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A Centenária Benso di Cavour

A UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA

Ir∴∴∴∴ Nêodo Ambrosio de Castro neodo@brasilmacom.com.br

O Início de Tudo

Durante 1.500 anos, a Itália dominou grande parte do mundo, através das conquistas pelas suas famosas legiões - homens preparados para guerras - construindo, assim, o Império Romano. Com o Imperador Carlos Magno, por volta do século IX, a Itália dividiu-se em Feudos, dando origem ao Feudalismo, que se espalhou por toda a Europa. Dividida em muitos Feudos, a Itália era, então, dominada por diversos senhores feudais, que tinham autonomia total sobre seus súditos. Tal situação gerou grande descontentamento entre a população. A grande maioria, no entanto, não tinha condições de modificar essa realidade. Notando o desconforto em que se encontravam seus compatriotas, Camilo Benso, o Conde de Cavour, Primeiro Ministro da Itália, aliou-se, ao pensador e idealista Giuseppe Mazini e ao guerreiro Giuseppe Garibaldi, com o objetivo de unificar a Itália.

Giuseppe Garibaldi, com o objetivo de unificar a Itália. Camilo Benso- Conde de Cavour - O

Camilo Benso- Conde de Cavour - O Político

a Itália. Camilo Benso- Conde de Cavour - O Político Giuseppe Mazini - O Idealista Giuseppe

Giuseppe Mazini - O Idealista

Conde de Cavour - O Político Giuseppe Mazini - O Idealista Giuseppe Garibaldi - O Guerreiro

Giuseppe Garibaldi - O Guerreiro

Com a união da política através de Benso, idealismo de Mazini e do militarismo de Garibaldi, formou-se o tripé da unificação que aconteceu em 1860.

A IMIGRAÇÃO

Tudo tem um preço. A unificação da Itália custou muito caro, pois foram muitas guerras, perseguições, mortes, desemprego e fome. Como se não bastasse, os italianos ainda sentiram de perto o efeito da revolução industrial, a substituição do homem pela máquina. Diante de tal situação e do incentivo do governo, os italianos não viram outra alternativa que não fosse deixar a terra natal, e tentar a sobrevivência em outros países. Cerca de dez milhões de Italianos, saíram em busca de uma vida melhor. O Brasil recebeu dois milhões e duzentos mil italianos, que vieram "fazer a

América". "Meus avós ouviam contar que no Brasil brotava ouro no chão e eles vieram para cá, por causa disso", relata o descendente italiano José Augusto Duarte Gaburri.

A VIDA NO BRASIL

Viajando como escravos, os italianos levavam em média 23 dias para chegar ao

Brasil. Muitos morriam no percurso, pois as condições da viagem eram péssimas dadas ao baixo preço que o governo italiano pagavam aos proprietários dos navios. Aqui chegando, os imigrantes se alojavam em hospedarias que eram pontos receptores. Os quatro principais pontos de recepção aos imigrantes no Brasil ficavam em São Paulo, Rio de janeiro, Juiz de Fora e Rio Grande do Sul.

O

governo brasileiro oferecia algumas vantagens aos novos moradores. Era comum

o

imigrante que soubesse trabalhar no campo receber em torno de 25 hectares de

terra.

JUIZ DE FORA

Juiz de Fora tinha a famosa Hospedaria Horta Barbosa, onde hoje funciona o

Quartel do Segundo Batalhão da Polícia Militar. Nesses galpões ficavam alojados os imigrantes italianos até algum fazendeiro chegar e fazer a seleção dos braços mais fortes para trabalhar nas suas propriedades rurais.

O alojamento comportava seiscentas pessoas, mas era comum ficar abrigadas mais

de 2400 pessoas, durante a chamada "quarentena" - tempo que os imigrantes tinham para se organizar e fazer controle de saúde devido à epidemia da cólera-.

Nem todos os italianos eram agricultores. Muitos já chegavam com profissão definida ou não se adaptaram nas fazendas. Eram profissionais liberais como alfaiates, sapateiros, artesãos, barbeiros, construtores, os quais optavam por trabalhar dentro da cidade. Devido à alta qualidade da mão de obra dos europeus, surgiu uma grande competição em Juiz de Fora. A cidade, enciumada com os novos moradores, não fez questão de aproximar-se e os italianos, que por sua vez se uniram mais. Diante da situação e com o agravante de não falar nossa língua, os imigrantes começaram a se agrupar em núcleos na tentativa de se ajudarem mutuamente. Além disso, eles não queriam perder as origens, como as danças, músicas e a cultura que tinham. Precisavam ensinar seus filhos a cultura e língua italiana.

FUNDAÇÃO DA BENSO DI CAVOUR

Entre os imigrantes, veio um grupo de maçons e carbonários (sociedade secreta italiana) que tinham sido perseguidos na Itália. Inicialmente eles se filiaram às Lojas Fidelidade Mineira e Caridade e Firmeza, únicas de Juiz de Fora na época. Devido ao problema de relacionamento e de entendimento da língua, fundaram no dia 16 de julho de 1902, a Loja Unione Italian di Mutuo Socorro Benso di Cavour, hoje a Centenária Benso di Cavour.

OS FUNDADORES

A Loja Maçônica Benso di Cavour foi criada por um grupo de vinte e dois irmãos.

Giuseppe Grippi, Andréa Appratti, Caetano Chiantia, Maurizio Franchini, Adolpho Tirapani, Antônio Urso, Carlo Bertoletti, Paolo Simoni, Sebastiano Perugino, Giuseppe Persechino, Catulo Breviglieri, Luigi Perry, Carmelo Sirimarco, Tibério Ciampi, Umberto Gaburri, Pantaleone Arcuri, Giuseppe Facio, Virgílio Germano

Bisaggio, Michelle Donaruma, Paschoale Senatore, Giuseppe Spinelli e Salvatore Notaroberto.

O primeiro venerável foi o irmão Giuseppe Grippi.(foto)

Desde a sua fundação, em 1902, o quadro de obreiros da Loja Benso di Cavour era

somente de imigrantes italianos. Porém, com o passar do tempo e com seus parentes em idade de ingressar na maçonaria, a Loja começou a receber os primeiros descendentes, que dominavam bem nossa língua.

os primeiros descendentes, que dominavam bem nossa língua. Mas, somente por volta de 1925, a Benso

Mas, somente por volta de 1925, a Benso começou a receber os primeiros

brasileiros e foi a partir de 1930 que povos de outras nacionalidades tiveram acesso

à Loja.

BENSO ABRE AS PORTAS PARA BRASILEIROS

Consta que até 1943, a Loja Benso di Cavour só teve Veneráveis Italianos, a partir daí, o irmão Alvaro Moreira Campos, rompeu a tradição sendo o primeiro venerável brasileiro. Não há registro da quantidade de obreiros que participavam da Benso, e só foi encontrado o nome de vinte e dois fundadores. Havia muita perseguição religiosa contra a maçonaria, além da discriminação dos governos ditatoriais que já

existiram no País. "Pouca coisa daquela época ficou registrado, pois muito se falava

e pouco se escrevia. Eles não se anunciavam e não se identificavam", afirma o

médico, pesquisador e irmão Gaburri. Quem hoje tem liberdade para freqüentar uma Loja Maçônica, talvez não tenha dimensão do sofrimento dos irmãos daquela época. Conta-se que o medo de represálias era tanto, que quando saíam para a reunião, sempre ficava um na porta para ver se não havia alguém perseguindo.

AQUISIÇÃO DO IMÓVEL

A Benso, que inicialmente se reunia na Loja Fidelidade Mineira, alugou uma casa,

local onde hoje é a sede, para suas reuniões.

O imóvel, uma construção antiga, pertencia ao Irmão Joaquim Simeão de Faria. O

então Venerável Álvaro Moreira Campos, proprietário de uma rede de hotéis em Juiz de Fora, resolveu, juntamente com o quadro de irmãos comprar o prédio. "Eu e mais sete irmãos, nos reunimos para estudar a compra do imóvel, porém não tínhamos condições financeiras", conta o segundo maçom mais antigo da Benso,

Adair Ribeiro. Como o Venerável Moreira Campos, se encontrava numa boa situação financeira, providenciou os recursos e dividiu em quotas entre os oito irmãos, ficando trinta quotas para cada.

O irmão Adair conta que naquela mesma noite, ele e os irmãos Álvaro Moreira

Campos, Sérgio Ronzane, Guido Monachesi, Idalvino Baptista Pereira , Edwin

Cockel, Antônio Avelar e Ludovico Cardoso, conseguiram levantar o valor do sinal do imóvel, tamanha era a vontade de adquiri-lo. Posteriormente, outros irmãos foram aderindo a iniciativa com o apoio do então Venerável Mestre Bolivar Guimarães Duque, por volta de 1960. Após a aquisição da casa da Rua Espirito Santo, a Benso di Cavour tinha agora sua sede própria e em cerimônia realizada no dia 21 de abril de 1970, fizeram a entrega simbólica à Loja Maçônica Fidelidade Mineira das chaves que lhes foram confiadas, enquanto se reuniam naquele Templo. Entre os participantes estavam os Irmãos Agostinho José Feres, Sérgio Ronzane, G.Wuppschllander Lage Elpídio Gomes da Silva, José Lopes Silveira, Geraldo Maciel, Altivo Centire, Ismael Antônio Costa e Antônio Paviato Palore.

CONSTRUÇÃO DO NOVO PRÉDIO

No final da década de 70, na gestão do Venerável Mestre Agostinho José Feres, foi feita à Loja, através da construtora Jarbas de Souza Empreendimentos, uma proposta para demolição da casa antiga e construção de um prédio de dois pavimentos em permuta pela parte do terreno da Loja que dava frente para a Avenida Independência, onde hoje existe o prédio de nº 685. Essa construção foi inaugurada em 23/10/1976, com o Templo decorado segundo orientações do saudoso Irmão Boanerges Barbosa de Castro. Em 1993, foi feito um acréscimo com a construção de uma sala para os DeMolays, além de ampliação da cozinha e da sala do Venerável e a construção do terceiro andar, surgindo, assim um espaço para os Corpos Filosóficos, secretaria para a Loja Maçônica Manchester Mineira e Biblioteca, além de um amplo espaço que os obreiros usam até hoje para guardar, em armários personalizados seus paramentos e rituais. Em 2001, foi feito novo acréscimo, desta vez a construção foi na frente do prédio, avançando a construção até o alinhamento da rua, aumentando o salão de festas, assim como a sala dos Passos Perdidos e do próprio Templo e ainda salas para melhor acomodação dos Corpos Filosóficos. Com a preparação para o centenário, os pisos antigos foram substituídos por cerâmica e prédio sofreu uma reforma geral ganhando nova pintura. Com a reforma do Templo, foi necessária a colocação de mais cadeiras, nova ornamentação, pintura e substituição do piso de tacos pelo mosaico.

pintura e substituição do piso de tacos pelo mosaico. Nêodo Ambrósio de Castro - M ∴

Nêodo Ambrósio de Castro - MI— Gr32 REAA ARLSCentenária Benso di Cavour n° 028 - GLMMG OrJuiz de Fora MG