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www.quimica10.com.br METABOLISMO DOS LIPÍDEOS DA DIETA VISÃO GERAL: Lipídeos constituem um grupo heterogêneo de

METABOLISMO DOS LIPÍDEOS DA DIETA

VISÃO GERAL: Lipídeos constituem um grupo heterogêneo de moléculas orgânicas insolúveis em água (hidrofóbicas). Devido a sua insolubilidade em soluções aquosas, os lipídeos corporais são geralmente compartimentalizados, ex.: gotículas de triglicerídeos (triacilgliceróis) nos adipócitos ou transportados no plasma em associação com proteínas (lipoproteínas). O lipídeo é uma das principais fontes de energia para o corpo.

ESTRUTURAS:

Exemplo de ácido graxo: ácido capróico.

ESTRUTURAS: Exemplo de ácido graxo : ácido capróico. Exemplo de trigliacilglicerol. Porção à esquerda:

Exemplo de trigliacilglicerol. Porção à esquerda: glierol, porção à direita de cima para baixo: ácido palmítico, ácido oleíco, ácido alfa-linoléico.

ácido palmítico, ácido oleíco, ácido alfa-linoléico. FUNÇÕES: - Funções regulatórias ou de coenzimas

FUNÇÕES: - Funções regulatórias ou de coenzimas (vitaminas lipossolúveis); - importante função no controle da homeostase corporal (prostaglandinas e hormônios esteróides). Problemas no metabolismo: aterosclerose e obesidade.

DIGESTÃO, ABSORÇÃO, SECREÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS LIPÍDEOS DA DIETA.

Adulto ingere cerca de 60 a 150g de lipídeos diariamente (90% triglicerídeos) e o restante dos lipídeos é: colesterol, ésteres de colesterol, fosfolipídios e ácidos graxos não-esterificados (livres).

PROCESSAMENTO DOS LIPÍDEOS DA DIETA NO ESTOMÂGO

Começa no estômago, catalisada por uma lipase estável em meio ácido, que se origina de glândulas localizadas na base da língua (lipase lingual). Principal alvo; triglicerídeos que contém ácidos graxos de cadeia curta ou média (menores de 12 carbonos), ex.: gordura do leite. Lipase gástrica: secretada pela mucosa gástrica, também age nos triglicerídeos. Ambas estáveis em pH ácido entre 4 e 6. PS.: “Lipases ácidas” agem principalmente nos neonatos, a gordura do leite é a principal fonte de calorias.

EMULSIFICAÇÃO DOS LIPÍDEOS DA DIETA NO INTESTINO DELGADO

www.quimica10.com.br O processo de emulsificação dos lipídeos da dieta ocorre no duodeno. A emulsificação aumenta a

O processo de emulsificação dos lipídeos da dieta ocorre no duodeno. A emulsificação aumenta a

área da superfície das gotículas de lipídeos hidrofóbicas, de modo que as enzimas, as quais trabalham na interface da gotícula e da solução aquosa que a envolve, podem agir eficientemente por 2 mecanismos: propriedades detergentes dos sais biliares e a mistura mecânica devido ao peristaltismo. Os sais biliares produzidos no fígado e armazenados na vesícula biliar (são derivados do colesterol). Esses sais biliares interagem com as partículas de lipídeos da dieta e com o conteúdo aquoso do duodeno, estabilizando as partículas, pois na medida em que elas se tornam menores são impedidas de coalescer. Função da vesícula biliar: Armazenar e concentrar a bile e secretar quando a pessoa se alimentar através do colédoco até o intestino onde a bile emulsifica a gordura e ajuda as enzimas digestivas a agirem.

DEGRADAÇÃO DOS LIPÍDEOS DA DIETA POR ENZIMAS PANCREÁTICAS

Triglicerídeos, ésteres de colesterol e os fosfolipídios da dieta são degradados enzimaticamente (“digeridos”) por enzimas pancreáticas, cuja secreção é hormonalmente controlada.

Degradação de triglicerídeos: moléculas grandes para passarem pelas mucosas das vilosidades intestinais.

Triacilglicerol

esterase (lipase pancreática) → 2-monoacilglicerol + ácidos graxos

A esterase (lipase pancreática) remove ácidos graxos preferencialmente do C1 e C3. Os produtos

principais da hidrólise é uma mistura de 2-monoacilglicerol e ácidos graxos livres. Fibrose cística no pâncreas prejudica a absorção da gordura. Xenical (orlistrat): inibe lipase gástrica e pancreática, diminuindo a absorção das gorduras.

Degradação de éster de colesterol:

Éster de colesterol

colesterol-esterasecolesterol + ácido graxo livre.

Hidrolase dos ésteres de colesterol: Colesterol-esterase.

A presença de sais biliares ativa a enzima colesterol-esterase.

Degradação dos fosfolipídios:

Fosfolipídio fosfolipase A 2 lisofosfolipídeo lisofosfolipase→ base glicerilfosforil.

Fosfolipase A 2 (pró-colipase) que é ativada pela tripsina. Os sais biliares melhoram a ação da fosfolipase A 2, remove 1 ácido graxo do C2 do fosfolipídio originando lisofosfolipídeo.

Ex.: fosfatidilcolina fosfolipase A 2 lisofosfatidilcolina

lisofosfolipaseglicerilfosforilcolina.

Glicerilfosforilcolina é degradada, excretada nas fezes ou absorvida.

CONTROLE DA DIGESTÃO DOS LIPÍDEOS

As

hormonalmente.

enzimas

pancreáticas

que

degradam

os

lipídeos

no

intestino

delgado

são

controladas

www.quimica10.com.br Na mucosa do jejuno e duodeno inferior produzem pequeno hormônio peptídico colecistocinina (CCK)

Na mucosa do jejuno e duodeno inferior produzem pequeno hormônio peptídico colecistocinina (CCK) também chamada pancreozimina, à partir de gorduras e proteínas que entram na região do intestino delgado superior. A CCK age sobre a vesícula biliar (libera bile) e sobre as células exócrinas do pâncreas (enzimas digestivas). Ela diminui a motilidade, resultando na liberação mais lenta dos conteúdos gástricos para o intestino. Intestino produz secretina, em resposta ao baixo pH do quimo ao entrar no intestino. Secretina induz o pâncreas e o fígado a produzir bicarbonato para neutralizar o pH do quimo que entra no intestino, trazendo pH apropriado para a atividade digestiva das enzimas pancreáticas.

ABSORÇÃO DOS LIPÍDEOS PELAS CÉLULAS DA MUCOSA INTESTINAL (ENTERÓCITOS)

Ácidos graxos livres, colesterol livre e 2-monoacilgliceróis são os principais produtos da degradação dos lipídeos que junto com os sais biliares, formam micelas mistas, que ficam com a parte hidrofílica pra fora e são solúveis no meio aquoso do intestino nas membranas com borda em escova (principal local de absorção). Essa membrana é separada dos conteúdos líquidos do lúmen intestinal por uma camada aquosa estacionária, que se mistura pouco com o fluído total. A superfície hidrofílica das micelas facilita o transporte dos lipídeos hidrofóbicos através da camada aquosa estacionária da membrana com borda em escova, onde eles são absorvidos.

RESSÍNTESE DE TRIACILGLICERÓIS E ÉSTERES DE COLESTEROL

A mistura de lipídeos absorvidas pelos enterócitos, migra para o retículo endoplasmático liso, onde

ocorre a biossíntese de lipídeos complexos. Os ácidos graxos são primeiro convertidos em sua forma ativada pela sintetase dos acil-CoA graxos (tiocinase).

Ácidos graxos sintetase dos acil-CoA graxosAcil-CoA graxo

Usando esses derivados Acil-CoA, os 2-monoacilgliceróis absorvidos pelos enterócitos são convertidos em triacilgliceróis pelo complexo enzimático triacilglicerol-sintase.

2-monoacilglicerol + Acil-CoA + Acil-CoA triacilglicerol-sintase triacilglicerol

E o colesterol é esterificado com um ácido graxo principalmente pela acil-CoA:colesterol-acil-

transferase.

Colesterol + Acil-CoA aciltransferaseéster de colesterol

ABSORÇÃO PREJUDICADA DE LIPÍDEOS

Uma má absorção de lipídeos, que resulta em aumento de lipídeos nas fezes (isto é, esteatorréia), pode ser causada por distúrbios na digestão e/ou na absorção de lipídeos. Distúrbios como fibrose cística - pâncreas (causando uma digestão precária) e encurtamento do intestino (causando diminuição na absorção).

SECREÇÃO DE LIPÍDEOS A PARTIR DOS ENTERÓCITOS

www.quimica10.com.br Os triacilgliceróis e os ésteres de colesterol sintetizados são muito hidrofóbicos, agregando-se

Os triacilgliceróis e os ésteres de colesterol sintetizados são muito hidrofóbicos, agregando-se em meio aquoso. É então necessário que eles sejam embalados como gotículas de gordura circundadas por uma fina camada composta de fosfolipídeos, colesterol não-esterificado e um único tipo de proteína (apolipoproteína B-48). Essa camada estabiliza a partícula e permite sua interação com o meio aquoso. Essas partículas são chamadas de quilomícron; plural, quilomicra. Os quilomicra são liberados dos enterócitos por exocitose para os vasos linfáticos e em seguida pro sangue.

UTILIZAÇÃO DOS LIPÍDEOS DA DIETA PELOS TECIDOS

Os triacilgliceróis presentes nos quilomicra são hidrolisados principalmente nos capilares do músculo esquelético e do tecido adiposo e são degradados pela lipase lipoprotéica, resultando em ácidos graxos e glicerol.

Destino dos ácidos graxos livres: podem entrar diretamente nas células musculares ou nos adipócitos adjacentes. Alternativamente, os ácidos graxos livres podem ser transportados no sangue em associação com a albumina sérica, até serem captados pelas células. Muitas células podem oxidar ácidos graxos para produzir energia.

Destino do glicerol: é utilizado quase que exclusivamente pelo fígado para produzir glicerol-3-P, o qual pode entrar na glicólise como na gliconeogênese, resultando por oxidação, diidroxiacetona-P.

Destino dos componentes dos remanescentes de quilomicra: Após a remoção da maior parte dos triacilgliceróis, os quilomicra remanescentes (os quais contêm ésteres de colesterol, fosfolipídeos, apolipoproteínas e alguns triacilgliceróis) ligam-se a receptores no fígado e sofrem endocitose. Os remanescentes são então hidrolisados a seus constituintes.