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CONTRIBUIÇOES AFRO-BRASILEIROS E SUAS ABORDAGENS NA LINGUA PORTUGUESA, GEOGRAFIA E MATEMPATICA

Língua Portuguesa e as contribuições negras

Angela Maria dos Santos

O contato entre variadas culturas no Brasil resultou num processo natural de interpretação lingüística, produzindo importantes aspectos de aculturação no país. Nesse processo sabidamente o Português, foi favorecido por razões histórico-econômicas, sociais culturais, constituindo-se um padrão de ideal lingüístico. Mas, que ganhou centenas de palavras de origem africana, acrescidos dos vocábulos da língua dos indígenas brasileiros. Isso fez com que, acarretasse “o enriquecimento do léxico do Português em geral e do Português do Brasil em particular é inestimável. Há uma grande quantidade de africanismoscorrentes em certas regiões do País ainda não dicionarizados. São os regionalismos dos chamados falares brasileiros, as várias modalidades de linguagem regional do Português do Brasil(CASTRO, 1966, p.25). A influência africana no português falado e escrito no Brasil tem uma vasta contribuição nosso linguajar, presente no cotidiano das expressões orais, de forma especial na linguagem utilizada pelos chamados “povo de santo”. Nos falares dos terreiros podemos apontar algumas das palavras, mais ou menos conhecidas fora desses espaços religiosos,tais como: quizila, iaô, cachaça, cachimbo, fundanga; atabaque, búzios, dendê, axé, canjica, canjerê, ginga, Castro (1966), nos informa através de sua pesquisa sobre a influência africana no linguajar baiano, que no português do Brasil os elementos lingüísticos africanos não chegaram a interferir na estrutura da língua, o que se verifica, é uma contribuição vocabular. Muitas palavras utilizadas por nós brasileiros, são africanas ou afro- brasileiras. Muitos vocábulos utilizados por nós, são originários das diversas línguas faladas pelos povos bantú e nagô que aportaram no Brasil. Podemos citar algumas palavras:

sunga, fuxico, samba, gogó, bagunça curinga, fubá, forró, o, gangorra, angico, fubá, macaco, quitanda, xodó cachaça, berimbau, quitute, cuíca, cangaço, quiabo, vatapá, bobó, senzala, corcunda, batucada, zabumba, bafafá, bunda, babá, moleque, dengo, cafuné, dengo, paparicar, etc.

Os negros trazidos para o Brasil, vieram em diferentes épocas de colonização e várias partes da África e distribuíram em diversas partes do país, o que auxiliou na construção de algumas diferenças nos linguajares regionais. A língua portuguesa enquanto disciplina deve observar os elementos étnico e cultural que a constitui, pois como bem apresenta as nossas diretrizes curriculares, o domínio da língua oral e escrita é uma ferramenta importante para a participação social dos indivíduos, o seu ensino deve garantir os saberes lingüísticos, indispensáveis para o exercício da cidadania e no nosso entender auxiliam na afirmação da identidade cultural, regional, bem como na visibilidade e reconhecimento da contribuição negra na língua brasileira. Em nosso estado, temos um desafio em identificar os elementos africanos e/ou afro-brasileiros utilizados no linguajar matogrossense. É importante observar que algumas palavras comum no linguajar dos grupos tradicionais de certas regiões de Mato Grosso, como, Cuiabá, Vila Bela, Poconé, Santo Antonio do Leverger, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Cáceres e outros. Exatamente nas cidades de histórica presença negra, se pode notar palavras de origem africanas como aluá, canguinha, caxinguelê, xingação, caxumba, fuá, conga, ganzá, cotó, cucuia, dengoso, fuçado, fungação, titica, furdunçu, descarrego, furunfa, garapa, fuxiqueiro, égua, fiofó, marimbondo, etc. Para avançarmos na visibilidade dos elementos cabe a escola desenvolver ações educativas que oriente para aprendizados que reconheça essa contribuição negra na cultura mato-grossense.

Podemos começar a refletir um planejamento pedagógico a partir das seguintes organizações:

Objetivos:

- Abordar nos conteúdos elementos lingüísticos de influência negra no português falado no Brasil; - Incluir textos nos estudos relacionados à disciplina, que apresentam questões relacionadas à negritude e diversidade étnico-racial.

Conteúdos de Língua Portuguesa e a diversidade étnico-racial

Gêneros textuais utilizando: poesias, charges, músicas, produção de textos

informativos, narrativas orais e escritas com inclusão às questões étnico-raciais;

Contos e provérbios africanos e afro-brasileiros;

Palavras de origem africana e ameríndia na língua portuguesa;

AÇOES/ESTRATÉGIAS

Realização de projetos de leitura e poesia que incluam positivamente os negros nos textos;

Realizar Cirandas/Rodas de Leitura sobre Contos Africanos e afro-brasileiros;

Análise e crítica de charges e imagens que apresentam estereótipos e estigmas sobre a população negra;

Construção de um dicionário com palavras de origem africana;

Realizar pesquisa sobre os autores negros na literatura;

Os nomes africanos, por exemplo, é uma boa atividade para se conhecer a grafia yorubá e bantú, servindo ainda para entender parte dos valores africanos e suas concepções de mundo. Segue abaixo alguns nomes e seus significados:

 

Marahaba

Obrigado (Kiswahili)

Latasha

Surpresa (Congo)

Marali

Essência (Antígua e Barbuda))

Layla

Nascida de noite

Mardea

Última (Gana)

Lekysha

Popularidade, beleza (Porto

Mariama

Presente de Deus (África

Rico)

Ocidental)

Leza

Aquela que enfeita (África

Marjani

Coral (Swahili)

Central)

Lingaire

Princesa do século 4 (wolof de

Gâmbia)

Marvena

Criança de dois planetas

Lisha

Misteriosa (hausa - Nigéria)

(Anguilla)

Lulu

Uma pérola

Mmaabo

Sua mãe (Botsuana)

Lungile

Bondosa (zulu da África do sul)

Mbhali

Rosa (Zulu da África do Sul)

Mafuane

Tingida (Bachopi, África do

Mene

A que nunca está só (Yoruba Da

Sul)

Nigéria)

Maisha

Vida (Kiswahili)

Milumbe

Novidades de benções

Makena

A Feliz (Kikuyu do Quênia)

(Tonga)

Makida

A Bonita (Etiópia)

Minkah

Justiça (Tanzânia)

Malaika

Anjo (Kiswahili)

Moliehi

A que era aguardada

Mali

Riqueza (Kiswahili)

(Basotho do Lesoto)

Malkia

Rainha (Kiswahili)

Mudiwa

Pessoa querida (Shona da

Mamello

Paciência (Lesoto)

Zimbábue)

Mandisa

Doce, meiga (Xhosa da

Monifa

Eu tenho sorte (Yoruba da

África do Sul)

Nigéria)

Mara

Tempo (Kiswhaili)

Montsho

Negra

Mumbi

Primeiras das mulheres

Nyarai

Ser humilde (Shona da

(Kikuyu Do Quênia)

Zimbábue)

Mutinta

Criança nascida depois de

Nyashia

Princesa africana bonita de

duas ou mais crianças do sexo oposto (Tonga)

propósito (Swahili)

Nyela

Um que tem sucesso ou

Mwangaza

Ilumina (Swahili)

persevera (Somália)

Myeisha

A que é muito amada

Nzinga

Do rio

Na'weh

Caminhou antes (Libéria)

Nyota

Guerreira

Na'zyia

Amor de uma mãe (Quênia)

Obax

Flor (Somália)

Nadifa

Nascida entre estações

Obioma

Bom coração (Ibo Da

(Somália)

Nigéria)

Nadira

Rara

Ogechi

O tempo de Deus é o melhor

Nadra

Incomum Kiswahili

tempo ( Ibo Nigéria)

Nafula

Nascida durante a estação

Ohenewaa

Rainha (Guan ou

chuvosa (Abaluhya - Quênia)

Kyereponi de Gana)

Naja

Quem terá sucesso (Somália)`

Olabisi

Alegria multiplicada

Naki

Primeira menina (Adangbe Da

Olabunmi

Minha honra foi

Gana)

recompensada

Nakisai

Embeleza (Shona do

Olaniyi

Existe gloria na riquesa

Zimbábue)

Olayinka

A honra me cerca (Yoruba,

Nala

Rainha (Tanzânia)

Krio de Serra Leoa)

Nande

Mãe (Chaka Zulu)

Oluchi

A arte, obra de Deus

Nanyamka

Presente de Deus (Gana)

Olufunmilavo

Nbulungi

Bonita (Gana)

Oluremi

Deus me dá a alegria Deus me consola (Yoruba da

Ndahepuluka

Me tornei mais rico

Nigéria)

(Ovambo da Namibia)

Olwa-Seyi

Deus a fez (Yoruba da

Ndapewa

Ofertada, recebida

Nigéria)

(Oshiwambo da Namibia)

Omosume

Uma criança é a coisa mais

Nia

Desígnio (Kiswahili)

preciosa

Ndidi

Paciência (Nigéria)

Ona

Fogo (África Ocidental)

Nefertiti

A bonita chegou (Egípcio)

Onaedo

Ouro (Ibo)

Nehanda

Firmeza, solidez (Zezuru do

Oni

Nascida em domicílio sagrado

Zimbábue)

Ontibile

Deus está me vigiando

Ngina

Dedicada à uma rainha

(Botsuana)

(Americano Africano)

Onyinyechi

Presente de Deus (Igbo da

Ngoni

Clemência de Deus (Shona do

Nigéria)

Zimbábue)

Ozigbodi

Paciência

Nilaja

Que vem com alegria (Yoruba

Pamoja

Unida Swahili

da Nigéria)

Panyin

Mais Velha Dos Gêmeos

Njemile

Em pé (Malauí)

(Fante - Gana)

Njeri

Filha do guerreiro

Penda

Amada (Fula - Senegal)

Nkechi

Leal (Ibo da Nigéria)

Phenyo

Vitória (Batswana)

Nneka

Mãe é Suprema (Ibo da

Poni

Segunda Filha (Bari De Sudão

Nigéria)

Do Norte)

Nombuso

Que tem reino / Celebração

Qwalhata

Rainha núbia que governou

jovial (Zulu da África do Sul)

Nosine

(Xhosa - África do Sul)

Nascida na Quinta-Feira

o Egito na xxv dinastia.

Qwara

cushitic na Etiópia

Pessoa que fala o idioma

Nourbese

Criança maravilhosa (Benin

Rachida

Íntegra, Honesta (Swahili)

- Nigéria )

Radhiya

Agradável (Swahili)

Ntatu

Nascida na Quarta-Feira

Raha

Felicidade (Kiswahili)

Núbia

Mulher negra, forte, original,

Ramakeele

Veio para nós de surpresa

mãe de uma nação (Egito)

(Sotho da África do Sul)

Nweka

Mãe é suprema (Ibo da

Ramla

Profetiza (Swahili)

Nigéria)

Randa

Dançar (Kiswahili)

Rashida

Íntegra, honesta (Ilhas Virgem)

Siyanda

Nós estamos crescendo (Zulu

Ratiba

(Marrocos)

da África do Sul)

Princesa / deusa dos

Raziya

Doçura, agradável (Swahili)

Sushaunna

Rehema

Compaixão (Kiswahili)

homens (Etiópia)

Rhaxma

Doce (Somali)

Tamu

Doce (Swahili)

Rukiva

A Que sobe alto (Swahili)

Tafui

Glória a Deus (Mina do Togo)

Rusha

Libertar-se (Kiswahili)

Taja

Para mencionar (Kiswhili)

Saada

Útil, que ajuda, auxilia

Takiyah

Íntegra

Safiya

Pura

Tangela

Atenciosa (Afro-Americano)

Saida

Prestativa (Swahili)

Tangeni

Deusa de elogio (Ovambo Da

Salama

Paz

Namibia)

Samia

Pessoas de Uganda

Taariq

Estrela matutina (Swahilli)

Sanjo

A que aprecia seu passado

Tanginika

Deusa do lago (Afro-

(Yoruba)

Americano)

Sankofa

A que deve voltar ao passado

Tanisha

Nascida na Segunda-Feira

para seguir adiante. (Akan de Gana)

(Hausa da Nigéria)

Sanyo

Alegria ou felicidade (Baganda

Tapiwa

Presente, dádiva (Shona do

de Uganda)

Zimbábue)

Shani

Maravilhosa (Swahili - África

Tata

Envolvente (Kiswahili)

Oriental)

Tarana

Nascida durante o dia (Hausa

Sayblee

Fique em casa (Libéria)

da Nigéria)

Saran

Alegria (guiné e Costa do

Tarisai

Olhe, olhar para (Zimbábue)

Marfim)

Tatu

Terceira filha (Swahili)

Saúda

Beleza escura (Swahili)

Tawiah

Primeira depois de gêmeos

Seble

Colheita (Amhara da Etiópia)

(Gana)

Sekai

Sorriso (Zimbábue)

Tendai

Grata a Deus (Shona do

Sela

Salvadora (África Ocidental)

Zimbábue)

Selam

Paz (Eritrea)

Terehasa

Santificada (Etiópia)

Sema

Falar (Kiswahili)

Thandiwe

Rainha amorosa

Serwa

A nobre (Gana)

Thema

Rainha

Sesen

Desejar mais (Eritrea)

Tiombe

Tímida (Africano do Oeste)

Shakarri

Grande caçadora (afro-

Titilayo

Felicidade eterna (Yoruba Da

americano)

Nigéria)

Shakia

Semelhante à sua mãe (Afro-

Tsehai

Raio de sol (Etiópia)

americano)

Tshepiso

Uma promessa (Tswanna da

Shartati

Montanha mais bonita

África do Sul)

(Etiópia)

Tumpe

Deixe agradecermos à Deus

Shakina

Bonita

Tusajigwe

Nós somos abençoados

Shakir

Nascida na graça de deus

Tuwalole

(Nigéria)

Ubekwenisha

Exemplar Mãe da íntegra (Yoruba)

Shaquana

Verdade da vida (Afro-

Uboro

Excelência (Kiswahili)

americano)

Uchenna

Será de Deus (Ibo da Nigéria)

Sharifa

Distinta (Swahili - África

Udako

Respeito aos anciães

Oriental)

(Namimbia)

Shateque

Seguidora (Afro-americano)

Udama

Bonita flor (Argélia)

Sheba

Rainha de Sheba (Makeda)

Ugochi

Presente de Deus (Nigéria)

Shena

Quieta,calma, reservada (Tutsi

Ulu

Segunda Filha (Ibo da Nigéria)

de Ruanda)

Urbi

Princesa

Shoorai

Vassoura que varre (Shona -

Urenna

Orgulho do Pai

Zimbábue)

Uruhu

Liberdade (Kiswahili)

Shukura

Eu sou grata

Uwimana

Filha de Deus

Sikudhani

Agradável surpresa

Uzuri

Beleza (Swahili)

Sisi

Nascida no domingo (Twi da

Vana

Privilégio (Congo)

Nigéria)

Wambui

Cantante (Kikuyu Do Quênia)

Wub

Magnífica, bonita (Etiópia)

Yahminah

Propriamente com respeito

Asad

Leão (Somália)

(Egito)

Asante

Agradecido, grato (Kiswahili)

Yejide

A imagem da mãe

Atsu

O mais jovem entre gêmeos

Dakarai

Felicidade.

(Gana)

Iori

Vitalidade Da Luz.

Atu

Nascido no sábado (Fante de

Janaína

Sinônimo De Iemanjá,

Gana)

Rainha Do Mar.

Doce Princesa.

Perdão.

Guerreiro Forte (Afro-

Espírito Infantil (Afro-

Princesa Guerreira

Ayo

Alegria

Malika

Ayodele

Alegria vem ao lar (Yoruba

Taú

Bravo Como Um Leão

da Nigéria)

Urbi

Princesa.

Ayubu

Perseverante

Xinavane

O Que Espalha A

Azekel

Rezando ao Senhor (Angola)

Notícia.

Azibo

O planeta terra inteiro

Xoloni

Azikiwe

Cheio de vigor

Zaci

Pai De Todos.

Azizi

Precioso

Zaila

A Feminina.

Baba

Pai ou filho mais velho (Yoruba)

Zaki

Proeza Do Leão

Babtunde

Pai retornou

Zalika

Bem Nascido

Babu

Disposto (Africano do Oeste)

Zarina

Mulher De Ouro.

Babukar

(Wolof do Senegal)

Zene

Moça Bonita.

Badu

Décimo filho (Ashanti de Gana)

Abá

Esperança p/ os antigos

Bakari

O Que Terá Sucesso (Swahili)

Aboré

O Venerável (Afro-

Bandele

Nascido longe da casa

Brasileiro)

Banga

Espada

Ajagunã

Bassey

Efik da Nigéria

Brasileiro)

Bem

Paz

Alabá

Berta

Forte, vigilante (Gurage da

Brasileiro)

Etiópia)

Kahina

Bikila

Grandalhão, crescido (Etiópia)

(Africano)

Biko

Steven Biko, um antigo ativista

Nomes Masculinos Africanos e Significados

Abasi

Severo, rigoroso

Abayomi

Nascido para me trazer

alegria.

Abimbola

Nascido rico. (Yoruba da

Nigéria)

Addo

Monarca da estrada (Gana)

Ade

Real

Adisa

Nos ensinará (Ashanti Gana)

Adjatay

Príncipe (Camarões)

Adofo

Que ama (Akan Gana)

Ajene

Verdade

Akello

Traga adiante (Alur De

Uganda)

Akia

Primeiro a nascer

Akil

Inteligente, usa a razão (Swahili)

Akin

Homem valente, guerreiro, herói

(Yoruba da Nigéria)

Amani

Paz (Kiswahili)

Amara

(Ibo da Nigéria Oriental)

Amari

Forte e construtor (Yoruba da

Nigéria)

Amir

Príncipe (Swahili)

Anwar

Lustroso, brilhante (Moor)

político da África do Sul

Bobo

Nascido Terça-Feira (Fante de

Gana)

Bolaji

(Yoruba da Nigéria)

Bomani

Guerreiro

Boseda

Nascido no Domingo

Bruk

Ele é Sagrado (Etiópia)

Bwana

Cavalheiro, senhor (Kiswahili)

Carama

Professor (África Ocidental)

Chad

De grande amor (Etiópia)

Chaga

Prevalecente (Kiswahili)

Chaka

Grande monarca (África do

Sul)

Chege

(Kikuyu do Quênia)

Cheikh

Aprendeu (Guiné)

Cheops

Um faraó da iv dinastia do

Egito

Chewe

Pessoa querida (Etíope)

Chicha

Amado, querido (África

Ocidental)

Chimezie

Deus conserta as coisas

como ele deseja (Ibo da Nigéria)

Chinedu

Primeiro filho (Ibo Da

Nigéria)

Chinua

Bênções de Deus (Ibo da

Gana)

Chioke

Abençoado pelos deuses

Chisulo

Forte como aço

Ghedi

Viajante (Somali)

Coffie

Nascido na Sexta-Feira

Guedado

Procurado por Ninguém

Coujoe

Nascida na Segunda-Feira

(Fulani de Mali)

Dakarai

Alegria

Gyamfi

Ashanti da Gana

Dalmar

Versátil (Somali)

Gyasi

Maravilhoso

Danjuma

Nascido Sexta-Feira

Idowu

Nascido depois dos gêmeos

Danso

Confiante, seguro (Ashanti Da

Ike

Força (Ibo Da Nigéria)

Gana)

Iniko

Nascido em tempos difíceis (Efik

Daren

Nascido de noite (Hausa da

Da Nigéria)

África Ocidental)

Ipyana

Graça divina

Dia

Campeão (África Ocidental)

Issa

O Messias (Swahili)

Diara

Presente, dádiva (África

Iyasu

(Tigrinya Da Etiópia)

Ocidental)

Jaali Hru Ra Hotep

Poderoso sol, deus

Diji

Fazendeiro (Ibo da Nigéria)

da paz (Núbio)

Dinari

Nossa estrela brilhante

Jabari

Valente, forte (Suazilândia)

Dume

O touro (Quênia)

Jabulani

Feliz

Dumisani

Louva (Zulu da África do

Jafari

Digno (Swahili)

Sul)

Jahari

Jovem forte e poderoso (Afro

Ebo

Nascido na Terça-Feira

Americano/Porto Rico)

Edet

Nascido em dia de mercado (Efik

Jahi

Dignidade (Swahili)

Da Nigéria)

Jaja

Presente de Deus (Ibo da Nigéria)

Efunsegun

Criança de Obatala

Jawari

Paz amorosa (Senegal)

(Yoruba Da Nigéria)

Jela

O pai sofreu durante o nascimento

Ehioze

Acima da inveja dos outros

(Swahili)

Ekow

Nascido na Quinta-Feira (Fante

Jelani Agyei

Mensageiro poderoso

Da Gana)

Jima

(Etiópia)

Ekundayo

Torna duelo em alegria

Jomo

Fazendeiro (Gikuyu do Quênia)

Eno

Presente (Nigéria)

Juma

Nascido na Sexta-Feira (Swahili)

Erasto

Homem de paz (África

Kamau

Guerreiro quieto

Oriental)

Kambami

O filho que fala pelo Pai (

Essien

A criança de todos (Efik da

Kimbundo- Angola)*

Nigéria)

Kanelo

Bastante, suficiente (Xhosa da

Uma pessoa fiel (Ibo da

Estrondo

Grande (Congo)

África do Sul)

Eze

Rei

Kantigi

Faraji

Consolo, alento (Swahili)

Nigéria)

Fela

Guerreiro (Africano do Oeste)

Kashka

Amigo, amistoso (Nigéria)

Fifi

Nascido na Sexta-Feira

Kato

Segundo nascido dos gêmeos

Fynn

Gana

(Runyakore de Uganda)

Gahiji

Caçador

Kaunadodo

O mundo não tem nenhum

Gamba

Guerreiro

degrau (Oshiwambo - Namibia)

Gana

Chefe de Guerra

Kayin

Criança muito aguardada

Gebre

Oferta, oferecimento (Tigrinya)

(Yoruba da Nigéria)

Geteye

Meu mestre (Amharic)

Keita

Adorador (Africano do Oeste)

Ghali

Caro (Kiswahili)

Kenan

Nome masculino (Malauí)

Ghedi

Viajante (Somali)

Kenyatta

Músico (África Oriental)

Guedado

Procurado por Ninguém

Khamisi

Nascido Quinta-Feira

(Fulani de Mali)

Kijana

Juventude (Kiswahili)

Gyamfi

Ashanti da Gana

Kimoni

Monarca ou grande homem

Gyasi

Maravilhoso

Kito

Precioso (Swahili)

Gahiji

Caçador

Kobbi

Nascido Terça-Feira (Fanti Da

Gamba

Guerreiro

Gana)

Gana

Chefe de Guerra

Kobbina

Nascido Terça-Feira (Fanti

Gebre

Oferta, oferecimento (Tigrinya)

Da Gana)

Geteye

Meu mestre (Amharic)

Kodwo

Nascido Segunda-Feira

Ghali

Caro (Kiswahili)

Kofi

Nascido Sexta-Feira (Gana)

Mongo

Famoso (Yoruba da Nigéria)

Kojo

Nascido Domingo (Ashanti da

Montsho

Negro

Gana)

Mopati

Ajudante (Botsuana)

Kokumuo

O que não morrerá

Morenike

Boa sorte (Nigéria)

Kolapo

Toda a riqueza deve unir

Mosi

Primeiro filho (Swahili)

(Yoruba da Nigéria)

Mothusi

Ajudante (Tswana de

Kumi

Vigoroso (Akan de Gana)

Botsuana)

Kwabena

Nascido Terça-Feira (Akan

Muenda

O que gosta dos outros (Meru

de Gana)

do Quênia)

Kwaku

Nascido Quinta-Feira (Akan

Mugambi

Rei (Quênia)

de Gana)

Mulalo

Paz (Venda da África do Sul)

Kwame

Nascido Sábado (Akan de

Munyika

Terra (Zimbábue)

Gana)

Munyika

Terra (Shona de Zimbábue)

Kwesi

Nascido Domingo (Akan de

Muzi

Casa (Zulu da África do Sul)

Gana)

Mwaka

Nascido da nova eva

Leabua

Falante

(Buganda de Uganda)

Lindani

Paciente (Zulu da África do

Nakia

Fiel (Egito)

Sul)

Nangila

Nascido em uma jornada

Lumumba

Presenteado (Congo)

Nassor

Vitorioso

Lungile

O Bom (Zulu da África do Sul)

Ndasuunye

Desencorajado

Lusala

Chicote (Luhya do Quênia)

(Oshiwambo da Namibia)

Lutalo

Guerreiro

Ndulu

Irmão (Ibo da Nigéria)

Mabili

Vento do leste trazendo

Ngozi

Uma bênção

religião e cultura

Njanu

Búfalo jovem (Kikuyu do

Malik

Monarca (Somália)

Quênia)

Manu

Segundo filho (Akan Gana)

Nkhangweleni

Perdoe-Me (Venda da

Mashudu

Sortudo (Venda da África do

África do Sul)

Sul)

Nkosi

Soberano

Matunde

Frutos (Luya Quênia)

Nkrumah

Nono filho

Mazi

Senhor (Senegal)

Nnamdi

O pai retornou (Nigéria)

Menefer

Bonita Cidade (Kemet/Egito)

Nuru

Nascido durante o dia

Mhina

Agradável

Nyack

Forte ouvido, o que nunca

Minkah

Justiça (Tanzânia)

desistirá

Modupe

Agradecido, grato

Nyamekye

Presente de Deus

Matemática Mesmo outras culturas tendo dado base na evolução da ciência da matemática, a organização social e intelectual é atribuída aos povos, particularmente da Grécia Antiga e os europeus, impondo um eurocentrismo na ciência da matemática. Na academia foram privilegiados o conhecimento matemático de origem da região do mediterrâneo. O que acabou por negar e silenciar o conhecimento de outros grupos étnicos como os indígenas e os africanos e seus descendentes na diáspora. Os alunos desses grupos, por exemplo, ao estudar matemática confrontaram, com uma história da matemática, que não reconhece outros povos e sua construção de conhecimento nessa área. Para D’ Ambrosio (2001) tal situação pode “ser identificado apenas como parte de

um processo perverso de aculturação, por meio do qual se elimina a criatividade essencial ao ser (verbo) humano”.

Pesquisadores identificam através de ossos petrificados encontrado encontrados na África, sugerem que há mais de vinte mil anos a humanidade era capaz de pensar matematicamente, Huylebrouck ( ) a partir O ensino matemático, embasado na cultura africana, evidenciando o conhecimento desse povo, na soma de saberes que deram contribuição ao arcabouço científico e tecnológico atualmente usufruído por variadas culturas, dentre elas a brasileira, possibilita descontruir o eurocentrismo, amplia o conhecimento. Para o alunado, especialmente os negros, favorece a fortalece o sentimento de pertença ao seu grupo racial e visibilidade do mesmo, no processo de construção do patrimônio cientifico matemático, utilizado pela humanidade. Hoje sabemos que o conhecimento matemático, foi construído a partir de diferenciadas habilidades dos diferentes grupos sócio-culturais no ato de contar, medir, etc., conforme as peculiaridades e necessidades.

Enquanto nenhuma religião se universalizou, nenhuma língua se universalizou, nenhuma culinária nem medicina se universalizaram, a matemática se universalizou, deslocando todos os demais modos de quantificar, de medir, de ordenar, de inferir e servindo-se de base, se impondo, como modo de pensamento lógico e racional que passou a identificar a própria espécie (p.63).

No que refere aos conteúdos e as africanidades, Silva (2005), pondera que no desenvolvimento dos conteúdos de matemática, deve-se considerar as construções matemáticas africanas das diferentes culturas, nesse caso, como trabalhar geometria e outras medidas, sem considerar que esses conhecimentos eram de domínios dos antigos egípcios, localizados no norte da África, da mesma forma desconsiderar as imagens dos antigo reino do Zimbábue, com as torres cônicas e do uso da matemática nas seculares produções de obras de artes. Isso possibilita, conforme a autora, apreender os diferentes caminhos trilhados pela humanidade, através de povos de diferentes culturas, para a construção dos cainhos que vêm acumulando. Assim, cabe nos indagar: Qual o lugar da matemática numa perspectiva educativa de inclusão da diversidade cultural? É oportuno lembrar que os PCNs ao abordar o ensino da matemática e sua relação com a diversidade, aponta “a pluralidade de etnias existentes no Brasil, que dá origem a diferentes modos de vida, valores, crenças e conhecimentos, apresenta-se para

a educação matemática como um desafio interessante” (p.29). Portanto, nesse processo educativo, dois aspectos básicos se apresentam:

um consiste em relacionar observações do mundo real com

representações (esquemas, tabelas, figuras); outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos. Nesse processo, a comunicação tem grande importância e deve ser estimulada, levando-se o aluno a “falar” e “escrever” sobre matemática, a trabalhar com representações gráficas, desenhos, construções, a aprender como organizar e tratar dados (p.19).

] [

Não podemos ministrar nossas aulas, sem considerarmos a heterogeneidade que compõe a sociedade, dissociando a diversidade étnico-racial e cultural, bem como os conflitos presentes nessas relações. Os conteúdos e competências devem ser articulados visando à valorização das identidades plurais e enfrentamento do racismo (CANEN, 2001). Não é por clichê, que referimos aos temas raciais na educação, como interdisciplinar por natureza. Para a compreensão dos aspectos históricos, culturais, valores afro-brasileiros e a profundidade dessas contribuições no patrimônio intelectual, cultural e cientifico do povo brasileiro, exige conexões de vários saberes que compõem o mosaico das contribuições afro-brasileira e/ou africana presentes no arcabouço cultural do país. A matemática, por exemplo, tal qual, as outras disciplinas, faz interface com outras áreas de conhecimento, contribuindo com o desvelamento das desigualdades étnico-raciais presentes na sociedade, com o aprendizado e reeducação das relações raciais. A matemática é uma área de conhecimento que pode colaborar com a desconstrução do racismo e dar visibilidade ao quadro de desigualdades raciais na sociedade. Nesse sentido, o trato dos conteúdos matemáticos no Ensino Fundamental, a partir duma dimensão educativa das relações étnico-racial deve considerar a realidade social que produz a diferença e contribuir para o conhecimento do uso dessa ciência pela civilização africana. No cotidiano das ações pedagógicas as proposições de conteúdos podem ser realizadas de forma, que conduzam o conhecimento dos alunos sobre a realidade estatística da população negra. Nessa perspectiva, o uso dos conteúdos matemáticos

deve auxiliar na problematização das relações raciais, favorecendo o desenvolvimento de habilidades. Por exemplo, o estudo das equações (adição, subtração, divisão, soma e multiplicação) trabalhado através de problemas, pode ser utilizado para conhecer a distribuição racial da comunidade e as questões econômicas e raciais que permeiam essas relações. Onde estão? Quantos são? Concentram-se em que serviços? Existem diferenças salariais? O que as fontes de dados oficiais trazem a respeito desse grupo?

Em relação a matemática podemos começar o planejamento pedagógico a partir das seguintes organizações:

Objetivo: Garantir nos conteúdos abordagens matemáticas do cotidiano que incluam a diversidade e realidade das relações étnico-raciais.

Conteúdos de matemática e diversidade étnico-raciais

Conhecimento sobre história do número nas civilizações africanas;

Capacidade de leitura das formas geométricas e conhecimento sobre o grafismo africano;

Habilidade no desenvolvimento de equações matemáticas, tendo os dados dos índices oficiais que informam sobre a realidade brasileira dos étnico-raciais raciais;

Habilidade em agregar a realidade étnico-racial no desenvolvimento de operações aritméticas e resolução de problemas: adição; possibilidades; multiplicação; divisão; expressões numéricas, etc.;

Ações/Estratégias

Pesquisas sobre a história do número e as sociedades antigas africanas

Construir painéis com figuras geométricas que fazem parte da arte e cultura das nações africanas;

Produzir pesquisas com gráficos sobre a diversidade étnico-racial presente na escola e bairro;

Pesquisas sobre os índices de desigualdades entre os grupos étnicos raciais, incluindo também as questões de gênero. Apresentar gráficos e porcentagem sobre essas desigualdades;

Pesquisar na internet materiais com símbolos da arte e cultura africana.

Bibliografia CANEN, A. Relações Raciais e Currículo: reflexões a partir do multiculturalismo. In:

de Oliveira, Iolanda (org.), Cadernos PENESB, 2001. D'Ambrosio, Ubiratan. Educação Matemática: Da Teoria à prática. Campinas, São Paulo: Ed. Papirus, 2001. SANTOS. Eliane Costa Santos. Contribuição da África e das Africanidades Brasileiras no Ensino e Aprendizagem da Educação Matemática: aporte para uma etnomatemática. mimeo. 2007. SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. Aprendizagem das africanidades brasileiras. In:

Superando o Racismo na escola. Kabengele Munanga (org.). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

Geografia Para melhor compreendermos o papel da geografia na abordagem racial, é importante inicialmente reconhecermos que historicamente o ensino da geografia omitiu os referenciais construtivos da cultura africana no território brasileiro. Malachias (2006) pondera que na relação geografia e as questões raciais são importantes abordar os conteúdos que marcam as ideologias raciais presentes nos arranjos espaciais, que são desigualmente usados por negros e brancos.

Etnia e raça para a geografia podem ser operacionalizadas analiticamente como fronteiras e limites de ação dos europeus e seus descendentes de africanos e seus descendentes no Brasil. Enquanto no século XIX a introdução do imigrante europeu projetava a expansão e a colonização do território, numa nítida estratégia de fronteira. A presença africana e de seus descendentes representavam para a elite nacional da mesma época, atraso e primitivismo, limites internos ao progresso almejado (p.06).

Na perspectiva de Anjos (2005) a geografia é uma ciência do território, sendo este o melhor instrumento de verificação do que está acontecendo no país, considerando que nessa área de conhecimento se expõe a diversidade regional, as desigualdades espaciais e a heterogeneidade da sociedade brasileira.

Essa área de conhecimento assume, então, um papel peculiar no trato da diversidade étnico-racial. Para o mesmo autor, tratar da diversidade cultural brasileira num contexto geográfico, visando, portanto, reconhecer, valorizar e superar a discriminação é ter uma atuação sobre os mecanismos estruturais da exclusão social [ ]

A exclusão racial considerando a espacialidade das desigualdades

socioeconômicas, discutidas nos elementos da geografia social, dá mostra de como dados geográficos e econômicos denotam uma disparidade entre os grupos de negros e

brancos. Os dados do IDH 2003 revelam que em todos os estados brasileiros independente do seu estágio de desenvolvimento, os negros estão em condições

inferiores aos brancos, notadamente marcada na área de habitação, mercados de trabalho, na educação, no acesso aos bens públicos em geral, dentre eles destaca-se a saúde e poder judiciário.

Em estudos sobre a situação econômica do bem-estar das populações branca e

negra em Mato Grosso, Pereira e Muller (2005), apontam a partir dos dados do PNAD, 2001, que a distribuição espacial segundo a cor dos indivíduos, mostra que 83% da população branca reside na região urbana e os negros concentram-se na zona rural, constituindo um percentual de 24%, respondendo por 70% da população total da zona urbana. Para cada 1 branco morando na zona rural temos 2,4 negros, relação esta que cai para 1,5 na zona urbana. Para as mesmas autoras, isso caracteriza um vantagem locacional da população branca, no que se refere ao acesso a serviços públicos como educação, saúde, saneamento, creches e outros, elementos que contribuem, por exemplo, para melhor qualidade de vida, reduzindo as desvantagens sociais desse grupo. Para além dos aspectos gerais, o contexto espacial da geografia no estudo das relações raciais não pode desconsiderar os aspectos regionais e ocupações das áreas remanescentes de quilombos, segundo, Anjos (2004), no Brasil, os remanescentes de antigos quilombos, mocambos, comunidades negras rurais, quilombos contemporâneos ou terras de pretos, referem-se a um mesmo patrimônio cultural e territorial inestimável e em grande parte desconhecido pelos órgãos oficiais. Entendemos, os remanescentes de antigos quilombos como um fato no território estruturado a partir de comunidades descendentes de negros escravizados vindos de várias regiões da África, que vivem, principalmente, no espaço rural brasileiro, mas, também, muitos núcleos atualmente estão incorporados nas áreas periurbanas e urbanas. Em função dessas diferenciações de localização espacial, essas comunidades caracterizam-se por

apresentarem níveis diferenciados de construções que ocorre de maneira esparsa, sem um arruamento geométrico. Outro aspecto é o sítio geográfico dos antigos quilombos, geralmente estratégico, ocupando regiões de topografia acidentada e/ou vales florestados de terras férteis com sistema de vigilância nas áreas mais altas. Podemos observar aqui, a relevância do papel da geografia da problematização das relações étnico-raciais na sociedade. O professor dessa disciplina tem um importante papel na organização dos conteúdos, de forma que se inclua e valorize a diversidade cultural. Anjos (2005) faz algumas sugestões de temas referenciais a serem abordados no ensino dessa disciplina: a formação do território colonial brasileiro; os ciclos econômicos e o trafico de povos africanos; a organização territorial do Brasil nos séculos XVI, XVII, XVIII E XIX; a estrutura e a dinâmica da população brasileira; os grupos étnicos, as densidades, o nível de vida e os contextos socioeconômicos; a organização territorial atual do país; o Brasil urbano e os afro-descendentes; o Brasil rural e os remanescentes de quilombos. As competências em geografia prevêem que os alunos atinjam capacidades e conhecimentos espaciais de forma que consiga relacionar os diferentes espaços geográficos e identificar os fatos sociais, o dinamismo das inter-relações, étnicos e culturais existentes nesse contexto espacial. Então, pensar geograficamente é

Conteúdos de Geografia e Diversidade Étnico-Racial

Reconhecimento da diversidade étnico-racial e cultural no trato do espaço,

vivência e transformação e a utilização desigual desse espaço;

A povoação do estado e a diversidade étnico-racial;

A diversidade racial e étnica na localização: bairro, município, Estado e país;

O conhecimento das formas de povoação e diversidade étnico-racial e famílias

Reconhecimento sabedoria popular e o uso de plantas;

As transformações territoriais e segregação racial na organização do espaço:

Conhecimento sobre as variações geográficas dos Quilombos em território brasileiro;

AÇOES/ESTRATÉGIAS

Censo étnico-racial na escola

Construir maquete demonstrando a ocupação geográfica representando os territórios negros;

Pesquisas nas comunidades;

Debates;

Mapa/Legenda das localizações de comunidades negras rurais;

Seminários;

Bibliografia

SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. Aprendizagem das africanidades brasileiras. In:

Superando o Racismo na escola. Kabengele Munanga (org.). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

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