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SINASE

Sistema Nacional de Atendimento


Socioeducativo
ECA
• O ECA (Estatuto da Criança e do
Adolescente) foi fundado em 1990 e tem
como base o princípio de “prioridade
absoluta” às crianças e aos adolescentes.
• O ECA institui ainda a co-responsabilidade de
toda a sociedade civil e do poder público em
garantir o direito a uma vida saudável aos
meninos e meninas de todo o País, conforme
propõe o artigo 4°.

• Também cria medidas de proteção (voltadas


para situações em que os direitos de meninos e
meninas são ameaçados ou violados) e
medidas socioeducativas (aplicadas para
adolescentes que cometem atos infracionais).
SINASE
• O Sistema Nacional de Atendimento
Socioeducativo (Sinase) é um projeto de
lei aprovado por resolução do Conselho
Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente (Conanda). O Sinase prevê
normas para padronizar os procedimentos
jurídicos envolvendo menores de idade,
que vão desde a apuração do ato
infracional até a aplicação das medidas
socioeducativas
• Entre as mudanças estabelecidas está a
exigência de que cada unidade de atendimento
em regime fechado (medidas socioeducativas
de privação de liberdade) atenda, no máximo, a
90 adolescentes por vez, sendo que os quartos
deverão ser ocupados por apenas três jovens.
Também está prevista a mudança na arquitetura
dessas unidades, que deverá privilegiar as
construções horizontais e espaços para
atividades físicas. Serviços de educação, saúde,
lazer, cultura, esporte e profissionalização são
prioridades no Sistema.
• O projeto especifica ainda as
responsabilidades dos governos federal,
estadual e municipal em relação à
aplicação das medidas e a reinserção
social dos adolescentes em conflito com a
lei.

• Essa distinção fortalece o princípio de


“prioridade absoluta”, posto que envolve
todas as instâncias concernentes.
• Um caráter essencial do SINASE é a priorização das medidas em meio aberto. O
parágrafo seguinte, retirado do próprio documento, elucida a questão:

• “Outrossim, priorizou-se as medidas em meio aberto


(prestação de serviço à comunidade e liberdade
assistida) em detrimento das restritivas de liberdade
(semiliberdade e internação em estabelecimento
educacional). Haja vista que estas somente devem
ser aplicadas em caráter de excepcionalidade e
breviedade. Trata-se de estratégia que busca reverter
a tendência crescente de internação dos
adolescentes bem como confrontar a sua eficácia
invertida, uma vez que tem se constatado que a
elevação do rigor das medidas não tem melhorado
substancialmente a inclusão social dos egressos do
sistema socioeducativo.” (p.13)
Perfil Majoritário do adolescente
em conflito com a lei
• São adolescentes do sexo masculino (90%); com idade
entre 16 e 18 anos (76%);
• Da raça negra (mais de 60%); que não freqüentavam a
escola (51%); que não trabalhavam (49%);
• e viviam com a família (81%) quando praticaram o
delito.
• Não concluíram o Ensino Fundamental (quase 90%);
• Eram usuários de drogas (85,6%); e consumiam,
majoritariamente:
• maconha (67,1%), cocaína/crack (31,3%), e álcool
(32,4%).
• Os principais delitos praticados por esses adolescentes
foram: roubo (29,5%); homicídio (18,6%); furto
• (14,8%); e tráfico de drogas (8,7%).
Relação entre transtornos mentais, álcool e
outras drogas e ato infracional

• Um estudo produzido por um grupo de pesquisadores


da Bahia intitulado “Morbidade psiquiátrica entre
adolescentes em conflito
• com a lei’, de 2003, que tem como objetivo descrever o
perfil psiquiátrico, destacando os transtornos em
• co-morbidade entre os adolescentes em conflito com a
lei da Casa de
• Acolhimento ao Menor (CAM), apresenta os seguintes
resultados:
Portaria 647, de 11 de novembro
de 2008
• A portaria 647/2008 regula a ação do ministério da saúde nos dispositivos de
execução de medidas socioeducativas, estabelecendo a relação entre a atenção
primário aos adolescentes e a rede local de saúde, como preescreve o Art. 4° da
referida portaria:
• “Art.4º Definir que a atenção integral à saúde dos
adolescentes de que trata esta
• Portaria, deve prioritariamente ser oferecida pela Rede
Local de Saúde. No caso da atenção à
• saúde ser realizada em estabelecimento localizado
dentro da unidade de internação ou de
• internação provisória, deve contar com estrutura física e
de equipamentos de acordo com os
• processos realizados, conforme Anexo II.” (p.1)
• O seguinte gráfico revela o encaminhamento dos
adolescentes em cumprimento de medidas
socioeducativas em questões referentes ao uso
prejudicial de álcool e outras drogas:
• Relativo à utilização de procedimentos de contenção e
isolamento em saúde mental, a seguinte tabela nos
informa sua frequência:
O que a Saúde Mental tem a ver
com o comportamento infracional?
• A partir dos gráficos demonstrados nesta
apresentação e na discussão proposta,
devemos nos perguntar qual a relação
entre a Saúde mental e o comportamento
mental, no sentido em que os princípios
da Reforma Psiquiátrica Brasileira e as
diretrizes das Leis não se aplicam em sua
integridade sem, no entanto, que a Saúde
Mental deixe de intervir, mesmo que em
contexto polêmico e discutível.
• Esse fato se revela por antecedentes que
denotam a atual intervenção da Saúde
Mental nos dispositivos de cumprimento
de medidas socioeducativas, como:

• Alta medicalização;
• Alta psiquiatrização;
• Contencão e isolamento executados pela
Saúde Mental;
Conclusão
• A conclusão que segue não é um fechamento, mas sim um
indicativo da atual situação dos dispositivos de cumprimento de
medidas socioeducativas e da intervenção da Saúde Mental nesses
dispositivos. A partir daí, podemos inferir certas constatações:
– O perfil majoritário dos adolescentes em cumprimento de medidas
socioeducativas responde a um parâmetro socio-econômico que reflete
a atual situação de desigualdade social do país;
– Ao contrário das diretrizes das Leis e princípios norteadores, a atual
situação implica um agravamento da questão do ato infracional, tanto
pela inadequação destas instituições, quanto pelo crescente número
desses adolescentes e do agravamento das medidas socioeducativas;
– A intervenção da Saúde Mental não condiz com os princípios da
Reforma Psiquiátrica Brasileira, contribuindo para o processo de
institucionalização e psiquiatrização/medicalização, em detrimento de
métodos aprovados e concordados nas Leis e diretrizes concernentes.

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