Вы находитесь на странице: 1из 132
Matéria:
Matéria:
PACOTES
PACOTES
DIREITO ADMINISTRATIVO
DIREITO
ADMINISTRATIVO

Pacote MPU 2010

Autor:

Alexandre José Granzotto

Título:

Noções de Direito Administrativo

Conhecimentos Básicos

Série

Pacotes
Pacotes
Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

CONTEÚDO

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO.

1.

Administração pública: princípios básicos.

2.

Poderes administrativos: poder vinculado; poder discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; poder regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder.

3.

Serviços Públicos: conceito e princípios.

4.

Ato administrativo: conceito, requisitos e atributos; anulação, revogação e convalidação; discricionariedade e vinculação.

5.

Contratos administrativos: conceito e características.

6.

Lei nº 8.666/93 e alterações.

7.

Servidores públicos: cargo, emprego e função públicos.

8.

Lei nº 8.112/90 (regime jurídico dos servidores públicos civis da União) e alterações: Das disposições preliminares; Do provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição. Dos direitos e vantagens: do vencimento e da remuneração; das vantagens; das férias; das licenças; dos afastamentos; das concessões de tempo de serviço; do direito de petição. Do regime disciplinar: dos deveres e proibições; da acumulação; das responsabilidades; das penalidades; do processo administrativo disciplinar.

9.

Processo administrativo (Lei nº 9.784/99).

10.

Lei nº 8.429/92: das disposições gerais; dos atos de improbidade administrativa.

IMPORTANTE:

Este material foi elaborado tomando por base o Edital do Concurso para Analista e Técnico do Ministério Púiblico Federal (MPU), publicado em 30/06/2010, estando atualizado até a data de sua publicação.

Site ResumosConcursos Julho / 2010

2

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: PRINCÍPIOS BÁSICOS

O Direito Administrativo consagra a supremacia do interesse público sobre o particular, mas essa supremacia só é legítima na medida em que os interesses públicos são atendidos.

Exige proporcionalidade entre os meios de que se utilize a Administração e os fins que ela tem que alcançar. Agir com lógica, razão, ponderação. Atos discricionários.

1.2.

PRINCÍPIOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO

A Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,

do Distrito Federal e dos Municípios

aos princípios de legalidade,

impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

OBEDECERÁ

Supremacia do Interesse Público:

é

o

princípio

que

determina

privilégios

jurídicos e um patamar de superioridade do interesse público sobre o particular;

Indisponibilidade do interesse Público:

limita a supremacia; o interesse público

não pode ser livremente disposto pelo administrador que, NECESSARIAMENTE, deve atuar nos limites da lei.

Sendo o interesse público indisponível, por conseqüência, não pode ser objeto de:

1) renúncia; 2) transação; 3) alienação; ou 4) ônus ou gravame.

Interesse

Público

Primário:

Interesse da coletividade, de todos, da sociedade. O real interesse público.

Secundário: Interesse da administração pública na condição de pessoa jurídica. Somente podem ser perseguidos quando coincidentes com os interesses primários.

PRINCÍPIOS INFORMATIVOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO (art. 37, caput, CF)

.L

I

M

P

E.

3

mnemônico

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

A. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE ( L )

todos os atos da Administração têm que estar em conformidade com os princípios legais.

Este princípio observa não só as leis, mas também os regulamentos que contém as normas administrativas contidas em grande parte do texto Constitucional. Quando a Administração Pública se afasta destes comandos, pratica atos ilegais, produzindo, por conseqüência, atos nulos e respondendo por sanções por ela impostas (Poder Disciplinar). Os servidores, ao praticarem estes atos, podem até

ser demitidos.

Vinculado, originalmente, à noção de administração burocrática.

a) em relação aos PARTICULARES:

podem fazer tudo o que a lei não proíbe

(autonomia da vontade). Só a lei pode obrigar as pessoas. O silêncio da lei

representa permissão. Logo, a Administração não pode, por meio administrativo, conceder direitos ou criar obrigações aos administrados.

de ato

b) em relação à ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:

só pode fazer o que a lei permite. A

vontade da Administração é a que decorre de lei. O ato administrativo é, necessariamente, infralegal. A lei ou autoriza ou determina uma conduta administrativa. O silêncio da lei representa proibição.

Um administrador de empresa particular pratica tudo aquilo que a lei não proíbe. Já o administrador público, por ser obrigado ao estrito cumprimento da lei e dos regulamentos, só pode praticar o que a lei permite. É a lei que distribui competências aos administradores.

O que a lei não proíbe expressamente está implicitamente proibido;

Existe relação de subordinação com a lei;

B. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE ( I )

Surgiram duas correntes para definir “impessoalidade”:

Impessoalidade relativa aos administrados:

segundo esta corrente, a Administração só

pode praticar atos impessoais se tais atos vão propiciar o bem comum (a coletividade).

A explicação para a impessoalidade pode ser buscada no próprio texto Constitucional através de uma interpretação sistemática da mesma. Por exemplo, de acordo com o art. 100 da CF, “à exceção dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos pela

Não se

Fazenda

pode pagar fora desta ordem, pois, do contrário, a Administração Pública estaria praticando ato de impessoalidade;

far-se-ão

na ordem cronológica de apresentação dos precatórios

4

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Direito Administrativo Autor: Alexandre José Granzotto atos impessoais se originam da Administração, não

atos

impessoais se originam da Administração, não importando quem os tenha praticado. Esse princípio deve ser entendido para excluir a promoção pessoal de autoridade ou serviços públicos sobre suas relações administrativas no exercício de fato, pois, de acordo com os que defendem esta corrente, os atos são dos órgãos e não dos agentes públicos;

Impessoalidade relativa à Administração :

segundo

esta

corrente,

os

C. PRINCÍPIO DA MORALIDADE ( M )

este

relacionado com os próprios atos dos cidadãos comuns em seu convívio com a comunidade, ligando-se à moral e à ética administrativa, estando esta última sempre presente na vida do administrador público, sendo mais rigorosa que a ética comum.

está diretamente

princípio

Por exemplo, comete ATO IMORAL o Prefeito Municipal que empregar a sua verba de representação em negócios alheios à sua condição de Administrador Público, pois, É SABIDO QUE O ADMINISTRADOR PÚBLICO TEM QUE SER HONESTO, TEM QUE TER PROBIDADE E, QUE TODO ATO ADMINISTRATIVO, ALÉM DE SER LEGAL, TEM QUE SER MORAL, sob pena

de sua nulidade.

Vinculado, originalmente, à noção de administração burocrática.

Nos casos de IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, os governantes podem ter suspensos os seus direitos políticos, além da perda do cargo para a Administração, seguindo-se o ressarcimento dos bens e a nulidade do ato ilicitamente praticado. Há um sistema de fiscalização ou mecanismo de controle de todos os atos administrativos praticados. Por exemplo, o Congresso Nacional exerce esse controle através de uma fiscalização contábil externa ou interna sobre toda a Administração Pública.

D. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE ( P )é a divulgação oficial do ato da Administração para a ciência do público em geral, com efeito de iniciar a sua atuação externa, ou seja, de gerar efeitos jurídicos. Esses efeitos jurídicos podem ser de direitos e de obrigações.

Por exemplo, o Prefeito Municipal, com o objetivo de preencher determinada vaga existente na sua Administração, NOMEIA ALGUÉM para o cargo de Procurador Municipal. No entanto, para que esse ato de nomeação tenha validade, ELE DEVE SER PUBLICADO. E após a sua publicação, o nomeado terá 30 dias para tomar posse. Esse princípio da publicidade é uma generalidade. Todos os atos da Administração têm que ser públicos.

5

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

A PUBLICIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS sofre as seguintes exceções:

Nos casos de segurança nacional:

seja ela de origem militar, econômica, cultural

Nestas situações, os atos não são tornados públicos. Por exemplo, os órgãos de

etc

espionagem não fazem publicidade de seus atos;

Nos casos de investigação policial:

(só a ação penal que é pública);

onde o Inquérito Policial é extremamente sigiloso

Nos casos dos atos internos da Adm.Pública:

coletividade, não há razão para serem públicos.

nestes, por não haver interesse da

Por outro lado, embora os processos administrativos devam ser públicos, a publicidade se restringe somente aos seus atos intermediários, ou seja, a determinadas fases processuais.

Por outro lado, a Publicidade, ao mesmo tempo em que inicia os atos, também possibilita àqueles que deles tomam conhecimento, de utilizarem os REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS contra eles. Assim, com base em diversos incisos do art. 5° da CF, o interessado poderá se utilizar:

do Direito de Petição;

do Mandado de Segurança;

da Ação Popular;

Habeas Data;

Habeas Corpus.

A publicidade dos atos administrativos é feita tanto na esfera federal (através do Diário Oficial Federal) como na estadual (através do Diário Oficial Estadual) ou municipal (através do Diário Oficial do Município). Nos Municípios, se não houver o Diário Oficial Municipal, a publicidade poderá ser feita através dos jornais de grande circulação ou afixada em locais conhecidos e determinados pela Administração.

Por último, a Publicidade deve ter objetivo educativo, informativo e de interesse social, NÃO PODENDO SER UTILIZADOS SÍMBOLOS, IMAGENS ETC. que caracterizem a promoção pessoal do Agente Administrativo.

E.

PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA ( E )Exige resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades dos administrados (público). Trata-se de princípio meramente retórico. É possível, no entanto, invocá-lo para limitar a discricionariedade do Administrador, levando-o a escolher a melhor opção.

6

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Eficiência

é a obtenção do melhor resultado com o uso racional dos meios.

Atualmente, na Administração Pública, a tendência é prevalência do controle de resultados sobre o controle de meios.

Vinculado, originalmente, à noção de administração gerencial.

F. AUTOTUTELA A Administração tem o dever de zelar pela legalidade e eficiência dos seus próprios atos. É por isso que se reconhece à Administração o poder e dever de anular ou declarar a nulidade dos seus próprios atos praticados com infração à Lei.

A Administração não precisa ser provocada ou recorrer ao Judiciário para reconhecer a nulidade dos seus próprios atos;

A Administração pode revogar os atos administrativos que não mais atendam às finalidades públicas – sejam inoportunos, sejam inconvenientes – embora legais.

Em suma, a autotutela se justifica para garantir à Administração: a defesa da legalidade e eficiência dos seus atos; nada mais é que um autocontrole;

G. SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO

Os

supremacia sobre os interesses individuais; é a essência do regime jurídico administrativo.

públicos têm

interesses

Relacionado com a impessoalidade relativa à Administração, este princípio orienta que as normas administrativas têm que ter SEMPRE como OBJETIVO o INTERESSE PÚBLICO.

Assim, se o agente público pratica atos em conformidade com a lei, encontra- se, indiretamente, com a finalidade, que está embutida na própria norma. Por exemplo, em relação à finalidade, uma reunião, um comício ou uma passeata de interesse coletivo, autorizadas pela Administração Pública, poderão ser dissolvidos, se tornarem violentas, a ponto de causarem problemas à coletividade (desvio da finalidade).

Nesse caso, quem dissolve a passeata, pratica um ato de interesse público da mesma forma que aquele que a autoriza. O desvio da finalidade pública também pode ser encontrado nos casos de desapropriação de imóveis pelo Poder Público, com finalidade pública, através de indenizações ilícitas;

7

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

H. ESPECIALIDADE Decorre a descentralização da prestação dos serviços públicos, com vistas à especialização de funções oferecidas ao cidadão.

I. HIERARQUIA Os órgãos da Administração Pública são estruturadas de tal forma que se cria uma relação de coordenação e subordinação entre uns e outros, cada qual com atribuições definidas na lei. Decorre, para a Administração:

Rever os atos dos subordinados;

Delegar e avocar atribuições; e

Punir.

E para o subordinado: surge o dever de obediência.

J.

INDISPONIBILIDADE

Os bens e interesses públicos são indisponíveis, não pertencem à Administração, tampouco a seus agentes públicos. São vedados ao administrador público quaisquer atos que impliquem renúncia de direitos da Administração ou que injustificadamente onerem a sociedade.

K.

RAZOABILIDADE

Os poderes concedidos à Administração devem ser exercidos na medida necessária ao atendimento do interesse coletivo, sem exageros.

O Direito Administrativo consagra a supremacia do interesse público sobre o particular, mas essa supremacia só é legítima na medida em que os interesses públicos são atendidos.

L.

CONTROLE OU TUTELA A Administração Pública Direta fiscaliza as atividades dos referidos entes (Adm. Indireta) com o objetivo de garantir a observância de suas finalidades institucionais.

8

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

M. CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS O serviço público destina-se a atender necessidades sociais. É com fundamento nesse princípio que nos contratos administrativos não

invocada,

pelo

particular,

a

exceção

do

contrato

não

cumprido.

Nos contratos civis bilaterais pode-se invocar a exceção do contrato não cumprido para se eximir da obrigação.

Hoje, a legislação já permite que o particular invoque a exceção de contrato não cumprido – Lei 8666/93 – Contratos e Licitações, apenas no caso de atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos pela Administração.

A exceção do contrato não cumprido é deixar de cumprir a obrigação em virtude da outra parte não ter cumprido a obrigação correlata.

N. MOTIVAÇÃO

É a obrigação conferida ao administrador de motivar todos os atos que edita, sejam gerais, sejam de efeitos concretos.

É considerado, entre os demais princípios, um dos mais importantes, uma vez que sem a motivação não há o devido processo legal, pois a fundamentação surge como meio interpretativo da decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo verdadeiro meio de viabilização do controle da legalidade dos atos da Administração.

Motivar significa:

Mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso concreto;

Relacionar os fatos que concretamente levaram à aplicação daquele dispositivo legal.

Todos os atos administrativos devem ser motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua legalidade. Para efetuar esse controle, devem ser observados os motivos dos atos administrativos.

9

se

permite

que

seja

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

O. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE Os atos da Administração presumem-se legítimos, até prova em contrário (presunção relativa ou juris tantum – ou seja, pode ser destruída por prova contrária.)

Exige proporcionalidade entre os meios de que se utilize a Administração e os fins que ela tem que alcançar. Agir com lógica, razão, ponderação. Atos discricionários.

10

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Princípios Gerais

Características

 
 

na atividade particular tudo o que não está proibido é permitido; na

Legalidade

Administração Pública tudo o que não está permitido é proibido. O administrador está rigidamente preso à lei e sua atuação deve ser confrontada com a lei.

 
 

o administrador deve orientar-se por critérios objetivos, não fazer

 

Impessoalidade

distinções com base em critérios pessoais. Toda atividade da Adm. Pública deve ser praticada tendo em vista a finalidade pública.

 
 

o dever do administrador não é apenas cumprir a lei formalmente,

 

Moralidade

mas cumprir substancialmente, procurando sempre o melhor resultado

para a administração.

 
 
 

Requisito da eficácia e moralidade, pois é através da divulgação

 

Publicidade

oficial dos atos da Administração Pública que ficam assegurados o seu cumprimento, observância e controle.

 
 

é a obtenção do melhor resultado com o uso racional dos meios.

 

Eficiência

Atualmente, na Adm. Pública, a tendência é prevalência do controle de resultados sobre o controle de meios.

Supremacia do Interesse Público

O interesse público tem SUPREMACIA sobre o interesse individual;

Mas essa supremacia só é legítima na medida em que os interesses públicos são atendidos.

Presunção de

Legitimidade

Os atos da Administração presumem-se

legítimos, até prova em

contrário (presunção relativa ou juris tantum – ou seja, pode ser

destruída por prova contrária.)

 

Toda atuação do administrador se destina a atender o interesse

 

Finalidade

público e garantir a observância das finalidades institucionais por parte

 

das entidades da Administração Indireta.

 
 

a autotutela se justifica para garantir à Administração: a defesa da

 

Auto-Tutela

legalidade e eficiência dos seus atos; nada mais é que um autocontrole SOBRE SEUS ATOS.

 
 

O serviço público destina-se a atender necessidades sociais. É com

Continuidade do Serviço Público

fundamento nesse princípio que nos contratos administrativos não se permite que seja invocada, pelo particular, a exceção do contrato não

 

cumprido. Os serviços não podem parar!

 
 

Os poderes concedidos à Administração devem ser exercidos na medida necessária ao atendimento do interesse coletivo, SEM EXAGEROS.

Razoabilidade

 

11

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

QUESTÕES DE CONCURSOS

01 - (Auditor-Fiscal da Receita Federal/2003) - O estudo do regime jurídico- administrativo tem em Celso Antônio Bandeira de Mello o seu principal autor e formulador. Para o citado jurista, o regime jurídico-administrativo é construído, fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais os demais decorrem. Para ele, estes princípios são:

a)

indisponibilidade do interesse público pela Administração e supremacia do interesse público sobre o particular.

b)

legalidade e supremacia do interesse público.

c)

igualdade dos administrados em face da Administração e controle jurisdicional dos atos administrativos.

d)

obrigatoriedade do desempenho da atividade pública e finalidade pública dos atos da Administração.

e)

legalidade e finalidade.

02

- (Especialista MPOG/2002) – Em relação ao regime jurídico-administrativo, é

FALSO afirmar:

a)

abrange exclusivamente as pessoas jurídicas de direito público.

b)

caracteriza-se pela verticalidade e unilateralidade da relação jurídica entre Estado e administrado.

c)

ampara a presunção de legitimidade dos atos administrativos.

d)

impõe condicionamento ao exercício do poder discricionário da Administração.

e)

aplica-se exclusivamente no âmbito do Poder Executivo.

03

- (Auditor-Fiscal do Trabalho - MTE- 2003) - O regime jurídico administrativo

consiste em um conjunto de princípios e regras que balizam o exercício das atividades da Administração Pública, tendo por objetivo a realização do interesse público. Vários institutos jurídicos integram este regime. Assinale, entre as situações abaixo, aquela que não decorre da aplicação de tal regime.

a) Cláusulas exorbitantes dos contratos administrativos.

b) Auto-executoriedade do ato de polícia administrativa.

c) Veto presidencial a proposição de lei.

d) Natureza estatutária do regime jurídico prevalente do serviço público.

e) Concessão de imissão provisória na posse em processo expropriatório.

04 - (Procurador do BACEN/2002) – Tratando-se de relação jurídico-administrativa, assinale a opção falsa.

a) Nesta relação, uma das partes está em posição de supremacia em relação à outra.

12

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

b) A presunção de legitimidade dos atos administrativos decorre da natureza desta relação.

c) Para se configurar essa relação, basta que uma das partes seja pessoa jurídica integrante da Administração Pública Direta ou Indireta.

d) O fundamento da ação administrativa nesta relação é, necessariamente, a realização do interesse público.

e) Um ato de gestão de pessoal de uma fundação pública de direito público, quanto ao seu servidor, insere-se nesta relação.

05 - (Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Paraná/2002) - Tratando-se do regime jurídico-administrativo, assinale a afirmativa falsa.

a)

O regime jurídico-administrativo é entendido como um conjunto de regras e princípios que informa a atuação do Poder Público no exercício de suas funções de realização do interesse público.

b)

Por decorrência do regime jurídico-administrativo, não se tolera que o Poder Público celebre acordos judiciais, ainda que benéficos, sem a expressa autorização legislativa.

c)

A aplicação do regime jurídico-administrativo autoriza que o Poder Público execute ações de coerção sobre os administrados sem a necessidade de autorização judicial.

d)

As relações entre entidades públicas estatais, de mesmo nível hierárquico, não se vinculam ao regime jurídico-administrativo, em virtude de sua horizontalidade.

e)

O regime jurídico-administrativo deve pautar a elaboração de atos normativos administrativos, bem como a execução de atos administrativos e ainda a sua respectiva interpretação.

06

-

Na Administração Particular é licito fazer tudo o que a lei não proíbe; na

Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza, regra esta que compõe o princípio básico da:

a) Legalidade

b) Moralidade

c) Finalidade

d) Impessoalidade

e) Publicidade

GABARITO 01 - A 02 - E 03 - C 04 - C 05 -
GABARITO
01 - A
02 - E
03 - C
04 - C
05 - D
06 - A

13

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

2. PODERES ADMINISTRATIVOS:

Poder vinculado; poder discricionário; poder hierárquico; poder disciplinar; poder regulamentar; poder de polícia; uso e abuso do poder.

2.1. PODERES

Vinculado:

Quando a lei confere à Administração Pública poder para a prática de determinado ato, estipulando todos os requisitos e elementos necessários à sua validade. Preso ao enunciado da Lei.

Discricionário:

Quando o Direito concede à Administração, de modo explícito ou implícito, poder para prática de determinado ato com liberdade de escolha de sua conveniência e oportunidade (Mérito Administrativo). Isto é, liberdade nos limites da Lei; Agir com razoabilidade; Existe uma gradação.

Hierárquico:

É o meio de que dispõe a Administração Pública para distribuir e escalonar as funções dos órgãos públicos; estabelecer a relação de subordinação entre seus agentes; e ordenar e rever a atuação de seus agentes. Escalonar, controlar e coordenar os serviços; rever os atos praticados pelos subordinados.

Disciplinar

: É conferido à Administração para apurar infrações e aplicar penalidades

 

funcionais (previstas em lei) a seus agentes e demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa, como é o caso das que por ela são contratados. É assegurada ampla defesa e o contraditório.

Esse poder não abrange a aplicação de sanções aos particulares em geral, limitando-se seus efeitos “interna corporis”, ou seja, no âmbito interno da Administração.

Normativo:

Embora a atividade normativa caiba predominantemente ao Legislativo, nele não se exaure, cabendo ao Executivo expedir regulamentos e outros atos

 

normativos de caráter geral e de efeitos externos. É inerente (próprio) ao Poder Executivo. É indelegável.

Os atos administrativos normativos não podem contrariar a lei, criar direitos, impor obrigações ou penalidades, pois “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei” (Princípio da Legalidade).

14

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

PODER DE POLÍCIA: É a atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando direitos, interesses ou liberdades individuais, regula a prática do ato ou abstenção de fato, em razão do interesse público. É aplicado aos particulares (operatividade externa). Aplicado em defesa dos interesses públicos. Deve ter previsão legal. o Em outras palavras, é toda a atividade administrativa limitadora do exercício de direitos individuais, em prol do interesse coletivo. Essas limitações recaem sobre a liberdade e a propriedade dos indivíduos.

Segmentos

Policia Administrativa

Policia Judiciária

Limitações do Poder de Policia

= incide sobre bens, direitos e atividades;

= é regida pelo Direito Administrativo;

= preventiva, age ‘ante factum’.

= incide sobre as pessoas;

= destina-se à responsabilização penal;

= repressiva, age ‘pós factum’.

Necessidade o Poder de policia só deve ser adotado para evitar ameaças reais ou prováveis de pertubações ao interesse público;

Proporcionalidade é a exigência de uma relação entre a limitação ao direito individual e o prejuízo a ser evitado;

Eficácia

público.

a medida deve ser adequada para impedir o dano ao interesse

Atributos do Poder de Policia

Discricionariedade Consiste na livre escolha, pela Administração Pública, dos meios adequados para exercer o poder de policia, bem como, na opção quanto ao conteúdo, das normas que cuidam de tal poder.

Auto-Executoriedade Possibilidade efetiva que a Administração tem de proceder ao exercício imediato de seus atos, sem necessidade de recorrer, previamente, ao Poder Judiciário.

15

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Coercibilidade É a imposição imperativa do ato de policia a seu destinatário, admitindo-se até o emprego da força pública para seu normal cumprimento, quando houver resistência por parte do administrado.

Atividade Negativa Tendo em vista o fato de não pretender uma atuação dos particulares e sim sua abstenção, são lhes impostas obrigações de não fazer.

Poderes

 

Características Básicas

 

Administrativos

 
 

Poder para a prática de determinado ato, estipulando todos os requisitos e

Vinculado

elementos necessários à sua validade.

 
 
 

Poder para a prática de determinado ato, com liberdade de escolha de sua

Discricionário

conveniência e oportunidade. Existe uma gradação.

 
 
 

Cabe ao Executivo expedir regulamentos e outros atos de caráter geral e

Normativo

de efeitos externos. É inerente ao Poder Executivo

 
 
 

Distribuir e escalonar as funções dos órgãos públicos;

estabelecer a

Hierárquico

relação de subordinação entre seus agentes;

 
 
 

Apurar infrações e aplicar penalidades funcionais a seus agentes e

Disciplinar

demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa

 
 
 

Limita ou disciplina direitos, interesses ou liberdades individuais; regula a

Poder de Polícia

prática do ato ou abstenção de fato, em razão do interesse público. É aplicado

 

aos particulares.

 

2.2. USO E ABUSO DE PODER

O poder da autoridade pública tem limites e forma legal de utilização, não podendo ser desvirtuado para o arbítrio e o favoritismo, numa afronta aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública. “O poder deve ser usado sem abuso, segundo as normas legais, de acordo com a moralidade e as exigências do interesse público”.

O uso do poder é lícito; o abuso, sempre ilícito. Daí porque todo ato abusivo é nulo, por excesso ou desvio do poder. São formas de abuso de poder: o excesso de poder, o desvio de finalidade e a omissão.

a) Excesso de poder

Ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, vai além do permitido e exorbita de suas faculdades administrativas. Fica configurado o crime de abuso de autoridade, previsto na Lei 4.898/65.

16

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

b) Desvio de finalidade

Verifica-se quando a autoridade, embora atuando nos limites de sua competência, pratica o ato por motivos ou fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. Ex: quando uma autoridade decreta uma desapropriação alegando utilidade pública mas visando, na realidade, a satisfazer interesse pessoal ou favorecer algum particular.

c) Omissão da Administração

A inércia da Administração, retardando ato ou fato que deve praticar, caracteriza, também, abuso de poder, que enseja correção judicial e indenização ao prejudicado.

Responsabilidade por atos de

abuso de poder

– São

extrajudiciais para combater o abuso de poder:

mecanismos judiciais

e

o mandado de segurança, utilizado para corrigir atos ilegais ou praticados com

abuso de poder por autoridade pública, na forma do art. 1º da Lei 1.533/51;

o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa direitos ou contra ilegalidade

ou abuso de poder (CF, art. 5º, XXXIV, a); e

a punição nos termos da Lei 4.898/65, que regula o direito de representação e o

processo de responsabilidade administrativa, civil e penal, nos casos de abuso de autoridade

QUESTÕES DE CONCURSOS

01 - (Analista MPU/2004 – Área Processual) - Com referência à discricionariedade, assinale a afirmativa verdadeira.

a) A discricionariedade manifesta-se, exclusivamente, quando a lei expressamente confere à administração competência para decidir em face de uma situação concreta.

b) O poder discricionário pode ocorrer em qualquer elemento do ato administrativo.

c) É possível o controle judicial da discricionariedade administrativa, respeitados os limites que são assegurados pela lei à atuação da administração.

d) O princípio da razoabilidade é o único meio para se verificar a extensão da discricionariedade no caso concreto.

e) Pela moderna doutrina de direito administrativo, afirma-se que, no âmbito dos denominados conceitos jurídicos indeterminados, sempre ocorre a discricionariedade administrativa.

17

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

02 - (Procurador BACEN/2001) – Em relação ao poder de polícia administrativa,

assinale a opção correta.

a)

O âmbito de sua abrangência está limitado à área de segurança dos cidadãos.

b)

Somente ocorre em caráter preventivo.

c)

Submete-se ao princípio da proporcionalidade, de forma a evitar abusos por parte da Administração.

d)

Denomina-se coercibilidade a coerção por meios diretos, para compelir o administrado a observar o ato de polícia.

e)

O ato de polícia é sempre um ato discricionário.

03

- (Defensor Público Ceará/2002) - Quanto ao Poder de Polícia Administrativa,

pode-se afirmar, corretamente:

a)

pode ser imposto coercitivamente pela Administração Pública e abrange genericamente as atividades, propriedades e os monopólios fiscais.

b)

caracteriza-se, normalmente, pela imposição de abstenções aos particulares.

c)

manifesta-se somente através de atos normativos gerais.

d)

objetiva impedir ou paralisar atividades anti-sociais e responsabilizar os violadores da ordem jurídica.

04

- (Procurador do BACEN/2002) – Conforme a doutrina, o poder de polícia

administrativa não incide sobre:

a) direitos

b) pessoas

c) bens

d) atividades

e) liberdades

05 - (AFRF/2003) Tratando-se de poder de polícia, sabe-se que podem ocorrer

excessos na sua execução material, por meio de intensidade da medida maior que a necessária para a compulsão do obrigado ou pela extensão da medida ser maior que a necessária para a obtenção dos resultados licitamente desejados. Para limitar tais excessos, impõe-se observar, especialmente, o seguinte princípio:

a) legalidade

b) finalidade

c) proporcionalidade

d)

moralidade

e)

contraditório

06

- (Agente Tributário Estadual - ATE – MS/2001) - O atributo do poder de polícia

pelo qual a Administração impõe uma conduta por meio indireto de coação

denomina-se:

a) exigibilidade

18

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

b)

imperatividade

c)

auto-executoriedade

d)

discricionariedade

e)

proporcionalidade

07

- (Analista de Compras da Prefeitura do Recife – 2003) - O exercício do poder de

polícia não é, na sua essência, condizente nem compatível com a prática de ato administrativo que seja do tipo

a) enunciativo

b) negocial

c)

normativo

d)

ordinatório

e)

punitivo

08

- (Auditor do Tribunal de Contas do Estado do Paraná/2002) - A recente Emenda

Constitucional nº 32, de 2001, à Constituição Federal, autorizou o Presidente da República, mediante Decreto, a dispor sobre:

a)

criação ou extinção de órgãos públicos.

b)

extinção de cargos públicos, quando ocupados por servidores não-estáveis.

c)

funcionamento da administração federal, mesmo quando implicar aumento de despesa.

d)

fixação de remuneração de quadros de pessoal da Administração Direta.

e)

extinção de funções públicas, quando vagas.

09

- (Analista MPU/2004 – Área Controle Interno) - Uma autoridade administrativa,

titular do órgão central de determinado sistema, que expede instruções, para

disciplinar

desconcentradas,

exercendo, tipicamente, um poder

ato

suas unidades

o

funcionamento

objetivando

interno

coordenar

dos

serviços,

de

atividades

comuns

estará

nesse

a)

hierárquico.

b)

disciplinar.

c)

de polícia.

d)

regulamentar.

e)

vinculado.

10

- (Oficial de Chancelaria – MRE/2002) – O poder de comando, que autoriza o

titular de um órgão a expedir determinações gerais ou específicas a determinados subalternos, sobre cujas atividades mantém permanente autoridade, quanto ao modo de executar certos serviços, comporta-se mais propriamente no campo da (do)

a) descentralização administrativa.

b) poder disciplinar.

c) poder hierárquico.

d) poder regulamentar.

19

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

e)

poder de polícia.

11

- (Técnico da Receita Federal/2003) - O ato de autoridade administrativa que

a servidor seu subordinado, pela

inobservância de um determinado dever funcional, estará contido no contexto, particularmente, do exercício regular de seu poder

aplica

uma

penalidade

de

advertência

a)

discricionário e de polícia.

b)

discricionário e de império.

c)

disciplinar e hierárquico.

d)

regulamentar e de polícia.

e)

vinculado e de gestão.

12

- (Analista de Finanças e Controle - AFC/CGU - 2003/2004) - Uma determinada

autoridade administrativa, de um certo setor de fiscalização do Estado, ao verificar que o seu subordinado havia sido tolerante com o administrado incurso em infração regulamentar, da sua área de atuação funcional, resolveu avocar o caso e agravar a penalidade aplicada, no uso da sua competência legal, tem este seu procedimento enquadrado no regular exercício dos seus poderes

a) disciplinar e vinculado

b) discricionário e regulamentar

c) hierárquico e de polícia

d) regulamentar e discricionário

e) vinculado e discricionário

13 - (TRF/2002) – Os poderes vinculados e discricionários se opõem entre si, quanto à liberdade da autoridade na prática de determinado ato, o hierárquico e disciplinar se equivalem, com relação ao público interno da Administração a que se destinam, enquanto que os de polícia e regulamentação podem se opor e/ou equiparar, em cada caso, quer no tocante a seus destinatários (público interno e/ou externo) como no atinente à liberdade na sua formulação (em tese tais atos podem conter aspectos vinculados e discricionários, como podem se dirigir a público interno e/ou externo da Administração).

a) Correta a assertiva.

b) Incorreta a assertiva, porque o poder de polícia é sempre e necessariamente vinculado, só se dirigindo à público externo.

c) Incorreta a assertiva, porque o poder regulamentar é sempre e necessariamente discricionário, só se dirigindo a um público interno.

d) Incorreta a assertiva, porque o poder de polícia é sempre e necessariamente discricionário, só se dirigindo a um público interno.

e) Incorreta a assertiva, porque o poder regulamentar é sempre e necessariamente vinculado, só se dirigindo a um público externo.

20

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

- MTE- 2003) - Tratando-se dos poderes

administrativos, correlacione as duas colunas, vinculando a cada situação o

respectivo poder:

1- poder hierárquico 2- poder disciplinar 3- poder discricionário 4- poder de polícia

14

-

(Auditor-Fiscal

do

Trabalho

(

) penalidade em processo administrativo

(

) nomeação para cargo de provimento em comissão

(

) delegação de competências

(

) limitação do exercício de direitos

a)

2/3/1/4

b)

4/2/1/3

c)

4/3/2/1

d)

2/1/3/4

e)

4/2/3/1

15 - (Analista MPU/2004 – Área Processual) - Quanto aos poderes administrativos, assinale a afirmativa falsa.

a) A esfera discricionária nos regulamentos de organização é maior do que aquela nos regulamentos normativos.

b) O poder disciplinar pode alcançar particulares, desde que vinculados ao Poder Público mediante contratos.

c) No âmbito do poder hierárquico, insere-se a faculdade de revogar-se atos de órgãos inferiores, considerados inconvenientes, de ofício ou por provocação.

d) A regra quanto à avocação de competências deter-mina a sua possibilidade, desde que a competência a ser avocada não seja privativa do órgão subordinado.

e) O poder de polícia administrativa pode se dar em diversas gradações, finalizando, em todas as situações, com a auto-executoriedade, pela qual o administrado é materialmente compelido a cumprir a determinação administrativa.

GABARITO

 
 

01

- C

02

- C

03

- B

04

- B

05

- C

06

- A

07

- B

08

- E

09

- A

10

- C

11

- C

12

- C

13

- A

14

- A

15

- E

           

21

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

3. SERVIÇOS PÚBLICOS: CONCEITOS E PRINCÍPIOS

3.1.

CONCEITOS

Serviço Público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados, sob normas e controles estatais, para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniências do Estado.

A

atribuição

primordial da Administração Pública é oferecer utilidades aos

 

administrados

, não se justificando sua presença senão para prestar serviços à

coletividade.

Esses serviços podem ser essenciais ou apenas úteis à comunidade, daí a

necessária distinção entre

mas, em sentido amplo e genérico, quando aludimos a serviço público, abrangemos ambas as categorias.

serviços públicos

e

serviços de utilidade pública

;

Particularidades do Serviço Público

são vinculados ao princípio da legalidade

;

a Adm. Pública pode unilateralmente criar obrigações aos exploradores do

serviço

;

continuidade do serviço

;

Características

Elemento Subjetivo

- o serviço público é sempre incumbência do Estado. É permitido ao Estado delegar determinados serviços públicos,

ou

É o próprio Estado que escolhe os

sempre

através

e por

de lei e licitação .
de
lei
e
licitação
.

sob

regime

de

concessão

permissão

serviços que, em determinado momento, são considerados serviços públicos. Ex.: Correios; telecomunicações; radiodifusão; energia elétrica; navegação aérea e infra- estrutura portuária; transporte ferroviário e marítimo entre portos brasileiros e fronteiras nacionais; transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; portos fluviais e lacustres; serviços oficiais de estatística, geografia e geologia – IBGE; serviços e instalações nucleares;

Serviço que compete aos Estados

22

distribuição de gás canalizado;

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Elemento Formal

Elemento Material

o regime jurídico, a princípio, é de Direito Público.

regime jurídico é híbrido,

Quando,

porém, particulares prestam serviço em colaboração com o

Poder Público o

Direito Público ou o Direito Privado, dependendo do que

podendo prevalecer o

dispuser a lei. objetiva . (os
dispuser a lei.
objetiva
.
(os

Em ambos os casos, a

danos

causados

pelos

responsabilidade é

seus

agentes

serão

indenizados pelo Estado)

o

serviço

público

interesse público.

deve

corresponder

a

uma

atividade

de

Princípios do Serviço Público

Faltando qualquer desses requisitos em um serviço público ou de utilidade pública, é dever da Administração intervir para restabelecer seu regular funcionamento ou retomar sua prestação.

Princípio da Permanência ou continuidade

- impõe continuidade no serviço;

os serviços não devem sofrer interrupções;

Princípio da generalidade

- impõe serviço igual para todos; devem ser

prestados sem discriminação dos beneficiários;

 

Princípio da eficiência

 

- exige

atualização

do

serviço, com presteza

e

eficiência;

Princípio da modicidade

 

- exige tarifas razoáveis; os serviços devem ser

remunerados a preços razoáveis;

 

Princípio da cortesia

-

traduz-se em bom tratamento para com o público.

 

3.2. CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Serviços Públicos

são os que a Administração presta diretamente à comunidade, por reconhecer sua essencialidade e necessidade para a sobrevivência do grupo social e do próprio Estado. Por isso mesmo, tais serviços são considerados privativos do Poder Público, no sentido de que só a Administração deve prestá-los, sem delegação a terceiros. Ex.: defesa nacional, de polícia, de preservação da saúde pública.

23

Caixa Serviços de Utilidade Pública  Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito

Caixa

Serviços de Utilidade Pública

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Serviços de utilidade pública são os que a Administração, reconhecendo sua conveniência (não essencialidade, nem necessidade) para os membros da coletividade, presta-os diretamente ou aquiesce em que sejam prestados por terceiros (concessionários, permissionários ou autorizatários), nas condições regulamentadas e sob seu controle, mas por conta e risco dos prestadores, mediante remuneração dos usuários. Ex.: os serviços de transporte coletivo, energia elétrica, gás, telefone.

Serviços próprios do Estado

Serviços impróprios do Estado

Serviços Gerais ou “uti universi”

são aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público (Ex.: segurança, polícia, higiene e saúde públicas etc.) e para a execução dos quais a Administração usa da sua supremacia sobre os administrados. Não podem ser delegados a particulares. Tais serviços, por sua essencialidade, geralmente são gratuitos ou de baixa remuneração.

são os que não afetam substancialmente as necessidades da comunidade, mas satisfazem interesses comuns de seus membros, e, por isso, a Administração os presta remuneradamente, por seus órgãos ou entidades descentralizadas (Ex.:

autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações governamentais), ou delega sua prestação.

são aqueles que a Administração presta sem ter usuários determinados, para atender à coletividade no seu todo. Ex.: polícia, iluminação pública, calçamento. Daí por que, normalmente, os serviços uti universi devem ser mantidos por imposto (tributo geral), e não por taxa ou tarifa, que é remuneração mensurável e proporcional ao uso individual do serviço.

24

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Serviços Individuais ou “uti singuli”

são os que têm usuários determinados e utilização particular e mensurável para cada destinatário. Ex.: o telefone, a água e a energia elétrica domiciliares. São sempre serviços de utilização individual, facultativa e mensurável, pelo quê devem ser remunerados por taxa (tributo) ou tarifa (preço público), e não por imposto.

Serviços Industriais

são os que produzem renda mediante uma remuneração da utilidade usada ou consumida. Ex.: ITA, CTA.

Serviços Administrativos

são os que a administração executa para atender as suas necessidades internas. Ex.: Imprensa Oficial.

3.3. REGULAMENTAÇÃO E CONTROLE

Poder de Polícia é a atividade estatal que, por meio de lei,

 

condiciona e limita o

exercício da liberdade e da propriedade dos administrados, a fim de compatibilizá-

los com o bem-estar social

.

O poder de polícia é expresso mediante

 

atos preventivos, fiscalizadores e

 

repressivos

.

Ex.: outorga de licenças e autorizações (

atividade preventiva e

regulamentadora

);

inspeções

e

vigilância

(

atividade

fiscalizadora

);

atividades

materiais

dotadas

de

auto-executoriedade,

 

como

dissolução

de

passeatas,

apreensão de mercadorias (

atividade repressiva

).

O

SERVIÇO PÚBLICO

busca ofertar ao administrado uma utilidade, ampliando o

restringe, limita,

seu desfrute de comodidades, enquanto o poder de polícia

condiciona

as possibilidades de sua atuação livre.

Serviço Público e Exploração de Atividade Econômica

Exploração de atividade econômica pelo Estado é o desenvolvimento de atividades comerciais e industriais, na forma do art. 173 da CF, em regime de direito privado.

25

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Sua caracterização nasce fundamentalmente de critério residual: é toda atividade de produção de utilidades que não seja caracterizada como prestação de serviço público. Esta última nasce da vontade do legislador, limitado a uma restrição de cunho ontológico ligada ao substrato material da noção de serviço público.

3.4.

PRINCÍPIOS DO SERVIÇO PÚBLICO (Requisitos e Direitos do Usuário)

Os requisitos do serviço público são sintetizados em cinco princípios:

1º)

Permanência (continuidade do serviço);

2º)

Generalidade (serviço igual para todos);

3º)

Eficiência (serviços atualizados);

4º)

Modicidade (tarifas módicas);

5º)

Cortesia (bom tratamento para o público).

Art. 6º Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato.

§ 1º Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade,

eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.

§ 2º A atualidade compreende a modernidade das técnicas, do equipamento e das

instalações e a sua conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço. § 3º Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando:

I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e, II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. (Lei nº

8.987/95)

3.5. COMPETÊNCIAS E TITULARIDADES

A Constituição Federal faz a partição das competências dos serviços públicos. A matéria está prevista nos arts. 21, 25, §§ 1º e 2º, e 30 da Constituição Federal.

interesses próprios de cada esfera administrativa

a natureza e extensão dos serviços

a capacidade para executá-los vantajosamente para a Administração e para os administrados.

26

Podem ser: PRIVATIVOS  DA UNIÃO - Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria:

Podem ser:

PRIVATIVOS

DA UNIÃO

-

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

defesa nacional;

a polícia marítima, aérea e de fronteiras;

a emissão de moeda;

o serviço postal;

os serviços de telecomunicações em geral;

de energia elétrica;

de navegação aérea, aeroespacial e de infra-estrutura portuária;

os de transporte interestadual e internacional;

de instalação e produção de energia nuclear; e

a defesa contra calamidades públicas.

DOS ESTADOS

distribuição de gás canalizado;

DOS MUNICÍPIOS

o transporte coletivo;

a obrigação de manter programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental;

os serviços de atendimento à saúde da população;

o ordenamento territorial e o controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano;

a proteção ao patrimônio histórico-cultural local.

COMUNS

serviços de saúde pública (SUS); promoção de programas de construção de

moradia; proteção do meio ambiente;

Usuários

o direito fundamental do usuário é o recebimento do serviço;

os serviços

esteja na área de sua prestação e atenda as exigências regulamentares para sua obtenção;

podem ser exigidos judicialmente pelo interessado que

uti singuli

27

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

3.6. FORMAS DE PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS

A prestação do serviço pode ser centralizada ou descentralizada.

Centralizada:

Descentralizada:

quando o Estado, através de um de seus órgãos, prestar diretamente o serviço.

quando o Estado transferir a titularidade ou a prestação do serviço a outras pessoas.

O SERVIÇO CENTRALIZADO é o que permanece integrado na Administração Direta. A

competência para a prestação destes serviços é da União e/ou dos Estados e/ou dos Municípios.

São da competência da União apenas os serviços previstos na Constituição Federal.

Ao Município pertencem os serviços que se referem ao seu interesse local.

Ao Estado pertencem todos os outros serviços. Neste caso, o Estado tem competência residual, isto é, todos os serviços que não forem da competência da União e dos Municípios serão da obrigação do Estado.

Os SERVIÇOS DESCENTRALIZADOS referem-se ao que o Poder Público transfere a titularidade ou a simples execução, por outorga ou por delegação, às autarquias, entidades paraestatais ou empresas privadas.

Outorga:

 

quando transfere a titularidade do serviço.

Delegação:

quando se transfere apenas a execução dos serviços, o que ocorre na concessão, permissão e autorização.

 

A descentralização pode ser:

Territorial (União, Estados, Municípios) ou

Institucional (quando se transferem os serviços para as autarquias, entes para- estatais e entes delegados).

Não se deve confundir descentralização com desconcentração, que é a prestação dos serviços da Administração direta pelos seus vários órgãos.

CENTRALIZAÇÃO:

é a prestação de serviços diretamente pela pessoa política prevista constitucionalmente, sem delegação a outras pessoas. Diz-se que a atividade do Estado é centralizada quando ele atua diretamente, por meio de seus órgãos.

28

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Obs.:

Órgãos são simples repartições interiores da pessoa do Estado, e, por isso, dele não se distinguem. São meros feixes de atribuições - não têm responsabilidade jurídica própria – toda a sua atuação é imputada às pessoas a que pertencem. São divisões da Pessoa Jurídica.

Se os serviços estão sendo prestados pelas Pessoas Políticas constitucionalmente competentes, estará havendo centralização.

DESCENTRALIZAÇÃO:

é a transferência de execução do serviço ou da titularidade

do serviço para outra pessoa, quer seja de direito público ou de direito privado.

São entidades descentralizadas de direito público: Autarquias e Fundações Públicas.

São entidades descentralizadas de direito privado: Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista.

A execução do serviço pode, inclusive, ser transferida para entidades que não estejam integradas à Administração Pública, como: Concessionárias de Serviços Públicos e Permissionárias.

A descentralização, mesmo que seja para entidades particulares, não retira o caráter público do serviço, apenas transfere a execução.

público do serviço, apenas transfere a execução. • Outorga - quando o Estado cria uma entidade

Outorga -

quando o Estado cria uma entidade e a ela transfere, por lei,

determinado serviço público ou de utilidade pública; só pode ser retirado ou modificado por lei;

pública; só pode ser retirado ou modificado por lei; • Delegação - quando o Estado transfere

Delegação -

quando o Estado transfere ao particular, por contrato

(concessão) ou ato administrativo (permissão ou autorização), a execução do serviço; pode ser revogada, modificada ou anulada por mero ato administrativo.

OUTORGA

DELEGAÇÃO

O particular cria a entidade

O Estado cria a entidade

O serviço é transferido por lei

O serviço é transferido por lei, contrato (concessão) ou por ato unilateral (permissão)

Transfere-se a execução

Transitoriedade

Transfere-se a titularidade

Presunção de definitividade

29

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

CONCENTRAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO

SERVIÇO DESCONCENTRADO é todo aquele que a Administração executa centralizadamente, mas o distribui entre vários órgãos da mesma entidade, para facilitar sua realização e obtenção pelos usuários.

É uma técnica administrativa de simplificação e aceleração do serviço dentro da mesma entidade,

Diversamente da descentralização, que é uma técnica de especialização, consiste na retirada do serviço de dentro de uma entidade e transferência a outra para que o execute com mais perfeição e autonomia.

A complexidade das funções do Estado, quer quanto à soma de atividades que

exerce, quer quanto à sua variedade, trouxe como conseqüência imediata a sobre carga

de seus serviços, pela incapacidade de adaptar a sua máquina administrativa à multiplicidade de serviços a seu cargo.

Movido por tais motivações o Estado acaba por transferir seguidamente, a outras

pessoas jurídicas a execução de muitos serviços públicos objetivando basicamente a celeridade e eficiência destes. Estas pessoas jurídicas que irão titularizar interesses coletivos das mais variadas ordens, podem regular-se por princípios de Direito privado ou público, podendo ou não ter prerrogativas especiais. Tudo isto a depender da necessidade pública do serviço que irão desempenhar.

Meios de Prestação do Serviço Público

Vejamos as modalidades de sua execução:

Execução Direta

: é a realizada por pessoa jurídica de Direito Público (União, Estado, Município, Distrito Federal), isto é, através de órgãos integrantes de sua própria estrutura, marcado pela linha de subordinação dos inferiores com os mais graduados ou, descentralizadamente, através de suas autarquias (pessoas jurídicas de Direito Público); é a forma de execução adotada para as atividades essenciais (serviços Públicos em sentido estrito) do Estado. No caso de execução por autarquias, temos aquilo que denominamos tecnicamente de execução direta descentralizada.

Execução Indireta:

é a realizada por pessoas jurídicas de Direito Privado, chamadas paraestatais: empresas públicas, sociedade de economia mista, fundações criadas pela Administração, organizadas pelo Estado ou por ele reconhecida para prestações de atividades não essenciais (serviços de utilidade pública).

30

Serviços Delegados : Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor:

Serviços Delegados:

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

através da concessão, permissão, serviços autorizados, prestação reconhecida (associações profissionais, associações de moradores do bairro, etc.), convênios administrativos e consórcios administrativos.

Centralizada:

Direta:

U, E, M, e DF Autarquias

• Centralizada : Direta: U, E, M, e DF Autarquias Descentralizada :

Descentralizada:

Descentralizada :

Indireta:

Entidade Paraestatal:

Fundações e Serviços Sociais Autônomos Concessionárias, Permissionárias, Autorizadas e Outras Formas Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista

Esquematizado estas formas de prestação de serviços públicos, temos:

A prestação do serviço público pode ser centralizada, descentralizada ou desconcentrada, como deduzimos acima.

A prestação de serviços centralizada é a realizada pelo próprio Poder Público, através de suas repartições, em seu nome e sob sua responsabilidade.

O Serviço descentralizado é o transferido para autarquias e paraestatais. A transferência pode ocorrer por delegação (feita por ato administrativo, portanto revogável a qualquer instante) ou outorga (é realizada por lei, o que lhe confere características de definitividade).

O Serviço desconcentrado é o serviço centralizado, mas distribuído entre vários órgãos da mesma entidade para facilitar a realização e obtenção por parte dos usuários.

3.7. PERMISSÃO, CONCESSÃO E AUTORIZAÇÃO

É incumbência do Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime

de

serviços públicos.

da lei, diretamente ou sob regime de serviços públicos. concessão ou permissão , sempre através de

concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de

Existe a necessidade de

lei autorizativa

A lei disporá sobre:

31

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

I

-

o regime das empresas concessionárias e permissionárias de

sua

serviços públicos, o caráter especial de seu contrato

e

de

II -

prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão; os direitos dos usuários;

III -

política tarifária;

IV -

a obrigação de manter serviço adequado.

CONCESSÃO

é

a delegação contratual da execução do serviço, na forma autorizada

 

e

regulamentada pelo Executivo. O contrato de Concessão é ajuste

de Direito Administrativo, bilateral, oneroso, comutativo e realizado

intuito personae

PERMISSÃO

é tradicionalmente considerada pela doutrina como ato unilateral,

discricionário, precário, intuito personae, podendo ser gratuito ou

oneroso. O termo contrato, no que diz respeito à Permissão de serviço público, tem o sentido de instrumento de delegação, abrangendo, também, os atos administrativos.

Doutrina

abrangendo, também, os atos administrativos. • Doutrina • Lei  Ato Administrativo  Contrato

Lei

Ato Administrativo

Contrato Administrativo (contrato de Adesão);

Direitos dos Usuários

participação do usuário na administração:

as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo; III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública.

I

-

Política Tarifária

os serviços públicos são remunerados mediante tarifa.

LICITAÇÃO

Concessão

mediante tarifa . LICITAÇÃO  • Concessão  • Permissão  Exige Licitação modalidade

Permissão

Exige Licitação modalidade Concorrência

Exige Licitação

32

Caixa CONTRATO DE CONCESSÃO  Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo

Caixa

CONTRATO DE CONCESSÃO

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Contratar terceiros

Atividades acessórias ou complementares

Sub-concessão

Mediante autorização

Transferência de concessão e Controle societário

 

Só com anuência

 

Encargos do Poder Concedente

Encargos da Concessionária

regulamentar o serviço; fiscalizar; poder de realizar a rescisão através de ato unilateral;

prestar serviço adequado; cumprir as cláusulas contratuais;

Intervenção nos Serviços Públicos

para assegurar a regular execução dos serviços, o Poder Concedente pode,

através

procedimentos administrativos para intervir

instaurar

de

Decreto,

nos

concessionárias.

serviços

prestados

pelas

EXTINÇÃO DA CONCESSÃO

Advento do Termo Contratual

ao término do contrato, o serviço é extinto;

Encampação ou Resgate

é a retomada do serviço pelo Poder Concedente durante o prazo da concessão, por motivos de interesse público, mediante Lei Autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização.

Caducidade

corresponde à rescisão unilateral pela não execução ou descumprimento de cláusulas contratuais, ou quando por qualquer motivo o concessionário paralisar os serviços.

 

Rescisão

 

por iniciativa da concessionária, no caso de descumprimento das normas contratuais pelo Poder Concedente, mediante ação judicial.

 

Anulação

 

por ilegalidade na licitação ou no contrato administrativo;

33

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

Falência ou Extinção da Concessionária;

Falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual;

AUTORIZAÇÃO

a Administração autoriza o exercício de atividade que, por sua utilidade pública, está sujeita ao poder de policia do Estado. É realizada por ato administrativo, discricionário e precário (ato negocial). É a transferência ao particular, de serviço público de fácil execução, sendo de regra sem remuneração ou remunerado através de tarifas. Ex.:

Despachantes; a manutenção de canteiros e jardins em troca de placas de publicidade.

Convênios e Consórcios Administrativos

Convênios Administrativos

são acordos firmados por entidades públicas de

qualquer espécie, ou entre estas e organizações particulares, para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes.

Consórcios Administrativos

são acordos firmados entre entidades estatais,

autárquicas, fundacionais ou paraestatais, sempre da mesma espécie, para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes.

Órgãos Reguladores

São autarquias em regime especial

ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica;

ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações;

ANP – Agência Nacional do Petróleo

34

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

QUESTÕES DE CONCURSOS

01 - (Especialista MPOG/2002) – No âmbito do serviço público, a noção de serviço

adequado abrange as seguintes condições, exceto:

a)

cortesia na sua prestação

b)

atualidade

c)

modicidade nas tarifas

d)

continuidade

d)

gerenciamento participativo

02

- (AFRF/2003) - No julgamento das propostas de licitação para concessão de

serviço público, nos termos da Lei Federal nº 8.987/95, não se pode adotar o seguinte critério:

a)

menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado.

b)

melhor proposta técnica, com preço fixado no edital.

c)

maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão.

d)

menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado após qualificação de propostas técnicas.

e)

melhor proposta, em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica.

03

- (Procurador da Fazenda Nacional/2002) – A permissão de serviço público, nos

termos da legislação federal, deverá ser formalizada mediante:

a)

termo de permissão

b)

contrato administrativo

c)

contrato de permissão

d)

contrato de adesão

e)

termo de compromisso

04

- (Contador da prefeitura de Recife/2003) - A extinção do contrato de concessão

de serviço público por motivo de inexecução contratual denomina-se:

a) encampação

b) rescisão

c) caducidade

d) anulação

e) reversão

35

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

05 - (Auditor-Fiscal do Trabalho - MTE- 2003) - Tratando-se de concessão de

serviços

à caducidade da

concessão.

públicos,

assinale

a

afirmativa

verdadeira

quanto

a)

A caducidade pode ser declarada pelo poder concedente ou por ato judicial.

b)

Declarada a caducidade, o poder concedente responde por obrigações com os empregados da concessionária.

c)

A declaração de caducidade depende de prévia indenização, apurada em processo administrativo.

d)

A caducidade pode ser declarada caso a concessionária seja condenada por sonegação de tributos, em sentença transitada em julgado.

e)

Constatada a inexecução parcial do contrato impõe-se, como ato vinculado, a declaração de caducidade.

06

- (Procurador BACEN/2001) – Tratando-se do serviço público, assinale a

alternativa falsa.

a)

A encampação da concessão de serviço público, por inexecução contratual por parte do concessionário, dar-se-á mediante um ato unilateral.

b)

É lícita a adoção do critério de menor tarifa do serviço a ser prestado, na licitação para concessão de serviços públicos.

c)

d)

A modicidade das tarifas é um dos elementos do serviço adequado.

É permitida a interrupção do serviço quando ocorrer o inadimplemento do usuário, mediante prévio aviso.

e)

O instrumento contratual de permissão de serviço público, ainda que precedido de licitação, tem caráter precário.

07

- (Auditor do Tesouro Municipal - Prefeitura do Recife – 2003) - Tratando-se de

concessão de serviços públicos, assinale a afirmativa falsa.

a)

É permitida a subconcessão desde que prevista no contrato, autorizada expressamente pelo poder concedente e precedida de concorrência.

b)

A transferência de concessão ou do controle acionário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente implicará a caducidade da concessão.

c)

Os contratos celebrados entre a concessionária e terceiros, para o desenvolvimento de atividades complementares ao serviço concedido, reger-se-ão pelas mesmas regras do contrato de concessão.

d)

Nos contratos de financiamento, as concessionárias poderão oferecer em garantia os direitos emergentes da concessão, até o limite que não comprometa a operacionalização e a continuidade do serviço.

e)

Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue esta responsabilidade.

08

- (Analista Técnico – SUSEP/2002) - Em relação à intervenção do Poder Público

concedente em empresa concessionária de serviço público, é falso afirmar que

36

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

a)

a intervenção far-se-á por decreto do Poder concedente.

b)

no prazo de trinta dias da declaração da intervenção, será instaurado procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida.

c)

poderá haver intervenção por prazo indeterminado.

d)

cessada a intervenção, sem extinção da concessão, o serviço será retornado à concessionária.

e)

o interventor responderá pelos atos praticados em sua gestão.

09

- (Procurador de Fortaleza/2002) – Tratando-se de serviço público, não se inclui

entre os encargos do concessionário:

a)

prestar serviço adequado.

b)

captar, aplicar e gerir os recursos necessários à prestação do serviço.

c)

fixar tarifas de remuneração do serviço, nos limites contratuais.

d)

prestar contas da gestão do serviço aos usuários, nos termos do contrato.

e)

promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente, segundo previsão do edital e contrato.

10

- (Analista de Controle Externo - ACE – TCU/2002) - No âmbito da legislação

federal, sobre a concessão de serviços públicos, assinale, entre as opções abaixo,

aquela que não é hipótese de caducidade de concessão.

a)

Quando o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço.

b)

Quando a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido.

c)

Quando se verificar vício insanável no procedimento de licitação que antecedeu à concessão.

d)

Quando a concessionária for condenada, em sentença transitada em julgado, por sonegações de contribuições sociais.

e)

Quando a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos.

11

- Observe a seguinte afirmação: É todo aquele que a Administração executa

centralizadamente, mas o distribui entre vários órgãos da mesma entidade para

facilitar a sua realização e obtenção aos usuários. serviço público:

Essa afirmação refere-se a um

a) centralizado

b) descentralizado

c) desconcentrado

d) de execução direta

e) de execução indireta

37

Caixa Assunto: M.P.U.: Noções de Direito Administrativo Matéria: Direito Administrativo Autor: Alexandre José

Caixa

Assunto:

M.P.U.: Noções de Direito Administrativo

Matéria:

Direito Administrativo

Autor:

Alexandre José Granzotto

12 - No que diz respeito à classificação dos serviços públicos: São aqueles que a

Administração presta sem ter usuários determinados para atender à coletividade

com o seu todo. São serviços indivisíveis. Essa afirmativa pressupõe um serviço:

a)

Uti universi ou Gerais

b)

Industriais

c)

Uti singuli ou Individuais

d)

Serviços próprios do Estado.

13

- Em relação à concessão de serviços públicos, assinale a opção incorreta.

a)

A modicidade das tarifas integra o conceito de serviço público adequado.

b)

A subconcessão é admitida desde que prevista no contrato de concessão e será precedida por licitação, na modalidade concorrência ou tomada de preços.

c)

A extinção da concessão decorrente de inexecução total ou parcial do contrato, pelo concessionário, denomina-se caducidade.

d)

Incumbe ao poder concedente regulamentar o serviço concedido, bem como intervir na prestação dos serviços, nos casos e condições previstos em lei.

e)

Na concessão, é válido, no julgamento da respectiva licitação, o critério de oferta de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado.

14

-

A forma própria pela qual o serviço público a determinado órgão estatal tem

sua execução transferida e delegada a particulares, para sua devida exploração por contrato administrativo é a:

a)

Autorização;

b)

Concessão;

c)

Permissão;

d)

Desafetação;

e)

Desapropriação.

15

- Quando o Estado oferece à comunidade uma escola pública, diz-se que ela está

prestando um serviço público:

a)

porque a educação é um serviço que interessa a toda a coletividade.

b)

em função do regime que disciplina o serviço prestado.

c)

porque realiza uma atividade que o particular só pode realizar desde que autorizado pelo Estado.

d)

pelo fato de ser o Estado o prestador do serviço.

16

- Assinale a alternativa que corresponde a serviços gerais ou uti universi

a)

Fornecimento de água.

b)

Telefonia.

c)

Iluminação pública.

d)

Fornecimento de energia elétrica.