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Transcrição completa do filme Zeitgeist Addendum

O filme é um documentário narrado, composto por citações de fatos comprovados com provas
documentais e apresentações estatísticas, com algumas declarações pessoais intercalando a narrativa.

ZEITGEIST ADDENDUM – 2008

Os velhos apelos ao preconceito racial, sexual, religioso, ao fervor nacionalista raivoso, estão começando a
falhar. A questão de quem eu sou, se sou eu bom ou mau, bem-sucedido ou não, tudo isso se aprende
no caminho. É só um passeio. Nós podemos muda-lo à hora em que quisermos. É só uma escolha. Sem
esforço, sem trabalho, sem emprego, sem economias. Eu percebi que estava jogando errado. O jogo era
descobrir o que eu já era.

Veremos o quão importante é trazer para a mente humana a revolução radical. Essa crise é uma crise de
consciência. Uma crise que não pode mais aceitar as velhas normas, os velhos padrões, as antigas
tradições. E, considerando o que o mundo é hoje, com toda miséria, conflito, brutalidade destrutiva,
agressão e assim por diante... O Homem ainda é o mesmo de antes. Ainda é bruto, violento, agressivo,
acumulador, competitivo... Ele construiu uma sociedade nestes termos.

“Não é demonstração de saúde, ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente.” (Jiddu
Krisnamurti )

A sociedade de hoje é formada por várias instituições. De instituições políticas, instituições legais,
instituições religiosas, instituições de classe social, instituições de valores familiares, de especialização
profissional, etc. É óbvia a profunda influência que essas estruturas tradicionalizadas possuem sobre a
forma de nossas compreensões e perspectivas. Entretanto, de todas as instituições sociais nas quais
nascemos, que nos guiam e nos condicionam, parece não haver nenhum sistema tão subestimado e mal
compreendido, como o sistema monetário. Tomando proporções quase religiosas, a instituição monetária
estabelecida existe como uma das formas mais incontestadas de fé que existem. Como o dinheiro é criado,
as políticas que o governam e como ele realmente afeta a sociedade, são interesses desconhecidos da
grande maioria da população.

Em um mundo onde 1% da população possui 40% da riqueza do planeta, em um mundo onde 34 mil
crianças morrem diariamente de pobreza e doenças evitáveis, onde 50% da população vive com menos de
2 dólares por dia... Uma cosia está clara: Algo está muito errado. Estejamos cientes disso ou não, o sangue
nas veias de TODAS as nossas instituições estabelecidas e, portanto, da sociedade em si, é o dinheiro.
Logo, entender essa instituição de política monetária, é essencial para entender porque nossas vidas são
como são.
Infelizmente, economia é um assunto frequentemente visto com confusão e tédio. Seqüências infinitas de
termos financeiros aliadas a cálculos intimidadores, fazem as pessoas rapidamente desistir de tentar
entende-la. No entanto, o fato é: A complexidade associada ao sistema financeiro é somente uma máscara
criada para ocultar uma das estruturas mais socialmente estagnantes que a Humanidade já tolerou.

“Ninguém é mais escravo que aquele que falsamente se acredita livre.”


( Johann Wolfgang von Goethe )

Alguns anos atrás, o banco central dos EUA, a Reserva Federal, criou um documento chamado
“Mecânica monetária moderna”. Este documento detalha a prática institucionalizada de criação de
dinheiro como é utilizada pela Reserva Federal e a rede global de bancos comerciais que ele sustenta. Na
página de abertura o documento afirma seus objetivos: “ O propósito deste livreto é descrever o processo
básico de criação de dinheiro em um sistema bancário de reservas fracionadas”. Ele então descreve esse
processo de reservas fracionadas, através de terminologia bancária diversa, cuja tradução seria algo como
isto: O governo dos EUA decide que precisa de dinheiro. Então ele fala com a Reserva Federal e pede,
digamos, 10 bilhões de dólares. O RF responde: “Claro, vamos comprar 10 bilhões em títulos públicos de
vocês”. Aí o governo pega alguns papéis, coloca símbolos neles que os fazem parecer oficiais, e os chama
de títulos do Tesouro. Ele atribui a esses papéis o valor de 10 bilhões de dólares e os envia para a RF. Em
troca, o pessoal de RF imprime uma quantia de papéis deles próprios. Só que desta vez, com o nome de
notas da Reserva Federal. Também atribuindo o valor de 10 bilhões de dólares a esses papéis, a RF pega
essas notas e as troca pelos títulos. Assim que a transição é concluída, o governo pega os 10 bilhões em
notas da RF e deposita em uma conta bancária. E com esse depósito as notas de papel passam
oficialmente a ter valor de moeda, adicionando 10 bilhões ao suprimento monetário dos EUA. E aí está!
Foram criados 10 bilhões de dólares em dinheiro.

Claro, este exemplo é uma generalização, pois na realidade essa transação ocorre eletronicamente, sem
nenhum uso de papel. Na verdade só 3% do suprimento monetário dos EUA existem em moeda física. Os
outros 97% existem somente nos computadores.

Então, títulos públicos são, por definição, instrumentos de endividamento, e quando a RF compra esses
títulos com dinheiro criado basicamente do nada, o governo está na verdade prometendo devolver esse
dinheiro à RF. Em outras palavras, o dinheiro foi criado a partir de uma dívida. Esse paradoxo estarrecedor,
de como o dinheiro ou o valor podem ser criados a partir de dívidas ou um responsabilidade, ficará mais
claro à medida em que continuarmos esse raciocínio.

Bem, a troca foi realizada e agora 10 bilhões de dólares estão em uma conta bancária comercial.. Aqui é
onde isso fica interessante, já que, com base na prática de reservas fracionadas, esse depósito de 10
bilhões torna-se instantaneamente parte das reservas do banco, como todo e qualquer depósito. E, no que
se refere à exigência de reservas, como está no “Mecânica monetária moderna” : “Um banco deve
manter reservas legalmente exigidas equivalente a uma porcentagem definida de seus depósitos.”

Isso é quantificação quando se afirma que: “Pelas normas vigentes, a reserva exigida para a maioria das
contas correntes é de 10%.” Assim, dos 10 bilhões depositados, 10% ou 1 bilhão, é guardado como
reserva exigida enquanto que os outros 9 bilhões são considerados excedente de reserva e podem ser
usados como base para novos empréstimos. O lógico seria presumir que esses 9 bilhões estão
literalmente saindo do depósito existente, de 10 bilhões. Porém, esse não é o caso. O que ocorre é que os
9 bilhões são criados a partir do nada, sobre o depósito existente de 10 bilhões.
É assim que o suprimento bancário é expandido. Como é afirmado no “Mecânica monetária moderna” :
Naturalmente eles, os bancos, não saldam o dinheiro que recebem como depósitos. Se isso fosse feito,
nenhum dinheiro adicional seria criado. O que eles fazem aos realizar empréstimos é aceitar notas
promissórias, “contratos de empréstimo” em troca de crédito, “dinheiro” para as contas correntes de
quem toma o empréstimo. Em outras palavras, os 9 bilhões podem ser criados do nada simplesmente
porque existe uma demanda por tal empréstimo e porque existe um depósito de 10 bilhões que atende às
exigências de reserva.

Agora vamos imaginar que alguém entre num banco e tome emprestado os 9 bilhões recém-
disponibilizados. Eles provavelmente vão pegar esse dinheiro e deposita-lo em sua própria conta bancária.
O processo então se repete, já que esse depósito se torna parte das reservas do banco. 10% é isolado e
em seguida 90% dos 9 bilhões, ou 8,1 bilhões, tornam-se DINHEIRO RESCÉM-CRIADO, disponível para
MAIS EMPRÉSTIMOS.

E claro, esses 8,1 bilhões podem ser emprestados e depositados criando mais 7,2 bilhões e mais 6,5
bilhões e mais 5,9 bilhões... E assim por diante. Este ciclo de criação de dinheiro pode se tornar
tecnicamente infinito. O cálculo médio é de que cerca de 90 bilhões de dólares podem ser criados a partir
dos 10 bilhões originais. Em outras palavras: Para cada depósito que é feito no sistema bancário, pode-se
criar 9 vezes esse valor a partir do nada .

Agora nós entendemos como o dinheiro é criado por esse sistema de reservas fracionadas. Pode nos
ocorrer uma pergunta lógica, ainda que desconcertante: Mas o que está dando valor a esse dinheiro
recém-criado? A resposta: O dinheiro que já existe. O dinheiro novo basicamente tira valor do suprimento
monetário já existente, já que o montante total de dinheiro está aumentando independente da demanda
por bens e serviços. E como a oferta e demanda definem o equilíbrio, os preços sobem reduzindo o poder
de compra de cada dólar. Isso é normalmente chamado de inflação e a inflação é basicamente um
imposto oculto cobrado das pessoas.

Que conselho se costuma dar? Eles dizem: “inflacione a moeda”. Eles não falam: “depreciem a
moeda”. Eles não falam: “desvalorizem a moeda”. Eles não falam: “enganem quem já está
garantido”. Eles dizem: “reduza as taxas de juros”. A verdadeira fraude ocorre quando distorcemos o
valor do dinheiro. Quando criamos dinheiro do nada, não temos economias. E ainda há o que se chama de
“capital”. Minha pergunta se resume a: Como é que podemos esperar resolver os problemas da inflação,
ou seja, o aumento da oferta de dinheiro, com mais inflação? Claro que não podemos. O sistema de
reservas fracionadas para expansão monetária é inflacionário por si só, uma vez que o ato de aumentar as
oferta de dinheiro, sem que haja uma expansão proporcional de bens e serviços na economia SEMPRE vai
depreciar a moeda.

De fato, uma análise rápida dos valores do dólar americano em comparação com a oferta de dinheiro
reflete claramente essa questão, já que a relação completa é óbvia. 1U$ em 1913 valia o equivalente a
21,60U$ em 2007. Isso é uma desvalorização de 96% desde que a Reserva Federal passou a existir. Agora,
se essa realidade de inflação inerente e perpétua, parece absurda e economicamente auto-destrutiva...
Espere um pouco, pois absurdo é pouco para definir como o nosso sistema financeiro realmente opera.
Em nosso sistema financeiro, dinheiro é dívida e dívida é dinheiro. Este é um gráfico do suprimento
monetário nos EUA de 1950 a 2006. (não esquecer que isto é uma transcrição do texto de um filme) E este
é um gráfico da dívida nacional dos EUA no mesmo período. Veja que interessante: As tendências são
virtualmente as mesmas, pois quanto mais dinheiro existe, mais dívidas. E quanto mais dívidas existem,
mais dinheiro. Colocando de outro modo: Cada dólar na sua carteira é devido por alguém a outra pessoa.
Lembre-se: O único modo de o dinheiro passar a existir é através de empréstimos. Logo, se todos no país
pudessem pagar todas as suas dívidas, incluindo o governo, não haveria um único dólar em circulação.

“Se não houvesse dívidas em nosso sistema financeiro, não haveria dinheiro.”
(Marriner Eccles – Governador da Reserva Federal / 1941)

Na verdade, a última vez na história americana, em que a dívida nacional foi totalmente quitada foi em
1835, depois de o presidente Andrew Jackson fechar o banco central anterior a Reserva Federal. Toda a
plataforma política de Jackson girava essencialmente em torno desse compromisso de fechar o banco
central. Declarou certa vez: “ Os grandes esforços feitos pelo banco atual para controlar o governo, são
apenas premonições do destino que aguarda o povo americano, caso sejam induzidos à perpetuação desta
instituição ou ao estabelecimento de outra do mesmo tipo.” Infelizmente essa mensagem teve vida
breve e os banqueiros internacionais conseguiram instalar outro banco central em 1913; a Reserva
Federal. E enquanto essa instituição existir, o endividamento perpétuo é inevitável.

Bom, até agora discutimos o fato real de que o dinheiro é criado de dívidas a partir de empréstimos. Estes
empréstimos são baseados nas reservas de um banco, reservas originadas por depósitos. Através desse
sistema de reservas fracionadas, qualquer depósito pode criar 9 vezes seu valor original. Por sua vez, a
depreciação do dinheiro em circulação eleva os preços para a sociedade e, como todo esse dinheiro é
criado a partir de dívidas e circula aleatoriamente através do comércio, as pessoas acabam distanciadas de
sua dívida original. Existe um desequilíbrio quando pessoas são forçadas a competir por empregos a fim
de obterem dinheiro suficiente do suprimento monetário, para cobrir seu custo de vida. Por mais
defeituosos e distorcido que tudfo isso pareça, ainda falta um elemento que omitimos desta equação, e é
esse elemento da estrutura que revela a natureza fraudulenta inerente ao sistema: A cobrança de juros.

Quando o governo toma dinheiro emprestado da Reserva Federal, ou quando uma pessoa toma
empréstimo de um banco, ele quase sempre deve ser devolvido com juros pesados. Em outras palavras:
Quase todos os dólares que existem, um dia terão de ser devolvidos a um banco, acrescido de juros.
Porém, se todo o dinheiro é emprestado do Banco Central e expandidos pelos bancos comerciais através
de empréstimos, somente o que chamamos de “principal” está sendo criado no suprimento de dinheiro.
Então, onde está o dinheiro para cobrir os juros que são cobrados?

Em lugar nenhum. Ele não existe.

As ramificações disso são inacreditáveis, pois a quantia de dinheiro devida aos bancos SEMPRE será maior
que a quantia de dinheiro em circulação. E é por isso que a inflação é uma constante na economia, pois o
dinheiro novo é SEMPRE necessário para ajudar a cobrir o déficit embutido no sistema, causado pela
necessidade de se pagar juros. Isso também significa que, matematicamente, a inadimplência e as
falências são literalmente partes do sistema. E será sempre a parte mais pobre da sociedade que sofrerá
com isso. Uma analogia seria a dança das cadeiras: Quando a música pára SEMPRE sobra alguém de fora.

E a idéia é essa: As riquezas verdadeiras são invariavelmente transferidas das pessoas para os bancos, pois
se você não puder pagar sua hipoteca, eles tomarão sua propriedade. Isso é particularmente revoltante
quando você percebe não só que a inadimplência é inevitável devido à prática de reservas fracionadas,
mas também porque o dinheiro que o banco lhe emprestou, nem mesmo chegou a existir legalmente.
Em 1969, houve um caso na justiça de Minnessota envolvendo um homem chamado Jerome Daly, que
estava recorrendo do arresto de sua casa pedido pelo banco que lhe cedeu empréstimo para comprá-la.
Seu argumento era que o contrato de hipoteca exigia que AMBAS as partes, ele e o banco, possuíssem uma
forma legítima de propriedade para transação. Em linguagem legal, isso é chamado de contraprestação.
Um contrato baseia-se na prestação de uma parte à outra. O Sr. Daly explicou que, na verdade o dinheiro
não era propriedade do banco, já que ele havia sido criado do nada, assim que o termo do empréstimo foi
assinado.

Você lembra do que o “Mecânica moderna monetária” dizia sobre empréstimos?


O que eles fazem, quando oferecem empréstimos, é aceitar as notas promissórias em troca de créditos.
As reservas não são alteradas pelas transações de empréstimo. Porém, créditos de depósitos são
considerados como adições ao total de depósitos do sistema bancário. Ou seja: O dinheiro não vem dos
bens que já existem. O banco está simplesmente inventando-o, sem criar nada que lhe pertença, exceto
uma SUPOSTA responsabilidade no papel. À medida em que o caso evoluiu, o presidente do banco, o Sr.
Morgan, prestou depoimento. E no memorando pessoal do juiz, ele registrou que: “O reclamante,
presidente do banco, admitiu que, juntamente com o Banco da Reserva Federal, criaram o dinheiro e os
créditos através de lançamentos nos livros-caixa. O dinheiro e o crédito passaram a existir quando eles os
criaram.”

O Sr. Morgan admitiu que não havia lei ou estatuto nos EUA que lhe desse direito de fazer isso. Uma
contraprestação legal precisa existir e ser oferecida para validar a nota. Disse o juiz: “ O júri concluiu que
não havia contraprestação legal e estou de acordo.” “Somente Deus pode criar algo de valor a partir do
nada.” Diante dessa revelação, a corte rejeitou o pedido de arresto feito pelo banco e Daly ficou com sua
casa. As implicações dessa decisão judicial são imensas, pois sempre que você toma dinheiro emprestado
de um banco, seja uma hipoteca ou um cartão de crédito, o dinheiro que eles lhe dão não só é FALSO,
como também é uma forma ilegítima de contraprestação, o que portanto anula o contrato, uma vez que o
banco NUNCA teve o dinheiro como sua propriedade.

Infelizmente esses acontecimentos são reprimidos e ignorados e o jogo perpétuo de transferência de


riquezas e de dívidas continua. Isso nos leva à pergunta final: Por que?

Durante a Guerra Civil Americana, o presidente Lincoln rejeitou os empréstimos com altos juros
oferecidos pelos bancos europeus e decidiu fazer o que os patriarcas fundadores defendiam, que era criar
uma moeda independente e livre de dívidas. Isso foi chamado de “Greenback” (notas de dólar). Pouco
depois de essa medida ser tomada, um documento interno circulou entre bancos americanos e ingleses,
dizendo: “A escravidão é simplesmente a posse da mão-de-obra e exige cuidar dos trabalhadores,
enquanto o plano europeu é que o capital controle a mão-de-obra controlando seus salários”. Isso pode
ser feito controlando o dinheiro. Seria insuficiente permitir o Greenback, pois não podemos controla-lo. A
política de reservas fracionadas praticada pela Reserva Federal, que se espalhou como prática da maioria
dos bancos do mundo, é na verdade um sistema moderno de escravidão.

Pense nisso: O dinheiro é criado a partir de dívidas. O que as pessoas fazem quando possuem dívidas? Elas
buscam empregos para poder pagá-las. Mas se o dinheiro só pode ser criado a partir de empréstimos,
como a sociedade vai ficar livre de dívidas algum dia? ELA NÃO PODE e essa é a questão. E é o medo da
perda de bens, junto com a luta para se manter com dívidas perpétuas e inflação como parte do sistema,
compostos pela escassez inevitável característica da oferta de dinheiro, criados pelos juros que nunca
poderão ser pagos, que mantém o escravo do salário na linha, correndo sem sair do lugar, com milhões de
outros. Efetivamente, fortalecendo um império que só beneficia a elite no topo da pirâmide. No fim das
contas, pra quem você realmente trabalha? Os bancos!

O dinheiro é criado no banco e acaba invariavelmente de volta ao banco. Eles são os verdadeiros
senhores, junto com as corporações e GOVERNOS que os apóiam.

A escravidão física exige moradia e comida para os trabalhadores. A escravidão econômica exige que as
pessoas consigam sua própria moradia e comida.

Esse é um dos ENGODOS mais engenhosos para a manipulação social já criados. EM SUA ESSÊNCIA ESTÁ
UMA GUERRA INVISÍVEL CONTRA A POPULAÇÃO.

A dívida é a arma usada para conquistar e escravizar sociedades, e os juros são a munição principal.

Enquanto a maioria de nós circula sem saber dessa realidade, os bancos, associados aos governos e
corporações continuam a aperfeiçoar e expandir suas táticas de guerra econômica, implantando novas
bases como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) , enquanto também inventam um
novo tipo de soldado: O nascimento do assassino econômico.

“Há dois modos de subjugar e escravizar uma nação. Um é pela força o outro é pelas dívidas.” (John
Adams – 1753 – 1826 )

As palavras que seguem abaixo são de John Perkins, autor do livro Confessions of an Economic Hit Man
(2004) (confissões de um assassino econômico). John Perkins trabalhava como consultor de negócios e foi
contratado como agente secreto da National Security Agency (NSA).

“Nós, assassinos econômicos, de fato fomos os responsáveis pela criação desse império realmente
global. Trabalhamos de muitas maneiras diferentes. Talvez a mais comum seja identificar um país que
tem recursos, como petróleo. E em seguida conseguir um empréstimo enorme para esse país através do
Banco Mundial ou uma de suas organizações irmãs. Só que o dinheiro nunca vai realmente para o país. Ele
acaba indo para as nossas grandes corporações para criar projetos de infra-estrutura nesse país. Usinas
de energia, parques industriais, portos... Coisas que beneficiam uns poucos ricos desse país e também as
nossas corporações, mas não a maioria das pessoas. Entretanto, essas pessoas, o país inteiro acaba
ficando com uma enorme dívida. A dívida é tão grande que eles não conseguem pagá-la, e isso é parte do
plano... Eles não podem pagá-la! Então num certo ponto, nós assassinos econômicos, vamos lá e dizemos:
“ouça, você perdeu muito dinheiro, não vai conseguir pagar sua dívida, então...” “Venda seu petróleo
bem barato para nossas petroleiras” , “deixe-nos construir uma base militar no seu país...” , “envie
tropas para apoiar uma das nossas, em algum lugar do mundo como o Iraque, ou vote na gente na
próxima cúpula da ONU”. Pedem pra privatizar sua companhia elétrica e vender seu sistema de água e
esgoto para corporações americanas ou outras corporações multinacionais. Então é uma coisa que só
cresce, e é muito típico, esse modo como o FMI e o Banco Mundial operam. Eles colocam um país em uma
dívida, aí eles se oferecem para refinanciar a dívida, e feito isso, se cobra mais juros. E eles exigem esse
“escambo” que é chamado de condicionalidade ou boa governança, que basicamente significa que eles
têm que vender seus recursos , incluindo muitos serviços sociais, suas empresas de serviços básicos, às
vezes seus sistemas educacionais, seus sistemas penitenciários... para corporações estrangeiras. Isso é um
ganho duplo, triplo, quádruplo!

IRÃ, 1953

A introdução do Assassino Econômico, começou mesmo, no começo dos anos 50, quando o Dr.
Mohammad Mossadegh, escolhido democraticamente, foi eleito no Irã. Ele era considerado “A esperança
da Democracia” no Oriente Médio ou no mundo. Ele foi o Homem do Ano da Revista Time. Porém... Uma
das questões que ele trazia e queria implementar era a ideia de que as petroleiras internacionais deveriam
pagar muito mais Ao povo iraniano pelo petroleo que estavam retirando do Irã e de que o povo iraniano
deveria se beneficiar de seu próprio petróleo. “Política estranha”? Claro que não gostaríamos disso, mas
tivemos medo de fazer o que estávamos fazendo, que era enviar os militares... Em vez disso enviamos um
agente da CIA, Kermit Roosevelt, parente de Teddy Roosevelt , e com alguns milhões de dólares, ele
mostrou-se muito eficiente e em pouco tempo Mossadegh foi deposto e foi substituído pelo xá do Irã, que
sempre foi favorável ao petróleo, e isso funcionou muito bem. (um noticiário de TV, da época, diz) :
‘Bombas explodem por todo o Irã, um oficial do exército anuncia que Mossadegh se rendeu e seu
regime como ditador virtual do Irã acabou. Fotos do xá são exibidas pelas ruas à medida que os
sentimentos mudam. O xá é bem-vindo em seu lar.’ Aqui nos EUA, em Washington, as pessoas olharam
aquilo e disseram “uau, aquilo foi fácil e barato!” Então se estabeleceu um modo novo de manipular
países e criar impérios. O único problema de Kermit é que ele era um agente da CIA identificado e se ele
tivesse sido pego, as implicações poderiam ter sido muito sérias. Então naquele momento tomou-se a
decisão usar consultores privados para canalizar o dinheiro através do Banco Mundial ou uma das outras
agências que treinam pessoas como eu, que trabalham para empresas privadas. Assim, se fosse-mos
pegos, não haveria conseqüências governamentais.

GUATEMALA, 1954

Quando Jacobo Árbenz Guzmán virou presidente da Guatemala, o país estava sob jugo da empresa United
Fruit e grandes corporações internacionais e, Árbenz abraçava o seguinte discurso: “Queremos devolver
a terra para as pessoas”. E assim que assumiu o poder ele estava implementando políticas que fariam
exatamente isto, devolver o direito à terra ao povo. A United Fruit não gostou muito disso, e então
contratou uma empresa de relações públicas para realizar uma grande campanha nos EUA, para
convencer o país, o povo, os cidadãos dos EUA, a imprensa e o congresso dos EUA, de que Árbenz era
uma marionete soviética. Se permitissem que ele continuasse no poder, os soviéticos teriam uma brecha
neste hemisfério. Naquela época havia um grande temor na cabeça de todos, do terror vermelho
comunista... Para encurtar a história, a partir dessa campanha de relações públicas surgiu um
comprometimento da parte da CIA e dos militares, de derrubar esse homem. E de fato conseguimos!
Enviamos aviões, enviamos soldados, enviamos chacais, enviamos tudo o que podíamos para derruba-lo. E
conseguimos. Assim que ele deixou seu gabinete, o sujeito que o sucedeu basicamente devolveu tudo para
as mãos das corporações internacionais, incluindo a United Fruit.

EQUADOR, 1981

O Equador, por muitos anos havia sido governado por ditadores a favor dos EUA, normalmente muito
violentos. Decidiu-se que haveria uma eleição realmente democrática e Jaime Roldós se candidatou
declarando que sua meta como presidente seria garantir que os recursos do país fossem usados para
ajudar o povo. E ele venceu com folga, com uma vantagem jamais vista no Equador, e começou a
implementar suas políticas para que os lucros do petróleo fossem para ajudar as pessoas. Bem, nós nos
EUA não gostamos muito disso. Fui enviado com outros assassinos econômicos para “dar um jeito” em
Roldós, corrompê-lo, cerca-lo, para dizer a ele: “bem, você sabe, você e sua família podem ficar muito
ricos se você jogar nosso jogo, mas se você continuar com essas políticas, promessas... você vai ter que
sair”. Ele não quis nos ouvir. Ele foi assassinado. Assim que o avião em que estava caiu, toda a área foi
cercada e as únicas pessoas autorizadas no local foram os militares dos EUA que vieram de uma base
próxima dali., e os militares do Equador. Quando começaram uma investigação, duas das testemunhas
chave morreram em acidentes de carro antes de dar depoimento. Aconteceram muitas coisas estranhas
em relação ao assassinato de Jaime Roldós. Quem investiga o caso como eu não tem dúvidas de que ele
foi assassinado e, claro, na minha posição de assassino econômico eu sempre imaginava que algo
aconteceria com Jaime, fosse um golpe ou assassinato, mas ele seria tirado de cena porque, ele não era
corrupto, ele não se deixava corromper da forma que queríamos.

PANAMÁ, 1981

Omar Torrijos, presidente do Panamá, era um dos meus favoritos, eu realmente o admirava. Ele era um
homem que realmente queria ajudar seu país. Quando eu tentava suborná-lo, corrompê-lo, ele dizia:
‘Olha, John – ele me chamava de Juanito – Olha, Juanito, eu não preciso do dinheiro, o que eu preciso é
que o meu país seja tratado com justiça. Preciso que os EUA paguem as dívidas que possuem com meu
país, por toda a destruição que vocês causaram aqui. Preciso estar em uma posição onde eu possa ajudar
outros países latino-americanos a se tornarem independentes e se libertarem desta presença terrível do
norte, com a qual vocês vêm nos explorando tão terrivelmente. Preciso que o Canal do Panamá esteja de
volta às mãos do povo, é disso que eu preciso’. ‘Me deixem em paz, parem de tentar me subornar’.
Isso foi em 1981, e em maio daquele ano Jaime Roldós foi assassinado. Omar sabia muito bem o que era
isso, então juntou sua família e disse: ‘provavelmente sou o próximo, mas tudo bem, porque eu fiz o que
vim fazer, renegociei o canal, agora ele estará em nossas mãos’. Ele tinha acabado de fazer um acordo
com Jimmy Carter. Em junho de 1981, apenas dois meses depois, ele também morreu em um acidente
aéreo, que certamente foi realizado por chacais apoiados pela CIA. Há evidências de que um dos agentes
entregou ao presidente quando ele embarcava, um pequeno gravador que continha uma bomba.

VENEZUELA, 2002

É interessante ver como esse sistema continua, e mesmo através dos anos, com a diferença de que os
assassinos estão ficando cada vez “melhores”. Temos também o que aconteceu recentemente na
Venezuela em 1998, Hugo Chávez foi eleito presidente, depois de uma longa seqüência de presidentes
muito corruptos, que haviam basicamente destruído a economia do país. Chávez foi eleito nessa época.
Ele enfrentou os EUA, exigindo que o petróleo venezuelano fosse usado para ajudar ao povo venezuelano.
Bom, nõs não gostamos muito disso nos EUA. Então, em 2002, foi organizado um golpe e para mim e
outras pessoas, não há dúvida de que a CIA estava por trás desse golpe em um nível ou outro, e
novamente as políticas do governo basicamente são criadas pela CORPORATOCRACIA e apresentadas
pelos líderes políticos, criando uma relação muito profunda. Isso não é uma teoria de conspiração, essas
pessoas não se reúnem e ficam tramando. Todos eles trabalham a partir de uma premissa básica, que é a
maximização de lucros sem considerar os custos sociais e ambientais. Maximizar lucros, independente do
impacto social e ambiental.”
Esse processo de manipulação corporativa através de dívidas, corrupção e golpes também é chamado de
GLOBALIZAÇÃO. Assim como a RF mantém o povo americano em uma posição de servidão incondicional
através de dívidas infinitas, inflação e juros, o Banco Mundial e o FMI cumprem esse papel em nível global.
A farsa é simples: Coloque um país em dívida, seja por sua própria imprudência ou seja pela corrupção do
líder desse país. E então imponha “condições” ou “políticas de ajuste estrutural” que frequentemente
consistem em:

Desvalorização da moeda; Quando o valor de uma moeda cai, o mesmo vale para tudo avaliado através
dela. Isso torna os recursos nativos disponíveis para países predadores, por uma parcela de seu valor
real. Cortes no financiamento de programas sociais que normalmente incluem Educação e Saúde,
comprometendo o bem-estar e a integridade da sociedade e deixando as pessoas vulneráveis à
exploração.

Privatização de empresas públicas; Isso significa que sistemas com importância social podem ser
comprados e controlados por corporações estrangeiras que visam lucro. Por exemplo; em 1999 o Banco
Mundial insistiu que o governo boliviano vendesse o sistema de água e esgoto da terceira maior cidade, à
uma subsidiária da americana Bechtel. Assim que isso aconteceu, as contas de água dos moradores locais
já empobrecidos dispararam. Foi só depois de uma intensa revolta popular que o contrato com a Bechtel
foi anulado.

E existe também a liberalização do comércio ou a abertura da economia. Isso dá margem a uma série de
manifestações de abuso econômico, como; corporações transacionais trazerem seus produtos de
fabricação em alta escala, prejudicando a produção nativa e arruinando economias locais. Um exemplo é a
Jamaica, que depois de aceitar empréstimos e condições do Banco Mundial, perdeu seus maiores
mercados de safras por causa da competição com importados ocidentais. Hoje muitos agricultores estão
sem trabalho porque não podem competir com as grandes corporações.

Outra variação é a criação aparentemente desapercebida, de várias exploradoras desumanas e não-


fiscalizadas, que se aproveitam das dificuldade vigentes. Além disso, devido à produção descontrolada, a
destruição do meio ambiente é contínua, uma vez que os recursos de um país são frequentemente
explorados por corporações diferentes, que também emitem enormes quantidades de poluição proposital.

(Segue falando, John Perkins) :


“O maior processo em Direito Ambiental da história mundial está ocorrendo em favor de 30 mil pessoas
do Equador e da Amazônia, contra a Texaco, agora propriedade da Chevron, logo, é contra a Chevron,
mas sobre atividades realizadas pela Texaco. Estima-se que a quantidade de poluição seja 18 vezes o que o
Exxon Valdez depejou na costa do Alasca. No caso do Equador, não se tratou de um acidente; As
petroleiras agiram de propósito, eles sabiam que estavam fazendo isso para ECONOMIZAR em vez de fazer
o escoamento correto.”
Indo além, uma rápida observação do histórico de desempenho do Banco Mundial, revela que a instituição
que declara publicamente ajudar países e reduzir a miséria, não fez nada além de aumentar a pobreza e as
diferenças sociais enquanto os lucros corporativos só sobem. Em 1960, a desigualdade de renda entre o
quinto país mais rico e o mais pobre do mundo era de 30 para 1. Em 1998, era de 74 para 1. Enquanto o
PIB global cresceu 40% entre 1970 e 1985, a margem de pessoas na faixa de pobreza cresceu 17%. Entre
1985 e 2000, o número de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia cresceu 18%. Mesmo a
Comissão Conjunta de Economia do congresso americano, admitiu que a taxa de sucesso dos projetos do
Banco Mundial é de meros 40%. No fim dos anos 60, o Banco Mundial interveio no Equador, com
grandes empréstimos. Nos 30 anos seguintes a pobreza cresceu de 50% para 70%. O desemprego foi de
15% para 70%. A dívida pública saltou de 240 milhões para 16 bilhões, enquanto a parcela de recursos
destinados aos pobres caiu de 20% para 6%.
Em 2000, 50% do orçamento nacional do Equador estavam sendo alocados para pagamento de dívidas.

É importante entendermos que o Banco Mundial é na verdade um banco americano, atendendo a


interesses americanos, pois os EUA têm poder de veto sobre as decisões, já que é o maior fornecedor de
capital. E de onde eles tiram esse dinheiro? Acertou: Ele foi criado do nada pelo sistema bancário de
reservas fracionadas.

Das 100 maiores economias do mundo, com base no PIB, 51 são corporações, das quais 47 ficam nos EUA.
A Wal-Mart, a General Motors e a Exxon têm mais poder econômico que a Arábia saudita, a Polônia, a
Noruega, a África do Sul, a Finlândia, Indonésia e muitos outros. E à medida que as barreiras comerciais
são quebradas, moedas são unificadas e manipuladas nos mercados de especulação, e as economias dos
governos. Poucos têm sido capazes de controlar ao “ajustes estruturais” e “condições” do Banco
Mundial, ou do FMI, ou das decisões da Organização Mundial do Comércio, que mesmo inadequados
determinam o significado de globalização econômica... O poder da globalização é tão grande que durante
nossas vidas provavelmente veremos a integração, mesmo que desigual, de todas as economias nacionais
do mundo, num único sistema de mercado livre global. O mundo está sendo dominado por um punhado
de negócios poderosos que controlam os RECURSOS NATURAIS que precisamos para viver, enquanto
controla o dinheiro que precisamos para obtê-los. O resultado final será um monopólio mundial, baseado
não na vida humana, mas em poder corporativo e financeiro. Conforme a desigualdade cresce, claro, mais
e mais pessoas se desesperam. Então o sistema foi forçado a criar um novo modo de lidar com quem
desafia este sistema. Assim nasceu o “TERRORISTA”.

O termo “terrorista” é uma descrição vazia, dada a qualquer pessoa ou grupo que escolhe desafiar o
“establishment”. Isso não deve ser confundido com a fictícia Al Qaeda, que é na verdade o nome de um
banco de dados criado pelo Mujahadeen com apoio americano nos anos 80.

“Na verdade NÃO EXISTE nenhum exército terrorista islâmico chamado Al Qaeda. E qualquer oficial da
inteligência bem informado sabe disso. Mas existe uma campanha de propaganda para que o povo
acredite na presença de uma entidade identificada... O país por trás dessa propaganda é os EUA.”
Pierre-Henry Bunel (especialista francês de inteligência militar)

Em 2007 o departamento de defesa recebeu 161,8 bilhões de dólares para a chamada guerra global contra
o terrorismo. De acordo com o Centro Nacional Anti-terrorismo, em 2004 cerca de 2000 pessoas tinham
sido mortas intencionalmente em razão de supostos atos terroristas. Desse número, 70 eram americanos.
Usando esse número como uma média, o que já é muito generoso, é interessante notar que o dobro de
pessoas morrem de alergia a amendoim por ano, comparando com o terrorismo. Ao mesmo tempo, a
causa principal de mortes nos EUA são doenças coronárias, que matam cerca de 450 mil pessoas por ano.
Em 2007 os fundos destinados pelo governo para pesquisa nessa área foram cerca de 3 bilhões de dólares.
Isso quer dizer que em 2007, o governo dos EUA gastou 54 vezes mais dinheiro prevenindo o terrorismo
do que prevenindo a doença que mata 6600 vezes mais pessoas por ano, que o terrorismo.

Ainda assim os nomes; terrorismo e Al Qaeda estão obrigatoriamente estampados em todos os jornais. O
mito se expande! No meio de 2008 o Procurador Geral dos EUA chegou a propor que o congresso
americano declarasse oficialmente GUERRA À FANTASIA, para não falar que até julho de 2008 existia mais
de 1 milhão de pessoas na lista de terroristas monitorados pelos EUA. Essas “Medidas Anti-Terrorismo”,
naturalmente não têm nada a ver com proteção social e tudo a ver com a preservação do sistema.
Enquanto cresce o sentimento anti-americano dento do país e internacionalmente, o que é legitimamente
baseado na expansão gananciosa do império corporativo que está explorando o mundo.

Os verdadeiros terroristas do nosso mundo não se encontram no escuro, à meia-noite, ou gritam “Allah
Akbar” antes de um ato violento. Os verdadeiros terroristas usam ternos de 5 mil dólares e trabalham
nos mais altos cargos das finanças, do governo e das empresas.

E então, o que fazer? Como paramos um sistema de ganância e corrupção que tem tanto poder e
impetuosidade? Como paramos esse comportamento grupal aberrante, que não tem compaixão por,
digamos, os milhões de massacrados no Iraque e no Afeganistão, para que a corporatocracia controle
recursos energéticos e a produção de ópio e gere lucro em Wall Street? Antes de 1980, o Afeganistão
produzia 0% do ópio mundial. Depois que Mujahadeen ganhou a guerra com a URSS com apoio da CIA e
dos EUA, eles passaram a produzir 40% da heroína mundial em 1986. Em 1999 eles estavam produzindo
80% do total no mercado. Então algo inesperado aconteceu. Os talibãs subiram ao poder e em 2000, já
haviam destruído a maioria dos campos de ópio. A produção caiu de 3 mil toneladas para apenas 185,
uma redução de 94%. Em 9 de setembro de 2001, os planos de invasão ao Afeganistão estavam na mesa
do presidente Bush. Dois dias depois eles tinham uma desculpa ou uma justificativa para isso; os
atentados de 11 setembro. Hoje a produção de ópio no Afeganistão controlado pelos EUA fornece mais de
90% da heroína do mundo, quebra recordes de produção todo ano.

Como paramos um sistema de ganância e corrupção que condena populações popbres à escravidão nas
fábricas em benefício da Avenida Madison? Ou que arquiteta ataques terroristas falsos com o propósito de
manipular? Ou que cria “Modos Embutidos” inerentemente explorados de operação social? Ou que
reduz sistematicamente as liberdades civis e viola os direitos humanos para se proteger das conseqüências
de seus próprios atos?

Como lidamos com as inúmeras instituições encobertas, como o Conselho de Relações Internacionais, a
Comissão Trilateral, o Clube de Bilderberg e outros grupos eleitos de forma não-democrática, que às
portas fechadas, se reúnem para controlar os elementos políticos, financeiros, sociais e ambientais de
nossas vidas?

Para encontrar a resposta, primeiro devemos encontrar a causa principal, pois o fato é, que os grupos
corruptos e famintos de lucro não são a fonte do problema. Eles são SINTOMAS.

“A ganância e a competição não são o resultado de um temperamento humano imutável... Ganância e


medo da escassez, na verdade são criados e ampliados... A conseqüência direta disso é que temos que
lutar uns com os outros para sobreviver.” (Bernard Lierter – Fundador do sistema monetário dos EUA)

“Meu nome é Jacque Fresco, sou desenhista industrial e engenheiro social. Meus principais interesses são
a sociedade e o desenvolvimento de um sistema que seja sustentável para todas as pessoas. Primeiro: A
corrupção mundial é uma invenção monetária, uma conduta aberrante e destrutiva para o bem-estar das
pessoas. Estamos falando de comportamento humano, algo que parece ser determinado pelo ambiente.
Por exemplo; se você for criado pelos índios seminoles e nunca conhecer nada diferente, você abraça esse
sistema de valores, e isso se aplica a nacionalidades, indivíduos, famílias que tentam educar seus filhos
dentro do sistema de crenças de um país específico, o que os faz sentir como parte da sociedade. E assim
se cria o que chamamos de ‘establishment’. O estabilishment é um ponto de vista funcional e
estabelecido, e fazem de tudo para perpetuá-lo, enquanto todas as sociedades são emergentes, não
estabelecidas. Então a sociedade rebate novas idéias que poderia interferir no establishment. Os
governos tentam perpetuar aquilo que os mantêm no poder. As pessoas não são eleitas para melhorar as
coisas, mas sim para manter as coisas como elas estão. Vemos que a corrupção faz parte da sociedade e
todas as nações têm uma base corrupta, pois tendem conservar o sistema vigente. Não falo de sustentar
ou destruir todas as nações, mas o comunismo, o socialismo, o fascismo, o neoliberalismo e todos os
outros subsistemas são a mesma coisa. TODOS são basicamente corruptos.”

A característica mais fundamental de nossas instituições sociais é a necessidade de auto-preservação. Isso


vale para as corporações, as religiões, ou governos. O interesse principal é a preservação da própria
instituição. Por exemplo; a última coisa que uma petroleira quer é o uso de energia não controlada por
ela, já que isso se torna menos importante para a sociedade. Igualmente, a Guerra Fria e a queda da URSS
foram na verdade uma forma de preservar a hegemonia global e econômica dos EUA. Do mesmo modo,
religiões condicionam as pessoas a se sentirem culpadas por inclinações naturais, e cada uma afirma
oferecer o único caminho para o perdão e a salvação.

No coração dessa auto-preservação institucional, está o sistema monetário, pois é o dinheiro que
possibilita os meios de poder e sobrevivência. Do mesmo modo que uma pessoa pobre se vê forçada a
roubar para sobreviver, é uma tentativa natural fazer o que for preciso para se manter a lucratividade de
uma instituição. Assim, fica naturalmente difícil que instituições baseadas em lucro, mudem, pois isso
ameaça não só a sobrevivência de grupos de pessoas, mas também o estilo de vida materialista associado
aos poderosos. A necessidade paralisante de preservar as instituições – independente de seu impacto
social – está fortemente baseada na necessidade de dinheiro, ou lucro.

INDÙSTRIA

(Continua, Jacque Fresco) :


“ ‘O que ganho com isso?’ É o que as pessoas pensam, então se alguém ganha dinheiro vendendo um
certo produto, naturalmente ele vai combater quem trabalha com outro produto que possa ameaçar a
sua instituição. Por isso as pessoas não podem ser justas. E as pessoas não confiam umas nas outras.
Alguém te diz: ‘eu tenho a casa que você procura’. Mas ele é um vendedor!
Um médico te diz: ‘temos que retirar seu rim’. Mas não sei se ele precisa pagar por seu iate ou se meu
rim está realmente doente. È difícil, no sistema monetário, acreditar nas pessoas. Se você viesse à minha
loja e eu te dissesse: ‘esse abajur é muito bom, mas o da loja seguinte é muito melhor’, eu não duraria
muito no mercado... Eu não seria ético, não daria certo. Então, quando dizem que ‘a indústria se
importa com as pessoas’, isso não é verdade! Eles não podem ser éticos. O sistema não foi projetado
para servir o bem-estar das pessoas. Se você não entendeu isso; não haveria terceirização de empregos,
se eles se importassem com as pessoas. A Indústria não se importa com as pessoas, eles só continuam
contratando porque ainda não automatizaram tudo. ‘Então não venham nos falar de ética; sai caro de
mais para nós, continuarmos funcionando’.”

É importante destacar que independente do sistema financeiro, seja ele fascista, socialista, capitalista ou
comunista, o mecanismo por trás disso ainda é o dinheiro, trabalho e COMPETIÇÃO.

A China comunista não é menos capitalista que os EUA. A única diferença é o grau de interferência do
governo nas empresas. A realidade é que o monetarismo, por assim dizer, é o verdadeiro mecanismo que
guia os interesses de todos os países no planeta. A mais agressiva e, portanto dominante variação desse
monetarismo é o sistema de livre comércio. A perspectiva fundamental apresentada pelos economistas
anteriores ao livre comércio, como Adam Smith, é de que auto-interesse e competição levam a
prosperidade social, já que o ato de competir gera incentivos e motiva as pessoas a ir adiante. Porém o
que não é falado é, como uma economia baseada em competição acaba levando à corrupção estratégica, à
consolidação de poder e riquezas, à camadas sociais, paralisia tecnológica, abuso de mão-de-obra e
finalmente, uma forma de poder encoberta de ditadura governamental pela elite rica.

A palavra “corrupção” costuma ser definida como perversão moral. Se uma empresa joga lixo tóxico no
mar para economizar dinheiro, as pessoas reconhecem isso como um “comportamento corrupto”. De
um modo mais sutil; quando o Wal-Mart se muda para uma cidade pequena e as lojas da cidade fecham
por não poderem competir, caímos em uma zona de dúvida: Afinal, o que exatamente o Wal-Mart está
fazendo de errado? Por que eles se importariam com as organizações que destroem? Porém, mais
discretamente ainda, quando alguém perde o emprego porque uma nova máquina foi criada, que pode
fazer o seu trabalho por um custo menor, as pessoas tendem a aceitar isso como “o jeito que as coisas
são”, sem ver a desumanidade corrupta que existe nesse gesto. O fato é: Seja despejando lixo tóxico,
possuindo um monopólio ou reduzindo a força de trabalho das pessoas, o motivo é sempre o mesmo!
Lucro.

Todos são estágios diferentes do mesmo mecanismo de auto-preservação, que sempre coloca o bem-estar
das pessoas atrás da necessidade de ganho monetário. Portanto, a corrupção não é um subproduto do
Monetarismo. ELA É A SUA BASE!
Enquanto algumas pessoas reconhecem essa tendência em algum nível, a maioria continua sem saber das
amplas conseqüências de termos um mecanismo tão egoísta, como mentalidade principal.

(Num noticiário real de TV um repórter diz) : “Documentos internos mostram que depois que esta
empresa soube que tinham uma medicação que estava infectada com o vírus da AIDS, eles tiraram o
produto do mercado americano e o mandaram para os mercados da Europa, Ásia e América Latina. O
governo dos EUA permitiu que isso acontecesse, o FDA permitiu que isso acontecesse, e agora o governo
está fingindo ignorar o caso. Milhares de hemofílicos inocentes morreram de AIDS e essa empresa sabia
que os medicamentos estavam contaminados com o vírus. (aparece na tela cujo noticiário estava sendo
exibido imagens de uma unidade da Bayer Medicamentos) Eles mandaram para outros lugares porque
queriam transformar esse desastre em LUCRO.”

POLÍTICA

(E prossegue, Jacque Fresco) :


“Veja só, temos a corrupção como parte do sistema! Estamos tirando proveito uns dos outros, e não se
pode esperar muita decência a essa altura.
Sinto que as pessoas não sabem quem eleger. O que não é possível em uma economia baseada em
moeda. Se elas dão dinheiro para a campanha do candidato que querem eleger, ISSO NÃO É
DEMOCRACIA. Eles servem pessoas em posição de vantagem. Então, sempre temos a ditadura das elites,
dos ricos.”

“Podemos ter democracia neste país, ou ter muita riqueza concentrada nas mãos de poucos, mas NUNCA
os dois.” (Louis Brandei – Juiz da Suprema Corte dos EUA)

É interessante observar como personalidades aparentemente desconhecidas aparecem, como mágica,


como candidatos a presidente. Antes que você perceba, de algum modo você precisa escolher entre um
pequeno grupo de pessoas muito ricas que suspeitamente têm as mesmas visões sociais amplas.
Obviamente, isso não é uma piada. As pessoas que concorrem à eleição estão ali porque foram definidas
como aceitáveis pelo poder estabelecido que toma as decisões. (aparecem imagens de Obama e Mccain
em campanha)
Ainda assim, muitos que entendem a ilusão da democracia pensam : “que bom seria se pudéssemos ter
nosso candidato honesto no poder, aí tudo ficaria bem”. Bem, esse idéia parece ter sentido dentro da
nossa visão de mundo, guiada pelo establishment, mas infelizmente ela é outra mentira, pois quando o
assunto é aquilo que realmente importa, a instituição da Política, assim como os políticos, não têm
nenhuma relevância no que diz respeito às coisas que fazem nosso mundo e nossa sociedade
funcionarem.

(Prossegue, Jacque Fresco) :


“Os políticos não podem resolver problemas. Eles não têm capacidade técnica para isso, eles não sabem
faze-lo. Mesmo se eles fossem sinceros, eles não saberiam resolver os problemas. São técnicos que fazem
os projetos de dessalinização... São técnicos que levam a eletricidade até a sua casa, que lhe dão
automóveis, que aquecem e resfriam sua casa. É a TECNOLOGIA que resolve os problemas, não a política.
A política não pode resolver problemas, pois eles não são treinados para isso.”

Poucas pessoas hoje param para pensar sobre o que realmente melhora suas vidas. É o dinheiro?
Certamente, não. Não podemos comer dinheiro, nem colocá-lo no tanque do carro para fazer funcionar. É
a Política ? Tudo que os políticos podem fazer é criar leis, definir orçamentos e declarar guerras. È a
religião? Claro que não. A religião não cria nada além de apoio emocional intangível para quem o busca. O
verdadeiro dom que temos como seres humanos, que foi unicamente responsável por tudo que melhorou
as nossas vidas, é a tecnologia.

O que é TECNOLOGIA? Tecnologia é o lápis que permite que alguém coloque suas idéias no papel para se
comunicar. Tecnologia é o carro que nos permite viajar mais rápido do que se fôssemos a pé. Tecnologia
são os óculos, que permitem a visão a quem precisa deles. Em si, a tecnologia aplicada é simplesmente
uma extensão de nossas capacidades, que reduz o esforço humano pra lidar com uma tarefa ou
problemas específicos. Imagine como seria sua vida hoje sem um telefone, sem um fogão, ou um
computador, ou o avião. Qualquer coisa na sua casa, que você mal repara, da campainha a uma mesa, a
uma lava-louças, tudo é tecnologia gerada pela ENGENHOSIDADE CIENTÍFICA de técnicos humanos. Não é
o dinheiro, política ou religião. Essas são instituições falsas.

(Continua, Jacque Fresco) :


“Escrever para o seu deputado é fantástico! Eles falam para você escrever para o seu deputado se você
quer que façam algo. Os homens em Washington deveriam saber tudo sobre tecnologia, sobre ciências
humanas, sobre crimes... Todos esses aspectos que moldam o comportamento humano. E você vai
escrever para o seu deputado? Que tipo de pessoas nós temos lá, que foram escolhidas para fazer esse
trabalho? Teremos uma grande dificuldade... A pergunta que interessa aos políticos é: Quanto um projeto
vai custar? A questão não é quanto ele vai custar, mas sim se temos os recursos. E hoje nós temos os
recursos para dar moradia a todos, para construir hospitais no mundo todo, construir escolas no mundo
todo, construir laboratórios e equipamentos para o ensino e pesquisa em medicina. Veja, nós temos tudo
isso, mas estamos no sistema monetário, e nesse sistema o que interessa é o lucro.”

E qual é o mecanismo principal que orienta o sistema baseado em lucro, além de interesse próprio? O que
exatamente mantém essa competição como sua essência? Eficiência e sustentabilidade? Não. Isso não é
parte de seu projeto. Nada produzido na nossa sociedade, voltada ao lucro, é de alguma forma,
sustentável ou eficiente. Se houvesse eficiência e sustentabilidade, não haveria uma indústria milionária de
serviços automotivos, ou a vida média dos equipamentos eletrônicos seria maior que 3 meses, antes de
ficarem obsoletos. Abundância? De modo algum. A abundância se baseia nas leis de oferta e procura, e na
verdade é algo negativo para o sistema vigente. Se uma mineradora de diamantes encontrar uma
quantidade dez vezes maior que o normal, isso quer dizer que a oferta de diamantes é aumentada, e logo
o preço e o lucro por diamante caem. O fato é que a sustentabilidade, eficiência e abundância são inimigas
do lucro. Resumindo; é o mecanismo de ESCASSEZ que aumenta os lucros.

(Continua, Jacque)
“A escassez mantém os produtos como valiosos; reduzir a produção de petróleo eleva o preço. A
escassez de diamantes mantém o preço deles alto. Eles queimam diamantes na mina e o transformam em
carbono, para manter o preço alto.”

Então, o que significa para a sociedade, é que a escassez produzida naturalmente ou por manipulação, seja
uma condição positiva para a Indústria? Isso quer dizer que sustentabilidade e abundância jamais irão
acontecer num sistema de lucro, pois simplesmente vão contra a natureza dessa estrutura. Portanto, é
impossível termos um mundo sem guerras ou pobreza. É impossível continuar avançando
tecnologicamente até seus níveis mais eficientes e produtivos. E, mais dramaticamente; é IMPOSSÍVEL
esperar que o ser humano comporte-se de modo REALMENTE ÉTICO E DECENTE.

Natureza humana ou comportamento humano?


( Continua Jacque) :
“As pessoas usam a palavra “instinto”, porque não levam em conta o comportamento, não sabem
avaliar, por sua falta de conhecimento. Então dizem coisas como: “humanos são feitos de um certo
modo...”, “a ganância é algo natural...”. Eles trabalham nisso por anos. Mas isso não é mais natural
que o habito de se vestir.”

( Abaixo seguem as palavras de Roxane Meadows, do The Venus Project) :


“O que queremos fazer é eliminar as causas dos problemas, os projetos que produzem a ganância, a
intolerância, o preconceito, pessoas tirando vantagens umas das outras, elitismo... Acabando com a
necessidade de prisões e serviços sociais. Sempre tivemos esses problemas porque sempre vivemos com
escassez, com fronteiras e com o sistema monetário, que produz a escassez.”

(Jacque Fresco) :
“Se você erradicar a corrupção que gera o que chamamos de ‘comportamento socialmente ofensivo’,
isso acaba. ‘Não é algo com que nascemos?’ Não, não é.”

(Roxane Meadows) :
“Não existe uma natureza humana, existe o COMPORTAMENTO humano. E este sempre mudou através
dos tempos. Você não nasce com intolerância, instinto de corrupção ou ódio. Você vai aprendendo isso na
sociedade.”

(Jacque) :
“Guerra, pobreza, corrupção, fome, miséria, sofrimento humano, não vão mudar dentro do sistema
monetário. Se mudarem, será muito pouco. É preciso REDESENHAR NOSSA CULTURA, nossos valores, e
isso tem que estar relacionado com a capacidade da Terra, não com a opinião humana, ou com as noções
de alguns políticos sobre como o mundo deveria ser, ou de noções religiosas de como questões humanas
devem ser tratadas. É disso que trata o Projeto Vênus.
A sociedade da qual vamos falar é uma sociedade livre de todas as velhas superstições, encarceramento,
prisões, crueldade policial e leis. Todas as leis desaparecerão... E profissões desaparecerão, as que não são
mais válidas, como corretores da Bolsa, banqueiros e publicitários. Vão acabar! Para sempre! Porque não
são mais relevantes.”

Quando entendemos que é a tecnologia criada pela engenhosidade humana, o que liberta a humanidade e
aumenta a nossa qualidade de vida, perceberemos então que o foco mais importante que podemos ter é o
foco no gerenciamento inteligente dos recursos da Terra. Pois são os recursos naturais. Nós nos
apropriamos dos materiais para continuar nosso caminho de prosperidade. Ao entender isso, podemos
ver que o dinheiro existe fundamentalmente como um obstáculo a esses recursos, já que, na prática, tudo
tem uma causa financeira. E por que precisamos de dinheiro para obter esses recursos? Por causa de uma
escassez real ou presumida. Nós não pagamos pelo ar e pela água da torneira, pois são tão abundantes
que vendê-los não teria sentido. Então, logicamente falando, se os recursos e tecnologias aplicáveis à
criação de tudo em nossas sociedades, como casas, cidades e transporte, existissem em abundância, não
haveria motivo para VENDER NADA. Da mesma forma, se a automação e as máquinas fossem avançadas
ao ponto em que humanos não precisassem trabalhar, não haveria porque ter emprego. Se cuidarmos
desses aspectos sociais, não há motivo algum para o dinheiro existir. Então a pergunta final permanece:
Nós na Terra temos recursos suficientes e conhecimento tecnológico para criar uma sociedade de tal
abundância, onde tudo o que temos agora esteja disponível sem uma etiqueta de preço e sem a
necessidade de submissão através de empregos? Sim, nós temos! Nós temos os recursos e a tecnologia
para possibilitar isso, junto com a capacidade de elevar os padrões de vida de tal modo que as pessoas no
futuro olharão para nossa civilização de agora e rirão de quão primitiva e imatura nossa sociedade era.

(Jacque) :
“O que o Projeto Vênus propõe é um sistema totalmente diferente, que está atualizado com as
tecnologias atuais.”

(Roxane) :
“Nunca demos aos cientistas o problema de como projetar uma sociedade que eliminaria empregos
monótonos e exploradores, que eliminaria acidentes de trânsito, que permitiria que as pessoas tivessem
um padrão de vida alto, que eliminaria os tóxicos de nossa comida, que dê-nos outras formas de energias
limpas e eficientes... E nós podemos chegar lá. Uma economia baseada em recursos. A grande diferença
entre uma economia baseada em recursos e um sistema monetário, é que, uma economia baseada em
recursos está realmente preocupada com as pessoas e seu bem-estar, enquanto o sistema monetário
tornou-se tão distorcido, que as necessidades das pessoas são secundárias, se é que são consideradas. Os
produtos são guiados por: “Quanto dinheiro você pode ganhar?”. Se existe um problema na sociedade e
não se pode lucrar com a solução, nada será feito. A economia baseada em recursos não se parece com
nada que já foi tentado, e com toda nossa tecnologia podemos criar abundância. Ela pode ser usada para
melhorar a vida das pessoas. Haverá abundância no mundo todo se usarmos nossas tecnologias
sabiamente e preservarmos o meio ambiente.”

ENERGIA

(Jacque ) :
“É um sistema muito diferente, e é muito difícil falar sobre ele porque as pessoas não estão bem
informadas o suficiente sobre a evolução da tecnologia.”

No momento, NÃO PRECISAMOS queimar combustíveis fósseis. Não precisamos usar nada que contamine
o meio ambiente. Há muitas formas de energia disponíveis. Soluções de energias alternativas
“empurradas” pelo sistema, como hidrogênio, biomassa e energia nuclear, são muito ineficientes e
perigosas, e só existem para perpetuar a estrutura lucrativa que a Indústria criou. Quando enxergamos
além da propaganda e das soluções convenientes apresentadas pelas companhias de energia,
descobrimos uma fonte aparentemente infinita de energia renovável e abundante para geração de força.
A energia solar e eólica são conhecidas do público, mas o POTENCIAL REAL desses meios continua
desconhecido.
A energia solar é tão abundante, que uma hora de luz ao meio-dia contém mais energia do que o mundo
consome em um ano. Se pudéssemos captar 1 centésimo dessa energia, o mundo nunca precisaria usar
petróleo, gás ou coisa do tipo. A questão não é a disponibilidade, há tecnologia para explorá-la, e hoje há
muitos meios avançados que chegariam nesse resultado, se não fossem obstruídos pela necessidade de
competir por participação no mercado com as estruturas de poder energético já estabelecidas.
A energia eólica vem sendo denunciada como fraca e impraticável por depender da localização. Isso
simplesmente não é verdade. O Departamento de Energia dos EUA, admitiu em 2007, que se o vento fosse
totalmente aproveitado em só 3 dos 50 Estados americanos, ele poderia gerar energia para o país inteiro.
Ainda há meios relativamente pouco conhecidos como a energia das marés e das ondas.
A energia das marés é obtida pela variação das marés no oceano, instalando-se turbinas que capturam
esse movimento, gerando energia. No Reino Unido, 42 locais estão marcados como disponíveis para
instalação desta tecnologia, prevendo-se que 34% da energia do país poderiam vir somente desta fonte.
A energia das ondas, que extrai energia dos movimentos dos oceanos, possui estimadamente um potencial
global de 80 mil terawatts-hora. Isso significa que só com esse meio, poderiam ser produzidos 50% de
todo o consumo energético do planeta.
Agora, é importante destacar que as energias solar, eólica, das marés e das ondas, não requerem
virtualmente nenhuma preliminar para a captação, diferente do carvão, petróleo, gás, biomassa,
hidrogênio e outros. Só esses quatro meios combinados de energias limpas, se captados com eficiência
através da tecnologia, poderia fornecer energia para o mundo para sempre.
Dito isso, ainda existe uma outra forma de energia limpa e renovável que supera todas as outras:
ENERGIA GEOTÉRMICA. A energia geotérmica utiliza o que chamamos de “mineração de calor”, que
através de um processo simples à base de água, é capaz de gerar quantidades enormes de energia limpa.
Em 2006, um relatório do MIT sobre energia geotérmica, descobriu que 13 mil zetajoules ( ZJ ) de energia
estão atualmente na Terra, com a possibilidade de canalizar-se 2 mil ZJ facilmente, com tecnologia de
ponta. O consumo total de energia de todos os países no planeta é cerca de meio zetajoule por ano. Isso
quer dizer que 4 mil anos de energia planetária poderiam ser captados só através desse meio. Quando
percebemos que a geração de calor da Terra é constantemente renovada, essa energia se mostra
realmente infinita. Ela poderia ser usada para sempre!
Essas fontes são apenas alguns dos meios de energia renovável disponíveis. E com o tempo descobriremos
outros. A grande verdade é que temos abundância de energia, sem necessidade de poluição, ou na
verdade, uma etiqueta de preço!

TRANSPORTE

E o transporte? Os meios predominantes das nossas sociedades são o automóvel e o avião, sendo que
ambos precisam de combustíveis fósseis para funcionar. No caso do automóvel, a tecnologia em baterias
necessária para ligar um carro elétrico que vá a 160 km/h por mais de 300 km com uma única carga, já
existe. E existe há muitos anos. Porém devido à patentes controladas pela indústria petroleira, que limitam
sua capacidade de manter participação no mercado, junto com pressões políticas da indústria de energia,
a VIABILIDADE FINANCEIRA e o ACESSO a essas tecnologias são limitados. Não há outro motivo senão
puros interesses corruptos em lucro, para que cada carro no mundo não seja elétrico e limpo, sem
necessidade nenhuma de gasolina. Quanto aos aviões, já é hora de percebermos que esse meio de
transporte é ineficiente, desconfortável, lento e causa muita poluição.

Isso é um trem de levitação magnética (maglev). (aparece a imagem do veículo) Ele usa imãs para
propulsão. Ele é totalmente suspenso por um campo magnético e exige menos de 2% da energia utilizada
pela viagem de avião. O trem não tem rodas, então não há desgaste. A velocidade máxima atual de versões
desta tecnologia, como a usada no Japão, é de quase 600 km/h. Porém esta versão já é bem ultrapassada.
Uma organização chamada ET3, que tem ligação com o Projeto Vênus, desenvolveu um trem maglev de
base dupla, que pode viajar a mais de 6.500 km/h, por um túnel imóvel e sem atrito, que pode passar
sobre a terra ou sob a água. Imagine ir de Los Angeles a Nova York para um almoço mais demorado, ou de
Washington a Pequim em duas horas. Este é o futuro das viagens continentais e intercontinentais; rápido,
limpo e consumindo apenas uma fração de energia que usamos hoje para o mesmo fim. De fato, entre a
tecnologia maglev, o armazenamento avançado de baterias e a energia geotérmica, não há motivos para
voltarmos a queimar combustíveis fósseis. E isso poderia ser feito agora, se não estivéssemos sendo
atrasados pela paralisante estrutura do lucro.

TRABALHO

(Jacque) :
“Hoje a América tem uma tendência ao fascismo. Há uma propensão, por sua religião e filosofia
dominantes, de apoiar pontos de vistas fascistas. A indústria americana é basicamente uma instituição
fascista. Se você não entender isso, quando acordar vai estar vivendo sob uma ditadura.”

(Roxane) :
“Nós recebemos noções da respeitabilidade do trabalho. Mas eu o vejo como uma escravidão paga.”

(Jacque) :
“Você foi educado para acreditar que você e seus filhos vivem do suor do seu trabalho. Mas isso atrasa as
pessoas. Ao libertar as pessoas de empregos repetitivos, desagradáveis, que as tornam ignorantes, você as
rouba. Nessa nossa sociedade, que é na verdade uma economia baseada em recursos, AS MÁQUINAS
LIBERTAM AS PESSOAS. Veja, não conseguimos imaginar isso, porque nunca conhecemos esse tipo de
mundo.”

AUTOMAÇÃO

Se examinarmos a história, veremos um padrão de automação lentamente substituindo o trabalho


humano, do desaparecimento do ascensorista à automação quase total das fábricas de automóveis. O fato
é que, à medida que a tecnologia evolui, a necessidade de mão-de-obra humana diminuirá continuamente.
Isso cria um conflito sério, que comprova a falsidade do sistema de trabalho baseado em dinheiro, pois o
trabalho humano está em COMPETIÇÃO direta com o desenvolvimento tecnológico. Portanto, dada a
prioridade do lucro para a Indústria, com o tempo, mais e mais pessoas são dispensadas e substituídas
por máquinas.

(Jacque) :
“Quando uma indústria compra uma máquina, em vez de reduzir a jornada de trabalho dos funcionários,
eles fazem cortes, e você perde seu emprego. Então é justo que você tenha medo de máquinas.”

Numa economia de alta tecnologia baseada em recursos, podemos dizer que cerca de 90% de todas as
profissões que existem podem ser desempenhadas por máquinas, libertando os humanos para viverem
sua vida sem servidão. Afinal, esta é a razão termos tecnologia. Com o tempo, com a nanotecnologia e
outras formas avançadas de ciência, não é muito imaginar como até complexos procedimentos médicos
poderão ser feitos por máquinas também, e baseando-se no padrão, com muito mais sucesso do que
humanos conseguem hoje. O caminho é claro, mas nossa estrutura social baseada em dinheiro, que exige
trabalho em troca de renda, bloqueia esse processo. As pessoas precisam de empregos para sobreviver. O
crucial é: esse sistema tem que acabar, ou nunca seremos livres; e a tecnologia sempre estará paralisada.

(Jacque) :
“Temos máquinas que limpam esgotos e evitam que uma pessoa tenha que fazer isso. Então pense nas
máquinas como extensões do desempenho humano.”

Além disso, muitas profissões de hoje não terão motivo para existir em uma economia baseada em
recursos, como qualquer coisa ligada ao gerenciamento de dinheiro, publicidade e o próprio sistema legal.
Sem dinheiro, a grande maioria dos crimes que são cometidos hoje jamais aconteceria. Praticamente
todas as formas de crime são conseqüência do sistema monetário, pela neurose causada por dificuldades
financeiras. Assim, até mesmo as leis se tornariam extintas.

(Jacque) :
“Em vez de colocar uma placa ‘dirija com cuidado – pista molhada’, coloque uma proteção
(tecnologia) na estrada para que ela não fique escorregadia com a chuva. E quando uma pessoa anda
bêbada em um carro, o carro oscila um pouco, há um pêndulo que pode ser instalado no carro, que vai de
um lado a outro, fazendo com que o carro se dirija para o acostamento. Não é uma lei, é uma solução. Ter
sonares, radares nos carros, para que eles não batam uns nos outros. As leis feitas pelo homem são
tentativas de lidar com problemas que existem. Sem saber como resolve-los, cria-se uma lei.”

Nos EUA, o país mais privatizado e capitalista do planeta, não é surpresa que ele também tenha a maior
população carcerária do mundo. Que cresce a cada ano. Estatisticamente, a maioria dessas pessoas
tiveram educação e vêm de sociedades pobres e carentes. Ao contrário do que se divulga, é o
condicionamento ambiental que os leva ao comportamento violento e criminoso. Mo entanto, a sociedade
FINGE ignorar esse problema. Os sistemas legal e penal são só mais exemplos de como a NOSSA
SOCIEDADE EVITA EXAMINAR as causas originais do comportamento. Bilhões são gastos todos os anos
com prisões e a polícia, enquanto que apenas uma fração é gasta com programas para diminuir a pobreza,
que é uma das variáveis mais fundamentais na ocorrência de crimes, para começar. Enquanto tivermos
um sistema econômico que prefere, e de fato, cria escassez e carência, a criminalidade nunca vai parar.

INCENTIVO

(Jacque) :
“Se as pessoas têm acesso às necessidades básicas, sem servidão, dívidas, barreiras, comércio, elas se
comportam de modo diferente. Você quer que tudo isso esteja disponível, sem uma etiqueta de preço.
Agora... ‘Se as coisas não tiverem um preço definido, o que motivará as pessoas?’ ‘Se alguém
consegue tudo que quer, vai ficar deitado de papo pro ar...’ Este é o MITO que é perpetuado. As pessoas
na nossa cultura são treinadas para acreditar que o sistema monetário produz incentivos. “Se tiverem
acesso a tudo, por que vão querer fazer alguma coisa?’ ‘Eles perderiam seu estímulo.’ Isso é o que
ensinam para que você apóie o sistema monetário.”

(Roxane) :
“Quando você tira o dinheiro de cena, existem incentivos muito, muito diferentes.”

(Jacque) :
“Quando as pessoas têm acesso às suas necessidades básicas, seus incentivos mudam. E a lua e as
estrelas? Surgem novos incentivos! Se você faz uma pintura e gosta dela, você vai querer DAR A OUTRA
PESSOA, e não vende-la.”

EDUCAÇÃO

(Roxane) :
“Acho que quase tudo que já vi sobre Educação até hoje passa essencialmente por preparar uma pessoa
para um emprego. È tudo muito especializado, eles não são generalistas. As pessoas não sabem muito
sobre assuntos diversos. Acho que você não convence as pessoas a irem para a guerra, se elas souberem
muito sobre muitas coisas. Acho que a Educação é basicamente rudimentar, e as pessoas não aprendem
a solucionar problemas, elas não têm ferramentas, emocionalmente ou em seu ambiente de trabalho,
para realizar pensamentos críticos. Em uma economia baseada em recursos, a Educação seria muito
diferente.”

(Jacque) :
“A maior preocupação de nossa idealizada sociedade é o desenvolvimento mental, é motivar cada pessoa
a alcançar seu potencial máximo. Pois nossa filosofia é: ‘quanto mais inteligentes são as pessoas,
melhor é o mundo’, pois todos passam a contribuir.”

(Roxane) :
“Quanto mais inteligentes forem SEUS filhos, melhor será MINHA vida, pois eles contribuirão de forma
mais construtiva para o ambiente, e para a minha vida, pois tudo o que desenvolvemos em uma economia
baseada em recursos, é aplicado à sociedade. Nada impediria isso!”

CIVILIZAÇÂO

(Jacque) :
“Patriotismo, armas, exércitos, marinhas, tudo isso é um sinal de que ainda NÃO SOMOS CIVILIZADOS.
Os filhos perguntarão para os pais: ‘Você não tinha percebido que precisava de máquinas?’ ‘Pai, você
não percebeu que a guerra seria inevitável, não fosse a escassez?’ Isso não é óbvio? Claro, seu filho
entenderá que você era um tolo, criado somente para servir às instituições estabelecidas. Nossa sociedade
atual é uma sociedade tão abominavelmente doente, que não deveria constar na História. A unificação
mundial visando o bem de todos, de todos os seres humanos, sem ninguém servir a ninguém, sem
camadas sociais, sem elitismo técnico ou qualquer outro tipo. O Estado não faz nada, pois não há Estado.
O sistema que desenhei, uma economia baseada em recursos, não é perfeito, mas é muito melhor do que
o que temos. Nós NUNCA atingiremos a ‘perfeição’.”

“MINHA PÁTRIA É O MEU MUNDO... E MINHA RELIGIÃO É FAZER O BEM.” (Thomas Paine)

Os valores sociais de nossa sociedade, que se manifestam em guerras inacabáveis, corrupção, leis
agressivas, camadas sociais, superstições irrelevantes, destruição do meio ambiente e uma classe
dominante opressora e socialmente indiferente, são fundamentalmente o resultado da ignorância coletiva
sobre duas das percepções mais básicas que os seres humanos podem ter sobre a realidade: Os aspectos
EMERGENTES e SIMBIÓTICOS das leis da natureza. A natureza emerge da realidade. É que todos os
sistemas, seja o conhecimento, a sociedade, a tecnologia, a filosofia, ou qualquer outra criação passará,
quando não for inibida, por transformações fluidas e perpétuas. O que nos parece tão comum hoje, como
comunicação e transporte teria sido algo inimaginável no passado. Do mesmo modo, o futuro terá
tecnologias, realizações e estruturas sociais que sequer imaginamos no presente.

Fomos da alquimia para a química, do Universo geocêntrico para o heliocêntrico, da crença que demônios
causavam doenças, para a medicina moderna. Esse desenvolvimento não parece ter fim, e saber disso é o
que nos alinha e nos leva no caminho contínuo do crescimento e do progresso. Não existe conhecimento
empírico estático. O que existe é a percepção do caráter emergente de todos os sistemas que devemos
reconhecer. Isso quer dizer que devemos estar abertos a novas informações o tempo todo. Mesmo que
isso ameace nosso sistema atual de crenças, e portanto, nossas identidades. Infelizmente, a sociedade de
hoje falhou em reconhecer isso, e as instituições estabelecidas continuam paralisando o crescimento,
preservando estruturas sociais desatualizadas. Ao mesmo tempo a população sofre com o medo da
mudança, pois seu condicionamento envolve uma identidade estática, e mudar as crenças de alguém
geralmente acaba em insulto e tensão, pois estar errado é incondicionalmente associado ao fracasso.
Quando na verdade, CONSTATAR QUE SE ESTÁ ERRADO É ALGO A SE CELEBRAR, afinal, isso leva alguém a
um novo nível de entendimento, de maior consciência.

A verdade é que não existe um ser humano sábio, pois é uma questão de tempo para que suas idéias
sejam atualizadas, alteradas ou erradicadas. Essa tendência de se agarrar cegamente a sistemas de
crenças, isolando-os de informações novas e possivelmente transformadoras não é nada além de uma
forma de materialismo intelectual. O sistema monetário perpetua esse materialismo, não só por suas
estruturas auto-preservadoras, mas também pelo enorme número de pessoas que são condicionadas a
cegamente apoiar essas estruturas, tornado-se guardiãs voluntárias do status quo. Ovelhas que não
precisam mais de um cão pastor para controla-las, pois elas se controlam ao isolar aqueles que se
comportam de modo fora do padrão. Essa tendência de resistir à mudança e apoiar instituições existentes,
em nome da identidade, conforto, poder e lucro é COMPLETAMENTE INSUSTENTÁVEL. E só produz mais
desequilíbrio, fragmentação, distorções e, inevitavelmente, a destruição.

É hora de mudar. Da caça e coleta à revolução da agricultura, à revolução industrial, o padrão é claro: é
hora de um novo sistema social que reflita as compreensões que temos hoje. O sistema monetário é
produto de uma época onde a escassez era a realidade. Na era da tecnologia, ela não é mais importante
para a sociedade. Junto com os desvios de comportamento que ela apresenta e manifesta. Do mesmo
modo, visões de mundo dominadoras, como religiões funcionam com a mesma irrelevância social. O
islamismo, cristianismo, judaísmo, hinduismo e todas as outras existem como barreiras para o
crescimento pessoal e social. Pois cada grupo perpetua uma visão de mundo fechada, e o modo de
compreensão que eles reconhecem é simplesmente impossível em um universo emergente. Ainda assim
a religião conseguiu bloquear o conhecimento desse caráter do Universo, ao instituir a distorção
psicológica chamada fé entre os seus seguidores, onde a lógica e as novas informações são rejeitadas em
função de crenças tradicionais e atrasadas.

(Jacque) :
“O conceito de Deus é mesmo um método com base nas coisas da natureza. Antigamente as pessoas não
sabiam como as coisas se formavam, como a natureza funcionava, e então inventaram suas historinhas. E
inventaram Deus à sua própria semelhança: Um sujeito que fica bravo quando as pessoas não se
comportam bem, que cria inundações, terremotos... E aí dizem, ‘isso é um ato de Deus’.”

Uma análise histórica de religiões suprimidas revela que mesmo os mitos originais são combinações
emergentes desenvolvidos por influências recebidas através dos tempos. Por exemplo, uma doutrina
crucial na fé cristã é a morte e a ressurreição do Cristo. Essa noção é tão importante que a própria Bíblia
afirma, “Se Cristo não se levantar, toda a nossa pregação será em vão, assim como sua fé” (I Corintios
15:14). No entanto, é difícil entender isso literalmente. Pois não há uma só evidência desse evento
sobrenatural na história secular. Mas sabermos o grande número de salvadores pré-cristãos, que também
morreram e ressuscitaram coloca a história imediatamente em contexto mitológico, por associação.
Figuras antigas da Igreja, como Tertuliano, usaram grandes fontes para romper essa associação, alegando
até que o demônio causou essas similaridades. No séc. II disse: “O diabo, cujo interesse é distorcer a
verdade, imita as circunstâncias exatas do Sacramento Divino. Ele batiza seus adeptos e promete perdão
aos pecados... Celebra a oblação do pão e traz o símbolo da ressurreição. Conheçamos portanto a
artimanha do diabo, que copiou certas coisas divinas”. Porém o que é realmente dito, é que quando
deixamos de ver as histórias do cristianismo, judaísmo, islamismo e todas as outras como história literal, e
as aceitamos como o que realmente são; expressões puramente alegóricas originadas em muitas crenças,
vemos que todas as religiões compartilham algo em comum. É esse aspecto unificador que precisa ser
reconhecido e apreciado. Crenças religiosas causaram mais divisão e conflito que qualquer outra
ideologia. Só o cristianismo tem mais de 34 mil subgrupos.

(Jacque) :
“A Bíblia está sujeita a interpretações. Quando você a lê, diz: ‘acho que Jesus queria dizer isso’, ‘acho
que José quis dizer aquilo’, ‘não, ele quis dizer isso!’ Então você tem o protestantismo, o adventismo,
o sétimo dia, os católicos... E a Igreja se divide como igreja nenhuma...”

E essa questão da divisão, que é marca registrada de todas as religiões, nos leva à nossa segunda
ignorância: a falsa idéia de separação, ao rejeitarmos o aspecto simbiótico da vida. Além de entender que
todos os sistemas são emergentes, onde todas as nossas noções de realidade serão SEMPRE
desenvolvidas, alternadas e até mesmo destruídas. Também devemos entender que todos os sistemas são
fragmentos inventados basicamente com a finalidade de conservação de algo, pois não existe
independência na natureza. A Natureza é um sistema unificado de variáveis interdependentes, todas as
causas e conseqüências, existem somente como um todo.
(Jacque) :
“Você não se percebe ‘plugado’ no ambiente... Então parece que somos livres, andando por aí... Tire o
oxigênio, e todos nós morremos imediatamente; tire a vida vegetal, e nós morremos. Sem o sol todas as
plantas morrem. Então estamos conectados!”

(John Perkins)
“Realmente precisamos considerar a totalidade. Essa não é uma experiência exclusivamente humana
neste planeta, é uma experiência total. Sabemos que não sobrevivemos sem plantas e animais, sabemos
que não sobrevivemos sem os quatro elementos... Então quando vamos começar a levar isso a sério de
verdade? Isso é ser bem sucedido: O sucesso depende do quanto você se relaciona bem com o que há ao
seu redor. Sei bem que meu neto não pode nem sonhar em herdar um mundo sustentável, pacífico,
estável e socialmente justo, a menos que cada criança na Etiópia, na Indonésia, na Bolívia, na Palestina,
em Israel, também tenha essa expectativa. Temos que cuidar de toda a comunidade, ou teremos
problemas sérios. Hoje temos que ver o mundo todo como uma comunidade, e precisamos cuidar uns dos
outros desse modo. E não é só uma comunidade de pessoas; é uma comunidade de plantas, animais e
elementos. Nós realmente precisamos entender isso. Isso também é o que nos dá alegria e prazer, isso é o
que falta em nossas vidas no momento. Podemos chamar isso de espiritualidade, mas o fato é que a
alegria vem pelo êxtase de se sentir conectado. Isso é o espírito do Deus que está dentro de nós, um
sentimento real, e sinto-o profundamente em mim. È um sentimento fantástico, maravilhoso, e você sabe
como consegui-lo. E não o consegue com dinheiro. Você o consegue com essa conexão.”

( Ao fundo, a voz de um humorista fazendo rir a sua platéia diz) :


“Isso não é um perigo para esse país? Como vamos continuar construindo armas nucleares? O que
acontecerá com a indústria das armas quando percebermos que SOMOS TODOS UM SÓ? Isso vai acabar
com a Economia! Essa Economia que é falsa de qualquer modo! O que seria do governo? Você está vendo
que o governo está desabando... Por causa da idéia do amor incondicional.”

“Eu acredito que a verdade desarmada e o amor incondicional terão a palavra final na realidade.”
(Martin Luther King)

Quando entendermos que a integridade de nossa existência pessoal depende da integridade de tudo mais
em nosso mundo, teremos entendido de verdade, o significado do amor incondicional, pois o amor é a
capacidade de estender-se e ver tudo como você e você como tudo. Não pode haver condicionalidade. Pois
todos nós somos tudo de uma vez.

“Se for verdade que todos viemos do centro de uma estrela, cada átomo em nós veio do centro de uma
estrela, então somos todos a mesma coisa. Mesmo uma máquina de refrigerante ou uma ponta de cigarro
é feita de átomos que vieram das estrelas. Todos foram reciclados milhares de vezes, como eu e você.
Portanto, o que há lá fora é simplesmente EU. Não há o que temer, não há com o que se preocupar. Então,
o que temer? Se tudo somos nós! Nós somsos separados por termos nascido, recebido um nome e uma
identidade. Fomos separados da Unidade, e isso é o que a religião explora. As pessoas têm esse anseio por
fazer parte da Unidade novamente. E isso é explorado, batizam-no de Deus, dizem que ele tem regras, e
eu acho isso cruel. Acho que você pode fazer isso sem religiões.” (George Carlin)

“Um visitante extraterrestre que examinasse as diferenças entre as sociedades humanas, acharia essas
diferenças triviais quando comparadas às semelhanças. Nossas vidas, passado e futuro estão ligados ao
sol, à lua e às estrelas... Nós vimos os átomos que compõem tudo na natureza e as forças que esculpiram
essa obra... E nós que possuímos os olhos, ouvidos e sentidos locais do cosmo, começamos a imaginar
nossas origens... Matéria estelar contemplando as estrelas, grupos organizados de bilhões de átomos,
contemplando a natureza, traçando o longo caminho pelo qual chegou à consciência aqui na terra...
Devemos lealdade às espécies do planeta. É nosso dever sobreviver e progredir, não só por nós mesmos,
mas também pelo vasto e antigo cosmos de onde viemos. Somos uma espécie.” (Carl Sagan)

É hora de reivindicar a Unidade... nossos sistemas obsoletos se quebraram... E trabalharmos juntos para
criar uma sociedade global sustentável. Onde cuidamos de todos e todos são livres. Quaisquer que sejam,
suas crenças religiosas, elas não fazem sentido quando o assunto são as necessidades da vida. Todo ser
humano nasce nu e precisa de calor, alimento, água, abrigo... Tudo mais é auxiliar. Portanto nossa questão
mais urgente é o gerenciamento inteligente dos recursos da Terra. Isso nunca acontecerá num sistema
monetário, pois a busca do LUCRO é a busca do INTERESSE PRÓPRIO, o desequilíbrio torna-se parte
inerente. Ao mesmo tempo, políticos são inúteis, pois nossos verdadeiros problemas são técnicos, não
políticos. Além disso, ideologias que separam a Humanidade, como a religião, tem grande impacto na
comunidade, independente de valores, propósitos e relevância social.
A esperança é que com o tempo a religião perca seu caráter materialista e supersticiosos e passe sua área
de utilidade à Filosofia. O fato é que a sociedade de hoje está do avesso, com políticos sempre falando em
proteção e segurança, em vez de; criação, unidade e progresso. Só os EUA gastam cerca de 500 bilhões de
dólares todo ano com defesa. Isso bastaria para enviar todos os graduados do Ensino Médio nos EUA para
uma faculdade de quatro anos.

Nos anos 40, o Projeto Manhattan produziu a primeira arma de destruição em massa. Esse programa deu
emprego a 130 mil pessoas com custo muito elevado. Imagine como seria nossa vida hoje, se esses
cientistas em vez de trabalharem em um modo de matar pessoas, estivessem trabalhando num modo de
transformar este mundo num mundo abundante e auto-sustentável. A vida hoje seria bem diferente se
esse tivesse sido o objetivo deles. Em vez de armas de destruição em massa, é hora de liberarmos algo
muito mais poderoso: ARMAS DE CRIAÇÃO EM MASSA. Nossa verdadeira divindade está em nossa
capacidade de criar, e munidos da compreensão da simbiose da vida enquanto somos guiados pela
natureza emergente da realidade. Não há nada que não possamos fazer ou alcançar. Claro, encontramos
fortes barreiras, na forma das estruturas de poder estabelecidas que se recusam a mudar. No coração
delas está o sistema monetário.
Como explicamos antes, o sistema de reservas fracionadas é uma forma de escravidão através das dívidas,
no qual é literalmente impossível que a sociedade seja livre. O capitalismo neoliberal na forma do livre
comercio, usa as dívidas para aprisionar o mundo e manipular países tornando-os subservientes a uns
poucos poderes financeiros e políticos. Além dessas imoralidades assustadoras, o sistema em si é
baseado em competição, o que imediatamente ACABA COM A POSSIBILIDADE de colaboração em grande
escala em nome de todos, além de paralisar qualquer tentativa de se alcançar SUSTENTABILIDADE
GLOBAL. Essas estruturas financeiras e corporativas já estão obsoletas e devem ser transcendidas.

Claro que não podemos ser ingênuos e achar que os líderes financeiros e políticos vão aderir a essa idéia,
mas eles poderão perder o controle. Portanto, uma atitude pacífica e estratégica deve ser adotada. O curso
de ação mais poderoso é simples: Temos que mudar nosso comportamento para submeter a estrutura de
poder à vontade das pessoas. Temos que parar de apoiar o sistema. O único modo do establishment
mudar é pela nossa recusa em participar dele, enquanto descobrimos mais e mais falhas e corrupção.

(Jacque) :
“Eles não vão desistir do sistema monetário por causa de nosso projeto ou do que sugerimos... O sistema
precisa falhar. E as pessoas precisam perder a confiança em seus líderes eleitos. Este é um ponto de
mudança onde o Projeto Vênus pode ser oferecido como uma alternativa, caso contrário, eu temo as
conseqüências. As tendências indicam que nosso país está indo à falência. A probabilidade é que o país
passe a viver sob uma ditadura militar para evitar revoltas sociais e o colapso social completo. Quando os
EUA entrarem em colapso, todos os outros países o seguirão.”

No momento, o sistema financeiro mundial está à beira do colapso devido às suas próprias falhas. O
controle da moeda declarou em 2003, que o pagamento das dívidas internacionais não será mais viável em
menos de 10 anos. Isso significa a falência total dos EUA. Suas conseqüências para o mundo são imensas.
O sistema está chegando aos seus limites teóricos de expansão; as quebras de bancos que você esta vendo
é só o começo. Por isso a inflação está disparada, as dívidas estão em níveis recorde e o governo e a
Reserva Federal estão IMPRIMINDO “MAIS DINHEIRO”, para pagar a conta desse sistema corrupto. Pois
o único jeito de manter os bancos é fazendo mais dinheiro. O único jeito de fazer dinheiro é criando MAIS
DÍVIDA e inflação. É só uma questão de tempo até que o jogo vire e ninguém mais queira tomar
empréstimos e a inadimplência cresça, pois as pessoas não conseguirão pagar as dívidas que já têm.
Então a expansão do dinheiro vai parar e a recessão virá em níveis jamais vistos, acabando com um
esquema de PIRÂMIDE que durou um século. Isso já começou a acontecer. Portanto, temos que expor
esse fracasso financeiro, pois assim, usaremos esse fraqueza a nosso favor.

Aqui estão algumas sugestões:

Ações para transformação --> Exponha a fraude bancária: Citibank, JP Morgan e Bank of América são os
mais poderosos controladores dentro do sistema CORRUPTO da Reserva Federal. É hora de boicotar estas
instituições. Se você tem uma conta bancária ou cartão de crédito com eles, transfira seu dinheiro para
outro banco. Se tem uma hipoteca, refinancie-a com outro banco. Se possui ações deles, venda. Se
trabalha para eles, demita-se. Este gesto vai expressar desprezo aos verdadeiros poderosos por trás do
cartel de bancos privados conhecido como Reserva Federal e criar consciência sobre a fraude do próprio
sistema bancário.

Desligue o noticiário da TV --> Visite as agências independentes de notícias na internet para se informar.
CNN, NBC, ABC, FOX e todos os outros grandes conglomerados exibem todas as notícias pré-filtradas para
manter o status quo. Com quatro corporações possuindo todos os veículos da mídia televisiva e impressa,
fica impossível obter informações objetivas. Esta é a verdadeira beleza da internet e o establishmente está
perdendo controle. DEVEMOS PROTEGER A INTERENT de todos os jeitos, pois é a nossa real salvadora no
momento.

Nunca permita que você, sua família ou ninguém que você conheça se aliste no exército --> Ele é uma
instituição obsoleta, agora usada exclusivamente para manter o establishment, não é mais relevante.
Soldados americanos no Iraque trabalham para as corporações americanas, não para o povo. A
propaganda nos força a acreditar que a guerra é natural e que o exército é uma instituição honrada. Se a
guerra é natural, por que há 18 suicídios por dia, de veteranos americanos por transtorno causado por
stress pós-traumático? Se nossos soldados são todos honrados, por que 25% dos sem-teto americanos
são veteranos?

Pare de sustentar as companhias de energia --> Se você vive em uma casa, saia da “malha”, investigue
meios de tornar seu lar auto-sustentável, com energia limpa. A energia solar, eólica e outras formas
renováveis já são realidades de consumo baratas. Se considerarmos o custo infinitamente crescente das
formas de energia tradicionais, provavelmente serão um investimento mais barato com o passar do
tempo. Se você tem um carro, tenha o menor carro que você puder e considere uma das muitas
tecnologias que podem tornar seu carro um hibrido, elétrico, ou que o façam funcionar com outras formas
que não as do establishment, como os combustíveis derivados de petróleo, por exemplo.

Rejeite os atuais sistemas políticos --> A ilusão da democracia é um insulto à nossa inteligência. Em um
sistema monetário não há verdadeira democracia, e nunca houve. Há dois partidos políticos controlados
pelo mesmo grupo de lobistas corporativos, que são colocados nas suas posições pelas corporações com
popularidade criada com a mídia delas. Em um sistema de corrupção herdada, mudar a equipe a cada
quatro anos é quase irrelevante. Em vez de fingir que o jogo político faz algum sentido, foque sua energia
em como transcender esse sistema falido.

Junte-se ao movimento --> Vá até o http://thezeitgeistmovement.com e ajude-nos a criar o maior


movimento de massa por mudança social que o mundo já viu. Temos que mobilizar e conscientizar cada
um sobre a corrupção herdada do nosso sistema mundial atual, e sobre a única verdadeira solução
sustentável: Declarar todos os recursos naturais do planeta como Bem comum a todas as pessoas e
informar a todos sobre o estado real da tecnologia e como todos podemos ser livres se o mundo trabalhar
junto, em vez de brigar.

A ESCOLHA ESTÁ COM VOCÊ.

Você pode continuar sendo um escravo do sistema financeiro e assistir as contínuas guerras, depressões e
injustiças ao redor do globo, enquanto se distrai com entretenimento fútil e lixo materialista. Ou, você
pode focar sua energia em uma mudança verdadeira, duradoura e significativa, com o poder de sustentar
e libertar todos os humanos, sem deixar ninguém pra trás. Entretanto, a mudança mais relevante deve
ocorrer primeiro dentro de você. A verdadeira revolução é a revolução da consciência. E cada um de nós
primeiro precisa eliminar o ruído dissociador e materialista que fomos condicionados a pensar como
verdade. Enquanto descobrimos, amplificamos e sintonizamos o sinal vindo da verdadeira e empírica
unidade. Está nas suas mãos.

O que estamos tentando com toda essa discussão retórica é ver se podemos fazer acontecer uma radical
transformação da mente humana. Não aceitar as coisas como elas são. Entende-las, mergulhar nelas,
examiná-las. Use o seu coração, a sua mente e tudo o que você tem, para descobrir um jeito diferente de
viver. Mas isso depende de você e mais ninguém, porque nisso não há professor nem aluno, não há líder,
não há guru, não há mestre, não há salvador. Você mesmo é o professor, o aluno, o mestre, o guru, o
líder...
VOCÊ É TUDO. E entender é transformar o que há.