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O Romantismo no Brasil

CANDIDO, Antonio. O Romantismo no Brasil. São Paulo: Humanitas / FFLCH, 2004. 2ª edição.

1. Tema estudado pelo autor

A história da Romantismo no Brasil: Surgimento e fundadores.

2. Hipótese defendida no texto

Primeiras palavras No começo do século XIX o Brasil estava numa situação [

contraditória, não apenas em

sentido político, mas também cultural. [Surgimento dos primeiros escritores, pintores e músicos que através da concepção do patriotismo começavam a expressar o sentimentalismo

nacional em suas obras].

]

3. Síntese do texto

Apresentação

[resumo feito para integrar uma obra Italiana intitulada de Storia della civiltá à letteraria portoghese, organizada pela professora Luciana Stegagno Picchio, da Universidade de Roma “La Sapienza”, no período de 1989 a 1990, sintetizando o período romântico da literatura brasileira].

Capítulo 1

os homens cultos, os clérigos, os proprietários sentiam mal-

estar no mundo fechado que a Metrópole criara, não apenas impedindo o intercambio

“No começo do século XIX [

]

comercial, [

]

estabelecendo condições humilhantes para os naturais do país”.

[com esse cenário, o de insatisfação, acarretou em várias tentativas de mudanças, através de projetos de libertação, um exemplo é a Inconfidência Mineira de 1789] - (p. 05).

“[

superiores, [constituídas pelos nobres, senhores feudais e comerciantes ricos]”.

]

o povo subalterno começava a manifestar sinais de inconformismo contra as classes

“A situação da cultura intelectual era igualmente insatisfatória. Muitos homens de saber e

Esses homens tinham estudado na

as

bibliotecas eram poucas e limitadas aos conventos, o teatro paupérrimo, e muito fraco o intercambio entre os núcleos povoados no país, sendo dificílima a entrada de livros” – (p. 08).

Europa, [pois] no Brasil não havia universidades, nem tipografias, nem periódicos. [

administradores da Metrópole já eram brasileiros. [

]

]

“[

]

não apenas os brasileiros começavam a pesar nas letras e ciências, mas a produção local

era considerável nas artes plásticas e na música. Portanto, além das contradições econômicas e sociais, havia uma sensível contradição cultural.

[ Esse estado sofreu alterações com a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil [ ]

colônia atrasada e isolada, que sofreria modificação devido a essa presença [

](p. 09).

[ ]

começou a viver um processo de independência [

tornando-se sede da Monarquia o Brasil não apenas teve a sua unidade garantida, mas

]” – (p. 10).

Do ponto de vista da cultura, a presença do governo português no Brasil foi um marco histórico transformador, a partir do rio de Janeiro, que se tornou definitivamente centro do

país e foco de irradiação cultural e artística. Depois de 1808, foram permitidas as tipografias

criou-se uma importante biblioteca pública, foi possível importar obras estrangeiras, abriam-se cursos e foram fundadas algumas escolas superiores” (p. 10 e 11).

[

]

[com a abertura de jornais, porém sendo alguns publicados no exterior, como foi o caso do

Correio Brasiliense que era publicado em Londres], “[

exame cresceram costumes arcaicos”.

começando a ruptura dos

o inconformismo e o espírito de

]

por todo o lado a partir do rio de Janeiro [

]

“Um traço importante dessa fase foi o adensamento do meio cultural, pela chegada de muitos

homens instruídos, tanto brasileiros e portugueses [,

[

viajantes, cientistas, artistas, artesãos.

]

]”

(p. 11).

“A partir de 1816, uma importante missão artística contratada na França fundou o que seria depois a Academia de belas Artes, com cursos de desenho, pintura, escultura, gravura, etc., rompendo a tradição local de fundo barroco e instaurando o Neoclassicismo, que era e não uma forma preferencial de modernidade”. - (p. 12).

“[

apreço ilustrado pelo bom governo. [

depois da independência em 1822, esse ponto de vista foi substituído pelo de participação política do cidadão, que deveria tomar a iniciativa de estabelecer o bom governo, de baixo

traço importante desse período foi o novo sentimento de civismo, a atualização do

[contudo foi] No começo do século XIX, e sobretudo

]

].

para cima, a fim de promover o império da razão” - (p. 12 e 13).

“Essa transição ideologia corresponde ao desejo crescente de autonomia, que terminou pela separação de Portugal e se exprimiu na ação e nos escritos de intelectuais, que falavam em

promover as reformas necessárias para civilizar e modernizar o país [

]”.- (p. 13).

“À história da literatura ele [Hipólito da Costa, jornalista brasileiro – redator do Correio Brasiliense, exerceu uma enorme influencia no campo da analise política e pensamento moderno, com um acentuado cunho liberal] interessa não apenas como representante de um momento no qual se esperavam do intelectual nítidas definições ideológicas, mas devido à qualidade do seu estilo de admirável precisão e sobriedade, dotado de uma solidez que o libertou dos efeitos de ênfase e afetação, tão decorrentes na prosa brasileira”. - (p. 14).

“[

Brasil em 1819 depois de uma brilhante carreira cientifica na Europa, a tempo de desempenhar papel decisivo no movimento de Independência, da qual o chamaram Patriarca.

[foi um] naturalista de grande valor, voltou ao

]

José Bonifacio de Andrada e Silva [

]

[

].

Apesar de contraditório em suas atitudes, assumiu posições liberais e clarividentes com

relação a problemas tão importantes quanto a escravidão, sobre a qual escreveu um estudo de alto valor. Poeta de segunda ordem, foi todavia sensível a certos prenúncios de transformação literária, apesar de nitidamente neoclássico”. - (p. 13 e 14).

Capítulo 2

“[

medíocre, caracterizado pela mistura de Arcadismo sobrevivente com traços que no futuro seriam considerados precursores. Inovação formal, praticamente nenhuma. Todos continuavam a fazer odes, cantos, épicos, sonetos, elegias, em versificação tradicional e quase sempre com as alusões mitológicas de preceito”.

do ponto de vista da historia literária esse é um momento de produção geralmente

]

Mas aqui e ali, começam a aparecer algumas mudanças discretas nos temas e no tom. A

melancolia [

sobretudo ao pormenor dos lugares”.

vai sendo cada vez mais associada à noite e à lua, ao salgueiro e à saudade,

]

“Modificação paralela ocorre no tratamento da natureza, pois a tradição nativista se liga então ao novo sentimentalismo de orgulho nacional, que prenuncia o patriotismo. É preciso destacar

outro traço, cheio de conseqüências; o advento da religiosidade [

]”.

“Os primeiros românticos brasileiros consideravam como um dos seus mestres Antonio

Pereira de Souza Caldas, [

poesia religiosa, [

[traduziu] os salmos, de Davi, pondo assim na Lina de frente a

]

]” - (p. 16).

“A carta [obra de Souza Caldas, dirigida ao seu amigo João de deus Pires Ferreira, em que descreve sua viagem à Gênova] exerceu influencia nos primeiros românticos, e vista de hoje pode ser considerada um marco” - (p. 18)

[Frei Francisco de são Carlos e Domingos Borges de Barros nesse período século XVIII e XIX, também escrevem obras de cunho religioso, e um certo sentimento voltado para a natureza, traços muito relevantes no Romantismo] - (p. 18).

“Um elemento importante nos anos de 1820 e 1830 foi o desejo de autonomia literária, tornado mais vivo depois da Independência. Então, O Romantismo apareceu aos poucos como caminho favorável à expressão própria da nação recém-fundada, pois fornecia concepções e modelos que permitiam afirmar o particularismo, e portanto a identidade, em oposição à Metrópole, identificada com a tradição clássica” - (p. 19).

francês que viveu

aqui alguns anos [escreveu o Résumé de I’histore littéraire Du Portugal suivi Du resume de

I’histoire Du Brésil em 1826], [

[defendia que a literatura de um país com fisionomia geográfica, social, histórica e étnica deveria ser escrita ter sua escrita relacionada à realidade local]. Os brasileiros deveriam

“O primeiro a dar forma a esta aspiração latente foi Ferdinand Denis [

],

]

ele fundou a teoria e a história da nossa literatura, [

]

portanto concentrar-se na descrição da sua natureza e costumes, dando realce ao índio, o

Por intermédio de Denis e de outros franceses que também viveram aqui, os brasileiros puderam sentir como o particularismo, inclusive sob a forma do pitoresco, se ajustava ao desejo de diferenciação e busca de identificação nacional- (p. 20).

“Entre a publicação do Résumé e a data oficial de início do Romantismo brasileiro; 1836, estende-se uma fase durante a qual foram amadurecendo entre os intelectuais os tópicos que ele pôs em discussão ou sugeriu: consciência e autonomia: verificação do passado literário; reconhecimento da posição central dos temas nativistas; inclinação para o lado das novas tendências estéticas, que não nomeia, mas eram as do Romantismo”.

“[

posto em segundo plano as distinções estéticas, pois estavam preocupados sobretudo em provar a existência material de uma produção anterior que justificasse a reivindicação de autonomia espiritual, considerada decorrência necessária da que ocorrera no nível político. Só numa segunda etapa associaram a isso a idéia de Romantismo, que no Brasil se confundiu em grande parte com o nacionalismo” - (p. 21).

seguiram [Denis e Almeida Garret] de imediato parecem ter

]

Mas os brasileiros que [

]

“[

de textos poéticos [

da Independência e era famoso orador sacro. [

em fascículos, [

mérito de colecionar pela primeira vez amostras da produção literária brasileira, [

disso foi a primeira antologia [

],

a tarefa inicial consistia em levantar o passado literário [

]

[de] Januário da Cunha Barbosa [

]

]

feito a partir de uma coleção

padre que militava no movimento

publicou [entre outros] Parnaso brasileiro

que teve o

Além

]

]

reunindo poemas desde o passado colonial até os seus dias. [

]

]

].

[que viria a formar] o cânon literário do Brasil”. - (p. 22).

Capítulo 3

“Em 1836 [um grupo de jovens brasileiros residentes em Paris] [

[com] o

título indígena, Niterói, equivalia a um programa nativista, e no primeiro número Domingos

o Ensaio sobre a história da literatura

brasileira, no qual traçava o programa renovador, [

publicaram os dois únicos

números de uma revista considerada marco fundador do romantismo brasileiro, [

]

]

José Gonçalves de Magalhães [

]

publicou, [

]

]”.

- (p. 24).

“[

patriotismo aceso e celebração da liberdade política, [

devia estar querendo alguma coisa diferente, tanto assim que ao viajar para a Europa [ ]

escreveu uma carta, [

maravilhoso da poesia moderna’” - (p. 24 e 25).

rejeita o uso da mitologia e diz: ‘o outro deve ser o

Quando o publicou, Magalhães já

tem um toque nacionalista do tempo:

]

o seu medíocre livro de estréia, poesias, [

]

na qual [

]

]

].

“O espírito moderno consistia em romper a coexistência e promover o triunfo da literatura nacional, que no caso brasileiro deveria levar em conta a capacidade poética do índio. A

poesia primitiva deste poderia exercer uma ação regeneradora equivalente à que os cantos de

Ossain exerceram sobre as literaturas da Europa, [

indígena [

todavia [este] não abordou nenhum tema

]

]”-

(p. 26).

“[

respeitabilidade, que tranqüilizou a cultura oficial e evitou choques, operando uma transição

O comedimento de Magalhães constituiu para dar ao nosso Romantismo inicial um ar de

]

branda e quase sempre trivial, na qual pareciam importar principalmente o desejo de

Ao lado de Magalhães ficou sempre seu amigo Manoel de Araujo Porto-Alegre [

].

O seu

parece mais próximo do

novo espírito que os de Magalhães. [Suas obras têm uma intimidade pitoresca com as paisagens e costumes do Brasil, retratando um agudo senso de lugar, característicos do Romantismo]” - (p. 27 e 28).

poema Contornos de Nápoles, publicado no número 2 da Niterói [

]

“O primeiro Romantismo, marcado pelo compromisso e os meios-tons, teve entre outros méritos o de fundar a crítica literária no Brasil, tomando como ponto de referencia a discussão do problema da autonomia”.

“Havia de fato uma literatura brasileira? Seria ela distinta da portuguesa? A polêmica e as hesitações prolongaram-se até tarde, havendo alguns que afirmavam a impossibilidade de haver duas literaturas dentro da mesma língua; outros adotavam critério puramente histórico,

ou mesmo político, afirmando que a partir da Independência a literatura praticada no Brasil se

]

tornou distinta da portuguesa; os mais radicais, [

achavam que no Brasil sempre houvera uma literatura própria, embora menos nitidamente caracterizada antes da renovação que propuseram” - (p. 29 e 30).

]

os estritamente românticos iniciais, [

“Esse desejo comovente de provar a existência de um corpus literário próprio levou os primeiros românticos a de certo modo inventar a literatura brasileira, tentando um primeiro levantamento, que a marcha da investigação e o estabelecimento d critérios críticos foram ampliando”

“O trabalho pioneiro de Januário se prolongou praticamente até a História da literatura brasileira (1888) de Sílvio Romero, quando ficou nítida a existência de uma tradição ponderável, sobretudo porque já podia incluir os autores do século XIX”. - (p. 31).

“No tempo do Romantismo esse trabalho [o da valorização de uma literatura brasileira] foi representado principalmente pelos resumos históricos, as antologias, as biografias, que traçavam a sucessão das obras, colecionavam textos e narravam com toque de romanesco a vida dos autores - (p. 31 e 32).

“As antologias mais importantes foram o Parnaso brasileiro, [

Silva [

]

de João Manoel Pereira da

]

e o Florigério da poesia brasileira [

]

de Francisco Adolfo de Varnhagem.

“Joaquim Norberto de Souza Silva [

tipo de edição de textos do passado e do presente, acompanhados de materiais informativos de

valia, [

A partir dos anos de 1840 publicou artigos e criou um

]

]-

(p. 32).

que tinha uma concepção anti-romântica do índio, que apresentou como

selvagem cruel, desprovido de instituições e crenças humanizadoras, em relação ao qual justificavam os métodos do colonizador. O seu ponto de vista acentuadamente conservador discrepava, ainda, por justificar sempre a política metropolitana, divergindo, por isso, do forte nativismo do tempo. Tanto assim, que minimizou, ou mesmo desqualificados movimentos de inconformismo e rebeldia, tão caros à sensibilidade dos românticos liberais- (p. 34).

[

]Varnhagem

“O escrito mais lúcido da nossa crítica daquele tempo é o ensaio Da nacionalidade da

literatura brasileira, publicado em 1843 na revista Minerva Brasiliense por um jovem que

“Ele [Santiago] retoma os argumentos correntes, mas desenvolve com mais inteligência que os predecessores e sucessores. Aplicando logicamente o pressuposto que as literaturas são

relativas ao meio e à época, afirma a autonomia da brasileira desde as origens e mostra que

não há razão para lamentar, como se costumava fazer, [

]” - (p. 35).

“A crítica nascida com o Romantismo, diz ele, [Santiago] não podia ser dogmática nem se

basear em padrões fixos; devia analisar a correlação entre a obra e a época para compreender

o seu significado. [

]”- (p. 35 e 36).

Capítulo 4

“O Romance começou a ter voga durante os anos de 1830 por meio de traduções. Eram sobretudo narrativas de tipo folhetinesco, carregadas de episódios melodramáticos, que refletiam nas primeiras tentativas feitas aqui, [Brasil] sob a forma de contos e novelas insignificantes.

“Considera-se oficialmente como sendo o primeiro romancista propriamente dito Antonio Gonçalves Teixeira e Souza (1812-610, autor também do primeiro poema longo de tema

indianista, [

]

Três dias de um noivado”. - (p. 37).

“O que mais atraiu o leitor daquele tempo em matéria de romance parece ter sido o de costumes, no qual ele encontrava a vida de todo o dia, sem prejuízo dos lances romanescos que eram então indisponíveis”.

“O brasileiro parecia gostar de ver descritos os lugares, os hábitos, o tipo de gente cuja realidade podia aferir, e que por isso lhe davam a sensação alentadora de que o país podia ser promovido à esfera atraente da arte literária”.

“A voga do nosso romance começa de fato com uma despretensiosa narrativa de costumes do Rio de Janeiro, A moreninha (1844), o primeiro grande êxito de público na literatura

brasileira, [

].

Seu autor, Joaquim Manoel de Macedo [

]”-

(p. 38).

“O aparecimento do romance, gênero adaptado à sensibilidade moderna, foi um verdadeiro acontecimento, pelas perspectivas que abriu”. - (p. 39).

importante foi a revelação de Antônio Gonçalves Dias 91823-94), o primeiro grande

talento do Romantismo brasileiro, que parece configurar-se com ele, para além dos programas

e das intenções- (p. 39 e 40).

“[

]

“A obra de Gonçalves Dias foi no Brasil a primeira de elevada qualidade depois dos árcades

do século XVIII, como concepção escrita. A cadência melodiosa, o discernimento dos valores

da palavra e a correção da linguagem formavam uma base, [

para a calorosa vibração e o

sentimento plástico do mundo que animam os seus versos” - (p. 40).

],

[Destacou-se como um escritor romancista por escrever temas indianistas. Algumas de suas obras (versos) são: Marabá, O canto do Piaga, O leito de folhas verdes e I-Juca Pirama] - (p.

41).

“Embora integrado no espírito romântico, ele [Gonçalves Dias) guardou certo compasso neoclássico, que soube combinar de maneira pessoal à musicalidade conquistada pelo seu tempo)”.

[Escreveu também as sextilhas de Frei Antão, uma nonografia etnográfica O Brasil e a Oceania (1852), O dicionário da língua tupi (1857), dentre outros] - (p. 42).

“[

[teve como parte da comissão de

redatores nomes como: Gonçalves Dias, Joaquim Manoel de Macedo e Araujo Porto Alegre]” - (p. 42).

fastígio dos iniciadores da literatura romântica no Brasil [

Foi um periódico importante, que marcou o

]

[a] revista Guanabara (1849-55), [

].

].

“Na literatura, o decênio de 1850, viu a consagração do romantismo, cuja manifestação considerada mais nacional, o indianismo, teve nele o momento de maior prestígio e, extravasando da lírica, chegou mesmo ao tempo ao romance e à epopéia, numa curiosa coexistência de arcaísmo e modernidade”.

“além das [

e um

longo ensaio de Gonçalves de Magalhães, Os indígenas do Brasil perante a história [ ]

demonstrando [

publicara três anos antes A confederação dos Tamoios, aclamada pelos seus numerosos

devotos, mas acerbamente criticada por José de Alencar, sob o pseudônimo de Ig., [

44).

Magalhães

uma monografia de

Joaquim Norberto sobre aldeamentos indígenas da Província do Rio de Janeiro [

]

obras eruditas de Gonçalves Dias, [

]

apareceram, [

]

]

]

maior sensibilidade em relação às culturas indígenas. [

]

].

- (p.

“Muito mais moderno, Alencar mostrou que para versar os temas indianistas a forma antiquada posta em prática por Magalhães não servia, como seu duro verso sem rima e as

sobrevivências do maravilhoso convencional. [

de cor local e musicalidade, que tentou a seguir sob a forma do romance, a começar por O guarani, (1857), que teve grande êxito e se tornou dos mais lidos pelo público brasileiro, [ ]”- (p. 45).

preconizava uma linguagem transfundida

]

Capítulo 5

“O decênio de 1850 viu também o que se costumava chamar, à maneira dos portugueses, Ultra-romantismo, tendência que vinha dos anos de 1840 e se expandiu nesse, numa espécie de literatura da mocidade, feita por jovens que, antes das atenuações inevitáveis trazidas pela ‘vida prática’, deram largas ao que alguns críticos cautelosos do tempo chamavam “os exageros da escola romântica. Esses poetas levaram a melancolia ao desespero e o sofrimento ao masoquismo, além de os temperar freqüentemente pela ironia e o sarcasmo, não raro toques de satanismo, isso é, negação das normas e desabalada vontade de transgredir, que levou alguns deles à poesia do absurdo e da obscenidade”. - (p. 46 e 47).

“[

direto, sobretudo os de são Paulo] contribuíram de maneira original para essa literatura de

mocidade, que parecia aberrante, mas acabou, com o tempo, em parte como manifestação peculiar de talento” - (p. 47 e 47).

fechados numa pequena cidade provinciana, formando grupo à parte, os estudantes [de

]

“Eles formavam uma espécie de público restrito e caloroso, que produzia e simultaneamente

“Representativo dessa atmosfera foi Manoel Antônio Álvares de Azevedo [

]

cujos escritos

foram reunidos e publicados depois de sua morte em edição que misturou textos acabados,

rascunhos, fragmentos, aos quais faltavam a seleção e o polimento do autor [ portanto irregular demais e deve ser avaliada pelo pouco que tem de melhor”.

] A sua obra é

“Álvares de Azevedo possuía informação considerável para o tempo e a idade. Impregnado de Shakespeare, Byron, Hoffmann, Heine, Musset; obcecado pelas contradições do espírito e da

sensibilidade, a sua produção é mais densa que a dos contemporâneos, sobretudo pelo dom de passar de um pólo ao outro, modulando dor e o sarcasmo, com uma versatilidade que era

programada e ele manifesta pela adesão à teoria romântica dos contrastes [

]”- (p. 49).

“Bernardo Joaquim da Silva Guimarães (1827-84), colega e companheiro de Álvares de Azevedo, escreveu certo número de poemas de corte meditativo, com uma intimidade cheia de graça em relação à paisagem, que soube apresentar com simplicidade. Mas o que sobreviveu de sua obra poética é a parte cômica, grotesca e obscena. O poema “A orgia dos

Duendes” mistura [ morte e diabo”.”

]

aspectos do Romantismo enquadrados na tríade de Mario Praz: “Carne,

[Alguns de seus poemas: A origem do mênstruo, O elixir do pajé, O nonsense]. - (p. 51).

“Esse gosto heterodoxo pela comicidade, a obscenidade e o contransenso, Tão vivo nos grupos estudantis de São Paulo, quebra a convenção romântica, que ia impondo o sentimentalismo piegas, o cansativo desafiar de lágrimas, numa linguagem que se automatizou rapidamente- (p. 52 e 53).

No decênio de 1850 surgiu um romance singular em relação às tonalidades e concepções

predominantes: Memórias de um sargento de milícias, de Miguel Antônio de Almeida [ ]

publicado anonimamente em folhetins de 1852 a 1853. [

]”.- (p. 55 e 56).

“É uma obra marginal, desligada das modalidades em voga, tanto realistas quanto melodramáticas” - (p. 56).

ao todo vinte

romances publicados entre 1856 e 1877, dando exemplo da importância que o gênero havia

adquirido na literatura brasileira, ultrapassando o nível modesto dos predecessores e demonstrando capacidade narrativa bem definida”

“Bem diferente foi a obra romanesca de José Martiniano de Alencar, [

]

os diversos aspectos do país no

tempo e no espaço, por meio de narrativas sobre os costumes urbanos, sobre as regiões, sobre

o índio. [

“[

]

a partir de certa altura, Alencar pretendeu abranger [

]”

- (p. 57).

]

[Algumas de suas obras, Lucíola (1862), senhora (1875), O guarani (1857), Iracema (1865), O sertanejo (1875].

Capítulo 6

“O decênio de 1860 foi perturbado pela maior guerra já havida na América latina: de um lado a Tríplice Aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai; de outro, o Paraguai, cujo presidente,

Francisco Solano Lopez, havia organizado um forte exército e procurava expandir o seu país

mediterrâneo. O sangrento e desumano conflito durou cinco anos, [

]”- (p. 62).

“A vida cultural se desenvolveu muito nos decênios de 1860 e 1870, caracterizando-se este último pelo grande progresso material, inclusive o desenvolvimento das vias férreas e a inauguração em 1874, do cabo telegráfico submarino, que permitiu a aproximação com a Europa por meio da notícia imediata”.

Foram [

totalidade mais moderna e houve notável progresso na produção de livros, graças a algumas

que promoveu a publicação em escola apreciável de autores brasileiros do

casas editoras [

passado e do presente, sem falar no incremento de obras traduzidas”. - (p. 63 e 64).

fundadas ou reorganizadas escolas de ensino superior, o jornalismo ganhou

]

],

“Na poesia e no romance [

anunciam desenvolvimentos novos. É o caso da invasão de melodia no verso, que se vai tornando cada vez mais fluido, preferindo ritmos cantantes que acabam por desfibrá-los. - (p.

64).

surgem alguns traços que acentuam as suas características e

]

“Em relação aos temas, a novidade foi o toque social, que assumirá grande vulto no decênio de 70, cultivado tanto por versejadores de toda a sorte, arrastados pelos movimentos sócias do período, quanto pelos poetas de boa qualidade, dos quais se destacam: Fagundes Varela e Castro Alves” - (p. 65).

“Luiz Nicolau Fagundes Varela [

lirismo ao mesmo tempo descritivo e confidencial em que escreveu alguns dos mais belos poemas do romantismo brasileiro, como “Juvenília”, que se encontra no livro Cantos e

fantasias (1865), [

foi muito versátil. A sua força reside principalmente no

]

]” - (p. 65 e 66).

“[outro destaque desse romantismo foi Antônio de Castro Alves (1847-71) que] Além de uma ampla visão social de cunho messiânico, Castro Alves era dotado do que se chamava naquele tempo ‘inspiração generosa”, isto é, facilidade torrencial de composição, associada à

prodigiosa concatenação verbal dos improvisadores. [

Com ele rompe-se o masoquismo

lamuriento que estava na moda até então, e nos seus poemas os sentimentos parecem um ato

de afirmação vital. [

um movimento amplificador que aproxima a sua poesia da oratória- (p. 67).

Desse modo, pôde expor a sua visão do mundo e dos homens segundo

].

]

“[O índio e a natureza já não eram o centro do universo literário e portanto] A sua fama foi devida sobretudo à poesia humanitária e social. Deixando de lado o índio, voltou-se para o negro e tornou-se o poeta dos escravos, com uma generosidade e um ânimo libertário que fizeram da sua obra força nos movimentos abolicionistas” - (p. 68).

[Nessa fase aparecem muitos escritos voltados para a escravidão, onde estes escritores passaram a assumir posições abolicionistas, destacam-se Joaquim Manoel de Macedo - escritor de Às vitimas algozes, Luiz Gama, que era filho de mãe liberta e pai branco].

Capítulo 7

“Os romancistas vindo de antes continuavam a produzir com abundância nos anos 70. Entre os novos, destacam-se Taunay [Alfredo dÉscragnolle Taunay, filho de estrangeiros, porém

identificado com sua nova pátria, autor dentre outros de Inocência, suas obras apresentam um viés regionalista] e Távora [João Franklin da Silveira Távora, que publicou O casamento de arrabalde, em 1869, obra de maior repercussão, narrada através de costumes pernambucano]

[

]

Machado de Assis, [maior escritor romancista brasileiro]”. - (p. 71, 72 e 73).

[

]

Távora [

]

pode ser considerado o fundador do regionalismo do Nordeste, um dos veios

mais ricos e duradouros da nossa literatura de ficção.” - (p. 73).

[Távora preconizava que deveria haver separação distinta quanto a literatura do Norte e do Sul do Brasil, por apresentarem peculiaridades distintas].

“As suas posições teóricas correspondem à transição do romantismo para as novas tendências estéticas e a um fato importante nesse sentido: a ação renovadora de um combativo grupo de intelectuais nordestinos cujo centro espiritual, ou ponto de partida, foi a faculdade de Direito de Recife.” - (p. 75).

“[

procurando mostrar que o Romantismo era uma sobrevivência prejudicial á boa compreensão do país e ao que a produção literária deveria ser”.

verdadeira campanha anti-romântica,

]

Silvio Romero [amigo de Távora] empreendeu [

]

“Para ele, o Romantismo teria sido positivo por um lado, mas sobretudo negativo, por outro. Negativo foram o sentimento religioso e a filosofia espiritualista, contrários ambos ao espírito moderno. Foi negativa, ainda, a exaltação pueril da pátria, encarnada como algo portentoso a

partir do cenário natural, [

do lado positivo,

reconheceu que o nacionalismo dos românticos foi importante para desligar a nossa vida

mental da influencia portuguesa [

]

Mas negativo foi sobretudo o indianismo. [

].- (p. 76 e 77).

]

Capítulo 8

“O nome Romantismo simplifica uma realidade bem mais complexa, como é sempre o caso

nas nomenclaturas de períodos literários. No Brasil, ele designa um conjunto compósito, no qual há pelo menos três veios que se interpenetram: (1) os traços que prolongam o período

anterior; (2) os traços heterodoxos; (3) [

em geral o crítico e o historiador isolam do conjunto.” - (p. 77 e 78).

os que podem considerar específicos, e são os que

]

“[

sobrevivência de elementos arcaicos em textos cujos autores desejavam praticar a maneira

]

Junqueira Freire. Talvez isso fosse em parte devido ao fato da instrução se basear nos clássicos, criando automatismo tenazes.” - (p. 78).

é preciso mencionar também o que se pode denominar rotina incorporada, isto é, a

]

nova, como é visível na obra poética de Gonçalves Dias, [

]

Álvares de Azevedo, [

“Traços que hoje parecem heterodoxos e avançados podem ser devidos a certa sagacidade dos

autores, [

]

ou ao desejo de contrariar expressamente as normas, [

].

A divergência é [

]

grande [

]

e no futuro próximo Machado de Assis seria exemplo de ruptura sob aparência de

conformidade.” - (p. 79).

“Quanto aos traços [

vinha do começo do século XVIII e talvez tenha significado mais político do que estético, porque foi um desígnio correlativo ao sentimentalismo de independência.” - (p. 79).

o nacionalismo, transformação do nativismo que

]

destacava-se [

]

“Acentuando tendências que vinham do século XVIII, quando se instalou o culto da sensibilidade, os românticos chegaram ao subjetivismo sentimental mais indiscreto e consideraram a expansão confidencial como indicio de nobreza de ser”.

“No limite das duas coisas (o particular da terra, o particular do ser), aparecia o índio como símbolo privilegiado, que encarnava o país no que este possuía de mais autentico, podendo assim receber por transferência as expansões mais sobres da alma.”

“A função do índio romântico foi, portanto significativa foi, portanto, significativa durante algum tempo e extravasou do campo da literatura.” - (p. 80).

“[Outro ponto importante foi] a aliança entre poesia e música, a partir de uma verificação, a saber, que a notória pobreza poética das literaturas neolatinas no século XVIII foi até certo ponto redimida pela música, que levou poemas medianos e mesmo medíocres ao nível de canções encantadoras, inclusive, no caso luso-brasileiro, graças à modinha”.

“Segundo Mário de Andrade, ela teve origem erudita, em árias de óperas italianas, mas os portugueses e brasileiros, sobretudo estes, amaciaram e deram cunho terno à sua melodia, que ao ser associada a poemas de acentuado cunho efetivo tornou-se um modo considerado nosso de expressão.” - (p. 83).

“No Brasil, a modinha se associou de maneira durável à poesia erudita, e já no começo do século XIX corriam musicados muitos versos de Tómas Antônio Gonzaga, acontecendo o

mesmo dali por diante com a obra da maioria dos nossos poetas[

].”- (p. 84).

“Isso mostra que no Brasil o romantismo foi responsável por uma notável difusão da poesia,

[

].”

“A literatura de tradição clássica exigia um mínimo de conhecimentos, pois nem quem ignorasse a mitologia e a história da antiguidade não poderia penetrar adequadamente no código literário básico; sem falar na necessidade de conhecer um pouco as regras estritas que

comandavam cada gênero, [

]”.- (p. 85).

“[

]

o Romantismo puxou a literatura para temas e paisagens locais, usando linguagem

natural, [

].

O homem comum ficava á vontade quando lia [

]

Joaquim Norberto, [

]

Alencar, [

].

Nos poemas, ouviam falar do conhecido sabiá, compreendiam as alusões às

‘virgens” [

]

- (p. 85 e 86).

“A substituição é um processo mais profundo do ponto de vista da linguagem e da

Podemos falar em invenção quando o escritor parte do

interpenetração cultural. [

a fim de obter algo diferente. - (p. 88 e

89).

patrimônio europeu para criar variantes originais [

]

]

“Foi por meio de empréstimos ininterruptos que nos formamos, definimos a nossa diferença relativa e conquistamos consciências própria. Os mecanismos de adaptação, as maneiras pelas quais as influencias foram definidas e incorporadas é que constituem a “originalidade”, que no caso é a maneira de incluir em contexto novo os elementos que vêm do outro. [ou seja, os escritores brasileiros incorporavam a essência européia da época e adaptavam substituindo o camponês pelo índio, dentre outras substituições a fim de “nacionalizar” a obra]”. - (p. 92).

4.0 Análise crítica do texto

O Romantismo no Brasil trata-se de resumo do período romântico na literatura brasileira

busca realçar traços iniciais do surgimento de uma nova concepção e construção histórica,

onde a participação de uma população jovem em parceria com o espírito da jovem nação,

traçaram paradigmas sociais que romperam com barreiras culturais, contudo sem perder a

ligação com as literaturas européias, das quais a nossa faz parte. Nessa obra o autor organizou

de forma confusa e sem uma definição clara de tempo e espaço uma excelente biografia do

nosso Romantismo, fase em que a literatura brasileira começa a galgar seus passos na

autonomia.

5.0 Resumo do livro O Romantismo no Brasil

O início oficial do Romantismo brasileiro tem seu inicio através dos questionamentos

oriundos da necessidade de autonomia e libertação da coroa portuguesa no século XVIII,

sendo assim datado como tendo início 1836 e estendendo-se até 1880 ou 85.

O Romantismo foi o primeiro movimento da chamada Era Nacional da nossa literatura,

assumindo assim, a tarefa de criar uma arte literária autenticamente brasileira, capaz de

o povo subalterno começava a

expressar as peculiaridades do país recém-libertado. “[

manifestar sinais de inconformismo contra as classes superiores, [constituídas pelos nobres,

senhores feudais e comerciantes ricos]” (p. 08).

]

“[

era considerável nas artes plásticas e na música. Portanto, além das contradições econômicas e sociais, havia uma sensível contradição cultural” (p. 09). Esse sentimento viria a deflagrar uma “rebelião” dos brasileiros a fim de consolidar sua autenticidade cultural, onde a figura do índio e a natureza tivessem espaço garantido nessa literatura.

não apenas os brasileiros começavam a pesar nas letras e ciências, mas a produção local

]

Entre 1833 e 1836, um grupo de intelectuais brasileiros do qual faziam parte entre outros,

Domingos José Gonçalves de Magalhães, que esteve na Europa para estudar, e na

oportunidade busca divulgar a cultura e realidade brasileiras.

“Em 1836 [um grupo de jovens brasileiros residentes em Paris] [ ] publicaram os dois únicos números de uma revista considerada marco

equivalia a um programa nativista, e no primeiro número Domingos José

Gonçalves de Magalhães [

literatura brasileira, no qual traçava o programa renovador, [

o Ensaio sobre a história da

]

publicou, [

]

]”.

- (p. 24).

Assim, a estética romântica pregava a valorização do elemento local através da poesia indianista. “O espírito moderno consistia em romper a coexistência e promover o triunfo da literatura nacional, que no caso brasileiro deveria levar em conta a capacidade poética do índio.”- (p. 26).

Outro ponto importante foi à religiosidade em tom solene vinha de um sentimento que se

manifesta pela percepção da presença da divindade na natureza, um sentimento panteísta. “Modificação paralela ocorre no tratamento da natureza, pois a tradição nativista se liga então

ao novo sentimentalismo de orgulho nacional, que prenuncia o patriotismo. É preciso destacar

outro traço, cheio de conseqüências; o advento da religiosidade [

]”. (p. 16).

A partir de 1860, principalmente, começa a ganhar força uma nova tendência: a da poesia

social e humanitária, preocupada com a divulgação e o debate das questões como o direito dos povos à independência, a abolição da escravidão negra, a erradicação da miséria, o papel da educação na melhoria da qualidade de vida do ser humano.

“[O índio e a natureza já não eram o centro do universo literário e portanto] A sua fama foi devida sobretudo à poesia humanitária e social. Deixando de lado o índio, voltou-se para o negro e tornou-se o poeta dos escravos, com uma generosidade e um ânimo libertário que fizeram da sua obra força nos movimentos abolicionistas” - (p. 68).

No Brasil surge uma poesia engajada, dedicada à propaganda ideológica, agora voltada para

as questões sociais. O maior representante dessa nova tendência foi Castro Alves.

“[outro destaque desse romantismo foi Antônio de Castro Alves (1847-71) que] Além de uma ampla visão social de cunho messiânico, Castro Alves era dotado do que se chamava naquele tempo ‘inspiração generosa”, isto é, facilidade torrencial de composição, associada à prodigiosa concatenação

verbal dos improvisadores. [

Com ele rompe-se o masoquismo

lamuriento que estava na moda até então, e nos seus poemas os sentimentos

Desse modo, pôde expor a sua visão

parecem um ato de afirmação vital. [

do mundo e dos homens segundo um movimento amplificador que aproxima a sua poesia da oratória” - (p. 67).

].

]

Assim, o Romantismo puxou a literatura brasileira para temas e paisagens locais, usando uma linguagem natural onde o homem comum pudesse ficar á vontade quando lê-se, e foi assim que aconteceu, pois esse leitor compreendia as prosas e versos de Joaquim Norberto ou José de Alencar com seus poemas, que falavam do conhecido sabiá

Por fim foi através de empréstimos (literários) ininterruptos que nosso Romantismo foi se formando, porém definimos a nossa diferença cultual e então conquistamos uma consciência própria.

Por fim, reitero que o nosso Romantismo se forjou na busca pela autonomia e consolidação de uma soberania própria incrustada na ideologia de jovens com uma visão e destinos promissores, onde a cultura de um povo deve se sobressair a fim de formar sua história literária.