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OS LUSÍADAS, de Luís de Camões

OS LUSÍADAS , de Luís de Camões Características da Epopeia Classificação da obra Epopeia: narração de

Características da Epopeia

Classificação da obra

Epopeia: narração de um facto heroico grandioso de interesse nacional e social.

um facto heroico grandioso de interesse nacional e social. Na epopeia camoniana narram-se os feitos grandiosos

Na epopeia camoniana narram-se os feitos grandiosos do povo português (herói coletivo), desde a fundação da nacionalidade até ao século XVI (data em que Camões escreve a obra).

A ação deve ser grandiosa e abordar temas de interesse universal;

O herói deve apresentar qualidades excecionais;

Deve existir unidade de ação;

Deve haver inclusão de episódios;

É obrigatória a presença do maravilhoso;

Registam-se algumas considerações pessoais feitas pelo poeta;

A narração da ação principal é feita in media res.

A narração da ação principal é feita in media res. Nas epopeias, os factos não são

Nas epopeias, os factos não são narrados por ordem cronológica. O narrador inicia o relato num momento adiantado da ação, recuperando depois os acontecimentos anteriores através de analepses (recuos no tempo). N’Os Lusíadas, a ação apresenta-se in medias res, ou seja, já a meio da viagem de Vasco da Gama à Índia.

Episódios

Ao longo d’Os Lusíadas, encontramos diversos episódios, pequenas unidades narrativas (ações de carácter secundário) que contribuem para uma ação variada e dinâmica. Tendo em conta a sua natureza, é possível agrupar os vários episódios d’Os Lusíadas nos seguintes grupos:

Episódios mitológicos (referência a deuses/figuras mitológicas): Consílio dos Deuses;

Episódios líricos (maior beleza poética e dramatismo): Inês de Castro, Despedidas em Belém;

Episódios simbólicos (simbolizam algo importante): Adamastor, Ilha dos Amores;

Episódios naturalistas (descrevem fenómenos naturais): Tempestade.

Estrutura interna d’ Os Lusíadas

Proposição: o poeta apresenta o assunto da sua obra (C. I, est. 1-3);

Invocação: o poeta pede inspiração às Tágides, para escrever esta epopeia (C. I, est. 4-5);

Dedicatória: o poeta dedica a sua obra ao rei D. Sebastião (C. I, est. 6-18);

Narração: narram-se a viagem de Vasco da Gama até à Índia e os feitos do protagonista, o povo português. É a parte mais extensa da obra.

Planos d’ Os Lusíadas

A narração d’Os Lusíadas ocupa a quase totalidade da epopeia, mas ainda assim o poeta conseguiu garantir a unidade da ação. Para isso contribuiu a perfeita articulação entre os vários planos narrativos.

Plano da Viagem: narração da viagem de Vasco da Gama à Índia;

Plano da História de Portugal: surge encaixado no plano da Viagem e consiste na narração da História de Portugal (por Vasco da Gama ao rei de Melinde, por exemplo);

Plano do Maravilhoso: surge, geralmente, articulado com o plano da Viagem, uma vez que se refere à intervenção que as figuras divinas e mitológicas têm na ação, ou seja, na viagem dos portugueses até à Índia;

Plano das intervenções do poeta: reflexões feitas pelo poeta, geralmente no final de cada canto, acerca de diversos assuntos (a condição humana, o conceito de heroísmo, o elogio dos Portugueses, a ingratidão e o desprezo pelas artes).

Estrutura externa d’ Os Lusíadas

10 cantos;

1102 estrofes, todas elas oitavas (oito versos);

Versos decassilábicos heroicos (acentuação nas sexta e décima sílabas);

Rimas

cruzada

ABABABCC

e

emparelhada, seguindo

o

esquema

heroicos (acentuação nas sexta e décima sílabas);  Rimas cruzada ABABABCC e emparelhada , seguindo o
heroicos (acentuação nas sexta e décima sílabas);  Rimas cruzada ABABABCC e emparelhada , seguindo o