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Campus Marabá Instituto de Geociências e Engenharias Ajustes e Tolerâncias Professor: Valdez Aragão de Almeida
Campus Marabá Instituto de Geociências e Engenharias Ajustes e Tolerâncias Professor: Valdez Aragão de Almeida

Campus Marabá

Instituto de Geociências e Engenharias

Ajustes e Tolerâncias

Professor: Valdez Aragão de Almeida Filho

Marabá, 2017

1. 2. 2.1 2.3 2.3.1 2.3.3 3.
1.
2.
2.1
2.3
2.3.1
2.3.3
3.

Roteiro da aula

Introdução Tolerância dimensional

Afastamentos

2.2 Tolerância

Ajustes

Ajuste com folga

2.3.2 Ajuste com interferência

Ajuste incerto

Referências bibliográficas

3  Sempre
3
 Sempre

1. Introdução

É muito difícil executar peças com as medidas rigorosamente exatas porque todo processo de

fabricação está sujeito a imprecisões;

acontecem

variações

desvios

das

ou

cotas indicadas no desenho;

Entretanto, é necessário que peças semelhantes, tomadas ao acaso, sejam intercambiáveis, isto é,

possam ser substituídas entre si, sem que haja

necessidade de reparos e ajustes;

4  Esses peças
4
 Esses
peças

1. Introdução

A prática tem demonstrado que as medidas

das peças podem variar, dentro de certos

limites, para mais ou para menos, sem que isto prejudique a qualidade;

desvios

aceitáveis

o

medidas

das

se

chama

de

nas

caracterizam

que

tolerância dimensional;

5
5

1. Introdução

O uso de tolerâncias é essencial para o sucesso de um produto;

Além de assegurar a intercambialidade, a tolerância influencia diretamente o custo e a qualidade das peças;

No Brasil, o sistema de tolerâncias recomendado

pela ABNT segue as normas internacionais ISO;

6  As
6
 As

2. Tolerância dimensional

cotas

indicadas

desenho

técnico

são

no

chamadas de dimensões nominais;

É impossível executar as peças com os valores exatos dessas dimensões!

Então, procura-se determinar desvios, dentro dos quais a peça possa funcionar corretamente;

Esses desvios são chamados de afastamentos;

7
7

2.1 Afastamentos

Os afastamentos são desvios aceitáveis das dimensões nominais, para mais ou menos,

que permitem a execução da peça sem

prejuízo para seu funcionamento e intercambialidade;

Eles podem ser indicados no desenho técnico,

como mostra a Figura 1;

8 2000)
8
2000)

2.1 Afastamentos

8 2000) 2.1 Afastamentos Figura 1 . Exemplo de afastamento. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso

Figura 1. Exemplo de afastamento. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso

9  O sinal
9
 O
sinal

2.1 Afastamentos

Neste exemplo, a dimensão nominal do diâmetro do pino é 20 mm;

Os afastamentos são: +0,28 mm e +0,18 mm;

são

positivos, isto é, que as variações da dimensão nominal são para valores maiores;

indica

afastamentos

+

que

os

O afastamento de maior valor é chamado de afastamento superior;

10  Tanto
10
 Tanto

2.1 Afastamentos

O afastamento de menor valor é chamado de afastamento inferior;

um

quanto

outro

indicam

limites

os

máximo e mínimo da dimensão real da peça;

Somando o afastamento superior à dimensão nominal obtemos a dimensão máxima;

Somando

afastamento

inferior

à

dimensão

o

nominal obtemos a dimensão mínima;

11
11

2.1 Afastamentos Exemplo 1

Analise a vista ortográfica cotada e determine o

afastamento superior, o afastamento inferior, a dimensão máxima e a dimensão mínima.

ortográfica cotada e determine o afastamento superior, o afastamento inferior, a dimensão máxima e a dimensão
12   Essa  Quando
12
 Essa
 Quando

2.1 Afastamentos

Depois de executado, o diâmetro da peça pode ter qualquer valor dentro desses dois limites;

A dimensão encontrada, depois de executada a peça, é a dimensão efetiva ou real;

dimensão

deve

estar

dentro

dos

limites

da

dimensão máxima e da dimensão mínima;

dois

afastamentos

são

positivos,

que

os

a

a

dimensão efetiva da peça é sempre dimensão nominal;

maior

13
13

2.1 Afastamentos

Entretanto, há casos em que a cota apresenta dois afastamentos negativos, ou seja, as duas

variações em relação à dimensão nominal são

para menor;

Quando isso acontece, o afastamento superior

corresponde

absoluto;

ao

de

menor

valor

numérico

Neste caso, de dois afastamentos negativos, a dimensão efetiva da cota será sempre menor que a dimensão nominal;

14
14

2.1 Afastamentos Exemplo 2

Analise a vista ortográfica cotada e determine o

afastamento superior, o afastamento inferior, a dimensão máxima e a dimensão mínima.

ortográfica cotada e determine o afastamento superior, o afastamento inferior, a dimensão máxima e a dimensão
15 negativo;
15
negativo;

2.1 Afastamentos

Há ainda casos em que os dois afastamentos têm

sentidos diferentes, isto é, um é positviso e outro é

Quando isso acontece, o afastamento positivo sempre corresponde ao afastamento superior e o afastamento

negativo corresponde ao afastamento inferior;

Numa mesma peça, as cotas podem vir acompanhadas

de diferentes afastamentos, de acordo com as

necessidades funcionais de cada parte, como mostra a Figura 2;

19

16
16

2.1 Afastamentos Exemplo 3

Analise a vista ortográfica cotada e determine o

afastamento superior, o afastamento inferior, a dimensão máxima e a dimensão mínima.

ortográfica cotada e determine o afastamento superior, o afastamento inferior, a dimensão máxima e a dimensão
17
17

2.1 Afastamentos

17 2.1 Afastamentos Figura 2 . Exemplo de peças com diferentes afastamentos. (Fonte: Apostila Desenho Técnico

Figura 2. Exemplo de peças com diferentes afastamentos. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso 2000)

18
18

2.2 Tolerância

Tolerância é

a variação entre a dimensão

máxima e a dimensão mínima;

Para obte-la, calcula-se a diferença entre uma

e outra dimensão;

Acompanhe

cálculo

da

tolerância

o

no

exemplo mostrado na Figura 3;

+0,28 , a tolerância é 0,13 mm;

Na cota 20 +0,15

19 2000)
19
2000)

2.2 Tolerância

19 2000) 2.2 Tolerância Figura 3 . Exemplo de tolerância. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso

Figura 3. Exemplo de tolerância. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso

20   
20

2.2 Tolerância

A tolerância pode ser representada graficamente, como mostra a Figura 4;

Nessa representação, os valores dos afastamentos estão exagerados;

O exagero tem por finalidade facilitar a visualização do

campo de tolerância, que é o conjunto dos valores compreendidos entre o afastamento superior e o afastamento inferior;

Corresponde ao intervalo que vai da dimensão mínima à dimensão máxima;

21
21

2.2 Tolerância

21 2.2 Tolerância Figura 4 . Representação gráfica da tolerância. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso 2000)

Figura 4. Representação gráfica da tolerância. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso 2000)

22
22

2.2 Tolerância

Qualquer dimensão efetiva entre os afastamentos superior e inferior, inclusive a

dimensão máxima e a dimensão mínima, está

dentro do campo de tolerância;

As tolerâncias de peças que funcionam em

conjunto dependem da função que estas peças vão exercer;

Conforme a função, um tipo de ajuste necessário;

é

23 furo;
23
furo;

2.3 Ajustes

Para entender o que são ajustes precisa-se antes saber o que são eixos e furos de peças;

Quando se fala em ajustes, eixo é o nome genérico dado a qualquer peça, ou parte de peça, que funciona alojada em outra;

Em geral, a superfície externa de um eixo trabalha acoplada, isto é, unida à superfície interna de um

Veja na Figura 5 um eixo e uma bucha;

24 2000)
24
2000)

2.3 Ajustes

24 2000) 2.3 Ajustes Figura 5 . Exemplo de eixo e furo. (Fonte: Apostila Desenho Técnico

Figura 5. Exemplo de eixo e furo. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso

25  Em
25
 Em

2.3 Ajustes

Eixos e furos de formas variadas podem funcionar ajustados entre si;

Dependendo da função do eixo, existem várias classes de ajustes;

geral, eixos e

furos que

se encaixam têm a

mesma dimensão nominal;

O que varia é o campo de tolerância dessas peças;

26
26

2.3.1 Ajuste com folga

Quando o afastamento do eixo é menor ou igual

ao afastamento do furo, tem-se um ajuste com

folga, conforme mostra a Figura 6;

Os diâmetros do

furo e

do eixo

têm a mesma

dimensão nominal: 25 mm;

O afastamento superior do eixo é -0,20;

A dimensão máxima do eixo é 25 mm 0,20 mm = 24,80 mm;

27
27

2.3.1 Ajuste com folga

27 2.3.1 Ajuste com folga Figura 6 . Exemplo de ajuste com folga. (Fonte: Apostila Desenho

Figura 6. Exemplo de ajuste com folga. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso 2000)

28 Para
28
Para

2.3.1 Ajuste com folga

A dimensão mínima do furo é: 25,00 mm

0,00 mm = 25,00 mm;

Portanto, a dimensão máxima do eixo é

menor que a dimensão mínima do furo, o que caracteriza um ajuste com folga;

obter

folga

basta

subtrair

a

a

dimensão do eixo da dimensão do furo;

29    Portanto,
29
Portanto,

2.3.2 Ajuste com interferência

Neste tipo de ajuste o afastamento superior do furo é

menor ou igual ao afastamento inferior do eixo, como mostra a Figura 7;

Na cota do furo 25 +0,21

0

, o afastamento superior é +0,21;

+0,41

Na cota do eixo 25 +0,28 , o afastamento inferior é +0,28;

primeiro

é

segundo,

o

menor

que

o

confirmando que se trata de um ajuste com interferência;

30
30

2.3.2 Ajuste com interferência

30 2.3.2 Ajuste com interferência Figura 7 . Exemplo de ajuste com interferência. (Fonte: Apostila Desenho

Figura 7. Exemplo de ajuste com interferência. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso 2000)

31
31

2.3.2 Ajuste com interferência

Para obter o valor da interferência, basta calcular

a diferença entre a dimensão efetiva do eixo e a

dimensão efetiva do furo;

32
32

2.3.3 Ajuste incerto

É o ajuste intermediário entre o ajuste com folga

e o ajuste com interferência;

Neste caso, o afastamento superior do eixo é

maior que o afastamento inferior do furo, e o afastamento superior do furo é maior que o

afastamento inferior do eixo;

Acompanhe o exemplo mostrado na Figura 8;

33 2000)
33
2000)

2.3.3 Ajuste incerto

33 2000) 2.3.3 Ajuste incerto Figura 8 . Exemplo de ajuste incerto. (Fonte: Apostila Desenho Técnico

Figura 8. Exemplo de ajuste incerto. (Fonte: Apostila Desenho Técnico Telecurso

34 do furo;
34
do furo;

2.3.3 Ajuste incerto

Compare: o afastamento superior do eixo é maior

que o afastamento inferior do furo, e o afastamento superior do furo é maior que o afastamento inferior do eixo;

Logo, estamos falando de um ajuste incerto;

Este nome está ligado ao fato de que não se sabe, de

antemão, se as peças acopladas vão ser ajustadas com folga ou com interferência;

Isso vai depender das dimensões efetivas do eixo e

35  LEAKE,
35
 LEAKE,

3. Referências Bibliográficas

SILVA, A., RIBEIRO, C. T., DIAS, J., SOUSA, L.: Desenho

Técnico Moderno, 4ª edição. Editora LTC, 2014.

Técnico para

Engenharia Desenho, Modelagem e Visualização, 2ª edição. Editora LTC, 2017.

de

J.

M.:

Manual

Desenho

Apostila completa de desenho técnico. Telecurso 2000.

Apostila de desenho técnico. UFPR.