Вы находитесь на странице: 1из 48

UNIVERSIDADE COMUNITARIA REGIONAL DE CHAPECÓ UNOCHAPECÓ CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

ALEXANDRE VENSO JEFERSON FISCHER

PROJETO CONVERSOR ELEVADOR ABAIXADOR DE TENSÃO BUCK-BOOST

CHAPECÓ-SC, 2015

ALEXANDRE VENSO JEFERSON FISCHER

PROJETO CONVERSOR ELEVADOR ABAIXADOR DE TENSÃO BUCK-BOOST

Projeto apresentado na disciplina de Eletrônica Aplicada do curso de Engenharia Elétrica da Faculdade Comunitária Regional da Região de Chapecó, a ser utilizado como requisito parcial da disciplina, sob orientação do Professor Gleyson Luiz Piazza.

CHAPECÓ-SC, 2015

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 Estrutura do Conversor Buck-Boost. Fonte: Autoria

8

Figura 2 Etapa de funcionamento com a chave fechada. Fonte: Autoria Própria

9

Figura 3 Etapa de funcionamento com a chave aberta. Fonte: Autoria

9

Figura 4 - Principais formas de onda. Fonte: Autoria

10

Figura 5 - Gráfico da corrente no diodo D Fonte: Autoria própria

11

Figura 6 - Perda magnética em função da frequência. Fonte: Folha de dados do

19

Figura 7 - Curva de características típicas instantâneas reversa. Fonte: Datasheet do

núcleo

componente

23

Figura 8 - Circuito equivalente do capacitor. Fonte: Autoria própria

23

Figura 9 - Fator de frequência de permissividade de ripple. Fonte: Folha de dados do

25

componente

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1 - Conversores

8

Tabela 2 - Especificações de

14

Tabela 3 - Parâmetros para a escolha do núcleo

16

Tabela 4 - Núcleos de

16

Tabela 5 Dados técnicos do

20

Tabela 6 - Fator de correção do

21

Tabela 7 - Dados técnicos do diodo

22

SUMÁRIO

1.

Introdução

6

2.

Conversores DC-DC

7

3.

Topologia Buck-Boost

8

3.1.

Ganho Estático do Conversor Buck-Boost

11

3.2.

Ondulação de corrente do indutor

12

3.3.

Ondulação de tensão no capacitor

13

3.4.

Determinação dos valores de I M e I m

13

4.

Especificações de Projeto

13

4.1.

Cálculo da razão cíclica

14

4.2.

Cálculo da corrente de saída

14

4.3.

Cálculo da carga

14

4.4.

Cálculo do indutor

15

4.5.

Cálculo do capacitor

15

5.

Dimensionamento do Indutor

15

6.

Cálculo do Transistor de Chaveamento

19

7.

Calculo do Diodo

22

8.

Dimensionamento do Capacitor

23

9.

Resultados da Simulação Ideal

25

10.

Resultados da Simulação Real

30

11.

Considerações Finais

32

12.

Referência Bibliográficas

33

13.

Apêndices

34

13.1

APÊNDICE A

34

13.2

APÊNDICE B

35

13.3

APENDICE C

38

13.4

APÊNDICE D

40

13.5

APÊNDICE E

45

14.

Anexos

47

14.1

ANEXO A

47

14.2

ANEXO B

48

1. Introdução

Quando se deseja aumentar ou diminuir o nível da tensão contínua, é necessário o uso de um equipamento capaz de realizar essa tarefa. Um dos métodos utilizados para obter uma tensão desejada na saída é através dos conversores DC-DC. Os conversores DC-DC são equipamentos eletrônicos que possuem um alto rendimento, podendo chegar em torno dos 95%. São equipamentos muito compactos devido trabalharem em alta frequência, porem tem um custo elevado. Entre as várias topologias de conversores existentes, os que são mais conhecidos e utilizados: Buck, Boost, Buck-Boost, Ćuk, Sepic e Zeta. O conversor Buck-Boost é um conversor abaixador e elevador de tensão, como o nome já diz, funciona de forma que na saída pode-se obter uma tensão menor, igual ou superior a tensão de entrada. Funciona de forma a controlar o fluxo de energia entre uma fonte de tensão de entrada e uma carga com característica de fonte de tensão.

2. Conversores DC-DC

Os conversores DC-DC são elementos capazes de converter uma fonte de tensão continua para um outro nível de tensão. Sua estrutura é baseada em um sistema de comutação de sinal e

armazenamento de energia utilizando elementos semicondutores e armazenadores (indutores e capacitores). Devido sua característica de chaveamento podem ser denominados como fontes chaveadas ou reguladores chaveados (Chryssis, 1984).

A criação destes elementos só foi possível após a invenção dos semicondutores, mais

especificamente os semicondutores de potência, transistores e diodos, pois todos os funcionamentos

dos conversores dependem significantemente da atuação destes elementos na estrutura.

A conversão é realizada através do armazenamento temporário da energia de entrada nos

elementos de armazenadores e subsequentemente a sua liberação para a saída em uma tensão diferente. O maior benefício destes conversores é o rendimento elevado em comparação às formas de

regulação linear de tensão, podendo-se alcançar valores superiores aos 80% de eficiência, outra vantagem é a redução do tamanho dos dispositivos em comparação aos lineares. Como desvantagem destes dispositivos temos a emissão de ruído, devido ao chaveamento existente, gerado por um PWM (Pulse With Modultion) em um dos terminais do semicondutor que atua como chave no sistema e também o custo envolvido no desenvolvimento e nos componentes utilizados. A tensão de saída de cada conversor depende da sua estrutura, podendo ser superior ou inferior

a tensão de entrada, pode-se também variar a polaridade da saída de acordo com a necessidade da aplicação. Na eletrônica atual os conversores são amplamente utilizados em dispositivos portáteis, devido

a necessidade de se ter diferentes níveis de tensão em relação aos fornecidos pelo elemento fonte.

O número de conversores estáticos CC-CC não isolados é muito grande, porém podemos citar

seis deles como os mais difundidos. Na Tabela 1 temos os conversores básicos e seus respectivos

ganhos estáticos.

Conversores

Ganho Estático

Buck

D

Boost

1/(1-D)

Buck-Boost

D/(1-D)

Cúk

D/(1-D)

Sepic

D/(1-D)

Zeta

D/(1-D)

Tabela 1 - Conversores Básicos.

Como foco de estudo será apresentada a estrutura e funcionamento do conversor Buck-Boost.

3. Topologia Buck-Boost

O conversor Buck-Boost é um sistema não isolado e sua tensão de saída é do tipo inversora,

também é conhecido como abaixador-elevador de tensão, pois a tensão de saída pode ser menor ou maior que a fonte de entrada. A tensão de saída é ajustada através da razão cíclica de funcionamento do transistor, também conhecida com dutty cycle, responsável pelo chaveamento do circuito. Este conversor, assim como os demais, possuir três modos de operação distintos, são eles:

contínuo, é aquele em que a corrente de carga está presente durante todo o funcionamento; crítico, é onde a corrente de carga atinge o zero, porém volta imediatamente ao ponto máximo; descontinuo, a corrente de carga atinge o zero e permanece nula durante um período de tempo. Na Figura 1 podemos observar a estrutura simplificada do conversor Buck-Boost.

E

D V I I d S o o C L R o V o I
D
V
I
I d
S
o
o
C
L
R o
V o
I L

Figura 1 Estrutura do Conversor Buck-Boost. Fonte: Autoria própria.

A análise de funcionamento deste circuito pode ser dividida em duas etapas, de acordo com a

posição da chave, está que controlada por um circuito auxiliar. Tem-se então uma relação onde a chave

S opera com um período de comutação T, sendo que o intervalo onde a chave permanece conduzindo denominado t c e o intervalo que a chave está aberta t a .

A relação entre o período de comutação e o tempo em condução é definida como razão cíclica

ou dutty cycle, também abreviada pela simbologia D.

D

t

T

c

(1)

As etapas de operação podem ser visualizadas nas Figura 2 e Figura 3.

E

V D I I S o o d C R V L o o I
V
D
I
I
S
o
o
d
C
R
V
L
o
o
I
L

Figura 2 Etapa de funcionamento com a chave fechada. Fonte: Autoria Própria.

E

D V I I S o o d C R V L o o I
D
V
I
I
S
o
o
d
C
R
V
L
o
o
I
L

Figura 3 Etapa de funcionamento com a chave aberta. Fonte: Autoria Própria.

Na primeira etapa de funcionamento a chave S encontra-se fechada, neste momento o indutor L passa a acumular energia e temos o diodo D trabalhando bloqueado, ao final do intervalo t c a chave S é aberta, Figura 4. Com a abertura da chave o indutor L é polarizado de maneira inversa e então o diodo D entra em condução, neste período a energia acumulado pelo indutor L passa a ser transferida para a carga R o e para o capacitor C. Neste conversor temos a inversão da tensão na carga. As principais formas de onda estão apresentadas na Figura 4.

i l I M  I I m i s I M  I I
i
l
I
M
I
I
m
i
s
I
M
 I
I
m
i
i
D
D
I
M
I
m
I
o
I
M
I
m
V
L
E
E
o

V s

t c t a T
t
c
t a
T

Figura 4 - Principais formas de onda. Fonte: Autoria própria.

Conforme apresentado na Equação (1), é possível definir que:

t

c

DT

(2)

E a partir desta afirmação é possível deduzir o valor de t a como sendo:

t

a

(1 D )T

(3)

Também conhecida como razão cíclica complementar.

Conforme as formas de onda da Figura 4 a corrente média consumida pela carga R o é a mesma corrente que passa pelo diodo D, isto é:

I

o

I

dmed

1

T

T

I

0

d

( )

t

dt

(4)

Onde I d (t) é a função obtida através da Equação da reta pelo o gráfico da corrente do diodo D, conforme a Figura 5.

I M I m 0 t a
I M
I m
0
t a

Figura 5 - Gráfico da corrente no diodo D Fonte: Autoria própria.

Sabendo que a equação da reta é definida pela Equação (5).

y

ax b

(5)

É possível encontrar os coeficientes a e b, a partir da análise do gráfico.

I

m

I

M

a

b I

M

ta

Substituindo os coeficientes na Equação (5) e subsequentemente na Equação (4), é possível resolver a integral e encontrar a corrente média no diodo D e consequentemente a corrente I o .

I

dmed

(I

M

I

m

)

(1 D)

2

(6)

3.1. Ganho Estático do Conversor Buck - Boost A partir da análise da tensão média do indutor é possível definir o ganho estático do componente. Sabendo que a tensão média no indutor L deve ser nula, então:

V   0

L

T

Tensão média no indutor também pode ser calculada pela Equação (7).

V  

L

T

1

T

T

0

V

L

dt

Logo é possível realizar a seguinte afirmação.

0

1

T

T

0

V dt

L

(7)

Como o período T é composto pelos intervalos de tempo t C e t a, é possível reescrever a afirmação acima, que pode ser visualizada na Equação (8).

0

1

T 

t

0

c

V

L

dt V dt

a

L

t

0



(8)

Pode-se afirmar também que a tensão sobre o indutor L (V L ) no instante t c é igual a tensão fornecida pela fonte de alimentação E, e no instante t a a tensão V L é igual a tensão de saída V 0 , porém com sua polaridade invertida. Portanto podemos reescrever a Equação (8) como sendo.

0

1

T



t

0

c

E

dt

t

0

a

V dt

o



(9)

Resolvendo a integral da Equação (9) e substituindo os valores de t a e t c é possível chegar na Equação (10).

0

1

T

E D T

V

o

(1 D ) T

(10)

Então é possível definir o ganho estático do conversor como sendo.

V

o

D

E 1 D

(11)

3.2. Ondulação de corrente do indutor Assumindo uma frequência infinita é possível aproximar a Equação (12), equação da tensão no indutor L, na Equação (13), analisando apenas no instante em que a chave S encontra-se fechada.

V

L

V

L

L

L

dI

L

dt

I t

L

(12)

(13)

Onde a tensão V L no instante que a chave está fechada é igual a tensão da fonte de entrada E, e a variação de tempo neste intervalo é igual a t c que já foi definido como sendo igual a produto da razão cíclica D pelo período T. Então é possível rescrever a Equação (13) como sendo:

E

L

I

L

D T

(14)

De uma maneira geral a ondulação de corrente é fornecida e a partir dela é possível calcular o valor do indutor que será utilizado no conversor, para isto é necessário trabalhar a Equação (14), conforme a Equação (15).

L

E D T

I

L

(15)

Por definição o período T é igual ao inverso da frequência, então rescrevendo a Equação (16) temos que:

L

E D

f  I

S

L

(16)

Onde f s é a frequência utilizada no acionamento da chave.

3.3.

Ondulação de tensão no capacitor

No instante que a chave está conduzindo o capacitor é responsável por fornecer a energia ao capacitor, consequentemente a corrente média de descarga do capacitor neste intervalo de tempo é a igual a corrente média que a carga está consumindo. Portanto a ondulação de tensão no capacitor poder

calculada pela Equação (17).

I

C dV

o

c dt

(17)

Considerando uma frequência infinita é possível reescrever a Equação (17), conforme Equação

(18).

I

c

C  V

o

t

(18)

Substituindo os valores de I c e da variação de tempo t c no instante que a chave S encontra-se fechada pode-se chegar a Equação (19).

I

o

C  V

o

D T

(19)

Como o intuito é encontrar o valor do capacitor que será utilizado e a variação de tensão é especificada de acordo com o projeto, pode-se reorganizar a Equação (19), conforme Equação (20)

C

D I

o

C f

s

3.4. Determinação dos valores de I M e I m

(20)

A determinação dos valor máximo e mínimo da ondulação é de suma importância para o dimensionamento correto da chave de potência S, pois estes valores circulam no semicondutor responsável pelo chaveamento. Através da Equação (14) e sabendo que a variação de corrente de corrente é definida pela diferença da corrente máxima I M pela corrente mínima I m , é possível reescrever a equação conforme Equação (21).

E

L

D T

(I I )

M

m

(21)

Com as Equações (6) e (21) é possível determinar I M e I m , cujo os valores são dados pelas Equações (22) e (23).

I

M

I

o

(D E )

(1 D ) 2 L f

s

I

I

o

(D E )

m (1 D ) 2 L f

s

4. Especificações de Projeto

(22)

(23)

A implementação de um conversor é necessária que o projetista defina algumas especificações técnicas. Na Tabela 2 é apresentado as especificações técnicas para o estudo de um conversor Buck-

Boost, as características definidas são, tensão de entrada e saída, frequência de trabalho do conversor, potência de saída, limites de ondulação de corrente e tensão nos elementos passivos (indutor e capacitor).

E

24V

V

o

36V

P

o

50W

f

s

35KHz

I L

10%I o

V o

2%V o

V

o

 

E

1.5

Tabela 2 - Especificações de projeto.

Com os parâmetros definidos é possível encontrar os valores de indutor, capacitor, carga, e também avaliar em qual modo o conversor vai trabalhar, continuo, crítico ou descontínuo.

4.1. Cálculo da razão cíclica

Partindo das especificações da Tabela 2 é possível encontrar o a razão cíclica que a chave S deve trabalhar para atender as especificações da tensão de saída, reorganizando a Equação (11) e

substituindo os valores é possível encontrar uma razão cíclica igual a 0,6:

D 0,6

4.2. Cálculo da corrente de saída Considerando que a corrente de saída e a potência de saída permaneçam constantes é possível

encontrar a corrente de saída.

P

V

I

(24)

Isolando a corrente na Equação (24) e substituindo os valores de potência e tensão de saída temos que:

I 1,39 A

o

.

4.3. Cálculo da carga Através da Lei de Ohm é possível definir o valor da carga, para isto basta isolarmos R na Equação

(25) e substituir os valores de tensão e corrente.

Então temos que:

V R I

R 25,92

o

.

(25)

4.4.

Cálculo do indutor

Para definir o indutor que será utilizado deve-se levar em consideração o parâmetro de ondulação de corrente I L, que foi definido como sendo 10% da corrente de saída I o , portanto a ondulação de corrente é igual a:

I 0,139 A

L

Com o valor da ondulação de corrente definido pode-se utilizar a Equação (16) para definir o indutor que será utilizado.

L

2,96 mH

.

O indutor é o responsável por definir em que modo o conversor está trabalhando, portanto deve- se confirmar se o valor de indutância encontrada está abaixo ou acima da indutância crítica. Caso o valor seja menor que a indutância crítica o conversor está trabalhando em modo continuo, caso contrário o conversor estará trabalhando em modo descontínuo. O cálculo da indutância crítica pode ser realizado através da Equação (26).

Logo:

L

cr

V

o

(

E D

)

2

2 f I

s

o

L

76,72 mH

.

(26)

Como é possível ver a indutância crítica é maior que a encontrada para o projeto, portanto o conversor está trabalhando em modo contínuo.

4.5. Cálculo do capacitor

Para o cálculo do capacitor deve-se levar em consideração o valor adotado para ondulação de tensão V o , que foi definida como sendo 2% da tensão de saída V o , portanto é possível concluir que:

V 0,72 V

o

.

Com a variação de tensão definida é possível encontrar o valor do capacitor utilizando a Equação

(20).

Logo:

C

33,0

F

.

5. Dimensionamento do Indutor

Pode-se considerar o indutor como um dispositivo principal do conversor. Ele tem como objetivo principal acumular energia no período que a chave S está fechada, polarizando o diodo de maneira reversa. Para obter o valor da indutância calculada é necessário efetuar algumas etapas, primeiramente escolher o núcleo que será utilizado. Através da corrente escolher o condutor e o número de condutores que serão utilizados na confecção do indutor, levando em consideração o efeito pelicular que é provocado pela corrente em altas frequências. O material do núcleo escolhido será de ferrite, este tipo de núcleo é utilizado para reduzir as perdas em alta frequência, além de melhorar o rendimento.

Através das equações de Ampére e Faraday é possível obter a expressão da Equação (27)

A A

e

w

L I

pico

I

ef

B

max

J

max

K

w

Onde:

L indutância do indutor L;

I pico corrente de pico do indutor L (I M );

I ef - corrente eficaz do indutor L; J max densidade máxima de corrente;

B

max fluxo de indução máximo;

K

w fator de utilização da área do núcleo;

(27)

Os parâmetros J max , B max e K w são definidos pelo projetista, na Tabela 3 são demonstrados os parâmetros escolhidos para o projeto. Onde a corrente de pico é igual ao I M e pode ser obtido através da Equação (22), a corrente eficaz é calculada através da Equação (12).

 

L

2,96 mH

I pico (I M )

3,542 A

 

I

ef

3,482 A

B

max

0.3 T

J

max

400 A/cm²

 

K

w

0,75

Tabela 3 - Parâmetros para a escolha do núcleo.

Desta forma é possível obter um A e A w igual a:

AeAw 3,608cm

4

.

A partir do A e A w calculado e utilizando a Tabela 4, define-se o núcleo que será utilizado no projeto.

Núcleo

A e (cm²)

A

w (cm²)

l

e (cm)

L

t (cm)

v

e (cm³)

A

e A w

E-20

0,312

 

0,26

 

4,28

 

3,8

 

1,34

0,08

E-30/7

0,60

 

0,80

 

6,7

 

5,6

 

4,00

0,48

E-30/14

1,20

 

0,85

 

6,7

 

6,7

 

8,00

1,02

E-42/15

1,81

 

1,57

 

9,7

 

8,7

 

17,10

2,84

E-42/20

2,40

 

1,57

 

9,7

 

10,5

 

23,30

3,77

E-55

3,54

 

2,50

 

1,2

 

11,6

 

42,50

8,85

Tabela 4 - Núcleos de ferrite.

O núcleo a ser escolhido deve possuir um A e A w superior ao calculado, para que desta forma o fator de ocupação fique próximo de 0,8 a 0,9, se o valor escolhido estiver muito próximo a bobinagem do indutor torna-se difícil. Com a análise do A e A w pode-se concluir que o núcleo que será mais apropriado ao projeto é o E-55.

Com o núcleo definido é necessário calcular, através da Equação (28), o número de espiras necessárias para atingir o valor da indutância calculada.

Logo:

N

L

L I

M

B

max

A

e

N 99

L

(28)

É necessário também definir o diâmetro do fio que será utilizado para a construção deste indutor, para isto é necessário levar em consideração e efeito pelicular gerado devido à alta frequência, este efeito causa a circulação dos portadores nas periferias do condutor causando assim o aquecimento do condutor devido a quantidade de cargas elevada nas extremidades. Será necessário calcular a profundidade de penetração, que se trata da distância em que a densidade de corrente decresce de 63% e pode ser calculada pela Equação (29)

 

7,5

f s
f
s

(29)

Sabe-se que o diâmetro do condutor não deve passar de 2 vezes a profundidade de penetração, pode-se definir que o diâmetro do condutor não pode ser maior que 0.08 cm. Definindo como condutor a ser utilizado o AWG 26, é necessário calcular quantos fios em paralelo serão necessários para conduzir a corrente circulante no indutor L. Utilizando os dados referente ao fio que escolhido e utilizando a Equação (30), pode-se definir o número de fio necessários.

Portanto:

n

cond

n cond

S cobre

S fio

7

.

(30)

Com o número de espiras e o número de condutores já calculados, pode-se definir o comprimento do chicote que será utilizado para realizar as 99 voltas, para isto é necessário levar em consideração o comprimento médio de uma espira, para o núcleo escolhido o comprimento médio é de 12cm. O comprimento total é definido como o produto entre o comprimento médio de uma espira e o número de voltas necessárias. Logo:

l 11,88 m

fio

.

Por fim deve-se certificar se é possível realizar a execução do projeto do indutor, para isto calcula- se a área de janela mínima do carretel e divide-se pela área da janela do carretel, para que seja possível realizar este valor deve ficar entre 0.5 a 0.85.

A

w

min

N

L

S

fioiso

n

cond

K

w

(31)

Exec

A

w

min

A

w

(32)

Aplicando as equações acima obtêm-se um valor de 0,618, ou seja 61,8% da área total do carretel estará ocupada. Por se tratar de um indutor e um núcleo magnético devemos avaliar a saturação do núcleo, pois

o indutor nada mais é que um transformador de uma bobina apenas. A indutância é proporcional a

permeabilidade do núcleo, a qual varia com a temperatura. Desta forma é necessário a inserção de um entreferro no indutor, fazendo desta forma a variação por elevações de temperatura ser menos sensível,

, permitindo que o indutor possa operar com maiores valores de corrente sem levar

pois



nucleo entreferro

o núcleo a saturação. É possível calcular o entreferro ideal utilizando a Equação (33)

l entreferro

N

L

2

*

0

*

A

e

L

Onde a permeabilidade do vácuo é:

0

4 10

7

H

m

.

(33)

Desta forma o entreferro que garante a não saturação do núcleo é de:

l 1, 472 mm

entreferro

.

Sabendo o comprimento do cabo utilizado, a resistência por unidade de comprimento, o número de espiras e o número de condutores em paralelo pode-se calcular a resistência total do chicote e

consequentemente as perdas no cobre, sabendo que

fio

0.000708

R

cobre

* l

fio espira

* N

L

n cond

R 0.304

cobre

.

cm

.

(34)

Logo a potência perdida em efeito joule sobre o condutor é:

Portanto:

P

R

* I

2

cobre cobre ef

P

cobre

3.681 W .

(35)

Para o cálculo das perdas por efeito joule deve-se encontrar as perdas magnéticas no núcleo e da folha de dados do núcleo retirar a massa do material. As perdas magnéticas são obtidas através da Figura 6

Figura 6 - Perda magnética em função da frequência. Fonte: Folha de dados do núcleo.

Figura 6 - Perda magnética em função da frequência. Fonte: Folha de dados do núcleo.

Com base na frequência estabelecida no projeto de 35kHz, é possível definir que as perdas

magnéticas são iguais a

2,5

mW

g

e na folha de dados do núcleo escolhido é dado que a sua massa é

de 109,0g, portanto as perdas por efeito joule no núcleo são de:

P

P * m

nucleo p nucleo

P 0.273W

nucleo

(36)

A perda total por aquecimento no indutor é definida como a soma das perdas no cobre e no núcleo logo as perdas todas são de:

P 3,954W

total

6. Cálculo do Transistor de Chaveamento

Para definirmos o transistor que será utilizado no conversor devemos avaliar alguns pontos, são

eles:

Corrente eficaz e a corrente média que circula no circuito;

Frequência de chaveamento;

Tensão direta;

Temperatura de trabalho;

A corrente eficaz na chave S pode ser calculada pela definição de corrente média, conforme a Equação (4), porém ajustando os limites de integração, pois a chave S estará conduzindo apenas uma parte do período T, como pode ser visualizado na Figura 4.

I

smed

1

T

tc

0

I

s

( t )

dt

(37)

A Equação (38) é a definição de corrente eficaz que pode ser aplicada para encontrarmos a corrente eficaz na chave.

I

sef

1 tc   I ( t )  dt 2 T s 0
1
tc
I ( t )  dt
2
T
s
0

(38)

Portanto é possível obter os seguintes valores para as correntes médias e eficaz.

I 2, 083 A

smed

I 2,716 A

sef

Conhecendo as correntes que circulam e tensão direta na chave S define-se como transistor responsável pelo chaveamento o MOSFET IRF510. Os dados da Tabela 5 apresentam as características técnicas do componente, as quais são utilizadas para realizar o cálculo térmico da chave S e poder definir se será necessário utilizar ou não um dissipador de calor para evitar que o componente sofra por sobreaquecimento, podendo leva-lo a queima.

Temperatura ambiente

25 ºC

Temperatura de Junção

T J = 175ºC

Resistência Térmica entre Junção e Cápsula

R jc = 3,5ºC/W

Resistência Térmica entre Componente e Dissipador

R cd = 0,5 ºC/W

Resistência Térmica entre Junção e o Ambiente

R ja = 80 ºC/W

Resistência Estática Dreno-Source para acionamento

R dson = 0,54

Tensão Mínima para Condução

V to = 0.85 V

Tempo de acionamento

t r = 25 ns

Tempo de Bloqueio

t f = 12 ns

Tabela 5 Dados técnicos do IRF510.

Para o cálculo térmico da chave é necessário encontrar a perdas durante o período de condução, são as perdas ocasionadas pela circulação de corrente no componente, e as perdas por comutação, são perdas geradas nos instantes que a chave troca de estado, normalmente as perdas por condução são muito superiores as perdas por comutação e portanto podem ser desprezadas dasnanálise. As perdas por condução são definidas pela Equação

Portanto:

2

P

I

condu dson ef V to I smed

R

P condu

5, 676W

(39)

Sabendo a temperatura ambiente em que o dispositivo irá trabalhar e a perda por condução é possível encontrar a resistência térmica entre a junção e o ambiente. Se o valor calculado for menor que

o valor fornecido pelo fabricante será necessário o uso de um dissipador térmico. A resistência junção-

ambiente pode ser calculada pela Equação

R

jacal

R

jacal

(T

j

T a )

P

26, 429

º C

W

(40)

Para o projeto em análise será necessário a utilização de um dissipador pois o R ja do componente

é maior que o R jacal . Para calcular a resistência térmica que o dissipador deverá possuir deve-se utilizar a Equação

(41)

R

da

R

jacal R jc R cd

(41)

Portanto a resistência térmica necessária para haja a transferência de calor adequada será:

R

da

21.929

W

º

C

Com base neste valor é escolhido o dissipador HS2315 que possui uma resistência térmica de 10.2 ºC/W/4''.

Comprimento

Fator de correção

10

mm

3,05

20

mm

2,21

30

mm

1,82

40

mm

1,59

50

mm

1,43

70

mm

1,22

100

mm

1,04

150

mm

0,86

200

mm

0,75

250

mm

0,67

300

mm

0,62

400

mm

0,54

500

mm

0,49

Tabela 6 - Fator de correção do comprimento.

Utilizando a Equação (42) é possível encontrar o fator de correção e então utilizando a Tabela 6 encontra-se o comprimento do dissipador para atender a resistência térmica necessária.

F

c

R da

R da 4 in

O valor encontrado para o fator de correção é de:

(42)

F 2.15

c

Como o fator de correção ficou entre os valores 2,21 e 1,82 para atender a resistência térmica o valor apropriado é o de 1,82 e o comprimento de 30mm.

7. Calculo do Diodo

Para a especificação do diodo é necessário definir a corrente eficaz, a corrente média já definida pela Equação (6), a frequência e a tensão reversa de acionamento. A corrente eficaz é definida de maneira similar a corrente eficaz da chave, utilizando a Equação (38), porém alterando os limites de integração, pois o diodo conduz no momento que a chave S está aberta.

Substituindo os valores é possível definir os valores de corrente como sendo iguais a:

I 1,389 A

dmed

I 2,181 A

def

A partir destes valores de corrente e sabendo a tensão reversa máxima na chave foi escolhido o diodo MUR420, suas características são apresentadas na Tabela 7, retirados da folha de dados do componente.

Temperatura ambiente

25 ºC

Temperatura de Junção

T J = 175ºC

Resistência Térmica entre Junção e Cápsula

R jc = 2,0ºC/W

Resistência Térmica entre Componente e Dissipador

R cd = 1 ºC/W

Resistência Térmica entre Junção e o Ambiente

R ja = 55 ºC/W

Tempo de recuperação reversa

t rr = 25 ns

Tabela 7 - Dados técnicos do diodo MUR420.

Devido ao fato da folha de componente não fornecer a tensão mínima de condução e o valor de resistência serie é necessário encontrar estes dados através da curva da Figura 7 - Curva de características típicas instantâneas reversa.

Figura 7 - Curva de características típicas instantâneas reversa. Fonte: Datasheet do componente. Utilizando a

Figura 7 - Curva de características típicas instantâneas reversa. Fonte: Datasheet do componente.

Utilizando a corrente média do diodo é obtido o valor para V to e através da corrente eficaz o R to .

V to 0,52V

.

R

to

0, 238

.

Definido o diodo que será utilizado é necessário verificar se necessitará a utilização de um dissipador de potência no componente para evitar uma possível queima por sobre aquecimento. De maneira análoga ao cálculo térmico da chave S é necessário encontrar as perdas por condução, sabendo que as perdas por comoção são desprezíveis. Utilizando a Equação (39). Portanto:

P cond 1,856W

Encontrado a potência por condução pode-se calcular o R Jacalc e então definir se será necessário a utilização ou não do dissipador, conforme Equação (40).

R

jacal

80,811

º C

W

Devido ao valor de R Jacalc ser maior que o R ja do componente não é necessário a utilização do um dissipador.

8. Dimensionamento do Capacitor

Para o dimensionamento do capacitor é necessário levar em consideração a variação da corrente. Na Figura 8 é apresentado o circuito equivalente do capacitor.

Figura 8 é apresentado o circuito equivalente do capacitor. Figura 8 - Circuito equivalente do capacitor.

Figura 8 - Circuito equivalente do capacitor. Fonte: Autoria própria.

Devido as características construtivas dos capacitores eletrolíticos pode-se desprezar a indutância série do componente, levando apenas em consideração a resistência série, pois está afeta diretamente a ondulação de tensão sobre o capacitor também conhecida como Ripple. O R semax pode ser calculado utilizando a ondulação de tensão sobre o capacitor e a ondulação de corrente, a ondulação de corrente pode ser obtida através de simulações e a ondulação de tensão é um parâmetro de projeto, como a ondulação de corrente é de 3,541A. Então:

R 0, 203

se max

.

A folha de dados do componente traz a informação do R se do componente, logo é possível deduzir

que para atender o R sewmax deve-se associar capacitores em paralelo, aumentado assim sua capacitância

e reduzindo a resistência seria para que este atenda o projeto. Conforme calculado anteriormente o

capacitor deverá possuir uma capacitância de 33,069uF, porém seria necessário efetuar a associação paralelo de muitos capacitores para atender o R se do componente. Portanto optou-se por utilizar 3 capacitores em paralelo de 330uF e com uma resistência série de 0,56Ω, por serem componentes idênticos a nova resistência série é três vezes menor, ou seja, 18,66Ω atendendo assim este parâmetro. Deve-se também levar em consideração a corrente eficaz que circula no capacitor, sabendo que

a corrente eficaz que circula no capacitor é de 1,715A e a corrente eficaz que o capacitor escolhido suporta é de 0,658mA a 120Hz. Deve-se encontrar o fator de correção através da Figura 9.

Figura 9 - Fator de frequência de permissividade de ripple. Fonte: Folha de dados do

Figura 9 - Fator de frequência de permissividade de ripple. Fonte: Folha de dados do componente.

Portanto a nova corrente eficaz suportada por um capacitor é de 1,086A, como será associado 3 capacitores em paralelos a nova corrente eficaz suporta e definida pela Equação

I efn

2 ef
2
ef

3 I

(43)

Portanto a nova corrente eficaz pela associação série é de 1,88A, suportando desta a forma a corrente eficaz que circula no projeto.

9. Resultados da Simulação Ideal

Com a ajuda do software PSIM, foi feito a simulação do conversor Buck-Boost, considerando os componentes ideais, ou seja, sem perdas.

Figura 10 - Circuito simulado no PSIM. Fonte: Autoria própria. Com a simulação do circuito

Figura 10 - Circuito simulado no PSIM. Fonte: Autoria própria.

Com a simulação do circuito da Figura 10, foi possível obter as formas de onda da tensão e corrente de vários pontos do circuito, considerando que gráficos estão mostrando os resultados do circuito em regime permanente. Na Figura 11, é apresentado a modulação PWM do circuito.

Na Figura 11, é apresentado a modulação PWM do circuito. Figura 11 - Modulação PWM do

Figura 11 - Modulação PWM do conversor Buck-Boost. Fonte: Autoria própria.

A tensão na chave se comporta de forma inversa aos valores da modulação PWM. Quando a chave conduz, sua tensão é zero, já a modulação PWM tem seu valor máximo. Quando a chave abre, o valor na modulação PWM chega a zero, e na chave é obtido o valor máximo de tensão.

Figura 12 - Forma de onda da tensão sobre a chave S. Fonte: Autora própria.

Figura 12 - Forma de onda da tensão sobre a chave S. Fonte: Autora própria.

A corrente na chave se comporta de forma inversa a tensão na chave.

na chave se comporta de forma inversa a tensão na chave. Figura 13 - Forma de

Figura 13 - Forma de onda da corrente sobre a chave S. Fonte: Autoria própria.

Quando a chave conduz, a tensão no indutor tem o mesmo valor da fonte de tensão, já quando

a chave não conduz, a tensão no indutor tem o valor da saída do conversor.

a tensão no indutor tem o valor da saída do conversor. Figura 14 - Forma de

Figura 14 - Forma de onda de tensão sobre o indutor L. Fonte: Autoria própria.

A corrente no indutor começa a crescer quando a chave entra em condução e decresce quando

a chave para de conduzir. Como pode ser visto na figura X, o valor mínimo da corrente na chave é próximo aos 3.402 A e a máxima é próximo as 3.541 A, conforme valores encontrados nas Equações (22) e (23).

Figura 15 - Forma de onda da corrente no indutor L. Fonte: Autoria própria. No

Figura 15 - Forma de onda da corrente no indutor L. Fonte: Autoria própria.

No diodo a tensão é inversamente proporcional a tensão em cima da chave.

é inversamente proporcional a tensão em cima da chave. Figura 16 - Forma de onda de

Figura 16 - Forma de onda de tensão sobre o diodo D. Fonte: Autoria própria.

No diodo a corrente circula apenas no momento em que a chave não conduz.

circula apenas no momento em que a chave não conduz. Figura 17 - Forma de onda

Figura 17 - Forma de onda de corrente sobre a chave S. Fonte: Autoria própria.

Quando o diodo para de conduzir corrente, a tensão no capacitor começa a cair, até o instante em que o diodo volta a conduzir corrente, é onde o capacitor volta a aumentar sua tensão.

Figura 18 - Forma de onda de tensão do capacitor C. Fonte: Autoria própria. No

Figura 18 - Forma de onda de tensão do capacitor C. Fonte: Autoria própria.

No capacitor a corrente circula no mesmo instante em que circula no diodo.

corrente circula no mesmo instante em que circula no diodo. Figura 19 - Forma de onda

Figura 19 - Forma de onda de corrente do capacitor C. Fonte: Autoria própria.

A tensão em cima da carga se comporta de forma identica a tensão no capacitor.

carga se comporta de forma identica a tensão no capacitor. Figura 20 - Forma de onda

Figura 20 - Forma de onda de tensão da carga Ro. Fonte: Autoria própria.

A corrente na carga começa a diminuir quando o diodo sai de operação. Já quando o diodo entra em operação, a corrente na carga começa a elevar.

Figura 21 - Forma de onda de corrente da carga R o. Fonte: Autoria própria.

Figura 21 - Forma de onda de corrente da carga Ro. Fonte: Autoria própria.

10. Resultados da Simulação Real

A simulação real deve haver a adequação de alguns componentes devido não haver a disponibilidade de componentes exatamente iguais aos calculados e também devido ao processo de execução da construção de alguns componentes, sem mencionar o fato de que na simulação é levado em consideração as não idealidades de cada componente, são elas:

A resistência série e indutância do indutor L devido a resistividade do fio utilizado;

As resistências série do capacitor C, do diodo D e da chave S;

A carga que durante sua construção apresentou uma resistência superior a do projeto.

A adequação da capacitância do capacitor para um valor superior ao calculado. O circuito Equivalente pode ser visualizado na Figura 22.

V V D s V V 2.93m 330u 330u 330u V V C V O
V
V D
s
V
V
2.93m
330u
330u
330u
V
V C
V O
L
V
V
24V
V
28.1
0.56
0.56
0,2122
0.56

Figura 22 - Circuito real simulado no PSIM. Fonte: Autoria própria.

Utilizando os valores reais, pode-se perceber nas simulações uma queda no valor de corrente de saída e na tensão de saída, conforme Figuras.

Figura 23 - Forma de onda da corrente de saída simulação real. Fonte: Autoria própria.

Figura 23 - Forma de onda da corrente de saída simulação real. Fonte: Autoria própria.

de saída simulação real. Fonte: Autoria própria. Figura 24 - Forma de onda da tensão de

Figura 24 - Forma de onda da tensão de saída simulação real. Fonte: Autoria própria.

A Tabela 8 mostra um comparativo dos resultados obtidos na simulação ideal versus os resultados obtidos na simulação real.

Parâmetros

Calculado

Ideal

Real

P

o

50W

49,72W

38,67W

V

o

36V

35,902V

32,97V

I

o

1,39A

1,385A

1,173A

V

o

     

E

1,5

1,496

1,373

I L

0,139A

0,133A

0,063A

V o

0,72V

0,68V

0,56 V

C

33uF

33uF

990uF

L

2,96mH

2,96mH

2,9315mH

R

o

25,92

25,92

28,1

Tabela 8 - Comparativo ideal versus real.

Um fator que afetou bastante na simulação real foi o fato do resistor utilizado como carga possuir uma resistência ôhmica superior em 8,41% ao valor calculado.

11.

Considerações Finais

Para o desenvolvimento do conversor Buck-Boost foi necessário a utilização de várias técnicas matemáticas, muita leitura, conhecimento em software que permite fazer uma simulação aproximada do conversor. É possível analisar com o projeto do conversor Buck-Boost desenvolvido, a complexidade para o desenvolvimento do mesmo. Para poder desenvolver o conversor com uma eficiência alta é preciso analisar cada detalhe, detalhes que por mínimos que sejam, no final juntando com outros detalhes acaba diminuindo muito o rendimento do conversor. As simulações feitas pelo software PSIM foram de extrema importância, para ter um melhor entendimento do funcionamento do conversor, da forma como trabalho e para uma análise da aproximação dos resultados obtidos através das deduções matemáticas. Este projeto do conversor Buck-Boost foi de extrema importância para agregar um maior conhecimento na parte teórica e também na pratica.

12.

Referência Bibliográficas

[1] BARBI, Ivo. Eletrônica de potência. 7. ed. Florianópolis: Edição do autor, 2012. [2] MARTINS, D. C.; BARBI, Ivo. Conversores CC-CC básicos não-isolados. 2. ed. Florianópolis: 2006.

13.

Apêndices

13.1 APÊNDICE A

Planilha de Cálculo - Conversor Buck-Boots

Tensão de Entrada

E  24 V
E 
24
V

Tensão de Saída

Vo  E a V o  36 V
Vo  E a
V o
 36 V

Ganho Estático

a  1.5 Frequência de Chaveamento 35 10 3 f s   Hz
a 
1.5
Frequência de Chaveamento
35 10
3
f s

Hz

Potência de Saída

Ondulação da Tensão de Saída

P  o 50 W  vo  0.72 V
P 
o
50
W
vo
 0.72
V

Corrente de Saída

P o I  o V I o  1.389 A o
P
o
I 
o
V
I
o
 1.389
A
o
 vo  2%  V o Razão Cíclica: E  a D  E
 vo

2%
 V o
Razão Cíclica:
E  a
D 
E  E  a

Ondulação de Corrente no Indutor:

Cálculo da Carga:

 il  10 %  I o
 il

10
%  I
o
 il  0.139 A V o R o  I o
 il
 0.139
A
V
o
R
o

I
o
D  0.6 R o  25.92 
D
0.6
R o
 25.92

Cálculo do Indutor:

Cálculo do Capacitor:

D E L  2.962 I o  D C  33.069 F L 
D E
L 
2.962
I o  D
C 
33.069 F
L 
 mH
C 
f s
il
f s vo

Cálculo da Corrente no indutor:

I o I l  1  D
I
o
I l 
1  D
I l  3.472 A
I
l
 3.472
A

Cálculo da Indutância Crítica:

E D1  D L c  2  f s  I o
E D1  D
L c

2 
f s  I o
L c  59.246 H
L c
 59.246
H

13.2

APÊNDICE B

Projeto Físico do Indutor

Especificações:

Indutância:

Corrente Máxima:

Corrente Eficaz:

Ondulação de Corrente:

Fluxo de Indução Máximo:

Densidade Máxima de Corrente:

Fator de Utilização da Área do Núcleo:

Frequência de Chaveamento:

ESCOLHA DO NÚCLEO:

L  2.962mH
L  2.962mH

IM  3.542A

IM  3.542A Ief  3.482A  il  0.139A Bmax  0.3T

Ief  3.482A

IM  3.542A Ief  3.482A  il  0.139A Bmax  0.3T

il  0.139A

IM  3.542A Ief  3.482A  il  0.139A Bmax  0.3T

Bmax  0.3T

A J max  450 2 cm Kw  0.75
A
J max
 450
2
cm
Kw  0.75

fs  35KHz

AeAw 

L

I M I ef

B

max J max K w

4

AeAw 3.608 cm

A partir do AeAw calculado e para garantir um fator de ocupação de 0,8 a 0,9 foi escolhido o núcleo E-55 que possui um AeAw igual 8,85 e ser o disponível em estoque.

Área de Perna Central:

Núcleo Escolhido: E-55

Área da Janela do Carretel:

A

e

 3.54cm 2

A e  3.54cm 2 A w  2.50cm 2

A

w

 2.50cm 2

Cálculo do Número de Espiras:  L  I M N L  ceil 
Cálculo do Número de Espiras:
L
 I
M
N L
 ceil
 
NL  99
 
B
max  A e
 
A 
  10  2  m
N L 2 o  e
cm
 
l

entreferro
L

lentreferro 1.472mm

Cálculo do Entreferro:

o

 4 10 7

H

m

Cálculo da secção transversal do Condutor:

 0.5 7.5s cm     0.04 cm f s Diâmetro do Fio:
 0.5
7.5s
cm
 
  0.04 cm
f s
Diâmetro do Fio:
Dfio  2
Dfio  0.08 cm

O Condutor escolhido é o 26 AWG

S fio  0.001287cm 2 S fioiso  0.001671cm 2 I ef S cobre 
S
fio
 0.001287cm 2
S
fioiso
 0.001671cm 2
I ef
S cobre

J
max
 ceil
 
S
cobre 
n cond
S fio

Execução:

S cobre

7.738 10 3 cm

2

n cond 7

A wmin



N L S fioiso n cond

K w

A wmin

2

1.544 cm

lespira  12cm lfio  NL lespira lfio  11.88 m A wmin Exec 
lespira  12cm
lfio  NL lespira
lfio  11.88 m
A
wmin
Exec 
Exec  0.618
A
w
Perdas no Cobre:
 fio
 0.001789
cm
fio l espira N L
R
Rcobre  0.304 
cobre

n
cond

P cobre  R cobre I ef

2

Perdas Magnéticas:

mnucleo  109.0g

mW P P  2.50 g  L   il  B  A
mW
P
P  2.50
g
 L  
il 
B 
A e  N L

Pnucleo  PPmnucleo

 B  b  2
B
 b 
2

Pcobre 3.681 W

B 0.0117T

Pnucleo 0.273 W

b 5.874 10 3 T

Resistência Térmica do Núcleo:

 

23 AeAw

1

0.37

K

Rt nucleo



4

cm

 

W

Elevação de Temperatura:

T Pcobre Pnucleo Rtnucleo

Rt nucleo

14.307

K

W

T 56.564 K

13.3

APENDICE C

Calculo Térmico da Chave IRF510

Corrente máxima da chave:

Corrente mínima da chave:

Dutty cycle:

Corrente Média da chave:

Corrente eficaz do Diodo:

Temperatura da Junção:

Resistência Térmica entre Junção e a cápsula:

Resistência Térmica entre o componente e o dissipador:

Resistência Térmica entre Junção e o ambiente:

Temperatura Ambiente:

Tensão Máxima:

IM  3.541A

Im  3.402A

D  0.6
D  0.6

A Corrente Máxima que circula no diodo é igual ao I M

A Corrente Mínima que circula no diodo é igual ao I m

I smed

M m D 2.083 A



1 2

I

I

 0 2

0

2

0.6

 

I

M

I

m

0.6        I M  I m  
0.6        I M  I m  
0.6        I M  I m  

 

I sef



t

D

I m

d t 2.689 A

T j  175

R jc  3.5 1 W R cd  0.5 1 W R ja 
R jc
 3.5 1
W
R cd
 0.5 1
W
R ja
 80 1
W

T a  25

Vsmax  36V

fs  35KHz

Frequência de chaveamento:

Resistência Térmica Mica:

Tempo de acionamento:

R cd  1 1 W
R cd
 1 1
W

t

r

 25 10 9 s

Tempo de Bloqueio:

t

f

9

 12 10 s

Da folha de dados do componente escolhido podemos obter a tensão V to e o R dson do IRF510

Tensão de condução:

Resistência Estática Dreno-Source para acionamento:

Vto  0.85V

Rdson  0.54

Perda de Condução:

Soma das duas Perdas:

Cálculo das Perdas Térmicas:

P

2

cond  R dson I sef V to I smed

P  Pcond
P  Pcond

Cálculo da Resistência Térmica do dissipador com o ambiente:

Rda  Rja Rjc Rcd

Cálculo da Resistência Térmica entre Junção e o ambiente:

R jacal



T j

T

a

P

Pcond 5.676 W

P  5.676 W 1 R da  84.5 W 1 R jacal  26.429
P  5.676 W
1
R da
 84.5
W
1
R jacal
 26.429
W

Como a resistência térmica junção ambiente calculado deu menor que a do datasheet será necessário o uso de dissipador.

Resistência Térmica necessária:

R da1 R jacal R jc R cd

1

W



21.929

Com base nos valores obtidos acima, foi escolhido o dissipador HS2315 que possui uma resistência térmica de 10.2 ºC/W/4''.

Resistência térmica do Dissipador:

1 R da4in  10.2 W R da1 F c   2.15 R da4in
1
R da4in
 10.2
W
R da1
F
c

 2.15
R da4in

Fator de correção

Conforme a tabela de correção da resistência térmica em função do comprimento, utilizando o fator de correção de 1.82, é obtido um comprimento de 30mm para o dissipador

Fator de correção novo:

Fcn  1.82
Fcn  1.82

Resistências junção ambiente Ajustada:

R daajs  F cn R da4in

18.564

1

W

13.4

APÊNDICE D

Calculo Térmico do Diodo

Corrente Máxima do Diodo:

Corrente Mínima do Diodo:

Dutty Cycle:

Corrente Média do Diodo:

Corrente eficaz do Diodo:

IM  3.541A

Im  3.402A

D  0.6
D
 0.6

A Corrente Máxima que circula no diodo é igual ao I M

A Corrente Mínima que circula no diodo é igual ao I m

1

  ( 1 D) 1.389 A

2

I dmed

I

M I m

I def

0.4

0

 

 

I

M

I

m

 

2



   

d 2.181 A

t

 I M  I m    2      d  2.181

t I

D

m

fs  35KHz

Frequência de chaveamento:

Indutância do conversor:

Tensão de entrada

L  2.962mH E  24V
L  2.962mH
E
 24V

O diodo escolhido que atende a corrente média e a corrente eficaz e a tensão reversa máxima é o

MUR420

Dados da folha de dados do componente

Temperatura ambiente:

Ta  25 °C
Ta  25 °C

Temperatura da junção:

Tj  175 °C
Tj  175 °C

Resistência térmica entre junção e o ambiente:

Resistência Térmica entre Junção e a cápsula:

Resistência Térmica entre o componente e o dissipador:

Tempo de recuperação reversa do diodo:

R ja  55 1 W R jc  2.0 1 W 1 R cd
R ja

55 1
W
R jc

2.0 1
W
1
R cd

1
W
t

25 10
 9
rr
s
IdMax Idefz Idmed
IdMax
Idefz
Idmed

Cálculo das Perdas Térmicas:

Método 1

Da curva que pode ser obtida no datasheet do componente vamos utilizar a corrente media do diodo para calcular o V to e a corrente eficaz para o cálculo do R d .

Tensão Acionamento Direto:

Resistência Série do Diodo:

Vto  0.52V

V to

I def

R d



0.238

As perdas por comutação podem ser desprezadas

Perda de Condução:

P cond R d def V to dmed



I

2

I

Pcond

1.856 W

Cálculo da Resistência Térmica do dissipador com o ambiente:

Rda  Rja Rjc Rcd

1 R da  58 W
1
R da
 58
W

Cálculo da Resistência Térmica entre junção e o ambiente:

R jacal



T j

T

a

P cond

1

R jacal

80.811

K

W

Como o valor calculado para o R ja ficou acima do valor fornecido pelo datasheet do componente não é necessário o uso do dissipador neste método.

Método 2

Neste método será utilizado a corrente máxima que circula pelo circuito para encontrar os valores de V to e R d . Do gráfico fornecido pelo fabricante do componente é possível retirar os dados abaixo:

Tensão Acionamento Direto Max:

Resistência Série do Diodo Max

Perda de Condução:

2

P condmax  R dmax I V tomax I dmed

def

Vtomax  0.61V

V tomax

I M

R dmax



0.172

Pcondmax

1.666 W

Cálculo da Resistência Térmica do dissipador com o ambiente:

Pmax  Pcondmax

Pmax

1.666 W

Cálculo da Resistência Térmica entre junção e o ambiente:

R jacal
R
jacal



P max

T j

T

a

1

R jacal

90.011 K

W

Como o valor calculado para o R ja ficou acima do valor fornecido pelo datasheet do componente não é necessário o uso do dissipador neste método.

Para os métodos 3 e 4 será utilizado a tangente da curva conforme demonstrado no gráfico abaixo retirado da folha de dados do componente

Idmed
Idmed

Método 3 Neste método será utilizado a corrente média para encontrar o V t3 e subsequentemente encontrar o R d3

Tensão Acionamento Direto Max:

Resistência Série do Diodo Max

Perda de Condução:

2

P cond3  R d3 I def V t3 I dmed

Vt3  0.2V V t3 R d3   0.144  I dmed Pcond3 
Vt3 
0.2V
V t3
R d3

 0.144
I dmed
Pcond3
 0.963 W

Cálculo da Resistência Térmica do dissipador com o ambiente:

P3  Pcond3

P3

0.963 W

Cálculo da Resistência Térmica entre junção e o ambiente:

R jacal3



T j

T

a

P 3

1

R jacal3

155.791 K

W

Como o valor calculado para o R ja ficou acima do valor fornecido pelo datasheet do componente não é necessário o uso do dissipador neste método.

Método 4

Neste método será utilizado a corrente máxima para encontrar o V t3 e subsequentemente encontrar o R d3

Tensão Acionamento Direto Max:

Vt4  0.1V V t4 R d4   0.028  I M Pcond4 
Vt4 
0.1V
V t4
R d4

0.028 
I M
Pcond4
 0.273 W

Resistência Série do Diodo Max

Perda de Condução:

2

P cond4  R d4 I def V t4 I dmed

Cálculo da Resistência Térmica do dissipador com o ambiente:

P4  Pcond4

P4

0.273 W

Cálculo da Resistência Térmica entre junção e o ambiente:

R jacal4



T j

T

a

P 4

1

R jacal4

549.065 K

W

Como o valor calculado para o R ja ficou acima do valor fornecido pelo datasheet do componente não é necessário o uso do dissipador neste método.

Após as análises acima é possível concluir que mesmo na condição mais desfavorável o componente não necessitará de dissipador térmico.

13.5

APÊNDICE E

Cálculo do Dimensionamento do Capacitor:

Capacitor:

Ondulação da Tensão no Capacitor:

Ondulação da Corrente:

Corrente Eficaz:

Cálculo do Rse Máximo:

RSEmaxfabricante  0.56

Iacf em 120Hz

Iacf120  658mA

C  33.069F

vo  0.72V

ic  3.541A

IefC  1.715A  vo RSE max   ic
IefC  1.715A
 vo
RSE max

 ic

Iacf em 35KHz

Iacf35K  Iacf1201.65 1.086 A

RSEmax 0.203

Devido ao número de capacitores que seriam necessários para obter o valor de RSEmax.

Adotamos 3 capacitores em paralelo de 330uF e RSEmax 0,56

A corrente eficaz no capacitor é de 1,715 [A].

Da curva do capacitor encontramos que a corrente eficaz na frequência 35Khz que o capacitor escolhido suporta é de 1,0857 [A]

Logo a corrente eficaz para o paralelo de 3 capacitores será de 1,870 [A]

14.

Anexos

14.1 ANEXO A

14. Anexos 14.1 ANEXO A

14.2

ANEXO B

14.2 ANEXO B