poderes ou competência da

Administração. A autora acredita que a discricionariedade é uma

prerrogativa.

Para que você visualize melhor o poder discricionário, tenha em

mente a seguinte figura:

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quanto ao seu motivo, e, sendo o caso,

legais
legais

, o seu conteúdo (objeto).”.

escolher dentro dos limites

Se o administrador transborda dos limites impostos pela lei, é

óbvio que o ato pode ser questionado perante o Poder Judiciário.

Por isso a questão está errada.

37. (CESPE - 2013 - Telebrás - Técnico em Gestão de

Telecomunicações Assistente Administrativo) De acordo com a

doutrina majoritária, o controle judicial sobre o exercício do poder

discricionário deve incluir a análise do mérito do ato administrativo.

Mais uma para vocês perceberem como o tema é importante e

como vocês já possuem condições suficientes para acertar a questão.

Conforme conversamos, a doutrina majoritária defende que o Judiciário

não deve se imiscuir no mérito administrativo. Somente se a atitude

adotada pela Administração violar a razoabilidade e a proporcionalidade,

isso vai justificar o controle de legalidade do ato, o que, indiretamente

vai afetar o mérito da questão, mas lembre-se, vai afetar apenas de

maneira penas indireta. Jamais a intervenção do Judiciário poderá ser

direta quando se tratar da margem de discricionariedade do

administrador.

Resposta: Errado.

38. (CESPE 2013 SEGER/ES Analista do Executivo Área:

Direito) Acerca dos poderes da administração pública, assinale a opção

correta.

A) O poder de polícia é prerrogativa conferida à administração,

que pode condicionar e restringir o uso e o gozo de bens, atividades e

direitos individuais, em benefício do interesse público, sendo exercido

pela polícia civil no âmbito estadual e pela Polícia Federal no âmbito da

União.

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B) O poder hierárquico é o poder de que dispõe a administração

para organizar e distribuir as funções de seus órgãos, estabelecendo a

relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal.

C) O poder discricionário somente poderá ser exercido, em respeito

ao princípio do direito adquirido, no momento em que o ato for

praticado.

D) O poder disciplinar, necessário à manutenção e à organização

da estrutura interna da administração, é exercido por meio de atos

normativos que regulam o funcionamento dos órgãos.

E) O poder regulamentar confere à administração a prerrogativa de

editar atos gerais para complementar ou alterar as leis.

Essa questão vai nos ajudar a rever um pouco da maioria dos

poderes que estudamos. Confira se você domina os conceitos:

Letra (A). O item confundiu a polícia administrativa e a polícia

judiciária. A polícia administrativa pode ser exercida por qualquer órgão

da administração pública. Já a polícia judiciária é exercida pela polícia

civil e pela polícia federal. Logo, está INCORRETA.

Letra (B). Esse é o conceito de poder hierárquico. Logo, está

CORRETA.

Letra (C). O poder discricionário pode ser exercido antes ou após o

ato ser praticado também. Logo, está INCORRETA.

Letra (D). Trata-se do poder regulamentar e não disciplinar. Logo,

está INCORRETA.

Letra (E). Os atos editados pela administração em função do poder

regulamentar não podem alterar as leis, mas apenas complementá-las.

Logo, está INCORRETA.

Resposta: B

39. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) O poder

discricionário é um poder absoluto e intocável, concretizando-se no

momento em que o ato é praticado pela administração.

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O poder hierárquico decorre da hierarquia, que é o vinculo de

subordinação e coordenação entre órgãos e agentes superiores e

inferiores.

Da hierarquia decorrem os seguintes poderes:

i) De editar atos normativos (como decretos, resoluções,

portarias e instruções) com o intuito de ordenar genericamente

os subordinados;

ii) De comandar os subordinados por meio de ordens específicas,

os quais devem obedecer, salvo se a ordem for

manifestamente ilegal;

iii) De fiscalizar a atividade inferior;

iv) De anular os atos inferiores ilegais;

v) De revogar os atos inferiores inoportunos ou inconvenientes;

vi) De aplicar sanções aos infratores;

vii) De solucionar conflitos de atribuição (positivos ou

negativos);

viii) Delegar atribuições

ix) Avocar atribuições.

Há a delegação - transferência de atribuições de um órgão a

outro no aparelho administrativo- CRETELLA JR., deverá ser

temporária e certa, tendo em vista que a lei prevê como regra o

exercício da função pelo órgão ou agente originário. Obviamente que

havendo uma delegação ilegal o agente delegante não será obrigado a

cumpri-la.

Não podem ser objeto de delegação: a edição de atos de caráter

normativo; a decisão de recursos administrativos; as matérias de

competência exclusiva do órgão ou autoridade.

A avocação de atribuições, por sua vez, ocorre quando a

autoridade hierarquicamente superior chama para si, as atribuições do

seu subordinado, sendo esse exercício temporário e discricionário.

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O poder de polícia se preordena a impor obrigações de não

fazer, ou seja, a Administração se vale do poder de polícia para evitar a

ocorrência de danos, seja aplicando multa para quem viola a legislação

seja condicionando a execução de atividades a determinadas regras.

São características ou atributos específicos mas não exclusivos

do poder de polícia:

D A C I

No que concerne ao atributo da discricionariedade, como vimos

acima, é margem de liberdade que a lei confere ao agente público na

prática de determinado ato. Ele poderá escolher se vai aplicar o ato

desse ou daquele modo.

A discricionariedade será avaliada no caso concreto, observando se

há essa margem de liberdade na lei.

A autoexecutoriedade, por sua vez, é o poder que a

Administração tem de modificar imediatamente a ordem jurídica

valendo-se de seus próprios atos ou instrumentos, sem precisar

buscar as medidas executórias do Poder Judiciário.

Esse atributo pode ser colocado em prática nas seguintes

hipóteses:

a) quando a lei expressamente autorizar;

b) quando a adoção da medida for urgente para a defesa do

interesse público e não comportar as delongas naturais do

pronunciamento judicial sem sacrifício ou risco para a

coletividade;

c)

quando inexistir outra via de direito capaz de assegurar a

defender em cumprimento à medida de polícia.

O atributo da coercibilidade representa a imposição dos atos do

Estado sobre os indivíduos. Como bem destaca Carvalho Filho (2005, p.

67), esses atos decorrem do ius imperii estatal. Assim, no uso do poder

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de polícia, a Administração pode usar a força necessária para impor a

vontade geral sobre o particular.

O poder de polícia não pode ser delegado! Entretanto, o Estado

pode contratar particulares e delegar a eles a atribuição de executar

atos materiais relacionados às atividades tipicamente de polícia.

Releia o quadro que distingue a polícia administrativa da judiciária.

Polícia administrativa

 

Polícia judiciária

atuação

essencialmente

atuação repressiva

 

preventiva

 

exercida

por

vários

órgãos

da

exercida

pelos

órgãos

Administração Pública

responsáveis pela

segurança

 

pública (PM e polícia civil);

incide

sobre

a

propriedade,

a

Incide sobre a própria pessoa

liberdade

e

as

atividades

dos

indivíduos

visa coibir a desordem social

 

busca a responsabilização penal

sujeita às normas administrativas

sujeita, essencialmente, às

normas processuais penais

 

caráter investigativo

 

Com relação ao poder vinculado, vimos que, se não há margem

alguma de liberdade, pois a lei determinou que o único comportamento

possível e obrigatório a ser adotado para a hipótese era aquele, o ato é

praticado no exercício do poder vinculado. Nesse caso, a atuação do

administrador encontra-se tipificada na lei, não há avaliação acerca de

conveniência e oportunidade (=mérito), ele está amarrado às

imposições legais.

Com relação ao poder discricionário, vimos que ele é exercido

dentro das balizas conferidas pela Lei. O administrador público exerce o

seu Poder discricionário no caso concreto. Através de um juízo de

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conveniência e oportunidade (= mérito administrativo) ele decidirá qual

conduta é mais adequada ao interesse público.

10. Questões comentadas

1. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário - Área

Administrativa) Considere que determinado agente público detentor de

competência para aplicar a penalidade de suspensão resolva impor, sem

ter atribuição para tanto, a penalidade de demissão, por entender que o

fato praticado se encaixaria em uma das hipóteses de demissão. Nesse

caso, a conduta do agente caracterizará abuso de poder, na modalidade

denominada excesso de poder.

2. (CESPE 2013 CNJ Técnico Judiciário Área

Administrativa) Considere que determinado servidor público, dentro de

suas atribuições, tenha se afastado do interesse público e atuado

abusivamente. Nessa situação hipotética, esta conduta estará sujeita à

revisão judicial ou administrativa, podendo, inclusive, o servidor

responder por ilícito penal.

3. (CESPE - 2013 - Telebrás - Técnico em Gestão de

Telecomunicações Assistente Administrativo) No exercício do poder

hierárquico, a delegação pode ocorrer de modo vertical ou horizontal,

enquanto a avocação se dá exclusivamente no sentido vertical.

4. (CESPE/2010/ANEEL/Técnico Administrativo) Como

decorrência da relação hierárquica presente no âmbito da administração

pública, um órgão de hierarquia superior pode avocar atribuições de um

órgão subordinado, desde que estas não sejam de competência

exclusiva.

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5. (CESPE/2010/DPE-BA) Em decorrência do poder hierárquico,

é permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão

hierarquicamente inferior, devendo-se, entretanto, adotar essa prática

em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente

justificados.

6. (CESPE/2010/MPU) O ordenamento jurídico pode

determinar que a competência de certo órgão ou de agente inferior na

escala hierárquica seja exclusiva e, portanto, não possa ser avocada.

7. (CESPE/2010/INSS/Engenheiro Civil) O poder disciplinar é

exercido pela administração pública para apurar infrações e aplicar

penalidades não somente aos servidores públicos, mas também às

demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa.

8. (CESPE/2011/TJ-ES/Analista Judiciário) O poder disciplinar

consiste em distribuir e escalonar as funções, ordenar e rever as

atuações e estabelecer as relações de subordinação entre os órgãos

públicos, inclusive seus agentes.

9. (CESPE/2010/TRT-21ªReg/Técnico Judiciário) A avocação

deriva do poder disciplinar e é utilizada de forma excepcional quando o

servidor público subalterno comete uma falta funcional e é punido com

a perda temporária da função, desde que devidamente justificado pelo

chefe do setor.

10. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Analista Judiciário - Oficial de

Justiça Avaliador) A atribuição conferida a autoridades administrativas

com o objetivo de apurar e punir faltas funcionais, ou seja, condutas

contrárias à realização normal das atividades do órgão e irregularidades

de hierárquico. diversos tipos traduz-se, Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria

de

hierárquico.

diversos

tipos

traduz-se,

Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel Mesquita Aula 03

especificamente,

no

chamado

poder

11. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo -

Auditoria Governamental) O poder disciplinar da administração pública

confunde-se com o poder punitivo do Estado.

12. (CESPE/2010/DETRAN-ES)

No

exercício

do

poder

regulamentar, o presidente da República pode dispor, mediante decreto,

sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos.

13. (CESPE /2011/TRE-ES /Técnico Judiciário)Caso se

determine, por meio de lei, a certa autoridade a competência para

editar atos normativos secundários, essa competência pode ser objeto

de delegação.

14. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) Quando a

administração expede normas de caráter geral e impessoal, ela está

desempenhando o poder regulamentar e a função normativa

simultaneamente.

15. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo -

Auditoria Governamental) Com relação aos poderes administrativos,

julgue o item subsequente. É obrigatória a obtenção prévia de

autorização judicial para a demolição de edificação irregular.

16. (CESPE - 2011 - PC-ES - Escrivão de Polícia - Específicos)

Todas as medidas de polícia administrativa são auto executórias, o que

permite à administração pública promover, por si mesma, as suas

decisões, sem necessidade de recorrer previamente ao Poder Judiciário.

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17. (CESPE - 2010 - AGU - Procurador) Atos administrativos

decorrentes do poder de polícia gozam, em regra, do atributo da

autoexecutoriedade, haja vista a administração não depender da

intervenção do Poder Judiciário para torná-los efetivos. Entretanto,

alguns desses atos importam exceção à regra, como, por exemplo, no

caso de se impor ao administrado que este construa uma calçada. A

exceção ocorre porque tal atributo se desdobra em dois, exigibilidade e

executoriedade, e, nesse caso, falta a executoriedade.

18. (CESPE/2011/TJ-ES/Analista Judiciário) A fiscalização

realizada em locais proibidos para menores retrata o exercício de polícia

administrativa.

19. (CESPE - 2013 - Telebrás - Técnico em Gestão de

Telecomunicações Assistente Administrativo) A polícia administrativa

se expressa ora por atos vinculados, ora por atos discricionários.

20. (CESPE/2009/TRE-PR/Analista Judiciário) O poder de polícia

não poderá ser delegado às concessionárias, no âmbito das parcerias

público-privadas.

21. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo -

Auditoria Governamental) O exercício do poder de polícia não pode ser

delegado a entidade privada.

22. (CESPE/2010/INSS/Engenheiro Civil) O poder de polícia é a

atividade do Estado que consiste em limitar o exercício dos direitos

individuais em benefício do interesse público, e cujo exercício se

condiciona a prévia autorização judicial.

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23. (CESPE - 2010 - TRE-BA - Analista Judiciário - Área

Administrativa) Quando um fiscal apreende remédios com prazo de

validade vencido, expostos em prateleiras de uma farmácia, tem-se

exemplo do poder disciplinar da administração pública.

- Processual) A

administração pública exerce seu poder disciplinar quando exige do

particular a entrega de estudo de impacto ambiental para a liberação de

determinado empreendimento.

24. (CESPE

-

2010

-

MPU

-

Analista

25. (CESPE/2011/TJ-ES/Analista Judiciário) Além dos atos que

provêm de autoridade pública, caracterizam-se, também, como

atividades de polícia administrativa as providências tomadas por

particulares para prevenir prejuízos ou ameaças a seus direitos ou

patrimônios.

a

doutrina, o poder de polícia tanto pode ser discricionário quanto

vinculado.

26. (CESPE/2010/TRT-21ªReg/Analista

Judiciário)

Segundo

27. (CESPE/2011/PC-ES) A atividade do Estado que condiciona

a liberdade e a propriedade do indivíduo aos interesses coletivos tem

por fundamento o denominado poder hierárquico.

28. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) O poder de

polícia deriva do poder hierárquico. Os chefes de repartição, por

exemplo, utilizam-se do poder de polícia para fiscalizar os seus

subordinados.

polícia,

29. (CESPE - 2012 - TRE-RJ - Técnico Judiciário) O poder de

da discricionariedade que caracteriza a

que

decorre

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administração pública, é limitado pelo princípio da razoabilidade ou

proporcionalidade.

30. (CESPE - 2012 - TJ-RR - Técnico Judiciário) No exercício do

poder de polícia, a administração age apenas de forma repressiva,

aplicando sanções a condutas que infrinjam leis e regulamentos, uma

vez que tal poder não se coaduna com medidas preventivas, inseridas,

em regra, no âmbito do poder regulamentar.

-

Conhecimentos Básicos - Todos os Temas) A aplicação de multa e a

interdição da fábrica pelo IBAMA decorrem do poder hierárquico de que

o órgão dispõe como ente da administração pública indireta.

32. (CESPE - 2010 - MS - Analista Técnico - Administrativo -

PGPE 1) A sanção administrativa é consectário do poder de polícia

regulado por normas administrativas.

31. (CESPE

-

2013

-

IBAMA

-

Analista

Ambiental

33. (CESPE - 2013 - TJ-DF - Analista Judiciário - Área Judiciária)

No que se refere ao exercício do poder de polícia, denomina-se

exigibilidade a prerrogativa da administração de praticar atos e colocá-

los em imediata execução, sem depender de prévia manifestação

judicial.

34. (CESPE 2013 TRE/MS Técnico Judiciário Área

Administrativa) Um agente de trânsito, ao realizar fiscalização em uma

rua, verificou que determinado indivíduo estaria conduzindo um veículo

em mau estado de conservação, comprometendo, assim, a segurança

do trânsito e, consequentemente, a da população. Diante dessa

situação, o agente de trânsito resolveu reter o veículo e multar o

proprietário. Considerando essa situação hipotética, assinale a opção

que explicita, correta e respectivamente, o poder da administração

Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel

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correspondente aos atos praticados pelo agente, e os atributos

verificados nos atos administrativos que caracterizam a retenção do

veículo e a aplicação de multa.

A poder disciplinar exigibilidade e discricionariedade.

B poder de polícia autoexecutoriedade e exigibilidade.

C poder hierárquico exigibilidade e autoexecutoriedade.

D poder disciplinar autoexecutoriedade e exigibilidade.

E poder de polícia exigibilidade e discricionariedade

- Área

Administrativa) O poder de polícia manifesta-se apenas por meio de

medidas repressivas.

35. (CESPE

2010

TRE-BA

- Técnico

Judiciário

-

-

36.

(CESPE - 2012 - TJ-RR - Administrador) Define-se poder

discricionário como o poder que o direito concede à administração para

a prática de atos administrativos com liberdade na escolha de sua

conveniência, oportunidade e conteúdo, estando a administração, no

exercício desse poder, imune à apreciação do Poder Judiciário.

de

Telecomunicações Assistente Administrativo) De acordo com a

doutrina majoritária, o controle judicial sobre o exercício do poder

discricionário deve incluir a análise do mérito do ato administrativo.

37. (CESPE

2013

Telebrás

Técnico

em

Gestão

-

-

-

38. (CESPE 2013 SEGER/ES Analista do Executivo Área:

Direito) Acerca dos poderes da administração pública, assinale a opção

correta.

A) O poder de polícia é prerrogativa conferida à administração,

que pode condicionar e restringir o uso e o gozo de bens, atividades e

direitos individuais, em benefício do interesse público, sendo exercido

Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel

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pela polícia civil no âmbito estadual e pela Polícia Federal no âmbito da

União.

B) O poder hierárquico é o poder de que dispõe a administração

para organizar e distribuir as funções de seus órgãos, estabelecendo a

relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal.

C) O poder discricionário somente poderá ser exercido, em

respeito ao princípio do direito adquirido, no momento em que o ato for

praticado.

D) O poder disciplinar, necessário à manutenção e à organização

da estrutura interna da administração, é exercido por meio de atos

normativos que regulam o funcionamento dos órgãos.

E) O poder regulamentar confere à administração a prerrogativa

de editar atos gerais para complementar ou alterar as leis.

39. (CESPE - 2013 - TCE-RO - Agente Administrativo) O poder

discricionário é um poder absoluto e intocável, concretizando-se no

momento em que o ato é praticado pela administração.

40. (CESPE - 2011 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo -

Auditoria de Obras Públicas) A razoabilidade funciona como limitador do

poder discricionário do administrador.

Gabarito:

1)C

2)C

3)C

4)C

5)C

6)C

7)C

8)E 9)E 10) E 11) E 12) C 13)E 14)C 15)E 16)E 17)C 18)C 19)C

8)E

9)E

10)

E

11)

E

12)

C

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Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e exercícios comentados. Prof. Daniel Mesquita Aula 03

39)E 40)C 11. Referências Direito Administrativo para Agente (cargo 9) da Polícia Federal. Teoria e

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Referências

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