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Direito Civil Toledo

Aulas as quartas
1ª aula em 03/02/2010

Programa em 02 módulos:
1º Módulo: Família
2º Módulo: Sucessões

Doutrina:
Carlos Roberto Gonçalves
Maria Helena Diniz
Arnaldo Rizzardo (ele é bastante minucioso e seu livro está além da graduação e aquém da pós)

Direito de Família:

1) Introdução

2) Institutos Protetivos
2.1 Tutela
2.2 Curatela
2.3 Alimentos
2.3.1 ECA

3) Casamento
3.1 Formação
3.2 Vícios
3.3 Efeitos
3.4 “Dissolução”

4) Parentesco
4.1 Alimentos
4.2 Sucessões

5) União Estável

1) Introdução: Família.

O que é família? Com qual família nos preocuparemos? O que é essa família para o Direito?

Vejamos, faço partilha amigável em uma união estável. É feito um Instrumento de Partilha Amigável.
Uma das partes, depois de tudo assinado, quer anular o ato alegando vício.
Qual a Vara competente para atende-la? Resp. A Vara da Família.

Parentesco afetivo = enteado; filho de criação.

No aspecto jurídico há 3 conceitos de família:

a) Família em sentido estrito (este é o conceito constitucional, conf. art 226 §§ 3º e 4º e esta
idéia constituinte é muito mais estrita que o conceito do CC)
b) Família em sentido amplo (considera família as pessoas ligadas pelo casamento, união estável
ou parentesco)
c) Família em sentido amplíssimo (abrange, conf. § 2º art 1412 CC, inclusive pessoas do serviço
doméstico)

Família para o Direito de Família → é um grupo de pessoas composto, em regra, por quem está
ligado por vínculo decorrente do matrimonio, união estável ou parentesco ( a nossa legislação não
reconhece, no CC, a entidade familiar formada a partir da união homoafetiva e também não reconhece
a parentalidade afetiva; sob a ótica legal, não há essa família, porém há julgados que reconheceram
esta formação como família.

O papel da CF/88 no Direito da Família.

Esta constituição é marco fundamental no instituto “Família”. O matrimonio, união estável e filiação
foram modificados fundamentalmente.
No casamento estabeleceu-se a igualdade entre homem e mulher na sociedade conjugal. Quais os
limites desta igualdade?
1) Idade;
2) Filiação (diferenciava-se filhos legítimos dos ilegítimos e legitimados);
3) Adoção (antes a adoção podia ser a) Plena ou
b) Restrita (nesta permitia-se revogar a adoção)). A CF/02 igual
ou os Direitos de Filiação e Adoção;
4) União Estável (passa a ter reconhecido o direito da companheira e isto decorreu de longo trabalho
doutrinário e da jurisprudência).

2) Institutos Protetivos

Família substituta → Medida protetiva para situações em que a família natural não se faz presente.
Está prevista no ECA na forma de tutela ou guarda provisória. Ex: intercambio estudantil.

Obs: No final estudaremos os subitens.

3) Casamento

O que é casamento? É um vínculo jurídico entre o homem e a mulher estabelecido de acordo com a
Lei e com o objetivo de constituir família; desse conceito tiramos importante conclusão: há 3
elementos essenciais para existência do casamento:
1) a diversidade de sexo;
2) o consentimento com o escopo de constituir família;
3) o cumprimento das formalidades legais (aqui o mais importante é que no BR o casamento é civil e
não religioso uma vez que a cerimônia religiosa é apenas celebração de cunho social)

Natureza jurídica do casamento


O que é o casamento?

Existe 3 correntes sobre:

a) É um CTR de Direito de Família onde as partes, de comum acordo, estabelecem direitos


e obrigações recíprocas.
b) É uma INSTITUIÇÃO; por meio da manifestação da vontade, os nubentes aceitam
ingressar em uma situação jurídica e aderem a um estatuto legal pré existente.
c) Uma posição mista, pois na sua formação surge na forma de CTR e, qto a seus efeitos, é
uma INSTITUIÇÃO porque os direitos e deveres são pré definidos.

Formação do casamento
Como é constituída esta figura jurídica?

Vejamos, estudaremos o casamento civil!

Este matrimonio pode ser precedido das esponsais (promessa de contrair casamento futuro) e esta
promessa suscita 2 questões:

1ª - Este cumprimento pode ser exigido judicialmente? NÃO!


2ª - Entretanto, esta promessa pode produzir efeitos, como por exemplo, rompimento injustificado e de
forma abusiva.
Aqui há de se ter muito cuidado, pois cada caso é um caso e deve ser submetido a julgamento a fim de
cabimento ou não de indenização.

A formação do casamento se dá em 2 fases:

A) Formalidades Preliminares;

B) Celebração

A razão de procedimento complexo é devido a que se de publicidade ao casamento e chamar os


cônjuges quanto a importância do ato.

Existem várias modalidades de casamento e as diferenças estão na forma de celebração e a ordem das
fases citadas.

Modalidades especiais

1ª A celebração
2ª As formalidades preliminares.

Ex: Casamento por procuração.

Formalidades preliminares → Refere-se a procedimento de habilitação


Processo de habilitação → É procedimento administrativo que tem curso perante o Cartório de
Registro Civil de qualquer dos nubentes e que se destina a 2 finalidades de ser:

1- Verificar a ausência ou presença de impedimentos matrimoniais, incapacidade ou causas


suspensivas do casamento (ex: casamento com ou entre menores; entre irmãos; já casados)
2- Habilitar os nubentes à celebração do casamento (o Oficial emite certidão reconhecendo que os
nubentes estão aptos a casar, com validade de 90 dias)

Tipos de incidente neste procedimento:

1- A partir da publicação dos editais as pessoas legitimadas podem apresentar oposição ao


casamento (1522 e 1524 CC)
2- Celebração
É um momento em que mais uma vez se dá publicidade ao casamento e chama-se a atenção
dos nubentes para a importância do ato.
A celebração é gratuita (1512 CC), entretanto a habilitação é sujeita a taxas.

De acordo com a Lei, a celebração deve ser feita pelo Juiz de Paz do lugar da habilitação e em
qualquer horário local e com portas abertas.

Na celebração é obrigatória a presença física simultânea dos nubentes ou de seus procuradores.

Obs: O consentimento a ser manifestado pelos cônjuges deve ser claro, inequívoco, induvidoso, não se
admitindo retratação no mesmo dia (1538 CC)

3- A celebração tem efeito declaratório (1535 CC)


Os nubentes estão, portanto, casados assim que o Oficial os declarar casados, assinar o
livro é irrelevante pois trata-se de formalidades e não atos constitutivos.

Obs: A celebração se faz na presença de testemunhas cujo número é variável.


As modalidades especiais como citado, referem-se ao casamento por procuração e nela a diferença é
que, por ocasião da celebração, um ou ambos os nubentes estão representados por procurador.

Obs:
A) A procuração deve ser por Instrumento Público com poderes especiais e é válida por 90 dias no
máximo, dela devendo constar a qualificação da pessoa com quem o mandante irá casar e esta
procuração somente é revogável por Instrumento Público;
B) Ao casamento por procuração não se aplica o disposto nos art 686 e 689 CC;
C) O mandante morre, não há casamento e a exceção está no inciso V do art 1550 CC.

Se apesar da revogação do mandato o casamento se realizar e houver coabitação entre os cônjuges, o


casamento será válido.
Ex: Paulo constitui Helena como mandatária para casar-se com Lúcia.
Paulo revoga o mandato.
Helena casa Lúcia com Paulo.
O casamento só será anulável se Paulo e Lúcia não coabitarem posteriormente à celebração.

10-02-2010

nuncupativo ( viva voz) – diferenças


aqui não tem celebrantes, os nubentes se declaram casados
a habilitação se dá após a celebração

situações para a celebração – art. 1540


quando um dos contraentes está sofrendo iminente risco de morte.
No prazo de 10 dias após esta, as testemunhas (obrigatórias) devem comparecer ao juiz mais
próximo para declarar a situação. O juiz convencido poderá declarar o feito com efeito ex tunc, se
estiver sem habilitação terá que faze-la

2º casamento religioso com efeitos civis


o simples casamento religioso sem formalidades para dar os efeitos civis é simples união estável.
A celebração é religiosa, porém, não dispensa a aprovaçao por foça da habilitação.

1º por qualquer religião


2º a celebração religiosa não dispensa preenchimento dos requisitos exigidos para casamento civil.
3º a habilitação para casamento pode ser antes ou depois.

Casamento em caso de moléstia grave.


Este casamento não é nuncupativo, ele acontece quando em razão de moléstia grave de qualquer
dos nubentes, estes não podem esperar a data marcada para celebração ou não podem se dirigir ao
local que se daria a celebração. Art. 1539 parg. 1º

o oficial deve se deslocar obrigatoriamente para o local onde se encontra o nubente. Se o oficial
não puder comparecer, nomeará um “ad hoc”.
Este casamento não dispensa prévia habilitação

casamento perante autoridade diplomática ou consular.

É realizado entre brasileiros no estrangeiro e o celebrante é autoridade diplomática do Brasil.


Este casamento deverá ser registrado posteriormente no brasil, no prazo de 180 dias contados do
retorno de um ou ambos os cônjuges no país.

Impedimentos:
são restrições impostas pela lei tendo em vista questões de ordem moral e de proteção à familia e
que atingem todas as pessoas, se o casamento vier a ser realizado mesmo existindo impedimento o
casamento é nulo ( nulidade absoluta) art. 1521 e incisos – considerações:

parentes colaterais – não descendem uns dos outros, mas descendem de um mesmo tronco comum.
So vai até o quarto grau, se passar (5º grau) são estranhos. Passou do 4º grau pode casar.]irmao
unilateral : irmão por parte de pai por parte de mae.

Parentes afins – aquele que liga o cônjuge aos parentes do outro cônjuge.

Se divorcia da esposa não é mais parente da cunhada, mas continua parente da sogra.

Não podem se casar pai adotivo com filhos adotivo.

Parentes colaterais - Não descendem uns dos outros mas descente do mesmo tronco comum.

Bisavo joaoa
tio avo(maria – avô (pedro)
sobrinho neto (joaquim) pai paulo tio luiza
3 filhos
marcos paulojr josefa
carla e carlos amanda carla
marcos paulojr e josefa são parentes comum descendem do mesmo tronco (paulo)

irmaos linha colateral


tio esobrinhha linha colateral
tio avo e sobrinho neto linha coolateral
linha colateral como contar os graus =
soe pela linha comum e desce do outro lado
joao e maria são irmaos de linha colateral – são parentes de 2º grau.

Pai
joão e maria irmãos ( não descendem uns dos outros mas de um tronco comum)sao parentes de 2º grau.
João teve uma filha Luiza – Luiza é parente de 3º grau de maria ( maria é sua tia)
Luiza teve filo pedro – por não descender uns dos outros são colateral – parente de 4º grau – ele é um
sobrinho neto.
A maria teve filho marcos – o parentesco entre Luiza e marcos – não descendem um dos outros – são
colaterais – 4º grau.
Pedro e marcos – são colaterais – 5º grau. So que parentesco colateral so vai ate o 4º grau.
Não podem casar
1. os irmãos unilaterais ou bilaterais – irmãos são colaterais de 2 grau.
Unilateral – só por parte de um dos pais
bilateral – irmão por parte de pai e mãe.
2. Parentesco ate grau não podem casar ( primos podem se casar)
decreto 3200/41 – código civil 1941- permitindo o casamento de parentesco de 3 grau desde que
realizado exame pré-nupcial – em relação consangüinidade
código 2002 – novamente proíbe o casamento e não fala nada sobre o decreto. Professor entende que
ainda é aplicado o decreto, por ser lei especial, é permitido desde que realizado o exame pré-nupcial.
A lei posterior geral não revoga por si só a lei anterior especial, salvo se absolutamente incompatível.
3. Adotado com o filho do adotante
4. as pessoas casadas
5. cônjuge sobrevivente com o condenado de homicidio ou tentativa do consorte. O impedimento
exige a condenação transitada em julgado. O homicidio o qual se refere é o doloso.

Obs:
1. o impedimento é verificado até o momento da celebração. Vai viciar o casamento se o
impedimento existia ate o momento da celebração. Se for depois da celebração o casamento é
valido.
2. União estável – pode gerar algum tipo de impedimento matrimonial ? Depende, apesar de não
ser casado, portanto não aplica o art.1521 inciso 6 CC, pois só fala pessoa casada. Todavia a
união estável produz parentesco por afinidade. art. 1595 CC. Os impedimento decorrente do
inciso 2art 1522 os afins de linha reta , aplica-se a união estável.

Causa suspensiva do casamento

funcionam para evitar a mistura de patrimônio e proteger o patrimônio de pessoas que tenham seus
bens administrados por terceiros.

Pessoas que não receberam patrimônio que deveria receber. Efeitos causa suspensivas, uma vez
alegadas antes do casamento impedem que a celebração se realize, e se o casamento vier a se realizar
apesar da presença de uma causa suspensiva este casamento é considerado irregular e irá sujeitar os
cônjuges a um sanção, que é a adoção do regime de separação de bens, que passa a ser obrigatória.

Art. 1523 – não devem casar.


Viúva na deve se casar antes da partilha dos bens, para não q não haja problema na partilha de bens
posteriormente.

Presunção de paternidade – o filho concebido durante o período de casamento, presume-se filho, e so o


marido pode alegar paternidade. o legislador prevê que deve haver um período minimo de 10 meses.
Antes deste período ainda é considerado filho do casamento.

João acaba casamento 10 meses ateé aqui ainda é filho de joao.


Maria

art. 1523 parg único.

Se o casamento realizar é valido e o legislador impõe o regime de separação total de bens.

Exceção – solicite ao juiz que não seja observada as causas suspensiva do art. 1523 , desde que os
nubentes provem e a inexistência de prejuízo o para o herdeiro, tutelado, curatelado, outro cônjuge, no
caso do inciso 2 prove inexistência de gravidez ou existência dela.

Oposição ao matrimonio

A oposição ao casamento e o ato da pessoa legitimada por meio do qual são apresentados antes da
celebração impedimentos matrimoniais ou causas suspensiva do casamento. 1529CC.

Quem pode apresentar:


em se tratando de impedimento é qualquer pessoa capaz, bem como, devem alegar os impedimento o
juiz e o oficial de registro.

Causas suspensiva art. 1524 CC.

Procedimento administrativo , uma vez apresentada o casamento não irá se realizar , os nubentes terão
oportunidade de responder e produzir provas, e o juiz decidirá.
Depois de realizado o casamento não cabe mais oposição, será nulo se realizado com infração de
impedimento matrimonial, e irregular sujeito ao regime de separação de bens se realizado com
infração a causa suspensiva.
Superada a causa os nubentes pode de comum acordo, desde que não acarrete prejuízo a 3º , solicitar a
adoção de outro regime de bens levantando a sanção do regime de separação obrigatória.
O impedimento não desaparece nunca num casameno nulo.

Capacidade para casar.

Podem casar todas as pessoas maiores e capazes bem como as emancipadas que se encontrem livres de
curatela .
O pródigo precisa de autorização para casar.
At 1525 inc 2.

podem casar os menores de 18 e maiores de 16 anos, desde que autorizados por seus pais ou
responáveis.
16 anos e considerada idade núbio.
Art. 1519

a autorização dos pais pode se revogada a qualquer tempo e se revogada não haverá casamento,
excepcionalmente pode haver casamento de menores de 16 anos. Art. 1520 CC – gravidez ou para
evitar a imposição de sanção criminal.
As autorizações necessárias: dos pais ou responsáveis, autorização judicial é discutida ( no cod 16
havia autorização expressa necessário a autorização judicial, hj o legislador não fala mais esta
exigência)
o que acontece se casar sem autorização? O casamento e considerado anulável.

Inexistência e nulidade matrimoniais

diferença de sexo, concordância, consentimento e cumprimento de formalidades.


O casamento inexistente não pode produzir efeito jurídico algum. O reconhecimento jurisdicional da
inexistência não está sujeito a prescrição ou decadência, e o casamento inexistente não gera efeito de
casamento putativo.