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Senhores Acionistas,

A Administração da REDE ENERGIA S.A., em conformidade com as disposições legais e


estatutárias, submete à apreciação de Vossas Senhorias, as Demonstrações Contábeis relativas
ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2008, compostas pelo Balanço Patrimonial,
Demonstração do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa, dos
Valores Adicionados, e do Balanço Social, acompanhadas do Parecer dos Auditores
Independentes e do Conselho Fiscal.

Mensagem da Presidência

No ano de 2008, a REDE ENERGIA concretizou um de seus mais antigos objetivos: incorporar a
Empresa Energética de Mato Grosso do Sul S.A. - ENERSUL, distribuidora de energia elétrica do
Mato Grosso do Sul, ao grupo de empresas que compõem a REDE ENERGIA. No dia 11 de
setembro de 2008, foi efetivada a troca de ativos em que a REDE ENERGIA transferiu sua
participação na Usina Hidrelétrica Luis Eduardo Magalhães (UHE LAJEADO), no Tocantins, por
100% das ações da ENERSUL. Seguramente este foi um dos mais relevantes negócios realizados
no Brasil, em 2008, na área de energia elétrica.

A troca de ativos teve o objetivo de fortalecer a vertente de distribuição da REDE ENERGIA, que
passou a fornecer energia para cerca de 34% do território nacional e para mais de quatro milhões
de consumidores espalhados por sete estados brasileiros: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso,
Tocantins, Pará, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. A ENERSUL atende 73 dos 78 municípios do
Mato Grosso do Sul distribuídos em uma área de 328.316 km2. Esta foi uma das razões de o
mercado consumidor da REDE ENERGIA ter tido um expressivo crescimento de 13,9%, passando
de 14.038 GWh, em 2007 para 15.995 GWh , em 2008, já que a ENERSUL agregou 1.040 GWh
ao resultado.

Com a crise financeira mundial, iniciada no segundo semestre de 2008, os números de


crescimento foram mais modestos. Os reflexos da crise na economia brasileira foram rapidamente
sentidos por todos os setores produtivos, inclusive o setor de energia elétrica. Além disso, a
ameaça de racionamento de energia, no início de 2008, provocou um aumento de 35,6% no custo
do serviço de energia elétrica.
A REDE ENERGIA, no entanto, e a despeito dos efeitos da crise financeira, manteve o seu nível
de investimento. Em 2008, a companhia agregou R$ 1,5 bilhão ao seu imobilizado. Foram R$
742,5 milhões em programas sociais como o Luz Para Todos e Universalização dos Serviços de
Energia Elétrica, com recursos do Governo Federal e Estadual, além de R$ 39,6 milhões em
programas de Pesquisa e Desenvolvimento. No combate às perdas de energia, a REDE investiu
R$ 121,1 milhões, e na manutenção e melhoria do seu sistema elétrico, foram mais R$ 383,6
milhões com recursos próprios.

O ano de 2008 foi de consolidação de investimentos e de melhorias da imagem de todas as


empresas que formam a REDE ENERGIA. Algumas delas, inclusive, foram premiadas pela
Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (ABRADEE). A Centrais Elétricas
Matogrossenses S.A. - CEMAT foi eleita a de Maior Evolução de Desempenho e a Melhor
Distribuidora das regiões Norte e Centro-Oeste, acima de 500 mil consumidores e a Empresa
Elétrica Bragantina - EEB, no interior de São Paulo e Minas Gerais, com o prêmio de Maior
Evolução de Desempenho, entre as empresas com menos de 500 mil consumidores, localizadas
nas regiões Sul/Sudeste.

A REDE ENERGIA ainda destinou seus recursos para programas voltados à educação, esporte,
lazer e desenvolvimento. Todas as empresas da REDE trabalharam com base nos compromissos
assumidos pelo movimento Todos Pela Educação e nas oito Metas do Milênio, estabelecidas pela
Organização das Nações Unidas (ONU): erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino
básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a
mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças;
garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Carmem Campos Pereira Coura


Diretora Presidente, Administrativa e Financeira e de Relação Com Investidores

A Companhia
A REDE ENERGIA S.A. ("REDE ENERGIA") é uma empresa holding onde são consolidadas as
informações financeiras das companhias do Grupo. A REDE ENERGIA encerrou o exercício de
2008 controlando direta e indiretamente treze empresas operacionais: nove distribuidoras de
energia elétrica, duas geradoras, uma comercializadora e uma prestadora de serviços.

Distribuição

As nove distribuidoras controladas pela REDE ENERGIA, juntas, atendem a uma área de
concessão de 2.787.107 km2, que representa cerca de 34% do território nacional e abrange 578
municípios, proporcionando atendimento a mais de 4,2 milhões de unidades consumidoras,
cadastradas até 31 de dezembro de 2008.

Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. ("CEMAT") é a única distribuidora de energia elétrica do


Estado do Mato Grosso, o terceiro maior estado do Brasil em área, cobrindo aproximadamente
10,6% do território nacional, o que equivale a 903.358 km2. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE
ENERGIA detinha 39,92% do capital total e 61,84% do capital votante da concessionária.

Centrais Elétricas do Pará S.A. ("CELPA") é a única distribuidora de energia elétrica do Estado do
Pará, o segundo maior estado do Brasil em área, cobrindo aproximadamente 14,7% do território
nacional, o que equivale a 1.247.690 km2. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE ENERGIA
detinha direta e indiretamente 61,37% do capital total e 65,18% do capital votante da
concessionária.

Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins ("CELTINS") é a única distribuidora de


energia elétrica do Estado do Tocantins, cobrindo uma área de aproximadamente 3,3% do território
nacional, o que equivale a 277.621 km2. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha
50,86% do capital total e 70,00% do capital votante da concessionária.

Empresa Energética de Mato Grosso do Sul S.A. (“ENERSUL”) é a mais nova distribuidora de
energia elétrica da REDE ENERGIA. A área de concessão da ENERSUL abrange 73 dos 78
municípios do Mato Grosso do Sul, distribuídos em uma área de 328.316 km2. A REDE ENERGIA
passou a controlar a ENERSUL a partir de setembro de 2008 e, em 31 de dezembro de 2008,
detinha direta e indiretamente 99,92% do capital total e votante da concessionária.

Rede Sul / Sudeste (“REDE SUL/SE”) é como denominamos a nossa unidade de negócio
composta por um grupo de cinco concessionárias, que atuam em diversos municípios localizados
nas Regiões Sul e Sudeste do país, cobrindo uma área de 30.082 km2.
• Empresa de Distribuião de Energia Elétrica Vale Paranapanema S.A. ("EDEVP") atende a
27 municípios no Oeste do Estado de São Paulo. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE
ENERGIA detinha 100,00% do capital total e 100,00% do capital votante da
concessionária.
• Caiuá Distribuição de Energia S.A. ("CAIUÁ") atende a 24 municípios no interior do Estado
de São Paulo. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha 100,00% do
capital total e 100,00% do capital votante da concessionária.
• Companhia Nacional de Energia Elétrica ("CNEE") atende a 15 municípios no interior do
Estado de São Paulo. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha 98,69% do
capital total e 99,99% do capital votante da concessionária.
• Empresa Elétrica Bragantina S.A. ("EEB") atende 15 municípios no interior dos Estados de
São Paulo e Minas Gerais. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha
91,45% do capital total e 96,42% do capital votante da concessionária.
• Companhia Força e Luz do Oeste ("CFLO") atende o município de Guarapuava no interior
do Estado do Paraná. Em 31 de dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha 97,70% do
capital total e 97,65 do capital votante da concessionária.

Geração

Tangará Energia S.A. ("TANGARÁ") é uma sociedade que tem por objetivo a construção e
exploração da Usina Hidrelétrica Guaporé ("UHE GUAPORÉ"), nos termos do Contrato de
Concessão nº 15/2000 - ANEEL. A usina está localizada nos municípios de Vale de São Domingos
e Pontes e Lacerda, no Estado do Mato Grosso e é composta por três turbinas, cada uma com
potência de 41,4 MW, representando uma capacidade total instalada de 124,2 MW. Em 31 de
dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha diretamente 70,78% do capital total e 100,00% do
capital votante da TANGARÁ.

Juruena Energia S.A. ("JURUENA") cujos ativos são as Pequenas Centrais Hidrelétricas Juína
("PCH JUÍNA") e Aripuanã ("PCH ARIPUANÃ"), localizadas nos Municípios de Juína e Aripuanã,
Estado de Mato Grosso, com potência total instalada de 5,9 MW, respectivamente, 5,1 MW e 0,8
MW. Em 31 de dezembro de 2008 a REDE ENERGIA detinha diretamente e indiretamente 99,98%
do capital total e votante da JURUENA.

Comercialização e Serviços

Rede Comercializadora de Energia S.A. ("REDECOM") tem como objeto a comercialização de


energia elétrica de qualquer origem e natureza, no âmbito do Ambiente de Contratação Livre -
ACL. Sua atividade abrange a intermediação e negociação de contratos de energia com geradores,
comercializadores e com consumidores livres e especiais, operação na Câmara de
Comercialização de Energia Elétrica ("CCEE"), representação de agentes do setor em leilões de
energia e prestação de serviços de assessoria e consultoria técnica a consumidores. Em 31 de
dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha 99,60% do capital total e votante da REDECOM.

Rede Eletricidade e Serviços S.A. ("REDESERV") fornece serviços relacionados a projetos de


engenharia, construções de subestações e outros ativos relacionados ao setor de energia elétrica.
Em 31 de dezembro de 2008, a REDE ENERGIA detinha 99,50% do capital total e votante da
REDESERV.

Eventos Relevantes

• A REDE ENERGIA e a Rede Power do Brasil S.A. (“REDE POWER”) - empresa holding
controlada pela REDE ENERGIA - um lado, e a EDP - Energias do Brasil, do outro,
celebraram, em 18 de junho de 2008, Instrumento Particular de Compromisso de Permuta
de Ações e Outras Avenças, que estabeleceu os termos e condições da permuta de
ativos, sem torna, na qual REDE ENERGIA e REDE POWER transferiram a totalidade das
respectivas participações societárias nas sociedades REDE LAJEADO, TOCANTINS
ENERGIA e INVESTCO e a EDP Energias do Brasil transferiu a totalidade da sua
participação societária na ENERSUL, companhia que atua na atividade de distribuição de
energia elétrica no estado do Mato Grosso do Sul. Em 11 de setembro de 2008 a permuta
foi concluída, e a REDE ENERGIA em conjunto com a REDE POWER passaram a ser
titulares do controle acionário da ENERSUL e a EDP Energias do Brasil passou a ser
titular do controle acionário da REDE LAJEADO, TOCANTINS ENERGIA e INVESTCO.

• Em Reunião do Conselho de Administração, realizada no dia 1º de outubro de 2008, foi


aprovada a aquisição, pela REDE ENERGIA, da totalidade das açõea da QMRA
Participações S.A. (“QMRA”), empresa holding controladora da CELPA. Com isso, a REDE
ENERGIA adquiriu, ao preço de R$ 115 milhões, as ações detidas pela Inepar Energia
S.A. (“INEPAR”), representadas por 78.842.748 ações ordinárias e correspondentes a 35%
do total de ações de emissão da QMRA. A aquisição das ações permitiu à REDE
ENERGIA, a consolidação do controle acionário direto sobre a QMRA (a REDE ENERGIA
passou de 65,00% para 100,00% do capital social da QMRA), e aumento da sua
participação indireta sobre a CELPA (a REDE ENERGIA passou de 43,43% para 61,37%
do capital total direto e indireto da CELPA) . Na mesma reunião, foi aprovado ainda a
aquisição, pela REDE ENERGIA, de 411.048 debêntures conversíveis em ações emitidas
pela INEPAR, de titulatidade da BNDES Participações S.A. (“BNDESPAR”), pelo mesmo
preço de R$ 115 milhões, para dação em pagamento do preço das ações de emissão da
QMRA.

Posteriormente, em Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 26 de dezembro de


2008, foi aprovado o aumento de capital social da REDE ENERGIA no montante de R$
115 milhões, realizado mediante a emissão de 17.266.755 ações preferenciais, escriturais
e nominativas. Com isso, o capital social da REDE ENERGIA passou de R$
599.375.702,78 para R$ 714.552.105,06. A operação teve por finalidade a capitalização,
pela BNDESPAR, dos créditos de que era titular – debêntures conversíveis assumidas em
dação do pagamento das ações de emissão da QMRA – reduzindo com isso, o
endividamento financeiro da REDE ENERGIA.

Desempenho Operacional

Mercado Consumidor

O mercado consumidor da REDE ENERGIA CONSOLIDADO apresentou um expressivo


crescimento de 13,9%, passando de 14.038 GWh em 2007 para 15.995 GWh em 2008,
impulsionado por diversos fatores. O primeiro e mais relevante deles foi a consolidação da
ENERSUL que agregou 1.040 GWh ao resultado de 2008. Sem esse efeito, o crecimento da
REDE ENERGIA CONSOLIDADO seria de 6,5%. Outros fatores, além do crescimento vegetativo,
que influenciaram o crescimento do mercado Consolidado foram: na Região Centro-Oeste,
destaca-se a retomada do crescimento das atividades ligadas ao agronegócio, impulsionado pelo
nível de preços internacionais das principais commodities agrícolas (soja, milho, algodão e carnes)
e na região Norte a expansão das atividades de extração/fabricação de produtos minerais não
metálicos e produtos alimentícios. Vale destacar o expressivo crescimento de 15,1% na classe
rural, impulsionado pela implantação do "Programa Luz Para Todos". De 2004 a 2008, o mercado
consolidado da REDE ENERGIA cresceu em média 9,1% ao ano.
A classe residencial, responsável por 33,7% do total da energia fornecida e 81,6% do número total
de consumidores, apresentou um crescimento de 13,6%, passando de 4.738 GWh em 2007 para
5.384 GWh em 2008, influenciado principalmente pelo crescimento vegetativo e expansão do
número de ligações, especialmente, na área de concessão da CELPA, que apresentou um
crescimento de 8,4% no período, agregando 163 GWh. Desconsiderando os 345 GWh agregados
com a entrada da ENERSUL em 2008, o crescimento da classe residencial da REDE ENERGIA
CONSOLIDADO seria de 6,4%.

A classe industrial, responsável por 24,4% do total da energia fornecida e 0,8% do número total de
consumidores, apresentou um crescimento de 11,3%, passando de 3.501 GWh em 2007 para
3.898 GWh em 2008, especialmente motivado pela retomada dos investimentos em agronegócio e
mineração; ampliação do consumo nos setores de abate de animais; expansão das atividades de
extração/fabricação de produtos minerais não metálicos; e aumento da produção da indústria
alimentícia. A ENERSUL agregou 175 GWh à classe industrial em 2008. Sem a entrada dessa
companhia, o aumento do consumo seria de 6,3%.

A classe comercial, responsável por 20,3% do total da energia fornecida e 8,0% do número total de
consumidores, apresentou um crescimento de 15,1%, passando de 2.822 GWh em 2007 para
3.248 GWh em 2008, principalmente devido a evolução do comércio varejista nas Regiões Norte e
Centro-Oeste do país e consolidação da ENERSUL que agregou 236 GWh. Sem essa companhia
o aumento da classe comercial seria de 6,8%.

A classe rural, responsável por 7,4% do total da energia fornecida e 8,4% do número total de
consumidores, apresentou um expressivo crescimento de 25,5%, passando de 941 GWh em 2007
para 1.182 GWh em 2008, influenciado pela implantação dos projetos ligados ao "Programa Luz
Para Todos". A ENERSUL agregou 124 GWh e, sem a sua consolidação, o crescimento da classe
rural, ainda assim, seria expressivo: 12,4%.
Participação Por Classe de Consum o
Participação Por Classe de Consum o Número de Consum idore s
Ve ndas em GWh
21,7% 33,7%
9,6%
R esidencial
R esidencial Industrial
8,0%
Industrial C omercial
C o merc ial Outro s
20,3% Outros 81,6%
0,8%

24,4%

O número de consumidores atendidos pelas subsidiárias da REDE ENERGIA aumentou 26,7%,


passando de 3.348.414 em 2007 para 4.242.604 em 2008, principalmente devido a entrada da
ENERSUL, que agregou 740.940 à base de clientes da REDE ENERGIA. Sem a consolidação da
ENERSUL o crescimento seria de 4,6%. Vale destacar a classe rural que, influenciada pela
implantação doo "Programa Luz Para Todos", registrou um expressivo crescimento de 43,8%.
Desconsiderando a consolidação da ENERSUL, a classe rural, ainda assim, apresentou um
expresssivo crescimento de 16,2%. De 2004 a 2008, o número de consumidores das subsidiárias
da REDE ENERGIA cresceu em média 11,7% ao ano.
Indice de Perdas

O índice de perdas globais (acumulado 12 meses), medido a partir do mercado faturado da REDE
ENERGIA CONSOLIDADO manteve-se estável em relação ao exercício anterior (19,7% em 2007
e 19,8% em 2008), fruto dos investimentos e medidas implementadas pela administração da REDE
ENERGIA ao longo do exercício. Dentre essas medidas, destaca-se a criação do “Departamento
de Recuperação de Energia” em suas distribuidoras, centralizando todas as decisões em uma
Vice-Presidência de Operações corporativa.

His tórico de Perdas

23,2%
20,7% 19,8%
19,1% 19,7%
17,3% 16,4% 17,0%
16,2% 15,3% 16,0%

1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2.008

A subsidiária que apresentou o melhor resultado no combate às perdas em 2008 foi a CELTINS. A
Companhia reduziu seu índice em 2,5 pontos percentuais, passando de 17,2% em 2007 para
14,7% em 2008, devido às diversas ações, dentre as quais destacam-se:
• Intensificação das atividades de inspeções comerciais, cortes de ligações clandestinas e
autuações;
• Continuidade e fortalecimento da parceria através do Convênio com a Secretaria de
Segurança Pública do Estado do Tocantins, para a instalação de Delegacia Especial de
Repressão ao Furto de Água e Energia Elétrica do Estado do Tocantins; e
• Investimento na melhoria do sistema elétrico com foco na regularização de áreas com
ligações clandestinas, substituição das redes para cabos multiplexados, construção e
recondutoramento de alimentadores, entre outras ações
Desempenho Econômico-Financeiro

Valores em R$ mil 2.004 2.005 2.006 2.007 2.008


Vendas em GWh 11.292 11.617 13.081 14.038 15.995
Receita operacional bruta 3.830.912 4.219.862 4.775.073 5.179.668 6.075.141
Receita operacional líquida 2.650.946 2.796.539 2.900.879 3.300.191 3.995.756
EBITDA (1) 639.460 823.590 905.418 1.026.162 1.068.963
Margem Ebitda (%) (2) 24,1% 29,5% 31,2% 31,1% 26,8%
Lucro (prejuízo) líquido (199.449) (22.612) 88.518 28.670 205.338
Dívida financeira líquida (3) 1.409.518 1.434.156 2.282.172 2.876.192 4.088.726
Dívida financeira líquida / EBITDA 2,2 1,7 2,5 2,8 3,8
Patrimônio líquido 113.389 590.635 682.079 766.790 1.134.346
Índice de endividamento (4) 92,6% 70,8% 77,0% 79,0% 78,3%

(1) EBITDA: resultado antes dos juros, impostos, depreciação e amortização


(2) Margem EBITDA: EBITDA dividido / receita operacional líquida
(3) Dívida financeira líquida: empréstimos, financiamentos, debêntures ( - ) disponibilidades
(4) Índice de endividamento: dívida financeira líquida / (dívida financeira líquida + patrimônio líquido)

Receita Operacional Bruta

A receita operacional bruta da REDE ENERGIA CONSOLIDADO, composta pela receita de


fornecimento ao consumidor final, fornecimento de energia para revenda (suprimento) e receita do
uso do sistema de distribuição ("TUSD") aumentou em 17,3%, passando de R$ 5.179,7 milhões
em 2007 para R$ 6.075,1 milhões em 2008, principalmente devido ao crescimento do mercado em
13,4%, pelas razões já expostas no tópico "Mercado Consumidor"; aumento da tarifa média anual
em 2,7%; e consolidação da ENERSUL que agregou R$ 451,4 milhões à receita operacional bruta
de 2008.

Custo do Serviço e Despesas Operacionais

O custo do serviço de energia elétrica, composto de energia elétrica comprada para revenda e
encargo do uso do sistema de transmissão e distribuição foi de R$ 1.956,8 milhões em 2008 e R$
1.442,9 milhões em 2007, representando um crescimento de 35,6%. Esse resultado foi
influenciado pelo aumento da demanda; risco de escassez de energia elétrica nos primeiros meses
de 2008; além da entrada da ENERSUL que agregou R$ 157,6 milhões.

O custo da operação passou de R$ 719,8 milhões em 2007 para R$ 873,3 milhões em 2008,
representando um aumento de 21,3%. A rubrica que apresentou a maior variação do período, seja
percentualmente ou em números absolutos, foi serviços de terceiros, que registrou um incremento
de R$ 90,3 milhões (43,4%). Esse aumento foi influenciado principalmente pelo aumento do
serviço terceirizado, para atendimento às necessidades oriundas da implantação do Programa Luz
Para Todos e norma NR-10 do Ministério do Trabalho, que por medida de segurança, obriga que
os atendimentos dos eletricistas seja realizados sempre em duplas, resultando em ampliação do
quadro de funcionários. Com a consolidação da ENERSUL, foram agregados R$ 65,7 milhões ao
custo da operação em 2008.

As despesas operacionais, compostas de despesas com vendas, gerais e administrativas


passaram de R$ 424,9 milhões em 2007 para R$ 434,2 milhões em 2008, representando um
aumento de 2,2%. A ENERSUL agregou R$ 11,1 milhões às despesas operacionais de 2008.

EBITDA

O EBITDA da REDE ENERGIA CONSOLIDADO, que representa o resultado operacional calculado


a partir do resultado do serviço das demonstrações do resultado, acrescido da depreciação e
amortização dos fluxos de caixa, foi de R$ 1.069,0 milhões em 2008 e R$ 1.026,2 milhões em
2007, o que representa um crescimento de 4,2% (ou R$ 42,8 milhões), devido ao aumento de
21,1% da receita operacional líquida, influenciado pela evolução de 13,9% no mercado consumidor
e pelo aumento de 2,3% na tarifa média anual; compensado pelo aumento de 35,6% no custo do
serviço de energia elétrica. De 2004 a 2008, o EBITDA da REDE ENERGIA CONSOLIDADO
cresceu em média 13,7% ao ano.

Lucro Líquido
O lucro líquido do exercício da REDE ENERGIA CONSOLIDADO passou de R$ 28,7 milhões em
2007 para R$ 205,3 milhões em 2008. O resultado financeiro apresentou uma expressiva melhora,
passando de uma despesa de R$ 376,3 milhões em 2007 para uma despesa de R$ 186,0 milhões
em 2008, o que representa uma redução de 50,6%, principalmente devido ao: 1. Resultado positivo
oriundo da marcação a mercado, de acordo com a Lei nº 11.638/07, que gerou uma receita
financeira de R$ 772,4 milhões. Essa receita oriunda da marcação a mercado compensou
positivamente as despesas de R$ 602,4 milhões decorrentes da variação monetária líquida; 2.
Aumento dos juros ativos, referentes aos pagamentos de contas de energia elétrica em atraso, que
passaram de R$ 92,8 milhões em 2007 para R$ 150,8 milhões em 2008, representando um
aumento de 62,6% (R$ 58,0 milhões); e 3. Redução das despesas com juros e multas que
passaram de R$ 183,2 milhões em 2007 para R$ 157,4 milhões em 2008, representando uma
redução de 14,1% (R$ 25,8 milhões).

Endividamento Financeiro

Companhia

O saldo da conta empréstimos, financiamentos e encargos de dívida passou de R$ 1.369,0


milhões em 2007 para R$ 1.065,0 milhões em 2008, representando uma redução de 22,2% (R$
303,9 milhões), dos quais 49,4% são dívidas em moeda nacional e 50,6% em moeda estrangeira.
O impacto da variação cambial do período foi atenuado pela marcação a valor de mercado dos
bônus perpétuos.

O saldo dos empréstimos, financiamento e encargos líquido de caixa e aplicações passou de R$


1.230,4 milhões em 2007 para R$ 1.046,1 milhões em 2008, representando um aumento de 15,0%
(R$ 184,3 milhões).

Consolidado

O saldo consolidado da conta empréstimos, financiamentos, debêntures e encargos de dívida


passou de R$ 3.488,5 milhões em 2007 para R$ 4.484,7 milhões em 2008, representando um
aumento de 28,6% (R$ 996,2 milhões), dos quais 64,1% são dívidas em moeda nacional e 35,9%
em moeda estrangeira. Reclassificando-se portanto as dívidas em moeda estrangeira que estão
protegidas das variações cambiais por meio de swap para o grupo de moeda nacional, os
percentuais passam a ser os seguintes: 81,8% em moeda nacional e 18,2% em moeda
estrangeira.
Perfil do Endividamento
Perfil do Endividamento
( reclas sificando as dívidas com swap )
12,1% 4,9%
14,1%
3,5%
B ndes
E letro brás
16,0% Dívida bancária 18,2% M oeda Nacional
C apex
81,8% M oeda E strangeira
Notes Units
2,0% B ID
T esouro Nacio nal
6,1% 41,4% P erpetual B onds

Os principais eventos que influenciaram na mutação dos saldos das contas empréstimos,
financiamentos, debêntures e encargos de dívida estão destacados a seguir:

• Perpetual Bonds: Marcação a valor de mercado dos bônus perpétuos;

• ENERSUL: Troca de ativos com a EDP-Energias do Brasil S.A., em que a REDE


ENERGIA incorporou a ENERSUL. Com essa incorporação e consolidação da ENERSUL
na REDE ENERGIA, foi acrescido ao endividamento de 2008 o montante de R$ 632,6
milhões.

• BID: Liberação em 24 de julho, do 3º desembolso no valor total de US$ 50,0 milhões,


sendo US$ 25,0 milhões na CELPA e US$ 25,0 milhões na CEMAT. Esse montante
refere-se à parte A do contrato ("A Loan") com prazo de liquidação de 9 anos, sendo 3
anos de carência e 6 para amortização, ao custo de Libor + 4,250% a.a.

• Eletrobrás: Em 2008 a Eletrobrás liberou R$ 176,1 milhões referentes ao Programa “Luz


Para Todos”, Reluz e Sistema Baixo Araguaia (CEMAT). Esses contratos contam com
prazo para liquidação de 12 anos, sendo 2 anos de carência e 10 para amortização do
principal. O custo da operação foi de 5% a.a. de juros e 1% a.a. de taxa de administração.

• Banco Safra: R$ 362,1 milhões para capital de giro, sendo R$ 75,0 milhões na REDE
ENERGIA COMPANHIA , R$ 142,0 milhões na CELPA, R$ 75,0 milhões na CEMAT, R$
35,0 milhões na CAIUA e R$ 35,0 milhões na EEB.
Mutação da Dívida Finance ira
Em milhões de R$ 334 ( 803 )
605
604 132
( 101 ) 225

4.485
A mutação
3.489 do endividamento ' financeiro de 31 de dezembro de 2007 para 31 de dezembro de
2008, da REDE ENERGIA CONSOLIDADO, está demonstrada no quadro abaixo:
Capex / BID / LPT

Enersul
Bndes

Bancos

Componentes

Variação

a Mercado

2008
2007

Cambial

Marcação
Financeiros
Indicadores

A produtividade da REDE ENERGIA CONSOLIDADO pode ser avaliadas pelos indicadores abaixo,
cabendo acrescentar que todos os indicadores registraram melhora de 2007 para 2008:

REDE S.A. CONSOLIDADO


2.008 2.007 Var%
Consumidor por empregado 666 605 10,1%
Consumo (MWh)* por empregado 2.808 2.537 10,7%
Consumo (MWh)* por consumidor 4,2 4,2 0,5%
Receita bruta (R$ mil)* por empregado 1.085 936 15,9%
Receita bruta (R$ mil)* por consumidor 1,6 1,5 5,2%

* Para fins de comparatibilidade, os valores da receita bruta e do consumo (MWh), em 2008, estão
contemplando 12 meses de consolidação da ENERSUL.

Número de consumidores: 4.242.604 em 2008 e 3.348.414 em 2007;


Empregados (próprios): 6.368 em 2008 e 5.534 em 2007;
Consumo (MWh): 17.883.666 * em 2008 e 14.038.393 em 2007;
Receita bruta: R$ 6.906.078 mil * em 2008 e R$ 5.179.668 mil em 2007.

Investimentos

Em milhares de R$ 2.008 2.007


Programa Luz Para Todos (LPT) 703.011 501.735
Universalização / Luz No Campo / Outros Programas Sociais 39.490 32.255
Pesquisa & Desenvolvimento * 39.629 34.993
Sub-rogação CCC 195.900 94.040
Redução de perdas 121.146 137.023
Manutenção e melhorias no sistema 383.588 461.708
Total Aquisições do Imobilizado 1.482.764 1.261.754
* Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT
Estudo de Pesquisa Energética - EPE
Programa de Eficiência Energética - PEE
Programa de Pesquisa e Desenvolvimento - P&D

PROGRAMA LUZ PARA TODOS ("LPT") Os investimentos das controladas da REDE ENERGIA,
juntas, totalizaram R$ 703,0 milhões em 2008. Os recursos para atendimento a esse programa são
provenientes da Reserva Global de Reversão ("RGR"), Conta de Desenvolvimento Energético
("CDE"), Estados e Fonte Própria (esta última, correspondente a 15% do total do programa).

SUB-ROGAÇÃO CCC em conformidade com a Resolução ANEEL nº 784 de 24 de dezembro de


2002, e Resolução Autorizativa ANEEL nº 81 de 9 de março de 2004, a controlada CEMAT foi
enquadrada na sub-rogação do direito de uso da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis
CCC, para subsidiar a implantação de projetos que visam a interligação do sistema e desativação
da geração térmica. Com esses recursos foram investidos R$ 195,9 milhões em 2008.

PROGRAMA DE REDUÇÃO DE PERDAS são verbas destinadas exclusivamente para o programa


de combate às perdas técnicas e comerciais. Em 2008 foram investidos R$ 121,1 milhões.

MANUTENÇÃO e MELHORIAS NO SISTEMA são investimentos vegetativos, feitos com caixa


próprios, destinados a manutenção, ampliação e melhorias no sistema elétrico. Esses
investimentos totalizaram R$ 383,6 milhões em 2008.

Ambiente Regulatório

O quadro abaixo destaca os índices de reajustes tarifários homologados pela ANEEL em 2008, às
distribuidoras controladas pela REDE ENERGIA. Vale ressaltar que, com exceção da CELPA que
passou pelo processo de Reajuste Tarifário Anual, as demais subsidiárias passaram pelo processo
de Revisão Tarifária Periódica. Os índices homologados vigorarão por um ano.

CAIUÁ EDEVP EEB CNEE CFLO CEMAT CELTINS CELPA ENERSUL


Data 10-mai-08 10-mai-08 10-mai-08 10-mai-08 3-fev-08 8-abr-08 4-jul-08 7-ago-08 7-abr-08
Anexo I -9,73% -4,75% 8,70% -1,95% -4,96% -3,26% 0,25% 17,24% -3,75%
Anexo II -7,82% -3,31% 3,93% -5,76% -5,81% -3,53% -4,14% 11,58% -5,69%
Fator X 1,78% 1,75% 1,19% 0,38% 0,70% 0,67% 1,33% 4,94% 0,50%
RTA* / RevTar** RevTar RevTar RevTar RevTar RevTar RevTar RevTar RTA RevTar
Impacto médio*** -8,93% -6,44% 5,44% -1,82% -5,33% -8,08% -2,24% 18,51% -7,63%
Resolução 652/08 649/08 650/08 651/08 609/08 625/08 673/08 685/08 624/08
Proxima Revisão **** 10-mai-12 10-mai-12 10-mai-12 10-mai-12 3-fev-12 8-abr-13 4-jul-12 7-ago-11 7-abr-13

* RTA: Reajuste Tarifário Anual


** RevTar: Revisão Tarifária Periódica
*** Impacto médio do reajuste percebido pelo consumidor
**** Data da próxima Revisão Tarifária Periódica

Responsabilidade Social e Meio Ambiente

No ano de 2008, todas as empresas que formam a REDE ENERGIA investiram em programas
voltados para a educação, esporte, lazer e desenvolvimento reafirmando assim sua política de
sustentabilidade.

A empresa trabalhou com base nos compromissos assumidos pelo movimento Todos Pela
Educação e nas oito Metas do Milênio, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU):
erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade
entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde
materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e
estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Para isto, a REDE ENERGIA não só ampliou seus projetos nas áreas socioambientais como
ampliou alguns deles. Só no Programa Luz para Todos, a REDE ENERGIA investiu R$ 703,0
milhões influenciando no expressivo crescimento de 43,8% no número de consumidores da classe
rural.

A empresa ainda ampliou seu projeto de troca de geladeiras e de instalações elétricas para a
população de baixa renda, com o objetivo de adequar o consumo mensal de energia elétrica ao
orçamento familiar.

Para amenizar o impacto no meio ambiente e dar maior confiabilidade ao sistema, a REDE
ENERGIA desativou mais cinco Usinas Dieselelétricas (UDEs), no Estado do Pará, favorecendo o
desenvolvimento local e a harmonização com o meio ambiente. Com a desativação dessas usinas,
cerca de 1,5 milhão litros de óleo diesel deixaram de ser queimados por mês. A desativação das
usinas térmicas reduz a emissão de dióxido de carbono na atmosfera, contribuindo assim com a
redução de gases de efeito estufa, apontado como um dos responsáveis pelo aquecimento global.

Outra grande conquista da Fundação Aquarela, braço social da REDE ENERGIA, foi o projeto
Rede Atletismo. Com pouco mais de uma ano de existência, 12 dos 80 atletas da equipe
disputaram as Olimpíadas de Pequim, em 2008. No mesmo ano, a equipe no revezamento
4x100m conquistou ouro no principal campeonato de atletismo do país: o Troféu Brasil. Dos 84
atletas brasileiros listados no ranking mundial, 30 são do Rede Atletismo.

Mais de 16.000 adolescentes, dos sete diferentes estados, se inscreveram no processo de seleção
dos Novos Talentos, projeto do Rede Atletismo, que formará atletas oferecendo toda a
infraestrutura necessária para o jovem como bolsa de estudo, bolsa-auxílio, assistência médica e
odontológica, moradia e alimentação. Sessenta deles serão selecionados para treinar o Centro
Nacional de Excelência Esportiva construído pela empresa em Bragança Paulista, no interior de
São Paulo.

Governança Corporativa

Foi desenvolvido um site exclusivo para Relações com Investidores, criando um canal direto de
comunicação com os nossos stakeholders. Em continuidade à adoção de práticas de governança
corporativa, foi criado no início de 2009 um Comitê de Gestão para assessorar o Conselho de
Administração.

Benefícios aos Colaboradores

A REDE também voltou seus olhos para o seu colaborador. Criou o Programa Liderar, a fim de
capacitar e valorizar seus executivos, alinhando-os ao planejamento estratégico da empresa. A
valorização dos colaboradores se deu não só por meio da capacitação profissional, mas também
através de políticas de bolsa de estudos; planos de saúde e odontológico; cuidados com a
segurança; apoio às associações recreativas dos colaboradores; incentivo ao voluntariado;
respeito à diversidade; condições de trabalho favoráveis; plano de previdência privada; plano de
participação nos lucros; seguro de vida e participação na gestão do negócio.

Evento Subseqüente

• Por meio da Resolução Homologatória nº 759, de 21 de janeiro de 2009, a ANEEL alterou


a data contratual de reajuste e revisão tarifária da subsidiária CFLO e prorrogou a vigência
das tarifas de energia elétrica para 28 de junho de 2009. Essa data base passará a valer
também os revisões e reajustes tarifários dos anos subseqüentes.
Auditores Independentes

Os serviços executados pelos auditores externos, ao longo do exercício social, referem-se


somente à auditoria das demonstrações contábeis.

Agradecimentos

Nossos agradecimentos aos Senhores Acionistas, Conselheiros, Clientes, Governos Federal,


Estadual e Municipais, Fornecedores, Prestadores de Serviços, Credores e em especial aos
colaboradores, por mais um ano de realizações.

A Administração
DEM ONSTR A ÇÕES DO B A LA NÇO SOC IA L
P ara os execícios findo s em 31de dezembro de 2008 e de 2007
(Valores expresso s em milhares de R eais )
C ONSOLIDA DO
2008 2007
1. B ase de cálculo
R eceita Líquida ( R L ) 3995756 3300191
R esultado Operacional ( R O ) 458980 276971
F olha de P agamento B ruta ( F P B ) 328000 273773
% sobre % sobre
R$ FP B RL R$ FP B RL
2. Indicadores sociais internos
A limentação 26066 7,9 0,7 20475 7,5 0,6
Encargos sociais compulsório s 66319 20,2 1,7 54011 19,7 1,6
P revidência privada 2876 0,9 0,1 2969 1,1 0,1
Saúde 15911 4,9 0,4 13244 4,8 0,4
Segurança e medicina no trabalho 4268 1,3 0,1 2991 1,1 0,1
Educação 676 0,2 0 1269 0,5 0
C apacitação e desenvo lvimento pro fissio nal 2788 0,9 0,1 2951 1,1 0,1
A uxílio creche 895 0,3 0 233 0,1 0
P articipação do s empregados nos lucro s ou resultados 6681 2 0,2 3432 1,3 0,1
P articipação do s administradores no resultado 1605 0,5 0 4673 1,7 0,1
Incentivo à aposentadoria e demissão voluntária 5528 1,7 0,1 2013 0,7 0,1
Vale transporte - excedente 1850 0,6 0 1610 0,6 0
Outro s benefício s 2358 0,7 0,1 1838 0,7 0,1
137821 42,1 3,5 111709 40,9 3,3
% sobre % sobre
R$ RO RL R$ RO RL
3. Indicadores sociais externos
Educação - F undação A quarela 2455 0,5 0,1 2531 0,9 0,1
C ultura 1224 0,3 0 2837 1 0,1
Esporte e lazer 141 0 0 255 0,1 0
C ombate à fome e segurança alimentar 0 0 0 18 0 0
Doações / contribuições 8190 1,8 0,2 10634 3,8 0,3
Subto tal 12010 2,6 0,3 16275 5,8 0,5
P ro gramas So ciais:
P ro grama Nacional de Universalização - Luz para Todo s 703011 153,2 17,6 501735 181,3 15,2
P ro grama Nacional de C onservação de Energia Elétrica -
P R OC EL 4761 1 0,1 0,1 0
P ro grama Universalização 34292 7,5 0,9 26223 9,5 0,8
Outro s 437 0,1 0 6032 2,2 0,2
Subto tal 742501 161,8 18,6 533990 193,1 16,2
Total de contribuições para a so ciedade 754511 164,4 18,9 550265 198,9 16,7
Tributos (excluído s encargos sociais) 1974852 430,3 49,4 1903069 687,1 57,7
Total Indicado res So ciais Externos 2729363 594,7 68,3 2453334 886 74,4
% so bre % so bre
R$ RO RL R$ RO RL
4. Indicado res ambientais
Estação eco ló gica - F auna / F lo ra 3073 0,7 0,1 322 0,1 0
Subto tal 3073 0,7 0,1 322 0,1 0
Investimento s relacio nado s co m a pro dução /o peração da
empresa
F undo N acio nal de Desenv.C ientífico e T ecno ló gico -
F N DC T 8177 1,8 0,2 8638 3,1 0,3
Estudo de P esquisa Energética - EP E (M M E ) 4397 1 0,1 3987 1,4 0,1
P ro grama de eficiência energética - P EE 18565 4 0,5 14177 5,1 0,4
P ro grama de pesquisa e desenvo lvimento - P &D 8490 1,8 0,2 8191 3 0,2
T o tal de investimento s relacio nado s co m a pro d./o peração
da empresa 39629 8,6 1 34993 12,6 1
T o tal de indicado res ambientais e invest.relac.co m a
pro d./o p.da empresa 42702 9,3 1,1 35315 12,7 1
Quanto ao estabelecimento de “metas anuais” para (X) não po ssui metas ( ) cumpre de 51a 75%(X) não po ssui metas ( ) cumpre de 51a 75%
minimizar resíduo s, o co nsumo em geral na pro dução /
o peração e aumentar a eficácia na utilização de recurso s
naturais, a empresa ( ) cumpre de 0 a 50% ( ) cumpre de 76 a 100%( ) cumpre de 0 a 50% ( ) cumpre de 76 a 100%
5. Indicado res do co rpo funcio nal (*) 2008 2007
(em unidades) (em unidades)
N º. de empregado s no final do perío do 6368 5534
Esco laridade do s empregado s :
Superio r e extensão universitária 1972 1285
2º. grau 3794 3514
1º. grau 602 735
F aixa etária do s empregado s:
A baixo de 30 ano s 1862 1693
De 30 até 45 ano s (exclusive) 3119 2799
A cima de 45 ano s 1387 1042
N º. de admissõ es durante o perío do 684 543
N º. de empregado s desligado s no perío do 626 581
N º. de mulheres que trabalham na empresa 1637 1407
% de cargo s gerenciais o cupado po r mulheres
em relação ao nº. to tal de mulheres - -
% de cargo s gerenciais o cupado po r mulheres
em relação ao nº. to tal de gerentes - -
N º. de negro s que trabalham na empresa 289 250
% de cargo s gerenciais o cupado po r negro s
em relação ao nº. to tal de negro s - -
% de cargo s gerenciais o cupado po r negro s
em relação ao nº. to tal de gerentes - -
N º. de empregado s po rtado res de deficiência física 244 220
N º. de dependentes 10896 10601
N º. de estagiário s 211 227
N º. de empregado s terceirizado s / tempo rário s 6848 4472
6 - Info rmaçõ es relevantes quanto ao exercício da
cidadania empres arial 2008 M E T A S 2009
R elação entre a maio r e a meno r remuneração na
empres a 15,19 ND
N úmero to tal de acidentes de trabalho 113 90
Os pro jeto s so ciais e ambientais desenvo lvido(s ) direção (X) direção e ( ) to do s(as ) ( ) direção (X) direção e ( ) to do s(as)

pela empresa fo ram definido s po r: gerências empregado s (as ) gerências empregado s(as)
Os padrõ es de segurança e s alubridade no ( ) direção e ( ) to do s(as ) (X) to do s(as ) + ( ) direção e ( ) to do s (as) (X) to do s (as) +

ambiente de trabalho fo ram definido s po r: gerências empregado s (as ) C ipa gerências empregado s (as) C ipa
Quanto à liberdade sindical, ao direito de ( ) não se (X) s egue as ( ) incentiva e ( ) não s e (X) s eguirá as ( ) incentivará e
nego ciação co letiva e à representação interna
do s (as) trabalhado res(as), a empresa: envo lve no rmas da O IT segue a OIT envo lverá no rmas da OIT s eguirá a O IT
A previdência privada co ntempla: ( ) direção ( ) direção e (X) to do s(as ) ( ) direção ( ) direção e (X) to do s (as)

gerências empregado s (as ) gerências empregado s(as)


A participação do s lucro s o u resultado s ( ) direção ( ) direção e (X) to do s(as ) ( ) direção ( ) direção e (X) to do s (as)

co ntempla: gerências empregado s (as ) gerências empregado s(as)


N a seleção do s fo rnecedo res , o s mes mo s ( ) não são ( ) são s ugerido s (X) s ão exigido s ( ) não s erão ( ) serão (X) serão
padrõ es ético s e de res po nsabilidade so cial e
ambiental ado tado s pela empresa: co nsiderado s co nsiderado s sugerido s exigido s
Quanto à participação de empregado s(as ) em ( ) não se (X) apó ia ( ) o rganiza e ( ) não s e (X) apo iará ( ) o rganizará e
pro gramas de trabalho vo luntário , a empresa: envo lve incentiva envo lverá incentivará
N úmero to tal de reclamaçõ es e críticas de na empresa no P ro co n na J ustiça na empres a no P ro co n na J ustiça
co nsumido res(as ): 9.321 4.040 3.889 8.464 4.756 3.666
% de reclamaçõ es e críticas atendidas o u na empresa _ 100 no P ro co n 84_ % na J ustiça na empres a _ 100 no P ro co n na J ustiça
so lucio nadas: % 47,30_ % % _ _ 89_ % _ 31_ _ %
Valo r adicio nado to tal a distribuir (em mil R $ ): E m 2008: E m 2007:
4.257.029 3.358.986
54,6 % go verno 6,1 % co labo rado res (as) -62,7 % go verno 6,4 % co labo rado res(as)
Distribuição do Valo r A dicio nado (DVA ): 1,30 % acio nis tas 33,2 % terceiro s 7,4% retido 1,20 % acio nis tas 25,6 % terceiro s 4,10 % retido
7- Outras info rmaçõ es
a) N o s dado s referentes a reclamaçõ es e críticas "N a E mpresa", fo ram co nsiderado s aqueles que entraram via o uvido ria e, no percentual de crí ticas atendid
so lucio nadas, co nsidero u-s e aquelas que fo ram atendidas e res po ndidas ao co nsumido r.
b) Vis ando aprimo rar a qualidade das info rmaçõ es apres entadas no B alanço S o cial, algumas info rmaçõ es adicio nais fo ram incluídas para aprimo ramento de
demo ns trativo , as sim, quando aplicável, o s valo res e dado s de 2007 fo ram reclas sificado s para melho r co mparabilidade, s eguindo o padrão do IB A S E s uger
A
c)NInfo
E E rmaçõ
L es não auditadas
Demo nstraçõ es C o mplementares ao R elató rio da A dministração