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O Morro da Cruz é componente do maciço do Morro da Caixa, situado na região

central de Florianópolis, em Santa Catarina.

Era chamado de Pau da Bandeira na época em que Florianópolis era conhecida como
Nossa Senhora do Desterro. A justificativa para o nome é que, há muitos anos, foi
colocado um posto semáforo em seu ponto mais culminante para avisar, através de
códigos, a chegada das embarcações ainda em alto mar. O caminho pela estrada do Pau
da Bandeira era a passagem mais curta entre a capital e a freguesia do bairro da
Trindade.

O Morro da Cruz é um ótimo ponto de referência para as pessoas que visitam a ilha.
Embora não seja o ponto mais alto da Ilha de Santa Catarina, com 285 metros, é o de
mais fácil acesso e o que proporciona o visual mais completo devido à sua localização.
De lá pode-se ter uma visão geral das duas baías, das pontes Hercílio Luz, Colombo
Salles e Pedro Ivo Campos. Além disso, do patamar junto à cruz, avista-se grande parte
da Ilha, o bairro da Trindade, as pistas do Aeroporto Internacional Hercílio Luz e parte
da costa leste de Florianópolis, banhada pelo oceano Atlântico. Também é no Morro da
Cruz que está localizada a maioria das emissoras de televisão

http://www.belasantacatarina.com.br/noticias.asp?id=1568

do papel

Prefeitura da capital e liderancas comunitarias voltaram a se reunir para discutir o projeto do


Macico do Morro da Cruz. O encontro aconteceu no inicio da noite desta segunda-feira(6) e
contou com as presencas de 17 lideres comunitarios, da secretaria da Crianca. Adolescente,
Idoso e Desenvolvimento Social, Rose Berger, e de varios secretarios municipais. As liderancas
foram informadas sobre a super infra-estrutura que a prefeitura esta preparando no entorno do
morro.
A proposta do executivo vai beneficiar cerca de 30 mil moradores. Estao previstas a criacao do
Parque Urbano do Morro da Cruz; Clube Social, no alto do Morro da Caieira; Zona Especial de
Interesse Social (Zeis); alem de outras melhorias, como pavimentacao e saneamento basico.
Para executar todas essas obras a prefeitura vai aplicar R$ 8 milhoes. Deste total, R$ 1 milhao
seria destinado pelo governo federal, R$ 6 milhoes concedidos pelo Fundo Social e em
contrapartida o executivo municipal entraria com R$ 1 milhao.

O projeto vem sendo discutido com a comunidade ha cerca de 15 anos, mas na atual
administracao ganhou dimensao com a aprovacao da lei 6893 de 12 de dezembro de 2005 que
cria o parque, e da lei complementar 207 de 20 de dezembro, tambem de 2005, que institui a
Zeis.

O parque com 19 quilometros de extensao vai ser delimitado pela Fundacao Municipal do Meio
Ambiente (Floram) e tera varias atividades de lazer para as criancas e adultos.

De acordo com o superintendente da Floram, Francisco Raztki, as demarcacoes para a


construcao do parque, realizadas em parceria com as Centrais Eletricas de Santa Catarina S.A.

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(Celesc), deverao ficar prontas em 180 dias.

Para ser parceira da prefeitura neste megaprojeto, a Celesc ganhou autorizacao do poder publico
para construir uma subestacao alimentada por dois transformadores gigantes na Rua Angelo
Laporta. Conforme o diretor tecnico da Celesc, engenheiro Eduardo Carvalho Sitonio, a cidade
precisa, urgentemente, de um reforco na carga de energia eletrica para evitar apagoes, como o
que ocorreu em 2003. A subestacao devera ficar pronta em dezembro deste ano.

Sitonio garante que a geradora de energia sera toda blindada, com tratamento acustico,
proporcionando uma total seguranca para os habitantes. O diretor tecnico da Celesc disse, ainda,
que, alem de demarcar a area para a criacao do parque, a Celesc vai construir uma creche para
150 criancas.

A secretaria do Desenvolvimento Social, Rose Berger, ressaltou que a aprovacao das duas leis
garante a execucao das acoes. Na opiniao dela, o parque vai estimular atividades educativas, de
lazer e recreacao, alem de transformar o local numa atracao turistica de interesse ecologico
dentro do cenario urbano da Capital. Ela ainda informou que a Zeis abrange os bairros
Agronomicos, Jose Mendes, Trindade e Saco dos Limoes.

Pelo projeto, o municipio assume a responsabilidade de desenvolver nesses locais, em pareceria


com a comunidade, programas de educacao ambiental, geracao de trabalho e renda, acao social,
alem de projetos de regularizacao fundiaria, urbanistica e de edificacoes.

Nessas areas devem ser instalados equipamentos como pracas, postos policiais e de saude,
centros sociais, unidades de educacao infantil e fundamental, alem de restaurantes populares. A
Zeis ainda vai receber programas de pavimentacao, abastecimento de agua, esgotamento
sanitario, drenagem, coleta de lixo, transporte coletivo, telecomunicacoes, iluminacao publica,
recuperacao ambiental e saude publica.

Outro ponto ressaltado na reuniao foi a construcao do clube social: um predio de dois
pavimentos, no alto da Caieira do Saco dos Limoes, equipado com piscina, quadra polivalente,
salao de festa, playground, setor de atendimento para idosos, escolas profissionalizantes e areas
de lazer.

sentante da comunidade do Morro da Mariquinha, Rui Alves, sugeriu que a comunidade


acompanhe a delimitacao do parque e que tambem par

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http://www.cfh.ufsc.br/~laam/macico/simposio.htm

Histórico
Algumas das comunidades mais tradicionais de Florianópolis,
na Ilha de Santa Catarina, estabeleceram-se desde o início do século
XX nos morros situados imediatamente a Leste do centro histórico da
cidade. Com a acentuada expansão urbana verificada desde a década
de 1970 em direção ao bairro da Trindade (Campus da UFSC,
ELETROSUL), esses morros foram envolvidos e passaram a
constituir-se no verdadeiro “Maciço Central” da cidade, onde residem,
atualmente, cerca de 35.000 habitantes. As cotas mais altas foram
sendo progressivamente ocupadas por uma urbanização classificada
como “sub-normal”, com famílias de baixa renda habitando residências
pequenas e precárias, em áreas de alta declividade (ver também
SCHEIBE & BUSS, 2002; PIMENTA & PIMENTA, 2002)
caracterizadas pela falta de elementos básicos de infraestrutura, como
sistema viário, saneamento e recolhimento regular de lixo junto aos
domicílios. Como o acesso de cada comunidade é realizado através
de trilhas e escadarias para o alto, transversais às curvas de nível, a
ocupação foi sendo feita sem vias de comunicação diretas entre as
mesmas, e cada uma constituiu sua forma de associação ou Conselho
Comunitário, geralmente com sentido reivindicatório. Nos últimos
anos, vários desses conselhos se reuniram para constituir o Fórum
das Comunidades do Maciço Central do Morro da Cruz, que vem
atuando através de três comissões principais.
Visando melhor se instrumentalizar para atingir suas metas, e
em especial, elaborar um “Plano Diretor” para o Maciço, as comissões
de Educação, Esporte, Cultura e Lazer; de Meio Ambiente; e de
Segurança Pública do Fórum elaboraram documentos apresentando
suas demandas prioritárias, ressaltando os sinais de degradação
sócio-ambiental crescente nas diversas comunidades, e buscaram
suporte técnico para consolidação das suas iniciativas junto ao
Laboratório de Análise Ambiental do Departamento de Geociências
(LAAm), e ao Laboratório de História, Cultura e Desenho da Cidade
(CIDADHIS) da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi então
criado o “Plano Comunitário de Urbanização e Preservação do Maciço
Central de Florianópolis”, inicialmente como um projeto de extensão
coordenado pelo LAAm, cujo objetivo central é colaborar com a
Comissão de Meio Ambiente do Fórum na elaboração de seu plano de
urbanização e preservação. No decorrer do projeto, no entanto,
diversas atividades de pesquisa foram e estão sendo implementadas.

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Comunidades
Algumas das comunidades abrangidas pelo Projeto "Plano de
Urbanização e Preservação do Maciço Central de Florianópolis",
compreendendo um total de aproximadamente 30 mil habitantes, são:

• Alto da Caieira do Saco dos Limões


• Horácio
• Mariquinha
• Mocotó
• Monte Serrat
• Nova Descoberta
• Penitenciária
• Queimada
• Serrinha
• Tico-Tico

Participam também:

• Associação de Difusão Comunitária Guarapuvu


• Centro Cultural Escrava Anastácia – Projeto Travessia
• Centro Social Educativo Nossa Senhora do Monte Serrat
• Escolas Estaduais Básicas: Antonieta de Barros, Celso
Ramos, Henrique Stodick, Hilda Teodoro, José Simão
Hess, Jurema Cavallazzi, Lauro Muller, Lúcia do
Livramento Mayvorne, Padre Anchieta e Silveira de Souza.
E Centro de Educação Infantil Cristo Redentor. Redentor.

SEMANA DO MEIO AMBIENTE


04,05 e 06 de Junho, 2003

OBJETIVO
INTEGRAÇÃO CIDADE - MACIÇO: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A
QUALIDADE DA VIDA

Para o sociólogo alemão Claus Offe, uma das estratégias preferidas dos
detentores do poder é o não reconhecimento de uma determinada realidade,
situação ou acontecimento. Essa “não realidade” implica em “não decisões”, ou
seja, na ausência deliberada de ações ou políticas públicas em relação a ela.

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Este tem sido um dos traços mais constantes do atual poder municipal de
Florianópolis quando o tema é a chamada ocupação irregular, em moradias
“sub-normais”, do Maciço Central do Morro da Cruz e de outras áreas
habitadas pelas populações mais pobres de nossa cidade.
Por isso mesmo é tão importante o trabalho realizado pelas comissões de
Meio Ambiente e de Educação do Fórum do Maciço, esta última envolvendo
direção e professores de mais de uma dezena de escolas básicas estaduais e
centros de educação infantil que vêm buscando formas mais adequadas para
atender os milhares de crianças desses morros.
Através da I MOSTRA AMBIENTAL DO MACIÇO CENTRAL DE
FLORIANÓPOLIS (Assembléia Legislativa, 04-06/06/2003 - Semana Mundial
do Meio Ambiente), essas escolas puderam explicitar os contrastes Morro-
Cidade e alguns de seus trabalhos e projetos : reciclando o lixo, estudo da
sexualidade, sabor e saber, a luta contra a violência da pobreza, da fome e da
exclusão, que culmina no narcotráfico.
Mais de 3.000 alunos participaram da Mostra expondo trabalhos, cantando,
dançando, representando ou percorrendo todos os painéis e estandes, os olhos
brilhantes e o sorriso largo pelo orgulho de despertar em todos os outros
visitantes a emoção, a ternura e o reconhecimento de seu valor cidadão.Mas
acima de tudo, tornando visível e concreta a exigência de uma verdadeira
integração cidade-maciço através de políticas públicas para a qualidade da
vida, as políticas que lhes vêm sendo sistematicamente negadas pelo faz-de-
conta insensível de quem finge que eles, ou seus pais, irmãos e avós,
simplesmente não existem.

Luiz Fernando Scheibe


Coordenador do Projeto "Plano Comunitário de Urbanização e Preservação do Maciço Central
de Florianópolis"

ORGANIZAÇÃO
- FÓRUM DAS COMUNIDADES DO MACIÇO CENTRAL DO MORRO DA
CRUZ

- COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DO


MACIÇO: EEBs: Antonieta de Barros; Celso Ramos; Henrique Stodick; Hilda
Theodoro; Jurema Cavallazzi; Lauro Muller; Lúcia do Nascimento Mainworne;
Padre Anchieta; CEI Cristo Redentor

- PROJETO DE EXTENSÃO: Plano Comunitário de Urbanização e


Preservação do Maciço Central de Florianópolis
(LAAm+LABGEOP+LABCLIMA+CIDADHIS/UFSC)

APOIO
- ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA

- PROEXTENSÃO, PRÓ-REITORIA DE CULTURA E EXTENSÃO DA UFSC

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Bibliografia
BATISTA, Gisele Victor. A Geo-grafia: a paisagem desenhada aos olhos dos
moradores do Morro do Mocotó.Florianópolis. Trabalho de Conclusão de Curso.
UFSC. 2002.

CANCLINI, Néstor G. As Culturas Populares no Capitalismo. SP. Brasiliense, 1983.

FRANZONI, Tereza Mara. As "Perigosas" Relações entre Movimento Popular


Comunitário e Administração Pública Municipal na Ilha de Santa Catarina.
Florianópolis, Ppgas, UFSC, 1993.

_____________________ & CANELLA, Francisco. A Luta Pela Terra na Periferia


Urbana. In: Encontro Estadual de História. Florianópolis, 1991.

GOMES, Maria Soledad de Arruda. Coletivismo no Bairro: uma análise sobre o


fenômeno da participação. Florianópolis. Dissertação de Mestrado, UFSC, 1987.

IPUF. Infra-estrutura das Áreas Carentes da Cidade de Florianópolis, 1993.

LISBOA, Armando de M. Economia das Organizações Populares: uma dinâmica


paradoxal. Florianópolis, Rel. Pesq./ CNM, UFSC, 1994.

MACHADO, Claudia Xavier. Análise Sócio-Ambiental do Morro da Mariquinha -


Maciço Central de Florianópolis. Florianópolis. Trabalho de Conclusão de Curso.
UFSC. 2002.

PEREIRA, Elson Manoel. Gestão do Espaço Urbano: um estudo de caso das áreas
central e continental da cidade de Florianópolis. Dissertação de Mestrado em
Administração. Florianópolis, UFSC, 1992.

RIZZO, Paulo B. Do Urbanismo ao Planejamento Urbano. Utopia e Ideologia: caso


de Florianópolis. 1950 a 1990. Florianópolis, Dissertação de Mestrado, UFSC, 1993.

VIEIRA, Geraldo José. Mont-Serrat - Maciço Central de Florianópolis (SC): alguns


aspectos geográficos. Florianópolis. Trabalho de Conclusão de Curso. UFSC. 2003

http://www.overmundo.com.br/overblog/documentario-macico-ilumina-morros-da-ilha

Documentário MACIÇO ilumina morros da Ilha


Maciço. É um nome com cedilha. Assim como maçarico. Que também faz luz com o fogo e às
vezes serve para fundir metais duros. O documentário joga luz sobre as favelas que circundam
o Morro da Cruz. E acende a brasa de um debate que precisa acontecer.

Florianópolis, ou Floripa, como é conhecida, é uma cidade que ganhou, nos últimos anos,
cada vez mais notoriedade na mídia como destino turístico e reduto de belezas naturais
incomparáveis. É evidente que se a divulgação existe se refere a uma realidade. Mas como
ensinava um velho sábio, constitui erro tomar uma abstração (uma parte do todo) como
realidade absoluta. Vale considerar que, marginalmente ao perfil turístico da porção insular

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da cidade, se desenrolam dramas humanos e riquezas culturais inaparentes ao olhar menos
profundo.

O olhar de Pedro MC e sua equipe (especialmente o toque feminino na pesquisa, nas


entrevistas e na co-produção de Karen Christine Rechia, doutoranda em História do Brasil na
Unicamp) destrincha a realidade do Maciço do Morro da Cruz e dá, com os depoimentos
pinçados, uma boa amostra da vida dos mais de 30 mil habitantes das 17 comunidades que o
compõem. Dá espaço à voz dos moradores das favelas. E, como dizem os antropólogos, não
existe a verdade, existem as vozes. Daí a importância de se falar sobre o filme neste espaço.

É possível que o filme tenha se transformado, sem deliberação prévia, em registro histórico
relevante. As obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal)
em Florianópolis se concentrarão na chamada revitalização do Maciço do Morro da Cruz. Em
um espaço de tempo relativamente curto nada mais será como é. Aliás, as obras já
começaram, portanto tudo já está em transformação.

Assisti à pré-estréia e tive a idéia de escrever a respeito. Depois assisti à exibição que
aconteceu em frente ao Museu Victor Meirelles. Quem não assistiu ainda tem várias
oportunidades para isso, durante o Circuito de Exibição OLHAR.DOC.

Sensação ao assistir

Na pré-estréia, que aconteceu no CIC (Centro Integrado de Cultura), houve duas sessões. A
primeira para convidados e a segunda aberta ao público em geral. Ambas gratuitas. Assisti à
segunda sessão. Logo de início fui surpreendido pela animação bem cuidada de abertura com
os créditos. Em seguida o convite à imersão vem na forma de bateria de escola de samba,
num crescendo, e logo arremessa os olhos numa cena simples, num corredor em aclive, com
crianças brincando na precariedade inconsciente. Os espectadores reagiram com risos em
muitos trechos, já que certos depoimentos carregam aquela jocosidade possível, resignada.

Para não estragar a experiência alheia, não dou mais detalhes sobre cenas específicas.
Apenas ressalto que as entrevistas, guardada a provável "pose" que as pessoas fazem ao se
saberem filmadas, são muito espontâneas. A produção não é exagerada, e esse é um trunfo
excepcional do filme. Pedro MC conseguiu captar, tanto quanto possível, a realidade
cotidiana das pessoas. E também abriu a janela para que falassem de sonhos, medos,
dificuldades e alegrias.

No Museu Victor Meirelles foi interessante presenciar a exibição ao ar livre, com projeção na
parede externa. A cidade na tela e a cidade em volta. Sirenes presentes tocando uma esquina
adiante enquanto na tela/parede alguém falava das dificuldades enfrentadas na relação com
o estado. Créditos finais subindo ao som de uma canção cuja estrofe repetia "crianças do
gueto" ao mesmo tempo que meninos pobres passavam eludindo os olhares.

No intervalo entre as sessões que presenciei, assisti a dois documentários que têm alguma
relação com Maciço. Santa Marta: Duas semanas no morro, do Eduardo Coutinho, e Notícias
de uma guerra particular, do João Moreira Salles. É sensível a influência desses diretores
sobre o trabalho de Pedro MC. É necessário dizer, entretanto, que Maciço tem vida própria e
autônoma. E um dos detalhes que o faz singular é justamente a forma de distribuição livre
escolhida pelo diretor.

Circulação do filme

O documentário foi contemplado no Edital Cinemateca Catarinense / Fundação Catarinense


de Cultura. Como teve financiamento com dinheiro público, o diretor defende (e pratica) a
distribuição livre. Na fase atual, com as exibições gratuitas que vêm ocorrendo e continuarão
ao longo do próximo mês. Na etapa seguinte, com suporte de mídia digital. Quer antes,
apenas, elaborar um DVD bem produzido, com extras etc., para não "soltar" arquivo com
cópia de má qualidade. É um zelo ao qual tem direito.

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O Circuito de Exibição OLHAR.DOC tem um formato inovador. Consta no site de divulgação
que "A ideia é perpendicular à estrutura de um festival ou de um cineclube, pois ao invés de
vários filmes serem exibidos num mesmo local, apenas um audiovisual será projetado em
diversos pontos(...) Após cada projeção do Olhar.Doc um ou mais convidados farão um debate
a respeito dos temas suscitados no filme. Sobre o longa-metragem “Maciço”, que teve pré
estreia no Cinema do CIC no dia 10 de março de 2009, as discussões não passam apenas sobre
a produção, a narrativa e o mercado de audiovisual, mas também sobre a própria visibilidade
das comunidades retratadas no filme."

Uma dificuldade, que já começa a incomodar o diretor, é dar retorno às comunidades agora
que o produto final está pronto. Tanto no CIC quanto no Museu Victor Meirelles, não havia
presença significativa de pessoas das comunidades documentadas. Perguntei sobre isso
durante o debate que aconteceu após a exibição no Museu. Segundo Pedro, é difícil atrair os
moradores do Maciço a lugares considerados "elitistas". Mas o filme vai subir o morro. Já está
em processo o agendamento de sessões nas comunidades. Por enquanto, vai cumprindo outra
de suas missões: colocar em pauta a questão do espaço urbano em Florianópolis.

Troca cultural

Assistir Maciço propicia também uma reflexão sobre como, ao modo descrito por Paulo Freire,
o oprimido tende a reproduzir o opressor. Várias falas dos entrevistados são carregadas de
preconceitos e lugares-comuns, muitas vezes assimilados a partir dos meios de comunicação
de massa (leia-se tevê). Por outro lado é impressionante e inesperada também a originalidade
de alguns discursos.

A invisibilidade de quem faz o carnaval, o samba, o rap e os cultos religiosos de matriz


africana ou toca projetos sociais começa a se desfazer em Floripa. E o caminho da troca
cultural entre os morros e o resto da cidade, seja em ascensão ou descida, começa a ser mais
transitado.

Universidade Federal de Santa Catarina


Anais da 6ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão
De 16 a 19 de Maio de 2007

Trabalho

http://www.sepex.ufsc.br/anais_6/trabalhos/634.html

Fórum do Maciço do Morro da Cruz

Área Temática: Meio Ambiente


Título: Organização da 3a. Mostra Ambiental do Maciço do Morro da Cruz
Nome do Grupo: Laboratório de Análise Ambiental - LAAm
Apoio financeiro:

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Apoio de Editais Nenhum
internos da UFSC:
Instituicoes Fórum do Maciço do Morro da Cruz - FMMC
Envolvidas:
Tipo de Exposição: Painel
Nome do Autor: LUIZ FERNANDO SCHEIBE
e-mail do Autor: SCHEIBE@CFH.UFSC.BR
Fone do Autor: (48)3721-8813
Unidade/Setor: CFH-DEPTO DE GEOCIENCIAS
Curso:

Centro: CFH
Co-autor(es): Maria Dolores Buss, Harideva Marturano Égas, Luciano Augusto
Henning, Cinara Zabot Pellerin, Elisete Gesser Della Giustina
Dacoregio.
Colaborador(es):

Resumo: Mais uma vez o morro mostra a sua cara! Aconteceu nos dias 04 e
05 de setembro de 2006 na Assembléia Legislativa do Estado de
Santa Catarina (ALESC), em Florianópolis a III Mostra Ambiental do
Maciço do Morro da Cruz. Tendo como Mote: Integração Centro –
Morro: Políticas Públicas para a Qualidade de Vida. Participaram do
evento as 14 Unidades de Ensino que fazem parte da Comissão de
Educação do Fórum do Maciço do Morro da Cruz (FMMC),
abordando o conceito de natureza, aspectos culturais, visões
específicas sobre meio ambiente e a cidade, e mostrando também
projetos desenvolvidos nas escolas como hortas, compostagem de
resíduos orgânicos, educação ambiental, dentre outros.
Florianópolis tem sido mostrada como a “capital da qualidade de
vida”, com o quarto maior o IDH do país, pelos meios de
comunicação. No entanto, esse “jargão” esconde toda uma
população, que não é atendida pelo poder público. O Maciço do
Morro da Cruz apresenta em torno de 30.000 habitantes vivendo em
condições precárias. A mostra teve como objetivo expor os
trabalhos, disseminar os contrastes e reivindicações da população
fazendo com que as crianças e jovens participem da transformação
da sua cidade “oficiosa” em uma cidade “oficial”. A organização
compreendeu uma reunião preparatória, elaboração de folder,
montagem e acompanhamento das exposições e documentação do
evento com fotografias e anotações. Foi assumida pela Comissão
de Educação do Fórum do Maciço e contou com a colaboração do
Laboratório de Análise Ambiental (LAAm), que desde 2001, em
conjunto com o Laboratório de Geoprocessamento (LABGEOP) e o
Núcleo de História, Cultura e Desenho da Cidade (CIDADHIS)
desenvolve o projeto de extensão ´Plano Comunitário de
Urbanização e Preservação do Maciço Central de Florianópolis´. A
mostra Ambiental trouxe como resultado, a discussão das políticas
públicas e cidadania, e também evidenciou suas reivindicações
para os deputados e demais pessoas da sociedade que passavam
no Hall da ALESC. Políticas públicas são temas já bem debatidos
pelo Fórum do Maciço do Morro da Cruz, que mostra uma
organização social já consolidada, através das Comissões de
Educação e de Meio Ambiente. A degradação sócio-ambiental pela

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falta de políticas públicas habitacionais, como a discussão do Plano
Diretor e a implementação das ZEIS e do Parque Urbano do Morro
da Cruz são questões que estão sendo evidenciadas, efetivando a
Mostra Ambiental como evento permanente no Calendário das
Unidades de Ensino do FMMC.
Palavras-chave: Mostra Ambiental,Fórum do Maciço do M. da Cruz,Comissão de
Educação do FMMC

http://www.floripanuncios.com/noticias_ver.php?COD_NOTICIA=36

18/03/2008 - Dário Berger e Lula no Maciço do


Morro da Cruz

Durante o lançamento da Operação Tapete, II hoje à tarde, o prefeito de


Florianópolis, Dário Berger, anunciou que na próxima quinta-feira, 20, o presidente
da república, Luiz Inácio Lula da Silva, estará no Maciço do Morro da Cruz
assinando a ordem de serviço para revitalização do local. Vão ser gastos no maciço
R$ 47 milhões, repassados pelo Programa de Aceleração do Crescimento, para
melhorar a vida de 17 comunidades.

A liberação dos recursos ocorreu em julho do ano passado no gabinete da


presidência da república. As obras no maciço abrangem melhorias na infra-
estrutura de água e esgoto, pavimentação, drenagem, construção de escadarias e
muros de contenção. No projeto estão previstas também a identificação de
moradias em situação crítica, construção de equipamentos comunitários, além de
benfeitorias no sistema de vias e caminhos rústicos para elaboração de um futuro
projeto de sistema viário.

O Maciço do Morro da Cruz compreende uma área de 2,1 milhões de metros


quadrados ocupada por população estimada de 22,7 mil pessoas, totalizando cerca
de 6 mil famílias distribuídas em 17 comunidades. Parte da área, cerca de 1,4
milhão de metros quadrados, vai ser destinada à implantação do Parque do Maciço
do Morro da Cruz e construção de uma sede na Rua General Vieira da Rosa.

Tapete Preto II

Ao falar sobre o programa de pavimentação asfáltica em sua administração, Dário


Berger lembrou que quando assumiu a prefeitura, em 2005, mandou fazer um
diagnóstico sobre as ruas que não eram pavimentadas e constou que cerca de
1.200 não tinham esta cobertura. “Na primeira edição da Operação Tapete Preto
pavimentamos 300. Além disso, temos outro programa de mutirão envolvendo a
comunidade para colocar lajotas em ruas com menos de 250 metros de extensão”,
disse. Dário ressaltou que até o final de seu mandato pretender pavimentar
aproximadamente 600 ruas.

De acordo com o prefeito, a pavimentação e drenagem nas vias públicas da Capital


é uma promessa de campanha e que está sendo realizada para melhorar a
qualidade de vida e a auto-estima dos moradores.

http://www.cidades.gov.br/noticias/presidente-da-inicio-a-obras-do-pac-em-
florianopolis-sc/

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