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Rio

de Janeiro em 1992 já se encontravam presentes no


texto da Convenção de Estocolmo.

A Conferência de 1972 foi mal recebida em sua época,


pois não conseguiu estabelecer um diálogo adequado
entre os países em desenvolvimento e os países
ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS COM
desenvolvidos, pois ambos os blocos, não
PRODUTOS PERIGOSOS
compreenderam, de início, a importância do tema que
estava sendo apresentado à opinião pública
internacional.

Criou-se uma polaridade entre ricos e pobres, fazendo


com que o desenvolvimento da matéria permanecesse
em ritmo aquém do desejado, durante anos.

Tão logo se encerraram os trabalhos da Conferência de


Estocolmo, foi instituída a Secretaria Especial de Meio
A década de 70 do século XX marcou uma profunda Ambiente – SEMA, naquela época um órgão vinculado
mudança de comportamento do Ser Humano em ao Ministério do Interior.
relação ao meio ambiente. Um marco importante para
A SEMA é o embrião do Ministério do Meio Ambiente
a nova maneira de compreender o meio ambiente foi a
que hoje presta relevantes serviços à nacionalidade. No
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente
ano de 1981 foi criada a Política Nacional do Meio
Humano realizada em 1972 em Estocolmo, na Suécia.
Ambiente – PNMA, mediante a edição de Lei nº 6.938,
O item 1 da Convenção de Estocolmo diz que:
de 31 de agosto de 1981.
O Homem é ao mesmo tempo criatura e criador do
Esta política foi o centro nervoso de toda a legislação
meio ambiente, que lhe dá sustento físico e lhe oferece
brasileira de proteção ao meio ambiente, pois foi o pólo
a oportunidade de desenvolver-se intelectual, moral,
irradiador de todo o conjunto de princípios e normas
social e espiritualmente.
que regem a proteção ambiental hoje no Brasil.
A longa e difícil evolução da raça humana no planeta
É muito ampla a legislação brasileira sobre meio
levou-a a um estágio em que, com o rápido progresso
ambiente.
da Ciência e da Tecnologia, conquistou o poder de
transformar de inúmeras maneiras e em escala sem A produção legislativa é constante e praticamente
precedentes o meio ambiente. todos os grandes temas ambientais da atualidade
estão cobertos por normas próprias.
Natural ou criado pelo homem, é o meio ambiente
essencial para o bem-estar e para gozo dos direitos A Constituição da República promulgada em 1988,
humanos fundamentais, até mesmo o direito à própria estabeleceu contornos mais nítidos para a proteção do
vida. ambiente brasileiro. O artigo 225 da CF/88, tem como
caput o seguinte:
A Convenção de Estocolmo é o ponto, a partir do qual,
todo o futuro da proteção ambiental iria se Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
desenvolver. equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público
As principais questões que viriam a ser debatidas e
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
desenvolvidas na Conferência das Nações Unidas sobre
para as presentes e futuras gerações.
Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no


Na década de 90 o Corpo de Bombeiros adquiriu
veículos especiais para atendimento a emergências
envolvendo produtos perigosos causadas no
transporte, armazenamento, fabricação e descarte.

O efetivo do Corpo de Bombeiros deve estar preparado


para atender tais emergências.

CUIDADOS NO ATENDIMENTO


Uma outra norma extremamente importante para a
defesa ambiental é a lei nº 9.605, de 13 de fevereiro de Muitos embarcadores
1998. Essa lei estabelece um conjunto de sanções estão se utilizando de
penais e administrativas para aqueles que violem à motocicletas para
legislação ambiental. transporte de produtos
perigosos em pequenas
O transporte de Produtos perigosos mormente tem quantidades, burlando a
demonstrado em situações de acidentes, seu enorme legislação vigente, pois
risco, à vida Humana, meio ambiente e ao patrimônio. não há sinalização da
carga bem como EPI para o condutor do veiculo.
Transporte tem o significado de ato ou atividade de

transportar, carregar, levar, conduzir. Entretanto, na Fique alerta nos atendimentos de acidentes
espécie versada, inclui as operações de carga, envolvendo motocicletas utilizadas para entrega de
transporte, descarga, transbordo, limpeza e carga.
descontaminação, podendo ainda adicionar-se o
estacionamento; as paradas técnicas, por falha Muitos embarcadores
mecânica ou acidente; e a imobilização, involuntária ou estão se utilizando dos
em razão de emergência. serviços dos Correios
para transporte de
O impacto gerado por um acidente é de grandes produtos perigosos em
proporções, pois podem afetar diretamente à pequenas quantidades,
população, o meio ambiente, área preservadas, e burlando a legislação
afetar a economia local e de regiões circunvizinhas. vigente, pois não há
Muitas aglomerações se desenvolveram às margens sinalização da carga nesse caso o pacote, expondo
das estradas e, de certa forma, tiveram seu crescimento todos que manuseiam essa embalagem e no caso de
demográfico influenciado pelo movimento das algum acidente envolvendo o veiculo que transporta a
rodovias, é muito significativo o risco dos acidentes carga, haverá a exposição das equipes de emergência.

para as populações expostas nas proximidades das Em emergências envolvendo gases e líquidos
estradas. Existem muitos casos em que a rodovia inflamáveis, a granel, sempre há o risco de explosão,
principal corta a cidade e a ocorrência de acidente devidos fontes de ignição, principalmente a eletricidade
envolvendo o transporte de produtos perigosos pode estática..
ter conseqüências calamitosas para a população e
muitos desses acidentes ocorreram em trechos Utilize o sistema de aterramento durante a
rodoviários que cortam as principais manchas urbanas transferência da carga (transbordo) ou necessidade de
do Estado de São Paulo. utilização de gases inertes.


Mesmo durante a utilização de gases inertes existe o Substâncias e artigos que tem perigo de fogo e um
risco de formação de eletricidade estática e o risco de perigo de explosão secundário ou um perigo de
explosão. Acidentes ocorridos em várias partes do projeção secundário, mas não um perigo de explosão
Brasil, na utilização desse procedimento, sem da massa.
aterramento, tem provado que o risco existe e é
Substâncias e artigos que não apresentam qualquer
grande.
perigo significante.

Substâncias muito insensíveis que não tem perigo de


explosão da massa.

Artigos extremamente insensíveis que não tem perigo


de explosão da massa.

Classe 2 – Gases
CLASSIFICAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS
2.1 Gases inflamáveis

Considera-se produto perigoso, 2.2 Gases não inflamáveis/Gases não tóxicos
qualquer produto que em certa
2.3 Gases tóxicos
quantidade, e fora de sua

embalagem ou local de 2.4 Gases venenosos (Canadá)
segurança, traga riscos para a
saúde e a vida humana e de Classe 3 - Líquidos inflamáveis
animais, bem como para o meio
Classe 4 - Sólidos inflamáveis
ambiente.
4.1 Sólidos inflamáveis
No Brasil consideramos Produto Perigoso todo aquele

que encontra-se catalogado pela ONU no 4.2 Substâncias sujeitas à combustão espontânea
“Recommendations on the Transport of Dangerous
Goods: Model Regulations” Vols.I&II e catalogados 4.3 Substâncias que em contato com água emitem
pela Resolução n° 420 de 12/01/01 da Agência gases inflamáveis

Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes.

Classe 5 - Substâncias oxidantes/Peróxidos orgânicos

Buscando facilitar a consulta, pesquisa, atendimento a
5.1 Substâncias oxidantes
emergências, a ONU classificou os produtos perigosos
em grupos, por afinidade de risco, em nove classes 5.2 Peróxidos orgânicos
distintas conforme segue:
Classe 6 - Substâncias venenosas (tóxicas)

Classes de risco 6.1 Substâncias tóxicas



6.2 Substâncias infecciosas
Classe 1 – Explosivo
Classe 7 - Material radioativo
Substâncias e artigos que tem perigo de explosão da
massa Classe 8 - Substâncias corrosivas

Substâncias e artigos que tem perigo de projeção, mas Classe 9 - Substâncias perigosas diversas

não um perigo de explosão da massa.
9.1 Substâncias perigosas misturadas (Canadá)


9.2 Substâncias perigosas ao meio ambiente (Canadá) desprender gases inflamáveis em quantidades
perigosas. [...]
9.3 Desperdícios perigosos (Canadá)

CLASSE 5 - Substâncias oxidantes
Conceitos
São substâncias que, embora não sendo
necessariamente combustíveis, podem, em geral por
CLASSE 1 - Explosivos liberação de oxigênio, causar a combustão de outros
materiais ou contribuir para isto.
Tipo de matéria que, quando iniciada, sofre

decomposição muito rápida em produtos mais Peróxidos orgânicos



estáveis, com grande liberação de calor e
São substância orgânicas que contém a estrutura
desenvolvimento súbito de pressão.
bivalente (–O – O-) e podem ser consideradas derivadas

CLASSE 2 - Gases do peróxido de hidrogênio, onde um ou ambos os
átomos de hidrogênio foram substituídos por radicais
Gás é uma substância que a 50°C, ou seu equivalente, orgânicos. Peróxidos orgânicos são substâncias
323°K, tem uma pressão de vapor superior a 300kPa; tecnicamente instáveis e podem sofrer uma
ou, é completamente gasoso à temperatura de 20°C, ou decomposição exotérmica auto-acelerável. [...]
seu equivalente, 293°K, à pressão de 101,3kPa.
CLASSE 6 - Substâncias tóxicas
CLASSE 3 - Líquidos inflamáveis
São as capazes de provocar a morte, lesões graves, ou
Líquidos inflamáveis são líquidos , misturas de líquidos, danos à saúde humana, se ingeridas, inaladas ou se
ou líquidos contendo sólidos em solução ou em entrarem em contato com a pele.
suspenção [...], que produzem vapores inflamáveis a
temperatura de até 60,5°C, ou seu equivalente 333,5°K, Substâncias infectantes

em teste de vaso fechado , ou até 65,6°C, ou seu
São aquelas que contém microorganismos viáveis,
equivalente, 338,6°K, em teste de vaso aberto,
incluindo uma bactéria, vírus, rickettsia, parasita,
conforme normas nacionais ou internacionalmente
fungo, ou um recombinante, híbrido ou mutante, que
aceitas.
provocam, ou há suspeita de que possam provocar,

CLASSE 4 - Sólidos inflamáveis doenças em seres humanos ou animais.[...].

Sólidos que, nas condições encontradas no transporte, Segundo a Agência FIOCRUZ de notícias, Riquetsiose é
são facilmente combustíveis, ou que, por atrito, podem conhecida como tifo, pois trata-se de um conjunto de
causar fogo ou contribuir para ele [...] doenças causadas pelas bactérias do gênero Rickettsia.
O nome tifo vem do grego "typhus", e significa estupor.
Substâncias sujeitas a combustão espontânea
CLASSE 7 - Material radioativo
São substâncias sujeitas a aquecimento espontâneo
nas condições normais de transporte, ou ao entrar em Segundo a Resolução CNEN – NE – 5-01 – Transporte de
contato com o ar, sendo, então, capazes de se Materiais Radioativos, material radioativo é qualquer
inflamarem;[...] material com atividade específica superior a 70 kbq/kg
(u aproxim. 2 X 10-9 Ci/g ou 2nCi/g).
Substâncias que, em contato com a água, emitem
gases inflamáveis CLASSE 8 - Corrosivos

São substâncias que, por reação com a água, podem São substâncias que, por ação química, causam severos
tornar-se espontaneamente inflamáveis ou danos quando em contato com tecidos vivos,


em caso de vazamento, danificam ou mesmo destroem Daí a importância que deve ser dada aos sistemas de
outras cargas ou o veículo; elas podem, também, ventilação.
apresentar outros riscos.
A superfície dos alvéolos pulmonares representam, no
CLASSE 9 - Substâncias perigosas diversas homem adulto, uma área de 80 a 90 m2.

Incluem-se nesta classe as substâncias e artigos que Esta grande superfície facilita a absorção de gases e
durante o transporte apresentam um risco não vapores, os quais podem passar ao sangue, para serem
abrangido por qualquer das outras classes. distribuídos a outras regiões do organismo.

Sendo o consumo de ar de um homem adulto normal
TOXICOLOGIA DE PRODUTOS PERIGOSOS de 10 a 20 Kg/dia, dependendo do esforço físico
realizado, é fácil chegar a conclusão que mais de 90%
“Todas as substâncias são venenos, não existe das intoxicações generalizadas tenham esta origem.
nenhuma que não seja. O que diferencia o veneno do b) Absorção – Ocorre através da pele. A absorção
remédio é a dose”. através da pele contribui para a intoxicação
Essa observação quanto à toxicidade dos produtos significativa, e para algumas substâncias é inclusive a
químicos foi formulada por Paracelsus, tornou-se, a principal via de penetração.
toxicologia, a ciência dos venenos. Toxicologia é o Quando uma substância química entra em contato com
estudo da interação de agentes químicos e sistemas a pele, podem acontecer as seguintes situações:
biológicos.
A pele e a gordura protetora podem atuar como uma
Riscos relacionados barreira protetora efetiva.

Existe uma série de riscos que podem estar O agente pode agir na superfície da pele, provocando
relacionados de diferentes maneiras. São mais uma irritação primária.
comuns: explosivos, inflamáveis ou combustíveis,
venenosos, materiais radioativos e corrosivos A substância pode combinar com as proteínas da pele
e provocar uma sensibilização.
Rotas de exposição
A substância pode penetrar através da pele produzindo
Existem quatro rotas de exposição pelas quais uma uma ação generalizada.
substância pode entrar em nosso organismo.
c) Ingestão – Quando ingeridas as substâncias entram
a) Inalação – É a principal rota de entrada das em contato com o sistema digestivo, formado pela
substâncias contaminantes no corpo, pois muitas boca, esôfago, estômago e intestino. É necessário
substâncias apresentam-se em forma de gases, destacar que os contaminantes ingeridos podem ou
vapores ou partículas. não serem dissolvidos pelos fundos digestivos. Via de

Quando inaladas essas regra, acontece por descumprimento de normas de
substâncias entram em higiêne e segurança, e representa uma via secundária
contato com o sistema de ingresso de substâncias químicas no organismo. Isto
respiratório, formado pode acontecer de forma acidental como aconteceu em
pela boca, nariz, laringe, Goiânia.
brônquios e alvéolos d) Infecção – Rota de entrada das substâncias
pulmonares. contaminantes através da penetração direta da
substância no organismo através de uma


descontinuidade da pele, como por exemplo, uma Teratogênico – São substâncias que podem
ferida, corte, etc... proporcionar o desenvolvimento de embriões
deficientes.

Relação dose resposta Alérgicos – São substâncias cuja ação é caracterizada
por duas circunstâncias: a primeira é aquela que não
É a relação que une as doses absorvidas com a afeta a totalidade dos indivíduos, já que requer
proporção de pessoas afetadas. A determinação da predisposição fisiológica. A segunda é aquela que
relação dose X resposta não é imediata, e depende de somente manifesta nos indivíduos previamente
cada agente químico. Podem ser utilizados os seguintes sensibilizados.
parâmetros:
Neumoconióticos – São substâncias químicas sólidas

Quantidade por unidade de massa (mg/kg); que se depositam nos pulmões e se acumulam,
produzindo uma neumopatia e degeneração fibrótica
Quantidade por área superficial de pele (mg/cm2); do tecido pulmonar.

Volume de substância em fase gasosa por unidade de
volume de ar (ppm). Conceito e Classificação dos Gases e Vapores



Efeitos no organismo Sendo a inalação, a principal rota de exposição do Ser

Humano aos produtos químicos, houve a necessidade
de classificar os efeitos toxicológicos das substâncias
Irritantes – São compostos químicos que produzem gasosas ou que emanam vapores.
uma inflamação, devido a uma ação química ou física
das áreas anatômicas com os quais entram em contato, Os gases e vapores tóxicos são classificados em:
principalmente a pele e mucosas do sistema
a) Irritantes
respiratório.

O termo gases e vapores irritantes engloba um grande
Tóxicos – Compostos químicos que,
número de substâncias químicas, cuja característica
independentemente de sua via de entrada, distribuem-
comum é a ação tóxica que resulta num processo
se por todo o organismo produzindo efeitos diversos,
inflamatório das superfícies tissulares com as quais elas
sendo que certos compostos apresentam efeitos
entram em contato.
específicos ou seletivos sobre um órgão ou sistema.

Geralmente afetam trato respiratório, pele e olhos.
Anestésicos – São substâncias que atuam como

depressores do sistema nervoso central, dependendo Dividem-se em irritantes primários e irritantes
da quantidade que cheguem ao cérebro. secundários.
Asfixiantes – São substâncias capazes de impedir a A intensidade da irritação dessas substâncias depende
chegada de oxigênio nos tecidos, bloqueando os de:
processos vitais do organismo.
Concentração da substância no ar e da duração da
Cancerígeno – São substâncias que podem gerar ou exposição;
potenciar o desenvolvimento de câncer.
Propriedades químicas: por exemplo, a solubilidade em
Mutagênico – São substâncias que podem alterar água;
permanentemente o material genérico (DNA).
Exposições repetidas: mesmo em baixas concentrações,
certos gases irritantes


provocam alterações tissulares, bioquímicas e IDENTIFICAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS
funcionais das vias respiratórias;

Fatores anatômicos, fisiológicos e genéticos que podem


influenciar o sítio de ação; Exigências da Legislação para transporte de Produtos
Perigosos
Interação química: a inalação simultânea de outro
a) Do veículo e equipamentos
agente tóxico em forma de aerossol pode modificar a

toxicidade dos gases e vapores irritantes. O veículo de transporte deve estar sempre em perfeitas
Exemplos de substâncias químicas com efeitos condições de uso. Além de estar funcionando
irritantes: ácidos, amônia, cloro, soda cáustica, dióxido perfeitamente, deve estar limpo, sem frestas,
de enxofre, óxidos de nitrogênio, e gás sulfídrico (H2S). parafusos, tiras de metal ou lascas de madeiras soltas,
proporcionando um transporte que evite danificar as
b) Asfixiantes embalagens.

São substâncias químicas que levam o organismo à b) Sinalização do veículo (rótulo de risco e painel de
deficiência ou privação de oxigênio, sem que haja segurança)
interferência direta na mecânica da respiração.
Quanto à sinalização da unidade de transporte, são
São subdivididas em asfixiantes simples, asfixiantes necessárias as seguintes medidas uma sinalização
químicos e asfixiantes anestésicos. geral, indicativa de "transporte de produtos perigosos",
por meio de painel de segurança; e sinalização
Têm a propriedade comum de deslocar o oxigênio do ar
indicativa da "classe de risco do produto transportado",
e provocar asfixia pela diminuição da concentração do
por meio do rótulo de risco principal, podendo ser
oxigênio no ar inspirado (asfixia simples), produzem
também obrigatória a utilização de rótulo de risco
asfixia mesmo quando presentes em pequenas
subsidiário.
concentrações, porque interferem no transporte do

oxigênio pelos tecidos (asfixiantes químicos), ou são


capazes de provocar depressão do sistema nervoso
central (asfixiantes anestésicos).

Exemplos de substâncias químicas com efeitos


asfixiantes: etano, metano, propano, butano, GLP,
acetileno, nitrogênio, hidrogênio, monóxido de carbono
(CO), hidrocarbonetos acetilênicos (acetileno, aleno,
crotonileno), hidrocarbonetos lefínicos (do etileno ao
heptileno), etil éter, isopropil éter, hidrocarbonetos

parafínicos (do propano ao decano), acetonas alifáticas

(da acetona à octanona) e os alcoois alifáticos (etil,
propil, butil e amil).

Em acidentes com transporte de produtos químicos,


fatores como direção e velocidade do vento, densidade
relativa de vapor (comparação do peso em relação ao
ar) mais pesado ou mais leve que o ar, devem ser
levados em consideração, principalmente se for
próximo a locais habitados.

c) Risco Subsidiário

Nos casos em que for indicada a aposição de rótulos de
risco subsidiário, estes deverão levar indicação do
número da classe ou subclasse no vértice inferior do
símbolo.

d) Rótulo de Risco

Os rótulos de risco aplicáveis aos veículos
transportadores devem ter o tamanho padrão,
conforme NBR 7500 da ABNT.

Os rótulos de risco têm a forma de um losango de 100


mm por 100 mm, exceto os casos em que os volumes só
comportem rótulos menores.

São divididos em duas metades, sendo a metade


superior do rótulo destinada a exibir o símbolo de
identificação do risco e a metade inferior destinada ao
número da classe ou subclasse e grupo de
compatibilidade do produto.

Todos os veículos de carga, veículos-tanque, vagões,


vagões-tanque, contêineres de carga, contêineres-
tanque, tanques portáteis e automóveis para a classe
7 deverão ser sinalizados através de rótulos de risco
que indicam riscos principais ou subsidiários afixados à
superfície exterior das unidades de transporte e de
carga para advertir que seu conteúdo é composto de
produtos perigosos e apresenta riscos.

Os diferentes Rótulos de Risco correspondentes às


várias Classes de Risco principais e subsidiários dos
produtos perigosos constam no Manual de Emergência RESOLUÇÃO 420/04 ANTT

na seção branca inicial.


Seguem abaixo os vários Rótulos de Risco constantes
e) Painel de segurança
no referido Manual.

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 10



Os painéis de segurança devem ter o número da ONU 266 - Gás altamente tóxico
e o número de risco do produto transportado apostos 268 - Gás tóxico corrosivo
em caracteres negros, em um painel retangular de cor 286 - Gás corrosivo tóxico
30 - Líquido inflamável ou líquido que se aquece
laranja, conforme NBR N° 7500 da ABNT.
sozinho
Quando for expressamente proibido o uso de água no 323 - Líquido inflamável que reage com água que
emite gases inflamáveis
produto, deve ser colocada a letra X no início antes do
X323 - Líquido inflamável que reage perigosamente
número de identificação de risco. com água emitindo gases inflamáveis
33 - Líquido altamente inflamável (ponto de fulgor
Caracteriza-se como painel de segurança uma placa
abaixo de 21°C)
retangular laranja com um conjunto de números na 333 - Líquido pirofórico (extremamente inflamável)
parte superior e inferior, sendo que a metade superior X333 - Líquido pirofórico (extremamente inflamável)
é destinada ao número de identificação de risco, que reage violentamente com água
indicando risco principal e subsidiários e aparte inferior 336 - Líquido altamente inflamável tóxico
é destinada ao Número de Identificação do produto ou 338 - Líquido altamente inflamável corrosivo
X338 - Líquido altamente inflamável corrosivo que
número ONU formado por quatro algarismos,
reage perigosamente com água
constantes na Resolução n° 420/04, o qual identifica o 339 - Líquido altamente inflamável que pode conduzir
produto transportado. O assunto "Painel de espontaneamente a reação violenta
Segurança" é tratado na seção branca final do Manual 36 - Líquido tóxico que se aquece sozinho
de Emergência da ABIQUIM. 362 - Líquido inflamável que emite gases inflamáveis
X362 - Líquido inflamável tóxico que reage
O Número de Identificação do produto servirá para perigosamente com água emitindo gases inflamáveis
consulta do Manual de Emergência, que também traz a 38 - Líquido corrosivo que se aquece sozinho
relação por ordem numérica e alfabética dos produtos 382 - Líquido inflamável corrosivo que reage com água
considerados perigosos. emitindo gases inflamáveis

X382 - Líquido inflamável corrosivo que reage
Modelo de Painel de Segurança perigosamente com água emitindo gases inflamáveis
39 - Líquido inflamável que pode conduzir
espontaneamente à reação violenta
40 - Sólido inflamável que se aquece sozinho
423 - Sólido inflamável que reage com água emitindo
gases inflamáveis
X423 - Sólido inflamável que reage perigosamente
com água emitindo gases inflamáveis
Os produtos perigosos estão enquadrados em classes e 44 - Sólido inflamável em estado fundido (derretido) à
subclasses dentro de um sistema de classificação temperatura elevada
internacional ditado pela Organização das Nações 446 - Sólido inflamável tóxico em estado fundido
(derretido) à temperatura elevada
Unidas (ONU), com sustentáculo no tipo de risco
46 - Sólido inflamável tóxico ou que se aquece sozinho
apresentado conforme segue:
462 - Sólido tóxico que reage com água emitindo
gases inflamáveis
20 - Gás inerte
48 - Sólido inflamável corrosivo ou que se aquece
22 - Gás refrigerado
sozinho
223 - Gás refrigerado inflamável
482 - Sólido inflamável corrosivo que reage com água
225 - Gás refrigerado oxidante
emitindo gases inflamáveis
23 - Gás inflamável
50 - Substância oxidante
236 - Gás inflamável tóxico
539 - Peróxido orgânico inflamável que pode conduzir
239 - Gás inflamável que pode conduzir
espontaneamente à reação violenta
espontaneamente à reação violenta
55 - Substância fortemente oxidante
25 - Gás oxidante
556 - Substância fortemente oxidante tóxica
26 - Gás tóxico
558 - Substância fortemente oxidante corrosiva
265 - Gás tóxico oxidante
Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 11


559 - Substância fortemente oxidante que pode X88 - Substância altamente corrosiva que reage
conduzir espontaneamente à reação violenta perigosamente com água
56 - Substância oxidante tóxica 883 - Substância altamente corrosiva inflamável
568 - Substância oxidante tóxica corrosiva (ponto de fulgor entre 21°C e 55°C)
58 - Substância oxidante corrosiva 885 - Substância altamente corrosiva oxidante
59 - Substância oxidante que pode conduzir 886 - Substância altamente corrosiva tóxica
espontaneamente à reação violenta X886 - Substância altamente corrosiva tóxica que
60 - Substância tóxica ou prejudicial (nociva) reage perigosamente com água
63 - Substância tóxica ou prejudicial (nociva) 89 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
inflamável (ponde de fulgor entre 21°C e 55°C) que pode conduzir espontaneamente à reação
638 - Substância tóxica ou prejudicial (nociva) violenta
inflamável (ponde de fulgor entre 21°C e 55°C) 90 - Substância perigosa diversa
corrosiva
639 - Substância tóxica ou prejudicial (nociva)
inflamável (ponde de fulgor entre 21°C e 55°C) que DIAMANTE DE HOMMEL
pode conduzir espontaneamente à reação violenta
66 - Substância altamente tóxica Outra situação que a equipe de emergência pode se
663 - Substância altamente tóxica (ponto de fulgor deparar é a de emergência sem locais de
não acima de 55°C) armazenamento em depósitos e armazéns, onde as
68 - Substância tóxica ou prejudicial (nociva) corrosiva embalagens se encontram diretamente acondicionadas
69 - Substância tóxica ou prejudicial (nociva) que pode em caixas ou a granel, tais como em embalagens
conduzir espontaneamente a reação violenta
plásticas, galões, caixas, dentre outros. Nesse caso, a
70 - Material radioativo
72 - Gás radioativo identificação seguirá a norma NFPA 704, que adota a
723 - Gás radioativo inflamável simbologia denominada de Diamante de HOMMEL.
73 - Líquido radioativo inflamável (ponto de fulgor não

acima de 55°C) Ela é aplicada em vários países, no entanto sem


74 - Sólido radioativo inflamável obrigatoriedade aqui no Brasil. Diferentemente das
75 - Material radioativo oxidante placas de identificação, o Diamante de HOMMEL não
76 - Material radioativo tóxico informa qual é a substância química, mas indica todos
78 - Material radioativo corrosivo os riscos envolvendo o produto químico em questão.
80 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
X80 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
que reage perigosamente com água
83 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
inflamável (ponto de fulgor entre 21°C e 55°C)
X83 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
inflamável (ponto de fulgor entre 21°C e 55°C) que
reage perigosamente com água
839 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
inflamável (ponto de fulgor entre 21°C e 55°C) que
pode conduzir espontaneamente à reação violenta
X839 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
inflamável (ponto de fulgor entre 21°C e 55°C) que
pode conduzir espontaneamente à reação violenta
reagindo perigosamente com água
85 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva
oxidante
856 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva Figura – Diamante de Hommel ou Diamante 704M
oxidante tóxica
86 - Substância corrosiva ou ligeiramente corrosiva Os riscos representados no Diamante de Hommel são
tóxica os seguintes:
88 - Substância altamente corrosiva

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 12



VERMELHO – INFLAMABILIDADE No transporte de carga fracionada/embalada de
produtos perigosos, são previstas as seguintes regras:
Onde os riscos são os seguintes:
4 - Gases inflamáveis, líquidos muito voláteis, Na frente: o painel de segurança, ao lado do motorista.
materiais pirotécnicos; Na parte superior, deve haver o número de
3 - Produtos que entram em ignição a temperatura identificação de risco do produto e, na parte inferior, o
ambiente;
número de identificação do produto (número de ONU,
2- Produtos que entram em ignição quando aquecidos
moderadamente; conforme Resolução N° 420/04 ANTT -Instruções
1- Produtos que precisam ser aquecidos para entrar complementares ao Regulamento do Transporte
em ignição; Rodoviário de Produtos Perigosos), quando transportar
0 - Produtos que não queimam. apenas um produto;

Na traseira: o painel de segurança, ao lado do
BRANCO - RISCOS ESPECIAIS motorista, idêntico ao colocado na frente, e o rótulo
indicativo do risco principal do produto, se todos os
Onde os riscos são os seguintes:
produtos pertencerem a uma mesma classe de risco;
OXY Oxidante forte
ACID Ácido forte Nas laterais: o painel de segurança, idêntico aos
ALK Alcalino forte colocados na frente e na traseira, e rótulo indicativo do
W Restrição do uso de água risco do produto, colocado do centro para a traseira,
em local visível, se todos os produtos pertencerem a
AZUL - PERIGO PARA SAÚDE uma mesma classe de risco.

Onde os riscos são os seguintes: No caso de carregamento inicial de dois ou mais
4- Produto Letal; produtos perigosos de classes ou subclasses de riscos
3- Produto severamente perigoso; diferentes e que, no final do trajeto, haja apenas um
2- Produto moderadamente perigoso; produto perigoso sendo transportado, deverá ser
1- Produto levemente perigoso; mantido o painel de segurança sem qualquer inscrição.

0 - Produto não perigoso ou de risco mínimo.
Neste caso, o rótulo de risco não é colocado.

AMARELO - REATIVIDADE Quando o transporte for realizado em carroceria

aberta, recomenda-se o uso de lonas de forma que a
Onde os riscos são os seguintes:
identificação da carga fique visível.
4- Capaz de detonação ou decomposição com
explosão a temperatura ambiente; g) Regras de colocação dos painéis e rótulos ABNT
3- Capaz de detonação ou decomposição com 7500
explosão quando exposto a fonte de energia severa;
2- Reação química violenta possível quando exposto a Identificação do RNTRC

temperaturas e/ou pressões elevadas;
Esta identificação tem o objetivo de promover estudos
1 - Normalmente estável, porém pode se tornar
e levantamentos relativos a frota de caminhões, bem
instável quando aquecido;
como organizar e manter um registro nacional de
0 - Normalmente estável.
transportadores rodoviários.

DOWNLOAD DA LISTA COMPLETA DE PRODUTOS Exigências: transportadoras/empresas constituídas e
QUÍMICOS PERIGOSOS E SUA CLASSIFICAÇÃO.
operadores autônomos.
(Arquivo em Excel)
f) Sinalização da unidade de carga

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 13



d) Grupo de Embalagem da substância ou artigo,
considerando a Classe de Risco principal;

e) Declaração do expedidor. Estão dispensados dessa


declaração, os estabelecimentos que usualmente
forneçam produtos perigosos, desde que apresentem
documento com a declaração impressa na nota fiscal
de que o produto está adequadamente acondicionado

para suportar os riscos normais de carregamento,
Nota Fiscal descarregamento, transbordo e transporte, conforme a
Resolução N° 701/04 ANTT. A declaração deve ser
a) O Nome Apropriado Para Embarque (Resolução N°
datada, independente da data da Nota Fiscal;
420/04 ANTT): o nome apropriado para embarque a ser
usado no transporte do pesticida, deve ser selecionado f) A quantidade total por produto perigoso abrangido
com base no ingrediente ativo, no estado físico do pela descrição (em volume, massa ou conteúdo liquido
pesticida e em quaisquer risco subsidiário que de explosivos, conforme apropriado).
apresente. Quando são usados nomes apropriados
para embarque "genéricos" ou "N.E.", estes devem ser Ficha de emergência

acompanhados do nome técnico do produto. Contém os dados do transportador e telefone
As designações "genéricas" ou "N.E." que exigem esta disponível 24 horas por dia, para atendimento
informação suplementar são indicadas pela Provisão emergencial, com tarja vermelha, identificação do
Especial 274, constante na coluna 7 da Relação de produto, seus riscos, procedimentos de emergência e,
Produtos Perigosos. O nome técnico deve figurar entre no verso, telefones da corporação de bombeiros, polícia
parênteses, imediatamente após o nome apropriado rodoviária, órgão de meio ambiente e Defesa Civil.
para embarque e deve ser um nome químico As equipes de emergência utilizarão a ficha de
reconhecido ou outro nome correntemente utilizado emergência para tomarem as providências necessárias
em manuais, periódicos ou compêndios técnicos ou no local do acidente.
científicos.
A ficha de emergência é um documento de porte
Nomes comerciais não devem ser empregados com obrigatório para o transporte de produtos perigosos,
este propósito (grifo do autor). No caso de pesticidas, conforme prevê o art. 22 do RTPP (regulamento para o
devem ser usados somente nome(s) comum(ns) ISO, transporte de produtos perigosos) aprovado pelo Dec.
outro(s) nome(s) constante(s) na WHO Recommended 96.044/88 e é prevista ainda na Resolução 420/04 da
Classification of Pesticides by Hazard and Guidelines to ANTT.
Classification, ou o(s) nome(s) da(s) substância(s)
ativa(s). A ficha de emergência é regulada pela NBR7503 da
ABNT e acompanha o produto desde o seu
b) A classe ou a subclasse do produto: nos casos de acondicionamento da carga até o destinatário do
existência de risco(s) subsidiário(s), poderão ser produto. A NBR 7503 especifica os requisitos e as
incluídos os números das classes e subclasses dimensões para a confecção da ficha de emergência e
correspondentes, entre parênteses, após o número da do envelope para o transporte terrestre de produtos
classe ou subclasse principal do produto conforme a perigosos, bem como instruções para o preenchimento
Resolução N° 701/04 ANTT Para os produtos da ficha e do envelope.
inflamáveis, citar o algarismo 3 (três). Para os produtos
tóxicos, deve-se citar 6.1 (seis ponto um). FICHA DE SEGURANÇA DE PRODUTO QUÍMICO - FISPQ

c) O número ONU precedido das letras "UN" ou


"ONU";
Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 14


A FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produto caso de redespacho, deve ser incluído o título
Químico ) é regulada pela NBR 14725 da ABNT. Esta REDESPACHO e, abaixo deste, o nome, telefone e
deve ser entregue ao cliente que adquire o produto endereço da transportadora que recebeu a carga. Esta
perigoso. Não é de competência dos agentes de informação deverá ser incluída logo acima do campo
fiscalização solicitar a FISPQ uma vez que esta Transportadora.
competência é do Ministério do Trabalho.
d) Área D: reservada para impressão do texto
Fornece informações sobre vários aspectos desses conforme a figura
produtos químicos (substâncias ou preparados) quanto
Esta documentação deverá ser emitida pelo expedidor
à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente.
e deverá estar disposta dentro do envelope de
A FISPQ fornece, para esses aspectos, conhecimentos
emergência desde o início até a entrega do produto ao
básicos sobre os produtos químicos, recomendações
seu destinatário.
sobre medidas de proteção e ações em situação de

emergência.
LEGISLAÇÃO
Em alguns países, essa ficha é chamada Material Safety
O primeiro ponto a ser considerado é de que o acidente
Data Sheet - MSDS. Legislações que fazer parte da NBR
pode ocorrer em qualquer local, mas principalmente
14725 : Resoluções 11/88 e 12/89 do CONMETRO:
onde alguém sem preparo ou técnica para tal,
Regulamentação Metrológica e Quadro Geral de
manuseie alguma embalagem contendo produto
Unidades de Medida. Decreto 2657 de 03/07/98:
perigoso, como foi o caso de Goiânia onde um dono de
Promulga a Convenção 170 da OIT, relativa à
ferro velho adquiriu uma peça metálica contendo Césio
Segurança na Utilização de Produtos Químicos no
137 proveniente de um aparelho hospitalar
Trabalho.
abandonado.

CLIQUE AQUI PARA FAZER DOWNLOAD DE FISPQ
A Legislação acerca de Produtos Perigosos é vasta. Para

o primeiro contato, o leigo deve ter acesso à Resolução
420 da ANTT que substitui as Portarias do Ministério
Envelope para transporte dos Transportes n° 261 de 11 de abril de 1989, 204 de

20 de maio de 1997, 409 de 12 de
O envelope deve ser confeccionado em papel
setembro de 1997,101 de 30 de março de 1998, 402
produzido pelo processo Kraft, nas cores ouro, puro ou
de 09 de setembro de 1998, 490 de 16 de novembro
natural, com gramatura mínima de 80g/m2. Todas as
de 1998, 342 de 11 de outubro de 2000, 170 de 09 de
linhas devem ser impressas em cor preta. O tamanho
maio de 2001, 254 de 10 de julho de 2001; e que aprova
é 190 x 250 mm (padrão), com tolerância aproximada
as instruções complementares ao Regulamento do
de 15 mm. O envelope é composto por quatro áreas,
Transporte Terrestre de Produtos Perigosos.
com as utilizações especificadas a seguir:
O Brasil é signatário de Convenções das Nações Unidas
a) Área A: reservada para impressão do texto
que tratam de assuntos relativos ao meio ambiente,
conforme a figura. O telefone de emergência deve ter
nos interessando aquelas que tratam sobre o
atendimento disponível 24 horas por dia.
transporte de produtos perigosos. Entre elas podemos
b) Área B: deve conter logotipos impressos em citar a Convenção de Estocolmo, Convenção de Basiléia,
qualquer cor e telefones de emergência, caso não tenha Acordo de Alcance Parcial Facilitação para Transportes
sido impresso no verso da Ficha de Emergência. de Produtos Perigosos no Mercosul. Há também
ordenamentos jurídicos de origem interna como Leis,
c) Área C: está reservada para conter o nome, Regulamentos, Portarias e Resoluções.
endereço e telefone da "Transportadora", que
atualmente é de preenchimento obrigatório. É o único
campo que pode ser manuscrito, desde que legível. No
Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 15


A terminologia para classificação dos tratados na Convenção 174 - OIT
prática internacional é bem imprecisa, Albuquerque
Prevenção de acidentes industriais maiores.
Mello, assim classifica e conceitua, dentre os que nos

interessam:



Tratado - é utilizado para os acordos solenes; Legislação internacional em função da atividade

Protocolo - Normalmente pode ter dois significados: Regulations for the safe Transport of Radioactive
1) Protocolo de uma conferência, que é a ata de uma Material - 2005 Edition
conferência; Safety Requirements International Atomic Energy
Agency.
2) Protocolo-acordo é um verdadeiro tratado em que
são criadas normas jurídicas sendo utilizado neste caso Vienna, 2005 - IAEA Safety Standards Series No. Ts-R-1
como um suplemento a um acordo já existente; - Sti/Pub/1098.

Acordo é geralmente usado para os tratados de cunho International Maritime Dangerous Goods
econômico, financeiro, comercial e cultural;
IMDG Code – IMO – 2000.
Convênio é a palavra utilizada para tratados que
versam sobre matéria cultural ou transporte. IATA Dangerous Goods Regulations

Legislação de produtos perigosos International Air Transport Association – IATA.

Tratados, Convenções, Acordos e Pactos
Internacionais
Leis nacionais
Convenção de Basiléia
Lei Nº 9.605 de 12/02/98
Convenio de Basilea sobre El Control de los
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas
Movimientos Transfronterizos de los Desechos
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio
Peligrosos y su Eliminación Adoptado por la
ambiente, e dá outras providências.
Conferencia de Plenipotenciarios del 22 De Marzo 1989.

Lei nº 10.165, de 27/12/00
Convenção de Estocolmo


Altera a Lei nº 6.938, de 31/8/81, que dispõe sobre a
Conférence des Nations Unies sur l'environnement,
Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e
Stockholm, le 16 Juin 1972; voir Assemblée Générale
mecanismos de formulação e aplicação.
des Nations Unies, Resolutions 2994/XXVII, 2995/XXVII
et 2996/XXVII du 15 décembre 1972. Publicada no DOU de 28/12/00 p. 1-3 (Retificação

DOU de 09/01/01. p.1)
Pacto de Varsóvia

Lei nº 6.453, de 17.10.77
Convenção para a Unificação de certas regras relativas

ao Transporte Aéreo Internacional, assinada em Dispõe sobre a responsabilidade civil por danos
Varsóvia, em 1929 e promulgada pelo Decreto 20.704 nucleares e a responsabilidade criminal por atos
de 24 Nov 1931. relacionados com atividades nucleares e dá outras

providências.
Convenção 170 - OIT

Lei nº 5.352, de 07/10/86 – Governo do Estado de
Produtos químicos.
São Paulo

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 16



Dispõe sobre a obrigatoriedade de equipamento de transporte terrrestre de produtos perigosos). DOU de
proteção em veículos de transporte de cargas ou 8/12/98. p.14-17
produtos que especifica.
Decreto nº 2.866, de 07/12/98
Lei nº 11.368, de 17/5/1993
Dispõe sobre a execução do Primeiro Protocolo
Dispõe sobre o transporte de produtos perigosos de Adicional ao Acordo de Alcance Parcial para a
qualquer natureza por veículos de carga no Município Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos
de São Paulo, e dá outras providências. (AAP.PC/7), firmado em 16 de julho de 1998, entre os
Governos do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do
Uruguai.

Decretos Decreto nº 1.797, de 25/01/96


Decreto-Lei nº 2.063, de 6/10/1983
Dispõe sobre a execução do Acordo de Alcance Parcial

Dispõe sobre multas a serem aplicadas à para a Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos,
regulamentação para a execução de transporte de entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, de 30 de
cargas ou produtos perigosos. dezembro de 1994.

Decreto-Lei nº 2.063 de 6/10/83

Dispõe sobre multas a serem aplicadas por infrações à Portarias

regulamentação para a execução dos serviços de Portaria nº 261/MT, de 11/4/89
transporte rodoviário de cargas ou produtos perigosos.
DOU de 7/10/83. p.17153. Promove ajustamentos técnico-operacionais no
Regulamento para o Transporte Rodoviário de
Decreto nº 3.665, de 20/11/00
Produtos Perigosos. DOU de 12/4/89. p.5535.

Dá nova redação ao Regulamento para a Fiscalização
Portaria nº 172/INMETRO/MJ, de 29/7/91
de Produtos Controlados (R-105). Publicado no DOU de
21/11/00 p. 1/28. Revoga o Decreto nº 2.998, de Aprova o Regulamento Técnico para “Equipamento
23/3/99. para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos à
Granel (RT-7)”. DOU de 1/8/91. p.15377.
Decreto nº 4.097, de 23/1/02
Portaria nº 221/INMETRO/MJ, de 30/9/91
Altera a redação dos arts. 7o e 19 dos Regulamentos
para os transportes rodoviário e ferroviário de produtos Aprova o Regulamento Técnico “Inspeção em
perigosos, aprovados pelos Decretos nos 96.044, de Equipamentos destinados ao Transporte de Produtos
18/5/88, e 98.973, de 21/2/90, Perigosos à Granel não incluídos em outros
respectivamente. DOU de 24/1/02. p. 1-2 Regulamentos” - RT-27. DOU de 8/10/91. p.21829.

Decreto nº 2.866, de 7/12/98 Portaria nº 277/INMETRO/MJ, de 27/11/91

Dispõe sobre a execução do Primeiro Protocolo Aprova o Regulamento Técnico “Veículo Rodoviário
Adicional ao Acordo de Alcance Parcial para a destinado ao Transporte de Produtos Perigosos -
Facilitação do Transporte de Produtos Perigosos Construção, Instalação e Inspeção de Pára-Choque
(AAP.PC/7), firmado em 16/7/98, entre os Governos do Traseiro” - RTQ-32. DOU de 29/11/91. p.27246.
Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai (Aprova
Portaria nº 275/INMETRO/MICT, de 16/12/93
o regime de infrações e sanções aplicáveis ao

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 17



Aprova o Regulamento Técnico da Qualidade - RTQ-36 Publicação: 06/06/98 - Retificação: Folha 2 19/06/98,
Revestimento interno de tanque rodoviário de produtos Folha 2.
perigosos com resina éster vinílica reforçada com fibra
Ementa: Critérios para licenca especial de trânsito de
de vidro - aplicação e inspeção. DOU de 21/12/93.
produtos perigosos.
p.19859.

Portaria nº 00015 - Ano: 1998 Secretaria: SMT
Portaria nº 276/INMETRO/MICT, de 16/12/93
Departamento: DSV
Aprova os Regulamentos Técnicos da Qualidade, RTQ-
Publicação de 18/08/98 - Republicação: Folha 11
2 - Revisão 01 - Equipamentos para o Transporte
19/08/98, Folha 11.
Rodoviário de Produtos à Granel - Construção e
Inspeção Inicial e RTQ-34 - Equipamento para o Considera produto perigoso com alta frequência de
Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos à Granel circulação o relacionado em anexo único.
- Geral - Construção. DOU de 21/12/93, p.19859.
Portaria nº 043, de 7/08/98
Portaria nº 277/INMETRO/MICT, de 16/12/93
Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério do
Aprova os Regulamentos Técnicos da Qualidade - RTQ- Exército, aprova Regulamento Técnico de Embalagens
21 - Revisão 2 - Equipamento para o Transporte de Produtos da Classe 1 - Explosivo - REG/T-01, que fixa
Rodoviário de Produtos Perigosos à Granel - Inspeção formas, dimensões e condições a que devem satisfazer
Periódica e RTQ-5 - Revisão 2 - Veículo destinado ao as embalagens para produtos da Classe 1, classificados
Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos - conforme o Decreto 1.797 de 25 de Janeiro de 1996.
Inspeção. DOU de 21/12/93 .p.19859. DOU de 21/9/98 .p. 11.


Portaria nº 199/INMETRO/MICT, de 6/10/94 Portaria nº 38/DENATRAN/MJ, de 10/12/98

Aprova o “Regulamento Técnico da Qualidade nº 5 Acrescenta ao Anexo IV da Portaria nº 01/98 –
(RTQ-5) - Veículo destinado ao Transporte Rodoviário DENATRAN, os códigos das infrações referentes ao
de Produtos Perigosos - Inspeção”. DOU de 11/10/94. Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. DOU de
p. 15.369-71. 11/12/98 .p. 41.


Portaria nº 200/INMETRO/MICT, de 6/10/94 Portaria nº 00098 - Ano: 1999 Secretaria: SVMA

Aprova o “Regulamento Técnico da Qualidade nº 26 Publicação de 05/10/99, Folha 15 - Disponibiliza
(RTQ-26) - Conteiner-tanque destinado ao Transporte formulários, referentes a obtenção de licença especial
Rodoviário de Produtos Perigosos à Granel-Inspeção”. de trânsito de produtos perigosos.
DOU de 11/10/94. p. 15.371-72.
Portaria DER nº 326, de 08/05/00
Portaria DSV.G 15/1998
Atribui competência à Polícia Militar Rodoviária do
Define os produtos perigosos com alta freqüência de Estado de São Paulo, para fiscalizar e autuar os
circulação para fins de licenciamento do transportador responsáveis por infrações à legislação federal que
e estabelece as condições de restrições ao trânsito de dispõe sobre o transporte de produtos perigosos.
veículos que transportam produtos perigosos nas vias
do Município de São Paulo. Portaria nº 22/MT, de 19/1/01

Portaria nº 77, Gabinete do Prefeito, de 5/6/98 Aprova as Instruções para a Fiscalização do Transporte
Rodoviário de Produtos Perigosos no MERCOSUL. DOU
Complementa a Lei nº 11.368, de 17/5/1993. de 24/1/01 .p. 12-16.

Portaria nº 00077 - Ano: 1998 Secretaria: Pref

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 18



Portaria nº 349, de 4/6/2002 Normas da Autoridade Marítima para Embarcações
Empregadas na Navegação de Mar Aberto (NORMAM
Aprova as instruções para a fiscalização do transporte
- 01/DPC) – Marinha do Brasil – 2005.
rodoviário de produtos perigosos no âmbito nacional.
NORMAM - 02

Normas da Autoridade Marítima para Embarcações
Resoluções
Empregadas a Navegação Interior (NORMAM -

Resolução SMA nº 81, de 01/12/98 02/DPC) - Marinha Do Brasil – 2003.

Dispõe sobre o licenciamento ambiental de Instrução de Serviço nº 1/STT/MT, de 11/01/02



intervenções destinadas à conservação e melhorias de
Estabelece diretrizes às atividades de fiscalização no
rodovias e sobre o atendimento de emergências
território brasileiro do Transporte Rodoviário
decorrentes do transporte de produtos perigosos em Interestadual e Internacional de Passageiros e ao
rodovias.
Transporte Rodoviário Internacional de Cargas. DOU de

Resolução nº 91/CONTRAN/MJ, de 04/5/99 14/01/02 p. 60-62.


Dispõe sobre os cursos de Treinamento Específico e NE - 3.01

Complementar para Condutores de Veículos Diretrizes Básicas de Radioproteção.
Rodoviários Transportadores de Produtos Perigosos.
DOU de 6/5/99 p. 2/4 - Revoga a Resolução nº NE - 3.02
70/CONTRAN/MJ, de 23/9/98.
Serviços de Radioproteção.
Resolução nº 701, de 25/08/2004
NN - 3.05
Altera itens da Resolução nº 420/04 da Agência
Requisitos de Radioproteção e Segurança para
Nacional de Transportes Terrestres - ANTT.
Serviços de Medicina Nuclear.

NE - 3.06
Outras legislações
Requisitos de Radioproteção e Segurança para
Instrução Técnico-Administrativa nº 9/99 - D.F.P.C. Serviços de Radioterapia.

Transporte Rodoviário - Conjunto de Acessórios e NE - 5.01
Explosivos.
Transporte de Materiais Radioativos D.O.U. 01 de
Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados agosto de 1988.
do Ministério do Exército.
NE - 5.02
Ordem Interna nº 00001 Ano: 1999 Secretaria: SVMA
Transporte, Recebimento, Armazenagem e Manuseio
Departamento: DECONT -
de Elementos Combustíveis de Usinas Nucleoelétricas
Publicação: 07/08/99 - Republicação: Folha 16 D.O.U. 29 de outubro de 1986.
10/08/99, Folha 22.
NE - 5.03
Disciplina o atendimento a emergências no transporte
Transporte, Recebimento, Armazenagem e Manuseio
terrestre de produtos perigosos.
de Ítens de Usinas Nucleoelétricas.
NORMAM - 01

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 19



Normas ABNT NBR12982

Desgaseificação de tanque rodoviário para transporte
de produto perigoso – classe de risco 3 – líquidos
NBR 7500
inflamáveis

Símbolos de risco e manuseio para o transporte e
NBR13095
armazenamento de materiais
Instalação e fixação de extintores de incêndio para
NBR 7501
carga, no transporte rodoviário de produtos perigosos


Transporte de produtos perigosos – terminologia NBR14095


NBR 7503 Área de estacionamento para veículos rodoviários de

Ficha de emergência para o transporte de produto transporte de produtos perigosos
perigoso – características e dimensões
NBR14064

NBR 7504
Atendimento a emergência no transporte rodoviário de

Envelope para transporte de produtos perigosos – produtos perigosos
características e dimensões
NBR 14619


NBR 8285
Incompatibilidade química.


Preenchimento da ficha de emergência para o
transporte de produto perigoso
COMISSÕES
NBR 8286
Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no
Emprego da sinalização nas unidades de transporte e Transporte Terrestres de Produtos Perigosos
de rótulos nas embalagens de produtos perigosos
A Secretaria de Estado dos Negócios dos Transportes
NBR 9734 do Estado de São Paulo, publicou em 28 de abril de

1999, a Resolução ST-5, que dispõe sobre a criação da
Conjunto de equipamentos de proteção individual para
"Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no
avaliação de emergência e fuga no transporte
Transporte Terrestres de Produtos Perigosos", a qual
rodoviário de produtos perigosos
tem por finalidade:
NBR 9735
1. identificar as principais causas geradoras de
Conjunto de equipamentos para emergências no acidentes;
transporte rodoviário de produtos perigosos
2. propor programas de conscientização para os
NBR1027 transportadores, fabricantes, expedidores,
importadores e destinatários dos produtos perigosos
Conjunto de equipamentos para emergências no
movimentados nas rodovias do Estado;
transporte rodoviário de ácido fluorídrico
3. estabelecer conjuntamente com os órgãos
NBR12710
responsáveis, treinamentos específicos para

Proteção contra incêndio por extintores no transporte condutores e pessoal envolvido com a atividade
rodoviário de produtos perigosos

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 20



4. despertar e motivar práticas preventivas que - Associquim - Associação Brasileira dos Distribuidores
resultem na minimização de riscos causados por de Produtos Químicos e Petroquímicos no Estado de
acidentes no transporte terrestres de produtos São Paulo
perigosos;
- Sincoquim - Sindicato do Comércio Atacadista de
5. convocar para prestar esclarecimentos as Produtos Químicos e Petroquímicos no Estado de São
indústrias, transportadores e expedidores que de forma Paulo
direta ou indireta tem responsabilidades sobre esses

acidentes. - Abiclor - Associação Brasileira das Indústrias do Cloro




- Sindigás - Sindicato da Indústria do Gás
Visite o site: http://www.subcomissaotppbs.org/


Órgãos estaduais que integram a Comissão - FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo
Coordenação - Secretaria de Estado dos Negócios dos
- ABPCEA - Associação Brasileira de Prevenção e
Transportes
Controle de Emergências Ambientais
- CEDEC - Coordenação Estadual de Defesa Civil
Órgãos convidados
- DER - Departamento de Estrada de Rodagem
- CET - Companhia de Engenharia de Tráfego e
- CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São CPTRAN
Paulo
- Comando de Policiamento de Trânsito
- CPRv - Comando de Policiamento Rodoviário
Participação do CB
- CB - Comando do Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros mantêm representante na
- IPEM - Instituto de Pesos e Medidas Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no
Transporte Terrestres de Produtos Perigosos, e vários
- CVS - Centro de Vigilância Sanitária
representantes nas sub-comissões, conforme mapa a

- Associação Nacional dos Transportes Ferroviários seguir: (OS nº CBI - 011/211/09 - Circular).


- Secretaria da Agricultura

Instituições Representativas de Classe

- ABTLP - Associação Brasileira dos Transportes de
Cargas Líquidas e Produtos Perigosos

- ABCR - Associação Brasileira de Concessionária de


Rodovias

- ABIQUIM - Associação Brasileira da Indústria


Química

- SEST/SENAT - Serviço Social do Transporte/Serviço COMISSÃO DE ESTUDOS DE ACIDENTES NO
Nacional de Aprendizagem do Transporte TRANSPORTE TERRESTRE DE PRODUTOS PERIGOSOS

- ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas PLANO NACIONAL DE PREVENÇÃO, PREPARAÇÃO E


RESPOSTA RÁPIDA A EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS
COM PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS - P2R2

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 21



ABNT/CB - 16 - TRANSPORTE DE PRODUTOS DESCONTAMINAÇÃO
PERIGOSOS
Descontaminação é um processo que consiste na
O Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta remoção física dos contaminantes ou na alteração de
Rápida a Emergências Ambientais com Produtos sua natureza química para substâncias inócuas.Nesse
Químicos Perigosos - P2R2 é constituído de projetos e processo, o mais importante é a minuciosidade e não a
ações participativas entre os governos federal, rapidez com que é realizado. Ainda durante a
estaduais, municipais, sociedade civil, setor privado e contenção e o controle do produto perigoso deve ser
busca abranger todos os empreendimentos ou montado o Corredor de Descontaminação,
atividades que possam causar acidentes ambientais permanecendo em operação até o final da emergência.
com produtos químicos perigosos. Visa resultados
Os critérios para sua montagem devem ser baseados
efetivos para a melhoria da qualidade ambiental em
nos seguintes fatores:
todo o território nacional.
1)A ocorrência for classificada como "Acidente
O P2R2 surgiu em decorrência do acidente ocorrido em
Químico Ampliado";
29 de março de 2003, em Cataguazes, em Minas Gerais,
em razão do rompimento de uma barragem de resíduos 2) Existência de vítimas no local (nesse caso, deverá ser
contendo substâncias químicas, causando a observado o procedimento para descontaminação de
contaminação dos rios Pomba e Paraíba do Sul, vítimas);
deixando várias cidades dos estados de Minas Gerais e
do Rio de Janeiro sem água para consumo. 3) Grande quantidade de equipamentos, operacionais
ou de proteção individual,foi contaminado;
Nessa ocasião, foram detectadas várias falhas nas
ações emergenciais de combate à poluição. A 4) Decisão do comandante das operações, em razão de
elaboração do plano levou em consideração a avaliação das condições do local e da ocorrência.
necessidade de parceria entre o Governo Federal e os
Apresenta-se a seguir um roteiro para implementação
Estados, com o objetivo de garantir a integração e
de um "Corredor de Descontaminação", também
uniformização das ações de prevenção e
denominado "Corredor de Redução de
procedimentos de resposta rápida.
Contaminação"ou "Pista de Descontaminação".

No Estado de São Paulo, na Coordenadoria Estadual de
Defesa Civil - CEDEC, integrante da Casa Militar do
Gabinete do Governador, funciona o Comitê para
Estudos das Ameaças Naturais e Tecnológicas do
Estado de São Paulo - CEANTEC, onde o P2R2 foi
instituído, conforme Resolução nº CMIL-038/610 -
CEDEC, de 30 de novembro de 2009

O Corpo de Bombeiros mantém representantes na


Comissão de Estudos de Transporte de Produtos
Perigosos da ABNT.

O objetivo da Comissão é o da normalização no campo


de transporte e tráfego compreendendo transporte de
carga de produtos perigosos, pesquisa de tráfego e
comportamento no trânsito, no que concerne a
terminologia, requisitos, métodos de ensaio e
Layout do corredor de descontaminação
generalidades.

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 22



Métodos de Descontaminação contaminante pode reagir com água), torna-se uma
boa opção utilizar uma solução química como
A descontaminação pode ser realizada por meio de
descontaminante. Isso requer que o contaminante seja
diversos métodos, sendo quea escolha do método mais
identificado. A solução de descontaminação
apropriado a cada situação dependerá da natureza
apropriada deve, obrigatoriamente, ser escolhida com
especificada substância envolvida. Assim sendo, em
a ajuda de um químico.
algumas situações, um único método será suficiente,
enquanto que em outras será necessária a combinação A água é o agente descontaminante mais utilizado,
de métodos. visto que o seu uso não gera fumos tóxicos e não
apresenta qualquer efeito significativo no material de
Diluição: consiste na redução da concentração do
confecção da roupa.
contaminante a níveis não perigosos. É eficiente,
principalmente, se o produto não penetrar na roupa. São sugeridas as seguintes formulações:
Esta técnica é a mais comumente aplicada.

Dissolução: consiste na adição de uma substância

intermediária durante o processo de descontaminação. 1) Solução A (solução alcalina):



Por exemplo, a utilização de querosene como produto a)5% de carbonato de Sódio (Na2O3);
intermediário para descontaminação de óleo
combustível. b)5 % de fosfato trissódico (Na3O4);

Surfactação: aplicado para melhorar a limpeza física. É c)Preparo: 3 kg de cada um para 60 l de água qsp;
um importante instrumento de checagem da
d)Utilizada nos seguintes grupos de risco do agente
dissolução. Fosfato trissódico é o agente surfactante
químico:
mais comumente utilizado. Detergentes industriais

também podem ser utilizados. 1.Ácidos inorgânicos e resíduos de processamento de
metais;
Neutralização: normalmente utilizado em substâncias

corrosivas. Por exemplo,quando um ácido está 2.Solventes e outros orgânicos;
envolvido, uma base pode ser utilizada para a
descontaminação e vice-versa. 3.Bifenilas;

Solidificação: técnica baseada na aplicação de agentes 4.Materiais etiológicos;


gelatilizantes, os quais solidificam o contaminante,
5.Produtos desconhecidos.
facilitando dessa forma, a sua remoção.

Aeração: técnica simples e eficiente, realizada por meio
da aplicação de vapor d'água no material 2.Solução B (solução oxidante):
contaminado. Apresenta bons resultados em produtos
voláteis. a)10 % de hipoclorito de cálcio CaH (CIO)2;

Equipamentos de proteção individual, ferramentas e b)Preparo: 5,4 kg do sal para 60 l de água qsp;
outros equipamentos são normalmente
c)Utilizada nos seguintes grupos de risco do agente
descontaminados limpando-os com água e detergente,
químico:
usando escovas de cerdas macias, seguido de lavagem
com água. Uma vez que esse processo pode não ser 1.Metais pesados;
completamente eficiente na remoção de alguns
contaminantes (ou em alguns casos o 2.pesticidas, fenóis, dioxinas;

3.cianetos, amônia, resíduos inorgânicos não ácidos.

Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 23



3.Solução C (solução alcalina fraca): nível de proteção a ser utilizado pela equipe de
descontaminação é determinado por algunsfatores:
a)% de fosfato trissódico Na3PO4;
1)Expectativa ou visível contaminação dos técnicos;
b)Preparo: 3 kg do sal para 60 l de água qsp;
2)O tipo de contaminante e seu risco à pele e ao sistema
c)Utilizada nos seguintes grupos de risco do agente
respiratório;
químico:
3) Concentração de gases ou vapores no corredor de
1.Solventes e outros orgânicos;
redução de descontaminação;
2.bifelinas; 4) Material particulado e vapores orgânicos e
3. resinas oleosas ou graxos não contaminados com inorgânicos no corredor de redução de
pesticidas. descontaminação.
Via de regra, a equipe de descontaminação utiliza um

nível de proteção abaixo daquele em uso pela equipe a
4. Solução D (solução ácida): ser descontaminada.

a)750 ml de ácido clorídrico HCl; Se, por exemplo, a equipe de intervenção estiver
utilizando o nível “A” de proteção (roupa de
b)Preparo: diluir em 60 l de água qsp;
encapsulamento e máscara autônoma), a equipe de
c) Utilizada no seguinte grupo de risco do agente descontaminação deverá utilizar o nível B de
químico: proteção(macacão do tipo saneamento de máscara
autônoma). Já se a equipe estiver utilizando o nível de
1. Bases inorgânicas e resíduos cáusticos. proteção “B”, a equipe de descontaminação deverá
utilizar o nível C de proteção (macacão do tipo

saneamento e máscara do tipo panorama).

5.Solução E (solução neutra):

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
a)Preparo: solução simples de água com sabão
neutro;
Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo
b)Utilizada nos seguintes grupos de risco do agente
dispositivo de uso individual, de fabricação nacional
químico:
ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a
1.Em todos, com exceção nas bases inorgânicas e integridade física do responsável pelo atendimento da
resíduos cáusticos. emergência química.

Os EPIs não reduzem o "risco e ou perigo", apenas

adequam o indivíduo ao meio e ao grau de exposição.
Equipamento de Proteção Individual para a Equipe
de Descontaminação A finalidade desse equipamento é preservar a saúde
dos bombeiros em ambientes hostis, proporcionando
Uma vez que a equipe a ser descontaminada irá se proteção cutânea e respiratória. As roupas devem ser
aproximar da equipe de descontaminação, é necessário utilizadas em conjunto com a proteção respiratória.
que esta última esteja devidamente protegida de modo
a evitar a sua contaminação, especialmente nos É fundamental selecionar uma roupa confeccionada em
estágios iniciais do processo. O material que apresente a maior resistência possível ao
ataque de produtos químicos. O estilo da roupa é
também importante e varia se o produto
Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 24


envolvido estiver presente no ar ou se a exposição à resistência contra o produto conhecido ou que possa
pele(contato com o produto) for direta ou através de estar presente.
respingos.
Cada um desses materiais fornece um grau de proteção
Outros critérios para seleção devem ser considerados, à pele contra uma gama de produtos, mas nenhum
incluindo a probabilidade da exposição, facilidade de material fornece a máxima proteção contra todos os
descontaminação, mobilidade com a roupa e produtos químicos.
durabilidade da roupa.
A seleção adequada da roupa de proteção pode
Uma variedade de materiais de confecção está minimizar o risco de exposição a produtos químicos,
disponível para a fabricação das roupas de proteção. mas não protege contra riscos físicos tais como fogo,
radiação e eletricidade.
A roupa de proteção selecionada deve ser
confeccionada em material que forneça a maior


















FLUXOGRAMA PARA ESCOLHA DE EPI


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EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA




EPR CIRCUITO ABERTO


Material utilizado no EAP/CB 2011 – Ten Grossi 26



EPR CIRCUITO FECHADO





Todo o conteúdo foi compilado da página da 3ª
EM/CB – Produtos perigosos.

Esta compilação foi elaborada para consultas rápidas,


na impossibilidade de acesso a Intranet/PM.

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Perigosos


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