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´

C ALCULO II

Bacharelado Oceanografia - 2º semestre de 2010

Professor Oswaldo Rio Branco de Oliveira

Fundamentos de Analise´

Classica:´

o Supremo, Teoremas de Bolzano e Weierstrass e a Integrabilidade das Func¸oes˜

O

que e´ uma derivada? Resposta: um limite.

O

que e´ uma integral? Resposta: um limite.

O

que e´ uma serie´

infinita? Resposta: um limite.

O

que e´ entao˜ um limite? Resposta: um numero.´

Muito bem! O que e´ entao˜

um numero?´

1

Definic¸ao.˜

vazio de R. Entao,˜

O maior elemento de X, quando existe, e´ o maximo´

Seja X um subconjunto nao˜

de X, indicado max X.

Cont´ınuas

O menor elemento de X, quando existe, e´ o m´ınimo de X, indicado min X.

M R e´ um majorante, ou cota superior, de X se x M , x X.

m R e´ um minorante, ou cota inferior, de X se m x , x X.

Exemplo 1. Consideremos os seguintes subconjunto de R:

(a) X = [0, 1]

(b) X = (0, 1)

(c) X = (−∞, 2)

(d ) X = (2, +∞)

(e) X = Q (0, 7) .

Analizando cada um dos casos acima encontramos para X:

(a)

min X = 0, max X = 1, {m R m minora X } = (−∞, 0] e { M R M majora X } = [1, +∞).

(b)

min X, max X, {m R m minora X } = (−∞, 0] e { M R M majora X } = [1, +∞).

(c)

min X, max X, nao˜

admite minorante e { M R M majora X } = [2, +∞).

(d)

min X, max X, { M R M minora X } = (−∞, 2] e nao˜

admite majorante.

(e)

min X, max X, { M R M minora X } = (−∞, 0] e {m R m majora X } = [7, +∞).

Definic¸ao.˜

Seja X um subconjunto nao˜

vazio de R. Entao,˜

O menor majorante de X, quando existe, e´ o supremo de X, indicado sup X. Isto e,´

sup X = min{ M R M e´ majorante de X } .

O maior minorante de X, quando existe, e´ o ´ınfimo de X, indicado inf X. Isto e,´

inf X = max {m R m e´ minorante de X } .

1 Vide Analysis by Its History, E. Hairer and G. Wanner, Undergraduate Texts in Mathematics, Springer, N. Y., 2000, p. 168.

1

Exemplo 2. Consideremos os seguintes subconjunto de R:

(a) X = [0, 1]

(b) X = (0, 1)

(c) X = (−∞, 2)

(d ) X = (2, +∞)

(e) X = Q (0, 7) .

Analizando cada um dos casos acima encontramos para X:

(a)

inf X = 0 e sup X = 1.

(b)

inf X = 0 e sup X = 1.

(c)

inf X e sup X = −2.

(d)

inf X = 2 e sup X.

(e)

inf X = 0 e sup X = 7.

Definic¸ao.˜

Seja X R. Entao,˜

X limitado superiormente se X admite um majorante.

X limitado inferiormente se X admite um minorante.

A Propriedade do Supremo a seguir, enunciada por Bolzano 2 em 1817 [A History of Analy-

sis, Hans Niels Jahnke, editor, American Mathematical Society, London Mathematical Society, 2003,

p.175], e´ uma das mais fundamentais em matematica´ e e´ em alguns textos apresentada como um axioma

[Elon Lages Lima, Um Curso de Analise,´ IMPA, 1976] e em outros e´ provado como um teorema [H. L.

Guidorizzi, Um Curso de Calculo,´ Vol 1, LTC Editora, Apendiceˆ 6]. Neste texto apresentamos apenas

seu enunciado e convidamos o leitor a consultar ao menos uma destas duas citadas obras.

(Propriedade do Supremo) Todo subconjunto de R nao˜

vazio e limitado superiormente admite su-

premo.

Corolario´

(Propriedade de Aproximac¸ao).˜

Seja X um subconjunto nao˜

vazio de R e s = sup X. Se a

e´ real e a < s, entao˜

existe x X tal que

a < x s .

Prova. Como s e´ um majorante de X, temos x s, x X. Assim, supondo que nao˜

que a < x s temos x a, x X, e portanto a e´ um majorante de X e a < s

Analogamente a` Propriedade do Supremo e seu corolario´

temos,

exista x em X tal

´

(Propriedade do Infimo) Todo subconjunto de R nao˜

vazio e limitado inferiormente admite ´ınfimo

Prova. Se X e´ o conjunto em questao,˜

basta aplicar a Propriedade do Supremo ao conjunto X

A seguir veremos algumas das principais consequenciasˆ

da Propriedade do Supremo.

2 B. Bolzano (1781-1848), padre tcheco, viveu em Praga e teve sua obra redescoberta e reconhecida postumamente em 1870.

2

Propriedade de Arquimedes. Se x > 0 e y sao˜

Prova. Suponhamos, por absurdo, que nx y para todo natural n. Entao,˜

reais, existe n N tal que nx > y .

o conjunto

X = {nx n N}

e´ obviamente nao-vazio˜

s = sup X. Notando que x > 0, o supremo e´ o menor dos majorantes e s x < s, segue que s x nao˜

um majorante de X e existe m N tal que s x < mx, o que implica s < (m + 1) x

e majorado por y e assim, pela Propriedade do Supremo, admite supremo. Seja

e

(m + 1) x X

Corolario´

1. O conjunto N nao˜

e´ limitado superiormente em R.

Prova. Dado x R, pela Propr. de Arquimedes e como 1 > 0, existe n N tal que n = n. 1 > x

Corolario´

2 (Nao˜

ha´ infinitesimos´

1

em R). Para todo x > 0, existe um natural n tal que n < x.

Prova. Como x > 0, pela propriedade arquimediana existe n N tal que nx > 1 e assim, 1 n < x

Teorema do Anulamento (Bolzano-Weierstrass) (1817). 3 Se f ; [a, b] R e´ uma func¸ao˜ cont´ınua e

f (a) < 0 < f (b), entao˜

Prova. O conjunto X = { x [a, b] f ( x ) < 0} e´ tal que a X e limitado superiormente por b. Logo, pela Propriedade do Supremo, existe c = sup X e a c b. Mostremos, aplicando o Teorema da Conservac¸ao˜ do Sinal a` func¸ao˜ cont´ınua f , que tanto f (c) < 0 como f (c) > 0 acarretam contradic¸oes.˜ Se f (c) < 0 temos c < b e f < 0 em algum intervalo [c, c + δ ) [a, b], com δ > 0 e suficientemente pequeno. Logo, existe x [a, b] tal que x > c e f ( x ) < 0 Se f (c) > 0 temos a < c e f > 0 em algum intervalo (c δ, c] [a, b], δ > 0 e suficientemente

pequeno. Porem,´

existe c [a, b] tal que f (c) = 0.

pela Propriedade de Aproximac¸ ao,˜

existe x (c δ, c] tal que f ( x ) < 0

Teorema do Valor Intermediario.´

tal que f (c) = γ . Prova. Se f (a) < γ < f (b), aplicamos o Teor. de Bolzano-Weierstrass a` func¸ao˜ g( x ) = f ( x ) γ

Se f e´ cont´ınua em [a, b] e f (a) γ f (b) entao,˜

existe c [a, b]

Definic¸oes.˜

Indicamos entao,˜

Uma sequenciaˆ

em R e´ uma func¸ao˜

,

x n ,

x N R, indicada x = ( x n ), com x n = x (n), n N.

( x n ) = ( x 1 , x 2 ,

) e ainda, ( x n ) = ( x n ) N = ( x n ) nN . Ainda mais,

Se {n 1 < n 2 <

< n k <

} e´ um subconjunto infinito de N, ( x n k ) = ( x n 1 , x n 2 ,

subsequenciaˆ da sequenciaˆ ( x n ).

, x n k ,

) e´ uma

( x n ) e´ uma sequenciaˆ

crescente [descrescente] se x n x m [ x n x m ] para todo n m, n, m N.

Notemos que toda subsequenciaˆ

e´ uma sequencia.ˆ

3 Karl Weierstrass (1815-1897), matematico´

alemao.˜

3

Exemplos 3. Temos, em R, os exemplos abaixo de sequenciasˆ

e subsequencias.ˆ

Se x n =

n, n N, entao˜

( x n ) = (1, 2, 3,

) e´ a sequenciaˆ

estritamente crescente dos naturais.

Se y n = 2n, n N, entao˜

(y n ) e´ a subsequenciaˆ

dos pares da sequenciaˆ

dos naturais.

Se r R e s n = 1 + r + r 2 +

geometricas´

+ r n , n

de razao˜

r, de 1 a r n .

N, entao˜ ( s n ) e´ a sequenciaˆ

das somas finitas das progressoes˜

Se x n = 1 n , n N, entao˜

1

( x n ) = ( n ) e´ a sequenciaˆ

dos inversos dos naturais.

Se x n =

n entao˜

n

( x 2n+1 ) = ( 2n+1 2n + 1 ) n N e´ uma subsequenciaˆ

da sequenciaˆ

( n).

n

Lema. Toda sequenciaˆ

Prova. Chamemos n de um “ponto de pico” da sequenciaˆ

( x n ) admite ou uma subsequenciaˆ

crescente ou uma subsequenciaˆ

( x n ) se x m < x n para todo m > n.

decrescente.

Se ( x n ) tem uma quantidade infinita de pontos de pico, {n 1 < n 2 <

( x n k ) k N e´ estritamente decrescente pois temos x n 1 > x n 2 >

}, entao˜ a subsequenciaˆ

Se ( x n ) tem uma quantidade finita de pontos de pico, seja n 1 um natural estritamente maior que

existe n 2 > n 1 , n 2 N,

e´ ponto de pico segue que existe n 3 > n 2 , n 3 N, tal que

tal que x n 1 x n 2 e, como n 2 tambem´

x n 2 x n 3 . Iterando, obtemos uma subsequenciaˆ

todos os pontos de pico de ( x n ). Como n 1 nao˜

nao˜

e´ um ponto de pico entao˜

crescentede ( x n )

Definic¸oes.˜

Seja ( x n ) uma sequenciaˆ

em R. Dizemos que a sequenciaˆ

( x n )

converge a L R se ǫ > 0 existe n 0 N tal que x n L < ǫ se n n 0 . Notac¸ao:˜

lim

n→+∞ x n = L.

diverge a +∞ se M R existe n 0 N tal que x n > M se n n 0 . Notac¸ao:˜

lim

n+ x n = +∞.

diverge a −∞ se M R existe n 0 N tal que x n < M se n n 0 . Notac¸ao:˜

diverge se nao˜

existe L R tal que

lim

n→+∞ x n = L.

lim

n+ x n = −∞.

Exemplos 4. Temos, em R, os exemplos abaixo de sequenciasˆ

Se x n = n, n N, entao˜

lim

n+ n = +∞.

Se r < 1 e s n = 1 + r + r 2 +

n+1

+ r n = 1r 1r

, n N, entao˜

x n = 1 n , n N, entao˜

Se

lim

n→+∞

1

n = 0.

x n = (1 + n ) n , n N, entao˜

Se

1

n→+∞ (1 + 1

lim

n ) n = e.

convergentes e divergentes.

lim

n→+∞ s n =

1

1r .

Lema. Se ( x n ) e´ crescente [decrescente] e limitada entao˜ ( x n ) e´ convergente.

Prova. Como (x n ) e´ crescente se ( x n ) e´ decrescente basta supormos ( x n ) crescente. Entao,˜ pela

Propriedade do Supremo existe α = sup { x n n N} e dado ǫ > 0 existe n 0 N tal que α ǫ < x n 0 α e,

como ( x n ) e´ crescente, se n n 0 temos α ǫ < x n 0 x n α, o que implica x n α< ǫ se n n 0

4

Teorema. Toda sequenciaˆ

Prova. Segue dos dois lemas anteriores

limitada admite ao menos uma subsequenciaˆ

convergente.

Proposic¸ao.˜

x 0 X entao˜ a sequenciaˆ ( f ( x n )) converge a f ( x 0 ).

Prova. Dado ǫ > 0, por hipotese´

n+ x n = x 0 , existe n 0 N tal que x n x 0 < ǫ se n n 0 e entao,˜

Se f X R e´ cont´ınua em x 0 X e ( x n ) e´ uma sequenciaˆ

contida em X e convergente a

existe δ > 0 tal que f ( x ) f ( x 0 )∣ < ǫ se x x 0 < δ e x X. Como

f ( x n ) f ( x 0 )∣ < ǫ se n n 0

lim

Teorema da Limitac¸ao.˜

Prova. Por contradic¸ao.˜ Bisectando 4 I 1 = [a, b] seja I 2 um dos subintervalos [a, a+b ] e [ a+b , b] em que

Se f e´ cont´ınua em [a, b] entao˜

f e´ limitada.

2

2

f nao˜ e´ limitada (existe ao menos um). Repetindo o argumento, bisectamos I 2 e selecionamos I 3 um

subintervalo desta bisecc¸ao,˜ no qual f nao˜ e´ limitada. Iterando tal processo obtemos uma sequenciaˆ de

intervalos encaixantes ( I n ) nN , I n = [ x n , y n ], I n+1 I n , satisfazendo y n x n =

(y n ) e´ decrescente, ambas em [a, b]. Temos x n y m se

ba

2 n1

, n 1.

A sequenciaˆ

( x n ) e´ crescente e a sequenciaˆ

n,

m N [se m n temos x n y n y m e, se m n, x n x m y m ].

Pelas Propriedades do Supremo

e

do

´

Infimo, ( x n ) converge a x

= sup{ x n

n N} e (y n ) converge a y = inf {y n

n N} e, ainda,

x n

m arbitrario,´

n N, e portanto, como lim

x y y n [pois, x n y m , n, m N, e fixo m N da definic¸ao˜ de supremo segue x y m , para

e da definic¸ao˜

de ´ınfimo segue x y y m , m N]. Desta forma temos 0 y x

n→+∞

ba

2 n

= 0, pelo Teorema do Confronto segue y x = 0 e x = y.

ba

2 n ,

Como f e´ cont´ınua, existe um intervalo ( x δ, x + δ ), δ > 0, em que f e´ limitada. Porem,´

tal intervalo

contem´

algum intervalo I n no qual f e´ nao˜

limitada

Teorema de Weierstrass. Se f e´ cont´ınua em [a, b] entao˜

existem x 1 , x 2 [a, b] tais que

f ( x 1 ) f ( x ) f ( x 2 ) , x [a, b] .

Prova. Como X = { f ( x ); x [a, b]} = f ([a, b]) e´ limitado, pelas Propriedades do Supremo e do Infimo

existem M = sup X e m = inf X. Mostremos que M f ([a, b]) (a prova para m e´ analoga).´

´

Se

1

f ( x ) < M, x [a, b], entao˜ temos 0 < g( x ) = M f ( x ) , x [a, b], e g e´ cont´ınua e, pelo Teorema

da

x [a, b], e assim sendo M nao˜ e´ supremo de X

Limitac¸ao,˜ existe β R tal que 0 < M f ( x ) < β e, portanto, M f ( x ) > β , o que implica f ( x ) < M 1

1

1

β ,

Para provarmos que func¸oes˜

cont´ınuas em [a, b] sao˜

integraveis,´

recordemos a definic¸ao˜

de integral.

Definic¸ao.˜ Dada f [a, b] R, P = { x 0 = a < x 1 <

subordinada a` partic¸ao˜

partic¸ao˜

< x n = b} uma partic¸ao˜ de [a, b] e uma escolha,

a`

P, E = {c i c i [ x i1 , x i ] , i = 1,

, n}, a soma de Riemann de f em relac¸ao˜

P e a` escolha E e:´

n

S ( f; P; E) = f (c i )x i , com x i = ( x i x i1 ) .

i=1

A norma de P P∶= max {x i 1 i n} e [ x i1 , x i ], 1 i n, e´ um subintervalo determinado por P.

4 Racioc´ıcios por biecc¸ao˜

foram muito utilizados por Bolzano e tambem´

5

se encontram em Elementos, Euclides, Livro X.

, se

existe um numero´ L R tal que para todo ǫ > 0 existe δ > 0 satisfazendo: para toda partic¸ao˜ P de [a, b] com norma P< δ , para qualquer que seja a escolha E subordinada a` partic¸ao˜ P temos

Definic¸ao.˜ Dada f [a, b] R, dizemos que f Riemann-integravel´

, ou simplesmente integravel´

S ( f; P; E) L

< ǫ .

Notac¸oes:˜

O numero´

Escrevemos entao,˜

lim

P∣→0

n

i=1

f (c i )x i = L

L =

a

b f ( x ) dx .

b f ( x ) dx e´ chamado de integral de f em [a, b].

a

e

No que segue mantemos a notac¸ao˜

acima. Se f e´ cont´ınua em [a, b], pelo Teorema de Weierstrass f

e´ limitada em [a, b] e podemos introduzir os conceitos a seguir.

Definic¸ao.˜ Se f [a, b] R e´ cont´ınua e P = {a = x 0 < x 1 <

soma inferior e a soma superior 5 de f em relac¸ao˜ a` partic¸ao˜ P sao,˜ respectivamente,

< x n = b} e´ uma partic¸ao˜ de [a, b], a

n

S ( f; P) = ∑ m i x i ,

i=1

m i = min { f ( x ) x [ x i1 , x i ] }

e

n

S ( f; P) = ∑ M i x i ,

i=1

M i = min { f ( x ) x [ x i1 , x i ] }

.

A seguir, utilizando uma ideia´

que remonta a Arquimedes, mostraremos que o existem o supremo

das somas inferiores e o ´ınfimo das somas superiores e que estes sao˜

iguais e entao˜

que f e´ integravel.´

Notac¸ao:˜

Se A [a, b] entao˜

min f ∶= min{ f ( x ) x A} e max f ∶= max { f ( x ); x A}.

A

A

Observac¸ao˜

1. Seja f [a, b] R cont´ınua. Valem as propriedades abaixo.

(a)

Se I e J sao˜

subintervalos de [a, b] e I J entao,˜

 
 

min f min f max f max f .

J

I

I

J

 

(b)

Se P 1 e P 2 sao˜

partic¸oes˜

de [a, b] entao,˜

ordenando P 1 P 2 este e´ tambem´

uma partic¸ao˜

de [a, b].

(c)

Se P 1 e P 2 sao˜

partic¸oes˜

de [a, b] entao˜

 

S ( f; P 1 ) S ( f; P 1 P 2 ) S ( f; P 1 P 2 ) S ( f; P 2 ) .

 

(d)

Se P e´ uma partic¸ao˜

de [a, b] e E e´ uma escolha qualquer subordinada a` partic¸ao˜

P entao,˜

S( f; P)

S ( f; P; E) S ( f; P) .

5 Estes conceitos foram introduzidos pelo mateematico´

francesˆ

6

G. Darboux (1842-1917)

Prova.

(a) Trivial.

 

´

(b)

Obvio.

(c)

Se I i = [ x i1 , x i ], i = 1,

,

n, e´ um subintervalo determinado pela partic¸ao˜

P 1 entao˜

I i

a reuniao˜

dos subintervalos J j = [y j1 , y j ], j = 1,

contidos em I i . Desta forma, pelo ´ıtem (a) temos,

, N, N n, determinados pela partic¸ao˜ P 1 P 2 que estao˜

e

Entao,˜

(min

I

i

f ) x i

= (min

I

i

f )

j

J j I i

y j

j

I i (min

J j

J j

f ) y j

e

j

I i (max

J j

J j

f ) y j

(max

I

i

f )

destacando o 1º e o 3º termos das equac¸oes˜

j

I i y j = (max

J j

I

i

f ) x i .

acima e somando para i = 1,

, n obtemos

S

( f; P 1 ) S ( f; P 1 P 2 )

e

S

( f; P 1 P 2 ) S ( f; P 1 )

e, por analogia, S ( f ; P 1 P 2 ) S ( f; P 2 ). Como

S ( f ; P 1 P 2 ) S ( f; P 1 P 2 ), provamos (c).

(d) Evidente

Proposic¸ao.˜

Se f e´ cont´ınua em [a, b] entao˜

existem

α = sup {S ( f ; P) P e´ partic¸ao˜

de [a, b]}

e

β = inf {S ( f ; P) P e´ partic¸ao˜

de [a, b]}

e, ainda, temos α β.

Prova. Sejam P 1 e P 2 duas partic¸oes˜

arbitrarias´

de [a, b]. Pela Observac¸ao˜

1(c) temos,

S ( f; P 1 ) S ( f; P 2 ) .

Assim, fixo P 2 o conjunto {S ( f ; P 1 ) P 1 e´ partic¸ao˜

de

[a, b] } e´ nao˜

vazio e majorado por S ( f ; P 2 ).

P 2 de [a, b] segue que

Logo, temos α S ( f ; P 2 ) e, como esta desigualdade e´ valida´

para toda partic¸ao˜

α e´ um minorante do conjunto {S ( f ; P 2 ) P 2 e´ partic¸ao˜

de [a, b]} e portanto conclu´ımos α β

Proposic¸ao.˜

x 0 X entao˜ a sequenciaˆ ( f ( x n )) converge a f ( x 0 ).

Prova. Dado ǫ > 0, por hipotese´

n+ x n = x 0 , existe n 0 N tal que x n x 0 < ǫ se n n 0 e entao,˜

Se f X R e´ cont´ınua em x 0 X e ( x n ) e´ uma sequenciaˆ

contida em X e convergente a

existe δ > 0 tal que f ( x ) f ( x 0 )∣ < ǫ se x x 0 < δ e x X. Como

f ( x n ) f ( x 0 )∣ < ǫ se n n 0

lim

Definic¸ao.˜ Uma func¸ao˜ f X R, X R, e´ uniformemente cont´ınua se ǫ > 0 existe δ > 0 tal que

sex , y X entao˜

x y< δ f ( x ) f (y)∣ < ǫ .

7

Teorema (Heine, 1872). 6 Se f [a, b] R e´ cont´ınua entao˜

existe ǫ 0 > 0 tal que se δ = 1 n , n N, existem x n e y n em [a, b]

tais que x n y n < 1 n e f ( x n ) f (y n )∣ ǫ 0 . Sendo limitada, ( x n ) admite subsequenciaˆ convergente ( x n k )

e reenumerando esta se necessario´

que como temos a x n b, n N, segue que x [a, b]. Ainda mais, como x n y n <

que tambem´

n 1 , n N, temos

supomos, sem perda de generalidade, ( x n ) convergente a x. Notemos

Prova. Por contradic¸ao.˜

f e´ uniformemente cont´ınua.

Caso contrario,´

(y n ) tambem´

converge a x. Portanto, 0 =

n+ f ( x n ) f (y n )∣ ǫ 0

lim

Teorema. Se f [a, b] R e´ cont´ınua entao˜ f e´ integravel.´

Prova. Dado ǫ > 0, como f e´ uniformemente cont´ınua, δ > 0 tal que x y< δ f ( x ) f (y)∣ <

ǫ

ba .

Seja P = { x 0 = a < x 1 <

< x n = b} uma partic¸ao˜

de [a, b] com norma P= max

1in x i < δ . Entao,˜ se

m i e M i sao,˜ respectivamente, o m´ınimo e o maximo´ de f em [ x i1 , x i ] temos

n ǫ

b a

0 S ( f; P) S ( f; P) = ∑ ( M i m i )x i <

i=1

n

x i = ǫ .

i=1

Como S ( f ; P) α β S ( f ; P), onde α e´ o supremo do conjunto das somas inferiores de f e β

o ´ınfimo do conjunto das somas superiores de f , ambas relativas as`

partic¸oes˜

0 β α S ( f; P) S ( f; P) < ǫ

de [a, b], temos

e, como ǫ e´ arbitrario,´

α = β. Seja L = α. Se E e´ uma escolha qualquer relativa a P, pela Obs. 1(d) temos

S ( f ; P; E) S ( f ; P) = S ( f ; P) + [S ( f ; P) S ( f ; P)] < α + ǫ

= L + ǫ

e

L ǫ = β ǫ

< S ( f ; P) [S ( f ; P) S ( f ; P)] = S ( f ; P) S ( f ; P; E) ,

donde segue L ǫ < S ( f ; P; E) < L + ǫ , para toda partic¸ao˜

E relativa a` partic¸ao˜ P. Logo, f e´ integravel´

P tal que P< δ , qualquer que seja a escolha

e a integral de f L = α = β. Isto e,´

b

a

f ( x )dx = sup {S ( f ; P) P e´ partic¸ao˜

de [a, b]} = inf {S ( f ; P) P e´ partic¸ao˜

de [a, b]}

Referencias.ˆ

1. Fitzpatrick, P. M., Advanced Calculus, Pure and Applied U ndergrad. Texts, 2nd. ed., AMS, 2009.

2. Guidorizzi, Um Curso de Calculo,´

Vol 1, 5ª edic¸ao,˜

LTC Editora, Rio de Janeiro, 2001.

3. Hairer, E. and Wanner, G., Analysis by Its History, UTM, Springer, New York, 1996.

4. Jahnle, H. N., editor, A History of Analysis, American Mathematical Society, 2003.

5. Lima, E. L., Curso de Analise,´

IMPA, Rio de Janeiro, 1976.

6. Spivak, M., Calculus, 4th edition, Publish or Perish, Inc., Houston, 2008.

6 Heinrich Eduard Heine (1821-1881), matematico´

alemao.˜

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