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Formação à distância Formação Segmentada e Permanente Ativos não correntes SEG 0914 Sónia Monteiro e

Formação à distância

Formação Segmentada e Permanente

Ativos não correntes

SEG 0914

Sónia Monteiro e Jorge Mota

Fevereiro 2014

Formação à distância Parte I Ativos fixos tangíveis e operações relacionadas SEG 0914 Sónia Monteiro

Formação à distância

Parte I Ativos fixos tangíveis e operações relacionadas

Parte I Ativos fixos tangíveis e operações relacionadas SEG 0914 Sónia Monteiro e Jorge Mota Fevereiro

SEG 0914

Sónia Monteiro e Jorge Mota

Fevereiro 2014

1. Enquadramento dos Ativos não correntes no SNC 1.1. Normalização contabilística em Portugal 1º nível
1. Enquadramento dos Ativos não
correntes no SNC
1.1. Normalização contabilística em Portugal
1º nível
2º nível
3º nível
Normalização
Regulamento 1606/02
SNC
contabilística
Microentidades
(NMC)
Empresas com valores
Empresas dos
sectores não
Empresas
Entidades
mobiliários admitidos à
de menor
sector não
-Vol. negócios: 500.000€
-total ativo: 500.000€
-n.º trabalhadores5
negociação em mercado
regulamentado da UE
financeiros
dimensão:
lucrativo
-Total rendimentos: 3.000.000€
-total ativo: 1.500.000€
-n.º trabalhadores:50
Normas do IASB
NCRF
NCRF - PE
NCRF - ESNL
adoptadas na UE

Ativos não correntes

março 2014

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3

1. Enquadramento dos Ativos não correntes no SNC Instrumentos do SNC 1 - Apresentação 2
1. Enquadramento dos Ativos não
correntes no SNC
Instrumentos do SNC
1 - Apresentação
2 - Bases para Apresentação de Demonstrações Financeiras (BADF)
3 - Modelos de Demonstrações Financeiras (MDF)
Portaria nº 986/2009, 7.09
4 - Código de Contas (CC)
Portaria nº 1011/2009,
9.09
5 - Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF)
Aviso nº 15655/09, 07.09
6 - Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades
(NCRF-PE)
Aviso nº 15654/09, 07.09
7- Normas Interpretativas (NI)
Aviso nº 15653/09, 07.09
ESTRUTURA CONCETUAL
Aviso nº 15652/09, 07.09
Anexo DL 158/2009

Ativos não correntes

março 2014

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4

1. Enquadramento dos Ativos não correntes no SNC Normalização contabilística para microentidades Regime que opera
1. Enquadramento dos Ativos não
correntes no SNC
Normalização contabilística para microentidades
Regime que opera de forma autónoma, mas que recorre a conceitos, definições
e procedimentos contabilísticos enunciados no SNC
Instrumentos da NCM
Bases para a Apresentação das Demonstrações Financeiras (BADF-ME): Decreto-Lei
DL 36-A/2011 e anexo I.
Modelos de Demonstrações financeiras (MDF-ME)
Portaria nº 104/2011, 14/03
Código contas (CC-ME): quadro síntese de contas; código de contas e notas de
enquadramento
Portaria nº 107/2011, 14/03
Norma Contabilística para microentidades (NC-ME)
Aviso n.º 6726-A/2011, 14/03

Ativos não correntes

março 2014

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5

1. Enquadramento dos Ativos não correntes no SNC CORRESPONDÊNCIA VERTICAL ENTRE OS NORMATIVOS 1º NÍVEL
1. Enquadramento dos Ativos não
correntes no SNC
CORRESPONDÊNCIA VERTICAL ENTRE OS NORMATIVOS
1º NÍVEL
3º NÍVEL
2º NÍVEL
Norma Contabilística para Micro entidades
Regime PE
Regime geral SNC
IAS/IFRS
Cap. NC-ME
Designação
Capitulo NCRF-PE
NCRF
adoptadas
-
1
Objectivo
1
-
-
2.1 a 2.2
Âmbito e Conceitos
2.1 a 2.3
-
-
3.1
a 3.6
Considerações gerais sobre reconhecimento
3.1
a 3.6
-
IAS 1
4.1
a 4.17
Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras
4.1
a 4.19
NCRF 1
IFRS 1
5.1
a 5.4
Adopção pela primeira vez da NC-ME
5.1
a 5.5
NCRF 3
IAS 8
6.1
a 6.8
Políticas Contabilísticas, alterações nas estimativas
contabilísticas e erros
6.1
a 6.10
NCRF 4
IAS 16
7.1
a 7.18
Activos Fixos Tangíveis
7.1
a 7.29
NCRF 7
IAS 38
8.1
a 8.19
Activos intangíveis
8.1
a 8.27
NCRF 6
IAS 17
9.1
a 9.14
Locações
9.1
a 9.18
NCRF 9
IAS 23
10.1
a 10.2
Custos de Empréstimos Obtidos
10.1
a 10.13
NCRF 10
IAS 2
11.1 a 11.11
Inventários
11.1
a 11.22
NCRF 18
IAS 18
12.1
a 12.8
Rédito
12.1
a 12.12
NCRF 20
IAS 37
13.1
a 13.7
Provisões,
13.1
a 13.33
NCRF 21
IAS 20
14.1
a 14.9
Contabilização dos Subsídios do Governo
14.1
a 14.14
NCRF 22
IAS 21
15.1
a 15.5
Os efeitos de alterações em taxas de câmbio
15.1
a 15.6
NCRF 23
IAS 12
16.1
a 16.6
Impostos sobre o rendimento
16.1
a 16.8
NCRF 25
IAS 32-39-7
17.1 a 17.7
Activos e Passivos Financeiros
17.1 a 17.25
NCRF 27
IAS 19
18.1
a 18.7
Benefícios dos Empregados
18.1
a 18.15
NCRF 28

Ativos não correntes

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1. Enquadramento dos Ativos não correntes no SNC 1.2. Conceitos O termo “ Ativo não
1. Enquadramento dos Ativos não
correntes no SNC
1.2. Conceitos
O termo “ Ativo não corrente ” é usado para incluir os ativos
tangíveis, intangíveis e financeiros cuja natureza seja de longo
prazo (NCRF 1, § 15) → Classe 4-Investimentos
Classe 4 – Investimentos
41
Investimentos financeiros
42
Propriedades de investimento
43
ativos fixos tangíveis
44
ativos intangíveis
45
Investimentos em curso
46
Ativos não correntes detidos para venda

Ativos não correntes

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1. Enquadramento dos Ativos não correntes no SNC 1.2. Conceitos ATIVO ATIVO NÃO CORRENTE ATIVO
1. Enquadramento dos Ativos não
correntes no SNC
1.2. Conceitos
ATIVO
ATIVO NÃO CORRENTE
ATIVO FIXO TANGÍVEL
Recurso controlado pela
entidade
Não seja realizado, vendido
ou consumido, no decurso do
seja detido para uso na
produção ou fornecimento
ciclo operacional da entidade.
de bens ou serviços, para
Resultado de
acontecimentos passados
Não seja detido
essencialmente para
negociação.
arrendamento a outros, ou
para fins administrativos; e
Fluir de benefícios
económicos futuros
seja usado durante mais
do que um período
Não seja realizado até 12
meses após a data do balanço
(natureza de longo prazo
Não seja caixa ou
equivalente de caixa
(Estrutura concetual, §49)
(NCRF 1, §§ 14 e 17)
(NCRF 7, §6)

Ativos não correntes

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1. Enquadramento dos Ativos não correntes no SNC 1.3. Apresentação nas DF’s MODELO DE BALANÇO
1. Enquadramento dos Ativos não
correntes no SNC
1.3. Apresentação nas DF’s
MODELO DE BALANÇO (entidades que apliquem as NCRF)
Entidade: ……………………………………………
BALANÇO (INDIVIDUAL ou CONSOLIDADO) EM X DE YYYYYYY DE 200N
UNIDADE MONETÁRIA (1)
DATAS
RUBRICAS
NOTAS
31 xxx N
31 xxx N-1
Ativo
Ativo não corrente
Ativos fixos tangíveis
X
X
Propriedades de investimento
X
Apresentado
Goodwill
ativos intangíveis
ativos biológicos
Participações financeiras - método da equivalência patrimonial
Participações financeiras - outros métodos
Accionistas/sócios
Outros ativos financeiros
X
pelo valor
X
X
líquido (quantia
X
X
escriturada)
X
X
ativos por impostos diferidos
X
X
ativo corrente
Inventários
( )
Outros ativos financeiros
ativos não correntes detidos para venda
Caixa e depósitos bancários
X
Total do ativo

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.1. Definição DEFINIÇÃO DE ATIVO
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.1. Definição
DEFINIÇÃO DE ATIVO FIXO TANGÍVEL
Seja detido para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços,
para arrendamento a outros, ou para fins administrativos; e
Seja usado durante mais do que um período (NCRF 7, 6)
Conta 43 – Ativos fixos tangíveis
431
Terrenos e recursos naturais
432
Edifícios e outras construções
433
Equipamento básico
435
Equipamento administrativo
436
Equipamentos biológicos
437
Outros ativos fixos tangíveis
438
Depreciações acumuladas
439
Perdas por imparidade acumuladas

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.2. Reconhecimento NCRF 7 (§7)
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.2. Reconhecimento
NCRF 7 (§7)
CONCEITO DE ATIVO
FIXO TANGÍVEL
+
For provável que benefícios económicos futuros
associados ao ativo fluam para a empresa
CRITÉRIOS DE
RECONHECIMENTO
+
Custo
do
ativo
puder
ser
mensurado
com
fiabilidade
ATIVO FIXO TANGÍVEL
Ativos não correntes
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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.3. Mensuração no reconhecimento Preço
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.3. Mensuração no reconhecimento
Preço de compra, incluindo direitos de importação e
impostos não dedutíveis suportados na compra
-
descontos e abatimentos no preço de compra
CUSTO DO
ATIVO
+
=
Custos diretamente atribuíveis, para colocar o ativo
(NCRF 7, § 17 )
apto a ser usado da forma pretendida
+
Estimativa
dos
custos
de
desmantelamento
e
remoção

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.3. Mensuração no reconhecimento (NCRF
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.3. Mensuração no reconhecimento
(NCRF 7, § 23 )
AFT construídos pela própria entidade
Aplicar os mesmos critérios usados para ativos
construídos para venda (NCRF 18 – Inventários)
Possibilidade de capitalizar juros de financiamentos
obtidos para a construção do ativo, isto é, reconhecer
como componente do custo do ativo (NCRF 10-
+
Custos de empréstimos obtidos):
 Durante período de construção do AFT
 Se empréstimo for diretamente atribuível à construção do
AFT
 Havendo dispêndios efetivos com os custos de produção
do ativo

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.3. Mensuração no reconhecimento 
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.3. Mensuração no reconhecimento
 Pela Aquisição de AFT ( a título oneroso)
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
43x
11 ou 12 ou 2711
Custo de aquisição
NOTA: Tratando-se da aquisição de bens/serviços que confiram direito a dedução do IVA, há
que considerar a débito a conta 2432-Estado e Outros entes Públicos – IVA dedutível
 Pela construção de AFT pela própria entidade
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
43x
741
Custo de produção
NOTA: Enquanto o AFT estiver em curso, deve usar-se a conta 452 Investimentos em Curso -
AFT em curso. Na conclusão da construção do AFT: transferência para a conta 43.

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.3. Mensuração no reconhecimento ADIANTAMENTOS
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.3. Mensuração no reconhecimento
ADIANTAMENTOS PARA A AQUISIÇÃO/CONSTRUÇÃO DE AFT
 Pelo adiantamento com preço fixado
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
454
11 ou 12
Valor da entrega
 Pelo adiantamento sem preço fixado
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
2713
11 ou 12
Valor da entrega
Pela recepção da factura, estas verbas devem ser transferidas para a conta 2711 – Fornecedores
de Investimentos – Contas gerais.
NOTA: Tratando-se de adiantamentos relacionados com AFT que confiram direito a dedução do IVA, há
que considerar, no momento do adiantamento, a débito a conta 2432- VA dedutível, devendo proceder-se
à sua regularização na conta 2434 – IVA regularizações aquando da recepção da factura.

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.3. Mensuração no reconhecimento Grandes
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.3. Mensuração no reconhecimento
Grandes reparações/melhorias/benfeitorias
 Ativo
(BALANÇO),
se
cumpridos
os
critérios
de
reconhecimento
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Custos
subsequentes
43x
11 ou 12 ou 2711
Custo
NCRF 7 (§13-14)
Pequenas reparações (assistência/manutenção)
GASTO (RESULTADOS)
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
6226 11 ou 12 ou 2711
Custo

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.3. Mensuração no reconhecimento Aquisição
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.3. Mensuração no reconhecimento
Aquisição a crédito (Pagamento diferido para além das condições normais de
crédito)
Período das condições normais de crédito
Data de aquisição do
ativo
Juros
Componente do ativo
(NCRF 10- tratamento
alternativo)
CUSTO ativo= PREÇO A DINHEIRO + JUROS
Fonte: Farinha (2007), adaptado

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.3. Mensuração no reconhecimento Troca
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.3. Mensuração no reconhecimento
Troca de ativos
(NCRF 7, § 25)
Sim
 A transação de troca tem
substância comercial, ou
Justo valor
Custo do
ativo
 O justo valor do ativo
recebido
recebido e do cedido são
fiavelmente mensuráveis
Não
Quantia
escriturada (valor
contabilístico) do
ativo cedido

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.4. Mensuração após o reconhecimento
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.4. Mensuração após o reconhecimento
A NCRF 7 (§ 29) permite que a mensuração subsequente de cada classe de AFT seja
feita através: do modelo do custo, ou do modelo de revalorização.
MODELO DO CUSTO
CUSTO DO ATIVO
(-)
QUANTIA
ESCRITURADA DO
ATIVO
DEPRECIAÇÕES
=
ACUMULADAS
(-)
PERDAS POR IMPARIDADE
ACUMULADAS

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.4. Mensuração após o reconhecimento
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.4. Mensuração após o reconhecimento
MODELO DE REVALORIZAÇÃO
JUSTO VALOR
(à data da revalorização)
(-)
QUANTIA
ESCRITURADA DO
ATIVO REVALORIZADO
=
DEPRECIAÇÕES
ACUMULADAS
SUBSEQUENTES
(-)
PERDAS POR IMPARIDADE
ACUMULADAS
SUBSEQUENTES
Nota: Matéria a analisar com maior detalhe no ponto 2.7

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.5. Depreciação Quantia depreciável =
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.5. Depreciação
Quantia depreciável = Custo do ativo – Valor residual
Imputada
durante
Vida útil (definida em função da
utilidade esperada do AFT)
Período de vida útil
Inicio da
depreciação
Cessação da depreciação (antes que termine a
sua vida útil), na data que ocorrer mais cedo (1 ou 2)
Quando AFT
disponível para uso
1-ativo classificado como detido para venda
ou
2-Desreconhecimento (venda/abate)

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.5. Depreciação MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.5. Depreciação
MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO (NCRF 7, §60-62)
MÉTODO DA LINHA
RETA
Depreciação período =
Quantia depreciável
Vida útil
MÉTODO DO SALDO
DECRESCENTE
Depreciação período = Quantia depreciável x vida útil remanescente
Soma dos dígitos
Depreciação unidade =
Quantia depreciável
nº unidades actividade previstas p/ vida útil
MÉTODO DAS
UNIDADES DE
PRODUÇÃO
Depreciação período = Depreciação unidade x nº unidades actividade período

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.5. Depreciação Vida útil Revisão
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.5. Depreciação
Vida útil
Revisão periódica
Valor residual
(§51, NCRF 7)
(pelo menos no final de
cada período financeiro)
Os efeitos de eventuais alterações nas
estimativas contabilísticas relacionada com o
período corrente e futuros devem ser
reconhecidos nos resultados desses períodos,
não devendo ser feitas as correções em
Capitais Próprios (NCRF 4, § 31 e 33).

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.5. Depreciação Reconhecimento como Gasto
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.5. Depreciação
Reconhecimento como Gasto do período
Descrição
Conta a
Conta a
débito
Crédito
Valor (u.m)
Pela depreciação do período
438 Quota de depreciação
642
Método direto
Sugestão de divisão:
conta 642 – Gastos de Depreciação - AFT
conta 438 – AFT- Depreciações acumuladas
6421
Terrenos e recursos naturais
4381
Terrenos e recursos naturais
6422
Edifícios e outras construções
4382
Edifícios e outras construções
6423
Equipamento básico
4383
Equipamento básico
6424
Equipamento de transporte
4384
Equipamento de transporte
6425
Equipamento administrativo
4385
Equipamento administrativo
6426
Equipamentos biológicos
4386
Equipamentos biológicos
6427
Outros ativos fixos tangíveis
4387
Outros ativos fixos tangíveis

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.5. Depreciação BALANÇO DATAS RUBRICAS
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.5. Depreciação
BALANÇO
DATAS
RUBRICAS
NOTAS
31 xx N
31 xx N-1
ativo
ativo não corrente
ativos fixos tangíveis
XXXX
Propriedades de investimento
Goodwill
ativos intangíveis
Quantia escriturada =
ativos biológicos
(…)
Custo inicial
– depreciações
acumuladas – Perdas por
imparidade acumuladas
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
RENDIMENTOS E GASTOS
PERÌODOS
NOTAS
N
N-1
(….)
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e
impostos
=
=
Gastos/reversões de depreciação e de amortização
-/+
-/+
Imparidade de ativos depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões)
-/+
-/+
(…)

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.6. Imparidade (NCRF 7, §
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.6. Imparidade
(NCRF 7, § 63  NCRF 12: Imparidade de ativos)
Fontes internas e
externas
Em cada data de relato, avaliar se há qualquer indicação de que um ativo
tangível (individual ou um conjunto de ativos) possa estar com imparidade
Teste de imparidade
Quantia Escriturada
Quantia recuperável
>
PERDA POR
IMPARIDADE
Maior entre:
Justo valor menos os
custos de vender
Valor de uso
Valor de venda
obtido
numa
transação entre partes
conhecedores e dispostas a isso,
Valor presente dos fluxos de caixa
futuros que se espera que sejam
derivados de um ativo ou unidade
menos os custos com a alienação.
geradora de caixa (UGC).

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.6. Imparidade Justo valor menos
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.6. Imparidade
Justo valor menos custos
vender (JV) > Valor uso (VU)
Quantia Escriturada
> Quantia recuperável
Perda por imparidade =
QE – JV
Custo ativo – (Dep.
Acum. – Perdas
MAX (justo valor;
valor de uso)
Justo valor menos custos
imparidade)
vender (JV) < Valor uso (VU)
Perda por imparidade =
QE – VU

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.6. Imparidade (NCRF 12) Reconhecimento
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.6. Imparidade (NCRF 12)
Reconhecimento da Perda por imparidade
No modelo de custo
Reconhecer a perda em gastos do período.
Descrição
Conta a
Conta a
débito
Crédito
Valor (u.m)
Pela perda por imparidade
Perda por imparidade
655
439
No modelo de
revalorização
Registar a perda contra o excedente de revalorização, até
ao valor deste, e reconhecer o eventual remanescente a
gastos do exercício.
Descrição
Conta a
Conta a débito
Crédito
Valor (u.m)
Pela Perda por Imparidade do
ativo revalorizado
Perda por imparidade
439
Pela diminuição do excedente de
Valor do excedente de
589
revalorização
revalorização existente
Pelo valor remanescente
Valor remanescente
655

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.6. Imparidade (NCRF 12) Perda
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.6. Imparidade (NCRF 12)
Perda por imparidade = Quantia escriturada
– Quantia recuperável
Sugestão de divisão:
Conta 655 – Perdas por imparidade – Em
Conta 439 – Ativos fixos tangíveis
ativos fixos tangíveis
Perdas - por imparidade acumuladas
6551
Terrenos e recursos naturais
4391
Terrenos e recursos naturais
6552
Edifícios e outras construções
4392
Edifícios e outras construções
6553
Equipamento básico
4393
Equipamento básico
6554
Equipamento de transporte
4394
Equipamento de transporte
6555
Equipamento administrativo
4395
Equipamento administrativo
6556
Equipamentos biológicos
4396
Equipamentos biológicos
6557
Outros ativos fixos tangíveis
4397
Outros ativos fixos tangíveis

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29

29

2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.6. Imparidade (NCRF 12) Fontes
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.6. Imparidade (NCRF 12)
Fontes internas e
Em cada data de relato, avaliar se há qualquer indicação de que se há
qualquer indicação de que a perda por imparidade reconhecida em
externas
períodos anteriores possa já não existir ou possa ter diminuído.
Se houver uma alteração nas estimativas usadas para
determinar a quantia recuperável do ativo desde que a
última perda por imparidade foi reconhecida
REVERSÃO DA
PERDA POR
IMPARIDADE

A quantia escriturada do ativo deve ser aumentada até à sua quantia recuperável, não devendo exceder a quantia escriturada que teria sido determinada (líquida de depreciações) se nenhuma perda por imparidade tivesse sido reconhecida no ativo em anos anteriores (NCRF 12, § 59).

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.6. Imparidade (NCRF 12) Reconhecimento da Reversão da Perda por imparidade No modelo de custo
2.6. Imparidade (NCRF 12)
Reconhecimento da Reversão da Perda por imparidade
No modelo de custo
Reconhecer a reversão como rendimento do período.
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela reversão da perda por imparidade
439
7625 Valor da reversão
No modelo de
revalorização
A reversão da perda por imparidade de ativo tangível revalorizado
deve ser tratada como um acréscimo de revalorização (i.e,
creditada direta/ no capital próprio, excepto pela parte da reversão
da perda por imparidade anteriormente reconhecida em resultados)
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela reversão da perda por
439
Reversão da Perda por
Imparidade do ativo revalorizado
imparidade
Pela anulação da perda por
imparidade reconhecida como gasto
7625
Valor da perda por
imparidade reconhecida
589
Valor remanescente

Pelo valor remanescente (tratado como acréscimo revalorização)

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.6. Imparidade (NCRF 12) Após
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.6. Imparidade (NCRF 12)
Após o reconhecimento de uma:
Revisão da
 Perda por imparidade
depreciação
Reversão de perda por imparidade
O valor da depreciação do ativo tangível deve
ser ajustado nos períodos futuros, de modo a
imputar a quantia escriturada revista do ativo
(menos o valor residual, caso exista) numa
base sistemática durante a vida útil
remanescente (NCRF 12 , §31 e 61).

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.7. Revalorização Frequência das
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização
Frequência das revalorizações
As revalorizações do ativo fixo tangível devem ser feitas com suficiente
regularidade de modo a assegurar que a quantia escriturada não difira
materialmente da que seria determinada pelo uso do justo valor à data do balanço
NOVA
QUANTIA ESCRITURADA DO
ativo REVALORIZADO
JUSTO VALOR DO ativo À
DATA DE BALANÇO
 REVALORIZAÇÃO
Ativo fixos tangíveis que não sofram alterações significativas no seu justo valor,
pode ser necessário revalorizar apenas a cada dois ou cinco anos.
Ativo fixos tangíveis que sofram alterações significativas e voláteis no seu justo
valor, justifica-se a sua revalorização anual (NCRF 7, § 34).

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.7. Revalorização MÉTODOS DE REVALORIZAÇÃO
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização
MÉTODOS DE REVALORIZAÇÃO
 A aplicação do modelo de revalorização apenas é possível se o justo valor do AFT
puder ser mensurado com fiabilidade. Regra geral, corresponde ao valor de
mercado determinado por avaliação ou na dificuldade da sua determinação
corresponde ao custo de reposição depreciado (§§ 31 - 32).
 À data da revalorização, as depreciações acumuladas poderão ser tratadas de
uma das seguintes formas (§ 35):
 ser reexpressas proporcionalmente com a alteração na quantia escriturada bruta do ativo.
Deste modo, após a reavaliação a quantia escriturada do ativo será igual à quantia
revalorizada. regra geral, quando o ativo for revalorizado pela aplicação do custo de
reposição depreciado.
 ser eliminadas por contrapartida da quantia escriturada bruta do ativo, sendo depois a
quantia líquida reexpressa para a quantia revalorizada do ativo. Este método é, regra geral,
usado para edifícios.

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.7. Revalorização TRATAMENTO CONTABILÍSTICO
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização
TRATAMENTO CONTABILÍSTICO
a) Revalorização por
O aumento na quantia escriturada do AFT deve ser
acréscimo
creditado diretamente numa conta de capital próprio,
(589 Excedentes de revalorização de ativos fixos
tangíveis e intangíveis -Outros excedentes).
Contudo, a diminuição de um AFT por revalorização deve ser debitada diretamente ao capital
próprio (conta 589) até ao montante do saldo existente nesse conta com respeito a esse ativo (e
que surgiu na sequência de uma anterior revalorização por acréscimo).
A diminuição na quantia escriturada do AFT deve
b) Revalorização por
decréscimo
reconhecida ser resultados (como gasto do período, na
conta 655 Perdas por imparidade- Em ATF)
Contudo, aumento de um AFT por revalorização deve ser reconhecido nos resultados (como
rendimento, na subcontas da 7625 Reversões – Em perdas por imparidade -Em ativos fixos
tangíveis), até ao ponto em que reverta um decréscimo de revalorização do mesmo ativo
previamente reconhecido nos resultados, como gasto do período (na conta 655).

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização a) Revalorização por acréscimo Método do custo de reposição depreciado Descrição Conta
2.7. Revalorização
a) Revalorização por acréscimo
Método do custo de reposição depreciado
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Acréscimo na quantia escriturada bruta
X
43x
569
Acréscimo no valor das depreciações
Y
589
438
acumuladas
Excedente de revalorização = X – Y
X = (CR – CA)
CR: Custo de reposição
CA: Custo de aquisição
DA: Depreciações acumuladas
DAA: Depreciações acumuladas ajustadas
Y = (DAA – DA)
QE: Quantia escriturada = CA-DA
JV: Justo valor

Através da aplicação de um índice, que resulta do quociente entre o justo valor e a quantia escriturada, a quantia escriturada bruta do ativo deverá ser substituída pelo correspondente custo de reposição, e as depreciações acumuladas deverão ser substituídas pelas depreciações acumuladas

ajustadas, proporcionalmente.

CR = CA * índice DAA = DA * índice Índice = JV / QE

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.7. Revalorização a) Revalorização por
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização
a) Revalorização por acréscimo
Método do Valor de mercado
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela anulação do valor das
DA
438
43x
depreciações acumuladas
Pela reexpressão da quantia líquida
para a quantia revalorizada do ativo
ER
43x
589
Excedente de revalorização = ER
ER = JV-QE
JV: Justo valor
DA: Depreciações acumuladas
QE: Quantia escriturada = Custo-DA
A anulação das depreciações acumuladas deverá ser feita por contrapartida da respectiva
subconta de ativo fixo tangível, corrigindo depois esta conta (que passa a evidenciar a
quantia liquida do ativo) para o justo valor, pelo valor do excedente.
Na conta 589 é evidenciado o valor do excedente, calculado pela diferença entre o justo
valor e a quantia escriturada do ativo à data da revalorização.

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização b) Revalorização por decréscimo Método do custo de reposição depreciado Descrição
2.7. Revalorização
b) Revalorização por decréscimo
Método do custo de reposição depreciado
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Decréscimo na quantia escriturada bruta
X
655
43x
Decréscimo no valor das depreciações
acumuladas
Y
438
655
CR: Custo de reposição
Decréscimo de revalorização = X – Y
X = (CR – CA)
Y = (DAA – DA)
CA: Custo de aquisição
DA: Depreciações acumuladas
DAA: Depreciações acumuladas ajustadas
QE: Quantia escriturada = CA-DA
JV: Justo valor
Através da aplicação de um índice, que resulta do quociente entre o justo valor e a quantia
escriturada, a quantia escriturada bruta do ativo deverá ser substituída pelo correspondente custo de
reposição, e as depreciações acumuladas deverão ser substituídas pelas depreciações acumuladas
ajustadas, proporcionalmente.
CR = CA * índice

DAA = DA * índice

Índice = JV / QE

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.7. Revalorização b) Revalorização por
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização
b) Revalorização por decréscimo
Método do Valor de mercado
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela anulação do valor das depreciações
acumuladas
DA
438
43x
Pela reexpressão da quantia líquida para
a quantia revalorizada do ativo
DR
655
43x
JV: justo valor
Decréscimo de revalorização = DR
DA: Depreciações acumuladas
DR = JV-QE
QE: Quantia escriturada = Custo-DA
A anulação das depreciações acumuladas deverá ser feita por contrapartida da respectiva
subconta de ativo fixo tangível, corrigindo depois esta conta (que passa a evidenciar a
quantia liquida do ativo) para o justo valor, pelo valor do decréscimo.
Na conta 655 é evidenciado o valor do decréscimo de revalorização (ou perda por
imparidade) calculado pela diferença entre o justo valor e a quantia escriturada do ativo à
data da revalorização.

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.7. Revalorização Utilização do Excedente
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização
Utilização do Excedente Revalorização (NCRF 7, § 44)
A transferência do excedente de revalorização (conta 58) para resultados retidos
(conta 56), pode ser feita:
pela sua totalidade, aquando da retirada ou alienação do ativo (realização total); ou
em parte, à medida que o ativo é usado (realização parcial, pela depreciação). A
quantia a transferir corresponde à diferença entre a depreciação baseada na quantia
revalorizado do ativo e a depreciação baseada no custo original do ativo.
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela realização do excedente
Parcela de
de revalorização
realização do
589
56y
excedente

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.7. Revalorização Impostos diferidos
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.7. Revalorização
Impostos diferidos resultantes da Revalorização (NCRF 7, § 42)
Em consequência dos efeitos do processo de revalorização, emerge uma diferença
entre a quantia escriturada do AFT e a sua base fiscal (NCRF 25, § 20)
O montante em causa corporizará uma diferença temporária tributável que conduz ao
reconhecimento de um passivo por impostos diferidos.
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pelo reconhecimento do passivo
por impostos diferidos
5892
Produto do valor do
excedente de
2742 revalorização e das
taxas fiscais
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela reversão do passivo por
impostos diferidos
56
5892
2742
8122
Produto da
realização do
excedente de
revalorização e das
taxas fiscais

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.8. Desreconhecimento A quantia escriturada
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.8. Desreconhecimento
A quantia escriturada de um AFT deve ser desreconhecida:
no momento da sua alienação (que pode ocorrer, por exemplo, pela venda, por doação,
etc.), ou
quando não se espere benefícios económicos futuros do seu uso ou alienação.
Ganho ou perda = Proventos líquidos – Quantia escriturada
 Conta 787 ou 687
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação do custo do ativo (quantia
escriturada bruta)*
CA
687 ou 787
43x
Eliminação no valor das depreciações
acumuladas
DA
438
687
ou 787
Reconhecimento da retribuição, caso exista
(por exemplo, valor de sucata em caso de
R
11 ou 12 ou 278
687
ou 787
abate; valor de indemnização em caso de
sinistro)
* Ver nota de enquadramento à conta 439

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.8. AFT classificados como detidos
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.8. AFT classificados como detidos para venda
NCRF 8 (§8)
ativo disponível para
venda imediata
+
• Gestão empenhada num plano de venda e na
localização de um comprador e em concluir o
plano de venda;
Venda altamente
provável
• ativo amplamente publicitado para venda a um
preço razoável;
• Desenvolvimento de ações necessárias para
concluir o plano de venda.
• Expectável a conclusão da venda num ano.
Classificação do AFT como detido para venda
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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.8. AFT classificados como detidos
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.8. AFT classificados como detidos para venda
Está
disponível
para
venda
NCRF 8 (§8-9)
imediata?
Sim
A venda é altamente provável?
Sim
O
atraso
for
causado por
Não
É expectável a conclusão da
venda no prazo de 1 ano?
acontecimentos /circunstâncias fora
do controlo da entidade?
Sim
Sim
Sim
A entidade continua comprometida
com o plano de venda do ativo?
Classificar o ativo como
detido para venda
Fonte: Pinto et al. (2008), adaptado

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.8. AFT classificados como detidos
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.8. AFT classificados como detidos para venda
MENSURAÇÃO INICIAL
Um ativo (não corrente), quando é classificado como detido para venda, deve ser
mensurado pelo menor valor entre: quantia escriturada do ativo e o justo valor menos os
custos de vender (§15, NCRF 8)
MENSURAÇÃO
Quantia escriturada
Quantia Escriturada
Justo valor menos custos
<
de vender
(Não se reconhece
qualquer ganho)
Quantia Escriturada
Justo valor menos
>
Justo valor menos custos
de vender
custos de vender
(Reconhece-se uma
perda por imparidade)
Quantia ativo *– (Dep. Acum. – Perdas imparidade)
*Custo inicial (Modelo de custo) ou quantia revalorizada, i.e., justo valor (Modelo de revalorização)

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) Quantia Escriturada < Justo valor
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
Quantia Escriturada < Justo valor menos custos de vender
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação do custo do ativo
463
43x
CA
Eliminação do valor das DA
438
463
DA
Eliminação do valor das PIA
439
463
PIA
Quantia Escriturada > Justo valor menos custos de vender
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação do custo do ativo
463
43x
CA
Eliminação do valor das DA
438
463
DA
Eliminação do valor das PIA
439
463
PIA
Reconhecimento de uma perda por imparidade,
pela diferença entre o justo valor menos custos
de vender (JV) e a quantia escriturada (QE)
658
469
(JV-QE)

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.8. AFT classificados como detidos
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.8. AFT classificados como detidos para venda
MENSURAÇÃO SUBSEQUENTE
Cessação da depreciação
Enquanto um ativo estiver classificado como detido para venda, o mesmo não deve ser
depreciado. A depreciação de um AFT cessa na data em que o ativo for classificado
como detido para venda (NCRF 7, §55; NCRF 8, §25).
Reconhecimento de perdas por imparidade e reversões
Perda por imparidade em ativos detidos para venda
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Perda por imparidade
658
469
X
Reversão de perda por imparidade em ativos detidos para venda
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Reversão perda por imparidade
658
469
X

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2. Reconhecimento e mensuração dos ativos fixos tangíveis (NCRF 7) 2.8. AFT classificados como detidos
2. Reconhecimento e mensuração dos
ativos fixos tangíveis (NCRF 7)
2.8. AFT classificados como detidos para venda
Desreconhecimento do AFT classificado como detido para venda
Quando a venda do AFT classificado como detido para venda for concluída deve ser desreconhecido
(seguindo as disposições da NCRF 7, §66-71).
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação da quantia escriturada ajustada
6871 ou 7871
463 QEA
Reconhecimento da retribuição
11 ou 12 ou 278
6871 ou 7871
R
* Ver nota de enquadramento à conta 469
Alterações num plano de venda
Se os requisitos para classificar um ativo não corrente como detido para venda já não estiverem
satisfeitos, a entidade deve cessar de classificar o ativo como detido para venda ,devendo o ativo ser
mensurado pelo valor mais baixo entre:
a sua quantia escriturada antes de o ativo ser classificado como detido para venda, ajustada a
qualquer depreciação ou revalorização que teria sido reconhecida se o ativo não estivesse
classificado como detido para venda; e
a sua quantia recuperável à data da decisão de não vender (§26,-27 NCRF 8).

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis 3.1. Locação financeira (NCRF 9) Substância sobre
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
3.1. Locação financeira
(NCRF 9)
Substância sobre a
forma
No começo do prazo uma locação financeira, o locatário deve
reconhecer um ACTIVO , em contrapartida de um passivo, pela quantia
mais baixa entre (NCRF 9, § 20):
o justo valor do ativo locado e
o valor presente dos pagamentos mínimos da locação (rendas)
durante o prazo da locação (incluindo o pagamento da opção de compra
quando se espera que esta seja exercida).
Reconhecimento inicial
Justo valor
Min.
Valor presente dos
pagamentos mínimos
(rendas)
Mensuração do activo e
passivo

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis 3.1. Locação financeira (NCRF 9) Mensuração
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
3.1. Locação financeira
(NCRF 9)
Mensuração subsequente
Pagamento das rendas
Amortização financeira ou de capital
 redução do passivo
RENDA
Juro
 gasto
Depreciação do ativo
Período de depreciação
Período de vida útil
Consistente com a
política adoptada em
relação a ativos
depreciáveis possuídos
pela entidade
É expectável o exercício
da opção de compra
MAS
Não
é
expectável
o
exercício
da
opção
de
Mínimo: (vida útil;
duração contrato)
compra
Imparidade do activo
 Aplicação da NCRF 12c

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis 3.1. Locação financeira (NCRF 9) REGISTOS
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
3.1. Locação financeira
(NCRF 9)
REGISTOS CONTABILÍSTICOS
Celebração do contrato
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Celebração de contrato de
Mínimo: (justo valor; valor
43X
locação financeira
2513 presente pagamentos mínimos)
Pagamento das rendas
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela redução do passivo
2513
Valor da amortização
financeira (ou de capital)
Pelo encargo financeiro
Valor do juro
6918
Pelo valor pago
Valor da renda
11 ou 12
NOTA: Tratando-se da locação de um AfFT que confira direito a dedução do IVA, há que considerar a débito a
conta 2432-Estado e Outros entes Públicos – IVA dedutível

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis Depreciação do ativo (NCRF 9) Descrição Conta
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
Depreciação do ativo
(NCRF 9)
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela depreciação anual
642
438 Quota de depreciação
Pelo exercício da opção de compra (final do prazo da locação)
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pelo valor pago
2513 11 ou 12
Valor residual
OU
Pela devolução do ativo, pelo não exercício da opção de compra, no final do prazo
da locação
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela desreconhecimento do
activo
Valor inicial
6871 ou 7871
43x
Pela anulação das
Depreciações acumuladas
438
6871
ou 7871
depreciações acumuladas
Pela redução do passivo
Valor residual
2513
6871
ou 7871

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis 3.1. Locação financeira (NCRF 9) VENDA DE
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
3.1. Locação financeira
(NCRF 9)
VENDA DE AFT SEGUIDA DE LOCAÇÃO FINANCEIRA (LEASEBACK)
Se uma transação de venda de um AFT for seguida de uma locação financeira sobre esse
ativo, o eventual ganho ou mais valia da venda (excesso do produto da venda sobre a quantia
escriturada do ativo) não deve ser reconhecido de imediato nos resultados (na conta mas
deverá ser diferido e amortizado durante o prazo da locação (§ 52 e 53) é tratado como
rendimento diferido na conta 282 – Diferimentos – Rendimentos a reconhecer.
1ª - Pela venda do AFT
a) Se a venda gera perda
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela desreconhecimento do
activo
Custo
6871
43x
Pela anulação das
Depreciações acumuladas
438
6871
depreciações acumuladas
Pela valor de venda
11 ou 12 ou 2711
Valor de venda
6871

Ativos não correntes

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis VENDA DE AFT SEGUIDA DE LOCAÇÃO FINANCEIRA
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
VENDA DE AFT SEGUIDA DE LOCAÇÃO FINANCEIRA (LEASEBACK)
b) Se a venda gera ganho
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela desreconhecimento do
Custo
282
43x
activo
Pela anulação das
depreciações acumuladas
282 Depreciações acumuladas
438
Pela valor de venda
11 ou 12 ou 2711
Valor de venda
282
Pela regularização do diferimento, em cada ano do período locação
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela regularização anual do
rendimento diferido
282
Valor do ganho/n.º anos
7871 prazo locação
2ª - Pela locação financeira do AFT
Os lançamentos são idênticos aos referidos anteriormente.

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis 3.2. AFT adquiridos através de subsídios (NCRF
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
3.2. AFT adquiridos através de subsídios
(NCRF 22)
SUBSÍDIOS RELACIONADOS COM ACTIVOS
São subsídios do governo cuja condição primordial é a de que a
Definição
empresa que a eles se propõe deve comprar, construir ou por
qualquer forma adquirir ativos a longo prazo (NCRF 22 , § 4).
Reconhecimento
Os subsídios do Governo (incluindo os subsídios não monetários mensurados pelo
justo valor [1] ), só devem ser reconhecidos depois de existir segurança de que:
a entidade cumprirá as condições associadas ao recebimento do subsídio; e
os subsídios serão recebidos (§ 8, NCRF 22).
[1] Quando os subsídios do Governo assumem a forma de transferência de um activo não monetário, como por exemplo,
de um terreno ou outro recurso para uso da empresa, quer o activo quer o subsidio devem ser mensurados pelo justo
valor, ou na impossibilidade da sua determinação, por uma quantia nominal valor nominal (§ 21, NCRF 20).

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis 3.2. AFT adquiridos através de subsídios SUBSÍDIOS
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
3.2. AFT adquiridos através de subsídios
SUBSÍDIOS RELACIONADOS COM ACTIVOS
 Os subsídios de governo não reembolsáveis relacionados com ativos (tangíveis e
intangíveis) devem ser inicialmente reconhecidos nos Capitais Próprios
Conta 593 - “Outras variações no CP-Subsídios”
Reconhecimento subsequente
Ativos não depreciáveis
Ativos depreciáveis
Manter no capital próprio, excepto
se a respectiva quantia for
necessária para compensar qualquer
Imputar numa base sistemática
como rendimento durante os períodos
e na proporção em que a depreciação
perda por imparidade
desses activos é reconhecida .
Conta 7883 - “Imputação de subsídios p/ investimentos”

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis 3.2. AFT adquiridos através de subsídios Balanceamento
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
3.2. AFT adquiridos através de subsídios
Balanceamento entre rendimentos e gastos
 É fundamental que os subsídios do Governo sejam reconhecidos na DR numa
base sistemática e racional durante os períodos contabilísticos necessários
para balanceá-los com os custos relacionados
 Os subsídios relacionados com ativos não depreciáveis podem também
requerer o cumprimento de certas obrigações e serão então suportados como
rendimento durante os períodos que suportam o custo de satisfazer as
obrigações.
Por exemplo, um subsídio de terrenos pode ser condicionado pela construção
de um edifício no local, podendo ser apropriado reconhecê-lo como rendimento
durante a vida do edifício.
reconhecê-lo como rendimento durante a vida do edifício. Ativos não correntes março 2014 © ORDEM DOS

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis Subsídios relacionados com ativos (fixos tangíveis)
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
Subsídios relacionados com ativos (fixos tangíveis) não depreciáveis
Descrição
Conta a Débito
Conta a Crédito
Pela comunicação do subsídio atribuído
278
593
Pela aquisição do activo
43x
2711
Pelo pagamento ao fornecedor de investimentos
2711
11/12
Pelo recebimento do subsídio
11/12
278
Subsídios relacionados com ativos (fixos tangíveis) depreciáveis
Descrição
Conta a Débito
Conta a Crédito
Pela comunicação do subsídio atribuído
278
593
Pela aquisição do activo
43x
2711
Pelo pagamento ao fornecedor de investimentos
2711
11/12
Pelo recebimento do subsídio
11/12
278
Pela contabilização das depreciações do activo
642
438
Pela
imputação
do
subsídio
ao
período
na
parte
593
7883
proporcional à depreciação

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3. Outras operações relacionadas com ativos fixos tangíveis Impostos diferidos resultantes de subsídios
3. Outras operações relacionadas com
ativos fixos tangíveis
Impostos diferidos resultantes de subsídios
Considerando que o valor de um subsídio relacionado com ativos não depreciáveis ou
não amortizáveis é sujeito a tributação, nos termos da al. b) ou da al. d) do n.º 1 do art.
22.º do CIRC, independentemente do reconhecimento ou do não reconhecimento de
qualquer rendimento, nos termos da NCRF 22, é identificada uma diferença temporária
tributável, com o reconhecimento consequente de um passivo por impostos
diferidos.
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pelo reconhecimento do passivo
por impostos diferidos
Produto do valor do
5932
2742 subsídio e das taxas
fiscais
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela reversão do passivo por
impostos diferidos
56
5932
Produto do valor
tributável do subsídio
e das taxas fiscais
2742
8122
(Consultar FAQ nº 13 da CNC)

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4. Ativos fixos tangíveis e operações relacionadas na NCRF-PE e NC-ME Pontos 7.1 a 7.29,
4. Ativos fixos tangíveis e operações
relacionadas na NCRF-PE e NC-ME
Pontos 7.1 a 7.29, com as seguintes diferenças relativamente à NCRF 7 :
 O modelo do custo é preferencial. O Modelo de revalorização é o
AFT
modelo alternativo
(NCRF-PE)
 para se determinar se um AFT está com imparidade deve aplicar-se a
NCRF 12
 As exigências de divulgação são menores
Pontos 7.1 a 7.18, com as seguintes diferenças relativamente à NCRF-PE :
propriedades de investimento e os ativos biológicos de produção são
reconhecidos como ativos fixos tangíveis
Não prevê a utilização do modelo da revalorização na mensuração
subsequente de um ativo fixo tangível, ao contrario da NCRF-PE.
 não prevê a dedução do valor residual para efeitos da definição da
AFT
quantia depreciável.
(NC-ME)
Apenas permite a utilização do método da linha recta na depreciação de
AFT
É omissa quanto ao tema da imparidade de ativos (mesmo no plano de
contas)
ao tema da imparidade de ativos (mesmo no plano de contas) Ativos não correntes  Não

Ativos não correntes

Não especifica as divulgações que devem ser feitas para além das

constantes no modelo de anexo para as ME.

60

4. Ativos fixos tangíveis e operações relacionadas na NCRF-PE e NC-ME ANDV  Ambas normas
4. Ativos fixos tangíveis e operações
relacionadas na NCRF-PE e NC-ME
ANDV
 Ambas normas são omissão quanto ao tratamento de ativos
não correntes detidos para vendas
(NCRF-PE
e NC-ME)
Locação
 Pontos 9.1 a 9.18 da NCRF-PE e e não apresenta diferenças
relativamente à NCRF 9
financeira
 Pontos 9.1 a 9.14 da NC-ME com a seguinte diferença relativamente à
(NCRF-PE
e NC-ME
NCRF-PE: a NCRF-PE tem em conta o conceito de “justo valor”
enquanto que NC-ME refere-se ao “ valor de mercado”.
Subsídios
 Pontos 14.1 a 14.4. da NCRF-PE e e não apresenta diferenças
relativamente à NCRF 22
(NCRF-PE
e NC-ME
 Pontos
14.1 a 14.9 da NC-ME não sendo de assinalar diferenças
significativas face à NCRF-PE.

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5. Divulgações relacionadas com ativos fixos tangíveis e operações relacionadas Mensuração inicial e subsequente
5. Divulgações relacionadas com ativos
fixos tangíveis e operações relacionadas
Mensuração inicial e subsequente de AFT
NCRF 7
(§ 72-75)
inicial e subsequente de AFT NCRF 7 (§ 72-75)  Critérios de mensuração usados para determinar

Critérios de mensuração usados para determinar a quantia

escriturada bruta;

Métodos de depreciação usados;

Vidas úteis ou taxas de depreciação usadas;

Quantia escriturada bruta e depreciação acumulada (agregada com perdas por imparidade acumuladas) no inicio e no fim do período;

Reconciliação da quantia escriturada no começo e fim do período (que mostre as adições, revalorizações, alienações, ativos classificados como detidos para venda, depreciações, perdas por

imparidade e suas reversões);

Se for aplicado o modelo de revalorização, devem ser divulgados os métodos e pressupostos aplicados na estimativa do justo valor dos ativos; a forma como foi determinado o justo valor (por referência a preços num mercado ativo ou em transações de

mercado recentes ou por outras técnicas de valorização); o

excedente de revalorização, etc.

(

)

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5. Divulgações relacionadas com ativos fixos tangíveis e operações relacionadas Imparidade de AFT  A
5. Divulgações relacionadas com ativos
fixos tangíveis e operações relacionadas
Imparidade de AFT
 A quantia de perdas por imparidade e reversões de perdas por
imparidade reconhecidas nos resultados durante o período e as
linhas de itens da demonstração dos resultados em que essas
perdas por imparidade e reversões são incluídas;
 A quantia de perdas por imparidade e de reversões de perdas por
imparidade em activos revalorizados reconhecidas directamente no
NCRF 12
capital próprio durante o período;
(§ 65-69)
 Divulgar informação detalhada quando as perdas por imparidade
forem materiais para activos individuais ou unidades geradoras de
caixa, designadamente: acontecimentos e circunstâncias que
conduziram ao reconhecimento ou reversão da perda por
imparidade, a quantia da perda por imparidade reconhecida ou
revertida; a base utilizada para o cálculo da quantia recuperável, etc.

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4. Divulgações relacionadas com ativos fixos tangíveis AFT classificados como detidos para venda Uma entidade
4. Divulgações relacionadas com ativos
fixos tangíveis
AFT classificados como detidos para venda
Uma entidade deve divulgar a seguinte informação nas Notas às DF´s
do período em que o activo foi classificado como detido para venda ou
vendido:
NCRF 8
Descrição do activo não corrente (ou grupo para alienação);
Descrição dos factos e circunstâncias da venda, ou que conduziram à
alienação esperada, e a forma e tempestividade esperada para essa
(§ 38-39)
alienação;
Perda ou ganho reconhecido, na sequência do reconhecimento de
perdas por imparidade e reversões de acordo com os §§ 20-22.
Em caso de alteração do plano de venda, descrição dos factos e
circunstâncias que cevaram à decisão para alterar o plano de venda.

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5. Divulgações relacionadas com ativos fixos tangíveis e operações relacionadas AFT adquiridos em regime de
5. Divulgações relacionadas com ativos
fixos tangíveis e operações relacionadas
AFT adquiridos em regime de locação financeira
Os locatários devem fazer as seguinte divulgações relativas a locações
financeiras:
NCRF 9
(§ 28-29)
A quantia escriturada líquida para cada categoria de ativo;
Uma reconciliação entre o total dos futuros pagamentos mínimos da
locação à data do balanço e o seu valor presente.
As rendas contingentes reconhecidas como um gasto do período;
O total dos futuros pagamentos mínimos de sublocação, que se espera
que sejam recebidos nas sublocações não canceláveis, à data do
balanço;
Uma descrição geral dos acordos de locação significativos do locatário.
Os requisitos da divulgação segundo a NCRF 7 aplicam-se a locatários
por ativos locados segundo locações financeiras.
Subsídios relacionados com AFT
 Política contabilística adoptada na contabilização dos subsídios;
Natureza
e
extensão
dos
subsídios
reconhecidos
nas
NCRF 22
(§ 31)
demonstrações financeiras;
 Condições não satisfeitas e outras contingências ligadas ao apoio do
não satisfeitas e outras contingências ligadas ao apoio do Governo que tenham sido reconhecidas Ativos não

Governo que tenham sido reconhecidas

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5. Divulgações relacionadas com ativos fixos tangíveis e operações relacionadas Divulgações em pequenas entidades
5. Divulgações relacionadas com ativos
fixos tangíveis e operações relacionadas
Divulgações em pequenas entidades
NCRF -PE
A NCRF-PE prevê, nos parágrafos finais de cada um dos pontos que
tratam as matérias em estudo (ponto 7- AFT; ponto 9 – locações; ponto
14- subsídios), um conjunto de orientações sobre as divulgações a
efetuar no anexo e que, de algum modo, se aproximam das acima
referidas.
Divulgações nas microentidades
A NC-ME não apresenta quais quer considerações sobre as divulgações
a serem efetuados no Anexo. O modelo de Anexo, publicado pela
NC-ME
Portaria 104/2011, de 14/03, estabelece um conjunto de notas
estandardizadas, devendo pois seguir-se a sua numeração sequencial e
as notas não aplicáveis devem conter essa menção. As divulgações
respeitas a AFT, Locações e Subsídios devem constar, respetivamente,
nas notas 5, 7 e 11 .

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Formação à distância Parte II Bloco Formativo II Ativos Ativos intangíveis Intangíveis SEG 0914 Sónia

Formação à distância

Parte II

Bloco Formativo II

Ativos Ativos intangíveis Intangíveis

Parte II Bloco Formativo II Ativos Ativos intangíveis Intangíveis SEG 0914 Sónia Monteiro e Jorge Mota

SEG 0914

Sónia Monteiro e Jorge Mota

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1. Enquadramento dos ativos intangíveis no SNC Os ativos não correntes proporcionam benefícios económicos a
1. Enquadramento dos ativos
intangíveis no SNC
Os ativos não correntes proporcionam benefícios económicos a uma
entidade por períodos superiores a um ano, e podem ser tangíveis ou
intangíveis.
NCRF n.º 6 – “Ativos Intangíveis”
Conta 44 – Ativos intangíveis (SNC
441
Goodwill
442
Projetos de desenvolvimento
443
Programas de computadores
444
Propriedade Industrial
446
Outros ativos intangíveis
448
Amortizações acumuladas
449
Perdas por imparidade acumuladas

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68

2. Definição de ativo intangível Definição Um ativo intangível é “um ativo não monetário identificável
2. Definição de ativo intangível
Definição
Um ativo intangível é “um ativo não monetário identificável sem substância física”(§ 8, NCRF 6).
Três características que definem um AI
Um ativo intangível é identificável se:
-for separável, o que ocorre sempre que a entidade o possa
vender, transferir, alugar ou trocar, seja individualmente ou em
conjunto com um contrato, ativo ou passivo relacionado; ou
IDENTIFICABILIDADE
-resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, quer
esses direitos sejam transferíveis quer sejam separáveis da
entidade (por exemplo direitos de autor, direitos de propriedade,
registo de passes de jogadores de futebol, etc.). (§ 11 e 12, NCRF
6).
Uma entidade controla um ativo se conseguir obter benefícios
CONTROLO
económicos futuros que fluam do recurso subjacente e possa
restringir o seu acesso a terceiros (§ 13, NCRF 6).
BENEFÍCIOS
ECONÓMICOS
Os benefícios económicos futuros que fluam de um ativo intangível
podem incluir réditos da venda de produtos ou serviços,
poupanças de custos, ou outros benefícios resultantes do uso do
FUTUROS
ativo pela empresa (§ 17, NCRF 6).

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3. Reconhecimento de ativos intangíveis NCRF 6 (§18) CONCEITO DE ATIVO INTANGÍVEL + For provável
3. Reconhecimento de ativos intangíveis
NCRF 6 (§18)
CONCEITO DE ATIVO
INTANGÍVEL
+
For provável que benefícios económicos futuros
associados ao ativo fluam para a empresa
CRITÉRIOS DE
RECONHECIMENTO
+
Custo
do
ativo
puder
ser
mensurado
com
fiabilidade
ATIVO INTANGÍVEL
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3. Reconhecimento de ativos intangíveis IDENTIFICABILIDADE + MENSURAÇÃO ATIVO CONTROLO + COM INTANGÍVEL
3. Reconhecimento de ativos intangíveis
IDENTIFICABILIDADE
+
MENSURAÇÃO
ATIVO
CONTROLO
+
COM
INTANGÍVEL
FIABILIDADE
+
BENEFÍCIOS
ECONÓMICOS FUTUROS
Quando não se verificarem os critérios de reconhecimento os dispêndios
incorridos devem ser reconhecidos como GASTOS DO PERÍODO
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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis Para a mensuração no reconhecimento inicial dos ativos intangíveis
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
Para a mensuração no reconhecimento inicial dos ativos intangíveis (AI) é
necessário distinguir em:
Aquisição/produção de ativos intangíveis
Critério de
mensuração
ativos intangíveis adquiridos separadamente
Custo Aquisição
(NCRF 6)
Aquisição
ao exterior
Adquiridos em concentração de actividades
empresariais (NCRF 14)
Justo Valor
Adquiridos por meio de um subsídio (NCRF 22)
Adquiridos por troca de ativos (NCRF 6)
Gerados
Ativos intangíveis gerados internamente (NCRF
Custo de Produção
internamente
6)

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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis 4.1. Aquisição separada Preço de compra, incluindo direitos de
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
4.1. Aquisição separada
Preço de compra, incluindo direitos de importação e
impostos não dedutíveis suportados na compra
CUSTO DO
ativo
-
=
descontos e abatimentos no preço de compra
(NCRF 6, § 27 )
+
Custos diretamente atribuíveis, para colocar o
ativo apto a ser usado da forma pretendida
Pela Aquisição separada de AI
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
44x
11 ou 12 ou 2711
Custo de aquisição
NOTA: Tratando-se da aquisição de AI que confiram direito a dedução do IVA, há que considerar a
débito a conta 2432-Estado e Outros entes Públicos – IVA dedutível

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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis 4.2. Aquisição numa concentração de atividades empresariais  Os
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
4.2. Aquisição numa concentração de
atividades empresariais
 Os AI adquiridos numa concentração de atividades empresariais, são mensurados
pelo seu JUSTO VALOR à data da aquisição, sendo assim reconhecidos
separadamente do goodwill (Trespasse) (NCRF 14)
O goodwill trespasse) adquirido numa concentração de
atividades empresariais deve ser reconhecido, pela
adquirente, como um ativo (na conta 441 – Trespasse) e
deve ser mensurado pelo seu custo, que é o excesso do
custo da concentração de atividades empresariais acima
do interesse da adquirente no justo valor líquido dos
ativos, passivos e passivos contingentes identificáveis da
adquirida (§ 32, NCRF14).

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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis 4.3. Aquisição por meio de subsídio de Governo 
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
4.3. Aquisição por meio de subsídio de Governo
 Há casos em que um ativo intangível pode ser obtido livre de encargos ou por
retribuição nominal, através de um subsidio do Governo
Segundo a NCRF 22 a entidade pode, inicialmente, optar por reconhecer
ativo intangível pelo justo valor ou por uma quantia nominal
4.4. Troca de ativos
(NCRF 6, §44)
Sim
 A transação de troca tem
Justo valor
substância comercial, ou
Custo do
ativo
recebido
 O justo valor do ativo
recebido e do cedido são
fiavelmente mensuráveis
Não
Quantia
escriturada (valor
contabilístico) do
ativo cedido

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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis 4.5. Ativos intangiveis gerados internamente O Goodwill gerado
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
4.5. Ativos intangiveis gerados internamente
O Goodwill gerado internamente não deve ser reconhecido como um ativo, uma
vez que não cumpre os requisitos de reconhecimento como ativo, ou seja, não é um
recurso identificável (isto é, não é separável), não cria nenhum recurso controlado
pela entidade e não pode ser mensurado com fiabilidade.
A NCRF 6 (§§ 62 e 63) proíbe o reconhecimentos como ativo intangível dos
seguintes elementos gerados internamente:
marcas,
cabeçalhos,
títulos de publicações,
direitos de publicação,
listas de clientes,
quotas de mercado, …e itens semelhantes,
uma vez que as despesas com estes elementos não podem ser distinguidas do
custo de desenvolver a entidade no seu todo
NÃO SE RECONHECE COMO ativo INTANGÍVEL

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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
4.5. Ativos intangiveis gerados internamente GASTOS DO PERÍODO FASE DE PESQUISA ativo INTANGÍVEL FASE DE
4.5. Ativos intangiveis gerados internamente
GASTOS DO PERÍODO
FASE DE PESQUISA
ativo INTANGÍVEL
FASE DE DESENVOLVIMENTO
Se cumprir determinados requisitos
(§56)
Requisitos
 Viabilidade técnica de concluir o Ai de modo a que este possa ser usado ou vendido;
 Intenção de concluir o AI e de o usar ou vender;
 Capacidade de venda ou de uso do ativo intangível;
 A forma como o ativo gerará benefícios económicos futuros, o que pode passar pela
demonstração da existência de um mercado para a produção do AI ou para o próprio ativo, ou
então por provar a utilidade do ativo, caso seja para ser usado internamente;
 Disponibilidade
de
adequados
recursos
técnicos,
financeiros
e
outros
para
concluir
o
desenvolvimento e usar ou vender o AI;
 Capacidade para mensurar com fiabilidade os dispêndios atribuíveis ao AI durante a sua fase de
desenvolvimento.

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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis 4.5. Ativos intangiveis gerados internamente CUSTO DE PRODUÇÃO Custo
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
4.5. Ativos intangiveis gerados internamente
CUSTO DE PRODUÇÃO
Custo de um ativo gerado
internamente
Custos incorridos, desde a data em que o
ativo satisfaz os critérios de reconhecimento,
que sejam diretamente atribuíveis à criação,
produção e preparação do ativo até que este
seja capaz de funcionar da forma pretendida.
Nota: Qualquer custo que tenha sido reconhecido como gasto durante a fase de desenvolvimento
não pode, em data posterior, ser capitalizado, isto é, reconhecido como ativo (§§ 64 e 70).
 Ativo gerado internamente (fase desenvolvimento )
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
442
742 Custo de produção
NOTA: Enquanto o AI estiver a ser desenvolvido, deve usar-se a conta 453 Investimentos em Curso - AI em
curso. Na conclusão do desenvolvimento do AI : transferência para a conta 44.

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4. Mensuração inicial dos ativos intangíveis 4.6. Reconhecimento como gasto Há algumas despesas incorridas para
4. Mensuração inicial dos ativos
intangíveis
4.6. Reconhecimento como gasto
Há algumas despesas incorridas para proporcionar benefícios económicos futuros
mas nenhum ativo é adquirido ou criado que possa ser reconhecido. Tais despesas
devem ser reconhecidas como gasto no período
Exemplos de despesas reconhecidas como gasto (§ 68)
- Despesas com atividades de formação;
- Despesas com atividades de publicidade e promocionais;
- Despesas de mudança de local ou reorganização de uma entidade
(no seu todo ou em parte).
- Despesas com atividades de arranque, tais como custos legais ou de
secretariado com a constituição de uma entidade legal.

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5. Mensuração após o reconhecimento de ativos intangíveis A NCRF 6 (§ 76) permite que
5. Mensuração após o reconhecimento
de ativos intangíveis
A NCRF 6 (§ 76) permite que a mensuração subsequente de cada classe de AI seja feita
através: do modelo do custo, ou do modelo de revalorização.
MODELO DO CUSTO
CUSTO DO ATIVO
(-)
QUANTIA
AMORTIZAÇÕES
ESCRITURADA DO
ATIVO
=
ACUMULADAS
(-)
PERDAS POR IMPARIDADE
ACUMULADAS

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5. Mensuração após o reconhecimento de ativos intangíveis MODELO DE REVALORIZAÇÃO JUSTO VALOR (à data
5. Mensuração após o reconhecimento
de ativos intangíveis
MODELO DE REVALORIZAÇÃO
JUSTO VALOR
(à data da revalorização)
(-)
QUANTIA
ESCRITURADA DO
ATIVO REVALORIZADO
=
AMORTIZAÇÕES
ACUMULADAS
SUBSEQUENTES
(-)
PERDAS POR IMPARIDADE
ACUMULADAS
SUBSEQUENTES
O modelo de revalorização só pode ser aplicado se existir um mercado ativo
para a classe de ativos intangíveis a revalorizar
Nota: Matéria a analisar com maior detalhe no ponto 8

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6. Amortização de ativos intangíveis 6.1. Vida útil ativos intangíveis com VIDA ÚTIL FINITA ativos
6. Amortização de ativos intangíveis
6.1. Vida útil
ativos intangíveis com VIDA
ÚTIL FINITA
ativos intangíveis com VIDA
ÚTIL INDEFINIDA
AMORTIZA
NÃO AMORTIZA
NOTA: A vida útil de um ativo intangível que resulte de direitos contratuais ou
outros direitos legais não deve exceder o período desses direitos, podendo no
entanto ser mais curta se a entidade esperar usar o ativo por um período de
tempo inferior aos resultante de direitos contratuais/legais (§93, NCRF 6).

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6. Amortização de ativos intangíveis 6.2. Ativos intangíveis com vida útil finita Quantia depreciável =
6. Amortização de ativos intangíveis
6.2. Ativos intangíveis com vida útil finita
Quantia depreciável = Custo do ativo – Valor residual
Valor residual será zero, a menos que exista:
um compromisso de um terceiro de comprar o ativo no final da sua vida útil;
um mercado ativo com base no qual se pode determinar o valor residual do
ativo e seja provável que tal mercado exista no final da sua vida útil (§ 99):
Período de vida útil (ativo intangível com vida útil finita)
Inicio da
amortização
Cessação da amortização (antes que termine a
sua vida útil), na data que ocorrer mais cedo (1 ou 2)
Quando AI
disponível para uso
1-ativo classificado como detido para venda
ou
2-Desreconhecimento (venda/abate)

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6. Amortização de ativos intangíveis 6.2. Ativos intangíveis com vida útil finita MÉTODOS DE AMORTIZAÇÃO
6. Amortização de ativos intangíveis
6.2. Ativos intangíveis com vida útil finita
MÉTODOS DE AMORTIZAÇÃO (NCRF n 6, §97)
MÉTODO DA LINHA
RECTA
Amortização período =
Quantia depreciável
Vida útil
Amortização unidade =
Quantia depreciável
nº unidades actividade previstas p/ vida útil
MÉTODO DAS
UNIDADES DE
PRODUÇÃO
Amortização período = Depreciação unidade x nº unidades actividade período
Revisão periódica
(pelo menos no final de
cada período financeiro)
Vida útil
Valor residual
Método de amortização

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6. Amortização de ativos intangíveis 6.2. Ativos intangíveis com vida útil finita Reconhecimento como Gasto
6. Amortização de ativos intangíveis
6.2. Ativos intangíveis com vida útil finita
Reconhecimento como Gasto do período
Descrição
Conta a
Conta a
débito
Crédito
Valor (u.m)
Pela amortização do período
448 Quota de amortização
643
Método direto
Sugestão de divisão:
Conta 643 – Gastos de amortização -AI
conta 438 – AI –Amortizações acumuladas
-
-
-
-
6432
Projectos de desenvolvimento
4482
Projectos de desenvolvimento
6433
Programas de computador
4483
Programas de computador
6434
Propriedade industrial
4484
Propriedade industrial
6426
Outros ativos intangíveis
4486
Outros ativos intangíveis
Goodwill (trespasse): não pode ser amortizado

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6. Amortização de ativos intangíveis 6.3. Ativos intangíveis com vida útil indefinida Quando não houver
6. Amortização de ativos intangíveis
6.3. Ativos intangíveis com vida útil indefinida
Quando não houver limite previsível para o período durante o qual se
espera que um ativo intangível gere benefícios económicos futuros esse
ativo terá uma vida útil indefinida e não é amortizado.
MAS:
De acordo com a NCRF 12, é exigido que se teste a imparidade comparando
a sua quantia recuperável com a sua quantia escriturada:
Anualmente e sempre que haja uma indicação de que o
ativo possa estar com imparidade.
A vida útil deve ser revista a cada período para determinar se os
acontecimentos e circunstâncias continuam a apoiar a avaliação de vida útil
indefinida.

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86

6. Amortização de ativos intangíveis BALANÇO DATAS RUBRICAS NOTAS 31 xx N 31 xx N-1
6. Amortização de ativos intangíveis
BALANÇO
DATAS
RUBRICAS
NOTAS
31 xx N
31 xx N-1
ativo
ativo não corrente
ativos fixos tangíveis
Propriedades de investimento
Goodwill
ativos intangíveis
ativos biológicos
(…)
XXXX
Quantia escriturada =
Custo inicial – amortizações
acumuladas – Perdas por
imparidade acumuladas
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
RENDIMENTOS E GASTOS
PERÌODOS
NOTAS
N
N-1
(….)
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e
impostos
=
=
Gastos/reversões de depreciação e de amortização
-/+
-/+
Imparidade de ativos depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões)
-/+
-/+
(…)

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7. Imparidade de ativos intangíveis (NCRF 6  NCRF 12) 7.1. Identificação e mensuração NCRF
7. Imparidade de ativos intangíveis
(NCRF 6  NCRF 12)
7.1. Identificação e mensuração
NCRF 12- Imparidade de ativos
Fontes internas
e externas
Em cada data de relato, avaliar se há qualquer indicação de
que um ativo intangível (individual ou um conjunto de ativos)
possa estar com imparidade
Independentemente de existir ou não indicação de imparidade, uma entidade
deve testar anualmente a imparidade:
de um ativo intangível com uma vida útil indefinida ou de um
ativo intangível ainda não disponível para uso
do trespasse (goodwill) adquirido numa concentração de
atividades empresariais

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7. Imparidade de ativos intangíveis 7.1. Identificação e mensuração Teste de imparidade Quantia Escriturada
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.1. Identificação e mensuração
Teste de imparidade
Quantia Escriturada
Quantia recuperável
>
PERDA POR
IMPARIDADE
Maior entre:
Justo valor menos os
custos de vender
Valor de uso
Valor de venda
obtido
numa
transação entre partes
conhecedores e dispostas a isso,
Valor presente dos fluxos de caixa
futuros que se espera que sejam
derivados de um ativo ou unidade
menos os custos com a alienação.
geradora de caixa (UGC).

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7. Imparidade de ativos intangíveis 7.1. Identificação e mensuração Justo valor menos custos vender (JV)
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.1. Identificação e mensuração
Justo valor menos custos
vender (JV) > Valor uso (VU)
Perda por imparidade =
Quantia Escriturada
> Quantia recuperável
QE – JV
Custo ativo – (Amort.
MAX (justo valor;
Acum. – Perdas
imparidade)
Justo valor menos custos
valor de uso)
vender (JV) < Valor uso (VU)
Perda por imparidade =
QE – VU

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7. Imparidade de ativos intangíveis 7.2. Reconhecimento da perda por Imparidade No modelo de custo
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.2. Reconhecimento da perda por Imparidade
No modelo de custo
Reconhecer a perda em gastos do período.
Descrição
Conta a
Conta a
débito
Crédito
Valor (u.m)
Pela perda por imparidade
449 Perda por imparidade
656
No modelo de
revalorização
Registar a perda contra o excedente de revalorização, até
ao valor deste, e reconhecer o eventual remanescente a
gastos do exercício.
Descrição
Conta a
Conta a débito
Crédito
Valor (u.m)
Pela Perda por Imparidade do
ativo revalorizado
Perda por imparidade
449
Pela diminuição do excedente de
Valor do excedente de
589
revalorização
revalorização existente
Pelo valor remanescente
Valor remanescente
656

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7. Imparidade de ativos intangíveis 7.2. Reconhecimento da perda por Imparidade Perda por imparidade =
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.2. Reconhecimento da perda por Imparidade
Perda por imparidade = Quantia escriturada
– Quantia recuperável
Sugestão de divisão:
Conta 656 – Perdas por imparidade – Em
ativos intangíveis
Conta 449 – Ativos intangíveis - Perdas
- por imparidade acumuladas
6561
Goodwill
4491
Goodwill
6562
Projetos de desenvolvimento
4492
Projetos de desenvolvimento
6563
Programas de computador
4493
Programas de computador
6564
Propriedade industrial
4494
Propriedade industrial
6566
Outros ativos intangíveis
4496
Outros ativos intangíveis

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92

92

7. Imparidade de ativos intangíveis 7.3. Reversão da perda por Imparidade Fontes internas e Em
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.3. Reversão da perda por Imparidade
Fontes internas e
Em cada data de relato, avaliar se há qualquer indicação de que se há
qualquer indicação de que a perda por imparidade reconhecida em
externas
períodos anteriores possa já não existir ou possa ter diminuído.
Se houver uma alteração nas estimativas usadas para
determinar a quantia recuperável do ativo desde que a
última perda por imparidade foi reconhecida
REVERSÃO DA
PERDA POR
IMPARIDADE

A quantia escriturada do ativo deve ser aumentada até à sua quantia recuperável, não devendo exceder a quantia escriturada que teria sido determinada (líquida de depreciações) se nenhuma perda por imparidade tivesse sido reconhecida no ativo em anos anteriores (NCRF 12, § 59).

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7. Imparidade de ativos intangíveis 7.3. Reversão da perda por Imparidade No modelo de custo
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.3. Reversão da perda por Imparidade
No modelo de custo
Reconhecer a reversão como rendimento do período.
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela reversão da perda por imparidade
449
7626 Valor da reversão
A reversão da perda por imparidade de um ativo intangível
No modelo de
revalorização
revalorizado deve ser tratada como um acréscimo de revalorização
(i.e, creditada direta/ no capital próprio, excepto pela parte da
reversão da perda por imparidade anteriormente reconhecida em
resultados)
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela reversão da perda por
Imparidade do ativo revalorizado
449
Reversão da Perda por
imparidade
Pela anulação da perda por
imparidade reconhecida como gasto
7626 Valor da perda por
imparidade reconhecida
Pelo valor remanescente (tratado
como acréscimo revalorização)
589 Valor remanescente

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7. Imparidade de ativos intangíveis 7.4. Revisão da amortização Após o reconhecimento de uma: Revisão
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.4. Revisão da amortização
Após o reconhecimento de uma:
Revisão da
 Perda por imparidade
amortização
Reversão de perda por imparidade
O valor da amortização do ativo intangível
deve ser ajustado nos períodos futuros, de
modo a imputar a quantia escriturada revista
do ativo (menos o valor residual, caso exista)
numa base sistemática durante a vida útil
remanescente (NCRF 12 , §31 e 61).

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7. Imparidade de ativos intangíveis 7.5. Perda por imparidade do Goodwill Dado que o goodwill
7. Imparidade de ativos intangíveis
7.5. Perda por imparidade do Goodwill
Dado que o goodwill (trespasse) adquirido numa concentração de atividades empresarias
(CAE) não gera fluxos de caixa independentes, para a finalidade de testar a sua
imparidade, deverá, a partir da data de aquisição, ser imputado a cada uma das unidades
geradoras de caixa (UGC) da adquirente, que se espera que beneficiem das sinergias da
CAE.
A entidade deve testar anualmente, e sempre que houver indicação, a imparidade da
UGC à qual tenha sido imputado goodwill. Se uma UGC à qual foi imputado trespasse
estiver com imparidade, a perda por imparidade deve ser imputada:
primeiro, para reduzir a quantia escriturada de qualquer (goodwill)
imputado à UGC;
depois, aos outros ativos da UGC, numa base pro rata relativamente à
quantia escriturada de cada ativo da UGC
Uma perda por imparidade reconhecida para o goodwill não deve ser revertida (§ 64)

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8. Revalorização de ativos intangíveis 8.1. Frequência das revalorizações Frequência das revalorizações As
8. Revalorização de ativos intangíveis
8.1. Frequência das revalorizações
Frequência das revalorizações
As revalorizações do ativo intangível devem ser feitas com suficiente regularidade
de modo a assegurar que a quantia escriturada não difira materialmente da que
seria determinada pelo uso do justo valor à data do balanço
NOVA
QUANTIA ESCRITURADA DO
ativo REVALORIZADO
JUSTO VALOR DO ativo À
DATA DE BALANÇO
 REVALORIZAÇÃO
A frequência das revalorizações depende da volatilidade dos justos valores dos
ativos intangíveis: se for significativa são necessária revalorizações anuais; se
forem insignificantes tais revalorizações frequentes são desnecessárias).

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8. Revalorização de ativos intangíveis 8.2. Métodos de Revalorização  A aplicação do modelo de
8. Revalorização de ativos intangíveis
8.2. Métodos de Revalorização
 A aplicação do modelo de revalorização apenas é possível se o justo valor puder
ser obtido num MERCADO ativo.
 À data da revalorização, as amortizações acumuladas poderão ser tratadas de
uma das seguintes formas (§ 79, NCRF 6):
Fará sentido?
 ser reexpressas proporcionalmente com a alteração na quantia escriturada
bruta do ativo. Deste modo, após a reavaliação a quantia escriturada do ativo
será igual à quantia revalorizada.
 ser eliminadas por contrapartida da quantia escriturada bruta do ativo, sendo
depois a quantia líquida reexpressa para a quantia revalorizada do ativo.

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8. Revalorização de ativos intangíveis 8.3. Tratamento contabilístico a) Revalorização por acréscimo O aumento
8. Revalorização de ativos intangíveis
8.3. Tratamento contabilístico
a) Revalorização por
acréscimo
O aumento na quantia escriturada do AI deve ser
creditado diretamente numa conta de capital próprio,
(589 Excedentes de revalorização de ativos fixos
tangíveis e intangíveis -Outros excedentes).
Contudo, a diminuição de um AI por revalorização deve ser debitada diretamente ao capital próprio
(conta 589) até ao montante do saldo existente nesse conta com respeito a esse ativo (e que
surgiu na sequência de uma anterior revalorização por acréscimo).
b) Revalorização por
decréscimo
A diminuição na quantia escriturada do AI deve
reconhecida ser resultados (como gasto do período, na
conta 656 Perdas por imparidade- Em AI)
Contudo, aumento de um AI por revalorização deve ser reconhecido nos resultados (como
rendimento, na subcontas da 7626 Reversões – Em perdas por imparidade -Em ativos intangíveis),
até ao ponto em que reverta um decréscimo de revalorização do mesmo ativo previamente
reconhecido nos resultados, como gasto do período (na conta 656).

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8. Revalorização de ativos intangíveis 8.3. Tratamento contabilístico a) Revalorização por acréscimo Descrição
8. Revalorização de ativos intangíveis
8.3. Tratamento contabilístico
a) Revalorização por acréscimo
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela anulação do valor das
amortizações acumuladas
AA
448
44x
Pela reexpressão da quantia líquida
para a quantia revalorizada do ativo
ER
44x
589
JV: Justo valor
Excedente de revalorização = ER
AA: Amortizações acumuladas
ER = JV-QE
QE= Quantia escriturada= Custo– depreciações
acumuladas
A anulação das amortizações acumuladas deverá ser feita por contrapartida da respectiva
subconta de ativo intangível, corrigindo depois esta conta (que passa a evidenciar a quantia
escriturada do ativo) para o justo valor, pelo valor do excedente.
Na conta 589 é evidenciado o valor do excedente, calculado pela diferença entre o justo
valor e a quantia escriturada do ativo à data da revalorização.

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8. Revalorização de ativos intangíveis 8.3. Tratamento contabilístico b) Revalorização por decréscimo
8. Revalorização de ativos intangíveis
8.3. Tratamento contabilístico
b) Revalorização por decréscimo
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela anulação do valor das amortizações
acumuladas
AA
448
44x
Pela reexpressão da quantia líquida para
a quantia revalorizada do ativo
DR
656
44x
JV: justo valor
Decréscimo de revalorização = DR
AA: amortizações acumuladas
DR = JV-QE
QE= Quantia escriturada= Custo– amortizações
acumuladas
A anulação das amortizações acumuladas deverá ser feita por contrapartida da respectiva
subconta de ativo fixo tangível, corrigindo depois esta conta (que passa a evidenciar a
quantia escriturada do ativo) para o justo valor, pelo valor do decréscimo.
Na conta 656 é evidenciado o valor do decréscimo de revalorização (ou perda por
imparidade) calculado pela diferença entre o justo valor e a quantia escriturada do ativo à
data da revalorização.

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8. Revalorização de ativos intangíveis 8.4 Utilização do excedente de revalorização (NCRF 6, § 87)
8. Revalorização de ativos intangíveis
8.4 Utilização do excedente de revalorização
(NCRF 6, § 87)
A transferência do excedente de revalorização (conta 58) para resultados retidos
(conta 56), pode ser feita:
pela sua totalidade, aquando da retirada ou alienação do ativo (realização total); ou
em parte, à medida que o ativo é usado (realização parcial, pela amortização). A
quantia a transferir corresponde à diferença entre a depreciação baseada na quantia
revalorizado do ativo e a amortização baseada no custo original do ativo.
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela realização do excedente
Parcela de
de revalorização
realização do
589
56y
excedente

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102

8. Revalorização de ativos intangíveis 8.5 Impostos diferidos resultantes da revalorização (NCRF 25, § 20)
8. Revalorização de ativos intangíveis
8.5 Impostos diferidos resultantes da
revalorização
(NCRF 25, § 20)
Em consequência dos efeitos do processo de revalorização, emerge uma diferença
entre a quantia escriturada do AFT e a sua base fiscal.
O montante em causa corporizará uma diferença temporária tributável que conduz ao
reconhecimento de um passivo por impostos diferidos.
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pelo reconhecimento do passivo
por impostos diferidos
5892
Produto do valor do
excedente de
2742 revalorização e das
taxas fiscais
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Pela reversão do passivo por
impostos diferidos
56
5892
2742
8122
Produto da
realização do
excedente de
revalorização e das
taxas fiscais

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103

9. Retirada e alienação de ativos intangíveis Desreconhecimento A quantia escriturada de um AI deve
9. Retirada e alienação de ativos
intangíveis
Desreconhecimento
A quantia escriturada de um AI deve ser desreconhecida (NCRF 6, §111):
no momento da sua alienação (que pode ocorrer, por exemplo, pela venda, por doação,
etc.), ou
quando não se espere benefícios económicos futuros do seu uso ou alienação.
Ganho ou perda = Proventos líquidos – Quantia escriturada
 Conta 787 ou 687
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação do custo do ativo (quantia
escriturada bruta)*
CA
687 ou 787
44x
Eliminação no valor das amortizações
acumuladas
AA
448
687
ou 787
Reconhecimento da retribuição, caso exista
(por exemplo, valor de sucata em caso de
R
11 ou 12 ou 278
687
ou 787
abate; valor de indemnização em caso de
sinistro)
* Ver nota de enquadramento à conta 449

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10. Ativos intangíveis detidos para venda 10.1. Classificação de AI como detidos p/ venda NCRF
10. Ativos intangíveis detidos para
venda
10.1. Classificação de AI como detidos p/ venda
NCRF 8 (§8)
ativo disponível para
venda imediata
+
• Gestão empenhada num plano de venda e na
localização de um comprador e em concluir o
plano de venda;
Venda altamente
provável
• ativo amplamente publicitado para venda a um
preço razoável;
• Desenvolvimento de ações necessárias para
concluir o plano de venda.
• Expectável a conclusão da venda num ano.
Classificação do AI como detido para venda
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105
10. Ativos intangíveis detidos para venda 10.1. Classificação de AI como detidos p/ venda Está
10. Ativos intangíveis detidos para
venda
10.1. Classificação de AI como detidos p/ venda
Está
disponível
para
venda
NCRF 8 (§8-9)
imediata?
Sim
A venda é altamente provável?
Sim
O
atraso
for
causado por
Não
É expectável a conclusão da
venda no prazo de 1 ano?
acontecimentos /circunstâncias fora
do controlo da entidade?
Sim
Sim
Sim
A entidade continua comprometida
com o plano de venda do ativo?
Classificar o ativo como
detido para venda
Fonte: Pinto et al. (2008), adaptado

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106

10. Ativos intangíveis detidos para venda 10.2. Mensuração inicial Um ativo (não corrente), quando é
10. Ativos intangíveis detidos para
venda
10.2. Mensuração inicial
Um ativo (não corrente), quando é classificado como detido para venda, deve ser
mensurado pelo menor valor entre: quantia escriturada do ativo e o justo valor menos os
custos de vender (§15, NCRF 8)
MENSURAÇÃO
Quantia escriturada
Quantia Escriturada
<
Justo valor menos custos
de vender
(Não se reconhece
qualquer ganho)
Quantia Escriturada
>
Justo valor menos custos
de vender
Justo valor menos
custos de vender
(Reconhece-se uma
perda por imparidade)
Quantia ativo *– (amor. Acum. – Perdas imparidade)
*Custo inicial (Modelo de custo) ou quantia revalorizada, i.e., justo valor (Modelo de revalorização)

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107

10. Ativos intangíveis detidos para venda Quantia Escriturada < Justo valor menos custos de vender
10. Ativos intangíveis detidos para
venda
Quantia Escriturada < Justo valor menos custos de vender
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação do custo do ativo
464
44x
CA
Eliminação do valor das AA
448
464
AA
Eliminação do valor das PIA
449
464
PIA
Quantia Escriturada > Justo valor menos custos de vender
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação do custo do ativo
464
44x
CA
Eliminação do valor das AA
448
464
AA
Eliminação do valor das PIA
449
464
PIA
Reconhecimento de uma perda por imparidade,
pela diferença entre o justo valor menos custos
de vender (JV) e a quantia escriturada (QE)
658
469
(JV-QE)

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108

10. Ativos intangíveis detidos para venda 10.3. Mensuração subsequente Cessação da amortização Enquanto um
10. Ativos intangíveis detidos para
venda
10.3. Mensuração subsequente
Cessação da amortização
Enquanto um ativo estiver classificado como detido para venda, o mesmo não deve ser
depreciado. A amortização de um AI cessa na data em que o ativo for classificado como
detido para venda (NCRF 6, §55; NCRF 8, §25).
Reconhecimento de perdas por imparidade e reversões
Perda por imparidade em ativos detidos para venda
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Perda por imparidade
658
469
X
Reversão de perda por imparidade em ativos detidos para venda
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Reversão perda por imparidade
658
469
X

Ativos não correntes

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10. Ativos intangíveis detidos para venda Alienação Quando a venda do AIT classificado como detido
10. Ativos intangíveis detidos para
venda
Alienação
Quando a venda do AIT classificado como detido para venda for concluída deve ser
desreconhecido (seguindo as disposições da NCRF 6, §111-116).
Descrição
Conta a débito
Conta a Crédito
Valor (u.m)
Eliminação da quantia escriturada ajustada
6871 ou 7871
464 QEA
Reconhecimento da retribuição
11 ou 12 ou 278
6871 ou 7871
R
* Ver nota de enquadramento à conta 469
Alterações num plano de venda
Se os requisitos para classificar um ativo não corrente como detido para venda já não estiverem
satisfeitos, a entidade deve cessar de classificar o ativo como detido para venda, devendo o ativo ser
mensurado pelo valor mais baixo entre:
a sua quantia escriturada antes de o ativo ser classificado como detido para venda, ajustada a
qualquer depreciação ou revalorização que teria sido reconhecida se o ativo não estivesse
classificado como detido para venda; e
a sua quantia recuperável à data da decisão de não vender (§26,-27 NCRF 8).

10.4. Desreconhecimento de AI detidos p/ venda

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11. Ativos intangíveis na NCRF-PE e NC-ME Pontos 8.1 a 8.27, com as seguintes diferenças
11. Ativos intangíveis na NCRF-PE e
NC-ME
Pontos 8.1 a 8.27, com as seguintes diferenças relativamente à NCRF 6 :
 Após o reconhecimento inicial, um ativo intangível deve ser contabilizado pelo
AI
(NCRF-PE)
modelo do custo (conforme preconizado para os ativos tangíveis). Todavia, não é
permitida a adopção do modelo de revalorização para ativos intangíveis
 para se determinar se um AI está com imparidade deve aplicar-se a NCRF 12
 Inclui,
no
ponto
8.8.,
temáticas
relacionadas
com
dispêndios
de
carácter
ambiental (contemplados na NCRF 26- Matérias ambientais).
Pontos 8.1 a 8.19, com as seguintes diferenças relativamente à NCRF-PE :
 Contém um menor número de orientações sobre as diversas temáticas
relacionadas com ativos intangíveis
AI
 É omissa quanto ao tema da imparidade de ativos (mesmo ao nível do plano
de contas).
(NC-ME)
 Embora a NC-ME seja omissa em relação à revalorização de ativos intangíveis,
também é aplicavel a sua proibição conforme prevê a NCRF-PE.

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12. Divulgações relacionadas com ativos intangíveis Mensuração inicial e subsequente de AI Uma entidade deve
12. Divulgações relacionadas com ativos
intangíveis
Mensuração inicial e subsequente de AI
Uma entidade deve divulgar o seguinte para cada classe de ativos intangíveis,
distinguindo entre os ativos intangíveis gerados internamente e outros ativos
intangíveis:
Se as vidas úteis são indefinidas ou finitas e, se forem finitas, as vidas úteis ou as
taxas de amortização usadas;
Os métodos de amortização usados para ativos intangíveis com vidas úteis finitas;
NCRF 6
(§ 117-123)
A quantia bruta escriturada e qualquer amortização acumulada (agregada com as
perdas por imparidade acumuladas) no começo e fim do período;
Os itens de cada linha da demonstração dos resultados em que qualquer
amortização de ativos intangíveis esteja incluída;
Uma reconciliação da quantia escriturada no começo e fim do período (que mostre
as adições, revalorizações, alienações, ativos classificados como detidos para venda,
depreciações, perdas por imparidade e suas reversões).
depreciações, perdas por imparidade e suas reversões). Ativos não correntes março 2014 © ORDEM DOS TÉCNICOS
depreciações, perdas por imparidade e suas reversões). Ativos não correntes março 2014 © ORDEM DOS TÉCNICOS

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12. Divulgações relacionadas com ativos intangíveis Mensuração inicial e subsequente de AI Deve ainda divulgar:
12. Divulgações relacionadas com ativos
intangíveis
Mensuração inicial e subsequente de AI
Deve ainda divulgar:
NCRF 6
(§ 117-
Para um ativo intangível avaliado como tendo uma vida útil indefinida, a
quantia escriturada desse ativo e as razões que apoiam a avaliação de uma
vida útil indefinida.
Informação sobre ativos intangíveis adquiridos através de subsídios de
governo, etc.
Se for aplicado o modelo de revalorização, deve ser divulgados os métodos e
123)
pressupostos aplicados na estimativa do justo valor dos ativos; a quantia
escriturada que teria sido obtida se a entidade tivesse usado o modelo de
custo, o excedente de revalorização, etc.
Devem ainda ser divulgados todos os gastos com pesquisa e
desenvolvimento reconhecidos na demonstração de resultados bem como os
gastos com pesquisa e desenvolvimento que foram capitalizados.

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12. Divulgações relacionadas com ativos intangíveis Imparidade de AI  A quantia de perdas por
12. Divulgações relacionadas com ativos
intangíveis
Imparidade de AI
 A quantia de perdas por imparidade e reversões de perdas por
imparidade reconhecidas nos resultados durante o período e as
linhas de itens da demonstração dos resultados em que essas
perdas por imparidade e reversões são incluídas;
 A quantia de perdas por imparidade e de reversões de perdas por
imparidade em ativos revalorizados reconhecidas diretamente no
NCRF 12
capital próprio durante o período;
(§ 65-69)
 Divulgar informação detalhada quando as perdas por imparidade
forem materiais para ativos individuais ou unidades geradoras de
caixa, designadamente: acontecimentos e circunstâncias que
conduziram ao reconhecimento ou reversão da perda por
imparidade, a quantia da perda por imparidade reconhecida ou
revertida; a base utilizada para o cálculo da quantia recuperável, etc.

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12. Divulgações relacionadas com ativos intangíveis AI classificados como detidos para venda Uma entidade deve
12. Divulgações relacionadas com ativos
intangíveis
AI classificados como detidos para venda
Uma entidade deve divulgar a seguinte informação nas Notas às DF´s
do período em que o ativo foi classificado como detido para venda ou
vendido:
Descrição do ativo não corrente (ou grupo para alienação);
NCRF 8
Descrição dos factos e circunstâncias da venda, ou que conduziram à
alienação esperada, e a forma e tempestividade esperada para essa
(§ 38-39)
alienação;
Perda ou ganho reconhecido, na sequência do reconhecimento de
perdas por imparidade e reversões de acordo com os §§ 20-22.
Em caso de alteração do plano de venda, descrição dos factos e
circunstâncias que cevaram à decisão para alterar o plano de venda.

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12. Divulgações relacionadas com ativos intangíveis Divulgações em pequenas entidades NCRF -PE A NCRF-PE contém,
12. Divulgações relacionadas com ativos
intangíveis
Divulgações em pequenas entidades
NCRF -PE
A NCRF-PE contém, nos §§ 8.24 a 8.27, um conjunto de orientações
para divulgação no Anexo em matéria de ativos intangíveis, que se
aproximam das acima referidas.
Divulgações nas microentidades
A NC-ME não apresenta quais quer considerações sobre as divulgações
a serem efetuados no Anexo. O modelo de Anexo, publicado pela
NC-ME
Portaria 104/2011, de 14/03, estabelece um conjunto de notas
estandardizadas, com uma numeração sequencial sendo que as notas
não aplicáveis devem conter essa menção. As divulgações respeitantes
a Ativos intangíveis devem constar nas nota 6.

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Formação à distância Parte III Bloco Formativo II Investimentos Financeiros e Propriedades Ativos Intangíveis

Formação à distância

Parte III

Bloco Formativo II

Investimentos Financeiros e Propriedades Ativos Intangíveis de investimento

Financeiros e Propriedades Ativos Intangíveis de investimento SEG 0914 Sónia Monteiro e Jorge Mota março 2014

SEG 0914

Sónia Monteiro e Jorge Mota

março 2014

1. O investimento financeiro no SNC Introdução Codificação de contas e a distinção entre instrumentos
1. O investimento financeiro no SNC
Introdução
Codificação de contas e a distinção entre instrumentos financeiros (conta
14), componentes do ativo corrente, e investimentos financeiros (conta 41),
componentes do ativo não corrente
Definição de instrumento financeiro (§ 5, NCRF 27): “contrato que dá origem
a um ativo financeiro numa entidade e a um passivo financeiro ou
instrumento de capital próprio noutra entidade”
ativos financeiros: a detenção para negociação ou a detenção para exercício
de direitos de voto, enquanto condição, sine qua non, de gestão de, ou de
participação em, decisões de política financeira e de política operacional das
entidades investidas

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.1. Definição e conteúdo de investimento financeiro
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.1. Definição e conteúdo de investimento
financeiro
Parcela integrante do ativo não corrente, no âmbito da classe 4 -
Investimentos, a qual “ inclui os bens detidos com continuidade ou
permanência e que não se destinem a ser vendidos ou transformados no
decurso normal das operações da entidade, quer sejam de sua propriedade,
quer estejam em regime de locação financeira”
Casos particulares da ação, “instrumento de capital próprio de uma outra
entidade” e da obrigação, “um direito contratual de receber dinheiro … de
outra entidade”

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.1. Definição e conteúdo de investimento financeiro
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.1. Definição e conteúdo de investimento
financeiro
Conta 41 - Investimentos financeiros
411 - Investimentos em subsidiárias, 412 -
Investimentos em associadas e 414 -
Investimentos noutras empresas
415 - Outros investimentos financeiros
413 - Investimentos em entidades conjuntamente
controladas
419 - Perdas por imparidade acumuladas

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.2. Reconhecimento de investimento financeiro “Uma
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.2. Reconhecimento de investimento
financeiro
“Uma entidade deve reconhecer um ativo financeiro … apenas quando a
entidade se torne uma parte das disposições contratuais do instrumento” (§
6, NCRF 27)
Relevância, em situações de detenção de partes de capital, das disposições
contratuais do instrumento, como confirmação do controlo de um recurso,
com expectativa de influxos de benefícios económicos futuros, susceptíveis
de mensuração fiável

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.1.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.1. Mensuração no reconhecimento
Pelo custo, entendido como a “quantia de caixa ou seus equivalentes paga
ou o justo valor de outra retribuição dada para adquirir um ativo no momento
da sua aquisição … ou a quantia atribuída a esse ativo aquando do
reconhecimento inicial” (§ 6, NCRF 7)
+
Custos de transação, ou seja, “os custos incrementais que sejam diretamente
atribuíveis à aquisição … de um ativo … financeiro”, excepção feita a ativos
financeiros que sejam mensurados, após reconhecimento, ao justo valor com
contrapartida em resultados (§ 7, NCRF 27)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
Subsidiária como sendo “uma entidade (aqui se incluindo entidades não
constituídas em forma de sociedade, como, por exemplo, as parcerias) que é
controlada por uma outra entidade (designada por empresa-mãe)” (§ 4,
NCRF 15)
Empresa-mãe como sendo “ uma entidade que detém uma ou mais
subsidiárias” (§ 4, NCRF 15), ou seja, uma entidade dotada de poder de
controlo, entendido como “ o poder de gerir as políticas financeiras e
operacionais de uma entidade ou de uma actividade económica a fim de
obter benefícios da mesma” (§ 4, NCRF 15)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
“Nas demonstrações financeiras individuais de uma empresa-mãe, a
valorização dos investimentos em subsidiárias deve ser efectuada de
acordo com o método de equivalência patrimonial”. (§ 9, NCRF 15)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
Método da equivalência patrimonial “é um método de contabilização pelo
qual o investimento … é inicialmente reconhecido pelo custo e
posteriormente ajustado em função das alterações verificadas, após a
aquisição, na quota-parte do investidor (leia-se, empresa-mãe) … nos
ativos líquidos da investida (leia-se, subsidiária) … . Os resultados do
investidor … incluem a parte que corresponda nos resultados da
investida …” (§ 4, NCRF 15)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
A empresa-mãe deverá validar a susceptibilidade de existência de
“qualquer diferença entre o custo do investimento e a parte … no justo
valor líquido dos ativos, passivos e passivos contingentes identificáveis”
da subsidiária, a qual, a verificar-se, será tratada de acordo com as
disposições da NCRF 14 - "Concentrações de Atividades Empresariais”

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
Se for identificado:
Trespasse (goodwill), que “corresponde a benefícios económicos futuros
resultantes de ativos … não … individualmente identificados e
separadamente reconhecidos ” (§ 9, NCRF 14) e se traduz na
quantificação de um excesso do custo do investimento sobre a parte da
empresa-mãe no justo valor líquido dos ativos, passivos e passivos
contingentes identificáveis da subsidiária (al. (b) do § 32, NCRF 14), é
incluído na quantia escriturada do investimento, embora não seja
permitida a sua amortização, não afectando, então, os resultados da
empresa-mãe, por esse facto, mas deva ser sujeito a testes de imparidade
(al. (a) do § 47, NCRF 13)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
Se for identificado:
Um “excesso da parte do investidor no justo valor líquido dos ativos,
passivos e passivos contingentes identificáveis” da subsidiária “acima do
custo do investimento”, “é excluído da quantia escriturada do investimento
e é incluído como rendimento na determinação da parte do investidor nos
resultados” da subsidiária “do período em que o investimento é adquirido”
(al. (b) do § 47, NCRF 13)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
A posteriori, a aplicação dos pressupostos subjacentes ao método da
equivalência patrimonial implicará que o custo, inicialmente reconhecido,
seja acrescido ou reduzido:
“da quantia correspondente à proporção nos resultados líquidos”, com
reflexo nos resultados (§ 58, NCRF 13)
“da quantia correspondente à proporção noutras variações nos capitais
próprios da entidade participada”, com reflexo no capital próprio (§ 58,
NCRF 13)
“da quantia dos lucros distribuídos à participação” (§ 58, NCRF 13)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.1 Investimento em subsidiária
A posteriori, a aplicação dos pressupostos subjacentes ao método da
equivalência patrimonial implicará que o custo, inicialmente reconhecido,
seja acrescido ou reduzido:
“da quantia da cobertura de prejuízos que tenha sido deliberada” (Notas de
Enquadramento ao Código de Contas, SNC)
“aquando da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial,
devem ser atribuídas às partes de capital as quantias correspondentes à
fracção dos capitais próprios que elas representavam no início do período,
por contrapartida da conta 5511 - Ajustamentos em ativos financeiros -
Relacionados com o método da equivalência patrimonial - Ajustamentos de
transição” (Notas de Enquadramento ao Código de Contas, SNC)

Ativos não correntes

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.2 Investimento em associada
Associada como “ uma entidade (aqui se incluindo entidades não
constituídas em forma de sociedade, como, por exemplo, as parcerias)
sobre a qual o investidor tenha influência significativa e que não seja nem
uma subsidiária nem um interesse num empreendimento conjunto” (§ 4,
NCRF 13)
Influência significativa, isto é, “o poder de participar nas decisões das
políticas financeira e operacional da investida … mas que não é controlo
nem controlo conjunto sobre essas políticas” (§ 4, NCRF 13)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.2 Investimento em associada
“Um investimento numa associada deve ser contabilizado usando o método
da equivalência patrimonial” (§ 42, NCRF 13), por isso, aplicação dos
pressupostos já identificados, a propósito do investimento em subsidiária

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.3.Investimento em entidade conjuntamente
controlada
“Empreendimento conjunto é uma atividade económica empreendida por dois
ou mais parceiros (denominados empreendedores), sujeita a controlo conjunto
destes mediante um acordo contratual” (§ 4, NCRF 13)
“ Empreendedor é um parceiro de um empreendimento conjunto que tem
controlo conjunto sobre esse empreendimento” (§ 4, NCRF 13)

Controlo conjunto é a partilha de controlo, acordada contratualmente, de uma actividade económica, e existe apenas quando as decisões estratégicas financeiras e operacionais relacionadas com a atividade exigem o consentimento unânime das partes que partilham o controlo (os empreendedores)(§ 4, NCRF 13)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.3.Investimento em entidade conjuntamente
controlada
Tipos de empreendimento conjunto:
Operações conjuntamente controladas
ativos conjuntamente controlados
Entidade conjuntamente controlada

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.3.Investimento em entidade conjuntamente
controlada
Entidade conjuntamente controlada:
O normativo aplicável preconiza duas hipóteses: o método de consolidação
proporcional ou o método da equivalência patrimonial (§§ 30 e 31, NCRF 13)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.3. Mensuração de investimento financeiro 2.3.2.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.3. Mensuração de investimento financeiro
2.3.2. Mensuração após o reconhecimento
2.3.2.4.Investimento noutra empresa
Deverão ser mensurados ao custo ou ao custo amortizado menos perda por
imparidade “ instrumentos de capital próprio que não sejam negociados
publicamente e cujo justo valor não possa ser obtido de forma fiável” (al. (c)
do § 12, NCRF 27)
Deverão ser mensurados ao justo valor com contrapartida em resultados
“investimentos em instrumentos de capital próprio com cotações divulgadas
publicamente, uma vez que o parágrafo 12(c) define a mensuração ao custo
apenas para os restantes casos”. (al. (a) do § 16, NCRF 27)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.4. Imparidade de investimento financeiro Referência, em
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.4. Imparidade de investimento financeiro
Referência, em primeiro lugar, para as disposições da NCRF 12 -
"Imparidade de ativos”, excepcionando do seu âmbito os ativos
financeiros regulados pela NCRF 27, como é o caso dos
investimentos noutras empresas (al. (e) do § 27)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.4. Imparidade de investimento financeiro 2.4.1.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.4. Imparidade de investimento financeiro
2.4.1. Reconhecimento e mensuração de perda por
imparidade
À data de relato, o investidor deve testar a imparidade de todos os ativos
financeiros que não sejam mensurados de acordo com o método do justo
valor, com contrapartida em resultados, pelo que, a provar-se evidência
objectiva de imparidade, deve ser reconhecida uma perda, em resultados (§
23, NCRF 27)
Ao nível da mensuração, as disposições normativas apontam no sentido de
a eventual perda por imparidade corresponder “à diferença entre a quantia
escriturada e a melhor estimativa de justo valor” (al. (b) do § 27, NCRF 27)
Uma última referência, associada à possibilidade de reconhecimento de
reversão de perdas por imparidade, proibida, no entanto, quando estão em
causa instrumentos de capital próprio (§§ 28 e 29, NCRF 27)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.4. Imparidade de investimento financeiro 2.4.1.
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.4. Imparidade de investimento financeiro
2.4.1. Reconhecimento e mensuração de perda por
imparidade
No que concerne aos casos dos investimentos em subsidiárias e dos
investimentos em associadas, não excepcionados, por princípio, do âmbito
da NCRF 12, alusão às disposições da NCRF 13
Consequentemente, para efeitos de determinação do valor de uso do
investimento, a entidade procede à estimativa da “ sua parte no valor
presente dos futuros fluxos de caixa estimados que se espera que venham
a ser gerados pela associada (subsidiária), incluindo os fluxos de caixa das
operações da associada (subsidiária) e os proventos da alienação final do
investimento; ou o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados que
se espera surjam de dividendos a serem recebidos do investimento e da
sua alienação final” (§ 52, NCRF 13)

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2. Reconhecimento e mensuração de investimento financeiro 2.5. Desreconhecimento de investimento financeiro Um
2. Reconhecimento e mensuração de
investimento financeiro
2.5. Desreconhecimento de investimento
financeiro
Um investimento financeiro deverá ser desreconhecido somente se: “(a) os
direitos contratuais aos fluxos de caixa resultantes … expiram; ou (b) a
entidade transfere para outra parte todos os riscos significativos e
benefícios …; ou (c) a entidade, apesar de reter alguns riscos significativos
e benefícios … tenha transferido o controlo … para uma outra parte e esta
tenha a capacidade prática de vender o ativo na sua totalidade a uma
terceira parte não relacionada e a possibilidade de exercício dessa
capacidade unilateralmente sem necessidade de impor restrições adicionais
à transferência” (§ 30, NCRF 27)

Ativos não correntes

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3. Divulgações relativas a investimento financeiro Norma Contabilística e de Relato Financeiro 13 - “
3. Divulgações relativas a investimento
financeiro
Norma Contabilística e de Relato Financeiro 13 - “ Interesses em
Empreendimentos Conjuntos e Investimentos em Associadas” (§§ 64 a 70)
Norma Contabilística e de Relato Financeiro 15 - “ Investimentos em
Subsidiárias e Consolidação” (§ 29)
Norma Contabilística e de Relato Financeiro 27 - “Instrumentos Financeiros”
(§§ 56 a 58)

Ativos não correntes

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4. A propriedade de investimento no SNC 4.1. Enquadramento normativo NCRF 11 - "Propriedades de
4. A propriedade de investimento no
SNC
4.1. Enquadramento normativo
NCRF 11 - "Propriedades de Investimento”, cujo objectivo é a “prescrição do
tratamento contabilístico de propriedades de investimento e respectivos
requisitos de divulgação” (§ 1)

Ativos não correntes

março 2014

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4. A propriedade de investimento no SNC 4.2. Definições Uma propriedade de investimento é uma
4. A propriedade de investimento no
SNC
4.2. Definições