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Mestrado em Ciências Actuariais Contabilidade e Auditoria em Empresas Financeiras 2.ª edição
Mestrado em Ciências Actuariais
Contabilidade e Auditoria em Empresas
Financeiras
2.ª edição
Docente António Samagaio • Professor Auxiliar no ISEG / Universidade de Lisboa • Doutoramento em
Docente
António Samagaio
• Professor Auxiliar no ISEG / Universidade de Lisboa
• Doutoramento em Gestão pelo ISEG / Universidade de Lisboa
• Revisor Oficial de Contas
• Email: antonio.samagaio@iseg.ulisboa.pt
• Telef.: 00351 21 392 59 99
António Samagaio
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Introdução A Contabilidade e a Auditoria surgem atualmente como um instrumento metodológico indispensável à
Introdução
A Contabilidade e a Auditoria surgem atualmente como um instrumento metodológico
indispensável à garantia da conformidade de interpretações dos registos financeiros, bem
como à fiabilidade dos respectivos conteúdos, desempenhando uma função imprescindível
na globalização dos negócios e na segurança das aplicações de capital por parte dos
investidores. Assim sendo, regista-se actualmente uma forte procura no mercado empresarial
público e privado por profissionais com estas competências.
O século XXI tem sido caracterizado por importantes alterações no quadro normativo da
contabilidade e auditoria em Moçambique, tais como adoção das NIRF, a criação da OCAM e
os respectivos estatutos (Lei n.º 8/2012). Já em 2014, a OCAM aprovou regulamentação
específica sobre a ética na profissão, controlo de qualidade e procedimentos disciplinares.
Estes factos vão ao encontro do que se passa em outras latitudes, nomeadamente da UE em
matérias auditoria (Regulamento UE n.º 537/2014 e Directiva 2014 /56/UE do Parlamento
Europeu e do Conselho) e contabilidade (Regulamento 1606/2002; Diretiva 2013/34/UE).
António Samagaio
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Introdução O objectivo do curso passa por explorar alguns aspectos relacionados com o relato financeiro
Introdução
O objectivo do curso passa por explorar alguns aspectos relacionados com o relato financeiro
das empresas financeiras, bem como com a profissão do auditor e o seu papel na sociedade.
Mais concretamente:
 Proporcionar uma formação de base em contabilidade para empresas financeiras,
apresentando os conceitos teóricos e ilustrando-os com casos práticos baseados na prática
profissional.
 Apresentar e discutir os conceitos fundamentais de auditoria e as técnicas utilizadas no
desenvolvimento dos trabalhos.
Dada a diversidade na formação académica dos participantes, neste curso não serão
aprofundados aspectos que envolvam sólidos conhecimentos de contabilidade ou de auditoria.
Antes, será dada ênfase aos objectivos que se pretende atingir com o relato financeiro e com o
trabalho do auditor, ao tipo de decisões que um auditor necessita de tomar no decurso do
processo conducente à emissão de uma opinião sobre as DFs das empresas
António Samagaio
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Objectivos específicos No final do curso, os participantes devem ser capazes de: • Salientar a
Objectivos específicos
No final do curso, os participantes devem ser capazes de:
• Salientar a importância da contabilidade nas organizações;
• Conhecer o normativo contabilístico aplicável ao setor e a contabilização de algumas
operações;
• Compreender o conceito de Auditoria e o papel do Auditor;
• Conhecer alguma regulamentação profissional da actividade dos auditores certificados;
• Compreender como desenvolver e analisar a prova de auditoria necessária à
fundamentação da opinião do auditor;
• Conhecer as diferentes fases que compõem o processo de auditoria;
• Reconhecer o alcance das diferentes modalidades de opinião
estabelecidas nas normas de auditoria e estar em condições de
preparar o apropriado relatório final.
António Samagaio
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Programa Dia Tema 20/02 (17:30 – 21:30) Dever de prestação de contas Sistema de informação
Programa
Dia
Tema
20/02 (17:30 – 21:30)
Dever de prestação de contas
Sistema de informação contabilísitico
21/02 (17:30 – 21:30)
Enquadramento contabilístico da actividade das instituições financeiras
22/02 (17:30 – 21:30)
Enquadramento contabilístico da actividade das instituições financeiras
23/02 (17:30 – 21:30)
Contabilização de algumas operações no setor segurador e bancário
24/02 (17:30 – 21:30)
Conceito de auditoria financeira
Relatório de auditoria
27/02 (17:30 – 21:30)
Regulamentação profissional
28/02 (17:30 – 21:30)
Pilares da auditoria: materialidade, prova e risco de auditoria
01/03 (17:30 – 21:30)
Aceitação do cliente e planeamento em auditoria
Conhecimento do negócio
02/03 (17:30 – 21:30)
Sistema de controlo interno
03/03 (17:30 – 21:30)
Auditoria a algumas áreas chave
Conclusão
António Samagaio
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Bibliografia  Almeida, B. (2014), Manual de Auditoria Financeira, 1.ª edição, Lisboa: Editora Escolar. 
Bibliografia
 Almeida, B. (2014), Manual de Auditoria Financeira, 1.ª edição, Lisboa: Editora Escolar.
 Arens A. A., Elder R. J. e Beasley M. S. (2014), Auditing and assurance services: an integrated
approach, 15 th Ed., Prentice-Hall.
 Costa, Carlos B. (2014), Auditoria financeira – teoria e prática, 10.ª edição, Lisboaa: Rei dos Livros.
 Ferreira, A. P., Subtil, a. R., Paulino, A., Nobrega, J., Ilhéu, M. e Honwana, W. (2013), Legislação do
Sistema Financeiro de Moçambique, 2.ª Edição, Porto: VidaEconómica.
 Normas Internacionais de Relato Financeiro
 Plano de Contabilidade das Empresas de Seguros
 Rittenberg, L. E., Johnstone, K. M. e Gramling, A. (2014), Auditing: a business risk approach, 9 th edition,
Cengage Learning South-Western.
 Santos, José Gonçalves dos Santos, Contabilidade de Seguros, Quid Juris, 2.ª Edição, 2007.
António Samagaio
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Avaliação A classificação final máxima é de 20 valores que é calculada da seguinte forma:
Avaliação
A classificação final máxima é de 20 valores que é calculada da seguinte forma:
 Participação em aula – 5%
 Trabalho em grupo (4 a 5 alunos) – 15%
 Prova escrita individual – 80%
A nota final será obtida através da média ponderada das classificações obtidas nos três
critérios acima enunciados, não podendo a classificação obtida na prova escrita individual
(exame normal ou exame de recorrência) e no trabalho de grupo serem inferiores a 10 valores.
Com excepção dos meios electrónicos, na prova escrita individual será permitida a consulta de
elementos de estudo.
António Samagaio
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Avaliação Trabalho em grupo  TG 1: Imparidades no crédito concedido de um banco 
Avaliação
Trabalho em grupo
 TG 1: Imparidades no crédito concedido de um banco
 Identificar a política contabilística
 Identificar o montante de crédito concedido, imparidades acumualdas e do exercício
 TG 2: Identificação de riscos significativos de auditoria numa instituição financeira
 Identificar 3 riscos de distorção que poderão ser considerados significativos numa
auditoria
Trabalhos a serem desenvolvidos na aula.
António Samagaio
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1. Introdução Importância da informação Poder da informação O conhecimento na forma de uma mercadoria
1. Introdução
Importância da informação
Poder da informação
O conhecimento na forma de uma mercadoria informacional indispensável para um
poder produtivo é já, e continuará a ser, uma das principais - talvez a principal -
ferramenta na competição mundial pelo poder.
Jean François Lyotard (1924)
Informação credível
A verdade não é simplesmente o que nós pensamos que é; é também as circunstâncias
em que é dita, e por quem, porquê e como é dita.
Václav Havel (1936)
António Samagaio
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1. Introdução Importância da informação: credível Completa Verdadei Lícita ra Requisitos Actual / Objectiva
1. Introdução
Importância da informação: credível
Completa
Verdadei
Lícita
ra
Requisitos
Actual /
Objectiva
oportuna
Clara
António Samagaio
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1. Introdução Informação também é necessária no setor financeiro Porquê? Função económica e social
1. Introdução
Informação também é necessária no setor financeiro
Porquê?
Função económica
e social
Dimensão
económica
 Seguros (ISSM, 2015)
 Seguros
 Prémios brutos emitidos: 9,4 mil milhões
meticais (1,58% do PIB)
 18 seguradoras e 1 resseguradora
 Proteção património e gestão de riscos
 Banca (BM, 2015)
 Banca
 Intermediação financeira
 Crédito concedido à Economia: 232,1 mil
milhões meticais (39,2% do PIB)
 Serviços financeiros (e.g.
transferências bancárias, divisas)
 Depósitos captados: 303,4 mil milhões
meticais ( 51,3% do PIB)
 19 bancos
António Samagaio
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1. Introdução Teoria da agência (Jensen e Meckling, 1976) Acionista s Assimetria de informação Público
1. Introdução
Teoria da agência (Jensen e Meckling, 1976)
Acionista
s
Assimetria de
informação
Público
Clientes
Gestores
Forneced
Credores
ores
Empresas elaboram
informação para
prestar a terceiros
Emprega
Estado
dos
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas António Samagaio -14-
1. Introdução
Dever de prestar contas
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas Artigo 16.º do Código Comercial (obrigações dos empresários comerciais)
1. Introdução
Dever de prestar contas
Artigo 16.º do Código Comercial (obrigações dos empresários comerciais)
b) Escriturar em ordem uniforme as operações ligadas ao exercício da sua
empresa:
 art.º 42.º CC: todo o empresário comercial é obrigado a ter escrita organizada,
adequada à sua empresa, que permita o conhecimento cronológico de todas
as suas operações, bem como à elaboração periódica de balanços e
inventários.
d) Prestar contas
 art.º 60.º CC: todo o empresário comercial é obrigado a dar balanço anual ao
seu activo e passivo nos três primeiros meses do ano imediato e lançá-lo no
livro de inventário e balanços, assinando-o devidamente.
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas Artigo 170.º do Código Comercial (contas anuais) No fim
1. Introdução
Dever de prestar contas
Artigo 170.º do Código Comercial (contas anuais)
No fim de cada exercício (reportado a 1/Jan a 31/Dez Art.º 169 CC), a administração da
sociedade deve :
a) Organizar as contas anuais
b) Elaborar um relatório respeitante ao exercício
c) Elaborar uma proposta de aplicação de resultados
As alíneas b) e c) estão dispensadas se todos os sócios forem administradores e a
sociedade não tiver conselho fiscal ou fiscal único.
N.º 2 do art. 31 do Regime Jurídico dos Seguros também aponta para exercício
económico = ano civil.
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas Artigo 171.º do Código Comercial (relatório da administração) Deve
1. Introdução
Dever de prestar contas
Artigo 171.º do Código Comercial (relatório da administração)
Deve descrever, com referência às contas anuais apresentadas, o estado e a
evolução da gestão da sociedade nos diferentes sectores em que a sociedade actuar,
fazendo especial menção a custos, condições do mercado e investimentos, de forma a
permitir uma fácil e clara compreensão da situação económica e da rentabilidade
alcançada pela sociedade.
Quem assina?
O relatório da administração e as contas do exercício devem ser assinados por todos os
membros da administração; a recusa de assinatura por qualquer deles deve ser
justificada no documento a que respeita.
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas Artigos 157.º e 172.º do Código Comercial (parecer do
1. Introdução
Dever de prestar contas
Artigos 157.º e 172.º do Código Comercial (parecer do órgão de fiscalização)
 Órgão de fiscalização elabora o Relatório Anual da Ação Fiscalizadora e dá um
Parecer sobre o balanço, a conta de ganhos e perdas, a proposta de aplicação dos
resultados e o relatório da administração
 Conteúdo do RAFE:
 Contas anuais e o relatório da administração são exactos e completos, dão a
conhecer fácil e claramente a situação patrimonial da sociedade, satisfazem as
disposições legais e estatutárias, e se o órgão de fiscalização concorda ou não
com a proposta de aplicação de resultados;
 Diligências e verificações a que se procedeu e o resultado
delas;
 Critérios valorimétricos adoptados pela administração e a
sua adequação;
 Quaisquer irregularidades ou actos ilícitos;
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas Artigo 129.º do Código Comercial (competências da AG) Compete
1. Introdução
Dever de prestar contas
Artigo 129.º do Código Comercial (competências da AG)
Compete à AG deliberar sobre as seguintes matérias
 O balanço, a conta de ganhos e perdas e o relatório da administração
referentes ao exercício
 O relatório e parecer do conselho fiscal ou do fiscal único
 Aplicação dos resultados do exercício
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas – cronograma nas sociedades anónimas 31/12/N Data de referência
1. Introdução
Dever de prestar contas – cronograma nas sociedades anónimas
31/12/N
Data
de
referência
para
encerramento
Art.º 169.º: o exercício é anual e o período económico coincide
com o civil
das contas
15/02/N+1
Apresentar as
contas ao Conselho
Fiscal
As contas anuais, o relatório da administração e a proposta
de aplicação de resultados devem ser entregues ao órgão de
fiscalização até 30 dias antes da data prevista para AG
ordinária (art.º 172.º). Mas o art.º 437 dá 15 dias para CA
fornecer cópia dos balancetes e DFs nas SA .
01/03/N+1
Disponibilização
do
relatório
e
contas
aos acionistas
Emissão do RAFE e Parecer CF (art.º 172.º)
Convocatória pelo presidente AG com 30 dias antecedência
da reunião (art.º 133) com aviso publicado em jornal diário de
grande circulação (art.º 415.º) ou por carta em caso de ações
nominativas (art.º 416.º)
Data limite AG
31/03/N+1
Deliberação decorre em AG ordinária no prazo máximo de 3
meses após o termo do exercício (art.º 132.º)
30/06/N+1
Declaração anual e
depósito das contas
Atos relativos à sociedade estão sujeitos a registo e publicação
nos termos da lei respectiva (art. 59.º)
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas Após a aprovação das contas em AG, as Empresas
1. Introdução
Dever de prestar contas
Após a aprovação das contas em AG, as Empresas Financeiras devem enviar
os elementos do Relatório e Contas para as Entidades de Supervisão:
• N.º 2 do art.º 83.º do Regulamento acesso à Atividade Seguradora
estabelece um prazo de 15 dias para o envia ao ISSM
• Al. c) do n.º 7 da Circular n.º 3/SHC/2007 do Banco de Moçambique
estabelece um prazo de 30 dias após a data limite estabelecida por lei
para a aprovação das contas => 30 de Abril de N+1
Durante o ano, as Empresas Financeiras estão
obrigadas a preparar informação semestral que
deverá ser enviada às Entidades de Supervisão
António Samagaio
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1. Introdução Dever de prestar contas Documentação objeto de registo  Relatório da administração 
1. Introdução
Dever de prestar contas
Documentação objeto de registo
 Relatório da administração
 Demonstrações financeiras
 Ata de aprovação das contas
 Relatório do auditor (caso exista)
 Relatório e parecer do Órgão de Fiscalização (caso exista)
António Samagaio
-22-
1. Introdução Sistema de informação contabilístico Sistema de Informação significa um conjunto formado por
1. Introdução
Sistema de informação contabilístico
Sistema de Informação significa um conjunto formado por Homens, máquinas e
métodos que são combinados/organizados por forma a recolher, processar,
armazenar e sistematizar uma série de dados, atribuindo-lhes significados por
meio de construções utilizadas na sua representação, que deverão ser úteis aos
utilizadores.
António Samagaio
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1. Introdução Sistema de informação contabilístico O QUE SE ENTENDE POR CONTABILIDADE? António Samagaio -24-
1. Introdução
Sistema de informação contabilístico
O QUE SE ENTENDE POR
CONTABILIDADE?
António Samagaio
-24-
1. Introdução Definição de Contabilidade (Prof. Gonçalves da Silva)  Contabilidade em strictu sensu: A
1. Introdução
Definição de Contabilidade (Prof. Gonçalves da Silva)
 Contabilidade em strictu sensu:
A contabilidade como escrituração é uma técnica de registo e de representação
de todas as transformações sofridas pelo património de qualquer entidade
económica durante o exercício da sua actividade, de modo a saber em qualquer
momento, a sua composição e o seu valor -> suprir limitações da memória
humana.
 Contabilidade em lato sensu
A contabilidade como ciência dos processos descritivo-quantitativos que é
utilizada na análise, registo, interpretação e controlo dos factos de gestão. Visa
quantificar tudo o que ocorre numa unidade económica fornecendo,
simultaneamente, dados para a tomada de decisões da gestão -> fonte
informação.
António Samagaio
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1. Introdução Definição de Contabilidade Contabilidade é um sistema de informação que identifica e mensura
1. Introdução
Definição de Contabilidade
Contabilidade é um sistema de informação que identifica e mensura as
várias actividades do negócio, processa a informação em relatórios e
divulga os resultados aos utentes da informação para que estes conheçam
a entidade, façam julgamentos informados e tomem eventualmente as
melhores decisões.
António Samagaio
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1. Introdução Tipos de Contabilidade Contabilidade Contabilidade do capital humano gestão Contabilidade
1. Introdução
Tipos de Contabilidade
Contabilidade
Contabilidade
do capital
humano
gestão
Contabilidade
financeira
António Samagaio
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1. Introdução Contabilidade Financeira A contabilidade financeira visa fundamentalmente o relato de informação
1. Introdução
Contabilidade Financeira
A contabilidade financeira visa fundamentalmente o relato de informação
financeira para os stakeholders da Entidade por via das demonstrações
financeiras que proporcionam informação sobre a posição financeira (activos,
passivos e capital próprio), os resultados das operações (proveitos e custos) e
os fluxos de caixa (recebimentos e pagamentos) de uma entidade num
determinado período.
Utiliza um processo que é prescrito e governado
por um conjunto de princípios contabilísticos
geralmente aceites.
António Samagaio
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1. Introdução Contabilidade Gestão Sistema que processa informação financeira e não financeira que será
1. Introdução
Contabilidade Gestão
Sistema
que
processa
informação
financeira
e
não
financeira
que
será
utilizada primordialmente pelos gestores com os seguintes fins:
• Imputar os custos pelos produtos vendidos e inventários para fins
internos e externos de relato financeiro -> contabilidade analítica ou
1
contabilidade de custos
• Proporcionar informação relevante para os gestores tomarem
decisões
2
• Proporcionar informação para fins de planeamento, controlo e
avaliação de desempenho
3
• Informação para a melhoria contínua da empresa
António Samagaio
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1. Introdução Contabilidade do capital humano Processo de identificação e medição de dados sobre os
1. Introdução
Contabilidade do capital humano
Processo de identificação e medição de dados sobre os recursos humanos e
de comunicação dessas informações às partes interessadas.
(American Accounting Association's Committee on Human Resource Accounting)
CCH envolve:
Mensurar o custo associado ao recrutamento,
selecção, contratação e formação e
desenvolvimento dos recursos humanos
Mensurar o valor económico das pessoas para a
organização
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Normalização contabilística Normalizar consiste em criar uma
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Normalização contabilística
Normalizar consiste em criar uma metodologia comum, a ser seguida pelas
unidades económicas visando fundamentalmente a comparabilidade (no
tempo e no espaço) das informações inter-unidades, a universalidade dos
dados recolhidos e a sua compreensibilidade pelos diversos agentes
económicos. Para esse efeito são definidas regras:
• Princípios contabilísticos
• Quadro de contas, regras de movimentação e articulação das contas
• Reconhecimento
• Mensuração
• Apresentação e divulgação informação
• Mapas modelos para as demonstrações financeiras
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Plano de Contabilidade das Empresas Financeiras Moçambicanas
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Plano de Contabilidade das Empresas Financeiras Moçambicanas
Seguradoras e entidades
gestoras de fundo de pensões
Bancos e outras entidades
sujeitas à supervisão do Banco
de Moçambique
Plano Contas das Empresas de
Seguros (PCES) foi aprovado
pelo Diploma Ministerial n.º
222/2010, de 17 Dezembro
Normativo Contabilístico do
Sistema Bancário (NCSB) foi
aprovado pelo Aviso n.º
4/GBM/2007, de 30 de Março,
do Banco de Moçambique
As contas devem ser assinadas por contabilistas inscritos na Ordem dos
Contabilistas e Auditores de Moçambique.
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Plano de Contabilidade das Empresas Financeiras Moçambicanas NIRF
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Plano de Contabilidade das Empresas Financeiras Moçambicanas
NIRF são a base do relato financeiro das Empresas Financeiras
Em linha com o processo de harmonização contabilístico internacional
Como resposta à:
• Globalização da economia e da atividade das empresas
• Surgimento de grupos económicos transnacionais
• Homogeneização do processo contabilístico facilita a comparabilidade
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas NIRF  IASB emitiu 25 IAS e 16
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
NIRF
 IASB emitiu 25 IAS e 16 IFRS
 Algumas normas com impacto nas Empresas Financeiras
 IAS 1 – Apresentação das Demonstrações Financeiras
 IAS 39 – Instrumentos Financeiros: reconhecimento e valorização
 IAS 27 – Demonstrações Financeiras Individuais
 IFRS 10 – Demonstrações Financeiras Consolidadas
 IFRS 4 – Contratos de seguros
 IFRS 9 – Instrumentos financeiros
 IFRS 16 – Locações
 IFRS 13 – Mensuração do justo valor
 ….
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Plano de Contabilidade das Empresas de Seguros (PCES)
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Plano de Contabilidade das Empresas de Seguros (PCES)
 Característica principal: PCES adequa-se às Normas Internacionais de Relato
Financeiro (NIRF) como resposta à crescente necessidade de
comparabilidade na informação financeira
 Execeção é a IFRS 4 em que apenas são adotados os princípios de
classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros e
de divulgação
 É de utilização obrigatória para as empresas de seguros e empresas gestoras
de fundos de pensões que:
 Exercem a sua atividade em Moçambique, incluindo as sucursais de seguradoras
estrangeiras
 Exerçam atividades em outros países mas que tenham a respectiva sede em
Moçambique
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Estrutura do PCES Considerações sobre as opções tomadas
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Estrutura do PCES
Considerações sobre as opções tomadas
 É estabelecido um modelo de apresentação e publicação de contas – Balanço,
Conta de Ganhos e Perdas, Demonstração de Variações de Capital Próprio
 Custos são registados em primeiro lugar por natureza e só depois repartidos por
funções
Custos com sinistros
Custos de exploração
Custos de aquisição
Custos administrativos
Custos com investimentos
Custos com a gestão de fundo de pensões
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Estrutura do PCES Considerações sobre as opções tomadas
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Estrutura do PCES
Considerações sobre as opções tomadas
 Notas ao Balanço e Conta de Ganhos e Perdas: deve existir um resumo das políticas
contabilísticas e notas explicativas aos valores apresentados nos mapas financeiros
Disposições gerais
 Regras Gerais
Não compensação entre contas do ativo e do passivo ou entre contas de custos
e de proveitos
Define as Entidades abrangidas pelo PCES
 Objetivos e características das demonstrações financeiras
 Princípios contabilísticos
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Estrutura do PCES Lista e âmbito de contas
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Estrutura do PCES
Lista e âmbito de contas
Tabelas – indicam o desdobramento exigido ao nível das contas
 Tabela 1: Ramo não-vida
 Tabela 2: Ramo Vida
 Tabela 3: Sinistros por ano de ocorrência
 Tabela 4: Países de estabelecimento
 Tabela 5: Moedas em que são expressos os compromissos das empresas de
seguros
 Tabela 6: Carteiras de investimentos
 Tabela 7: Desagregação das perdas/ganhos em investimentos
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Estrutura do PCES – Quadro de Contas CLASSE
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Estrutura do PCES – Quadro de Contas
CLASSE 1
CLASSE 2
CLASSE 3
CLASSE 4
DISPONIBILIDADES
INVESTIMENTOS E OUTROS
ATIVOS FINANCEIROS,
TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS
PROVISÕES TÉCNICAS
OUTROS ATIVOS E
PASSIVOS
10 – Caixa e seus
20 - Investimentos afetos às
30 - Provisões técnicas de
40 - Tomadores de seguro
equivalentes
provisões técnicas do ramo vida
seguro directo do ramo vida
41 – Mediadores de seguro
11 - Depósitos à ordem
21 - Investimentos relativo a
31 - Provisões técnicas de
42 - Co-seguradoras
componente de depósito de
seguro directo do ramo não
43 - Resseguradores
contratos de seguro e operações
consideradas contratos investimento
vida
44 - Ressegurados
32 - Provisões técnicas de
45 – Outros passivos financeiros
22 - Investimentos afetos às
resseguro aceite do ramo vida
46 – Ativos e passivos por
provisões técnicas do ramo não vida
33 - Provisões técnicas de
impostos e taxas
23 – Investimentos não afetos
resseguro aceite do ramo não
47 - Outros devedores e
24 - Goodwill
vida
credores
25 – Outros ativos intangíveis
34 - Provisões técnicas de
48 - Acréscimos e diferimentos
26 - Outros ativos tangíveis
resseguro cedido do ramo vida
49 – Ajustamentos e outras
27 - Inventários
35 - Provisões técnicas de
provisões
28 - Outros elementos do activo
29 - Amortizações acumuladas
resseguro cedido do ramo não
vida
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Estrutura do PCES – Quadro de Contas CLASSE
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Estrutura do PCES – Quadro de Contas
CLASSE 5
CLASSE 6
CLASSE 7
CLASSE 8
CAPITAIS PRÓPRIOS E
EQUIPARADOS
CUSTOS E PERDAS
PROVEITOS E GANHOS
RESULTADOS
50 - Capital
60 – Custos com sinistros
70 - Prémios brutos emitidos
80 - Resultado técnicos
51 – Reservas de
61 - Variação de outras
71 – Prémios de resseguro cedido
81 – Resultados não
reavaliação
provisões técnicas
72 – Comissões e participação nos
técnicos
52 – Reserva por
62 - Participação nos
resultados de resseguro cedido
85 - Ganhos e perdas de
impostos diferidos
resultados
73
– Comissões de contratos seguro e
53
– Outras reservas
63 – Custos de exploração
operações consideradas contratos
59
- Resultados
64 – Custos de gestão de
investimento ou como contrato de
prestação de serviços
ativos não correntes
classificados como detidos
para venda
transitados
investimentos
86
– Resultado antes de
65 – Perdas em investimentos
74 - Rendimentos de investimentos
impostos
66 – Perdas por imparidades
75 – Ganhos em investimentos
87 - Imposto sobre o
67- Perdas em passivos
financeiros
76 - Reversão de perdas por
rendimento do exercício
imparidade
88 - Resultado líquido do
68
- Custos por natureza a
77
– Ganhos em passivos financeiros
exercício
imputar
79
- Outros rendimentos
69 - Outros custos
PCES prevê a Classe 9 para a Contabilidade Analítica e a Classe 0 referente às contas extrapatrimoniais (e.g.
produtos derivados)
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Normativo Contabilístico do Setor Bancário (NCSB)  Instituições
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Normativo Contabilístico do Setor Bancário (NCSB)
 Instituições sujeitas à supervisão do Banco de Moçambique devem preparar
e apresentar o seu relato financeiro (contas individuais e consolidadas) de
acordo com as NIRF.
Normativo contabilístico que não prevê modelos pré-definidos para as
demonstrações financeiras nem um quadro de contas => fator que pode
dificultar a comparabilidade da informação entre agentes do mesmo setor
 Excecionalmente, o Banco de Moçambique pode autorizar o “antigo” Plano
de Contas para Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado
pelo Aviso Nº 13/GGBM/99, de 30 de Dezembro.
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Normativo Contabilístico do Setor Bancário (NCSB) Rk Banco
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Normativo Contabilístico do Setor Bancário (NCSB)
Rk
Banco
Ano consultado
Normativo
1 Banco Internacional de Moçambique
2015
NIRF
2 Banco Comercial e de Investimentos
2015
NIRF
3 Standard Bank
2015
NIRF
4 Moza Banco
2015
NIRF
5 Barclays Bank Moçambique
2015
NIRF
6 Banco Único
2015
NIRF
7 FNB Moçambique
2015
NIRF
8 African Banking Corporation Moçambique
2015
NIRF
Ranking com base nos Survey 2016 da KPMG
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Normativo Contabilístico do Setor Bancário (NCSB)  Através
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Normativo Contabilístico do Setor Bancário (NCSB)
 Através da Circular n.º 3/SHC/2007, o Banco de Moçambique definiu
modelos para o Balanço e Demonstração de Resultados dos Bancos numa
base individual (modelos III e IV) e consolidada (modelos I e II) que servem de
reporte ao Banco Central.
Existem diferenças nos modelos usados pelos Bancos Moçambicanos
Balanco e Demonstração de
rendimento integral do BCI
de 2015
Balanco e Demonstração de
resultados do Standard
Bank de 2015
António Samagaio
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2. Relato financeiro e as normas contabilísticas Demonstrações financeiras Demonstrações financeiras decorrem de
2. Relato financeiro e as normas contabilísticas
Demonstrações financeiras
Demonstrações financeiras decorrem de uma série de factos patrimoniais que
ocorreram na vida de uma entidade num determinado período e que são
reportados através dos seguintes mapas:
• Balanço
• Demonstração do rendimento integral (natureza ou por funções) => Conta
Ganhos e Perdas no PCES
• Demonstração dos fluxos de caixa
• Demonstração das alterações no capital próprio
• Notas às demonstrações financeiras
António Samagaio
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