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Sobre o fragmento:

[24] Muitas obras dos antigos se tornaram fragmentos. Muitas obras dos modernos já o são ao surgir.

[206] Um fragmento tem de ser como uma pequena obra de arte, totalmente separado do mundo circundante e perfeito e acabado em si mesmo como um porco-espinho.

Sobre arte e pensamento:

[12] Naquilo que se chama filosofia da arte falta habitualmente uma das duas: ou a filosofia, ou a arte.

[284] O espírito efetua uma eterna autodemonstração

Sobre poesia romântica:

[23] Em todo bom poema, tudo tem de ser intenção e tudo tem de ser instinto. Com isso, se torna ideal.

[60] Em sua rigorosa pureza, todos os gêneros poéticos clássicos são agora ridículos.

[116] A poesia romântica é uma poesia universal progressiva. Sua destinação não é apenas reunificar todos os gêneros separados da poesia e pôr a poesia em contato com filosofia e retórica. Quer e também deve ora mesclar, ora fundir poesia e prosa, genialidade e crítica, poesia-de-arte e poesia-de-natureza, tornar viva e sociável a poesia, e poéticas a vida e a sociedade, poetizar o chiste, preencher e saturar as formas da arte com toda espécie de sólida matéria para cultivo, e as animar pelas pulsações do humor. Abrange tudo o que seja poético, desde o sistema supremo da arte, que por sua vez contém em si muitos sistemas, até o suspiro, o beijo que a criança poetizante exala em canção sem artifício. Pode se perder de tal maneira naquilo que expõe, que se poderia crer que caracterizar indivíduos de toda espécie é um e tudo para ela; e no entanto ainda não há uma forma tão feita para exprimir completamente o espírito do autor: foi assim que muitos artistas, que também só queriam escrever um romance, expuseram por acaso a si mesmos.

Somente ela pode se tornar, como a epopéia, um espelho de todo o mundo circundante, uma imagem da época. E, no entanto, é também a que mais pode oscilar, livre de todo interesse real e ideal, no meio entre o exposto e aquele que expõe, nas asas da reflexão poética, sempre de novo potenciando e multiplicando essa reflexão, como numa série infinita de espelhos. É capaz da formação mais alta e universal, não apenas de dentro para fora, mas também de fora para dentro, uma vez que organiza todas as partes semelhantemente a tudo aquilo que deve ser um todo em seus produtos, com o que se lhe abre a perspectiva de um classicismo crescendo sem limites. A poesia romântica é, entre as artes, aquilo que o chiste é para a filosofia, e sociedade, relacionamento, amizade e amor são na vida. Os outros gêneros poéticos estão prontos e agora podem ser completamente dissecados. O gênero poético romântico ainda está em devir; sua verdadeira essência é mesmo a de que só pode vir a ser, jamais ser de maneira perfeita e acabada. Não pode ser esgotado por nenhuma teoria, e apenas uma crítica divinatória poderia ousar pretender caracterizar-lhe o ideal. Só ele é infinito, assim como só ele é livre, e reconhece, como sua primeira lei, que o arbítrio do poeta não suporta nenhuma lei sobre si. O gênero poético romântico é o único que é mais do que gênero e é, por assim dizer, a própria poesia: pois, num certo sentido, toda poesia é ou deve ser romântica.

[139] Do ponto de vista romântico, também as degenerações excêntricas e monstruosas da poesia têm seu valor como materiais e exercícios preparatórios da universalidade, desde que nelas haja alguma coisa, desde que sejam originais.

[173] No estilo do poeta genuíno nada é ornamento, tudo é hieróglifo necessário.

[297] Uma obra está formada quando está, em toda parte, nitidamente delimitada, mas é, dentro dos limites, ilimitada e inesgotável; quando é de todo fiel, em toda parte igual a si mesma e, no entanto, sublime acima de si mesma. Nela o mais elevado e último é, como na educação de um jovem inglês, le grand tour. Tem de ter percorrido todos os três ou quatro cantos cósmicos da humanidade, não para aplainar seus extremos, mas para ampliar a visão e dar mais liberdade e pluralidade interna e, com isso, mais autonomia e auto-satisfação a seu espírito.

Sobre crítica:

[8] Um bom prefácio tem de ser, ao mesmo tempo, a raiz e o quadrado do livro.

[27] Um crítico é um leitor que rumina. Por isso, deveria ter mais de um estômago.

[57] Se muitos amantes místicos da arte, que consideram toda crítica como desmembramento e todo desmembramento como destruição da fruição, pensassem consequentemente, então Oh!seria o melhor juízo artístico sobre a obra de arte mais apreciável. Também há críticos que, não dizendo nada além, o dizem apenas mais demoradamente.

[117] Poesia só pode ser criticada por poesia. Um juízo artístico que não é ele mesmo uma obra de arte na matéria, como exposição da impressão necessária em seu devir, ou mediante uma bela forma e um tom liberal no espírito da antiga sátira romana, não tem absolutamente direito de cidadania no reino da arte.

[44] Toda resenha filosófica deveria ser ao mesmo tempo filosofia das resenhas.

[205] Costumam chamar a si mesmos de crítica. Escrevem de modo frio, superficial, altaneiro e imensamente insípido. Natureza, sentimento, nobreza e grandeza de espírito absolutamente não existem para eles e, no entanto, procedem como se pudessem convocar tais coisas perante seus tribunaizinhos. Imitações da antiga mania de versificação do mundo elegante francês são a meta suprema de sua tépida admiração. Correção é para eles sinônimo de virtude. Gosto é o ídolo deles, um ídolo ao qual só se pode servir sem alegria. Quem não reconhece nesse retrato os sacerdotes do templo das belas ciências, que são do mesmo sexo que os sacerdotes de Cibele?