Вы находитесь на странице: 1из 49
Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s Proteção de
Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s Proteção de
Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos 1 - INTRODUÇÃO I L4

1 - INTRODUÇÃO

I L4 4 T1 L3 3 F ~ T2 L2 2 L1 1 Barra consumidora
I
L4
4
T1
L3
3
F
~
T2
L2
2
L1
1
Barra consumidora

Fig. 10.67 Indicação de proteção direcional em quatro linhas de transmissão

Os relés direcionais são construídos em unidades eletromecânicas, eletrônicas ou estáticas e digitais . Há três tipos de relés direcionais, que serão estudados detalhadamente, cujo emprego depen- de da grandeza elétrica que se quer controlar, ou seja:

relé direcional de sobrecorrente de fase;

relé direcional de sobrecorrente de terra;

relé direcional de potência.

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
A B LT T2 Icc 2 1 T3 LT 3 II Icc 9 4 T4
A
B
LT
T2
Icc
2
1
T3
LT
3
II
Icc
9
4
T4
Carga
LT
8
7
T6
T7
6
Carga
D
Carga
8
- Disjuntor extraível
- Linha de transmissão
T5
LT
5
ou
- Relé direcional de corrente
- Relé de sobrecorrente
LT
I
Carga
Carga

C

Fig. 10.68 Diagrama unifilar de um circuito em anel fechado

1.1 - Relé de sobrecorrente de indução

1.1.1 - Relé direcional de sobrecorrente de fase

Esses relés são utilizados essencialmente na proteção de linhas de transmissão da classe de tensão, normalmente igual ou superior a 69 kV.

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Os relés direcionais de sobrecorrente reconhecem o sentido de fluxo da corrente elétrica que circula no ponto de sua instalação.

É importante observar que a saturação dos transformadores de corrente utilizados nesse ti- po de proteção não é normalmente crítica, quando se trata na realidade de comparar o sen- tido da corrente, em vez da magnitude da corrente, como acontece numa proteção de so- brecorrente convencional.

Os relés direcionais de sobrecorrente de fase somente devem ser aplicados em sistemas fe- chados em anel ou naqueles dotados de dois ou mais circuitos alimentadores operando em paralelo. Não há sentido em aplicá-los em sistemas radiais.

Os relés direcionais de indução são construídos em unidades monofásicas e trifásicas. As unidades trifásicas são na realidades três unidades monofásicas.

1.1.1.1 - Características construtivas

Os relés direcionais de sobrecorrente de fase são constituídos basicamente das seguintes uni- dades:

a) Unidade temporizada de sobrecorrente

Consiste em uma bobina de operação de corrente enrolada em uma estrutura de ferro magné- tico, na forma de U, provida de várias derivações ou tapes. O eixo do disco possui um contato móvel solidário que se desloca no sentido de tocar o contato fixo. O deslocamento rotacional do eixo é controlado por uma mola do tipo espiral que fornece um torque antagônico. O movi- mento do eixo é também retardado por um ímã permanente que age sobre o disco. O ímã permite que se obtenham as curvas características de tempo x corrente do relé.

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Tab. 10.13 Faixas de ajuste dos relés direcionais UTS

Faixa (A)

Tapes disponíveis (A)

0,5 - 4

0,5-0,6-0,7-0,8-1,0-1,2-1,5-2,0-2,5-3,0-4,0

1,5 - 12

1,5-2,0-2,5-3,0-4,0-5,0-6,0-7,0--8,0-10,0-12,0

2,0 - 16

2,0-2,5-3,0-4,0-5,0-6,0-7,0--8,0-10,0-12,0-16,0

b) Unidade direcional de potência

É constituída de um cilindro de indução com estator laminado. O rotor, semelhante a um copo, é feito em alumínio. A unidade funciona igual a um motor de indução de fase dividida. As impedâncias dadas na Tab. 10.14 referem-se à condição de ligação do relé no tape mínimo. Quando o relé é ligado em qualquer outro tape, o que é muito comum, a impedância varia com o inverso e com o quadrado da corrente do tape admitido de acordo com a Equação (10.17). Por exemplo, se um relé de característica de tempo muito inverso estiver ligado no tape 3,0 A, de acordo com a Tab. 10.14, o valor da sua impedância valerá:

Para a resistência

R

2

R

1

I  

 

2

1

I

2

0,43

1,5  

3

2

Z

2

0,107

Z

1

I

 

1

I

2

2

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
 Para a reatância
2
2
X
X
   I  
1
1,01
2
1
I
  1,5  
 3 
0,252
2

Tab. 10.14 Cargas do circuito de corrente a 60 Hz do relé IBC GE

Carga no pick-up de mínima impedância - Ohm

Carga no pick-up de mínima impedância - Ohm

Carga no pick-up de mínima impedância - Ohm do tempo de Imped. pu pu 5,0 A
Carga no pick-up de mínima impedância - Ohm do tempo de Imped. pu pu 5,0 A

do tempo

de

Imped.

pu

pu

5,0 A

tape

VA

-

mín

mín

-

Inverso

2,0-16

0,57

1,92

2,00

8,00

0,28

1,80

0,80

50,00

Muito inverso

1,5-12

0,43

1,01

1,09

2,47

0,39

1,00

0,90

27,00

Extremam. Inverso

1,5-12

0,29

0,63

0,69

1,55

0,41

0,70

0,70

17,00

Característica

Faixa

Resis.efetiva

Reat.

Potência

Fat

3X

10X

VA a 5A

c) Unidade instantânea É do tipo armação articulada. Tab. 10.15 Carga da unidade instantânea

Unidade

Faixa

Faixa

Pick-up

Carga no pick-up mínimo

Carga Z ( ) x pick-up

instatânea

mínimo

 

A

-

A

A

R

X

Z

3

10

20

6 - 150

60

L

6,0 - 30,0

0,110

0,078

0,135

0,090

0,080

0,080

H

30,0-150,0

0,022

0,005

0,023

0,020

0,020

0,020

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos d) Unidade de bandeirola e

d) Unidade de bandeirola e selagem

Semelhantemente ao relé de sobrecorrente já estudado, essa unidade tem a sua bobina em série e os seus contatos em paralelo com os contatos da unidade de sobrecorrente de fase. Quando opera, faz surgir uma bandeirola vermelha, que somente é desfeita por desarme ma- nual através do mesmo mecanismo que destrava a bandeirola da unidade instantânea.

Tab. 10.16 Características da unidade de selagem

Descrição

Tapes

0,2

2

Resistência CC ± 10% () Operação mínima (A) + 0 - 25% Passagem contínua (A) Passagem para 30 A/s Passagem para 10 A/s Impedância, 60 Hz ()

7,00

0,13

0,20

2,00

0,30

3,00

0,03

4,00

0,25

30,00

52,00

0,53

1.1.1.2 - Características de tempo

a) Característica de tempo inverso

Essa característica é notadamente indicada para sistemas onde a corrente de curto-circuito depende principalmente da capacidade de geração no instante do defeito.

b) Característica de tempo muito inverso

Essa característica de tempo é normalmente indicada para sistemas onde a corrente de curto- circuito depende da distância entre o local onde ocorre o defeito e o ponto de instalação do re-

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos lé. Independe da capacidade de

lé. Independe da capacidade de geração do sistema e está associada, em síntese, à impedân- cia de falta.

c) Característica extremamente inversa

Pode ser aplicada em sistemas com características semelhantes ao sistema de tempo muito inverso. Apresenta, no entanto, tempo de atuação significativamente mais rápido.

Tempo e Segundos Faixa de Ampliação (Série 800) Ajuste Faixa 0.5 - 4.0 0.5 -
Tempo e Segundos
Faixa de Ampliação (Série 800)
Ajuste
Faixa
0.5
- 4.0
0.5
- 0.6 - 0.7 - 0.8 - 1.0 - 1.2 - 1.5 - 2.0 - 2.5 - 3.0 - 4.0
0.5 - 4.0
Ajuste
1.5
- 12.0
1.5
- 2.0 - 2.5 - 3.0 - 4.0 - 5.0 - 6.0 - 7.0 - 8.0 - 10 - 12
2-18
Contínuo
2-16
2.0
- 2.5 - 3.0 - 4.0 - 5.0 - 8.0 - 7.0 - 8.0 - 10 - 12 - 18
10-80
20-180
10
10
1
9
1
8
7
6
5
4
3
2
0,1
1
1
2
0,01
1
10
100
1.000
10.000
Múltiplos de Calibração do Tape
Tempo e Segundos
Ajuste de Tempo

Unid. Tempo

Unid.

Inst.

Tapes Unid. Tempo

Unid. Inst.

Fig. 10.69 Curva de temporização do relé direcional IBC

8 Relés Direcionais de Corrente

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

1.1.1.3 - Torque

A unidade direcional do relé de sobrecorrente de fase é percorrida pela corrente da fase cor-

respondente à ligação do relé, enquanto a tensão aplicada à bobina de potencial é referente às outras duas fases. Isto é, o relé da fase A é sensibilizado pela corrente que flui na fase A, en- quanto a bobina de potencial é ligada entre as fases B-C.

A Equação (10.18), de caracter geral, fornece o torque produzido por uma unidade direcional

de sobrecorrente, ou seja:

T

K I I senK

1

1

2

2

K 1 - constante do relé que depende do projeto;

K

I

I 2

1

2 - constante que representa o torque resistente da mola;

- corrente da bobina de potencial da unidade direcional;

- corrente da bobina de corrente da unidade direcional;

- ângulo de defasagem entre as correntes

I

1

e I

2

.

Conforme se observa na Equação (10.18), o valor máximo de torque se dá para

forme Fig. 10.70 (a). Porém, muitas vezes se deseja que o conjugado máximo seja alcançado

0 , como ocorre durante os eventos de curto circuito. Para is-

(corren-

so, basta que através de uma resistência ou capacitor se efetue a decomposição de

con-

90

0

para um ângulo diferente de

90

I

1

9 Relés Direcionais de Corrente

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos te tomada como referência), de

te tomada como referência), de tal forma que apenas uma de suas componentes I 1 atue na bo- bina da unidade direcional. Dessa forma, obtêm-se a Equação (10.19).

Ou ainda:

T

T

K I I sen K K I I cos K

3

3

1

'

1

2

2

2

2

'

I 2 = 90°

I 2

= 90°
= 90°

I 1

(a)

Posição de I 2

I para conjugado 2 máximo I 1   I 1 Referência  90º T>0
I
para conjugado
2
máximo
I 1
I
1
Referência
90º
T>0
I 1
T<0
T=0

(b)

Fig. 10.70 Diagrama vetorial do relé polarizado por corrente

10 Relés Direcionais de Corrente

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos I ' 1 - componente

I

'

1 - componente de

I 1 , aplicada à bobina de corrente da unidade direcional;

- ângulo que define neste caso o conjugado máximo que é uma característica particular

de cada relé.

Analisando a Equação (10.20) pode-se constatar que os conjugados máximos, nulos e negati- vos são obtidos para as seguintes condições, admitindo-se K 2 desprezível.

cos 1 T T

max

cos

cos

0

0

90

0

90

0

T

0

T

0

Isso pode ser melhor entendido através da Fig. 10.70 (b). Com a variação do ângulo de 90°a 90 °, pode-se garantir que o relé produz um torque positivo. Para valores

diferentes, o torque resultante será negativo ou nulo. Através desse artifício se consegue que o relé seja direcional para um determinado sentido de corrente.

I 1 tomada como referência, os ângulos são contados como positivo quando

estão medidos a partir de

O torque de uma unidade direcional poderá ser calculada de uma outra forma, quando se con- sidera que o relé é alimentado por um vetor corrente e um vetor tensão que é utilizado como polarização. Nessa condição, o torque pode ser fornecido pela Equação (10.21).

Sendo a corrente

I 1 no sentido contrário aos ponteiro do relógio.

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
T
K I
 
I
sen(
 
)
K
1
p
2
K
1
- constante do relé que depende do projeto;

K 2

- constante que representa o torque resistente da mola;

I

p

- corrente que circula na bobina de tensão, produzindo um fluxo

e

;

I - corrente que circula na bobina de corrente da unidade direcional;

- ângulo de defasagem entre a tensão estabelecida na bobina de potencial e a corrente

circulante na bobina de corrente, respectivamente designadas por V

p e I

;

- ângulo de defasagem entre a corrente circulante na bobina de potencial e a tensão es-

tabelecida na bobina de potencial do relé (ângulo negativo), respectivamente designadas por

I

p

e V .

p

A Fig. 10.71 mostra o diagrama de operação do relé direcional, cuja tensão é tomada co- mo referência, enquanto a Fig. 10.73 mostra um diagrama básico de um relé direcional dotado

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

das unidades direcionais e de sobrecorrente com indicação da tensão e correntes aplicadas às

respectivas bobinas de tensão e corrente.

T=0

T máximo

 70°  I b I b T>0 T<0 Vp I p p  
 70°
I b
I b
T>0
T<0
Vp
I p
p


Fig. 10.71 Diagrama vetorial do relé polarizado por tensão

A Fig. 10.72 mostra sumariamente uma unidade wattimétrica, cujo ponteiro é substituído por um contato móvel. Há uma diferença a considerar. O torque máximo do wattímetro se dá quando a corrente está em fase com a tensão, enquanto no relé direcional o torque máximo é obtido quando a corrente está em atraso da tensão de um determinado ângulo.

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Os relés direcionais do sobrecorrente são constituídos de uma unidade direcional formada por uma bobina de tensão, conectada aos terminais de um transformador de potencial e uma bobi- na de corrente conectada em série à bobina de corrente da unidade sobrecorrente, de confor- midade com a Fig. 10.73.

Bobina de tensão da unidade Terminais de tensão direcional Para a bobina do disjuntor E
Bobina de tensão da unidade
Terminais de tensão
direcional
Para a bobina
do disjuntor
E
Contato móvel
Bobina de corrente da
unidade direcional 67
Terminais
de corrente

Fig. 10.72 Unidade wattimétrica de um relé direcional

Para que haja operação do relé direcional, é necessário, portanto, que a unidade de sobrecor- rente (bobina de corrente) feche seus contatos, que estão em série com os contatos da unida- de direcional, (bobinas de corrente e de potencial), conforme pode ser observado pela Fig.

14 Relés Direcionais de Corrente

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Transformadores de

  corrente TC2 TC1 Ib Ia Ic TC3 Ib Ia Ic b de corrente b
  corrente TC2 TC1 Ib Ia Ic TC3 Ib Ia Ic b de corrente b
  corrente TC2 TC1 Ib Ia Ic TC3 Ib Ia Ic b de corrente b
 

corrente

TC2

TC1

Ib Ia Ic TC3 Ib Ia Ic b de corrente b V p a c
Ib Ia Ic TC3 Ib Ia Ic b de corrente b V p a c

Ib

Ia

Ic

TC3

Ib

Ia

Ic

b

de

corrente

b

Vp

a

c

I p

Transformadores

de fase

TC2 TC1 Ib Ia Ic TC3 Ib Ia Ic b de corrente b V p a
52
52

A

B

C

Fig. 10.73 Diagrama de um relé direcional e suas unidades operacionais

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
Retificador Bobina auxiliar Banco de Baterias I 51 - A 67 - A 51 -
Retificador
Bobina auxiliar
Banco de
Baterias
I
51
- A
67
- A
51
- B
67
- B
Bobina de
abertura
51
- C
67
- C
Contato da
unidade direcional (67 - C)
Contatos da
- C Contato da unidade direcional (67 - C) Contatos da Contato auxiliar do relé Disjuntor

Contato auxiliar do relé

unidade direcional (67 - C) Contatos da Contato auxiliar do relé Disjuntor Pólo do disjuntor unidade
unidade direcional (67 - C) Contatos da Contato auxiliar do relé Disjuntor Pólo do disjuntor unidade

Disjuntor

Pólo do disjuntor

unidade de

sobrecorrente

Fig. 10.74 Ligação dos contatos dos relés direcionais

Ao circular uma corrente no sentido inverso ao normalmente admitido pelo relé na fase C a u- nidade sobrecorrente temporizada (67C/TOC), da Fig. 10.76 é acionada através do controle da unidade direcional (67-C/DIR). Desta forma, é fechado o contato correspondente 67 - C, da Fig. 10.77, e energizada a bobina de selo 67-C/SI, cujo contato em paralelo com o contato da uni- dade de sobrecorrente direcional garante, com segurança, a operação da bobina de abertura

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

do disjuntor 52/TC através do seu contato normalmente aberto 52a (fechado para o disjuntor fechado).

A B C S 2 X1 Y I b 67 - 3 67 - 2
A
B
C
S 2
X1
Y
I b
67
- 3
67
- 2
67
- 1
D
I R
D
I R
D
I R
H 1
67
- 3
67
- 2
67
- 1
TC
T
O C
T
O C
T
O C
A
B
C
F
H 1
X1
67
- 1
D
I R
67 - 2
T P s
D I R
67
- 3
D
I R
A B E R T O
67
- 3
- Bobina de corrente da unidade da sobrecorrente temporizada da fase C.
T O C
67 - 3
- Unidade direcional da fase C.
- Bobina de corrente da unidade direcional da fase C.
67 - 3
D I R
Direção da
Corrente de Disparo
Vcd
b
a
c

Fig. 10.75 Relé dir. c/ 2 TP´s e 3 TC´s

52

CORREÇÃO DA CORRENTE

DE DISPARO

H1

TC

CORREÇÃO DA CORRENTE DE DISPARO H1 TC
CORREÇÃO DA CORRENTE DE DISPARO H1 TC
CORREÇÃO DA CORRENTE DE DISPARO H1 TC X1 TC TC
CORREÇÃO DA CORRENTE DE DISPARO H1 TC X1 TC TC
CORREÇÃO DA CORRENTE DE DISPARO H1 TC X1 TC TC
CORREÇÃO DA CORRENTE DE DISPARO H1 TC X1 TC TC
X1 TC TC

X1

TC

X1 TC TC

TCX1 TC

DA CORRENTE DE DISPARO H1 TC X1 TC TC 67-3 62-2 67-1 DIR DIR DIR 67-3
67-3 62-2 67-1 DIR DIR DIR 67-3 67-2 67-1 TOC TOC TOC
67-3
62-2
67-1
DIR
DIR
DIR
67-3
67-2
67-1
TOC
TOC
TOC

H1

X1

X1 TC TC 67-3 62-2 67-1 DIR DIR DIR 67-3 67-2 67-1 TOC TOC TOC H1
67-3 DIR 67-1 DIR 67-2 DIR
67-3
DIR
67-1
DIR
67-2
DIR
X1 TC TC 67-3 62-2 67-1 DIR DIR DIR 67-3 67-2 67-1 TOC TOC TOC H1
X1 TC TC 67-3 62-2 67-1 DIR DIR DIR 67-3 67-2 67-1 TOC TOC TOC H1

Fig. 10.76 Relé dir. c/ 3 TP´s e 3 TC´s

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
+ F 67 - C SI 67 - B 67 - A 67 - C
+
F
67 - C
SI
67 - B
67 - A
67 - C
67 - C
SI
52a
52
TC
-
125 ou 220 Vcc

SI - Bobina de selo

52/TC - Bobina de disparo do disjuntor

52a - Contato auxiliar do disjuntor (este contato está aberto quando do disjuntor está desligado)

Fig. 10.77 Diagrama de comando

Linha 1 Linha 2 Rede de suprimento Rede de suprimento C B A C B
Linha 1
Linha 2
Rede de suprimento
Rede de suprimento
C
B
A
C
B
A
TPs
TPs
a
a
a
a
+3
+3
x
4
4
67.A
67.A
b
b
4
4
67-C
67-C
b
b
+3
+3
+3
+3
67.B
67.B
c
c
4
4
c
c
67-A/DIR
67-A/DIR
51-A
51-A
+
+
7
8
5
6
5
6
TCs
TCs
7
8
5
6
5
6
51 - C
67 - C/DIR
7
8
5
6
5
6
Para defeito no
52
52
ponto X
Normal
Normal
Carga
Normal
Defeito
Normal
Defeito

Fig. 10.78 Diagrama trifilar

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos Na proteção direcional existem praticamente

Na proteção direcional existem praticamente três tipos de ligação convencional quando são uti- lizados relés direcionais polarizados por tensão-corrente. Cada uma dessas ligações corres- ponde um relé direcional específico, com ângulo máximo de torque diferente. Nos relés digitais, pode-se ajustar o ângulo conforme a necessidade do projeto. São esses os tipos de ligação:

a) Conexão 30 0

I a está adian-

Corresponde à ligação vista na Fig. 10.79. Nesse caso, a corrente de operação tada da tensão de polarização Vac de um ângulo de 30 0 elétricos.

30° TC A Ia B A C TP TP Ia a a Vac c b
30°
TC
A
Ia
B
A
C
TP
TP
Ia
a
a
Vac
c
b
C
B

Fig. 10.79 Conexão a 30 0

b) Conexão 60 0

Corresponde à ligação vista na Fig. 10.80. Nesse caso, a corrente de operação

tada da componente da tensão de polarização

I

a está adian-

V V

bc

ac

de um ângulo de 60 0 elétricos.

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
60° TC Ia A A B Vbc + Vac C TP TP Ia a a
60°
TC
Ia
A
A
B
Vbc + Vac
C
TP
TP
Ia
a
a
Vbc + Vac
b
C
B
c

Fig. 10.80 - Conexão a 60 0

c) Conexão 90 0

Corresponde à ligação vista na Fig. 10.81. Nesse caso, a corrente de operação

tada da tensão de polarização

V bc

de um ângulo de 90 0 elétricos.

I está adian-

a

TC A Ia B A C TP TP Ia a a b Vbc 90° c
TC
A
Ia
B
A
C
TP
TP
Ia
a
a
b
Vbc
90°
c
C
B

Fig. 10.81 - Conexão a 90 0

20 Relés Direcionais de Corrente

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos Como a conexão em quadratura

Como a conexão em quadratura é a mais empregada em projetos de proteção de sobrecorren- te direcional, será melhor detalhada a sua aplicação. Considerar a Fig. 10.82 onde operam dois relés de sobrecorrente direcionais ajustados para atuarem somente para correntes de defeito que circulem nos sentidos ACB ou BCA. Cada relé possui ângulo máximo de torque de + 30 0 e está conectado em quadratura, conforme diagra- mas das Fig.10.83 e 10.84. Foi considerada também uma corrente mínima ajustada de I min . Neste caso, tem-se para cada fase:

A G1 TC C 52 TP 67 B G2 TC 52 TP 67
A
G1
TC
C
52
TP
67
B
G2
TC
52
TP
67

Carga

Fig. 10.82 Conexão em paralelo

Relé da fase A

I b T = O I b (para Fp=1) Posição de I b para conjugado
I b
T = O
I b (para Fp=1)
Posição de I b
para conjugado
máximo
Corrente Mínima
I min
Vpol
T > O

T < O

Fig. 10.83 Conexão em quadratura

21 Relés Direcionais de Corrente

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
 V
 Tensão de polarização
V pol
cb
I  I
 Corrente de operação
op
a

Relé da fase B

Tensão de polarização

Corrente de operação

V

pol

V

ac

I I

op

b

Relé da fase C

Tensão de polarização

V

pol

V

ba

Corrente de operação

I I

op

c

Denomina-se ângulo característico do relé ou ângulo de projeto () que se ajusta no equipa-

mento, aquele formado entre a grandeza de operação, normalmente a corrente, e a grandeza de polarização, normalmente a tensão.

b está em adiantado de

(ligação do relé chamada em quadratura), obtém-

Decompondo o diagrama vetorial da Fig. 10.84 (a), em que a corrente

I

90

0 em relação à tensão de polarização

V ac

se o diagrama desagregado da Fig. 10.84 (b), que melhor visualiza os componentes vetoriais.

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

C

Vac

A

Vba Ia Ic Ib
Vba
Ia
Ic
Ib

B

Vcb

(a)

Vba Ic
Vba
Ic

Ia

Vba Ic I a Vcb Vfase(para Fp=1) Ib Vac

Vcb

Vfase(para Fp=1) Ib
Vfase(para Fp=1)
Ib

Vac

(b)

Fig. 10.84 Conexão em quadratura (90º)

Considerar agora os valores numéricos de um relé ligado em quadratura, conforme diagra- ma da Fig. 10.85. O ângulo pode ser alterado pela simples aplicação de resistores e ca- pacitores no circuito das bobinas do relé e, por isso, é denominado ângulo de projeto. Na

prática, esse ângulo está compreendido entre

0 , conforme se

pode observar na Fig. 10.85, o relé desenvolverá o seu conjugado máximo para uma corren-

b estará atrasada de 45°

45

0

a 70

0

.

Admitindo inicialmente um relé ajustado de fábrica com um ângulo

te

I

b

, defasada de 45° em relação a

V

ac

. Neste caso, a corrente

I

45

em relação à sua posição para fator de potência igual a 1.

Se

considerar agora um relé que vem ajustado de fábrica para um ângulo de projeto

70

0

. Assim, o relé desenvolverá um conjugado máximo quando a corrente

I

b

estiver

23 Relés Direcionais de Corrente

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
  20
defasada da tensão
V ac
de um ângulo
0 , conforme Fig.10.86. Dessa forma, a corren-
I te b fica em atraso de um ângulo de unitário. I b Posição para
I
te
b fica em atraso de um ângulo de
unitário.
I
b
Posição para I
b
para conjugado
máximo
I b
45 0
T > 0
0

45
T < 0
V
ac
 45 0
T = 0

70

0 em relação à sua posição para fator de potência

I b

70° I b = (para fator potencia igual a 1) = 20° Vac T>0 
70°
I b = (para fator potencia igual a 1)
= 20°
Vac
T>0


Posição de I b para conjugado máximo

T<0

T=0

Fig. 10.85 Quadratura para : - 45º

Fig. 10.86 Quadratura para : - 70º

Muitas vezes é conveniente ajustar o relé para o seu conjugado máximo relativo a uma cor-

rente em atraso da tensão de um ângulo de

em virtude de sua atuação se dar, em geral, durante ocorrências de curtos-circuitos, quando

70

0 para a posição de fator de potência unitário,

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

o fator de potência é muito baixo, cerca de 0,30. Isso corresponde a uma corrente em atraso

da tensão de um ângulo de

0 , obtendo-se, assim, o valor máximo do conjugado deseja-

72,5

do. Assim, para um relé, cujo ângulo entre a tensão de polarização e a corrente de operação para

0 , operando num circuito cuja corrente de

carga vale

a condição de fator de potência unitário, é

/-31,7 0 A (fator de potência igual a 0,85), pode-se analisar a condição de ope-

40

I

65

ração e bloqueio do relé da seguinte forma, baseada na Fig. 10.87.

11,7° 72,5° Vab = V34 20° T>O T<O Va Ia I 65 /-31,7° (Invertida) -V2
11,7°
72,5°
Vab = V34
20°
T>O
T<O
Va
Ia
I 65 /-31,7° (Invertida)
-V2
Tmáx
I 56 /-72,5°
I 56 /-72,5°
(Invertida)
120°
Ic
Ib
30°
Vc
Vb
I 65 /-31,7°
Corrente de defeito
Corrente de carga
Ia
40°

Fig. 10.87 Diagrama vetorial para ângulo do relé de 40 0

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos . Em seguida, obtém-se a

. Em seguida, obtém-se a ten-

, que está aplicada à bobina de potencial do relé 67 - A, con-

forme Fig. 10.78. Constata-se na Fig. 10.78 que, durante a operação normal do sistema elétri- co, a corrente circula na bobina de corrente da unidade direcional 67 A/DIR, ligada em série com a bobina 51 A e ligada aos terminais do TC, com polaridade de 6 para 5. Durante os e- ventos de curto-circuito a corrente de defeito circula inversamente, isto é, da polaridade de 5 para 6.

são composta, no caso

Inicialmente, traçam-se os vetores de tensão de fase

V

ab

V

34

V V

a

,

b

e

V

c

40° 72,5° 31,7° Vc T=O Ic Tmáx I 65 /-31,7° (Invertida) -Vb I 56 /-72,5°
40°
72,5°
31,7°
Vc
T=O
Ic
Tmáx
I 65 /-31,7°
(Invertida)
-Vb
I 56 /-72,5°
I 56 /-72,5°
(Invertida)
Va
V3
I1
T>O
I 65 /-31,7°
T<O
120°
(Invertida) Va V3 I1 T>O I 65 /-31,7° T<O 120° V ab = V 34 Corrente

Vab = V34

Corrente de defeito

Corrente de carga

Fig. 10.88 Diagrama vetorial para ângulo do relé de 90 0

26 Relés Direcionais de Corrente

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

É bom observar que a unidade direcional controla direcionalmente a unidade temporizada de sobrecorrente. Há certas condições de operação do sistema em que o relé direcional de sobre- corrente pode atuar indevidamente se não forem tomadas medidas preventivas. Suponhamos o caso de um sistema mostrado na Fig. 10.89.

Icc

G3 Ic G1 1 2 4 5 F 3 G2 Carga
G3
Ic
G1
1
2
4
5
F
3
G2
Carga

Fig. 10.89 Diagrama básico do sistema

1.1.2 - Relé direcional de sobrecorrente de terra

São relés de sobrecorrente direcionais usados na proteção de linhas de transmissão contra de- feito fase e terra. Assim, para se obter uma proteção de terra podem ser instalados os relés de sobrecorrente di- recionais de acordo com a conexão da Fig. 10.89. Dessa forma, é possível operar o relé para a corrente de curto-circuito do sistema mesmo que tenha valores próximos ao da corrente de carga. Para isso, deve-se conectar os transformadores de potencial do relé de neutro visto na Fig. 10.88 em delta aberto (3V 0 ) que é a tensão de polarização do relé. A corrente de operação

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos I o p corresponde à

I op corresponde à corrente de neutro, obtida através da conexão dos transformadores de cor- rente com a polaridade invertida.

A B C TP TP TP 3VO Relé 3I O
A
B
C
TP
TP
TP
3VO
Relé
3I O

Fig. 10.90 Diagrama de ligação de uma proteção de neutro sensível a 3V 0

Em condições normais de operação o relé não deve atuar pois o resultado da tensão e da cor- rente na bobina de operação de neutro (67N) vale:

3

V

0

V

a

V

b

V

c

0

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
3 I
I
I
I
 0
o
a
b
c

Se o sistema está submetido a uma falta monopolar, por exemplo, na fase A para a terra, have-

rá circulação de corrente de seqüência zero

está polarizado por

o e consequentemente a atuação do relé que

3 I

3V .

0

1.1.3 - Relé direcional de potência

A proteção com o relé direcional de potência tem a finalidade de reconhecer em que sentido está fluindo a potência do sistema num determinado momento. Esses relés são empregados em unidades geradoras, quando um fluxo de potência flui num sentido não desejado. Neste caso, o relé é ajustado para atuar se este fluxo de potência perdurar por um período de tempo além do valor definido, fazendo operar o disjuntor correspondente.

I cc G1 1 A
I cc
G1
1
A
2 G2
2
G2

Relé + Disjuntor

Carga LT1 LT2

Carga

LT1

LT2

Carga LT1 LT2
3 G3
3 G3

Carga

4 G4
4 G4

Fig. 10.91 Aplicação de relés direcionais de potência

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos Os relés direcionais de potência

Os relés direcionais de potência são utilizados freqüentemente na proteção contra a motoriza- ção dos geradores de energia. Construtivamente, os relés direcionais de potência consistem de:

1(uma) unidade direcional;

1(uma) unidade de sobrecorrente temporizada;

1(uma) unidade de bandeirola e selagem.

Os relés direcionais de potência são normalmente fornecidos em unidades monofásicas.

52 X1 H1 67 TOC H1 Direção da potência em excesso p/ disparo
52
X1
H1
67
TOC
H1
Direção da potência
em excesso p/ disparo
X1 67 TOC
X1
67
TOC

(a) Ligação do relé com o sistema

+ F 67 SI 67 67 SI TOC 52a 67 TOC -
+
F
67
SI
67
67
SI
TOC
52a
67
TOC
-

(b) Diagrama de ligação

Fig. 10.92 Esquemas básicos de relés direcionais de potência

30 Relés Direcionais de Corrente

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos EXEMPLO DE APLICAÇÃO (1) Considerar

EXEMPLO DE APLICAÇÃO (1)

Considerar o sistema de 69 kV representado na Fig. 10.67. Determinar os ajustes do relés di- recional de sobrecorrente de fase da linha (3), sabendo-se que a corrente de curto-circuito bar-

ra consumidora é de 6.370 /

A carga máxima por linha é de 55 MVA. O relé direcional está ligado em quadratura, isto é, a corrente no relé para fator de potência unitário está adiantada da tensão de polarização de um

ângulo de

Transformadores de proteção

51

0

A.

90

0

. O ângulo de projeto do relé é de

45

0

.

I

t

6.370

20

318,5 A

RTC :400 5:80

I

n

55.000  3  69
55.000 
3
 69

460,2 A

Finalmente: RTC: 500 - 5: 100

Corrente de tape da unidade temporizada

I

t

1,5

460,2

100

6,9

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Pela Tab. 10.13, tem-se:

I

t

7 A

(faixa: 1,5 a 12)A

Tempo de operação do relé para a condição de curto-circuito

I

cc

6.370/-51A

M

I

cc

RTC I

t

6.370

100

7

9,1

Pelo gráfico da Fig. 10.69, tem-se:

T

rs

0,6s

(valor considerado neste exemplo): curva 2.

Logo, o ajuste do dial é a curva 2. Conforme se observa na Fig. 10.87, para um corrente de

curto-circuito de

0 em relação à corrente e à tensão para fator de potência unitário. Os demais relés

direcionais não atuarão devido ao autobloqueio, isto é, o sentido da corrente. O mesmo ajuste deve ser aplicado aos demais relés.

EXEMPLO DE APLICAÇÃO (2)

que é de

6.370/51

0 A, o relé atuará próximo ao ângulo do seu conjugado máximo,

45

Determinar os ajustes de um relé direcional de potência destinado à proteção de um gerador de potência nominal de 50 MW/13,80 kV. Sua potência de motorização é de 1.000 kW. O fator de potência do gerador é 0,80 indutivo.

32 Relés Direcionais de Corrente

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos  Corrente nominal de gerador

Corrente nominal de gerador

I

ng

I

c

50.000

3
3

13,8

0,80

2.614,8A

Transformador de corrente

RTC 3.000 5 600 RTP 13.800 120 115

Transformador de potencial

Corrente de motorização do gerador

I

mot

1.000

3
3

13,8

0,8

52,3A

Corrente de motorização no secundário do TC

I

mots

I mot

RTC

52,3

600

0,087A

0,08A

Para que o relé atue na reversão de potência é necessário que disponha de um tap mínimo i- gual ou inferior a 0,08, cuja corrente de acionamento seja de:

I

a

I RTC 0,08600 48A 52,3A

t

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

2.2 - Relé de sobrecorrente direcional digital

Tal como os relés anteriormente estudados, o relé de sobrecorrente direcional digital apre- senta os mesmos princípios operacionais dos relés de indução.

Nos relés digitais, as correntes secundárias dos transformadores de corrente são converti- das em sinais proporcionais de tensão através dos transformadores de entrada do equipa- mento. Já os sinais analógicos de tensão são conduzidos a um conversor A/D (analógi- co/digital) que os converte em sinais digitais antes de serem utilizados pelo microprocessa- dor. Todas as operações de atuação do relé são executadas digitalmente pelo microproces- sador. O programa do relé está armazenado em memória EPROM .

Os valores ajustados, corrente, potência e tempo, são armazenados em memória EEPROM, evitando que os ajustes do relé sejam apagados no caso de ausência de tensão em seus terminais.

O microprocessador do relé é constantemente supervisionado por um circuito denominado watchdog (cão de guarda) que, ao perceber qualquer anormalidade operacional do micro- processador, ativa um alarme no relé de saída de auto-supervisão efetuando ao mesmo tempo o bloqueio do próprio microprocessador.

A unidade direcional impede a operação da unidade de sobrecorrente, a temporização não será ativada.

A unidade direcional necessita de um fluxo mínimo de corrente, para definir a direção de

n , e um pequeno módulo de tensão, em geral, 1 V. A partir desses

disparo em geral,

0,02I

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

valores a unidade direcional será acionada desde que conhecidas as condições ajustadas do fluxo de corrente.

Os relés digitais possuem uma característica direcional baseada na medição do ângulo de fase e no tempo de coincidência das medições entre a corrente e a tensão.

Como se sabe, no momento do defeito, a tensão entre fases nos terminais do relé é prati- camente nula, mas qualquer que seja o seu valor é tomada como tensão de referência para a corrente daquela fase. O ângulo característico para o qual se obtém a maior sensibilidade do relé pode ser ajustado numa ampla faixa de valores, como por exemplo, 15 a 85 0 .

2.2.1 Unidade direcional de fase

Em geral, os relés apresentam unidades direcionais temporizadas e instantâneas de fase

2.2.1.1 Unidade direcional temporizada de fase

Os relés possuem três unidades direcionais, cada uma destinada a uma fase. Para cada uma das fases, tal como ocorre nos relés eletromecânicos, a grandeza de operação continua sendo a corrente da fase correspondente e a polarização é dada pela tensão das outras duas fases, (conexão em quadratura). No relé ZiV, o elemento de sobrecorrente temporizado realiza sua operação sobre o valor efi- caz da corrente de entrada. A partida do relé ocorre quando o valor da corrente medida supera 1,05 vezes o valor da corrente ajustado. O relé retorna a sua condição de repouso quando a corrente decresce e atinge o valor 1 vez seu valor da corrente ajustado.

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos V 1 V 2 V

V1

V2

V3

I 1

I 1 I 2 I 2 I 3 I 3 I n I n V22
I
1
I
2
I 2
I 3
I 3
I n
I n
V22
V23
V31
Vv
Vl
Compactadores
CIRCUITOS DE
MICROPROCESSAMENTO
DO RELÉ

Fig. 10.93 Diagrama de bloco de um relé digital trifásico

36 Relés Direcionais de Corrente

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

A ativação da partida do relé habilita a função de temporização que realiza uma integração dos valores medidos de corrente. Esta se realiza aplicando incrementos em função da corrente de entrada sobre um contador que, ao fim da contagem de tempo ajustado, determina a atuação do elemento temporizado do relé. Quando o valor eficaz da corrente medida decresce abaixo do valor da corrente de partida a- justado ocorre a reposição rápida do integrador. A ativação do sinal de saída do relé requer que a partida permaneça atuando durante todo o tempo de integração. Qualquer retorno à condição inicial de repouso do relé conduz o integrador às suas condições iniciais, de forma que uma nova atuação inicia a contagem de tempo na posição zero. No caso do relé ZiV 7IVD-L, a característica de tempo pode ser selecionada entre 6 (seis) al- ternativas de funções inversas (inversa, muito inversa, extremamente inversa e tempo longo inversa, tempo curto inversa e uma de tempo fixo). A estas pode ser acrescentada uma carac- terística de tempo definida pelo usuário e introduzida no relé através do seu sistema de comu- nicação. Para o relé de fabricação ZiV são os seguintes elementos utilizados na graduação:

Unidade de corrente temporizada de fase direcional (modelo 7IVD-L)

habilitação da unidade (permissão): sim ou não;

partida da unidade: 0,2a 2,4I n , em passos de 0,01 A;

curva de tempo: tempo fixo, curva inversa, muito inversa, extremamente inversa, etc;

índice de tempo de curvas inversas: 0,05 a 1, em passos de 0,01;

temporização da curva de tempo fixo: 0,05 a 100 ms, em passos de 0,01 s;

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

controle de partida (habilitação de bloqueio de partida): sim ou não.

Unidade de corrente instantânea de fase direcional (modelo 7IVD-L)

habilitação da unidade (permissão): sim ou não;

partida da unidade : 0,1a 0,30I n , em passos de 0,01 A;

temporização da unidade instantânea: 0 a 100 s, em passos de 0,01 s;

controle de partida: sim ou não.

Unidade direcional

Ângulo característico de fase: 15° a 85°, em passos de 1°;

Ângulo característico de neutro: 15 a 85° em passos de 1°;

Bloqueio por falta de polarização: sim/não.

A temporização da unidade de sobrecorrente pode ser obtida através das curvas característi- cas tempo corrente das Figs. 10.94 e 10.95. A temporização pode ser obtida também através das Equações 10.22 a 10.26, ou seja:

Característica de tempo inversa

T

0,14

I

  

ma

I

s

0,02

1

T

ms

(10.22)

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

I ma - sobrecorrente máxima admitida;

I s - corrente de ajuste no relé;

Tms - multiplicador de tempo, ou índice de tempo.

Característica de tempo muito inversa

T

13,5

I

ma

I

s

1

T

ms

(10.23)

Característica de tempo extremamente inversa

Característica de tempo inversa longa

T

T

80

I

ma

I

s

120

1

I

ma

I

s

1

T

ms

(10.25)

Característica de tempo inversa curta

T

0,05

I

ma

I

s

1

(10.26)

(10.24)

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
Tiempo en Segundos 1 0 0 0 1 0 0 1 0 Indices 1 0,9
Tiempo en Segundos
1
0 0 0
1
0 0
1 0
Indices
1
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
1
0,4
0,3
0,2
0,1
0,05
0 ,1
0 ,0 1
0 ,1
1
2
3
4
5
6
7 8 9
1 0
2 0
Veces el Valor de Ajuste

Fig. 10.94 Curva inversa

10.6.2.1.2 Unidade direcional instantânea de fase

Tiempo en Segundos 1000 100 10 Indices 1 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4
Tiempo en Segundos
1000
100
10
Indices
1
1
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0,1
0,05
0,01
0,1
1
2 3 4
5 6
7
8
9
10
20
Veces el Valor de Ajuste

Fig. 10.95 Curva muito inversa

A unidade instantânea atua com o valor registrado do pico de corrente. Em geral, os relés dispõem de um temporizador ajustável na saída que permite a temporização opcional das unidades instantâneas.

10.6.2.1.3 Unidade de controle de partida

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Alguns relés possuem um ajuste de controle de partida ou habilitação do bloqueio da partida. Existem duas funções bem diferenciadas. Uma está associada à unidade direcional, habilitan- do ou desabilitando a direcionalidade do equipamento. A outra é a de reposição das funções temporizadas incluídas nas unidades de tempo e instantâneas.

10.6.2.2 Unidade direcional de neutro

A operação da unidade direcional de neutro está fundamentada na utilização de grandezas de seqüência zero e terra. Se toma como grandeza de operação a corrente de seqüência zero uti- lizando-se duas fontes para obter a grandeza de polarização:

tensão seqüência zero;

corrente de circulação pelo aterramento (corrente de sequência zero).

Assim, há duas características de operação correspondentes a cada um das grandezas acima mencionadas e que representadas sobre um diagrama polar são definidas por retas, cada uma das quais divide o plano em dois semiplanos. A localização da grandeza de operação determi- na a saída da unidade direcional e sua ação sobre a unidade de sobrecorrente. Assim, a polarização pode ocorrer das seguintes formas:

Polarização por tensão

O princípio de operação de uma unidade direcional de terra se apoia sobre a determinação do ângulo de fase relativo entre a corrente de seqüência zero e a tensão de seqüência zero.

Polarização por corrente

Realiza-se através da defasagem existente entre a corrente residual e a que circula pelo ater- ramento. As defasagens entre as grandezas anteriormente referidas estão compreendidas en- tre 0º e 180º, sendo o ângulo característico sempre de valor igual a 0º.

41 Relés Direcionais de Corrente

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos  Polarização por tensão e

Polarização por tensão e corrente

Em geral, os relés são dotados de duas polarizações na mesma proteção. Dessa forma, deve- se evitar indefinições na resposta das unidades de sobrecorrente. Adota-se, por princípio, a prioridade ao bloqueio. O bloqueio da unidade de sobrecorrente requer que o critério de polarização por tensão e por corrente detectem a corrente em direção contrária à corrente de disparo. Será suficiente que um dos dois critérios detecte a corrente na direção de disparo para permitir a operação da uni- dade de sobrecorrente.

10.6.2.2.1 Unidade direcional temporizada de neutro

Para o relé de fabricação ZiV são os seguintes elementos utilizados na graduação.

Unidade de corrente temporizada de neutro direcional (modelo 7IVD-L)

habilitação da unidade (permissão): sim ou não;

partida da unidade : 0,04a 0,48I n , em passos de 0,01 A;

curva de tempo: tempo fixo; curva inversa, muito inversa, extremamente inversa, etc;

índice de tempo de curva inversa: 0,05 a 1, em passos de 0,01;

temporização da curva de tempo fixo: 0,05 a 100 s, em passos de 0,01 s;

controle de partida: sim ou não.

10.6.2.2.2 Unidade direcional instantânea de neutro

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos Para o relé ZiV, tem-se:

Para o relé ZiV, tem-se:

Unidade de corrente instantânea de neutro direcional (modelo 7IVD-L)

habilitação da unidade (permissão): sim ou não;

partida da unidade : 0,1a12I n , em passos de 0,01 A;

temporização da unidade instantânea: 0 a 100 s, em passos de 0,01 s;

controle de partida: sim ou não.

Unidade direcional

ângulo característico de fase: 15 0 a 85 0 , em passos de 1 0 ;

ângulo característico de neutro: 15 0 a 85 0 , em passos de 1 0 ;

bloqueio por falta de polarização: sim ou não.

10.6.3 Relés multifunção

São relés que incorporam várias funções numa só unidade. Há diversos tipos de relés multi- função, cada um deles incorporando uma certa quantidade de funções, como por exemplo os relés apresentados na Fig. 10.96, ou seja:

a) Relé multifunção (1)

Função 50: sobrecorrente instantânea de fase;

Função 51: sobrecorrente temporizada de fase;

43 Relés Direcionais de Corrente

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos  Função 51N: sobrecorrente temporizada

Função 51N: sobrecorrente temporizada de neutro;

Função 49: relé térmico de proteção do transformador;

Função 46: relé de reversão ou balanceamento de corrente de fase.

CS 52 52 I >> I >, t I e , t > I 2
CS
52
52
I >>
I >, t
I e ,
t
>
I 2 >, t
I
>>
I
>, t
I e ,
t
>
I 2 >, t
51
51N
49
46
51
51N
49
46
50
50
TC
TC
RELÉ MULTIFUNÇÃO (1)
RELÉ MULTIFUNÇÃO
CS
I >, t
I e >, t
I
I >, t
I e >, t
I e
I e >
e
I e >
51N
67
67N
51N
67
67N
51
51
TC
51N
CS
RELÉ MULTIFUNÇÃO (2)
RELÉ MULTIFUNÇÃO
CS
52
52
CS
CS
TP
CS
CS
52
52
I >>
I >, t
I
e >, t
I >>
I
>, t
I
e >, t
TC
TC
51
51N
51
51N
50
50
CS
CS
Carga
Carga

Fig. 10.96 Diagrama unifilar com proteção através de relés multifunção

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

b) Relé multifunção (2)

Função 51: sobrecorrente temporizada de fase;

Função 51N: sobrecorrente temporizada de neutro;

Função 67: relé direcional de sobrecorrente de fase;

Função 67N: relé direcional de sobrecorrente de neutro.

EXEMPLO DE APLICAÇÃO

Determinar os ajustes de um relé direcional de sobrecorrente de fase e neutro, unidades tem- porizadas e instantâneas do esquema elétrico mostrado na Fig. 10.97 instalado no circuito do transformador. O ponto de conexão ou de acoplamento entre o sistema da concessionária e do consumidor é em P.A. O gerador e a rede operam em paralelo. A impedância equivalente do sistema é igual a Z (2,4 j1,8) pu . Utilizar o relé ZiV, de temporização inversa, mostrada na Fig. 10.94.

a) Ajuste da unidade temporizada de sobrecorrente direcional de fase

O relé deve ser ajustado para permitir o suprimento integral da carga do consumidor, quando o gerador G estiver fora de operação.

Transformadores de corrente

I

c

12.500 3  13,80
12.500
3
 13,80

552,9A

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
I 11.000
I
cc
 550A
(veja Fig. 10.97)
t
20
20

RTC 600 5 :120

52 10/12,5 MVA 69/13,80 kV 52 TC 67
52
10/12,5 MVA
69/13,80 kV
52
TC
67

P.A.(ponto de acoplamento)

MVA 69/13,80 kV 52 TC 67 P.A.(ponto de acoplamento) 7,5 MVA ~ 52 TC 67 I
7,5 MVA ~ 52 TC 67
7,5 MVA
~
52
TC
67

I cc = 11

kA

I ft = 1,7 kA

1000 kVA 13,8/440V 1000 kVA
1000
kVA
13,8/440V
1000
kVA

Fig. 10.97 Diagrama elétrico

Co n s u lto ria e Pro je to s Elé trico s
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s

Proteção de Sistemas Elétricos

Pro je to s Elé trico s Proteção de Sistemas Elétricos  Corrente de tape I

Corrente de tape

I ur 5A (corrente nominal do relé)

I

t

K I

c

RTC

1,50

552,9

120

6,9A

K 1,50 (valor adotado de sobrecarga)

M

nr

I

t

I

nr

6,9

5

1,38

Faixa de ajuste: (0,2 a 2,4) I nr Ajuste do relé: I am 1,38 I nr

Corrente de acionamento:

I

a

I RTC 1,385120 828A

am

Tempo de operação do relé para a condição de curto-circuito

T

0,14

I

ma

I

s

0,02

1

T

ms

0,14

13,2

0,02

1

0,3

0,79s

47 Relés Direcionais de Corrente

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
 I
11.000
M  
máx
 13,2
  
 
I
828
s
T
ms
- curva ajustada : 0,3 (valor adotado em função do tempo de coordenação com outros

relés aqui não

considerados)

Ajuste do ângulo característico do relé

X

2,4

R

arctg

1,8

X

R

1,33

arctg   2,4 1,8



53

Para que o relé opere no seu torque máximo, ajustar o ângulo característico do relé em 53°(a faixa de ajuste varia entre 15 a 85°).

b) Ajuste da unidade instantânea de sobrecorrente de fase

Habilitação da unidade: não

c) Ajuste da unidade temporizada direcional de neutro

Corrente de tape

Proteção de Sistemas Elétricos Co n s u lto ria e Pro je to s
Proteção de Sistemas Elétricos
Co n s u lto ria
e Pro je to s
Elé trico s
K I
c 0,30
552,9 
1,38A
I tn
 RTC
120

K 0,30(valor adotado)

M

nr

I tn

I

nr

1,38

5

0,27

Faixa de ajuste: (0,04 a 0,48)

Ajuste do relé :

I

am

0,27I

I

nr

nr

Corrente de acionamento

I

ac

I RTC 0,271205 162A

am

Tempo de operação do relé para a condição de curto-circuito fase-terra

T

0,14

I

ma

I

s

0,02

1

T

ms

0,14

10,4

0,02

1

0,1

0,29s

   I   

ma

s

1.700

120

0,27

5

T M 0,1

ms

I

(valor adotado)

10,4