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INSTITUTO GNÓSTICO DE ANTROPOLOGIA DO BRASIL CURSO DE GNOSE A DISTÂNCIA Nº 2 O D

INSTITUTO GNÓSTICO DE ANTROPOLOGIA DO BRASIL CURSO DE GNOSE A DISTÂNCIA

Nº 2

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

INSTITUTO GNÓSTICO DE ANTROPOLOGIA DO BRASIL CURSO DE GNOSE A DISTÂNCIA Nº 2 O D ESPERTAR

A CONSCIÊNCIA

As pessoas confundem a consciência com a inteligência ou com o intelecto e à pessoa muito inteligente ou muito intelectual dão o qualificativo de muito consciente.

Nós afirmamos que a consciência no homem é, fora de toda dúvida e sem temor de nos enganar, uma espécie muito particular de "apreensão de conhecimento interior" totalmente independente de toda atividade mental.

A faculdade da consciência nos permite o conhecimento de nós mesmos.

A consciência nos dá conhecimento íntegro do que se é, de onde se está, do que realmente se

sabe, do que certamente se ignora.

A Psicologia Revolucionária ensina que só o próprio homem pode chegar a conhecer a si

mesmo.

Só nós mesmos podemos saber se somos ou não conscientes em um dado momento. Só nós mesmos podemos saber, de nossa própria consciência, se esta existe ou não em um dado momento.

O próprio homem e ninguém mais que ele pode se dar conta, por um instante, por um

momento, de que antes desse instante, antes desse momento, realmente não estava consciente, tinha sua consciência muito adormecida; depois olvidará essa experiência ou a conservará como uma recordação, como a recordação de uma forte experiência.

É urgente saber que a consciência no animal racional não é algo contínuo, permanente.

Normalmente, a consciência, no animal intelectual chamado homem, dorme profundamente.

Raros, muito raros, são os momentos em que a consciência está desperta. O animal intelectual trabalha, dirige carros, se casa, morre, etc., com a consciência totalmente adormecida e só em momentos muito excepcionais desperta.

A vida do ser humano é uma vida de sonho, porém, ele crê que está desperto e jamais admitirá

que está sonhando, que tem a consciência adormecida.

Se alguém chegasse a despertar, se sentiria espantosamente envergonhado consigo mesmo, compreenderia, de imediato, sua palhaçada, seu ridículo. Esta vida é espantosamente ridícula, horrivelmente trágica e, raras vezes, sublime.

Se um boxeador chegasse a despertar de imediato em plena luta, olharia envergonhado, a todo

honrável público e fugiria do horrível espetáculo, diante do assombro das adormecidas e inconscientes multidões.

Quando o ser humano admite que tem a consciência adormecida, podem estar seguros de que

já começa a despertar.

As Escolas reacionárias de Psicologia antiquada que negam a existência da consciência e até afirmam a inutilidade de tal termo, acusam o estado de sono mais profundo. Os sequazes de tais Escolas dormem muito profundamente em um estado praticamente infraconsciente e inconsciente.

Aqueles que confundem a consciência com as funções psicológicas, pensamentos, sentimentos, impulsos motrizes e sensações, realmente estão muito inconscientes, dormem profundamente.

Aqueles que admitem a existência da consciência, porém, negam de cheio a existência de distintos graus de consciência, acusam falta de experiência consciente, sono da consciência.

Toda pessoa, que, por alguma vez, tenha despertado momentaneamente, sabe muito bem, por experiência própria, que existem distintos graus de consciência observáveis em si mesmo.

Primeiro: tempo. Quanto tempo permanecemos conscientes?

Segundo: frequência. Quantas vezes despertamos a consciência?

Terceiro: amplitude e penetração. De que se estava consciente?

A Psicologia Revolucionária e a antiga Philokalia afirmam que mediante grandes superesforços de tipo muito especial se pode despertar a consciência e fazê-la contínua e controlável.

De nada servem dez ou quinze anos de estudos na escola, no colégio e na universidade, se ao sairmos das aulas somos autômatos adormecidos.

Não é exagero afirmar que, mediante algum grande esforço, o animal intelectual pode ser consciente de si mesmo, tão somente por um par de minutos.

É claro que, nisto, hoje, resulta haver raras exceções, que temos que buscar com a lanterna de Diógenes. Esses casos raros estão representados pelos Homens verdadeiros, Buda, Jesus, Hermes, Quetzalcoatl, etc.

Estes fundadores de religiões possuíram consciência contínua, foram grandes iluminados.

Normalmente, as pessoas não são conscientes de si mesmas. A ilusão de ser conscientes de forma contínua nasce da memória e de todos os processos do pensamento.

A memória é tão distinta da consciência como a estrada é diferente da luz dos faróis que a

ilumina.

O homem que pratica um exercício retrospectivo para recordar toda sua vida, pode, em

verdade, rememorar, recordar quantas vezes se casou, quantos filhos engendrou, quem foram

seus pais, seus mestres, etc., porém, isto não significa despertar a consciência, isto é simplesmente recordar atos inconscientes e isso é tudo.

Existem quatro estados de consciência. Estes são:

1º) Sono;

2º) Estado de vigília;

3º) Autoconsciência;

4º) Consciência objetiva.

O pobre animal Intelectual, equivocadamente chamado homem só vive em dois desses estados.

Uma parte de sua vida transcorre no sono e a outra no mal chamado estado de vigília, o qual também é sono.

O homem, que dorme e está sonhando, crê que desperta pelo fato de voltar ao estado de vigília,

porém, na realidade, durante este estado de vigília, continua sonhando.

Isto é semelhante ao amanhecer. Ocultam-se as estrelas devido à luz solar, porém, elas continuam existindo, ainda que os olhos físicos não as percebam.

Na vida normal comum e corrente, o ser humano nada sabe da autoconsciência e muito menos

da consciência objetiva. Entretanto, as pessoas são orgulhosas e todo o mundo se crê autoconsciente. O animal intelectual crê firmemente que tem consciência de si mesmo e de nenhuma maneira aceitaria que lhe dissesse que é um adormecido e que vive inconsciente de

si mesmo.

Existem momentos excepcionais em que o animal intelectual desperta, porém, esses momentos são muito raros. Podem apresentar-se em um instante de perigo supremo, durante uma intensa emoção, em alguma nova circunstância, em alguma nova situação inesperada, etc.

É verdadeiramente uma desgraça que o pobre animal intelectual não tenha nenhum domínio

sobre esses estados fugazes de consciência, que não possa evocá-los, que não possa fazê-los

contínuos.

Entretanto, a Educação Fundamental afirma que o homem pode lograr o controle da consciência e adquirir autoconsciência.

A Psicologia

consciência.

a

Revolucionária

tem

métodos,

procedimentos

científicos

para

despertar

Se queremos despertar a consciência, necessitamos começar por examinar, estudar e, depois,

eliminar todos os obstáculos que se apresentam em nosso caminho.

FASCINAÇÃO

A causa do sono em que vive a humanidade é a fascinação.

As pessoas estão fascinadas por todas as coisas da vida. Esquecem-se de si mesmas, porque

estão fascinadas. O alcoólatra, no bar, está fascinado pelo álcool, pelo local, pelo prazer, pelos

amigos e pelas mulheres. A mulher vaidosa está fascinada diante do espelho pelo encanto de

si mesma. O rico avaro está fascinado pelo dinheiro e pelas propriedades. O obreiro honrado

está fascinado na fábrica pelo duro trabalho. O pai de família está fascinado pelos seus filhos. Todos os seres humanos estão fascinados e sonham profundamente. Quando dirigimos um

automóvel, nos assombramos ao ver as pessoas arrojarem-se sobre as avenidas e sobre as

ruas, sem dar importância ao perigo dos carros. Outros se lançam francamente sob as rodas

Parecem sonâmbulos. Andam sonhando

com perigo para suas próprias vidas. Qualquer clarividente pode ver seus sonhos. Sonham com tudo aquilo que as mantém fascinadas.

dos automóveis. Pobres pessoas

Andam dormindo

O SONO

Durante o sono, o Ego escapa do corpo físico. Esta saída do Ego é necessária para que o corpo vital possa reparar o corpo físico. Podemos assegurar que o Ego leva seus sonhos aos mundos internos. Nos mundos internos, o Ego se ocupa das mesmas coisas que o mantém fascinado no mundo físico. Assim, vemos o carpinteiro, durante o sono, em sua carpintaria, a polícia

cuidando das ruas, o cabeleireiro no salão, o ferreiro em sua oficina, o alcoólatra na taberna ou na cantina, a prostituta no prostíbulo, entregue à luxúria, etc., etc. Vivem, nos mundos internos, todas essas pessoas como se estivessem no mundo físico. Não ocorre a nenhum vivente perguntar a si mesmo, durante o sono, se está no mundo físico ou no astral. Aqueles que fizeram semelhante pergunta durante o sono, despertaram nos mundos internos. Então, com assombro, puderam estudar todas as maravilhas dos Mundos Superiores. Somente, acostumando-nos a nos fazer pergunta semelhante de instante a instante, durante o estado chamado de vigília, podemos chegar a fazê-la nos Mundos Superiores, durante as horas entregues ao sono. É claro que durante o sono, repetimos tudo o que fazemos durante o dia. Se durante o dia nos acostumamos a nos fazer esta pergunta, durante o sono noturno, fora do corpo, resultará que repetiremos a mesma pergunta, e o resultado será o despertar da consciência.

ÍNTIMA RECORDAÇÃO DE SI MESMO

O ser humano fascinado não recorda de si mesmo. Nós devemos auto-recordar-nos de instante a instante. Necessitamos de nos auto-recordar na presença de toda representação que possa nos fascinar. Detenhamo-nos diante de toda representação e nos perguntemos:

onde estou? Estarei no plano físico? Estarei no plano astral? Logo, dê um saltinho com a intenção de flutuar no ambiente circundante. É lógico que se flutuar é porque está fora do corpo físico. O resultado será o despertar da consciência. O objetivo dessa pergunta a cada instante, a cada momento, é fazer com que se grave no subconsciente para que atue depois durante as horas entregues ao sono nas horas em que, realmente, o Ego se acha fora do carpo físico. Saibam que, no Astral, se vêem as coisas tal como aqui no plano físico. As pessoas, durante o sono e depois da morte, vêem tudo aí de forma tão igual ao mundo físico que nem sequer suspeitam, por isso, acharem-se fora do corpo físico. Nenhum defunto crê, jamais, ter morrido, está fascinado e sonha profundamente. Se os defuntos, durante a vida, tivessem feito prática de recordação de si mesmos de instante a instante, se tivessem lutado contra a fascinação das coisas do mundo, o resultado teria sido o despertar da consciência. Não sonhariam. Andariam, nos mundos internos, com a consciência desperta.

Quem desperta a consciência, pode estudar, durante as horas do sono, todas as maravilhas dos Mundos Superiores. Quem desperta a consciência, vive nos Mundos Superiores como um cidadão do Cosmo, totalmente desperto. Então, convive com os grandes Hierofantes da Loja Branca. Quem desperta a consciência, já não pode sonhar aqui neste plano físico, nem tampouco, nos mundos internos. Quem desperta a consciência deixa de sonhar, converte-se num investigador competente nos Mundos Superiores. Quem desperta a consciência é um iluminado. Quem desperta a consciência, pode estudar aos pés do Mestre, pode conversar familiarmente com os Deuses que iniciaram a aurora da criação. Quem desperta a consciência, pode recordar suas inumeráveis reencarnações. Quem desperta a consciência, assiste, conscientemente, a suas próprias iniciações cósmicas. Quem desperta a consciência, pode estudar nos templos da grande Loja Branca. Quem desperta a consciência pode saber, nos Mundos Superiores, como se encontra a evolução de sua Kundalini. Todo Matrimônio Perfeito deve despertar a consciência para receber a guia e direção da Loja Branca. Nos Mundos Superiores, os Mestres guiarão sabiamente a todos aqueles que realmente se amam. Nos Mundos Superiores, os Mestres entregam, a cada um, o que necessita para seu desenvolvimento interior.

O EGO PLURALIZADO

Esta questão do mim mesmo, o que eu sou, isso que pensa, sente e atua é algo que devemos auto-explorar para conhecermos profundamente.

Existem por toda parte belas teorias que atraem e fascinam, não obstante, de nada serviria tudo isso se não conhecêssemos a nós mesmos.

É fascinante estudar astronomia ou distrair-se um pouco lendo obras sérias, entretanto,

resulta irônico converter-se em um erudito e não saber nada sobre si mesmo, sobre o eu sou, sobre a personalidade humana que possuímos.

Cada qual é muito livre para pensar o que queira e a razão subjetiva do "animal intelectual", equivocadamente chamado homem, dá para tudo, tanto pode fazer de uma pulga um cavalo, como de um cavalo uma pulga. São muitos os intelectuais que vivem jogando com o racionalismo e depois de tudo o que sucede?

Ser erudito não significa ser sábio. Os ignorantes ilustrados abundam como a erva daninha e não somente não sabem como também nem sequer sabem que não sabem.

Entenda-se por ignorantes ilustrados os sabichões que crêem que sabem e nem sequer conhecem a si mesmos.

Poderíamos teorizar brilhantemente sobre o eu da Psicologia, porém não é isso precisamente o que nos interessa neste capítulo.

Necessitamos conhecer a nós mesmos por via direta, sem o processo deprimente da opção.

De modo algum seria isto possível sem nos auto-observarmos em ação, de instante a instante,

de momento a momento.

Não se trata de nos ver através de alguma teoria ou de uma simples especulação intelectiva. Ver-nos diretamente, assim como somos, é o interessante, e somente assim poderemos chegar ao conhecimento verdadeiro de nós mesmos.

Ainda que pareça incrível estamos equivocados com respeito a nós mesmos. Muitas coisas que cremos não ter, temos e muitas que cremos ter, não temos.

Temos formado falsos conceitos sobre nós mesmos e devemos fazer um inventário para sabermos o que nos sobra e o que nos falta.

Suponhamos que acreditamos ter tais ou quais qualidades que, em realidade, não temos e muitas virtudes que possuímos, certamente, as ignoramos.

Somos pessoas adormecidas, inconscientes e isso é grave. Desafortunadamente, pensamos de nós mesmos o melhor e nem sequer suspeitamos que estamos adormecidos.

As sagradas escrituras insistem na necessidade de despertar, porém não explicam o sistema para se lograr esse despertar.

O pior do caso é que são muitos os que têm lido as sagradas escrituras e nem sequer

entendem que estão adormecidos.

Todo mundo crê que conhece a si mesmo e nem remotamente suspeita que existe a Doutrina dos Muitos.

Realmente o eu psicológico de cada um é múltiplo e sobrevém sempre como muitos.

Com isto queremos dizer que temos muitos “eus” e não um só como sempre supõem, os ignorantes ilustrados.

Negar a Doutrina dos Muitos é fazer de tolo a si mesmo, pois de fato seria o cúmulo dos cúmulos ignorar as contradições íntimas que cada um de nós possui.

Vou ler um jornal, diz o eu do intelecto; ao diabo com tal leitura, exclama o eu do movimento; prefiro ir dar um passeio de bicicleta. Passeio que nada, pão quente, grita um terceiro em discórdia, prefiro comer, tenho fome.

Se pudéssemos nos ver em um espelho de corpo inteiro, tal qual somos, descobriríamos por nós mesmos, de forma direta, a Doutrina dos Muitos.

A

personalidade humana é tão somente uma marionete controlada por fios invisíveis.

O

eu que hoje jura amor eterno pela Gnose é mais tarde substituído por outro eu que nada

tem a ver com o juramento e, então, o sujeito se retira.

O eu que hoje jura amor eterno a uma mulher é mais tarde substituído por outro que nada

tem a ver com esse juramento, então, o sujeito se enamora de outra e o castelo de cartas se vai ao chão.

O "Animal Intelectual", equivocadamente chamado homem, é como uma casa cheia de muita

gente.

Não existe ordem nem concordância alguma entre os múltiplos “eus”, todos lutam entre si e disputam a supremacia. Quando algum deles consegue o controle dos centros capitais da máquina orgânica, se sente o único, o amo, entretanto, no final é destronado.

Considerando as coisas deste ponto de vista, chegamos à conclusão lógica de que o "Mamífero Intelectual" não tem verdadeiro sentido de responsabilidade moral.

Inquestionavelmente, o que a máquina diga ou faça, em um dado momento, depende exclusivamente do tipo de eu que a controle nesses instantes.

Dizem que Jesus de Nazaré tirou sete demônios do corpo de Maria Madalena, sete “eus”, viva personificação dos sete pecados capitais.

Obviamente cada um destes sete demônios é uma cabeça de legião, portanto, devemos assentar como corolário que o Cristo Íntimo pôde expulsar do corpo de Madalena milhares de “eus”.

Refletindo sobre todas essas coisas, podemos inferir claramente que a única coisa digna que possuímos em nosso interior é a Essência, e desafortunadamente a mesma se encontra engarrafada entre todos esses múltiplos “eus” da Psicologia Revolucionária.

É lamentável que a Essência se processe sempre em virtude de seu próprio condicionamento.

Inquestionavelmente, a Essência ou a Consciência, que é o mesmo, dorme profundamente.

A PERSONALIDADE HUMANA

Um homem nasceu, viveu sessenta e cinco anos e morreu. Porém, onde se encontrava antes de 1900 e onde poderá estar depois de 1965? A ciência oficial nada sabe sobre tudo isto. Esta

é a formulação geral de todas as questões sobre a vida e a morte.

Axiomaticamente, podemos afirmar: "O homem morre porque seu tempo termina, não existe nenhum amanhã para a personalidade do morto".

Cada dia é uma onda do tempo, cada mês é outra onda do tempo, cada ano é também outra onda do tempo e todas estas ondas encadeadas em seu conjunto constituem a grande onda da vida.

O tempo é redondo e a vida da personalidade humana é uma curva fechada. A vida da personalidade humana se desenvolve em seu tempo, nasce em seu tempo e morre em seu tempo, jamais pode existir mais além de seu tempo.

Isto do tempo é um problema que foi estudado por muitos sábios. Fora de toda dúvida, o tempo é a quarta dimensão. A Geometria de Euclides só é aplicável ao mundo tridimensional, porém, o mundo tem sete dimensões e a quarta é o tempo.

A mente humana concebe a eternidade como o prolongamento do tempo em linha reta,

porém, nada pode estar mais equivocado que este conceito, porque a eternidade é a quinta

dimensão.

Cada momento da existência se sucede no tempo e se repete eternamente.

A morte e a vida são dois extremos que se tocam. A vida termina para o homem que morre,

porém, começa outra. Um tempo termina e outro começa: a morte se acha intimamente vinculada ao eterno retorno.

Isto quer dizer que temos que retornar, regressar ao mundo depois de mortos para repetir o mesmo drama da existência; mas se a personalidade humana perece com a morte, quem ou o que retorna?

É necessário esclarecer de uma vez e para sempre que o Eu é o que continua depois da morte, que o Eu é quem retorna, que o Eu é quem regressa a este vale de lágrimas.

do Retorno com a Teoria da

Reencarnação ensinada pela Teosofia moderna.

É necessário

que

nossos

leitores

não

confundam

a

Lei

A citada teoria da Reencarnação teve sua origem no culto de Krishna, que é uma Religião

indostânica do tipo védico, desgraçadamente retocada e adulterada pelos reformadores.

No culto autêntico original de Krishna, só os heróis, os guias, aqueles que já possuem individualidade sagrada, são os únicos que se reencarnam.

O Eu pluralizado retorna, regressa, mas isto não é reencarnação. As massas, as multidões

retornam, porém, isso não é reencarnação.

A ideia do retorno das coisas e dos fenômenos, a ideia da repetição eterna é muito antiga e

podemos encontrá-la na sabedoria pitagórica e na antiga cosmogonia do Indostão.

O eterno retorno dos dias e noites de Brahama, a repetição incessante dos Kalpas, etc., estão

invariavelmente associadas de forma muito íntima à sabedoria pitagórica e à Lei de Recorrência eterna ou eterno retorno.

Gautama, o Buda ensinou muito sabiamente a Doutrina do Eterno Retorno e a roda de vidas sucessivas, porém sua Doutrina foi muito adulterada por seus seguidores.

Todo retorno implica, desde logo, a fabricação de uma nova personalidade humana. Esta se forma durante os primeiros sete anos da infância.

O ambiente de família, a vida da rua e a escola, dão à personalidade humana seu matiz

original característico.

O exemplo dos mais velhos é definitivo para a personalidade infantil.

A criança aprende mais com o exemplo que com o preceito. A forma equivocada de viver, o

exemplo absurdo, os costumes degenerados dos mais velhos, dão à personalidade da criança

esse matiz peculiar cético e perverso da época em que vivemos.

Nestes tempos modernos, o adultério se tornou mais comum que a batata e a cebola e, como é apenas lógico, isto origina cenas dantescas dentro dos lares.

São muitas as crianças que, por estes tempos, têm que suportar, cheios de dor e ressentimentos, os látegos e pauladas do padrasto ou da madrasta. É claro que dessa forma, a personalidade da criança se desenvolve dentro do marco da dor, rancor e ódio.

Existe um ditado popular que diz: "O filho alheio cheira mal em todas as partes”. Naturalmente, nisto também há exceções, porém, estas se podem contar nos dedos da mão e ainda sobram dedos.

As disputas entre o pai e a mãe, por questão de ciúmes, o pranto e os lamentos da mãe aflita ou do marido oprimido, arruinado e desesperado, deixam na personalidade da criança uma marca indelével de profunda dor e melancolia que jamais se esquece durante toda a vida.

Nas casas dos elegantes, as orgulhosas senhoras maltratam suas criadas quando estas vão ao salão de beleza ou pintam o rosto. O orgulho das senhoras se sente mortalmente ferido.

A criança, que vê todas estas cenas de infâmia, se sente ofendida no mais profundo, quer se

ponha a favor de sua mãe soberba e orgulhosa, ou a favor da infeliz criada vaidosa e

humilhada e o resultado costuma ser catastrófico para a personalidade infantil.

Desde que se inventou a televisão, se perdeu a unidade da família. Em outros tempos, o homem chegava da rua e era recebido por sua mulher com muita alegria. Hoje em dia, a mulher já não sai para receber seu marido à porta, porque está ocupada vendo televisão.

Dentro dos lares modernos, o pai, a mãe, os filhos, as filhas, parecem autômatos inconscientes diante da televisão. Agora, o marido não pode comentar com a mulher absolutamente nada, sobre os problemas do dia, o trabalho, etc., etc., porque esta parece sonâmbula vendo o filme de ontem, as cenas dantescas de Al Capone, o último baile da nova onda, etc., etc., etc.

As crianças formadas neste novo tipo de lar ultramoderno só pensam em canhões, pistolas, metralhadoras de brinquedo para imitar e viver, a seu modo, todas as cenas dantescas do crime tal como as têm visto na televisão.

É lástima que este invento maravilhoso da televisão seja utilizado com propósitos destrutivos.

Se a humanidade utilizasse este invento de forma dignificante, quer fosse para estudar as ciências naturais, quer fosse para ensinar a verdadeira arte régia da Mãe Natura, ou para dar

sublimes ensinamentos às pessoas, então, este invento seria uma benção para a humanidade,

e poderia utilizar-se inteligentemente para cultivar a personalidade humana.

A todas as luzes, é absurdo nutrir a personalidade infantil com música arrítmica, desarmônica,

vulgar. É estúpido nutrir a personalidade das crianças com contos de ladrões e policiais, cenas

de

vício e prostituição, dramas de adultério, pornografia, etc.

O

resultado de semelhante proceder podemos ver nos rebeldes sem causa, os assassinos

prematuros, etc.

É lamentável que as mães açoitem suas crianças, lhes dêem com paus, os insultem com

vocábulos descorteses e cruéis. O resultado de semelhante conduta é o ressentimento, o ódio,

a perda do amor, etc.

Na prática temos podido ver que os meninos criados entre paus, látegos e gritos, convertem- se em pessoas vulgares cheias de grosserias e carentes de todo sentido de respeito e veneração.

É urgente compreender a necessidade de estabelecer um verdadeiro equilíbrio dentro dos lares.

É indispensável saber que a doçura e a severidade devem se equilibrar mutuamente nos dois pratos da balança da justiça.

O pai representa a severidade. A mãe representa a doçura. O pai personifica a sabedoria. A

mãe simboliza o amor.

Sabedoria e Amor, severidade e doçura se equilibram mutuamente nos pratos da balança cósmica.

Os pais e as mães de família devem equilibrar-se mutuamente para bem dos lares.

É urgente, é necessário, que todos os pais e mães de família compreendam a necessidade de semear na mente infantil os valores eternos do Espírito.

É lamentável que as crianças modernas já não possuam o sentido de veneração. Isto se deve

aos contos de vaqueiros, ladrões e policiais. A televisão, o cinema, etc., perverteram a mente

das crianças.

A Psicologia Revolucionária do Movimento Gnóstico faz, de forma clara e precisa, uma distinção profunda entre o Ego e a Essência.

Durante os três ou quatro primeiros anos de vida, só se manifesta, na criança, a beleza da Essência. Então, a criança é terna, formosa em todos seus aspectos psicológicos.

Quando o Ego começa a controlar a terna personalidade da criança, toda essa beleza da Essência vai desaparecendo e, em seu lugar, afloram, então, os defeitos psicológicos próprios de todo ser humano.

Assim como devemos fazer distinção entre Ego e Essência, também é necessário distinguir entre personalidade e Essência.

O ser humano nasce com a Essência, mas não nasce com a personalidade. É necessário criar

esta última.

Personalidade e Essência devem desenvolver-se de forma harmoniosa e equilibrada.

Na prática, temos podido verificar que quando a personalidade se desenvolve exageradamente às expensas da Essência, o resultado é o velhaco.

A observação e a experiência de muitos anos nos têm permitido compreender que quando a

Essência se desenvolve totalmente sem atender, no mínimo, ao cultivo harmonioso da personalidade, o resultado é o místico sem intelecto, sem personalidade, nobre de coração, porém, não adaptado, incapaz.

O desenvolvimento harmonioso de personalidade e Essência dá como resultado homens e

mulheres geniais.

Na Essência, temos tudo o que é próprio e na personalidade, tudo o que é emprestado.

Na Essência, temos nossas qualidades inatas. Na personalidade, temos o exemplo de nossos avós, o que aprendemos no lar, na escola, na rua.

Urge que as crianças recebam alimento para a Essência e alimento para a personalidade.

A Essência se alimenta com ternura, carinho sem limites, amor, música. flores, beleza,

harmonia, etc.

sábio

ensinamento da escola, etc.

É indispensável que as crianças ingressem no primário à idade de sete anos, com prévia passagem pelo jardim da infância.

As crianças devem aprender as primeiras letras brincando, assim, o estudo se faz atrativo para elas, delicioso, feliz.

A Educação Fundamental ensina que desde o próprio Kinder ou jardim para crianças, deve-se

atender, de forma especial, a cada um dos três aspectos da personalidade humana, conhecidos como pensamento, emoção e movimento. Assim, a personalidade infantil se desenvolve de forma harmoniosa e equilibrada.

A questão da criação da personalidade da criança e seu desenvolvimento é de gravíssima

responsabilidade para os pais de família e mestres de escola.

A qualidade

psicológico com o qual foi criada e alimentada.

Em torno de personalidade, Essência, Ego ou Eu, existe entre os estudantes de psicologia muita confusão.

Alguns confundem a personalidade com a Essência e outros confundem o Ego ou Eu com a Essência.

São muitas as escolas pseudo-esotéricas ou pseudo-ocultistas que têm como meta de seus estudos a vida impessoal.

É necessário esclarecer que não é a personalidade o que temos que dissolver.

É urgente saber que necessitamos desintegrar o Ego, o mim mesmo, o Eu e reduzi-lo a poeira cósmica.

A personalidade é tão somente um veículo de ação, um veículo que foi necessário criar,

fabricar.

No mundo, existem “Calígulas”, “Atilas”, “Hitleres”, etc. Todo tipo de personalidade, por mais perversa que tenha sido, pode transformar-se radicalmente quando o Ego ou Eu se dissolva totalmente.

A questão da dissolução do Ego ou Eu confunde e molesta a muitos pseudo-esoteristas. Estes

estão convencidos de que o Ego é divino, pois crêem que o Ego ou Eu é o próprio Ser, a mônada divina, etc.

material

A personalidade

deve

alimentar-se

com

o

bom

exemplo

de

nossos

pais,

com

o

da

personalidade

humana

depende

exclusivamente

do

tipo

de

É

necessário, é urgente, é inadiável compreender que o Ego, ou Eu nada tem de divino.

 

O

Ego,

ou

Eu

é

o

Satã

da

Bíblia,

conjunto

de

recordações,

desejos,

paixões,

ódios,

ressentimentos, concupiscências, adultérios, herança de família, raças, nação, etc., etc., etc.

Muitos afirmam de forma estúpida que dentro de nós existe um Eu superior ou divino e um Eu inferior.

Superior e inferior são sempre duas secções de uma mesma coisa. Eu superior, Eu inferior, são duas secções do mesmo Ego.

O Ser Divinal, a Mônada, o Intimo, nada tem a ver com nenhuma forma do Eu. O Ser é o Ser e

isso é tudo. A razão de ser do Ser é o próprio Ser.

A personalidade, em si mesma, é só um veículo e nada mais. Através da personalidade, pode

manifestar-se o Ego ou o Ser. Tudo depende de nós mesmos.

Urge dissolver o Eu, o Ego, para que somente se manifeste, através de nossa personalidade, a Essência psicológica de nosso verdadeiro Ser.

É indispensável que os educadores compreendam plenamente a necessidade de cultivar harmoniosamente os três aspectos da personalidade humana.

Um perfeito equilíbrio entre Personalidade e Essência, um desenvolvimento harmonioso do pensamento, emoção e movimento, uma Ética revolucionária, constituem os alicerces da Educação Fundamental.

PRÁTICA

Sentado comodamente, relaxe o corpo físico totalmente, desde a ponta dos pés até a cabeça. Procure ver um por um, com os olhos da imaginação, os ossos, músculos, nervos, artérias, células, átomos, etc.

Concentre-se nas batidas do coração. Passe essas batidas à ponta do nariz, deve senti-las aí; em seguida à orelha direita, depois mão direita, pé direito, pé esquerdo, mão esquerda, orelha esquerda, ponta do nariz novamente e coração. Assim, você perceberá que pode dominar as batidas do coração à vontade.

Faça esta prática por, pelo menos, 45 minutos diariamente.

BIBLIOGRAFIA

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