Вы находитесь на странице: 1из 7
Concreto Armado II Vigas de Concreto – Aderência Ancoragem
Concreto Armado II
Vigas de Concreto – Aderência
Ancoragem

Aderência mecânica de barras lisas ou rugosas Obtida através das saliências da barra de aço que criam pontos de apoio que mobilizam tensões de compressão no concreto, chamado efeito cunha. As barras nervuradas, por serem de alta aderência, são as principais responsáveis pela ancoragem das armações.

● Aderência mecânica de barras lisas ou rugosas  Obtida através das saliências da barra de

Nas peças de concreto armado, as armaduras sofrem variação de tensão ao longo do comprimento, especialmente nas zonas de ancoragem e de variação do momento fletor. Para que não haja o escorregamento da armadura e a peça permaneça em equilíbrio, é necessário que surjam as tensões de aderência.

Aderência

Para que o concreto e o aço trabalhem juntos, formando peças de concreto armado, é fundamental que haja uma solidariedade entre eles, que não permita o escorregamento de um em relação ao outro, que é garantida pela aderência existente entre os dois.

Tipos de aderência

Aderência química ou por adesão Proveniente da ligação físico- química na interface aço com o concreto durante a pega do cimento, é facilmente rompida mediante a ação dos esforços. Aderência por atrito Proveniente de pressões transversais que a barra de aço sofre devido à retração do concreto, ou das forças externas de compressão, para o caso de estruturas em concreto armado. É função do coeficiente de atrito entre o aço e o concreto, que depende da rugosidade superficial da armadura.

► Aderência Para que o concreto e o aço trabalhem juntos, formando peças de concreto armado

Forças internas devidas à flexão

C Força de compressão T Força de tração Z Braço de alavanca

● Forças internas devidas à flexão C  Força de compressão T  Força de tração

Tensão de aderência – Determinação através do ensaio de arrancamento

τb Tensão de aderência lb Comprimento de ancoragem fs Tensão na armadura ϕ Diâmetro da armadura

Concreto l b τ b  T
Concreto
l b
τ b
T
● Forças internas devidas à flexão C  Força de compressão T  Força de tração

Ancoragem de armadura passiva por aderência

A transferência de esforços entre o aço e o concreto acontece ao longo de um determinado comprimento. Para que os esforços sejam transferidos de maneira satisfatória é necessário que se garanta um comprimento mínimo para a peça atingir o equilíbrio, que é chamado de comprimento de ancoragem.

Se o comprimento existente for menor que o necessário, a barra poderá sofrer um arrancamento. Os comprimentos de ancoragem para barras submetidas à tração e à compressão são diferentes, pois na tração há a fissuração do concreto, fazendo com que o comprimento de ancoragem necessário seja maior do que na compressão. A partir da tensão de aderência tem-se:

► Ancoragem de armadura passiva por aderência A transferência de esforços entre o aço e o

Se encontram na horizontal ou com inclinação menor que 45° sobre a horizontal, desde que:

  • Para elementos estruturais com h < 60 cm, localizados no

máximo 30 cm acima da face inferior do elemento ou junta de

concretagem mais próxima.

● Se encontram na horizontal ou com inclinação menor que 45° sobre a horizontal, desde que:
  • Para elementos estruturais com h 60cm, localizados no

mínimo 30 cm abaixo da face superior do elemento ou junta de

concretagem mais próxima.

● Se encontram na horizontal ou com inclinação menor que 45° sobre a horizontal, desde que:

Cálculo do comprimento de ancoragem de acordo com a norma NBR 6118/ 2014

De acordo com a norma, o cálculo da aderência é feito para o estado limite último. Segundo ela, as barras se encontram em zonas de boa aderência quando:

Possuem inclinação maior que 45° sobre a horizontal.

► Cálculo do comprimento de ancoragem de acordo com a norma NBR 6118/ 2014 De acordo

Os trechos das barras em outras posições devem ser consideradas em má situação quanto à aderência.

Resistência de aderência de cálculo da armadura passiva (f bd )

► Os trechos das barras em outras posições devem ser consideradas em má situação quanto à
► Os trechos das barras em outras posições devem ser consideradas em má situação quanto à

(Para situação de carga normal MPa)

► Os trechos das barras em outras posições devem ser consideradas em má situação quanto à
► Os trechos das barras em outras posições devem ser consideradas em má situação quanto à
► Os trechos das barras em outras posições devem ser consideradas em má situação quanto à
► Os trechos das barras em outras posições devem ser consideradas em má situação quanto à

Comprimentos de ancoragem O valor do comprimento de ancoragem básico “l b ” é dado por:

► Comprimentos de ancoragem ● O valor do comprimento de ancoragem básico “l ” é dado

O comprimento de ancoragem necessário “l b,nec ” pode ser calculado por:

► Comprimentos de ancoragem ● O valor do comprimento de ancoragem básico “l ” é dado

Pode-se observar que a presença de ganchos diminui o comprimento de ancoragem porque mobiliza, além das tensões tangenciais, tensões normais no trecho curvo.

Gancho em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8φ:

Diâmetro dos pinos de dobramento:

Gancho em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8 φ : Diâmetro
Gancho em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8 φ : Diâmetro

Ancoragem de estribos

A ancoragem dos estribos deve necessariamente ser garantida por meio de ganchos ou barras longitudinais soldadas. Os ganchos dos estribos podem ser:

Semicirculares ou em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento igual a 5 φ t , porém não inferior a 5 cm.

Gancho em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8 φ : Diâmetro
Gancho em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8 φ : Diâmetro

A norma estabelece que as barras tracionadas podem ser ancoradas ao longo de um comprimento retilíneo ou com grande raio de curvatura em sua extremidade, de acordo com as seguintes condições:

Obrigatoriamente com gancho para barras lisas; Sem ganchos nas que tenham alternância de solicitação, de tração e compressão;

Com ou sem gancho nos demais casos, não sendo recomendado o gancho para barras de φ > 32 mm ou para feixes de barras. Ganchos da armadura de tração

Gancho semicirculares, com ponta reta de comprimento não inferior a 2φ

► A norma estabelece que as barras tracionadas podem ser ancoradas ao longo de um comprimento

Gancho em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento não inferior a 4φ

► A norma estabelece que as barras tracionadas podem ser ancoradas ao longo de um comprimento
● Em ângulo reto, com ponta reta de comprimento maior ou igual a 10 φ t
● Em ângulo reto, com ponta reta de comprimento maior ou igual
a 10 φ t , porém não inferior a 7 cm. Este tipo de gancho não deve
ser utilizado para barras e fios lisos.

Diâmetro dos pinos de dobramento para estribos

● Em ângulo reto, com ponta reta de comprimento maior ou igual a 10 φ t

Emendas

As emendas das barras em peças de concreto armado podem ser feitas de diferentes formas, por técnicas diferenciadas, tais como:

Traspasse. Luvas com preenchimento metálico, rosqueadas ou prensadas. Solda. Outros dispositivos devidamente justificados.

No detalhamento de peças em concreto armado utilizaremos a ancoragem por transpasse. Emendas por transpasse A emenda é feita pela simples justaposição longitudinal das barras num comprimento de emenda bem definido, sendo necessário que o concreto participe na transmissão dos esforços. Nesse tipo, tem-se:

  • - São proibidas em tirantes e para “” maiores que 32 mm.

  • - A distância entre barras a serem emendadas deve ser no máximo de 45 mm.

  • - Nas barras lisas é obrigatório o uso de ganchos nas extremidades.

A transferência da força de uma barra para outra numa emenda por transpasse ocorre por meio de bielas inclinadas de compressão.

A transferência da força de uma barra para outra numa emenda por transpasse ocorre por meio

Para evitar altas concentrações de tensão na emenda, deve-se limitar a quantidade de emendas numa mesma seção. Pela norma, tem-se:

A transferência da força de uma barra para outra numa emenda por transpasse ocorre por meio

A norma considera na mesma seção transversal as emendas que se superpõem ou cujas extremidades mais próximas estejam afastadas menos que 20 % do maior comprimento de transpasse.

Ilustração das emendas por transpasse

Ilustração das emendas por transpasse Espaçamento máximo entre duas barras emendadas por transpasse Barras com saliências
Ilustração das emendas por transpasse Espaçamento máximo entre duas barras emendadas por transpasse Barras com saliências

Espaçamento máximo entre duas barras emendadas por transpasse

Ilustração das emendas por transpasse Espaçamento máximo entre duas barras emendadas por transpasse Barras com saliências

Barras com saliências podem ficar em contato direto, dado que as saliências mobilizam o concreto para a transferência da força.

Proporção máxima de barras tracionadas emendadas

Proporção máxima de barras tracionadas emendadas Comprimento de transpasse de barras isoladas tracionadas Quando a distância

Comprimento de transpasse de barras isoladas tracionadas

Quando a distância livre entre barras emendadas estiver compreendida entre zero e 4 φ, o comprimento do trecho de transpasse para barras tracionadas deve ser:

Proporção máxima de barras tracionadas emendadas Comprimento de transpasse de barras isoladas tracionadas Quando a distância
Proporção máxima de barras tracionadas emendadas Comprimento de transpasse de barras isoladas tracionadas Quando a distância

Onde:

  • - l 0t Comprimento do transpasse na tração.

  • - l b,nec Comprimento de ancoragem necessário.

  • - l b Comprimento de ancoragem básico.

  • - l 0t,mín Comprimento do transpasse mínimo na tração.

  • - α 0t Coeficiente função da porcentagem de barras emendadas na mesma seção.

Valores do coeficiente α 0t

Onde : - l  Comprimento do transpasse na tração. - l  Comprimento de ancoragem

Comprimento de transpasse de barras isoladas comprimidas

Nas emendas de barras de aço à compressão existe o efeito favorável da ponta da barra e, por este motivo, o comprimento da emenda não é majorado como no caso de emendas de barras tracionadas.

Ancoragem nos apoios intermediários e extremos de vigas simples ou contínuas

Para ancorar as barras longitudinais nos apoios de vigas simples ou continuas os esforços de tração devem ser resistidos por armaduras longitudinais que satisfaçam as condições a seguir:

Para os momentos positivos, as armaduras obtidas através do dimensionamento da seção. Para os apoios extremos, a força de tração “R sd ” que depende da força de cortante de cálculo no apoio “V Sd ” e da força de tração “N Sd ” que possa existir no apoio.

Ancoragem nos apoios intermediários e extremos de vigas simples ou contínuas Para ancorar as barras longitudi

Para resistir à força de tração no apoio “R sd ” é necessário colocar uma armadura “A s,calc ” dada por:

Ancoragem nos apoios intermediários e extremos de vigas simples ou contínuas Para ancorar as barras longitudi

Quando as barras estiverem comprimidas, como ocorre normalmente com as barras longitudinais dos pilares, adota-se a seguinte expressão para cálculo do comprimento de transpasse:

Quando as barras estiverem comprimidas, como ocorre normalmente com as barras longitudinais dos pilares, adota-se a

Onde:

Quando as barras estiverem comprimidas, como ocorre normalmente com as barras longitudinais dos pilares, adota-se a
  • - l 0c Comprimento do transpasse na compressão.

  • - l b,nec Comprimento de ancoragem necessário.

  • - l b Comprimento de ancoragem básico.

  • - l 0c,mín Comprimento do transpasse mínimo na compressão.

Nos apoios externos ou intermediários, por prolongamento de no mínimo duas barras da armadura longitudinal de tração da flexão do vão, de modo que essa armadura deve atender as seguintes condições:

● Nos apoios externos ou intermediários, por prolongamento de no mínimo duas barras da armadura longitudinal

Para ancorar as barras longitudinais tracionadas nos apoios de extremidade, deve-se verificar se a largura do apoio é suficiente para transmitir o esforço de tração das barras na face do apoio, calculado a partir do diagrama de momentos deslocados, para o concreto. As barras da armadura devem ser ancoradas com o comprimento de ancoragem básico a partir da face do apoio.

Em apoios extremos, as barras das armaduras devem ser ancoradas a partir da face do apoio, com comprimentos iguais ou superiores ao maior dos seguintes valores:

Em apoios extremos, as barras das armaduras devem ser ancoradas a partir da face do apoio,

(Tabela de diâmetro dos pinos de dobramento)

Em função da largura do apoio e do comprimento de ancoragem da armadura podemos ter casos diferentes de ancoragem nos extremos, tais como:

Se a largura efetiva do apoio “l be ” é maior que o comprimento de ancoragem necessário, a ancoragem da armadura calculada pode ser feita reta, sem gancho.

Em apoios extremos, as barras das armaduras devem ser ancoradas a partir da face do apoio,
Em apoios extremos, as barras das armaduras devem ser ancoradas a partir da face do apoio,
Em apoios extremos, as barras das armaduras devem ser ancoradas a partir da face do apoio,

Decalagem

Em peças de concreto armado a decalagem consiste em se fazer um deslocamento do diagrama de momento fletor da peça para a posição mais desfavorável. Esse procedimento é feito com o intuito de reduzir a ocorrência de ruptura por escorregamento da armadura sobre os apoios das peças, em geral, vigas. O valor da decalagem deve ser somado com o valor obtido do comprimento de ancoragem.

Diagrama de armadura longitudinal deslocado de a l

► Decalagem Em peças de concreto armado a decalagem consiste em se fazer um deslocamento do

Quando a largura efetiva do apoio “l be ” é menor que o comprimento de ancoragem necessário reto sem gancho, há a possibilidade de diminuir o comprimento de ancoragem com a utilização de gancho, desde que l be l b,nec,g . Onde “l b,nec,g ” é o comprimento de ancoragem necessário com gancho.

● Quando a largura efetiva do apoio “l ” é menor que o comprimento de ancoragem

Na prática, o valor da decalagem pode ser considerado como sendo 75% do valor da altura útil da seção transversal da viga, desde que a altura útil represente um valor aproximado de 90% da altura da seção transversal.

Na prática, o valor da decalagem pode ser considerado como sendo 75% do valor da altura

a l = 0,75 d para:

d 0,90 h

Distribuição das armaduras longitudinais segundo o diagrama de momentos fletores

Na prática, o valor da decalagem pode ser considerado como sendo 75% do valor da altura

Quando a armadura longitudinal de tração for determinada através do equilíbrio de esforços na seção normal ao eixo do elemento estrutural, os efeitos provocados pela fissuração oblíqua podem ser substituídos no cálculo pela decalagem do diagrama de força no banzo tracionado, dada pela expressão:

Quando a armadura longitudinal de tração for determinada através do equilíbrio de esforços na seção normal

Essa decalagem pode ser substituída, aproximadamente, pela correspondente decalagem do diagrama de momentos fletores. A decalagem do diagrama de força no banzo tracionado pode também ser obtida simplesmente empregando a força de tração, em cada seção, dada pela expressão:

Quando a armadura longitudinal de tração for determinada através do equilíbrio de esforços na seção normal

Mudança de direção das armaduras

Quando houver tendência da barra tracionada procurar a posição reta em regiões em que a resistência a esses deslocamentos seja proporcionada por um cobrimento insuficiente de concreto, a permanência da barra em sua posição deve ser garantida por meio de estribos ou grampos convenientemente distribuídos. Deve ser dada preferência à substituição da barra por outras duas, prolongadas alem do seu cruzamento e ancoradas.

► Mudança de direção das armaduras Quando houver tendência da barra tracionada procurar a posição reta