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LLAAVVIILLLLEE,, CChhrriissttiiaann;; DDIIOONNNNEE,, JJeeaann AA ccoonnssttrruuççããoo ddoo ssaabbeerr BBeelloo
LLAAVVIILLLLEE,, CChhrriissttiiaann;; DDIIOONNNNEE,, JJeeaann AA ccoonnssttrruuççããoo ddoo ssaabbeerr
BBeelloo oorrii!!oonnttee"" EEddiittoorraa ##$$%%&&,, ''((((((
0 IInnttrroodduuççããoo )) Pesquisa, em geral, é perceber um problema a ser resolvido, formular uma hipótese,
testá-la e tirar conclusões. Chegar a possveis e!plica"ões ou solu"ões para um problema pode significar n#o
apenas a aquisi"#o de novos conhecimentos, mas, também, favorecer uma determinada interven"#o. $m
problema é sempre uma falta de conhecimento.
0.%
OO **++ttooddoo ))
& imprescindvel trabalhar com rigor para assegurar a si e aos demais que o
resultado da pesquisa ser#o confiáveis, válidos. ' método s#o regras precisas e fáceis, a partir da
observa"#o e!ata das quais se terá certe(a de nunca tomar um erro por verdade, e, sem ai desperdi"ar
inutilmente as for"as de sua mente, mas ampliando seu saber por meio de um continuo progresso, chegar
ao conhecimento verdadeiro de tudo do que se é capa(.
0.)
eeoorriiaa ee --rrttiiccaa )) Essencialmente uma exposição da disposição dos assuntos abordados na
obra.
Parte * +  pesquisa em cincias humanas.
% OO nnaassccii**eennttoo ddoo ssaabbeerr cciieenntt//00iiccoo )) Para sobreviver e facilitar a sua e!istncia, o ser
humano confrontou-se constantemente com a necessidade de dispor do saber, inclusive de constru-lo por si
só. le o fe( de diversas maneiras antes de chegar ao meio que ho/e é /ulgado como o mais efica( a pesquisa
cientifica. 's antigos meios, entretanto, n#o desapareceram e ainda coe!istem com o método cientifico.
%.%
OOss ssaabbeerreess eess--oonntt11nneeooss ))
& o conhecimento elaborado a partir das e!periencias e
observa"ões pessoais. *n1meros conhecimentos s#o assim obtidos. ' ob/etivo principal da pesquisa do
saber conhecer o funcionamento das coisas, para melhor controlá-las, e fa(er previsões melhores a partir
da.
%.%.% AA iinnttuuiiççããoo )) o saber espont2neo por e!celncia. & o derivado da percep"#o imediata sem
necessidade do raciocnio. ssas e!plica"ões geram, em grande parte, o senso comum, ou bom-senso,
que é frequentemente enganador. ' senso comum n#o dei!a de produ(ir saberes que, como as
demais, servem para a compreens#o do nosso mundo e nossa sociedade, e para nela viver com au!ilio
ser de e!plica"ões um obstaculo simples a constru"#o e comodas. de um 3as saber deve-se adequado, desconfiar pois seu dessas caráter e!plica"ões, de aparente uma evidncia ve( que redu( podem a
vontade de verificá-lo. &, alias, provavelmente o que lhes permitem, muitas ve(es, serem aceitos
apesar de suas lacunas.
%.%.) AA ttrraaddiiççããoo )) 4uando as e!plica"ões parecem suficientes, dese/a-se divulgá-las. & desse
modo a tradi"#o, principio de transmiss#o de tal saber. sse saber é mantido por ser presumidamente
verdadeiro.  tradi"#o indica o que se deve conhecer, compreender, e indica, por consequncia, como
se comportar. 's saberes que a tradi"#o transmite parecem, as ve(es, n#o se basearem em qualquer
dado da e!perincia racionali(ada.
%.%.5 AAAAuuttoorriiddaaddee )) Com frequncia as autoridades se encarregam da transmiss#o da tradi"#o.
6ua for"a reside que nem todos podem construir um saber espont2neo sobre tudo que seria 1til
conhecer. 7a a comodidade, para condu(ir sua vida, de um repertorio de saber pronto e, em contra
partida, o peso que possuem as autoridades que os transmitem e as institui"ões que servem de quadro
8 transmiss#o. ' valor desse saber imposto repousa no consentimento em receb-lo, e esse
consentimento, por sua ve(, na confian"a em quem o vincula.
OObbss
""
AA eessccoollaa aa ttrraaddiiççããoo ee aa aauuttoorriiddaaddee ))
' principal modo de transmiss#o do saber, na institui"#o escolar,
assemelha-se, ao mesmo tempo, ao da autoridade e da tradi"#o. utoridades escolheram o saber que parece 1til ou
necessário a transmitir ao membros da sociedade9 saber /á construdo e oferecido aos estudantes, sem que esses se/am
convidados a determinar o sentido e os limites de cada um deles. sse saber n#o é, entretanto, espont2neo,  maioria foi
construdo, mas somente determinados resultados escolhidos s#o ensinados. %.) OO ssaabbeerr rraacciioonnaall )) 3uito
construdo, mas somente determinados resultados escolhidos s#o ensinados.
%.)
OO ssaabbeerr rraacciioonnaall )) 3uito cedo o ser humano sentiu a fragilidade do conhecimento baseado
na intui"#o, na tradi"#o e na autoridade9 rapidamente desenvolveu o dese/o de saber mais e dispor de
conhecimentos metodicamente elaborados e, portanto, confiáveis. 3as a tra/etória foi longa
%.).%
OO rreeiinnoo ddooss 00iill22ssoo00ooss )) 7urante muito tempo, no ocidente ao menos, o saber cientifico
se misturou ao filosófico. & dele que surge a desconfian"a em rela"#o as e!plica"ões mticas do
universo, acreditando que a mente, apenas com seu e!erccio, é capa( de produ(ir o saber apropriado.
conhecer; ssim desenvolvem e ob/eto :que instrumentos é conhecido;, lógicos, bem como especialmente as rela"ões a entre distin"#o ambos9 entre o principio su/eito da :que causalidade, procura
o que fa( com que uma causa provoque uma consequncia e que a consequncia se/a compreendida
pela compreens#o da causa. ' raciocnio indutivo :do especifico para o geral; e o dedutivo :do geral
para o especifico;, essenciais a constru"#o do saber. 's filósofos gregos também se interessam pelas
cincias matemáticas e servem-se delas como importantes instrumentos lógicos de abordagem do
real. <os séculos seguinte há pouco avan"o na concep"#o de cincia e dos métodos de constru"#o do
saber. 's romanos negligenciaram a teoria pela prática, sendo mais técnicos do que sábios. <a idade
média a refle!#o filosófica é dominada pelo dese/o de conciliá-las com os dogmas do cristianismo.
' renascimento n#o conhece equivalente nos domnios do saber cientifico. 3as a sua inclina"#o de
re/eitar a tradi"#o condu( a encarar novos pontos de vista que ir#o florescer no séc. =>** surge a
preocupa"#o de proceder a observa"#o emprica :e!perimental; do real antes de interpretá-lo pela
mente, depois submeter a e!perimenta"#o, recorrendo as cincias matemáticas para assistir suas
observa"ões e e!plica"ões. ? con/un"#o da e!periencia e da ra(#o a cincia e!perimental come"a. '
séc. =>** assiste a con/uga"#o do raciocnio dedutivo e indutivo unidos pela articula"#o da hipótese
:raciocnio fen@meno au!iliadas hipotético-dedutivo; pelos novos e associados métodos de 8s medida. cincias ssim, matemáticas o saber para n#o apreender repousa mais as dimensões apenas na do
especula"#o :cria"#o do saber apenas pelo e!erccio mental;, mas igualmente na observa"#o,
e!perimenta"#o e mensura"#o :o método cientifico e!perimental;. lém disso, n#o se trata mais de
encontrar uma e!plica"#o, ainda que geral, para o fen@meno estudado, mas definir o principio que
fundamenta essa e!plica"#o geral. 6urge a no"#o de leis da nature(a e que cabe a cincia defini-las.
%.).)
AA ccii33nncciiaa ttrriiuunn00aannttee )) <o séc. =>*** os princpios da cincia e!perimental se
desenvolvem por meio de m1ltiplas aplica"ões. s descobertas s#o muitas, sobretudo no campo dos
conhecimentos da nature(a fsica. <o domnio, ho/e das cincias humanas, a especula"#o filosófica
domina. A no séc. =*= que a cincia triunfa. <o domnio das cincias da nature(a as descobertas
abundam e saem dos laboratórios para ter aplica"#o prática.  cincia fundamental, cu/o ob/etivo é
conhecer pelo próprio conhecimento, é acompanhada pela pesquisa aplicada, que visa resolver
problemas concretos.
%.).5
AAss ccii33nncciiaass hhuu**aannaass ee oo --oossiittii44iiss**oo ))
' séc. =*= dese/ava, no domnio do saber
do homem e da sociedade, conhecimentos t#o confiáveis e práticos quanto os desenvolvidos para se
conhecer a nature(a fsica. ' método aplicado no campo da nature(a parece t#o efica( que n#o se v
ra(#o para n#o aplicá-lo ao humano, é com este ob/etivo que se desenvolvem as cincias humanas, na
segunda metad e do séc. =*=, e a concep"#o da constru"#o do saber cientifico denominada
positivismo9 caracteri(ado por
%.).5.%
mpirismo + ' conhecimento positivo parte da realidade como os sentidos a
percebem e a/usta-se a realidade, conhecimentos de outras srcens e ideias inatas :anteriores a
qualquer e!perincia; s#o suspeitas9
%.).5.)
'b/etividade +
' conhecimento deve focar-se no ob/eto, o su/eito cognoscente
n#o deve influenciá-lo e dotar-se de procedimentos que redu(am ao mnimos efeitos da
interven"#o9
%.).5.5
!perimenta"#o +
 observa"#o dos fatos leva a hipótese,
que somente
e!perimentada pode demonstrar sua precis#o9
%.).5.B
>alidade +
 e!perimenta"#o é rigorosamente controlada quantitativamente, para
se chegar as mesmas medidas e reprodu(indo-se a e!perincia nas mesmas condi"ões,
concluindo na validade dos resultados e na sua generali(a"#o9
%.).5. Deis e previs#o + stima-se que os humanos se/am regidos por leis naturais universais
%.).5.
Deis e previs#o +
stima-se que os humanos se/am regidos por
leis naturais
universais e invariáveis, portanto é um conhecimento determinista.
) AA --eess55uuiissaa cciieennttii00iiccaa hhoo66ee 77
).%
OO eenn00rraa55uueeccii**eennttoo ddoo --oossiittii44iiss**oo ))
' positivismo pressup@s que seu método
poderia ser aplicado sem problemas a qualquer tipo de ob/eto
).%.%
CCii33nncciiaass nnaattuurraaiiss ee ccii33nncciiaass hhuu**aannaass ))6eus ob/etos s#o muito diferentes, por seus
graus de comple!idade e facilidade de serem identificados e observados com precis#o.
).%.%.%
 comple!idade dos fatos humanos + 's fatos humanos s#o mais comple!os
que os fatos da nature(a.  mera observa"#o deste é problemática pois seu ob/etos comporta
diversos nveis de profundidade.  e!perimenta"#o é ainda mais complicada, pois pressupõe que
se possa identificar fatores que por sua inter-rela"#o permitam e!plicar o fen@meno. 3as na
observa"#o de fen@menos humanos que fatores observar e como afastar os demaisE 6em
esquecer que o ser humano é ativo e livre, capa(es de a"#o e rea"#o conforme uma nature(a n#o
previsvel, ou, ao menos, n#o da mesma maneira da forma dos fatores naturais. Poder-se ia
imaginar que redu(indo ao minimo o n1mero de fatores influentes a situa"#o e!perimental e
controlar todos os demais fatores se criaria um quadro aceitável. 3as mesmo assim, a situa"#o
e!perimental pode causar modifica"ões no comportamento, enquanto os efeitos naturais
presumem-se n#o sofrerem influncia do observador.
).%.%.)
' pesquisador é um ator + <a e!perimenta"#o humana o pesquisador também é
um ator do e!perimento, e!ercendo sobre este influncia. ' observador, frente aos fatos sociais,
n#o pode alcan"ar a absoluta ob/etividade. Frente a estes o pesquisador terá interesses,
inclina"ões e preferncias segundo sua escala de valores. & com estes preconceitos que aborda o
ob/eto e reali(a o estudo, que por fim obterá conhecimentos sub/etivos.
).%.%.5  medida do verdadeiro + ' fato do pesquisador influenciar o ob/eto de
pesquisa e do ob/eto ser capa( de comportamentos conscientes e voluntários, confere a
constru"#o de um saber cu/a medida do verdadeiro difere da obtida nas cincias naturais.
Primeiro deve-se aceitar que o /ogo de vontades e!istente tanto no ob/eto quanto no observador,
tendo como consequncia um saber que, embora construdo com prudncia e método, pode
variar.  ideia de lei da nature(a e determinismo aplica-se mal as cincias humanas, no má!imo
pode-se definir tendncias. lém do que, como as situa"ões s#o comple!as, variáveis e
desprovidas do controle das cincias naturais, o verdadeiro em cincias humanas é relativo e
provisório. 6e em cincias naturais a medida das modifica"ões podem ser facilmente
quantificadas, em humanas n#o, o que torna o saber em humanas ainda mais relativo, por n#o
poder quantificá-lo. ' positivismo mostrou-se enfraquecido em sua aplica"#o as cincias
humanas, o que levou a busca de outras perspectivas que respeitassem mais o ob/eto, levando-se
em conta métodos menos intervenientes. Para tanto a evolu"#o das próprias cincias naturais
seria, no minimo, um encora/amento.
).%.)
88ee44iiss99eess ee** ccii33nncciiaass nnaattuurraaiiss )) <o incio do séc. == as cincias naturais haviam
come"ado a se sentirem limitadas pelo positivismo. 4uestionando e revisando progressivamente os
princpios do empirismo, a ideia de lei, as regras de ob/etividade e os modos de verifica"#o.
).%.).%
' empirismo difcil +
' caso do átomo ilustra como se constitui o saber agora
nas cincias naturais n#o por uma observa"#o emprica :direta;, mas por uma interpreta"#o
construda na mente do pesquisador a partir das rea"ões nele :átomo; provocadas.
).%.).)
 teoria + ssim o conhecimento cientifico é uma interpreta"#o que permanece até
ser contestado por outra interpreta"#o dos fatos, ou, refor"a-se com a obten"#o de saberes que
permitam novas manipula"ões que o confirmem.
).%.).5
Georia, lei e previs#o + ' saber enquanto teoria parece agora aceitável no
domnio das cincias naturais. Consequentemente o principio da validade perde sua relev2ncia. 
ideia de lei n#o é mais a suprema ambi"#o das cincias naturais, e o determinismo recua.
).%.).B 'b/etividade e sub/etividade + ' desgaste do determinismo é acompanhado de uma muta"#o na
).%.).B 'b/etividade e sub/etividade + ' desgaste do determinismo é acompanhado de
uma muta"#o na ob/etividade.  ob/etividade, que visa revelar a nature(a do ob/eto sem que
tenha sua integridade afetada, torna-se consequncia. la cessa de depender do ob/eto, e defini-
se em fun"#o da rela"#o ativa do pesquisador com o ob/eto. ' papel do observador é
reconhecido, bem como sua sub/etividade, que espera-se se/a racional, controlada e desvendada.
Fala-se ainda em intersub/etividade, onde a validade do saber reside no reconhecimento da teoria
por outros pesquisadores da área.
).%.5
OO rreeaalliinnhhaa**eennttoo ddaa ccii33nncciiaa ))
's ideais do positivismo encontraram problemas na
aplica"#o as cincias humanas, assim como nas naturais, e acabaram por representar barreiras ao
desenvolvimento. Portanto houve, ou há, uma busca por modos mais fle!veis de constru"#o do
saber, que s#o diferentemente considerados. s cincias naturais e humanas encontram-se na
defini"#o destes modos, cu/as preocupa"ões, em seus fundamentos, s#o essencialmente as mesmas
▪ Centrar a pesquisa na compreens#o de problemas especficos9
▪ ssegurar, pelo método, a validade da compreens#o9
▪ 6uperar as barreiras que poderiam atrapalhar a compreens#o.
).%.5.%
Compreender +
 ideia de
problema está no centro do
realinhamento das
cincias, humanas principalmente. Grata-se de compreender os problemas que surgem a fim de
eventualmente contribuir para uma solu"#o. Grata-se de compreender a nature(a do ob/eto de
estudo, sua comple!idade e o fato de ser livre e atuante. 's fen@menos humanos repousam sobre
uma multicausalidade :um encadeamento de fatores, de nature(a e pesos variáveis, que se
con/ugam e interagem;.
OObbss ""
CCoo**--rreeeennddeerr ee ee::--lliiccaarr )) Para o positivismo o ob/etivo da pesquisa era e!plicar :obter a rela"#o causal;9 agora
trata-se de compreender os m1ltiplos fatores da situa"#o, nela encontrá-los e compreender sua comple!idade para ent#o
e!plicá-la aos outros9 a e!plica"#o sucede a compreens#o e encontra o mesmo sentido.
).%.5.)
'b/etividade e ob/etiva"#o + ' saber construdo é relativo e dependente das
escolhas e interpreta"ões dadas pelo pesquisador. nt#o o que garante o valor desse saberE 
ob/etiva"#o. ' saber que repousa sobre a interpreta"#o n#o possibilita necessariamente um
procedimento e!perimental e quantificador, nem a reprodutibilidade. 3as, com frequncia, é a
mente do pesquisador que reali(a as escolhas e a interpreta"ões.  s#o esses modos os ob/etos da
ob/etiva"#o9 7o pesquisador espera-se que tome metodicamente conscincia desses fatores e os
racionali(e, dos receptores da pesquisa, espera-se que recebam tudo o que o pesquisador lhes
possa comunicar para /ulgar a validade dos saberes produ(idos. 6eria a ob/etiva"#o da
sub/etividade.
).%.5.5
3ultidisciplinaridade
+ <o seu surgimento as cincias humanas tenderam a
demarcar-se umas em rela"#o as outras, incentivadas pelo positivismo que sugeria, para a
e!perimenta"#o, o corte do real em m1ltiplos componentes, a fim de facilitar o e!ame e controle.
4uando as cincias humanas para de buscar leis universais e passam a se preocupar com a
resolu"#o de problemas, passam a questionar as fronteiras disciplinares, pois isto poderia ser um
obstaculo a compreens#o do problema em seus m1ltiplos fatores. ' real, pensa-se, deveria ser
abordado em sua globalidade, como um sistema de fatores inter-relacionados. 3as tal
abordagem :sistmica; n#o é simples, devido aos limites dos pensamentos individuais e aos
hábitos disciplinares adotados. ' que se desenvolve é uma abordagem multidisciplinar, que
consiste em abordar o problema sobre a perspectiva de diversas cincias que pare"am 1teis.
).)
OO **++ttooddoo )) 7a segunda metade do séc. == em diante as cincias, em especial as humanas,
distanciaram-se do positivismo. dmite-se que o pesquisador sofre diversas influncias que o fa(em
perceber um problema e supor uma e!plica"#o racional da situa"#o a ser compreendida ou aperfei"oada :a
progredir hipótese;. na Por compreens#o ve(es há outras do problema hipóteses, e mas na eventual o pesquisador solu"#o. retem nt#o a que volta-se lhe parece a realidade ser a melhor para a para fim de
comprová-la, verificando-a e colhendo informa"ões que permitam novas conclusões, que n#o s#o mais
absolutas que a hipótese. o divulgá-la buscará a ob/etiva"#o, publicando as delimita"ões do problema,
como as percebeu, porque sua hipótese é legtima e o procedimento de verifica"#o empregado /ustificado.
ssa opera"#o de ob/etiva"#o, com a concentra"#o no problema, está ho/e no centro do método cientfico.
Conscienti(ar-se de um problema Propor e definir um problema nalisar os dados disponveis Gorná-lo
Conscienti(ar-se
de um problema
Propor e definir
um problema
nalisar os dados
disponveis
Gorná-lo significativo
e delimitá-lo
laborar uma
Formular a hipótese
tendo conscincia de
sua nature(a provisória
Formulá-lo em
hipótese
forma de pergunta
7ecidir sobre novos
dados necessários
>erificar a
Prever suas implica"ões
lógicas
*nvalidar, confirmar ou
modificar a hipótese
hipótese
Iecolh-los
Gra"ar um esquema
de e!plica"#o significativo
nalisar, avaliar e
interpretar os dados
em rela"#o a hipótese
Concluir
4uando possvel,
generali(ar a conclus#o
5 CCii33nncciiaass hhuu**aannaass ee ssoocciieeddaaddee )) s cincias nasceram com a inten"#o de compreender e
e!plicar a realidade social, bem como prever seu funcionamento para eventualmente dominá-la. 6endo
e!ercidas em respostas as necessidades concretas da sociedade.
5.%
AA 00uunnççããoo ssoocciiaall ddoo ssaabbeerr ))
s cincias humanas, nos moldes modernos, surgem na
segunda metade do séc. =*=, devido a necessidade de compreender as causas de problemas inéditos
ligados as profundas modifica"ões que as sociedades ocidentais ent#o conhecem nos planos politico e
econ@mico.
5.%.%
AAss dduuaass rree44oolluuçç99eess ))
5.%.%.%
 industriali(a"#o + ' modo de produ"#o artesanal, que reunia apenas alguns
trabalhadores, é substitudo pelas empresas que congregam centenas de trabalhadores, de
diversas srcens, trabalhando no quase anonimato. s fábricas necessitam de muita m#o de obra,
gerando o inchamento das cidades em algumas décadas. 's e!-camponeses amontoam-se nos
bairros miseráveis, onde n#o encontram as redes de rela"ões e de solidariedade a que estavam
habituados e que, com frequncia, constituam sua melhor prote"#o contra os caprichos da sorte.
' ritmo da vida destrói ou modifica o antigo modo de vida e levam ao individualismo, assim
como ao isolamento.
5.%.%.)
 democrati(a"#o + s mudan"as ocorridas no séc. =*= subvertem a ordem
estabelecida.  burguesia industrial e comercial toma as rédeas do estado-na"#o, naqueles pases
onde o capitalismo se desenvolveu mais rápido, que passa a ser governado em fun"#o da
popula"#o do território e regido por dirigentes escolhidos por sufrágio.  mobilidade social
cresce seguindo o ritmo das mudan"as na ordem social e econ@mica, mas a distancia entre as
camadas sociais se torna mais marcada e visvel. lguns dese/am conter tais mudan"as, outros,
que delas se aproveitam, gostariam de facilitar sua implanta"#o9 desenvolvem-se ent#o as
cincias humanas. 3as é o séc. == que assiste a e!plos#o das cincias humanas, pois as
revolu"ões politicas e econ@micas sucedem-se e propagam-se pelo mundo.
5.%.)
CCii33nncciiaass hhuu**aannaass ee ssoocciieeddaaddee bbrraassiilleeiirraa ))
<o Hrasil, é somente a partir da
segunda metade do séc. == que as cincias humanas em geral atingir#o os padrões cientficos
e!istentes na uropa desde o inicio do século, isto devido a ine!istncia de autonomia cientfico
racional em rela"#o 8 ordem patrimonial e escravocrata e a resistncia cultural aos fundamentos de
clero uma concep"#o e os bacharéis cientifica em direito; das institui"ões que imperaram e do durante comportamento o séc. =*=. humano 3as nas :tendo ultimas como décadas porta-vo(es do séc. o
=*=, principalmente com a transi"#o para uma sociedade de classes facilitada pela rep1blica, a
sociedade brasileira adquire a autonomia para o desenvolvimento de padrões cientficos e motiva"#o
na busca da solu"#o dos problemas da crise de transi"#o para uma sociedade n#o escravocrata. <os
anos 50 e B0, a evolu"#o é marcada pela preocupa"#o da sistemati(a"#o dos procedimentos
cientficos para a analise histórico sociológica da realidade brasileira e pela introdu"#o de novas
interpreta"ões da realidade social. s condi"ões politicas, sociais e econ@micas dos anos 0 suscitam
as analises que caracteri(am essa década. <os anos J0, influenciadas pelo KLrupo de 6#o PauloM
as analises que caracteri(am essa década. <os anos J0, influenciadas pelo KLrupo de 6#o PauloM as
cincias humanas passaram a pretender desenvolver um saber que fosse socialmente relevante e a
desenvolver um papel de redentoras das desigualdades. <os anos N0 ocorre a consolida"#o do
capitalismo e, paralelamente, profundas altera"ões sociais e a e!pans#o da ind1stria cultural, que
passa a demandar especialistas. ste fato provoca um deslocamento do ei!o das discussões
cientificas, que saem dos crculos estritamente acadmicos :onde vigoravam a concep"#o de um
saber social universal e critico;, e passam a incluir as atividades de plane/amento governamental e
privado, onde é real"ado o aspecto da utilidade para a solu"#o de problemas diversos. tualmente
tem-se assistido a um abandono das e!plica"ões predominantemente estruturais dos problemas
sociais, em prol de uma multiplicidade de abordagens metodológicas visando captar o real social, sob
o 2ngulo da diversidade cultural.
5.)
CCii33nncciiaass hhuu**aannaass ee rreess--oonnssaabbiilliiddaaddee )) s cincias humanas influem na forma"#o
de opiniões da popula"#o em geral, como Kcom grandes poderes vem grandes responsabilidadesM, é
necessário ter em mente os efeitos sociais da pesquisa e os limites éticos a sua reali(a"#o.


OO 55uuee --rrooccuurraa** aass ccii33nncciiaass hhuu**aannaass<< 77
5.5.%
iisstt22rriiaa ee ==eeoo==rraa00iiaa )) Iespectivamente, entender o processo de organi(a"#o e
diferencia"#o dos povos9 compreender as rela"ões humanas comOno espa"o.
5.5.)
AA ccii33nncciiaa --ooll//ttiiccaa+ 7iscernir as regras do poder e compreender seus modos de e!erccio
e obten"#o.
5.5.5 EEccoonnoo**iiaa ee aadd**iinniissttrraaççããoo )) Iespectivamente, compreender os princpios e a
atividade de produ"#o e troca9 desenvolver plane/amentos e métodos para resolu"#o de problemas.
5.5.B
>>oocciioolloo==iiaa,, aannttrroo--oolloo==iiaa ee ccii33nncciiaass ddaa rreellii==iiããoo ))Iespectivamente, compreender a
crescente comple!idade das rela"ões sociais9 analisar as diversas culturas e!istentes9 entender as
influncias e!ercidas pela religi#o nos meios sociais.
5.5.
??ssiiccoolloo==iiaa ))'bter conhecimento profundo do comportamento dos indivduos.
Parte ** + 7o problema a hipótese -
B ??rroobbllee**aa ee --rroobbllee**ttiiccaa ))  pesquisa parte de um problema se inscreve em uma
problemática.  fase de classifica"#o do problema, e de sua problemática, é frequentemente considerada uma
fase crucial da pesquisa, pois define e guia as opera"ões posteriores.
B.%
OO --rroobbllee**aa ddee --eess55uuiissaa )) Problema é a busca de um maior entendimento de questões
postas pelo real ou de suas solu"ões.
B.%.% ??rroobbllee**aass"" **oottii44aaçç99eess ee eessccaallaass ddii44eerrssaass ))Podemos distinguir duas categorias de
pesquisas, as quais relacionam-se entre si.  fundamental tem por motiva"#o preencher uma lacuna
nos conhecimentos, gerando informa"ões que no futuro poder#o ser 1teis a resolu"#o de problemas
postos.  aplicada tem por motiva"#o contribuir para a resolu"#o de um problema aplicando
conhecimentos /á disponveis.
OObbss ""
ee**aa ee --rroobbllee**aa )) Gema e o con/unto integrado de conhecimentos sobre o con/unto da quest#o, problema é
apenas uma parte deste.
B.%.)
OO @@44eerrddaaddeeiirroo --rroobbllee**aa ))
$m problema de pesquisa é um que se pode KresolverM
com conhecimentos e dados /á disponveis ou com aqueles factveis de serem produ(idos.
B.%.5
AAss iinntteerrrroo==aaçç99eess iinniicciiaaiiss )) ntende-se por interroga"ões iniciais as primeiras
percep"ões a respeito de uma situa"#o que causa problema e que merece ser e!aminada mais de
perto. A, com frequncia, um movimento pré-lógico do pensamento, da ordem da intui"#o
influenciada pelas e!perincias próprias :con/unto de conhecimentos e valores;,
B.%.B CCoonnhheeccii**eennttooss )) Conhecem-se fatos brutos e construdos. 's brutos s#o aqueles que, embora
B.%.B
CCoonnhheeccii**eennttooss )) Conhecem-se fatos brutos e construdos. 's brutos s#o aqueles que,
embora determinados e divulgados, n#o se constituram ainda em ob/etos de refle!#o. <#o
possibilitam a compreens#o do fen@meno, mas permite melhor se situar na realidade. 's construdos
s#o generali(a"ões derivadas do relacionamento de diversos fatos brutos. 7entre as generali(a"ões os
conceitos e teorias s#o particularmente 1teis a pesquisa.
B.%.B.%
s
generali(a"ões
+
6#o
conhecimentos
construdos
para
e!plicar
o
relacionamento de um con/unto de fatos brutos.
B.%.B.) 's conceitos + 6#o representa"ões mentais :imagens abstratas; de um con/unto de
realidades :ou casos particulares aparentados; em fun"#o de suas caractersticas essenciais em
comum. 's conceitos e as questões que levantam s#o os instrumentos privilegiados do
pesquisador para que oriente a observa"#o e o questionamento :analise; dos fen@menos9 dai
serem chamados de conceitos e questões analticas.
B.%.B.5 s teorias + 6#o generali(a"ões, da ordem das conclusões ou das interpreta"ões,
que procuram ser a e!plica"#o geral de um con/unto de fen@menos. ' valor de uma teoria é,
primariamente, e!plicativo :generali(a"#o de e!plica"ões concordantes de fatos estudados;, mas
ao pesquisador seu valor é analtico, pois lhe serve para estudo de outros fatos da mesma ordem.
Cientificas s#o as frutos de pesquisas9 sociais as elaboradas por pesquisa, mas de forte carga
ideológica9 e espont2neas, as visões de mundo que n#o repousam sobre o estudo analtico do real
:de validade questionada;.
B.%.
VVaalloorreess ))'s
valores s#o representa"ões mentais de um estado considerado dese/ável. 's
conhecimentos ganham sentido através dos valores.  própria validade do saber produ(ido depende
da conscincia e controle do /ogo de valores envolvido.
B.%..%
s cores do saber + 4uando um pesquisador se conscienti(a de um problema, o
fa( por uma leitura do real influenciada pelo con/unto de conhecimentos e valores próprios :seu
quadro de referncia;, atribuindo a fatos relev2ncia diversa. ' peso dos valores se e!erce ainda
mais quando se trata dos saberes construdos, principalmente as teoria sociais. ssim toda
percep"#o de um problema tem em sua srcem um /ogo de conhecimentos variável. Porém,
e!iste um con/unto de elementos que guiam na elucida"#o do problema os valores
metodológicos.
B.%..)
's
valores
metodológicos
+
6#o
valores
que
conferem
validade
:reconhecimento; aos
saberes produ(idos. *sso
:validade; e!ige
curiosidade e
ceticismo, a
cmoentfoidanol"óagincaosrafo(r#"oame anoacepirtoac"e#doimdoenptoesqcuieisnatdifoicr,oseeriaamceictoa"m#oo odberigseautósriloism:isteesm. 'elsesvna#loorehsá
cincia;.
B.%.J AA --rroobbllee**ttiiccaa sseennttiiddaa )) conscienti(a"#o de um problema depende e se encai!a no
quadro referencial, onde um olhar atento possibilita entrever o problema.  primeira preocupa"#o do
pesquisador é passar da percep"#o intuitiva para o domnio racional, ob/etivando a problemática
:quadro no qual se situa a percep"#o de um problema;. ssa opera"#o consiste em /ogar o má!imo
de lu( sobre as srcens do problema e as interroga"ões iniciais que concernem-lhe, sobre sua
nature(a, sobre as vantagens obtidas em resolv-lo, sobre o que se pode prever como solu"#o e como
a chegar. >ai-se de uma problemática sentida a uma problemática racional. 7e uma a outra, há a
visuali(a"#o do problema a partir dos conhecimentos dos quais /á dispõe, bem como dos pontos de
vista do pesquisador sobre o problema e sua evolu"#o, condu(indo a delimita"#o do problema. 
elabora"#o de questões determinam melhor o que será elaborado e a formula"#o de respostas
plausveis dessas perguntas :hipóteses;.
OObbss ""
OO 66oo==oo ddaa --rroobbllee**ttiiccaa )) Godo conhecimento toma forma em um quadro teórico, cu/a nature(a e estrutura est#o
implcitas ou e!plicitas. ste quadro teórico pode ser chamado de problemática. stá é composta por um con/unto de
postulados e de conceitos e por regras metodológicas.  problemática determina as questões que ser#o ou n#o
formuladas.
 OO --eerrccuurrssoo --rroobbllee**aa )) --eerr==uunnttaa )) hhii--22tteessee 77  '' OO
 OO --eerrccuurrssoo --rroobbllee**aa )) --eerr==uunnttaa )) hhii--22tteessee 77

''
OO @@bboo** --rroobbllee**aa,, aa @@bbooaa --eerr==uunnttaa 77
.%.%
EEssccoollhheerr sseeuu 11nn==uulloo ddee aabboorrddaa==ee** ))Autoexplicativo.
.%.)
??eerr==uunnttaass oorriieennttaaddaass 77 Gradu(ir um problema em forma de pergunta tra"a o itinerário
de pesquisa ulterior.
.%.5
AA @@bbooaa --eerr==uunnttaa ))7urante está tradu"#o o pesquisador deve tomar cuidado para que a
pegunta permane"a clara, significativa e e!equvel.
.%.5.%
6ignificativa + 7eve demonstrar que o problema proposto é passvel de solu"#o e,
idealmente, ser srcinal.
.%.5.)
Clara + 7eve ser clara para facilita r o estabelecimento do roteiro de pesquisa e a
eventual comunica"#o da mesma. 's esfor"os para clarificar a pergunta consiste, em boa parte,
em ob/etivar os seus termos.
.%.5.5
!equvel + 7eve-se ter em mente os meios disponveis para a obten"#o das
informa"ões necessárias a resposta ao estabelecer a pergunta.
.%.B
da pergunta. ' pesquisador deve estar atento para n#o perder de vista sua pergunta, dei!ando-se levar
88ee44iissããoo ddaa lliitteerraattuurraa ))
7eve ser procedida somente após uma delimita"#o satisfatória
pela literatura, e compreender que deve selecionar o material em fun"#o de sua intimidade com a
pergunta proposta, sopesando o valor dos trabalhos e a ra(#o das escolhas.
.%.
&&uuiiaass bbiibblliioo==rr00iiccooss )) Relaciona possíveis fontes de dados, de utilidade contestável e
destoante do foco na logica da pesquisa, alvo deste resumo.
.)
AA --rroobbllee**ttiiccaa rraacciioonnaall )) $ma ve( definida a pergunta e feita a revis#o da literatura cabe
ao pesquisador clarificar, precisar e, se necessário, reformular seu problema e quest#o e, depois, elaborar
o que antecipa como eventual compreens#o e e!plica"#o :a hipótese;.
.).%
AA --rroobbllee**ttiiccaa rraacciioonnaall eennuunncciiaaddaa )) <o inicio havia um con/unto de fatores
esparsos que, em fun"#o de circunst2ncias que se apresentam em seu meio, fa(em com que o
pesquisador perceba um problema sobre o qual valéria a pena se debru"ar. sses elementos, em
intera"#o, formam seu quadro de referncia para a apreens#o do problema, sugerindo-lhe um modo
de v-lo :problemática sentida;9 de onde o pesquisador busca obter uma vis#o mais ob/etiva, tendo
como au!iliar a revis#o da literatura. Com o problema bem delimitado, limites e implica"ões
claramente estabelecidos, o pesquisador volta a realidade para verificar a validade de sua resposta
antecipada :hipótese;.  problemática racional é enunciada no relatório de pesquisa.
.).)
AA hhii--22tteessee ))  hipótese é o ponto de chegada de todo o primeiro movimento de um
itinerário de pesquisa, e torna-se o ponto de partida para o segundo, indicando o movimento a seguir
para que se resolva o problema de partida.  etapa seguinte consiste essencialmente em procurar
informa"ões novas para que a hipótese se/a verificada.
Parte *** + 7a hipótese a conclus#o -
J
AAss eessttrraattee==iiaass ddee 44eerrii00iiccaaççããoo ))
laborada sua hipótese, o pesquisador deve decidir como
procederá sua verifica"#o deve determinar as informa"ões que ser#o necessárias, as fontes as quais recorrer e
a maneira de recolh-las e analisá-las para tirar conclusões.
J.%
ii--22tteesseess ddii44eerrssaass,, nneecceessssiiddaaddeess ddii00eerreenntteess )) Autoexplicativo.
J.%.%
DDaaddooss ccrriiaaddooss,, ddaaddooss ee::iisstteenntteess )) s pesquisas podem ser com dados criados, ou
se/a, baseada em dados coletados após uma interven"#o deliberada, que visa a provocar uma mudan"a9
se/a, baseada em dados coletados após uma interven"#o deliberada, que visa a provocar uma
mudan"a9 ou com dados /á e!istentes em uma situa"#o em estudo e que o pesquisador fa( aparecer
sem tentar modificá-los com interven"ões.
OObbss ""
OO 55uuee ++ uu** ddaaddoo<< 77 $m dado é um elemento ou quantidade conhecida que serve de base 8 resolu"#o de um
problema
.
J.%.)
OOss ddaaddooss ssããoo ccrriiaaddooss ))  validade dos dados pressupõe a varia"#o apenas causada pelo
interventor, para que se considere a causalidade como real.
J.%.).%
*solar a causa da modifica"#o + $ma pesquisa que crie dados requer a
e!istncia de um grupo e!perimental e um grupo-testemunha, ambos guardando o má!imo de
homogeneidade intra e inter si. $m grupo e!perimental é o con/unto de pessoas submetidas a
interven"#o controlada pelo pesquisador9 o testemunha é formado por pessoas n#o colocadas sob
a interven"#o do pesquisador, mas que passam pela mesma avalia"#o do grupo e!perimental
afim de fornecer um ponto de compara"#o.
J.%.).)
quivalncia dos grupos +
' acaso constitui o meio mais confiável de
assegurar a equivalncia dos grupos :uma ve( que se/am retirados do mesmo
locus;, essa
seguran"a continua, por nature(a, a ser probabilista. ' pesquisador deve, por conseguinte,
proceder as verifica"ões, a fim de constatar
em considera"#o.
eventuais diferen"as entre os grupos para levá-las
J.%.).5
<o"ões de variável +
plica-se as
pesquisas que investiguem uma rela"#o de
varia"ões causalidade influenciam a distin"#o outra entre variável; variáveis e dependentes independentes :a :é que uma sofre variável as influncias ligada a das causa, varia"ões cu/as da
independente;.
OObbss ??eess55uuiissaa ee::--eerrii**eennttaall )) Para ser considerada e!perimental, uma pesquisa deve inicialmente visar demonstrar
uma rela"#o de causalidade entre duas variáveis, apoiando-se em uma e!perincia na qual o pesquisador atua sobre a
variável independente associada a causa para, em seguida, medir os efeitos engendrados no plano do variável
dependente. ' estudo e!perimental, com suas variáveis mensuráveis, seu recurso ao instrumental estatstico em uma
e!periencia provocada em que se e!erce um controle cerrado sobre o ambiente de pesquisa, constitui uma abordagem
muito particular da constru"#o do saber, pois é fortemente marcada pela vis#o das cincias naturais. Iaros s#o os
trabalhos de humanas que podem suprir seus requisitos, devido a grande parte dos fen@menos humanos n#o poderem ser
medidos de maneira significativa e conservar sua rique(a e a causalidade linear n#o bastar para e!plicar sua
comple!idade. 3as o método e!perimental mantem sua import2ncia nas cincias humanas porqu ele é 1til como
referncia ao estabelecimento de categorias de pesquisa e de critérios para /ulgá-la.
""

'' 
OOss ddaaddooss ssããoo ee::iisstteenntteess 77
J.%.5.%
$ma verifica"#o com e!igncias resumidas + *ne!istindo uma varia"#o
provocada pelo pesquisador o procedimento de verifica"#o se simplifica.
J.%.5.)
' processo de verifica"#o +
$tili(a-se o estudo de correla"#o, no qual se
comparam, com o au!ilio de testes estatsticos, dois :ou vários; fatores entre si pra estabelecer
rela"ões entre seus diversos estados ou valores a partir de amostras semelhantes :diferentes no
tempo ou espa"o;.
OObbss ""
CCoorrrreellaaççããoo ee ccaauussaalliiddaaddee )) ' termo correla"#o tem uma conota"#o estatstica o coeficiente de correla"#o, que
mede a correla"#o entre dois fatores, por ve(es é irreal. *sto porque o coeficiente é apenas um calculo em que, num
mesmo espa"o de tempo, define-se a proporcionalidade da altera"#o das variáveis sem verificar sua causalidade :e!. o
pre"o dos imoveis no $ e a venda de cigarros na I1ssia;.
OObbss $$oonntteess ddii00eerreenntteess ddee ddaaddooss 77 's humanos s#o sempre o ob/eto das cincias humanas, mas eles s#o alcan"ados
""
frequentemente por meio indiretos, marcas de sua presen"a e atividade :livros, /ornais, filmes, m1sicas
;.
J.)
DDii44eerrssiiddaaddee ddaa --eess55uuiissaa ccoo** ddaaddooss ccrriiaaddooss ))
 forma dos procedimentos n#o
s#o frutos dos acaso, cada medida visa a eliminar possibilidades de e!plica"ões dos fatos afim de garantir
a precis#o na avalia"#o da hipótese.
J.).% OO aabbaannddoonnoo ddoo ccaarrtteerr aalleeaatt22rriioo ddooss ==rruu--ooss )) Grata-se da e!igncia mais
J.).%
OO aabbaannddoonnoo ddoo ccaarrtteerr aalleeaatt22rriioo ddooss ==rruu--ooss ))
Grata-se da e!igncia mais
abandonada, pois n#o se pode sempre respeitá-la sem subverter o ambiente no qual se efetua a
pesquisa, quando nele /á est#o formados grupos antes de qualquer interven"#o do pesquisador.
OObbss ""
AA --eess55uuiissaa 55uuaassee ee::--eerrii**eennttaall )) lcunha dada aos estudos feitos em grupos formados sem aleatoriedade. '
maior cuidado a se ter nestes casos e verificar as ra(ões determinantes da forma"#o dos grupos.
J.).)
>>uu--rreessssããoo
ddaa
**eeddiiddaa
--rreellii**iinnaarr )) mbara"os práticos podem impedir o
pesquisador
de
proceder
a
avalia"#o
para
garantir
a
equivalncia
dos
grupos
participantes,
verifica"#o aumentando posteriores, o risco de na comparar medida do grupos possvel, destoantes. para inferir Iesta tal equivalncia, ao pesquisador sem /amais tomar prová-la. medidas de
J.).5
AAuuss33nncciiaa ddoo ==rruu--oo tteessttee**uunnhhaa )) m fun"#o das circunst2ncias da pesquisa pode
surgir a impossibilidade da forma"#o de um grupo testemunha. 7esta forma o melhor resultado
obtenvel seria uma indica"#o da causalidade :um Katé prova em contrarioM;. Como método
alternativo de garantir maior seguran"a aos resultados seria apelar a uma pesquisa documental :dados
e!istentes; a fim de buscar situa"ões equivalente e compará-las as em estudo.
J.5
DDii44eerrssaass eessttrraattee==iiaass ddee --eess55uuiissaass ccoo** ddaaddooss 66 ee::iisstteenntteess 77
J.5.% ??eess55uuiissaa ddee oo--iinniiããoo ))& uma estrategia de pesquisa que visa conhecer a opini#o de uma
popula"#o sobre um assunto dado, interrogando uma amostra da popula"#o. 6uas principais
e!igncias referem-se ao seu instrumento principal, o questionário, e a necessidade de constituir uma
amostra representativa da popula"#o. ' questionário é formado de quesitos simples e precisos que
devem ser propostos na mesma ordem e com as mesmas op"ões de resposta. $ma amostra
representativa é a que possui caractersticas e propriedades proporcionais a da popula"#o ob/eto. s
pesquisas de opini#o s#o probabilsticas por nature(a, mas levadas com o devido rigor, os riscos e
erros s#o mnimos e as varia"ões observadas se situar#o na margem de erro que também pode ser
avaliada.
J.5.)
EEnn55uueettee )) strategia de pesquisa que visa a determinar o quadro geral de uma situa"#o,
apoiado-se em dados obtidos de fontes diversas com o au!ilio de diferentes instrumentos.
J.5.5 AAbboorrddaa==ee** aannttrroo--ooll22==iiccaa ))Grata-se de uma observa"#o participativa. ' pesquisador
integra-se ao grupo que dese/a pesquisar passando a viver como um de seus membros, mas sempre
procurando manter uma dist2ncia metodológica que lhe permitirá uma avalia"#o critica dos
fen@menos. & ideal a manuten"#o de um Kdiário de bordoM com registro dos fen@menos e impressões
primarias dos mesmos, pois este facilitará um ree!ame posterior.
J.5.B
EEssttuuddoo ddee ccaassoo 77
$m pesquisador seleciona um caso, na medida em que lhe pa re"a
tipico, representativo de outros casos análogos. s conclusões gerais que ele tirará dever#o, contudo,
ser marcadas pela prudncia, devendo o pesquisador fa(er prova de rigor e transparncia no momento
de enunciá-las.
J.5.
iissttoorriiaa ddee 44iiddaa )) Considerada uma forma de estudo de caso : diria uma mistura do
estudo de caso com o método antropolgico;, trata-se de uma estratégia de verifica"#o que parte das
percep"ões individuais dos fen@menos verificados durante uma narrativa autobiográfica. '
pesquisador deve buscar apaga-se o má!imo possvel a fim de n#o distorcer as perspectivas do relator
.
N EE** bbuussccaa ddee iinn00oorr**aaçç99eess ))  informa"#o constitui a previs#o de base dos trabalh os de
pesquisa. A sobre ela que se estabelecem o procedimento de constru"#o do problema e da hipótese e de
verifica"#o da mesma. 6e as informa"ões empregadas no inicio da pesquisa s#o vagas ou incompletas, a coleta
de dados para a verifica"#o deve ser sistemática, ordenada e o mais completa possvel.

''
$$oonntteess ddee iinn00oorr**aaçç99eess 77
N.%.%
??eess55uuiissaa ccoo** bbaassee ddooccuu**eennttaall ))sta coleta de informa"ões resume-se em reunir os
documentos, em descrever ou transcrever eventualmente seu conte1do e talve( efetuar uma primeira
ordena"#o das informa"ões para selecionar aquelas pertinentes.
N.%.) ??oo--uullaaççããoo ee aa**oossttrraa )) Por ve(es uma popula"#o :con/unto de entes dentro de um
N.%.)
??oo--uullaaççããoo ee aa**oossttrraa )) Por ve(es uma popula"#o :con/unto de entes dentro de um
padr#o especifico; é demasiado grande para que possa ser coberta pela pesquisa, surge a necessidade
de uma amostragem. stas podem ser probabilsticas :da qual todos os elementos de uma popula"#o
tem oportunidade conhecida e n#o-nula de participar; ou n#o-probabilstica.
N.%.).%
mostras n#o-probabilistas + 6#o as mais simples de compor, porém sua
qualidade é desigual e a generali(a"#o das conclusões mostra-se delicada, principalmente porque
é impossvel medir o erro de amostragem. !iste a acidental :escolhe-se apenas os indivduos
:normalmente encontrados até quando o momento a participa"#o em que se apresenta /ulga ter algum informa"ões risco ou suficientes;, desfor"o relevante;, a de voluntários a tipica
:forma em fun"#o de escolhas do pesquisador; e por quotas :busca-se uma representa"#o o mais
fiel possvel da popula"#o baseada em propor"ões caractersticas;.
N.%.).) mostras probabilistas + 6#o as e!tradas de forma que todos os elementos do
universo amostrado tenham chance real e conhecida de serem selecionados. ' conhecimento da
chance permite identificar o erro de amostragem, :propor"#o de imprecis#o da amostra em
rela"#o ao todo;. mostras probabilistas podem ser aleatórias simples :formada por sorteio,
concedendo a todos os elementos da popula"#o uma oportunidade igual de serem escolhidos;9
por grupos :formada pela sele"#o de agrupamentos de elementos + eventualmente por subgrupos
de diversas ordens + em cu/o interior ser#o escolhidos de modo aleatório + amostras sucessivas
aumentam o risco de erro de amostra - ;9 por estratos :a amostra é escolhida aleatoriamente do
interior de subgrupos formados por elementos de caractersticas comuns relevantes. 4uanto
maior a mostra, maior a representatividade :a amostra perfeita é a totalidade;, porém quanto mais
homogneo for o todo menor poderá ser a amostra sem riscos a representatividade.
N.%.5 uuaaddrroo oo--eerraacciioonnaall ddaa --eess55uuiissaa )) 7eterminadas as fontes de dados necessárias
surge a necessidade de preparar a coleta e o tratamento dos dados. Para tal, precis a-se elaborar o
con/unto de indicadores que estabelecem o vnculo entre os conceitos empregados na elabora"#o da
hipótese e as observa"ões necessárias a sua verifica"#o. lguns conceitos comple!os demandar#o
uma gama de dimensões e subdimensões discernveis para indicadores próprios. Gorna-se, ent#o,
possvel munir-se de instrumentos que servir#o a acumula"#o de informa"ões e de sua adequa"#o aos
conceitos.  primeira tarefa na escolha dos indicadores é decompor os conceitos e imaginar suas
manifesta"ões concretas. pós, deve-se criticar as escolhas afim de preencher lacunais eventuais,
garantindo a plena representa"#o dos aspectos do conceito. Leralmente buscam-se indicadores que
traiam o minimo o conceito. ' indicador deve permitir mais do que um mero ac1mulo de
informa"#o, devem condu(ir a uma caracteri(a"#o das mesma em fun"#o das peculiaridades do
conceito que eles concreti(am.  caracteri(a"#o pode ser numérica :quantitativa;, ordinal
:hierarqui(ada ou qualitativa; e nominal :sem ordem;. Para serem realmente uteis as categorias
devem ser e!austivas :prever o má!imo de possibilidades; e mutuamente e!clusivas. ' bom
indicador e preciso :di( claramente ele inclui em cada categoria;9 fidedigno :as categori(a"ões n#o
devem flutuar com o tempo e lugar;9 e valido :deve representar bem aquilo a que se propõe;. s
variáveis s#o apenas indicadores que, em dados criados, assumem uma rela"#o de causa efeito. 
defini"#o do quadro operacional transcende a defini"#o dos indicadores liga a hipótese ao trabalho
de analise e interpreta"#o dos dados. !plicita a nature(a da manifesta"#o concreta e a orienta"#o de
manifesta"ões que confirmam a hipótese. !istindo vários conceitos deve-se precisar as rela"ões
entre seus indicadores :a propor"#o de varia"#o de uns pelos outros;.
OObbss
""
IInn00oorr**aaçç99eess,, iinnddiiccaaddoorreess ee ccoonncclluuss99eess 77  escolha dos indicadores é crucial a credibilidade da pesquisa.
N.)
++ccnniiccaass ee iinnssttrruu**eennttooss ddee ccoolleettaass ddee ddaaddooss )) Para a coleta de dados, segundo a
nature(a do fen@meno e preocupa"ões da pesquisa, pode-se consultar documentos, observar o fen@meno
ou interrogar testemunhas.
N.).%
OObbsseerr44aaççããoo )) Para ser qualificada de cientifica a observa"#o n#o deve ser uma busca
ocasional, mas ser posta a servi"o de uma quest#o ou hipótese claramente e!plicitado, servi"o que
deve ser rigoroso em suas modalidades e submetidos a criticas nos planos da cofiabilidade e da
validade.
N.).%.%
'bserva"#o estruturada + ' observador tem sua aten"#o voltada a aspectos da
situa"#o que est#o e!plicitamente definidos e para os quais est#o previstos modos simples de
registro que redu(em os riscos de equvocos. 7uas condi"ões s#o e!igidas conhecer bem o contesto
registro que redu(em os riscos de equvocos. 7uas condi"ões s#o e!igidas conhecer bem o
contesto em que vai operar e os aspectos que devem chamar sua aten"#o. Prepara, assim, um
plano de observa"#o adaptado as circunstancias e ob/etos do estudo, que lhe permitirá fa(er uma
ordena"#o e sele"#o antecipada dos dados dentre o flu!o de informa"ões. ssa constru"#o
alicer"a-se nos indicatores identificados com a hipótese.  grade de observa"#o pode assumir
diversas formas, mas na pratica se aterá a identifica"#o do conte!to e dos comportamentos
observados :sob perspectivas duais ou gradativas;.
>antagem  influncia do observador se acha redu(ida9 as informa"ões s#o homogneas e
derivadas de diretivas precisas9 o tratamento dos dados e simples :fácil recurso a instrumentos
estatsticos;.
7esvantagens 7emanda sólido conhecimento do conte!to e análise minuciosa dos conceitos
envolvidos, pois o esquecimento de uma informa"#o importante, frequentemente, significa retomar
tudo.
N.).%.)
'bserva"#o pouco ou n#o estruturada + ' pesquisador n#o cria um quadro
t#o elaborado, guiando-se principalmente pela hipótese.  forma clássica é a observa"#o
participante :o observador se integra ao grupo para compreender-lhe o sentido de dentro;. '
quadro fica mais impreciso, mas a coleta deve continuar metódica.  forma mais adequada da
coleta é a manuten"#o de anota"ões discretas de ) tipos descritivas :neutra e factuais;9 e
analticas :fruto das refle!ões do observados sobre os fatos testemunhados;.  estas somam-se o
diário de bordo :relato da investiga"#o; e notas de plane/amento :que orientam o procedimento;.
ste método é questionado, pois sua fidedignidade e validade dependem da integra"#o do
pesquisador ao grupo e a influncia que sofre deste, 'utro inconveniente é a quantidade
espantosa de dados de toda ordem que s#o arma(enados. Por fim, ainda resta a quest#o
permanente da altera"#o derivada da presen"a do observador ou o questionamento ético, caso
oculte sua posi"#o de observador.
N.).) ++ccnniiccaass iinntteerr**eeddiirriiaass ddee oobbsseerr44aaççããoo )) observa"#o é um meio fundamental de
colher informa"ões. Para ser 1til é indispensável que se/a orientada por uma preocupa"#o definida e
organi(ada com rigor, estando-se atento a tudo relevante a hipótese, n#o só ao que a comprova. s
técnicas de observa"#o variam por sua estrutura"#o e pro!imidade entre observador e ob/eto,
havendo infinitas possibilidades.
N.).5
eessttee**uunnhhooss )) ' recurso a depoimentos permite n#o só o acesso ao conhecimento das
pessoas, como a suas representa"ões, cren"as, valores, etc., por diversos meios.
N.).5.%
4uestionários +  maneira mais usual é preparar uma série de
perguntas
relacionadas a hipótese, para as quais s#o definidas respostas, formuladas em rela"#o aos
indicadores, pedindo-lhe que assinalem a que melhor corresponde a sua opini#o ou em uma
uniformi(a"#o escala graduada. busca m que seguida cada os pessoa questionários ve/a as s#o perguntas distribudos da mesma para maneira, serem respondido facilitando s.  a
compila"#o e compara"#o das respostas e o recurso a aparelhos estatsticos.  padroni(a"#o das
resposta a/udará no esclarecimento das perguntas e evita que o pesquisador tenha que interpretar
as respostas. ' anonimato possibilita uma maior sinceridade nas respostas, mas n#o a garante. 
utili(a"#o de questionários normati(ados n#o dei!a de ter e!igncias :a qualidade dos
participantes; e inconvenientes :problemas com a ausncia de boa vontade dos interrogados;.
Como os interrogados respondem por si as perguntas, presume-se que as entendem como o
pesquisador, mas trata-se apenas de uma suposi"#o.  impositividade das respostas
predeterminadas pode falsear os resultados ao for"ar a escolha de uma op"#o. ' acréscimo de
op"ões tipo KndaM permite atenuar esse problema. Porém se essa op"#o é muito marcada n#o se
poderá chegar a nenhum resultado, e!ceto a necessidade de ampliar os tipos de respostas para
refletir melhor as opiniões. <o caso de respostas muito variadas ou imprevisveis é
recomendável o uso de questionários abertos, o que e!clui a referncia para a compreens#o das
perguntas e demanda maior esfor"o no tratamento dos dados para interpretar e classificar as
respostas. resposta. $ma sta forma também mista provoca pode ser maior mais avers#o 1til. dos interrogados por terem que redigir uma
N.).5.)
ntrevistas + sta abordagem aumenta sensivelmente o n1mero de respostas
:coação moral leve;. Por serem organi(ados de forma semelhante aos questionários possuem a
maioria das vantagens e inconvenientes deste, somando-se a necessidade de encontrar e treinar
pessoas para reali(ar uma entrevistas uniformes. 7eve-se aqui tomar maior cuidado quanto a
amostragem e quanto a rea"#o ao entrevistador.  entrevista oferece uma maior amplitude que o
questionário, pois n#o est#o mais completamente presas a um documento, /á que o entrevistador pode
questionário, pois n#o est#o mais completamente presas a um documento, /á que o entrevistador
pode elucidar a quest#o. *sto distancia a estrutura"#o, mais n#o sem inconvenientes a perda da
uniformidade :nas respostas e perguntas; dificultam o uso de instrumentos estatsticos e
requerem uma abordagem diferenciada. stas entrevistas s#o definidas como semi-estruturadas
:serie de perguntas abertas, feitas verbalmente em uma ordem prevista, mas a qual o
entrevistador pode acrescer esclarecimentos;9 ou parcialmente estruturadas :os temas s#o
particulari(ados e as questões + abertas + preparadas antecipadamente, mas com plena liberdade
de retirada eventual de algumas perguntas, a ordem em que s#o feitas e acréscimos de eventuais;.
sse instrumento convm menos a busca de causaOefeito com dados criados, mas sua
fle!ibilidade permite um contato mais intimo com a amostra :em uma e!plora"#o mais profunda,
de acordo com a necessidade do ob/eto da pesquisa, pode-se chegar a entrevistas n#o
estruturadas + o entrevistador se apoia em vários temas e, talve(, algumas perguntas iniciais
previstas antecipadamente, para improvisar, em seguida, suas outras perguntas em fun"#o de
seus interesses e das respostas obtidas do interlocutor -;. m todos os casos o tratamento e!igira
transcrever cuidadosamente os dados coletados, para logo proceder a analise de conte1do, que é
mais delicada que a estatstica. 's instrumentos ser#o, amiud, fortemente estruturados,
encerrando o participante em op"ões de resposta previstas antecipadamente. ssa uniformi(a"#o
permite interrogar rapidamente, e com menor custo, um grande n1mero de pessoas, e tratar os
dados estatisticamente, deles tirando conclusões gerais. m outros instrumentos menos ou nada
estruturados o desaparecimento da uniformi(a"#o, que facilita a grande amostragem e
compara"#o, apaga-se, desaparecendo o recurso a medidas estatsticas.  fle!ibilidade adquirida
permite obter dos entrevistados informa"ões mais ricas e fecundas, mais pró!imas da
comple!idade das situa"ões, cu/a generali(a"#o, todavia, e!igirá cuidado e prudncia por parte
do entrevistador.
N.).B
EEss--aaççoo FF ii**aa==iinnaaççããoo )) Cabe ao pesquisador imaginar e a/ustar a técnica e os
instrumentos que lhe permitir#o delimitar o ob/eto de sua pesquisa e deles as informa"ões necessárias
a compreens#o. <enhum instrumento é perfeito, mas pode-se usar mais de um instrumento e
aproveitar a vantagem de cada um, minimi(ando seus inconvenientes. Podem ser dois instrumentos
de uma mesma técnica ou de diversas, por e!emplo.
N.).B.% Gestes - 's testes merecem ser distinguidos dos demais instrumentos de e!plora"#o
do humano. Pela sua enorme variedade permitem atingir a uma quantidade similar de caracteres
da nature(a humana. >ariam muito quanto a estrutura"#o. 6endo ora instrumento de observa"#o,
ora questionários, tem como caracterstica propor estmulos que podem acarretar diversas
rea"ões. ssas n#o s#o consideradas diretamente, mas interpretadas conforme um quadro
preestabelecido. ssa interpreta"#o padroni(ada baseia-se no con/unto das rea"ões. Pouco
importa os instrumento e o alvo, a interpreta"#o toma forma de inferncia sobre os valores
apresentados pela pessoa sobre suas atitudes em compara"#o com um grupo designado tipico,
que seu valor serviu continuam a ocasi#o sobre da elabora"#o. duvida, sobretudo pesar dos por cuidados causa das na inferncias elabora" #o sob de as boa quais parte apoia dos seu testes
uso, da dist2ncia que separa as rea"ões das pessoas de seus motivos e do caráter que essas
respostas presumem manifestar.
N.).B.)
Gécnicas e instrumentos srcinais -
's modos de coleta de informa"#o s#o
muito diversificados e n#o tem por limite sen#o a fértil imagina"#o do pesquisador e a hipótese
que visa testar.
 DDaass iinn00oorr**aaçç99eess aa ccoonncclluussããoo )) 's fatos e n1meros nunca falam espontaneamente. Falta-
lhes a verifica"#o em que se deve estudá-los em rela"#o a hipótese. nalisando e interpretando as informa"ões
colhidas chega-se a conclus#o. 3as análise e interpreta"#o n#o s#o imediatamente possveis, pois os dados
precisam ser preparados para se tornarem utili(áveis. ' pesquisador deve organi(á-los, para ent#o poder
proceder a análise e interpreta"#o que o levará a conclus#o. nálise e interpreta"#o est#o intimamente ligadas9
de hábito fa(em-se paralelamente, em uma opera"#o a fronteira entre as duas as ve(es é impossvel de se
tra"ar com precis#o, salvo em estudos em que a análise consiste essencialmente na aplica"#o de testes
estatsticos cu/os resultados s#o interpretados em seguida, em uma se"#o 8 parte. ntes de aplicar os testes é
necessário agrupar e classificá-los. s classifica"ões remontam a elabora"#o dos instrumentos, grades e
questionários /á supõem uma forma de análise e interpreta"#o das informa"ões. 7eve-se convir que as
demarca"ões entre a prepara"#o, análise e interpreta"#o dos dados n#o s#o estanques, nem mesmo sempre
discernveis, e, as ve(es, as distingui -se para melhor descrev er as diversas opera"ões. <a sequencia dos
primeiros tratamentos os dados ser#o e!pressos sob forma numérica ou literal :no sentido srcinário para
designar os dados n#o numerados, e!pressos em letras ou palavras;.  1ltima tem a ver
designar os dados n#o numerados, e!pressos em letras ou palavras;.  1ltima tem a ver com como elas se
apresentavam quando foram coletadas e, também, com as inten"ões do pesquisador. forma numérica permite
o tratamento com instrumentos estatsticos. Procede-se assim com dados obtidos por instrumentos
padroni(ados ou estruturados, 's que se apresentam na forma literal ser#o ob/eto de uma análise de conte1do,
principalmente os que se apresentam como discurso :con/unto de palavras organi(adas de modo a veicular
sentido;. lgumas análises de conte1do recorrem a uma abordagem em que as estatsticas desempenham um
papel, mas esse recurso n#o é obrigatório e nem sempre 1til.
.%
IInnssttrruu**eennttooss ee **++ttooddooss ddee ddee aannlliissee eessttaatt//ssttiiccaa ))
' primeiro cuidado é
redu"#o colocar os dos dados dados. numéricos & seguida em do ordem, tratamento reunindo estatstico, as informa"ões habitualmente mais comodame reali(ado em nte, dois constituindo tempos uma o
primeiro, que os descreve e caracteri(am9 e o segundo, ao estudar os ne!os e diferen"as que permitem
inferncias. Como a análise toma forma de cálculos matemáticos, a interpreta"#o se distingue mais, o que
n#o significar ter de esperar até o fim das análises para interpretar os resultados especifica-se bem
frequentemente o sentido desses a medida que surgem, sentido que pode guiar o pesquisador nas escolhas
a efetuar na continua"#o.
.%.% ??rree--aarraaççããoo ddooss ddaaddooss ))  prepara"#o comporta trs opera"ões principais codifica"#o,
transferncia e verifica"#o. ssas opera"ões mostram-se de uma import2ncia n#o negligenciável no
decurso do processo, pois se n#o podem por si sós assegurar a qualidade da análise e da
interpreta"#o, correm o risco de as obstacularem quando reali(adas sem o devido cuidado.
.%.%.%
Codifica"#o dos dados +  primeira opera"#o na organi(a"#o do material.
Grata-se da atribuir um código a cada um dos dados coletados e por isto categori(á-los, lgumas
informa"#o informa"ões é s#o registrada e!pressas em uma numericamente, escala o pesquisador o que fornece dá um código diretamente a cada os intervalo. códigos. 6e 6e os a
intervalos n#o s#o previstos antecipadamente, pode-se determiná-la e numerá-la em seguida.
Caso mais de um campo possa ser apontado, pode-se evitar os problemas reunindo as situa"ões
previstas em subgrupos de enunciados que se e!cluem mutuamente. ' pesquisador também deve
prever códigos para a ausncia de marca"#o, e!atamente como em um questionário prev-se a
marca"#o para a recusa ou incapacidade de responder. & necessário também codificar os
comentários o procedimento é o mesmo de uma grade aberta. ' pesquisador fa( um
levantamento das notas observadas no con/unto ou na amostra das grades de observa"#o
completadas e opera um agrupamento dessas notas em fun"#o do sentido, obtendo um primeiro
con/unto de categorias. 7epois reconsidera para ver se as categorias s#o convenientes, reiterando
a opera"#o até a obten"#o de categorias que o satisfa"am.  maneira como os códigos e
categorias foram estabelecidos deve ser e!plicitamente /ustificada em fun"#o da nature(a da
observa"#o e das inten"ões da pesquisa. *mporta tomar nota cuidadosa da significa"#o dos
códigos essa chave de codifica"#o facilitara organi(ar os dados e permitirá encontrar-se quando
instrumento quiser voltar utili(ado sobre eles é um após questionário um certo tempo. de respostas ' trabalho fechadas é relativamente ou uma grade fácil de quando observa"#o o
basta inscrever diretamente os códigos. 6e os instrumentos utili(ados n#o permitem proceder
desta maneira, ou se é prefervel outro método, pode-se fa(er uma lista de seus códigos e
conservá-los a parte. Para cada variável ou fator considerado especifica-se inicialmente a
significa"#o ligada a ele. 7epois relaciona-se os diversos códigos a essa variável ou fator,
precisando o caráter ou a categoria que tradu(. *dentificadas as categorias e códigos, o
pesquisador procede a codifica"#o do material. sta pode proceder, mas também ser geminada a
da transferncia dos dados.
.%.%.) Gransferncia dos dados + & transcrev-los em um quadro mais funcional para
o trabalho de análise e interpreta"#o, transformando-os as ve(es, gra"as a codifica"#o. <o
momento da transferncia os dados s#o introdu(idos em um quadro informati(ado chamado de
banco de dados. ste quadro conta com uma coluna para cada uma das variáveis consideradas e
tantas linhas quantas das unidades integrantes da amostra. <os assim definidos, os dados s#o
colocados ser compilados a partir e tratados do que se de encontra diversas em maneiras. cada uma 's das dados grades agora utili(adas. est#o prontos ssim para reunidos serem podem
analisados, mas algumas verifica"ões se impõem.
.%.%.5 >erifica"#o + ' processo de verifica"#o come"a na recep"#o dos dados brutos o
pesquisador elimina desde logo os dados que n#o podem servir a seus fim porque s#o
incompreensveis, incompletos, inadequados
lguns podem ser demasiado fragmentários ou
muito pouco discriminantes :n#o permitem uma boa distin"#o dos fatos;. 4uando um fator é e!cludo,
muito pouco discriminantes :n#o permitem uma boa distin"#o dos fatos;. 4uando um fator é
e!cludo, o quadro perde uma coluna, ao passo se uma ou mais grades s#o e!cludas porque n#o
forneceram informa"ões fidedignas ou de algum outro modo satisfatórias, perde uma linha ou
um con/unto. 7iversos erros podem manchar o processo de retifica"#o dos dados9 importando
retificá-los pela corre"#o.  solu"#o mais efica( é verificar cada um dos dados, mas em alguns
casos e necessário achar meios mais rápidos de detec"#o de anomalias. $m truque
e!perimentado consiste em KtirarM os dados acumulados por código em cada uma das colunas,
arrolando o n1mero de entradas para cada um dos códigos, é possvel certifica-se que o computo
total esta ai, se n#o, verifica-se onde se encontra a falta e o que pode e!plicá-la. Caso se queira
fa(er constar um código diferente daquele cu/a presen"a é legtima, ter-se-á o cuidado de indicá-
lo no quadro de dados e de corrigi-lo retornando as informa"ões srcinais. lgumas Kaberra"õesM
podem chamar aten"#o, sem por isso sempre testemunharem erros. A preocupante a ausncia
total de uma categoria para uma variável especial talve( a categoria n#o este/a em seu lugar
talve( o pesquisador se tenha enganado de variável ao transferir os dados.
ou
.%.)
AAnnlliissee eessttaatt//ssttiiccaa ddooss ddaaddooss )) s estatsticas oferecem uma massa de instrumentos
que podem provocar desvios uma ve( aplicados sem refle!#o suficiente, mas que, usadas com
discernimento, podem a/udar a melhor compreender e e!plicar os fen@menos e as situa"ões,
contribuindo para a constru"#o dos saberes. 7eve-se inicialmente descrever os dados com o au!ilio
de algumas medidas que os resumem e os caracteri(am ao mesmo tempo. Poderá, em sequncia,
estudar as diversas rela"ões e!istentes entre as variáveis e fatores considerados e ver em que medida
suas conclusões podem se estender além da amostra.
OObbss CCoonnssuullttaarr uu** eess--eecciiaalliissttaa<< 77  finalidade destes instrumentos é meno tirar o má!imo de informa"ões do que
responder a uma pergunta eOou verificar uma hipótese. ssas preocupa"ões devem guiar a análise. sta n#o requer
necessariamente o recurso a instrumentos sofisticados, e o pesquisador pode, em geral, efetuar ele mesmo o trabalho.
""
.%.).% Caracteri(a"#o dos dados + ' primeiro cuidado do pesquisador será
caracteri(ar o comportamento de cada uma das variáveis no con/unto da observa"#o. 7ois tipos
de medidas v#o servi-lhe as medidas de tendncia central e as de dispers#o. s de tendncia
central permitem situar os dados em torno de um valor particular. s principais s#o a média :a
soma dos valores observados dividida pelo n1mero de observa"ões;, a mediana :valor da
variável que separa o con/unto das observa"ões em duas partes iguais;, e a moda :valor da
variável que aparece mais seguidamente nas observa"ões + se dois ou mais valores de variáveis
chegam em igualdade ao teste de frequncia, a distribui"#o da variável é dita bimodal ou
multimodal -;.  primeira reservada as variáveis numéricas, cu/os valores s#o obtidos por
enumera"#o ou medida. 4uando a variável é ordinal, seus estados s#o hierarqui(ados sem
corresponder a valores medidos, privilegia-se a mediana. Com uma variável nominal, os estados
s#o simplesmente /ustapostos, só a moda é utili(ável. s medidas centrais n#o di(em tudo de
uma tomar, variável vendo-se e sua cada distribui"#o um desses :é valores constituda associados pelo con/unto a frequncia de valores de sua que ocorrncia está variável no con/unto pode
dos dados; . lém do valor particular em torno do qual se re1nem as observa"ões, o pesquisador
vai querer também saber a KdensidadeM de sua reuni#o, a maneira como elas se desdobram. & ai
que entram as medidas de dispers#o.  mais simples é a e!pans#o, a dist2ncia ente os valores
e!tremos observados. la se apresenta um pouco sumária, de sorte que a ela se prefere muitas
ve(es o desvio quartlico, ou interquartlico, que corresponde a dist2ncia que separa os valores da
variável entre os quais se encontram a metade central das observa"ões reali(adas. 6eu uso supõe
que os valores da variável se/am hierarqui(ados :ordinal ou numérica;. 4uando numérica, pode-
se recorrer a que fa(em intervir o desvio :a diferen"a entre cada dado e a média dos dados; que
separa cada dado dessa medida central desvio médio :a soma dos módulos de todos os desvios,
divididos pelo n1mero de dados;, vari2ncia :soma dos quadrados dos desvios divididos pelo
numero de dados; e desvio padr#o :rai( quadrada da vari2ncia; s#o os mais usuais. 'utros
aspectos da distribui"#o podem se mostrar significativos, como a frequncia relativa,
habitualmente e!pressa em porcentagem, de cada estado das variáveis, sobretudo nos casos das
variáveis ordinais ou nominais. <o caso das variáveis numéricas, recorre-se de preferncia a
medidas ditas de posi"#o, que permitem situar as observa"ões sobre intervalos.  maioria dos
softQare de base de dados permite calcular rápida e e!atamente medidas descritivas, mas o
computador n#o decide se o cálculo tem sentido ou n#o em rela"#o a variável considerada. '
pesquisador deve se certificar disso antes de apertar as teclas. Iessaltemos o aporte das
apresenta"ões visuais na descri"#o dos dados. 's quadros constituem uma maneira eloquente de
e!ibi-los de modo condensado, se trate de um quadro de uma entrada que dá a distribui"#o de
uma variável, ou de um com dupla entrada que coloca duas variáveis em rela"#o. <a maioria dos
gráficos, outro meio efica(, os estados e valores das variáveis s#o colocados no ei!o hori(ontal
gráficos, outro meio efica(, os estados e valores das variáveis s#o colocados no ei!o hori(ontal e
as frequncias na vertical.
.%.).)
Gestes estatsticos
+ m
continua"#o,
passa-se
pelos
recursos
aos
testes
estatsticos que v#o a/udar a /ulgar a presen"a de vnculos significativos entre as variáveis
escolhidas em rela"#o as questões e hipóteses, e a determinar a intensidade desses vnculos. Para
verificar a hipótese, o pesquisador estabelece de inicio a distribui"#o con/unta de variáveis,
construindo um quadro de dupla entrada e passa a buscar alguma rela"#o entre as informa"ões
organi(adas. firmar a presen"a de uma rela"#o é sustentar que, se a observa"#o fosse feita no
teondt#oo, tseer-speo-diaemriaocbotindcolusiernismiveedlimateanmteenotsemaees!maotisdr#eosudlatahdiopsó.t6eseeo. 3quaasdrsoóiunmciadiassmeossotbrarefooitodo ,
consideradas, e amostra significa acaso. 3esmo quando o acaso fa( bem as coisas, encontram-se
diferen"as entre a popula"#o e sua amostra. Iesulta uma inquietude per si, esses desvios
eventuais poderiam e!plicar as diferen"as observadasE  esta toda a quest#o do carácter
significativo das diferen"as assinaladas no quadro, quest#o que o pesquisador deve responder a si
mesmo para estar apto a concluir. $ma ve( que a observa"#o de toda a popula"#o está e!cluda,
a resposta a essa interroga"#o será fornecida por um teste de hipótese e se e!primirá sob a forma
de uma probabilidade.  maneira de proceder nestes teste resume-se a quase n#o conhecendo a
popula"#o, imagina-se, no inicio, que n#o e!iste no seio dela rela"#o entre as variáveis :hipótese
nula; e utili(a-se amostras aleatórias :os testes estatsticos só tem valor com este tipo de
amostras;. 's testes v#o di(er se os desvios ultrapassam aqueles que se devem esperar só pelo
acaso. 6e permanecem aquém do limite previsvel, s#o /ulgadas n#o-significativas e a hipótese
nula é mantida, porque as observa"ões reali(adas na amostra n#o permitem concluir por uma
rela"#o entre as variáveis. Porém, se os desvios v#o além desse limite, reconhece-se ent#o que o
acaso so(inho n#o pode e!plicá-los e que eles s#o verdadeiramente a manifesta"#o de uma
rela"#o entre as variáveis. Pouco importa o teste escolhido e os instrumentos de cálculo usados,
as indica"ões e!tradas sobre a e!istncia de um elo entre variáveis comportam sempre uma
margem de erro. ssa possibilidade, contudo, apresenta a vantagem de poder ser avaliada. & ai
que intervém o limite de significado do teste ele tradu( o nvel de confiabilidade que se pode
legitimamente atribuir-lhe. sse limite toma geralmente a forma de uma porcentagem. 'nde
fi!ar o limite da confiabilidadeE ' erro /ulgado aceitável varia conforme a hipótese de pesquisa.
Rulgando o caráter significativo de uma diferen"a observada entre dois grupos-amostras, e!istem
dois modos de erro a hipótese nula se v re/eitada in/ustamente :afirma-se a diferen"a
significativa /ulgando-se diferentes popula"ões idnticas;9 a hipótese nula é aceita apesar de sua
falsidade :declarando-se n#o significativa avaliando-se como iguais popula"ões que s#o
diferentes;. 4uanto mais se eleva o limite da significa"#o, menos chances há de se cometer o
primeiro erro, e mais do segundo. ' pesquisador deve ent#o decidir se um dos tipos de erro é
mais grave que o outro. 4uando nenhum dos tipos de erro se mostra mais grave que o outro,
cumpre decidir por um ponto de equilbrio ra(oável entre ambos :nas cincias humanas é de
S;. ceita-se o caráter significativo de um diferen"a quando este tem TS de seguran"a,
contudo n#o transforma a probabilidade em certe(a. 6e os testes de hipóteses permitem /ulgar a
presen"a ou n#o de rela"#o entre variáveis, n#o di(em nada da intensidade dessa rela"#o. 7a a
presen"a dos coeficientes de associa"#o para mediar a for"a dessas liga"ões, que s#o de tipos
diversos e deve-se escolher o mais adequado a nature(a das variáveis.
OObbss AAss rreellaaçç99eess ccaauussaaiiss 77 6e os testes de hipóte se a/udam a /ulgar a e!istncia de vnculos entre as variáveis, n#o
especificam nada do caráter, causal ou n#o, das rela"ões. s analises estatsticas, as pesquisas com dados criados, que
visam evidenciar uma rela"#o causal, n#o e!igem nenhum cuidado ou precau"#o especial, no má!imo a equivalncia
dos grupos.  prova do elo de causalidade resulta da estratégia de pesquisa e da análise lógica ssegura-se que as
variáveis em /ogo mudam con/untamente no sentido previsto pela hipótese, esse efeito sobre a variável dependente n#o
precede a causa :varia"#o da independente;, e, por fim, que outros fatores puderam provocar esse efeito.
""
.%.).5
*nterpreta"#o dos resultados estatsticos +
's testes estatsticos s#o apenas
aplica"ões de procedimentos que de n1meros tiram outros. stes tradu(em-se em resultados
probabilsticos que constatam a e!istncia de rela"ões estatisticamente significativas e que
apreciam sua intensidade, mas esses instrumentos possuem apenas um poder limitado. 6#o
desprovidos de poder e!plicativo a/udam a ver as rela"ões possveis, mas só pesquisador pode
dar sentido ao que é assim esclarecido. & ai que intervem a interpreta"#o. Para interpretá-los o
pesquisador deve ir além da leitura apressada, para integrá-los em um universo mais amplo em
que poder#o ter um sentido. sse universo é o dos fundamentos teóricos da pesquisa e os
conhecimentos acumulados em torno das questões ai abordadas. poiando-se nessas
considera"ões, o pesquisador constrói a e!plica"#o do fen@meno, e!pandindo essa constata"#o
para uma refle!#o lógica que sustenta no con/unto dos elementos que lhe serviram para prever
para uma refle!#o lógica que sustenta no con/unto dos elementos que lhe serviram para prever o
que os n1meros deviam dar, e que lhe permite agora fi!ar-lhes o sentido e alcance.  partir da
uma conclus#o se tornará possvel. Dembrando-se de que o importante no plano estatstico n#o o
é necessariamente no psicológico ou social. Ieconhecer a e!istncia de uma rela"#o, medir-lhe a
intensidade, n#o é e!plicar as ra(ões de sua presen"a ou entender o sentido a atribuir a sua
e!istncia.
.)
AAnnlliissee ddee ccoonntteeGGddoo ))
' principio da analise de conte1do consiste em demonstrar a
estrutura e os elementos desse conte1do para esclarecer suas diferentes caractersticas e e!trair sua
significa"#o. grande diversidade Pode ser de ob/etos aplicada de a investiga"#o. uma grande diversidade de materiais, assim como permite abordar uma
.).%
88eeeessttrruuttuurraaççããoo ddooss ccoonntteeGGddooss ))  análise de conte1do n#o e um método rgido.
Constitui, antes, um con/unto de vias possveis, nem sempre claramente bali(adas, para a
reconstru"#o do sentido de conte1do. <a fase preparatório em que e!plora-se o material, o
pesquisador completa-o e se inteira dele, decidindo a maneira como vai decomp@-lo, depois
recomp@-lo a fim de melhor fa(er surgir sua significa"#o. ' tipo de recorte selecionado e o modo
como ser#o agrupados os elementos que emergir#o ser#o determinantes para a qualidade da análise e
das conclusões. & a partir dessa decis#o que ele poderá alcan"ar o sentido profundo do conte1do.
Fi!adas as modalidades do recorte e determinadas as categorias no interior das quais as unidades
resultantes ser#o organi(adas, o pesquisador pode proceder a classifica"#o dessas unidades, depois ao
estudo dos resultados assim adquiridos.
.).%.% Iecorte dos conte1dos + $ma das primeiras tarefas consiste em efetuar um
categorias. recorte dos 7ado conte1dos a finalidade em elementos de agrupar que esses poder#o, elementos em em seguida, fun"#o de ser sua ordenados significa"#o, dentro cumpre das
que se/am portadores de sentido em rela"#o ao material analisado e as inten"ões da pesquisa. 's
elementos recortados v#o constituir as unidades de análise, classifica"#o ou registro. &
importante a ideia de unidade, pois cada um desses fragmentos deve ser completo em si mesmo
no plano do sentido. ' tamanho das unidades pode variar, como variam os critérios e
modalidades de determina"#o delas. ' mais simples de reali(ar prende-se as estruturas sintáticas
dos conte1dos, pois tem a vantagem de serem clara e ob/etivamente delimitadas. 's dados assim
obtidos permanecem, todavia, superficiais, pois n#o levam em considera"#o nem o conte!to nem
mesmo o sentido e!ato que uma palavra ou e!press#o pode ter. $m estudo menos mec2nico pode
se revelar mais eloquente. 3ais rico, e mais delicado, será o recorte do conte1do em temas
:fragmentos que correspondam cada um a uma ideia em particular, se/a um conceito ou uma
rela"#o ente conceitos;.  dificuldade nasce desses temas e!primirem-se de maneira mais ou
menos manifesta, nem sempre delimitados com clare(a e frequentemente misturados a outros
temas. 6em contar a import2ncia muito variável que lhes pode ser concedida dentro de um
constrói conte1do. suas m unidades compensa"#o de análise melhor a partir apro!ima de sua o compreens#o pesquisador do desse sentido conte1do. do conte1do grupadas pois as
unidades, o pesquisador que quer submet-las a tratamento estatstico pode facilmente enumerá-
las, mas se escolheu o recurso aos temas é preciso ir além da frequncia de sua ocorrncia para
dar uma medida mais precisa de seu lugar no con/unto de conte1do.
OObbss ""
??rrii**eeiirroo ee ssee==uunnddoo ==rraauu )) 4uando se analisa um conte1do para encontrar-lhe o sentido, visa-se inicialmente o
mais imediato :o conte1do manifesto;. m muitos estudos é nesse conte1do que nos fi!amos como postulado,
/ustificando essa análise, dita de primeiro grau, porque o essencial encontra-se manifesto. lguns /ulgam insuficiente
essa análise e creem necessário levar mais longe as interpreta"ões a fim de atingir os conte1dos ocultos :elementos
simbólicos;. Pois o implcito mostra-se igualmente portador de entrada do n#o dito. 4uando se transpõe, cumpre fa(-lo
com muita prudncia critica.
.).%.)
7efini"#o das categorias analticas + ' recorte de conte1do constitui uma das
primeiras tarefas do pesquisador após a fase preparatória.  defini"#o das categorias analticas,
sob desses as quais dois momentos vir#o se organi(ar pode variar os elementos o pesquisador de conte1do, pode definir é outra primeiro tarefa primordial. suas categorias  ordem ou ter a
determina"#o precedida pelo recorte de conte1do, principalmente quando as categorias s#o
construdas de forma indutiva. Grs modos de defini"#o apresentam-se. m fun"#o das inten"ões,
ob/etivos e conhecimento da área em estudo pode abordar a análise de maneira
• berta s categorias n#o s#o fi!adas no inicio, tomam forma no decorrer da análise.
• Fechada ' pesquisador decidi a priori categorias, apoiando-se em um ponto de vista
teórico que se propõe submeter a prova da realidade . lguns elementos poder#o as ve(es
teórico que se propõe submeter a prova da realidade . lguns elementos poder#o as
ve(es escapar a essas categorias. Godavia, isso quase n#o afeta a pesquisa, pois se trata
mais de assegurar a presen"a ou ausncia de elementos bem determinados
antecipadamente em fun"#o da hipótese e do sentido que se lhe pode atribuir.
• 3ista  primeira etapa do procedimento assemelha-se ao modelo fechado, mas a
continua"#o identifica-se com o aberto. ' pesquisador inicialmente agrupa o melhor
possvel as diversas unidades nas categorias previamente fi!adas, com o risco de dei!ar
algumas a parte. 7epois se sucedem as revisões criticas tomando muitas ve(es como
pontos de partida os n#o classificados da primeira ve(, que podem acarretar na cria"#o
de novas categorias, ou, ent#o, amplia"#o ou subdivis#o de categorias e!istentes e a
defini"#o de novos critérios de pertinncia. Pode-se, inclusive, estabelecer um
paralelismo entre os modelos de análise e o dito dos instrumentos de observa"#o e de
entrevista.
OObbss
""
AA 55uuaalliiddaaddee ddee uu** bboo** ccoonn66uunnttoo ddee
ccaattee==oorriiaass )) s categorias devem possuir certas qualidades , caso se
queira que a análise se mostre significativa
• Pertinncia :convir aos conte1dos analisados;9
• !austividade :englobar o má!imo de conte1do possvel, alguns elementos podem se provar inclassificáveis;9
• <#o demasiada :a finalidade é de redu(ir os dados, quanto maior o n1mero de categorias mais fina e nuan"ada
se torna a análise, mas n#o se deve e!agerar, pois a rigor n#o haveriam mais categorias;9
• Precis#o :definidas de maneira que se saiba claramente onde colocar as unidades de conte1do, sua falta
compromete o valor da análise e a qualidade das conclusões;9
• 3utuamente e!clusivas :um elemento n#o pode ser encontrado em mais de uma categoria;.
.).%.5
Categori(a"#o final das unidades de análise +
 categori(a"#o final
normalmente n#o deveria apresentar maior dificuldade. Grata-se de considerar uma a uma as
unidades a lu( dos critérios da grade de análise para escolher a categoria que melhor convém a
cada uma. $ma parte dos elementos dos conte1dos pode /á ter sido colocada nas diversas
categorias quando a grade, aberta ou mista, foi elaborada a partir desses elementos. 
classifica"#o do resto do material se verifica ainda mais fácil porque as unidades de análise s#o
bem delimitadas, as categorias nitidamente diferenciadas e os critérios de inclus#o em cada uma
suficientemente claros e precisos para garantir a confiabilidade e fidedignidade da opera"#o.
.).)
%%ooddaalliiddaaddeess ddee aannlliissee ee iinntteerr--rreettaaççããoo ))  análise de conte1do pode adotar um
caminho quantitativo ou qualitativo.
.).).% <1meros ou letras + <a abordagem quantitativa, após ter reunido os elementos o
pesquisador constrói ndices numéricos e põe em movimento o aparelho estatstico habitual.
6doeusscoadnetep1todsose,!epqliuceamesqseuegensseeros tdipeoesstduedmo eédaidmasanveeiircaumlaamisuomba/ebtiovaapdaertael,csaen"na#roetsosdeoseonstiednoti.do
qualitativa apoia-se em uma categori(a"#o dos elementos. 3as antes de redu(ir a uma frequncia
o pesquisador detém-se em suas peculiaridades. 6eu postulado sub/acente é que as
especificidades dos elementos de conte1do e as rela"ões entre eles s#o portadoras da significa"#o
da mensagem analisada e que é possvel alcan"á-la sem mergulhar na sub/etividade. 6eriam
modalidades opostasE m suas versões, certamenteU $ma concede import2ncia a frequncia de
ndices tomados como medidas ob/etivas do sentido do conte1do, a outra se liga ao que parece
significativo, ainda que fuga( . ' /ulgamento que reconhece o novo e o eloquente pode mostrar-
se sub/etivo9 mas os 1meros ser#o t#o menos quando o pesquisador deve determinar a base de
cálculo e interpretar os resultados E <enhuma modalidade poderia pretende r uma ob/etividade
perfeita, parece mais realista contar com um esfor"o de ob/etiva"#o o pesquisador e!plicita suas
escolhas e interpreta"ões das unidades de sentido, assim como as ra(ões de sua maneira de agir,
e entrega o todo ao /ulgamento de outrem. s perspectivas quantitativa e qualitativa n#o se
opõem ent#o e podem até parecer complementares.
OObbss
""
AAss **GGllttii--llaass 00aacceess ddaa aannlliissee ddee ccoonntteeGGddoo )) s preocupa"ões quantificadoras tornam-se as ve(es ao ponto de
obliterar o conte1do.  medida será sempre mais precisa que a mais descritiva e!plora"#o, mas se mostra amiud menos
pertinente.
.).).)
nálises estatsticas de conte1do +
<o recurso aos instrumentos estatsticos,
cumpre primeiro quantificar os dados reunidos em cada uma das categorias. ' mais usual é se
ligar as frequncias basta enumerar as unidades presentes em cada rubrica e lembrar as que se
destacaram. Gradu(em-se também na forma de relatório que comparam os temas entre si, ou de
destacaram. Gradu(em-se também na forma de relatório que comparam os temas entre si, ou de
porcentagens que e!plicitam sua import2ncia em rela"#o ao con/unto do conte1do. *ndependente
das a"ões anteriores, os dados s#o logo submetidos aos diversos tratamentos estatsticos9 de
inicio com uma finalidade descritiva, depois com uma finalidade de verifica"#o da hipótese. ssa
análise deve prolongar-se através da interpreta"#o dos novos n1meros, ndices e coeficientes que
delas emergem é o momento do retorno ao sentido, em que o pesquisador e!plica o que se deve
entender dos resultados obtidos.
.).).5
nálises qualitativas de conte1do + <as qualitativas o pesquisador decide
psirgennidfeicra-s"e#oasrensiudaen"laarsgadmeesnetnetnidaoeqspueecief!iciisdteamde ednetrceadaas uumniddaedeses,usouelecmateengtoorsiaes,nvaisstroelaq"uõeesa
entre eles, especificidade que escapa ao domnio do mensurável. s maneiras de aqui proceder
est#o menos codificadas, mas é preciso que ela continue estruturada, rigorosa e sistemática.
7istinguem-se geralmente trs modos de análise e interpreta"#o qualitativa
• mparelhamento consiste em associar os dados obtidos a um modelo teórico com a
finalidade de compará-los. 6upõe uma teoria sobre a qual o pesquisador apoia-se para
imaginar um modelo do fen@meno em estudo. >erifica-se a veracidade da
correspondncia entre essa constru"#o teórica e o ob/eto.  qualidade da organi(a"#o
lógica mostra-se aqui primordial, pois a grade de análise que emerge torna-se n#o só
instrumentos de classifica"#o, mas também o de toda toda análise interpreta"#o dos
conte1dos.
• nálise histórica um caso particular da precedente. ' pesquisador baseia-se num
quadro teórico e!plicito, para elaborar um roteiro sobre a evolu"#o do ob/eto, previsões
• Constru"#o que sua análise iterativa submete de uma a prova e!plica"#o dos dados distingui-se colhidos. das anteriores porque prescinde da
presen"a previa de um ponto de vista teórico. ' processo é aqui fundamentalmente
iterativo :progride por apro!ima"ões sucessivas;, elaborando pouco a pouco uma
e!plica"#o lógica do ob/eto, e!aminando as unidades de sentido, as categorias e a inter-
rela"#o entre todas. ssa modalidade convém largamente aos estudos de caráter
e!ploratório, ao ponto de se /ulgar prefervel n#o elaborar uma hipótese inicial. stá é
simultaneamente desenvolvida e verificada, em um vaivém entre refle!#o, observa"#o e
interpreta"#o, a medida que a análise progride.
<#o se disse tudo sobre a analise de conte1do, visto que resta muito coisa a inventar nesse
domnio, mas se reconhece a uma grande rique(a de possibilidades.
OObbss ""
88ii==oorr ee ii**aa==iinnaaççããoo ))
 análise de conte1do assemelha-se a técnicas que se mostram delicadas ao uso, que
e!igem tempo, pacincia e perseveran"a por parte do pesquisador. las também demandam disciplina, uma organi(a"#o
sistemática que no entanto n#o venha podar suas intui"ões, sua imagina"#o nem sua sutili(a e perspicácia. ssas
ee!nicgonntcráia-lsose#notrceoontrriagdoirtóeraiapsrosofubnvdáidriaodseaqsupeecétoos/uestoo preecsoqnuhiseacdimorednetovedaencocomnptrlea!riudmade/u. sto equilbrio, como deve
.).5
CCoonncclluussããoo ddaa --eess55uuiissaa ))  análise dos dados e a interpreta"#o n#o vem concluir o
procedimento da pesquisa. 7eve-se ainda tirar conclusões pronunciar-se sobre o valor da hipótese,
elaborar um esquema de e!plica"#o significativo, precisar-lhe o alcance bem como os limites e ver
que hori(ontes novos se abrem.
.).B
$$eecchhaarr oo cc//rrccuulloo,, aabbrriirr nnoo44ooss hhoorrii!!oonntteess ))Godo pro/eto de pesquisa nasce de uma
inten"#o, o procedimento n#o poderia estar completo sem o retorno a inten"#o srcinal a fim de
determinar em que medida está satisfeita.  solu"#o do problema foi ob/eto de uma antecipa"#o
apresentada sob a forma de hipótese. ' primeiro cuidado será apreciar-lhe o valor a lu( do que a
pesquisa trou!e como informa"ões e do sentido que ele pode atribuir-lhe. Fornecer um esquema que
de uma hipótese confirmada se mostra relativamente fácil. Porém a medida que a hipótese deve ser
modificada a e!plica"#o torna-se mais árdua. la e!ige um retorno aos fundamentos teóricos do
do trabalho problema e um e questionamento na solu"#o.  conclus#o das informa"ões deve ser usadas também na a elabora"#o ocasi#o de da um problemática, retorno critico na as e!plica"#o escolhas
metodológicas e a sua operacionali(a"#o. Colocados esses /ulgamentos, torna-se possvel para o
pesquisador determinar o alcance e os limites de seu estudo, precisar o que este permite afirmar, o
que é necessário evitar que ele e!presse e falar dos hori(ontes por ele aberto. Vori(ontes estes de
todos os tipos, se/am práticos ou teóricos, e as suas consequncias humanas e sociais.  conclus#o
constitui um momento importante da pesquisa, a ocasi#o por e!celncia de fa(er /usti"a a qualidade
do trabalho reali(ado. & indispensável elaborá-la com cuidado e minucia, mesmo que a pressa de
terminar nos atin/a. A uma etapa simples de transpor, principalmente porque se situa no prolongamento
terminar nos atin/a. A uma etapa simples de transpor, principalmente porque se situa no
prolongamento direto das etapas precedentes a que ela vem naturalmente coroar, retomando vários de
seus elementos.
.). AAll==uu**aass oobbsseerr44aaçç99eess --aarraa ccoonncclluuiirr ssoobbrree oo **++ttooddoo )) escolha, a elabora"#o e
a operacionali(a"#o de um método e!igem muito de um pesquisador e influenciam grandemente a
qualidade do trabalho, mas permanecem subordinadas ao problema e a hipótese, constituindo está
1ltima a verdadeira espinha dorsal do empreendimento. & preciso ter em mente que, se toda pesquisa
se pretende rigorosa, este rigor n#o repousa somente no aparelho metodológico, pois dispõe de
felneu!nibciilaiddoaddeonparombeledmidaaienmiciqauleatéleavacoanucmluas#mo,aipoarscsaonedronpceialodsofcuonnd/aumnteontdoos tepóroricceodsimqueentroe,gdeemsdoe o
desenvolvimento.
Parte *> + ' relatório de pesquisa +  reda"#o do relatório de pesquisa é a 1ltima fase do
movimento de pesquisa que condu(iu o pesquisador de sua conscienti(a"#o do problema a ideia de uma solu"#o
plausvel, depois a comprova"#o dessa solu"#o. <esse momento empenha-se em divulgar suas conclusões e, para que se
possa bem compreend-las, o itinerário seguido para chegar a elas e seus fundamentos. <essa etapa o pesquisador
dispõe do con/unto de sua pesquisa e seu trabalho é mais de comunica"#o. A igualmente um trabalho de formali(a"#o,
particularmente no que concerne as conclusões. 6eu esfor"o essencial, fora o geral da escrita, se concentrará na
e!press#o ordenada e efica( de suas conclusões. 7a a enfase em KconcluirM, Kinvalidar, confirmar ou modificar a
hipótesesM, e sobretudo Ktra"ar um esquema de e!plica"#o significativoM e, Kquando possvel, generali(ar a conclus#o.
(( AA ccoo**uunniiccaaççããoo cciieennttii00iiccaa 77
((
''
AA --eess55uuiissaa ddee44ee sseerr ccoo**uunniiccaaddaa 77
T.%.%
OObb66eettii44aaççããoo ee ttrraannss--aarr33nncciiaa )) stes s#o os dois princpios associados a um relatório
de pesquisa, pois para ser possvel /ulgar o valor das conclusões deve-se conhecer todos os fatores
que o pesquisador ob/etivou para si quando da concep"#o e reali(a"#o da pesquisa. *mporta conhecer
a hipótese formulada, suas coordenadas e suas modalidades de constru"#o, para poder considerar
outras, e eventualmente refutar o conhecimento produ(ido. & amplamente aceito o principio da
refuta"#o um enunciado cientifico n#o tem valor, a n#o ser que possa ser refutado.
T.%.)
rraannss--aarr33nncciiaa
ee
aa44aalliiaaççããoo
))
's
membros
da
comunidade
cientifica
institucionali(aram, em diversos graus, a forma como o pesquisador e!plica a ob/etiva"#o dos
elementos de sua pesquisa e de sua pratica do principio da transparncia
T.)
OO rreellaatt22rriioo"" uu**aa ddee**oonnssttrraaççããoo ))
' relatório é essencialmente uma demonstra"#o, por
meio da qual o pesquisador nos inclui em seu raciocnio até sua conclus#o9 uma demonstra"#o cu/a regra
oficial é a eficácia.
T.).%
AA rree==rraa ddee ee00iicccciiaa )) 6er efica( em uma demonstra"#o é dar ao leitor tudo o que ele
precisa para compreender e /ulgar a pesquisa. *sso passa inicialmente por uma linguagem efica(,
seguida de um estilo próprio. m um relatório de pesquisa as frases s#o curtas9 o vocabulário é
preciso, principalmente para os conceitos chave9 redu(em-se os ad/etivos e advérbios9 as partes e
suas liga"ões s#o bem marcadas, postas em evidncia por ocasi#o das introdu"ões, conclusões e
an1ncios intermediários, para bem sublinhar o encaminhamento do pensamento e o encadeamento
das ideias. ' estilo do relatório n#o e!clui a arte do bem escrever, isso também pode ser um penhor
de eficácia na demonstra"#o.
T.).)
AAss **aatt++rriiaass eesssseenncciiaaiiss ))s trs grandes partes essenciais a apresenta"#o do problema,
o corpo do relatório e a conclus#o.
T.).).%
' problema +  apresenta"#o do problema de pesquisa é uma parte capital do
relatório. A importante que o problema se/a levado em considera"#o desde as primeiras palavras.
& preciso, sempre que possvel, apresentar bem o problema, situá-lo em seu conte!to, sublinhar
sua import2ncia e interesse e e!plicar em que perspectiva se pretende abordá-lo, portanto,
apresentar a problemática. Iesta indicar o que se espera da pesquisa, se/a pelas hipóteses, se/a
e!plicando o ob/etivo visado. ntrega-se tudo sem esconder seus limites.
T.).).)  verifica"#o +  parte mais longa do relatório é, geralmente, a que apresenta
T.).).)  verifica"#o +  parte mais longa do relatório é, geralmente, a que apresenta a
verifica"#o das e!pectativas. stá parte come"a, em regra, pela escolha do método. ssa deve ser
/ustificada e até mesmo discutida, procurando-se as vantagens particulares que se poderia esperar
do método escolhido. ssas considera"ões levam o pesquisador a falar de metodologia. 7epois,
fa(-se a escolha do método. 6e a pesquisa consiste em verificar uma hipótese 1nica sobre o
modo e!perimental, o caminho a seguir é bastante estereotipado em fun"#o das variáveis em
/ogo, assinala-se a provenincia dos dados e as técnicas usadas para colh-los9 ent#o menciona-
se o tratamento que receberam e os resultados de sua análise. 4uando forem necessárias
caoonmsiedsemrao"õteesméptoicaesné#onefsosracpoanrdteu(qiudea dpeevloemmétetordluogea!r.p6ereimfoernetmal,coounssideeersatdivaservbáraisaesadhaipóemteses
documentos, permite-se mais fle!ibilidade para organi(ar o corpo do relatório, desde que ele
respeite a necessidade de uma demonstra"#o efica(.
T.).).5
 conclus#o +  conclus#o come"a lembrando sumariamente o problema inicial,
as inten"ões da pesquisa e o trabalho reali(ado. 6egue e!plicando as conclusões que disso
resulta. m uma e!perimental trata-se de relatar se a hipóteses foi demonstrada e em que
medida9 n#o se precisa agora sen#o reunir o essencial das constata"ões, evidenciando-as bem.
m outros tipos de pesquisa se procurará reunir as principais constata"ões em uma ou mais
conclusões significativas em rela"#o ao problema inicial, as hipóteses consideradas ou aos
ob/etivos da pesquisa, Pode ocorrer que uma ou mais hipóteses n#o tenham sido confirmadas, é
necessário e!plicar o porqu. spera-se do autor da pesquisa que indique francamente em sua
conclus#o todos os limites de seu trabalho, quer se refiram a sua defini"#o do problema, a forma
como ele o circunscreveu ao método escolhido e sua aplica"#o :particularmente quando se trata
de os quest#o limites, do espera-se método, que pois o é pesquisador sobre ele que considere repousa sua grande amplia"#o, parte da pois validade;. ao se lém preocupar de assinalar em
estender a conclus#o destaca sua contribui"#o a cincia em geral.
T.5
DDii00eerreenntteess --GGbblliiccooss ))
's princpios gerais podem variar conforme o p1blico ao qual o
relatório se dirige.
T.5.%
AA aa--rreesseennttaaççããoo 44eerrbbaall )) Feita pelo estudanteOpesquisador ou pelo pesquisador, em
colóquios :distingue-se dos congressos por reunir menos pessoas e considerar-se nele um tema
previamente definido para todos; e congressos.  apresenta"#o do estudante deveria se preocupar em
mostrar uma boa compreens#o e uso adequado do método :ob/etos centrais da aprendi(agem;, /á que
n#o se espera um problema completamente inovador e srcinal. 6e trata apenas de di(er o que é
preciso para captar a aten"#o do auditório, insistindo na forma como se discutiu a problemática, as
considera"ões sobre as escolhas metodológicas, sua pratica, e sublinhar, a lu( de sua e!perincia,
aquilo que poderia ter sio feito melhor ou de outra forma.  comunica"#o feita pelo pesquisador a
seus pares n#o mostra tantas dessas preocupa"ões, pois n#o precisa deter-se longamente em e!por a
nature(a do problema e o método empregado. 6#o destacados principalmente os caracteres srcinais
da hipótese ou das conclusões, a contribui"#o particular a renova"#o do conhecimento, para discuti-
lo.
T.5.) OO aarrttii==oo ))A provavelmente o meio por e!celncia para a comunica"#o de pesquisas. qui
o pesquisador precisa di(er o essencial e com concis#o, pois as páginas s#o limitadas. Problema,
problemática, métodos, tipos de dados considerados, conclusões tiradas e suas incidncias sobre o
saber em evolu"#o s#o e!postos com precis#o sem que se/a necessário reprodu(ir os dados em
pormenor, nem elaborar longamente sobre os instrumentos utili(ados para colh-los e os tratamentos
particulares que receberam. ' relatório de pesquisa apresentado como trabalho escolar é semelhante
ao artigo9 no entanto o destaque é posto mais sobre o caminho seguido e o método empregado do que
uma eventual contribui"#o srcinal ao conhecimento.
T.5.5
AA **oonnoo==rraa00iiaa )) Grata-se de um estudo aprofundado de determinada quest#o. 6endo a
forma mais elaborada de relatório de pesquisa, é um suporte incontestável do conhecimento
cientfico. 6e n#o comunica t#o rapidamente quanto os artigos, pode ser mais completa e duradoura.
& particularmente completo quando se destina aos pares da comunidade cientifica. ncontra-se nela
tudo que pode servir para /ulgar a pesquisa. Pode-se facilitar a leitura do te!to aos n#o-especialistas
redu(indo as referncias teóricas, simplificando o vocabulário, destacando o factual, afastando as
pe"as documentais, redu(indo o aparato estatstico, se houver, dei!ando as notas e as referncias no
final do capitulo ou livro, simplificando-as, etc. Pode ocorrer que o relatório de pesquisa n#o
publicado tenha essa preocupa"#o com a simplicidade, sobretudo se trata de uma pesquisa aplicada e
publicado tenha essa preocupa"#o com a simplicidade, sobretudo se trata de uma pesquisa aplicada e
que outras pessoas, além do pesquisador, possam usar seus resultados, particularmente quando se
trata de uma pesquisa aplicada financiada, que se espera como resultados recomenda"ões a serem
aplicadas. 4uanto ao relatório remetido ao organismo publico de subven"#o, terá uma apresenta"#o
equilibrada do con/unto da pesquisa, da mesma forma que o livro destinado ao p1blico cientifico. s
teses de mestrado e doutorado s#o provavelmente as comunica"ões mais e!igentes, considerando as
regras estritas que as enquadram e a destinada ao publico mais informado.  obriga"#o de satisfa(er
em pormenor a todas as regras de ob/etiva"#o e de transparncia do relatório de pesquisa a destina,
principalmente, asse p1blico de especialistas.
T.5.B
AA 44uull==aarrii!!aaççããoo cciieenntt//00iiccaa )) & tradu(ir as informa"ões de uma forma acessvel a um
p1blico maior que o especiali(ado, assegurando sua fun"#o social.
%0 AA aa--rreesseennttaaççããoo )) Este capitulo, ao contrario do esmagador restante do livro que se
prende ao sistema lgico da pesquisa, prende!se mais a consideraç"es de normas técnicas do estilo da A#$%.
&ortanto desconsideramos inclui!lo no resumo em função de sua efemeridade e possível desatuali'ação.
Conclus#o -
Fa(er pesquisa + ste/amos ou n#o pessoalmente implicados na pesquisa, os estudos de nvel
superior nos obrigar#o a consumir uma quantidade sempre crescente dos frutos das pesquisas.
Consumir pesquisa
+ 6abemos agora que n#o e!iste saber absoluto ou definiti vo em cincias
humanas, mas saber proposto como o mais adequado, cu/o valor podemos /ulgar, sabendo qual ótica e como foi
construdo. ' pesquisador condu( de uma percep"#o inicial de um problema 8 tentativa de e!plica"#o
provisória :hipótese;. ' problema vem de um con/unto de fatores, de conhecimentos brutos e constitudos
especialmente, que d#o, a cada um, um olhar especial sobre o real9 orientado por valores :a pesquisa e o saber
n#o s#o neutros;. Para um consumo esclarecido deve-se saber estabelecer, em seus conceitos, as teorias e os
valores em /ogo, fatores que orientam a pesquisa. & por isso que espera-se do pesquisador que condu(a o
processo de ob/etiva"#o com cuidado e precis#o9 que determine claramente as perspectivas sub/acentes a seu
quadro conceitual e teórico9 que sua pesquisa este/a bem escrita no movimento de con/unto da pesquisa e que
isso se manifeste através da revis#o da literatura para,, finalmente , chegar a um enunciado e!plicito de sua
problemática racional. $ma ve( vencida, resta o pesquisador reali(ar a parte pratica da pesquisa, ou se/a,
verificar se suas suposi"õe s sobre o problema tem fundamento e, para isso, deve e!aminar os dados que
permitem essa verifica"#o. Foram consideradas fontes de dados, conforme os dados devem ser criados ou
recolhidos, para, em seguida, e!trair-lhes, de modo confiável, as informa"ões aptas a verificar a hipótese, tendo
critica, em vista espera-se os ob/etivos encontrar da pesquisa. no relatório  pesquisa que dela apenas é feito tem um validade certo n1mero quando de divulgada elementos e para submetida tanto. m a eventual virtude
dos princpios da ob/etiva"#o e transparncia, deveramos sobretudo achar as coordenas do problema
considerado pelo pesquisador, os motivos e as perspectivas que o movem, a /ustificativa do procedimento
adotado e a e!posi"#o critica dos resultados obtidos.  aprendi(agem de metodologia em cincias humanas nos
torna aptos a constru"#o dos saberes pela pesqu isa e a se poder dispor deles conhecendo seus modos e
princpios de constru"#o.