Вы находитесь на странице: 1из 4

14/09/2017

Marginais numa literatura que precisamos amar

14/09/2017 Marginais numa literatura que precisamos amar Search this site Temas Rede de Autores Contato Anuncie
14/09/2017 Marginais numa literatura que precisamos amar Search this site Temas Rede de Autores Contato Anuncie
14/09/2017 Marginais numa literatura que precisamos amar Search this site Temas Rede de Autores Contato Anuncie

Search this site

numa literatura que precisamos amar Search this site Temas Rede de Autores Contato Anuncie Parcerias Incomuns
numa literatura que precisamos amar Search this site Temas Rede de Autores Contato Anuncie Parcerias Incomuns
numa literatura que precisamos amar Search this site Temas Rede de Autores Contato Anuncie Parcerias Incomuns
 

Blogs

Canal Outras Palavras

Marginais numa literatura que precisamos amar  
 

POR BRUNO CIRILLO ON 04/09/2017

       
 

Nossa livraria online

Wesley Barbosa autografa “O diabo na mesa dos fundos”. Livro foi o quinto publicado pela

Wesley Barbosa autografa “O diabo na mesa dos fundos”. Livro foi o quinto publicado pela editora Selo Povo,

da Editora Literatura Marginal (EML), do Ferréz. O autor já está trabalhando na sua segunda obra.

O ar humano, demasiado humano, de Charles Bukowski está presente na estética particular de autores como Wesley Barbosa e Paulo Junior, na lateral esquerda da produção editorial brasileira

Por Bruno Cirillo

Já dizia mestre Cândido, parafraseando Drummond: “É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.” A literatura brasileira, vista pelo grande crítico como “galho secundário da portuguesa, por sua vez arbusto de segunda ordem no jardim das Musas”, só pode ser amada pelos brasileiros, porque “se não o fizermos, ninguém o fará por nós”.

Os livros de contos de Wesley Barbosa (O diabo na mesa dos fundos) e Paulo Junior (São Bernardo sitiada) são uma boa amostra do que tem sido feito ao largo das grandes editoras. Impressos com a insígnia de casas jovens, ambos trazem vozes das ruas, a linguagem afiada dos botecos, das esquinas, da prosa mais corriqueira e desbocada, ignorando e rejeitando, por princípio estético, tons eruditos ou cosmopolitas. Se Lima Barreto retratou a hipocrisia do seu tempo, também objeto de estudo de Machado de Assis, este mais sutil, os cronistas da literatura marginal de hoje em dia trabalham com o resultado dessa hipocrisia: violência e morte.

com o resultado dessa hipocrisia: violência e morte. Blog da Redação Oficina: o ativismo dos acionistas
com o resultado dessa hipocrisia: violência e morte. Blog da Redação Oficina: o ativismo dos acionistas
com o resultado dessa hipocrisia: violência e morte. Blog da Redação Oficina: o ativismo dos acionistas
com o resultado dessa hipocrisia: violência e morte. Blog da Redação Oficina: o ativismo dos acionistas
dessa hipocrisia: violência e morte. Blog da Redação Oficina: o ativismo dos acionistas rebeldes Em diversos

Oficina: o ativismo dos acionistas rebeldes Em diversos países, os atos das grandes corporações estão sendo denunciados nas próprias assembleias de acionistas. Vamos fazê-lo também no […] O nosso 11 de setembro 11 de setembro de 1973: o Palácio La Moneda, onde estava o presidente socialista Salvador Allende, é bombardeado pelo Exército […]

Em defesa da Reforma Psiquiátrica Integrante do governo Temer propõe volta dos manicômios públicos. Pesquisadores e docentes lançam mobilização por uma política de Saúde Mental […]

mobilização por uma política de Saúde Mental […] Outras Mídias “Arquitetura na Periferia” dá poder às
mobilização por uma política de Saúde Mental […] Outras Mídias “Arquitetura na Periferia” dá poder às

“Arquitetura na Periferia” dá poder às mulheres Em áreas de ocupação de Belo Horizonte, elas projetam as reformas de suas casas e depois executam os trabalhos -- […]

O Minotauro Global A verdadeira origem da crise nanceira e o futuro da economia global
O Minotauro Global
A verdadeira origem da crise
nanceira e o futuro da
economia global
Autor: Yanis Varoufakis
Por R$ 50,00 (PRÉ-VENDA)
Compre
O Bem Viver
Uma oportunidade para imaginar
outros mundos
Autor: Alberto Acosta
Por R$ 30,00
Compre
Aos nossos amigos
Crise e insurreição
Autor: Comite Invisivel
De R$ 32,00 por R$ 27,00
Compre

Outros Quinhentos

De R$ 32,00 por R$ 27,00 Compre Outros Quinhentos

14/09/2017

Marginais numa literatura que precisamos amar

Barbosa escreve para o seu tempo (contos curtos, concisos e brutais), do seu lugar (a periferia de São Paulo), com personagens extremamente realistas. Lúcida voz que surge, já na 7ª série, de uma escola pública de

Itapecerica da Serra, estranhado por todos os amigos, solitário, transitando entre a sala de aula e a biblioteca. “O ato de escrever: matar um acadêmico por dia, uma forma de me manter vivo e controlar minha loucura por meio das palavras”, explica. Numa época em que o amadorismo literário se embaraça em prosas fragmentadas, egocêntricas e às vezes incompreensíveis, revelando autores frágeis e deprimidos, Barbosa é como

o arbusto que resiste no meio de um cruel temporal.

Seu primeiro conto, “Parada para o almoço”, engancha de cara o leitor. Um homem elegante oferece pagar o almoço

para o rapaz franzino, sem saber que ele

é, na verdade, o dono do restaurante.

Com a sensibilidade aguçada e o fator camaleão dos escritores, inclusive no desenvolvimento do eu lírico feminino, quando escreve em primeira pessoa como se fosse “A rainha da zona”, Barbosa mantém o fôlego até o final do livro. Boa parte do que se lê pode ser

interpretado não como obra individual, mas um coletivo encarnado nas letras. O conto que dá o título é uma horrenda história de assassinato, para lembrarmos que as coisas vão mal.

de assassinato, para lembrarmos que as coisas vão mal. “A maioria das histórias, dos contos de

“A maioria das histórias, dos contos de O diabo na mesa dos fundos, são memórias da infância, das leituras dos filósofos e romancistas”, conta

Barbosa, que tem predileção por Dostoievski e considera Ulisses, da Odisseia, como o seu primeiro herói. “Aprendi a admirar muitos escritores

e guardar seus nomes na memória”, conta o autor em “Os escritores me

criaram”:

conta o autor em “Os escritores me criaram”: - Vadio! – gritavam. – Vadio! Vai trabalhar.

- Vadio! – gritavam. – Vadio! Vai trabalhar.

Escrito ao longo de seis meses, em 2012, o livro de Barbosa foi o quinto publicado pela editora Selo Povo, segmento da Editora Literatura Marginal (EML), do Ferréz. O autor já está trabalhando na sua segunda obra.

O professor de literatura brasileira contemporânea na Sorbonne, Leonardo

Tonus, lembra que o termo literatura marginal foi criado em manchete da revista Caros Amigos, em 2011, sob curadoria do Ferréz. “Mais do que uma questão estética, esta terminologia expunha na época a dimensão social e simbólica de uma produção cultural excluída do campo literário nacional”, ele diz, citando a estética hiperealista como característica fundamental dessa vertente, que ganhou força com a popularização dos saraus na periferia de São Paulo a partir dos anos 1990. “É uma literatura voltada cada vez mais para a cotidianidade do sujeito que também se expressa por uma escolha linguística menos acadêmica, rompendo com padrões eurocêntricos”, acrescenta.

rompendo com padrões eurocêntricos”, acrescenta. Reggae, Mais lidos direitos e feminismo no polo do
rompendo com padrões eurocêntricos”, acrescenta. Reggae, Mais lidos direitos e feminismo no polo do
rompendo com padrões eurocêntricos”, acrescenta. Reggae, Mais lidos direitos e feminismo no polo do

Reggae, Mais lidos

Quem é Marina

Peralta, cantora que sacode o MS defendendo os índios, o feminismo e a igualdade racial

-- e […]

A redução é

fictícia,

mostramos. E,

além de reduzir

o que a

POPULAR
POPULAR

COMMENTS

TODAY WEEK MONTH ALL O tenebroso mundo das "novas" festas infantis Fidel, por Eduardo Galeano
TODAY
WEEK
MONTH
ALL
O tenebroso mundo das "novas"
festas infantis
Fidel, por Eduardo Galeano
A atualidade brutal de Hannah
Arendt
Arquitetura hostil: as cidades
contra seres humanos
O
Belchior que a crítica vulgar não
viu

Rafael Braga Vieira - Coisas Que Você

sociedade paga aos rentistas, nova política precisa impedir […]

paga aos rentistas, nova política precisa impedir […] O destino dos negros alemães sob o nazismo

nazismo Outro Canal

Eram poucos,

quase todos

oriundos das

antigas Precisa Saber #33

colônias africanas. Foram designados "apátridas" de "sangue estrangeiro". Cerca de vinte foram internados […]

[…] Por que o livro digital apenas engatinha no Brasil Apenas um terço das editoras publica

Apenas um

terço das

editoras publica

e-books;

vendas mal passam de 1% do total. Poucos títulos e insistência dos governos […]

títulos e insistência dos governos […] Outros Livros “Em Estado de Choque”: em diário de guerra,

O livro recebeu elogios de nomes

de peso como o linguista Noam Chomsky, a filósofa Judith Butler, o músico Roger […]

Chomsky, a filósofa Judith Butler, o músico Roger […] (A obra de) Varoufakis contra a PEC
Chomsky, a filósofa Judith Butler, o músico Roger […] (A obra de) Varoufakis contra a PEC

contra a PEC 241! Por Mario Sergio Conti “Para chegar à austeridade, ele parte da hecatombe de 1929. A

grande crise não foi dirimida pelo incremento de obras […] Para entender

Por Hugo

Albuquerque,

jurista e editor

da Autonomia Literária. O

Minoutauro Global: a verdadeira origem da crise financeira e o futuro […]

Como a Volkswagen colaborou com a ditadura

GREG NEWS com Gregório Duvivier | FAKE NEWS

São Bernardo sitiada

As editoras Edith e Nós, em uma coedição, lançaram na última Festa Literária de Paraty (Flip) o livro de contos do jornalista Paulo Junior, vencedor do Prêmio Toca de Literatura 2017, São Bernardo sitiada, que estará disponível para venda a partir deste mês. A história do título, logo no início, revela o talento do autor para metáforas, descrevendo um cenário

14/09/2017

Marginais numa literatura que precisamos amar

brutal de maneira abstrata, recorrendo a cores, texturas e imagens aleatórias para expressar o ambiente em que se encontra. O leitor precisa ter o mínimo de sensibilidade poética se quiser extrair dali os sentidos mais profundos. Esse recurso estilístico é menos utilizado nos outros contos, de uma estética mais concreta.

utilizado nos outros contos, de uma estética mais concreta. Paulo Junior escreveu parte das histórias em

Paulo Junior escreveu parte das histórias em oficinas com o escritor Ronaldo Bressane, autor das orelhas do livro – oficinas que Junior reconhece como emuladores da escrita do anfitrião -; a outra parte foi criada em meio a reuniões com outros escribas sob as asas de Marcelino Freire, o poeta pernambucano. “Nunca tinha levado a sério a ideia de oficinas de escrita, só de pensar naquela turma competindo quem lê Hemingway no original ou qual vai ser a primeira intervenção onde alguém vai dizer que aquilo é meio, sei lá, kafkiano”, ironiza ele em um dos contos, quando conta que resolveu aderir aos cursos após um episódio de fracasso amoroso.

Uma das qualidades do autor é a capacidade de acelerar e diminuir o tempo das narrativas, revelando um apego pela forma, sem perder jamais as sacadas lúdicas e o ritmo quase falado em cenas que poderiam, na pena de outro autor, se prolongar em detalhes e descrições mais densas, precisas e detalhistas: “A rua das Estribeiras parece a perna ralada de um motoboy que caiu na marginal.” Sua clara intenção é passar sensações suburbanas, e não fazer tricô à moda do século 19.

Assim como em O diabo na mesa dos fundos, roubos e assassinatos são recorrentes em São Bernardo sitiada. Por exemplo, em “A última cena”, dois ladrões ficam presos em um elevador enquanto a moreninha do 12 trepa com o surfista chapado do 34 nas escadas do prédio. Eles são alvejados por um policial que também morre baleado na troca de tiros. “Moreninha goza de susto. O surfista, pau pra fora, tropeça no conhaque antes de chegar à cena do crime.” Metalinguagem: a história vira script de teatro nas mãos da moreninha. Ela fica famosa, mas somente na sua própria imaginação.

O melhor conto do livro ficou pro final. Linda, indubitável referência à

Linda King, mulher do Bukowski, rouba a navalha criminosa dos outros contos e deixa um corte ainda mais profundo no peito do narrador. É quase como se ali estivesse a verdadeira justificativa para o trabalho de escritor. Ali também Paulo Junior mostra todas as frustrações vividas por jornalistas, escritores, enfim, toda a patuleia da escrita sem retaguardas. O velho Buck vem à tona, escancarado: o heroísmo está no aprendizado dos percalços suburbanos e na mais inflexível dureza editorial. Pra piorar, uma mulher despedaça o coração de quem recolhe suas lembranças como se fossem água escorrendo pelos dedos, irreversível. E o Palmeiras apanhando no campeonato – Linda era corintiana.

O amor é um cão dos diabos, mas rende boas páginas.

Antes de morrer, neste ano, Antonio Cândido declarou que não lia nada novo havia vinte anos. Ele preferia os autores consagrados. Talvez quisesse dizer que devemos estar atentos aos romances para entender que a grande literatura pretende ser imortal. Não à maneira de um arbusto em chamas,

14/09/2017

Marginais numa literatura que precisamos amar

mas como árvore capaz de atravessar os séculos, em nome da raça humana. “Cada geração tem o seu dever. O nosso dever era político. E o dever da atual geração? Ter saudade. Vocês pegaram um rabo de foguete danado.”

Ter saudade. Vocês pegaram um rabo de foguete danado.” Sobre o mesmo tema: 28/03/2013 O legado

Sobre o mesmo tema:

pegaram um rabo de foguete danado.” Sobre o mesmo tema: 28/03/2013 O legado simbólico do rap

28/03/2013

(0)

28/03/2013 O legado simbólico do rap Da ponte pra cá (0) 16/04/2012 Literaturas da periferia: o

16/04/2012

(0)

Literaturas da periferia: o desafio da estética (0) 05/06/2012 O Sarau do Binho e a resistência

05/06/2012

(3)

O Sarau do Binho e a resistência cultural pós-mitos (3) 13/12/2016 Dos hábitos da leitura (3)

13/12/2016

(3)

Bio

Latest Posts

 
Bruno Cirillo

Bruno Cirillo

Repórter

No Comments

Start the ball rolling by posting a comment on this article!

Deixe uma resposta

Insira seu comentário aqui

Redação Outras Palavras

Rua Conselheiro Ramalho, 945 - Bixiga

São Paulo (SP)

Brasil

Tel: +55 11 4117 9264

945 - Bixiga São Paulo (SP) Brasil Tel: +55 11 4117 9264 About Arras WordPress Theme
945 - Bixiga São Paulo (SP) Brasil Tel: +55 11 4117 9264 About Arras WordPress Theme