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digital, o que pode acarretar na violação de seus direitos autorais mediante publicações não autorizadas. 7.
digital, o que pode acarretar na violação de seus direitos autorais mediante publicações não autorizadas. 7.

7.

Exergia

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. Conteúdos do capítulo: • Análise exergética.

Conteúdos do capítulo:

Análise exergética.

Princípios da conservação da massa e da energia.

Projeção e análise de sistemas térmicos.

Eficiência energética, sustentabilidade e meio ambiente.

Após o estudo deste capítulo, você será capaz de:

1. dominar os conceitos relacionados à análise exergética, incluindo ambiente de referência para exergia, estado morto, transferência de exergia e destruição de exergia;

2. determinar a exergia em um estado e a variação de exergia entre dois estados, utilizando adequadamente os dados de propriedades termodinâmicas;

3. aplicar balanços de exergia em sistemas fechados e abertos (volumes de controle).

propriedades termodinâmicas; 3 . aplicar balanços de exergia em sistemas fechados e abertos (volumes de controle).

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. E xergia A análise de exergia é um método que

E xergia

A análise de exergia é um método que usa os princípios da conservação da massa e da energia juntamente com a segunda lei da ter- modinâmica para o projeto e a análise de sis- temas térmicos. Outro termo frequentemente aplicado para identificar análise exergética é a análise de disponibilidade. É aparente a importância do desenvolvi- mento de sistemas térmicos que fazem uso efe- tivo de recursos não renováveis, como petróleo, gás natural e combustíveis sólidos. O método de análise de exergia é particularmente adequado para favorecer uma utilização mais eficiente dos recursos, uma vez que permite que localizações, tipos e magnitudes de desperdício e perda sejam determinados. Essa informação pode ser usada para projetar sistemas térmicos mais eficientes, reduzir fontes de ineficiência em sistemas exis- tentes e avaliar a termoeconomia do sistema.

Figura 7.1

Ilustração utilizada para o conceito de exergia

Quando dois sistemas, em diferentes esta-

dos (e com potenciais diferentes), são coloca- dos em contato, existe uma oportunidade para realizar trabalho. Quando um deles é um sis- tema adequadamente idealizado (ambiente) e

o outro é um sistema de interesse, a exergia

representa o máximo trabalho teórico obtido quando ambos interagem até o equilíbrio. Essa

é a definição de exergia e que se completará com a definição de ambiente e de como pode- mos associar valores numéricos a exergia. Um exemplo simples, cotidiano, e muito

abordado pela literatura para ilustrar a exegia

é composto por um sistema que consiste em um

pequeno tanque com combustível e um queima- dor ligado a ele, envolto por uma grande quan- tidade de ar fixada como sistema, conforme demonstramos na Figura 7.1.

Fronteira do sistema isolado Ar a uma temperatura T i Combus- Combus- tível tível (a)
Fronteira do sistema isolado
Ar a uma
temperatura
T i
Combus-
Combus-
tível
tível
(a)
(b)
Ar e produtos de combustão a uma temperatura T i + ΔT (c)
Ar e produtos de
combustão a uma
temperatura T i + ΔT
(c)
e produtos de combustão a uma temperatura T i + ΔT (c) Tempo Qualidade de energia
e produtos de combustão a uma temperatura T i + ΔT (c) Tempo Qualidade de energia

Tempo Qualidade de energia constante Potencial de uso diminui Valor econômico descrece

168 168
168
168

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7
7
direitos autorais mediante publicações não autorizadas. 7 Apesar de, durante a queima, o sistema manter a
Apesar de, durante a queima, o sistema manter a energia constante, com o pas- sar
Apesar de, durante a queima, o sistema manter a energia constante, com o pas- sar

Apesar de, durante a queima, o sistema manter a energia constante, com o pas- sar do tempo o potencial ener-gético do combustível diminui até a extinção. A energia é con- servada, mas o potencial

gético do combustível diminui até a extinção. A energia é con- servada, mas o potencial ener- gético da mistura combustí- vel-ar é muito maior que a do ar resultante levemente aque- cido. É possível utilizar esse combustível de forma mais efi- ciente para a produção de tra- balho – por exemplo, gerando vapor ou elevando a pressão sob um cilindro. No caso da Figura 7.1,

produção de tra- balho – por exemplo, gerando vapor ou elevando a pressão sob um cilindro.

energia em (a) é mais útil do que em (c), pois naquele ela tem um potencial maior de uso. Em (c), o potencial de uso foi largamente destruído, em razão da natureza irreversível do processo. Diferentemente da energia, a exergia não é irreversível do processo. Diferentemente da energia, a exergia não é

a

do processo. Diferentemente da energia, a exergia não é a conservada. Ela pode ser des- truída
do processo. Diferentemente da energia, a exergia não é a conservada. Ela pode ser des- truída

conservada. Ela pode ser des- truída ou mesmo transferida de um sistema a outro. Em uma análise exer- gética, o objetivo é localizar locais onde ocorrem perdas

destruição de exergia para ranqueá-los. Dessa forma,

e

destruição de exergia para ranqueá-los. Dessa forma, e exergia é o maior trabalho teórico possível de

exergia é o maior trabalho teórico possível de ser obtido quando um ambiente de referência de exergia interage com o sistema de interesse, permitindo que eles atinjam o ponto de equilíbrio (Borgnakke; Sonntag, 2013).

atinjam o ponto de equilíbrio (Borgnakke; Sonntag, 2013 ). 7.1 Definindo o ambiente de referência O

7.1 Definindo o ambiente de referência

O ambiente é definido como uma porção das vizinhanças do sistema na qual as propriedades intensivas são uniformes e não se alteram significativamente como resultado de qualquer processo em consideração. O ambiente é grande em extensões e visto como livre de irreversibilidades. As irreversibilidades estarão presentes dentro dos sistemas ou nas suas vizinhanças próximas. O ambiente é modelado aqui, com um sistema simples com- pressível que é grande em extensão e uniforme na temperatura T 0 e pressão p 0 (T 0 = 25 °C e p 0 = 1 atm). As propriedades extensi- vas do ambiente podem se alterar em decorrência de interações com os sistemas, ou seja, E amb , V amb e S amb podem sofrer modi- ficações. Usando a conservação de energia para o ambiente (estacionário e imóvel, energia cinética e potencial nulas):

e imóvel, energia cinética e potencial nulas): 169 169 (7.1) E amb = Q amb -

169 169

(7.1) E amb = Q amb - W amb Como na segunda lei da termodinâmica
(7.1)
E amb =
Q amb -
W amb
Como na segunda lei da termodinâmica para definição de
calor e trabalho, temos:
d
(
U + E + E
)
= TdS
− pd∀
(7.2)
c
p
amb
amb
amb
Temos, então:
∆U
= T ∆S
− p ∆V
(7.3)
amb
0
amb
0
amb
E ) = TdS − pd∀ (7.2) c p amb amb amb Temos, então: ∆U =
E ) = TdS − pd∀ (7.2) c p amb amb amb Temos, então: ∆U =

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. 7.2 Definindo o “estado morto” O estado restrito , ou

7.2 Definindo o “estado morto”

O estado restrito, ou estado

morto, é o estado que ocorre quando o sistema está nas mes- mas condições que o ambiente, não havendo mais quaisquer oportunidades de realização de trabalho, uma vez que o equilí- brio entre sistema e ambiente tenha sido obtido.

7.3 Avaliando a exergia

Considere um sistema combi- nado, formado pelo sistema

de interesse e mais o ambiente,

como mostramos na Figura 7.2 indicada a seguir.

E xergia

Figura 7.2

Sistema combinado composto pelo ambiente e pelo sistema fechado Sistema fechado W c Fronteira do
Sistema combinado composto pelo ambiente e pelo
sistema fechado
Sistema
fechado
W
c
Fronteira
do
sistema
Interações de calor
e trabalho com o
ambiente
Ambiente a T 0 e p 0
Fronteira do

sistema

combinado

Observe que a transferência de calor ocorre apenas em seu interior. Dessa forma, realizando um balanço de energia, temos:

E = 0 W ∴ ∆E = E E + ∆U

c

c

c

f

(

)

amb

= U E + ∆U

0

amb

(7.4)

Mas,

 

U

amb

= T S

0

amb

p V

0

amb

(7.5)

Então,

 

W = E U T S

c

0

0

(

)

(

amb

p V

0

amb )

 

(7.6)

Como o volume do sistema combinado é constante, temos:

( V c = V + V V = 0 = ∆V ∴∆ + V
(
V c
= V + V
V = 0 = ∆V
∴∆
+ V − V ∴ ∆V
)
= ( V − V
)
(7.7)
amb
c
amb
0
amb
0
170 170
170
170

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7
7

Dessa forma, chegamos a:

W = E − U + p (V − V ) − T ∆S (
W
= E − U + p (V − V ) − T ∆S
(
)
(7.8)
c
0
0
0
0
amb

Nessa expressão, W c representa o trabalho desenvolvido pelo sistema combinado, quando o sistema fechado passa para o “estado morto”, enquanto interage apenas com o ambiente. Escrevendo um balanço de entropia para o sistema combinado, temos:

S

c

S

= ∆ + ∆

S

a mb

=

Q

T

+ σ

c

 

(7.9)

Como Q = 0, então:

S = σ

c

c

(7.10)

Logo:

 

S = S S + ∆S

c

0

(

)

amb

= σ

c

(7.11)

Substituindo a equação 7.11 na equação 7.8, temos:

W = E − U + p V − V − T S − S
W
= E − U + p V − V − T S − S − T σ
(
)
(
)
(
)
(7.12)
c
0
0
0
0
0
0
c

O último termo do lado direito da expres- são 7.12 é o único termo que depende da natu- reza do processo. Todos os demais dependem

apenas dos estados iniciais e finais (“estado morto”); inclusive, independem dos detalhes do processo que está ocorrendo. Fica evidente, na equação 7.12, que o máximo trabalho teórico do sistema combinado

será obtido quando as irreversibilidades não existirem e a geração de entropia for nula, ou

seja, quando T 0 s c = 0. Desse modo, finalmente chegamos à expressão para a exergia do sistema, denomi- nada de A, de forma a não ser confundida com

a energia:

nada de A , de forma a não ser confundida com a energia: A = W
A = W = E − U + p V − V − T S
A
= W = E − U + p V − V − T S − S
(
)
(
)
(
0 )
(7.13)
c
0
0
0
0

A exergia pode também ser visualizada

como o trabalho mínimo necessário a ser efe-

tuado sobre o sistema fechado para levá-lo do “estado morto” à sua dada condição.

A exergia é uma forma de medir o afas-

tamento do estado de um dado sistema

fechado em relação ao estado do ambiente.

Adotando-se valores para o estado do ambiente,

do ambiente. Adotando-se valores para o estado do ambiente, a exergia pode ser imaginada como uma

a exergia pode ser imaginada como uma pro-

priedade do sistema. Em termos de propriedades intensivas,

exergia pode ser expressa em termos más- sicos, na forma:

a

171 171

a = e − u + p v − v ( ) ( ) −
a = e − u + p v − v
(
)
(
)
− T s − s
(
0 )
(7.14)
0
0
0
0
Como:
2
w
(7.15)
e
=
u
+
+ g · z
2
= e − u + p v − v ( ) ( ) − T s
= e − u + p v − v ( ) ( ) − T s

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. E xergia Então: a = ( u − u 0

E xergia

Então:

a

=

(

u

u

0

)

+

p

0

(

v

v

0

)

T

0

(

s

s

0

)

+

w

2

2

+

g· z

(7.16)

 

E

a variação de exergia entre dois estados em um sistema fechado como:

 

A

2

A = E E + p

1

2

1

(

)

0

(

v

2

v

1

)

T

0

(

S

2

S

1 )

 

(7.17)

7.4 Balanço de exergia para sistemas fechados

O balanço de exergia para um sistema fechado é desenvolvido combinando o balanço de energia

e o balanço de entropia para sistemas fechados. O balanço de energia é:

( 7 . 18 )

(7.18)

E o balanço de entropia:  ∆ S =    2  Q
E o balanço de entropia:
∆ S =  
2
Q
  + σ
T
1
b

(7.19)

Na equação, W e Q representam, respectivamente, o trabalho e a transferência de calor entre o sistema e as suas vizinhanças. No balanço de entropia, o índice “b” significa que a temperatura

e o calor ocorrem na fronteira. Como um primeiro passo para a obtenção do balanço de exergia, multiplicamos toda a expres- são do balanço de entropia por T 0 , de forma que todos os termos tenham a mesma unidade do balanço de energia. Após isso, utilizamos o balanço de energia e subtraímos o balanço de entropia de forma a obter o balanço de exergia:

(7.20)

172 172
172
172

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7 Colocando em evidência os termos com o calor e introduzindo a equação da variação
7
Colocando em evidência os termos com o calor e introduzindo a equação da variação da ener-
gia dada pela equação 7.17, temos:
2
T
(7.21)
−=−∂ −
(
A
A
)
0
1
Q
(
W + p
(
V
V
))
T
σ
2
1
0
2
1
0
T
b
1
Ou,
Que, em regime permanente, fica:
(
A
− A = A − A − A
)
(7.22)
T
(7.27)
0
2
1
Q
W
d
0
=
1
Q
W
T
σ
j
0
T
j
  
Em que a transferência de exergia asso-
ciada ao calor é:
2
T
(7.23)
0
A
=−∂
1
Q
7.5
Q
T
b
1
Balanço de exergia
para volumes de
controle
A
transferência de exergia que acompanha

o trabalho é:

O balanço de exergia para volumes de controle

tem uma gama maior de aplicações na enge-

A

W

=  W + p V V

0

(

2

1 )

(7.24)

 

E

sibilidades do sistema:

)  ( 7 . 24 )   E sibilidades do sistema: A d = T

A d

= T

0

σ

7.4.1

Balanço de exergia para

sistemas fechados em termos de taxas

Em termos de taxas, o balanço de exergia pode

ser escrito como:

dA  T  0 = 1 − Q − j dt   
dA
T
0
=
1 −
Q
j
dt
 
T
j
  
0 = 1 − Q − j dt    T j   
0 = 1 − Q − j dt    T j   

nharia, visto que muitos equipamentos operam

com fluxo de massa cruzando a fronteira. Não

só a energia, mas a exergia também acompa-

nha este fluxo de massa para dentro e/ou para

o terceiro termo do lado direito da equa-acompa- nha este fluxo de massa para dentro e/ou para ção é a destruição de exergia

ção é a destruição de exergia devido às irrever-

fora do volume de controle. (7.25) A equação do balanço de exergia para volu- mes
fora do volume de controle.
(7.25)
A equação do balanço de exergia para volu-
mes de controle é obtida com base no balanço
para sistemas fechados, dada pela equação 7.26,
mas modificando-a para que agregue em seu
conteúdo a exergia de fluxo que entra e que sai
do volume de controle. O resultado é:
dV
(7.26)
W p
T
σ
0
0
dt
do volume de controle. O resultado é:  dV  (7.26) W p − − T
do volume de controle. O resultado é:  dV  (7.26) W p − − T
do volume de controle. O resultado é:  dV  (7.26) W p − − T
do volume de controle. O resultado é:  dV  (7.26) W p − − T

173 173

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. E xergia dA  T   dV  VC

E xergia

dA  T   dV  VC 0 VC =  1 − Q
dA
T
dV
VC
0
VC
=
1
Q
W
p
+
j
VC
0
dt
T
dt
j
  

m a

e f e

  j VC 0 dt T dt  j      m

m a

s fs

T

0

σ

(7.28)

 

Considerando regime permanente, temos:

 

0

=

 

1

T

T

0

j

  

Q

j

W

VC

+

m a e fe

m a

e fe

T T 0 j     Q j − W VC + m a

m a

s f s

T

0

σ

 

(7.29)

 

Os termos a fe e a fs referem-se à exergia específica de fluxo. Essa exergia vale:

 

a

f

= h

h

0

T

0

(

s

s

0

)

+

w

2

2

+

g· z

 

(7.30)

Quando temos uma entrada e uma saída, além de um mesmo fluxo mássico – pela entrada e

saída –, então a diferença de fluxo pode ser escrita como:

(7.31)

a

f1

a

f 2

=

(h 1

h )

2

(

T s

0

a f1 − a f 2 = (h 1 − h ) 2 − ( T
a f1 − a f 2 = (h 1 − h ) 2 − ( T

1

s

2 )

+

w

2

1

2

w

2

2

+

g z

(

1

z

2

)

7.6 Eficiência exergética

A eficiência exergética, neste texto chamada de ε, mede o quão eficientemente a entrada de dis-

ponibilidade energética foi aproveitada em produto final. O valor da eficiência exergética será

sempre menor ou, dificilmente, igual à unidade 1. Normalmente, o conceito de eficiência, que diz

ser a mesma a razão do útil pelo gasto, é válida. Dessa forma, para turbinas, temos que o útil é

a potência da turbina e o gasto é toda a exergia de fluxo, ou seja, a soma da potência da turbina

com a exergia destruída. Em outras palavras:

ε =

W W m m = a − a W A f 1 f 2 d
W W
m
m
=
a
− a
W
A
f 1
f 2
d
+
m
m

(7.32)

Já para compressores e bombas, o útil é justamente o escoamento provocado por eles, seja

pelo diferencial de pressão, seja pela vazão alcançada. O gasto é a potência do compressor. Dessa

forma, temos:

diferencial de pressão, seja pela vazão alcançada. O gasto é a potência do compressor. Dessa forma,
174 174
174
174

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7
7
direitos autorais mediante publicações não autorizadas. 7 ( 7 . 33 ) Repare que, como a
( 7 . 33 )
( 7 . 33 )

(7.33)

Repare que, como a potência é sempre

negativa para máquinas de fluxo motrizes, a efi-

ciência sempre será menor do que 1.

Para trocadores de calor, existem dois

tipos:

1. sem mistura.

2. com mistura.

dois tipos: 1 . sem mistura. 2 . com mistura. Para trocadores de calor sem mistura,

Para trocadores de calor sem mistura, após

um balanço cuidadoso, chegamos a:

ε =

( a

 

)

 

(7.34)

m

C

f 4

a

f 3

C

m

H

( a

f 1

a

f 2

)

H

f 3 C m H ( a f 1 a − f 2 ) H Para

Para um trocador de calor com mistura,

misturando um ponto 1 com um ponto 2 para

se obter um ponto 3, temos:

m 2 ( a − a ) (7.35) f 3 f 2 ε = m
m
2 (
a
− a
)
(7.35)
f 3
f 2
ε =
m
1 (
a
− a
)
f 1
f 3

Exercícios resolvidos

1. A quantidade de 1 kg de R134 a é comprimido a partir de um estado de vapor satu -

rado a -10 °C até um estado de vapor superaquecido de 800 kPa e 50 °C. A compres-

são é adiabática. Considerando T 0 = 20 °C e p 0 = 100 kPa, determine o trabalho e a

destruição de exergia, ambos em kJ/kg.

Resolução

Para o trabalho, utilizamos a primeira lei da termodinâmica:

o trabalho, utilizamos a primeira lei da termodinâmica: Para achar a exergia de destruição, usamos A
Para achar a exergia de destruição, usamos A d = T 0 s, no qual
Para achar a exergia de destruição, usamos A d = T 0 s, no qual s é a entropia produzida,
obtida pelo balanço de entropia:
2
δ
Q
S
=
+ σ
T
1
kJ
σ
= m s
(
s
)
=
(
1 kg
)
0,9711
0,9253  
2
1
kg K
kJ
σ
= 0,0458 K
Assim:
E = 2 93 0, 0458
(
)(
)
d
E
= 13 ,4 2 kJ
d
175
175

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. E xergia 2 . Um tanque isolado termica- mente e

E xergia

2. Um tanque isolado termica-

mente e rígido contém 1 quilo-

grama de hélio, inicialmente a

100 kPa e 20 °C. O hélio é subme-

tido a um trabalho externo até

que sua pressão atinja 145 kPa.

Utilizando o modelo de gás ideal,

determine o trabalho e a destrui-

ção de energia do hélio, em kJ.

Considere o valor de c v = 3,115 kJ/

kgK. Despreze as variações de

energia cinética e potencial e

admita T 0 = 27 °C, p 0 = 100 kPa.

Resolução

U = Q W

No qual:

W = m u ⋅ ( − u ) 1 2  p  2
W
=
m u
(
u
)
1
2
 p 
2
T 2
= T
1
p
1
145
T
= 2 93
2
100 
T
= 425 K
2
W
=
m ⋅ Cv ⋅ T
(
T
)
1
2
W
=
1 ⋅ 3,115 293 425
(
)
W
= −
411,2 KJ
 p 
2
σ
=
m c ln
p
p
1
145
σ
= 1 ⋅ 3,1 15 ⋅ ln
100
KJ
σ
= 1,158 Kg
A
= T
⋅ σ =
(293) ⋅ (1,158 )
d
0
A
= 339,29 kJ
d
= T ⋅ σ = (293) ⋅ (1,158 ) d 0 A = 339,29 kJ d

3. Um trocador de calor operando

em regime permanente admite

amônia entrando como vapor

saturado a 1,4 MPa a uma vazão

de 500 g/s e saindo como líquido

saturado na mesma pressão. Ar

entra em uma corrente separada

a 300 K e 100 kPa, e sai a 62 °C,

sem perder pressão na saída.

A

transferência de calor entre

o

trocador e suas vizinhanças,

bem como as variações de ener-

gia cinética e potencial, são des-

prezíveis. Determine:

a. a variação da taxa de exergia de

fluxo de cada corrente, em kW.

b. a taxa de destruição de exergia

no trocador de calor, em kW.

Considere T 0 = 300 K, p 0 = 100 kPa.

Resolução

a. Considerando regime perma-

nente, trocador adiabático e sem

potência, temos:
potência, temos:
176 176
176
176

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7
7
direitos autorais mediante publicações não autorizadas. 7 b. variação na taxa de fluxo de exergia da
b. variação na taxa de fluxo de exergia da amônia é: A A − A
b. variação na taxa de fluxo de exergia da amônia é:
A
A
− A
=
m   h
(
h
)
T s
(
s
)
f
2
f1
2
1
0
2
1
 
A
− A
=
0, 5   352,9 1 − 1542,8 9
(
)
300 1, 2987 − 5,1360
(
)
f
f1
 
− A
= − 38,73 kW
A f2
f1
E a variação na taxa de fluxo de exergia do ar é:
c. Em regime permanente, o balanço de exergia se reduz a:
dA
T
dV
VC
0
VC
1 −
Q
j −
W
p
+
m a
m a
T
σ
=  
 
VC
0
e
fe
s
fs
0
dt
T
dt
j
0 =
m a
(
a
)
+
m a
(
a
)
A
f 1
f 2
a
f 3
f 4
d
Então:
A
= − 
A
− A
 − 
A
− A
3 8, 73 − 32 ,6 2
d
f 2
f 1
f 4
f 3
 
 
 
   =
A
d

Síntese

f 3          = A d Síntese Neste

Neste capítulo, apresentamos os conceitos de

Questões para revisão

1. Determine a exergia específica do vapor

177 177

21 . Determine a exergia específica do vapor 177 177 = 6,11 k W saturado a

= 6,11 k W 6,11 k W

saturado a 120 °C, escoando a uma velo- cidade de 30 m/s em uma tubulação
saturado a 120 °C, escoando a uma velo-
cidade de 30 m/s em uma tubulação a
6 metros de altura. Considere um ambiente
de referência de exergia no qual temos
T 0 = 298 K, p 0 = 1 atm e g = 9,8 m/s 2 .
2. Um cilindro de um motor de combustão
interna contém 2 450 cm 3 de produtos gaso-
sos de combustão a uma pressão de 7 bar
e a uma temperatura de 867 °C, imedia-
tamente antes da abertura da válvula de
descarga. Determine a exergia específica
do gás, em kJ/kg. Despreze os efeitos de
específica do gás, em kJ/kg. Despreze os efeitos de exergia , “ estado morto ”, balanço
específica do gás, em kJ/kg. Despreze os efeitos de exergia , “ estado morto ”, balanço

exergia, “estado morto”, balanço de exergia, des-

truição de exergia, entre outros. Assim como a

massa, energia e a entropia, a exergia é uma

propriedade extensiva que pode ser transferida

por meio da fronteira de um sistema. A exergia

é uma propriedade que acompanha o fluxo de

massa, calor e trabalho. Assim como a entro-

pia, a exergia não é conservada, podendo ser

criada ou destruída. De forma a minimizar a

destruição de exergia, o balanço de exergia é

a destruição de exergia, o balanço de exergia é fundamental, pois conhecemos os processos que reduzem

fundamental, pois conhecemos os processos

que reduzem a eficiência de um sistema.

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. E xergia movimento e gravidade e modele os produ- tos

E xergia

movimento e gravidade e modele os produ- tos de combustão como ar na situação de gás ideal. Admita T 0 = 300 K e p 0 = 1,013 bar.

3. Um reservatório rígido e isolado contém refrigerante R134a inicialmente como vapor saturado a –28 °C. O reservatório está equi- pado com um impelidor conectado a uma polia, na qual uma massa está suspensa. Conforme a massa desce uma certa distân- cia, o refrigerante é agitado até que chegue

a um estado em que a pressão é 1,4 bar.

As únicas mudanças de estado relevantes são aquelas associadas à massa suspensa

e ao refrigerante. A massa de refrigerante é

1,11 kg. Determine, considerando T 0 = 293 K

e p 0 = 1 bar:

a) as exergias inicial, final e a variação de exergia do refrigerante, todas em kJ.

b) a variação de exergia da massa sus- pensa, em kJ.

c) a variação de exergia do sistema iso- lado composto pelo conjunto reserva-

tório e polia-massa, em kJ.

4. Um sistema consiste em 5 kg de água a 10 °C

e 1 bar. Assinale a alternativa que indica a

sua exergia, em kJ, se o sistema se encontra em repouso e a uma altura zero, relativa ao ambiente de referência para exergia, para

o qual T 0 = 20 °C e p 0 = 1 bar.

a) A = 5,35 kJ.

b) A = 3,55 kJ. c) A = 5,55 kJ. d) A = 4,55 kJ.
b) A = 3,55 kJ.
c) A = 5,55 kJ.
d) A = 4,55 kJ.
e) A = 2,55 kJ.
178
178

5. Determine a exergia, em kJ, para 0,7 bar,

90 °C para 1 kg das seguintes substâncias:

a) água;

b) refrigerante 134a;

c) ar como gás ideal e c p constante.

Em cada caso, a massa encontra-se em repouso e a uma altura zero relativa ao ambiente de referência para exergia, para

o qual T 0 = 20 °C e p 0 = 1 bar.

6. Determine a exergia específica, em kJ/kg,

da água a 0,01 °C nas condições de:

a) vapor saturado;

b) líquido saturado;

c) sólido saturado.

Em cada caso, considere uma massa fixa

em repouso e a uma altura zero relativa ao ambiente de referência para exergia, para

o qual T 0 = 20 °C e p 0 = 1 bar.

7. Determine a exergia específica, em kJ/kg, de um quilograma de:

a) vapor d’água saturado a 100 °C;

b) água líquida saturada a 5 °C.

c) amônia a –10 °C, 1 bar.

Em cada caso, considere uma massa fixa em repouso e uma altura zero relativa ao ambiente de referência para exergia, para

o qual T 0 = 20 °C e p 0 = 1 bar.

8. Um gás ideal é estocado em recipiente à pressão p e à temperatura T. Assim,

a) se T = T 0 , obtenha uma expressão para a exergia específica em termos de p, p 0 ,

T 0 e da constante particular do gás, R.

obtenha uma expressão para a exergia específica em termos de p, p 0 , T 0

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b) se p = p 0 , obtenha uma expressão para

a exergia específica em termos de T, T 0 e

11. Um volante com um momento de inércia de 6,74 kg · m 2 gira a 3 000 rpm. Conforme o volante é freiado até o repouso, sua energia cinética rotacional é totalmente convertida em energia interna para o revestimento do freio. Esse revestimento tem uma massa de 2,27 kg e pode ser tomado como um sólido incompressível, com um calor específico

como um sólido incompressível, com um calor específico c = 4 , 19 kJ/kgK. Não existe

c = 4,19 kJ/kgK. Não existe troca de calor significativa com as vizinhanças.

a) Determine a temperatura final do revestimento do freio, em °C, se sua temperatura inicial é 16 °C.

b) Determine a maior velocidade angu-

lar possível, em rpm, que poderia ser obtida pelo volante usando a ener- gia armazenada no revestimento do freio após o volante ter sido freiado ao repouso. Considere T 0 = 16 °C. 12. Um tanque rígido e isolado contém 1 kg de argônio inicialmente a 27 °C e 1 bar. O Argônio é agitado por um impelidor até que sua pressão atinja 1,2 bar. Utilizando o

até que sua pressão atinja 1 , 2 bar. Utilizando o 179 179 do calor específico

179 179

do calor específico c p , que pode ser con- siderado constante. Ignore os efeitos de movimento e da gravidade.do calor específico c p

9. Um reservatório rígido é preenchido com vapor de amônia inicialmente a 1 bar e 20 °C. O vapor é resfriado até que a tem-

peratura atinja –40 °C. Não existe trabalho durante o processo. Assinale a alternativa que indica a transferência de calor por unidade de massa e a variação de exergia específica, respectivamente, para a amônia, ambas em kJ/kg. Comente os resultados. Considere T 0 = 20 °C e p 0 = 0,1 MPa.

Considere T 0 = 20 °C e p 0 = 0 , 1 MPa. a )

a)

b)

c)

d)

e)

209,5 e 39,6.

39,6 e –209,5.

209,5 e –39,6.

39,6 e 209,5.

408,6 e 79,5.

e – 39 , 6 . – 39 , 6 e 209 , 5 . 408

e – 39 , 6 . – 39 , 6 e 209 , 5 . 408

10. Dois quilos de água sofrem um processo a partir de um estado inicial em que água se encontra como vapor saturado a 120 °C, velocidade de 30 m/s e uma altura de 6 m até um estado final de líquido saturado a

10 °C, velocidade de 25 m/s e uma altura de 3 m. Determine, em kJ, as grandezas que se seguem:

a)

b)

c)

a exergia do estado inicial;

a

a variação de exergia.

exergia do estado final;

Tome T 0 = 25 °C, p 0 = 1 atm e g = 9,8 m/s 2 .

0 = 25 °C, p 0 = 1 atm e g = 9 , 8 m/s
modelo de gás ideal, determine o trabalho e a destruição de exergia do argônio, sem-
modelo de gás ideal, determine o trabalho
e a destruição de exergia do argônio, sem-
pre em kJ. Despreze variações de energia
cinética e potencial e admita T 0 = 27 °C e
p 0 = 1 bar.
13. Um kg de R134a é comprimido adiabatica-
mente de um estado de vapor saturado a
–10 °C até um estado final em que a pres-
são é 8 bar e a temperatura é de 50 °C.
um estado de vapor saturado a –10 °C até um estado final em que a pres-
um estado de vapor saturado a –10 °C até um estado final em que a pres-
um estado de vapor saturado a –10 °C até um estado final em que a pres-

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. E xergia Determine o trabalho específico e a destrui -

E xergia

Determine o trabalho específico e a destrui- ção de exergia, ambos em kJ/kg. Considere T 0 = 20 °C e p 0 = 1 bar.

14. Água a 25 °C, 1 bar, é extraída do lado de uma montanha 1 km acima de um vale e escoa através de um turbo-gerador hidráu- lico para um outro lago situado na base do vale. Considerando operação em regime permanente, assinale a alternativa que indica o fluxo mássico mínimo teórico, em kg/s, para geração de 1 MW. Considere T 0 = 25 °C e p 0 = 1 bar.

16. A temperatura da água contida em um tan- que rígido e bem isolado é aumentada de 15 °C a 50 °C pela passagem de corrente elétrica através de um resistor no interior do tanque. Determine a eficiência exergé- tica para esse tanque. Admita que a água é incompressível e que os estados do resis- tor e do tanque não variam. Considere T 0 = 15 °C.

17. Ar a 7 bar, 1 000 °C e com uma vazão más- sica de 5 kg/s entra em uma turbina e é expandido até 1,5 bar e 665 °C. A turbina opera em regime permanente, tendo uma transferência de calor desprezível para as suas vizinhanças. Admitindo modelo de gás ideal com k = 1,35 e desprezando as ener- gias cinética e potencial, determine:

a) a eficiência isentrópica da turbina.

a) 152,2 kg/s.

b) 201,9 kg/s.

c) 91,9 kg/s.

d) 101,9 kg/s.

e) 203,8 kg/s.

15. Vapor saturado de água a 8 kPa e com vazão mássica de 72,22 kg/s entra no con- densador de uma instalação de potência

e sai como líquido saturado a 8 kPa. A cor-

b) a eficiência exergética da turbina.

Questões para reflexão

1. Muitas aplicações, como fogões, fornos, secadores de roupa e aquecedores de água, oferecem uma escolha entre operação elé- trica ou a gás. Selecione um eletrodomés- tico a sua escolha e realize uma análise detalhada sobre como o aparelho funciona com cada tipo de modo de operação. Avalie as perdas de cada um e estime qual modo é o mais eficiente, levando em conta uma análise exergética do sistema.

rente de água de resfriamento entra a 15 °C

e sai a 35 °C, com uma variação desprezível na pressão. Considerando regime perma- nente, determine:

a) a taxa de energia que sai da instalação com a água de resfriamento, em MW.

b) a taxa de exergia que sai da instalação com a água de resfriamento, em MW.

Considere: T 0 = 20 °C e p 0 = 1 bar.

que sai da instalação com a água de resfriamento, em MW. Considere: T 0 = 20
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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. 7 2 . Comprar uma lâmpada hoje em dia envolve

2.

Comprar uma lâmpada hoje em dia envolve a escolha de três tipos diferentes de tecno- logia: incandescente, fluorescente com- pacta e a do tipo LED (Light Emitting Diode). Partindo do poder de iluminação de uma lâmpada incandescente de 100 W, medida em lumens, e comparando a potência uti- lizada pelos outros tipos de lâmpada para conseguir o mesmo efeito de ilumina- ção, realize uma análise geral sobre qual é o custo total anual de cada lâmpada. Considere uma utilização de 1 000 horas por ano. Pesquise, ainda, o consumo ener- gético na fabricação de cada uma delas.

o consumo ener- gético na fabricação de cada uma delas. Utilizando a análise exergética, deter- mine

Utilizando a análise exergética, deter- mine qual lâmpada será utilizada em 2020. Justifique sua resposta.

Para saber mais

em 2020 . Justifique sua resposta. Para saber mais Para saber mais sobre análise exergética, acesse

Para saber mais sobre análise exergética, acesse o seguinte site e assista ao vídeo (áudio em inglês):

MIT – Massachusetts Institute of Technology. The Second Law and Energy Panel. Disponível em: <http://video.mit.edu/watch/the-second- law-and-energy-panel-9285>. Acesso em: 2 set.

2015.

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Considerações finais
Considerações
finais

A termodinâmica está em constante evolução, seja ela técnica, vol- tada a aplicações industriais e de engenharia, seja clássica, voltada ao estudo e ao desenvolvimento de novas teorias. Atualmente, o grande ramo da termodinâmica amplamente estudado é a análise exergética de sistemas, ou seja, a otimização de sistemas por meio da redução da entropia gerada em sistemas. Na apresentação desta obra, questionamos sobre o porquê de estudarmos a termodinâmica, elaborando a hipótese de que ela seria o estudo da energia e dos meios pelo qual ela é utilizada para melhorar a qualidade de vida do ser humano. Após o estudo com- pleto, percebemos que o pensamento parece estar mesmo correto. Em um mundo cada vez mais preocupado com questões ambientais e de sustentabilidade, criar e projetar sistemas com baixo impacto ambiental, que promovam uma maior potência gerada com menos recursos ambientais ou menor consumo ener- gético para beneficiar o ser humano, é algo que mexe com a comu- nidade acadêmica e científica. Na geração de potência, a termodinâmica está agora preo- cupada em reunir esforços para a geração de potência por meio de energias renováveis, como a biomassa, o biodiesel extraído de algas, as chaminés solares, as usinas térmicas fotovoltaicas e ter- mossolares, os ciclos de Rankine orgânico, a otimização de com- bustores para ciclos de geração de potência a gás, a melhoria na eficiência de caldeiras para geração de vapores, entre outras.

de geração de potência a gás, a melhoria na eficiência de caldeiras para geração de vapores,

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direitos autorais mediante publicações não autorizadas. a a m Quanto aos ciclos de geração de potência
a a m
a
a
m

Quanto aos ciclos de geração de potência por combustão interna, a engenharia está voltada à redução de peso e compo-

nentes dos motores, aumentando a relação potência/peso, ou seja,

dos motores, aumentando a relação potência/peso, ou seja, potência para um consumo igual ou inferior de

potência para um consumo igual ou inferior de combustível, ao

mesmo tempo que o tamanho e o peso dos motores é reduzido. Motores do tipo stirling, que usam combustão externa, voltaram

ser alvo de pesquisas, pois podem utilizar a energia solar ou a

energia de rejeitos industriais para a geração de potência auxiliar, aumentando a eficiência da planta e reduzindo a pressão ambiental. Podemos mencionar ainda que, na refrigeração, novos sistemas requerem a utilização de gases liquefeitos, seja para o transporte, seja para a criogenia. Isso exige a utilização da termodinâmica em áreas como a de liquefação de gases, a criogenia para medicina e para a engenharia de alimentos, a pirólise (conversão de combus- tíveis sólidos em líquidos ou gasosos) etc. É claro que a refrigeração ainda está evoluindo em termos de

baixo consumo. Mas é justamente por isso que devemos pensar sobre o uso e o desenvolvimento de compressores com inversor de

frequência para a redução do consumo energético, sobre a aplica- ção de novos componentes para a refrigeração por absorção, como

o uso de soluções de brometo de lítio (BrLi) na refrigeração e no

condicionamento de ar movido por energia solar. Tudo isso também

é foco dessa nova onda de estudos da termodinâmica. Além da geração de potência e de refrigeração, o uso da ter- modinâmica está avançando na área médica, no desenvolvimento de novos órgãos artificiais, cada vez mais compatíveis com o corpo humano, como corações, pulmões, rins etc. Tomando por base os novos desafios da termodinâmica, apre-

sentamos neste livro as ferramentas básicas para que o estudante possa se aventurar neste novo mundo, tendo o embasamento necessário para prosseguir nos estudos e, de repente, ajudar a comunidade científica a mudar o mundo para melhor!

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Referências BOLES, M. A.; CENGEL, Y. A. Termodinâmica. 7. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2013. BORGNAKKE,
Referências
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2013.
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Paulo: Blucher, 2013.

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JOULE, J. P. On the Mechanical Equivalent of Heat. In: BRITISH ASSOCIATION FOR DE ADVANCEMENT OF CIENCE, 15., 1845, London. Report… London: Richard and John E. Taylor, 1845. Disponível em: <http://www. biodiversitylibrary.org/item/46638#page/2/mode/1up>. Acesso em:

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PÁDUA, A. B.; PÁDUA, C. G.; SILVA, J. L. C. A história da termodinâmica clás - sica: uma ciência fundamental. Londrina: Eduel, 2009.

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por meio digital, o que pode acarretar na violação de seus direitos autorais mediante publicações não
por meio digital, o que pode acarretar na violação de seus direitos autorais mediante publicações não