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PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

ACÓRDÃ O

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA

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'03447213*

Vistos, relatados e discutidos estes autos de

Apelação n° 0002328-22.2009.8.26.0604, da Comarca de

Sumaré, em que é apelante MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE

SÃO PAULO sendo apelados JOÃO EDUARDO GASPAR E OUTRO e

NILEIDY VENEZIAN DO SANTOS E OUTRO.

Público do

Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a

decisão:

conformidade com o voto do(a) Relator(a), que integra

este acórdão.

seguinte

de

ACORDAM,

em

10 a

Câmara de Direito

"NEGARAM

PROVIMENTO AO RECURSO. V.

U.",

dos

Desembargadores URBANO RUIZ (Presidente) , ANTÔNIO CARLOS

VILLEN E ANTÔNIO CELSO AGUILAR CORTEZ.

O

julgamento

teve

a

participação

São Paulo, 28 de fevereiro de 2011.

URBANO RUIZ PRESIDENTE E RELATOR

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VOTON": 11008 APEL. N°: 990.10.263840-5 COMARCA: SUMARÉ APTE. : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO APDO. : JOÃO EDUARDO GASPAR E OUTRO JUIZ: ANDRÉ GONÇALVES FERNANDES

Improbidade administrativa - Lei 8.429/92 - Denúncia anônima, ao MP, de que na Secretaria de Esporte e Lazer do Município havia dois funcionários fantasmas, que ganhavam sem trabalhar, sem comparecer à repartição. O Município instaurou sindicância, oficiais de justiça diligenciaram na constatação dos fatos e testemunhas foram ouvidas, em juízo. Foi apurado que o casal trabalhava regularmente, muitas vezes em finais de semana e à noite, sem remuneração extra. Ação improcedente. Recurso não provido.

Pessoa não identificada endereçou representação ao Promotor de

Justiça, noticiando a existência de dois funcionários fantasmas do município,

marido e mulher, que recebiam sem a efetiva prestação de serviços.

Os fatos foram apurados em inquérito civil e sobreveio a

presente ação, de responsabilidade por atos de improbidade administrativa, contra

o casal e o Secretário Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Sumaré.

A r. sentença julgou a ação improcedente por entender que as

provas não eram suficientes. Os funcionários trabalhavam em locais diferentes e

se deslocavam no monitoramento de atividades físicas, recreativas e de

treinamento. Uma vez ao mês, a exemplo dos outros funcionários, assinavam as

folhas de freqüência. Assim, a denúncia anônima não revelou seriedade.

Sobreveio apelação, com parecer favorável da Procuradoria de

Justiça sob alegação de que os testemunhos colhidos confirmaram os fatos

articulados na inicial. Dois oficiais de justiça diligenciaram sem encontrá-los. Não

cumpriam adequadamente a carga horária determinada. Tinham de trabalhar 40

horas semanais, mas só perfaziam 20. O fato da prefeitura permitir que assinassem

o ponto uma vez por mês não regulariza a situação. Não era necessário, como dito

na r. sentença, que os oficiais de justiça diligenciassem vários dias do mês, para

constatar ou não a presença dos funcionários. Um dia foi o suficiente. Conivent

sem dúvida, o Secretário de Cultura, João Eduardo.

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Sem razão, entretanto. Na medida cautelar promovida pelo Ministério Público foi expedido mandado de constatação (fls. 62). Certificaram os oficiais de justiça, dia 29.05.2008, que José Vicente trabalhava como monitor na escolinha existente dentro da Vilares Metais e a mulher, Nileidy, como monitora no Centro de Idosos de Nova Veneza. Não foram, entretanto, encontrados nos locais de trabalho (fls. 63). Constou da certidão de fls. 66, dos mesmos oficiais de justiça, que no dia 02.06.08 foi permitido que os oficiais tirassem cópias das folhas de freqüência do mês e, a recepcionista do local onde trabalhava Nileidy explicou que ela não estava porque a bomba da piscina estava quebrada e não havia atividades no local. Foram, é certo, citados no Centro Esportivo de Sumaré, naquele dia, como se vê a fls. 67.

Explicaram na resposta, a fls. 70, terem sido admitidos mediante concurso público, em abril de 2000, como monitores esportivos mas, na verdade, atuavam como professores de educação física. Na primeira diligência realizada pelos oficias de justiça, José Vicente havia ido até a cidade de Artur Nogueira, à procura de dados de atleta que queria inscrever na Coordenadoria e Esporte e Lazer. Ela, faltara porque em licença para tratamento de saúde (fls. 80). A fls. 82 Nileidy anexou declaração de seus alunos de 4 a feiras, das 1330 às 17,00 horas.

Os vários certificados anexados aos autos mostram que o casal efetivamente atua na área esportiva.

Ciente dos fatos, o prefeito determinou a instauração de sindicância e, investigados, acolheu o relatório final, da Comissão Sindicante e determinou o arquivamento da sindicância (fls. 163). A certidão de fls. 188/9 mostra que a comissão diligenciou nos locais de trabalho do casal. O relatório final dessa comissão esclareceu que a denúncia não resultou comprovada. José Vicente e Nileidy são responsáveis pelas equipes de atletismo do município, além dele trabalhar como auxiliar técnico do futebol e ela com pessoas da terceira idade. No período da manhã ministram aulas no centro de atletismo e a tarde, aulas em diversos locais da cidade. O resultado obtido pelo município, nos

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APEL.N": 990.10.263840-5-SUMARÉ-VOTO N°: 11008

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diversos certames que participa, comprova o trabalho realizado por eles. A

secretaria desenvolve jornada diferenciada, muitas vezes aos finais de semana e

após o expediente, sem percepção de horas extras. A Comissão apenas sugeriu

que diariamente o ponto fosse assinado (fls. 136/7).

As testemunhas ouvidas em juízo não destoaram. Como dito

pela ouvida a fls. 608, se o professor não comparece os alunos ligam para saber e,

de fato, não há provas de que os dois primeiros réus sejam funcionários fantasmas,

com a conivência do superior hierárquico. De rigor, assim, a improcedência da

ação, razão pela qual é negado provimento ao recurso, subsistindo a r. sentença.

URBANO RUIZ

Relator

APEL. N°: 990.10.263840-5 - SUMARÉ - VOTO N°: 11008

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