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AVALIAÇÃO DA INGESTÃO VOLUNTÁRIA DE 3 DIETAS SOBRE O APORTE ENERGÉTICO E NUTRICIONAL PARA CATARINAS (Bolborhynchus lineola) EM CRIATÓRIO COMERCIAL

Werneck, G.R. 1 ; Rocha, C. 2 ; Félix, A.P. 2 ; Carneiro, L.A. 3 ; Moreno, T.B. 4 ; Pedroso, E.L. 5 Mestrando em Zootecnia, UFPR 1 ; Professora do Departamento de Zootecnia, UFPR 2 ; Zootecnista, Zoo Pomerode 3 ; Acadêmica de Graduação em Zootecnia, UFPR 4 ; Acadêmico de Agronomia, UFSC 5 gabrielwerneck@zootecnista.com.br Palavras chave: Formulação; Nutrição; Psitacídeos.

A realidade é que muitas dietas fornecidas para psitacídeos em cativeiro são deficientes em um ou mais nutrientes essenciais (1). Dieta à base de sementes, em especial o girassol, que é muito palatável, altamente energético e rico em gordura, e de maneira geral, pobre em vitaminas e minerais (2). No entanto, também são fornecidas rações comerciais específicas para psitacídeos. O fornecimento de quantidades maiores do que a necessidade de ingestão diária propicia que os animais selecionem apenas os mais palatáveis (3), acarretando no desbalanceamento nutricional da dieta, predispondo a ocorrência de doenças nutricionais (1). O objetivo do trabalho foi avaliar a ingestão voluntária de 3 dietas comumente utilizadas na criação de psitacídeos sobre o aporte energético e nutricional: T1-ração extrusada para psitacídeos, T2-mistura comercial de sementes, T3-100% de semente de girassol. O experimento foi conduzido no Laboratório de Criação e Incubação de Animais Alternativos, Silvestres e Exóticos/LACRIAS/Setor de Ciências Agrárias/UFPR. Utilizaram-se 21 casais, peso médio de 50g, distribuídos em três tratamentos com sete repetições cada, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, com duração de 4 meses equivalente há 4 períodos. As aves foram alojadas em gaiolas do tipo voadeira, confeccionadas em arame galvanizado, medindo 60x60x45cm, equipadas com ninho de madeira, um comedouro, um bebedouro tipo nipple e outro de porcelana com capacidade de 300 ml. A alimentação e água foram ofertadas ad libitum. No entanto, a necessidade de energia em manutenção (NEM) para esses pequenos psitacídeos foi de 21 kcal/dia de acordo com a fórmula: NEM=200x(Peso Vivo, kg)^ 0,75 . As médias de ingestão diária voluntária das dietas T1, T2 e T3 por animal foram de 6,8, 7,8 e 9,0 gramas em base de matéria natural respectivamente. Resultando no aporte energético de 23,3, 24,6 e 43,5 kcal/dia. Algumas necessidades nutricionais para psitacídeos em manutenção foram recomendadas pela AFFCO (1998), como 3200-4200 kcal/kg de Energia Bruta (EB), 12% Proteína Bruta (PB), 0,3-1,2 % Ca, 0,3 % Fósforo (P) e 8000 UI/kg de Vitamina A. Em seguida, foram comparados estes com a composição da formulação e com resultados do aporte nutricional e energético das dietas ingeridas. A composição das dietas T1, T2 e T3 em base de matéria seca foram respectivamente: EB (3.706; 3.541; 5.201 kcal/kg), PB (19,36%, 16,07%; 18,52%), EE (11,07%, 10,92% e 38,94%), Ca (0,71%; 0,17%; 0,38%), P (0,57%; 0,33%; 0,51%) e Vitamina A (14.732,97; 0; 0 UI/kg). Conclui-se que os animais consumiram quantidades semelhantes de ração extrusada e mistura de sementes suprindo um pouco acima das exigências energéticas, sendo válido devido a variável grau de atividade e gasto energético. Com exceção do girassol, que forneceu o dobro da necessidade de energia em manutenção e o triplo de gordura. Todavia, as sementes em geral, são deficientes em vitaminas e minerais, e ricas em energia e gordura, podendo em médio-longo prazo levar a casos de obesidade, fígado gorduroso e hipovitaminoses. Recomenda-se a adoção de rações comerciais específicas para psitacídeos, que são completas e balanceadas em nutrientes, atentando-se no momento da compra para qual espécie e tamanho.

REFERÊNCIAS:

ULLREY, D. E.; ALLEN, M. E.; BAER, D. J. Formulated diets versus seed mixtures for psittacines. Journal

of Nutrition, v. 121, n. 11S, p. 193-205, 1991. (2) CARCIOFI, A.C. Contribuição ao estudo da alimentação da arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus, Psittacidae, aves) no Pantanal. I Análise da química do acuri (Scheelea phalerata) e da bocaiuva (Acronimia aculeata). II Aplicabilidade do método de indicadores naturais para o cálculo da digestibilidade. III Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2000. (3) ROSSKOPF, W. J.; WOERPEL, R. W. Pet avian conditions and syndromes of the most frequently presented species seen in practice. Veterinary Clinics of North America, Small Animal Practice. v. 21, n. 6, p. 1189- 211, 1991.

(1)