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DIREITO CIVIL Responsabilidade Civil – Dano

DIREITO CIVIL Responsabilidade Civil – Dano Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online RESPONSABILIDADE CIVIL

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– Dano Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online RESPONSABILIDADE CIVIL – DANO • Em regra, os

RESPONSABILIDADE CIVIL – DANO

• Em regra, os requisitos essenciais à responsabilidade civil são: conduta, dano e nexo causal. Há autores que defendem que a culpa e o dolo também são elementos essenciais.

• Cada vez mais, o ordenamento jurídico brasileiro caminha para a respon- sabilidade civil sem dano. Exemplo disso é a perda da chance, em que se leva em consideração os condicionantes.

DANO

Dano (aspecto concreto) X Perigo de dano (dano abstrato)

Dano (aspecto concreto) X Perigo de dano (dano abstrato) RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE

RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE COM- PENSAÇÃO POR DANO MORAL. AQUISIÇÃO DE GARRAFA DE REFRIGE- RANTE CONTENDO CORPO ESTRANHO EM SEU CONTEÚDO. NÃO INGES- TÃO. EXPOSIÇÃO DO CONSUMIDOR A RISCO CONCRETO DE LESÃO À SUA SAÚDE E SEGURANÇA. FATO DO PRODUTO. EXISTÊNCIA DE DANO MORAL. VIOLAÇÃO DO DEVER DE NÃO ACARRETAR RISCOS AO CON- SUMIDOR. OFENSA AO DIREITO FUNDAMENTAL À ALIMENTAÇÃO ADE-

QUADA. ARTIGOS ANALISADOS: 4º, 8º, 12 e 18, CDC e 2º, Lei 11.346/2006.

1. Ação de compensação por dano moral, ajuizada em 20/04/2007, da qual

foi extraído o presente recurso especial, concluso ao Gabinete em 10/06/2013.

2. Discute-se a existência de dano moral na hipótese em que o consumidor

adquire garrafa de refrigerante com corpo estranho em seu conteúdo, sem, con- tudo, ingeri-lo.

3. A aquisição de produto de gênero alimentício contendo em seu interior

corpo estranho, expondo o consumidor a risco concreto de lesão à sua saúde e segurança, ainda que não ocorra a ingestão de seu conteúdo, dá direito à compensação por dano moral, dada a ofensa ao direito fundamental à alimen- tação adequada, corolário do princípio da dignidade da pessoa humana.

4. Hipótese em que se caracteriza defeito do produto (art. 12, CDC), o qual

expõe o consumidor a risco concreto de dano à sua saúde e segurança, em clara infringência ao dever legal dirigido ao fornecedor, previsto no art. 8º do CDC.

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DIREITO CIVIL Responsabilidade Civil – Dano Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online 5. Recurso especial não

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– Dano Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online 5. Recurso especial não provido. (REsp 1424304/SP, Rel.

5. Recurso especial não provido. (REsp 1424304/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 11/03/2014, DJe 19/05/2014) – Informativo 537 do STJ– Dano Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online • O julgado acima evidencia uma situação de

• O julgado acima evidencia uma situação de perigo de dano. Embora o consu- midor não tenha ingerido o refrigerante, havia um iminente risco a sua saúde.

CLASSIFICAÇÃO BÁSICA DOS DANOS

Danos clássicos ou tradicionais:

Material

Moral

Danos novos ou contemporâneos:

Dano moral coletivo

Dano estético

Dano social

Dano decorrente da perda da chance

DANO OU PREJUÍZO

Dano Patrimonial ou Material → (

)

traduz lesão aos bens e direitos

Pablo Stolze Gagliano e

economicamente apreciáveis de seu titular. ( Rodolfo Pamplona Filho, Op. cit. p.40.

)

CC/2002, Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, CC/2002, Art. 402. além do que ele efetivamente perdeu [dano positivo] , o que razoavelmente deixou além do que ele efetivamente perdeu [dano positivo], o que razoavelmente deixou de lucrar [dano negativo].

Dano emergente/dano positivo → prejuízo efetivamente sofrido pela vítima. Interferência direta no patrimônio do ofendido, culminando em sua diminuição imediata, em razão do ato ilícito.

Lucro cessante/dano negativo → aquilo que se deixou razoavelmente de lucrar em virtude do dano, consoante média obtida por critérios de razoa- bilidade, não significando lucro hipotético. Perda de um ganho esperável, frustração da expectativa de lucro, diminuição potencial do patrimônio da vítima, reflexo futuro do ato ilícito sobre o patrimônio da vítima, que não deve ser confundido com lucro imaginário ou dano remoto.

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DIREITO CIVIL Responsabilidade Civil – Dano Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online – Exemplo: devido a

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– Dano Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online – Exemplo: devido a uma colisão de carros,

Exemplo: devido a uma colisão de carros, uma pessoa teve seu carro dani- ficado e também ficou inapta ao trabalho temporariamente. Dessa forma, o
ficou inapta ao trabalho temporariamente. Dessa forma, o dano material positivo deve ser ressarcido pelo pagamento dano material positivo deve ser ressarcido pelo pagamento do conserto do veículo. Já o ressarcimento do dano negativo deve ser calculado baseado no tempo em que a pessoa ficou sem trabalhar (alguns elementos são leva- dos em consideração: salário da pessoa, tempo de inaptidão, pensão etc.).

Dano extrapatrimonial – moral ou imaterial → ofensa ao patrimônio jurí- dico imaterial ou moral (direitos da personalidade).

Os direitos da personalidade (honra, nome, imagem etc.) foram criados

para pessoas físicas. Quando alcança pessoas jurídicas, é por extensão.

O núcleo essencial de uma pessoa natural é a dignidade da pessoa humana, que abre espaço para os direitos da personalidade.

A compensação pecuniária não representa o preço da dor da pessoa afetada. Logo, não há que se falar em ressarcimento.–

É possível uma compensação em pecúnia (dinheiro) ou mesmo in natura (exemplos: retratação pública, pedido de desculpa etc.).

Fala-se em compensação pecuniária (satisfação compensatória) – Súmula 498 do STJ e compensação in natura (Enunciado 589 da JDC).

Conceito de Sérgio Cavalieri Filho: “(

)

Os bens que integram a perso-

nalidade constituem valores distintos dos bens patrimoniais, cuja agres- são resulta no que se convencionou chamar de dano moral. Essa cons- tatação, por si só, evidencia que o dano moral não se confunde com o

dano material; tem existência própria e autônoma, de modo a exigir tutela

in Programa de Responsabilidade Civil, 7ª

Edição, São Paulo, Atlas, 2007, p. 77.

jurídica independente. (

)”

Obs.: o dano moral foi reconhecido pela primeira vez no Brasil na CF de 1988. No entanto, na época, o dano moral era entendido como acessório ao dano material. Hoje, são independentes.

��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula preparada e ministrada pela professora Raquel Bueno.

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