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CURSOS ON LINE – DIREITO COMERCIAL (EMPRESARIAL) EM EXERCÍCIOS
PROESSOR RONALD A. SHARP JUNIOR

AULA 1

Olá, seja novamente bem recebido!

Você, como estudante já deve ter observado a importância de fixar os


conteúdos. Não é simplesmente saber se a questão encontra-se certa ou
errada, mas sim o porquê, consolidando a matéria estudada, adquirindo uma
nova oportunidade de se lembrar do assunto e conseguir solucionar a questão
proposta.

Lembre-se também que não basta apenas conhecer a doutrina; é preciso


conhecer o texto da lei. Por isso, quando estiver estudando conserve os
códigos em mãos para poder ler a norma citada e, avançando um pouquinho
mais, leia todo o capítulo, as disposições anteriores a as posteriores para
compreender seu contexto.

Bem, vamos aos exercícios então?

1) A lei nova pode infringir:


a) expectativa de direito;

b) interesses protegidos;

c) faculdades;

d) direitos adquiridos;

e) as opções “a”e ‘
”c”estão corretas.

O item “a” está correto, por tratar da expectativa de direito. Na expectativa de


direito existe a mera possibilidade de se adquirir um determinado direito,
sendo necessário para tanto que se completem todas as exigências para
aquisição do mesmo. É, portanto, apenas uma simples esperança surgida de
um fato aquisitivo incompleto. Como ainda não se incorporou ao patrimônio do
indivíduo, este não tem a capacidade de exercê-lo ou exigi-lo. Depende de um
acontecimento futuro para que possa se constituir num direito.
A alternativa “b” não está correta, pois os interesses protegidos são aqueles
poderes, ou vantagens, ou prerrogativas, as quais a norma busca resguardar,
impedindo que norma posterior os atinja. Aliás, para a Teoria do Interesse,
defendida por Rudolf von Ihering, o direito subjetivo é interesse juridicamente
protegido e se constitui de dois elementos: o material, representado por um

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interesse, e o formal, identificado na proteção desse interesse pelo direito


objetivo.

O item “c” está correto. As faculdades em termos jurídicos exprimem a


possibilidade, a simples aptidão de poder se fazer ou se abster em relação a
uma determinada conduta.

A alternativa “d” não está correta por tratar dos direitos adquiridos, que são os
direitos consolidados, que já exauriu todos os elementos legalmente
estipulados para se formar e existir. Assim, ele já se incorporou de forma
definitiva ao patrimônio material ou moral, podendo ser exercido por seu
adquirente, ou alguém que o represente. A norma posterior não pode alterá-lo
sob pena de instabilidade de todo o sistema jurídico. O direito adquirido não se
confunde com o direito totalmente consumado porque esse já produziu todos
seus efeitos, enquanto aquele vai gerar suas conseqüências a posteriori. A
estabelecer a Constituição (art. 5º, inc. XXXVI) que a lei não prejudicará o
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, acabou por
consagrar o princípio da irretroatividade. Nesse sentido é o art. 6º da Lei de
Introdução ao Código Civil – LICC: “A Lei em vigor terá efeito imediato e geral,
respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada”.

O item “e” é a resposta correta, pois traz as duas opções corretas letras “a” e
‘”c”, segundo a doutrina inalterada com o NCC e que nos ensina que o fato
aquisitivo incompleto e as meras aptidões para exercício de direito não
consistem em situações definitivamente constituídas que impeçam a aplicação
da lei nova – art. 6º da LICC.

2) Do princípio da irretroatividade das leis decorre:

a) que a lei nova não preservará aquelas situações já consolidadas em que o


interesse individual prevalece;

b) a impossibilidade de aplicação imediata da nova lei;

c) que a lei velha continuará regrando os casos ainda não jul gados;

d) o respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada;

e) a repristinação dos efeitos da lei velha para alcançar negócios de execução


já iniciada, mas ainda não concluída.

A alternativa letra “a” está incorreta. Nessa questão o candidato deve reparar
que estão misturados os conceitos relativos aos princípios de retroatividade e
irretroatividade da norma. São conceitos norteadores, pois admitem muitas
exceções, já que muitas relações nascidas na lei anterior ainda não se
aperfeiçoaram. Mas observe desde logo que a preservação do direito adquirido
contra a incidência de lei nova trata-se, justamente, de proteção de direitos

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individuais, como estabelecido no art. 5º, inc.XXXVI, da CR/88, cujo Capítulo


denomina-se DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS.

Segundo a teoria objetiva de Paul Roubier, consagrada no art. 6º da LICC tem


os seguintes fundamentos: a) A lei nova não alcança o ato jurídico perfeito. As
situações consolidadas são os direitos adquiridos - arts. 5º, XXXVI, da CFRB/88
e 6º da LICC. É o princípio da irretroatividade das leis, ou vedação da
retroação máxima; b) a lei nova tem aplicação imediata, mesmo sobre fatos
originados na lei anterior, mas que não tenham se exaurido (retroatividade
mínima).

Diz-se retroativa a norma que atinge os efeitos de atos jurídicos praticados sob
a égide de uma norma revogada. E irretroativa a que não se aplica a situações
constituídas sob a lei anterior.

A alternativa letra “b” está incorreta, porque a regra é que a nova lei tenha
aplicação imediata, atingindo os efeitos futuros de fatos originados na lei
antiga, ainda não produzidos.

A lei nova, portanto, tem aplicabilidade imediata, inclusive no caso de normas


constitucionais, administrativas, políticas e processuais.

Os atos que foram iniciados no império da lei anterior serão válidos - tempus
regit actum. Todavia se a nova lei tratar de prazos prescricionais, se for
aumentado o prazo prescricional aplica-se de imediato, contando-se conta o
prazo já decorrido sob a égide da norma anterior. Caso venha a diminuir o
novo prazo de prescrição, não retroagirá, começando a correr por inteiro a
partir da lei revogada.

Em se tratando de leis mais benéficas em material penal também retroagem


em favor do indivíduo para diminuir ou extinguir penas.

O princípio da irretroatividade das leis apresenta entre outros os seguintes


critérios: é uma garantia constitucional, art. 5º, XXXVI, da CFRB/88; obriga
tanto o legislador quanto o órgão judicante; é uma regra, deve ser observada
mesmo quando não expressa na lei; não há direito adquirido face uma nova
Constituição Federal.

A alternativa “c” está incorreta. Segundo o princípio tempus regit actum os


atos processuais que foram realizados segundo a lei da anterior são válidos. A
lei processual não tem efeito retroativo, mas tem aplicabilidade imediata e
regerá o desenvolvimento do restante do processo a partir do momento de sua
vigência.

A alternativa correta é apresentada na letra “d”. Com base nos art. 5º, XXVI
da CFRB e 6º LICC. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito (ato que
contempla determinado direito segundo a norma vigente, sendo exercido de
forma válida, pode produzir plenamente seus efeitos jurídicos) e a coisa

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julgada (qualidade dos efeitos do julgamento que os tornam imutáveis)


representam os alicerces da segurança e da certeza das relações jurídicas.

A alternativa letra “e” está incorreta. Os negócios já iniciados se formaram sob


a égide da lei anterior, mas em regra a nova lei atinge a situações futuras.
Portanto, não se trata de repristinar uma norma anterior, a norma revogada
continuará revogada quando do cumprimento da execução desses negócios.

No caso dos negócios jurídicos, temos uma exceção, pois em determinados


casos a lei nova não se aplicará aos efeitos novos dos negócios realizados sob
a lei antiga, o contrato segue escravo a lei do momento de sua celebração.
Mas deve-se verificar a natureza das relações do contrato, já que podem levar
a que expressamente o legislador determine a aplicação da nova lei aos
contratos antigos em andamento, quando as regras forem de ordem pública.

3) Nos atos judiciais e extrajudiciais, as pessoas jurídicas serão representadas,


ativa e passivamente por quem os respectivos estatutos designarem. Porém,
não havendo designação estatutária, serão representadas pelos seus:
a) procuradores;
b) gerentes
c) prepostos;
d) administradores;
e) superintendentes.
Resposta: A alternativa letra “a” está incorreta, segundo art. 47 do NCC,
combinado com o art. 12, inc. VI, do CPC.
O NCC dedica um capítulo para o instituto da representação. Conceitualmente
a representação é uma relação jurídica pela qual uma determinada pessoa,
seja natural, seja jurídica, se obriga diretamente perante um terceiro, por meio
de ato um realizado em seu nome por um representante, que recebeu poderes
para tanto por lei ou por mandato.
O representante convencional ou voluntário é quem recebe um mandato
expresso ou tácito, verbal ou escrito, do representante, como o procurador, no
contrato de mandato – arts. 115, 653 e 692 do NCC. E o representante legal
serve aos interesses dos incapazes, sendo conferido por lei que determinada
pessoa represente-o: pais em relação ao filho menor, tutor, quanto a seu
pupilo e curador em relação a seu curatelado – arts. 115, 1.634, 1.690, 1.747,
e 1.774 do NCC.
A própria pessoa jurídica é quem contrai obrigações, ainda que presentada
pelo seu administrador, na expressão utilizada por Pontes de Miranda, segundo
o qual o administrador não é mero representante da pessoa jurídica, mas a
própria pessoa jurídica, que age por intermédio de órgão próprio, e não de
terceiro.
A alternativa letra “b”está incorreta. Fundamentado no art. 1.172 do NCC.

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Os empresários possuem agentes colaboradores ou auxiliares, permanentes ou


temporários, que se constituem nos empregados, que prestam serviços para a
empresa. Os auxiliares ou agentes colaboradores podem ser internos ou
externos, conforme mantenham ou não relação de dependência e
subordinação. Suas atividades são praticadas em nome e interesse da
empresa.
São auxiliares internos: empregados, incluídos ai os gerentes; contabilistas,
viajantes; pracistas entre outros – arts.1.172, 1.177 do NCC. E externos:
corretores, leiloeiros, representantes comerciais.
O gerente, na linguagem do NCC, é preposto de maio qualificação - art. 1.172.
O gerente pode ser empregado, ou não, não sendo, portanto órgão da
sociedade. Com essa disposição se buscou acabar com a confusão entre
administrador e preposto, pois o gerente não tem poderes gerais de
administrador, mas apenas de execução de atos dentro de certos limites.
A alternativa letra “c” está incorreta. O preposto é em regra um agente
colaborador da empresa, com ou sem vínculo empregatício, que recebe
poderes de representação para praticar determinados perante terceiros.
O exercício da função está delimitada pelos poderes conferidos, possuindo um
caráter pessoal e não pode ser transferido salvo se expressamente autorizado,
sob pena do preposto vir a responder pessoalmente pelos atos e obrigações
contraídas pelo substituto não autorizado - art. 1.169 do NCC.
A alternativa letra “d” está correta. Segundo disposto no art. 47 do NCC são os
administradores são as pessoas que representam ativa e passivamente, em
juízo ou fora dele, a empresa.
No contrato social é tido como uma cláusula básica a indicação de que estará
investidos dos poderes de gerência e administração – art. 997, VI do NCC.
Caso não seja estipulado quem é o administrador qualquer dos sócios que
integraram a sociedade poderão exercer a administração e representação da
sociedade perante terceiros.
Nesse sentido destaca-se o art. 1.064, que trata dos poderes de gestão na
sociedade limitada. Segundo o qual compete privativamente aos
administradores contratar em nome da sociedade, apondo sua assinatura como
representante legal, respondendo pessoalmente o sócio que porventura fizer
uso da firma sem estar autorizado.
E a alternativa letra “e” está incorreta. Superintendência é um cargo ou
função, em geral de chefia, apesar de estar acima dos demais empregados e
chefes não desempenha uma função dentro do quadro societário, é um
empregado ou preposto de maior responsabilidade que recebe mais poderes
para atuar.

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4) O princípio locus regit actum determina que:

a) a lei do país onde se acha situada a coisa rege inteiramente as relações


jurídicas de que esta constitui objeto;

b) a lei do lugar de domicílio do agente rege os atos por ele praticados;

c) a lei do país de nascimento da pessoa rege os atos por ela praticados;

d) a forma extrínseca ou relativa à prova dos atos jurídicos se rege pelas leis
do lugar onde eles se celebram, qualquer que seja a nacionalidade dos
estipulantes;

e) a lei mais benéfica rege os atos praticados pelos respectivos nacionais,


dentro dos limites de cada Estado soberano.

Resposta: A alternativa letra “a” está incorreta. A questão trata da vigência da


lei no espaço. Sabemos que a norma visa a regrar a conduta social dentro de
um determinado Estado, ou seja, existe em princípio um limite territorial onde
há soberania de suas normas. Nosso país, segundo a LICC, adotou a teoria da
territorialidade moderada como regra, ou seja, aplica-se a nossa lei, mas em
determinados casos, previstos na lei, podemos ter o emprego da legislação de
outros sistemas jurídicos.

No item em questão na opção “”a” temos o critério da lex rei sitae, ou seja,
para regular as coisas, sejam bens móveis, ou imóveis, utiliza-se a lei do país
onde estiverem situados - art. 8º da LICC. O § 1º desse mesmo artigo traz o
princípio mobília sequuntur personam, que se aplica aos bens móveis em
estado de mobilidade, para os quais se aplica a lei do país em que for
domiciliado seu proprietário.

O item “b” está incorreto. O lugar de domicílio do agente não regerá


necessariamente os atos por ele praticados. Pelo critério da lex domicilii se
estabelece uma ligação entre a lei do país onde a pessoa estiver domiciliada.
Pelo disposto nos arts. 7º e 10º da LICC rege-se pela lei do domicílio o início e
o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

A alternativa “c” está errada. A hipótese da adoção da lei da nacionalidade


para qualificar os atos denomina-se estatuto pessoal não é adotada por nosso
direito, que adota a lex domicilii, que é de mais seguro por não acarretar
incertezas a respeito dos direitos que devam ser obedecidos em relação a
pessoas – art. 7º da LICC.

A alternativa correta é a letra ”d”. Segundo preceitua o art. 9º da LICC


aplicam-se às obrigações a lei do país em que se constituírem - locus regit
actum. E o art. 13, da LICC, acompanha esse princípio, dizendo que a prova
desses atos se dá pela lei do local onde foram celebrados - lex loci. Os
estipulantes, sejam nacionais ou não, devem prová-la em nosso território
pátrio observando os meios de prova aqui admitidos - lex fori.

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A letra “e” está incorreta, pois os atos praticados são regidos, segundo as
normas da LICC, pela lei do domicilio ou pela do local de sua constituição
pouco importando se são nacionais ou estrangeiros que a praticam em nosso
território. Em via de exceção, o legislador previu a possibilidade da aplicação
da lei mais benéfica, como é o caso na proteção às relações do trabalho - art.
3º, II da Lei 7.064/1982. Os arts. 7°, 10, 12, 13 e 17 da LICC relacionam
também a aceitação do direito positivo de outras nações.

5) Para atuar o direito, o intérprete vale-se de diferentes técnicas. Daí, faça a


correspondência e marque a alternativa correta para as seguintes técnicas de
integração.

I. Interpretação extensiv a.

II. Interpretação lógica.


III. Interpretação teleológica.

IV. Interpretação restritiva.

V. Interpretação gramatical.

VI. Interpretação sistemática.

VII. Interpretação autêntica.

( ) Consiste em comparar o dispositivo sujeito à exegese com outros do


mesmo repositório ou de leis diversas, mas referente ao mesmo objeto.

( ) Procura estabelecer uma conexão entre os diferentes textos legais,


supondo os meios fornecidos pela interpretação gramatical.

( ) Consiste na verificação do sentido exato do texto das normas jurídicas, do


alcance das palavras empregadas pelo legislador.

( ) Verifica-se quando a fórmula legal é menos ampla do que a mens


legislatoris deduzida.

( ) Supõe, que o legislador, ao elaborar a norma, usou expressões mais


amplas do que seu pensamento.

( ) É aquela que emana do próprio órgão que estabeleceu a norma


interpretada, declarando o seu sentido e conteúdo por meio de outra norma
jurídica.

( ) Consiste na procura do fim objetivado pelo legislador, elegendo-o como


fonte do processo interpretativo do texto legal.

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a) VII, II, V, IV, I, VI, III.

b) IV, V, II, VII, VI, III, I.

c) VI, II, V, I, IV, VII, III.

d) IV, VII, V, I, III, VI, II.

e) VI, VII, V, IV, I, II, III.

Resposta: A alternativa correlacionando os itens de forma certa é a letra ¨c¨.


Toda a norma, seja qual for seu grau, requer interpretação, por mais clara que
seja numa análise superficial em sua aplicação pode gerar dúvidas, seja pela
ambigüidade, má redação, falta de terminologia técnica ou até mesmo por
faltar-lhe maiores detalhes. Nos dizeres da Prof.ª Maria Helena Diniz:
“interpretar é descobrir o sentido e alcance da norma procurando a significação
dos conceitos jurídicos”.

Nesse processo de exegese podemos classificar a interpretação quanto sua


origem; quanto à sua natureza; e quanto à sua extensão.

Quanto à origem pode ser a interpretação: autêntica; judicial; e doutrinária.


Quanto à natureza existem diversas técnicas, ou métodos, ou processos
interpretativos, para auxiliar nos a desvendar as várias possibilidades de
aplicação da norma: gramatical; lógico; sistemático; teleológico e histórico.
Quanto ao resultado obtido, ou extensão, ou efeito desses processos a
interpretação pode ser: extensiva, restritiva e declarativa, esta quando se
verifica que que a lei utilizou corretamente todas as palavras contidas na lei,
havendo exata equivalência com o seu sentido.

As diversas técnicas interpretativas não têm hierarquia e podem ser utilizadas


de forma isolada ou em conjunto para a descoberta do sentido e do alcance da
norma.

O item I trata da interpretação extensiva, ou ampliadora, é aquela pela qual


o intérprete distende a letra da norma para compreender casos que, apesar de
não expressos em seu teor literal, mas que nela encontram-se virtualmente
incluídos. A vontade do legislador, mens legislatoris, é mais ampla do que
conteúdo literal. Deve-se, assim, ultrapassar o núcleo do conteúdo normativo
avançando no sentido literal possível para atingir todos os casos.

No item II temos a interpretação lógica, ou racional, pela qual tem-se a


análise da norma e outros textos legais, por meio de raciocínios lógicos,
pretende coadunar os motivos que levaram a sua edição para encontrar o seu
sentido e alcance.

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O item III busca a interpretação teleológica, ou sociológica, que objetiva


adaptar a finalidade, ou razão - ratio legis -, do preceito normativo às novas
exigências sociais (art. 5º da LICC).

O item IV, por sua vez trata da interpretação restritiva, ou estrita, que é
aquela que limita o campo de incidência da norma, impedindo com isso que se
produza um efeito injusto, ou danoso, porque em sua literalidade abrangeria
um caso que, na realidade, não contêm.

No item V temos a interpretação gramatical, ou literal, pela qual se tem


uma análise com base nas regras da gramática e da lingüística. Busca-se o
significado literal das palavras contidas na norma, atendendo a pontuação,
colocação dos vocábulos, origem etimológica etc. de forma a extrair o
pensamento do legislador, que em regra utiliza-se dos significados técnicos dos
termos empregados.

O item VI trata do método interpretação sistemática, pelo qual a norma


deve ser considerada dentro de um sistema, relacionando-a com outras
normas concernentes ao mesmo objeto do mesmo diploma legal ou de leis
diversas. Examinando as normas, conjuntamente, é possível verificar o sentido
e extensão de cada uma delas.

Há também a técnica interpretativa histórica que leva em consideração as


circunstâncias de meio e momento em que a norma foi editada e averigua seus
antecedentes. Analisa o histórico do processo legislativo: discussões, emendas,
aprovação etc., aliado as circunstâncias fáticas que a precederam e que lhe
deram origem - occasio legis.

A interpretação autêntica ou pública é aquela elaborada pelo próprio órgão


que a elaborou. Em verdade não se trata propriamente de um processo
interpretativo, pois não atribui à norma um entendimento para sua aplicação, o
que faz o legislador é editar uma outra nova que fixa sua vontade que fora
expressa imperfeitamente.

Também temos a interpretação judicial quando o Poder Judiciário aplica a lei


ao caso concreto; a interpretação doutrinária ou privada resulta de
estudos, livros e pareceres de autores, ou estudiosos da área, sem um
interesse imediato ou uma aplicação concreta.

6) Quando a lei é omissa sobre um determinado ponto polêmico o juiz pode ou


deve:

a) recorrer sempre ao princípio da equidade;

b) decidir por analogia;

c) ter liberdade de decidir segundo seu critério pessoal;

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d) repristinar a norma revogada.

A alternativa “a” está incorreta. Na aplicação da norma jurídica havendo uma


lacuna deve o magistrado se socorrer da regra prevista no art. 4º da LICC para
preenchê-la.

A equidade só se aplica como instrumento de integração depois de esgotados


os recursos do art. 4º da LICC – arts. 4º e 5º da LICC; art. 944 do NCC. O
que não se confunde com aplicação de equidade na decisão, ou julgamento por
eqüidade, que é proferir uma decisão justa e adaptada ao caso concreto – art.
127 do CPC.

A alternativa letra “b” está correta. A analogia é o primeiro dos meios de


integração das lacunas, ao lado dos costumes e os princípios gerais de direito -
art. 4º da LICC e 126 do CPC.

A opção “c” está incorreta. A decisão do juiz está limitada ao sistema jurídico,
ou seja, está limitado pelas normas, portanto deve: obedecer as normas sobre
a obtenção das provas; verificar o direito que o fato está inserto; considerar
as presunções legais os fatos e circunstâncias constantes nos autos; e ao
solucionar antinomias ou preencher lacunas deve verificar a vontade
informativa do ordenamento jurídico e os valores sociais vigentes. Fará assim
uso de um ou mais mecanismos previstos pelo próprio ordenamento - arts. 4º
e 5º da LICC. Pelo sistema adotado no Brasil, o juiz possui liberdade na
apreciação da prova, devendo, porém fundamentar a sua decisão, segundo o
princípio da persuasão racional (art. 131 do CPC).

A alternativa “d” está incorreta. Ao juiz cabe interpretar a norma, não tendo o
condão de legislar e porventura restaurar uma lei revogada. Revogar é tornar
sem efeito, seja de forma expressa ou tácita. Sem expressa disposição
normativa em sentido contrário, não há repristinação, ou seja, não recupera-se
a vigência da lei anteriormente revogada – art. 2 § 3º da LICC.

7) Ao socorre-se da jurisprudência para interpretar a norma jurídica, deve o


juiz:

a) cingir-se à verificação da existência ou não de súmula dos Tribunais


Superiores sobre a matéria e, em caso positivo, aplicá-la incondicionalmente. b)
encontrar os precedentes judiciários majoritários e decidir a lide segundo
seus princípios;

c) aplicar a jurisprudência do Tribunal sob o qual exerce sua jurisdição;

d) considerar os precedentes dos Tribunais, que formam a jurisprudência


levando-se em consideração a interpretação da norma, ao lado do emprego
dos demais métodos científicos de exegese.

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Resposta: A alternativa letra “a” está incorreta. O sistema jurídico não é


fechado, a edição de súmulas pelos Tribunais, a princípio meramente indica o
pensamento da corte, servindo apenas de fonte, de norteamento para as
decisões. A jurisprudência é considerada como uma das fontes primárias do
Direito (Maria Helena Diniz e Washington de Barros), sem dúvida servindo
como meio de para a integração das lacunas da norma. Embora introduzido no
país a sistemática da Súmula Vinculante, esta somente se torna obrigatória em
todos os julgamentos após decisão tomada por 2/3 (dois terços) dos membros
do Supremo Tribunal Federal (e não todos os Tribunais Superiores), em
sessão plenária (art. 2º, § 3º, da Lei 11.414/06).

A opção letra “b” também está incorreta. Os argumentos lógicos empregados


pelo hermeneuta não impedem que o magistrado decida seja com base em
decisão majoritária, seja minoritária, pois deve adequar ao caso em decisão -
art. 5º da LICC. Pode até mesmo decidir com base na doutrina.

A alternativa “c” está errada pelo mesmo argumento precedente. O juiz não
está adstrito à jurisprudência do seu tribunal, sendo-lhe permitido utilizar de
jurisprudência de outros tribunais.

A alternativa correta é a letra “d”. Com fundamento na Emenda Constitucional


nº 45 foi editada a Lei 11.417/2006, que dispõe sobre a edição, a revisão e o
cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal
Federal. Logo, apenas o STF, e não todos os Tribunais Superiores, pode editar
súmula vinculante para os demais órgãos judiciários e para a administração
pública direta e indireta nos três níveis de governo. Fora o caso da súmula
vinculante, o juiz conserva a liberdade de escolha para sua decisão, dentre
todas as interpretações possíveis para atender ao caso – art. 5º da LICC.

8) Aponte a opção falsa:

a) O juiz pode conhecer, ex offício, a decadência convencional.

b) A decadência ex vi legis, por ser de ordem pública é irrenunciável.

c) São imprescritíveis as ações que versem sobre os direitos da personalidade.


d) A prescrição pode ser alegada em qualquer instância ou fase do processo,
pela parte a que aproveita.

e) A causa suspensiva da prescrição é circunstância que paralisa


temporariamente seu curso, de modo que, superado o fato suspensivo, a
prescrição continua a correr, computado o tempo decorrido antes dele.

Resposta: A alternativa letra “a” é falsa, sendo a resposta a ser assinalada. A


decadência convencional, que é a estipulada pelas próprias partes, diferente da

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legal, estabelecida pela norma proveniente do Estado, não pode ser conhecida
de ofício pelo órgão judicante, segundo previsão do art. 211 do NCC.

A assertiva letra “b” é verdadeira. Sendo a decadência prevista na lei, não


pode ser afastada por vontade de seu titular, nem antes nem depois de
consumada, sob pena de nulidade, conforme dispõe o art. 209 do NCC.

O item “c” está correto, pois as ações que versem sobre os direitos da
personalidade não prescrevem, podendo inclusive ser pleiteada a sua proteção,
mesmo que falecido seu titular, conforme dispõem os arts. 11 e 12 do NCC.

A alternativa letra “d”está correta. Com base no art. 193 do NCC, em qualquer
grau ou instância poderá ser alegada – art. 219, § 5º do CPC, com a redação
dada pela Lei 11.280/2006.

A alternativa “e” está correta. A prescrição pode ser suspensa, impedida ou


interrompida pelas causas previstas pela lei. Por previsão do art. 202 do NCC,
a interrupção da prescrição só pode ocorrer uma única vez. Causas
suspensivas da prescrição são as que apenas temporariamente paralisam o
curso do prazo prescricional. Uma vez superadas, o prazo continua a correr,
computado o tempo decorrido antes dele. O exemplo está no art. 198, II e III
do NCC.

9) Sobre a decadência, das afirmativas abaixo, somente uma está incorreta.


Assinale-a:

a) A decadência não corre contra os relativamente incapazes.

b) A decadência atinge a direitos potestativos.

c) Os prazos de decadência podem ser fixados em lei ou contrato.

d) A decadência pode ser pronunciada de ofício pelo juiz, mesmo em se


tratando de direito patrimonial.

Resposta: a alternativa a ser assinalada é a letra “a”, que apresenta a opção


incorreta. A regra é que decadência corre contra todos, não admitindo sua
suspensão ou interrupção. A exceção está no art. 198, I, do NCC, que contém
uma causa impeditiva da decadência. Portanto, não correrá contra os
absolutamente incapazes, segundo previsão do art. 208 do NCC. As demais
causas suspensivas e interruptivas da prescrição não são aplicáveis à
decadência.

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A opção “b” está correta, uma vez que a decadência atinge direitos
potestativos, ou seja, o poder de impor unilateralmente a outrem a criação, a
modificação ou a extinção de uma relação jurídica. Pode a decadência ser
exercida por mero ato de vontade, independentemente da atuação de terceiro.
Diz-se que a prescrição extingue a ação para garantir o direito e por via
oblíqua faz desaparecer o direito por ela tutelado, enquanto a decadência
extingue o próprio direito, atingindo indiretamente a ação.

A alternativa “c” está correta. O prazo de decadência pode ser estabelecido


tanto pela lei como pela vontade de seu titular, de forma unilateral ou bilateral
– arts. 210 e 211 do NCC. Por isso é que existe a decadência legal e a
decadência convencional.

A alternativa “d”está certa. Segundo a previsão do art. 211 do NCC e art. 295,
IV do CPC, é dever do juiz se pronunciar sobre a decadência quando
estabelecida em lei, não havendo restrição quanto ao tipo de direito que a lei
tratar. Vale a pena lembrar que, pela recente modificação (Lei 11.280/06)
introduzida no art. 219, § 5º, do CPC, o juiz poderá de ofício pronunciar a
prescrição.

10) O início da personalidade civil do homem se dá:

a) desde a concepção do nascituro;

b) a partir do nascimento com vida;

c) 24 horas após o nascimento com vida;

d) a partir da constatação da boa forma física de bebê;

e) nenhuma das respostas anteriores.

Resposta: a alternativa “a” está incorreta. Segundo o art. 1º do NCC, toda


pessoa é sujeito capaz de direito e deveres na ordem civil. A personalidade é a
aptidão a que esse sujeito tem para adquirir direitos e deveres, sendo a
capacidade um atributo, ou extensão, ou ainda, a medida dessa personalidade
– arts. 2º, 542, 1.597, 1.609, § único, 1.779, I e 1.800 do NCC.

A personalidade das pessoas naturais, ou seja, do homem, é adquirida com o


nascimento com vida. Todavia, o legislador ressalva que desde a concepção os
direitos do nascituro são salvaguardados, como o direito à vida, filiação, a
integridade física, aos alimentos, herança. Enquanto na vida interina o
nascituro possui personalidade jurídica formal potencial, no que tange aos
direitos personalíssimos, bem como personalidade jurídica material, no que
pertine aos direitos patrimoniais, permanecem ambas em estado potencial até
seu nascimento, que então completa e perfaz essa personalidade

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A capacidade é ainda cindida em: de direito, de fato, e para alguns


doutrinadores também em especial e a negocial: a) A capacidade de direito é a
possibilidade de adquirir direitos e deveres que todas as pessoas possuem,
sejam elas naturais ou jurídicas; b) Capacidade de fato é a possibilidade de
exercício pela própria pessoa dos atos da vida civil. É uma presunção legal, da
qual, exigida para o exercício que a pessoa esteja no pleno exercício de sua
personalidade, desde que não afetado por qualquer hipótese de incapacidade;
c) a capacidade especial seria um desdobramento da capacidade de fato, onde
além dos requisitos da lei civil, deve cumprir para poder exercer seu direito e
d) a capacidade negocial, que também está englobada pela capacidade de fato,
sendo específica, isso é trata da capacidade para desenvolver atos jurídicos
relativos a determinados atos - arts. 972 a 980 do NCC - por exemplo, é o
caso outorga de procuração ad judicia ou a outorgada pelo sócio a outro para
participar de assembléia.

A alternativa correta letra “b”, segundo o art. 2º do NCC. Mesmo que a pessoa
tenha vivido apenas um segundo após o seu nascimento já terá adquirido
personalidade, personalidade material, alcançando os direitos patrimoniais que
permaneciam em estado potencial antes de seu nascimento, podendo em
nome próprio adquirir direitos e contrair obrigações.

As alternativas “c” e “d” estão incorretas. Segundo o art. 2º do NCC, não são
formas adotadas pelo nosso ordenamento para iniciar a personalidade jurídica.

11) São traços distintivos da personalidade, além do nome, compondo a


individualização da pessoa natural:

a) o estado e o domicílio;

b) o sexo, a profissão e a residência;

c) o estado familiar e o domicílio;

d) o sexo, a idade e a nacionalidade.

Resposta: A alternativa correta é a letra “a”. Os direitos da personalidade


estão ligados à integridade física, moral e intelectual, estando regulados nos
arts. 11 a 21 do NCC. E seu fundamento constitucional dos direitos é o da
dignidade da pessoa humana – art. 1º, II da CFRB/1988.

Os direitos da personalidade podem ser aplicados, no que couber, às pessoas


jurídicas, como o direito ao nome, à honra objetiva, à imagem, entre outros.
Permite que, no caso de violação, tal como as pessoas naturais. possam se
socorrer dos meios judiais para se protegerem ou serem reparadas. Enquanto
nas pessoas naturais esse direito nasce com a vida, para as pessoas jurídicas
surge com a sua inscrição no registro competente, cessando no ato de seu
cancelamento - art. 52 do NCC. C

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Para distinguirmos e individualizarmos as pessoas naturais são utilizados como


critérios: a) o nome, que individualiza a pessoa; b) estado, que é a posição do
indivíduo na sociedade política e familiar e c) o seu domicílio, lugar de sua
atividade social.

Esses critérios podem sofrer mudanças, segundo as permissões legais.


Vejamos: 1) o nome é composto de prenome, sobrenome. Há permissão legal
para sua alteração no caso de erro gráfico, por causar embaraços ou
constrangedor, devendo essa alteração ocorrer no primeiro ano de sua
maioridade civil – arts. 55, 59 e 60 da Lei 6.015/1973. Também poderá
ocorrer a substituição de prenome por apelidos públicos notórios – art. 58, da
Lei ; 2) 6.015/73 ) quanto ao estado da pessoa pode ser a) individual, ou
fisiológico, determinado pela saúde mental sexo, idade; b) familiar, ou civil,
determinado pelo casamento, parentesco (pai, irmão) e afinidade (sogra); c)
político, determinado pela nacionalidade. 3) domicílio é a sede jurídica onde a
pessoa exerce os atos da vida.

Os direitos de personalidade, embora por sua essência sejam intransmissíveis,


admitem transmissão dos seus efeitos patrimoni ais – arts. 11, 12 e 18 do NCC.

O item “b”está incorreto uma vez que a residência, segundo os critérios legais
e doutrinários, não se presta para a individualização da pessoa.

O item “c” não é correto por haver opção melhor, já que o estado não deve
dizer apenas respeito ao estado familiar, deve também expressar seu estado
individual e político.

A alternativa “d” está incorreta, uma vez que o sexo, a idade, o estado de
saúde são fatores que compõem o estado individual, o qual individualiza a
pessoa natural juntamente com o domicílio e o nome.

12) São absolutamente incapazes, em conformidade com o art. 3º do Código


Civil Brasileiro, exceto:

a) os menores de dezesseis anos;

b) os pródigos;

c) os que, por enfermidade ou deficiência mental não tiveram o necessário


discernimento para a prática de atos;

d) os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
Resposta: a assertiva letra “a” está correta. A idade cronológica é estipulada
segundo critérios sociais, fisiológicos e históricos segundo o ordenamento
jurídico. Entende o legislador que o menor de dezesseis anos pessoalmente

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não possui o necessário discernimento para a realização dos atos da vida civil
– art. 3º, I do NCC.

A incapacidade absoluta determina a nulidade dos atos emanados pela pessoa


– art. 166, I do NCC.

A alternativa letra “b”, que deveria ser assinalada por estar incorreta,
apresenta os pródigos, que não estão elencados no art. 3º do NCC como
absolutamente incapazes, pois em verdade são relativamente incapazes. A
incapacidade relativa diz respeito àqueles que, devido sua condição pessoal,
podem praticar por si os atos da vida civil, embora necessitem ser assistidos,
sob pena de anulabilidade daquele ato - art. 171, I NCC. Prevê também o art.
105 do NCC que, no caso da incapacidade relativa, por ser uma exceção
pessoal, somente poderá ser formulada pelo próprio incapaz ou seu
representante.

As alternativas letras “c” e “d” apresentam as outras duas formas de


incapacidade absoluta previstas nos incisos, II e III do art. 3º do NCC, mas o
enunciado quer saber aquilo que não configura a incapacidade absoluta.

13) Assinale a alternativa incorreta.

a) O prejuízo do absolutamente incapaz é presumido.

b) Os pródigos são representados.

c) Os silvícolas, enquanto não c ivilizados, são sempre assistidos.

d) O casamento contraído por surdo-mudo que sabia exprimir sua vontade é


plenamente válido.

e) Os pródigos são pessoas que dissipam desordenadamente seus haveres.


Resposta: a alternativa letra “a” está correta. Não importa saber se houve um
prejuízo, o objetivo do legislador é proteger o incapaz. Assim, realizado um ato
por uma pessoa absolutamente incapaz, o ato é tido como se nunca tivesse
produzido efeitos desde sua formação, pois a declaração de sua invalidade
produz efeito ex tunc – art. 166, I do NCC.

A alternativa letra “b” segundo o gabarito está correta. O pródigo é


relativamente incapaz, assim não se impõe a total abstenção dos atos
jurídicos, apenas priva-o de atos que possam comprometer seu patrimônio
sem a assistência representante, o seu curador - art. 4º, IV, 1.767, V e 1.782
do NCC.

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A alternativa letra “c” está incorreta e deve ser assinalada. Silvícola significa é
o habitante das selvas, pela exegese podemos dizer são os indígenas. O NCC,
tal como fazia o anterior protege de forma especial esse grupo de pessoas,
dada a dificuldade de sua educação. Enquanto não civilizados sua capacidade é
relativa, sujeitando-os ao regime tutelar, que encontra-se regulado em leis
especiais - Lei 6.001/1973; Lei 6.015/1973, arts. 50, § 2o e 246, com redação
dada pela Lei 10.267/2001 entre outros.

Enquanto menor de 16 anos o silvícola não civilizado é tido como


absolutamente incapaz, sendo representado. Quando já conta com algum
discernimento é assistido e quando totalmente integrado a civilização torna-se
plenamente capaz, agindo por si só.

A opção “d” está correta, segundo o art. 4º e 5º do NCC. A incapacidade


relativa determina a necessidade de acompanhamento em alguns atos pelo
responsável. São relativamente incapazes: 1) maiores de 16 e menores de 18
anos; 2) os ébrios habituais, toxicômanos e deficientes mentais com
discernimento reduzidos; 3) os excepcionais, sem desenvolvimento mental
completo; 4) os pródigos. Os surdos-mudos não são mais elencados como
relativamente incapazes, como fazia o Código de 1916.

A alternativa “e” está certa, pois a definição de pródigo é exatamente a da


pessoa que gasta ou se desfaz de seus bens sem justificativa, de forma
desordenada podendo chegar a ruína, dilapidando todo seu patrimônio.

14) Aos dezoitos anos completos acaba a menoridade, ficando habilitado o


indivíduo para todos os atos da vida civil (art. 5º do novo Código Civil; art. 9º
do antigo). Entretanto, o menor de dezoito anos pode ter cessada a
incapacidade:

a) pelo casamento;

b) pelo exercício de emprego público;

c) pela colação de grau em curso profissionalizante;

d) por concessão do pai ou, se for morto, da mãe, ou ainda por sentença do
juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

e) pelo estabelecimento civil ou comercial.

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Resposta: A alternativa “a” apresenta a possibilidade prevista no art. 5º, par.


único, II, do NCC.

A menoridade, que abrange a incapacidade absoluta e a capacidade relativa,


normalmente acaba quando o individuo atinge os dezoito anos, marco pelo
qual a pessoa tornar-se-á maior, adquirindo a capacidade de fato. Será
absolutamente capaz, podendo, então, exercer pessoalmente os atos da vida
civil. Antes desse marco seus atos serão nulos, por ser incapaz – art. 166, I - e
anuláveis, quando relativamente – art. 171, ambos do NCC.

A questão buscou tratar também das hipóteses de emancipação. Que pode ser
expressa (ou voluntária) ou tácita (ou legal).

Entre as hipóteses de emancipação legal está o casamento. Uma vez que se a


pessoa tem constituir família não deveria mais necessitar de supervisão. Uma
vez emancipado, mesmo que haja anulação do matrimônio, separação judicial
ou divórcio, ou viuvez, aquele que foi emancipado não retorna ao estado de
incapacidade anterior.

A alternativa letra “b” é considerada errada, por lhe faltar a expressão


“efetivo”. Trata-se de outra hipótese de emancipação tácita ou legal. Mas
observe que a norma exige “exercício de emprego público efetivo”, art. 5º,
par. único, III, do NCC. O legislador quis dizer que não está se abrangendo a
função pública extranumerária ou em comissão.

A hipótese prevista na alternativa letra “c” também está incorreta, o art. 5º,
par. único, IV, do NCC fala em colação de grau em curso de ensino superior,
que, por suas exigências requer um grau mais elevado de maturidade.

A alternativa letra “d” apresenta outra opção incorreta. No caso temos a


emancipação expressa ou voluntária, que se dá quando antes de atingir a
maioridade civil (18 anos), mas tendo completado os 16 anos podem seus pais
conjuntamente, no exercício do poder familiar, lhe conceder a sua
emancipação – art. 5º, par. único, I, do NCC. Essa concessão é feita por
instrumento público, com escritura averbada no Registro Civil competente,
sem que seja necessária a homologação judicial. Outra hipótese prevista no
mesmo inciso é da emancipação por sentença judicial, mas que ocorre no caso
de menor sob regime de tutela.

A última alternativa letra “e”está incorreta. Segundo preceitua o inc. V, do art.


5 º, par. único do NCC, deve o menor, com 16 anos, em função do
desempenho dessas atividades, ou por existir uma relação de emprego, ter
economia própria. Assim a simples abertura de um negócio, ou sua
contratação num trabalho não o torna capaz, dado que é imprescindível que
consiga obter uma economia própria que lhe garanta a subsistência.

15) São representados pelos pais, curadores ou tutores:

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a) somente os absolutamente incapazes;

b) tanto os relativa como os absolutamente incapazes;

c) os emancipados que não tiverem completado vinte um anos de idade;

d) somente os menores de dezesseis anos de idade;

e) os menores entre dezesseis e dezoito anos de idade.

Resposta: A alternativa letra “a” está correta, segundo o gabarito. A


representação trata da relação jurídica pela qual uma determinada pessoa se
obriga diretamente perante terceiro, por meio de ato praticado em seu nome
por um representante, cujos poderes são conferidos por lei ou por mandato,
regrados pelos arts. 115 a 120 do NCC. A representação pode ser legal ou
convencional.

A representação legal serve aos interesses do incapaz. O representante legal é


aquele a quem a lei confere poderes para administrar bens alheios, como os
pais em relação a filho menor; tutor, quanto ao pupilo; e curador, no que
concerne ao curatelado. Na representação convencional ou voluntária o
representante escolhido recebe um mandato, que pode ser expresso ou tácito,
verbal ou escrito, para que atue como o procurador, como no contrato de
mandato - arts. 120 e 653 do NCC.

Os absolutamente incapazes tem a sua vontade suprida pelos seu


representantes legais, que atuam sozinhos exprimindo a sua própria vontade,
não interessando a vontade do representado, já que este não tem, legalmente,
discernimento para escolher o que é bom ou ruim para si mesmo. Os
absolutamente incapazes possuem capacidade de direito, referindo-se a sua
incapacidade ao exercício (uma questão de capacidade de fato ou de
exercício).

A alternativa letra “b” está incorreta. Os relativamente incapazes podem emitir


sua vontade, mas para determinados atos da vida civil necessitam do auxílio
de um assistente, significa dizer que atuam em nome próprio, com a ajuda de
seus pais, tutores ou curadores.

Há representação pelos pais até os dezesseis anos, ocorrendo a assistência


após essa idade e até os dezoito anos.

A assertiva letra “c” está errada. Com a edição do novo Código Civil a
maioridade civil foi alterada, dos vinte um anos previstos no Código anterior
passou-se para dezoito anos – art. 5º do NCC. Ademais quem está emancipado
adquire no mesmo ato a capacidade plena, sendo civilmente capaz para os
atos não precisando mais de representante ou assistente.

A alternativa letra “d” está incorreta porque apresenta uma hipótese já


englobada pela primeira assertiva, menor de dezesseis anos é absolutamente

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incapaz, tal como os enfermos ou deficientes mentais que não possuem


discernimento para os atos da vida civil, como os que, mesmo que
temporariamente, não conseguem exprimir sua vontade – art. 4º do NCC.

A alternativa letra “e” está incorreta, pois entre os dezesseis até os dezoito
anos a pessoa é relativamente capaz e pode ter apenas um assistente, seus
atos mesmo atuando só são válidos, mas pode ser anulados caso seja
prejudicial – art. 171 do NCC.

16) A ausência, declarada por sentença:


a) produz, em qualquer caso, a mera dissolução da sociedade conjugal;
b) produz ipso facto a dissolução do vínculo matrimonial, quando cabível a
sucessão definitiva;
c) poderá produzir tanto a dissolução da sociedade conjugal como a dissolução
do vinculo matrimonial, a critério do cônjuge do desaparecido, desde que
inexistentes bens comuns;
d) não produz nem a dissolução da sociedade conjugal nem o vínculo
matrimonial.
Resposta: A alternativa letra “a” está incorreta. A declaração de ausência
segundo o art. 1.571, § 1º diz que a sociedade conjugal termina, se dissolve, e
se extingue por completo, com a declaração de ausência. Não se trata de mera
dissolução, como acontece na separação, mas de rompimento do vínculo
matrimonial, exatamente como se dá com o divórcio e a morte real, quando a
lei autorizar a sucessão definitiva do ausente. O cônjuge não precisa mais
entrar com o processo de ausência e de divórcio.
A assertiva letra “b” está correta. A ausência, nos casos em que for cabível a
sucessão definitiva, que declarará a morte presumida, passa a ser causa não
apenas de dissolução da sociedade conjugal, mas de extinção do vínculo
conjugal. – arts 6º e 1.571, § 1º, do NCC.
A letra “c” está incorreta. A declaração de ausência não provoca apenas a
curadoria de bens. A rega é não intervir nas outras relações do desaparecido.
Todavia, face às probabilidades de regresso ao seio conjugal do desaparecido,
previu o NCC que a ausência extingue a relação, por presunção, tal qual a
morte civil e o divórcio, mas isto independe da existência ou não de bens
comuns, mencionados na opção de resposta - art. 1.571 § 1º do NCC.
A letra “d” pelos mesmos fundamentos está incorreta, pois a declaração da
ausência, quando a lei autoriza a sucessão definitiva, dissolve a sociedade
conjugal – arts. 6º e 1.571, § 1º, do NCC.

17) Assinale a opção falsa:

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a) a proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou


assistência, o que lhes dá segurança, quer em relação à sua pessoa quer em
relação ao seu patrimônio, possibilitando-lhes o exercício de seus direitos;
b) A morte presumida pode dar-se com ou sem decretação de ausência;
c) A senilidade, por si só, não é causa de restrição da capacidade de fato,
porque não pode ser considerada equivalente a um estado psicótico;
d) O assento da sentença de interdição no registro de pessoas naturais e a
publicação edilícia não são dispensáveis para lhes assegurar eficácia erga
omnes;
e) Em relação à menoridade, a incapacidade cessa quando o menor completar
18 anos ou for emancipado.
Resposta: A alternativa letra “a” é verdadeira. Seja a pessoa absolutamente,
seja relativamente, incapaz a intervenção de um assistente ou representante
visa a resguardar seus respectivos patrimônios e interesses. Há disposição
expressa no sentido de nulidade de atos e ou anulabilidade quando não
estiverem sob o manto de seus representantes legais – art. 3º, 4º, 115, 120,
166, I e 171 todos do NCC.
A letra “b”é verdadeira, pode haver a declaração de morte presumida com ou
seu a decretação de ausência, segundo dispõe o art. 7º do NCC.
A alternativa letra “c” está correta. A capacidade de fato ou de exercício não
está sujeita a uma a limitação temporal. Não é só o motivo de a pessoa ser
idosa que provoca a sua incapacidade, decorrendo esta do estado de saúde. A
idade avançada não torna ninguém incapaz, a não ser que venha a causar na
pessoa prejuízo das faculdades mentais, amoldando-se então à hipótese do
art. 4º, II do NCC, “os que por deficiência mental tenham o discernimento
reduzido”, ou não tenham mais discernimento, art. 3º II do NCC, cabendo a
promoção da interdição.
A alternativa falsa ou incorreta é a letra “d”. O art. 9º do NCC trata da
obrigatoriedade do registro das pessoas naturais. O legislador buscou
assegurar os direitos de terceiros por meio da publicidade dos estados das
pessoas. No inciso I temos o registro de nascimentos: é obrigatório o registro
de todo nascimento, mesmo que tenha morrido no parto, ou nascida sem vida
– Lei 6.015/ 1973, arts. 50 e 53; e art. 9, LXXVI, a da CFRB/1988); dos
casamentos; e dos óbitos. No inciso II a obrigatoriedade do registro da
emancipação por outorga dos pais ou sentença judicial.
No inciso III do art. 9º do NCC, temos a alternativa correta “c ” apresentada
na questão, onde está expresso que é obrigatório o registro de interdição por
incapacidade absoluta ou relativa. Exige-se nesses casos que seja publicado o
decreto judicial de interdição na imprensa local e no órgão oficial três vezes,
com intervalo de dez dias, constando do edital os nomes do interdito e do
curador que o representará nos atos da vida civil, a causa da interdição e os
limites da curatela - CPC, art. 1.184. Somente após a inscrição no Registro de
Pessoas Naturais e a publicação editalícia estará assegurada eficácia erga
omnes.

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No inciso IV, do mesmo artigo, tem-se o registro de sentença declaratória de


ausência e de morte presumida:
Já no art. 10 trata da averbação no registro: inciso I – das sentenças de
nulidade ou anulação do casamento, de separação judicial, do divórcio e do
restabelecimento da sociedade conjugal; II – de atos judiciais ou extrajudiciais
que declarem ou reconheçam a filiação; e III – dos atos judiciais ou
extrajudiciais de adoção:
A alternativa letra “e” está correta. Segundo o art. 5º do NCC a incapacidade
para o menor de 18 cessa quando ele completar 18 anos ou for emancipado.
Repare que a menoridade e a maioridade são conceitos meramente etários.
Alguém é maior ou menor de idade. Assim, uma pessoa com 17 anos e
emancipada continuará sendo menor (menor de idade ou menor de 18 anos),
mas terá a sua incapacidade cessada, estando apto para praticar, por si,
todos os atos da vida civil. Ninguém passa a ser maior de idade com a
emancipação. O que ocorre é a cessação da incapacidade.

18) Segundo disciplina do Novo Código Civil, estão sujeitos ao regime da


curatela, exceto:
a) os deficientes mentais, os ébrios habituais e os viciados em tóxicos;
b) os pródigos;
c) aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o
necessário discernimento para os atos da vida civil;
d) os filhos menores, com o falecimento dos pais;
e) o nascituro, se o pai falecer estando grávida a mulher, e não tendo o poder
familiar.
Resposta: A alternativa letra “a” está correta, portanto não deveria ser
assinalada. As pessoas elencadas na assertiva são relativamente incapazes,
segundo o art. 4º do NCC. Devem, nos atos da vida civil, estar assistidos por
quem de direito os represente. Dispõe o art. 1.767 do NCC que quem, por suas
condições pessoais, não possui o necessário discernimento para os atos da
vida civil, está sujeitos à curatela. É um rol que não comporta interpretação
extensiva. A assertiva está elencada no inciso III do art. 1.767 do NCC.
Nas palavras de Pontes de Miranda a “curatela ou curadoria é o cargo conferido
por lei a alguém, para reger a pessoa e os bens, ou somente os bens, de
pessoas menores, ou maiores, que por si não podem fazer, devido a
perturbações mentais, surdo-mudez, prodigalidade, ausência, ou por ainda não
terem nascido”.
Para que se aplique o instituto da curatela é necessário se recorrer à via
judicial, pois cabe ao juiz instituí-la após verificar sua necessidade e utilidade,
delimitando adequadamente os limites dessa interdição. Os arts. 1.768 e 1769

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cuidam da legitimação para promover a ação de interdição: os pais ou tutores


(1.768, I); o cônjuge ou qualquer parente (1.768, II); e o Ministério Público
(1.768, inciso III e 1.769 NCC).
A alternativa “b” também está correta. Os ébrios estão elencados no art.
1.767, V, recebendo também curador, apesar de ser uma curadoria distinta, já
que na esfera de ordem pessoal permanece com liberdade para o exercício
profissional e para reger-se como melhor lhe aprouver, estando apenas
privado de praticar atos que atinjam seus bens - art. 1.782 do NCC.
A alternativa “c” também está certa. Recebem curador. É a hipótese do inciso
I, do art. 1.767, do NCC. No inciso II e IV, temos aqueles que por outra causa
duradoura, não puderem exprimir a sua vontade e os excepcionais sem
completo desenvolvimento mental;
A alternativa a ser assinalada é a de letra “d”. E está errada a assertiva porque
na hipótese cabe a um tutor, devendo nos atos da vida civil ter um
representante que atue em seu lugar, escolhendo o que seria de sua vontade –
arts 3º e 1.728, I do NCC.
A indicação da tutela em regra cabe aos pais, que podem nomear outro tutor
por testamento ou documento autêntico, caso nenhum dos genitores puder
exercer o poder familiar, como em caso de morte ou incapacidade - art. 1.729
do NCC.
A assertiva letra “e” está correta. O art. 1.779 do NCC resguarda os direitos do
nascituro, objetivando sua vida e saúde e não apenas aos efeitos matrimoniais
que possam repercutir. A curadoria do nascituro cessará com o nascimento da
criança. E no caso da mãe continuar sem o poder familiar a criança será dado
um tutor.
Das diversas disposições acerca dos tutores e curadores dispõe o art. 1.775
que ambos possuem os mesmos direitos e deveres, devendo zelar pelos
interesses de seus tutelados ou curatelados.

19) São pessoas jurídicas de direito público interno:


a) a Federação, seus Estados e os Municípios;
b) a Federação, os Estados e os Municípios, os Territórios e o Distrito Federal;
c) a União, os seus Estados membros e os Municípios;
d) a União, cada um dos seus Estados, o Distrito Federal e cada um dos
Municípios constituídos.
Resposta: A alternativa correta é a letra “d”, com base no art. 41 do NCC, com
redação da pela Lei 11.107/2005.
De forma sintética podemos dizer que direito público regula as relações entre
os Estados, a organização e o funcionamento e as relações entre o Estado e os
indivíduos, enquanto o direito privado regula as relações entre os particulares
(direito civil, comercial entre outros). Cada qual é dividido em ramos que

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abrangem as mais diversas áreas de atuação. O direito público é


preliminarmente divido em externo, atinente aos relacionamentos entre os
diferentes Estados soberanos (países), e o direito público interno que cuida das
normas jurídicas sobre a organização político-estatal, isto é a divisão de
poderes, das funções e limites de seus órgãos e as relações entre governantes
e governados (direito administrativo, tributário, processual, penal entre
outros).
Dito isso, passemos para a pessoa jurídica, que é conceituada como uma
unidade de pessoas naturais ou de patrimônios que visa à obtenção de certas
finalidades. Sendo considerada pela ordem jurídica como sujeito de direitos e
obrigações, conserva inclusive alguns dos direitos da personalidade protegidos
tal como as pessoas naturais – arts. 40 a 52 do NCC.
Existe uma série de teorias que buscam explicar a natureza das pessoas
jurídicas: a) teoria da ficção (Savigny), afirmando que só o homem é capaz de
ser sujeito de direito, a pessoa jurídica é uma ficção legal para exercer direitos
patrimoniais e facilitar a função de certas entidades. b) a teoria da equiparação
(Windscheid e Brinz), pela qual a pessoa jurídica é um patrimônio equiparado
no seu tratamento jurídico às pessoas naturais; c) a teoria da realidade
objetiva ou orgânica (Gierke, Zitelmann) que as pessoas jurídicas seriam
organismos sociais (pessoas naturais organismos físicos) que têm existência e
vontade própria, distinta da de seus membros, tendo por finalidade realizar um
objetivo social; e a d) teoria da realidade das instituições jurídicas (Hauriou)
segundo a qual as teorias anteriores estão parcialmente corretas, Como a
personalidade da pessoa natural deriva do direito, da mesma forma pode o
direito concede-lo a determinados agrupamentos de pessoas ou de bens que
tenham por escopo a realização de interesses humanos.
As pessoas jurídicas de direito público podem ser: a) de direito público externo
e b) de direito público interno.
As pessoas jurídicas de direito público externo serão regulamentadas pelo
direito internacional, como é o caso das nações estrangeiras, organismos
internacionais (como a ONU, OIT, OEA, UNESCO) e a Santa Sé – art. 42 do
NCC.
As pessoas jurídicas de direito público interno serão reguladas pela
Constituição Federal, códigos administrativos e leis especiais. Segundo a
legislação pátria, estabelece o NCC no art. 41 o seguinte rol de pessoas
jurídicas de direito público interno: a União, Estados, Distrito Federal,
Municípios (que são entes centrais que constituem a administração direta) e as
Autarquias, inclusive as associações públicas e as demais entidades de caráter
público criadas por lei (entes descentralizados criados por lei que integram a
administração indireta).
As alternativas “a”, “b”, erram por elencar como pessoa jurídica a Federação,
que é forma de divisão política do território do Estado.
A “c” não está correta, na medida que deixa de mencionar o Distrito Federal e
os Territórios, sendo mais completa a alternativa “d”.

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20) São pessoas jurídicas de direito privado:


a) os partidos políticos;
b) as organizações religiosas;
c) as empresas públicas;
d) as organizações da sociedade civil de interesse público;
e) todas as alternativas estão corretas.
Resposta: A alternativa correta é a letra “e”. Segundo dispõe o art. 44 do NCC,
com redação dada pela Lei 10.825/2003 todas as assertivas estão corretas.
As pessoas jurídicas de direito privado, que são as instituídas por iniciativa de
particulares, dividem-se em: associações; sociedades; fundações;
organizações religiosas e partidos políticos.
As associações são grupos de pessoas que se reúnem na busca de um fim
religioso, moral, cientifico, literário, ou uma utilidade pública. Em verdade o
termo associação já abrangia as organizações religiosas e partidos políticos,
mas que agora receberam incisos próprios para assinal-alos.. Estão
disciplinadas nos artigos 53 a 61 do NCC.
Em relação às empresas públicas, são pessoas jurídicas de direito privado
autorizadas por lei específica, estudadas pelo Direito Administrativo. Segundo
o Dec. Lei nº 200/1967, que permite que adotem quaisquer das formas
jurídicas admitidas em direito, todavia ressalva se faz que devam adotar
societárias com responsabilidade limitada dos sócios (sociedade limitada ou
S/A), pois o Poder Público não pode contratar obrigações de valor ilimitado –
art. 167 da CFRB/1988.

21) À vista das proposições abaixo elencadas, sobre fundações, assinale a


alternativa errada.
a) Para criar a fundação, far-lhe-á o seu instituidor, por escritura pública ou
testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se
destina, declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.
b) Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado, onde situadas.
c) Para que se possam alterar os estatutos da fundação, é mister, apenas, que
a reforma seja deliberada pela maioria simples de seus componentes para
gerir e representá-la;
d) Verificado se nociva ou impossível a mantença de uma fundação, ou vencido
prazo de sua existência, o patrimônio, salvo disposição em contrário no ato
constitutivo, ou nos estatutos, será incorporado a outras fundações que se
proponham a fins iguais ou semelhantes.
Resposta: A alternativa letra “a”está correta. O art. 62 do NCC dispõe sobre a
forma de constituição das fundações:uma escritura pública ou testamento,

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onde constará o ato de dotação que compreende a reserva de bens livres do


instituidor legalmente disponíveis, indicação do fim lícito objetivado, assim
como será a sua administração.
A fundação pode ser constituída para fins religiosos, morais, culturais ou
assistenciais. E para seu registro se faz necessária, ainda, a intervenção do
Ministério Público, que verifica a observância das disposições do NCC, se os
bens atribuídos são suficientes aos fins colimados. Sendo aprovado, poderá ser
registrada e passará a ter personalidade jurídica própria.
A alternativa letra “b” está correta. O art. 66 do NCC dispõe que o encargo de
fiscalizá-las cabe ao Ministério Público Estado onde está situada por ser esse
quem tem melhores condições de atuar, se o funcionamento cair em mais de
um Estado, o §2º do mesmo artigo determina que o encargo caberá, em cada
um deles aos respectivos Ministérios Públicos.
A alternativa letra “c” está incorreta. Para que seja reformado o estatuto social
da fundação prevê o art. 67 do NCC que: a) a alteração seja deliberada por
2/3 dos competentes para gerir e representar a fundação; b) que não contrarie
ou desvirtue o fim desta; e que c) seja aprovada pelo órgão do Ministério
Público respectivo.
Caso seja denegada pelo Ministério Público os interessados poderão ir a juízo
requerendo que o juiz a supra. E se reforma não tiver sido aprovada pela
maioria, os administradores da fundação, ao submeterem o estatuto ao órgão
do Ministério Público, requererão que se cientifique o fato à minoria, que
poderá, se quiser impugnar a alteração, recorrendo ao Judiciário, dentro do
prazo decadencial de dez dias – arts. 67 e 68 do NCC.
A alternativa letra “d” está incorreta. Segundo o art. 69 do NCC, tornando-se o
seu fim ilícito, ou impossível, terminado o seu prazo de existência, ou ainda
inútil sua finalidade a fundação poderá ser extinta por requerimento do
Ministério Público, ou ainda, qualquer interessado - CPC, art.1.204.
Os bens pertencentes à fundação extinta com a decretação judicial da
extinção, caso não exista no ato constitutivo ou estatuto disposições acerca do
destino a ser lhes dado, serão incorporados em outra fundação de fins
idênticos ou similares aos seus, designada pelo juiz.

22) Segundo classificação adotada pelo Código Civil Brasileiro, o conjunto dos
materiais resultantes da demolição de uma casa, o direito à sucessão aberta, o
saco de 60 kg de feijão-preto, e uma escultura de Leonardo da Vinci, são
considerados, respectivamente, bens
(A) móvel, móvel, consumível e infungível.
(B) móvel, imóvel, infungível e fungível.
(C) imóvel, móvel, fungível e infungível.
(D) móvel, imóvel, fungível e infungível.

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(E) imóvel, móvel, consumível e fungível.

Alternativa correta letra “d”.


A alternativa letra “a” está errada. Todo o direito recai sobre um objeto, ou
seja, é a base material sobre a qual se exerce um direito subjetivo (que será
exercido por um titular). O bem é assim tudo aquilo que possa proporcionar
utilidade aos homens.
Os bens podem ser classificados por diversos critérios: 1º) bens considerados
em si mesmo: mobilidade (móveis e imóveis); fungibilidade (fungíveis e
infungíveis); consuntibilidade (consumíveis ou inconsumíveis); singularidade
(singulares ou coletivos) e divisibilidade (divisíveis e indivisíveis); e 2º) bens
reciprocamente considerados: quando se analisa dois tipos de bens
internamente entre si, sendo um o bem acessório e outro um bem principal
(benfeitorias, frutos, produtos e pertenças).
Bens imóveis aqueles que não admite locomoção ou transporte, pois haveria
destruição ou perda, enquanto os bens móveis são os que podem ser
removidos, sem perda ou diminuição de sua substância.
Os bens imóveis se subdividem em: bem imóvel por natureza; por acessão
física e por determinação legal. E os móveis podem ser subclassificados em:
bem móvel propriamente dito; bem semovente; e bem móvel por
determinação legal.
No caso o conjunto dos materiais resultantes da demolição de uma casa é um
bem móvel propriamente dito, porque só se locomove por uma força alheia
(diferentemente do semovente que se locomove por força própria, como, por
exemplo, um animal vivo) - art. 82 do NCC.
Mas se esses materiais tivessem sido retirados da casa para uma reforma e
voltassem depois a formá-la seriam considerados bens imóveis por acessão
física, também chamada de acessão artificial, que incluem tudo aquilo que o
homem incorporar permanentemente ao solo - art. 79, 2a parte e 81, II, do
NCC. Para o direito civil são considerados imóveis mesmo que para a tutela
penal venham a ser considerados como bens móveis
A alternativa letra “b” também está incorreta. Pois direito à sucessão aberta, é
um bem imóvel por determinação legal, mesmo que a herança seja formada
apenas por bens móveis ou direitos pessoais. Por ser considerada legalmente
como imóvel, exige solenidade para sua transmissão (escritura pública) e
outorga conjugal, com o objetivo de evitar fraudes ao direito sucessório dos
herdeiros - art. 80, II, combinado com o art. 1.647, I. Nos bens móveis, para
exemplificar, um bem móvel por determinação legal é a energia elétrica ou gás
canalizado - art. 83, I.
A assertiva letra “c”está errada. Pelos motivos expostos nos itens anteriores.
A alternativa “d” está correta. Por apresentar uma combinação onde todos os
itens estão corretos.

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A classificação do conjunto dos materiais resultantes da demolição de uma


casa é um bem móvel, art. 82; e o direito à sucessão aberta é um bem imóvel,
por determinação legal, art. 81, II.
O saco de 60 kg de feijão-preto é um bem fungível, porque pode ser
substituído por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade - art. 85.
E a escultura de Leonardo da Vinci é um bem infungível porque não admite
substituição, pois sua qualidade é única - art. 85.
A alternativa letra “e”está incorreta.
Poderíamos reunir uma classificação incorreta dos dois primeiros bens.
Poderíamos dizer que os bens resultantes da demolição são bens móveis
propriamente ditos, inconsumíveis, por admitirem o uso reiterado, não se
exaurindo sua qualidade como bem na primeira utilização como é o caso dos
alimentos em natura, ou os combustíveis; fungíveis; singulares e divisíveis;
O direito a sucessão aberta é um direito imóvel, por determinação legal,
inconsumível, coletivo porque por lei não admite existência de per si, sendo
reunidos todos os bens do falecido; indivisível quanto à propriedade e posse da
herança;
O saco de feijão é um bem móvel propriamente tido, consumível, fungível,
singular e divisível; e
A escultura de Leonardo é um bem móvel propriamente dito, inconsumível,
infungível, singular e indivisível.

23) Constituída a sociedade empresarial detentora de personalidade jurídica e


tendo adquirido sua personalidade jurídica, é certo que:
a) o seu patrimônio responde ilimitadamente pelas obrigações por ela
assumidas;
b) passa ela a ter um patrimônio comum com as pessoas físicas instituidoras; c)
seu nome social é privativo, não podendo ser atribuído as sociedades de
fato;
d) a nacionalidade estrangeira não é permitida para empresas que pretendem
atuar no Brasil;
e) não é possível ocorrer à desconsideração da pessoa jurídica.
Resposta: A alternativa letra “a” está correta. O início da personalidade das
pessoas jurídicas ocorre em duas fases: a) pela vontade humana, ou seja, pelo
ato constitutivo. Não necessitando de qualquer ato administrativo de
concessão ou autorização – arts. 45 e 997 do NCC, exceto quando dispo a lei
em sentido diverso (sociedade dependente de autorização - arts. 1.123 a
1.141 do NCC; b) com o registro de seus atos constitutivos no registro próprio,
quando então adquire personalidade jurídica e passa a ter capacidade de
direito e poderá exercer os atos da vida civil.
No caso das sociedades simples esse registro é feito no Registro Civil das
Pessoas Jurídicas - arts. 998, 1.000 e 1.150 do NCC. E nas sociedades

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empresárias se dá no Registro Público de Empresas Mercantis, as Juntas


Comerciais - art. 1.150 do NCC. É, portanto, o registro que separa a
personalidade jurídica entre a sociedade e seus sócios. Assim, depois de
registrada adquire capacidade, podendo celebrar negócios jurídicos
compatíveis com o objeto social e de acordo com os poderes de quem age pela
sociedade (no caso de excesso de poderes a sociedade poderá argüir para não
ser obrigada a cumprir nos casos do art. 1.015, III e § único, adotando-se a
teoria do ato ultra vires, isto é, além das forças ou fora do objeto social); e
além dos direitos terá também os deveres, responsabilidade: civil,
administrativa e criminal por seus atos com o seu patrimônio, de forma
integral. Terá a responsabilidade penal, prevista constitucionalm ente no art.
225, § 3º da CRFB que diz que a sociedade por ser sujeito ativo de crime
ambiental.
Embora não reproduzindo o texto do art. 20 do Código revogado, os arts. 47 e
1.022 do NCC consagram a autonomia jurídico-patrimonial das pessoas
jurídicas.
A alternativa letra “b” está incorreta. Em sendo regularmente registrada, o
patrimônio que receber é seu e não de seus sócios, por ter personalidade
própria.
O NCC também trata das sociedade despersonificadas – 986. A sociedade
despersonificada não constitui uma pessoa jurídica, não se cria um novo ente
novo dotado de direitos e obrigações. Nas sociedade despersonificadas não há
essa separação entre sociedade e sócios, que constituem uma mesma
realidade. A sociedade em comum, nova denominação que o NCC reserva para
as antigas figuras doutrinárias das sociedades de fato e irregulares, configura
apenas ente formal, dotado de personalidade anômala.
Silvio de Salvo Venosa disserta que “O Código de Processo Civil (CPC), no
artigo 12, ao estabelecer como são representadas em juízo, ativa ou
passivamente, as pessoas jurídicas, atendendo a uma realidade social, atribui
personificação processual a certas entidades que não têm personalidade
jurídica de direito material. São os casos da massa falida, da herança jacente
ou vacante, do espólio, das sociedades sem personalidade jurídica (sociedades
irregulares ou de fato) e do condomínio.

Mais adiante, no mesmo artigo publicado no Jornal Valor Econômico do dia


11.04.03, o mencionado autor ensina que “A falta de registro implica em
princípio ausência de personalidade jurídica. Contudo, havendo a sociedade,
como realidade fática, o direito não pode abstrair todos os seus efeitos
jurídicos. Sem estabelecer a personalidade jurídica, o ordenamento reconhece
efeitos práticos na existência dessa identidade. Dá-se nome de sociedades de
fato, para distingui-las das sociedades de direito ou regulares. O novo código,
sob a epígrafe "da sociedade em comum", dispõe a respeito no artigo 986:
"Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto
por ações em organização, pelo disposto neste capítulo, observadas
subsidiariamente e no que forem compatíveis, as normas da sociedade

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simples." O artigo 987 dispõe que os sócios, nessa entidade, nas relações
entre si ou com terceiros, somente podem provar a sua existência por escrito,
mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. O novo código dispõe que
todos os sócios respondem, em princípio, solidária e ilimitadamente pelas
obrigações sociais (artigo 990)”.
A alternativa letra “c” está incorreta. O nome empresarial é o primeiro
elemento de identificação da empresa - art. Art. 5 º, XXIX da CRFB/1988 e
1.155 do NCC. É o nome empresarial, que tem como espécies à denominação
e a firma, que identifica, individualiza, a pessoa jurídica ou o empresário
individual, o qual não possui personalidade distinta daquela que ostenta como
pessoa natural.
A firma é composta é composta pelo nome civil dos sócios que compõe a
sociedade, servindo a firma como assinatura da sociedade. Enquanto a
denominação é uma expressão de fantasia, não servindo de assinatura nos
contratos, onde deve aparecer abaixo da denominação o nome civil do sócio
administrador que a representa.
O nome empresarial somente adquire proteção com o registro do contrato
social, ou da alteração do contrato social que modificou o nome. A lei não
prevê o registro simplesmente do nome. A previsão legal refere-se ao registro
do contrato social ou de sua alteração, garantindo-se por intermédio desse
registro o direito de utilização exclusiva daquele nome – art. 1.166 do NCC.
Observa-se que o nome empresarial deve ser distinto dos demais já inscritos
no registro - art. 1.163 do NCC. Ocorre que não apenas o empresário
individual possui nome empresaria, na espécie “firma” (art. 1.156 do NCC),
como esse proteção ao nome se estende se estende às sociedades simples,
fundações e associações (art. 1.155 do NCC).
A sociedade de fato pode e deve receber como toda pessoa, mas como a
sociedade de fato não está registrada não possuirá proteção desse nome
escolhido – art. 986 do NCC .
A proteção do nome pelo art. 1.166 do NCC se da nos limites do respectivo
Estado em que e registrada, ou seja, na Junta Comercial . Quem primeiro
registrar assegura o direito ao nome, podendo a qualquer tempo reivindicar
que seja anulada a inscrição de outro nome igual, é uma ação em que não
corre a prescrição ou decadência, diz o art. 1.167.
A perda da proteção do nome ocorre com a extinção da pessoa jurídica - art.
51, § 3º e 1.168. do NCC.
A assertiva letra “d” está incorreta, com base no art. 1.134 e 1.135 do NCC,
que prevê a possibilidade da atuação no país por si mesma ou por intermédio
de estabelecimentos filiais, sucursais, agências, escritórios de representação
ou postos comerciais, mantendo seu estabelecimento-sede no país em que foi
constituída essa empresa estrangeira.
Assim podemos definir a sociedade estrangeira como sendo aquela que é
constituída de acordo com as leis de seu país de origem e que nele tem sua
sede e administração fora do nosso país e nacionais as constituídas sob a lei
brasileira e que tenha sua sede no Brasil (art. 1.126 do NCC).
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Para poderem realizar seus negócios aqui precisam ter autorização


governamental do Poder Executivo – art. 1.134 antes de registrarem seus atos
no registro cabível – art. 1.136.
A alternativa letra “e” está incorreta. A personificação da sociedade e a
limitação da responsabilidade dos sócios não podem servir de couraça para
encobrir o objetivo de violar a lei, fraudar, ou agir de forma irregular, ou com
má-fé.
Assim justiça passou então a desconsiderar a personalidade da pessoa jurídica
e alcançar os bens e pessoas que dentro dela se escondem para responderem
pelos atos cometidos.
O Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/1990, art. 28, adota a teoria
menor da desconsideração, segundo a qual basta a pessoa jurídica não possuir
bens suficientes para aplicar o instituto e, assim alcançar os bens dos
administradores e sócios, independentemente de culpa ou conduta pessoal
destes. O mesmo raciocínio se impõe na Lei Antitruste, Lei 8.884/1994, art. 18
e na Lei de Crimes Ambientais, Lei 9.605/1998, art. 4º, acompanhado pelo
Direito do Trabalho. Enquanto a desconsideração das pessoas jurídicas
coligadas integrantes de um grupo de sociedades – arts. 1.097 e 1.098 do
NCC- dependerá de apuração de culpa delas no caso (§ 4º do art. 28 do CDC),
a das controladas não dependerão de demonstração de culpabilidade (§ 2º do
art. 28 do CDC).
O art. 50 do NCC seguiu a linha da teoria maior da desconsideração, tendo
como pressuposto a insuficiência de bens da pessoa jurídica mais o desvio de
finalidade (pressuposto subjetivo) ou o estado de confusão patrimonial
(mistura) entre os bens dos sócios e da sociedade (pressuposto objetivo),
atingindo apenas os sócios e administradores cuja conduta esteja ligada ao
fato que ensejar a desconsideração.

24) A massa falida, o condomínio e o espólio:


a) são pessoas jurídicas de direito privado;
b) não são pessoas jurídicas de direito público interno;
c) não são pessoas jurídicas de direito privado;
d) não são pessoas jurídicas, mas têm capacidade para demandar em juízo,
ativa e passivamente.
Resposta: A alternativa correta é a letra “d”, segundo os arts. 12, III e IV do
CPC e 1.348 do NCC.
A massa falida, o condomínio e o espólio, como também a herança vacante, ou
jacente, e as sociedades em comum (ou de fato), ou seja todos entes
despersonalizados, por permissão legal do art. 12 do CPC, receberam a
faculdade de figurarem como partes na relação processual, em decorrência de
uma realidade fática que o direito não poderia ignorar para efeitos práticos.

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Essas entidades possuem características das pessoas jurídicas, mas que não
chegam a ganhar sua personalidade. Faltam-lhes requisitos imprescindíveis à
personificação. São um simples agrupamento, seja de pessoas, seja somente
de bens, sem que haja a affectio societatis, porque são formados
independentemente da vontade de seus membros ou por ato jurídico que
vincule um corpo de bens.
O art. 12 do CPC diz que as sociedades sem personalidade jurídica serão
representadas no processo pela pessoa a quem couber a administração de
seus bens; a massa falida e o condomínio pelos respectivos síndicos, e a
herança por um curador.
O diploma processual refere-se às sociedades de fato ou irregulares. São as
pessoas jurídicas que ainda não atenderam aos requisitos legais que lhes
autorizam a vida jurídica regular, ou por faltar o registro, que é essencial, ou
por este registro ser irregular. A falta de registro implica ausência de
personalidade jurídica.
As alternativas “a”, “b” e “c” são falsas porque excluem a opção correta que
considera que os entes do enunciado não são pessoas jurídicas de qualquer
tipo.

25) A sociedade por ações:


a) na sistemática do Código Civil de 2002, a aplicação das regras da
sociedades limitadas às Sociedades por Ações dependente de disposição
contratual expressa nesse sentido.
b) Não é simples e tampouco empresária. Trata-se de um terceiro tipo
societário sui generis, previsto em lei especial;
c) Independentemente de seu objeto é sempre considerada empresária;
d) Pode ser simples ou empresária, dependendo de seu objeto social;
e) Será sempre simples, com capital social dividido em ações e
responsabilidade dos sócios limitada ao preço de emissão.
Resposta: A alternativa letra “a” está incorreta. A Sociedade Anônima, S/A, é
uma das espécies das sociedades por ações, a outra espécie é a sociedade em
comandita por ações.
O NCC dedica os arts. 1.088 e 1.089 à S/A, trazendo no primeiro o conceito e
no, segundo, a regência por lei especial, a Lei 6.404/1976, ou Lei das S/A. Nos
casos omissos da lei especial aplicam-se as disposições do NCC.
Portanto, segundo o art. 1.089 do NCC a aplicação é cogente, isso é
determinada por lei, não sendo necessário que o Estatuto da S/A preveja essa
possibilidade, não estando restrita ao tipo societário da limitada.
A alternativa letra “b” está incorreta. As sociedades podem ser classificadas
segundo vários critérios, a saber: sua empresarialidade; a personalidade; a
nacionalidade; o regime de constituição e dissolução; a estrutura de capital; a

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responsabilidade dos sócios; a origem do capital; a rigidez do capital; e a


pluralidade de sócios.
Segundo a empresarialidade a sociedade por ser: a) simples, quando lhe falta
o caráter organizativo (métodos, divisão de trabalho, dos fatores ou
elementos de produção); ou se apesar de possuir esse caráter tiver por objeto
exclusivamente a prestação de serviços intelectuais, de índole artística,
literária ou científica - art. 982 c/c 966, § único ambos do NCC; ou se a
sociedade tiver objeto rural, salvo se optar pó seu registro na Junta
Comercial; e as sociedades cooperativas - art. 982, § único do NCC, b)
empresárias quando tiverem por escopo o exercício da atividade econômica
organizada para a produção de bens ou serviços – art. 966. O NCC disciplina
nos 1.039 a 1.092 que para serem empresárias devem se constituir segundo
os tipos regulados, com necessário o registrado nas Juntas Comerciais.
Para se saber se uma sociedade é empresária devemos verificar se a) atende
ao critério funcional ou estrutural da atividade econômica, isto é, o modo pelo
qual ela é exercida (estrutura organizada); b) se não há impedimento ou
ausência de proibição legal (sendo o objeto exclusivamente intelectual será
simples); c) o critério de opção de realizarem seu registro na Junta Comercial;
e d) critério legal ou formal de determinação (como é o caso das Sociedades
por Ações independentemente do objeto, é sociedade empresária, por força da
lei, art. 982, § único do NCC).
A alternativa letra “c” está correta. Pelo art. 982, § único do NCC
independentemente de seu objeto é considerada uma sociedade empresária.
A alternativa “d” está incorreta, com o mesmo fundamento da questão
anterior, art. 982 § único do NCC, não importa se o objeto social é ou não
empresarial, basta a mera adoção desse modelo societário para ser
considerada como empresária.
A alternativa letra “e” está incorreta. Como visto, a S/A é uma sociedade
empresária, e não simples - art. 982 § único do NCC.

26) Assinale a alternativa incorreta:


a) a sociedade anônima é sempre empresária, mesmo que seu objeto seja
atividade econômica civil, tanto que uma companhia constituída só por
dentistas para a prestação de serviços de odontologia pelos próprios
acionistas, embora tenha por objeto uma atividade não empresarial, está
sujeita ao regime jurídico empresarial;
b) as sociedades anônimas se classificam em abertas ou fechadas, conforme
tenham, ou não, admitidos à negociação, na Bolsa ou no mercado de balcão,
os valores mobiliários de sua emissão;
c) tanto as companhias abertas quanto às fechadas, para funcionarem,
necessitam de autorização do governo federal concedida pela Comissão de
Valores Mobiliários, autarquia vinculada ao Banco Central do Brasil;

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d) os administradores da companhia aberta são obrigados a comunicar


imediatamente à Bolsa de Valores e a divulgar pela imprensa qualquer
deliberação da assembléia geral ou dos órgãos de administração da
companhia, ou fato relevante ocorrido nos seus negócios, que possa influir, de
modo ponderável, na decisão dos investidores do mercado de vender ou
comprar valores mobiliários emitidos pela companhia.
Resposta: A assertiva letra “a” está correta, portanto não deveria ser
assinalada. Fundamentada no disposto no art. 982, § único do NCC,
independentemente de seu objeto é considerada uma sociedade empresária.
Se não tivesse sido adotado esse modelo societário estaríamos diante de uma
sociedade simples – art. 966 § único do NCC.
A alternativa “b” está correta. As S/A possuem determinadas características
que poderiam ser relacionadas em: a) podem ser abertas ou fechadas; b) seu
capital social é dividido em ações; d) quanto ao regime jurídico de constituição
e dissolução (sociedades contratuais e sociedades institucionais; e) constituída
por subscrição pública ou privada; f) responsabilidade do acionista é limitada;
g) são sociedades de capitais; h) sempre terá natureza empresária; i) adota
como nome empresarial a denominação social; e j) possui quantidade mínima
de acionistas.
No caso entende-se que são abertas ou fechadas, conforme tenham ou não os
valores mobiliários de sua emissão admitidos à negociação no mercado.
O objetivo da emissão de valores mobiliárias é o de obtenção de recursos junto
ao público investidor para aplicação em empreendimentos produtivos - art. 4º
da Lei das S/A e art. 19 da Lei nº. 6.385/76.
Apenas captam recursos junto ao público investidor (subscrição pública), as
S/A abertas. Já nas companhias fechadas, a subscrição se dá de forma
privada, isto é, entre um círculo restrito de pessoas que a compõe.
A alternativa letra “c” está incorreta, portanto deveria ser assinalada. As S/A
são livres pela iniciativa privada e em regra não necessitam de autorização
para funcionarem, basta o simples registro na Junta Comercial. A autorização
para a constituição de uma S/A foi abolida pelo Decreto-Lei 2.627/40, ficando
reservada apenas para entidades que necessitam de maior controle
governamental, como as instituições financeiras. No caso das S/A abertas
observamos a necessidade de registro na Comissão de Valores Mobiliários –
CVM, um para a própria companhia e outro para cada emissão de valores
mobiliários – art. 4º da Lei nº 6.404/1976.
O item “e” está correto, com base no disposto no arts. 4º e 157, § 4º, da Lei
nº 6.404/1976. Os administradores das S/As possuem deveres e
responsabilidades expressos em seção dedicada exclusivamente a esse
assunto na lei. São deveres:
a) diligência: para cumprir o dever de diligência o administrador deve agir
com cuidado ativo, zelo, presteza, de acordo com o a conduta empregada em
seus próprios negócios (art. 153).

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O cumprimento desse dever é orientado pela persecução dos fins e interesses


da companhia, atendidas as exigências do bem comum e da função social da
empresa (art. 154). Não poderá fazer uso de bens e direitos da companhia em
proveito próprio ou de terceiro, seja ou não entre coligada, controladora ou
controlada (art. 245), nem praticar atos gratuitos à conta dela, salvo
autorização do órgão competente. No caso de grupo de sociedades, será
observada a convenção do grupo (art. 273).
b) lealdade: veda-se ao administrador utilizar, em proveito próprio ou de
terceiro, as informações comerciais a que teve acesso em virtude do exercício
do cargo (art. 155). A lei lhe impõe o dever de reserva e de sigilo.
O administrador também é impedido de intervir em operação social em que
tiver interesse conflitante com a companhia. Diante do conflito, a solução é
abster e informar essa circunstância (156). Não está o administrador, como
pessoa física, impedido de contratar com a sociedade, desde que em condições
razoáveis e eqüitativas, idênticas às de mercado, salvo sem se tratando de
instituição financeira (Lei 4.595/64, art. 34, I).
c) informar: aplicado ao administrador de S/A aberta, o administrador deve
informar usa posição acionária na companhia, bem como divulgar as
deliberações e fatos que possam influir na cotação de valores mobiliários
(disclosure), art. 157.1

27) Segundo o Código Civil é anulável o negócio jurídico


(A) quando for ilícito, impossível ou indetermi nável o seu objeto.
(B) quando o moti vo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.
(C) celebrado por pessoa absolutamente incapaz não representada.
(D) por vício resultante de dolo, coação, estado de perigo ou lesão.
(E) quando tiver por objetivo fraudar lei imperativa.

A alternativa correta é a letra “d”.


A assertiva letra “a” está incorreta. O exame do negócio situado no plano de
validade requer para que o negócio seja válido que se tenha objeto lícito (é
ilícita a compra e venda de coisa roubada), que seja possível (física ou
juridicamente, Não é uma prestação impossível, uma pessoa vender herança
de pessoa viva - art. 426 do NCC) e deverá ser determinado (ou pelo menos,

1
A Bolsa de Valores trabalha com o princípio da ampla informação (full disclosure), assim tudo
que acontece na S/A que seja importante deve ser comunicado à imprensa e à Bolsa de
Valores A Instrução 358 da CVM, de 03.01.2002, dispõe sobre a divulgação e uso de
informações sobre ato ou fato relevante relativo às companhias abertas, entre outros,
estabelecendo vedações e condições para a negociação de ações na pendência de fato
relevante não divulgado ao mercado. Você pode acessar a CVM em: http://www.cvm.gov.br.

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suscetível de determinação, pelo gênero e quantidade). Não obedecendo


algum desses itens será considerado nulo - arts. 104, II, e 166, II do NCC.
A nulidade é a sanção legal ao ato praticado em desconformidade com o
preceituado. Como efeito da decretação da nulidade o ato praticado perderá
todos seus efeitos, já que ofendeu a ordem pública. Ao ser declarado
judicialmente nulo o ato é como se ele nunca tivesse existido desde sua
formação, pois a declaração de sua invalidade produz efeito ex tunc. As partes
voltam ao estado que se encontravam antes de praticar o ato, caso isso não
seja possível devem ser indenizadas com o equivalente, segundo o art. 183 do
NCC.
A alternativa a letra “b”também está errada, pois a hipótese está no elenco do
art. 166 que trata da nulidade dos negócios jurídicos em seu inc II. Se o
motivo for ilícito ferirá os bons costumes, a ordem pública e a moral, portanto
é nulo e não anulável.
O item “c” está incorreto porque o absolutamente incapaz não pode praticar
atos caso esteja sem seu representante. Não pode exercer os atos na vida
civil, porque devido à idade não atingiu ainda necessário discernimento para
distinguir o que podem ou não fazer. Seus atos só serão válidos se forem
representados por seu pai, por sua mãe, ou por tutor – art. 3º, 104 e 166 do
NCC.
A alternativa “d” é a única correta por arrolar os defeitos do negócio jurídico
que são anuláveis, segundo os art. 145, 151, 156 e 157 do NCC. São defeitos
que decorrem da manifestação de vontade (além desses quatro temos o erro e
a ignorância, art. 138), pois há uma contradição entre aquilo que a pessoa
deseja e o que ela faz. Nesses seis casos o ato é anulável, isto é, pode-se
argüir sua anulação dentro de um determinado prazo (decadencial, de 4 anos
segundo o art. 178, inc. I e II, do NCC), Nada sendo argüido passados os 4
anos, o defeito é sanado e o ato não poderá mais ser anulado por esse motivo.
O prazo é de quatro anos nesses casos porque previsto pelos artigos referidos,
mas quando a lei disser que o prazo é anulável e não determinar prazo esse
será de 2 anos, contados da data de sua conclusão, segundo o art. 179 do
NCC.
A alternativa “e” está incorreta porque é nulo o negócio jurídico que tiver por
objetivo fraudar lei imperativa, segundo o art. 166, inc. VI do NCC.

28) As fundações de direito privado:


(A) não poderão ser criadas para fins econômicos ou lucrativos.
(B) serão instituídas por escritura pública ou instrumento particular, mediante
a dotação especial de bens livres e suficientes para os fins a que se destinam.
(C) poderão ter seus estatutos alterados, por deliberação da maioria absoluta
dos competentes para geri-la, devendo ser a alteração necessariamente

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aprovada pelo juiz.


(D) terão seus estatutos elaborados pelo instituidor, sob pena de ineficácia da
dotação.
(E) só poderão ser extintas tornando-se impossível ou inútil a finalidade a que
visam.

A resposta correta segundo o gabarito é a letra “a”.


A alternativa “a” está correta. A criação das fundações é regulada pelo NCC
dos arts. 62 a 69. Podemos conceituar a fundação, segundo Caio Mário da
Silva Pereira, 2 como a “atribuição de personalidade jurídica a um patrimônio,
que a vontade humana destina a uma finalidade social”. Segundo o art. 62, §
único, somente podem ser criadas fundações para fins religiosos, morais,
culturais ou de assistência. Assim, tal como acontece com a associação,
podemos encontrar casos em que vemos a atuação de uma fundação numa
atividade que objetiva um resultado positivo líquido, por exemplo, a venda de
produto, gerando, portanto uma renda, um lucro, mas todo o valor arrecadado
voltará para os fins da instituição, seja ele cultural, assistencial ou moral
Uma controvérsia já superada era a existência de uma corrente que defendia
só haver fundações privadas e outra que entendia poder existir dois tipos ou
espécies de fundações, as privadas e as públicas. Atualmente não há mais
dúvidas que podem existir dois tipos de instituição. E apesar de várias
características distintas a diferença entre elas reside na origem do capital pré-
constituído para a criação da fundação, sendo pública se for criada por lei, com
capital estatal (veja o art. 5º, IV do Decreto-Lei 200/67, nos termos da Lei
Federal 7.569, de 10 de abril de 1987 e o art. 37, XIX, da Constituição Federal
de 1988) e privada quando criada por pessoa física com capital privado.
É de se observar que caso os bens destinados a constituir o patrimônio da
fundação não sejam suficientes para tanto, não dispondo de outro modo por
seu instituidor, serão os mesmos incorporados em outra fundação que se
proponha a fim igual ou semelhante – art. 63. E caso os bens destinados na
sua instituição não tenham sido transferidos à fundação serão registrados por
meio de ordem judicial –art. 64 ambos do NCC.
A letra “b” está incorreta porque, segundo o art. 62, caput, do NCC o
instituidor para criar uma fundação terá que fazer uso de uma escritura pública
ou testamento. Nesse documento fará uma dotação especial de bens livres e
dirá o fim a que se destina, podendo se quiser declarar a maneira como será
administrada.
O item “c” está incorreto porque o estatuto da fundação, para ser alterado,
segundo o artigo 67, I, requer deliberação de 2/3 dos competentes (para gerir
e representar a fundação), desde que não contrarie o seu fim (inc. II) e essa
alteração será submetida a aprovação do Ministério Público – MP. Caso este se
recuse, aí sim os interessados poderão ir a juízo onde irão requerer o

2
In: Instituições de Direito Civil. Rio de Janeiro: Forense, 2004.

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suprimento dessa aprovação do MP (inc. III). A alteração poderá ainda ter sido
aprovada por votação não unânime, nesse caso os administradores da
fundação ao submeterem o estatuto alterado ao órgão do MP requererão que
se dê ciência à minoria vencida para impugná-la, se quiser, em dez dias.
A letra “d” está errada porque caso o estatuto não seja elaborado pelas
pessoas escolhidas pelo instituidor da fundação no prazo estipulado, ou
ultrapassados 180 dias quando não houver prazo pré-determinado a
incumbência caberá ao Ministério Público. Portanto não será atingida por
ineficácia a dotação.
E a letra “e” está incorreta porque a fundação pode ser extinta de duas
formas: a) quando a finalidade para qual foi instituída a fundação se tornar
ilícita, impossível ou inútil, ou b) quando for estipulada por prazo determinado
e esse prazo terminar – art. 69 do NCC.

29) Assinale a alternativa verdadeira:


a) O titular de direito eventual, nos casos de condição suspensiva, não pode
praticar atos destinados à sua conservação, porquanto a eficácia do direito
depende do evento futuro e incerto.
b) O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.
c) O termo inicial suspende o direi to e, assim, o próprio exercício.
d) O titular de direito somente pode praticar atos destinados à conservação do
direito nos casos de condição resolutiva, porque, aí, há aquisição do direito,
perdendo a eficácia com o implemento da condição.
Está correta a alternativa “b”, segundo o gabarito apresentado.
A alternativa “a” está incorreta. Relembre alguns conceitos para podermos
responder essa questão: o fato jurídico é todo acontecimento, natural ou
humano, capaz de repercutir efeitos na esfera do direito, sendo capaz de criar,
modificar ou extinguir direitos. Podem ser subdivididos em a) atos jurídicos
stricto sensu, quando seus efeitos já se encontram pré-determinados na lei e
b) negócio jurídico, onde os efeitos são regulados pelas partes.
Os negócios jurídicos podem ser estudados pelo plano de sua existência (se há
vontade humana, objeto, a obediência a um pressuposto específico), pelo
plano da validade (se a pessoa tem capacidade de fato, se possuí legitimidade,
se o objeto é lícito, determinável e possível, se obedece a forma acaso
existente e se estão ausentes os vícios de consentimento) e no plano da
eficácia (que parte do pressuposto que o ato existe e é válido, conforme os
planos anteriores, restando analisar se produzirá efeitos, isso é verificará se há
ineficácia originária ou sucessiva, como a presença de uma condição
suspensiva que adia a eficácia).
A eficácia pode ser suspensa ou modificada por uma condição suspensiva, ou
pela existência de um termo ou de encargo. Portanto, se pendendo condição
suspensiva ou mesmo resolutiva a pessoa ainda não tem direito subjetivo, é

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uma mera expectativa, mas a lei lhe confere a prerrogativa de praticar atos
que visem conservar e proteger esse direito, é expressamente dispõe o art.
130 do NCC.
A alternativa “b” está correta porque o termo, que é um evento futuro e certo
(quando se sabe o dia em que ocorrerá, por exemplo, o dia das mães) ou
incerto (sabe-se que vai ocorrer, mas não se tem certeza de quando, por
exemplo, a morte) ao qual se subordinam os efeitos dos atos jurídicos. Assim,
o termo inicial (que é o momento em que o ato jurídico começa a gerar
efeitos) pode suspender o seu exercício, mas se o ato é existente já
possibilitou que o titular adquira o direito, por exemplo, como se vê do art.
1.924 do NCC. Confirmando isso o art. 130 do NCC expressamente diz que o
termo inicial não suspende a aquisição do direito.
A alternativa letra “c”está incorreta como visto. Consulte o art. 130 do NCC.
O item “d” está incorreto porque o art. 130 diz que tanto pode ser o titular de
direito eventual com condição suspensiva, quanto resolutiva, tanto faz.
Lembrando que condição resolutiva é aquela em que quando o efeito futuro e
incerto ocorrer o ato jurídico pára de gerar efeitos, por exemplo, a mãe
promete ao filho que ele pode ficar com o carro dela enquanto não se casar,
assim enquanto não verificada a condição estipulada, casamento, o filho
continuará com o carro. Já a condição suspensiva é aquela em que a condição
impede que o ato jurídico produza seus efeitos, por exemplo, a mãe promete
ao filho um carro se ele se casar. Casando-se, a condição está implementada e
ele adquire o veículo.

30) A proteção dos direitos da personalidade:


(A) aplica-se somente às pessoas naturais e às pessoas jurídicas de direito
público.
(B) em nenhuma hipótese se aplica às pessoas jurídicas.
(C) é aplicável indistintamente às pessoas naturais e jurídicas.
(D) aplica-se no que couber às pessoas naturais e jurídicas.
(E) aplica-se somente às pessoas naturais e às pessoas jurídicas constituídas
na modalidade de associações ou fundações.

A alternativa “a” está incorreta. Observe que o art. 52 do NCC não excepciona
os tipos de pessoas jurídicas. Toda pessoa tem personalidade, que é um
atributo de ser pessoa. É uma aptidão para ser sujeito de relações jurídicas.
Ser pessoa, como dizia Pontes de Miranda, é ser sujeito de direito. Ser pessoa
jurídica é ser sujeito de direito de direitos e obrigações separadamente de seus
membros. A personalidade perdura por toda a vida, acabando com a morte
para a pessoa física (morte civil em regra e por exceção com a morte
presumida, que ocorre quando o cadáver não é encontrado) – art. 2º do NCC.

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Para a pessoa jurídica, sua personalidade termina com o cancelamento do


registro (art.
A alternativa “b” está incorreta, tendo em vista o dispositivo expresso do NCC
(art. 52) que estende às pessoas jurídicas, no que for compatível com a sua
existência ideal, a proteção dos direitos da personalidade.
A alternativa “c” está incorreta porque nem todos os direitos da personalidade
elencados nos arts. 11 a 21, são compatíveis com as pessoas jurídicas, como o
direito ao corpo, a voz, a honra subjetiva (dignidade, decoro auto-estima)
A questão apresenta a alternativa “d” correta. Em regra todas as pessoas são
capazes, isto estão aptas a gerir suas vidas e praticar todos os atos da vida
civil, logo portadoras de personalidade e com ampla possibilidade de se
utilizarem dos mecanismos destinados à sua preservação. Inclusive a pessoa
jurídica possui uma personalidade própria, independente das pessoas que a
formaram, cuja proteção é reconhecida pelo direito, obviamente dentro dos
limites e possibilidades da sua existência no plano ideal ou moral (art. 52 do
NCC).

Até nosso próximo encontro, não deixem de estudar.


Um abraço,
Ronald. A. Sharp Junior.

Abaixo temos as questões apresentadas nessa aula, sem a as respostas.

1) A lei nova pode infringir:


a) expectativa de direito;
b) interesses protegidos;
c) faculdades;
d) direitos adquiridos;
e) as opções “a”e ‘
”c”estão corretas.

2) Do princípio da irretroatividade das leis decorre:

a) que a lei nova não preservará aquelas situações já consolidadas em que o


interesse individual prevalece;

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b) a impossibilidade de aplicação imediata da nova lei;

c) que a lei velha continuará regrando os casos ainda não jul gados;

d) o respeito ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada;

e) a repristinação dos efeitos da lei velha para alcançar negócios de execução


já iniciada, mas ainda não concluída.

3) Nos atos judiciais e extrajudiciais, as pessoas jurídicas serão representadas,


ativa e passivamente por quem os respectivos estatutos designarem. Porém,
não havendo designação estatutária, serão representadas pelos seus:
a) procuradores;
b) gerentes
c) prepostos;
d) administradores;
e) superintendentes.

4) O princípio locus regit actum determina que:

a) a lei do país onde se acha situada a coisa rege inteiramente as relações


jurídicas de que esta constitui objeto;

b) a lei do lugar de domicílio do agente rege os atos por ele praticados;

c) a lei do país de nascimento da pessoa rege os atos por ela praticados;

d) a forma extrínseca ou relativa à prova dos atos jurídicos se rege pelas leis
do lugar onde eles se celebram, qualquer que seja a nacionalidade dos
estipulantes;

e) a lei mais benéfica rege os atos praticados pelos respectivos nacionais,


dentro dos limites de cada Estado soberano.

5) Para atuar o direito, o intérprete vale-se de diferentes técnicas. Daí, faça a


correspondência e marque a alternativa correta para as seguintes técnicas de
integração.

I. Interpretação extensiva.

II. Interpretação lógica.

III. Interpretação teleológica.

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IV. Interpretação restritiva.


V. Interpretação gramatical.

VI. Interpretação sistemática.

VII. Interpretação autêntica.

( ) Consiste em comparar o dispositivo sujeito à exegese com outros do


mesmo repositório ou de leis diversas, mas referente ao mesmo objeto.

( ) Procura estabelecer uma conexão entre os diferentes textos legais,


supondo os meios fornecidos pela interpretação gramatical.

( ) Consiste na verificação do sentido exato do texto das normas jurídicas, do


alcance das palavras empregadas pelo legislador.

( ) Verifica-se quando a fórmula legal é menos ampla do que a mens


legislatoris deduzida.

( ) Supõe, que o legislador, ao elaborar a norma, usou expressões mais


amplas do que seu pensamento.

( ) É aquela que emana do próprio órgão que estabeleceu a norma


interpretada, declarando o seu sentido e conteúdo por meio de outra norma
jurídica.

( ) Consiste na procura do fim objetivado pelo legislador, elegendo-o como


fonte do processo interpretativo do texto legal.

a) VII, II, V, IV, I, VI, III.

b) IV, V, II, VII, VI, III, I.

c) VI, II, V, I, IV, VII, III.

d) IV, VII, V, I, III, VI, II.

e) VI, VII, V, IV, I, II, III.

6) Quando a lei é omissa sobre um determinado ponto polêmico o juiz pode ou


deve:

a) recorrer sempre ao princípio da equidade;

b) decidir por analogia;

c) ter liberdade de decidir segundo seu critério pessoal;

d) repristinar a norma revogada.

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7) Ao socorre-se da jurisprudência para interpretar a norma jurídica, deve o


juiz:

a) cingir-se à verificação da existência ou não de súmula dos Tribunais


Superiores sobre a matéria e, em caso positivo, aplicá-la incondicionalmente. b)
encontrar os precedentes judiciários majoritários e decidir a lide segundo
seus princípios;

c) aplicar a jurisprudência do Tribunal sob o qual exerce sua jurisdição;

d) considerar os precedentes dos Tribunais, que formam a jurisprudência


levando-se em consideração a interpretação da norma, ao lado do emprego
dos demais métodos científicos de exegese.

8) Aponte a opção falsa:

a) O juiz pode conhecer, ex offício, a decadência convencional.

b) A decadência ex vi legis, por ser de ordem pública é irrenunciável.

c) São imprescritíveis as ações que versem sobre os direitos da personalidade.


d) A prescrição pode ser alegada em qualquer instância ou fase do processo,
pela parte a que aproveita.

e) A causa suspensiva da prescrição é circunstância que paralisa


temporariamente seu curso, de modo que, superado o fato suspensivo, a
prescrição continua a correr, computado o tempo decorrido antes dele.

9) Sobre a decadência, das afirmativas abaixo, somente uma está incorreta.


Assinale-a:

a) A decadência não corre contra os relativamente incapazes.

b) A decadência atinge a direitos potestativos.

c) Os prazos de decadência podem ser fixados em lei ou contrato.

d) A decadência pode ser pronunciada de ofício pelo juiz, mesmo em se


tratando de direito patrimonial.

10) O início da personalidade civil do homem se dá:

a) desde a concepção do nascituro;

b) a partir do nascimento com vida;

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c) 24 horas após o nascimento com vida;

d) a partir da constatação da boa forma física de bebê;

e) nenhuma das respostas anteriores.

11) São traços distintivos da personalidade, além do nome, compondo a


individualização da pessoa natural:

a) o estado e o domicílio;

b) o sexo, a profissão e a residência;

c) o estado familiar e o domicílio;

d) o sexo, a idade e a nacionalidade.

12) São absolutamente incapazes, em conformidade com o art. 3º do Código


Civil Brasileiro, exceto:

a) os menores de dezesseis anos;

b) os pródigos;

c) os que, por enfermidade ou deficiência mental não tiveram o necessário


discernimento para a prática de atos;

d) os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

13) Assinale a alternativa incorreta.

a) O prejuízo do absolutamente incapaz é presumido.

b) Os pródigos são representados.

c) Os silvícolas, enquanto não c ivilizados, são sempre assistidos.

d) O casamento contraído por surdo-mudo que sabia exprimir sua vontade é


plenamente válido.

e) Os pródigos são pessoas que dissipam desordenadamente seus haveres.

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14) Aos dezoitos anos completos acaba a menoridade, ficando habilitado o


indivíduo para todos os atos da vida civil (art. 5º do novo Código Civil; art. 9º
do antigo). Entretanto, o menor de dezoito anos pode ter cessada a
incapacidade:

a) pelo casamento;

b) pelo exercício de emprego público;

c) pela colação de grau em curso profissionalizante;

d) por concessão do pai ou, se for morto, da mãe, ou ainda por sentença do
juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

e) pelo estabelecimento civil ou comercial.

15) São representados pelos pais, curadores ou tutores:

a) somente os absolutamente incapazes;

b) tanto os relativa como os absolutamente incapazes;

c) os emancipados que não tiverem completado vinte um anos de idade;

d) somente os menores de dezesseis anos de idade;

e) os menores entre dezesseis e dezoito anos de idade.

16) A ausência, declarada por sentença:


a) produz, em qualquer caso, a mera dissolução da sociedade conjugal;
b) produz ipso facto a dissolução do vínculo matrimonial, quando cabível a
sucessão definitiva;
c) poderá produzir tanto a dissolução da sociedade conjugal como a dissolução
do vinculo matrimonial, a critério do cônjuge do desaparecido, desde que
inexistentes bens comuns;
d) não produz nem a dissolução da sociedade conjugal nem o vínculo
matrimonial.

17) Assinale a opção falsa:

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a) a proteção jurídica dos incapazes realiza-se por meio da representação ou


assistência, o que lhes dá segurança, quer em relação à sua pessoa quer em
relação ao seu patrimônio, possibilitando-lhes o exercício de seus direitos;
b) A morte presumida pode dar-se com ou sem decretação de ausência;
c) A senilidade, por si só, não é causa de restrição da capacidade de fato,
porque não pode ser considerada equivalente a um estado psicótico;
d) O assento da sentença de interdição no registro de pessoas naturais e a
publicação edilícia não são dispensáveis para lhes assegurar eficácia erga
omnes;
e) Em relação à menoridade, a incapacidade cessa quando o menor completar
18 anos ou for emancipado.

18) Segundo disciplina do Novo Código Civil, estão sujeitos ao regime da


curatela, exceto:
a) os deficientes mentais, os ébrios habituais e os viciados em tóxicos;
b) os pródigos;
c) aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o
necessário discernimento para os atos da vida civil;
d) os filhos menores, com o falecimento dos pais;
e) o nascituro, se o pai falecer estando grávida a mulher, e não tendo o poder
familiar.

19) São pessoas jurídicas de direito público interno:


a) a Federação, seus Estados e os Municípios;
b) a Federação, os Estados e os Municípios, os Territórios e o Distrito Federal;
c) a União, os seus Estados membros e os Municípios;
d) a União, cada um dos seus Estados, o Distrito Federal e cada um dos
Municípios constituídos.

20) São pessoas jurídicas de direito privado:


a) os partidos políticos;
b) as organizações religiosas;
c) as empresas públicas;
d) as organizações da sociedade civil de interesse público;
e) todas as alternativas estão corretas.

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21) À vista das proposições abaixo elencadas, sobre fundações, assinale a


alternativa errada.
a) Para criar a fundação, far-lhe-á o seu instituidor, por escritura pública ou
testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se
destina, declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.
b) Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado, onde situadas.

c) Para que se possam alterar os estatutos da fundação, é mister, apenas, que


a reforma seja deliberada pela maioria simples de seus componentes para
gerir e representá-la;
d) Verificado se nociva ou impossível a mantença de uma fundação, ou vencido
prazo de sua existência, o patrimônio, salvo disposição em contrário no ato
constitutivo, ou nos estatutos, será incorporado a outras fundações que se
proponham a fins iguais ou semelhantes.

22) Segundo classificação adotada pelo Código Civil Brasileiro, o conjunto dos
materiais resultantes da demolição de uma casa, o direito à sucessão aberta, o
saco de 60 kg de feijão-preto, e uma escultura de Leonardo da Vinci, são
considerados, respectivamente, bens
(A) móvel, móvel, consumível e infungível.
(B) móvel, imóvel, infungível e fungível.
(C) imóvel, móvel, fungível e infungível.
(D) móvel, imóvel, fungível e infungível.
(E) imóvel, móvel, consumível e fungível.

23) Constituída a sociedade empresarial detentora de personalidade jurídica e


tendo adquirido sua personalidade jurídica, é certo que:
a) o seu patrimônio responde ilimitadamente pelas obrigações por ela
assumidas;
b) passa ela a ter um patrimônio comum com as pessoas físicas instituidoras; c)
seu nome social é privativo, não podendo ser atribuído as sociedades de
fato;
d) a nacionalidade estrangeira não é permitida para empresas que pretendem
atuar no Brasil;
e) não é possível ocorrer à desconsideração da pessoa jurídica.

24) A massa falida, o condomínio e o espólio:

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a) são pessoas jurídicas de direito privado;


b) não são pessoas jurídicas de direito público interno;
c) não são pessoas jurídicas de direito privado;
d) não são pessoas jurídicas, mas têm capacidade para demandar em juízo,
ativa e passivamente.

25) A sociedade por ações:


a) na sistemática do Código Civil de 2002, a aplicação das regras da
sociedades limitadas às Sociedades por Ações dependente de disposição
contratual expressa nesse sentido.
b) Não é simples e tampouco empresária. Trata-se de um terceiro tipo
societário sui generis, previsto em lei especial;
c) Independentemente de seu objeto é sempre considerada empresária;
d) Pode ser simples ou empresária, dependendo de seu objeto social;
e) Será sempre simples, com capital social dividido em ações e
responsabilidade dos sócios limitada ao preço de emissão.

26) Assinale a alternativa incorreta:


a) a sociedade anônima é sempre empresária, mesmo que seu objeto seja
atividade econômica civil, tanto que uma companhia constituída só por
dentistas para a prestação de serviços de odontologia pelos próprios
acionistas, embora tenha por objeto uma atividade não empresarial, está
sujeita ao regime jurídico empresarial;
b) as sociedades anônimas se classificam em abertas ou fechadas, conforme
tenham, ou não, admitidos à negociação, na Bolsa ou no mercado de balcão,
os valores mobiliários de sua emissão;
c) tanto as companhias abertas quanto às fechadas, para funcionarem,
necessitam de autorização do governo federal concedida pela Comissão de
Valores Mobiliários, autarquia vinculada ao Banco Central do Brasil;
d) os administradores da companhia aberta são obrigados a comunicar
imediatamente à Bolsa de Valores e a divulgar pela imprensa qualquer
deliberação da assembléia geral ou dos órgãos de administração da
companhia, ou fato relevante ocorrido nos seus negócios, que possa influir, de
modo ponderável, na decisão dos investidores do mercado de vender ou
comprar valores mobiliários emitidos pela companhia.

27) Segundo o Código Civil é anulável o negócio jurídico


(A) quando for ilícito, impossível ou indetermi nável o seu objeto.
(B) quando o moti vo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito.

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(C) celebrado por pessoa absolutamente incapaz não representada.


(D) por vício resultante de dolo, coação, estado de perigo ou lesão.
(E) quando tiver por objetivo fraudar lei imperativa.

28) As fundações de direito privado:


(A) não poderão ser criadas para fins econômicos ou lucrativos.
(B) serão instituídas por escritura pública ou instrumento particular, mediante
a dotação especial de bens livres e suficientes para os fins a que se destinam.
(C) poderão ter seus estatutos alterados, por deliberação da maioria absoluta
dos competentes para geri-la, devendo ser a alteração necessariamente
aprovada pelo juiz.
(D) terão seus estatutos elaborados pelo instituidor, sob pena de ineficácia da
dotação.
(E) só poderão ser extintas tornando-se impossível ou inútil a finalidade a que
visam.

29) Assinale a alternativa verdadeira:


a) O titular de direito eventual, nos casos de condição suspensiva, não pode
praticar atos destinados à sua conservação, porquanto a eficácia do direito
depende do evento futuro e incerto.
b) O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.
c) O termo inicial suspende o direi to e, assim, o próprio exercício.
d) O titular de direito somente pode praticar atos destinados à conservação do
direito nos casos de condição resolutiva, porque, aí, há aquisição do direito,
perdendo a eficácia com o implemento da condição.

30) A proteção dos direitos da personalidade:


(A) aplica-se somente às pessoas naturais e às pessoas jurídicas de direito
público.
(B) em nenhuma hipótese se aplica às pessoas jurídicas.
(C) é aplicável indistintamente às pessoas naturais e jurídicas.
(D) aplica-se no que couber às pessoas naturais e jurídicas.
(E) aplica-se somente às pessoas naturais e às pessoas jurídicas constituídas
na modalidade de associações ou fundações.

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