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O Violão

Introdução

Certamente, se você toca um pouco de violão, ou já viu alguém tocando, já deu


pra perceber que a mão esquerda é colocada sobre o braço do violão pressionando as
cordas, enquanto, ao mesmo tempo, a mão direita tange as cordas para a produção do
som. Ótimo! A partir daí é possível entender o conceito de ritmo e harmonia onde a
mão esquerda produz harmonia e a mão direita o ritmo. Junte-se à receita uma voz
bem afinada e temos tudo o que precisamos: ritmo, harmonia e melodia.
Como o nosso assunto é o violão, vamos aprofundar um pouco mais a noção dos dois
primeiros elementos:

RITMO - segundo Platão “...ritmo é a ordem no movimento.” Ou seja, o momento certo


de tanger as cordas num movimento repetido e constante (chamado também de batida
ou toque). O ritmo é regido por vários elementos básicos como o compasso, os
intervalos, as pausas, as notas, etc...
Esses elementos serão também analisados no decorrer do curso mas, nesse momento,
são apenas citados. Quero ressaltar ainda que o ritmo pode ser apreciado de duas
maneiras: regulando as relações de duração de sons e regulando a ordem do
movimento.

HARMONIA - O conceito básico de harmonia é “O arranjo inteligente de notas


sobrepostas”. Ou seja, escolher os lugares certos para apertar no braço do violão. Esse
conceito já pressupõe a existência de notas, que em nosso sistema ocidental, são ao
todo 12 (doze). Cada dedo vai apertar uma nota e o conjunto forma a harmonia
(chamado também de acorde ou posição).
Apenas desenvolvendo o conceito de NOTA, quero dizer que este padrão citado apoia-
se nas experiências outrora feitas por Pitágoras com uma corda esticada e vibrante que
ele dividia, segundo princípios aritméticos rigorosos, pela metade, por um terço, por um
quarto, etc...

Tendo havido, assim, uma justificação científica para a escala de sons que
conhecemos como DO,RE,MI, FA, SOL,LÁ, SI.
A partir desta escala, que é tão familiar a todos nós, podendo ser cantada sem ajuda
sequer de um instrumento, vamos criar acordes e aprender a relação entre as notas
para que se tenha de fato o que se chama de harmonia.
Para encerrar esse nosso primeiro encontro gostaria de citar uma linda canção do Paul
McCartney que diz “Teclas brancas e pretas vivem em perfeita HARMONIA, lado a
lado, em meu piano ou teclado, por que nós não?”

Melodia

Muito bem! Continuando o nosso estudo, tendo clara a diferença entre Harmonia
e Ritmo, vamos introduzir um terceiro conceito que é o de melodia.

MELODIA - é uma seqüência inteligente de notas capaz de sensibilizar o ouvinte. É o


que se chamaria a "poesia da música". Em geral aparece destacada da harmonia, mas,
em determinados estilos musicais, como no caso das fugas, vem acompanhada de
simultâneas melodias que formam um todo.
A melodia de uma música é sempre um fato novo. Através de sua
análise podemos saber se é plagiada ou original, ou ainda, qual o
estilo sugerido pela sua forma.
É interessante notar também que, muitas pessoas, apesar de não
possuírem qualquer conhecimento teórico ou prático sobre
harmonia, conseguem compor melodias brilhantes. Este fato amplia
nosso conceito de melodia e democratiza o uso da música para
todos os seres humanos, não só aqueles que tem o privilégio de
estuda-la.
É importante lembrar que temos instrumentos harmônicos (Violão, Piano,
Sanfona,Harpa, etc...) e instrumentos melódicos(flauta, sax, clarinete, trumpete,
etc...).Aqueles podem executar tanto a harmonia quanto a melodia, bem como as duas
juntas, estes, por outro lado, só podem tocar a melodia, sendo possível harmonizar
apenas com a ajuda de outros instrumentos semelhantes (naipes).

Partindo da escala citada na primeira aula (DO, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI) vamos
imaginar graficamente uma melodia (por exemplo Parabéns a Você): SOL SOL LA
SOL DO SI SOL SOL LA SOL RE DO DO
para béns pra você nesta data queri da

Perceba que nesta melodia cada sílaba corresponde a uma nota.


Se tentarmos reproduzir a harmonia graficamente seria assim (As duas juntas melodia
e harmonia):
Melodia

SOL SOL LA SOL DO SI SOL SOL LA SOL RE DO DO

pa ra bénspra você nesta data queri da

Harmonia
DO ----------------------------SOL -------------------------------------------- DO
MI ------------------------------SI -----------------------------------------------MI
SOL ----------------------------RÉ ---------------------------------------------SOL

Podemos observar que melodia e harmonia são tocadas ao mesmo tempo e que
sempre a nota da melodia é igual a uma das notas da harmonia. A melodia seria o solo
e a harmonia o acompanhamento.
Nossa tarefa então é achar essas notas no violão. O que veremos no próximo módulo.
Para encerrar esta parte quero lembrar uma frase de Martinho Lutero:

"A música é a única arte que tem o poder de acalmar as agitações da alma e
afugentar os maus espíritos, compõe os ânimos descompostos e alivia o
trabalho que nasce do espírito".
O Instrumento

OK pessoal! Para desenvolver os conceitos que vimos até agora de maneira


prática, ou seja, aplicando-os ao violão diretamente, precisamos entender o mecanismo
do instrumento.
O violão tradicionalmente tem 6 cordas (existem outros tipos que não veremos por
enquanto) que podem ser de aço ou de nylon. A afinação padrão das cordas é a
seguinte:

Precisamos entender que a mesma escala que existe no piano, na flauta, na harpa,
etc., existe no violão. Aliás, você tem toda a escala em cada corda. Como? O braço do
violão é divido em casas que delimitam o espaço de cada nota.
Por exemplo:

Conforme seus dedos apertam a corda as notas vão mudando, como acontece nas
tecla do piano. Só que aqui não existem teclas brancas e pretas, o que dificulta muito a
visão de quem toca. Por essa razão a leitura do violão clássico é um pouco mais difícil.

Bom! Tendo entendido isto basta saber como construir um acorde no violão.Este é o
nosso próximo assunto mas antes da próxima aula recomendo que você tente achar as
notas no violão. É só ir correndo a mão pelo braço e percebendo a diferença de cada
som. Ache por exemplo a nota dó e a partir dela tente fazer a escala do, ré, mi, fá, sol,
lá, si.
Acordes e Tríades

Olá! Continuando o nosso estudo de violão popular, vamos entender agora como
formar acordes no violão. Para tanto precisamos entender que existe basicamente um
modo de formá-los que é a Tríade.
Vamos entender! Todo acorde é formado por pelo menos três notas tocadas ao mesmo
tempo. Essas três notas tem uma seqüência inteligente, não aleatória. Por exemplo o
acorde de DO tem evidentemente a nota do. E quais as outras duas notas? Se você
considerar do a primeira então soma-se a ela a terceira (terça) e a quinta, ou seja, mi e
sol. Assim é que se forma um acorde de DO - Do, mi, sol. E um acorde de Sol? Sol, Si,
Ré. E de FÁ? Fá, Lá, Do.
OK! Como vimos na última aula, para achar as notas no violão é preciso partir de uma
corda solta e a partir daí achar as próximas. Então, veja como é a posição da mão
esquerda nestes três exemplos citados (Do, Sol e Fá) e perceba que cada um deles
contém somente três notas, embora apareçam repetidas:
A mão direita

Bem, nesta aula vamos nos concentrar mais na mão


direita, que passo a abreviar M.D.
Vimos um pouco de como formar acordes achando as notas
no braço do violão. Se você não compreendeu alguma coisa
ou algum ponto ficou obscuro, não desanime! Vamos retomar
o assunto novamente. Aliás, tratando-se de música, todos os
assuntos são recorrentes.
Quero falar um pouco da M.D. por ser o seu estudo de
extrema importância tanto para alunos como para profissionais
do violão. No estudo da guitarra, cavaquinho, viola e outros instrumentos de corda,
vamos encontrar o uso muito comum da palheta: um pedaço de plástico, em geral de
forma triangular, que seguramos com a M.D. e aplicamos sobre as cordas. No violão de
aço também é muito usada a palheta, mas quando pensamos no violão clássico de
cordas de nylon, ou mesmo no violão popular tocando música brasileira, o uso mais
comum e mais adequado é realmente o da mão direita sem palheta.
Alguns profissionais do violão deixam as unhas da M.D. um pouco
maiores que as da esquerda (que devem ser bem curtas) para
conseguir mais volume, aproximando-se um pouco mais do
resultado com a palheta citado anteriormente. Outros aplicam sobre
as unhas porcelana para tê-las sempre do mesmo tamanho.
Enfim é importante saber que a habilidade da M.D. está diretamente
relacionada a um bom som do violão. Parece óbvio, né? Mas a
nossa tendência é olhar sempre para a mão esquerda de um
violonista, e por muitas vezes o segredo está na outra mão. Por exemplo: você pode
estar olhando alguém fazer um acorde na mão esquerda que você também reproduz
mas o som não é igual àquele que você está ouvindo. Por quê? Provavelmente, porque
a M.D. do tocador está selecionando algumas cordas para serem tocadas e não todas.
Ou seja, olhando só a mão esquerda você só tem metade do caminho.
Outro motivo muito importante para estudarmos a M.D. é que ela é a responsável pelo
ritmo. Ou seja, M.E.: Harmonia , M.D.: Ritmo. Por isso é tão difícil aprender violão só
olhando revistas nas bancas. Porque você não consegue entender o ritmo que deve
ser tocado. Você precisa ouvir.
Muito bom! Introduzido este tema veremos na próxima aula aplicações práticas da M.D.
E lembre-se "nas pontas dos dedos de um violonista não estão apenas as digitais
mas também a cabeça".

É importante definirmos uma grafia padrão para a leitura da M.D., para que haja uma
compreensão adequada dos exercícios propostos nas aulas.
Quanto adotamos a escrita clássica, o entendimento pode ser bem satisfatório, visto
que mínimas, semínimas e colcheias dão uma noção bem clara do ritmo requerido. O
problema é que se o estudante não domina a linguagem precisa aprender primeiro
como ler aquilo que está escrito.
Assim, como a maioria dos estudantes de música popular não domina a leitura musical,
vamos representar a mão direita por sinais que passo a explicar.
Chamado de "batida", o ritmo executado pela M.D. poderá ter dois tipos de grafia:
Batida

(A seta com o círculo representa o dedão e as outras o indicador.)

Dedilhado - (cada círculo é um dedo da M.D. que puxa uma corda do violão)

Exercício

Olá!
Como vimos na aula anterior, a MD será indicada por flechas, sendo que a flecha com
o círculo em cima representa o dedão.
Muito bem. Vamos partir para a prática. Usaremos três posições (ou acordes) na ME e
a seguinte batida na MD:

Os acordes:
OK! É necessário que você conheça a música que vamos aprender a tocar. Por isso,
vamos começar com uma bem simples:
Deus é bom pra mim

Ouça os acordes em MP3:


• Ré (D)
• Sol (G)
• Lá7 (A7)

Dica: Antes de tentar cantar, treine várias vezes cada acorde. Bom Estudo.
Cifras

Oi pessoal!
Nesta aula vamos abordar um assunto muito importante para o estudo do violão e
mesmo de qualquer instrumento que é a cifra.
Você deve ter percebido que na última aula vimos uma musica que você já pode tocar
simplesmente usando a batida da M.E. e a mudança de posições da M.D. e que essas
posições foram anotadas pelo nome (ré , Lá 7 , sol) e pela cifra (D , A7 , G ). De onde
vêem essas letras?
Bem , essa é uma linguagem universal onde o nome das notas foi substituído por uma
letra maiúscula correspondente conforme a seqüência:

Lá Si Do Ré Mi Fá Sol
A B C D E F G

Antigamente a escala começava em lá e não em dó por isso o A é Lá e assim por


diante.
Então daqui pra frente usaremos sempre essa linguagem pois qualquer fonte que você
venha a consultar certamente será escrita dessa forma (Livros , revistas ,métodos ,
etc...)
Se você não conseguiu tocar a música dada na última aula porque não conhece ou não
entendeu como combinar a batida com o canto não fique chateado pois pretendemos
brevemente gravar as músicas dadas na íntegra (violão e voz) para uma melhor
compreensão.
Na próxima aula música nova!

Continuando um pouco a falar sobre as cifras. Vimos que a cifra é uma letra que
substitui o nome do acorde. Ocorre que , muitas vezes a cifra vem representada junto
com um número ou uma palavra.

A7 D6 G7 D9 etc..

Estes números referem-se a uma nota que está sendo colocada junto com as outras
notas do acorde. Como assim ? Você lembra quando falamos sobre tríades ? São as
três notas que compõe um acorde. Todo acorde é formado por três notas , no mínimo.
Pois bem quando você lê a cifra , você está lendo a letra que se refere àquelas
determinadas três notas. Por exemplo : G (Sol,Si,Ré).
Quando você lê G7 quer dizer que além das três notas (sol,si,ré) foi acrescentada mais
uma a 7a.No caso do G a sétima é a nota Fá. Então o acorde fica (sol,si,ré,fá).
Ok. Falaremos mais a respeito disso novamente mais adiante.
Vamos acrescentar mais uma canção ao nosso repertório :
Dissonâncias

Nesta aula, veremos um pouco mais de nomenclatura. Vimos que geralmente


encontramos junto com as cifras (A,B,C, etc...) números ou indicações que
correspondem ao acréscimo de outras notas que não fazem parte da tríade original (as
três notas principais do acorde).
Muito bem, existem várias dissonâncias que podem ser somadas às tríades originais,
como 7 (sétima), 9 (nona), 6 (sexta), etc... Porém há uma dificuldade muito comum que
alunos de violão apresentam que é entender dissonâncias maiores e menores. O quê?
É isso mesmo! Não estou falando de acordes maiores e menores, mas de
dissonâncias:
• 7 (sétima menor),
• maj 7 ou 7+ (sétima maior),
• 4 (quarta justa),
• #4 (quarta aumentada),
• 9 (nona maior),
• 9 - (nona menor),
• #9 (nona aumentada).
Vamos ver uma tabela geral de dissonâncias mas o problema principal é que a maneira
de escrever ou indicar as dissonâncias não é exatamente um padrão mundial. Vamos
encontrar grafias diferentes para a mesma coisa. Então é preciso que você entenda a
lógica da nomenclatura e quando for ler alguma escrita diferente entender o que
significa.
Ok! Em geral vamos ter o seguinte (exemplo partindo da nota dó):
• do (tônica) – faz parte da tríade não precisa ser indicada
• do# ou ré b (2a menor)
• ré (2a maior)
• ré# ou mi b (3a menor) – faz parte do acorde menor
• mi (terça maior) – faz parte da tríade não precisa ser indicada
• fá (4a justa)
• fá# (4a aumentada) ou sol b (5a diminuta)
• sol (quinta) – faz parte da tríade não precisa ser indicada
• sol# (5a aumentada)
• lá (6a maior)
• lá# ou si b (7a menor)
• si (7a maior)
• do (oitava)
Muito bem, tente entender a lógica desta nomenclatura. Se você não está entendendo
nada não se preocupe que voltaremos nesse assunto várias vezes no futuro e fique
tranqüilo pois o assunto não é simples mesmo.
Fórmula de compasso

Nessa aula vamos ver um exercício novo pra ilustrar fórmula de compasso. Esse é um
assunto teórico mas tem implicações práticas muito importantes para para quem toca.
Saber qual é a formula de compasso de uma música é a informação básica a respeito
da música. Por que ? porque o ritmo vai ser dado a partir da fórmula de compasso.
Vamos esclarecer : temos basicamente três tipos de ritmos ; binários , ternários e
quaternários. É claro que existem outros mas dominando esses três você já faz
bastante. Pra você entender o que é a fórmula de compasso precisa entender que junto
com qualquer música corre uma pulsação de tempo constante.Você já deve ter ouvido
alguma música em que antes de começar alguém conta um , dois , três , quatro.Pois é ,
isso indica que é um compasso quaternário. Durante a música mesmo que não se ouça
a marcação , ela estará presente contandoi um , dois ,três ,quatro .Pois bem esse
exercício que veremos é ternário , ou seja contam-se três tempos mas , como a
melodia da música sugere qua se conte em seis tempos (um , dois , trê , quatro ,
cinco , seis) rapidamente pode-se dizer que a formula de compasso é 6/8. Mas a
grosso modo é em três lento. Ok ! Falaremos masi sobre isso adiante por enquanto
tente tocar ouvindo a batida em seis por oito.

De Todas as Tribos
Acordes Invertidos

Vamos falar nesta aula sobre acordes invertidos. Em geral quando lemos a cifra de um
determinado acorde sem qualquer dissonância ou inversão consideramos o baixo do
acorde como a nota fundamental. Por exemplo C , baixo em dó , D ,baixo em ré e etc...
Porém quando alteramos o baixo do acorde temos que indicar este procedimento na
cifra. Por exemplo na última música que aprendemos havia um acorde com inversão no
baixo que era A/D. Perceba que o acorde principal é o A (tríade lá,dó#,mi) mas o baixo
ao invés de lá é ré. E isso precisa ser indicado . Sempre que você ver uma cifra
seguida de uma barra e outra cifra em seguida entenda que a primeira é o acorde
básico e a segunda é o baixo que por ser diferente esta sendo indicado.
As inversões de baixo mais comuns são (exemplo em C):

C/E (terça no baixo)


C/G (quinta no baixo)
C/Bb(sétima no baixo)
C/F (quarta no baixo)

Vamos continuar estudando nesta aula as dissonâncias mas, focando principalmente a


questão das cordas soltas. Esse recurso no violão é bastante usado e tem um
resultado muito interessante pois, freqüentemente, nos deparamos com acordes com
dissonâncias nas cordas que não estão sendo apertadas e a imagem não fica tão clara
pra quem está assistindo.
Podemos tomar como exemplo um acorde de A7+/9 quando feito na 6ª casa:

Perceba que a nota Si solta é a nona do acorde.

Outro exemplo Dm6 na quinta casa:

Perceba que Si agora é a sexta do acorde e você não deve tocar a nota Mi solta pois,
se tocada, ela é a nona do Dm e alteraria a cifra para DM6/9.
Veja alguns outros exemplos:
C7+

Am7/9

F#7

F9

Esse caso de dissonância na corda solta é um bom exemplo da dificuldade de enxergar


ou visualizar alguns acordes no violão.
Escalas

Vamos iniciar nesta aula o assunto escalas. Em geral precisamos das escalas para
fazer um solo enquanto alguém em outro violão ou teclado ou qualquer instrumento
harmônico faz ao mesmo tempo uma base, a harmonia.
É possível ainda solar fazendo junto a harmonia, o que dificulta um pouco mais a
execução. É possível também solar e sugerir a harmonia apenas através do solo o que
já é bem mais avançado. Mas o início de tudo é o estudo das escalas das quais a
inicial tomaremos com dó maior. Lembra daquele som: do, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Pois
é, essa aí é a escala que vamos começar a treinar. Existem duas questões básicas
neste estudo que são:
1) a execução da escala, ou seja saber o desenho dos dedos no braço do violão (que é
um exercício físico, exige muita repetição)
2) o uso da escala, ou seja saber em que casos ou circunstâncias aquela escala deve
ser usada (que é um exercício mental, precisa ser decifrado pelo menos uma vez).
Muito bem antes de mostrar o primeiro desenho da escala de dó maior, é importante
que você saiba que vamos inicia-la na corda mais grave do violão que é o mi(6a corda)
e não no dó, o que vai alterar o som da escala. Como assim? Se iniciassemos no dó o
som seria esse que você já conhece, mas começando no mi a ordem está alterada
apesar das notas serem as mesmas.

Experimente:

Lembre-se que na mão direita o movimento é alternado em cada nota tocada


(indicador, médio, indicador, médio).
Fórmulas de Compasso II

Como vimos na aula 11 algumas fórmulas de compasso são um pouco mais difíceis de
perceber ou de identificar. Sem falar nas fórmulas mais complicadas como 7/4, 5/4,
11/8, etc. Uma que aparece muito é 6/8. Que vamos exemplificar mais uma vez com
uma música muito conhecida que é Glória pra sempre. A diferença agora é que essa
música possui duas formulas de compasso, na primeira parte 6/8 e na segunda parte
2/4 o que explicita bem a diferença entre as duas fórmulas o que é muito bom para o
nosso estudo. No final volta a fórmula inicial.
Tente tocar prestando bem atenção no momento da mudança de batidas percebendo
que a pulsação não é alterada mas apenas a contagem de tempo é que muda.

Glória pra Sempre


Acordes Invertidos II

Como vimos anteriormente podemos trabalhar com acordes que nem sempre estão no
seu estado original. Inclusive quem toca os acordes mais conhecidos no violão não
deve ter percebido mas muitos já são inversão.
Como assim? Lembra que a ordem da tríade de um acorde é TÔNICA, TERÇA E
QUINTA? Pois é quando fazemos um D (ré maior) por exemplo estamos tocando as
notas ré , lá , ré e fá#.
Percebe que a ordem já foi alterada? Pois bem é bom termos isso em mente porque
daí decorre outra premissa. Que onde quer que eu ache as notas ré, lá e fá#, eu posso
usá-las como um D(ré maior).
Isso funciona praticamente no caso de dois violões tocando ao mesmo tempo, quando
um pode fazer os acordes comuns e o outro inversões desses mesmos acordes.
A seguir veja algumas inversões posíveis:

OBS: acordes sem baixos