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ESCOLAS DO

ESCOLAS DO PENSAMENTO CRIMINOLÓGICO (Parte 1)

PENSAMENTO CRIMINOLÓGICO (Parte 1)

ESCOLA CLÁSSICA

Influenciada

pelo

iluminismo.

Busca

inspiração

na

doutrina jusnaturalista e na teoria contratualista.

Inaugura o período humanitário (ou pré-científico) do

Direito Penal, com a humanização do sistema penal, e em especial da pena (repúdio aos suplícios, eliminação da tortura, superação do código jurídico-moral da dor)

Promove a superação do modelo inquisitorial mais radical e suprime a ideia da pena como vingança

divina. Preocupa-se em proteger o “indivíduo” criminoso e aplicar-lhe a punição racionalmente devida.

Afasta o “medo político das ambiguidades do modelo inquisitorial”. (MICHEL FOUCAULT)

Prega a utilidade e finalidade das penas e propõe limites ao poder punitivo do Estado.

A punição como retributividade e observância da

proporcionalidade. Doutrina utilitarista e pragmatismo jurídico-político como fundamentos justificadores desse novo modelo.

Não se ocupa com a prevenção do delito e suas causas

(endógenas ou exógenas), pois reconhece o livre arbítrio

humano. Concebe o crime, portanto, como uma escolha racional errada.

Adota o método formal-dedutivo ou lógico-abstrato.

Principais defensores: Cesare Beccaria, Pellegrino Rossi, Carmignani, Enrico Pessina, Francesco Carrara.

Maior expoente: Cesare Beccaria (1738-1794) Defendia a

certeza das penas em detrimento de sua severidade. Defendia a existência de leis simples, conhecidas pelo povo e obedecidas por todos os cidadãos.

Toma o delito como um “ente jurídico”, abstraindo as relações sociais e a constituição individual de quem a

realiza.

“DOS DELITOS E DAS PENAS” DE BECCARIA

Contribuiu para formação dos grandes princípios do sistema penal moderno (legalidade, juiz natural, etc),

estabelecendo novos marcos teórico-conceituais no direito

penal.

Cabe apenas ao Estado o jus puniendi (poder-dever de

punir) e repúdio a julgamentos secretos.

O réu deve ser julgado por um tribunal previamente

constituído e imparcial.

Só existe crime e pena se houver uma lei que os defina (princípio da legalidade)

Separação entre os 3 poderes.

Promulgação de leis claras, precisas e certas.

Observância do princípio da proporcionalidade da pena.

O fim da pena é prevenir o delito e restabelecer a ordem.

Contra pena de morte, exceção tempo e guerra.

Publicidade do processo.

Contra tortura.

A

atormentar e afligir a pessoa. Contra acusações secretas(testemunhas eram ouvidas em separado). Cabia o juiz aplicar as leis e não interpretá-las .

fim

sanção

penal

não

deve

ter

como

A ESCOLA POSITIVA

A questão central que ocupava seus principais expoentes era descobrir as razões ou fatores que levavam certas pessoas a cometerem crimes.

- Cesare Lombroso (1835-1909)

- Enrico Ferri (1856-1929)

- Rafaelle Garofalo (1851-1934)

Da

preocupação

com o “indivíduo”

criminoso,

orienta-se para a proteção do “corpo social”.

O crime seria uma realidade ontológica e poderia ser “dissecado” por métodos causal-explicativos.

Cesare Lombroso

Publica em 1876 “O homem delinquente”;

Inaugura a fase antropológica;

Parte do paradigma etiológico;

Adota o método empírico na análise do criminoso;

O crime é concebido como uma patologia;

Considera ideias e teses da teoria darwiniana;

Defende a existência do criminoso nato (propensão criminógena atávica) que teria como características:

protuberância occipital, órbitas grandes, testa fugida,

arcos superciliares excessivos, zigomas salientes, prognatismo inferior, nariz torcido, lábios grossos, arcada dentária defeituosa, braços excessivamente

longos, mãos e orelhas grandes, anomalias dos órgãos sexuais, polidactia).

Rafaelle Garofalo

Publica em 1885 a obra “Criminologia”, e passa a ser o principal responsável pela divulgação mundial desse termo. A sua obra ficou assinalada pela tentativa de delimitação de um conceito “sociológico” de crime, capaz de satisfazer as exigências de universalidade

que a criminologia deveria respeitar para justificar o qualificativo de crime. (DIAS E ANDRADE) Projeta muitas das ideias e proposições da Escola Positiva na legislação italiana quando exerce o mandato de Senador.

Seu

expresso em 3 aspectos

fundamentais: seu conceito de “delito natural”, sua

pensamento

está

“teoria da criminalidade” e sua “teoria da pena”.

Revela-se cético em relação ao caráter ressocializador da pena, defendendo que o criminoso é irrecuperável, classificando-o em quatro “tipos” de delinquentes: o assassino, o criminoso violento, o ladrão e o lascivo.

Fundamenta o comportamento criminoso em uma suposta anomalia, de base orgânica e fruto de uma mutação psíquica.

Foi defensor da pena de morte. Ele entendia que as penas deveriam servir como castigos, tendo como referência as características particulares de cada criminoso.

Enrico Ferri

Publica em 1892 o livro “Sociologia Criminal”, inaugurando a fase sociológica.

As características do criminoso seriam a insensibilidade, covardia, preguiça, vaidade, mentira, revelando-se incapaz de ter controle moral sobre seus atos, como ocorre com os cidadãos “honestos”.

Ferri acreditava na existência de seis categorias de delinquentes: nato (conforme classificação de Lombroso,

precoces e incorrigíveis), louco (levado ao crime não só

pela enfermidade mental, mas também pela atrofia do senso moral), habitual (crescido e nascido num ambiente

de miséria moral e material, vai de faltas leves até crimes

graves), ocasional (está condicionado por forte influência de circunstâncias ambientais), passional (crimes

impelidos por paixões pessoais, como também políticas e sociais). e involuntário ou imprudente.

Elabora a teoria dos “substitutivos penais”, que mitiga a função e o papel do Direito Penal. Propõe a aplicação de “medidas de segurança” aos considerados “incapazes”. Formula a “Lei da saturação criminal”, defendendo que

o

cientista poderia antecipar o numero exato de delitos,

e

a classe deles, em uma determinada sociedade e em

um número concreto.

Defende que a pena é, por si só, ineficaz, se não vem acompanhada de reformas sociais, econômicas, etc. Concebe que, além da função retributiva, a pena tem

função preventiva (especial). Para ele, os pilares dessa

reforma seriam a Psicologia Positiva (defendida por

Garófalo), a Antropologia Criminal (apontada por Lombroso) e a Estatística Social.

Assim, sem abandonar totalmente as ideias de Lombroso, defende a tese de que fatores sociais

potencializam a propensão criminosa de determinados

indivíduos.

PRINCIPAIS POSTULADOS DA ESCOLA POSITIVA

Para RÉGIS PRADO, os postulados basilares dessa

escola são:

a) o Direito tem uma natureza transcendente, segue a ordem imutável da Lei natural;

b) o delito é um ente jurídico, já que constitui a

violação de um direito, ou seja, nada mais é que a

relação de contradição entre o fato humano e a lei;

c) a responsabilidade

imputabilidade moral e no livre arbítrio humano; d) a pena é vista como meio de tutela jurídica e como retribuição da culpa moral comprovada pelo crime.

na

penal

é

lastreada

e) O fim primeiro da pena é o restabelecimento da ordem externa na sociedade, alterada pelo delito. Em consequência, a sanção penal deve ser aflitiva, exemplar, pública, certa, proporcional ao crime, célere e justa; f) o método utilizado é o empírico de base causal- explicativo; g) o delinquente é, em regra, um homem normal que se sente livre para optar entre o bem e o mal, e preferiu o último; h) os objetos do estudo do Direito Penal são o delito, a pena e o processo.