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Biodiversidade – Variedade e variabilidade genética, taxonómica e dos ecossistemas de um determinado espaço, num

Biodiversidade Variedade e variabilidade genética, taxonómica e dos ecossistemas de um determinado espaço, num determinado tema, que vai desde o gene ao ecossistema. Está associado à taxonomia.

Pela classificação de Whittaker - Reinos:

à taxonomia. Pela classificação de Whittaker - Reinos :  Animalia – Ingestão por absorção; 

Animalia Ingestão por absorção;

Plantae algas multicelulares e plantas autotróficas, que realizam fotossíntese;

Fungi Bolores e leveduras, eucariotas, nutrição heterotrófica e por absorção;

Protista- Protozoários e algas unicelulares, eucariotas unicelulares que realizam fotossíntese ou ocorre nutrição por ingestão ou absorção;

Monera Todas as bactérias procariotas;

Pela classificação de Carl Woese - Dominios: três grupos primários de organismos celulares (tipo molecular dos seus RNA ribossómicos, composição bioquímica da membrana celular:

Bacteria Eubactérias, todas as bactérias exceto as arqueobactérias;

Archaea Bactérias produtoras de metano (CH 4 ), que necessitam de temperaturas elevadas e níveis elevados de sal;

Eucarya Eucariotas, a que pertencem todos os reinos considerados por Whittaker exceto Monera;

Carateristicas

Bacteria

Archaea

Eucarya

Tipo de celula

Procariotica

Procariotica

Eucariotica

Envelope nuclear

Ausente

Ausente

Presente

Numero de cromossomas

1

1

Mais que 1

Configuração dos cromossomas

Circular

Circular

Linear

Mitocondrias

Ausentes

Ausentes

Presentes

Citosqueleto

Ausente

Ausente

Presente

Fotossintese clorofilina

Presente

Ausente

Presente

Classificação pelo Raven do domínio eucariota Reino Plantae

Briófitas

Reino Fungi

Filo Chytridiomycota (Chytrides)

Filo Zygomycota (Zygomycetes)

Filo Ascomycota (Ascomycetes)

Filo Basidiomycota (Basidiomycetes, Telyomicetes e Ustomycetes)

Filo Hepatophyta (hepáticas)

Filo Anthocerophyta (Hornworts)

Filo Bryophyta (musgos)

Plantas vasculares Sem semente

Com semente

Reino Protista Protistas heterotróficos

Filo Myxomycota

Filo Lycopodiophyta (licófitos)

Filo Pteridophyta

Filo Cycadophyta (Cicas)

Filo Ginkgophyta (ginkgo)

Filo Gnetophyta (gnetófitas)

Filo Anthophyta (Angiospérmicas)

Filo Dictyostellomycota

Algae

Filo Dinophyta (dinoflagelados)

Filo Euglenophyta (euglenóides)

Filo Cryptophyta (cryptomonads)

Filo Haptophyta (haptófitos)

Filo Oomycota (Oomycetes)

Filo Bacillariophyta (diátomos)

Filo Phaeophyta (algas castanhas)

(algas

Filo Rhodophyta

vermelhas)

Filo Chlorophyta (algas verdes)

Biodiversidade vegetal

Algas

Ausência de tecidos condutores;

Fotossintese realizável na grande maioria ou totalidade das células;

Fecundação na presença de água;

Gâmetas flagelados;

Briófitos

Primórdios de tecidos condutores;

Fecundação na presença de água;

Só o gameta masculino é flagelado. Os gametas femininos estão protegidos;

Coexistência de duas gerações durante parte do ciclo de vida;

Geração gametófita mais desenvolvida;

Plantas vasculares Existência de verdadeiros tecidos condutores;

Sem semente Pteridófitas Geração esporófita mais desenvolvida, existência de homosporia e heterosporia;

Com semente Espermatófita Aparecimento de estruturas: óvulo, grão de pólen e semente;

Bioenergética

Surge sob a forma de respiração (animais), fotossíntese (plantas), fermentação (leveduras). Outros processos são a fermentação de compostos inorgânicos, respiração anaeróbia, processos fotossintéticos dependentes de vários pigmentos diferentes da clorofila, fotossíntese cíclica, etc.

Biodiversidade de plantas medicinais e aromáticas

Planta medicinal Vegetais que possuem num ou mais órgãos substâncias que podem ser usadas com fins terapêuticos;

Plantas aromáticas Contém substâncias que conferem sabor e/ou aroma em alimentos ou produtos industrializados;

Conservação

Ação desenvolvida para preservar genomas, espécies, populações e ecossistemas, da erosão genética, degradação ou extinção. As plantas são responsáveis pela produção de oxigénio, são recursos alimentares e muitas delas têm propriedades medicinais.

In situ

Manutenção dos recursos vegetais dentro da comunidade da qual fazem parte;

Mantém toda a variabilidade disponível de uma ou mais populações de espécies, permitindo a sua dinâmica e evolução no ecossistema;

Ex situ

Manutenção dos recursos vegetais fora do seu local de origem;

Estratégia mais usada me bancos de genes, cultura in vitro, etc

Jardins botânicos Local onde se cultivam, ao ar livre, em abrigos ou estufas, coleções de plantas de diversas origens. Têm um papel fundamental na conservação do património genético vegetal; permitem o desenvolvimento das plantas em condições ótimas de temperatura, humidade, luminosidade, pH e salinidade.

Estudo macroscópico de órgãos vegetais

Raiz

É a parte do eixo vegetal desprovida de folhas e as suas modificações, geralmente sem clorofila, adaptada às funções de fixação e de absorção de água e de sais minerais em solução. Também executa a função de acumular substâncias de reserva.

Classificação

Origem:

Raízes normais desenvolvem-se a partir da radícula do embrião; Raízes adventícias desenvolvem-se a partir do caule ou das folhas.

Tipo de raiz:

1)

2)

a partir do caule ou das folhas.  Tipo de raiz: 1) 2) Raiz aprumada (axial

Raiz aprumada (axial ou pivotante) apresentam um ramo principal bem evidente e ramos secundários, que são menores e partem deste ramo principal (1); Raiz fasciculada Todos os ramos são de tamanhos semelhantes e partem da base da raiz formando um feixe (2);

Meios onde se desenvolvem:

Raízes terrestres, aéreas e aquáticas

Função:

Reserva, fixadoras, suportes, respiratórias e tubulares Raízes com importância farmacêutica: Acónito, alcaçuz, alteia, genciana, ipecacuanha, jurubeba, polígala, rauvolfia, ruibarbo e valeriana;

Caule

É o órgão vegetal portador de folhas e de suas possíveis modificações, inclusive estruturas reprodutoras,

estabelecendo ligação entre estas partes e as raízes. Na maioria dos vegetais é inteiramente aéreo, existindo caules subterrâneos e caules aquáticos. A função principal é suportar as folhas, flores e frutos. Pode exercer ainda outras funções como reserva de nutrientes e de água (tubérculos), propagação vegetativa (caules com gemas), síntese de substâncias; resistência a diferenças térmicas (rizoma, troncos com suber muito desenvolvido).

Origem: Provém de parte do desenvolvimento do embrião contido nas sementes. O embrião basicamente é constituído de radicula, caulículo, cotilédones e gêmula.

Morfologia externa

Gemas São regiões meristemáticas protegidas por primórdios foliares ou por escamas localizadas em diversos pontos do caule. São terminais se ocorrem no ápice caulinar ou laterias se ocorrem em axilas de folhas. Nós São regiões do caule onde ocorre a inserção das folhas. Nestas regiões ocorrem também gemas axilares. Entrenós São regiões localizadas entre dois nós consecutivos. Folhas São expansões laterais do caule

Classificação

Forma:

Caules cilíndricos e prismáticos

Folhas – São expansões laterais do caule Classificação  Forma: Caules cilíndricos e prismáticos

Porte e quantidade de tecidos lenhificados:

Herbáceo: Caule contendo pouco material lenhificado, geralmente de coloração esverdeada e dotado de flexibilidade; Arbustivo: Caules lenhosos ramificados frequentemente divididos desde a base, não ultrapassando muito os três metros de altura; Arbóreo: Caules geralmente bastante lenhificados, alcançando dimensões consideráveis de vários metros. A parte basal destes caules geralmente é indivisa, formando o tronco, ocorrendo na sua arte superior divisões que vão originar a copa.

Ambiente onde se desenvolvem:

Caules aéreos: caules eretos, trepadores e rastejantes. Caules rastejantes: estolho e sarmento. Caules subterrâneos: rizomas, tubérculos e bolbos. Caules aquáticos.

Função:

A função primordial do caule é a de suporte mecânico das folhas e dos órgãos reprodutivos, bem como o transporte das seivas entre os órgãos e as raízes. Alguns tipos de caule sofrem modificações, adaptando-se ao tipo de funções desempenhadas: caules adaptados à função de assimilação, reprodução e reserva. Caules com importância farmacêutica: Cálamo aromático, carqueja amarga, curcuma, feto-macho, gengibre e veratro.

Folhas

As folhas são apêndices laminares do caule. Normalmente têm clorofila e apresentam crescimento limitado. Folha completa: a olha é constituída de peça laminar denominada limbo, de parte estreita, geralmente subcilíndrica, denominada pecíolo e de parte basal que pode ser provida de estípulas e bainhas. As estípulas são formações geralmente laminares, quase sempre em numero de duas, na base foliar. As bainhas correspondem a bases foliares alargadas que envolvem totalmente ou parcialmente o caule.

Origem: O embrião, em especial a gémula do embrião, é o ponto de origem das primeiras folhas do vegetal. As folhas subsequentes originam-se como expansões laterais exógenas do caules.

Morfologia externa

expansões laterais exógenas do caules. Morfologia externa Uma folha pode ser completa (limbo, pecíolo e base

Uma folha pode ser completa (limbo, pecíolo e base foliar), ou incompleta (falta o pecíolo ou a base foliar, provida ou não de bainha e estípulas. Quando uma folha não possui pecíolo é denominada folha séssil. Quando a folha não possui pecíolo e o limbo foliar envolve completamente o caule denomina-se amplexicaule.

Limbo Corresponde à expansão laminar, normalmente verde, onde se observam duas

expansão laminar, normalmente verde, onde se observam duas faces. O limbo pode ser estudado considerando as

faces. O limbo pode ser estudado considerando as seguintes caraterísticas: forma (contorno, base, ápice e margem); subdivisão do limbo, nervação, coloração, consistência e superfície.

Contorno é uma linha imaginária que liga os pontos extremos da lâmina foliar. Pode ser lanceolada, oval, elitica, orbicular, arredondada, cordiforme, falciforme, reniforme, romboidal, linear, oblonga, oboval, subuculada, aciculada e sagitada.

Base – É uma porção da lâmina foliar onde se insere o pecíolo. Geralmente tem

Base É uma porção da lâmina foliar onde se insere o pecíolo. Geralmente tem posição oposta ao ápice. A base pode ser simétrica ou assimétrica. Segundo a forma pode ser atenuada, arredondada, reetrante, amplexicaule, decorrente, cuneata e obtusa.

Ápice foliar É a parte mais externa da folha. É a sua parte terminal. Os principais ápices são agudo, acuminado, obtuso, emarginado, mucronado e truncado.

Margem foliar A margem foliar corresponde ao limite externo, periférico, perto da lâmina foliar. Consoante os tipos de recortes podem ser: inteira, sinuada, crenada, denteada, serrilhada e revoluta.

Subdivisão do limbo A superfície do limbo pode apresentar-se sem recortes, com recortes pequenos, recortes muito profundos, alem dos recortes da margem. De acordo com estas caraterísticas, o limbo pode ser integro, lobado, fendido, partido, dissecado.

pode ser integro, lobado, fendido, partido, dissecado . Nervação – Observando-se o limbo foliar, especialmente
pode ser integro, lobado, fendido, partido, dissecado . Nervação – Observando-se o limbo foliar, especialmente

Nervação Observando-se o limbo foliar, especialmente a sua face inferior, notamos que ele é percorrido por nervuras. Chama-se nervação à disposição apresentada pelas nervuras da folha. Os principais tipos são:

uninérvea, peninérvea, digitinérvea, curvinérvea, paralelinérvea, enervada.

Coloração As folhas são normalmente verdes. No que diz respeito à

coloração, podem ser concolores, bicolores e variegadas.

Consistência Corresponde à resistência que o limbo foliar apresenta em certas ações mecânicas como a flexão e a pressão, podem ser: duras, moles, flexíveis e friáveis.

Superfície A superfície do limbo varia muito de uma folha para a outra. Certas caraterísticas da superfície apresentam importância na identificação da folha. A superfície foliar pode ser classificada de acordo com o tato e a visão. De acordo com o tato: lisas, ásperas, verrucosas, sedosas, lanudas e tomentosas. De acordo com a visão: glabras, pubescentes, rugosas, ondulantes, hirsutas e luzidias.

Pecíolo foliar Chama-se pecíolo ao pedúnculo que liga a lâmina foliar ao caule. Este pedúnculo pode se inserir na margem foliar ou não. Quando o pecíolo se insere na margem foliar é denominado lateral, quando se insere no centro da lâmina foliar, a folha é peltada. O pecíolo pode

assumir vários tipos de aspeto: reto, curvo, torcido, achatado. O aspeto da secção transversal do pecíolo também é importante. Podem ter secção circular, poligonal, concava, convexa, biconvexa e oval.

circular, poligonal, concava, convexa, biconvexa e oval . Disposição das folhas sobre o caule – Dá-se

Disposição das folhas sobre o caule Dá-se o nome de filotaxia ao estudo da distribuição das folhas sobre o caule. As folhas podem ser:

alternadas ou isoladas, opostas ou verticiladas.

Duração das folhas – O tempo de duração das folhas varia de conformidade com a

Duração das folhas O tempo de duração das folhas varia de conformidade com a espécie vegetal. Podem ser folhas persistentes (a presentam duração maior, podendo permanecer até mais de um ano no vegetal) ou caducas (caem em certas alturas do ano, deixando o vegetal sem folhas).

Composição foliar Podemos considerar as folhas como simples, as que só possuem um limbo; compostas, portadoras de mais de um limbo (que passam a chamar-se folíolos), todos eles presos ao pecíolo indiviso; ou recompostas, portadoras de vários folíolos presos ao pecíolo ramificado.

Folhas com importância farmacêutica: Abacateiro, alcachofra, aloé, beladona, dedaleira, estramónio, eucalipto, hortelã-pimenta, malva, maracujá, meimendro, sene, trombeteira.

Flor

Constituição da flor: verticilos florais (cálice, corola, androceu e gineceu), recetáculo floral e pedúnculo floral.

Constituição da flor: verticilos florais (cálice, corola, androceu e gineceu), recetáculo floral e pedúnculo floral.

Cálice É o verticilo mais externo das flores; é constituído por folhas sésseis, modificadas, denominadas sépalas. Na análise das sépalas são consideradas

todas as considerações

 

feitas

para

as

folhas. São ainda caraterísticas

importantes

do

cálice

a

igualdade

e

a

soldadura

das

sépalas. Quando as sépalas são iguais, ou

das sépalas. Quando as sépalas são iguais, ou aproximadamente iguais, o cálice é denominado regular.

aproximadamente iguais, o cálice é denominado regular. Existem espécies que apresentam sépalas desiguais e o cálice é irregular. A forma do cálice é uma boa caraterística para a identificação de fármacos. Este pode ser: tubuloso, campanulado, urceolato, turbinado e bilabiado.

tubuloso, campanulado, urceolato, turbinado e bilabiado. Corola – É constituída por pétalas. As pétalas, como
tubuloso, campanulado, urceolato, turbinado e bilabiado. Corola – É constituída por pétalas. As pétalas, como

Corola É constituída por pétalas. As pétalas, como as sépalas são folhas modificadas. A corola é chamada e regular ou irregular conforme as pétalas sejam iguais ou não. A corola é chamada de gamopétala (simpétala) quando apresenta as pétalas soldadas, e dialipétala, quando apresenta as pétalas livres. As flores sem corola são chamadas de apétalas.

Androceu O androceu é constituído pelos estames. Basicamente um estame completo consta de três partes: filete, conetivo e antera. No interior de uma antera são formados os grãos de pólen. As anteras representam-se como expansões localizadas nas extremidades dos filetes. Elas podem ser classificadas de acordo com a forma que apresentam: sagitada,

ovoide,

elítica,

com a forma que apresentam: sagitada, ovoide, elítica, longitudinais, cordiforme, espiraladas, bicorne, falciforme.

longitudinais,

cordiforme, espiraladas, bicorne, falciforme. O modo pelo qual as anteras se abrem para libertar os grãos de pólen deiscência constitui outro dado de importância na diagnose de drogas. Assim temos anteras que se abrem por fendas transversais,

sua

certos

valvas

e

poros.

Os

grãos

na

de

pólen

pela

de

morfologia

caraterística

ajudam

identificação

fármacos. A sua membrana mais externa, a exina pode assumir uma variedade muito grande de formas. A exina pode ser espinhosa, lisa, rugosa, verrucosa, etc.

Gineceu O gineceu ou pistilo é constituído pelo ovário, estilete e estigma. Quando o ovário apresenta

carpelos soldados, chama-se gamocarpelar e quando apresenta carpelos livres denomina-se dialicarpelar ou apocárpico. O gineceu pode ser classificado segundo o numero de carpelos que tem: monocarpelar,

tetracarpelar e policarpelar e segundo o numero de cavidades

e

dicarpelar,

tricarpelar,

e segundo o numero de cavidades e dicarpelar, tricarpelar, que polilocular. A posição do ovário em
e segundo o numero de cavidades e dicarpelar, tricarpelar, que polilocular. A posição do ovário em

que

polilocular. A posição do ovário em relação ao plano de inserção das demais peças florais pode ser supero, médio e ínfero.

Segundo

globoso,

subgloboso,

pentagonal,

possui

a

unilocular, dilocular, trilocular,

tetralocular

forma,

o

anguloso

ovário

pode

trigonal,

ser

ovoide,

tetragonal,

poligonal e piriforme. O estilete, segundo a altura que se insere no ovário pode ser ginobásico, terminal, lateral e segundo a forma cilíndrico e subulado. A porção terminal do estilete é o estigma. O estigma pode ser séssil, capitado, discoide, claviforme, subulado, lobado, partido, penicilado, côncavo e plumoso.

Recetáculo floral É a parte dilatada do pedúnculo floral: é o local onde se insere os verticilos florais. Esta parte da flor possui estrutura de caule. De acordo com a forma que apresenta o recetáculo pode ser plano, concavo, convexo, discoide e urceolado. O pedúnculo floral é a peça de união entre o receptáculo e o ramo da planta. Apresenta estrutura caulinar.

e o ramo da planta. Apresenta estrutura caulinar. Inflorescência Conjunto de flores grupadas regularmente

Inflorescência Conjunto de flores grupadas regularmente sobre ramos especiais da planta. Na análise de fármacos constituídos de inflorescências, devem considerar-se as flores, as brácteas, o eixo de inflorescência e a inflorescência como um todo. O eixo da inflorescência é de natureza caulinar. Na sua análise temos o aspeto geral, a consistência, a fratura, a cor, o odor, o sabor, o tamanho e as superfícies (externa e da secção). As estruturas dos pecíolos das folhas e dos pedúnculos florais são bastante parecidas com a dos eixos das inflorescências. As inflorescências podem ser classificadas em duas categorias:

Inflorescências cimosas simpodiais ou definidas: A flor que primeiro abre é a do botão terminal. Esta flor define o crescimento do eixo onde ela aparece, isto é, o crescimento longitudinal deste eixo termina com o crescimento da flor. Desenvolvem- se eixos secundários, os quais sucessivamente vão sendo definidos pelo aparecimento de flores. Inflorescências racimosas monopodiais ou indefinidas: O crescimento do eixo principal é ininterrupto. Na sua extremidade as flores estão ainda em botão. Exemplos:

Glomérulo Tipo de inflorescência cimosa, cujas flores localizam-se próximas umas das outras, dando ao conjunto um aspeto globoso.

Verticilastros Tipo de inflorescência cimosa muito condensada, com aspeto de um verticilo; porém partindo da axila de duas folhas opostas;

Capítulo A inflorescência em forma de capítulo entra na constituição de diversos fármacos. Por isso é conveniente mencionar alguns detalhes como floretas, recetáculos, brácteas protetoras de floretas, brácteas involucrais e pedúnculo; Flores com importância farmacêutica: Alfazema, arnica, cacto, calêndula, camomila, cratego, cravo da índia, laranjeira macela, papoila, rosa, sabugueiro e tília.

arnica, cacto, calêndula, camomila, cratego, cravo da índia, laranjeira macela, papoila, rosa, sabugueiro e tília. 
arnica, cacto, calêndula, camomila, cratego, cravo da índia, laranjeira macela, papoila, rosa, sabugueiro e tília. 
arnica, cacto, calêndula, camomila, cratego, cravo da índia, laranjeira macela, papoila, rosa, sabugueiro e tília. 

Fruto

O fruto é o ovário fecundado e desenvolvido. Os carpelos ou folhas

carpelares formam as paredes do fruto, denominadas em conjunto pericarpo. O pericarpo é constituído por três regiões: epicarpo, mesocarpo e endocarpo. Denomina-se placenta o local de inserção das sementes.

Classificação

Origem:

Frutos simples formados por um único ovário e de estruturas soldadas a ele; Frutos compostos divididos em agregados ou múltiplos e

infrutescências;

Natureza do pericarpo Frutos secos sem acumulo de água e matérias nutritivas; Frutos carnudos armazenam uma grande quantidade de água, sais e matérias orgânicas;

Deiscência:

de água, sais e matérias orgânicas;  Deiscência: Deiscentes – Frutos que se abrem libertando as
de água, sais e matérias orgânicas;  Deiscência: Deiscentes – Frutos que se abrem libertando as

Deiscentes Frutos que se abrem libertando as sementes; Indeiscentes Frutos que não abrem; Reserva, fixadoras, suportes, respiratórias e tubulares Frutos com importância farmacêutica: Alcaravia, ameixa, anis, baunilha, coentro, cominho funcho, laranja doce e amarga, limão, papoila, salsa;

Semente

O ovulo fecundado e desenvolvido origina a semente. Na caracterização macroscópica de sementes, são feitas

considerações acerca da sua superfície e das suas secções transversal e longitudinal. O aspeto geral do

fármaco, sua consistência, cor, forma, tamanho, odor, sabor e superfície constituem caraterísticas importantes na diagnose. Na sua superfície costumam aparecer certas cicatrizes e excrescências.

Morfologia externa Tegumento, cicatrizes e excrescências, reservas, embrião, apêndice plumoso, pelos, cristais e membranas aliformes.

Classificação

De acordo com a localização das reservas antes da germinação

Quanto ao tipo de reserva predominante

Quanto ao tipo de amêndoas Sementes com importância farmacêutica: Abobora, cacau, café, castanha da índia, cola, colchico, estrofanto, mostarda preta, noz moscada e noz vómica

Estudo morfológico de fármacos de origem vegetal

Sem organização celular: óleos, ceras, essências, resinas, gomas;

Com organização celular: plantas inteiras, fragmentadas e pulverizadas;

Partes subterrâneas: raízes e caules subterrâneos inteiros ou fragmentados;

Partes aéreas: caules, folhas, frutos, flores e sementes em diferentes estados de desenvolvimento, inteiros ou fragmentados

Amostragem média: representativa de um conjunto, com normas rígidas, legislação própria para casa grupo morfológico de fármacos.

Monografia de um fármaco de origem vegetal:

Documento técnico informação cientifica (caraterísticas botânicas)

Identificação e avaliação da sua qualidade, segurança e eficácia proporcionar o uso correto;

Documento de aval a um fármaco facilitar a informação entre entidades;

Exame macroscópico

Aspeto geral da amostra identidade, grau de pureza, cor, textura;

Verificar algumas dimensões e proporção de elementos caules, folhas, flores, etc

Existência de substâncias estranhas

Exame microscópico

Determinação das caraterísticas botânicas diferentes tipos de tecidos, forma e dimensão das células;

Determinação da natureza química da parede celular;

Determinação da natureza química do conteúdo celular;

Observação do material

Material fresco – Montagem e clarificação Montagem e clarificação

Material seco – Hidratação, clarificação, montagem e observação Hidratação, clarificação, montagem e observação

Observação de material seco/fresco

1. Hidratação água e glicerina álcool (1:1)

2. Clarificação água de Javel (hipoclorito de sódio), hidrato de cloral e hidróxido de potássio.

3. Fixação - FAA e glutaraldeído

4. Desidratação serie ascendente em etanol

5. Diafanização TBA

6. Impregnação Parafina liquida - TBA

7. Inclusão parafina (polimerização)

8. Cortes transversais ou longitudinais, manuais (lâmina de barbear ou bisturi) ou em micrótomos com obtenção de ténias

9. Desparafinação - Xilol

10. Hidratação série descendente de etanol

11. Coloração

– série descendente de etanol 11. Coloração  Azul de metileno – azul esverdeado para celulose
– série descendente de etanol 11. Coloração  Azul de metileno – azul esverdeado para celulose
– série descendente de etanol 11. Coloração  Azul de metileno – azul esverdeado para celulose

Azul de metileno azul esverdeado para celulose

Floroglucina em meio ácido vermelho para lenhina

Carmim aluminado rosa para celulose

Verde iodo verde para celulose

12. Montagem e observação

Testes histoquímicos São utilizados para caraterizar e localizar metabolitos secundários nas células, em diferentes tipos de tecidos e os próprios fármacos vegetais, em particular quando se encontram fragmentados ou pulverizados. Exemplo da utilização de vários reagentes em Sanguisorba sp.:

A. Tricoma secretor: caraterização de mucilagens pela utilização de ácido tânico/tricloreto de ferro; B. Células

A. Tricoma secretor: caraterização de mucilagens pela utilização de ácido

tânico/tricloreto de ferro;

B. Células da epiderme superior: caracterização de mucilagens;

C. Tricoma secretor: caraterização de polissacarídeos pelo PAS;

D. Tricoma secretor: caraterização de lípidos pelo Sudan III;

E. Tricoma secretor: caracterização de ácidos gordos pelo acetato de

cobre/ ácido rubeânico;

F. Tricoma secretor: caraterização de esteroides pelo tricloreto de

antimónio;

G. Tricoma secretor: caraterização de terpenóides com grupo carbonilo

pelo 2,4-difenil-hidrazina.

Fluorescência Propriedade de certas substâncias ao serem excitadas por uma luz de comprimento de onda curto, emitem luz de um comprimento de onda superior. Nas plantas, uma grande parte das estruturas celulares e de compostos armazenados são autofluorescentes. A sua observação pode ser feita em autofluorescência ou por fluorescência induzida, através de fluorocromos. Os compostos com fluorescência podem ser detetados em concentrações muito baixas.

Microscopia quantitativa

em concentrações muito baixas. Microscopia quantitativa Micrometria com uma ocular micrométrica e uma lâmina

Micrometria com uma ocular micrométrica e uma lâmina micrométrica

Cálculo de índices como o estomático e de tricomas

Índice estomático:

º á º +º é é á ×100

Tratamento para microscopia eletrónica de varrimento: Fixação, desidratação, ponto critico de CO 2 , montagem, metalização e observação. Nas imagens obtidas surge a ampliação e micrometria.

Nas imagens obtidas surge a ampliação e micrometria. Histologia vegetal A principal diferença entre os estudos

Histologia vegetal

A principal diferença entre os estudos histológicos e os anatómicos é que os primeiros permitem a identificação dos vários tipos de tecidos, enquanto que os segundos permitem identificar o órgão e a sua estrutura, a planta, a classificação dos feixes vasculares e o reconhecimento do tipo de crescimento.

Histologia identificação dos tecidos Se a célula constitui a unidade básica da vida, a sua existência conjunta com outras células formando grupos com funções comuns toma a designação de tecido. Os tecidos são o suporte orgânico dos vegetais. Os diferentes órgãos das plantas são formados por tecidos de natureza diversa. A sua classificação depende de vários fatores dos quais se destacam as suas estruturas, função e origem. De um modo geral, os tecidos estão agrupados em dois grupos: meristemáticos e definitivos, com subdivisões.

Tecidos meristemáticos Meristemas apicais/primários

descendem diretamente da semente, e

promovem o crescimento em extensão do vegetal (crescimento longitudinal).

Protoderme origina a epiderme;

Meristema fundamental tecidos como o parênquima, colênquima e esclerênquima;

Procâmbio Xilema e floema primários;

– tecidos como o parênquima, colênquima e esclerênquima;  Procâmbio – Xilema e floema primários;

Meristemas secundários - surgem a partir de células diferenciadas, geralmente parenquimáticas, que readquirem a capacidade mitótica, e relacionam-se com o crescimento em espessura do vegetal. A sua função

é a produção da periderme, que substitui a epiderme e protege a planta.

Câmbio vascular tem origem no centro da raiz na parte interna do xilema secundário e externa do floema. É uma camada de células cilíndricas, responsável pelo aumento em diâmetro do caule e da raiz. Fica localizado próximo do ápice em plantas mais jovens e mais perto do solo quando estas envelhecem.

Floema secundário

Xilema secundário

Câmbio subero-felodérmico ou felogene dá origem à casca das árvores, e tem principal função de proteção. Localiza-se na

e tem principal função de proteção. Localiza-se na periferia da raiz ou do caule na parte

periferia da raiz ou do caule na parte interna e na externa do suber. É aqui que se produz a periderme, formada por células mortas.

Suber secundário

Feloderme

Meristemas intercalares

Tecidos definitivos ou de duração Mecânicos 1. Tecidos de proteção

Epiderme tem origem na protoderme e é composta por células vivas e

justapostas. É a camada externa da planta que faz o revestimento de folhas

e caules jovens. A epiderme apresenta células especializadas para melhor desempenho das suas funções:

Cutícula película lipídica e impermeável que cobre a epiderme das folhas. Impede a secura, diminuindo a transpiração;

Tricomas Estruturas que possuem substancias urticantes (urtigas)

e enzimas proteolíticas (encontradas em plantas insetivadoras);

têm função urticante e absorvente, secretando substancias oleosas,

o que impede a perda de água;

Estomas encontrados nas folhas, responsável pelas trocas gasosas e

encontrados nas folhas, responsável pelas trocas gasosas e Pelos tetores pela transpiração da planta  Aculeos

Pelos tetores

pela transpiração da planta

trocas gasosas e Pelos tetores pela transpiração da planta  Aculeos – estruturas pontiagudas originadas da

Aculeos estruturas pontiagudas originadas da epiderme para proteção ou defesa;

Papílas estruturas de armazenamento de óleos essências;

Lentículas pequenas aberturas nos tecidos, que permitem a entrada de oxigénio e a saída de dióxido de carbono durante a

Estomas:

a) Paracítico Maior eixo das

respiração;

Hipoderme camada celular de suporte localizada por baixo da

células

estomáticas paralelo ao

epiderme nalguns órgãos vegetais;

maior

eixo das células

Periderme- sistema de revestimento que substitui a epiderme em

raízes e caules com crescimento em espessura.

Suber secundário recobre caule e raízes mais velhos. E formado

com suberina. É responsável pela

por

células

mortas,

impermeabilização vegetal.

epidérmicas

b) diacítico - Maior eixo das

células estomáticas perpendicular

maior eixo das células epidérmicas

c) anisocítico

d) anomocítico

ao

Feloderme parênquima que aparece especialmente na raiz e no caule e que se forma por ação do felogene (meristema secundário que origina suber cortiça para fora e feloderme para dentro)

2. Tecidos de suporte

Colênquima - tecido formado por células vivas, com clorofila e com parede celular de celulose. Tem funções de sustentação e flexibilidade. É encontrado nas partes herbáceas do vegetal, logo abaixo da epiderme.

Esclerênquima - tecido formado por células mortas com reforço de lenhina (dá rigidez e é impermeabilizante). Esse tecido é comparado aos ossos dos animais. É encontrado nas partes lenhosas do vegetal, logo abaixo do colênquima e ao redor de feixes condutores;

Elaboradores

1. Parênquima

Parênquima fotossintético - realiza a fotossíntese, apresenta clorofila e é constituído por células vivas e apresenta coloração verde. Estão localizados na parte meridiana da folha, o chamado mesófilo e

estão divididos em:

em paliçada - localizado na parte superior do mesofilo, são compostos de células alongadas que conferem sustentação às células epidérmicas superiores, promovendo a fotossíntese;

lacunoso - localizado na parte central -inferior do mesofilo, são células esféricas separadas por lacunas por onde circulam gases trocados nos estomas;

Parênquima de reserva - são tecidos que predominam em certos órgãos (caules, raízes, frutos) e nas sementes.

Aerênquima - constituído por grandes espaços intercelulares, formando grandes cavidades no interior da planta preenchidas por ar. Esta constituição torna o corpo da planta mais leve, o que favorece sua sustentação ou flutuação dentro da água. Possibilita também a chegada de oxigénio e a retirada de gás carbónico das partes vegetais submersas.

Aquífero - armazena água, característico dos vegetais de clima seco, permitindo a sobrevivência do vegetal;

Amilífero: armazena amido, em forma de grãos. É a parte nutritiva de plantas como batata e mandioca.

2. Secretores epidérmicos

Tricomas glandulares ou secretores segregam ma determinada substância;

3. Secretores não epidérmicos

ma determinada substância; 3. Secretores não epidérmicos Pelos glandulares  Canais lacticíferos – produzem

Pelos glandulares

Canais lacticíferos produzem látex, com função de proteção e cicatrização;

Nectários glândulas que produzem secreção odorífera e doce para atrair insetros e pássaros, facilitando a polimerização. Encontra-se normalmente nas flores;

Hidátodos Estão localizados nas margens das folhas e eliminam água e sais minerais na forma de gotículas gutação ou sudação;

Vasos resiníferos Produzem resina. A sua função é de defesa. Muitas vezes a resina entra em contato com o ar e solidifica.

Canais ou bolsas secretoras secreção oleosa e cheirosa como no eucalipto,

limão.

Transportadores

1. Tecidos condutores primários

Xilema ou lenho Tecido condutor, conduz seiva bruta (água e sais minerais) das raízes para o resto da planta e é formado por células ocas e mortas;

Parênquima lenhoso

Fibras lenhosas (traqueídos)

Vasos lenhosos (traqueanos)

Floema ou líber tecido condutor, conduz seiva elaborada (água e produtos orgânicos produzidos pela fotossíntese) das folhas para a raiz.

Elementos crivosos (tubos crivosos ou liberinos)

Células companheiras

Parênquima de reserva

 Células companheiras  Parênquima de reserva Células do floema 2. Tecidos condutores secundários 

Células do floema

2. Tecidos condutores secundários

Xilema secundário ou lenho secundário

Floema secundário ou líber secundário

Raiz

Feixes vasculares simples e alternos;

Protoxilema exarco: xilema primário com diferenciação centrípeta;

Epiderme com pelos radiculares, ou por vezes inexistentes;

Cilindro central pequeno e córtex muito grande;

Endoderme bem visível;

Estereoma central sem colênquima;

bem visível;  Estereoma central sem colênquima; Monodicotiledónea  Endoderme com células espessadas em

Monodicotiledónea

Endoderme com células espessadas em U

Feixes vasculares com nº igual ou superior a 5

Eudicotiledónea

Endoderme com pontuações de Caspary

Feixes vasculares com nº de 2 a 4

de Caspary  Feixes vasculares com nº de 2 a 4 Monocotiledónea Eudicotiledónea Caule  Feixes

Monocotiledónea

Eudicotiledónea

Caule

Feixes vasculares duplos e colaterais;

Protoxilema endarco: xilema primário com diferenciação centrifuga;

Epiderme com estomas;

Cilindro central grande e córtex muito pequeno;

Endoderme não visível;

Estereoma periférico, por vezes com colênquima;

Estrutura primária Sem câmbios secundários (câmbio intrafascicular), sem tecidos secundários, além dos feixes primários típicos;

Estrutura secundária sem tecidos secundários (vascular, felogene), com formação de tecidos secundários;

Monodicotiledónea

Feixes colaterais fechados

Feixes dispostos segundo anéis concêntricos;

secundários; Monodicotiledónea  Feixes colaterais fechados  Feixes dispostos segundo anéis concêntricos;

Eudicotiledónea

Feixes colaterais abertos;

Feixes dispostos segundo um só anel regular;

Folha

Duas epidermes;

Mesófilo parênquima que preenche o interior da folha;

Feixes vasculares nervuras;

Monodicotiledónea

Estomas localizados em ambas as páginas das folhas;

Mesófilo simétrico: folhas isolaterais;

Feixes vasculares colaterais fechados;

Nervação paralelinérvea;

Eudicotiledónea

Estomas localizados regularmente na página inferior,

Mesófilo assimétrico parênquima em paliçada na página superior e lacunoso na inferior folhas dorsiventrais;

Feixes vasculares colaterais abertos;

Nervação peninérvea ou palminérvea;

Estudo de fármacos de origem vegetal Monografias

Caraterização macroscópica e microscópia

Elementos que constam na Farmacopeia Portuguesa:

Nome em português e em latim (espécie)

Definição (ex: Cones maduros, secos)

Teor

Identificação através de caraterísticas macroscópicas e microscópicas (e alguns procedimentos de obtenção de caraterísticas).